Mapeamento da Cadeia Fornecedora de TIC
e de seus Produtos e Serviços para
Redes Elétricas Inteligentes (REI)
Normas Técnicas, Padrões e Regulamentos Aplicados
à Cadeia de Produtos e Serviços de TIC para REI
SUMÁRIO EXECUTIVO
1
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Dilma Rousseff
Presidenta
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E COMÉRCIO EXTERIOR
Mauro Borges Lemos
Ministro
AGÊNCIA BRASILEIRA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL - ABDI
Maria Luisa Campos Machado Leal
Presidente Substituta
Otávio Silva Camargo
Diretor
Cândida Beatriz de Paula Oliveira
Chefe de Gabinete
Carla Maria Naves Ferreira
Gerência de Projetos II
Claudionel de Campos Leite
Coordenação do Complexo Eletro Eletrônico
Carlos Venicius Frees
Especialista Líder do Projeto
Isabela Mendes Gaya Lopes dos Santos
Analista do Projeto
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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2
©2014 – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI
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Maria Luisa Campos Machado Leal
Presidente Substituta
Otávio Silva Camargo
Diretor
Cândida Beatriz de Paula Oliveira
Chefe de Gabinete
Carla Maria Naves Ferreira
Gerência de Projetos II
Claudionel de Campos Leite
Coordenação do Complexo Eletro Eletrônico
SUPERVISÃO
Maria Luisa Campos Machado Leal
Presidente Substituta
EQUIPE TÉCNICA DA ABDI
Gerente de Comunicação
Oswaldo Buarim Jr.
Carla Maria Naves Ferreira
Gerência de Projetos II
Coordenação de Comunicação
Simone Zerbinato
Claudionel de Campos Leite
Coordenação do Complexo Eletro Eletrônico
Revisão, projeto gráfico e diagramação
Juliano Cappadocio Batalha
G3 Comunicação
Carlos Venicius Frees
Especialista Líder do Projeto
EQUIPE DA ENTIDADE EXECUTORA - iAPTEL
Isabela Mendes Gaya Lopes dos Santos
Analista do Projeto
Adriana Pereira Torres
Willian Cecílio de Souza
Assistentes de Projetos
José Gonçalves Vieira - Presidente do iAPTEL
Equipe Técnica:
Cláudio Ribeiro Lima (Coordenador Técnico)
Adriano César Santana
Augusto José Venâncio Neto
Rafael Nielson
Gustavo Batista de Castro e Souza
Rafael Ribeiro de Carvalho Vaz
Marcos Lajovic Carneiro
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Sumário
1.0 - Introdução
2.0 - Metodologia
3.0 - Organizações de Padronização
3.1 - Principais Organizações Internacionais de Padronização e Entidades Correlatas
3.2 - Principais Organizações Nacionais de Padronização e Entidades Correlatas
3.3 - Quadro Comparativo
4.0 - Normas e Padrões Aplicados à Rede Elétrica Inteligente (REI)
4.1 - Normas e Padrões por Áreas de Aplicação Tecnológica
4.2 - Normas e Padrões por Organização Padronizadora ou Correlata
4.3 - Normas e Padrões Nacionais
5.0 - Leis e Regulamentos Aplicados à Rede Elétrica Inteligente (REI) no Brasil
5.1 - Regulamentações Aprovadas
5.2 - Regulamentações em Discussão
5.3 - Regulamentações Correlatas de TIC
6.0 - Roadmaps
6.1 - NIST
6.2 - IEC
6.3 - IEEE
6.4 - CENELEC / CEN / ETSI
6.5 - Quadro Comparativo
6.6 - Arquitetura Referencial REI-BR-2030
7.0 - Conclusão
06
06
07
07
09
11
12
12
17
18
19
21
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25
25
27
31
34
35
36
37
Acrônimos
ABDI
ABNT
ANEEL
ANSI
BNDES
CIM
COBEI
COD
CONMETRO
COPANTE
EISA
EPRI
GD
GWAC
IEEE
IEEE-SA
INMETRO
ISO
JEVS
M2M
NERC
OSI
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
Associação Brasileira de Normas Técnicas
Agência Nacional de Energia Elétrica
American National Standards Institute
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
Common Information Model
Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações
Centro de Operação da Distribuição
Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
Comissão Panamericana de Normas Técnicas
Energy Independence and Security Act
Electric Power Research Institute
Geração Distribuída
GridWise Architecture Council
Institute of Electrical and Electronic Engineers
IEEE - Standard Association
Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
International Standards Organization or Independent System Operator
Japan Electric-Vehicle association Standards
Machine-to-Machine
North American Electric Reliability Corporation
Open System Interconnection
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PBM
PBRI
PD&I
PRODIST
REN
SC
SDO
SG3
SGAM
SG-CG
SGIP
SIBMA
SM-CG
SOA
TASE
TC
TIA
TIC
W3C
Plano Brasil Maior
Programa Brasileiro de Rede Elétrica Inteligente
Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação
Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional
Resolução Normativa
Subcommittee
Standards Development Organization
Smart Grid Strategic Group
Smart Grid Architecture Model
Smart Grid Coordination Group
Smart Grid Interoperability Panel
Sistema Brasileiro de Multimedição Avançada
Smart Grid Coordination Group
Service Oriented Architecture
Telecontrol Application Service Element
Technical Committee
Telecommunications Industry Association
Tecnologia da Informação e Comunicação
World Wide Web Consortium
PREFÁCIO
No contexto da política industrial do país, dentro das diretrizes do Plano Brasil Maior (PBM), as Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC) são consideradas forças propulsoras para a indústria brasileira ocupar novos espaços
competitivos em cadeias produtivas internacionalizadas e densas em conhecimento.
A ABDI-Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial está conduzindo o estudo de Mapeamento da Cadeia de
Produtos e Serviços de TIC/REI. Esse projeto contempla várias etapas como o mapeamento nacional da cadeia de
produtos e serviços de TIC/REI (apresentado em junho de 2014), mapeamento internacional da cadeia de produtos e
serviços de TIC/REI, mapeamento de normas, padrões e regulamentos, análise de mercado e modelos de negócios. O
objetivo final é a proposição de políticas industriais para o setor.
O presente documento apresenta os resultados do “Mapeamento das Normas Técnicas, Padrões e Regulamentos
Aplicados à Cadeia de Produtos e Serviços de TIC/REI”, que teve o objetivo de identificar as instituições nacionais e
internacionais que atuam na definição das normas técnicas e padrões estabelecidos, indicando os estágios de
aplicação nos países selecionados e no Brasil, bem como as eventuais necessidades de adequação de forma a gerar
posteriores recomendações estratégicas como subsídios para o aperfeiçoamento e a consolidação de medidas a
serem incorporadas na “Agenda Setorial TIC” do PBM.
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1.0
INTRODUÇÃO
O estabelecimento de normas técnicas e padrões é indispensável na consolidação de um segmento industrial, na
focalização dos esforços de desenvolvimento e, consequentemente, na proteção do consumidor final. Como
consequência, países que estão atentos às normas técnicas, padrões e a aspectos regulatórios contribuem
decisivamente com condições favoráveis para a sobrevivência e a expansão de seus produtos e serviços frente a um
mercado cada vez mais globalizado.
Uma norma é um documento, estabelecido por consenso e aprovado por um organismo reconhecido, que fornece,
para uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características para atividades ou resultados visando à obtenção de
um grau ótimo de ordenação em um dado contexto. Por outro lado, um regulamento é um documento que contém
regras de caráter mandatório e que é adotado por uma autoridade [ref.: ABNT]. Se, por um lado, as normas técnicas e
padrões têm caráter voluntário, isto é, são apenas recomendações que podem ou não ser seguidas, por outro lado os
regulamentos apresentam caráter compulsório agindo, portanto, com força de lei.
Foram investigados neste trabalho normas técnicas e padrões internacionais e nacionais, regulamentos, arquiteturas
referências e Roadmaps*, assim como organizações de desenvolvimento de padrões e entidades correlatas, com o
objetivo de descrever o estado atual da padronização e da regulamentação no segmento de REIs (Redes Elétricas
Inteligentes) fornecendo subsídios para a concepção e elaboração de um modelo referencial brasileiro que promova a
indústria nacional.
2.0
METODOLOGIA
A Metodologia adotada nesse estudo contemplou as seguintes etapas:








identificação das principais organizações internacionais de padronização;
identificação das principais organizações nacionais de padronização;
identificação das principais entidades correlatas às SDOs, internacionais e nacionais;
seleção de normas e padrões em cada uma áreas de aplicação tecnológica de REI, assim como padrões de
caráter transversal;
seleção dos principais Roadmaps internacionais;
realização de entrevistas com entidades internacionais e nacionais;
 compilação, classificação, comparação, organização, validação e avaliação dos dados coletados para
responder as perguntas do Termo de Referência 01/2013 para o Mapeamento da Cadeia Fornecedora
de TIC e de Seus Produtos e Serviços para Redes Elétricas Inteligentes;
geração de tabelas, gráficos e realização de análises e conclusões; e
proposição de um “Roadmap brasileiro”.
Este estudo foi realizado com base nas seguintes Fontes de Informação:
 documentos oficiais das organizações de desenvolvimento de padrões (IEC, IEEE, CENELEC, ABNT, etc.);
 sites de busca (ex.: google): busca realizada aplicando filtro sobre a área de aplicação tecnológica desejada
(em inglês e em português);
 site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), INMETRO, ABINEE, etc.;
 trabalhos realizados anteriormente (artigos, revistas e jornais);
 revistas técnicas (ANEEL, O Setor elétrico, IEC, etc.);
 material de congressos, workshops e simpósios; e
 listas de discussão.
* Roadmap: roteiro que provê uma base consistente, permitindo à comunidade internacional avançar em tecnologias específicas,
podendo também indicar o período de instalação
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As normas técnicas e os padrões mapeados neste levantamento foram classificados pelas principais subáreas de REI,
segunda a classificação da ANEEL, sendo elas:










3.0
MI - Medição Inteligente (e IMA-Infraestrutura de Medição Avançada);
AD - Automação da Distribuição (que também inclui Automação da Subestação - AS);
GD - Geração Distribuída, Microgeração e Arranjos Técnicos e Comerciais;
TELECOM - Telecomunicações;
TI - Tecnologias de Informação;
EI - Edifícios Inteligentes (Industrial, Comercial e Residencial);
ARM - Sistemas de Armazenamento Distribuído e Baterias;
VEH - Veículos Elétricos, Híbridos e Sistemas de Carga;
CSM - Serviços ao Consumidor; e
OUTRO - Outros Correlatos, áreas transversais.
ORGANIZAÇÕES DE PADRONIZAÇÃO
Neste capítulo são apresentadas, sumariamente, as principais organizações de desenvolvimento de padrões (ou SDOs:
Standard Development Organizations) internacionais e nacionais, assim como as entidades correlatas que participam
do processo de padronização e regulamentação em REI (Rede Elétrica Inteligente).
3.1
Principais Organizações Internacionais de Padronização e Entidades Correlatas
IEC - INTERNATIONAL ELECTROTECHNICAL COMMISSION
http://www.iec.ch
A IEC (International Electrotechnical Commission) é uma das principais organizações de elaboração e publicação de
normas internacionais nas áreas de eletrotécnica, eletrônica e automação. As normas da IEC, que colaboram
diretamente com a operação da rede elétrica, são baseadas em consenso e representam a demanda de todas as
nações que participam como colaboradoras.
Cada país-membro, não importa o seu porte, opina e participa com 01 (um) voto sobre determinado padrão.
Atualmente, mais de 13.000 especialistas da indústria, comércio, governo, pesquisadores de universidades e
consumidores participam nos trabalhos de normalização da IEC, que coopera com a ISO (International Organization
for Standardization) e a ITU (International Telecommunication Union) para garantir que as normas internacionais se
encaixem e se complementem.
A IEC constituiu um grupo estratégico em REI para coordenar a padronização nesta área do conhecimento. Este grupo
desenvolveu uma estrutura de normalização que inclui protocolos e padrões para alcançar a interoperabilidade entre
sistemas e dispositivos. Os resultados deste trabalho foram publicados no “framework” de normalização da IEC em
Smart Grid ** em junho de 2010. Neste contexto, é importante destacar o trabalho de base realizado ao longo de
anos pela IEC, com amplo portfólio de padrões internacionais voltados à automação, a exemplo daqueles derivados de
atividades do Comitê Técnico 57 (IEC TC 57: Power Systems Management & Associated Information Exchange).
* Smart Grid: Rede Elétrica Inteligente (REI): eficientização dos sistemas elétricos de potência através do uso de Tecnologia da
Informação e Comunicação (TIC).
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IEEE - INSTITUTE OF ELECTRICAL AND ELECTRONICS ENGINEERS
http://www.ieee.org/index.html
O IEEE (Institute of Electrical and Electronics Engineers), uma das maiores organizações de desenvolvimento de
padrões a nível mundial, elabora suas normas através do IEEE-SA (IEEE - Standard Association). Suas normas e padrões
afetam uma ampla diversidade de indústrias através de recomendações em áreas como fontes de energia, engenharia
elétrica, eletrônica e TICs. As mais notáveis contribuições do IEEE são os padrões classificados no grupo IEEE 802
LAN/MAN, que inclui os padrões universalmente difundidos IEEE 802.3 (Ethernet) e IEEE 802.11 (Wireless
Networking).
No contexto de REI é importante destacar o IEEE SCC21, comitê do IEEE para assuntos relacionados à geração
distribuída e armazenamento, citado pelo Roadmap do NIST (National Institute of Standards and Technology). O IEEE
tem mais de 100 padrões relacionados à REI, aprovados ou propostos, incluindo o padrão IEEE 1547 suite, que define
requisitos de interconexão entre a concessionária e a geração distribuída.
O “Framework” do IEEE para REI, intitulado “IEEE 2030 - Draft Guide for Smart Grid Interoperability of Energy
Technology and Information Technology Operation with the Electric Power System (EPS) and End-Use Applications and
Loads”, de 2011, define terminologias, características, desempenho funcional e critérios de avaliação visando
consolidar a interoperação entre o sistema de fornecimento de energia, as aplicações dos usuários e as cargas.
NIST - NATIONAL INSTITUTE OF STANDARDS AND TECHNOLOGY
http://www.nist.gov
O NIST (National Institute of Standards and Technology) é uma agência governamental não-regulatória da
administração de tecnologia do Departamento de Comércio (DOC) dos Estados Unidos com a missão de apoiar a
inovação e a competitividade industrial naquele país, promovendo a metrologia, os padrões e as tecnologias de forma
a ampliar a segurança econômica e a qualidade de vida da população. O EISA 2007 (Energy Independence and Security
Act of 2007), ato do Congresso Norte Americano relacionado à política energética dos EUA que destinou ao setor
energético recursos da ordem de 4,7 bilhões de dólares para REI, delegou ao NIST a responsabilidade de coordenar o
desenvolvimento de um modelo de interoperabilidade para a Smart Grid.
O Roadmap do NIST inclui protocolos e padrões e um modelo para o gerenciamento de informações com vistas à
garantir a interoperabilidade de sistemas e dispositivos nas REIs, considerado por muitos um dos principais registros
de interoperabilidade na Smart Grid.
O Modelo de Referência Conceitual Smart Grid do NIST, citado nos Roadmaps da IEC e do IEEE, provê um “framework”
de alto nível com a definição de 07 (sete) domínios: geração, transmissão, distribuição, consumidores, operações,
mercados e provedores de serviço, onde cada um deles pode ser dividido em subdomínios. O Release 01 do Roadmap
do NIST foi posteriormente atualizado em 2012 (Release 02) e 2014 (Release 03).
ITU - INTERNATIONAL TELECOMMUNICATION UNION
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http://www.itu.int/en/Pages/default.aspx
A ITU (International Telecommunication Union) é a agência especializada em tecnologia da informação e comunicação
(TIC) da Organização das Nações Unidas (ONU), que desenvolve padrões técnicos para assegurar a compatibilidade
entre dispositivos e sistemas e promover a disseminação de redes.
As “recomendações” da ITU-T (ITU-Telecomunicações), atualizadas a cada quatro anos, são apenas sugestões de
regras e procedimentos que governos podem adotar ou ignorar. Na prática, essas recomendações têm sido seguidas
por possibilitar conectividade entre dispositivos de todo o mundo e pelo baixo custo decorrente da produção massiva
de equipamentos e sistemas compatíveis com esses padrões.
Uma das principais contribuições da ITU para as REIs refere-se a padrões envolvendo telecomunicações, destacandose, dentre outros, o IEEE 802.15 “Smart Utilities Nertworking” (SUN: IEEE 802.15.4g), que inclui recomendações para o
atendimento à camada física das redes locais (LAN) sem fio na REI.
IETF - INTERNET ENGINEERING TASK FORCE
http://www.ietf.org
O IETF (Internet Engineering Task Force) é uma comunidade Internacional aberta, criada para o desenvolvimento de
redes de comunicação, operadores, vendedores e pesquisadores atentos à evolução da arquitetura da Internet,
estando aberta a qualquer pessoa ou entidade interessada. O trabalho técnico da IETF é realizado através de seus
grupos de trabalho, que são organizados por tópicos em várias áreas (por exemplo: roteamento, transporte e
segurança). A maior parte do trabalho do IETF é realizada através de listas de discussão.
O IETF é responsável pelos padrões IPv4, 6LoWPAN e SNMP, dentre outros, adotados ou a serem adotados na REI. A
RFC 6272 (Internet Protocols For The Smart Grid) identifica os principais protocolos de internet utilizados na REI.
3.2
Principais Organizações Nacionais de Padronização e Entidades Correlatas
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS
http://www.abnt.org.br
A ABNT é o órgão responsável pela normalização técnica no país, fornecendo a base necessária ao desenvolvimento
tecnológico brasileiro. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como único Foro Nacional de
Normalização através da Resolução n.º 07 do CONMETRO de 1992 [ref.: ABNT].
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A ABNT é a representante oficial no Brasil das entidades internacionais de normalização ISO e IEC e das entidades
regionais de normalização; COPANT (Comissão Panamericana de Normas Técnicas) e AMN (Associação Mercosul de
Normalização).
Para a ABNT a normalização tem como objetivos proporcionar a redução da crescente variedade de produtos e
procedimentos e meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente, e eliminar barreiras
técnicas e comerciais, evitando a existência de regras conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes regiões,
promovendo assim, o intercâmbio comercial.
A ABNT tem contribuído ativamente para a implantação da REI no Brasil, principalmente com a elaboração de normas
aplicáveis aos medidores eletrônicos de energia elétrica, que são discutidas através de Consultas Nacionais, assim
como de normas aplicáveis a sistemas de geração de energia solar fotovoltaica.
ANEEL - AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA
http://www.aneel.gov.br
A ANEEL é o órgão regulador Federal para o setor elétrico, que emite Resoluções Normativas (RENs) de caráter
mandatório. Algumas de suas principais RENs aplicadas a REIs são a REN 502/2012, que regulamenta os sistemas de
medição de energia elétrica de unidades consumidoras do Grupo B, e a REN 482/2012, que estabelece as condições
gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica,
sistema de compensação de energia elétrica, e dá outras providências.
INMETRO - INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA
http://www.inmetro.gov.br
O Inmetro é uma Autarquia Federal, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(MDIC), que atua como Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
(Conmetro). Sua missão é prover confiança à sociedade brasileira nas medições e nos produtos, através da metrologia
e da avaliação da conformidade, promovendo a harmonização das relações de consumo, a inovação e a
competitividade do país.
O Inmetro é um agente importante no processo de implantação das REIs no Brasil, principalmente através da
realização de testes e ensaios para avaliação de conformidade e metrologia legal, no qual se enquadra os medidores
inteligentes de energia elétrica, visando a obtenção de certificação, ato necessário para o produto de ser produzido,
comercializado ou instalado para uso em território nacional.
COBEI - COMITÊ BRASILEIRO DE ELETRICIDADE, ELETRÔNICA, ILUMINAÇÃO E TELECOMUNICAÇÕES
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http://www.cobei.org.br
O COBEI é uma associação civil de direito privado, tendo como atribuições o desenvolvimento das atividades do
Comitê Brasileiro de Eletricidade (CB-03) da ABNT (ABNT-CB03) e o desenvolvimento das atividades do Comitê
Nacional da IEC do Brasil.
O COBEI tem participado como representante da ABNT na comissão de estudos medidores de energia elétrica (CE
03.013:01) e comissão de estudos de Smart Grid (CE 03.08:01).
3.3
Quadro Comparativo
Os padrões dividem-se em duas categorias: “de facto” e “de jure”. Padrões “de facto” são aqueles que se consagraram
naturalmente, sem nenhum plano formal ou ação de entidade padronizadora. Padrões “de jure”, ao contrário, são
padrões formais adotados por uma instituição de padronização autorizada. Em geral, as autoridades de padronização
internacional são divididas em duas classes: as que foram estabelecidas por tratados entre governos nacionais e as
organizações voluntárias, que foram criadas de forma independente.
A Tabela 1 mostra um quadro comparativo com informações sobre as organizações de desenvolvimento de padrões e
entidades correlatas investigadas neste trabalho, mostrando o posicionamento de cada uma delas no processo de
padronização e regulamentação de REI no mundo e no Brasil.
Tabela 1: Quadro comparativo entre as organizações de desenvolvimento de padrões e entidades correlatas.
SDO /
Entidade
Correlata
Tipo de
Padrão
Nível do
Padrão
Definido Por
INTERNACIONAL
Internacional
SDO
Internacional
Internacional
SDO
Internacional
Internacional
SDO
Internacional
Internacional
SDO
Internacional
Internacional
SDO
Internacional
nacional
SDO nacional
IEC
“de jure”
IEEE
“de jure”
ISO
“de jure”
ITU
“de jure”
CENELEC
“de jure”
CEN
“de jure”
DIN
“de jure”
nacional
SDO nacional
IETF
“de facto”
ZigBee
Alliance
“de facto”
Prime
Alliance
“de facto”
HomePlug
Alliance
“de facto”
Consórcio /
Aliança de
indústrias
Consórcio /
Aliança de
indústrias
Consórcio /
Aliança de
indústrias
Consórcio /
Aliança de
indústrias
grupo de
vendedores e
usuários
grupo de
vendedores e
usuários
grupo de
vendedores e
usuários
grupo de
vendedores e
usuários
Reconhecimento
(Abrangência)
Período de
Reavaliação
mundial
anos
mundial
anos
mundial
anos
mundial
anos
mundial
anos
dentro do país /
grupo de países
dentro do país /
grupo de países
Membros de
aliança /
consórcio
Membros de
aliança /
consórcio
Membros de
aliança /
consórcio
Membros de
aliança /
consórcio
anos
anos
meses/anos
meses/anos
meses/anos
meses/anos
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4.0
DNP
“de facto”
“de jure”
Consórcio /
Aliança de
indústrias
Consórcio /
Aliança de
indústrias
nacional
grupo de
vendedores e
usuários
grupo de
vendedores e
usuários
SDO nacional
UCA
“de facto”
ETSI
ANSI
“de jure”
nacional
SDO nacional
NERC
“de jure”
nacional
SDO nacional
W3C
“de facto”
consórcio
internacional
UL
“de jure”
nacional
grupo de
vendedores e
usuários
SDO nacional
MULTISPEAK
“de facto”
OPENADR
“de facto”
TIA
“de facto”
EPRI
“de jure”
Consórcio /
Aliança de
indústrias
Consórcio /
Aliança de
indústrias
Consórcio /
Aliança de
indústrias
nacional
grupo de
vendedores e
usuários
grupo de
vendedores e
usuários
grupo de
vendedores e
usuários
SDO nacional
ABNT
“de jure”
nacional
NACIONAL
SDO nacional
ANEEL
INMETRO
COBEI
“de jure”
“de jure”
“de jure”
nacional
nacional
nacional
SDO nacional
SDO nacional
SDO nacional
Membros de
aliança /
consórcio
Membros de
aliança /
consórcio
dentro do país /
grupo de países
dentro do país /
grupo de países
dentro do país /
grupo de países
Membros de
aliança /
consórcio
dentro do país /
grupo de países
Membros de
aliança /
consórcio
Membros de
aliança /
consórcio
Membros de
aliança /
consórcio
dentro do país /
grupo de países
meses/anos
dentro do país /
grupo de países
dentro do país
dentro do país
dentro do país
anos
meses/anos
anos
anos
anos
meses/anos
anos
meses/anos
meses/anos
meses/anos
meses/anos
anos
anos
anos
NORMAS E PADRÕES APLICADOS À REDE ELÉTRICA INTELIGENTE (REI)
Nesse estudo, foram levantadas normas técnicas e padrões internacionais, com a identificação do rebatimento no
Brasil, assim como padrões nacionais e regulamentos técnicos aplicáveis a diversas áreas tecnológicas das Redes
Elétricas Inteligentes (REIs).
O presente estudo identificou e analisou mais de 400 (quatrocentas) normas, padrões e regulamentos com ao menos
alguma relação com as REIs. Essas normas e padrões serviram de base, portanto, para a elaboração de modelos e
arquiteturas de implementação, assim como para a identificação da necessidade de adequações no preenchimento de
“gaps” entre padrões visando a proposição de modelos interoperáveis, essenciais para o sucesso da “Smart Grid”.
4.1
Normas e Padrões por Áreas de Aplicação Tecnológica
As normas técnicas, padrões e regulamentos para o desenvolvimento de produtos, serviços e aplicações de TIC-REI,
mapeadas no mundo e no Brasil, que foram agrupadas nas seguintes áreas de aplicação tecnológica:
 MI - Medição Inteligente (e IMA-Infraestrutura de Medição Avançada);
 AD - Automação da Distribuição (que também inclui Automação da Subestação - AS);
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







GD - Geração Distribuída, Microgeração e Arranjos Técnicos e Comerciais;
TELECOM - Telecomunicações;
TI - Tecnologias de Informação;
EI - Edifícios Inteligentes (Industrial, Comercial e Residencial);
ARM - Sistemas de Armazenamento Distribuído e Baterias;
VEH - Veículos Elétricos, Híbridos e Sistemas de Carga;
CSM - Serviços ao Consumidor;
OUTRO - Outros Correlatos, áreas transversais.
A Tabela 2 mostra um quadro com as normas e padrões e regulamentos investigados neste estudo agrupados por
área de aplicação tecnológica.
Tabela 2: Normas, padrões e regulamentos agrupados por área de aplicação tecnológica de REI.
Área de Aplicação
Tecnológica
Medição
Inteligente (MI)
Automação da
Distribuição (AD)
Geração
Distribuída,
Microgeração e
Arranjos Técnicos
e Comerciais (GD)
Nome do
Padrão
ANSI
C12.19
ANSI
C12.19
IEC 62056
NEMA SGAMI-1
ASAP-SG
EURIDIS
ABNT
14522
REN Nº 502
REN Nº 610
Elaborado Por
Ano de
Publicação
mais
Recente
INTERNACIONAL
ANSI
2009
Usado no
Brasil?
Citado em
Roadmap?
Qual?
Padrão
“core”?
IEC
sim
IEC, NIST
sim
sim
ANSI
2009
sim
IEC
NEMA
2014
2009
sim
não
EPRI
EURIDIS
ABNT
2011
2006
2008
não
não
sim
ANEEL
ANEEL
2012
2014
sim
sim
DNP3
IEC 60870
MODBUS
DNP3
IEC
MODBUS
2014
2013
2013
IEC 61850
IEC 62351
IEEE
2030.100
IEEE 2030.4
IEC 608341
IEEE 1686
IEC
IEC
IEEE
2013
2013
2011
sim (vários)
sim (CEMIG)
sim (CELG,
CEMIG)
sim (vários)
sim (COPEL)
-
IEEE
IEC
2014
1999
-
IEEE
2007
-
IEC 62116
IEC
2014
IEC 60364
(All Parts)
IEC 603647-712
IEC
2012
sim (CELG,
CEMIG)
sim
IEC
2012
sim
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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13
IEC 62446
IEC 615571
IEC 617301
IEC 617302
IEC 61724
IEC 61727
VDE-AR-N
4105:201108
IEEE Std
1547
IEEE Std
929
IEEE Std
2030
UL1741
ABNT NBR
11704
ABNT NBR
16149
ABNT NBR
16150
ABNT NBR
62116
ABNT NBR
10899
ABNT NBR
16274
ABNT NBR
11876
REN Nº 482
ANEEL Nº
517
PRODIST
MÓDULO 1
PRODIST
MÓDULO 3
INMETROMDIC 004
Telecomunicações
(TELECOM)
IEC 62488
IEEE 1888
IEEE 802.16
3GPP
SDH
(G.707,
G.783,
G.784,
G.803)
IEC
IEC
2009
2007
não
não
IEC
2013
não
IEC
2012
não
IEC
IEC
1998
2004
2011
não
não
não
IEEE
2003
IEEE
2000
sim (CELG,
CEMIG)
sim
IEEE
2011
sim
UL
ABNT
2011
2008
não
sim
ABNT
2013
sim
ABNT
2013
sim
ABNT
2012
sim
ABNT
2013
sim
ABNT
2014
sim
ABNT
2012
sim
ANEEL
ANEEL
2012
2012
sim
sim
ANEEL
2012
sim
ANEEL
2012
sim
INMETRO
2011
sim
IEC
IEEE
IEEE
3GPP
ITU-T
2012
2014
2013
2009
2006
não
não
sim
sim
sim
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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14
Tecnologia da
Informação (TI)
Edifícios
Inteligentes:
Industrial,
Comercial e
Residencial (EI)
IMTADVANCED
IEC 6140025
IEEE 1701
IEEE 1703
IEEE 1901
IEEE 802.11
IEEE
802.15.4g
IEEE
802.15.5
IEEE 1588
IEEE 1615
ITU-R
2008
sim
IEC
2006
não
IEEE
IEEE
IEEE
IEEE
IEEE
2012
2012
2010
2013
2012
não
não
não
sim
sim
IEEE
2005
sim
IEEE
IEEE
2008
2007
sim
sim
IEEE 1777
6lowPAN
IEEE
IETF
2007
2009
sim
sim
PRIME
PRIME ALLIANCE
2006
sim
REN 375
IEC 61334
OPENADR
ZIGBEE
TIA4957.000
LONWORKS
ANEEL
IEC
OPENADR
ZIGBEE ALLIANCE
TIA / ANSI
2010
2001
2009
2012
2013
sim
sim
não
sim
não
ECHELON
2005
não
HOMEPLUG
2010
sim
SEP 2.0
HOMEPLUG
ALLIANCE
ZIGBEE ALLIANCE
2010
sim
IEC 61968
IEC
2006
Sim
(ELETROPAULO,
CEMIG, LIGHT)
IEC, NIST
sim
IEC 61970
MULTISPEAK
SCL
WSDL
IPV4 (RFC
791)
IPV6
IEC 62325
TIA-862-A
BACNET
IEEE 1905.1
Z-WAVE
ASHRAE Std.
90.1
ISO/IEC
14543-3
KNX
EN 50090
EN 13321-1
EN 50428
EN 50491
CIP
IEC 61158
LONMARK
IEC
MULTISPEAK
IEC
W3C
IETF
2006
2013
2004
2007
1981
sim
sim
sim
sim
sim
IEC, NIST
sim
IETF
IEC
TIA
ASHRAE/ANSI/ISO
IEEE
Z-Wave Alliance
ASHRAE
1998
2005
2011
2003
2013
2014
2013
sim
sim
sim
sim
sim
sim
não
NIST
sim
ISO/IEC
2012
sim
KNX
CENELEC/EN
EN
EN
EN
ODVA
IEC
Echelon
2011
2011
2012
2005
2009
2006
2007
2006
sim
não
não
sim
sim
sim
sim
sim
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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15
ISO/IEC
14762
ISO/IEC
18012
ISO/IEC
15041
ISO/IEC
14543
X10
INSTEON
HOMEPLUG
GREEN PHY
1.1
ISO/IEC
10192
ISO/IEC
14543
Sistemas de
Armazenamento
Distribuído e
Baterias (ARM)
Veículos Elétricos,
Híbridos e
Sistemas de Carga
(VEH)
J537
J1495
J1715/2
J1798
J2289
J2464
J2758
J2894/1
J2894/2
J2929
J2946
J2974
J2981
J2983
J2984
J3004
J3009
ISO/IEC
2009
sim
ISO/IEC
2012
sim
ISO/IEC
2004
sim
ISO/IEC
2002
sim
Pico Electronics
SmartLabs
HomePlug Alliance
1984
2012
2012
sim
sim
sim
ISO/IEC
2002
sim
ISO/IEC
2012
sim
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
sim
sim
sim
sim
-
J3012
SAE
2012
-
P2030.3
P2030.2
IEEE 937
IEEE 1361
IEEE 1657
Parte I - IEC
62040
IEEE
IEEE
IEEE
IEEE
IEEE
IEC
2011
2011
2007
2014
2009
2008
não
não
não
não
não
não
ISO 64691:2009
ISO 124053
ISO/IEC
15118 1:2013
ISO 6185122:2014
SAE J1772
BS EN
1987-
ISO
2014
sim
ISO
2009
-
ISO / IEC
2013
-
ISO
2013
-
SAE
EN
2012
1997
-
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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16
3:1998
FMVSS
305-01
C601:2000
ISO 64691:2009 90,2
UL 62
UL 2202
UL 2202
UL 2251
J1634
J1711
J1715/1
J1766
J1772
Serviços ao
Consumidor
(CSM)
Outro (áreas
transversais)
4.2
ANSI/CEA
2045
ISO/IEC
15067-3
ISO
50001:2011
EN 16001
ANSI/MSE
2000:2008
OpenADR
2.0
SEP 2
IEEE 18882014
IEEE Std
519
IEC 61508
IEC 600791
IEC 623571
IEC 62351
ISO/IEC
27000
NERC CIP
002-009
IEC 61131
ISO 50001
IEC 609472
U.S. DEPARTMENT
OF
TRANSPORTATION
JEVS
ISO
2008
-
-
UL
UL
UL
UL
SAE
SAE
SAE
SAE
SAE
-
ANSI / CEA
2013
não
ISO / IEC
2012
sim
ISO
2011
sim
EN
ANSI/MSE
2009
2008
sim
sim
OPENADR
ALLIANCE
ZIGBEE ALLIANCE
IEEE
2010
sim
2013
2014
sim
sim
IEEE
1992
sim
IEC
IEC
2010
2014
sim
sim
IEC
2007
sim
IEC
ISO / IEC
2014
2012
sim
sim
NERC
2003
-
IEC
ISO
IEC
2003
2014
2013
sim
sim
sim
IEC
sim
Normas e Padrões por Organização Padronizadora ou Correlata
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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17
As principais SDOs apresentaram em seus Roadmaps uma lista de normas e padrões mais importantes que são
apresentados nesta seção. A Tabela 3 mostra os padrões considerados pela IEC como núcleo (“core”).
Tabela 3: Padrões “Core” da IEC.
Padrão “Core”
IEC 62357
IEC 61968 / IEC 61970
IEC 61850
IEC 61968
IEC 61970
IEC 62351
IEC 62056
IEC 61508
Descrição
Arquitetura Referencial - SOA
(Service Oriented Architecture)
CIM (Common Information Model)
Automação da Subestação
Gerenciamento de Sistemas de
Distribuição (DMS)
Gerenciamento de Sistemas de
Energia (EMS)
Aspectos de Segurança
Troca de Dados para Medição,
Tarifação e Controle de Carga
Segurança Funcional de Sistemas
Elétricos, Eletrônicos e Eletrônicos
Programáveis
A Tabela 4 mostra os padrões considerados mais importantes pelo NIST (Release 02).
Tabela 4: Principais Padrões do NIST [ref.: NIST Special Publication 1108 - Release 2.0].
Padrão
ANSI/ASHRAE 135-2010/ISO 164845 BACnet
ANSI C12 Suite:
ANSI/CEA 709 and CEA 852.1 LON
Protocol Suite
IEEE 1815 (DNP3)
IEC 60870-6 / TASE.2
IEC 61850 Suite
IEC 61968 e 61970 Suites
IEEE C37.118
IEEE 1547 Suite
IEEE 1588 e IEEE PC37.238 (novo)
RFC 6272, Protocolo de Internet
para Smart Grid IETF RFC 2460
(IPv6) e IETF RFC 791 (IPv4)
Multispeak
NAESB WEQ19, REQ18
OpenADR
OPC-UA Industrial
Open Geospatial Consortium
Geography Markup Language
(GML)
ZigBee/HomePlug Smart Energy
Profile 2.0
OpenHAN
AEIC Guidelines v2.0
Área de Aplicação Tecnológica
TELECOM
MI
TELECOM
AD
AD
AD
TI
OUTRO
GD
OUTRO
TELECOM
TI
TI
MI / CSM
TELECOM
TI
TELECOM
TELECOM
MI
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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18
SAE J1772: SAE
SAE J2836/1
IPRM - SGTCC
IEEE 1901-2010 & ITU-T G.9972
VEH
VEH
TI
TELECOM
O IEEE possui um portfólio de mais de 100 padrões, aprovados ou propostos, relacionados à Smart Grid, incluindo 20
padrões citados no Roadmap do NIST (Referência ao Roadmap do NIST de 2010 - Release 1.0), como por exemplo, o
padrão IEEE C37.118-2005 (Synchrophasor Protocol), o IEEE 1547 suite, que define requisitos de interconexão entre a
concessionária e a geração distribuída, e o IEEE 1159.3-2003 (Recommended Practice for the Transfer of Power Quality
Data), importante por definir um formato de arquivo para a troca de dados de medições relacionadas à qualidade de
energia independentemente de fabricante.
4.3
Normas e Padrões Nacionais
A Tabela 5 mostra as normas técnicas e regulamentos nacionais relacionados à REI que não foram citados na Tabela 2.
Tabela 5: Outras normas técnicas e regulamentos nacionais relacionados a REI.
Norma
ABNT NBR 14519
ABNT NBR 14521
REN ANEEL Nº 610
ABNT NBR 16149
ABNT NBR 16150
ABNT NBR 62116
ABNT NBR 11876
REN Nº 482
ABNT NBR 15690
ABNT NBR 15594-1
ABNT NBR 10966-4
ABNT NBR IEC 61851-1
ABNT NBR IEC 61851-21
ABNT NBR IEC 61851-22
ABNT NBR 5101
NR 10
NR 35
Ano de
Publicação mais
Recente
2011
2011
2014
2013
2013
2012
2012
2012
2009
2008
2013
2013
2013
2013
2012
2004
2012
Área de
Aplicação
Tecnológica
MI
MI
MI
GD
GD
GD
GD
GD
ARM
ARM
VEH
AD
AD
AD
OUTROS
OUTROS
OUTROS
Padrão para Medição Inteligente (MI):
Representando uma iniciativa dos principais fabricantes de medidores de energia elétrica do país e contando com o
apoio de várias concessionárias e da ABINEE, o Centro privado de Inovação Tecnológica C.E.S.A.R. está desenvolvendo,
desde 2010, uma proposta de protocolo de comunicação aberto para sistemas de medição. Trata-se do Sistema
Brasileiro de Multimedição Avançada (SIBMA), que representa um protocolo de comunicação aberto e padronizado
que permitirá a integração de medidores inteligentes às centrais de telemedição das distribuidoras de energia. O
Sibma adapta a arquitetura e tecnologias da web para o contexto de ambientes com maiores limitações de recursos
computacionais e de comunicação. Sua Camada de Aplicação está sendo especificada para atender requisitos
regionais e especificidades (MME, ANEEL, INMETRO, ABRADEE, ABINEE). A primeira etapa do Sibma foi concluída em
novembro de 2012 e a segunda etapa encontra-se em finalização, com término previsto para o final do ano de 2014.
Evolução da Regulamentação de Geração Distribuída (GD):
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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19
A Figura 1 descreve a evolução da normatização e da regulamentação dos sistemas fotovoltaicos conectados à rede
(SFCR) no Brasil, onde destaca-se a REN ANEEL 482/2012, que encontra-se atualmente em processo de revisão.
Figura 1: Evolução da normatização e da regulamentação do SFCR no Brasil [ref.: ANEEL Workshop de Geração Distribuída,
AGX Energia].
5.0
LEIS E REGULAMENTOS APLICADOS À REDE ELÉTRICA INTELIGENTE (REI) NO BRASIL
O Governo Brasileiro trabalha na criação de seu Roadmap Smart Grid. O MME (Ministério de Minas e Energia) criou,
por meio da Portaria 440 de 15/04/2010, um grupo de trabalho (GT) para analisar e identificar ações necessárias para
subsidiar o estabelecimento de políticas públicas para a implantação do “Programa Brasileiro de Rede Elétrica
Inteligente”. O programa abordou, principalmente, uma proposta de adequação de regulamentações e normas gerais
dos serviços públicos de distribuição de energia elétrica, a identificação de fontes de recursos para financiamento e
incentivos à produção de equipamentos no País e novas possibilidades de atuação de acessantes no mercado
(promovendo os chamados “prosumidores”, geração para consumo próprio e venda do excedente.
Em 27 de abril de 2011, no âmbito do plano de política industrial Brasileira “Plano Brasil Maior”, a ABDI articulou a
criação de um Grupo de Trabalho de Governo (Figura 2) para estruturar as bases para a elaboração de uma estratégia
para o desenvolvimento da indústria fornecedora para REI. Participam deste grupo de trabalho as seguintes
instituições:





MDIC - Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comercio Exterior;
MCTI - Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação;
MC - Ministério das Comunicações;
MME - Ministério de Minas e Energia;
ABDI - Agencia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Coordenador);
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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20
 ANEEL - Agencia Nacional de Energia Elétrica;
 ANATEL - Agencia Nacional de Telecomunicações;
** Prosumidor: sistema que gerencia autonomamente seus próprios recursos e é capaz de trocar energia com a rede de forma
bidirecional, atuando como produtor e consumidor.







BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos estratégicos;
INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia;
APEX- BRASIL - Agencia Brasileira de Fomento a Exportação;
ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico;
EPE - Empresa de Pesquisa Energética; e
CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica.
Figura 2: Grupo de Trabalho do Governo para REI [ref.: ABDI].
Esse Grupo de Trabalho (GT) governamental, que é coordenado pela ABDI, busca avaliar o setor, discutir e promover
ações estratégicas para o desenvolvimento das Redes Elétricas Inteligentes no Brasil. Em novembro de 2013 a ABDI
liderou iniciativa e apresentou para avaliação do GT uma proposta para a criação do “Programa Brasileiro para
desenvolvimento da Indústria fornecedora de Redes Elétricas Inteligentes”. As ações propostas no programa estão
distribuídas em áreas estratégicas:
 Gestão:
o Mapeamento/Articulação da cadeira produtiva.
o Desenvolvimento do Observatório.
o Avaliação de novos modelos de negócio.
 Financiamento e Tributação:
o Criação de linha de financiamento (Inova Energia).
o Regime Especial de Tributação.
o Ampliação da oferta de capital nacional para Smart Grid/City.
 Novas Oportunidades:
o Fomento às startups.
o Incentivos a projetos de Design de Chips.
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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21






o Incentivos a produção e tecnologias com conteúdo nacional.
o Desenvolvimento de integradoras nacionais de software.
o Definição de PPB para medidores inteligentes.
o Fortalecer empresas e soluções já existentes.
Normas Legislação e Regulação:
o Adequação de legislação e Regulação.
o Definição do modelo brasileiro para normas, padrões de interoperabilidade e certificação.
o Criação de critérios para Cyber Segurança.
Poder de Compra:
o Definição de critérios de poder de compra do Estado e das concessionárias.
Pesquisa Desenvolvimento e Inovação:
o Desenvolver e fortalecer centros de P,D & I.
o Estimular a invenção de produtos de TIC.
o Incentivo a criação de Cidades Demonstração com tecnologias inovadoras.
Internacionalização:
o Realização de missões de inserção e capacitação internacional.
o Criação de certificação para produtos brasileiros.
o Colaboração Internacional.
Divulgação e capacitação:
o Desenvolvimento de cursos técnico-profissionalizantes.
o Desenvolvimento de cursos de pós-graduação.
o Capacitação de mão-de-obra no exterior.
o Capacitação dos professores.
o Programa de divulgação dos conceitos.
Infraestrutura:
o Definição de critérios de compartilhamento de Rede Elétrica e Rede de Telecomunicação.
o Integração das ações com PNBL e Cidades Digitais.
As ações avaliadas e aprovadas no âmbito do GT já surtiram efeitos para: a criação do Programa Inova Energia, que
integra linhas de financiamento de projetos para Redes Elétricas Inteligentes entre BNDES, FINEP e ANEEL; a inserção
de projetos de infraestrutura no REPNBL redes pelo Ministério das Comunicações; e o Mapeamento da cadeia
produtiva nacional para Redes Elétricas Inteligentes, em desenvolvimento pela ABDI.
5.1
Regulamentações Aprovadas
Ainda nas ações do GT, a ABDI realizou, em 2012, um levantamento da legislação e regulamentos que devem ser
observados para o desenvolvimento das REIs no BRASIL. A Tabela 6 lista as principais regulamentações publicadas,
que envolvem o setor de REI no país.
Tabela 6: Principais regulamentações publicadas pela Aneel e Anatel no setor de REI [ref.: ABDI].
Referência
PNE 2030 - Plano Nacional
de Energia 2030
PNEf 2030 - Plano Nacional
de Eficiência Energética
2030
Descrição
Prevê uma expansão média do consumo de energia elétrica em torno
de 4% ao ano. Para isso é necessário o aumento, nas próximas duas
décadas, dos atuais 69 mil MW de capacidade instalada para algo em
torno de 225 mil MW, a ser suprido pela expansão da oferta hidráulica
e termelétrica, tendo como estratégias complementares, dentre
outros, o gerenciamento da demanda, a geração distribuída e a micro
geração, assim como o incremento da eficiência energética.
Define que o governo federal irá implantar plano de eficiência
energética mais amplo, com possibilidade de que residências instalem
geração distribuída e possam vender a energia excedente para a rede
elétrica no longo prazo, o que irá demandar uma tarifa para essa
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
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22
Projeto Estratégico ANEEL
Nº 011/2010: "Programa
Brasileiro de Rede Elétrica
Inteligente”
Audiência pública Nº
043/2010 ANEEL de
26/01/2011;
Portaria MME n.º 440, de 15
de abril de 2010
Resolução normativa Aneel
nº 375, de 25 de agosto de
2009
Lei geral das
telecomunicações, nº 9.472,
de 16 de julho de 1997
Resolução conjunta Aneel,
Anatel e Anp nº 001, de 24
de novembro de 1999
Resolução conjunta Aneel,
Anatel e Anp n.º 002, de 27
de março de 2001
Resolução Aneel n.º 581 de
29/10/2002
Resolução normativa Aneel
nº 395, de 15 de dezembro
de 2009
Resolução normativa Aneel
nº 464, de 22 de novembro
de 2011
Resolução normativa Aneel
nº 482, de 17 de abril de
2012
Resolução normativa Aneel
nº 502, de 7 de agosto de
2012
energia vendida pelo consumidor, criando-se o prosumidor, o
consumidor produtor de energia elétrica.
Realização de estudos e pesquisas para elaboração de uma proposta
para um Plano Nacional de migração tecnológica do setor elétrico
brasileiro.
Objetivo é discutir características e funcionalidades mínimas que
deverão conter os medidores eletrônicos que passarão a ser
instalados nas residências e estabelecimentos comerciais e industriais
atendidas em baixa tensão.
Criar Grupo de Trabalho com o objetivo de analisar e identificar ações
necessárias para subsidiar o estabelecimento de políticas públicas
para a implantação de um Programa Brasileiro de Rede Elétrica
Inteligente - “Smart Grid”.
Regulamenta a utilização das instalações de distribuição de energia
elétrica como meio de transporte para a comunicação digital ou
analógica de sinais.
Dispõem sobre a organização dos serviços de telecomunicações, a
criação e funcionamento de um órgão regulador e outros aspectos
institucionais, nos termos da emenda constitucional nº 8, de 1995.
Aprova o regulamento conjunto para compartilhamento de
infraestrutura entre os setores de energia elétrica, telecomunicações
e petróleo.
Aprova o regulamento conjunto de resolução de conflitos das
agências reguladoras dos setores de energia elétrica,
telecomunicações e petróleo.
Estabelece os requisitos mínimos aplicáveis ao cumprimento do
disposto no "caput" do art. 5º do regulamento conjunto para
Compartilhamento de infraestrutura entre os setores de energia
elétrica, telecomunicações e petróleo, aprovado pela resolução
conjunta ANEEL/ANATEL/ANP nº 001, de 24 de novembro de 1999.
Aprova os procedimentos de distribuição de energia elétrica no
sistema elétrico nacional - PRODIST, e dá outras providências.
Aprova o Módulo 7 dos Procedimentos de Regulação Tarifária –
PRORET, que trata da estrutura tarifária das concessionárias de
distribuição. Em linhas gerais, prevê a aplicação de tarifas
diferenciadas por horário de consumo, oferecendo tarifas mais baixas
no período que o sistema é menos utilizado pelo consumidor de
energia elétrica. Para aperfeiçoamento deste ato, foi realizada
audiência pública n.º 120/2010.
Estabelece as condições gerais para o acesso de micro geração e mini
geração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o
sistema de compensação de energia elétrica, e dá outras
providências. Para aperfeiçoamento deste ato, foi realizada consulta
pública nº 15/2010 no período de 10 de setembro a 9 de novembro
de 2010 e audiência pública nº 42/2011, realizada no período de 11
de agosto a 14 de outubro de 2011.
Regulamenta sistemas de medição de energia elétrica de unidades
consumidoras do grupo b. Para seu aperfeiçoamento, antes de sua
publicação foi realizada a consulta pública nº 15/2009, entre 30 de
janeiro e 30 de abril de 2009 e a audiência pública nº 43/2010, no
período de 1º de outubro de 2010 a 26 de janeiro de 2011.
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Este conteúdo deve ser alterado posteriormente.
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23
Portaria MC nº 55, de 12 de
março de 2013
Resolução Anatel n.º 558,
de 20 de dezembro de 2010
Portaria nº 586, de 01 de
novembro de 2012
INMETRO
Portaria nº 587, de 05 de
novembro de 2012
INMETRO
Portaria nº 401, de 15 de
agosto de 2013
INMETRO
Portaria 1.420 / 2010 - MC
5.2
Regulamenta os procedimentos para submissão, análise, aprovação,
acompanhamento e fiscalização dos projetos apresentados ao
Ministério das Comunicações referentes ao Regime Especial de
Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de
Redes de Telecomunicações - REPNBL-Redes, de que trata a Lei nº
12.715, de 17 de setembro de 2012 e o Decreto nº 7.921, de 15 de
fevereiro de 2013.
Aprova o Regulamento sobre Canalização e Condições de Uso de
Radiofrequências na Faixa de 450 MHz a 470 MHz.
Estabelecer os requisitos técnicos de software; Garantir que o
software proporcione medidas corretas e dentro dos erros
admissíveis; Garantir que o software não seja afetado por outros
softwares.
Estabelecer condições mínimas a serem observadas na apreciação
técnica de modelos, na verificação inicial, na verificação após reparos
e na verificação por solicitação do usuário/proprietário, a que se
sujeitam os medidores eletrônicos de energia elétrica.
Estabelecer requisitos adicionais aos já fixados no Regulamento
Técnico Metrológico de medidores eletrônicos de energia elétrica
multitarifação.
Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas Máquina a
Máquina (M2M)
Regulamentações em Discussão
Na Tabela 7 estão listadas as principais regulamentações em discussão, que envolvem o setor de REI no país.
Tabela 7: Principais regulamentações em discussão que envolvem o setor de REI no país [ref.: ABDI].
Referência
Audiência Pública Aneel n.
043/2013
Audiência Pública Aneel n.
048/2012
Audiência Pública Aneel n.
093/2013
Consulta pública Anatel nº
30, de 1º de agosto de
2013
Projeto de Lei da Câmara
dos Deputados n.º 3.337-A,
de 2012
Projeto de Lei do Senado
nº 84, de 2012
Descrição
Obtenção de subsídios à proposta de regulamentação acerca das
disposições comerciais para a aplicação da modalidade tarifária horária
branca.
Obtenção de subsídios e informações adicionais para a regulamentação
das modalidades de pré-pagamento e pós-pagamento eletrônico de
energia elétrica.
Obtenção de subsídios para a revisão dos Módulos 6 e 8 dos
Procedimentos de Distribuição - PRODIST, motivada pela inclusão dos
sistemas de medição de que trata a Resolução Normativa nº 502/2012.
Aprovação do preço de referência para o compartilhamento de postes
entre distribuidoras de energia elétrica e prestadoras de serviços de
telecomunicações, a ser utilizado nos processos de resolução de
conflitos, e estabelece regras para uso e ocupação dos pontos de
fixação.
Determina a substituição integral de medidores de energia elétrica
eletromecânicos por medidores eletrônicos e dá outras providências;
tendo parecer da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e
Informática, pela aprovação.
Estabelece diretrizes para a implantação de Redes Elétricas Inteligentes
nos sistemas de distribuição de energia elétrica geridos por
concessionárias e permissionárias de serviços públicos de distribuição
de energia elétrica, e dá outras providências.
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24
PADIL e REPIL
5.3
PADIL - Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da
Indústria de Iluminação.
REPIL: Regime Especial de aquisição Produtos de Iluminação.
Regulamentações Correlatas de TIC
Na Tabela 8 estão listadas as principais regulamentações publicadas de Tecnologias de Informação e Comunicação
(TIC), correlatas ao setor de REI no país.
Tabela 8: Principais regulamentações publicadas de TIC correlatas ao setor de REI no país [ref.: ABDI].
Referência
Lei do bem (Lei 11.196 de
21/11/2005)
Lei de informática (Leis
8.248/91, 10.176/01 e
11.077/04)
Lei de incentivo as
indústrias de
equipamentos para TV
digital e componentes
eletrônicos
semicondutores
PADIS/PADTV (Lei 11.484
de 31 de maio de 2007);
Processo Produtivo Básico PPB para equipamentos de
TIC aplicados a REI;
Programa TI Maior
Portaria MCT nº 950, de
12.12.2006
Decreto MC nº 8.234, de
2.05.2014
Portaria MC Nº 1.420, de
8.10.2014
6.0
Descrição
Institui o Regime Especial de Tributação para a Plataforma de Exportação
de Serviços de Tecnologia da Informação - REPES, o Regime Especial de
Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras - RECAP e o
Programa de Inclusão Digital; dispõe sobre incentivos fiscais para a
inovação tecnológica.
A Lei da Informática (Leis 8.248/91, 10.176/01 e 11.077/04) é uma lei
que concede incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia
(setores de hardware e automação), que invistam em Pesquisa e
Desenvolvimento. Esses incentivos fiscais referem-se à redução do IPI
(Imposto sobre Produto Industrializado) dos produtos incentivados. O
governo federal utiliza esse mecanismo para incentivar investimentos em
inovação no setor de hardware e automação por parte da indústria
nacional.
Dispõe sobre os incentivos às indústrias de equipamentos para TV Digital
e de componentes eletrônicos semicondutores e sobre a proteção à
propriedade intelectual das topografias de circuitos integrados,
instituindo o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da
Indústria de Semicondutores – PADIS e o Programa de Apoio ao
Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Equipamentos para a TV
Digital – PATVD; altera a Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993; e revoga o
art. 26 da Lei no 11.196, de 21 de novembro de 2005.
Consulta Pública nº 01, publicada no Diário Oficial da União em 29 de
janeiro de 2013.
Proposta nº 054/12: Fixação de Processo Produtivo Básico para Bens de
Automação e Informática, utilizados, ou não, em Redes Elétricas
Inteligentes (Smart Grid).
Programa Estratégico de Software e Serviços em TI STARTUPS e CERTICS:
Software para o setor de energia, incluindo a certificação do software
nacional.
Caracteriza bens ou produtos com tecnologia desenvolvida no País, para
efeito do disposto na Lei nº 8.248, de 23.10.91 e no Decreto nº 5.906,de
26.09.2006.
Regulamenta a desoneração para as comunicações máquina-a-máquina
(M2M) – “Regulamenta o Art. 38. Da LEI nº 12.715, de 17 de setembro de
2012”.
Cria a Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de
Sistemas de Comunicação M2M.
ROADMAPS
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Nos últimos anos, o conceito REI tem sido implementado em diversas escalas e iniciativas, e sabe-se que grande parte
do hardware que o constitui já foi testado e aprovado, ainda que de forma isolada. Portanto, sensores, atuadores e
dispositivos de comunicação M2M (Machine-to-Machine) com ou sem fio podem ser classificados como “prontos”
neste contexto. Por outro lado, sistemas de informação (softwares) estão em estágio inicial e carente de uma
padronização que permita a convergência dos esforços.
O termo interoperabilidade pode ser definido como a habilidade de dois ou mais sistemas se comunicarem de forma
transparente, alcançando plenamente seus propósitos. Para tanto, é imprescindível que fabricantes e concessionárias
de energia elétrica adotem as mesmas normas ou padrões ou, simplesmente, adotem um padrão aberto, garantindo
os menores investimentos nas implementações e os menores custos durante toda a vida útil das aplicações.
Neste contexto, é importante a adoção de um “framework” ou “arquitetura unificadora” de interfaces e protocolos
baseada em normas ou padrões de consenso. Assim, uma arquitetura de referência para a troca de informações entre
dispositivos e sistemas elétricos deve ser definida para descrever todos os modelos de objeto existentes, serviços,
protocolos e interfaces e a relação de uns com os outros. A este “framework” dá-se o nome de “ROADMAP”. No
próximo item são analisados os principais Roadmaps para REI que foram desenvolvidos e propostos, nos últimos anos,
por entidades internacionais.
6.1
NIST
O Roadmap do NIST foi resultado de um gigantesco esforço de representantes do setor, sendo considerado por
muitos um dos principais registros de interoperabilidade na Smart Grid. Este trabalho foi suportado por entidades de
renome como o EPRI (Electric Power Research Institute) e o SGIP (Smart Grid Interoperability Panel). O Modelo de
Referência Conceitual Smart Grid do NIST, ou “Smart Grid Conceptual Reference Model”, citado nos Roadmaps da IEC
e IEEE, provê um “framework” de alto nível com a definição de 07 (sete) domínios: geração, transmissão, distribuição,
consumidores, operações, mercados e provedores de serviço, onde cada um deles pode ser dividido em subdomínios.
Este “framework” foi atualizado no Release 3.0 e pode ser visualizado na Figura 3, que consolida no domínio
“Generation” o domínio “Bulk Generation”, apresentado no Release 1.0, e a geração distribuída.
Figura 3: Modelo de Referência Conceitual Smart Grid [ref.: NIST Special Publication 1108 - Release 3.0].
MODELO DE REFERÊNCIA CONCEITUAL DE REDES DE INFORMAÇÃO PARA SMART GRID
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26
O Modelo de Referência Conceitual Smart Grid do NIST para Redes de Informação (NIST - Release 2.0) pode ser
observado na Figura 4. Destacam-se, nesta figura, vários modelos de comunicação destinados a atender a demanda
por interação dos diversos domínios de um Sistema Elétrico de Potência.
Figura 4: Modelo de Referência Conceitual de Redes de informação para Smart Grid do NIST [ref.: NIST Special
Publication 1108 - Release 2.0].
ROADMAP DO NIST
Em 2010, o NIST publicou o documento “NIST Framework and Roadmap for Smart Grid Interoperability Standards”
Release 1.0, que retrata o seu Roadmap na Smart Grid ao apresentar modelos conceituais e arquiteturas de referência
e elencando padrões Smart Grid de consenso entre SDOs. Mais tarde, em 2012, foi lançado o Release 2.0 e,
finalmente, em 2013, o Release 3.0, este último na forma de “draft”, devendo ser concluído ao final de setembro de
2014. A Figura 5 mostra a evolução do Roadmap Smart Grid do NIST.
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Este conteúdo deve ser alterado posteriormente.
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27
Figura 5: Evolução do Roadmap do NIST: “Releases” 1.0, 2.0 e 3.0.
Os Releases do NIST apresentam ideias, análises e recomendações de membros representantes do público em geral,
proferida durante as oficinas de engajamento de “stakeholders” que envolveram mais de 1.500 pessoas e quatro
rodadas de revisão pública anunciada formalmente no noticiário do “Federal Register”. Porções significativas destas
oficinas foram dedicadas ao desenvolvimento de “use cases” (casos de uso) e requisitos de geração a serem
abordados pelos padrões de interoperabilidade. Casos de uso são ferramentas úteis para definir o comportamento do
sistema do ponto de vista dos usuários desses sistemas.
PADRÕES IDENTIFICADOS PARA IMPLEMENTAÇÃO (TABELAS 4.1 E 4.2 DO ROADMAP)
O documento do NIST apresenta, em seu Capítulo 4, duas importantes tabelas, definindo padrões nativos de várias
SDOs em suporte à interoperabilidade na Smart Grid. A primeira delas (Tabela 4.1) é a mais importante, apresenta
uma lista padrões e especificações pelos quais o NIST entende que haja concordância entre “stakeholders”. Por
exemplo, nela estão listados os padrões ANSI C12 suite (smart metering), DNP3 (Distributed Network Protocol 3), IEC
60870, Zigbee, IETF RFC 2460 (IPv6), IEEE C37.118 (suporte à PMU: Phasor Measurement Unit), IEC 62351 parts 1-8
(segurança em operações de controle), ISO/IEC 27000 (segurança de informação), NERC CIP 002-009 (segurança na
geração) e Multispeak (integração de softwares de aplicação).
A segunda tabela (Tabela 4.2) contém padrões com “aplicação ou provável aplicação” na Smart Grid, como por
exemplo, aqueles do 3GPP family (celular), GPS (em auxílio à PMU), IEEE 802 family (LANs e MANs), IEEE P2030
(Roadmap do IEEE), OASIS EI (padrões XML para interoperação), HomePlug AV (BPL indoor) e ITU G. 9960 (camada
física e arquitetura G.Hn: rede doméstica sobre powerline, linha telefônica e cabo coaxial), que, no entanto, seriam
objeto de uma revisão mais rigorosa. As principais alterações promovidas pelo Release 3.0, que ainda encontra-se na
forma de “draft”, são a identificação do domínio relevante da arquitetura conceitual da REI, o aumento do número de
padrões implementados aumentou de 37 para 74 e foram atualizados alguns (poucos) padrões.
6.2
IEC
Considerado uma das principais e mais conceituadas organizações de desenvolvimento de padrões internacionais, e
especializada na elaboração de normas de monitoramento e controle de dispositivos e sistemas elétricos, a IEC
publicou em 2010, através de seu Grupo Estratégico para REIs (SG3: Smart Grid Strategic Group), o documento “IEC
Smart Grid Standardization Roadmap”, um “Roadmap” visando a promoção das Redes Elétricas Inteligentes (REIs).
Em seu Roadmap, a IEC, que também adota o Modelo de Referência Conceitual do NIST, apresenta uma visão macro
de áreas chaves de uma Smart Grid, tanto específicas como, apresentando para cada uma delas definições e
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Este conteúdo deve ser alterado posteriormente.
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descrições e uma lista com recomendação de padrões. É importante notar que para cada uma dessas áreas chave são
identificados também lacunas do padrão (gaps).
O Roadmap da IEC identifica, em seu “Apêndice 6”, 07 (sete) padrões considerados estruturantes na implantação da
Smart Grid do futuro (“Core Standards”: IEC/TR 62357, IEC 61970, IEC 61850, IEC 61968, IEC 61351, IEC 62056 e IEC
61508) e pelo menos outros 100 padrões IEC classificados segundo 03 (três) níveis de relevância (“high”, “médium” e
“low”). A lista de padrões do Roadmap da IEC facilita a consulta ao agrupá-los pela aplicação Smart Grid (AMI, DA, DR,
DMS, etc.), podendo ser acessada através do site http://www.iec.ch/smartgrid/standards.
O Roadmap de Padronização de Smart Grid da IEC é baseado principalmente no trabalho realizado pelo IEC TC 57
(Power Systems Management and Associated Information Exchange), responsável pelo desenvolvimento de padrões
para a troca de informações entre sistemas de energia e outros sistemas relacionados. O IEC TC 57 serviu de base para
o padrão IEC 62357, ou “SOA” (Service Oriented Architecture), arquitetura que pode ser observada na Figura 6.
Figura 6: Arquitetura IEC/TR 62357 [ref.: IEC Smart Grid Standardization Roadmap, 2010, Edition 1.0].
A base do “framework” da IEC é conhecida como “Arquitetura Integrada”, conforme definido em norma da própria
entidade, apresentada no padrão IEC 62357 (Service Oriented Architecture - SOA), sendo o seu escopo a “convergência
de modelos de dados, serviços e protocolos” visando a “integração à prova de futuro”. No trabalho desenvolvido pelo
grupo de REI, além da identificação de padrões aplicáveis nesta área, “gaps” são identificados e orientações são
fornecidas sobre como preencher estes “gaps”.
No capítulo 4 do Roadmap da IEC, o principal capítulo do documento, as principais áreas de Smart Grid são
investigadas. Além de áreas gerais ou transversais, como comunicação e segurança, os seguintes tópicos estão
incluídos (apresentados como áreas específicas):




HVDC/DFACTS.
Prevenção de Blackout / EMS.
Gestão da Distribuição Avançada.
Automação da Distribuição.
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Este conteúdo deve ser alterado posteriormente.
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







Automação de Subestação inteligente.
Recursos Energéticos Distribuídos.
Medidor de Infraestrutura de Medição Avançada.
Resposta à Demanda e Gerenciamento de Cargas.
“Smart Home” e Automação Predial.
Armazenamento de energia.
Mobilidade elétrica, e
Monitoramento de Condições.
O capítulo 4 do Roadmap da IEC ainda descreve o procedimento utilizado para identificar padrões IEC para o
Roadmap, assim como lacunas existentes. Para tanto, inicialmente, uma abordagem “top-down” é implementada. As
descrições das principais aplicações de redes elétricas inteligentes são baseadas nos “drivers” de Smart Grid. Casos de
uso dos aplicativos vão indicar os requisitos alocados por tais aplicações. A Figura 7 apresenta os padrões
considerados “core standards” e a Figura 8 os padrões considerados “importantes” no Roadmap da IEC. Por fim, a
Figura 9 apresenta uma visão geral dos padrões da IEC, classificando-os no contexto Smart Grid.
Figura 7: “Core Standards” do Roadmap da IEC [ref.: IEC Smart Grid Standardization Roadmap, 2010, Edition 1.0].
Figura 8: Padrões Importantes do Roadmap da IEC [ref.: IEC Smart Grid Standardization Roadmap, 2010, Edition 1.0].
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Figura 9: Visão Geral dos Padrões da IEC [ref.: IEC Smart Grid Standardization Roadmap, 2010, Edition 1.0].
A consulta a padrões da IEC pode ser realizada no link http://smartgridstandardsmap.com/.
A IEC possui, atualmente, 23 Comitês (TCs) e Subcomitês Técnicos (SCs) que participam de esforços de Redes Elétricas
Inteligentes, dentre outros o TC 8 (Aspectos de Sistema para Fornecimento de Energia Elétrica e o TC 13
(Equipamentos de Medição de Energia Elétrica e Controle de Carga). Destaca-se o JTC (Join-TC) ISO/IEC JTC 1/SC 25
“Interconexão de Equipamentos de Tecnologia da Informação”.
6.3
IEEE
O IEEE desenvolve padrões globais para uma ampla gama de indústrias, incluindo energia, biomedicina e saúde,
tecnologia da informação, telecomunicações, transporte, nanotecnologia, segurança da informação, dentre outros.
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É importante observar que o IEEE não é um organismo autorizado por governos, mas sim pela comunidade. O IEEE
tem realizado grandes contribuições visando a promoção efetiva da Smart Grid adotando uma abordagem “sistêmica”
do conceito. Para o IEEE, a Smart Grid é vista como um grande “sistema de sistemas”, onde cada “domínio” do
Modelo de Referência Conceitual do NIST é expandido em 03 (três) camadas: Camada de Energia, Camada de
Comunicação e Camada de TI/Computação. As camadas (ii) e (iii) são “infraestruturas habilitadoras” da “Camada de
Energia”, fazendo a rede elétrica inteligente existir.
O IEEE possui um portfólio de mais de 100 padrões, aprovados ou propostos, relacionados à Smart Grid, incluindo 20
padrões citados no Roadmap do NIST (Referência ao Roadmap do NIST de 2010 - Release 1.0), como por exemplo, o
padrão IEEE C37.118-2005 (“Synchrophasor Protocol”), o IEEE 1547 suite, que define requisitos de interconexão entre
a concessionária e a geração distribuída, e o IEEE 1159.3-2003, importante por definir um formato de arquivo para a
troca de dados de medições relacionadas à qualidade de energia independentemente de fabricante. Por fim, é
importante destacar o comitê do IEEE para assuntos relacionados à geração distribuída e armazenamento, citado pelo
Roadmap do NIST. Algumas das áreas cobertas pelo IEEE nas REIs são:









Interoperabilidade.
Redes e Comunicações (incluindo sistemas do usuário - residenciais, comerciais e industriais).
Cyber Segurança.
Automação da Subestação.
Automação da Distribuição.
Renováveis.
AMI (“Advanced Metering Infraestructure”).
Qualidade da Energia e Eficiência Energética.
Veículos Elétricos.
ROADMAP IEEE 2030
O Roadmap para REI do IEEE denomina-se “IEEE 2030”, definindo terminologias, características, desempenho
funcional e critérios de avaliação visando consolidar a interoperação entre o sistema de fornecimento de energia
elétrica, as cargas e as aplicações dos usuários em uma Smart Grid.
Cabe ressaltar que o Projeto IEEE 2030 foi um dos pioneiros no desenvolvimento de uma arquitetura de referência
para a Smart Grid, levando ao modelo intitulado “Smart Grid Interoperabilty Reference Model” (SGIRM). O SGIRM
estende o modelo conceitual adotado pelo NIST ao definir 03 (três) “Arquiteturas Referenciais” ou “Interoperability. O
Projeto IEEE 2030 estabeleceu o SGIRM 2030 (Modelo de Referência de Interoperabilidade da Rede Elétrica
Inteligente - SGIRM: Smart Grid Interoperability Reference Model), que define 03 (três) Arquiteturas Referenciais de
Interoperabilidade (ou “Interoperability Architectural Perspectives” - IAPs), a saber:
 Arquitetura do Sistema de Energia (PS-IAP): define fluxos de dados necessários para o transporte confiável,
seguro, bi-direcional de fluxo de energia no sistema de energia elétrica.
 Arquitetura de Tecnologia de Comunicação (CT-IAP): identifica a infraestrutura de comunicações necessária
para a rede elétrica inteligente, de alta velocidade de dados e sistemas de notificação do cliente.
 Arquitetura de Tecnologia da Informação: Define um sistema de sistemas de modo a alavancar sistemas
individuais em um sistema de maior hierarquia.
Assim, cada IAP define os blocos funcionais necessários em cada domínio do modelo conceitual NIST para a Smart Grid
a partir da perspectiva apropriada, bem como as interfaces entre blocos funcionais (interfaces intra-domínio) e as
interfaces entre domínios (interfaces inter-domínio). Os IAPs definidos podem ser particularizados para as aplicações
tecnológicas específicas da Smart Grid, tais como Infraestrutura de Medição Avançada (AMI) e Plug-In de Veículos
Elétricos (PEVs). A Figura 10 mostra o “Modelo de Comunicação Fim-a-Fim” do Projeto IEEE e a Figura 11 a
Arquitetura Smart Grid do IEEE 2030.
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Figura 10: IEEE 2030: Modelo de Comunicação Fim-a-Fim.
Figura 11: Arquitetura Smart Grid do IEEE 2030 [ref.: IEEE].
Com base na Arquitetura Referencial, o IEEE elaborou o seu próprio catálogo de normas identificando blocos
funcionais e interfaces onde as normas podem ser aplicadas, bem como lacunas de normalização (“standards gaps”) e
TR 01/2013 ABDI - iAPTEL - Sumário Executivo (Produto 4) -Versão Preliminar.
Este conteúdo deve ser alterado posteriormente.
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33
necessários ajustes. Há também os padrões publicados com acordo de “duplo logo” entre o IEEE e a IEC (IEC/IEEE Dual
Logo Agreement), como por exemplo, os padrões IEEE C37.60™‐2012 [IEC 62271‐111 Ed.2].
6.4
CENELEC / CEN / ETSI
Países da União Europeia têm se posicionado pró-ativamente neste cenário com a proposição de importantes políticas
de incentivo à Rede Elétrica Inteligente. Desde 2010, a Europa está empenhada no Projeto “20-20-20”, sob o tema
“Smart, Sustainable, Inclusive Growth", com metas para reduzir as emissões de carbono e garantir o suprimento de
energia em 2020. Neste projeto, a eficiência energética e as energias renováveis são vistos como questões cruciais
para atingir essas metas. Para promover essa transformação, a Comissão Europeia adotou uma série de ações,
incluindo o “Mandate M/490” focado na padronização da Smart Grid.
Um Grupo de Trabalho específico para o estudo e a normalização das Redes Elétricas Inteligentes foi estabelecido e
conta com o trabalho conjunto do Comitê Europeu de Normalização (CEN), do Comitê Europeu de Normalização
Eletrotécnica (CENELEC) e do Instituto Europeu de Normalização das Telecomunicações (ETSI) no processo de
padronização das REIs. Este trabalho colaborativo tem sido conduzido por “Mandatos” (“Mandates”) da Comissão
Europeia (CE), a saber:
 Mandato M/441, para desenvolver uma arquitetura aberta para medidores de energia, envolvendo os
protocolos de comunicação, permitindo a interoperabilidade, em março de 2009.
 Mandato M/468, relativo à cobrança de EVs (Veículos Elétricos), em junho de 2010.
 Mandato M/490, para promover a implantação de Rede Elétrica Inteligente Europeia, em março de 2011.
O objetivo do Mandato 490, que se encontra na fase 2, é desenvolver e atualizar um conjunto de padrões consistentes
para a Smart Grid dentro de um “framework” Europeu, que seja de consenso e integre tecnologias de computação,
comunicação e arquiteturas de redes de energia elétrica e processos associados e serviços para promover a
interoperabilidade e facilitar a implementação na Europa dos serviços e funcionalidades Smart Grid. O Modelo
Conceitual Smart Grid do CEN/CENELEC/ETSI pode ser visto na Figura 12, onde nota-se que DERs são eletricamente
conectados à rede de distribuição de energia, bem como aos domínios “mercados”, “operações” e “provedor de
serviços”.
Figura 121: Modelo Conceitual Smart Grid do CEN/CENELEC/ETSI [ref.: CEN-CENELEC-ETSI Smart Grid Coordination
Group, 2012].
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34
O SG-CG (Smart Grid Coordination Group), grupo criado especificamente para coordenador o M/490, desenvolveu a
arquitetura denominada “Smart Grid Architecture Model” (SGAM) adaptado às exigências das Redes de Energia
Elétrica Europeias. Como resultado, um modelo tridimensional de arquitetura compreendendo domínios, zonas e
camadas foram definidas (Figura 13). O SGAM permite descrever uma representação “tecnologicamente neutra” de
todos os casos de interoperabilidade da Rede Elétrica Inteligente.
Figura 13: SGAM: Smart Grid Architecture Model [ref.: CEN-CENELEC-ETSI Smart Grid Coordination Group, 2012].
Outro importante resultado do trabalho desenvolvido pelo SG-CG foi a elaboração e a classificação do primeiro
conjunto de normas para REIs para a Europa e a identificação de lacunas (“gaps”) de padronização. Também é
importante ressaltar o trabalho desenvolvido pelo ETSI na padronização das “Comunicações M2M”, recentemente
transferido para o projeto de parceria intitulado “OneM2M”. Como resultado deste trabalho, foi definida uma
Arquitetura de Referência abrangente, incluindo “interfaces” e “blocos funcionais”. O oneM2M pode ser acessado no
link http://www.etsi.org/about/our-global-role/onem2m.
6.5
Quadro Comparativo
A Tabela 9 mostra um quadro comparativo entre os Roadmaps acima discutidos. Observa-se, nessa tabela, que o
Roadmap do NIST, que é composto por padrões de vários SDOs, encontra-se em fase mais adiantada que os demais
(Fase 3), e que todos os Roadmaps apresentam uma Arquitetura Referencial, isto é, uma estrutura composta de
camadas ou domínios permitindo subdividir um sistema complexo (a Smart Grid) em subsistemas mais simples,
podendo ser utilizada, portanto, como orientação para implementações.
Tabela 9: Quadro comparativo entre Roadmaps.
Organização de
Desenvolvimento de Padrão
(SDO)
NIST
(National Institute of Standards
Data da Publicação
/ Fase atual
Normas
Utilizadas
2010 /Fase 3
Vários SDOs
Propõe
Arquitetura
Referencial?
sim
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35
and Technology)
IEC
(International Electrotechnical
Commission)
IEEE
(Institute of Electrical and
Electronics Engineers)
Mandate 490
CENELEC / CEN / ETSI
6.6
2010
IEC
sim
2011
IEEE
sim
2011 / Fase 2
Vários SDOs
sim
Arquitetura Referencial REI-BR-2030
No final de 2013 foi criado a primeira proposição da Arquitetura Referencial de Redes Elétricas Inteligentes do Brasil
(REI-BR-2030), pela AGX Energia em parceria com a ABDI. Esse é o primeiro trabalho para criação de um “Roadmap
brasileiro” contendo todos os principais conceitos e elementos principais das Redes Elétricas Inteligentes (REIs)
customizados para o caso brasileiro, de forma completa, inclusiva e agnóstica às implementações tecnológicas.
A REI-BR-2030 tem sido validada em interações com especialistas de REI da indústria, concessionárias e entidades do
governo. Ela aborda de forma lógica e simplificada os diagramas de blocos básicos constituinte da REI Brasileira,
contendo todas as principais sub-áreas de aplicações abordada nos trabalhos realizados pela ABDI. O modelo da REIBR-2030 foi utilizado para criar grande parte do mapeamento inicial desse projeto, direcionando as questões das
entrevistas, modelos da cadeia produtiva (quebra dos subsistemas em diversos elementos e componentes), dentre
outras. A Figura 14 ilustra esse modelo de arquitetura da REI-BR-2030.
Brazilian Smart Grid: Reference Architecture
REI-BR-2030
Corporate/IT+Control+&+Mgmt+
ERP+
Billing+
Market+Management+
CIS+
IT/Enterprise+Integra5on+BUS+
IT+Communica5on+GWAY+
Opera5on+Control+&+Mgmt+
Cyber Security
EMS+
DMS+
+++++++Asset++
Management+
SCADA+
++Mobile+Workforce+
Management+(MWM)+ GIS+
OMS+
Opera5onal+Integra5on+BUS+
PDC+
++++Data+
MDMS+ MDM+ Applica5ons+ Analy5cs+
Service'Provider'
Commercial+Integra5on+BUS/Metering+
+++SCADA+Communica5on+GWAY+
''''''Energy'
Management'
MDC+
'Distributed'
''''Energy''
'Aggregator'
'Demand'
'Response'
Aggregator'
Communica5ons+Infrastructure+
Network+Management+System+(NMS)/+Element+Management+System+(EMS)+
Backbone+Network+WAN+
SDH+
++Radio+Link+
DWDM+
Satellite+
IP/MPLS+
Backhaul+Network+
Substa5on+Network+
SDH+
GPRS+ ++Radio+Link+
+Radio+Link+
IP/MPLS+ ++WiMax+
++Metro+Ethernet+
SDH+
Distribu5on+Network+
Satellite+ PLC+
DWDM+ IP/MPLS+ 3G+
++Metro+Ethernet+ ++WiMax+ LTE/4G+
GPRS+ RF+Mesh+
3G+ LTE/4G+
PLC+
+++++Prosumer+Access+Network+(PAN)+
Satélite+
GPRS+ RF+Mesh+
WiFi+
PLC+
LTE/4G+ Cable+Modem+
FTTB/+FTTH+
++WiMax+
Backbone+and+Internet+Access+(public)+and+Intranet+(private)+
Residen' al*Prosumer*Network*(RPN)*
!!Mobile!Workforce!
Management!(MWM)!
**
HEMS*
Physical Security
!
Communica*on! Tablet/PDA,!
!!!!!!!Devices!
Notebook!
!
***
Intelligent*
**Display*
**EMS*
Transformador*
Caapacitor**
*****Bank*
Volt/Var*
*Control*
*******Voltage/
Current*Sensors*
*****Breakers*
*****
Sec' onalizer*
***Switches*
***
Intelligent*
**Display*
Transmission &
Distribu on
Substa on
*****ESI*
Gateway*
****
Intelligent*
***Loads*
****sensors*
****Connected**
****Appliances*
*Intelligent*
thermostat*
***Intelligent*
Sub=Metering*
*****ESI*
Grid=Tie*
****sensors*
Gateway*
Inverter*
****
****Connected**
Intelligent*
****Appliances*
***Loads*
**PMU*
Router/RTU/
**PMU*
Gtway*Com*
Industrial*Prosumer*Network*(IPN)*
Distributed*Energy*Resources*(DER)*
**EMS*
Genera on &
Transmission (G&T)
Grid=Tie*
Inverter*
***Intelligent*
Sub=Metering*
Commercial*and*Ins' tu' onal*Prosumer*Networks*
(C&IPN)*
Substa' on*Automa' on*(SA)*
**Recloser*
*Intelligent*
thermostat*
*Distributed*
Genera6on*
*****(DG)*
Distribu on
*Electric*Vehicle*
*Infrastructure*******
*********(EVI)*
*******Energy*
Storage*System*
********(ESS)*
*Load*Management,*****
Demand*Response***
***************(DR)*
***
Intelligent*
**Display*
Grid=Tie*
Inverter*
*****ESI*
Gateway*
***Intelligent*
Sub=Metering*
Producer/Consumer
****
sensores*
****
Intelligent*
***Loads*
****Connected**
****Appliances*
C.Lima @ 2014
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36
Figura 14: Proposição de Arquitetura Referencial de Redes Elétricas Inteligentes do Brasil (REI-BR-2030) [ref.: AGX
Energia].
7.0
CONCLUSÃO
Este trabalho apresentou os resultados preliminares obtidos do estudo de Normas, Padrões e Regulamentos para
TIC/REI do Projeto “Mapeamento da Cadeia Fornecedora de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) e de seus
Produtos e Serviços para Redes Elétricas Inteligentes (REI)” da ABDI-Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial,
fruto da realização de um levantamento abrangente de normas e padrões internacionais e nacionais, contemplando
também, regulamentos, arquiteturas referenciais e “Roadmaps”.
Foram avaliadas, nesse estudo, 16 (dezesseis) organizações internacionais de desenvolvimento de padrões e
entidades correlatas, 05 (cinco) organizações nacionais de desenvolvimento de padrões e entidades correlatas, 04
(quatro) Roadmaps internacionais e mais de 400 (quatrocentas) normas técnicas e padrões com envolvimento no
segmento TIC-REI, sendo 161 (cento e sessenta e uma) investigadas em detalhe, agrupadas nas diferentes áreas de
aplicação tecnológica de REI.
Normas técnicas e padrões de indústrias voltadas ao setor de REI, tendo como principais clientes-fim as
concessionárias de energia elétrica, têm sido elaboradas por diferentes organizações de desenvolvimento de padrões.
A ITU, o ETSI e o IETF destacam-se como organizações de desenvolvimento de padrões para o setor de
telecomunicações, enquanto a IEC, o CENELEC e suas respectivas entidades nacionais representantes são as principais
organizações de normalização para a indústria de produtos e serviços voltada ao setor de elétrico.
Com o surgimento do conceito Smart Grid, que agrega premissas de dois diferentes mundos (energia elétrica e TIC),
faz-se necessário a seleção de padrões das respectivas entidades normalizadoras visando a criação de um portfólio de
normas e padrões e de uma arquitetura referencial para um único fim. É importante, no entanto, compreender os
movimentos e esforços de padronização e regulamentação nos países e continentes, pois as ações efetivas para a
promoção da REI têm sido motivadas por diferentes “drivers”, que variam de acordo com a região.
Nas Américas, foi delegado ao NIST, via Ato do Congresso Norte Americano relacionado à política energética daquele
país (EISA 2007), a responsabilidade de coordenar o desenvolvimento de um modelo de interoperabilidade para a
Smart Grid. Assim, o EISA 2007 destinou recursos da ordem de 4,7 bilhões de dólares na modalidade “grant”, isto é,
fundos do governo federal sem retorno financeiro. O trabalho realizado pelo NIST, que foca a criação de um Roadmap
para a Smart Grid, está em sua terceira etapa (“Release 3.0”), onde são apresentadas arquiteturas referenciais e
selecionados normas e padrões, bem como proposições para o preenchimento de lacunas (“gaps”) entre os padrões.
Na Europa, um esforço de planejamento para se estabelecer uma diretriz para o surgimento de uma Smart Grid plena
está em curso, tendo iniciado em 2009. Os projetos coordenados ou “Mandatos” (“Mandates”), administrados pela EC
(European Comission) corpo executivo da EU (European Union), como por exemplo, o Mandate 411/2009, destinado a
desenvolver uma arquitetura aberta para medidores de energia elétrica, o Mandate M/468/2010, relativo à cobrança
de veículos elétricos e, finalmente, o Mandate 490/2011, concebido para apoiar e promover a implantação da Rede
Elétrica Inteligente (REI) Europeia interoperável, foram estabelecidos em atividades subsequentes (anos de 2009,
2010 e 2011) naquele continente de modo a promover esforços contínuos de organizações de desenvolvimento de
padrões Europeias em direção à criação de uma arquitetura referencial para a REI.
Neste contexto, a IEC desempenha papel fundamental na normalização de sistemas de operação da rede e de
medição inteligente. Exemplos de padrões ou “suites de padrões” que se mostraram relevantes neste estudo são o
CIM (Common Information Model - IEC 61970), para gerenciamento de energia (EMS), e o IEC 61968, para distribuição
de energia (DMS) e o IEC 61850, padrão para comunicação em subestações, definidos pela IEC e reconhecidas pelo
NIST como normas “core”. A arquitetura referencial do NIST é definida pelo IEC 62357, que apresenta uma arquitetura
orientada a serviços. A IEC destaca-se também no desenvolvimento conjunto de padrões com a ISO, como por
exemplo, para veículos elétricos e correspondentes infraestruturas.
Após a realização deste estudo, pode-se destacar:
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37

A replicação de trabalhos de normatização já realizados por organizações de padronização, principalmente
em telecomunicações, devem ser evitados. Para uma implementação generalizada e eficaz em termos de
custos de Redes Elétricas Inteligentes, o uso de padrões de telecomunicações amplamente aceitos e
implementados é um pré-requisito.
 Para as camadas de rede e de aplicação, o uso de tecnologias da suite TCP/IP, conforme definido pelo IETF,
pode ser considerado uma tendência.
 A integração com os novos desenvolvimentos no domínio das TIC via comunicações M2M (Machine-toMachine), como mostrado no modelo de arquitetura referencial do ETSI, deve ser considerada.
 Diversas atividades de normalização para “facilitadores” de serviços M2M (Machine-to-Machine) estão sendo
desempenhadas em vários órgãos com o anúncio de projetos de parceria M2M por grandes SDOs regionais
para se criar um padrão global.
 Governos e agências reguladoras têm papel fundamental para a promoção da estratégia de promoção da REI,
auxiliando o setor privado a desenvolver e promover normas e padrões que promovam a abertura do
mercado internacional para as empresas brasileiras.
 Em alguns casos, padrões existentes podem funcionar a contento na REI, sendo prontamente adotado em um
dado Roadmap. Em outros, novos padrões devem ser desenvolvidos para atender a novas interações
habilitadas pela Smart Grid, processo que pode ser moroso.
 “Gaps” entre padrões devem ser identificados e discutidos.
 Na área de aplicação tecnológica “Geração Distribuída”, as normas alemãs, ao contrário das norteamericanas (publicadas pelo IEEE) são mais ligadas a serviços ancilares de rede (e não a americana).
 De um modo geral, interfaces de integração de “back-end” para “billing”, gerenciamento de ativos, gestão da
força de trabalho, dados meteorológicos e outras aplicações ainda têm de ser definidos. Uma vertente que
pode ser observada neste contexto é a criação de soluções via serviços web.
 Na área residencial, observa-se uma ampla gama de protocolos de automação, controle e comunicação. A
coexistência das mídias de comunicação (por exemplo, soluções com e sem fio) e questões de
interoperabilidade são os principais problemas nesta área. Neste cenário o perfil energético do ZigBee Smart
2.0 tem boas chances de ser amplamente aceito possibilitando o suporte para várias aplicações da
residenciais da Smart Grid.
Algumas conclusões de caráter mais amplo podem ser apresentadas:
 As principais economias mundiais têm contribuído para o desenvolvimento de normas internacionais de REIs.
Com a colaboração e a comunicação contínua entre entidades padronizadoras, a tendência é criar ações de
harmonização de padrões de REI, viabilizando o conceito “Smart Grid”. Neste contexto, pactos para permitir a
co-publicação de normas e padrões entre diferentes SDOs (IEC, IEEE, ANSI e IEEE, etc.) ganham grande
importância.
 Normas formais, e muitas especificações, podem começar como normas “de facto”, ou seja, a convergência
natural entre os produtores o suficiente para denominar um protocolo ou "padrão".
 As SDOs agem como normas “de direito”, codificadas de forma semelhante às leis. Dada a especial atenção
ao equilíbrio de votação, regras abertas e participação aberta, as normas podem ser adotadas no lugar de leis
em certas jurisdições.
Este trabalho investigou o processo de desenvolvimento de padrões em países selecionados na pesquisa. O governo
da Coreia anunciou um plano para construir uma rede nacional inteligente e está começando a trabalhar em um
Roadmap de padrões com o auxílio da a agência Coreana de padrões KATS (Korean Agency for Technology and
Standards). Na China, a State Grid Corporation desenvolveu um projeto de enquadramento e roteiro de padrões de
rede inteligente e robusta. Outras iniciativas como os japoneses METI (Ministry of Economy, Trade and Industry) e JISC
(Japanese Industrial Standards Committee), os alemães BDI (Bundesverband der Deutschen Industrie) e BMWi EEnergy Program e o projeto norte-americano da EPRI “Intelligrid” merecem investigação.
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38
BRASIL
No Brasil, a Resolução Conmetro Nº 7 de 24 de agosto de 1992 designa a ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas) como o Foro Nacional de Normalização. A ABNT representa o Brasil nas organizações internacionais de
desenvolvimento de padrões IEC e ISO, sendo que para assuntos relacionados à Smart Grid utiliza os trabalhos da
Comissão de Estudos 3 (CB-3) do COBEI (Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e
Telecomunicações). Se por um lado as normas da ABNT têm caráter voluntário, isto é, são apenas recomendações, por
outro lado as Resoluções Normativas da ANEEL (RENs) apresentam caráter compulsório, agindo com força de lei.
Assim, as RENs da ANEEL tornam-se, no contexto Brasil, muito importantes.
O Governo Brasileiro trabalha na criação de seu Roadmap Smart Grid. O MME (Ministério de Minas e Energia) criou,
por meio da Portaria 440 de 15/04/2010, um grupo de trabalho (GT) para analisar e identificar ações necessárias para
subsidiar o estabelecimento de políticas públicas para a implantação do “Programa Brasileiro de Rede Elétrica
Inteligente”.
O Grupo de Trabalho (GT) governamental coordenado pela ABDI, tem conquistado alguns avanços no Brasil para o
desenvolvimento das Redes Elétricas Inteligentes no Brasil, com base nas ações propostas para o “Programa Brasileiro
para desenvolvimento da Indústria fornecedora de Redes Elétricas Inteligentes”. Participam deste grupo de trabalho
as seguintes instituições: MDIC - Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comercio Exterior; MCTI - Ministério
de Ciência Tecnologia e Inovação; MC - Ministério das Comunicações; MME - Ministério de Minas e Energia; ABDI Agencia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Coordenador); ANEEL - Agencia Nacional de Energia Elétrica;
ANATEL - Agencia Nacional de Telecomunicações; BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social;
FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos estratégicos; INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e
Tecnologia; APEX- BRASIL - Agencia Brasileira de Fomento a Exportação; ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico;
EPE - Empresa de Pesquisa Energética; e CEPEL - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica.
A proposição de Arquitetura Referencial de Redes Elétricas Inteligentes do Brasil (REI-BR-2030), pela AGX Energia em
parceria com a ABDI. Apresenta a primeira iniciativa para criação de um “Roadmap brasileiro”. Passa a ser necessário
um aprofundamento desta arquitetura com as entidades púbicas e privadas para o aprofundamento e adoção do
modelo no Brasil.
Com base nas atividades do GT governamental coordenado pela ABDI, recomenda-se a inclusão de um subgrupo de
trabalho para as tratativas de normas, padrões e regulamentos no Brasil, bem como a formação de um comitê publico
privado permanente junto ao COBEI/ABNT no Brasil com foco na participação mais ativa da indústria brasileira para a
definição de normas e padrões junto as instituições internacionais.
ENTRAVES
Os principais Entraves encontrados no processo de geração de normas técnicas, padrões e regulamentos para REI
podem ser destacados:
 Ausência de um programa Federal em REI com metas a serem estabelecidas dentro de prazos, assim como
ocorreu no programa Europeu 20-20-20, dando condições e estabilidade a órgãos, como o Inmetro e a ABNT,
poderem se preparar em termos de recursos, como mão-de-obra e laboratórios credenciados, para atender
às demandas do mercado.
 Falta de um maior envolvimento da indústria em outras áreas de aplicação tecnológica de REI, além da
medição inteligente.
 Pequeno número de Entidades, Universidades e Centros de Pesquisa e Inovação (CPD&Is) participando e
auxiliando o Inmetro com laboratórios credenciados.
 Falta de atrativo para entidades acreditadas participarem do processo de certificação, aliviando o trabalho do
Inmetro.
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RECOMENDAÇÕES
As principais Recomendações para o estabelecimento de normas e padrões para REI podem ser destacadas:
 Necessidade de revisão da proposta de Roadmap Nacional;
 Necessidade de criação de metas bem definidas com prazos estabelecidos (curto, médio e longo) para a
implantação do Roadmap Brasileiro de REI.
 Harmonização e criação de um portfólio de normas técnicas e padrões no Brasil, considerando o know how já
desenvolvido por outras instituições;
 Maior participação nos grupos do COBEI e outros organismos reguladores na definição de normas/padrões
para REI;
 Maior participação do Brasil na definição de normas internacionais, como por exemplo da IEC;
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Brasília, 22 de Outubro de 2014
ABDI
Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
Setor Bancário Norte, Quadra 1 - Bloco B
Ed. CNC - 70041-902 / Brasília DF
Tel.: (61) 3962-8700
www.abdi.com.br
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