RELATÓRIO
PROVA DE APTIDÃO ARTÍSTICA
Sara Filipa Rodrigues da Silva 12ºD2 Nº21
Trabalho elaborado para a disciplina
de
Projeto
especialização
e
em
Tecnologias,
fotografia,
lecionada por Joana Castelo.
Descrição do planeamento e execução da Prova de Aptidão Artística.
ESCOLA ARTÍSTICA SOARES DOS REIS – PORTO – ANO LECTIVO 2014/2015
Escola Artística Soares dos Reis – Porto – Relatório de PAA – Disciplina de Fotografia
ÍNDICE
Texto geral do documento
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Nome do (s) aluno (s), ano e turma
Escola Artística Soares dos Reis – Porto – Relatório de PAA – Disciplina de Fotografia
INTRODUÇÃO
Para conclusão do 12º ano do curso de Comunicação Audiovisual,
especialização em fotografia é-nos proposta a realização de uma Prova de Aptidão
Artística que consiste em 4 projetos, sendo eles um projeto de reportagem com 12
fotografias, um projeto de opção em que podemos eleger um de 3 tipos de
fotografia, fotografia de paisagem, arquitetura ou moda, tendo este que conter
também 12 fotografias, um projeto conceptual de retrato de corpo, também com 12
fotografias e um autorretrato, impresso em analógico com as medidas 30x40. Um dos
outros projetos referidos acima tem que ser também realizado em analógico sendo
que fica ao critério do aluno qual deles será realizado em analógico e os restantes
serão realizados em formato digital.
Para este ano letivo o tema eleito foi a cidade do Porto, sendo que todos os
projetos, exceto o autorretrato, terão obrigatoriamente que estar ligados ao tema.
Ao longo deste relatório irei explicar todos os passos da execução da minha
Prova de Aptidão Artística.
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Nome do (s) aluno (s), ano e turma
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1. TRABALHO DE REPORTAGEM
1.1 Introdução
Para o projeto de reportagem é-nos requerida a execução de uma reportagem
fotográfica, enquadrada no tema “Cidade do Porto”, consistente em 12 fotografias em
formato digital ou analógico.
Tendo em conta o tema geral proposto eu optei por fazer o meu projeto de
reportagem sobre o escutismo, sendo que, optei também por fotografar em formato digital
visto que em termos logísticos se tratava da opção mais viável.
1.2 Pré-Produção
1.2.1 Pesquisa
Mesmo sendo eu já escuteira, tal não dispensou um trabalho aprofundado de pesquisa. Para
tal, em primeiro lugar tomei como referência o livro que deu origem ao movimento,
“Escutismo Para Rapazes” escrito por Robert Baden-Powell, fundador do movimento
escutista, com este livro o meu objetivo era ir ao cerne do movimento de forma a retirar os
valores e ideais essenciais para conseguir uma melhor definição do que é o escutismo.
O passo seguinte foi fazer um apanhado geral do escutismo praticado noutros países,
através de documentários como “Boy Scouts of Harlem” e “Believe it. Live it - Boy Scout law
documentar” para estabelecer os pontos comuns do escutismo praticado internacionalmente.
Mais uma das minhas fontes de pesquisa para esta reportagem foi a última carta de
Robert Baden-Powell, na qual Baden-Powell deixa uma importante mensagem a todos os
elementos deste movimento, a qual incide sobre valores fundamentais do movimento.
Por fim, após definir o que pretendia retratar com o meu projeto de reportagem, fiz
um apanhado das atividades escutistas que se iriam realizar durante o tempo de duração do
ano letivo de forma determinar o que iria fotografar.
1.2.2 Ideia
A ideia para o subtema do meu projeto de reportagem surgiu do facto que desde que
entrei para os escuteiros é-me frequentemente perguntado “afinal o que é que vocês fazem
nos escuteiros?” o que me fez perceber que para quem está do lado de fora do movimento
não tem muito conhecimento do propósito do movimento, ficando apenas com a ideia
estereotípicas que os escuteiros apenas “vão à igreja, ajudam velhinhas a atravessar a rua e
vendem bolachas”.
Decidi então, com a finalidade de desmitificar estes estereótipos que o meu projeto
de reportagem iria incidir sobre o que realmente se faz no escutismo, visto que se trata do
maior movimento de jovens a nível mundial e transmite aos jovens valores como a lealdade,
entreajuda, generosidade, incentivando os jovens à prática de atividade física, ao
desenvolvimento do caracter e a desempenharem um papel ativo na sociedade.
1.2.3 Texto Justificativo
Para o meu projeto de reportagem escolhi falar sobre o escutismo no Porto, porque
para além de se enquadrar no tema trata-se de um movimento útil para a sociedade e
bastante presente no Porto. Com o meu projeto pretendo dar a conhecer o tipo de atividades
desenvolvidas pelos escuteiros, mais especificamente os da área regional do Porto, mantendo
em mente os ideais e princípios fundamentais do escutismo.
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1.2.4 Sinopse
Projeto de reportagem com 12 imagens em formato digital de diversas atividades
escutistas com objetivo de demonstrar que tipos de atividades, os escuteiros do Corpo
Nacional de Escutas, desenvolvem no Porto.
1.3 Produção
1.3.1 Sessões
Para o meu projeto de reportagem realizei ao todo um total de 4 sessões em 4
atividades diferentes.
A primeira sessão realizou-se no dia 24 de Janeiro numa atividade denominada “dia
de S.Paulo”, que decorreu no centro da cidade do Porto e tinha como objetivo celebrar o dia
do santo patrono da IV secção, o santo S.Paulo. Sendo por isso uma atividade apenas para
elementos da IV secção.
A sessão seguinte decorreu entre os dias 6, 7 e 8 de Março em que fotografei o
Cenáculo do núcleo centro norte, uma atividade de caminheiros para caminheiros que serve
mutuamente como órgão consultivo do CNE e uma de desafiar os jovens a sair da sua zona de
conforto e a pensar em problemas da sociedade hoje em dia.
A terceira sessão foi em mais um Cenáculo, neste caso o Cenáculo do núcleo cidade
do Porto, no dia 21 de Março.
Por fim fotografei o acampamento em Drave do clã 123 do agrupamento 1189 Corim
nos dias 16 e 17 de Maio, nesta sessão pretendia registar um pouco da vida ao ar livre que o
escutismo tanto promove.
1.4 Pós-produção
1.4.1 Processo de seleção
A minha seleção de imagens para este projeto baseou-se na escolha das que
retratassem melhor os ideais acima referidos.
1.4.2 Edição
Para editar as minhas fotografias utilizei Photoshop, essencialmente fiz
reenquadramentos através da ferramenta de crop e tratei a exposição, temperatura de cor e
contraste através de layers e mascaras.
1.5 Reflexão
Este projeto foi mais difícil de realizar do que esperava, pois fotografar uma atividade
escutista enquanto participo nela em simultâneo provou ser bastante complexo. Foi também
difícil escolher as imagens pois é-me difícil ter um olhar de fora do movimento e perceber
qual será a leitura dos outros das minhas imagens.
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2 TRABALHO DE OPÇÃO – PAISAGEM
Introdução
Para o projeto de opção foi-nos proposta a escolha de um tipo de fotografia entre 3
opções disponíveis: paisagem, moda e arquitetura. Para o meu projeto optei por fazer
fotografia de paisagem. Decidi realizar este projeto em analógico visto que necessitava que
os outros dois projetos estivessem em digital.
2.1 Pré-produção
2.1.1 Pesquisa
Para este projeto a minha ideia inicial era “virar as costas aos monumentos do Porto”
e fotografar o que estivesse à volta para demonstrar que o Porto tem mais beleza para além
das suas “imagens postais”, o que me fez pesquisar sobre e fazer exploração dos locais em
redor dos mais famosos monumentos do Porto e tirar fotografias. A partir de algumas
fotografias resultantes dessas experiências levaram a minha atenção para outra temática, o
contraste entre os parques e jardins e a parte urbana da cidade.
2.1.2 Ideia
Neste projeto pretendo mostrar como se incorporam os jardins na cidade,
contrastando entre os velhos edifícios do Porto. Para tal fotografei diversos jardins situados
em zonas bastante movimentadas do Porto de forma a mostrar como estes se incorporam com
a urbanização em seu redor.
2.1.3 Texto justificativo
A natureza é indispensável ao ser humano, é imprescindível manter nem que sejam
pequenos espaços verdes por perto para não afogar por completo no caos citadino. Estes
espaços dão outro ar à cidade.
2.1.4 Sinopse
Projeto composto por 12 fotografias em formato analógico, a preto e branco que
retratam como os jardins se integram na cidade do Porto.
2.2 Produção
2.2.1 Sessões
Para este projeto realizei várias sessões em vários locais do Porto: rotunda da
Boavista, jardim da Cordoaria, praça Francisco Sá Carneiro, Campo 24 de Agosto, Trindade,
jardim do Marquês de Pombal, São Bento e Prado do Repouso.
Tentei fotografar de forma a demonstrar como os jardins se incorporam com a cidade.
2.2.2 Revelação
Após as sessões tive que revelar os filmes, para este projeto utilizei os filmes Ilford
HP5 com ISO 400 e Ilford FP4 com ISO de 125.
Sendo que a única diferença no processo de revelação de ambos é o tempo no
revelador, sendo que o filme HP5 necessita de ficar 6 minutos no revelador e o filme FP4 9
minutos, irei explicar ambos em simultâneo.
Em primeiro lugar escolhemos o tanque e a espiral, verificamos se todos os elementos
estão em condições e numa sala isolada de luz colocamos o filme na espiral, fechamos o
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tanque e na banca e começamos a revelar, o primeiro paço é por o revelador, o revelador que
usei em todos os filmes foi o Rodinal R09 que para ambos os filmes requeria uma diluição de 1
parte de revelador para 25 partes de água, tendo em conta que usei sempre um tanque cuja
quantidade de líquido requerida para um filme era 375ml a quantidade de revelador que usei
foi sempre 14,4ml de revelador para 360,6 ml de água, agitando inicialmente durante 30
segundos seguidos e depois de 30 em 30 segundos durante 5 segundos até atingir o tempo
respetivo para cada filme que foi referido anteriormente. O passo seguinte foi por o banho de
paragem, que se faz de forma semelhante ao revelador com diluições de acordo com as
indicações dos fabricantes, o filme fica no banho de paragem durante cerca de 45 segundos /
1 minuto e em seguida põe-se o fixador que é feito de forma semelhante ao que já foi
referido anteriormente. O filme fica em fixador durante cerca de 3 minutos e meio, de
seguida temos que lavar o filme durante cerca de 20 minutos em água corrente e por fim
aplica-se um agente molhante que serve para ajudar a água a escorrer melhor de forma a não
deixar marcas de água no filme. Por fim pendura-se o filme para secar.
2.2.3 Impressão
Para impressão em analógico necessitamos de uma sala iluminada apenas com luz
vermelha com ampliadores e química semelhante à química utilizada para o filme fotográfico.
Antes de imprimir as fotografias fiz provas de contacto dos negativos, para tal, depois de
montar convenientemente a objetiva no ampliador e ajustar a luz à medida da folha coloquei
uma tira de teste e fui dando intervalos de tempo até encontrar o tempo de exposição
correta, para a aprova de contacto coloquei os negativos sobre uma folha de papel
fotossensível e com uma placa de vidro que os segura juntos deixa-se a expor, para revelar o
papel põe-se no revelador durante 1 minuto, em seguida no banho de paragem durante 45
segundos, depois no fixador durante cerca de 3 minutos e por fim lava-se em água corrente
durante cerca de 15 minutos. A partir das provas de contacto selecionei as imagens, para
imprimir coloca-se os negativos no porta-negativos e define-se as margens no marginador, o
processo para definir o tempo de exposição e o processo de revelação são iguais às referidas
anteriormente para as provas de contacto, no entanto as fotografias poderão requerer a
aplicação de mascaras e ou filtros de contraste.
2.3 Pós-produção
2.3.1 Processo de seleção e organização das imagens
Selecionei as minhas imagens de acordo com a sua densidade e organizei-as da menos
para as mais densas.
2.5 Reflexão do projeto
Com este projeto encontrei diversos problemas, devido a erros ao revelar/expor os
filmes o que dificultou o meu trabalho de impressão, este projeto fez-me aprender imenso a
níveis fotográficos pois o facto de não poder ver/repetir as fotografias de imediato fez-me
pensar mais o ato fotográfico.
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3. TRABALHO DE RETRATO DE CORPO (CONCEPTUAL)
Introdução
Para este projeto foi-nos proposta a realização de um trabalho conceptual de retrato
de corpo, com o tema “Cidade do Porto”. Este projeto deverá conter 12 fotografias em
formato digital ou analógico. Para este projeto inspirei-me no vinho do porto.
3.1 Pré-produção
3.1.1 Pesquisa
O meu ponto partido inicial foi pesquisar sobre o vinho do porto, fiz um apanhado dos
vários tipos de vinho do Porto, acabando por escolher 2 variantes, Tawny e Ruby. Fiz testes
de cor para conseguir uma mistura de aguarela e água para obter as cores que desejava.
3.1.2 Ideia
Para este projeto a minha ideia é relacionar o vinho do porto com o corpo,
retratando-o como sangue, alma, vida e até mesmo morte dos portuenses. Isto porque o vinho
do porto é desde há muito um elemento icónico do porto, acompanhando os altos e baixos da
história da cidade.
3.1.3 Texto Justificativo
“Há doenças piores que as doenças,
Há dores que não doem, nem na alma
Mas que são dolorosas mais que as outras.
Há angústias sonhadas mais reais
Que as que a vida nos traz, há sensações
Sentidas só com imaginá-las
Que são mais nossas do que a própria vida.
Há tanta coisa que, sem existir,
Existe, existe demoradamente,
E demoradamente é nossa e nós...
Por sobre o verde turvo do amplo rio
Os circunflexos brancos das gaivotas...
Por sobre a alma o adejar inútil
Do que não foi, nem pôde ser, e é tudo.
Dá-me mais vinho, porque a vida é nada.” – Fernando Pessoa
3.2 Produção
3.2.1 Sessões
Ao longo do 2º e 3º período realizei várias sessões no estúdio da escola, em que
fotografei os modelos: Catarina Nery, Cláudia Barbosa, Carolina Marques, Hugo Ribeiro, Rita
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Duarte e Sara Tamagnini. Durante as sessões basicamente entornei líquido colorido em várias
partes dos corpos dos modelos de acordo com o que pretendia das imagens. Usei duas cabeças
de flash, uma luz dura e uma softbox, em alguns casos utilizei apenas a softbox.
3.3 Pós produção
3.3.1 Seleção das imagens
Neste projeto escolhi as imagens de acordo com a disposição da tinta, a luz e as
sombras, escolhi as que mais se adequavam ao que queria com este projeto.
3.3.2 Edição
Em pós produção reenquadrei fotografias e ajustei a luz e a cor através de máscaras.
3.4 Reflexão
Este projeto libertou-me bastante em termos criativos, foi bastante divertido de
fotografar e deu-me liberdade de explorar em estúdio.
Inicialmente quando confrontada com o tema “Cidade do Porto” para os projetos da
PAA, especialmente o de retrato de corpo, mas depois de pensar um bocado consegui
desenvolver um projeto que me agradou tanto em termos de execução como de resultados.
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4 Autorretrato
Introdução
O projeto final para a Prova de Aptidão Artística trata-se de um autorretrato,
obrigatoriamente em formato analógico para ser impresso em 30x40cm. Este projeto é o
único em que o tema é livre e não necessita estar ligado à cidade do Porto. Para o meu
autorretrato decidi encarnar o vocalista de uma banda, Alex Turner, num ato de exploração
da idolatração de celebridades na adolescência.
4.1 Pré-produção
4.1.1 Pesquisa
Para este projeto inspirei-me num projeto fotográfico de Sandro Miller, que reencena
diversas fotografias de celebridades icónicas. Fiz também uma pesquisa de imagens do músico
para conseguir recrear a sua aparência.
4.1.2 Ideia
A minha ideia para o auto
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