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Universidade Federal de Sergipe
Fundação de Apoio a Pesquisa e Extensão de Sergipe
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GEOLOGIA SEDIMENTAR E
HIDROAMBIENTAL APLICADA A AMBIENTES ANTIGOS E RECENTES
IVO LÚCIO SANTANA MARCELINO DA SILVA
MAPA PRELIMINAR DA VULNERABILIDADE
À CONTAMINAÇÃO DOS AQÜÍFEROS NO
ESTADO DE SERGIPE (BRASIL)
Orientador: Prof. Dr. Osmar Gustavo Wohl Coelho
ARACAJU (SE), 2007
IVO LÚCIO SANTANA MARCELINO DA SILVA
MAPA PRELIMINAR DA VULNERABILIDADE
À CONTAMINAÇÃO DOS AQÜÍFEROS NO
ESTADO DE SERGIPE (BRASIL)
Monografia (Especialização) apresentada
ao Núcleo de Estudos e Pós-Graduação em
Recursos Naturais – NEREN/DEA - Grupo
de Geologia Sedimentar e Hidroambiental Centro de Ciências Biológicas e da Saúde
– CCBS, para obtenção do grau de
especialista em Geologia Sedimentar e
Hidroambiental Aplicada a Ambientes
Antigos e Recentes pela Universidade
Federal de Sergipe – UFS, sob orientação
do Professor Dr. Osmar Gustavo Wohl
Coelho (UNISINOS).
ARACAJU (SE), 2007
FICHA CATALOGRÁFICA
S586m
Silva, Ivo Lúcio Santana Marcelino da.
Mapa preliminar da vulnerabilidade dos aqüíferos à contaminação no Estado
de Sergipe (Brasil). / Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva. Aracaju: UFS,
2007.
50 p.
Monografia (Especialização) apresentada ao Núcleo de Estudos e PósGraduação em Recursos Naturais – NEREN/DEA - Grupo de Geologia
Sedimentar e Hidroambiental - Centro de Ciências Biológicas e da Saúde –
Universidade Federal de Sergipe.
1. Vulnerabilidade 2 Vulnerabilidade de aqüíferos 3. Contaminação 4 Meio
ambiente I. Silva, Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva. II. Título.
CDU 556.18:574.3
IVO LÚCIO SANTANA MARCELINO DA SILVA
MAPA PRELIMINAR DA VULNERABILIDADE
À CONTAMINAÇÃO DOS AQÜÍFEROS NO
ESTADO DE SERGIPE (BRASIL)
Aprovada em 23 / 08 / 2007
Banca Examinadora
__________________________________________________________
Orientador Professor Dr. Osmar Gustavo Wohl Coelho (UNISINOS)
__________________________________________________________
Professor Dr. Mário Jorge Campos dos Santos (UFS)
__________________________________________________________
Professor Dr. Arisvaldo Vieira Mello Júnior (UFS)
AGRADECIMENTOS
Ao Prof. Dr. Osmar Gustavo Wohl Coelho (UNISINOS), em especial, por ter aceitado
ser o meu Professor-Orientador, em uma área - geoprocessamento – interessante,
mas desconhecida até então, e sem o qual seria impossível, em tão curto espaço de
tempo, ultimar a monografia para apresentação.
O meu, também especial, agradecimento aos Professores MSc. Luiz Carlos da
Silveira Fontes (UFS) e Dr. Antônio Jorge Vasconcelos Garcia (UFS) que
viabilizaram o Curso de Especialização em Geologia Sedimentar e Hidroambiental
aplicada a Ambientes Antigos e Recentes, pela Universidade Federal de Sergipe
(UFS).
Aos Professores Doutores Edgardo Manuel Latrubesse (Universidade Federal de
Goiás - UFG) e José Maria Landim Dominguez (Universidade Federal da Bahia –
UFBA) e MSc. Ana Carolina Nowatzki (UFS), juntamente com os Prpfessores MSc.
Luiz Carlos da Silveira Fontes (UFS) e Dr. Antônio Jorge Vasconcelos Garcia (UFS)
pelo acompanhamento de campo durante os Seminários de Campo.
Aos Professores Doutores Mário Jorge Campos dos Santos (UFS) e Arisvaldo Vieira
Mello Júnior (UFS) pela atenção dispensada durante as disciplinas ministradas no
Curso e pelas críticas e sugestões referentes à melhoria da monografia, enquanto
participantes da Banca Examinadora.
Ao Luiz Mário Santos Côrtes pelo excelente apoio administrativo e suporte durante o
Curso e a todos os colegas pelos bons momentos vividos, principalmente durante as
excursões de campo.
RESUMO
Este trabalho é um estudo empírico que tenta verificar o quanto a água do subsolo é
vulnerável à contaminação no Estado de Sergipe (Brasil), a partir de métodos que
melhor se adaptem aos dados pré-processados e mapas existentes no Atlas Digital
sobre Recursos Hídricos de Sergipe - 2004, produzido pela Superintendência de
Recursos Hídricos - SRH da Secretaria de Estado do Planejamento e da Ciência e
Tecnologia do Governo de Sergipe - SEPLANTEC. A metodologia empregada é o
geo processamento com o emprego do Sistema de Informações Geográficas - SIG,
de origem holandesa, ILWIS 3.3 version academic - Integrated Land and Water
Information System do ITC - International Institute for Geo-Information Science and
Earth Observation Enschede. O resultado foi a elaboração de mapas de
vulnerabilidade com a utilização dos métodos DARTLu (Depth, Recharge, Aquifer,
Topography, Land use) e GODS (Groundwater, Overall, Depth, Soil) que são
adaptações, respectivamente, dos métodos DRASTIC (Depth, Recharge, Aquifer,
Soil, Topography, Impact, Conductivity) e GOD (Groundwater, Overall, Depth).
Palavras-chave: Vulnerabilidade; Vulnerabilidade de aqüíferos; Contaminação;
Meio ambiente.
1.
ABSTRACT
This work is an empiric study that tries to verify as the water of the underground is
vulnerable to the contamination in the State of Sergipe (Brazil), starting from methods
that better they adapt to the data already processed and existent maps in the Digital
Atlas on Water Resources of Sergipe - 2004, produced by the Superintendency of
Water Resources - SRH of the Clerkship of State of the Planning and of the Science
and of the Technology of the Government's from Sergipe - SEPLANTEC. The used
methodology is the geographical processing with the employment of the System of
Geographical Information - SIG, of Dutch origin, ILWIS 3.3 version academic Integrated Land and Water Information System of ITC - International Institute goes
Geo-Information Science and Earth Observation Enschede. The result was the
elaboration of vulnerability maps with the use of the methods DARTLu (Depth,
Recharge, Aquifer, Topography, Land uses) and GODS (Groundwater, Overall,
Depth, Soil) that are adaptations, respectively, of the methods DRASTIC (Depth,
Recharge, Aquifer, Soil, Topography, Impact, Conductivity) and GOD (Groundwater,
Overall, Depth).
Word-key: Vulnerability; Aquifer Vulnerability; Contamination; Environment.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Calendário cósmico ................................................................................8
Figura 2 - Distribuição da água na superfície da Terra. .........................................9
Figura 3 – Mapa de localização da área de estudo...............................................10
Figura 4 – Mapa tectônico regional e microplaca sergipana (E) e mapa Bouguer
da Bacia Sedimentar Sergipe-Alagoas (D), ...........................................................13
Figura 5 – Litologia. ................................................................................................14
Figura 6 – Solos.......................................................................................................14
Figura 7 – Geomorfologia. ......................................................................................15
Figura 8 – Declividade do terreno (%). ..................................................................15
Figura 9 – Clima.......................................................................................................15
Figura 10 – Pluviosidade (mm/ano). ......................................................................15
Figura 11 - Bacias hidrográficas. ...........................................................................16
Figura 12 – Tipos de aqüíferos...............................................................................16
Figura 13 - Vegetação e uso/ocupação da terra. ..................................................16
Figura 14 – Profundidade do aquífero ou altura do lençol freático (D). .............18
Figura 15 – Recarga do aqüífero em relação a precipitação (R)). .......................18
Figura 16 – Litologia do aqüífero (A). ....................................................................18
Figura 17 – Declividade do terreno (T). .................................................................18
Figura 18 – Uso da terra (Lu)..................................................................................19
Figura 19 – Vulnerabilidade dos aqüíferos á contaminação pelo Método
DRATLu. ...................................................................................................................19
Figura 20 – Tipo de aqüífero (G). ...........................................................................19
Figura 21 – Litologia do aqüífero (O). ....................................................................19
Figura 22 – Profundidade do aqüífero ou altura do lençol freático (D). .............20
Figura 23 – Fator Solo (S). ......................................................................................20
Figura 24 – Vulnerabilidade dos aqüíferos á contaminação pelo Método GODS.
..................................................................................................................................20
Figura 25 – Crossplot DRATLu x GODS ................................................................21
Figura 26 – Distribuição da vulnerabilidade DRATLu por bacia hidrográfica....23
Figura 27 - Distribuição da vulnerabilidade GODS por bacia hidrográfica. .......23
Figura 28 – Distribuição da vulnerabilidade DRATLu por Mesorregião (IBGE). 24
Figura 29 – Distribuição da vulnerabilidade GODS por Mesorregião (IBGE).....24
Figura 30 – Distribuição da vulnerabilidade DRATLu por Microrregião (IBGE).24
Figura 31 – Distribuição da vulnerabilidade GODS por Microrregião (IBGE). ...24
Figura 32 – Distribuição da vulnerabilidade DRATLu por Município..................25
Figura 33 – Distribuição da vulnerabilidade GODS por Município. ....................25
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Distribuição da água doce no Brasil (%).............................................10
Tabela 2 - Crossplot DRATLu x GODS .................................................................22
Tabela 3 – Áreas vulneráveis à contaminação do aqüífero (km2). ......................22
Tabela 4 – Escala prática de vulnerabilidade........................................................23
Tabela 5 – Distribuição das classes de vulnerabilidade DRATLu por bacia
hidrográfica..............................................................................................................25
Tabela 6 - Distribuição das classes de vulnerabilidade GODS por bacia
hidrográfica..............................................................................................................26
SUMÁRIO
AGRADECIMENTOS..................................................................................................3
RESUMO.....................................................................................................................4
ABSTRACT.................................................................................................................5
LISTA DE FIGURAS...................................................................................................6
LISTA DE TABELAS ..................................................................................................6
1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................8
1.1 DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA........................................................................10
1.2 OBJETIVOS........................................................................................................10
1.3 FINALIDADES E JUSTIFICATIVAS ...................................................................10
2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E TÉCNICOS........................................11
2.1 MÉTODO DRATLu .............................................................................................11
2.2 MÉTODO GODS .................................................................................................12
3 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO ......................................................13
4 ANÁLISE DOS DADOS E DOS RESULTADOS ...................................................17
4.1 MÉTODO DRATLu .............................................................................................17
4.2 MÉTODO GODS .................................................................................................19
4.3 RESULTADOS DRATLu x GODS......................................................................20
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................28
REFERÊNCIAS.........................................................................................................29
APÊNDICE A – CLASSES DE VULNERABILIDADE DRATLu POR
MESORREGIÃO .......................................................................................................36
APÊNDICE B – CLASSES DE VULNERABILIDADE GODS POR MESORREGIÃO
..................................................................................................................................37
APÊNDICE C – CLASSES DE VULNERABILIDADE DRATLu POR
MICRORREGIÃO......................................................................................................38
APÊNDICE D – CLASSES DE VULNERABILIDADE GODS POR MICRORREGIÃO
..................................................................................................................................40
APÊNDICE E – CLASSES DE VULNERABILIDADE DRATLu POR MUNICÍPIO...42
APÊNDICE F – CLASSES DE VULNERABILIDADE GODS POR MUNICÍPIO.......46
VULNERABILIDADE À CONTAMINAÇÃO DOS AQÜÍFEROS
NO ESTADO DE SERGIPE (BRASIL)
1 INTRODUÇÃO
Qualquer que seja a sua origem: divina ou bacteriana, o certo é que as
espécies evoluíram ao longo do tempo se adaptando as condições físico-quimicobiológicas do meio ambiente.
Se considerarmos o surgimento do universo há 15 bilhões de anos (Big
1
Bang) , do sistema solar há 7,5 bilhões, da terra há 4,5 bilhões e do homem há
60.000 anos atrás, chegamos a triste conclusão que a natureza levou bilhões de
anos para construir e nos legar toda uma herança genética que vamos destruir em
segundos (Figura 1).
Fonte: Carl Sagan, Série Cosmos, 2005.
Figura 1 - Calendário cósmico 2
O crescimento geométrico da população mundial - sem um controle de
natalidade - a necessidade de cada vez mais se produzir alimentos - com o aumento
do desmatamento e a agricultura consumindo 70% da água disponível3 – e as ações
auto destruidoras do homem – degradando o ambiente - têm contribuído, de modo
significativo, para a diminuição da oferta de água potável no planeta Terra.
1
Carl Sagan. Calendário cósmico. Série Cosmos, 2005.
Na parte superior esquerda a Grande Explosão (1º segundo de 1º de janeiro) e na parte inferior
direta o aparecimento do homem (últimos segundos de 31 de dezembro).
3
http://www.planetaorganico.com.br/aguauso.htm.
2
9
Assim, a água doce, que de bem essencial a vida, mas considerada
inesgotável e sem valor de mercado até meados do século passado, passa, nesse
século, a ser moeda forte, e mui provavelmente, a sua posse será objeto de disputa
internacional e de guerras dado a sua distribuição totalmente irregular na superfície
da Terra (Figura 2), fazendo com que e a gestão dos recursos hídricos de cada país
tenda a ser tratada agora como uma questão de segurança nacional.
ÁGUA SALGADA – 97,5%
ÁGUA DOCE – 2,5%
OCEANOS E MARES
97,5%
GELEIRAS
1,979%
ÁGUAS SUBTERRÂNEAS
0,514%
RIOS E LAGOS
0,006%
ATMOSFERA
0,001%
Fonte: www.sulambiental.com.br\brasilagua.htm, 2007.
Figura 2 - Distribuição da água na superfície da Terra.
Isso acontece também com o Brasil, que apesar de deter 11,6% da água
doce do mundo, 68,5% dela se concentra na Região Norte (a de menor densidade
populacional), deixando as demais regiões, principalmente Região Sudeste (a de
maior contingente populacional), e a Região Nordeste (a de menor disponibilidade
hídrica), dependentes de um consumo cada vez maior da água subterrânea. Daí a
necessidade premente de um maior monitoramento e controle dos aqüíferos para
evitar a sua contaminação/poluição e a degradação ambiental das zonas de recarga
(Tabela 1).
Este trabalho, de caráter exploratório, tenta mapear de forma preliminar a
vulnerabilidade dos aqüíferos à contaminação do Estado de Sergipe, no Nordeste do
Brasil (Figura 3).
10
Tabela 1 – Distribuição da água doce no Brasil (%).
Fonte: www.sulambiental.com.br\brasilagua.htm, 2007.
Figura 3 – Mapa de localização da área de estudo.
1.1 DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA
As atividades potencialmente poluidoras no estado de Sergipe são
devidamente monitoradas e controladas de acordo com a vulnerabilidade dos
aqüíferos à contaminação?
1.2 OBJETIVOS
Elaboração do mapa preliminar da vulnerabilidade dos aqüíferos à
contaminação no Estado de Sergipe (Brasil).
1.3 FINALIDADES E JUSTIFICATIVAS
A sua finalidade é chamar a atenção dos órgãos públicos e da sociedade
para a necessidade da realização do mapeamento de detalhe da vulnerabilidade dos
aqüíferos à contaminação, em nível municipal, e subsidiar o mapeamento ambiental
do estado.
2 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS E TÉCNICOS
Este estudo foi realizado a partir de dados georreferenciados do Atlas
Digital sobre Recursos Hídricos de Sergipe – 2004 da Superintendência de
Recursos Hídricos - SRH da Secretaria de Estado do Planejamento e da Ciência e
Tecnologia do Governo de Sergipe - SEPLANTEC, com a utilização do método
DARTLu (Depth, Recharge, Aquifer, Topography, Land use), uma vez que a
inexistência de dados para as variáveis impacto na zona vadosa ou não saturada e
condutividade hidráulica do aqüífero impossibilitaram a aplicação do método
DRASTC (Depth, Recharge, Aquifer, Soil, Topography, Impact, Conductivity) e do
método GODS (Groundwater, Overall, Depth, Soil, os métodos que melhor se
adequaram aos dados existentes e disponíveis no CD-Rom (formato Shape File).
Os métodos DRATLu (FRANCÊS et al, 2001) e o GODS (CUSTODIO,
1995) são adaptações, respectivamente, dos métodos DRASTIC (ALLER et al.,
1987) e GOD (FOSTER, 1987), os quais surgiram na mesma época e são os mais
utilizados internacionalmente. O primeiro surgiu por encomenda dos US EPA Agência Americana de Proteção Ambiental e é padrão internacional de referência e,
o segundo, devido a menor quantidade de parâmetros empregados no cálculo, e
mais fácil de serem encontrados disponíveis em países poucos desenvolvidos.
No geoprocessamento dos dados foi empregado o Sistema de
Informações Geográficas – SIG, de origem holandesa, ILWIS 3.3 version academic Integrated Land and Water Information System do ITC - International Institute for
Geo-Information Science and Earth Observation Enschede.
2.1 MÉTODO DRATLu
O Método DARTLu (Depth, Recharge, Aquifer, Topography, Land use) é
um modelo aditivo de estimação da vulnerabilidade de aqüíferos que utiliza pesos
para os parâmetros, dos quais os quatro primeiros DRAT (Depth, Recharge, Aquifer,
Topography) são os mesmos empregados pelo método DRASTIC. Os números
resultantes desses somatórios ponderados indicam, numa escala de quatro (4)
pontos, vulnerabilidades que variam de baixa a muito alta.
12
As classes são definidas para cada um dos parâmetros da mesma
maneira, mas com os valores atribuídos às classes, que no DRASTIC variam entre 1
e 10 (este último valor indicando uma maior contribuição para a susceptibilidade das
águas subterrâneas à contaminação), multiplicados por 10 para facilitar a leitura do
resultado final.
O quinto parâmetro Lu (Land use), introduzido por Francês et al. (2001), e
que define o uso e a ocupação do solo, ou seja, o impacto das ações antrópicas,
substitui os parâmetros SIC (Soil, Impact, Conductivity) do DRASTIC, os quais
geralmente são de difícil obtenção ou não existentes em países subdesenvolvidos.
Divide-se o uso e a ocupação do solo por classes e os valores atribuídos variam
entre 0 e 100. O valor 100 indica as atividades mais poluentes.
2.2 MÉTODO GODS
O método GODS é um modelo multiplicativo que estima a vulnerabilidade
de um aqüífero a partir de quatro parâmetros que representam informações
espaciais sobre o tipo de aqüífero (Groungwater ocurrance), litologia da zona
saturada (Overlying lithology), profundidade da água subterrânea (Depth to
Groundwater) e solos (Soils). Os números resultantes desse produto indicam, numa
escala de cinco (5) pontos, vulnerabilidades que variam de desprezível a extrema.
O quarto parâmetro S (Soils), acrescentado por Custodio (1995)
considera a capacidade de resistência à erosão. Para a determinação deste
parâmetro se considerou principalmente a argilosidade e textura dos solos.
3 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO
O Estado de Sergipe no Nordeste do Brasil situa-se entre as coordenadas
geográficas 9º 31´ e 11º 34´ de latitude Sul e 36º 25´ e 38º 14´ de longitude Oeste, é.
limitado ao leste pelo oceano atlântico, ao oeste e ao sul pela Bahia, ao norte por
Alagoas.
Com uma área de 21.010,3 km2 e uma população de 1.874.475
habitantes (IBGE, Censo Demográfico 2000), geologicamente o Estado de Sergipe
encontra-se na Microplaca Sergipana resultante da colisão que formou o supercontinente Gondwana há 520 milhões de anos A.P. (Figura 4), o qual permaneceu
unido por cerca de 300 milhões de anos, quando começou a se quebrar nos blocos
que formam os continentes atuais.
Uma dessas fissuras de blocos ocorreu no Período Cretáceo, há 135
milhões de anos com o processo de abertura do Oceano Atlântico Sul e a separação
dos continentes africano e sul-americano, dando origem às bacias sedimentares da
costa leste brasileira, com a Bacia Sedimentar de Sergipe-Alagoas, ocupando cerca
de 1/3 da área do Estado de Sergipe na sua porção litorânea (Figura 4).
Fonte: Lana, 1990 (E) e Ojeda, 1981 (D).
Figura 4 – Mapa tectônico regional e microplaca sergipana (E) e mapa Bouguer da
Bacia Sedimentar Sergipe-Alagoas (D),
14
Deste modo, temos geologicamente no Estado de Sergipe na faixa
litorânea os sedimentos da Bacia Sedimentar de Sergipe-Alagoas, ao sul o domínio
das rochas metassedimentares dobradas e ao norte as rochas metamórficas e
ígneas. O resultado da ação do tempo e do clima sobre essas rochas, tais como
tipos de solos, geomorfologia, topografia, clima, pluviosidade, bacias hidrográficas,
tipos de aqüíferos, vegetação e uso do solo, pode ser visualizado sob a forma de
mapas (Figuras 15 a 22).
Fonte: SERGIPE. Atlas digital sobre recursos hídricos, 2004. CPRM. Escala: 1:2.500.000.
Figura 5 – Litologia.
Fonte: SERGIPE. Atlas digital sobre recursos hídricos, 2004. EMBRAPA/SUDENE. Escala: 1:400.000.
Figura 6 – Solos.
15
Fonte: SERGIPE. Atlas digital sobre recursos hídricos, 2004. JICA - Japan International Coorporation Agency. Escala:
1:500.000.
Figura 7 – Geomorfologia.
Figura 8 – Declividade do terreno (%).
Fonte: SERGIPE. Atlas digital sobre recursos hídricos, 2004. SEPLANTEC/SRH/DACRH. Escala 1:500.000
Figura 9 – Clima.
Figura 10 – Pluviosidade (mm/ano).
16
Fonte: SERGIPE. Atlas digital sobre recursos hídricos, 2004. SEPLANTEC/SRH/DACRH. Escala 1:500.000.
Figura 11 - Bacias hidrográficas.
Figura 12 – Tipos de aqüíferos.
Fonte: SERGIPE. Atlas digital sobre recursos hídricos, 2004. JICA Japan International Coorporation Agency. Escala: 1:500.000.
Figura 13 - Vegetação e uso/ocupação da terra.
4 ANÁLISE DOS DADOS E DOS RESULTADOS
A vulnerabilidade é a sensibilidade da qualidade das águas subterrâneas
a uma carga poluente derramada em superfície. Neste trabalho considerou-se os
métodos DRATLu e GODS.
4.1 MÉTODO DRATLu
No método DRATLu o parâmetro profundidade do lençol freático (D)4
define a distância vertical que um contaminante derramado em superfície tem que
atravessar para chegar ao aqüífero. Quanto maior a profundidade, maior o tempo
gasto para o contaminante atingir o aqüífero.
A recarga anual (R)5 representa a quantidade de água que chega
anualmente ao aqüífero através da precipitação. Considera-se que uma recarga
elevada aumenta a lixiviação dos contaminantes para o aquífero. Foram utilizados
os dados dos mapas de pluviosidade, clima, solo e uso da terra.
O material do aquífero (A)6 determina a mobilidade do contaminante.
Quanto maior for o tempo de residência do contaminante no aquífero, mais atenuado
será o efeito do contaminante. Foi classificada conforme a ltologia e a origem das
rochas. Os dados foram retirados do mapa de litotipo da geologia.
A topografia (T)7 define os declives do terreno, que, quando mais
elevados forem, mais promovem a erosão do solo e o volume superficial da água,
evitando a sua infiltração e a lixiviação dos contaminantes.
A ocupação do solo (Lu)8 envolve as ações antrópicas no terreno,
potenciais fontes de contaminação dos aqüíferos, como as descargas industriais e
lixos, e os fertilizantes e pesticidas na agricultura, considerados as mais poluentes,
com um índice de contaminação elevado. No lado oposto temos a vegetação nativa
4
A profundidade do aqüífero foi retirada do mapa poço tubular e a variável que mede o nível estático
(ne_poco) fretirada da tabela e transformada em mapa de pontos.
5
A recarga foi estimada a partir da equação de infiltração (I = P – Pe), não se levando em
consideração a evapotranspiração.
6
O meio aquífero foi retirado do mapa de geologia, feito um mapa de atributo de litologia, e um cross
plot com o mapa de formação da rocha (cl1_geo).
7
A declividade do terreno foi obtida por interpolação do mapa rasterizado resultante da soma do
mapa de linhas de contorno e do mapa de pontos mais altos do relevo.
8
Foram usados os dados do mapa original de vegetação, e o mapa de uso e ocupação da terra foi
obtido do mapa de uso do solo.
18
e corpos d’água não contaminados que não poluem os aquíferos e são, portanto,
classificados com valor 0. O mapa de susceptibilidade à contaminação das águas
subterrâneas, para a ocupação atual do solo dá uma boa indicação das áreas onde
existe maior perigo do uso do solo atual contaminar rapidamente os sistemas
aqüíferos.
Os fatores de ponderação dos parâmetros no cálculo do índice final foram
os encontrados na literatura, com algumas adaptações (STIGTER et al., 2002).
Nos mapas de cada parâmetro os divisores das bacias hidrográficas
aparecem em branco e o limite da Bacia Sedimentar de Sergipe–Alagoas em preto,
enquanto nos mapas de vulnerabilidade para cada método temos o inverso. As
legendas equivalem a uma escala onde o índice de vulnerabilidade em relação ao
aqüífero varia de 0 a 100.
Figura 14 – Profundidade do aqüífero
ou altura do lençol freático (D).
Figura 15 – Recarga do aqüífero em relação
a precipitação (R)).
Figura 16 – Litologia do aqüífero (A).
Figura 17 – Declividade do terreno (T).
19
Figura 18 – Uso da terra (Lu).
Figura 19 – Vulnerabilidade dos aqüíferos
á contaminação pelo Método DRATLu.
4.2 MÉTODO GODS
Os fatores empregados neste trabalho foram todos obtidos dos mapas
georreferenciados do CD-ROM do Atlas Digital sobre Recursos Hídricos de Sergipe
– 2004, e classificados pela vulnerabilidade conforme a metodologia do GODS.
O tipo de aqüífero (fator G) foi retirado do mapa de aqüíferos, a litologia
da zona saturada (fator O) do mapa de litotipo da geologia, a profundidade do lençol
freático (fator D) do mapa de poço tubular e o solo (fator S) do mapa de atributo de
tipos de solos, classificados pela associação de solos segundo a classificação de
solos da EMBRAPA (1999) de acordo com a sua argilosidade e textura como um
indicativo de sua resistência a erosão. As legendas equivalem a uma escala onde o
índice de vulnerabilidade do parâmetro em relação ao aqüífero varia de 0 a 1.
.
Figura 20 – Tipo de aqüífero (G).
Figura 21 – Litologia do aqüífero (O).
20
Figura 22 – Profundidade do aqüífero ou
altura do lençol freático (D).
Figura 23 – Fator Solo (S).
Figura 24 – Vulnerabilidade dos aqüíferos á
contaminação pelo Método GODS.
4.3 RESULTADOS DRATLu x GODS
A diferença de escalas dos dois métodos empregados, sendo o DRATLu
de quatro pontos (baixa, intermediária, alta e muito alta) e o GODS de cinco pontos
(desprezível, baixa, moderada, alta e extrema) dificulta um pouco a correlação e
comparação dos mapas de vulnerabilidade resultantes do processamento.
Uma simples inspeção visual tanto do crossplot dos mapas de
vulnerabilidade DRATLu x GODS (Figura 25 e Tabela 2) quanto dos mapas com as
21
classes de vulnerabilidade dos dois métodos distribuídas por bacias hidrográficas
(6), mesorregiões (3), microrregiões (13) e municípios (75) mostram as áreas mais
vulneráveis à contaminação dos aqüíferos no Estado de Sergipe (Figuras 26 a 33,
Tabelas 5 e 6 e Apêndices A a F).
Figura 25 – Crossplot DRATLu x GODS
Em termos de bacias hidrográficas, computando-se apenas as classes
alta e muito alta para o método DRATLu e as classes alta e extrema para o GODS,
temos um total de 5.097 km2 e 3.731 km2 de áreas consideradas mais vulneráveis,
correspondendo a 23 % e 17 %, respectivamente, da área total do Estado de
Sergipe (21.663,25 km2) geoprocessada, evidenciando .uma maior severidade do
método DRATLu em relação ao método GODS (Tabela 3).
A Bacia do Rio São Francisco lidera em extensão vulnerável (1.531 km2)
pela metodologia DRATLu, devido a planície flúvio-deltáica na sua foz no Oceano
Atlântico, seguida pela Bacia do Rio Real pela metodologia GODS (1.112 km2), em
virtude da presença de rochas meta-sedimentares dobradas no substrato (Tabela 3).
22
Tabela 2 - Crossplot DRATLu x GODS
Tabela 3 – Áreas vulneráveis à contaminação do aqüífero (km2).
VULNERABILIDADE
ÁREA
BACIAS
km2 (%)
DRATLu
GODS
(ALTA + MUITO ALTA)
(ALTA + EXTREMA)
2
km (%)
km2 (%)
Rio São Francisco
7.256,00 (33,5%)
1.531,00 (21,1%)
813,00 (11,2%)
Rio Japaratuba
1.735,00 (8,0%)
494,75 (28,5%)
193,50 (11,2%)
Rio Sergipe
3.652,25 (16,9%)
581,50 (15,9%)
413,00 (11,3%)
Rio Vaza Barris
2.595,50 (12,0%)
317,00 (12,2%)
287,25 (11,1%)
Rio Piauí
4.046,00 (18,7%)
1.425,75 (35,2%)
911,50 (22,5%)
Rio Real
2.378,50 (10,9%)
747,50 (31,4%)
1.112,50 (46,7%)
21.663,25 (100,0%)
5.097,50 (23,5%)
3.730,75 (17,2%)
Total
23
As vulnerabilidades encontradas pelos métodos DRATLu e GODS são
mais facilmente entendidas utilizando-se a descrição de uma escala prática de
vulnerabilidade de aqüíferos à poluição (Tabela 4) segundo Foster (1998 apud
HIRATA, 2001).
Tabela 4 – Escala prática de vulnerabilidade.
GODS
Extrema
Alta
Moderada
Baixa
Negligível
Descrição
Vulnerabilidade a muitos poluentes,
com relativo rápido impacto em muitos
cenários de contaminação.
Vulnerável a muitos poluentes, exceto
aqueles muito pouco móveis e pouco
persistentes.
Vulnerável a alguns poluentes, mas
somente
quando
continuamente
lançado.
Somente vulnerável a contaminantes
conservativos em longo prazo, quando
continuamente e amplamente lançado.
Camadas confinantes com fluxo
vertical descendente não significativo.
DRATLu
Muito Alta
Alta
Intermediária
Baixa
-
Fonte: Modificada de Hirata, 2001.
Figura 26 – Distribuição da vulnerabilidade
DRATLu por bacia hidrográfica.
Figura 27 - Distribuição da vulnerabilidade
GODS por bacia hidrográfica.
24
Figura 28 – Distribuição da vulnerabilidade
DRATLu por Mesorregião (IBGE).
Figura 30 – Distribuição da vulnerabilidade
DRATLu por Microrregião (IBGE).
Figura 29 – Distribuição da vulnerabilidade
GODS por Mesorregião (IBGE).
Figura 31 – Distribuição da vulnerabilidade
GODS por Microrregião (IBGE).
25
Figura 32 – Distribuição da vulnerabilidade
DRATLu por Município.
Figura 33 – Distribuição da vulnerabilidade
GODS por Município.
Tabela 5 – Distribuição das classes de vulnerabilidade DRATLu por bacia hidrográfica
VULNERABILIDADE
BAIXA
INTERMEDIÁRIA
ALTA
MUITO
ALTA
km²
874,50
4.848,25
1.389,75
141,25
%
4,04
22,38
6,42
0,65
km²
189,75
1.050,50
482,50
12,25
%
0,88
4,85
2,23
0,06
km²
895,75
2.174,25
572,25
9,25
%
0,14
10,04
2,64
0,04
BACIAS
HIDROGRÁFICAS
São Francisco
Rio Japaratuba
Rio Sergipe
26
Rio Vaza-Barris
km²
481,75
1.796,25
315,75
1,25
%
0,22
8,29
1,46
0,10
km²
82,00
2.437,50
1.368,00
57,75
%
0,84
11,25
6,32
0,27
km²
125,25
1.505,75
744,25
3,25
%
0,58
6,95
3,44
0,02
Rio Piauí
Rio Real
Tabela 6 - Distribuição das classes de vulnerabilidade GODS por bacia hidrográfica
Fragilidade
Bacias
Hidrográficas
São Francisco
Km²
%
Desprezível
Baixa
Moderada
Alta
Extrema
0,00
298,75
6144,25
566,00
247,00
0,00
4,12
84,68
7,80
3,40
19,75
776,25
745,50
156,25
37,25
1,14
44,74
42,97
9,01
2,15
31,75
1452,50
1754,50
300,50
113,00
0,87
39,77
48,04
8,23
3,09
0,00
1119,50
1188,75
240,00
47,25
0.00
43,13
45,80
9,25
1,82
Japaratuba
Km²
%
Sergipe
Km²
%
Vaza-Barris
Km²
%
27
Piauí
Km²
%
0,00
691,25
2443,25
697,25
214,25
0,00
17,08
60,39
17,23
5,30
0,00
478,25
787,75
1101,75
10,75
0,00
20,11
33,12
46,32
0,45
Rio Real
Km²
%
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O resultado deste trabalho são mapas preliminares temáticos indicando o
grau de vulnerabilidade à contaminação dos aqüíferos no Estado de Sergipe
(BRASIL), de acordo com os métodos DARTLu (Depth, Recharge, Aquifer,
Topography, Land use) e GODS (Groundwater, Overall, Depth, Soil), que mostram:
•
uma divergência entre os métodos aplicados de 2,2 % (476,5 km2) da área total
geoprocessada (21.663 km2) do Estado de Sergipe, considerando-se apenas os
cruzamentos das classes de vulnerabilidade baixa x alta, intermediária x
desprezível, intermediária x extrema, alta x desprezível, alta x baixa e muito alta x
moderada;
•
uma aderência de 40,2 % (8.706,9 km2) para os cruzamentos das classes baixa x
desprezível, baixa x baixa, intermediária x moderada, alta x alta e muito alta x
extrema; e,
•
que nos 57,6 % (12.475,6 km2) restantes da área do Estado uma classe de um
dos métodos se relaciona com a classe imediatamente inferior ou superior do
outro método.
Uma revisão dos parâmetros utilizados nos dois métodos - com o
levantamento de dados de campo, de laboratório e imagens de satélite de melhor
qualidade e resolução - tais como a recarga estimada do aqüífero (DRATLu) e solos
classificados de acordo com a sua argilosidade e textura (GODS), deve proporcionar
uma aderência maior entre eles.
Na análise das áreas de maior vulnerabilidade deve-se levar em conta a
sua participação relativa com relação á área que ocupa na Bacia Sedimentar de
Sergipe-Alagoas e quanto a extensão dos estuários, mangues e zona litorânea.
Todo método têm as suas limitações e com o DRATLu e GODS, que são
métodos para avaliação de um conceito qualitativo: vulnerabilidade, não é diferente.
A precisão e/ou perda de definição dos resultados depende da qualidade dos dados
das variáveis disponíveis empregadas e do conhecimento do pesquisador.
Portanto, as análises destas vulnerabilidades, feitas de modo crítico,
podem constituir-se em um instrumento bastante eficaz no monitoramento dos
recursos
hídricos
subterrâneos
tanto
para
cada
um
dos
individualmente quanto para o Estado de Sergipe como um todo.
75
municípios
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APÊNDICE A – CLASSES DE VULNERABILIDADE DRATLu POR
MESORREGIÃO
VULNERABILIDADE
BAIXA
INTERMEDIÁRIA
ALTA
MUITO
ALTA
km²
1.810,75
5.118,50
411,25
0,00
%
24,67
69,73
5,60
0,00
km²
530,25
4.173,00
1.138,25
1,00
%
9,08
71,42
19,48
0,02
km²
408,00
4.517,75
3.314,50
221,00
%
4,82
53,39
39,17
2,61
MESORREGIÕES
Sertão Sergipano
Agreste Sergipano
Leste Sergipano
APÊNDICE B – CLASSES DE VULNERABILIDADE GODS POR
MESORREGIÃO
Fragilidade
Desprezível
Baixa
Moderada
Alta
Extrema
0,00
1390,25
5825,00
125,75
0,00
%
0,00
18,94
79,35
1,71
0,00
Km²
0,00
1638,25
2795,75
1408,25
0,50
%
0,00
28,04
47,85
24,10
0,01
Km²
51,50
1788,00
4443,25
1517,50
664,50
%
0,61
21,12
52,49
17,93
7,85
Meso-regiões
Sertão Sergipano
Km²
Agreste Sergipano
Leste Sergipano
APÊNDICE C – CLASSES DE VULNERABILIDADE DRATLu POR
MICRORREGIÃO
VULNERABILIDADE
MICRORREGIÕES
Agreste de Itabaiana
BAIXA
INTERMEDIÁRIA
ALTA
MUITO
ALTA
km²
132,75
892,75
75.25
0,00
%
12,06
81,10
6,84
0,00
km²
68,75
955,50
464,00
0,50
%
4,62
64,18
31,17
0,03
km²
8,00
305,00
477,75
14,75
%
0,99
37,86
59,31
1,83
km²
2,25
523,00
189,50
5,25
%
0,31
72,64
26,32
0,73
km²
222,00
1.134,50
481,50
0,00
%
12,08
61,72
26,20
0,00
km²
845,75
1.075.50
24,00
0,00
%
43,48
55,29
1,23
0,00
km²
72,75
556,50
133,00
0,25
%
9,54
72,98
17,44
0,03
km²
53,25
996,50
845,75
61,75
%
2,72
50,91
43,21
3,15
km²
2,75
548,50
806,50
64,75
%
0,19
38,56
56,70
4,55
km²
268,25
861,25
120,50
0,25
%
21,46
68,89
9,64
0,02
Agreste de Lagarto
Aracaju
Baixo Cotinguiba
Boquim
Carira
Cotinguiba
Estância
Japaratuba
Nossa Sra. das Dores
39
Própria
km²
47,00
453,75
380,75
74,50
%
4,92
47,46
39,83
7,79
km²
965,00
4.043,00
387,25
0,00
%
17,89
74,94
7,18
0,00
km²
60,50
1.463,50
478,25
0,00
%
3,02
73,09
23,89
0,00
Sergipana do Sertão do São
Francisco
Tobias Barreto
APÊNDICE D – CLASSES DE VULNERABILIDADE GODS POR
MICRORREGIÃO
Fragilidade
Micro-regiões
Agreste de Itabaiana
Desprezível
Baixa
Moderada
Alta
Extrema
Km²
0,00
637,50
421,00
42,25
0,00
%
0,00
57,92
38,25
3,84
0,00
Km²
0,00
218,50
878,50
392,00
0,00
%
0,00
14,67
59,00
26,33
0,00
Km²
31,75
50,75
301,25
256,25
166,00
%
3,94
6,30
37,38
31,79
20,60
Km²
18,00
388,75
162,25
124,75
26,50
%
2,50
53,97
22,53
17,32
3,68
Km²
0,00
578,50
1044,25
215,50
0,00
%
0,00
31,47
56,81
11,72
0,00
Km²
0,00
965,00
960,00
20,50
0,00
%
0,00
49,60
49,34
1,05
0,00
Km²
0,00
403,50
314,25
44,50
0,25
%
0,00
52,92
41,21
5,84
0,03
Agreste de Lagarto
Aracaju
Baixo Cotinguiba
Boquim
Carira
Cotinguiba
41
Estância
Km²
0,00
216,50
1145,75
368,50
227,00
%
0,00
11,06
58,52
18,82
11,59
Km²
1,75
125,50
747,50
405,75
144,00
%
0,12
8,81
52,47
28,48
10,11
Km²
0,00
429,75
779,00
41,25
0,25
%
0,00
34,37
62,31
3,30
0,02
Km²
0,00
24,50
728,00
102,50
101,00
%
0,00
2,56
76,15
10,72
10,56
Km²
0,00
2668,00
2677,75
49,75
0,00
%
0,00
49,45
49,63
0,92
0,00
Km²
0,00
352,50
717,25
932,50
0,00
0,00
17,61
35,82
46,57
0,00
Japaratuba
Nossa Sra, das Dores
Própria
Sergipana do Sertão do
São Francisco
Tobias Barreto
APÊNDICE E – CLASSES DE VULNERABILIDADE DRATLu POR
MUNICÍPIO
43
Baixa
MUNICÍPIOS
Amparo do São Francisco
Aquidabã
Aracaju
Arauá
Areia Branca
Barra dos Coqueiros
Boquim
Brejo Grande
Campo do Brito
Canhoba
Canindé de São Francisco
Capela
Carira
Carmópolis
Cedro de São João
Cristinápolis
Cumbe
Divina Pastora
Estância
Feira Nova
Frei Paulo
Gararu
General Maynard
Gracho Cardoso
Ilha das Flores
Km²
%
Km²
%
Km²
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Km²
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Km²
%
Km²
%
Km²
%
Km²
%
Km²
%
Km²
9,00
30,00
20,75
5,80
0,00
0,00
23,00
11,84
26,00
21,94
0,00
0,00
41,00
19,52
0,00
0,00
21,25
10,33
10,25
6,03
163,25
18,13
72,50
16,61
212,50
29,97
0,00
0,00
22,75
29,55
51,00
20,08
34,25
26,97
0,00
0,00
20,00
3,30
123,50
66,76
189,25
47,46
71,25
11,40
0,00
0,00
52,25
21,77
0,00
Intermediária
21,00
70,00
292,75
81,89
26,75
17,46
111,75
57,53
85,25
71,94
22,00
26,35
98,75
47,02
18,00
13,71
173,00
84,08
155,25
91,32
640,00
71,09
310,00
71,02
482,25
68,02
40,25
88,95
46,00
59,74
152,25
59,94
69,25
54,53
72,75
80,83
302,50
49,94
61,50
33,24
199,75
50,09
553,75
88,60
19,75
98,75
187,50
78,13
0,00
Alta
0,00
0,00
44,00
12,31
125,75
82,06
59,50
30,63
7,25
6,12
54,50
65,27
70,25
33,45
60,00
45,71
11,50
5,59
4,50
2,65
97,00
10,77
53,75
12,31
14,25
2,01
5,00
11,05
8,25
10,71
50,75
19,98
23,50
18,50
17,25
19,17
243,25
40,16
0,00
0,00
9,75
2,45
0,00
0,00
0,25
1,25
0,25
0,10
37,00
Muito
Alta
0,00
0,00
0,00
0,00
0,75
0,49
0,00
0,00
0,00
0,00
7,00
8,38
0,00
0,00
53,25
40,57
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,25
0,06
0,00
0,00
0,00
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0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
40,00
6,60
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
13,50
44
Indiaroba
Itabaiana
Itabaianinha
Itabi
Itaporanga D´Ájuda
Japaratuba
Japoatã
Lagarto
Laranjeiras
Macambira
Malhada dos Bois
Malhador
Maruim
Moita Bonita
Monte Alegre de Sergipe
Muribeca
Neópolis
Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora da Glória
Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora de Lourdes
Nossa Senhora do Socorro
Pacatuba
Pedra Mole
Pedrinhas
Pinhão
%
Km²
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Km²
%
Km²
%
Km²
%
Km²
%
Km²
0,00
4,75
1,59
36,50
10,76
69,00
13,95
4,50
2,26
28,25
3,88
0,00
0,00
2,00
0,48
54,00
5,59
0,25
0,17
18,75
13,97
2,00
3,16
2,25
2,17
0,75
0,80
10,25
10,51
28,25
7,14
6,75
8,39
0,00
0,00
114,75
33,87
177,25
23,20
146,75
31,04
0,75
0,96
0,50
0,34
0,25
0,07
32,25
38,62
4,25
12,23
59,50
0,00
138,25
46,31
296,00
87,25
383,75
77,56
194,75
97,74
430,50
59,07
109,50
30,06
213,25
51,35
641,50
66,44
136,50
90,10
111,50
83,05
50,75
80,24
83,00
80,00
87,50
93,58
84,25
86,41
367,00
92,74
44,75
55,59
80,25
31,85
224,00
66,13
586,75
76,80
312,25
66,05
76,50
98,39
70,50
48,12
110,75
30,16
51,25
61,38
13,50
38,85
96,75
73,27
143,75
48,16
6,75
1,99
42,00
8,49
0,00
0,00
262,00
35,95
254,75
69,94
200,00
48,16
269,50
27,91
14,75
9,74
4,00
2,98
10,50
16,60
18,50
17,83
5,25
5,61
3,00
3,08
0,50
0,13
28,75
35,71
163,75
64,98
0,00
0,00
0,00
0,00
13,75
2,91
0,50
0,64
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192,75
52,48
0,00
0,00
17,00
48,92
0,00
26,73
11,75
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0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
8,00
1,10
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0,00
0,00
0,00
0,50
0,05
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,25
0,31
7,75
3,08
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
2,75
1,88
63,50
17,29
0,00
0,00
0,00
0,00
0,00
45
Pirambú
Porto da Folha
Poço Redondo
Poço Verde
Propriá
Riachuelo
Riachão do Dantas
Ribeirópolis
Rosário do Catete
Salgado
Santa Luzia do Itanhy
Santa Rosa de Lima
Santana do São Francisco
Santo Amaro das Brotas
Simão Dias
Siriri
São Cristóvão
São Domingos
São Francisco
São Miguel do Aleixo
Telha
Tobias Barreto
Tomar do Geru
Umbaúba
%
Km²
%
Km²
%
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Km²
%
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0,00
0,00
133,75
15,48
211,00
17,27
20,50
5,26
0,00
0,00
0,25
0,29
14,75
2,82
237,50
91,70
1,00
1,00
8,50
3,39
0,25
0,08
0,25
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0,00
0,00
0,00
39,75
7,17
0,00
0,00
7,50
1,78
17,75
17,44
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0,61
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38,69
4,00
8,94
0,25
0,02
6,75
2,37
18,50
16,09
61,92
37,25
19,25
602,75
69,76
849,00
69,48
302,75
77,63
19,00
21,84
63,25
73,98
314,00
60,01
21,50
8,30
93,75
93,52
167,00
66,67
125,25
38,63
52,75
78,73
2,50
6,99
82,00
36,61
430,50
77,64
121,00
71,60
185,75
44,04
59,75
58,72
77,75
94,53
91,50
61,31
35,25
78,77
730,25
69,04
118,75
41,70
88,75
77,17
0,00
155,00
80,10
127,50
14,76
162,00
13,26
66,75
17,12
68,00
78,16
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25,73
194,50
37,17
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0,00
5,50
5,49
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29,94
196,75
60,68
14,00
20,90
33,25
93,01
136,75
61,05
84,25
15,19
48,00
28,40
224,50
53,23
24,25
23,83
4,00
4,86
0,00
0,00
5,50
12,29
327,25
30,94
159,25
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1,25
0,65
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0,00
0,00
0,00
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0,00
0,00
0,00
APÊNDICE F – CLASSES DE VULNERABILIDADE GODS POR
MUNICÍPIO
47
MUNICIPIOS
Amparo do São Francisco
Aquidabã
Aracaju
Arauá
Areia Branca
Barra dos Coqueiros
Boquim
Brejo Grande
Campo do Brito
Canhoba
Canindé de São Francisco
Capela
Carira
Carmópolis
Cedro de São João
Cristinápolis
Cumbe
Divina Pastora
Estância
Feira Nova
Frei Paulo
Gararu
General Maynard
Gracho Cardoso
Ilha das Flores
Indiaroba
Itabaiana
Itabaianinha
Km²
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48
Itabi
Itaporanga D´Ájuda
Japaratuba
Japoatã
Lagarto
Laranjeiras
Macambira
Malhada dos Bois
Malhador
Maruim
Moita Bonita
Monte Alegre de Sergipe
Muribeca
Neópolis
Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora da Glória
Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora de Lourdes
Nossa Senhora do Socorro
Pacatuba
Pedra Mole
Pedrinhas
Pinhão
Pirambú
Porto da Folha
Poço Redondo
Poço Verde
Propriá
Riachuelo
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49
Riachão do Dantas
Ribeirópolis
Rosário do Catete
Salgado
Santa Luzia do Itanhy
Santa Rosa de Lima
Santana do São Francisco
Santo Amaro das Brotas
Simão Dias
Siriri
São Cristóvão
São Domingos
São Francisco
São Miguel do Aleixo
Telha
Tobias Barreto
Tomar do Geru
Umbaúba
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