Título: Anomalias em pontes de estruturas metálicas . Estudo de Caso: Substituição da Ponte Santa Maria. 1º Eduardo Machado*, 2º Rafael Clemente, 3º Milton Alves , 4º José Luiz Silva, 1 Departamento de Manutenção de OAES, Av. Dante Michelini, 29090-900, Vitória (ES) Departamento de Implantação de obras de OAEs, Av. Dante Michelini, 29090-900, Vitória (ES) 3 Departamento de Implantação de Obras, Av. Dante Michelini, 29090-900, Vitória (ES) 4 Empa Serviços de Engenharia, Av. das Américas, n.º 700 – Bloco 3, Sl 106 Rio de Janeiro (RJ) 2 e-mail: 1º autor [email protected] , 2º autor [email protected] , 3º autor [email protected] , 4º autor [email protected] Empresas: Vale e Empa Este trabalho visa a apresentação dos problemas relacionados a fadiga em estruturas metálicas de pontes ferroviárias tipo treliça Warren da Estrada de Ferro Vitória Minas que levaram a necessidade de elaboração de um programa de curto prazo de recuperação emergencial destas pontes e um estudo de longo prazo para substituição completa destas estruturas. A Estrada de Ferro Vitória Minas é composta de 181 pontes onde trafegam em média 40 trens/dia com 252 vagões de minério transportados das minas localizadas na região de BH até o porto de Tubarão em Vitória ES. Destas 181 pontes 11 são treliças modelo tipo Warren instaladas na década de 40 e fabricadas nos EUA. O trabalho será elaborado em 2 partes na qual estaremos apresentando os problemas ocorridos em 2007 onde peças do montante destas pontes começaram a se romper devido a problemas relacionados a fadiga da estrutura e suas condições de trabalho que depois de identificados levaram ao planejamento de recuperação parcial e substituição total destas pontes. Na segunda parte iremos apresentar um estudo de caso da substituição de uma destas treliças localizada no município de Serra (ES) e realizada pela empresa EMPA. Palavras Chave: 1ª Via Permanente; 2ª Anomalias; 3ª Substituição de Ponte 1. OBJETIVO Apresentar problemas relacionados com a fadiga em peças metálicas de ponte tipo treliça da EFVM. Apresentar resultados dos estudos que levaram ao programa de reforço e substituição destas pontes. Apresentar substituição da ponte Santa Maria realizada pela EMPA. Fig. 1 - Total de Pontes EFVM 2. ANOMALIAS 2.4 Modelo de Monitoramento USP 2.1 Rio Corrente Ocorrência: Rompimento de montante do vigamento. Data: Dezembro 2006 Tipo do vigamento: Treliça tipo Warren – vão 41m - Fabricada em 1944 USA Localização: Km 355+506 Linha I – EFVM Fig.4 - Carga Fig.2 - Ponte Rio Corrente 2.2 Rio Suaçui Ocorrência: Rompimento montante Data: Agosto de 2007 Tipo do vigamento: Treliça tipo Warren – vão 42m - Fabricada na década de 40 Localização: km 342+517 – Baguari Fig. 5 Modelo Carregamento Fig.3 - Ponte Rio Suaçui 2.3 TRATAMENTO Programa de inspeções e restrições de tráfego emergencial em todas Treliças similares da EFVM. Estudo com monitoramento instrumentado nas treliças em convênio com USP. Substituição dos Montantes e Diagonais de entrada das Treliças na EFVM. Planejamento Estratégico de Substituição das Pontes Treliças Warren de 2008/2020. Fig.6 - Monitoramento Fig 7 - Monitoramento 3. Substituição da Ponte Santa Maria A Ponte do Rio Santa Maria, em Serra (ES), é constituída por um vão de 41 metros e outro de 31metros. Apoiadas em encontro nas extremidades e com um pilar central de ligação as mesmas são treliças tipo Warren sem lastro, onde os dormentes são apoiados diretamente sobre as longarinas. Para o desenvolvimento do projeto executivo de substituição, foi efetuada uma campanha de inspeções estruturais com recolha de testemunhos e ensaios de cloretos e resistência à compressão axial do concreto dos encontros existentes, sondagens geotécnicas e levantamento geométrico dos elementos existentes. Fig. 8 – Pilar Central A nova ponte metálica é uma estrutura treliçada USI SAC 350 com tabuleiro ortotrópico para receber o lastro, previamente fabricada e estocada pela VALE, S.A.. Foi transportada de João Neiva/ES para o local da obra e montada em praça de montagem realizada na lateral da ferrovia, adequada para a operação de troca concebida pela EMPA, S.A. que teve as seguintes etapas: Com base nos resultados obtidos foi desenvolvido e apresentado o projeto executivo atendendo às novas condicionantes, nomeadamente a nova ponte metálica e os esforços atuantes. O projeto executivo teve por base os seguintes princípios: a) Reforço de fundações dos encontros e do pilar utilizando estacas-raiz; b) Encamisamento total dos encontros e pilar existente com concreto armado e adequação dos muros guarda-lastro; Fig. 9 – Nova Estrutura Execução da estrutura auxiliar para montagem e deslocamento das pontes. Fig. 10 – Estrutura Auxiliar Montagem dos novos tabuleiros ao lado da via sobre as estruturas auxiliares; Elevação das pontes antigas com auxilio de cilindros hidráulicos; Fig. 13 – Deslocamento Transversal Deslocamento longitudinal das duas pontes novas com auxílio de cilindros de haste furada e varões roscados de alta resistência.(Dywidag). Fig. 11 - Levante Ponte Antiga Montagem das vigas e patins para o deslocamento transversal das pontes; Fig. 14 – Deslocamento Longitudinal União das pontes novas e antigas e deslocamento transversal dos tramos de 31 e 42 metros. Elevação dos tabuleiros da ponte nova com cilindros hidráulicos. Desmontagem das vigas deslocação transversal. e patins de Abaixamento e nivelamento dos tabuleiros com os cilindros hidráulicos e seu apoio em calços metálicos provisórios. Fig. 12 – Patins Deslocamento Deslocamento transversal das duas pontes antigas com auxílio de cilindros de haste furada e varões roscados de alta resistência.(Dywidag). Montagem dos novos aparelhos de apoio. Grauteamento dos novos aparelhos de apoio. Transferência de carga para os aparelhos de apoio, 24 horas após o grauteamento. Construção da grade ferroviária, socaria de linha e liberação para a circulação. Para melhor conceitual: ilustração segue projeto Fig. 18 – Conceitual Deslocamanto Transversal Fig. 15 - Conceitual Fig.19 – Conceitual Delocamento Transversal Fig. 16 – Conceitual Estrutura Auxiliar Fig. 17 – Conceitual Montagem Fig. 20 – Conceitual Deslocamento Estrutura Nova e Antiga Fig. 21 – Posicionamento Estrutura Nova Fig. 22 – Final 4. AGRADECIMENTOS Agradecemos aos nossos gestores pela confiança no trabalho realizado. 5. REFERÊNCIAS BITTENCOURT, T. N.. Relatório Técnico de Monitoramento das Pontes Rio Corrente e Rio Suassuí. Boletim Técnico da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011. AUTOR.. Relatório técnico de Inspeção das pontes Rio Corrente e Rio Suassuí. CONCREMAT, São Paulo, 2011. VALE, Planejamento Estratégico de Manutenção da EFVM, VALE, Vitória, 2013.