Periódicos brasileiros em Comunicação: histórico e análise preliminar1
Prof. Ms. Richard Romancini
Doutorando em Comunicação - ECA/USP2
Resumo
O artigo apresenta um histórico dos periódicos brasileiros dedicados a temas de Comunicação,
numa perspectiva voltada ao estudo da constituição do campo científico da área. São
discutidas formas de utilização dos periódicos no estudo social da ciência, antes da análise do
corpus elaborado. O estudo dos periódicos permite notar certos padrões na estruturação das
publicações, conforme diferentes períodos. Inicialmente, o periódico típico é resultado da
ação de professores de Comunicação agrupados em graduações e Centros de pesquisa. Hoje,
porém, o padrão básico é o do periódico ligado a um Programa de Pós-Graduação em
Comunicação. O recente periodismo eletrônico (Internet) da área é descrito e são discutidas
ainda questões como a avaliação e visibilidade dos trabalhos, abordando o sistema Qualis
(Capes) e o projeto SciELO (Fapesp/Bireme).
Palavras-chave: Periódicos em Comunicação; Editoração de Revistas; Avaliação de
Periódicos; Visibilidade da Ciência
1. Introdução
Ainda que desdobramentos recentes da ciência e da tecnociência relativizem a idéia de que “a
ciência é a ciência publicada”, o fato é que esta concepção continua a ser hegemônica no
campo científico3 . O texto que descreve os resultados de uma investigação é visto como o
produto, por excelência, do trabalho científico e insumo para novas pesquisas. Ao mesmo
tempo, a ciência moderna sempre pressupôs o debate sobre os fundamentos de suas
proposições sobre o mundo, isto é, a franca comunicação de seus resultados. Tal aspecto é
constitutivo do “ethos” da ciência, de acordo com a clássica discussão de Merton (1970),
apontando para normas ideais como o “sentido de comunidade” e o “ceticismo organizado”
que deveriam regem a prática dos cientistas. Dito isso, nota-se a importância da comunicação
1
Trabalho apresentado ao NP 04 – Produção Editorial, do IV Encontro dos Núcleos de Pesquisa da Intercom.
E-mail: [email protected].
3
Uma exposição desta idéia foi feita pelo professor Abel Packer, em encontro do Núcleo de Produção Científica da
ECA/USP, em 13 de abril deste ano. Packer exemplificou entre as tendências contrárias à publicação total (ou parcial) de
dados científicos as pesquisas, financiadas por corporações, cujo valor comercial da informação induz ao sigilo. É claro,
porém, que o sigilo sempre foi a norma de pesquisas com implicações na área da defesa ou outros setores estratégicos de uma
corporação ou país.
2
1
da ciência em relação às suas hipóteses, teorias e resultados, em nível informal (no âmbito
interpessoal de conversas, cartas, palestras etc.) ou formal (por meio da difusão coletiva de
uma literatura específica) (Meadows, 1998). Nesta última categoria, meios técnicos assumem
relevância, há autores que chegam a correlacionar o desenvolvimento da ciência moderna, a
partir do século XVI, ao surgimento e uso da tipografia na comunicação científica4 .
Pelo exposto percebe-se a importância dos canais de comunicação da ciência. Entre eles, os
periódicos técnicos, científicos, ou pelo menos especializados, ocupam um lugar próprio.
Características ligadas à relativa rapidez de produção e divulgação, alcance geográfico,
capacidade de aglutinar interessados num tema, entre outras, tornam o periódico um veículo
relevante e diferenciado face ao livro, os anais de congressos e outros meios. O periódico
científico tem, pois, uma história secular, ligada à constituição e consolidação de linhas de
pesquisa5 , sendo, ao mesmo tempo, um espaço de divulgação dos trabalhos, lugar de possível
validação do conhecimento – já que geralmente pressupõe a avaliação do artigo, antes da
publicação, e poderá gerar discussões, depois – e um acervo da produção científica. Numa
concepção mertoniana de ciência, a publicação é ainda um dos mecanismos principais de
gratificação dos cientistas, garantindo o reconhecimento de seu trabalho pelos pares.
Nesta comunicação nos preocupamos em: 1) a partir de uma reconstituição histórica do
periodismo na área da Comunicação, por meio da composição e análise de um corpus
significativo, tentar observar certos aspectos que relacionam esta produção à constituição da
disciplina, 2) discutir modalidades de utilização de periódicos no estudo da vida
científica/intelecutal, 3) apresentar o estado atual do periodismo em Comunicação, apontando
para tendências recentes do mesmo (como a publicação eletrônica) e 4) descrever discussões
sobre dois pontos estratégicos a respeito do esforço dos periódicos: dar visibilidade à ciência
produzida e efetivamente resultar num impacto positivo no campo de conhecimento, o que se
relaciona ao marco de avaliação e estímulo dos trabalhos.
4
O trabalho pioneiro nessa linha é o de Eisenstein (1998), que nota o efeito benéfico da impressão tipográfica na ciência,
tanto em relação à multiplicação dos textos, quanto em sua “fixação” (bem como de figuras e gráficos), aspecto de
importância no caso de disciplinas como a astronomia e a cartografia.
5
Ainda que não seja nosso interesse traçar a história do periodismo científico, é interessante notar que os primeiros títulos
que se dedicam à ciência, o francês Journal des Sçavans e o Philosophical Transcritions, publicado pela Royal Society of
London, ambos surgidos em 1665, apontaram para dois modelos distintos: o francês voltado para a ciência em geral, quase
como uma divulgação científica, enquanto o inglês foi modelar no vínculo com uma sociedade científica, mais próximo
portanto do periódico científico atual.
2
2. O significado do termo “periodismo em Comunicação” e a elaboração do universo de
periódicos arrolados
Dentro de uma concepção restrita de “comunicação científica”, muitos dos periódicos que são
apresentados a seguir – na Tabela 1: Periódicos Brasileiros em Comunicação: 1965-2003 –
deveriam ser descartados. Isso ocorre pois, numa definição rigorosa, os meios de divulgação
da ciência, que sustentam esta definição, dizem respeito à literatura produzida e voltada
exclusivamente para os cientistas (Garvey apud Stumpf, 1994, 16). Todavia, de um lado, no
caso específico do campo de estudos em Comunicação, preocupações profissionais e a
respeito do impacto social dos meios parecem influir, sobretudo nos primeiros anos desse
periodismo, numa produção que tenta alcançar públicos mais amplos. De outro lado – e mais
importante, no nosso entender –, existe o fato de que a produção periódica arrolada
documenta, a um só tempo, uma instância inicial de baixa especialização do campo científico
da área (em verdade, sua constituição) e sua progressiva autonomização.
Adota-se, portanto, uma definição para “periodismo em Comunicação” que, principalmente
quanto ao seu marco inicial, diz respeito àquelas iniciativas de publicação que procuraram
produzir (ou divulgar) conhecimentos – por vezes mais voltados às práticas profissionais ou a
demandas não científicas – relativos ao que era encarado pelos produtores como uma
dimensão social com características peculiares, e que justificava uma abordagem própria: a
Comunicação. É possível, quanto a etapas mais recentes – por motivos discutidos adiante –,
ser mais rigoroso na demarcação do periodismo em Comunicação, definindo-o mais em
termos da contribuição para divulgação do conhecimento científico na área.
Escapam à relativamente ampla definição inicial, periódicos anteriores voltados a meios de
comunicação – como as “revistas do rádio” dos anos de 1930 ou os boletins e periódicos
ligados ao cinema, desse período também –, na medida em que a preocupação social a
respeito dos meios, sua própria inserção social e o estudo sistemático a respeito dos mesmos,
justificando a composição de um campo de especialistas/pesquisadores, são fatores que se
consolidam no Brasil somente nos anos de 1970 (vide Lopes, 1990, 15).
Não se ignora, porém, o fato de que problemáticas ligadas à Comunicação ainda hoje
conseguem interessar públicos não especializados, porém, só foram arrolados periódicos de
divulgação ou não exclusivamente científicos quando parecem consolidados (por exemplo,
Revista Imprensa e Observatório da Imprensa), que publicam também trabalhos sobre a área
3
de teor, por vezes, mais investigativo ou reflexivo. São arrolados também alguns periódicos
eminentemente informativos (caso do Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação), mas
ligados sobretudo à pesquisa na área, ajudando a compor a identidade do campo científico.
Não houve, pois, a preocupação em constituir um “repertório” de periódicos, como tem sido o
interesse de áreas de pesquisa como em História da Educação6 .
Feita esta explanação, cabe mencionar as fontes utilizadas para o levantamento dos
periódicos. Elas foram: 1. O catálogo elaborado no âmbito do PORTCOM com periódicos em
Comunicação de 1965 a 1984 (Marques de Melo et al., 1992)7 ; 2. O levantamento sobre
periódicos em Comunicação organizado por Stumpf8 ; 3. A lista de periódicos presente no
PORTCOM9 , e 4. O Catálogo Coletivo Nacional de Publicações Seriadas (CNN) do IBICT10 .
Inserimos em Anexo algumas informações sobre cada periódico – geralmente retiradas das
fontes mencionadas –, dados a partir dos quais foram compostas algumas das tabelas que se
seguem. A produção tem crescido bastante, por conta disso alguns periódicos também foram
encontrados e arrolados em buscas a informações sobre outros, na Internet, ou pelo
conhecimento de alguns que pareciam não ser contemplados pelas bases de que partimos11 .
É importante notar que seria possível ampliar bastante a lista de periódicos, com base na
definição inicial dada – daí a ênfase desta em relação à fase inicial do periodismo, e o
posterior aumento de rigor na classificação. O que ocorre é que nos primeiros anos não há um
sistema de publicação científica consolidado, os próprios limites da disciplina são ainda
imprecisos. Assim, muitos pesquisadores publicam trabalhos em espaços abrangidos pela
definição ampla. Porém, há pelo menos quinze anos, é possível relevar toda uma produção
mais voltada a práticas laboratoriais de estudos de graduação e mesmo certas iniciativas de
divulgação (em particular na área de cinema) ou profissionais (como iniciativas sindicais), já
6
Pesquisadores de países europeus e do Brasil preocupam-se em inventariar um conjunto bastante amplo de periódicos,
compondo repertórios dos mesmos, a fim de produzir fontes para os estudos da História da Educação, assim, interessam-se
por jornais, boletins, revistas, magazines feitos, entre outros agentes, pelos próprios professores, pelo Estado, a Igreja. Ver
Nóvoa (2002), bem como os trabalhos reunidos em Catani e Bastos (2002).
7
Um aspecto que vale notar a respeito desse trabalho – além da importância para a recuperação da produção inicial – é que,
depois da descrição material e breve histórico dos periódicos, são arrolados os artigos publicados em cada um deles, o que
permite conhecer melhor essa produção.
8
Disponível em www.pgcom.ufrgs/nucleoinfo/sum [acesso em: 20/03/2004].
9
Em www.portcom.intercom.org.br/biblioteca/fontes_revistas.htm#br [acesso em: 20/03/2004].
10
Disponível em http://www.ibict.br/secao.php?cat=CCN [acesso em: 20/05/2004]. É interessante notar que este catálogo,
na busca por periódicos em “comunicação”, recupera o título Pesquisa: Communications, criado em 1960, tendo como
assunto a “comunicação de massa”. A observação do periódico fez ver que se trata de um equívoco de catalogação.
11
Por exemplo, o levantamento de Marques de Melo et al. (1992) não coloca a revista Filme e Cultura entre os periódicos da
área. Cabe notar que também foram úteis a base do Latindex - Sistema Regional de Información en Línea para Revistas
Científicas de América Latina, e Caribe, España y Portugal (www.latindex.org) e a lista de periódicos arrolados pelo sistema
de avaliação (discutido adiante) Qualis (www.qualis.capes.gov/Qualis).
4
que os pesquisadores, ainda que possam também publicar trabalhos em publicações como
estas, têm hoje um sistema de periódicos mais amplo e voltado ao campo científico da área.
Arrolar tudo o que se faz atualmente ou já foi feito (produzir um “repertório”) não seria
somente um trabalho muito difícil, mas também, em relação aos objetivos do texto, uma tarefa
de menor interesse. Por outro lado, é o caráter inicial de imprecisão sobre o campo de estudos
que, no nosso entender, torna interessante arrolar também periódicos de outras áreas que
dedicam números especiais ao que entendem ser a problemática da Comunicação. Esta é uma
fonte histórica importante a respeito da estruturação da área, conforme procuraremos mostrar.
Reconhece-se, por fim, que essa é uma primeira tentativa de visualizar, de modo panorâmico,
o que foi e o que é o sistema de publicação periódica da área de Comunicação. Esta tarefa
possui várias dificuldades12 , assim, nossa iniciativa está aberta a sugestões e críticas. Estas
poderão se dar tanto em aspectos ligados à demarcação de critérios, quanto para a correção de
eventuais erros factuais (omissão de periódicos, dados eventualmente equivocados etc.).
Antes da apresentação dos dados compilados, é interessante uma breve discussão
metodológica sobre usos da literatura periódica na investigação de campos de conhecimento.
Esta discussão prepara melhor a descrição da perspectiva aqui adotada.
3. O estudo de periódicos para a compreensão da ciência e da sociedade
Provavelmente a área na qual há maior tradição no trabalho com periódicos – ou melhor, com
a literatura científica – seja a da Ciência da Informação, devido à preocupação dos cientistas
desse campo com a classificação e recuperação de informações. No caso do estudo de
periódicos, é freqüente a análise do inventário da produção e das citações dos artigos de um
título ou conjunto deles, para evidenciar campos de pesquisa, temáticas emergentes, autores
mais influentes etc. Adota-se, nessa linha, na maioria das vezes, a perspectiva do estudo
“bibliométrico”13 ,
que produz índices quantitativos.
A abordagem pode implicar na
construção de indicadores diversos, como de produtividade dos pesquisadores, fatores de
impacto de instituições ou publicações, entre outros. Subsidia também investigações de uma
sociologia da ciência que vê nas citações uma espécie de “léxico” da ciência (Melo, 1999).
12
Essa não parece ser uma tendência exclusiva da área da Comunicação, assim, em 1994, Stumpf (1994, 95) notava que:
“Não há estudos apurados nem guias confiáveis que rastreiem o surgimento e o desaparecimento dos periódicos nacionais”.
13
Uma apresentação das perspectivas dos estudos da Ciência da Informação (bibliometria, cienciometria e informetria) com
dados da produção científica é feita por Macías-Chapula (1998).
5
Deve-se notar que o trabalho a partir de dados bibliométricos, ainda no caso da literatura dos
periódicos, é feito principalmente nas áreas de exatas e biológicas. Isso se explica pelo fato de
que nestas áreas o peso do artigo científico publicado é maior do que nas ciências humanas e
sociais. Vários autores afirmam que o meio privilegiado pelos cientistas sociais, em função da
demonstração de suas argumentações exigir maior espaço, é o livro. Com efeito, na área das
ciências sociais e, em particular, quanto à produção em Comunicação, estudos bibliométricos
são pouco freqüentes14 . Alguns dados que conseguimos recolher reforçam o argumento sobre
a menor importância do artigo em relação ao livro na área da Comunicação, assim, no
conjunto de teses e dissertações defendidas, em 2000, no PPG-COM da ECA/USP, das 9829
citações (referências bibliográficas) presentes, os livros predominavam, com 65% das
citações, contra 16% dos artigos de periódicos (Lopes, 2003). Panorama similar é mostrado
em estudo bibliométrico da produção do PPG-COM da UFRGS: 63,2% de livros contra
13,5% de artigos (Vanz, 2002). Apesar disso, esta área de estudos bibliométricos da literatura
periódica (e também de modo geral) em Comunicação parece ser sub-pesquisada, merecendo
maior atenção, sobretudo pelos efeitos que pode propiciar para o conhecimento da real
importância dos periódicos.
Se os estudos da Ciência da Informação estão relacionados com uma análise a partir de
indicadores preferencialmente quantitativos, os periódicos e sua literatura também são
utilizados, numa gama ampla de possibilidades, em abordagens de outra natureza. Nesse
sentido, a reflexão de Nóvoa (2002) é útil para distinguir os usos dos periódicos nas
investigações em geral. Este autor nota que, no campo da História da Educação, existem duas
grandes linhas de pesquisa dos periódicos. Uma das vertentes privilegia um corpus,
delimitado pelo pesquisador, a partir do qual se obtêm informações sobre uma problemática
qualquer, de modo que a literatura periódica funciona como uma fonte ou núcleo informativo,
que subsidia análises do discurso e de práticas sociais. A outra linha estuda o periódico como
um objeto, cujo estudo permite articular vários níveis de análise (uso do periódico, significado
do mesmo, relações sociais engendradas na produção, consumo etc.).
Em resumo, diz-se que numa vertente o periódico é utilizado como fonte e em outra como
objeto. Pode-se pensar também em termos de um estudo com objetivos preferencialmente
“externos” (fonte) ou “interno” (objeto), mas também aqui os níveis de análise podem
14
Uma exceção é o trabalho de Mostafa (2002) que faz um estudo bibliométrico da revista Comunicação e Educação. Um
trabalho de fôlego sobre as citações em ciências sociais, principalmente de teses e dissertações, é feito por Melo (1999).
6
misturar-se; o que importa é a natureza da pesquisa, as diferentes problemáticas que o estudo
dos periódicos pode ajudar a aclarar. Nessa direção, as ciências sociais e humanas possuem
maior tradição, em particular se destacam, nos últimos anos, trabalhos de uma sociologia da
cultura que analisa detidamente um periódico, sem descurar de sua ambiência mais ampla 15 .
Porém, o ponto que nos parece importante ressaltar é que o “periodismo em Comunicação”,
nos termos definidos até aqui, que corresponde ao corpus selecionado, não tem sido objeto de
análise dos pesquisadores da área, salvo exceções bastante raras. Índice da baixa importância
ou reconhecimento do esforço? Ou, hipótese que nos parece mais realista, isso se deve à
periférica atenção que se dá à reflexão sobre o próprio campo de estudos, sua natureza e
especificidade, bem como relações que mantêm com outras áreas de conhecimento e com a
sociedade? Menos do que o fato de que objetos teóricos ou metodológicos da área sejam subpesquisados16 , chama a atenção o fato de que a investigação metadisciplinar em vertentes
históricas, da sociologia da ciência ou do conhecimento produzido na área também seja
bastante limitada – ainda que nos últimos anos aja um esforço no sentido de auto-reflexão do
campo da comunicação no Brasil (por exemplo, Faro, 1992 e Marques de Melo e Gobbi,
1999), ele não se compara ao que existente no campo das ciências sociais brasileiras. É
provável que o trabalho de maior densidade, que aglutina os esforços nesse contexto, seja o
organizado por Miceli (1995, 2001). Nestes volumes encontram-se, pois, algumas
investigações que utilizam o periodismo científico – ou institucional, de determinado grupo
intelectual –das ciências sociais que podem ser inspiradoras a trabalhos que venham a ser
feitos em Comunicação. Como nota Miceli, na introdução do volume citado, as revistas, num
primeiro momento, serviram mesmo para o início da investigação realizada, já que:
elas como que expressavam o estados das Ciências Sociais na época, veiculando
hipóteses, teses, resultados, explicações, fontes, evidências de toda a ordem, mas também
dando vazão a projetos, anseios e virtualidades, fazendo a ligação entre o que se lia, o que
se imitava do exterior e o que então de fato se produzia. (Miceli, 2001, 15)
Os trabalhos que abordam os periódicos, nestes volumes, não correspondem a estudos de caso
específicos destes, embora todos desenvolvam esta perspectiva de análise do veículo, ela
articula-se a outras variáveis relativas a determinados momentos da institucionalização das
ciências sociais no Brasil. As revistas são vistas, conforme a direção apontada por Miceli,
15 Os estudos são diversificados, entre outros trabalhos, podem ser citados os de Pontes (1998), que estuda a revista Clima e
Luca (1999), que analisa a Revista do Brasil, no caso das ciências sociais. Em comunicação, também existem estudos como
os de Queiroz (1981) e Rees (1990).
16 Um levantamento da produção científica da área, até 1995, realizado pelo PORTCOM, mostrava que trabalhos
identificados com temáticas teóricas e sobre a pesquisa na área somavam apenas 2,5% do total dos textos (Lopes, 2000).
7
como expressões de grupos que buscam enraizar a prática científica em ciências sociais no
país e correspondem a projetos específicos nessa direção. A análise dos periódicos, vistos
simultaneamente como fontes (pois informam outras problemáticas) e objetos (dado a atenção
sistemática que recebem), permite a reconstrução dos projetos que animaram os grupos que
estiveram a frente das mesmas e, principalmente, sua dinâmica, impasses e disputas internas e
externas17 . De modo geral, os trabalhos preocupam-se tanto com os conteúdos dos veículos
quanto com seus contextos externos (condições sociais mais amplas) e internos (ou seja, as
condições de existência da publicação: modos de escolha de trabalhos, formas de composição
de conselhos editoriais, disputas entre os agentes). Decorre, assim, da preocupação em
produzir uma “sociologia dos próprios cientistas sociais e suas instituições” (Miceli, 2001,
18), a atenção para as transformações que as revistas sofrem ao longo do tempo, permitindo
visualizar os projetos – nem sempre explícitos – assumidos pelos intelectuais.
Importa aqui, menos do que as particularidades de cada estudo, apontar similaridades
metodológicas que possam inspirar trabalhos em nossa área. Assim, a quantificação e análise
dos conteúdos dos artigos (que mostram as áreas temáticas privilegiadas ao longo do tempo);
os dados sobre autores publicados (se nacionais ou estrangeiros; filiação institucional etc.), os
estilos e esquemas de interpretação mobilizados nos textos que publicam; os objetivos do
periódico, definidos em editoriais ou textos importantes para esclarecer as propostas do grupo;
as eventuais polêmicas relevantes para determinada problemática que ocorrem inter-revistas
ou autores; a descrição do contexto histórico e institucional em que surge o periódico, bem
como a posição ocupada por ele face ao conjunto de iniciativas similares, são momentos
aparentemente importantes para uma caracterização que permite análises desse material.
Por fim, explicitando o que é feito a seguir, de modo menos complexo, o que apresentamos é
um estudo basicamente descritivo do periodismo em Comunicação, a partir do que realizamos
algumas inferências sobre sua relação com a área científica e com a sociedade como um todo.
No entanto acreditamos ser essa uma contribuição que pode facilitar – ao oferecer um
contexto geral da produção de periódicos na área da Comunicação – os estudos mais densos
desse corpus ou parte dele. Segue-se a Tabela 1, descrevendo os periódicos.
17
Entre estes estudos estão os da revista América Latina (criada em 1958 pelo Centro Latino Americano de Pesquisa em
Ciências Sociais) realizada por Oliveira (1995), da efêmera Revista Brasileira de Ciências Sociais (com seis números,
publicados de 1961 a 1968, com um intervalo de três anos entre a edição de 1964 e a última) feito por Arruda (2001), do
periódico editado pelo Instituto/Fundação Joaquim Nabuco de Recife, desde 1952, sob diferentes nomes (sendo o último
dentre os analisados Ciência e Trópico, em 1985) (Freston, 2001) e das revistas do Museu Nacional (criada em 1876), Museu
Paulista (1895) e Paranaense (1894) (Schwarcz, 2001).
8
9
Observações:
* Não é um periódico dedicado à área, mas publica número especial sobre Comunicação.
- Em itálico, periódicos exclusivamente eletrônicos (Internet).
- Ver dados de periodicidade e responsáveis pelas publicações em Anexo.
10
4. Análise do corpus: trajetória das revistas brasileiras dedicadas à Comunicação
À primeira vista, chega a surpreender o grande número de periódicos que se adequaram aos
critérios expostos, todavia se nesses quase 40 anos surgiram pelo menos 125, existem hoje
apenas 75, muitos dos quais (19, um quarto dos atuais) criados nos últimos três anos. Os que
ainda existem e têm pelo menos quinze anos são em número pequeno (8, pouco mais que 10%
dos existentes), e a mortalidade dos títulos é alta: 39, cerca de um terço do conjunto, não foi
além de cinco anos, enquanto um número também expressivo sequer ultrapassou o primeiro
ano ou número (16, 13% do todo). O Gráfico 1, abaixo, demonstra que a dinâmica de
crescimento da produção só assume um sentido cumulativo, de maior relevo, nos últimos
quinze anos. Antes, diversas revistas surgiram e foram extintas, sem que a área lograsse
ultrapassar um patamar muito maior que uma dezena – salvo anos excepcionais. A tabela
ainda mostra a dinâmica de crescimento do periodismo digital, a partir dos anos de 1990.
Gráfico 1 - Periódicos brasileiros de Comunicação (1965-2003)
70
60
58 59
51 50
50
49
45
40
39
30
25
17 18 16
16
14 13 15
2
16
5
19
99
19
97
19
95
19
93
19
91
19
89
19
87
19
85
19
83
19
81
19
79
19
77
19
75
19
73
1
19
71
12 13
8 9
Impressos
20
03
15 14
13 12 12 14
3
19
69
19
67
19
65
7
2
9 8
16
11 10 12
11
9
9 10 9
20
01
18
10
0
27 27
22
20
Eletrônicos
É possível, para compreender melhor esta produção, caracterizar os esforços, em termos dos
agentes produtores, em três momentos diferentes, conforme a tabela que se segue:
Tabela 2 - Periódicos brasileiros de Comunicação: responsáveis pela edição
Períodos/
Entidades Responsáveis pela edição
1965-1980
1981-1995
1996-2003
N
%
N
%
N
%
Univ. /Faculdade (ou Depto) de Comunicação
17
14
42,5
35
21
4
54
10,1
35
6
42,7
7,3
5
2
2
12,5
5
5
3
8
3
7,7
20,5
7,7
13
25
3
15,8
30,5
3,7
Grupo -Entidade profissional ou empresarial /
Órgão público
Grupo (Núcleo, Centro) de Pesquisa
Programa de Pós-Graduação (ou vínculo PG)
Associação Científica (Intercom, Compós)
Obs.: - Os periódicos, nesta e nas Tabelas 3 e 4, foram agrupados numa única categoria, mas conforme sua duração,
sendo eventualmente contabilizados em mais de um período. Foram excluídos os periódicos que não são da área.
11
A conclusão mais importante que é possível retirar da análise dos dados da tabela é que houve
um significativo aumento do segmento de periódicos diretamente vinculados a Programas de
Pós-Graduação. Num primeiro momento, eles correspondiam a apenas 5% do total e hoje são
30,5%. É possível dizer que há um protagonismo da PG hoje no campo da edição na área,
uma vez que existe ainda forte vínculo entre o grupo de periódicos associados a Núcleos de
Pesquisa (15,8% dos periódicos na última fase) e esta instância. Em termos mais gerais, podese dizer que a correlação pesquisa/pós-graduação é evidenciada pelos dados. Ou seja, do
início dos anos de 1970 (início da PG na área, com os mestrados da ECA/USP e ECO/UFRJ)
até o momento os acadêmicos procuraram estabelecer seus próprios meios de divulgação e
foram, pelo menos em termos quantitativos, bem sucedidos. Convém notar que é provável que
muitos periódicos (em particular os impressos de maior trajetória) comecem a ser editados
(em termos dos responsáveis) por uma instância e migrem para outra – a pós-graduação
corresponderia à etapa superior, um caso típico seria o de Geraes, órgão criado 16 anos antes
do mestrado em Comunicação da UFMG que hoje edita-o.
Existe hoje uma clara indução desse periodismo da PG por órgãos de avaliação como a Capes,
que, em seu documento sobre os critérios de avaliação dos programas para o triênio 20012003, expressa valorizar “a existência de suporte apara difusão da pesquisa realizada pela
comunidade científica da área (em particular Periódico Científico)” (Capes, 2004, 2). O item
sobre a “produção intelectual” deste documento afirma ser um índice de excelência a
publicação de dois artigos e/ou capítulos de livro ou um livro, ao ano por docente. A força da
atual da concepção de publicação como critério de valorização do trabalho acadêmico tem
ressonância na produção de revistas. Essa concepção – cuja síntese caricatural é a expressão
“publish or perish” –, tem aspectos potencialmente negativos (edição de trabalhos irrelevantes
ou imaturos, publicações “duplicadas” etc.) que, entretanto, não discutiremos aqui.
Quanto à PG-COM cabe notar que, desde 1990, ocorre um movimento de crescimento e
descentralização dessa instância: foram criados dois programas no Nordeste e quatro na
região Sul. Porém, a Tabela 3, a seguir, mostra que a região Sudeste continua a editar mais,
em termos percentuais e absolutos, embora se deva notar o crescimento das publicações da
região Sul – passa de 7,5% no início a 19,5% no último período. A maioria alcançada e
sustentada ao longo do tempo pela região Sudeste em termos de publicações se explica tanto
pelo fato do crescimento da PG abranger também esta região (foram criados mais seis
programas), quanto por questões possivelmente ligadas a fatores de consumo (a região
12
concentra mais pesquisadores e outros possíveis leitores) e know-how adquirido para a feitura
de publicações18 .
Tabela 3 - Periódicos brasileiros de Comunicação: divisão por regiões
Períodos/
Regiões
Sudeste
Sul
Nordeste
Centro-oeste
1965-1980
1981-1995
1996-2003
N
%
N
%
N
%
30
3
8
3
75
7,5
19
7,5
27
6
5
1
69,2
15,4
12,8
2,6
51
16
10
4
61
19,5
12,2
4,9
- Obs: Periódicos com mais de um local de edição foram contabilizados em todas as regiões nas quais foram
publicados. De outro lado, alguns periódicos eletrônicos não informam o local de publicação, o que corresponde
à dinâmica da edição, aparentemente. Por estes dois motivos, a soma de alguns percentuais é diferente de 100.
Um último aspecto geral que é interessante observar é como temáticas diversas do campo da
Comunicação são aparentemente privilegiadas pelas publicações, na periodização proposta. A
Tabela 4, a seguir, procura expressar esse aspecto. A categorização foi feita a partir
principalmente dos títulos dos veículos, englobando ao mesmo tempo objetos privilegiados de
pesquisa e perspectivas disciplinares.
Tabela 4 - Periódicos brasileiros de Comunicação: divisão temática
Períodos/
Regiões
Comunicação
Inter, Trans ou Bidisciplinares
Jornalismo
Cinema
Semiótica
Outros (especializados)
1965-1980
1981-1995
1996-2004
N
%
N
%
N
%
25
6
3
1
4
64
15,4
7,7
2,6
10,3
22
6
4
2
2
3
56,4
15,4
10,3
5,1
5,1
7,7
47
16
7
4
2
6
57,3
19,5
8,5
4,9
2,4
7,3
O que os dados demonstram é que o periódico sobre “Comunicação”, que contempla diversos
aspectos/abordagens relativos à área, bem como uma perspectiva comunicacional, tende a
prevalecer em todos os momentos. O que provavelmente se explica devido ao fato de
convergirem a esse tipo de publicação um número maior e disperso de contribuições –
facilitando, assim, a sobrevivência do veículo. Ao mesmo tempo, é possível que esses
periódicos centralizem os debates que congregam/aglutinam mais os pesquisadores da
Comunicação como um todo. Não por acaso, títulos duradouros e tradicionais, como
18
A situação atual de PPGs em Comunicação reconhecidos pela CAPES é: São Paulo (ECA/USP, PUC/SP, UMESP,
UNICAMP, UNIP, UNIMAR e UNESP), Rio de Janeiro (ECO/UFRJ, UFF, PUC/Rio e UERJ), Minas Gerais (UFMG),
Brasília (UnB), Rio Grande do Sul (PUC/RS, UNISINOS, UFRGS). Paraná (UTP), Bahia (UFBA) e Pernambuco (UFPE).
13
Comunicação e Sociedade e a Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, situam-se
nesse âmbito. De outro lado, certas temas e áreas, como jornalismo, cinema e semiótica
possuem capacidade, desde sempre, de produzirem periódicos específicos.
A especialização temática e as publicações inter, trans ou bidisciplinares crescem ao longo do
tempo, em particular no último período, quando surgem, a respeito do primeiro caso,
periódicos voltados a temáticas até certo ponto tradicionais, como a questão da imagem em
seus diversos suportes (casos de Imagens e Studium) e outras menos (como o pensamento
comunicacional da América Latina, caso de PCLA, ou a economia política dos meios, Eptic
On Line). Se publicações como essas não são majoritárias (e se fossem certamente refletiriam
uma
fragmentação/“balcanização”
disciplinar
que não se evidencia pelo exame das
publicações), refletem temáticas e preocupações mais focalizadas de alguns grupos de
pesquisadores.
O que pode surpreender mais é o número relativamente alto de publicações que optam por
algum tipo de diálogo disciplinar. Numa análise como a feita aqui, com base sobretudo nos
títulos das publicações, é difícil saber o quanto isso expressa uma intenção que se realiza no
contexto efetivo das investigações/artigos publicados ou não. Assim, uma publicação que
reúne pesquisadores de Letras e Comunicação, por exemplo, pode ser o resultado de uma
troca de conceitos/problemáticas entre as duas áreas ou então ser antes fruto de uma situação
institucional que implicou na realização de uma publicação comum. Em todo caso, registre-se
o movimento ascendente dos periódicos bi/inter/transdisciplinares, que pode ser melhor
aquilatado em análises mais detalhadas.
A partir dessa apresentação geral dos dados que mostra a existência atual de 75 periódicos
(sendo 59 – 68,7% – impressos e 16 – 21,3% – eletrônicos), questões como a validade da
criação de novas publicações ou o papel das atuais nos parecem pertinentes, porém, não seria
agora o melhor momento para abordá-las. Preferimos antes fazer uma breve análise de cada
um dos momentos, descrevendo suas características principais. Depois, discutiremos, sob a
ótica da avaliação, circulação da ciência e visibilidade dos esforços da área, os tópicos
mencionados.
Dessa forma, o período inicial (1965-1980) possui uma característica que chama a atenção: o
grande número de iniciativas que tiveram a participação de grupos empresariais, cujo caso
14
modelar e duradouro é Cadernos de Jornalismo e Comunicação, publicado pelo grupo Jornal
do Brasil – o que parece garantir a constância da publicação e um padrão gráfico acima da
média. No início, em 1965, este periódico é intitulado só com os dois primeiros termos,
perfazendo depois, em 1968, um movimento do jornalismo à Comunicação, vista como uma
ciência nascente, que também ocorre no caso de Comunicação: Teoria e Prática (Bloch).
É provável que a feitura de edições empresarias correspondesse não apenas a uma curiosidade
pública sobre as temáticas, mas também à tentativa de formação de mão-de-obra e/ou
qualificação dos profissionais dos grupos editores (empresas jornalísticas). O exame do tipo
de artigo predominante (englobando muitas traduções) nestes “cadernos de jornalismo”
sugere esta interpretação19 , bem como reproduções de reportagens, depoimentos de
profissionais ou pesquisas de mercado das próprias empresas que parecem procurar oferecer
alguma formação aos aspirantes a jornalista ou profissionais 20 .
As revistas produzidas a partir do ambiente de grupos de pesquisa e das graduações, que então
surgiram e se consolidavam, crescem de modo expressivo (são as publicações mais
numerosas, com 65% do total de periódicos nessa etapa), e publicam artigos também desse
tipo, mas perduraram até hoje. Ao contrário dos periódicos empresariais-jornalísticos, que
passam a perder importância ao longo do tempo. O que parece razoável supor é que o
surgimento de um espaço de formação nas graduações da área (a partir de meados de 1960) e,
hoje, os cursos de treinamentos das empresas, ocuparam o espaço dessas iniciativas editoriais.
Exceção a este panorama é a revista, criada em 1987, Imprensa, bem como muito do que se
produz em âmbito laboratorial nas próprias graduações.
Como se disse, os periódicos das graduações e núcleos de pesquisa preocupam-se também
com uma formação técnica (daí artigos similares aos citados), voltada ao profissional da
19
Por exemplo, “Por que reescrever a matéria?” (Cadernos de Jornalismo, do Jornal do Commercio de Pernambuco, 1967),
“Inovações na paginação de jornais americanos”, “O que faz um jornal quase perfeito” (Cadernos de Jornalismo, JB,
respectivamente 1965 e 1968), “O título na gráfica do jornal” (Comunicação: cadernos de Jornalismo e Comunicação de
Massa, de A Tribuna, de Santos, 1969), “Carta aos repórteres” [com recomendações ao jornalista da revista Manchete]
(Cadernos de Jornalismo, Bloch, 1967)
20
Historiando, de modo breve, a trajetória dos Cadernos de Jornalismo e Comunicação (incorretamente chamado com o
nome de outro periódico, Cadernos de Jornalismo e Editoração, este da ECA-USP), veículo em cuja criação Alberto Dines
teve papel central (inspirando-se em iniciativa que vira nos EUA), Merks (2001) estabelece uma contigüidade entre este
impresso pioneiro e o também precursor, no âmbito digital, periódico Observatório da Imprensa, também desenvolvido por
Dines, quanto ao tema da “crítica de mídia”. Há, sem dúvida, esta relação, porém, este aspecto parece menos nítido do que a
questão formativa, em sentido amplo, no primeiro veículo, na nossa avaliação.
15
área21 , mas o que se deve notar é que os títulos empresariais abordaram autores e temáticas
que começaram a constituir o campo de estudos, na sua dimensão teórica. Nesse momento a
diferenciação entre os periódicos é relativa, os dois grupos são parecidos, embora o
periodismo dos grupos empresarias publique mais artigos sobre o mundo profissional, voltase também para a reflexão que a área iniciava22 . Nesse ponto os periódicos, de modo geral,
oferecem pistas sobre o que se lia, os aportes estrangeiros. Ao mesmo tempo registram o que
se produzia aqui, mesmo os periódicos empresariais publicam artigos de acadêmicos
brasileiros23 .
Percebe-se ainda uma aproximação entre certos grupos acadêmicos e periódicos empresarias,
reforçando o hibridismo ao qual nos referimos, principalmente no caso carioca, onde docentes
da ECO-UFRJ passam a apoiar uma revista como Comunicação: Teoria e Prática (do n. 19
ao 29) e publicam trabalhos no caderno do JB. Assim, são editadas, nestas revistas
empresarias, assim como nas do grupo acadêmico (graduações e núcleos de pesquisa), artigos
com análises da imprensa, da televisão, do rádio, propaganda, tele-educação, entre outros
temas, que não apontavam para uma exclusiva especialização técnica das publicações, de
modo geral – algumas terminam antes de adquirirem um perfil mais nítido.
Aliás, é nessa primeira fase que se concentra a maioria dos esforços, de diferente natureza,
cuja duração é curta, dentre as 39 publicações, 14 (36%) não ultrapassam o primeiro ano. E o
alcance dos periódicos foi geralmente, pelo que se pode supor, bastante local24 . Assim, os
periódicos das graduações tendiam a resultar da produção dos professores das mesmas; estes,
por sua vez, poderiam congregar-se em centros de pesquisas cuja existência parece ter ido
pouco além da própria produção de suas publicações. Estas, falando agora especificamente do
periodismo universitário-acadêmico, estavam sujeitas a dificuldades relativas a questões
materiais, institucionais e teóricas. A trajetória do também precursor Comunicação &
21
Não por acaso, pois, outra temática comum a estes âmbitos é a discussão sobre o ensino, sob diversos ângulos: currículos,
especificidade da formação na área, estado das escolas etc. É interessante notar como certos temas são recorrentes, já em
1971, Alberto Dines fala do “grande número de faculdades de comunicação” nos Cadernos de Jornalismo e Comunicação.
22
Assim, em 1967, Muniz Sodré entrevista Roland Barthes (para o Cadernos de Jornalismo – Bloch) e, em 1971, Edgar
Morin, para o caderno do JB. Cadernos de Jornalismo e Comunicação publica, em 1968, a tradução condensada de alguns
capítulos de Undestanding media de McLuhan; no mesmo ano a célebre conferência “A indústria cultural” de Adorno é
editada nos Cadernos de Jornalismo e Comunicação de Massa e um trecho do livro Mitologias de Barthes aparece nos então
Cadernos de Jornalismo (do grupo Bloch).
23
Por exemplo, José Marques de Melo com artigos como “Evolução e tendências de pesquisa” [em comunicação] e “Pesquisa
bibliográfica brasileira sobre comunicação de massa” – ambos editados nos Cadernos de Jornalismo e Comunicação, em
1968.
24
Estudos sobre as citações desses periódicos (quem citam e onde seus artigos são citados) provavelmente comprovariam
esta hipótese.
16
Problemas, criado por Luiz Beltrão no âmbito do Instituto de Ciências da Informação –
Icinform, inicialmente acoplado numa graduação em Jornalismo da Universidade Católica de
Pernambuco, é exemplar. Assim, os estudos sobre a trajetória do periódico (Nava, 1999,
Halliday e Benjamin, 1999) mostram o quanto ele dependeu dessa associação com âmbitos de
ensino de graduação para existir, bem como publica pesquisas empíricas iniciais sobre temas
de Comunicação, embora de “metodologia tosca” (Halliday e Benjamin, 1999, 215), como
também ocorria em outras revistas que surgiam. Os deslocamentos institucionais do criador
do Icinform levam ainda à mudança do local de publicação, e problemas encontrados nestes
espaços explicam a dificuldade de manutenção de uma periodicidade regular (quase dois anos
separam a edição do n. 1 do Vol III dos números 2 e 3 do mesmo volume, em dezembro de
1968) e do próprio veículo.
De outro lado, a discussão teórica do arcabouço funcionalista que permeia Comunicação &
Problemas e outras iniciativas é pequena – e será mais sustentada por sistematizações
realizadas em livros dos anos seguintes (no caso do funcionalismo, Marques de Melo, 1970,
1972, 197325 ), de pesquisadores que participaram desse periodismo. Todavia, o que se pode
também notar é que o relativo “ecletismo” ou abertura das publicações em termos teóricos e
metodológicos relaciona-se certamente ao caráter inicial das iniciativas, que favoreceu mais a
aglutinação de diferentes perspectivas – que na verdade se constituíam – do que a
consolidação de uma única vertente numa publicação ou centro de pesquisa. Verificam-se,
pois, certas preocupações temáticas, metodológicas, em determinados periódicos (por
exemplo, a questão da linguagem em revistas como Lugar em Comunicação e Comum, sem
falar nas publicações sobre cinema), no entanto de modo matizado. Em outros termos, o que
se produz é publicado, não parece ter ocorrido uma seleção muito rigorosa (em termos
qualitativos e de perspectiva), pois isso sequer seria possível, já que inviabilizaria as próprias
publicações. O grupo de pesquisadores era pequeno e precisava unir forças até atingir um
nível que permitisse maior seletividade (com a adoção de avaliadores, por exemplo) e
especialização. Assim, uma publicação que tivesse como eixo uma temática ou perspectiva
teórica, como a semiótica, caso de Significação, era rara.
25
Capítulos deste e outros livros importantes para o debate no campo da Comunicação são publicados como artigos nos
periódicos mencionados, nessa primeira fase, porém, é provável que seu impacto tenha se dado mais quando no formato
livro, devido ao alcance local das revistas. De qualquer forma, o que transparece tanto no passado quanto no presente é o fato
de que poucos artigos de impacto correspondem a uma contribuição que encerra (ou é a etapa almejada) de comunicação de
uma pesquisa – ou seja, trabalhos mais influentes geralmente resultam em livros (ainda que possam ser publicados também
como artigos) e são antecedidos por relatórios de pesquisa, teses e dissertações.
17
Note-se ainda que a figura do editor profissional (não necessariamente pesquisador da área) é
praticamente inexistente, mesmo hoje. Isso ocorre pois os comunicadores presumem-se, de
modo geral, especialistas na área da edição, mas, de outro lado, o que há é uma precária
profissionalização da edição acadêmica. O caráter material muitas vezes singelo de certas
publicações desse e também do período seguinte demonstram o quanto devia haver de
comprometimento pessoal e de vontade dos editores-pesquisadores, mais do que recursos,
para levar adiante suas iniciativas26 .
Antes de encerrar a descrição dessa primeira fase é importante falar de duas outras
características desse período, as publicações de Associações Científicas e os “números
especiais” sobre Comunicação que surgem em determinadas revistas. Estes mostram
claramente diferentes perspectivas sobre a Comunicação, nesse momento, na escolha dos
artigos, de suas linhas teóricas e abordagens. Assim, a revista, Tempo Brasileiro, de 1969,
mais pluralista, trará desde um influente artigo de Luiz Costa Lima – “Comunicação e cultura
de massa: abordagem histórica”27 – no qual o vínculo entre Comunicação e cultura de massa
evidencia-se desde o título (que também é o nome do número temático da revista), e trabalhos
de e sobre teóricos estrangeiros28 . Ademais, mostra as preocupações filosóficas sobre o tema,
discutindo a comunicação como uma “ontologia do contemporâneo”29 e ainda, numa linha de
debate comum na época, quanto à articulação entre a Comunicação e a Teoria Literária 30 . Este
aspecto se refletirá no uso de referenciais semiológicos/lingüísticos/estruturalistas em análises
de produtos dos meios de comunicação (ou não) nos casos desta e de outras publicações já
26
Entre outros exemplos, Cadernos de Jornalismo e Editoração era inicialmente composto à máquina de escrever, mesmo
caso de Sul – Boletim de Novas Tecnologias de Comunicação e de Cadernos de Comunicação e Realidade Brasileira.
27
Este artigo, mais tarde, é provavelmente mais lido quando é inserido, com acréscimos, como Introdução Geral no livro
organizado por este autor, Teoria da cultura de massa (Lima, 2000/1970). Como diz Lima (pesquisador que voltou depois ao
seu campo original de Estudos Literários), na nota prévia da edição deste livro, seu objetivo foi atender aos alunos de um
curso de graduação em Sociologia, na época. Com certeza, porém, este livro ainda hoje reeditado (a sexta edição revista é de
2000), também foi adotado no âmbito do ensino de Comunicação. Note-se ainda quanto à migração de textos de livros para
artigos e a constituição de um vocabulário unificado para o campo da Comunicação, que a edição comentada aqui de Tempo
Brasileiro traz ainda um “Vocabulário de Comunicação e Cultura de Massa, I”, que é depois, parcialmente pois incluem-se
novos termos e os verbetes são ampliados, base de um dicionário sobre a comunicação, provavelmente o primeiro de autores
locais (Katz, Doria e Lima, 1971).
28
“Uma problemática de arte contemporânea” de Abraham Moles e “Algumas considerações sobre o conceito de ‘obra
aberta’ em Umberto Eco” de Chaim Samuel Katz, respectivamente
29
Caso do artigo “Comunicação entre Heráclito e Nietzsche” de Francisco A. Doria. É interessante notar que o dicionário de
comunicação citado na nota 27 também irá apresentar e discutir as possibilidades de uma “teoria da comunicação” a partir de
uma perspectivamente eminentemente filosófica, em verbete de Chaim Samuel Katz. Ao mesmo tempo, no prefácio, os
autores notam a “aglomeração heterogênea de idéias, conceitos, teorias e sistemas tomados a áreas às vezes tão distantes
quanto a teoria matemática da informação e filosofias existenciais” (Katz, Doria e Lima, 1971, 7) que demarcava a concepção
de “teoria da comunicação” na obra. De modo mais explícito ainda quanto a posição dos autores sobre a comunicação
afirmam, num outro verbete (“patologia da comunicação”), que: “Conforme a posição teórica dos autores deste Dicionário,
comunicação não é ainda um conceito que possa ser definido nos quadros de uma ciência ou saber unitários” (idem, 64-65).
O verbete sobre “ciência” também toca nesta questão.
30
Casos dos artigos “Comunicação poética: forma e ritmo vocabular” de Euryalo Cannabrava e “Literatura e Teoria da
Comunicação” de Eduardo Portella, por exemplo.
18
mencionadas. É por isso que a Revista de Cultura Vozes ao elaborar número especial sobre
“Teoria da Comunicação”, em 1971, mostra forte preocupação, nos artigo publicados, com
problemas da linguagem e da significação, aplicados, de modo geral, a obras literárias31 . Ou
seja, nem sempre houve uma automática associação entre a problemática dos meios e o que se
entendia por “teoria da comunicação”. Tal dado, no nosso entender, demonstra cabalmente o
caráter dinâmico e de disputa quanto à constituição de uma disciplina científica.
Quanto ao caso das revistas de associações, o périplo da Revista da ABEPEC – uma das
primeiras associações de pesquisadores da área – testemunha, nos parece, dificuldades como
as antes mencionadas: os seis números publicados foram editados em três estados de regiões
diferentes. O próprio fim da associação, em 1980, mostra o fracasso dessa tentativa de
constituição de uma instituição que congregasse os pesquisadores da área. Ao contrário, a
INTERCOM, associação criada no final de 1977, consegue consolidar-se. Duas características
desde o início adotadas pelo grupo fundador parecem importantes quanto à realização do
projeto: o pluralismo e a idéia de integração nacional dos pesquisadores32 : Daí a própria
feitura de um Boletim, criado já em 1978, no início basicamente informativo, mas que com o
tempo passa a publicar também estudos da área e prepara a revista da entidade, existente até
hoje.
Depoimento de uma das participantes desse período inicial da entidade, Anamaria Fadul,
testemunha o papel desse órgão de divulgação: “era algo que nos unia em torno de um
projeto” (in Faro, 1992, 42). Essa idéia é importante, pois resume o provável sentido da
maioria dos boletins informativos e periódicos técnico-científicos criados pela área até hoje,
ou seja, as publicações são ao mesmo tempo a materialização de diferentes projetos e um
elemento que une os pesquisadores em torno dos mesmos.
O segundo período das publicações (1981-1995) tem como principais características a
continuidade da criação de publicações vinculadas a graduações, que são a maioria (54%), a
criação de periódicos em PPGs (entre outros, Face – PUC-SP, e Textos de Comunicação e
31
Entre outros, os textos “Comunicação e discurso simbólico” de Mônica Rector, “Teoria da Comunicação Literária em ‘A
hora dos ruminantes’” de Ligia Vassallo e “História e Comunicação” de Guilhereme Mandaro, texto que demonstra a
preocupação com o binômio ideologia-comunicação, sendo esta definida como uma “realização da eficácia ideológica”.
32
“...visualizamos algumas das linhas de atuação da INTERCOM, entre as quais o pluralismo. A INTERCOM nasce com o
sentimento de pluralismo, de abrigar pessoas e correntes de opiniões diferentes. Em segundo lugar, a idéia de integração
nacional, pois nós tínhamos a idéia que éramos um grupo trabalhando em São Paulo e [...] deveríamos animar o restante dos
colegas que atuavam em outras regiões” (depoimento de José Marques de Melo in Faro, 1992, 41).
19
Cultura – UFBA), o crescimento da edição na região Sul e diminuição no Nordeste e o
surgimento de revistas com proposições temáticas interdisciplinares (como Comunicação &
Política e Comunicação & Educação). Também é digno de nota o aparecimento e
consolidação da Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, da INTERCOM, que, para
notar a contigüidade entre este título e seu antigo Boletim, continua a numeração deste.
Por fim, na última fase (1996-2003) ocorre o começo da edição eletrônica, que cresce
continuamente, com títulos como Observatório da Imprensa, Ciberlegenda e Intexto, entre
outros. Por sua dinâmica e economia em custos (em postagem principalmente), este formato
tomou o lugar dos informativos científicos impressos, o exemplo mais característica de órgão
eletrônico desse tipo é o Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação – a própria
comunicação informal é facilitada pelo correio eletrônico. Há o ensaio da migração de
veículos para o meio digital (caso de Verso & Reverso), que deve ser uma tendência, talvez já
preparada pelo fato de algumas publicações (como Revista FACOM, Vozes e Diálogo,
Anuário de Jornalismo e Idade Mídia) manterem tanto versões impressas quanto
disponibilizarem (em html ou pdf) as edições produzidas na Internet. É provável que os custos
relativamente menores dessa modalidade de publicação tenham possibilitado as revistas de
alunos de PPG-COM que surgem nos últimos anos, casos de Pré-Texto, da UFRJ, e de
Lâmina, da UFPE. A Internet parece favorecer ainda um tipo de organização que – inclusive
na própria produção – congrega pesquisadores geograficamente dispersos; com efeito, é
interessante notar que não há informação de uma entidade editora nem de local de publicação
num periódico como Eptic On Line33 .
Não faremos aqui considerações mais aprofundadas sobre o grau de adequação ou, mais
especificamente, sobre o uso das características do formato eletrônico no que se produz para
ele hoje34 , além de notar as possibilidades interessantes que se abrem para a publicação
voltada à Comunicação em áreas de pesquisa ligadas à imagem, som e outras – que uma
revista como Studium tenta explorar. De modo geral, porém, o que prevalece é a simples
transposição do texto e, por vezes, imagens para o meio eletrônico; mas, ainda que só isso seja
feito (ou que tal formatação conviva com editorações mais sofisticadas e voltadas à rede), é
33
Esta, por sinal, é a única publicação bilíngüe (espanhol, português) da área. Algumas, sobretudo as academicamente mais
consolidadas, publicam eventualmente artigos em outros idiomas que não o português (espanhol, inglês mais comumente), no
entanto, esta situação não é majoritária. E não se edita nenhuma revista em inglês – diferentemente, por exemplo, do México.
34
Uma discussão sobre especificidades dos periódicos eletrônicos, complementada por análise de revistas da área da Ciência
da Informação encontra-se em Dias (2002). Um histórico dessa modalidade de publicação e apresentação de vantagens e
desvantagens do formato na comunicação científica é apresentado por Biojone (2001, 31-64).
20
um esforço relevante, já que a “biblioteca sem muros” é um meio importante, talvez o
principal, de divulgação das iniciativas. Além disso, a Internet é potencialmente capaz de
aumentar o índice de leitura dos artigos, melhorar a indexação dos mesmos (relativamente
garantida no próprio âmbito da Internet) e constituir o principal acervo do que foi produzido.
A facilidade e a rapidez em termos de acesso possibilitadas por esse meio são indiscutíveis.
(Um levantamento como o feito aqui teria sido muito difícil sem utilizar os recursos da rede.)
Assim, alguns periódicos passaram a disponibilizar números antigos ou esgotados na Internet
(Face e Contracampo, por exemplo) ou sumários e resumos dos artigos das edições atuais e
anteriores.
Do ponto de vista material, os impressos dessa última fase mostram, de modo geral, melhorias
expressivas do ponto de vista da edição, revistas mais recentes como Galáxia, Lugar Comum
e Alceu, por exemplo, possuem padrão gráfico e acabamento cuja qualidade chama a atenção;
a maior parte dos periódicos hoje também possui ISSN35 . Isso tem uma contrapartida na
padronização e normatização científica das revistas (inserção de resumos e abstracts, padrão
de referências) muito melhor, na média, do que anteriormente. É, sem dúvida, um indício da
procura de qualificação científica almejada pela maioria dos títulos. Desse modo, também se
torna mais comum a composição de conselhos editoriais, divulgados nas edições, que, em
tese, colaboram com a concepção e/ou feitura do periódico; o padrão de submissão dos
trabalhos a avaliadores ( árbitros, garantindo a “peer review”), nessa direção, parece se impor.
Como já disse, houve um aumento das propostas de periódicos bi/trans/interdisciplinares e
áreas e temáticas como cinema e jornalismo mantiveram a capacidade de produzir títulos. A
região Sudeste continuou a editar mais (61% dos periódicos nesse período), seguida pela
região Sul (19,5) e Nordeste (12,2%).
Reforçaríamos ainda, concluindo, a idéia de que o periodismo em Comunicação desta última
fase assume um direcionamento mais acadêmico com o surgimento de muitas publicações de
PPGs (entre outras, as impressas Comunicação e Espaço Público, Fronteiras e a digital
Semiosfera, da UnB, Unisinos-RS e UFRJ, respectivamente), Núcleos de pesquisa (Novos
Olhares e Extraprensa – ambos da ECA/USP, por exemplo), que geralmente estão ligados a
pesquisadores desse âmbito. Somados os dois grupos correspondem a 46,3% das publicações
35
Aspecto importante, pois a ausência do mesmo pode inviabilizar a aquisição por bibliotecas públicas.
21
do período comentado. As graduações continuam a editar boa parte dos trabalhos (42,7%), no
entanto, de modo geral, em função da maior qualificação acadêmica dos professores36 , mais
pesquisas científicas são editadas nas revistas que mantêm vínculo com esta esfera. O
direcionamento científico do periodismo na área não implicou na editoração por firmas
comerciais, que visem lucro com os veículos – diferentemente de outras áreas e contextos,
principalmente dos países desenvolvido. Dessa forma, o número de editoras comerciais (mas
não universitárias) que publicam periódicos não é muito grande. Isso em parte explica a
ausência de um trabalho agressivo de divulgação por parte das publicações, bem como uma
distribuição geralmente restrita; ao que parece, dirigida sobretudo a bibliotecas e a
pesquisadores e espaços próximos ao grupo científico-editor.
Em resumo, pode-se dizer que a trajetória descrita aqui demonstra a estruturação –
correlacionada à constituição de um campo de ensino e pesquisa na área37 – de um sistema de
publicação da pesquisa científica em Comunicação. O quão “adequado”, “útil”, “qualificado”
ou “relevante” este sistema é como um todo (ou em suas iniciativas particulares) é um tema
que discutiremos a seguir, sob a ótica da avaliação – abordando o sistema Qualis da Capes – e
da visibilidade do esforço – discutindo o projeto SciELO –, no tópico final, a seguir.
5. Visibilidade e avaliação: o SciELO e o Qualis
Os temas da acessibilidade/visibilidade e da avaliação são contíguos, pois uma etapa depende
da outra, ademais os critérios levados em conta para julgar a relevância e a qualidade de um
periódico estão ligados a seu uso efetivo por uma comunidade de pesquisadores – o que lhe
garante o reconhecimento do mérito – e isso depende, em parte, da divulgação do meio. Na
prática, pois, procura-se não apenas avaliar internamente um periódico (operação que
naturalmente possui alguns elementos subjetivos), mas também analisar a publicação a partir
de indicadores de seu impacto na área de conhecimento. Estes são geralmente vinculados
tanto à inserção do periódico em bases de dados reconhecidas por uma área – o que se
relaciona à própria visibilidade dos artigos de uma publicação, já que essa inserção aumenta-a
– quanto com o chamado “fator de impacto”, que é
36
O que se deve a fatores como o aumento de titulações na área e a indução do MEC para que as instituições de ensino
superior tenham como docentes determinado percentual de mestres e doutores.
37
Na concepção de Lopes (2000-2001), a partir da definição de campo científico de Bourdieu, tratar-se-ia justamente de um
campo de reprodução do saber (ensino) e produção (pesquisa).
22
definido matematicamente como o número de vezes que os artigos das revistas são citados
durante um período específico (o numerador), dividido pelo número total de artigos
publicados por esta revista no mesmo período (denominador), num período convencional
de dois anos.
Não há como medir quanto um artigo foi utilizado pelos profissionais, mas pode-se medir
seu efeito para outros pesquisadores e autores, examinando com que freqüência e onde
foram citados em outros artigos. (Vilhena e Crestana, 2002, 20)
Bases de dados internacionais como a do Institute for Scientific Information (ISI) produzem
publicações que indexam citações, através das quais são montados rankings de periódicos em
função do fator de impacto observado. Porém, para a ciência brasileira como um todo e para a
área da Comunicação em particular (que não possui nenhuma revista indexada no ISI) o uso
desse meio para o julgamento é prejudicado (a respeito da ciência brasileira no ISI ver
Targino e Garcia, 2000 e, sobre os critérios para indexação nesta base, Testa, 1998). Dessa
forma, instâncias de reconhecimento e compreensão sobre o impacto dos periódicos podem se
dar pela indução à busca da entrada das revistas em bases de dados como o ISI – o que de
certa forma já ocorre, quando se valoriza este tópico num sistema de avaliação– e pela
construção de indicadores de impacto locais (inter-revistas, entre determinada produção
bibliográfica, como dissertações e teses, por exemplo, e os artigos dos periódicos).
O Qualis, criado pela Capes e definido como o “resultado do processo de classificação dos
veículos utilizados pelos programas de pós-graduação para a divulgação da produção
intelectual de seus docentes e alunos” (Capes, 2004b), também avalia periódicos da
Comunicação. O resultado é divulgado nas listas do conjunto da grande área, conforme a
organização da agência, de Ciências Sociais Aplicadas I38 . O sistema utiliza três categorias –
A, B, C – ao qual se acrescentam três âmbitos de circulação – local, nacional ou internacional
– para classificar os periódicos. “As combinações dessas categorias compõem nove
alternativas indicativas da importância do veículo utilizado, e, por inferência, do próprio
trabalho divulgado” (idem).
Para efeito da avaliação dos periódicos, conforme o documento da área sobre o assunto
(Capes, 2004a), é utilizado um conjunto de critérios “preliminares” e outro de critérios
“materiais”. O primeiro grupo, está relacionado a aspectos formais do periódico, quatro, a
saber: 1. Registro no ISSN (International Standard Serial Number); 2. Explicitação das regras
de submissão de originais; 3. Conselho Editorial (indicação dos responsáveis pela avaliação
38
É importante notar, porém, que dentro da grande área existem várias classificações – conforme as áreas de conhecimento
abrangidas por ela – assim, há uma classificação relativa à Comunicação; ao mesmo tempo, um periódico dessa área pode ser
classificado por outra, eventualmente com uma avaliação diferente.
23
dos originais e indicação da comissão e editorial) e 4. Regularidade. Já o segundo tópico
compreende critérios mais propriamente de conteúdo e do direcionamento científico que é
valorizado pela avaliação. Tais critérios são:
1. Qualidade das Regras de Publicação, em função dos seguintes indicadores:
a) Prioridade dada ao texto decorrente de pesquisa em face de outros gêneros de texto;
b) Prioridade dada ao texto inédito;
c) Prioridade dada à descoberta científica e à invenção metodológica ou conceitual contra
o princípio de “escoamento da produção” da instituição;
2. Qualidade do Conselho Editorial:
a) Efetividade da “revisão de pares”, de acordo com regras científicas internacionalmente
adotadas;
b) Composição do conselho editorial de acordo com o nível da circulação do periódico
(internacional, nacional e local);
c) Composição do conselho editorial que ateste maturidade científica e senioridade em
pesquisa dos seus membros;
3. Distribuição da Autoria, em função dos seguintes indicadores:
a) Predomínio absoluto de autores de fora da instituição (em periódicos internacionais e
nacionais pelo menos 70% dos autores não devem pertencer à instituição editora);
b) Prioridade de autores com maior maturidade científica;
4. Qualidade dos trabalhos e impacto sobre o campo científico da Comunicação ou da
Ciência da Informação;
5. Circulação efetiva do periódico, com presença de coleções em pelo menos todas as
bibliotecas dos programas de pós-graduação da área, em caso de periódicos nacionais.
(Capes, 2004a, 1-2)
O documento da Capes informa também a composição de uma Comissão Permanente de
Avaliação de Periódicos, composta de um Núcleo de Avaliação, que produzirá o ranking
anual do Qualis e, em conseqüência, informará “a qualidade científica e impacto sobre a área
do conhecimento dos periódicos à sua disposição” (Capes, 2004a, 2) e um Núcleo de
Consultores (pesquisadores de todos os PPG), que auxiliará o outro grupo na elaboração do
ranking, produzindo pareceres sobre periódicos da área de competência de seus membros. Em
conjunto, no âmbito da Comissão Permanente, serão revisados/elaborados os critérios para a
avaliação dos periódicos e serão propostas, às entidades da área, políticas para o adequado
funcionamento dos periódicos, entre outras ações.
Esta descrição relativamente longa do que é o Qualis se justifica, a nosso ver, pela
importância que ele pode ter tanto para a qualificação da produção de periódicos científicos
em Comunicação quanto para a compreensão desse sistema de publicação. Assim, ainda que
alguns dos critérios possam merecer discussão ou maior esclarecimento39 , a maioria parece
ser consensual e, ao mesmo tempo, a possibilidade de discussão e revisão de critérios (na
Comissão Permanente da área) fazem com o Qualis seja potencialmente positivo para a
39
Por exemplo, talvez o ponto principal: como se dá a medida do impacto dos periódicos? Via “fator de impacto” obtido
através de cruzamento entre os dados dos relatórios do PPGs?
24
pesquisa em Comunicação – inclusive por consistir numa avaliação por parte de seus
pesquisadores. Cada área de conhecimento tem suas especificidades e, portanto, dentro de
políticas mais amplas de C&T de um país, deve poder formular estratégias de qualificação da
produção científica, a partir dessas características40 .
O que notaríamos, por fim quanto ao Qualis, é que a última avaliação divulgada recentemente
no site da Capes, concernente a dados de 2002, classifica 11 dos periódicos nacionais de
Comunicação (a avaliação pode englobar periódicos internacionais também) como em nível
A41 , 8 em nível B42 e 7 em C43 . Assim, um total de 26 periódicos consegue algum tipo de
classificação nesse sistema. Como podem ser contabilizados 62 periódicos especificamente
técnico-científicos (excluídos os informativos e de divulgação) da área criados até 200144 ,
percebe-se que mais da metade (58%) das publicações existentes não consegue alguma
classificação no Qualis, além disso não existe nenhum com classificação A e circulação
internacional. Portanto, ainda que o documento explicativo da Capes (2004b) frise que o
Qualis não pretende “definir qualidade de periódicos de forma absoluta”, face aos dados
apresentados, parece existir um espaço para a melhoria das publicações, para o qual o próprio
sistema, bem como as recomendações de políticas para os periódicos a serem elaboradas pelos
especialistas ligados a ele, pode colaborar.
Outro elemento que fortalece a conclusão exposta é o fato de que nenhum periódico da área
da Comunicação tenha conseguido ser admitido pelo Scientific Library on Line (SciELO/
www.scielo.br) até o momento45 . Este projeto, iniciado em 1997, numa parceria entre a
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o Centro LatinoAmericano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME), com o apoio co
CNPq, a partir de 2002, objetiva dar maior visibilidade à ciência produzida no Brasil,
40
Assim, uma área ou sub-área de pesquisa pode avaliar que é melhor não possuir um sistema de periódicos nacional, e
concentrar seu apoio e indução na publicação em revistas internacionais. De acordo com Spinak, é isso que ocorre num país
como o Uruguai (entrevista a FUSARO, 2003).
41
Comunicação & Sociedade, Contracampo, Eptic On Line, Fronteiras, Galáxia, Lugar Comum, Revista Brasileira de
Ciências da Comunicação, Revista FAMECOS (Nacional), Ciberlegenda, Geraes: Estudos em Comunicação e Sociabilidade
(também classificado como C/Nacional, não é claro por qual área, bem como nesta classificação) e Sinopse – Revista de
Cinema (Local).
42
Cinemais, Comunicação & Educação, Comunicação e Espaço Público, Significação (Nacional), Cadernos de
Comunicação, Revista de Biblioteconomia e Comunicação, Temas: Ensaios de Comunicação e Verso & Reverso (Local).
43
PCLA – Revista Científica do Pensamento Comunicacional Latino-Americano (Internacional), Comunicação: Veredas,
Conexão, Eco e Logos (Nacional), Ensaios: Comunicação em Revista e Extraprensa (Local).
44
A lista completa de periódicos que foram avaliados também se encontra disponível no site da Capes e mostra que
periódicos em Comunicação criados em 2002 foram avaliados. Imaginando, porém, que existe um período natural de
maturação de um periódico, preferimos trabalhar com dados até 2001.
45
De acordo com informação que obtivemos do SciELO, até meados deste ano (2004) cinco periódicos haviam tentado
ingresso neste projeto, sem sucesso.
25
melhorando sua acessibilidade e credibilidade (na medida em que o periódico deve possuir
determinadas características de qualidade para ingressar e permanecer na coleção da
biblioteca eletrônica de periódicos em que consiste o SciELO), por meio da Internet, e ao
mesmo tempo,
criar uma base de dados que possa ser utilizada para a obtenção de informações úteis em
termos de sociologia da ciência no Brasil, que permita, entre outras coisas, o
estabelecimento de estratégias e de políticas de gestão científica. (Meneghini, 1998, 220)
Ou seja, o SciELO propõe uma articulação entre visibilidade e aspectos da avaliação (para o
ingresso), bem como, para os já admitidos, produz indicadores de desempenho (o meio
eletrônico permite monitorar e contabilizar o acesso aos periódicos). Além disso, se analisa o
fator de impacto para avaliar a permanência dos títulos na coleção. O projeto tem sido bem
sucedido na melhoria da visibilidade e acesso à produção científica brasileira, assim, de
acordo com pesquisa citada em Vilhena e Crestana (2002, 21), houve um aumento médio de
132,7% no fator de impacto de cinco periódicos brasileiros indexados no ISIS, em função do
ingresso no SciELO.
A coleção tem hoje 123 periódicos46 , sendo 29 (23,6%) das áreas de Ciências Humanas e
Sociais47 e, como já foi dito, nenhum da Comunicação. Existem critérios para a admissão
automática (ser indexado em terminadas bases de dados como o ISI, ou ter sido préselecionado pelos Critérios da FAPESP ou CNPq/FINEP, na avaliação de 1997) ou a partir de
avaliação feita pelo projeto, de acordo com determinados critérios – naturalmente em parte
similares aos da avaliação do Qualis (caráter científico, ter arbitragem por pares, composição
do conselho editorial, periodicidade, entre outros, ver documento CRITÉRIOS, 2004).
Seria importante que a área da Comunicação procurasse entender quais os motivos que têm
levado ao insucesso no ingresso nesta iniciativa, pois certamente isso seria uma ação no
sentido de melhorar, ou pelo menos discutir mais, o que se produz em termos de periódicos na
área. E tão logo quanto, conseguir a admissão de pelo menos um periódico nessa coleção
eletrônica ou outras iniciativas similares que venham a ser criadas.
46
Note-se que embora a coleção esteja num sítio na Internet, sendo possível a consulta de cada um dos periódicos, da íntegra
dos artigos dos mesmos, e exista uma busca a partir de autores e palavras-chave, a publicação não precisa ser editada
originalmente no formato eletrônico, embora isso possa ocorrer.
47
Entre outros, Ciência da Informação, Educação & Sociedade, Lua Nova: Revista de Cultura e Política, Mana – Estudos de
Antropologia Social e a Revista Brasileira de História.
26
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29
Anexo 1
Responsáveis pelas publicações, informações sobre o veículo e
periodicidade
1. Cadernos de Jornalismo e Comunicação
Editado pelo Jornal do Brasil chamou-se inicialmente
“Cadernos de Jornalismo”. Com periodicidade irregular
publicou 49 edições.
2. Comunicação e Problemas
Editado pelo ICINFORM – Instituto de Ciências da
Informação, de Recife. A partir do quarto número é editado
em conjunto com a Faculdade de Comunicação da UNB.
Publicou 12 exemplares; sem indicação de periodicidade
3. Filme Cultura
Inicialmente “Filme e Cultura”, era publicado pelo INC –
Institut o Nacional de Cinema. Depois passou a ser editada
pela Embrafilme. Era trimestral, mas nos últimos anos
perdeu a periodicidade. Foram editados 48 números.
4. Comunicação: Teoria e Prática
Publicado pela Bloch editado, teve outros nomes (“Bloch
Comunicação” e “Comunicação”) e 41 números, com
freqüência não datados.
5. Cadernos Proal
Editado pelo Centro de Pesquisa de Jornalismo Empresarial
(SP) teve periodicidade irregular e passou posteriormente a
chamar-se “Cadernos de Comunicação Proal”.
6. Revista da Escola de Comunicações Culturais
Editada pela Escola de Comunicações Culturais (primeiro
nome da ECA-USP) foi uma publicação anual. Foi
substituído pela Revista Comunicações e Artes.
7. Cadernos de Jornalismo
Publicação do Jornal do Commercio, de Recife, em um ano,
publicou dois números.
8. Cadernos de Temas de Comunicação Social
Editado pela FAMECOS - Faculdade dos Meios de
Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do
Rio Grande do Sul, teve 31 exemplares.
9. Comunicação: Cadernos de Jornalismo e
Comunicação de Massa
Publicado pelo jornal A Tribuna, de Santos (SP), durou dois
números.
10. Cadernos de Ciências da Comunicação
Editado pelo Centro de Pesquisas de Comunicação Social da
Faculdade Cásper Líbero (SP), teve quatro números
publicados.
11. Revista Brasileira de Comunicação
Publicação trimestral da Faculdade de Comunicação da
UNB, dois exemplares foram editados.
12. Guia Gráfico de Comunicação Audiovisual
Órgão oficial da ABEAV – Associação Brasileira de
Educação Audiovisual, foi publicado com o apoio do
Departamento de Biblioteconomia e Documentação da
escola de Comunicações Culturais da USP, antigo nome da
ECA-USP. Foram publicados dois números em um ano.
12A. Tempo Brasileiro
Revista de cultura bimestral editada no Rio de Janeiro, que
publicou número temático sobre “ Comunicação e Cultura de
Massa”, provavelmente em 1969.
13. Cadernos de Jornalismo e Editoração
Editado pelo Departamento de Jornalismo e Editoração da
ECA. Até o número oito teve periodicidade trimestral,
depois se tornou irregular. Publicou 28 números.
14. Comunicação e Artes
Periódico da ECA-USP. Era quadrimestral, mas a
periodicidade tornou-se irregular, geralmente anual. Soma
35 números.
15. K Comunicação
Publicação do Departamento de Jornalismo e Editoração da
Escola de Comunicações e Artes da USP , teve dois
números.
16. Revista de Comunicação
Editada pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Comunicação
do Diretório Acadêmico 13 de maio, da Faculdade de
Comunicação da FAAP, publicou dois exemplares.
17. Revista de C omunicação Social
Publicação do Departamento de Comunicação da Faculdade
de Ciências Sócias e Filosofia da Universidade Federal do
Ceará. Soma 18 exemplares.
18. Cadernos de Cinema, Teatro, Rádio e TV
Editado pelo Departamento de Teatro, Cinema, Rádio e TV
da ECA-USP, não ultrapassou o número zero.
19. Cadernos de Comunicações e Artes
Teve apenas um número e foi editado pelo Depto de
Comunicação e Artes (CCA) da ECA-USP.
19A. Revista de Cultura Vozes
Revista tradicional (publicada desde 1907), apesar de
integrar a Rede Latino Americana de Revistas de
Comunicação e Cultura, não é tipicamente dedicada à área
de Comunicação. Edita, porém, número especial, em 1971,
sobre “Teoria da Comunicação”.
20. Ordem e Desordem
Publicação da Faculdade de Comunicação da Universidade
Católica de Minas Gerais, foram editados 8 números, sem
periodicidade definida.
21. Lugar em Comunicação
De responsabilidade da Sociedade Cultural Ltda. e impresso
pela editora Rio, com sede no Rio de Janeiro, o veículo não
indica periodicidade e teve 6 volumes.
22.Significação – Revista Brasileira de Semiótica
É publicada hoje pelo Centro de Pesquisa em Poética da
Imagem - CEPPI - ECA/USP e Universidade Tuiuti do
Paraná – UTP. Anual.
23. Caderno de Comunicação Social
Publicado pelo Centro de Ciências Sociais do Departamento
de Comunicação Social da Universidade Católica de
Pernambuco, teve apenas um número.
24. Ovelha Negra
Revista editada pelo Centro Acadêmico Lupe Cotrin da
Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São
Paulo não ultrapassou o número zero.
25. Aldeia Global
De responsabilidade da divisão da comunicação da Rede
Globo, não ultrapassou o primeiro número.
26. Revista da ABEPEC
A Revista da ABEPEC – Associação Brasileira de Pesquisa
em Comunicação – teve 6 exemplares, os 4 primeiros com
esse nome com indicação de Brasília ou Porto Alegre como
local da publicação, e os dois últimos com o nome de
Cadernos de Comunicação da ABEPEC, editado em João
Pessoa pela editora desta Universidade. Teve periodicidade
irregular.
27. Comunicação
Editado pela Fundação Cecosne – Centro Educativo de
Comunicação Social do Nordeste, Recife, teve um único
exemplar.
28. Comunicação
30
Publicação da Faculdade de Comunicação Social Anhembi
(SP), teve apenas um número.
29. Cadernos de Jornalismo
Publicado pelo Sindicato dos Jornalistas de Porto Alegre,
teve quatro números.
30. Cadernos de Lazer
Publicação da editora Brasiliense em conjunto com o SESC
- Serviço Social do Comércio de São Paulo, possui três
edições.
31. Cinema BR
Editada Sociedade Brasileira de Cultura e Estudos
Cinematográficos (SP), era trimestral.
32. Comunicação & Sociedade
Editada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação
da UMESP (antigo IMES), é hoje semestral. Sítio:
http://www.metodista.br.
33. Boletim INTERCOM
No início basicamente informativo, começa a incluir
trabalhos científicos e torna-se o embrião da revista da
entidade.
34. Uma Questão Editorial
Órgão do curso de Editoração da ECA – Escola de
Comunicações e Artes da USP, t eve periodicidade anual.
35. Cine Olho
Publicação trimestral feita em São Paulo, editada pela
Revista de Cinema.
36. Comum
Publicação trimestral da Facha – Faculdade de
Comunicação e Turismo Hélio Alonso, no Rio de Janeiro,
impressa e distribuída pela Editora Vozes.
37. Montagem
Publicação única da Cooperativa de Cinema de Salvador.
38. Revista Comunicação
Editada pelo Departamento da Escola de Biblioteconomia e
Comunicação da Universidade Federal da Bahia, teve um
único número.
39. Revista de Arte s e Comunicação
Publicação anual da Faculdade de Artes e Comunicação da
Fundação Educacional de Bauru (SP).
40. Geraes - Revista do Mestrado e do Departamento de
Comunicação Social da UFMG
Editada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação
Social / Departamento de Comunicação Social e Faculdade
de Filosofia e Ciências Humanas - FAFICH da UFMG, é
semestral. Informações: www.fafich.ufmg.br.
41. Cadernos de Comunicação e Realidade Brasileira
Publicação da Oficina de Comunicação-OC, formada por
alunos e professores do Curso de Comunicação Social da
UFPb. Editou três números.
42. Cadernos INTERCOM
Publicação trimest ral da INTERCOM. Foram editados 8
números.
43. Comunicarte
Publicação semestral da PUC-Campinas / Centro de
Linguagem e Comunicação. Veículo de periodicidade
irregular, geralmente anual.
44. Cambiassu: estudos em comunicação social
Semestral. Editada pelo Departamento de Comunicação
Social da UFMA.
45. Comunicação & Política
Publicação quadrimestral do Centro Brasileiro de Estudos
Latino-Americanos – CEBELA (RJ). Informações:
www.cebela.org.br/rev_ultima.asp
46. Letras & Comunicação
Publicação do Departamento de Letras e Comunicação da
Universidade de Caxias do Sul. Oito números foram
editados.
47. Revista Brasileira de Ciências da Comunicação
Órgão da INTERCOM, que substituiu o Boletim da entidade
– seguindo a numeração deste – é hoje uma publicação
semestral. Sítio: www.intercom.org.br
48. Verso & Reverso – Revista de Comunicação
Publicação semestral Centro de Ciências da Comunicação –
UNISINOS (RS). Imprensa, mas migrará a partir de 2004
para a Internet: www.versoereverso.unisinos.br.
49. Revista de Biblioteconomia e Comunicação
Órgão anual da Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação da UFRGS.
50. Sul: Boletim de Novas Tecnologias de C omunicação
Editado pelo Depto de Comunicações e Artes (CCA) da
ECA/USP. Teve 10 números e periodicidade irregular.
51. Revista Imprensa
Publicada em São Paulo pela Imprensa Editorial Ltda. Está
no número 187 (2003). Sítio: www1.uol.com.br/imprensa/
52. Face – Revista de Semiótica e Comunicação
Publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em
Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Impressa, mas possui
alguns dos últimos números na Internet. Endereço:
www.pucsp.br/pos/cos/rface.
53. Logos
Publicação semestral do publicada pelo Laboratório de
Editoração Eletrônica da Faculdade de Comunicação Social
da UERJ. Informações:
www2.uerj.br/~fcs/publicacoes/logos.htm.
54. Textos de Comunicação e Cultura
Publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em
Comunicação e Cultura Contemporâneas da
FACOM/UFBA. Sítio: www.facom.ufba.br/textos/
Infos.html.
55. Eco
Publicação semestral do Programa de Pós-Graduação em
Comunicação e Cultura da ECO-UFRJ. Informações:
www.eco.ufrj.br/portal/publica/impressa.html.
56. Anuário Brasileiro da Pesquisa em Jornalismo
Teve dois números e foi uma publicação do Depto de
Jornalismo da ECA/USP , dentro do Programa de PósGraduação da Escola.
57. Comunicação e Comunidade
Publicação semestral das Faculdades Integradas Hélio
Alonso (RJ), impressa e também com versão eletrônica:
www.facha.edu.br/necc.
58. Ecos Revistas
Editado pela Escola de Comunicação Social da
Universidade Católica de Pelotas (RS); sem periodicidade
definida. Sítio: ecos.ucpel.tche.br/p -revista/
59. Revista FAMECOS - Mídia, Cultura e Tecnologia
Editada pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação
Social da Faculdade de Comunicação Social/PUC-RS, é
quadrimestral. Sítio: www.pucrs.br/famecos/revista.
60. Pauta Geral
Foram publicados números impressos em 1993, 1994 e
1995. Depois um eletrônico em 1997. Voltou a ser impressa
e agora editada pela editora Calandra da Bahia.
Informações: www.editoracalandra.com.br/pauta4.htm.
61. Cadernos de Comunicação
Publicação do Depto de Comunicação Social da UFG.
Periodicidade anual.
62. Atrator Estranho
Publicada pelo Grupo de Estudos “Nova Teoria de
Comunicação”, sediado na ECA/USP teve periodicidade
irregular e publicou 33 números. Sítio:
www.eca.usp.br/nucleos/ntc/atrator.htm.
63. Comunicação e Educação
31
Publicação quadrimestral do Depto. de Comunicações e
Artes (CCA) da ECA-USP em parceria com a editora
Salesiana. Sítio: www.eca.usp.br/departam/cca/cultext/
comueduc/rcabert.htm.
64. Sessões do Imaginário
Publicação anual da FAMECOS-PUC/RS. Impressa e com
versão eletrônica. Sítio: www.pucrs.br/famecos/sessoes.htm.
65. Revista FACOM
Editada pela Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP,
é semestral. Sítio: http://www.faap.br/revista_faap/
revista_facom/ introducao.htm.
66. Revista Imagens
Publicada pela UNICAMP. Teve oito números.
67. Cadernos UFS – Comunicação
Publicação semestral do Departamento de Letras / Núcleo
de Comunicação Social.da Universidade Federal do Sergipe.
Editada semestralmente pela Universidade Anhembi
Morumbi (SP). Informações:
www.editoraanhembimorumbi.com.br/catalogo/nexos.htm.
81. Novos Olhares – Revista de Estudos sobre Práticas
de Recepção a produtos Mediáticos
Publicação semestral do Grupo de Estudos sobre Práticas de
Recepção a Produtos Mediáticos do Departamento de
Cinema, Rádio e Televisão da ECA/USP.
82. Vozes e Diálogo
Editada pelo Curso de Comunicação Social / Centro de
Educação Superior de Ciências Humanas e da Comunicação
(CEHCOM) da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI.
Vinculada ao Laboratório de Mídia, Cultura e Estética
(LaMCE), do curso de Comunicação Social. Impressa, mas
também com versão na rede em PDF. Sítio:
www.cehcom.univali.br/vozesedialogo.
68. Ícone
Órgão do Mestrado em Comunicação e Informação - Núcleo
de Pesquisa em Comunicação da UFPE, anual. Informações:
www.csocialufpe.com.br/ppgcom/revista.htm.
83. Pretextos
Veículo eletrônico com um único número da Associação
nacional dos Programas de Pós-Graduação em
Comunicação. Endereço: http://www.facom.ufba.br/
pretextos.
69. Cadernos de Comunicação
Publicação semestral (impressa e digital) do Curso de
Comunicação Social da Universidade Federal de Santa
Maria (RS). Sítio: www.ufsm.br/cadernosdecomunicacao.
84. Ciberlegenda
Revista eletrônica semestral do Programa de Pós-Graduação
em Comunicação, Imagem e Informação (UFF). Endereço:
www.uff.br/mestcii/rep.htm.
70. Cinemais: revista de cinema e outras questões
audiovisuais
Publicação bimestral publicada pela Editorial Cinemais
(RJ).
85. Estudos de Cinema
Publicação anual do Centro de Estudos de Cinema PUC/SP.
71. Observatório da Imprensa
No início bimestral, é hoje um veículo eletrônico semanal,
publicado por entidade de utilidade pública. Endereço:
www.observatoriodaimprensa.com.br.
72. Anuário UNESCO de Comunicação
Editado pela Cátedra Unesco de Comunicação para o
Desenvolvimento Regional / Universidade Metodista de São
Paulo. Endereço: www.metodista.br/unesco.
73. Cadernos de Pós-Graduação
Editado pela Universidade Estadual de Campinas / Unicamp
Instituto de Artes, é semestral. Sítio:
http://www.iar.unicamp.br/pg.
74. Comunicação e Espaço Público
Órgão semestral da do Programa de Pós-Graduação da
Faculdade de Comunicação da UNB. Informações:
www.unb.br/fac/posgraduacao/revista.html.
75. Contracampo
Publicação do Mestrado em Comunicação, Imagem e
Informação e Instituto de Arte e Comunicação Social da
UFF. Semestral.
76. Extraprensa
Publicação do CELACC - Centro de Estudos LatinoAmericanos sobre Cultura e Comunicação da ECA-USP .
Sem periodicidade definida.
77. Incomun - Revista de Pesquisa em Comunicação na
Graduação
Editado pela Faculdade de Comunicação Departamento de
Comunicação da Universidade Católica de Santos, é anual.
78. Interface - Comunicação, Saúde, Educação
Órgão semestral publicado pela Universidade Estadual
Paulista / UNESP, Fundação UNI/Botucatú e Núcleo de
Comunicação. Sítio: www.interface.org.br.
79. Lugar Comum - Estudos de Mídia, Cultura e
Democracia
Publicação quadrimestral do NEPCOM - Núcleo de Estudos
e Projetos em Comunicação, da Pós-Graduação ECO/UFRJ.
Sítio: www.cfch.ufrj.br/lugarcomum.
80. Nexos – Revista de Estudos de Comunicação
86. Intexto
Publicação digital semestral do Programa do Programa de
Pós-Graduação em Comunicação e Informação da UFRGS.
Endereço: http://www.ilea.ufrgs.br/intexto.
87. Jornal Brasileiro de Ciências da Comunicação
Publicação eletrônica, distribuída por e-mail, atualmente
semanal, da Cátedra UNESCO. Arquivo das edições:
www2.metodista.br/unesco/JBCC/jbcc_data.htm
88. Líbero
Editada pela Pós-Graduação em Comunicação da Faculdade
de Comunicação Social Cásper Líbero, semestral. Sítio:
www.facasper.com.br/posgraduacao.
89. Lumina
Veículo semestral da Faculdade de Comunicação da
Universidade Federal de Juiz de Fora. Sítio:
www.facom.ufjf.br/luminaon.htm.
90. Olhar midiático
Editada pelo Departamento de Comunicação Social e
Biblioteconomia, Universidade Federal do Ceará. Semestral.
91. Revista `PCLA - Pensamento Comunicacional Latino
Americano
Publicação trimest ral on-line editada pela Cátedra Unesco/
Umesp de Comunicação para o Desenvolvimento Regional/
UMESP. Sítio: www2.metodista.br/unesco/PCLA/index
.htm.
92. Anuário de Jornalismo
Anuário da Faculdade Cásper Líbero. Impresso, com versão
eletrônica. Sítio: www.facasper.com.br/jo/anuario.
93. Contato – Revista Brasileira de Comunicação, Arte e
Educação
Publicação do Senado Federal/ Gabinete do senador Arthur
da Távola. Trimestral, somou sete exemplares impressos e
com versão eletrônica em PDF. Sítio: www.senado.gov.br/
web/senador/tavola/VerContato/RevContato.htm.
94. Comunicação & Contemporaneidade
Editada pela Universidade de Cruz Alta (RS), é anual. Sítio:
www.unicruz.tche.br.
95. Comunicação & Informação
Periódico semestral editado pela Faculdade de Comunicação
e Biblioteconomia da UFG.
32
96. Eptic On Line – Revista Eletrônica Internacional de
Economia Política das Tecnologias da Informação e
Comunicação
Criada por coletivo de pesquisadores – agregados em
âmbitos como a ALAIC e a INTERCOM – foi precedida
por boletim impresso (ou xerografado), basicamente
informativo, publicado entre 1993 e 1997. É quadrimestral.
Endereço: www.eptic.com.br.
97. Fronteiras – Estudos Midiáticos
Publicação do Programa de Pós-Graduação em Ciências da
Comunicação da UNISINOS, editada semestralmente pela
editora da Universidade. Informações:
www.comunica.unisinos.br/pos/doutorado/comunicacao/pub
licacoes/body.htm.
98. Studium
Revista eletrônica editada pelo MediaTec - Laboratório de
Media e Tecnologias de Comunicação do Departamento de
Multimeios – UNICAMP. Endereço:
www.studium.iar.unicamp.br.
99. Rastros – Revista do Núcleo de Estudos em
Comunicação
Editada pelo Instituto Superior e Centro Educacional
Luterano Bom Jesus / Ielusc. Publicação impressa e também
on-line. Endereço: http://www.ielusc.br/rastros.
100. Revista de Estudos de Jornalismo
Publicação do Instituto de Artes e Comunicações da PUCCAMP. Semestral.
101. Sinopse – Revista de Cinema
Publicada pelo Cinusp Paulo Emílio, da USP, é trimestral.
102. Revista Compós
Publicação eletrônica, com apenas um número, da
Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em
Comunicação. Endereço: www.facom.ufba.br/revista
compos.
103. Alceu: Revista de Comunicação, Cultura e Política
Publicação semestral da Pontifícia Universidade Católica do
Rio de Janeiro - PUC / Departamento de Comunicação
Social.
104. Ágora
Revista digital do Curso de Comunicação Social da
Universidade Potiguar. Semestral. Endereço:
www.weblab.unp.br/agora/capas/capa.html
105. e.Pós
Publicação digital da Escola de Comunicação da UFRJ.
Endereço: www.eco.ufrj.br/pos. Trimestral.
106. Revista IMES: Comunicação
Revista semestral editada pelo Instituto Municipal de Ensino
Superior – São Caetano (SP). Sítio: www.imes.edu.br/
107. Cadernos de Pós-graduação em Comunicação e
Letras
Publicação anual da Universidade Mackenzie, vinculada à
PG.
108. Communicare: Revista de Pesquisa
Publicação semestral do Centro Interdisciplinar de Pesquisa
da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Sítio:
www.facasper.com.br/cip/communicare.
109. Ensaios, Comunicação em Revista
Publicada pela Fundação Universidade do Tocatins. Info:
www.unitins.br/noticias/resumo%20artigos.htm.
110. Galáxia: Revista Transdisciplinar de Comunicação,
Semiótica, Cultura
Publicação semestral do Programa de Estudos Pósgraduados em Comunicação e Semiótica da PUC-SP. Sítio:
www.pucsp.br/pos/cos/galaxia.
111. Jornal da Rede Alfredo de Carvalho
Informativo eletrônico, produzido pelo grupo de
pesquisadores da História do Jornalismo da rede
mencionada. Sem periodicidade definida. Sítio:
www.jornalismo.ufsc.br/redealcar/boletins.
112. Mediação
Publicação semestral do Curso de Comunicação Social da
Universidade FUMEC. Informação:
www.fchfumec.com.br/publicacoes/revista_mediacao.asp.
113. Pré -Texto
Publicação, com periodicidade não informada, em formato
digital, de trabalhos dos alunos do Programa de PósGraduação em Comunicação da ECO/UFRJ. Sítio:
www.eco.ufrj.br/pretexto/trabalhos.htm.
114. Semiosfera – Revista de Comunicação e Cultura
Publicação digital do Programa de Pós-Graduação em
Comunicação da ECO/UFRJ. Periodicidaden não
informada. Sítio: www.eco.ufrj.br/semiosfera/.
115. Signo – Revista de Comunicação Integrada
Editada pelo Departamento de Comunicação Centro de
Ciências Humanas Letras e Art es da Universidade Federal
da Paraíba. Semestral.
116. Trama - Revista Acadêmica de Comunicação Social
da Universidade Estácio de Sá
Publicação semestral da Faculdade de Comunicação Social
da Universidade Estácio de Sá (RJ).
117. Animus - Revista Interamericana de Comunicação
Midiática
Editada pelo Núcleo de Editoração Multimídia da
Universidade Federal de Santa Maria. Info:
www.ufsm.br/facos/animus.
118. Conexão – Comunicação e Cultura
Revista semestral editada pela Universidade de Caxias do
Sul. Home-page: www.ucs.br/ucs/tplPadrao/editora/
periodicoscientificos/rconexao.
119. Em Questão
Aparentemente editada pela Faculdade de Biblioteconomia e
Comunicação da UFRGS em substituição à Revista de
Biblioteconomia & Comunicação, publicada no período de
1986-2000. Anual.
120. Ghrebh – Revista de Semiótica, Cultura e Mídia
Publicação eletrônica editada pelo Centro Interdisciplinar de
Semiótica da Cultura e da Mídia - Cisc. Periodicidade
quadrimestral. Endereço:
http://www.cisc.org.br/ghrebh/ghrebh4/index.html.
121. Idade Mídia
Publicação semestral do UniFIAMFAAM Centro
Universitário/Curso de Comunicação Social/Editora
Laboratório Multimídia Morumbi. Possui versão impressa e
eletrônica (pdf). Sítio: www.fiamfaam.br/comunicacao/
projetos/ inovacoes/idademidia/
122. Comunicação: Veredas
Publicação do Programa de Pós-graduação em
Comunicação da UNIMAR.
123. Lâmina
Publicação Online dos Alunos do Programa de Pósgraduação em Comunicação da UFPE. Não informa
periodicidade. Sítio: www.csocialufpe.com.br/
lamina/capalamina.htm.
124. Revista Comunicação Organizacional
Editada na Internet pelo Grupo de Estudos Avançados em
Comunicação Organizacional – GEACOR, vinculado ao
Programa de Pós-Graduação em Comunicação da PUC-RS.
Endereço: www.pucrs.br/famecos/geacor.
125. Revista PJ:Br - Pensamento Jornalístico Brasileiro
Periódico digital do Depto de Jornalismo da ECA/USP ,
vinculado à PG da instituição. Semestral. Sítio:
www.eca.usp.br/prof/josemarques/arquivos/indice_
geral.htm.
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1 Periódicos brasileiros em Comunicação: histórico e