COLÉGIO SÃO LUÍS
PROPOSTA PEDAGÓGICA
2016
Sumário
JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA PEDAGÓGICA ................................................................ 4
I. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO........................................................ 6
I.1. Identificação da Instituição de Ensino e da Entidade Mantenedora ............................... 6
I.2. Paradigma Pedagógico de Inspiração Inaciana: caminho para a formação de pessoas
competentes, conscientes, compassivas e comprometidas ............................................ 8
I.2.1. Introdução ................................................................................................................ 8
I.2.2. Dimensões da pedagogia de inspiração inaciana ........................................................ 8
I.2.3. Ações Docentes que ajudam a se colocar em prática as dimensões da Pedagogia de
Inspiração Inaciana ................................................................................................ 11
II. HUMANÍSTICA ........................................................................................................... 11
II.1. Organização ...............................................................................................................12
II.2. Metodologia ...............................................................................................................12
III. POLÍTICA INSTITUCIONAL DE CONVIVÊNCIA ESCOLAR ........................................ 12
III.1.
Diretrizes para o desenvolvimento de uma cultura de paz na escola ......................13
III.1.1 Nosso Modo de Ser e Proceder ............................................................................... 13
III.1.2. Cultura de Paz e Projeto Curricular ....................................................................... 14
III.1.3. Práticas Restaurativas na prevenção e na resolução de conflitos no ambiente
escolar .................................................................................................................. 14
III.1.4. Círculos Restaurativos .......................................................................................... 14
III.1.4.1 Círculos de Turma .............................................................................................. 15
III.1.4.2. Círculos de Conflito ............................................................................................ 15
IV. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA................................................................................... 15
IV.1. Organização do Trabalho Escolar ..............................................................................15
IV.1.1. Princípios e Fins da Educação Nacional................................................................. 15
IV.1.2. Objetivos Gerais da Educação do Colégio São Luís ................................................ 15
IV.2. Estrutura e Funcionamento da Educação Infantil......................................................16
IV.3. Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental ................................................16
IV.4. Estrutura e Funcionamento da 1ª e 2ª Séries do Ensino Médio diurno .......................16
IV.5. Estrutura e Funcionamento da 3ª Série do Ensino Médio diurno ...............................17
IV.6. Curso de Espanhol ...................................................................................................17
IV.7. Estrutura e Funcionamento do Ensino Médio noturno...............................................17
IV.8. O controle de frequência ...........................................................................................17
IV.9. Programação de Atividades e Calendário Escolar .......................................................17
V.
COMPOSIÇÃO DO CURRÍCULO.......................................................................... 18
V.1. Pressupostos Curriculares .........................................................................................18
V.1.1. Ensino Religioso e Teologia ..................................................................................... 20
V.2. Enriquecimento Curricular ........................................................................................20
V.2.1. Tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs)...................................... 21
V.2.2. Dos Recursos Educacionais de Tecnologias da Informação e Comunicação (RETIC) . 21
VI. ADMISSÃO DE ALUNOS NOVATOS E MATRÍCULA ................................................... 25
VI.1.
Processo de Admissão de Alunos Novatos na Educação Infantil e no 1º. Ano do Ensino
Fundamental .......................................................................................................25
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VI.2.
Processo de Seleção e Admissão de Alunos Novatos do 2º Ano do Ensino Fundamental
ao EM ..................................................................................................................26
VI.3.
Matrícula de alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Ensino
Médio ..................................................................................................................26
VI.3.1. Matrícula Inicial .................................................................................................... 26
VI.3.2. Renovada .............................................................................................................. 26
VI.3.3. Por transferência................................................................................................... 27
VI.3.4. Por reclassificação................................................................................................. 27
VI.3.5. Por transferência de Colégios Jesuítas ................................................................... 28
VI.4. Pedidos de Transferência de Alunos do Colégio São Luís ............................................28
VI.5. Intercâmbio ..............................................................................................................28
VI.5.1. Critérios de Saída para Intercâmbio ...................................................................... 28
VI.5.2. Condições para reingresso do aluno do Colégio São Luís que sai para Intercâmbio. 29
VI.5.3. Providências que deverão ser tomadas pela/o família/aluno, quando da saída para a
realização do Intercâmbio ..................................................................................... 29
VI.5.4. Providências que deverão ser tomadas pela família quando do retorno do aluno
participante de intercâmbio................................................................................... 29
VI.5.5. Matrícula e avaliação do estudante estrangeiro participante de intercâmbio no Colégio
São Luís ............................................................................................................... 30
VII. AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA VIDA ESCOLAR DOS ALUNOS .................. 30
VII.1. Processo de Avaliação ..............................................................................................31
VII.2. Distribuição dos Pontos e Critério para Aprovação ....................................................31
VII.3. Registros da Avaliação da Educação Infantil e do 1º Ano do Ensino Fundamental .....32
VII.4. Registro da Avaliação do 2º Ano do Ensino Fundamental à 3ª Série do Ensino Médio 32
VII.5. Instrumentos de avaliação .......................................................................................32
VII.6. Avaliação de Recuperação Trimestral – Ensino Fundamental e Médio .......................33
VII.7. Segunda Chamada ...................................................................................................34
VII.8. Conselho de Classe ..................................................................................................34
VII.9. Comunicação à Família do Desempenho Escolar e Frequência do Aluno ...................34
VII.10. Alunos Atletas: Frequência e Reposição de Atividades .............................................35
VIII.
RECUPERAÇÃO DE APRENDIZAGEM E DE NOTAS ........................................... 35
VIII.1. Recuperação de Aprendizagem e de Notas da 1ª e 2ª Etapas ....................................35
VIII.1.1. Processo de Recuperação dos alunos da Educação Infantil e do 1º Ano do Ensino
Fundamental ...................................................................................................... 36
VIII.1.2. Processo de Recuperação dos alunos do 2º Ano do Ensino Fundamental à 3ª Série do
Ensino Médio ...................................................................................................... 36
VIII.1.3. Recuperação Final .............................................................................................. 37
IX. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS QUE ASSEGURAM A ARTICULAÇÃO E A INTEGRAÇÃO
DO TRABALHO EDUCATIVO ..................................................................................... 38
IX.1. Articulação e Integração do Trabalho Pedagógico-acadêmico ......................................38
IX.2. Articulação e Integração do Trabalho Educativo com a Comunidade ..........................39
X. INSTITUIÇÕES DISCENTES, DE ANTIGOS ALUNOS E DE REPRESENTAÇÃO DOS
PAIS ......................................................................................................................... 40
XI. PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO
INTERNA E EXTERNA ............................................................................................. 40
XI.1. Programa de Educação Continuada...........................................................................40
XI.2. Procedimentos de Avaliação Interna e Externa...........................................................41
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JUSTIFICATIVA DA PROPOSTA PEDAGÓGICA
Em tempos de globalização e pluralidade, um dos desafios enfrentados pelas escolas é a
recuperação de sua marca de identidade. No caso das escolas católicas, essa necessidade é
ainda mais evidente. Há, pelo menos, dois movimentos no interior dessas instituições: o
primeiro, apontando problemas, dificuldades, fazendo o eco da desesperança; o segundo,
indicando possibilidades, caminhos, construindo o sentimento de esperança.
A construção de um projeto pedagógico é, talvez, o desafio que coloca todos os atores envolvidos
no processo educativo de uma instituição escolar na trilha do encontro entre esses dois
movimentos. A tarefa principal consiste em ressignificar o trabalho realizado e declarar um
credo assumido coletivamente e revelado nas práticas cotidianas da instituição. A necessidade
de se reafirmar a identidade da escola é uma das principais motivações da elaboração deste
Projeto Pedagógico.
Reconhecemos, como primeira necessidade, a recuperação da coerência entre discurso e
prática; assim, o primeiro passo dado com a comunidade é a recuperação dos fins pretendidos.
Para se atingir a eficácia no fazer educativo, é necessário que haja clareza sobre o que se
pretende executar. Compreender a escola como lugar de educação no sentido pleno do termo é
condição de possibilidade para recuperar o senso de finalidade da instituição.
O segundo passo é o reconhecimento dos artefatos culturais que determinam, em maior ou
menor medida, ações e relações dos educadores da escola. É preciso construir uma cultura
institucional capaz de afirmar, confirmar e garantir uma proposta coerente com o discurso
sobre os fins pretendidos.
Não seria irresponsável afirmar que os artefatos culturais que sustentam a identidade das
organizações educacionais católicas perderam, pouco a pouco, sua força e seu valor.
Pressionadas por diversos fatores que, mesmo vindos de fora do espaço escolar, não são
externos a ele, as escolas foram, gradativamente, perdendo o senso de finalidade. O discurso
de “formação integral”, presente na maioria dos documentos declarativos desse tipo de
instituição, é cada vez menos observável nos currículos das escolas. Em muitas delas, o
trabalho acadêmico reduz-se ao aspecto instrucional-informativo e se sobrepõe às demais
dimensões da formação da pessoa, o que gera um processo de ensino centrado na transmissão
de conteúdos desprovidos de significação e valor. A ilusão da quantidade que gera qualidade,
fenômeno acentuado nos tempos atuais, também influencia a definição dos conteúdos
ministrados nas diversas disciplinas, impondo ao trabalho docente um ritmo tal que o espaço
para o diálogo, para a reflexão e para a vivência de valores na sala de aula é cada vez mais
restrito.
O caminho parece ser, tomando emprestado o termo utilizado pelo Pe. Arrupe1, o da refundação
dos colégios. Voltar às origens fundacionais e atualizar aquilo que motivou a presença dos
Jesuítas no campo da educação é tarefa importante e urgente. Olhar o contexto atual e oferecer
a crianças, jovens e suas famílias uma plataforma social e eclesial que prime pelo testemunho
e pelo anúncio de “um outro mundo possível” parecem ser as novas formas de se encontrar o
modo de fazer presença no campo educativo. O retorno às origens significa, no caso de uma
escola jesuíta, voltar a afirmar a lógica do “muito no pouco” em uma espécie de combate à
1 Ex‐Superior‐Geral da Companhia de Jesus. Autor da alocução Nossos colégios hoje e amanhã, 1980. Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 4
lógica vigente do pouco de muito e, para muitos, a ilusão do pouco de tudo. A definição do
espaço que os colégios da Companhia de Jesus querem ocupar no mercado educacional privado
passa pela convicção de que fazer o que muitos já fazem, sem um agregado de valor, não basta
para justificar a existência e a manutenção de uma escola jesuíta.
Agregar o valor (aquele que faz a diferença fundamental entre uma escola com essas finalidades
e outras com diferentes fins) é tarefa primeira dos gestores das escolas. É da convicção de quem
lidera o trabalho que nasce a possibilidade de recuperação da coerência entre discurso e
prática. Embora condição necessária, a convicção dos gestores é insuficiente. O passo seguinte
é a socialização do credo da escola. É preciso que a comunidade de profissionais esteja convicta
dos valores e princípios que dão o rumo ao que se faz na escola. Essa convicção coletiva só se
constrói na trilha da coerência e da consistência.
O primeiro desafio que este projeto assume é o da revisão curricular. Um processo de
ressignificação dos fins pretendidos demandará uma releitura da matriz curricular da escola.
Esse desafio é, talvez, um dos mais complexos. As convicções que fazem parte do credo
educativo de uma escola têm que fazer eco no modo como essa escola organiza o processo de
ensino e aprendizagem. O caminho da refundação terá que ser trilhado com cautela e ousadia,
buscando-se a afirmação da identidade mais na prática do que no discurso.
A renovação curricular só acontece, de fato, na sala de aula, no momento em que as escolas,
particularmente as católicas, ousam tomar a decisão pela presença diferenciada, com todas as
consequências que se derivarem dessa decisão. Como em todas as escolas brasileiras, as
matrizes curriculares e os programas de ensino precisam ser elaborados a partir de referenciais
que respondam às orientações de integração das áreas do conhecimento e, ao mesmo tempo,
de consideração das competências e habilidades a serem desenvolvidas em cada componente
curricular. No caso das escolas católicas, a dimensão da integralidade na formação deve ser
considerada conteúdo, e não apenas finalidade, e, portanto, integrada à matriz curricular de
forma transversal.
O segundo desafio é o da formação de comunidades de aprendizagem. Não obstante todas as
dificuldades elencadas pelo movimento que gera desesperança, não se pode negar que há, nos
profissionais que trabalham na escola, desejo de crescimento, mas as manifestações ainda são
isoladas e muito espontâneas. Muitas vezes, falta aos gestores instrumental – teórico e prático
– para deslanchar esse movimento. A aposta teórica, quase uma hipótese de trabalho, é a de
que, se os gestores atuassem como formadores de formadores, os resultados poderiam ser bem
diferentes.
Pode-se dizer que o momento atual é de uma maior clareza da consciência institucional: o
Colégio São Luís, assim como as demais escolas da Companhia de Jesus, constata que a
coerência entre discurso e prática não se alcança apenas com declarações de princípios e
exortações pedagógicas ao seu cumprimento. O modo como os processos são geridos faz as
escolas manifestarem, de forma explícita, o conteúdo do modo de proceder da instituição.
Assim, não nos é indiferente este ou aquele estilo de gestão; ao contrário, afirmamos um modelo
de gestão em que o poder é serviço, e a liderança é espaço de compartilhamento de poder e de
responsabilidade, tendo-se como foco o cumprimento da missão. A participação é mais que
uma oportunidade de compartilhamento de poder. É um compromisso de corresponsabilização
pelo trabalho e pelos resultados alcançados. Há que se assumir, como responsabilidade
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primeira da instituição, por meio daqueles que a dirigem, a necessidade de se colocarem os
meios para que se alcancem os fins pretendidos.
Postos os meios adequados, pouco a pouco, surge uma massa crítica na escola com capacidade
intelectual e afetiva para discutir, a fundo, os desafios do momento atual. Em síntese, dá-se a
condição de possibilidade para se avançar na proposta da formação para além da instrução: os
educadores percebem que o trabalho pedagógico, em si mesmo, é formativo porque, para ser
eficaz, deve envolver todas as dimensões da pessoa. Em consequência, a sala de aula, espaço
escolar em que acontece a maior parte do processo educativo, passa a ser um lugar privilegiado
para a educação em valores. A partir daí, a tarefa institucional, antes imposta aos professores,
transforma-se em um desafio coletivo, assumido pelos educadores como meta de trabalho.
Nasce o espaço da criatividade que renova a atmosfera escolar, levando alunos e professores a
redescobrirem a alegria de ensinar e de aprender, primeiro valor a ser trabalhado para que a
pessoa possa estar apta ao contínuo aprimoramento.
O discurso que isentava a escola de sua parcela de responsabilidade sobre o atual estado da
sociedade dá lugar a uma tomada de consciência lúcida e responsável que reconhece, na escola,
lacunas e impotências que contribuem para o quadro atual de individualismo, violência,
consumismo exacerbado, superficialidade, falta de sentido de vida, apenas para citar algumas
das manifestações da sociedade atual. Entende-se, finalmente, que a construção do senso de
valor é um processo complexo do qual a escola participa, mas não pode pretender abarcá-lo em
sua totalidade. O trabalho com as famílias deixa de ser uma opção e passa à categoria de
condição de possibilidade necessária à formação ética dos alunos. Dessa constatação, surge o
terceiro desafio: atrair famílias que comunguem a filosofia da escola e que sejam interlocutoras
válidas na implementação daquilo que se apresenta como proposta de trabalho. Nem sempre a
família que opta por um colégio da Companhia de Jesus, particularmente pelo Colégio São Luís,
tem clareza suficiente sobre o espírito que nutre o processo educativo desenvolvido nesta
Instituição. A responsabilidade primeira da escola é, sem dúvida, explicitar essa informação.
Não obstante, a explicitação necessita de confirmação prática, construída no cotidiano da vida
escolar e percebida pelas famílias como expressão concreta daquilo que foi declarado como
princípio, finalidade etc.
A aposta na possibilidade de se estabelecer uma ponte de coerência entre discurso e prática,
indicada como primeiro desafio, baseia-se na crença de que a escola também pode ser um
espaço de compreensão fundamentada da complexidade que caracteriza o mundo
contemporâneo e a tarefa educativa em particular.
I.CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
I.1. Identificação da Instituição de Ensino e da Entidade Mantenedora
Os colégios jesuítas no Brasil fazem parte de uma rede internacional da Companhia de Jesus,
fundada por Santo Inácio de Loyola em 1540. Atualmente, essa rede reúne, aproximadamente,
1.500 unidades de ensino em mais de 60 países. Essas instituições têm como função
substantiva oferecer uma educação de qualidade no contexto social em que estão inseridas e
assumem as finalidades estabelecidas para a educação em nível nacional: o pleno
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desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação
para o trabalho.
Não obstante a função substantiva que é inerente a toda instituição de ensino, os colégios sob
a responsabilidade da Companhia de Jesus agregam valores específicos que derivam dos dois
adjetivos que qualificam essas instituições: católico e jesuítico.
Como consequência da primeira adjetivação – católico –, os colégios realizam a função
substantiva de educar com uma finalidade específica: colaborar com o processo de
evangelização da Igreja por meio da educação. A função imediata da escola (transmissão da
cultura) é realizada em um ambiente animado pelo espírito evangélico de liberdade e caridade.
A finalidade última do trabalho educativo é preparar os alunos para participarem ativa e
conscientemente da construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
A segunda adjetivação – jesuítico – confere aos colégios da Companhia de Jesus uma identidade
ainda mais específica: a busca constante da excelência. A excelência que marca o trabalho
realizado nos colégios jesuítas não se restringe ao aspecto acadêmico da formação do aluno,
mas ultrapassa o limite da transmissão de conhecimentos e inclui uma série de outras atitudes
e habilidades necessárias ao desenvolvimento integral e harmônico da pessoa. A formação da
consciência crítica tem como horizonte os valores evangélicos e, como contexto, as demandas
sociais e rupturas culturais da realidade na qual cada instituição se insere. A formação de um
coração compassivo completa o processo formativo à medida que desenvolve nos estudantes
uma sensibilidade ativa em relação às necessidades dos demais, particularmente dos que são
vítimas de alguma forma de exclusão social.
Em síntese, os colégios da Companhia de Jesus têm como missão formar jovens dentro de uma
concepção cristã de pessoa e de mundo, com experiência e sustentação doutrinal que os torne
aptos a assumir essa perspectiva como própria na vida adulta, de forma livre e responsável.
Por meio de suas obras educativas, a Companhia de Jesus pretende participar da missão
evangelizadora da Igreja e fazer com que seus colégios sejam uma mediação eficaz para
complementar a formação dada pela família e pelas demais instâncias sociais e eclesiais.
Missão, Visão e Valores
MISSÃO
“Excelência na
comprometidas.”
educação
de
pessoas
competentes,
conscientes,
compassivas
e
VISÃO
“Ser referência em educação de excelência acadêmica e humana, pautada na concepção cristã
e inaciana de homem e de mundo.”
NOSSOS VALORES ESSENCIAIS
Inspirados na verdade, no amor e na justiça, revelados em Jesus Cristo, cremos:
 no rigor e na excelência no trabalho educativo como resposta de justiça ao muito que
recebemos;
 na construção da autonomia, assumindo as consequências da própria liberdade de escolha;
 nas relações com o próximo pautadas no respeito, no cuidado e na solidariedade;
 na compaixão para com o sofrimento humano;
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 no espírito de gratuidade e de contemplação;
 no cuidado com o meio ambiente.
Incorporado nessa longa experiência pedagógica, sempre revitalizada, atualizada e adaptada às
exigências históricas do meio sociocultural em que atua, o Colégio São Luís é parte da Rede
Jesuíta de Educação, instituição que reúne as quatorze unidades de educação básica que os
jesuítas têm nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de
Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Piauí e Ceará (www.jesuitasbrasil.com). Essa rede integra a
Federação de Colégios Jesuítas da América Latina – FLACSI (www.flacsi.net), junto com outras
90 (noventa) unidades.
A Instituição Educacional tem sua Unidade I (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino
Médio) à Rua Haddock Lobo, 400, no Bairro Cerqueira César, em São Paulo – capital, Estado
de São Paulo, CEP 01414-902, telefone (11) 3138-9600, site www.saoluis.org. A Unidade II
(Ensino Médio noturno) localiza-se à Rua Bela Cintra, 958, no Bairro Cerqueira César, em São
Paulo – capital, Estado de São Paulo, CEP 01415-000, telefone (11) 3138-9600, site
www.saoluis.org.
O Colégio São Luís tem como Entidade Mantenedora a ASSOCIAÇÃO NÓBREGA DE
EDUCAÇÃO E ASSISTÊNCIA SOCIAL (ANEAS), com sede em São Paulo, à Rua Paracuê, 47, no
Sumaré, CEP 01257-050, telefone (11) 3956-6400.
I.2. Paradigma Pedagógico de Inspiração Inaciana: caminho para a formação de pessoas
competentes, conscientes, compassivas e comprometidas
I.2.1. Introdução
A pedagogia de inspiração inaciana é o caminho pelo qual os professores podem acompanhar
seus alunos e lhes facilitar a aprendizagem e amadurecimento. A apresentação que segue está
organizada de forma que o leitor possa conhecer: (a) as dimensões da pedagogia de inspiração
inaciana e os elementos centrais de cada uma delas; (b) as possibilidades de colaboração que
reforcem a orientação dada na escola; e (c) algumas alternativas de aplicação dos elementos da
pedagogia de inspiração inaciana em aspectos não escolares da educação familiar.
I.2.2. Dimensões da pedagogia de inspiração inaciana
O paradigma da pedagogia de inspiração inaciana contempla cinco dimensões: contexto,
experiência, reflexão, ação e avaliação. Essas dimensões são uma espécie de “mapa” que facilita
a organização dos seguintes aspectos do processo de ensino e aprendizagem: (a) a organização
e o desenvolvimento dos conteúdos de cada disciplina; (b) a seleção dos recursos didáticos; (c)
a relação professor aluno; e (d) a construção da cultura institucional da escola.
CONTEXTO. O contexto é a dimensão do paradigma da pedagogia inaciana que insiste na
necessidade de que o professor considere onde, para que e para quem ensina aquilo que ensina.
Toda aprendizagem ocorre em um contexto determinado (pessoal, institucional e social). Alunos
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 8
e professores levam para a sala de aula elementos de sua história (pessoal, familiar, acadêmica)
que devem ser considerados para que as aprendizagens propostas possam ser significativas.
Para se contextualizar o processo de ensino e aprendizagem, é necessário que se considere:
 o ambiente local, regional e nacional onde se está ensinando, assim como a cultura da
instituição onde se trabalha. Assim como países, regiões e cidades têm culturas diferentes,
cada escola tem também uma cultura própria: um conjunto de valores e crenças que faz
parte da identidade da instituição;
 o ambiente imediato no qual ocorre a aprendizagem. Ao planejar uma aula, o professor já
começa um processo de contextualização quando considera as condições e os recursos
disponíveis para desenvolver seu plano;
 as características dos alunos a quem se vai ensinar. Há descobertas feitas em diversos
campos das ciências aplicadas à educação que evidenciam uma mudança radical no modo
como se entende hoje inteligência, motivação, estilos e ritmos de aprendizagem, que devem
ser considerados no ato didático. A desconsideração desses fatores pode levar muitos alunos
a um nível de desmotivação diante da aprendizagem que comprometa o desenvolvimento do
estudante e, em alguns casos, leve-o ao fracasso escolar;
 o rigor científico e as etapas de apropriação do conhecimento em cada campo disciplinar. As
habilidades e as competências necessárias para se aprender, considerando-se as dimensões
cognitivas, procedimentais e atitudinais envolvidas no processo de aprendizagem;
 a necessidade de se utilizarem recursos didáticos que favoreçam o desenvolvimento da
autonomia pessoal e intelectual do aluno e que possibilitem que o estudante tenha uma
participação ativa no planejamento e na organização do seu processo de aprendizagem.
EXPERIÊNCIA. Experiência é a condição imprescindível de todo conhecimento. Para que haja
apropriação do conhecimento de forma significativa e, portanto, integrada, o objeto de
conhecimento não pode ser reduzido à informação, tampouco pode ser apenas “transmitido” ao
aluno. É necessário que o estudante tenha uma experiência (direta ou indireta) com o objeto
de estudo que considere os elementos do meio em que essa experiência acontece (espaço,
relações, outras fontes de informação, etc.). Além da razão, canal mais comumente utilizado
para aquisição de conhecimentos, a pedagogia de inspiração inaciana inclui outros canais de
acesso, tais como: os sentidos, a intuição, a emoção e a imaginação. Também é importante que
aquele que aprende incorpore ao processo o sentido interno de si mesmo (autopercepção).
Ao incluir todos esses canais de acesso nas experiências de aprendizagem, o educador coloca
as bases para que o estudante “aprenda como se aprende” e seja capaz de dizer de seu próprio
processo de aprendizagem. As experiências devem estar desenhadas de tal maneira que o
aluno, assumindo o contexto, possa dar os seguintes passos: refletir, atuar e avaliar.
Na pedagogia de inspiração inaciana, experiência é a atividade proposta pelo educador para
que o aluno possa apropriar-se do conteúdo em questão e possa também perceber suas reações
de caráter afetivo e valórico. Tal experiência pode ser a dinâmica, o experimento, a informação,
o quadro, a música ou o poema que cria as condições para que o aluno participe ativamente
do processo de aprendizagem, recolha e recorde dados, selecione o relevante, formule hipóteses
e sinta-se estimulado a responder: o que é isto? Como funciona? Qual é minha reação?
REFLEXÃO. A reflexão é uma reconsideração séria e ponderada de um tema, realizada por meio
de três operações da mente: entender, julgar e decidir.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 9
Entender: é o aluno descobrir o significado da experiência, captar a relação entre os dados
percebidos. Essa habilidade é a que permite ao aluno conceituar, responder a hipóteses,
elaborar teorias e definições, reconhecer causas e efeitos, fazer novas suposições.
Julgar: consiste em o aluno verificar a adequação entre o experimentado e o entendido, entre
as hipóteses e os dados processados pelos sentidos. Mediante o juízo, o aluno ascende ao
âmbito da verdade, da objetividade, da verificação de que compreendeu corretamente. Assim,
o estudante emerge a um nível superior do entender: o da reflexão crítica.
Decidir: é o estudante chegar a uma convicção pessoal sobre o que é e o que não é verdade do
assunto, matéria ou fato estudado, de tal maneira que se sinta impelido a passar do conhecer
ao atuar. Essa dimensão é a que traduz um dos elementos centrais da reflexão feita nos
Exercícios Espirituais: “sentir e saborear as coisas internamente” (EE.EE. n. 261); “refletir para
tirar proveito”. É a dimensão na qual o aluno dá significado à experiência, usando a memória,
a imaginação, a inteligência, os sentidos, os sentimentos para:
 captar o significado e o valor do que está estudando;
 descobrir sua relação com outros aspectos do conhecimento e da atividade humana;
 apreciar suas implicações em sua busca e conquista das verdades do saber, do saber ser e
do saber fazer.
AÇÃO. A ação consiste em propiciar oportunidades para que os alunos possam aplicar e refletir
sobre o conteúdo aprendido em cada componente curricular ou em cada tema estudado. A ação
procura exercitar a vontade dos estudantes em uma direção determinada, da qual eles são
conscientes e pela qual optam com o grau de autonomia próprio de sua idade e etapa de
desenvolvimento. Pode manifestar-se em uma ação específica, em posturas e atitudes
(interiores ou exteriores), ou mediante respostas sobre o que fazer com a verdade conquistada
durante o processo de aprendizagem.
Nessa dimensão, as finalidades consistem em se aproveitarem e canalizarem os sentimentos
(ânimo, entusiasmo, curiosidade, interesse, entre outros.) que surgem frente ao conhecimento
apropriado (conteúdos, valores, autoconhecimento...) e em levar o aluno a mover sua vontade
para aderir livremente àquela alternativa de ação mais consistente, coerente e consequente
com seus valores e convicções.
AVALIAÇÃO. A avaliação, na pedagogia de inspiração inaciana, tem como finalidade permitir
que a pessoa acompanhe seu próprio crescimento e estabeleça metas de progresso a partir de
dois referenciais: (a) objetivo: conteúdos, tarefas, posturas e atitudes a serem aprendidos; e (b)
limites e possibilidades individuais, características e ritmo pessoais.
Essa dimensão perpassa todo o processo de aprendizagem na medida em que não se limita
apenas a uma verificação das etapas vividas e do conhecimento conquistado. Consiste no
acompanhamento e na apreciação das diversas etapas vividas pelo aluno. Os meios e
instrumentos utilizados devem permitir que professor e aluno apreciem o progresso, o domínio
dos conhecimentos e as capacidades adquiridas pelo estudante. Também consiste em uma
revisão do processo pedagógico vivido ao longo de cada uma das dimensões do paradigma, para
se verificar e ponderar em que medida tal processo foi realizado eficazmente e em que grau os
objetivos pretendidos foram alcançados. A avaliação deve também dar ao aluno um retorno
sobre o método de estudo empregado, sobre quanto e como ele trabalhou e sobre sua postura
e disposição para trabalhar e partilhar com outros.
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I.2.3. Ações Docentes que ajudam a se colocar em prática as dimensões da Pedagogia de
Inspiração Inaciana
O professor que assume, como credo pedagógico, as dimensões da Pedagogia de Inspiração Inaciana inclui, na dinâmica desenvolvida na sala de aula, as seguintes ações:  desenha (planeja) o processo, construindo seu Planejamento Curricular de Ensino, a cada
etapa letiva;
 cria condições para o desenvolvimento de habilidades e competências do aluno;
 proporciona aos alunos “organizadores avançados”, como roteiros, programações, mapas
conceituais do conteúdo;
 estabelece as linhas demarcadoras e as relações do objeto de conhecimento, utilizando os
referenciais do conteúdo que ensina e deixando que o aluno contribua com os conhecimentos
prévios que tem sobre o tema;
 comunica o valor do objeto de conhecimento proposto e ajuda o aluno a construir o sentido
de sua apropriação: o aluno precisa saber o porquê e o para quê deve aprender aquele
conteúdo;
 transmite informação relevante sobre o conteúdo e informa sobre fontes diversificadas de
acesso a mais informações sobre o tema;
 orienta o aluno para que ele alcance os objetivos propostos;
 cria condições para que o aluno partilhe suas experiências de aprendizagem com os colegas;
 instrui o aluno sobre atividades e operações específicas que devem ser realizadas, como
projetos, pesquisas, trabalhos, entre outras;
 apresenta e discute diferentes alternativas de solução de problemas;
 modela atitudes e condutas com seu exemplo e com orientações “normativas”;
 dá retorno sobre o processo de aprendizagem e crescimento de cada aluno;
 utiliza diversos métodos e instrumentos de avaliação que permitam que o aluno avalie, junto
com o professor, o alcance dos objetivos propostos.
II. HUMANÍSTICA
A área de Humanística, no Colégio São Luís, responde à adjetivação católica e jesuítica do
Colégio, indicada na primeira parte deste documento. Essa área está organicamente integrada
ao processo educativo, articulada à Área Acadêmica, enriquecendo nossa concepção curricular
humanista e humanizadora e contribuindo na implementação de um processo de formação de
pessoas competentes, conscientes, compassivas e comprometidas.
Assumindo que nossa ação educativa acontece num contexto de pluralidade e diversidade
cultural, é na interface entre essa pluralidade e a fé cristã que damos testemunho do que
declaramos como confessionalidade respeitando a todos, sem distinção de raça, religião,
situação social, econômica ou cultural. Nossa identidade se caracteriza pela promoção do
diálogo.
A Área de Humanística, ao constituir-se em espaço de ampliação do horizonte de ensino e
aprendizagem a partir da organização de projetos ligados às dimensões socioemocional,
espiritual, socioambiental e cultural, é diferencial constitutivo da Proposta Pedagógica do
Colégio São Luís. Compreende os estudos e atividades que visam, de forma mais intensa, ao
desenvolvimento das capacidades relacionadas ao humano em toda a sua plenitude evolutiva
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 11
de acordo com as orientações da tradição viva da Companhia de Jesus.
II.1. Organização
Dimensão socioemocional – Sensibiliza os atores do processo educativo para perceberem,
aprofundarem e desenvolverem suas capacidades emocionais, contribuindo para o
amadurecimento de sua individualidade (pessoalidade) e autonomia a partir dos saberes e de
sua relação consigo, com o outro e com o mundo.
Dimensão espiritual –
Proporciona experiências litúrgico-catequéticas à comunidade
educativa, com o intuito de iniciá-la, aproximá-la e aprofundá-la na fé cristã como um sentido
para a vida, por meio da vivência pessoal e comunitária da espiritualidade inaciana,
característica da Companhia de Jesus.
Dimensão socioambiental – Provê ambiente propício aos estudantes e a toda comunidade
escolar para ações e processos que favoreçam a reflexão e a responsabilidade éticas, políticas,
ecológicas e sociais, desenvolvendo a capacidade de leitura crítica sobre o mundo e as relações
socioambientais.
Dimensão cultural – Promove pesquisa, ação e reflexão sobre os saberes (arte, filosofia,
ciências em geral etc.), motivando o sujeito a se identificar como agente cultural participativo
e transformador da cultura.
II.2. Metodologia
a) Transversalidade no currículo ordinário – Todas as dimensões da humanística são
introduzidas na matriz curricular por meio de diálogo e planejamento com o corpo docente.
Workshops para discussão de temas candentes à humanística são organizados junto aos
professores, para que eles, uma vez percebendo a relevância das questões fundamentais,
abordem esses temas no currículo ordinário de acordo com a demanda exigida pelas
matérias.
b) Projetos extraclasse – Uma organização intencional e objetiva é proposta ao alunado como
matriz complementar de ensino e aprendizado. Desse modo, as dimensões da humanística
propõem projetos interessantes e pertinentes para o desenvolvimento da erudição dos
alunos.
Parágrafo único – No Colégio São Luís, instituição de inspiração inaciana, todos os membros
da Comunidade Educativa são responsáveis pelo cumprimento dos objetivos da Área de
Humanística, devendo, cada um, de acordo com suas funções, partilhar do mesmo espírito que
justifica a existência desta instituição: a formação de pessoas competentes, conscientes,
compassivas e comprometidas.
III. POLÍTICA INSTITUCIONAL DE CONVIVÊNCIA ESCOLAR
Educar com excelência acadêmica, na vivência dos valores humanos e cristãos, em uma escola
jesuíta pressupõe a criação de um ambiente escolar saudável, inspirado na verdade, no amor
e na justiça, que promova em cada aluno e em cada educador a construção da autonomia,
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 12
expressa ao se assumirem as consequências da própria liberdade de escolha. Respeito, cuidado
e solidariedade nas relações com o próximo, além da compaixão para com o sofrimento
humano, devem ser atitudes norteadoras que ajudem alunos e educadores a se relacionarem e
a lidarem com situações conflituosas e até mesmo de possível violência na escola, possibilitando
a concretização da paz e da justiça nas relações cotidianas.
As Políticas Institucionais de Convivência, instauradas como forma de se promover uma
educação para a paz, estão fundamentadas nos documentos orientadores da Companhia de
Jesus para a Educação e em outros documentos com dimensão humanista e universal, a saber:
Pedagogia Inaciana:
 Características da Educação da Companhia de Jesus
 Pedagogia Inaciana – uma proposta prática
 Projeto Educativo da Província do Brasil Centro-leste da Companhia de Jesus
 Projeto Educativo Comum da Companhia de Jesus na América Latina (PEC)
 Nossos Colégios Hoje e Amanhã – Pedro Arrupe, SJ
 Projeto Educativo da Rede Jesuíta de Educação no Brasil (PEC RJE BRA)
Justiça Restaurativa
 Programa: Justiça para o Século XXI (Justiça Restaurativa na Escola)
 Processos Circulares – Kay Pranis
 Documento da ONU – “Por uma Cultura de Paz e Não Violência”
 Documento da OMS – Programas de Ensino de Habilidades de Vida
Convictos da dimensão transformadora da educação em valores orientada para uma cultura
de paz expressa nesses documentos fundadores, assumimos como desafio contínuo de nossa
missão educativa o trabalho cotidiano em prol de mudanças capazes de concretizar uma
convivência escolar acolhedora ao respeito e à dignidade para todos.
III.1. Diretrizes para o desenvolvimento de uma cultura de paz na escola
III.1.1 Nosso Modo de Ser e Proceder
O Modo de Ser e Proceder Inaciano contempla, de modo teórico e prático, a missão, a visão, os
valores humanos e cristãos e a identidade institucional que configuram a forma de ser e agir
dos integrantes da Comunidade Educativa. Desse modo, orienta e regulamenta como educar,
trabalhar e se relacionar nos colégios.
O Clima institucional de uma escola jesuíta constrói-se a partir do que chamamos “modo de
proceder” da Companhia de Jesus, que se observa, cotidianamente, na convivência e na
interação entre os diversos membros da comunidade, assim como na realização das tarefas e
no uso do poder. Implica que se considerem a comunicação e a relação entre todos os atores
educativos, a participação nos diversos espaços de ação e decisão, a motivação, o compromisso
e a identificação com as finalidades da escola, os mecanismos de resolução de conflitos, os
eventuais episódios de desrespeito entre ou para com os estudantes.
Tem especial relevância o cuidado pessoal de cada um dos membros da comunidade (“cura
personalis”), sempre orientado à melhor realização dos objetivos definidos para cada segmento
da escola. Trata-se de se cuidar da pessoa porque ela é sempre o centro do processo e, ao mesmo
tempo, de se garantir o alcance dos resultados que são nosso compromisso institucional com
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 13
alunos e famílias. A promoção de uma cultura interna que valoriza o desenvolvimento de um
sentido de pertença baseado na missão e na mística institucionais, nas relações entre as
pessoas fundadas no respeito e na avaliação daquilo que cada um é e com o que contribui para
a instituição é tarefa de gestores e professores da escola.
III.1.2. Cultura de Paz e Projeto Curricular
Em consonância com a resolução da ONU, em documento da UNESCO relativo ao compromisso
das nações, “Por uma cultura de paz e não violência”, e com os pressupostos da Pedagogia
Inaciana, propomos incentivarmos e acompanharmos a inserção de conteúdos e metodologias
que promovam “valores qualitativos, atitudes e comportamentos de uma cultura de paz e não
violência ativa” nas matrizes em construção na revisão curricular em curso na escola, para que
cada disciplina e área contribuam de forma planejada e efetiva na promoção de tais valores.
III.1.3. Práticas Restaurativas na prevenção e na resolução de conflitos no ambiente
escolar
As Práticas Restaurativas valorizam a autonomia, o diálogo e a responsabilização, criando
oportunidades para que as pessoas envolvidas em um conflito (autor e receptor do fato,
educadores e comunidade) possam conversar e entender as causas do conflito, a fim de que
seja restaurada a harmonia e o equilíbrio entre todos.
A ética restaurativa é de inclusão e de responsabilidade social e promove o conceito de
responsabilidade ativa. Além disso, busca fortalecer indivíduos e comunidades para que
assumam o papel de pacificar seus próprios conflitos, redimensionando as relações.
Os valores fundamentais da Justiça Restaurativa, que embasam as Práticas Restaurativas,
são: participação, respeito, honestidade, humildade, interconexão, responsabilidade,
empoderamento e esperança. Esses valores traduzem-se na prática do Círculo Restaurativo.
III.1.4. Círculos Restaurativos
O principal objetivo do procedimento restaurativo é o de se conectarem pessoas além de
qualquer rótulo, desenvolvendo-se ações construtivas que beneficiem a todos.
A abordagem feita no círculo busca aproximar e corresponsabilizar todos os participantes. Para
isso, um plano de ações é construído com os envolvidos, com o auxílio de um mediador
capacitado para isso, visando-se à restauração de laços sociais, à compensação de danos e à
geração de compromissos futuros mais harmônicos, capazes de promover efetiva melhoria na
convivência e na prática do respeito mútuo.
Os círculos adotados para prevenção ou resolução de conflitos no Colégio São Luís configuramse em duas modalidades: Círculos de Turma; Círculos de Conflito.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 14
III.1.4.1 Círculos de Turma
O círculo de turma poderá ser adotado como procedimento restaurativo sempre que as relações
vivenciadas pela turma apresentarem conflitos considerados prejudiciais ao convívio coletivo
ou inadequados ao ambiente de respeito e dignidade condizente com nossa proposta educativa.
Profissionais capacitados pela escola dirigirão o círculo, do qual também poderão participar
educadores do/a ano/série.
O círculo será organizado pelo/a Coordenador/a do/a ano/série e realizado dentro do horário
normal de aula.
Um plano de ação para melhoria da convivência será construído no círculo com a turma
participante e avaliado pelos envolvidos, em novo encontro circular, após, aproximadamente,
um mês de sua implantação.
III.1.4.2. Círculos de Conflito
O círculo de conflito será realizado com alunos envolvidos em conflitos relacionais no ambiente
escolar, objetivando-se auxiliá-los a encontrarem recursos para resolução pacífica por meio do
diálogo com foco em sentimentos e necessidades dos envolvidos, para ressignificação de suas
relações e do convívio. Participam do círculo colegas convidados por cada aluno, além de
integrantes da comunidade educativa que possam colaborar com um ambiente de escuta ativa
e acolhedora para todos. O círculo será dirigido por profissional da escola capacitado e será
organizado pelo/a Coordenador/a do/a ano/série dos alunos, que solicitará autorização dos
responsáveis por eles para a participação nesse procedimento restaurativo.
IV. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA
IV.1. Organização do Trabalho Escolar
IV.1.1. Princípios e Fins da Educação Nacional
O Colégio São Luís assume como próprios os princípios e fins da Educação Nacional,
estabelecidos no art. 2º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 9394/96: “A
Educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de
solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.
IV.1.2. Objetivos Gerais da Educação do Colégio São Luís
O trabalho educativo realizado no Colégio São Luís está sustentado pelas diretrizes traçadas
pela Companhia de Jesus nos documentos universais que a Ordem tem para esse campo
apostólico: Características da Educação da Companhia de Jesus (1986) e Pedagogia Inaciana:
uma proposta prática (1993).
Com base na visão inaciana de homem e de mundo, o Colégio São Luís assume como próprios
os princípios de liberdade e os ideais de solidariedade humana da educação nacional, bem
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 15
como suas finalidades: o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho. Assume, para cada segmento do plano educativo
oferecido pela escola, os objetivos definidos pela legislação educacional.
A Educação Infantil – do Infantil de dois anos ao Infantil de cinco anos – tem por objetivos
desenvolver na criança uma imagem positiva de si, estimular-lhe a confiança na superação de
suas limitações, estabelecer e ampliar as suas relações sociais, auxiliá-la a aprender a situar-se no universo cultural e letrado, bem como a utilizar diferentes linguagens e a desenvolver
suas capacidades cognitivas, sociais, emocionais e físicas.
O Ensino Fundamental I – do 1º ao 5º Ano – tem por objetivo a formação básica da criança,
orientada no caminho do conhecimento, estimulada a raciocinar, a resolver questões com o
máximo de autonomia própria para sua idade, a interagir com o ambiente externo com atitudes
de respeito e solidariedade, tornando-a capaz de fazer a diferença no mundo, em sua vida
adulta.
O Ensino Fundamental II – do 6º ao 9º Ano – tem por objetivo proporcionar ao educando a
formação básica, dando-lhe oportunidade de desenvolver-se como pessoa livre e solidária,
capacitada a interagir com o meio social e físico em que vive e dotada de conhecimentos,
habilidades e atitudes que contribuam para o desenvolvimento de condições que resultem na
melhoria de vida tanto individual quanto social.
O Ensino Médio tem por objetivo formar alunos autônomos, que tenham consolidado
conhecimentos e habilidades, e internalizado valores que lhes permitam prosseguir os estudos
com competência, atuar de forma ativa na vida social e cultural, respeitar os direitos e as
liberdades fundamentais do ser humano e os princípios da convivência fraterna e democrática.
IV.2. Estrutura e Funcionamento da Educação Infantil
A Educação Infantil está organizada em quatro anos, do Infantil dois anos ao Infantil cinco
anos, com aulas de segunda a sexta-feira.
IV.3. Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental
O Ensino Fundamental está organizado em nove anos, com aulas de segunda a sexta-feira.
Para a consecução de suas finalidades e atendendo a objetivos, princípios e disposições
previstos na legislação vigente, o Colégio São Luís ministrará os seguintes cursos:
i. Ensino Fundamental I (do 1º ao 5º Ano).
ii. Ensino Fundamental II (do 6º ao 9º Ano).
IV.4. Estrutura e Funcionamento da 1ª e 2ª Séries do Ensino Médio diurno
Na primeira série do Ensino Médio, os alunos têm atividades letivas de segunda a sexta-feira,
no turno da manhã, e às segundas-feiras à tarde, com mais três tempos de aula.
Na segunda série do Ensino Médio, os alunos têm atividades letivas de segunda a sexta-feira,
no turno da manhã, e às segundas e quartas-feiras à tarde, com mais três tempos de aula em
cada um desses dias.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 16
IV.5. Estrutura e Funcionamento da 3ª Série do Ensino Médio diurno
Na terceira série do Ensino Médio, os alunos têm atividades letivas de segunda a sexta-feira,
no turno da manhã, e às segundas, quartas e quintas-feiras à tarde, com mais quatro tempos
de aula em cada um desses dias.
O Período de Revisão Final tem por objetivo que se revejam os conteúdos essenciais do Ensino
Médio, preparando os alunos para o ENEM e os principais vestibulares.
IV.6. Curso de Espanhol
As aulas de Língua Estrangeira Espanhol no Ensino Médio diurno são lecionadas no turno da
tarde. Trata-se de uma disciplina optativa. Uma vez feita a opção, a participação é obrigatória
por todo ano letivo.
IV.7. Estrutura e Funcionamento do Ensino Médio noturno
No Ensino Médio noturno, os alunos têm atividades letivas de segunda a sexta-feira, no turno
da noite, de acordo com a matriz curricular. A terceira série do Ensino Médio noturno tem por
objetivo finalizar e desenvolver os componentes curriculares básicos do Ensino Médio,
preparando os alunos para o ENEM e os principais vestibulares.
IV.8. O controle de frequência
O controle de frequência, em todos os cursos, será feito pelo professor a cada aula, e as faltas
constarão no Boletim Escolar do aluno.
IV.9. Programação de Atividades e Calendário Escolar
O calendário escolar é composto por 200 dias letivos e organizado em três etapas trimestrais.
Educação Infantil
Duração das aulas: 45 minutos.
Horário das aulas: das 7h10 às 12h05 (manhã) e das 13h às 17h55 (tarde).
Duração do intervalo: 30 minutos.
Ensino Fundamental
Duração das aulas: 45 minutos.
Duração do intervalo: 30 minutos (do 1º ao 5º ano) e 40 minutos (do 6º ao 9º ano).
Horário das aulas do 1º ao 5º ano: das 7h10 às 12h10 (manhã) e das 13h às 18h (tarde).
Horário das aulas do 6º ao 9º ano: das 7h10 às 12h20.
Ensino Médio Diurno
Duração das aulas: 45 minutos.
Duração dos intervalos para 1ª e 2ª séries: 60 minutos.
Horário das aulas da 1ª série: das 7h05 às 16h35 (2ª feira) e das 7h05 às 13h20 (de 3ª a 6ª
feira).
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 17
Horário das aulas da 2ª série: das 7h05 às 16h35 (2ª e 4ª feira) e das 7h05 às 13h20 (3ª, 5ª e
6ª feira).
Duração dos intervalos para 3ª série: 75 minutos.
Horário das aulas da 3ª série: das 7h05 às 17h35 (2ª, 4ª e 5ª feira) e das 7h05 às 13h20 (3ª e
6ª feira).
Ensino Médio Noturno
Duração das aulas: 40 minutos.
Duração do intervalo: 20 minutos.
Horário das aulas: das 18h20 às 22h40 (de 2ª a 6ª feira).
V. COMPOSIÇÃO DO CURRÍCULO
V.1. Pressupostos Curriculares
O modo como definimos o currículo revela quanto somos capazes de integrar à realidade escolar
a complexidade do mundo e da pessoa humana, suas contradições e desafios, sua história e
seu porvir. No Colégio São Luís, entendemos que o currículo é o “ethos” no qual realizamos a
finalidade que declaramos: excelência na educação de pessoas competentes, conscientes,
compassivas e comprometidas. Portanto, o currículo revela-se na realidade do cotidiano da
escola, na sala de aula e fora dela, nas relações de poder que se estabelecem entre os diferentes
atores, nos valores e no modo como as decisões são tomadas e na maior ou menor coerência
que existe entre o que declaramos e o que fazemos.
Nos colégios da Rede Jesuíta de Educação, entre eles o São Luís, os currículos são concebidos
considerando-se a legislação educacional em vigor e os documentos da educação da Companhia
de Jesus. A construção do currículo considera a concepção de mundo, de sociedade, de homem
e a pessoa que se quer formar, assim como contempla aspectos da formação integral que tenham
fundamentação de natureza: epistemológica, indagando-se sobre limites e possibilidades do
conhecimento e sobre as relações que se estabelecem entre conhecimento, sujeitos e meio;
pedagógica, buscando-se os melhores caminhos e meios para que a aprendizagem integral
aconteça; e psicológica, considerando-se os diferentes estágios de desenvolvimento do aluno e
sua capacidade de pôr-se em atividade em consonância com os desafios postos a cada etapa.
Na construção do currículo, destina-se especial atenção à identidade institucional a partir de
seus princípios básicos. Nessa perspectiva, o currículo de uma escola da Companhia de Jesus
organiza-se a partir da finalidade de se evangelizar por meio da educação escolar (uma
teleologia); do anúncio da Boa Nova do Evangelho, construído com base nos valores
testemunhados por Jesus Cristo e no diálogo com a realidade que nos interpela sempre (uma
axiologia); da convicção de que conhecimento é meio e não fim em si mesmo e que se constitui
em espaços e tempos em que as possibilidades são infinitas e as condições devem ser dadas
para que todos aprendam e se apropriem de maneira significativa do conhecimento (uma
epistemologia e uma didática).
Superando a discussão sobre protagonismo escolar, importante em seu tempo, acreditamos que
professores, alunos, famílias, profissionais não docentes, todos são protagonistas do processo
educativo, participando de diferentes formas e lugares da vida escolar. Sem sombra de dúvida,
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 18
o principal foco de todo o trabalho desenvolvido é o aluno, sujeito das aprendizagens propostas,
mediadas pelo professor e por tantas outras possibilidades de acesso ao conhecimento. No
Colégio São Luís, o papel do professor é mais que o de mediador das aprendizagens,
especialmente em tempos de tamanha diversidade de “mediações”. O professor é o profissional
que propõe o caminho, apresenta o mapa e acompanha os alunos, indicando-lhes critérios para
que a apropriação do conhecimento seja feita de maneira significativa e com valor.
A noção de valor fundamenta a vida escolar e está explícita no currículo da instituição. As
normas, os regulamentos, a relação estabelecida entre os membros da comunidade educativa,
as decisões e ações transparecem os valores que pregamos. Educamos na justiça, no respeito,
na solidariedade, na compaixão. A educação jesuíta é instrumento efetivo de formação,
fundamentado na fé, na prática da justiça, no diálogo inter-religioso e no cuidado com o
ambiente.
Como organização curricular, seguindo-se a orientação atual do Ministério da Educação e
Cultura (MEC) para a educação básica, opta-se por áreas do conhecimento com seus respectivos
componentes curriculares. Essas escolhas, sempre passíveis de transformação, uma vez que se
veem no horizonte movimentos que provocarão mudanças importantes na nossa relação com o
conhecimento, consideram os saberes selecionados e as competências e habilidades a eles
associados. Não obstante, vislumbramos um processo educativo cujo paradigma supere a visão
racionalista vigente e nos impulsione na renovação dos currículos e dos modos de se ensinar,
assumindo de forma mais explícita que, na perspectiva da educação integral, aprende a pessoa
toda, e não apenas a sua dimensão intelectual. Importante na organização curricular é a
consideração das diversas áreas do conhecimento, das particularidades do perfil dos
educandos, das características das faixas etárias e do que dispõe a instituição como mediação
para os processos educativos.
Pressupondo-se o aluno como centro do processo de aprendizagem, o currículo oferece
oportunidades para que o conhecimento seja constituído de diversas formas, individual e
coletivamente, garantindo acompanhamento sistemático do aluno, do processo de ensino e de
aprendizagem e dos modos de avaliação daquilo que se espera como resultado. A meta é garantir
um caminho no qual ensino e aprendizagem sejam constantemente avaliados, evitando-se que
a não aprendizagem seja entendida como responsabilidade exclusiva dos educandos.
A matriz curricular espelha a organização das diversas áreas do conhecimento, os componentes
curriculares e a carga horária dedicada a cada um deles. Como parte integrante do Projeto
Pedagógico do Colégio São Luís, sinaliza o percurso da aprendizagem e do desenvolvimento dos
estudantes e orienta os professores na busca de novas abordagens e metodologias. De acordo a
LDBEN, está organizada em duas partes: base comum e parte diversificada. Na base comum,
parte obrigatória com especificações claras nos documentos oficiais que norteiam a educação
escolar formal, as orientações apontam para a necessidade de se integrarem, cada vez mais, os
conteúdos dos diferentes campos disciplinares de forma interdisciplinar e transversal. Além da
base comum, está a parte diversificada, que revela a identidade da instituição e considera o
contexto em que se insere cada unidade educativa. A construção da matriz curricular garantirá
a integração das duas partes (base comum e parte diversificada), refletindo a realidade da escola
em atenção à cultura local e à identidade da proposta pedagógica jesuítica.
Quando se trata de avaliação, consideramos essencial que se avalie tanto o ensino quanto a
aprendizagem, uma vez que a finalidade do primeiro é o alcance de excelência no segundo. A
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 19
avaliação da aprendizagem é sempre uma avaliação do ensino; lugar pedagógico de
acompanhamento da caminhada de alunos e professores. A avaliação como momento isolado
de verificação do que foi retido do conteúdo ensinado faz parte de um paradigma superado e
precisa ser revista onde ainda for vigente. A avaliação das aprendizagens é mais que isso. É na
dinâmica de acompanhamento do que e do como se ensina e do que e do como se aprende que
professores e alunos, em um exercício constante de metacognição, situam-se e tornam-se
capazes de pensar no que fazem. Cabe aos profissionais encarregados de acompanhar o
trabalho acadêmico garantir que os processos de avaliação do ensino ocorram de maneira
sistemática e em diálogo com a avaliação das aprendizagens.
Os responsáveis, hierarquicamente, pela elaboração do Plano Curricular do Colégio São Luís
são: o/a Diretor/a-Geral, o/a Diretor/a Acadêmico/a, os Coordenadores de Segmento e os
Professores de Referência Acadêmica.
V.1.1. Ensino Religioso e Teologia
A proposta de trabalho pedagógico de Ensino Religioso (EI e EF) e da disciplina Introdução à
Teologia (EM) no Colégio São Luís nasce da concepção de que a dimensão religiosa é parte
constitutiva da pessoa humana e do reconhecimento dessa área como conhecimento humano.
Na dinâmica formal do processo de ensino em sua dimensão escolar, insere-se a possibilidade
de pesquisa, conhecimento, reflexão e partilha do fenômeno religioso, ou seja, das formas como
a humanidade construiu suas referências de sagrado e as múltiplas expressões que elaborou
para manifestar e organizar esse complexo em tradições religiosas. Assim, as aulas formais de
Ensino Religioso e Teologia, pautadas pelo conhecimento do fenômeno religioso, revelam-se,
atualmente, como um caminho importante e necessário para a construção da sociedade
inclusiva, da convivência fraterna e da paz mundial.
Entendidas como Área de Conhecimento, as disciplinas de Ensino Religioso e Introdução à
Teologia passam pelos mesmos processos avaliativos de outras áreas do saber, com avaliações
e atividades diversificadas.
V.2. Enriquecimento Curricular
Tendo-se como referência os Parâmetros Curriculares Nacionais, são desenvolvidos, no Colégio
São Luís, projetos com os princípios institucionais da educação fundamentada no Humanismo
Social e na Pedagogia de Inspiração Inaciana. Os projetos transdisciplinares, interdisciplinares
e multidisciplinares consideram a capacidade humana de articular significados coletivos e
compartilhá-los em sistemas de representação que variam de acordo com as necessidades e
experiências da vida em sociedade.
A compreensão da arbitrariedade da representação das linguagens permite aos educandos a
problematização dos modos de verem a si mesmos e a sociedade. Para fazer frente a tais
desafios, foram introduzidas atividades de enriquecimento curricular, que são desenvolvidas
de acordo com a demanda de cada ano/série, com os seguintes objetivos:
 investigar as diversas formas de conhecimento;
 realizar atividades que propiciem ao aluno e, simultaneamente, ao professor a ampliação de
seu universo cultural na aprendizagem das diversas áreas de conhecimento;
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 20
 estimular a observação, o olhar sensível e, por conseguinte, a apreciação do “belo” e do
“bem”;
 ter a marca da diversidade, pois os Projetos do/a ano/série almejam tratar das várias
possibilidades de expressão;
 propiciar a alunos e professores o exercício do respeito à cultura de cada um.
V.2.1. Tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs)
As tecnologias digitais da informação e comunicação (TDICs) são vistas como “recurso facilitador
da aprendizagem e do processo cooperativo na construção/partilha do conhecimento”[1]. Sendo
assim, seus conteúdos serão desenvolvidos de forma interdisciplinar dentro dos componentes
curriculares das diversas disciplinas que integram as Matrizes Curriculares do Ensino
Fundamental e do Ensino Médio.
É justamente a proposta de formação integral que leva o Colégio São Luís a aprofundar a visão
dos alunos sobre as tecnologias digitais. Com isso, pretende-se estimular, primeiro, que os
jovens as percebam para além de ferramentas de lazer e de interação social e as aproveitem
mais, tanto para os estudos como para adquirir uma compreensão mais profunda da cultura
digital. Em segundo lugar, essa profundidade abrirá para eles outras perspectivas de formação
pessoal, por meio da inovação e do empreendedorismo e, finalmente, o mais importante,
estimulará a formação de uma nova consciência com a qual se evita perpetuar neles a ideia de
que os usuários de softwares e aplicações on-line são meros consumidores, ensinando-lhes que,
por trás de cada ferramenta tecnológica que usam, subjazem interesses e ideologias específicas.
Assim, por meio da democratização do conhecimento nessa área, os alunos desenvolverão
competências e habilidades para criar tecnologias próprias, que ajudarão a sociedade a realizar
propostas tecnológicas mais adequadas ao bem comum, consideradas as circunstâncias de
tempo, local e pessoas.
Pretende-se que os alunos desenvolvam estratégias para resolução de problemas, desenho de
projetos, novas expressões artísticas e novas habilidades de comunicação. Essas habilidades
não são apenas de profissionais da computação, mas podem ser de qualquer pessoa,
independentemente de idade, origem social e cultural, interesses e ocupação.
V.2.2. Dos Recursos Educacionais de Tecnologias da Informação e Comunicação (RETIC)
O Colégio São Luís poderá dispor de recursos educacionais de tecnologia da informação e
comunicação (RETICs) destinados às atividades curriculares e extracurriculares de todas as
disciplinas, conforme a sua Proposta Pedagógica e Plano de Ensino.
Parágrafo Único - O docente que estiver coordenando a atividade orientará e supervisionará o
aluno para que ele faça uso adequado, ético, seguro, legal e saudável dos RETICs oferecidos,
cumprindo com seu dever de educar e de realizar assistência e vigilância dentro do perímetro
físico do Colégio São Luís.
Não é permitido o uso dos RETICs do Colégio São Luís por docentes e alunos para as
seguintes atividades:
[1]
Projeto Educativo – ACOJE – 1999, p. 45. Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 21
I.
II.
III.
IV.
V.
acessar sites não condizentes com a finalidade educacional e/ou não apropriados para a
idade do aluno, ou que sejam considerados ilícitos e/ou suspeitos de conterem ameaças à
segurança individual ou da própria comunidade escolar;
obter acesso não autorizado, monitorar, interceptar ou acessar indevidamente dados,
sistemas ou redes, incluindo qualquer tentativa de investigar, examinar ou testar
vulnerabilidades em sistemas internos ou externos do Colégio São Luís, bem como de
adulterar ou apagar dados, como notas e informações pessoais, e interferir em serviços
internos e externos do Colégio São Luís, como o portal escolar, páginas e perfis em mídias
sociais;
tentar indevidamente desativar ou alterar os controles de segurança e os seus parâmetros
estabelecidos nos RETICs;
praticar atos ilícitos ou infracionais contra qualquer um, seja ele integrante da comunidade
escolar, como os demais alunos, pais, responsáveis legais, docentes e colaboradores do
Colégio São Luís, ou terceiros;
acessar, utilizar, armazenar, divulgar ou compartilhar qualquer conteúdo, serviço ou
recurso ilícito, ilegal, que viole a ordem pública ou os bons costumes, a exemplo de incitação
ou prática de atos discriminatórios, vexatórios, humilhantes, de cyberbullying ou de ódio,
seja em razão de gênero, orientação sexual, etnia, crenças, idade ou qualquer outra
condição, além de assédio moral, sexual ou qualquer espécie de constrangimento, invasão
da privacidade ou intimidade de terceiros, veiculação, incitação ou estímulo à pornografia,
sobretudo infantil, serviços relacionados à prostituição ou similares, ou que sejam obscenos
ou contrários à moral, à ética e aos bons costumes.
O uso de RETIC para a prática dos atos acima descritos terá como consequência a aplicação
de medidas disciplinares previstas nos normativos do Colégio São Luís, podendo levar à
rescisão das relações contratuais com o Colégio.
O uso do nome e marca do Colégio São Luís, sem sua prévia e expressa anuência, ou para
motivos não condizentes com a finalidade educacional e a Proposta Pedagógica a que se propõe,
também ensejará advertência e aplicação de medida disciplinar.
O Colégio São Luís poderá, a qualquer tempo e sem aviso prévio, proibir o uso de recursos ou
aplicativos que por ventura possam colocar em risco a comunidade escolar, alunos, docentes
ou pessoal técnico, tais como Whatsapp, Secret, Snapchat, Kiwi e Ask, ou que de qualquer
forma sejam contrários à legislação nacional, que possam estar atrapalhando o bom andamento
das aulas ou que não atendam aos objetivos educacionais do Colégio São Luís.
Só é permitido o uso de RETIC pessoal do aluno dentro do ambiente escolar, em especial a sala
de aula, para execução das atividades educacionais propostas pelo Colégio São Luís, mediante
autorização prévia do docente e do responsável legal, e sua devida previsão nas atividades
pedagógicas do Colégio São Luís.
O uso não autorizado de RETICs acarretará a aplicação de advertência ao aluno, com sua
suspensão em caso de reincidência, bem como a apreensão do dispositivo e sua guarda, com
entrega apenas aos pais do aluno ou ao seu responsável legal.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 22
Caso seja retido, a retirada do RETIC deve ser feita no prazo de até 30 (trinta) dias após o envio
do comunicado de advertência e somente será entregue aos pais ou ao responsável legal
mediante a assinatura de termo.
O aluno deve fazer uso individual do login e da senha, que são sua identidade digital junto ao
Colégio São Luís, não devendo compartilhá-los com terceiros, nem com outros alunos, exceto
na hipótese de uso assistido pelo docente, que então poderá, excepcionalmente, ter
conhecimento da identidade digital utilizada pelo aluno para fins de lhe dar a devida
assistência.
Os responsáveis legais comprometem-se a adotar o máximo zelo no que diga respeito ao uso de
RETICs e conteúdos, devendo evitar toda e qualquer prática de pirataria, plágio, infração de
direito autoral ou uso não autorizado de imagem de terceiro, inadequação ou ausência de
citação de fonte e autoria nas referências e notas bibliográficas, conforme o padrão estabelecido
pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
O Colégio São Luís poderá solicitar ao responsável legal a sua colaboração para o apagamento
de conteúdos que estejam em dispositivos tecnológicos dos alunos, na Internet ou em mídias
sociais, sempre que contrários à ética, à moral, aos bons costumes e à legislação nacional
vigente, que afetem o bom relacionamento da comunidade escolar ou que possam configurar
algum tipo de risco a sua segurança.
Todos os colaboradores e docentes devem:
I.
manter e zelar pelo sigilo de informações pessoais de alunos, dos responsáveis legais,
docentes e colaboradores, além de tratá-las de forma ética, respeitosa e de acordo com a
legislação nacional vigente;
II.
rotular todas as informações de acordo com as diretrizes abaixo:
a.
CONFIDENCIAL: todas as informações sigilosas, críticas e/ou sensíveis do Colégio São
Luís, a exemplo de informações pessoais, educacionais e/ou médicas dos alunos, dados
pessoais dos docentes ou dos colaboradores e demais informações que devam permanecer
com acesso restrito ao ambiente interno do Colégio e/ou a pessoas previamente
autorizadas;
b.
INTERNA: informações que podem ser divulgadas internamente no Colégio São Luís, como
é o caso de notas atribuídas a alunos, memorandos, procedimentos internos, ou ligadas
às atividades-meio da Instituição;
c.
PÚBLICA: informações que podem ou devem ser divulgadas para o público externo ao
Colégio São Luís, sem implicações de restrição e controle de acesso. Sua divulgação não
causa qualquer dano à Instituição de Ensino.
III.
ter uma postura ética e legal nas mídias sociais e na Internet, evitando qualquer tipo de
opinião ou uso de linguagem que possa prejudicar o Colégio São Luís e/ou a comunidade
escolar, ou que seja de algum modo considerada racista, preconceituosa, discriminatória,
ofensiva e/ou agressiva em relação a qualquer pessoa;
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 23
IV.
respeitar a imagem, marca, reputação e o patrimônio escolar, usando-os de forma
adequada, nos termos deste Regimento, inclusive nos ambientes digitais, e colaborar
proativamente para a sua preservação;
V.
utilizar linguagem apropriada em todas as comunicações, sejam elas presenciais ou
digitais, orais ou escritas, sem uso de palavras que tenham sentido agressivo, pejorativo
ou ridicularizante;
VI.
observar os termos de uso dos recursos, das mídias sociais e demais serviços da Internet,
pautando a sua conduta pelas regras estabelecidas por cada um desses ambientes;
VII. utilizar a tecnologia sempre a favor da educação e do conhecimento, além de também
estimular os alunos para o seu uso ético, seguro, saudável e de acordo com a legislação
nacional;
VIII. respeitar direitos autorais, de propriedade intelectual e de imagem de terceiros no
desenvolvimento das atividades escolares, sempre dando crédito e citando a fonte e a
autoria dos conteúdos de que fizer uso;
IX.
manter e promover relacionamento cooperativo, harmonioso e respeitoso de trabalho com
colegas, alunos, pais, responsáveis legais e demais integrantes da comunidade escolar;
X.
atentar à conduta inadequada de alunos, mesmo quando ela se der por meio de aplicativos,
dispositivos móveis, mídias sociais ou quaisquer outros meios tecnológicos, de que vier a
ter conhecimento e/ou ciência, devendo, na ocorrência de algum incidente, reportar o fato
à Direção imediatamente.
A todos os colaboradores e docentes é vetado:
I.
atender pais/representantes legais de alunos e outras pessoas em horários e ambientes não
autorizados e/ou não previamente definidos pelo Colégio São Luís, e, quando o fizer por
meios digitais, aplicar o máximo zelo e cautela, evitando riscos para o Colégio São Luís;
II. apagar ou modificar, sem autorização, informações de propriedade do Colégio a que tenha
acesso em razão de suas atividades, cargo e/ou função;
III. tirar fotos, gravar, filmar, publicar e/ou compartilhar imagens dos alunos em seu perfil
pessoal em mídias sociais ou em quaisquer canais não autorizados previamente pelo Colégio
São Luís e/ou pelos responsáveis legais. Para tanto, devem ser utilizados apenas os canais,
perfis e fanpages oficiais do Colégio, além de respeitados os direitos de imagem do aluno,
conforme estabelecido pelo contrato de prestação de serviços educacionais e/ou termo de
autorização específico;
IV. compartilhar, publicar e/ou divulgar quaisquer assuntos ou decisões do Colégio São Luís
na Internet, nas mídias sociais, por meio de aplicativos como Whatsapp e Facebook, ou em
ambientes físicos ou lógicos, sem autorização prévia da Diretoria, e/ou que não tenham
sido homologados e preparados para garantir a confidencialidade das informações, devendo
sempre ser preservada, em qualquer hipótese, a imagem e a moral dos envolvidos.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 24
O mero porte de dispositivos, o acesso aos RETICs e/ou às informações do Colégio São Luís,
inclusive de forma remota, fora do horário normal do expediente, em qualquer meio ou canal,
incluindo, mas não se limitando a mensagens de alunos/clientes/colaboradores em mídias
sociais, mensagens SMS, correio eletrônico institucional, aplicativos e comunicadores
instantâneos, por si só, não configuram sobrejornada, sobreaviso ou plantão do docente, visto
que isso pode ocorrer por ato de liberalidade e/ou mera conveniência do próprio docente sem
expressa e prévia requisição por parte do Colégio São Luís.
Todos os colaboradores e docentes estão cientes de que o Colégio São Luís realiza o registro e
armazenamento de atividades (logs) e monitora seus ambientes físicos e lógicos, com a captura
de imagens, áudio e/ou vídeo, inclusive, com a finalidade de proteção de seu patrimônio e
reputação e daqueles com os quais se relaciona de alguma forma.
Parágrafo Único – O Colégio São Luís realiza o armazenamento dos dados monitorados para
fins administrativos e legais, além de colaborar com as autoridades em caso de investigação.
O Colégio São Luís pode realizar, quando necessário, de forma proporcional e dentro dos limites
da razoabilidade, eventual revista e/ou inspeção em dispositivos institucionais próprios,
particulares ou de terceiros, respeitando a privacidade do proprietário do aparelho e a proteção
de seus dados pessoais, sempre acompanhado deste e em conjunto com o Departamento de
Desenvolvimento Institucional.
Parágrafo único – O não cumprimento dos compromissos estipulados nestas normas, ainda
que por mera tentativa de burla, sujeitará o violador às medidas educativas, administrativas e
legais cabíveis – contidas no Regimento Escolar; o respectivo violador e/ou seu responsável legal
arcará, pessoalmente, com os danos morais e materiais decorrentes de qualquer ação ilícita
e/ou ilegal, além das sanções administrativas, civis ou penais cabíveis.
VI. ADMISSÃO DE ALUNOS NOVATOS E MATRÍCULA
O Colégio São Luís assume a observância de data e matrícula de crianças que deverão obedecer
ao critério de paridade relativo à faixa etária, citado no Parecer nº 55/2011 e previsto no Projeto
Pedagógico e no Regimento Escolar do Colégio.
VI.1. Processo de Admissão de Alunos Novatos na Educação Infantil e no 1º. Ano do
Ensino Fundamental
Para que os candidadtos à admissão na Educação Infantil e no 1º. Ano do Ensino Fundamental
efetivem sua matrícula, deverão ser observadas as seguintes condições:
i. inscrição on-line;
ii. participação dos candidatos na atividade lúdico-pedagógica, com o objetivo de que a Escola
conheça o estágio de desenvolvimento dos candidatos, de modo a viabilizar um melhor
acompanhamento ao longo de sua vida escolar;
iii. participação dos pais e/ou responsáveis em reunião com a Direção-Geral.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 25
VI.2. Processo de Seleção e Admissão de Alunos Novatos do 2º Ano do Ensino
Fundamental ao EM
Para que os candidatos à admissão do 2º Ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio efetivem
sua participação no processo de admissão e seleção, deverão observar as seguintes condições:
i. inscrição on-line;
ii. participação dos candidatos nas atividades diagnósticas de prontidão acadêmica;
iii. aprovação, segundo normas e critérios indicados no Edital de Admissão de Alunos Novatos,
publicado anualmente na página do Colégio;
iv. participação dos pais e/ou responsáveis em reunião com a Direção-Geral.
VI.3. Matrícula de alunos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e Ensino Médio
A matrícula, no Colégio São Luís, será feita nas seguintes modalidades:
VI.3.1. Matrícula Inicial
É a primeira matrícula do educando no Colégio São Luís. O candidato submeter-se-á ao
processo de admissão de alunos novos, segundo as indicações do edital publicado para o
respectivo ano do processo de admissão. O candidato será admitido no/a ano/série
conveniente, de acordo com a faixa etária, a maturidade, a experiência, o nível de desempenho,
o conhecimento diagnosticado e o número de vagas disponíveis. Após deferimento da Diretoria,
não caberá nenhum tipo de recurso.
Para efetivar a matrícula, o candidato deve apresentar à Secretaria-Geral do Colégio São Luís
todos os documentos legais necessários. No caso de documentação incompleta, a Secretaria-Geral do Colégio estabelecerá um prazo para sua complementação, que deverá ser
rigorosamente cumprido.
Caso o candidato seja classificado para um/a ano/série a partir do 2º. Ano do Ensino
Fundamental e não tenha documentação de escolarização anterior, deverá apresentar os
motivos da não escolarização, comprovando-os mediante documento emitido por seus
responsáveis legais, em forma de declaração, com firma reconhecida.
Serão considerados motivos justos:
i. problemas de deficiência física ou doenças prolongadas impeditivas de frequência escolar
regular;
ii. conhecimentos e experiências adquiridas anteriormente, via assistemática, devidamente
comprovadas.
VI.3.2. Renovada
É a matrícula para o aluno que terminou de cursar, neste estabelecimento de ensino, ano/série
imediatamente anterior. A renovação da matrícula poderá ser indeferida pela Direção-Geral
sempre que houver razão substancial fundamentada no Regimento Escolar e na Proposta
Pedagógica do Colégio São Luís.
A observância do calendário divulgado pelo Colégio, com prazos para renovação de matrícula, é
condição de garantia de vaga.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 26
Para o aluno que volta a frequentar o Colégio São Luís após o intervalo de um período letivo, a
fim de prosseguir estudos interrompidos por motivo justificado e aceito pelo Colégio, a matrícula
estará condicionada aos seguintes passos:
i. agendamento, pela família, de reunião com o Coordenador do/a ano/série que o aluno
cursará;
ii. agendamento, pela escola, de uma Prova de Língua Portuguesa e Matemática para que se
avalie a situação acadêmica do aluno;
iii. apresentação, na Secretaria do Colégio São Luís, do Histórico Escolar do aluno;
iv. análise da documentação apresentada e deferimento pela Direção-Geral;
v. realização, após contato realizado pela Secretaria-Geral, da matrícula do aluno no/a
ano/série indicado/a.
A renovação da matrícula poderá ser indeferida pela Direção-Geral sempre que houver razão
substancial fundamentada no Regimento Escolar e na Proposta Pedagógica do Colégio São Luís.
VI.3.3. Por transferência
Aplica-se a candidatos provenientes de outras instituições escolares, com exceção daqueles que
venham de outros colégios da Rede Jesuíta de Educação no Brasil, que, conforme indicado no
item VI.3.5, têm vaga garantida.
O processo de seleção e admissão de alunos novatos tem a finalidade de se verificar a sintonia
do candidato e de sua família com a filosofia do Colégio São Luís e a maturidade, a experiência,
o nível de desempenho e o conhecimento do aluno.
Os candidatos serão submetidos ao processo de admissão de alunos novatos que consta de
uma série de etapas, incluindo uma avaliação dos conteúdos dos componentes curriculares da
Base Nacional Comum. O Colégio São Luís reserva-se o direito de indicar estudos
complementares para ajustamento pedagógico, quando se fizerem necessários.
Para efetivar a matrícula, o candidato deve apresentar à Secretaria-Geral do Colégio São Luís
todos os documentos legais necessários. No caso de documentação incompleta, a Secretaria-Geral do Colégio estabelecerá um prazo para sua complementação, que deverá ser
rigorosamente cumprido.
Todo candidato a estudar no Colégio São Luís, inclusive ex-aluno, passa pelo processo de
ingresso de novos alunos. No caso desses últimos, além das atividades diagnósticas de
prontidão acadêmica, serão consideradas a adequação e a postura do candidato no período em
que ele frequentou o Colégio São Luís, descritas em sua pasta de registro de dados, e após
deferimento da Diretoria, não cabendo nenhum tipo de recurso.
VI.3.4. Por reclassificação
Se necessário, os processos de reclassificação são realizados apenas em casos de transferência
do 2º Ano do Ensino Fundamental até a 2ª Série do Ensino Médio. Não há processo de
classificação e reclassificação na 3ª Série do Ensino Médio.
Quando se tratar de candidato proveniente de escola do país ou do exterior, cujo regime seja
diverso daquele adotado pelo Colégio São Luís, o aluno deverá apresentar toda a documentação
necessária para o processo. Quando necessário, a Direção-Geral constituirá comissão para
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 27
avaliar a possibilidade de reclassificação do candidato. Presidida pela Direção-Geral e
constituída pela Direção Acadêmica e mais dois membros indicados pela Direção-Geral, a
comissão se encarregará de avaliar e emitir parecer, indicando o/a ano/série mais adequado/a
para o candidato, de acordo com a faixa etária, a maturidade, a experiência, o nível de
desempenho e conhecimento, e tendo por fundamento o seguinte processo:
i. entrevista do aluno com educadores do Colégio São Luís, por meio da qual serão avaliadas
sua maturidade e experiência;
ii. provas referentes aos componentes curriculares da Base Nacional Comum, ou seja, as
disciplinas básicas da/o série/segmento, por meio das quais serão avaliadas as
competências, as habilidades e o nível de desempenho do aluno;
iii. assinatura, por parte dos pais ou responsáveis, do “Termo de Aceitação”, explicitando que
estão cientes e concordam com esses critérios.
VI.3.5. Por transferência de Colégios Jesuítas
Alunos advindos de outros Colégios Jesuítas do Brasil têm a aceitação de sua transferência de
forma automática, desde que munido de uma carta de apresentação da Direção-Geral da escola
de origem. O Colégio São Luís providenciará, se necessário, os estudos de ajustamento
pedagógico para o aluno.
VI.4. Pedidos de Transferência de Alunos do Colégio São Luís
As transferências poderão ser efetuadas em qualquer época do ano, condicionadas à existência
de vagas. Entretanto, a transferência de outro estabelecimento de ensino para o Colégio São
Luís nos três últimos meses do ano letivo é considerada inconveniente ao processo educativo e
só é admissível em condições e por motivos excepcionais, ficando, portanto, sua concessão a
critério e sob a responsabilidade da Diretoria-Geral do Colégio São Luís.
Os documentos escolares acompanharão o aluno em caso de transferência e devem conter, de
forma sucinta, os registros extraídos do Boletim Escolar do aluno relativos à frequência, com
dias letivos e carga horária cumpridos, aos conteúdos curriculares ministrados e aos resultados
alcançados.
Em caso de transferência do Colégio São Luís para outro estabelecimento de ensino, se o
Colégio São Luís não puder fornecer, de imediato, ao interessado os documentos definitivos,
fornecer-lhe-á a declaração provisória, com validade de 30 (trinta) dias, contendo os dados
necessários para orientar o estabelecimento de ensino de destino.
VI.5. Intercâmbio
VI.5.1. Critérios de Saída para Intercâmbio
a) Ser aluno regular de 1ª ou 2ª série do Ensino Médio;
b) iniciar a experiência de intercâmbio a partir do 2º semestre;
c) ter aproveitamento acadêmico de, pelo menos, 70% (setenta por cento) dos pontos
distribuídos até a data da saída (final do 1º semestre), em todos os componentes curriculares
na série do ano corrente cursado pelo aluno no Colégio São Luís;
d) apresentar conduta disciplinar adequada, de acordo com os registros na ficha individual do
aluno ao longo de todo o período letivo cursado antes do intercâmbio.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 28
VI.5.2. Condições para reingresso do aluno do Colégio São Luís que sai para Intercâmbio Na Educação Básica, não se aplica a modalidade de “trancamento de matrícula”, existente no
segmento do Ensino Superior. O retorno do aluno intercambista está vinculado ao
preenchimento do Requerimento de Retorno de Processo de Intercâmbio e à assinatura do
documento Informativo sobre Intercâmbio, pelo responsável financeiro pelo aluno, o qual aceita
os critérios estabelecidos pelo Colégio São Luís para a experiência de intercâmbio.
a) De acordo com a legislação vigente, o Colégio informa e exige que o aluno obtenha êxito pleno
comprovado nos estudos realizados, considerando-se as quatro áreas de conhecimento da
Base Nacional Comum, a saber:
I. Linguagens (Língua Estrangeira);
II. Ciências Humanas (História, Geografia, Filosofia ou Sociologia);
III. Ciências da Natureza (Biologia, Física ou Química);
IV. Matemática.
b) A documentação original dos estudos realizados no exterior deve ter validação oficial pelo
Consulado Brasileiro no país de origem do intercâmbio, com a devida tradução juramentada.
Esses documentos devem ser entregues à Secretaria-Geral do Colégio São Luís para análise
no momento da matrícula. Cumprindo este item integralmente, o aluno terá registrado,
posteriormente, em seu Histórico Escolar, o aproveitamento de estudos realizados no
exterior.
VI.5.3. Providências que deverão ser tomadas pela/o família/aluno, quando da saída
para a realização do Intercâmbio
e) O responsável pelo aluno deverá informar à Secretaria-Geral a intenção de realização de
intercâmbio por meio de preenchimento do Requerimento de Abertura de Processo de
Intercâmbio e da assinatura do documento Informativo sobre Intercâmbio, com a descrição
dos critérios de saída e de retorno do aluno intercambista. Deverá, também, entregar a
declaração comprobatória da agência responsável ou a carta de aceite do aluno na instituição
escolar no exterior, a qual deverá conter a informação precisa de duração e datas de início e
término do intercâmbio.
f) Todos os documentos escolares solicitados à Secretaria-Geral, à Coordenação de Série e aos
professores do Colégio São Luís (formulários, requerimentos, questionários, histórico
escolar, declarações, boletins, entre outros) serão fornecidos e assinados exclusivamente em
Língua Portuguesa.
g) A solicitação do preenchimento das informações de relatórios para as agências de
intercâmbio e outros deverá ser feita junto às Coordenações de Série, por meio do próprio
aluno. O prazo do Colégio para que sejam devidamente preenchidos e entregues é de até 03
(três) dias úteis.
h) O responsável financeiro deverá comparecer à Secretaria-Geral para preencher o
Requerimento de Transferência do aluno no último dia de aula frequentado pelo discente.
VI.5.4. Providências que deverão ser tomadas pela família quando do retorno do aluno
participante de intercâmbio
i) o responsável financeiro pelo aluno intercambista deve preencher e assinar o Requerimento
de Matrícula;
j) para o aluno que optar pela experiência de intercâmbio pelo período de 01 (um) ano, o
requerimento de matrícula deverá ser preenchido com a solicitação para a série seguinte à
última série com aprovação final no Colégio São Luís.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 29
Mesmo preenchendo-se os requisitos citados, o pedido de matrícula de retorno pode ser
indeferido pelo Colégio, caso não haja vagas na série solicitada. Casos omissos serão analisados
pela Direção-Geral.
VI.5.5. Matrícula e avaliação do estudante estrangeiro participante de intercâmbio no
Colégio São Luís
O estudante estrangeiro participante de intercâmbio, com o objetivo de conhecer e vivenciar a
cultura brasileira, poderá ser matriculado no Colégio São Luís, em qualquer período do ano
letivo.
Para a matrícula do aluno estrangeiro participante de intercâmbio, deverá ser apresentada a
seguinte documentação:
I. documentos de identificação, inclusive passaporte com visto de permanência;
II. comprovação dos estudos já realizados, com autenticação do consulado brasileiro no país
de origem;
III. indicação;
IV. identidade e CPF do responsável financeiro;
V. tradução juramentada dos documentos expedidos em língua estrangeira;
VI. indicação da empresa responsável pelo intercâmbio;
VII. atestado médico para a prática e/ou dispensa das aulas de Educação Física.
O estudante estrangeiro participante de intercâmbio participará de todas as atividades da
turma, inclusive das avaliações, e poderá, ainda, frequentar mais de uma turma ou série, de
acordo com a escolaridade apresentada e conforme entendimento com as Coordenações
Pedagógicas.
Ao final do período frequentado, poderá ser expedido ao estudante estrangeiro participante de
intercâmbio um relatório de seu desempenho e das atividades realizadas, para efeito de
comprovação de seu tempo escolar no Colégio São Luís.
O Colégio São Luís não expedirá documento de escolaridade, de avaliações ou de frequência
para efeito de prosseguimento de estudos ou conclusão ao estudante estrangeiro participante
de intercâmbio.
Ao fazer a matrícula, o estudante estrangeiro participante de intercâmbio, se maior, ou seu
responsável assinará um contrato específico, responsabilizando-se pelo pagamento das
prestações referentes aos meses em que frequentar as aulas no Colégio São Luís.
O estudante estrangeiro participante de intercâmbio será avaliado pelo Conselho de Classe ao
final de cada etapa letiva e ao final do ano letivo, para elaboração do relatório do seu
desempenho e das atividades realizadas.
Para que o estudante estrangeiro participante de intercâmbio tenha maior conhecimento da
língua portuguesa, será solicitado que o estudante frequente aulas da língua portuguesa com
profissional não pertencente ao corpo docente do Colégio São Luís.
VII. AVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DA VIDA ESCOLAR DOS ALUNOS
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 30
VII.1. Processo de Avaliação
A avaliação da aprendizagem é sempre uma avaliação do ensino; lugar pedagógico de
acompanhamento da caminhada de alunos e professores. O sistema de avaliação adotado no
Colégio São Luís está a serviço do aperfeiçoamento do processo de ensino e de aprendizagem e
da condução da prática docente, pautada nos valores que fazem parte da identidade
institucional. Contempla tanto o aspecto cognitivo (intelectual) quanto o socioemocional. Mais
que a fragmentação do ano letivo em etapas curtas e assoberbadas de conteúdos trabalhados
de maneira superficial e desarticulada, adotamos um sistema de avaliação que permite a
apropriação, com profundidade e de maneira integrada, das aprendizagens propostas,
organizado em blocos trimestrais em cada ano letivo.
Considera-se a avaliação da aprendizagem um processo integrado ao desenvolvimento do
ensino, e não um momento estanque de verificação e mensuração de conhecimentos. Dessa
forma, cada instrumento utilizado tem uma contribuição particular na observação e
diagnóstico de aspectos intrinsecamente relacionados ao cotidiano escolar.
Todos os instrumentos de avaliação devem proporcionar ao aluno uma reflexão sobre o seu
desempenho e empenho naquela área de conhecimento e devem propiciar ao professor um
quadro das dificuldades e potencialidades de cada aluno. Além disso, eles também fornecem
um diagnóstico do resultado da prática pedagógica do professor no período.
Cada momento de avaliação deve ter os seus resultados partilhados com os respectivos alunos
e requer, necessariamente, uma intervenção no ensino do período seguinte; seja para se
trabalharem as dificuldades de aprendizagem ou para a correção da prática do professor em
sala de aula.
Os dados de registro e de desempenho acadêmico são usados para se gerar informação sobre
o desempenho de professor e aluno, retroalimentando ambos no desafio da qualificação dos
processos de ensino-aprendizagem-avaliação e na comunicação com alunos e famílias.
VII.2. Distribuição dos Pontos e Critério para Aprovação
No Ensino Fundamental, a partir do 2º Ano, e no Ensino Médio, serão distribuídos 100 (cem)
pontos para cada um dos componentes curriculares por etapa.
O ano letivo é dividido em 3 (três) etapas, valorizadas da seguinte forma:
1ª etapa: 30 pontos (com média de 18 pontos)
2ª etapa: 35 pontos (com média de 21 pontos)
3ª etapa: 35 pontos (com média de 21 pontos)
_________________________________________________
TOTAL: 100 pontos (com média anual de 60 pontos)
Para promoção, ao final da 3ª etapa, será considerado APROVADO o aluno que obtiver, no
mínimo, 60% (sessenta por cento) dos pontos distribuídos ao longo do ano letivo em cada um
dos componentes curriculares e que, ao mesmo tempo, tiver frequentado, no mínimo, 75%
(setenta e cinco por cento) do total das horas letivas para aprovação das aulas/atividades
ministradas – conforme LDBN, art. 24, inciso IV.
Considerando-se as características da faixa etária e do processo de aprendizagem nos primeiros
anos do Ensino Fundamental (do 2º ao 5º Ano) e os componentes curriculares que utilizam o
sistema de avaliação por conceitos, em todos os anos do segmento ou em parte deles: Arte,
Educação Física, Educação Musical, Ensino Religioso e Inglês, a distribuição dos pontos de
cada etapa poderá ser organizada de outra forma, desde que as alterações sejam corroboradas
pelos Professores de Referência Acadêmica e pela Coordenação Pedagógica de Série.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 31
2º ano do Ensino Fundamental: Arte, Educação Física, Educação Musical, Inglês e Ensino
Religioso;
3º ano do Ensino Fundamental: Arte, Educação Física e Ensino Religioso;
4º e 5º anos do Ensino Fundamental I: Arte e Educação Física;
Ensino Fundamental II e Ensino Médio: Educação Física.
Os conceitos considerados são:
“A”: aproveitamento entre 86% e 100%;
“B”: aproveitamento entre 70% e 85%;
“C”: aproveitamento entre 60% e 69%;
“D”: aproveitamento entre 40% e 59%;
“E”: aproveitamento entre 0% e 39%.
VII.3. Registros da Avaliação da Educação Infantil e do 1º Ano do Ensino Fundamental
O desempenho escolar do aluno da Educação Infantil e do 1º Ano do Ensino Fundamental será
registrado por meio dos seguintes instrumentos:
Relatório Individual – por meio de conceitos e de tabela de conversão para notas, o
desenvolvimento apresentado pelo aluno nos aspectos de habilidades e competências
trabalhadas e o seu desempenho nas atividades dos componentes curriculares.
Relatório das Atividades – com apresentação das atividades desenvolvidas nos Projetos de
Trabalho, discriminados especificamente os conteúdos dos componentes curriculares, as
habilidades e as competências pretendidas.
VII.4. Registro da Avaliação do 2º Ano do Ensino Fundamental à 3ª Série do Ensino
Médio
O desempenho escolar do aluno a partir do 2º Ano do Ensino Fundamental será registrado por
meio do Boletim Escolar, modelo impresso, que será enviado às famílias dos alunos ao final
de cada etapa letiva. O Boletim Escolar também será disponibilizado, via internet.
VII.5. Instrumentos de avaliação
Todos os instrumentos utilizados para avaliar o desempenho dos alunos devem englobar não
apenas os conteúdos trabalhados mas também habilidades e competências associadas às
unidades desenvolvidas.
Ao longo de cada trimestre, é necessário que sejam utilizados pelo menos três instrumentos de
avaliação, em momentos diferenciados e com objetivos específicos e complementares: a Prova
Trimestral, a Prova Multidisciplinar ou o Testão e a Avaliação Diversificada de atividades.
Prova Trimestral
É um instrumento de avaliação utilizado pelo Ensino Fundamental e Ensino Médio, que visa
avaliar o período regular de aulas naquele trimestre, diagnosticar o nível de interação de cada
aluno com os conhecimentos específicos trabalhados pelo componente curricular, a partir de
problemáticas formuladas para serem refletidas e respondidas num tempo determinado.
Prova Multidisciplinar – Ensino Fundamental (até o 8º ano)
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 32
Visa proporcionar uma situação de avaliação do 2º ao 8º ano do Ensino Fundamental,
envolvendo várias disciplinas, nas quais são exigidas do aluno, principalmente, habilidades e
competências específicas envolvendo leitura e interpretação dos vários conhecimentos dos
componentes curriculares.
Testão – 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio
Busca a ambientação e a capacitação do aluno, do 9º ano do Ensino Fundamental à 3ª série
do Ensino Médio, em relação aos formatos de questões de múltipla escolha que são
predominantes em exames vestibulares, ENEM e em outras situações de provas classificatórias
e seletivas.
Avaliação Diversificada – Ensino Fundamental e Ensino Médio
Visa acompanhar o desempenho dos alunos, do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, no
decorrer das diversas atividades realizadas nas aulas de cada componente curricular ou área
de conhecimento, durante os períodos trimestrais. Tem como foco principal de observação e
análise da dinâmica de desenvolvimento de cada aluno, nos aspectos conceituais, atitudinais
e procedimentais. Trata-se de um conjunto de atividades cotidianas em momentos privilegiados
para que o professor possa reorientar e estimular cada aluno em relação às suas
potencialidades e dificuldades, registrando elementos para uma conceituação mais global sobre
o processo de aprendizagem de cada um.
Simulados – Ensino Médio
Instrumento avaliativo que deve simular (na sua estrutura e nas condições de aplicação) provas
de vestibular e/ou do ENEM (avaliações externas). Quanto à estrutura, deve seguir as
características dessas avaliações externas.
VII.6. Avaliação de Recuperação Trimestral – Ensino Fundamental e Médio
A recuperação trimestral é uma oportunidade para os alunos que não obtiveram desempenho
satisfatório (60%) em uma ou mais disciplinas, ao final dos dois primeiros trimestres, poderem
reforçar a aprendizagem dos conhecimentos de maior dificuldade, para, assim, apresentarem
melhor desempenho no trimestre seguinte. É uma ocasião para os alunos serem motivados a
recuperar os conteúdos não aprendidos e a nota obtida.
As provas de recuperação dos dois primeiros trimestres seguem o calendário específico do/a
ano/série e devem auxiliar os alunos que não obtiveram desempenho satisfatório a recuperar
os conteúdos essenciais do trimestre anterior. A seleção desses conteúdos deve ser feita em
conjunto com a área da respectiva disciplina.
Ao término do trimestre, a participação no processo de recuperação segue os seguintes critérios:
a) Sempre que houver 30%, ou mais, de alunos abaixo da média por turma, o professor da
respectiva disciplina deverá desenvolver o acompanhamento de recuperação durante suas
aulas regulares. Alunos com média 6,0 ou acima participam do processo como monitores.
b) Orientações de estudos e atividades complementares diversificadas serão postadas no
Moodle.
c) Conforme avaliação do Professor de Referência Acadêmica, das Coordenações de Segmento e
Pedagógica de ano/série e da Direção Acadêmica, serão disponibilizados Plantões de Dúvidas
e/ou Cursos de Recuperação, sempre fora do horário regular de aulas. Tanto os plantões
quanto os cursos de recuperação, quando ocorrerem, serão taxados.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 33
d) De acordo com o calendário do/a ano/série, sempre fora do horário regular de aulas, todos
os alunos abaixo de 60% de aproveitamento poderão fazer a PROVA DE RECUPERAÇÃO
TRIMESTRAL.
VII.7. Segunda Chamada
Somente terá direito à Avaliação de Segunda Chamada o aluno que apresentar justificativa (com
base em dispositivos legais ou não) entendida como procedente pela Diretoria do Colégio São
Luís; para ter direito à Segunda Chamada, o aluno ou responsável, no caso do Ensino
Fundamental e Ensino Médio, deverá entrar em contato com a Coordenação Pedagógica de
Série, preencher o requerimento, argumentando em favor de si, e, se for o caso, anexar
documentos que justifiquem sua ausência. Cabe ao Coordenador de Série, em primeira
instância, e à Diretoria, em segunda instância, deferir ou não o pedido. A Segunda Chamada
será taxada e aplicada em dias e horários determinados pelo Colégio e previamente informados
aos alunos e às famílias.
Não haverá Segunda Chamada, em hipótese nenhuma, de provas Multidisciplinares, Testão,
Recuperação Trimestral e Recuperação Final. As demais poderão ter segunda chamada, desde
que obedeçam aos procedimentos descritos acima.
VII.8. Conselho de Classe
Trata-se de um órgão colegiado que tem por objetivo a avaliação coletiva do processo de ensino
e aprendizagem e do trabalho pedagógico desenvolvido em cada série. É presidido pela
Coordenação Pedagógica de Série por delegação da Direção-Geral. É o fórum de discussão e
planejamento de projetos coletivos de ensino e atividades, formas de acompanhamento e
critérios para apreciação do desempenho de cada aluno em seu processo nas etapas escolares.
Como órgão avaliador da ação educativa, será realizado, ordinariamente, ao final de cada etapa
do ano escolar, após a recuperação final e, eventualmente, de modo extraordinário, quando
houver necessidade. Os Conselhos de Classe Extraordinários são presididos pelo/a Diretor/a-Geral. Nos Conselhos de Classe, serão lavradas atas das reuniões, segundo as especificações
legais, sendo elas arquivadas na Secretaria-Geral do Colégio.
Cabe à Direção do Colégio assegurar ao Conselho de Classe as condições para o seu
funcionamento. O Conselho de Classe possui caráter deliberativo, desde que conte com a
anuência da Direção Acadêmica.
Para a realização dos Conselhos de Classe, a Coordenação do/a ano/série, que, por delegação
da Direção-Geral, preside o Conselho de Classe, deverá obedecer à normatização das ações
estabelecidas pela Direção-Geral e pela Direção Acadêmica no Manual de Instrução do Conselho
de Classe.
VII.9. Comunicação à Família do Desempenho Escolar e Frequência do Aluno
O Boletim Escolar é o documento oficial de comunicação do Colégio São Luís, referente ao
desempenho escolar do aluno, e será enviado às famílias ao final de cada etapa letiva.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 34
As notas dos alunos serão registradas pelo professor no sistema on-line. A Secretaria-Geral
encarrega-se de emitir, em versão impressa, os Boletins Escolares. Além disso, é de
responsabilidade da Secretaria-Geral lançar as informações acadêmicas dos alunos nas Fichas
Individuais, nos Relatórios e nos documentos de transferência, nos Mapas dos Conselhos de
Classe e no Livro de Atas de Resultados Finais para o andamento da escrituração escolar.
A frequência dos alunos deverá ser registrada pelos professores, diariamente, nos Diários de
Classe. O Colégio São Luís disponibiliza aos professores o sistema on-line para registros de
notas, frequência e programação curricular. Os dados registrados nos Diários de Classe são
colocados à disposição de pais e alunos via internet. Também, ao final de cada Etapa, é
transcrito para o Boletim Escolar o número de faltas do aluno.
Aos alunos que se encontrarem na situação prevista no Decreto-Lei 1044/69, comprovada por
laudo médico, será permitido o atendimento especial por meio de:
I. dispensa de frequência, enquanto perdurar, comprovadamente, a situação excepcional;
II. atribuição de exercícios, provas, testes, trabalhos e tarefas para elaboração e execução, de
acordo com as possibilidades do Colégio São Luís.
O tratamento especial não poderá ser aplicado se a situação excepcional do aluno perdurar por
todo o período letivo, bem como durante a Recuperação Final, podendo, nesse caso, a situação
ser analisada a critério da Direção-Geral, de acordo com a Proposta Pedagógica do Colégio São
Luís.
VII.10. Alunos Atletas: Frequência e Reposição de Atividades
Em relação aos alunos que integrarem representação desportiva de âmbito nacional, estadual
ou municipal e faltarem às atividades letivas por motivo de competições, serão tomadas as
medidas abaixo:
a) as faltas serão registradas no Diário de Classe, pelo professor, e constarão do Boletim Escolar
no final da etapa letiva correspondente;
b) ao final do ano letivo, sua frequência, tendo-se em vista os 75% obrigatórios de acordo com
a LDBEN nº. 9394/96, será computada a partir do total de aulas oferecidas pelo Colégio,
descontado o número de aulas a que o aluno faltou com a finalidade de competir, desde que
satisfaça à seguinte condição: entregar, previamente, à Secretaria-Geral do Colégio, por
encaminhamento da Coordenação Pedagógica de Série, o comprovante de participação na
competição e, em até 48 (quarenta e oito) horas após cessar o impedimento, o comprovante
de filiação à Federação do Esporte em questão;
c) o aluno terá direito à reposição das atividades pedagógicas desenvolvidas por meio de
orientações dos professores e recebimento de material por ventura distribuído em sua
ausência, descrevendo-as como estudos autônomos;
d) o aluno deverá comprometer-se a realizar as atividades propostas durante sua ausência,
segundo as orientações dos professores. VIII. RECUPERAÇÃO DE APRENDIZAGEM E DE NOTAS
VIII.1. Recuperação de Aprendizagem e de Notas da 1ª e 2ª Etapas
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 35
VIII.1.1. Processo de Recuperação dos alunos da Educação Infantil e do 1º Ano do Ensino
Fundamental
Os estudos de recuperação visam proporcionar ao aluno novas oportunidades de aprendizagem
para que ele supere as deficiências verificadas no seu desempenho escolar.
Ao longo do ano, os alunos serão acompanhados para o atendimento das suas necessidades
específicas, por meio de intervenções pedagógicas personalizadas em sala de aula.
Os alunos do 1º Ano do Ensino Fundamental que não apresentarem competências e habilidades
compatíveis para o prosseguimento de estudos poderão refazer o processo, permanecendo na
mesma série.
VIII.1.2. Processo de Recuperação dos alunos do 2º Ano do Ensino Fundamental à 3ª
Série do Ensino Médio
Ao final da 1ª e da 2ª etapas, os alunos que não obtiverem, no mínimo, 60% (sessenta por cento)
dos pontos distribuídos em um dos componentes curriculares terão a oportunidade de
recuperar aprendizagens e notas.
A oportunidade de recuperação de notas será oferecida por meio da realização da Prova de
Recuperação Trimestral. A oportunidade de recuperação das aprendizagens será oferecida em
uma das seguintes modalidades:
1. Retomada, durante as aulas da etapa seguinte, dos conteúdos pelo professor, quando o
número de alunos em recuperação for maior ou igual a 30% da respectiva turma.
2. Estudos autônomos com roteiros de orientação e exercícios extras, produzidos pelo professor.
3. Cursos de recuperação com aulas no contraturno; essa modalidade e seu calendário apenas
serão executados considerada a possibilidade pela Direção Acadêmica, Professores de
Referência Acadêmica e Coordenadores de Segmentos e Pedagógicos de ano/série e serão
taxados.
4. Plantões articulados com estudos autônomos; essa modalidade e seu calendário apenas serão
executados considerada a possibilidade pela Direção Acadêmica, Professores de Referência
Acadêmica e Coordenadores de Segmentos e Pedagógicos de ano/série e serão taxados.
Cálculo da Média após a Recuperação Trimestral
Onde:
= Média após a Recuperação Trimestral;
= Média Trimestral e
= Nota da Prova de Recuperação.
Se
menor que
, prevalece
, se maior, a substitui.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 36
Os estudantes com ritmos diferenciados de aprendizagem ou com dificuldades relacionadas aos
conceitos fundantes serão acompanhados pelos professores ao longo das etapas.
VIII.1.3. Recuperação Final
O aluno que estiver abaixo da média anual, após a 3ª etapa, terá a oportunidade de fazer a
Recuperação Final.
Ao final da 3ª etapa letiva, aos alunos que não conseguirem, no mínimo, os 60 (sessenta) pontos
necessários para aprovação será oferecida a oportunidade de prova de Recuperação Final. As
duas condições para que possam participar da Recuperação Final são: (1) máximo de quatro
disciplinas com média mínima de 40 (quarenta) pontos em cada uma delas no Ensino
Fundamental (do 2º ao 9º Ano) e máximo de 05 (cinco) disciplinas com média mínima de 40
(quarenta) pontos em cada uma delas no Ensino Médio; (2) frequência mínima exigida pela
legislação vigente do 2º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. Alunos do 2º
ao 9º ano do Ensino Fundamental com mais de 04 (quatro) disciplinas com média entre 40
(quarenta) e 59,9 (cinquenta e nove vírgula nove) pontos estarão automaticamente reprovados.
Alunos da 1ª à 3ª série do Ensino Médio com mais de 05 (cinco) disciplinas com média entre 40
(quarenta) e 59,9 (cinquenta e nove vírgula nove) pontos estarão automaticamente reprovados.
Na recuperação, serão distribuídos 100 (cem) pontos. Essa recuperação constará de plantões
para orientação dos estudos, além de 01 (uma) prova a que os alunos serão submetidos, que
terá o valor de 100 (cem) pontos.
Cálculo da Média após a Recuperação Final
Onde
= Média Final,
= Média Anual (MT 1 + MT 2 + MT3):3 e
= Nota da Prova de Recuperação Final.
O total mínimo de pontos para participar da Recuperação Final é de 40 pontos.
O total mínimo de pontos para Aprovação Final é de 60 pontos.
Após a recuperação final, a nota do aluno calculada a partir da fórmula substitui a nota obtida
ao longo do ano.
O aluno que, após a Recuperação Final, não obtiver 60 pontos em qualquer componente
curricular será considerado reprovado no/a respectivo/a ano/série.
O aluno reprovado não tem a matrícula automaticamente renovada para o ano letivo seguinte,
mesmo que já tenha feito a matrícula. Deve-se protocolar na secretaria, em formulário próprio,
o pedido de permanência em até 48 horas após a divulgação dos resultados finais.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 37
IX. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS QUE ASSEGURAM A ARTICULAÇÃO E A INTEGRAÇÃO
DO TRABALHO EDUCATIVO
Para garantir a articulação e a integração do trabalho acadêmico-pedagógico realizado na
escola, a Direção-Geral do Colégio São Luís conta com três instâncias: a Direção de
Humanística, a Direção Acadêmica e a Direção Administrativo-Financeira.
IX.1. Articulação e Integração do Trabalho Pedagógico-acadêmico
A Direção Acadêmica conta com as Coordenações de Segmentos, as Coordenações Pedagógicas
de ano/série e com os Professores de Referência Acadêmica para o desenvolvimento do trabalho
acadêmico-pedagógico junto aos professores.
A Direção Acadêmica deve responsabilizar-se pela definição da linha pedagógica educacional
adotada pelo Colégio São Luís.
As Coordenações de Segmentos encarregam-se da supervisão do trabalho pedagógico do
segmento que está sob sua responsabilidade, orientam a dinâmica das atividades curriculares,
em consonância com as orientações da Direção Acadêmica, e dão suporte aos Coordenadores
de ano/série e Professores de Referência Acadêmica no desenvolvimento do processo de ensino
e aprendizagem desenvolvido no respectivo segmento na escola.
A Coordenação de ano/série encarrega-se do acompanhamento do trabalho do curso sob a sua
responsabilidade: organiza a dinâmica do curso, dá suporte aos professores no cotidiano de seu
trabalho docente, atende às famílias e acompanha os alunos de forma individual ou coletiva.
Os Coordenadores de ano/série estão diretamente ligados à Direção-Geral da escola e
funcionalmente ligados à Direção Acadêmica e, em primeira instância, às Coordenações de
Segmentos. Seu trabalho tem uma interface importante com os Professores de Referência
Acadêmica. As equipes docentes do curso reúnem-se sistematicamente com seus respectivos
Coordenadores Pedagógicos de ano/série.
A atuação dos Professores de Referência Acadêmica, sob as orientações da Direção Acadêmica,
está dividida em campos conceituais dos componentes curriculares:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
Língua Portuguesa e Redação
Língua Estrangeira (Inglês e Espanhol)
Geografia, História, Sociologia e Filosofia
Ciências, Química e Biologia.
Laboratório de Ciências da Natureza
Matemática e Física
Arte
Educação Física
Ensino Religioso e Introdução à Teologia
Cada um dos Professores de Referência Acadêmica acompanha a produção da equipe de
docentes dos componentes curriculares respectivos da Educação Infantil, do Ensino
Fundamental e do Ensino Médio diurno, e atua como assessoria à Direção Acadêmica para a
qualificação do trabalho realizado em sala de aula.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 38
Os Professores de Referência Acadêmica apoiam os Coordenadores de ano/série nas
informações necessárias ao trabalho da transposição didática das orientações dadas, para sua
disciplina. Acompanham, junto com o Diretor Acadêmico, o desenvolvimento do Programa de
Ensino e os Planejamentos Curriculares de Ensino das Etapas, a produção de todo o corpus
acadêmico produzido pelos docentes da(s) disciplina(s) sob sua responsabilidade. Elaboram
relatórios, gráficos e tabelas dos resultados do desempenho acadêmico dos alunos para
subsidiar a Direção Acadêmica nas intervenções necessárias.
As Coordenações de Segmento, as Coordenações de ano/série e os Professores de Referência
Acadêmica têm por finalidade primeira garantir que o trabalho realizado com os alunos não se
fragmente em experiências isoladas ou que faça pouco ou nenhum sentido, fazendo cumprir o
eixo nuclear do Programa de Ensino e os conceitos fundantes de todas as disciplinas.
As Coordenações de ano/série e os Professores de Referência Acadêmica, sob orientação da
Direção Acadêmica e das Coordenações dos respectivos segmentos, em particular, têm como
desafio maior a superação das dificuldades metodológicas que definem, de forma didática, o
ensino e a aprendizagem dos conteúdos ensinados em cada componente curricular.
A Direção Acadêmica do Ensino Médio Noturno conta com a Coordenação do Curso e a
Assistência Técnico-Pedagógica para o desenvolvimento do trabalho junto aos professores.
A Assistência Técnico-Pedagógica orienta a dinâmica das atividades curriculares, em
consonância com as orientações da Direção Acadêmica, e dá suporte ao Diretor Acadêmico e ao
Coordenador do Curso no desenvolvimento do processo de ensino e aprendizagem desenvolvido
no respectivo segmento na escola.
IX.2. Articulação e Integração do Trabalho Educativo com a Comunidade
A participação de todos os membros da Comunidade Educativa do Colégio São Luís dar-se-á
nos níveis, nas possibilidades e nas funções de cada um, segundo as finalidades específicas.
Ainda que a função de conduzir o processo de aprendizagem escolar corresponda,
fundamentalmente, aos professores, pode-se afirmar que a família tem um papel importante
nesse processo, uma vez que parte dele ocorre fora da escola. A colaboração entre família e
escola é reconhecida hoje por teóricos da educação e por pais e professores como condição sine
qua non para um processo educativo eficaz. Além disso, a família é a célula social em que se
constroem as bases do processo de crescimento e amadurecimento da pessoa; dito de outra
forma, é um espaço sociológico de aprendizagem por excelência.
Em relação à dimensão do contexto, a primeira forma de colaboração é conhecer a Proposta
Pedagógica da escola à qual os pais e responsáveis confiam a educação de seus filhos. Quanto
maior a sintonia entre a proposta da escola e o modo de educar adotado na família, maiores as
possibilidades de êxito no processo educativo. Em décadas passadas, observava-se uma
“hegemonia social” que gerava uma sintonia quase natural entre os valores cultivados na família
e a orientação dada nas escolas. A “modernidade” gerou uma pulverização que quebrou essa
hegemonia, inclusive no contexto familiar. Por essa razão, para conseguir formar integral e
harmonicamente uma pessoa, é fundamental que família e escola façam um esforço conjunto
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 39
para construírem um nível razoável de sintonia e, dessa maneira, não expor crianças e
adolescentes a referenciais que podem chegar a ser não apenas diferentes mas contrários.
Uma segunda forma de colaboração é acompanhar o processo de aprendizagem das crianças e
dos jovens. Além da participação nas reuniões de pais, é necessário buscarem-se os canais de
comunicação que a instituição oferece para partilhar as dificuldades que os pais observam que
seus filhos estão enfrentando para realizar as tarefas escolares, assim como para apresentar
dúvidas sobre o trabalho que está sendo desenvolvido pelos professores e pelos demais
educadores.
Parte importante do processo formativo que o Colégio São Luís desenvolve com os alunos é a
integração com a comunidade circundante e com o contexto social mais amplo no qual estão
inseridos. A proposta de formação de pessoas competentes, conscientes, compassivas e
comprometidas, traços constitutivos de nossa missão, demanda abertura a uma realidade que
ultrapasse os muros da escola. Os alunos participam, desde os primeiros anos do Ensino
Fundamental, de atividades dentro e fora do Colégio São Luís, que os expõem a experiências
formadoras de cidadania, capacidade de análise crítica da realidade e espírito de solidariedade.
X. INSTITUIÇÕES DISCENTES, DE ANTIGOS ALUNOS E DE REPRESENTAÇÃO DOS PAIS
Objetivando fomentar um processo de formação de comunidade e promoção de redes de
relacionamento, de diálogo e de corresponsabilidade para reforçar a participação autônoma e
consciente, o Colégio São Luís mantém instituições discentes, de antigos alunos e de
representação dos pais.
O Grêmio Estudantil é o órgão de representação dos alunos do Colégio São Luís, diretamente
ligado à Direção-Geral. Os objetivos principais são a representação dos alunos e a garantia de
espaços de atuação.
A Associação de Antigos Alunos é o órgão de representação dos antigos alunos do Colégio São
Luís, diretamente ligado à Direção-Geral, e tem como objetivo construir uma comunidade de
antigos alunos para viver e propagar os nossos valores por meio do serviço à cidadania.
A Associação de Pais do São Luís – APSL – é o órgão de representação dos pais dos alunos do
Colégio São Luís, dotado de estatuto próprio.
XI. PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO
INTERNA E EXTERNA
XI.1. Programa de Educação Continuada
O programa de formação continuada desenvolvido no Colégio São Luís sustenta-se nos
seguintes pressupostos:
a) o desenvolvimento da habilidade de se refletir sobre a própria prática é a base para um
trabalho docente criativo e autônomo;
b) a sala de aula é o ponto de partida e um campo privilegiado de investigação para os docentes;
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 40
c) a reflexão pedagógica deve ser iluminada por elementos teóricos pertinentes;
d) a reflexão do docente deve partir sempre de sua experiência em sala de aula e encaminharse às inovações que se deseja implementar.
Entendemos que a formação continuada é uma necessidade de todo e qualquer profissional
orientado ao desenvolvimento e ao aprimoramento constante. Sendo assim, a responsabilidade
primeira da formação é do próprio educador, que deve buscar continuamente caminhos e
condições para seu crescimento. À instituição cabe favorecer esse processo de crescimento
contínuo, oferecendo um espaço sistemático de reflexão e estudo orientado à materialização de
seu projeto educativo.
O paradigma que rege todas essas iniciativas é o do “conhecimento da prática”: construído da
reflexão sobre o cotidiano do trabalho e da necessidade de que o conhecimento gerado a partir
da reflexão dos professores seja fruto de uma dinâmica de aprendizagem coletiva incorporada
pelo profissional docente e pela escola como organização.
As propostas de formação continuada desenvolvidas na escola vão desde as reuniões de reflexão
pedagógica até o subsídio de programas acadêmicos de pós-graduação (especialização,
mestrado e doutorado), passando por cursos breves e encontros de homólogos realizados na
unidade ou em conjunto com as demais unidades da Associação dos Colégios Jesuítas em nível
regional, nacional e internacional.
XI.2. Procedimentos de Avaliação Interna e Externa
A Diretoria do Colégio São Luís tem a convicção de que processos externos de avaliação são
importantes instrumentos na excelência acadêmica. Por esse motivo, sempre que possível,
participa de modalidades de avaliações externas.
Como parte da Rede Educativa da Companhia de Jesus no Brasil, é avaliado por parâmetros do
Sistema de Qualidade em Gestão Escolar (SQGE) da FLACSI, que acompanham o trabalho
realizado nesta unidade. O SQGE é supervisionado pelo Delegado para a Educação Básica da
Província dos Jesuítas do Brasil, que visita anualmente o Colégio.
O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) constitui uma das ferramentas importantes na
avaliação da qualidade do ensino e da aprendizagem, de instância externa, que integra a terceira
etapa do processo “ensino-aprendizagem-avaliação”. Nesse sentido, entre outros instrumentos
externos de avaliação, o ENEM contribui, por meio de índices de avaliação, com a mensuração
das duas primeiras etapas, a saber: “ensino-aprendizagem”.
Os procedimentos de avaliação interna são constituídos por atividades diagnósticas, aplicadas
em cada etapa letiva, em todas as disciplinas de todos os segmentos; considera-se outro
processo: a Investigação Educacional. Além das Atividades Diagnósticas, são aplicadas as
Atividades Diversificadas, Provas Trimestrais, Simulados, Avaliações Multidisciplinares,
projetos variados, entre outros.
Serão incorporadas a esta Proposta Pedagógica normas complementares que vierem a ser
publicadas pelo Colégio São Luís.
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 41
São Paulo, 20 de outubro de 2015.
Luiz Antonio Nunes Palermo
Diretor Acadêmico
Sônia Maria Vasconcellos de Magalhães
Diretora-Geral
Proposta Pedagógica do Colégio São Luís – 2016 – Página 42
COLÉGIO SÃO LUÍS - jesuítas
CALENDÁRIO ESCOLAR – 2016 - versão final
EDUCAÇÃO INFANTIL + ENSINO FUNDAMENTAL + ENSINO MÉDIO
Mês/ Dias
Q S S D S T Q Q S
Janeiro
1
Fevereiro
Março
1
Abril
Maio
Junho
1
Julho
Agosto
Setembro 1 2
Outubro
Novembro
Dezembro 1 2
Total DL
2
3
2
3
4
S
D
S
T
Q Q S
S
Conselho de Série: Dezembro
Reunião de Pais
T
Q Q S
S
D
S
T
Q Q S
S
D
S
T
Q
Q S
Total
DL
7
8
9
10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31
1 2 3
4
5
6
7
8
9
10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29
18
1 2
2 3 4 5 6
1 2 3 4
1
2 3 4 5 6
1 2 3
3 4 5 6 7
1 2 3 4 5
1 2
3 4 5 6 7
3
7
5
2
7
4
8
6
3
8
4
8
6
3
8
5
9
7
4
9
5
9
7
4
9
6
10
8
5
10
6
10
8
5
10
7
11
9
6
11
7
11
9
6
11
8
12
10
7
12
8
12
10
7
12
9
13
11
8
13
9
13
11
8
13
10
14
12
9
14
10
14
12
9
14
11
15
13
10
15
22
19
20
23
9
9
8
10 10
7 9
8 10 10
S
20 à 22
Festa Junina
Recuperação Final: Dezembro
S
5 6
11
15
13
10
15
12
16
14
11
16
12
16
14
11
16
13
17
15
12
17
Dias Letivos:
21 Férias
22 Recesso escolar
23 Planejamento – Janeiro
2425
Dias Letivos
26 Feriados, Sábados e Domingos
D
05 – 16
19 e 20
T
Q
13
17
15
12
17
14
18
16
13
18
14
18
16
13
18
15
19
17
14
19
15
19
17
14
19
16
20
18
15
20
16
20
18
15
20
17
21
19
16
21
17
21
19
16
21
18
22
20
17
22
18
22
20
17
22
19
23
21
18
23
19
23
21
18
23
20
24
22
19
24
8
8
9
8
8
3
20
24
22
19
24
21
25
23
20
25
21
25
23
20
25
22
26
24
21
26
22
26
24
21
26
23
27
25
22
27
23
27
25
22
27
24
28
26
23
28
24
28
26
23
28
25
29
27
24
29
25
29
27
24
29
26
30
28
25
30
9
10 10
8
6
26
30
28
25
30
27
04
27 28 29 30 31
29 30 31
26 27 28 29 30
31
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Feriados:
Q
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Fevereiro - 06 à 10 – Carnaval
40 41 39 40 37 03 200
Março- 24 à 27 - Semana Santa
1º Trim. 26/01 à 29/04 - 63 dias
2º Trim. 02/05 à 31/08 - 66 dias
3º Trim. 01/09 à 16/12 - 71 dias
Abril - 21 – Tiradentes
- 22 - Recesso
Maio - 01 – Dia do Trabalho
- 26 -Corpus Christi
- 27 - Recesso
Setembro – 07 – Independência do Brasil
- 30 - Eleições
Outubro – 12 - N. Sra. Aparecida
- 15 – Dia do Professor
- 28 - Eleições
Novembro – 02 – Finados
- 14 - Recesso –
- 15 – Procl. República
- 20 – Dia da Consciência Negra
Obs. 1 - As Reuniões Pedagógicas e as Reuniões de Pais e demais atividades complementares do Currículo Pleno estão assinaladas no Calendário Pleno, ocorrendo todas elas sem
prejuízo das aulas e de dias letivos.
2 - Sábados letivos com frequência controlada de alunos.
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CSL proposta pedagogica 2016