IMPACTOS MACROECONÔMICOS NA
ECONOMIA DO RS
Florianópolis, 9 de agosto de 2013
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
ESTRUTURA DA APRESENTAÇÃO
Em que fase do ciclo econômico nós estamos?
O colapso do “modelo CCC”
A economia do Rio Grande do Sul neste contexto
O que determina os ciclos econômicos do Estado
A indústria gaúcha
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
PIB de longo prazo
OS MOVIMENTOS DE LONGO PRAZO DA ECONOMIA
EXPANSÃO
DESACELERAÇÃO
100
CONTRAÇÃO
RECUPERAÇÃO
Tempo
O que é o Composite Leading
Indicator?
Indicator
?
Indicador antecedente do nível
de atividade
Pretende antever mudanças no
PIB de longo prazo num período
de dois a três trimestres
Como é calculado?
Preço das ações;
Expectativa de produção de
manufaturados;
Pedidos de manufaturados;
Base monetária;
Saldo comercial com a UE.
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
OS MOVIMENTOS DE LONGO PRAZO DA ECONOMIA
PIB
CLI
100
CLI – Brasil
O que pode ter gerado
esse descolamento?
(Número Índice)
O que é o Composite Leading
Indicator?
Indicator
?
Indicador antecedente do nível
de atividade
Pretende antever mudanças no
PIB de longo prazo num período
de dois a três trimestres
Fonte: OCDE.
jan/13
mai/12
set/11
jan/11
mai/10
set/09
jan/09
mai/08
set/07
jan/07
mai/06
set/05
jan/05
mai/04
set/03
jan/03
mai/02
set/01
jan/01
99,0
Como é calculado?
Preço das ações;
Expectativa de produção de
manufaturados;
Pedidos de manufaturados;
Base monetária;
Saldo comercial com a UE.
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
OS MOVIMENTOS DE LONGO PRAZO DA ECONOMIA
PIB
CLI
100
CLI – Brasil
O que pode ter gerado
esse descolamento?
jan/13
mai/12
set/11
jan/11
mai/10
set/09
jan/09
mai/08
set/07
jan/07
mai/06
set/05
jan/05
mai/04
set/03
jan/03
mai/02
set/01
jan/01
(Número Índice)
Índice de Confiança do Empresário Industrial
(número índice – ago/11
ago/11 = 100)
103,6
100,0
ago/11
set/11
out/11
nov/11
dez/11
jan/12
fev/12
mar/12
abr/12
mai/12
jun/12
jul/12
ago/12
set/12
out/12
nov/12
dez/12
100,0
Fonte: OCDE e CNI.
Como é calculado?
Preço das ações;
Expectativa de produção de
manufaturados;
Pedidos de manufaturados;
Base monetária;
Saldo comercial com a UE.
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
OS MOVIMENTOS DE LONGO PRAZO DA ECONOMIA
PIB
CLI
100
CLI – Brasil
O que pode ter gerado
esse descolamento?
jan/13
mai/12
set/11
jan/11
mai/10
set/09
jan/09
mai/08
set/07
jan/07
mai/06
set/05
jan/05
mai/04
set/03
jan/03
mai/02
set/01
jan/01
(Número Índice)
Índice de Confiança do Empresário Industrial
(número índice – ago/11
ago/11 = 100)
103,6
100,0
ago/11
set/11
out/11
nov/11
dez/11
jan/12
fev/12
mar/12
abr/12
mai/12
jun/12
jul/12
ago/12
set/12
out/12
nov/12
dez/12
100,0
Fonte: OCDE e CNI.
Esperava-se uma retomada mais
Esperavavigorosa a partir do segundo
semestre de 2012.
Os fatores que impedem uma maior
aceleração estão muito mais
ligados a aspectos internos,
internos, de
cunho estrutural.
estrutural.
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
COMMODITIES: O FIM DO SUPERCICLO
As commodities foram um
importante elemento dinâmico
para a economia brasileira...
PIB e Preços das Commodities
(Var. % anual em 12 meses)
PIB
Preços de Commodities
7,5
Demanda da chinesa determina
o preço...
Importações da China e Commodities
2001T4
2002T2
2002T4
2003T2
2003T4
2004T2
2004T4
2005T2
2005T4
2006T2
2006T4
2007T2
2007T4
2008T2
2008T4
2009T2
2009T4
2010T2
2010T4
2011T2
2011T4
2012T2
2012T4
1,2
(Var. % anual em 12 meses)
E o que esperar para o futuro?
41,6
Projeção p/ Importações da China
(Quantum – var. % anual)
4,4
8,1 10,5 11,0 10,5 10,5 10,5
jan/07
mai/07
set/07
jan/08
mai/08
set/08
jan/09
mai/09
set/09
jan/10
mai/10
set/10
jan/11
mai/11
set/11
jan/12
mai/12
set/12
jan/13
mai/13
Importações chinesas
Preços de Commodities
Fonte: IBGE. FMI. National Bureau of China.
2013 2014 2015 2016 2017 2018
Média 20002000-2008: 16,9%
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
COMMODITIES: O FIM DO SUPERCICLO
Câmbio versus Renda
(MM 12 meses)
Correlação
0,85
A valorização cambial tende
a gerar um aumento do
poder de compra dos
consumidores
Comércio versus Importações
(MM 12 meses)
A redução do volume de
vendas no comércio
impactará nas
importações, que já
mostram sinais de
arrefecimento
Fonte: BCB. IBGE.
Correlação
0,98
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CRÉDITO: HÁ LIMITES PARA EXPANSÃO...
Saldo de crédito
(Var. %, dez.11dez.11-jun.13)
Crédito/PIB
55,2
(%)
LIVRES:
53,8
49,1
Crescimento do
Saldo de Crédito:
17,3
21,0
13,8
24,5%
dez/11
jan/12
fev/12
mar/12
abr/12
mai/12
jun/12
jul/12
ago/12
set/12
out/12
nov/12
dez/12
jan/13
fev/13
mar/13
abr/13
mai/13
jun/13
Total
PJ
PF
DIRECIONADOS:
51,1
35,4
26,4
Financiamento Imobiliário: 57,6%
Microcrédito: 56,9%
Rural: 40,1%
Fonte: BCB.
Total
PJ
PF
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CRÉDITO
RÉDITO:: HÁ LIMITES PARA EXPANSÃO...
Os créditos direcionados foram alavancados, em especial, pelos bancos
públicos...
Desde a crise de 2008, a participação dos bancos públicos vem
crescendo no total de empréstimos
Saldo de crédito por instituição
(Var. %, dez.11 a jun.13)
43,4
Participação das instituições no
total de empréstimos
(%)
66,2
58,6
R$ 631 bi
24,5
9,8
R$ 1,3 tri
56,4
49,7
R$ 322 bi
43,6
41,4
Fonte: BCB.
PÚBLICOS
mai/13
jan/13
set/12
mai/12
jan/12
set/11
mai/11
jan/11
set/10
mai/10
jan/10
set/09
mai/09
É possível que as concessões
dos bancos públicos continuem
crescendo nessa magnitude?
jan/09
Banco
Privados
set/08
Bancos
Públicos
mai/08
Total
jan/08
33,8
PRIVADOS
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CRÉDITO
RÉDITO:: HÁ LIMITES PARA EXPANSÃO...
O funding dos bancos
públicos foi feito através de
repasses do Tesouro
Nacional
Mas o governo não tinha recursos
para prover todo esse funding
PELO CRITÉRIO DO FMI:
Participação dos repasses no PIB:
2007:
2012:
9,2%
0,4%
Expansão irresponsável
da dívida bruta
Dívida Bruta do Governo Geral
(% do PIB)
63,1
Dívida Bruta do Governo Geral
68,5
(% do PIB, 2012)
A saúde das contas públicas se
México
Peru
Fonte: BCB. Tesouro Nacional. FMI
53,4
11,2
11,2
10,9
Chile
China
Russia
dez/07
abr/08
ago/08
dez/08
abr/09
ago/09
dez/09
abr/10
ago/10
dez/10
abr/11
ago/11
dez/11
abr/12
ago/12
dez/12
abr/13
19,8
Brasil
59,3
impõe como importante
restrição
58,0
à expansão do crédito
43,5
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CRÉDITO
RÉDITO:: HÁ LIMITES PARA EXPANSÃO...
Inadimplência – Recursos Livres
(Jun
Jun/13,
/13, média 12 meses)
7,8%
3,7%
21,7
19,4
1T2013
4T2012
10,5
3T2012
1T2012
10,7
4T2011
3T2011
2T2011
11,0
2T2012
11,6
EUA
EUA
Fonte: BCB. FED.
22,7
22,6
1T2011
2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013*
Pessoa Jurídica:
Serviço da dívida/Renda disponível
(%)
4T2010
Endividamento das famílias com o SFN
em relação à renda acumulada dos
últimos doze meses
(%)
43 44
41
38
34
31
27
24
Pessoa Física:
Brasil
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CRÉDITO
RÉDITO:: HÁ LIMITES PARA EXPANSÃO...
Poupança e Investimento
Ativos dos BC’s
(Em % do PIB – MM4T)
(Em bilhões – Moeda local)
Poupança
Investimento
20,7
REINO UNIDO:
17,9
14,4
ZONA DO EURO:
3.091,7
2003 T1
2003 T3
2004 T1
2004 T3
2005 T1
2005 T3
2006 T1
2006 T3
2007 T1
2007 T3
2008 T1
2008 T3
2009 T1
2009 T3
2010 T1
2010 T3
2011 T1
2011 T3
2012 T1
2012 T3
2013 T1
Esse descolamento foi
possibilitado por uma ampla
liquidez internacional
Fonte: IBGE. BCE. BoE.
2012
2011
2010
2009
2008
2007
1.145,5
2007
A tendência atual é de contenção
dessa liquidez...
2.413,3
2013
15,6
14,6
91,0
jan-08
mai-08
set-08
jan-09
mai-09
set-09
jan-10
mai-10
set-10
jan-11
mai-11
set-11
jan-12
mai-12
set-12
jan-13
mai-13
18,8
404,9
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CRÉDITO
RÉDITO:: HÁ LIMITES PARA EXPANSÃO...
Poupança e Investimento
Ativos dos BC’s
(Em % do PIB – MM4T)
(Em bilhões – Moeda local)
Poupança
Investimento
20,7
EUA:
3098,2
2119,4
17,9
18,8
A tendência atual é de contenção
da liquidez...
Fonte: IBGE. BCE. BoE.
2013t1
2012t3
2012t1
2011t3
2011t1
2010t3
2010t1
2009t3
2009t1
2008t3
2008t1
14,4
2007t3
Esse descolamento foi
possibilitado por uma ampla
liquidez internacional
2003 T1
2003 T3
2004 T1
2004 T3
2005 T1
2005 T3
2006 T1
2006 T3
2007 T1
2007 T3
2008 T1
2008 T3
2009 T1
2009 T3
2010 T1
2010 T3
2011 T1
2011 T3
2012 T1
2012 T3
2013 T1
14,6
2007t1
858,5
15,6
Há uma expectativa de
redução/término do Quantitative
Easing 3 (QE3) nos próximos
trimestres..
trimestres
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CRÉDITO
RÉDITO:: HÁ LIMITES PARA UMA NOVA EXPANSÃO
Além disso, os investimentos são determinados pela confiança
Investimentos e ICEIICEI-BR
Sondagem Industrial – BR
(Var. % em 12 meses)
Investimentos
ICEI
(Problemas – em % das respostas – MM4T)
21,3
16,6
9,4
7,5
-2,9
-2,8
-8,2
2ºT/2000
4ºT/2000
2ºT/2001
4ºT/2001
2ºT/2002
4ºT/2002
2ºT/2003
4ºT/2003
2ºT/2004
4ºT/2004
2ºT/2005
4ºT/2005
2ºT/2006
4ºT/2006
2ºT/2007
4ºT/2007
2ºT/2008
4ºT/2008
2ºT/2009
4ºT/2009
2ºT/2010
4ºT/2010
2ºT/2011
4ºT/2011
2ºT/2012
4ºT/2012
-4,5
Os investimentos não devem
apresentar crescimento substancial
nos próximos trimestres
Fonte: IBGE. CNI.
II/12
II/13
Elevada carga
tributária
Competição
acirrada
61,1
59,1
41,0
39,7
Custo da
matéria--prima
matéria
26,9
31,4
Falta de demanda
28,7
30,2
Falta de
trabalhador qualif.
25,5
26,4
Falta de Capital de
Giro
14,4
16,3
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CONSUMO: LIMITADO PELO MENOR CRESCIMENTO DA RENDA
Consumo das Famílias
1996/I a 2003/III
2003/IV a 2013/I
PIB
16%
Consumo
14%
PIB
40%
Consumo 7,7
55%
10,4
7,1
8,5
7,3
4,9
3,9
2,8
2,7
-2,6
2013/I
2012/III
2012/I
2011/III
2011/I
2010/III
2010/I
2009/III
2009/I
2008/III
2008/I
2007/III
2007/I
2006/III
2006/I
2005/III
2004/III
2004/I
2003/III
2003/I
2002/III
de crescimento consecutivo
2002/I
2001/III
2001/I
2000/III
2000/I
1999/III
1999/I
1998/III
1998/I
1997/III
1997/I
1996/III
1996/I
38 trimestres
Variação % tri/tritri/tri-4
-5,5
Fonte: IBGE
-3,0
2005/I
-3,0
2,1
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CONSUMO: LIMITADO PELO MENOR CRESCIMENTO DA RENDA
Consumo das Famílias
8,1
7,0
6,7
5,5
4,2
2,7
2,5
2,2
2013/I
2012/III
2012/I
2011/III
2011/I
2010/III
2010/I
2009/III
2007/III
2007/I
2006/III
2006/I
2005/III
2005/I
2004/III
2004/I
2003/III
2003/I
2002/III
Variação % ac. 4t.
2002/I
2001/III
2001/I
2000/III
2000/I
1999/III
1999/I
1998/III
1998/I
1997/III
1997/I
1996/III
1996/I
Variação % tri/tritri/tri-4
2009/I
-1,1
Quais são os principais
limites impostos ao
consumo?
2008/III
-0,1
2008/I
2,0
Fonte: IBGE
3,0
3,2
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
CONSUMO: LIMITADO PELO MENOR CRESCIMENTO DA RENDA
Taxa de Desemprego
(% - MM 12 M)
10,0
Geração de empregos formais
(Saldo acumulado em 12 meses – mil pessoas)
8,0
8,1
2.270
2.097
jun/13
jan/13
ago/12
mar/12
out/11
mai/11
dez/10
jul/10
fev/10
set/09
abr/09
nov/08
jun/08
jan/08
ago/07
4,4
O menor crescimento dos
salários sinalizam o
desaquecimento do mercado
de trabalho, com impactos
sobre o consumo
5,4
Rendimento Real Médio
(var % acumulada no ano até maio)
abr/13
dez/12
ago/12
abr/12
dez/11
ago/11
abr/11
dez/10
ago/10
abr/10
dez/09
ago/09
abr/09
dez/08
ago/08
abr/08
dez/07
ago/07
abr/07
298
mar/07
667
out/06
Se reflete sobre a taxa
de desemprego?
1.229
dez/06
6,1
Há elementos de oferta
de trabalho presentes
neste movimento
4,7
4,7
3,7
3,5
2,5
1,4
2,5
1,9
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013
Fonte: IBGE. MTE.
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
OS CICLOS ECONÔMICOS DO RIO GRANDE DO SUL
Fatores Internos
Produto Interno Bruto – PIB
Produção de grãos – RS
(Var. % anual)
28,8
6,7
5,1
21,3
2,7
20,9
2012/13*
2011/12
2010/11
2008/09
2007/08
2005/06
2004/05
-1,8
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Fonte: FEE. CONAB.
23,5 22,6 22,6
13,2
-0,4
-2,8
28,3
25,4
2006/07
4,7
2009/10
6,5
(Milhões de toneladas)
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
OS CICLOS ECONÔMICOS DO RIO GRANDE DO SUL
Fatores Internos
Municípios que declararam Es
Emergência
jan/2012
/2012
Produção de grãos
– RS em jan
(Milhões de toneladas)
Produto Interno Bruto – PIB
(Var. % anual)
28,8
6,7
5,1
21,3
2,7
(Var. % em relação a 1T12)
Fonte: FEE. CONAB. *Estimativas
20,9
2012/13*
2011/12
2010/11
2008/09
2007/08
2005/06
2004/05
-1,8
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Crescimento 1T13
23,5 22,6 22,6
13,2
-0,4
-2,8
28,3
25,4
2006/07
4,7
2009/10
6,5
2,5%
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
OS CICLOS ECONÔMICOS DO RIO GRANDE DO SUL
Fatores Externos
Produto Interno Bruto – PIB
(Var. % anual)
6,5
Crises no mercado externo
Variações na taxa de câmbio
6,7
5,1
4,7
2,7
Em 2012:
Exportações em queda
Barreiras da Argentina
-0,4
-2,8
-1,8
Crise no EURO
2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Crescimento 1T13
(Var. % em relação a 1T12)
Fonte: FEE. CONAB.
2,5%
UNIDADE DE ESTUDOS ECONÔMICOS
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