A REGIÃO METROPOLITANA DE NATAL: UM OLHAR SOBRE O DIFERENCIAL DEMOGRÁFICO Lara de Melo Barbosa1 Mardone Cavalcante França 2 Marla França3 Palavras Chave: Metropolização, Região Metropolitana de Natal, crescimento demográfico. INTRODUÇÃO Ao longo dos últimos anos tem-se verificado uma significativa concentração populacional nas metrópoles brasileiras, com importantes implicações demográficas e socioeconômicas, sem que haja uma política metropolitana, que busque suprir as carências urbanas, reduzir as desigualdades sociais e atenuar a segregação residencial. De acordo com um estudo sobre a Rede Urbana Brasileira (Baeninger; Gonçalves, 2000 apud IPEA/NESUR/IBGE, 1999), no Brasil, há 13 metrópoles e outras 37 aglomerações urbanas não-metropolitanas. Esse conjunto metropolitano, atualmente, é composto por 453 municípios que concentram quase 70 milhões de pessoas, respondendo, portanto, pela significativa parcela de, aproximadamente, 40% do total da população nacional. Desde os anos 70, no conjunto dos movimentos populacionais, os dados revelam a predominância dos deslocamentos populacionais intrametropolitanos (Brito, 1996) e os anos 90 configuram-se como o de consolidação do processo de modificações no padrão de urbanização brasileiro, passando, segundo Baeninger (1998), “as regiões metropolitanas, em especial suas sedes, perderem posições no ranking das taxas de crescimento do país”. Esse movimento intrametropolitano revela que todas as principais sedes das Regiões Metropolitanas brasileiras perderam significativos efetivos populacionais, em prol dos outros municípios que as compõem. Tal fato redefiniu os papéis das áreas metropolitanas e delineou novas características e especificidades para as mesmas. Nesse sentido, a “expulsão” do excedente populacional dos municípios sedes para as periferias, ou seja, para os demais 1 – UFRN ([email protected]) – UFRN ([email protected]) 3 – IBGE 2 Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 1 municípios das regiões metropolitanas, confere a essa ocupação uma especificidade que as diferenciam e que diz respeito a um processo de segregação residencial, uma vez que a ocupação desses novos espaços tem uma função eminentemente residencial, com os municípios receptores assumindo características de municípios dormitórios. Ribeiro (2003) atribui que o aumento da segregação residencial origina-se dos impactos da globalização e três são os fenômenos apontados como principais causas desse fenômeno. O primeiro, segundo o autor, ocorreu em vários países e se refere à liberalização do mercado de terras e da moradia. Como conseqüência de tal fato, os preços dos imóveis tornaram-se indiscutivelmente um dos principais fatores para desigualdade de renda na organização do espaço urbano. Um segundo fator, apontado pelo autor, diz respeito à privatização dos serviços urbanos, fato que ocasiona uma desigualdade mais acentuada no acesso aos serviços urbanos, no sentido de que a camada mais abastada da população é provida por uma oferta de serviços com qualidade, enquanto que para as populações socialmente menos privilegiadas há escassez de oferta de serviços, além dos mesmos mostrarem-se, muitas vezes, condições adversas. Um último fator, apontado pelo autor, como causa da segregação residencial, reside no fato de que a globalização ocasiona mudanças estruturais nas transformações da base produtiva das cidades. Ribeiro (2003) prossegue afirmando que a tendência à segregação residencial também é reforçada por um outro aspecto, que é o surgimento de novos segmentos populacionais mais exclusivistas e que temem cada vez mais as questões da violência urbana. Esses novos segmentos buscam cada vez mais novas localizações exclusivas na cidade, os denominados “condomínios fechados”, ocasionando um deslocamento das classes sociais consideradas medianas socioeconomicamente para outros bairros, diminuindo ainda mais o grau de mixagem social. Tendo em consideração a recente concentração populacional no espaço metropolitano brasileiro, o volume e a composição desse contingente populacional vivendo nas metrópoles, faz-se necessário investigar a concentração sociodemográfica nesse espaço, buscando, assim, identificar as demandas prioritárias da sociedade e estabelecer a forma de melhor atendê-las, de modo a combater a exclusão social e, por conseqüência, contrapor-se ao processo de segregação residencial. Isso porque as metrópoles brasileiras concentram a questão social, uma vez que muitos dos que vivem nessas áreas são aqueles que vivem múltiplos processos Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 2 de exclusão social não tendo, por exemplo, acesso de qualidade aos serviços básicos de saúde, educação, transporte, lazer e de infra-estrutura. Nesse sentido, na ausência do Censo Demográfico de 2010, o presente trabalho tem como objetivo analisar as tendências da dinâmica demográfica dos municípios da região metropolitana de Natal nas décadas recentes. Em especial, pretende-se apresentar um retrato demográfico da população residente nos bairros da cidade do Natal – capital do estado do Rio Grande do Norte. Com tal investigação, busca-se aportar elementos que contribuiam para a compreensão do conjunto de problemas que caracterizam o modo de vida desta metropópole, em particular os que se manifestam em termos de segregação territorial, estresse e violência urbana, discriminação social, entre outros. AS PRINCIPAIS REGIÕES METROPOLITANAS DO BRASIL Um dos mais expressivos processos de mudanças estruturais da população brasileira é a transformação do padrão demográfico nacional, em decorrência de um intenso declínio das taxas de mortalidade desde os anos 40 e uma posterior redução das taxas de fecundidade, tendo este último processo iniciado nos anos 70. Essas alterações não somente atenuaram a altas taxas de crescimento populacional, mas, também, trouxeram importantes desestabilizações na estrutura etária brasileira. As evidências empíricas mostram, entretanto, que o processo de redução da fecundidade não se iniciou no mesmo momento entre os diferentes espaços territoriais brasileiros, assim como não o foi entre os estratos sociais e não ocorreu com a mesma intensidade em todas as regiões e classes sociais. Dessa forma, as trajetórias da evolução quantitativa da população, assim como a sua composição por grupos de idades, entre os distintos espaços territoriais e grupos sociais assumiram facetas com características específicas que contribuirão para a diferenciação espacial e temporal no ritmo evolutivo e nas tendências das populações metropolitanas e dos grupos sociais que as compõem. Na Tabela 1 são mostradas as taxas de crescimento populacional das Regiões Metropolitanas4 tanto em termos das capitais estaduais, como dos municípios periféricos que 4 Considerou-se para fins de análise, nesse caso, as Regiões Metropolitanas elencadas no estudo “Caracterização e Tendências da Rede Urbana no Brasil” (IPEA/NESUR/IBGE, 1998) Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 3 as constituem. Constata-se que desde os anos 80, as Regiões Metropolitanas sofreram uma redução significativa em termos de crescimento demográfico, redução essa, em grande parte, derivada do arrefecimento da intensidade migratória para essas áreas, mas, também, em razão da redução dos níveis de fecundidade. De fato, entre 1991 e 2000, as taxas de fecundidade total declinaram em todas as áreas consideradas, ainda que em ritmos diferenciados, como mostram os dados da Tabela 1. Em que pese a constatação da atenuação das taxas médias de crescimento populacional anual, deve-se observar que, em alguns estados, ainda foi elevado o crescimento no período analisado, tais como ocorre nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, de Curitiba e Fortaleza assim como no Entorno do Distrito Federal. (vide Tabela 1). Há que se considerar ainda o crescimento diferenciado dos municípios centrais, no caso as capitais de cada um dos Estados considerados, em relação aos demais municípios que compõem as Regiões Metropolitanas. Nesse sentido, em linhas gerais, observou-se um intenso crescimento das áreas periféricas e um crescimento mais modesto nos municípios sedes (capitais). Vale a pena destacar algumas Regiões Metropolitanas, como é caso da região de São Paulo, enquanto que São Paulo (capital) apresenta taxa muito baixa 0,89 a.a., entre 1991 e 2000; os municípios da periferia apresentam taxas superiores a 2,8%. Tomando-se a Região Metropolitana como um todo, com uma taxa média de 1,67% a.a. Essa tendência também pode ser observada em outras regiões Metropolitanas. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 4 Tabela 1 – Regiões Metropolitanas Brasileiras: População residente, taxa média de crescimento anual e Taxa de Fecundidade Total (TFT) 1980 12.588.745 8.493.217 4.095.528 População 1991 15.444.941 9.646.185 5.798.756 RM Rio de Janeiro (19)1 Rio de Janeiro Demais Municípios 8.772.277 5.090.723 3.681.554 9.814.574 5.480.768 4.333.806 10.894.156 5.857.904 5.036.252 1,04 0,68 1,52 0,97 0,62 1,40 2,06 1,86 2,02 1,87 -1,9 0,5 RM Belo Horizonte (33)1 Belo Horizonte Demais Municípios 2.540.094 1.780.839 759.255 3.436.060 2.020.161 1.415.899 4.349.425 2.238.526 2.110.899 2,83 1,17 5,92 2,20 0,95 3,76 2,28 1,95 2 1,65 -12,3 -15,4 RM Vitória (06)1 Vitória Demais Municípios 744.744 207.736 537.008 1.126.638 258.777 867.861 1.425.587 292.304 1.133.283 3,90 2,05 4,53 2,20 1,13 2,49 2,53 2,31 2,04 1,69 -19,4 -26,8 RM Curitiba (25)1 Curitiba Demais Municípios 1.440.633 1.024.980 415.653 2.000.805 1.315.035 685.770 2.726.556 1.587.315 1.139.241 3,08 2,33 4,73 2,90 1,75 4,80 2,35 2,03 2,12 1,74 -9,8 -14,3 RM Porto Alegre (28)1 Porto Alegre Demais Municípios 2.231.360 1.125.478 1.105.882 3.026.819 1.263.403 1.763.416 3.658.376 1.360.590 2.297.786 2,85 1,07 4,40 1,76 0,69 2,47 2,43 2,03 2,16 1,79 -11,1 -11,8 RM Florianópolis (09)1 Florianópolis Demais Municípios 364.334 187.880 176.454 530.621 255.390 275.231 709.407 342.315 367.092 3,53 2,87 4,19 2,72 2,74 2,69 2,4 2,14 1,97 1,68 -17,9 -21,5 RM Brasília (22)1 Brasília Demais Municípios 1.541.704 1.176.908 364.796 2.161.709 1.601.094 560.615 2.952.246 2.051.146 901.100 3,17 2,88 4,05 2,92 2,31 4,48 2,59 1,86 2,24 1,87 -13,5 0,5 RM Belém (05)1 Belém Demais Municípios 999.158 933.280 65.878 1.332.840 1.244.689 88.151 1.795.536 1.280.614 514.922 2,70 2,69 2,72 2,79 0,26 17,69 2,48 2,34 2,11 1,96 -14,9 -16,2 RM Fortaleza (13)1 Fortaleza Demais Municípios 1.580.069 1.307.608 272.461 2.269.045 1.768.637 500.408 2.984.689 2.141.402 843.287 3,40 2,83 5,77 2,56 1,78 4,94 2,78 2,49 2,35 2,16 -15,5 -13,3 RM Natal (8)1 Natal Demais Municípios 554.223 416.892 137.331 826.208 606.887 219.321 1.043.321 712.317 331.004 3,75 3,53 4,42 2,18 1,49 3,87 2,75 2,44 2,33 1,99 -15,3 -18,4 RM Recife (14)1 Recife Demais Municípios 2.347.001 1.203.887 1.143.114 2.681.705 1.298.229 1.383.476 3.337.565 1.422.905 1.914.660 1,24 0,70 1,78 2,04 0,85 3,04 2,43 2,29 2 1,81 -17,7 -21,0 RM Salvador (10)1 Salvador Demais Municípios 1.766.724 1.502.013 264.711 2.496.521 2.075.273 421.248 3.021.572 2.443.107 578.465 3,24 3,03 4,38 1,78 1,52 2,97 2,28 2,12 1,81 1,69 -20,6 -20,3 Região RM São Paulo (39)1 São Paulo Demais Municípios Taxa média de crescimento anual TFT Var. da TFT % 2000 1980-1991(%) 1991-2000(%) 1991 2000 1991 e 2000 17.878.703 1,91 1,67 2,21 2,02 -8,6 10.434.252 1,18 0,89 2,04 1,88 -7,8 7.444.451 3,26 2,87 Fonte dos dados básicos: FIBGE, Censos Demográficos 1980, 1991, 2000 e PNUD (2003) Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 5 A REGIÃO METROPOLITANA DE NATAL O processo de formalização das Regiões Metropolitanas brasileiras iniciou-se em 1973 quando foram instituídas as primeiras oito regiões (São Paulo - SP, Belém - PA, Fortaleza CE, Belo Horizonte - MG, Porto Alegre - RS, Curitiba - PR, Recife – PE e Salvador - BA). Em 1997, foi instituída a Região Metropolitana de Natal-RN. Atualmente, a Região Metropolitana de Natal, com seus 8 municípios, mostrados no Mapa 1, constitui uma das mais importantes aglomerações urbanas do Nordeste. Seus 2.522,9 km2 de área abrigava, de acordo com os resultados do Censo Demográfico de 1991, quase 1 milhão de habitantes (868.293 habitantes), sendo que já nos resultados do Censo Demográfico de 2000, o contingente populacional da Região Metropolitana de Natal já crescera para 1,1 milhão habitantes (1.097.273 habitantes), sendo Natal, a capital do Estado do Rio Grande do Norte, congregava, aproximadamente, 68,2% da população da Região Metropolitana e 25% do total populacional estadual. Ainda assim, mesmo sendo tão expressiva a aglomeração populacional em Natal, ela é menor do que aquela ocorrida em 1980 quando a participação da capital, em relação ao total da Região Metropolitana, era da ordem de 75%. Mapa 1 – Municípios que compõem a Região Metropolitana de Natal Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 6 Observa-se, conforme dados apresentados na Tabela 2, que o ritmo de crescimento da população residente na Região Metropolitana de Natal, em seu conjunto, vem perdendo intensidade, ao longo das últimas décadas. No período 1980-1991, a taxa de crescimento foi de 3,72% ao ano, passando, na década seguinte, para um crescimento médio anual da ordem de 2,69%. Visto em relação à Região Metropolitana como um todo, Natal apresentou uma redução ainda mais significativa, porquanto a taxa de crescimento populacional de 3,53% ao ano entre 1981-1991, declinou para 1,83% ao ano, entre os anos de 1991 e 2000. Essa significativa redução no crescimento populacional da Região Metropolitana pode se dever, em parte, à ampla redução do crescimento demográfico de Natal e em ambas as áreas ao acentuado declínio dos níveis da fecundidade. Em Natal, em 1991, a Taxa de Fecundidade Total, fator determinante da taxa de crescimento populacional, era de 2,44 filhos por mulher, passando, em 2000, para 1,99 filhos, ou seja, uma redução superior a 18% em apenas 9 anos. Vale destacar que a observada retração na taxa de crescimento populacional metropolitana e em Natal não foi constatada em todos os municípios que compõem a região Metropolitana de Natal. Assim, Nízia Floresta e São Gonçalo do Amarante continuaram a crescer chegando no período entre 1980-1991 e 1991-2000 a taxas de 3,60% ao ano e 4,91% ao ano, respectivamente. O fato de que as taxas de fecundidade vigentes nesses municípios declinaram de forma expressiva - 31% em Nízia Floresta e 13% em São Gonçalo do Amarante no período 1991-2000, apontam que o processo de crescimento populacional observado esteve fortemente associado aos fluxos migratórios líquidos que aportaram nos municípios no intervalo intercensitário. Não se pode também descartar a possibilidade de contribuições advindas de uma possível estrutura etária feminina na qual o contingente feminino em idade reprodutiva era expressivo. Também poderiam contribuir tanto positiva como negativamente para a variação na taxa de crescimento demográfico destes municípios um possível diferencial de níveis de fecundidade entre a população imigrante e a nativa. Também se deve ressaltar a evidencia de que, para alguns outros municípios, ainda que decrescente a taxa de fecundidade, pode-se constatar elevados patamares de crescimento demográfico, como é o caso do município de Parnamirim cuja população cresceu a uma taxa Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 7 média anual de 7,97% entre 1991 e 2000, sinalizando um possível intenso movimento migratório intercensitário direcionado para esse município. Tabela 2 – Região Metropolitana de Natal: População residente, taxa média de crescimento anual e Taxa de Fecundidade Total (TFT) RM Natal Ceará-Mirim Extremoz Macaíba Natal Nísia Floresta Parnamirim São Gonçalo do Amarante São José de Mipibu 1980 1991 2000 Abs % Abs % Abs 584.646 868.293 1.097.273 40.106 6,9 52.157 6,0 62.424 8.796 1,5 14.941 1,7 19.572 31.270 5,3 43.450 5,0 54.883 416.892 71,3 606.887 69,9 712.317 9.982 1,7 13.934 1,6 19.040 26.362 4,5 63.312 7,3 124.690 30.797 5,3 45.461 5,2 69.435 20.441 3,5 28.151 3,2 34.912 Taxa média de crescimento TFT Var. % entre 1980-1991 1991-2000 1991 2000 1991 e 2000 3,72 2,69 5,7 2,45 2,06 4,09 3,58 -12,47 1,8 5,01 3,10 3,88 3,53 -9,02 5,0 3,08 2,68 3,75 2,89 -22,93 64,9 3,53 1,83 2,44 1,99 -18,44 1,7 3,13 3,60 4,16 2,87 -31,01 11,4 8,42 7,97 2,87 2,49 -13,24 6,3 3,66 4,91 3,73 3,23 -13,40 3,2 3,00 2,47 4,08 3,31 -18,87 % Fonte dos dados básicos: FIBGE, Censos Demográficos 1980, 1991, 2000 e PNUD (2003) Tendo em consideração tais resultados, pode-se concluir que nas últimas décadas houve um considerável crescimento nas zonas periféricas da Região Metropolitana de Natal com expansão da mancha urbana principalmente em direção a Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Nízia Floresta, fortalecendo, assim, o processo de conurbação urbana em direção ao Sul da Região Metropolitana, reconhecendo-se como vetor de expansão os lançamentos imobiliários que experimentaram um importante incremento na década de 90, resumido por, Nobre (2001), ao afirmar que “a cidade começava a se expandir em direção ao municípios vizinho, Parnamirim”. Nos Gráficos de 1 a 4 são apresentadas a distribuição relativa da população total por grupos de idade e sexo de todos os municípios que compõe a Região Metropolitana de Natal para 1980, 1991 e 2000. Os resultados revelam, em 1980, o maior peso da população mais jovem (menor do que 15 anos) e a ainda incipiente expressão da população idosa (acima de 65 anos) nesse primeiro momento considerado em todas as localidades consideradas no nesse estudo. Verifica-se, portanto, que a estrutura etária das localidades em 1980 era jovem, apresentando uma forma piramidal. Comparando-se 1980 e 1991, todas as localidades consideradas já mostram estruturas etárias apresentando uma “entrada” na pirâmide etária no grupo entre 0 e 4 anos. Isto provavelmente se deve ao declínio da fecundidade ocorrido entre 1980 e 1991. No último momento considerado no estudo, 2000, constata-se uma retração ainda mais acentuada do grupo etário mais jovem (0 a 4 anos) e uma maior expressão da população mais idosa. Perdendo, com isso, paulatinamente a característica de ser uma população jovem. Isso é Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 8 particularmente é visível nos municípios de Natal e Parnamirim em razão do declínio da fecundidade ter iniciado no período anterior aos demais municípios. Gráfico 1 – Ceará-Mirim e Extremoz. Estrutura por idade e sexo da População Total - 1980, 1991 e 2000 Ceará- Mirim - 1980 Extremoz - 1980 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 10,0 Ceará- Mirim - 1991 Extremoz - 1991 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 Ceará- Mirim - 2000 Extremoz - 2000 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 Fonte dos dados básicos: FIBGE, Censos Demográficos 1980, 1991, 2000. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 9 Gráfico 2 – Macaíba e Natal. Estrutura por idade e sexo da População Total - 1980, 1991 e 2000 Macaíba - 1980 Natal - 1980 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 10,0 Macaíba - 1991 Natal - 1991 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 Macaíba - 2000 Natal - 2000 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 Fonte dos dados básicos: FIBGE, Censos Demográficos 1980, 1991, 2000. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 10 Gráfico 3 – Nízia Floresta e Parnamirim. Estrutura por idade e sexo da População Total 1980, 1991 e 2000 Nízia Floresta - 1980 Parnamirim - 1980 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 10,0 Nízia Floresta - 1991 Parnamirim - 1991 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 Nízia Floresta - 2000 Parnamirim - 2000 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 Fonte dos dados básicos: FIBGE, Censos Demográficos 1980, 1991, 2000. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 11 Gráfico 4 – São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu. Estrutura por idade e sexo da População Total - 1980, 1991 e 2000 São Gonçalo do Amarante - 1980 São José de Mipibu - 1980 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 6,0 8,0 10,0 10,0 São Gonçalo do Amarante - 1991 São José de Mipibu - 1991 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 São Gonçalo do Amarante - 2000 São José de Mipibu - 2000 80 e mais 80 e mais 75 a 79 75 a 79 70 a 74 70 a 74 65 a 69 65 a 69 60 a 64 60 a 64 Mulheres Homens 55 a 59 Mulheres Homens 55 a 59 50 a 54 50 a 54 45 a 49 45 a 49 40 a 44 40 a 44 35 a 39 35 a 39 30 a 34 30 a 34 25 a 29 25 a 29 20 a 24 20 a 24 15 a 19 15 a 19 10 a 14 10 a 14 5a9 5a9 0a4 0a4 10,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 8,0 6,0 4,0 2,0 0,0 2,0 4,0 10,0 Fonte dos dados básicos: FIBGE, Censos Demográficos 1980, 1991, 2000. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 12 CARACTERIZAÇÃO DEMOGRÁFICA DOS BAIRROS DA CIDADE DO NATAL Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, em 2009, abrigava 1.290.690 habitantes, segundo estimativas do IBGE, distribuídos em 36 bairros que formam as quatro zonas administrativas em que a cidade é dividida (norte, sul, leste e oeste). Entretanto, ao longo dos últimos anos, o crescimento demográfico dessa capital têm paulatinamente diminuído o ritmo. De acordo com os dados do Censo Demográfico de 1991 e 2000, Natal foi a cidade que apresentou uma das menores taxas de crescimento vis-a-vis o confronto com outras capitais nordestinas (1,49%). Várias são os motivos apontados para explicar essa diminuição do ritmo de crescimento demográfico, algumas hipóteses aventadas são: alterações nos fluxos migratórios, a redução da natalidade,entre outras. Mapa 1 – Cidade do Natal-RN, segundo os bairros e regiões administrativas - 2000 No Gráfico 5 são apresentados os dados da distribuição proporcional da população total das zonas administrativas de Natal. È importante salientar a importância do efetivo populacional residente nas zonas norte e oeste que congregam cerca de 50% da população da capital. A análise do Mapa 2 confirma o resultado de que os bairros da zona norte concentram uma parte importante da população natalense, particularmente, os bairros de Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 13 Lagoa Azul, Pajuçara, Nossa Senhora da Apresentação, Potengi e Igapó apresentam populações de forte expressão no computo geral da população de Natal. Destacam-se ainda os bairros de Felipe Camarão, Alecrim, Quintas e Lagoa Nova que também configuram pólos de concentração populacional em Natal. Ressalte-se o último bairro citado (Lagoa Nova) que é um única área situada na zona sul com efetivo populacional acima de 24 mil habitantes. Gráfico 5 – Zonas administrativas da cidade do Natal. Distribuição percentual da população total, segundo as zonas administrativas - 2000 34 35 30 27 25 21 20 16 15 10 5 0 Norte Sul Leste Oeste Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 14 Mapa 2 – Bairros de Natal. Distribuição da população total, segundo os bairros - 2000 A estratificação da população total de Natal por renda média do chefe do domicílio, segundo os bairros, representada no Mapa 3, revela que as populações de mais baixa renda residem nas zonas norte e oeste, uma vez que são nessas localidades onde se percebe os menores valores de renda média dos chefes do domicílio. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 15 Mapa 3 – Bairros de Natal. Distribuição da renda média do chefe do domicílio segundo os bairros - 2000 A fecundidade das mulheres natalenses, estimada para o ano de 2000, era de 1,99 filhos por mulher, revelando-se um valor relativamente baixo, tendo em vista que a taxa necessária para assegurar a reposição da população é 2,1 filhos por mulher. Os bairros localizados nas zonas oeste e norte da cidade despontam com as mais elevadas taxas de fecundidade total, em torno de 4 filhos por mulher, que não por acaso são, entre as quatro zonas da cidade, as duas menos abastadas socioeconomicamente (Mapa 2). Em contrapartida, os bairros das zonas sul e leste da cidade apresentam as mais baixas taxas de fecundidade, valor que gira em torno de 2 filhos por mulher. Nesse sentido, em linhas gerais, pode-se concluir, por exemplo, que as mulheres da zona oeste têm, em média, 2 filhos a mais que as mulheres da zona sul. Ao se estabelecer a correlação espacial (mapas 3 e 4) entre a fecundidade e o indicador de renda, confirma-se que, por trás das desigualdades demográficas, revelam-se as desigualdades sociais tão distantes do olhar das elites, do automóvel e dos shoppings centers, moradoras dos bairros de classe média-alta. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 16 CONSIDERAÇÕES FINAIS As evidências empíricas reveladas neste trabalho suscitam alguns pontos que devem ser destacados para a compreensão da dinâmica demográfica da região em estudo, quais sejam: . Natal é uma cidade que cresce num ritmo cada vez menor resultante, possivelmente dos efeitos diretos e indiretos do processo migratório, e também pelo declínio da fecundidade, principal componente do seu baixo crescimento demográfico; . Nas últimas décadas houve um considerável crescimento nas zonas periféricas da Região Metropolitana de Natal com expansão da mancha urbana principalmente em direção a Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Nízia Floresta, fortalecendo, assim, o processo de conurbação urbana em direção ao Sul da Região Metropolitana; . Os bairros periféricos localizados nas zonas norte e oeste da cidade é onde se concentram a maioria da população, a mais pobre e com ainda elevados níveis de fecundidade. A pobreza dos residentes em Natal revela alto grau de homogeneidade nas zonas norte e oeste; . Tomando em conta espacialidade territorial, distribuição da população e seu perfil demográfico e social, Natal se revela uma cidade que abriga a diversidade demográfica, conclui-se, portanto, que na cidade de Natal estão em andamento diferentes processos de transição demográfica. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 17 REFERÊNCIAS: BAENINGER, R. A nova configuração urbana no brasil: desaceleração metropolitana e redistribuição da população In: XI Encontro Nacional de Estudos Populacionais da ABEP, Caxambu, Anais..., v.1, Belo Horizonte: ABEP, 1998 BAENINGER, R.; Gonçalves, RF.P. Novas espacialidades no processo de urbanização: a Região Metropolitana de Campinas In: Anais do XII Encontro Nacional de Estudos populacionais da ABEP, Caxambu, Anais..., v.1, Belo Horizonte: ABEP, 2000 BAENINGER, R. Tendências do crescimento demográfico nos aglomerados urbanos. In: NETO, Elias Rassi; BÓGUS, Cláudia Maria (eds.). Saúde nos aglomerados Urbanos: uma visão integrada. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003. BRITO, F. Mobilidade espacial e expansão urbana: o caso da região metropolitana de Belo Horizonte. In: Encontro Nacional de Estudos Populacionais, 10 ,1996, Caxambu, Anais... Belo Horizonte : ABEP, 1996. v.2, p. 771-788. CLEMENTINO. M.L. et al. Caderno Temático. Região Metropolitana de Natal. Quadro sociourbano. O mapa social da região Metropolitana de Natal: desigualdade social e Governança Urbana. Natal: UFRN/FAPERN/CNPq – Pronex, 2005. (Projeto de Pesquisa) CUNHA, J. M. Aspectos demográficos da estruturação das regiões metropolitanas brasileiras. In: HOGAN, D. et al. Migração e ambiente nas aglomerações urbanas. [S.l.]: NEPO/PRONEX-UNICAMP, 2001. NOBRE, P. J.L. Entre o Cartão Postal e a cidade Real. Um estudo sobre a paisagem e a produção imobiliária em Natal/RN. 2001. Dissertação (Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal. PNUD. O IDH-M — Índice de Desenvolvimento Humano. Disponível em: < http://www.pnud.org.br/ > Acesso em: 25 de Maio de 2005. RIBEIRO, L. C. Q. Segregação residencial e políticas públicas: análise do espaço social da cidade na gestão do território. In: NETO, Elias Rassi; BÓGUS, Cláudia Maria (eds.). Saúde nos aglomerados Urbanos: uma visão integrada. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 2003. Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 18 Fig 3 - Zona Norte Fig. 4 - Zona Oeste Pajuçara Petrópolis Guarapes Faix a Etária 12 10 8 6 4 2 0 % 2 4 6 8 10 12 14 18 16 14 12 10 Potengi 8 6 4 2 0 % 2 4 6 8 Faix a Etária 12 10 12 14 16 18 10 Faix a Etária 8 6 4 2 0 % 2 4 6 8 10 12 14 12 10 8 6 4 2 0 % 2 4 6 6 4 2 0 % 2 4 6 8 10 12 14 2 0 % 2 4 6 8 10 12 12 10 8 6 4 2 0 % 2 4 6 8 8 10 10 8 10 12 12 6 14 12 10 8 6 4 2 0 % 2 4 6 8 10 12 14 14 12 10 8 6 16 2 0 % 2 4 6 8 10 12 14 12 10 4 2 0 % 2 4 6 8 10 12 14 6 8 10 12 14 Pitimbú Alecrim 14 4 Faix a Etária Faix a Etária 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 Número de ISBN: 978-85-61693-03-9 14 12 Lagoa Nova 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 16 14 Faix a Etária 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 8 4 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 Felipe Camarão 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 10 6 Faix a Etária Faix a Etária Faix a Etária 12 8 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 Igapó 14 10 Mãe Luiza 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 12 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 Cid. Esperança 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 14 Faix a Etária 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 14 Capim Macio Faix a Etária Faix a Etária 70+ anos 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5a9 0a4 Fig. 6 - Zona Sul Fig. 5 - Zona Leste 8 6 4 2 0 % 2 4 6 8 10 12 19 14 12 10 8 6 4 2 0 % 2 4