Desconto assistencial: assembleia dia 12, às 18h PARTICIPE! Ano VIII No 357 6/11/2015 Leia na página 2 Maior greve de bancários dos últimos tempos termina com mais uma traição Apesar dos lucros astronômicos obtidos pelos banqueiros, pelegos da central única dos traidores aceitam proposta rebaixada Os bancários de todo o país realizaram uma das greves mais fortes da categoria nos últimos vinte anos. No auge da greve que se estendeu por 21 dias, havia mais de 12.000 locais de trabalho parados. Entre esses locais, vários centros administrativos que não aderiam às paralisações há vários anos. A população, de modo geral, sabendo o quanto os banqueiros têm lucrado nos governos petistas e tucanos, apoiou a luta dos trabalhadores, pois ela também é penalizada com as longas filas, tarifas escorchantes e juros absurdos (o do cartão de crédito passou de 400% ao ano, sendo o juro mais alto do mundo). Os bancos ganham cada vez mais com a elevação dos juros pelo Banco Central e com o pagamento da dívida pública, da qual eles são os maiores credores. Mesmo com todo o quadro favorável ao movimento grevista, o comando nacional e os pelegos cutistas aceitaram uma proposta rebaixada pondo fim à paralisação. Basta lembrar que com a inflação de outubro, os bancários já acumularam perda antes da assinatura do acordo. A greve começou tardiamente, pois se a pauta havia sido entregue em agosto porque esperar até outubro para se deflagrar um movimento paredista? É que para não prejudicar ainda mais o governo petista, era necessário esperar o fim da greve dos Correios, do INSS, dos servidores federais, além de enterrar a nossa greve antes do movimento dos petroleiros pois, se houvesse uma unificação, os trabalhadores ficariam mais fortes Os sindicalistas pelegos da CUT sabem que quanto mais categorias lutam em conjunto, mais fortalecido fica o movi- mento. Esse é um dos motivos pelo qual nós do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas defendemos o apoio à luta de todos os trabalhadores. Ao invés de lutarmos por migalhas (como os 10% de reajuste), a nossa luta tem de ser também pelo fim da corrupção, não só do PT, mas de toda ela, pela punição aos corruptos e corruptores, por melhoria na saúde, na educação e pelo fim das desigualdades sociais. Truculência O desespero para aprovar essa proposta ridícula era tanta por parte dos sindicatos cutistas, que nas grandes assembléias como a de São Paulo, que concentra um quarto da categoria bancária de todo o país, eles tentaram impedir companheiros da Oposição Bancária de defender a continuidade do movimento, não permitiram o voto secreto e na hora da contagem de votos, com a assembleia dividida, decretaram o fim da greve, dando mais um golpe nos bancários. Mesmo com todas essas traições, bancários deram um exemplo de luta e resistência. Que seja aprendida a lição! Assinatura do Acordo Coletivo: Diretores foram "convidados" a se retirar A "cerimônia" de assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho entre bancos e sindicatos, ocorreu no luxuoso Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. Banqueiros engravatados, sindicalistas com décadas de desserviço à categoria e cheios de sorrisos falsos se confraternizavam e riam (da cara dos bancários ). O lado dos bancários de luta foi representado pelos diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, Célio Leal e Marcos Assis, por Eloy, do Maranhão e Gilberto, do Rio Grande do Norte. Os representantes dos três sindicatos foram abordados pelo diretor da Fenaban, Nicolino, que a pedido da Contraf (que poder!!!) "solicitou" - por algum motivo não esclarecido - que os diretores do Sindicato não participassem da orgia (ops!!!) que teria lugar naquela sala e que fosse assinado separadamente o Acordo Coletivo de Trabalho. A política da Contraf é essa mesmo: trai os trabalhadores na calada da noite e fica com medo de ser desmascarada. É ultrajante! Na foto, diretores do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/ CSP-Conlutas: Marcos Assis e Célio Leal, acompanhados de Eloy, do Sindicato do Maranhão e Gilberto, do Rio Grande do Norte. Os representantes foram proibidos de registrar a reunião. CENSURA! Ao lado, o diretor Célio assina o Acordo Coletivo. 2 NA TRINCHEIRA 6 de Novembro de 2015 Bancário, fortaleça nossa luta: não se oponha ao desconto assistencial! Contribuição é destinada integralmente ao Sindicato de Bauru. A Contraf-CUT não põe a mão na sua ajuda! O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/ CSP-Conlutas tem, durante o período da campanha salarial, custos relativamente maiores que as despesas correntes, pois são necessários deslocamentos, impressão de materiais, entre outros gastos extras. A contribuição assistencial é uma contribuição espontânea e de suma importância para custear as lutas da categoria bancária. É, também, essencial para manter a independência de um sindicato sério como o nosso, que sobrevive apenas de contribuições voluntárias, advindas exclusivamente dos trabalhadores sindicalizados. Esse desconto não tem absolutamente nada a ver com o imposto sindical, cobrado compulsoriamente dos trabalhadores brasileiros no mês de março e que banca a festa dos sindicatos pelegos. O Sindicato de Bauru é um dos poucos do país a devolver o dinheiro do imposto sindical (3,33% do salário) a todos os bancários da base assim que a entidade recebe o repasse do governo federal. No dia 12 de novembro, quinta-feira, às 18h, na sede do Sindicato dos Bancários, será realizada assembleia para definir as condições do desconto assistencial, que é feito uma única vez no ano. O valor Direito de oposição Embora faça um apelo para que os trabalhadores não se oponham à contribuição assistencial, já que a entidade é financeiramente deficitária e precisa desse auxílio, o Sin- será de 1% do salário, como tem sido aprovado nos últimos anos. dicato vai, durante a assembleia, sugerir que o prazo para exercer o direito de oposição ao desconto seja entre os dias 16 e 25 de novembro. Para se opor, o bancário deve redigir uma carta contendo seu nome, o nome do Quem lutou por todos não merece ser punido! O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, é totalmente contra a compensação das horas de greve. Quem lutou por todos - inclusive por quem trabalhou durante o movimento paredista e vai receber as conquistas dos lutadores - não merece ser punido. Do escriturário ao gerente geral, do caixa ao superintendente, todos irão se beneficiar da bravura e da determinação dos bancários que se engajaram na defesa dos seus direitos. Traição! Infelizmente, os traidores da Contraf-CUT mais uma vez venderam os bancários e o acordo costurado sub-repticiamente com a Fenaban e com os bancos públicos prevê a compensação das horas da greve. Revoltante! Para piorar, a traição não para por aí: as condições da compensação de horas tem ingredientes de puro terrorismo e a mais descarada tentativa de calar a boca de quem ousou ir contra a (des)orientação do comando nacional. Explicamos: em algumas bases, como RN, Pernambuco e Brasília, contrariando a orientação dos pelegos, a greve se estendeu até o dia 27/11, com retorno ao trabalho no dia 28. Nos anos anteriores, esse "dia a mais" de greve era incluído no acordo geral. Mas esse ano será diferente... Pelo acordo com a Fenaban, as horas deverão ser compensadas até o dia 15 de dezembro, limitadas a uma hora por dia. Banco do Brasil No BB, as horas de greve entre os dias 06 e 26 de novembro devem ser compensadas até o dia 15/12. Agora vem a maldade: quem enfrentou a Contraf e fez greve no dia 27/11, deverá compensar essas horas de 16/12 a 29/01, até 2 horas por dia. Caso não haja a compensação, as horas serão descontadas em fevereiro/2016. Caixa Econômica Federal Na CEF, também existe a segregação: as horas dos dias 06 a 26 devem ser compensadas até 15/12, limitadas a 1 hora por dia. Quem cruzou os braços no dia 27 deve pagar até o dia 31/12, limitado a duas horas por dia. Caso não pague, terá o desconto no salário de janeiro. Se os pelegos acham que vão calar ou amedrontar os bancários, estão muitíssimo enganados. A cada ano, mais bancários percebem que os vendilhões da Av. Paulista traem a categoria e assim, a revolta cresce ainda mais. Depois de uma noite de tempestade, há de surgir a manhã radiante. E a alvorada dos bancários não tardará. banco, o código da agência ou área-meio, a matrícula funcional (com o dígito) e assinatura. Depois, é preciso entregá-la pessoalmente na secretaria do Sindicato em Bauru, localizado na rua Marcondes Salgado, 4-44, Centro, ou nas subsedes em Avaré, Lençóis Paulista e Santa Cruz do Rio Pardo, portando documento oficial de identidade. As secretarias funcionam de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas. O bancário da região pode também se opor à contribuição enviando sua carta, individual, pelos Correios, desde que o faça até a data limite aprovada em assembleia. O CEP do Sindicato dos Bancários de Bauru é o 17010-040. Aprender a democracia Liberdade e democracia são direitos fundamentais do ser humano. Devem ser respeitados, mas também aprendidos. O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas orgulha-se de ser muito representativo, dando voz a todas as correntes de pensamento e às pessoas. Nas assembleias ordinárias, de início ou final da greve todos os bancários tem direito a voz e voto. Há liberdade de expressão. E a decisão da maioria é sempre respeitada. Fato deplorável ocorreu na assembleia que rejeitou a proposta dos bancos: alguns bancários, apesar da solicitação de abstenção, pois não fizeram um dia sequer de greve, votaram a favor da proposta. Se votaram - e perderam -, deveriam acatar a decisão da maioria, e não fazer as coisas quando lhes interessa individualmente. Deprimente! Ano que vem, participem integralmente das discussões e acatem as decisões da assembleia. NA TRINCHEIRA 6 de Novembro de 2015 3 PLR (Participação nos Lucros e Resultados): saiba os valores e datas dos pagamentos CEF BANCO DO BRASIL PLR - PLR total: 90% do salário mais R$ 2.021,79, limitado a R$ 10.845,92 - mais valor adicional de 2,2% do lucro líquido divididos igualmente entre os bancários limitado a R$ 4.043,58, acrescidos da PLR Social, que corresponde a 4% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os trabalhadores. PLR - Distribuição linear de 4% do lucro líquido entre todos os trabalhadores, além dos módulos bônus e Fenaban. Os valores a serem pagos: escriturário, R$ 4.952,94; caixa, R$ 5.420,74; 1º gestor, 1,86 salário; comissionado, 1,48 salário; gerência média, 1,56 salário e assessores, 1,59 salário . PAGAMENTO - 06/11 DIFERENÇAS - até 20/11 PAGAMENTO - 04/11 DIFERENÇAS - até 20/11 FENABAN/ BANCOS PRIVADOS Valor da antecipação da PLR: 60% da regra básica (que corresponde a 54% do salário mais R$ 1.213,07, com teto de R$ 6.507,54). A antecipação da parcela adicional corresponde a 2,2% do lucro líquido do 1º semestre dividido pelo nº de bancários, com teto de R$ 2.021,79. PLR integral: O pagamento será feito para os admitidos até 31 de dezembro de 2014 e em efetivo exercício em 31 de dezembro de 2015. Admitidos até 31 de dezembro de 2014 e que se afastaram a partir de 1º de janeiro de 2015 por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade também têm direito. Pagamento proporcional: razão de 1/12 por mês trabalhado, será para os admitidos a partir de 1º de janeiro de 2015 ou demitidos sem justa causa, entre 2 de agosto de 2015 e 31 de dezembro de 2015. Admitidos em 2015, mesmo que afastados por doença, acidente de trabalho ou licença-maternidade. PLR adicional: O pagamento integral será feito para os ad- mitidos até 31 de dezembro de 2014 e em efetivo exercício em 31 de dezembro de 2015 e para admitidos até 31 de dezembro de 2014 e que se afastaram a partir de 1º de janeiro de 2015. PAGA: até 12/11 DIFERENÇAS: 19/11 PAGA: até 13/11 juntamente com PCR PAGA: até 10/11 DIFERENÇAS: ??? Não divulgado Gratificação Especial: R$3 mil/bruto Gerência Regional de Marília assedia bancários do BB de Sta Cruz Nos últimos dois meses, chegaram ao Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas diversas reclamações e denúncias dos funcionários do Banco do Brasil da região de Santa Cruz do Rio Pardo, a respeito das constantes práticas abusivas da nova gestora da Gerência Regional de Marília. Cobrando exacerbadamente que os funcionários cumpram suas metas inatingíveis (venda de produtos), a gestora obriga os bancários a apresentar relatórios de abordagens ao cliente (entre 10 e 15 por dia) e o pior: rastreia essas abordagens para conferir e questionar se o cliente realmente recebeu a ligação do bancário, qual o nome do funcionário, o que lhe foi ofertado e se a venda foi efetivada. ABSURDO! ISSO É ASSÉDIO MORAL!! Diante da gravidade das denúncias que foram feitas por 11 agências da base sindical na região da subsede de Santa Cruz do Rio Pardo, pertencentes à jurisdição da Gerência Regional de Marília, os diretores do Sindicato, Walter Tavares, Maria Bueno, Paulo Martins e Marcos Assis (veja foto abaixo), se reuniram no dia 5 de outubro com a gerente regional para ques- tionar seus métodos e formas de cobrança. A gestora, que desde julho deste ano está no comando da regional de Marília, negou a existência do rastreamento de abordagens e afirmou que irá rever sua forma de atuação. Caso essas práticas abusivas persistam, o Sindicato dos Bancários irá procurar outras medidas políticas e juridícas a fim de coibir e punir o assédio moral coletivo. ESTAMOS DE OLHO! É sempre a mesma coisa: Os banqueiros ganham todo ano lucros bilionários com o auxílio "muy amigo" do governo federal (e sempre foi assim, com PT, PSDB, PMDB...) e para os bancários, que constroem com sangue, suor e lágrimas essa dinheirama monstruosa, restam apenas as migalhas. O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas, em conjunto com sindicatos de oposição à Contraf, sempre exigiu a distribuição linear e igualitária da participação nos lucros e resultados, para toda a categoria, independente do cargo que o bancário ocupe. Além de ser a forma mais justa de distribuição da PLR, evitaria que os assediadores escondidos nos altos escalões das instituições financeiras se aproveitem da luta dos bancários e recebam prêmios pelo uso cotidiano do chicote que fere a dignidade dos bancários. 4 NA TRINCHEIRA 6 de Novembro de 2015 Somos todos petroleiros! Sob forte repressão, a greve de petroleiros continua firme e forte em todo o país, com produção em queda nas refinarias, campos petrolíferos e plataformas oceânicas . Tentativas de travar a luta com interditos proibitórios, acionamento das Polícias Militares para intimidar os trabalhadores e prender dirigentes sindicais, práticas antissindicais, manobras jurídicas de todo o tipo para impedir que a categoria exerça o direito de greve, que já é a maior da categoria desde a paralisação de 1995. É com este pano de fundo que a greve nacional de petroleiros cresce a cada dia. A mobilização, que luta pela preservação de direitos históricos atacados na proposta de ACT da empresa e pelo cancelamento da venda de ativos, que aprofunda a privatização da Petrobras, está sendo capaz de afetar a produção das unidades e de obrigar a própria companhia a admitir esta realidade – os números oficiais citam queda de produção de 273 mil barris de petróleo (13% da produção diária no Brasil). No entanto, segue a intransigência dos gestores da empresa, que se negam a negociar as reivindicações da categoria com os mais variados pretextos. Por isso, a luta continua. Na sanha de enterrar a greve, os dirigentes da Petrobras recorrem a expedientes temerosos, que colocam em risco a vida de pessoas e o patrimônio público. Há locais, por exemplo, em que a empresa está substituindo trabalhadores grevistas por pessoas sem certificação para operação, o que coloca em risco os equipamentos da companhia e a própria vida dos trabalhadores (as empresas terceirizadas são as campeãs em acidentes de trabalho). Esta luta não é apenas dos petroleiros! É de todo o povo brasileiro que defende que as nossas riquezas não sejam entregues ao capital privado. A greve é contra a privatização da Petrobras, contra as demissões, o arrocho salarial e o corte de direitos! O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/ CSP-Conlutas e Movimentos de Oposição Bancária de São Paulo são solidários às lutas dos companheiros petroleiros em defesa da Petrobras, contra a privatização, pela punição exemplar dos corruptos e corruptores que levaram a crise à estatal, pela retomada dos investimentos, manutenção dos empregos e defesa das conquistas dos trabalhadores. Oposição Bancária de São Paulo SindBar é diversão, política e rock'n'roll! O SindBar foi criado para ser um espaço de acolhimento e diversão do bancário agoniado pelo dia a dia infernal no banco. Mas, principalmente, para se discutir políticas para o bancário de forma descontraída. Tanto é que nos eventos sempre se faz presente o "Brigadeiro Feminista" que busca angariar fundos para o Comitê de Combate ao Machismo de Bauru, do qual o Sindicato é fundador e que procura levar ações contra o assédio moral e sexual sofridos diariamente pelas mulheres. Banda High Voltage, AC/DC cover Veja todas as fotos do SindBar, acesse: FACEBOOK/ SEEBBAURU NA TRINCHEIRA Jornal do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e Região / CSP-Conlutas. Jornalista Responsável: Estela Pinheiro (MTb 68.079). Redação: Diretoria. Diagramação: Estela Pinheiro. Sede: Rua Marcondes Salgado, 4-44, Centro, Bauru / SP - CEP 17010-040. Fone: (14) 3102-7270 / Fax: 3102-7272. Subsede Avaré: Rua Rio de Janeiro, 2.035. Fone: (14) 3732-7650. Subsede Lençóis Paulista: Rua Antonio Tedesco, 888. Fone: (14) 98138-1555. Subsede Santa Cruz do Rio Pardo: Rua Marechal Bittencourt, 414, Edifício San Rafael, Sala 103. Fone: (14) 3372-5600. Site: www.seebbauru.org.br / E-mail: [email protected] / Facebook: www.facebook.com/seebbauru