27 de maio é o Dia Nacional da Mata Atlântica
SOS Mata Atlântica e INPE divulgam dados do Atlas dos
Remanescentes Florestais da Mata Atlântica com a situação de 16
dos 17 Estados, no período de 2008 a 2010
Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná foram os que mais desmataram no período.
São Paulo, 26 de maio de 2011 – A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais – INPE divulgam hoje (véspera do Dia Nacional da Mata Atlântica), em
entrevista coletiva, dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica com a situação
de 16 dos 17 estados, no período de 2008 a 2010. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco
Cartões. Os dados completos podem ser acessados nos sites www.sosma.org.br e www.inpe.br.
Da área total do bioma Mata Atlântica, 1.315.460 km2, foram avaliados 1.288.989 km2, o que
corresponde a 98%. Foram analisados os Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás,
Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Dos 17 Estados abrangidos total ou
parcialmente no bioma Mata Atlântica, o único não avaliado foi o Piauí, cujos dados não puderam
ser incluídos ainda pela indefinição de critérios de identificação das formações florestais naturais
do Bioma naquele Estado. Além disso, para este Estado está sendo aguardado um mapeamento
detalhado liderado pelo Ministério do Meio Ambiente.
Os dados, apresentados por Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora
do Atlas pela SOS Mata Atlântica; Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do
estudo pelo INPE; e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação, apontam
desflorestamentos verificados no período de 2008-2010 de 31.195 hectares (ha), ou 311,95Km2.
Destes, 30.944 ha correspondem a desflorestamentos, 234 ha a supressão de vegetação de restinga
e 17 ha a supressão de vegetação de mangue.
De acordo com Marcia Hirota, o estudo comprova que a supressão da floresta nativa é continuo e
que os dados são um alerta para o estabelecimento de políticas públicas que incentivem a
conservação e a restauração do Bioma. “Dependemos dos recursos naturais e dos serviços
ambientais da Mata Atlântica que são essenciais para a sobrevivência dos 112 milhões de
habitantes no domínio do Bioma”, enfatiza. “A aprovação na Câmara dos Deputados da proposta
de alterações no Código Florestal só piora a situação já dramática da Mata Atlântica”, reforça Mario
Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação.
Flávio Ponzoni, coordenador técnico do Atlas por parte do INPE, menciona que “as próximas
versões do Atlas deverão incluir a observação de itens sensíveis à aprovação do novo Código
Florestal no que se refere a possíveis impactos negativos na tendência de decréscimo das taxas de
desflorestamentos”. Reforça ainda que “estamos sempre motivados a implementar novas
metodologias que nos permitam refinar as informações, tornando-as o mais fieis possível com a
realidade”.
1
Ranking do desmatamento
Entre os Estados avaliados em situação mais crítica estão Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e
Paraná, que perderam entre o período de 2008 a 2010, 12.467 ha, 7.725 ha, 3.701 ha e 3.248 ha,
respectivamente. A esses números, somam-se desflorestamentos de 1.864 ha no Rio Grande do
Sul, 579 ha em São Paulo, 320 ha em Goiás, 247 ha no Rio de Janeiro, 237 ha no Espírito Santo e117
ha em Mato Grosso do Sul.
Nos demais Estados do Nordeste, foi verificada supressão de vegetação nativa a partir de 2002 que
totalizaram 24 ha em Alagoas, 253 ha em Pernambuco, 224 ha em Sergipe e 188 ha no Ceará. Na
Paraíba e no Rio Grande do Norte não foram registrados desflorestamentos ou supressão de
vegetação de Restinga ou de Mangue, de acordo com a metodologia adotada pela pesquisa do
Atlas, que considera área mínima de mapeamento de 3 ha.
Em todos os Estados foram verificadas queda na taxa média anual de desflorestamento. Em Minas
Gerais, a taxa média anual caiu 43%, já que no último levantamento, referente ao período de 20052008 o total de desflorestamento foi 32.728 ha. Minas Gerais possuía originalmente 46% do seu
território (27.235.854 ha) cobertos pelo Bioma Mata Atlântica, e agora restam apenas 10,04%
(2.733.926 ha).
A Bahia, apesar de ser o segundo Estado do ranking, apresentou uma queda de 52% na taxa anual
média de desmatamento. Passou de 24.148 ha, no período de 2005-2008, para 7.725 ha, no
período de 2008-2010. O Estado, que já teve 33% de seu território coberto por Mata Atlântica, hoje
tem a incidência do bioma em apenas 9% do seu território (1.692.734 ha de floresta nativa).
Em Santa Catarina, apesar do desflorestamento continuar, a taxa anual caiu 79%. O Estado está
inserido 100% na Mata Atlântica (9.591.012 ha) e hoje restam apenas 23%, ou 2.210.061 ha do
bioma original.
No Paraná, a taxa anual de desmatamento diminuiu 51%, e perdeu entre o período de 2008-2010
mais 3.248 ha. O Paraná possuía 98% de seu território no bioma, ou 19.667.485 ha. Atualmente,
são 2.094.392 ha coberto com Mata Atlântica nativa, ou seja, 10,65% do território original.
Confira os dados dos 16 Estados avaliados:
Desflorestamentos – período 2008-2010 (em ha)
UF
1º
2º
3º
4º
5º
6º
Área UF
Área Original
Mata Atlântica
Floresta
2008
2010
Desflorestamento
%
MG
58.697.565
27.235.854 2.746.393
2.733.926 10,04%
12.467
BA
SC
56.557.948
18.875.099 1.700.459
1.692.734
8,97%
7.725
9.591.012
9.591.012 2.213.763
2.210.061 23,04%
3.701
PR
20.044.406
19.667.485 2.097.640
2.094.392 10,65%
3.248
RS
28.403.078
13.759.380 1.030.854
1.028.990
1.864
SP
24.873.203
16.918.918 2.670.903
2.670.324 15,78%
7,48%
579
2
7º
8º
9º
10º
GO
RJ
34.127.082
1.051.422
49.702
4.394.507
4.394.507
ES
4.614.841
MS
36.193.583
49.381
4,70%
320
862.013
861.767 19,61%
247
4.614.841
510.990
510.752 11,07%
237
6.366.586
360.238
360.121
117
5,66%
Remanescentes Florestais da Mata Atlântica dos demais estados do Nordeste* (em ha)
UF
1º
2º
3º
4º
Área UF
Área Original
Mata Atlântica
Floresta
2008
2010
Desflorestamento
%
PE
9.929.608
1.808.779
229.525
229.272 12,68%
253
SE
2.214.690
1.197.878
110.111
109.887
9,17%
224
CE
14.637.598
910.698
150.470
150.283 16,50%
188
AL
2.811.248
1.495.461
149.896
149.872 10,02%
24
PB
5.691.967
667.185
75.641
75.641 11,34%
0
RN
5.364.113
343.867
48.548
48.548 14,12%
0
*O mapeamento dos demais estados do Nordeste foi realizado conforme a disponibilidade de imagens sem nuvens. Os
desflorestamentos podem ter ocorrido entre os anos de 2002 (primeira data da cena) até 2010. Acima do Rio São
Francisco, o estado de Pernambuco foi o que mais perdeu cobertura florestal nativa. A única supressão de vegetação de
mangue em toda Mata Atlântica foi observada em Ipojuca.
Situação nos municípios
Os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica indicam também o
desflorestamento de cobertura nativa por municípios. Minas Gerais lidera o ranking, com as três
cidades que mais desmataram no período 2008-2010. Ponto dos Volantes e Jequitinhonha, ambas
na região do Jequitinhonha, perderam 3.244 ha e 2.786 ha, respectivamente. Pedra Azul, na região
do Norte de Minas, perdeu 676 ha. Em quarto lugar ficou a cidade baiana de Andaraí, com 634 ha
desmatados. Na quinta posição, outro município mineiro: Águas Vermelhas, com 525 ha.
Segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, “os desmatamentos
desses municípios se concentraram nos limites da Mata Atlântica com o Cerrado e da Caatinga,
especialmente nas Matas Secas, e tem como uma das principais causas a expansão do
reflorestamento de eucalipto e do carvão vegetal para siderurgia.”
O Atlas dos Municípios da Mata Atlântica revela a identificação, localização e situação dos
principais remanescentes florestais existentes nos municípios abrangidos pelo bioma. Por meio do
IPMA (Índice de Preservação da Mata Atlântica) – indicador criado pela SOS Mata Atlântica e pelo
INPE –, torna-se possível ranquear os municípios que mais possuem cobertura vegetal nativa. Os
dados e mapas podem ser acessados pela internet, nos sites www.sosma.org.br, www.inpe.br ou
diretamente no servidor de mapas http://mapas.sosma.org.br.
Confira o ranking completo das 100 cidades mais desmatadas (página 9) e também os 10 primeiros
municípios de cada estado (página 12 deste release).
3
Regiões Metropolitanas
O Atlas do período 2008-2010 indica também os dados de desmatamento classificados por regiões
metropolitanas. A área com maior território desmatado foi a Região Metropolitana de Curitiba,
seguida por São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Confira na tabela abaixo:
1º
2º
3º
4º
5º
Região Metropolitana
Curitiba
São Paulo
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
Porto Alegre
Área Total Área Bioma %
Rema* %rema Desmatamento**
1.545.594 1.545.594 100% 252.860
16%
775
795.167
795.167 100% 193.944
24%
51
946.870
430.252 45% 80.665
19%
49
565.482
565.478 100% 143.211
25%
5
968.390
370.409 38% 26.513
7%
4
*Remanescentes
** Em ha
Mapa da Área da Aplicação da Lei no 11.428
Desde sua quinta edição, de 2005-2008, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica
considera os limites do Bioma Mata Atlântica tendo como base o Mapa da Área da Aplicação da Lei
nº 11.428, de 2006. A utilização dos novos limites para os biomas brasileiros implicou na mudança
da área total, da área de cada estado, do total de municípios e da porcentagem de Mata Atlântica e
de remanescentes em cada uma destas localidades.
A Mata Atlântica está distribuída ao longo da costa atlântica do país, atingindo áreas da Argentina e
do Paraguai nas regiões sudeste e sul. De acordo com o Mapa da Área de Aplicação da Lei nº
11.428, a Mata Atlântica abrangia originalmente 1.315.460 km2 no território brasileiro. Seus limites
originais contemplavam áreas em 17 Estados: PI, CE, RN, PE, PB, SE, AL, BA, ES, MG, GO, RJ, MS, SP,
PR, SC e RS.
Nessa extensa área, vivem atualmente mais de 62% da população brasileira, ou seja, com base no
Censo Populacional 2007 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são mais de 112
milhões de habitantes em 3.222 municípios, que correspondem a 58% dos existentes no Brasil.
Destes, 2.594 municípios possuem a totalidade dos seus territórios no bioma e mais 628 municípios
estão parcialmente inclusos, conforme dados extraídos da malha municipal do IBGE (2005).
A Mata Atlântica, complexo e exuberante conjunto de ecossistemas de grande importância, abriga
parcela significativa da diversidade biológica do Brasil, reconhecida nacional e internacionalmente
no meio científico. Lamentavelmente, é também um dos biomas mais ameaçados do mundo devido
às constantes agressões ou ameaças de destruição dos habitats nas suas variadas tipologias e
ecossistemas associados.
O alto grau de interferência na Mata Atlântica é bastante conhecido. Desde o descobrimento do
Brasil pelos europeus, os impactos de diferentes ciclos de exploração, da concentração das maiores
cidades e núcleos industriais e da alta densidade demográfica, entre outros, fizeram com que a
vegetação natural fosse reduzida drasticamente. Temos hoje apenas 7,9% (101.779 km2) de
remanescentes mais preservados em áreas acima de 100 hectares. Esse total desconsidera a área
do bioma Mata Atlântica do estado do Piauí, que até o momento não foi mapeado.
4
Histórico do Atlas
O Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados do Bioma Mata Atlântica,
desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica e o INPE, órgão vinculado ao Ministério da Ciência
e Tecnologia, representa um grande avanço na compreensão da situação em que se encontra a
Mata Atlântica.
O primeiro mapeamento, publicado em 1990, com a participação do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), teve o mérito de ser um trabalho inédito
sobre a área original e a distribuição espacial dos remanescentes florestais da Mata Atlântica e
tornou-se referência para pesquisa científica e para o movimento ambientalista. Foi desenvolvido
em escala 1:1.000.000.
Em 1991, a SOS Mata Atlântica e o INPE deram início a um mapeamento em escala 1:250.000,
analisando a ação humana sobre os remanescentes florestais e nas vegetações de mangue e de
restinga entre 1985 a 1990. Publicado em 1992/93, o trabalho avaliou a situação da Mata Atlântica
em dez estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de
Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentavam a maior concentração de
áreas preservadas. Os Estados do Nordeste não puderam ser avaliados pela dificuldade de
obtenção de imagens de satélite sem cobertura de nuvens.
Um novo lançamento ocorreu em 1998, desta vez cobrindo o período de 1990-1995, com a
digitalização dos limites das fisionomias vegetais da Mata Atlântica e de algumas Unidades de
Conservação federais e estaduais, elaborada em parceria com o Instituto Socioambiental.
Entre o período de 1995-2000, fez-se uso de imagens TM/Landsat 5 ou ETM+/Landsat 7 em
formato digital, analisadas diretamente em tela de computador, permitindo a ampliação da escala
de mapeamento para 1:50.000 e conseqüentemente a redução da área mínima mapeada para 10
ha. No levantamento anterior, foram avaliadas as áreas acima de 25 hectares. Os resultados
revelaram novamente a situação da Mata Atlântica em 10 dos 17 Estados: a totalidade das áreas do
bioma Mata Atlântica de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato
Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; e áreas parciais da Bahia.
Em 2004, a SOS Mata Atlântica e o INPE lançaram o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, de
forma a fornecer instrumentos para o conhecimento, o monitoramento e o controle para atuação
local. A partir desse estudo, cada cidadão pode ter fácil acesso aos mapas e atuar em favor da
proteção e conservação deste conjunto de ecossistemas. O desenvolvimento da ferramenta de
publicação dos mapas na internet foi realizado pela ArcPlan, utilizando tecnologia do MapServer
(Universidade de Minnesota), com acesso nos portais www.sosma.org.br e www.dsr.inpe.br.
Ao final de 2004, as duas organizações iniciaram a atualização dos dados para o período de 2000 a
2005. Esta edição também foi marcada por aprimoramentos metodológicos e novamente foram
revistos os critérios de mapeamento, dentre os quais se destaca a adoção do aplicativo ArcGis 9.0,
que permitiu a visualização rápida e simplificada do território de cada Estado contido no bioma.
Isto facilitou e deu maior segurança nos trabalhos de revisão e de articulação da interpretação
entre os limites das cartas topográficas.
5
A quarta edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica apresentou dados
atualizados em 13 Estados abrangidos pelo bioma (PE, AL, SE, BA, GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC,
RS). Um relatório mostrou a metodologia e os resultados quantitativos da situação dos
remanescentes da Mata Atlântica desses estados e os desflorestamentos ocorridos no período de
2000-2005. Essa fase manteve a escala 1:50.000, e passou a identificar áreas acima de três hectares
e o relatório técnico, bem como as estatísticas e os mapas, imagens, fotos de campo, arquivos em
formato vetorial e dados dos remanescentes florestais, por município, estado, Unidade de
Conservação, bacia hidrográfica e Corredor de Biodiversidade.
Em 2008, foram divulgados os números atualizados a partir de análises da 4ª edição do Atlas,
incluindo os Estados de Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco e Sergipe, que, somados ao
mapeamento dos estados de Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, gerados pela ONG Sociedade
Nordestina de Ecologia, totalizam 16 dos 17 Estados onde o bioma ocorre, ou 98% de Mata
Atlântica.
Em 2009, a 5ª edição do Atlas trouxe os números do desmatamento com dados atualizados, até
maio de 2009, em 10 Estados abrangidos pelo bioma (BA, GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC, RS). Essa
edição apresentou a metodologia e os resultados quantitativos da situação dos remanescentes da
Mata Atlântica ocorridos nessas regiões no período de 2005-2008.
Em 2010, a sexta edição do estudo trouxe dados atualizados, até maio de 2010, de nove Estados
abrangidos pelo bioma: GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC, RS. O documento apresentou,
sinteticamente, a metodologia atual, os mapas e as estatísticas globais e por estado. O
mapeamento utilizou imagens do satélite Landsat 5 que leva a bordo o sensor Thematic Mapper.
Para o monitoramento e análise da situação da Mata Atlântica desde 1989, foram investidos
recursos na ordem de R$ 6 milhões, provenientes da iniciativa privada.
Confira os resultados de cada monitoramento já realizado:
Desflorestamentos:
Período 1985-1990: 466.937 ha
Período 1990-1995: 500.317 ha
Período 1995-2000: 445.952 ha
Período 2000-2005: 174.828 ha
Período 2005-2008: 102.938 ha
Período 2008-2010: 31.195 ha
6
Sobre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que em 2011 comemora 50 anos, atua nas áreas de
Observação da Terra, Meteorologia e Mudanças Climáticas, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia
Espacial. Possui laboratórios de Computação Aplicada, Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de
Plasmas. Presta serviços operacionais de monitoramento florestal, previsão do tempo e clima, rastreio e
controle de satélites, medidas de queimadas, raios e poluição do ar.
O INPE aposta na construção de satélites para produção de dados sobre o planeta Terra, e no
desenvolvimento de pesquisas para transformar estes dados em conhecimento, produtos e serviços para a
sociedade brasileira e para o mundo. Também se dedica à distribuição de imagens meteorológicas e de
sensoriamento remoto, e à realização de testes e ensaios industriais de alta qualidade. Além disso, o Instituto
transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um
setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial.
As atividades do INPE tiveram início em 3 de agosto de 1961, com a criação do Grupo de Organização da
Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE), que em 1963 passou a ser chamado CNAE (Comissão
Nacional de Atividades Espaciais). Com a extinção da CNAE em 1971, foi criado o INPE, ainda como órgão
vinculado ao CNPq.
Além da sede, em São José dos Campos – SP, o INPE possui instalações em São Luís – MA, Eusébio – CE, Natal
– RN (Centro Regional do Nordeste), Cuiabá – MT, Brasília – DF, Cachoeira Paulista – SP, Atibaia – SP, São
Paulo – SP (Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie), Santa Maria – RS (Centro Regional Sul de
Pesquisas Espaciais) e Belém - PA (Centro Regional da Amazônia).
O INPE é o principal órgão civil responsável pelo desenvolvimento das atividades espaciais no País. Ligado ao
Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), tem como missão contribuir para que a sociedade brasileira
usufrua dos benefícios propiciados pelo contínuo desenvolvimento do setor espacial. Mais informações no
site www.inpe.br.
7
Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica
Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica completa em 2011 seus 25 anos. É uma organização privada
sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do
Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Para isso, estimula ações para o desenvolvimento
sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o
exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção
de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do Bioma, campanhas, estratégias de ação
na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado,
desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. Saiba mais sobre a ONG no portal
www.sosma.org.br.
Fotos e mais informações para a imprensa com:
Lead Comunicação para a Sustentabilidade – www.lead.com.br
Marcelo Bolzan – tel.: (11) 3168-1412 r22 / (11) 8714-9775 – [email protected]
Luiz Soares – tel.: (11) 3168-1412 r18 / (11) 8752-4637 – [email protected]
Fábio Ruocco – tel.: (11) 3168-1412 r21 / (11) 8449-9935 – [email protected]
Gabriela Gonçalves – tel.: (11) 3168-1412 r14 / (11) 9209-1979 – [email protected]
8
Atlas dos Municípios da Mata Atlântica (2008-2010)
Ranking com os 100 municípios com maiores desmatamentos no período 2008-2010 (em ha)
Rema = Remanescentes
Dec = Decréscimo de Mata no período, área desflorestada
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
UF
MG
MG
MG
BA
MG
BA
BA
BA
MG
PR
MG
BA
MG
SC
BA
PR
BA
PR
BA
MG
MG
BA
MG
MG
BA
GO
SC
MG
BA
MG
BA
SC
SC
BA
MG
BA
PR
BA
MG
BA
PR
Município
Ponto dos Volantes
Jequitinhonha
Pedra Azul
Andaraí
Águas Vermelhas
Valença
Mundo Novo
Encruzilhada
Itamarandiba
Pitanga
Curral de Dentro
Ruy Barbosa
Santa Cruz de Salinas
Macieira
Cândido Sales
Bocaiúva do Sul
Santo Amaro
Reserva
Miguel Calmon
Montezuma
Divisópolis
Piritiba
Setubinha
Novo Cruzeiro
Tapiramutá
Caçu
Água Doce
Medina
Jaguaripe
São João do Paraíso
Presidente Tancredo Neves
Itaiópolis
São Domingos
Morro do Chapéu
Rio Vermelho
Itamaraju
Bituruna
Mucugê
Itinga
Lençóis
Coronel Domingos Soares
Area Total % lei Rema2010 Dec2010
1.243 100
32.275
3.244
3.601 100
82.486
2.786
1.657 100
36.447
676
1.941 100
26.904
634
1.286 100
37.054
525
1.229 100
27.276
508
1.564 119
33.024
405
2.092 100
12.888
404
2.781
44
27.236
330
1.665 100
14.459
317
582
70
10.242
308
2.184
92
27.755
304
599
94
4.687
268
260 100
4.527
267
1.660 100
9.957
267
829 100
28.293
249
529 100
11.487
246
1.638 100
16.405
235
1.624
78
14.035
234
1.156
60
8.151
209
589 100
12.792
206
1.018
98
13.252
204
546 100
25.877
202
1.737 100
47.882
196
681 100
16.514
181
2.254
30
7.302
178
1.314 100
16.010
175
1.470 100
22.597
175
922 100
29.228
171
1.958
99
20.749
167
429 100
4.094
165
1.297 100
41.358
152
384 100
2.544
150
5.655
32
44.934
147
1.003 100
21.966
142
2.438 100
46.563
138
1.218 100
20.990
135
2.664
43
4.910
133
1.675 100
16.924
132
1.269 100
9.790
130
1.575 100
34.488
128
9
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
59
60
61
62
63
64
65
66
67
68
69
70
71
72
73
74
75
76
77
78
79
80
81
82
83
84
85
86
87
88
89
BA
BA
BA
BA
BA
BA
RS
BA
MG
BA
MG
PR
SC
BA
PR
PR
MG
BA
PR
BA
MG
BA
PR
BA
RS
PR
BA
SC
MG
SC
SC
RS
MG
SC
MG
BA
PE
BA
SP
MG
SP
PR
CE
PR
SC
RS
SC
MG
Cachoeira
Vitória da Conquista
Itaeté
Iramaia
Bom Jesus da Lapa
Guaratinga
Santa Maria
Jandaíra
Divisa Alegre
Belo Campo
Ninheira
Ortigueira
Taió
Boa Vista do Tupim
Turvo
Doutor Ulysses
Minas Novas
Taperoá
Cândido de Abreu
Ibiquera
Novo Oriente de Minas
Nova Redenção
Itaperuçu
Macajuba
São José dos Ausentes
Palmas
Lajedinho
Passos Maia
Rubelita
Porto União
São José do Cerrito
Rolador
Aricanduva
Campo Alegre
Berizal
Itabela
Gravatá
Coribe
Bertioga
Poços de Caldas
Jacupiranga
Guarapuava
Viçosa do Ceará
Pinhão
Papanduva
São Pedro do Butiá
Rio Negrinho
Pocrane
411
3.274
1.224
1.996
4.068
2.389
1.781
671
120
630
1.141
2.433
693
2.698
903
784
1.846
422
1.511
1.037
772
522
312
727
1.179
1.569
828
615
1.130
851
949
295
248
498
503
879
541
2.715
494
548
706
3.118
1.344
2.002
761
107
910
706
100
100
51
16
39
100
37
100
100
69
100
100
100
27
100
100
18
100
100
95
100
100
100
39
100
100
100
100
70
100
100
50
100
100
100
100
100
75
100
100
100
100
35
100
100
100
100
100
7.655
16.467
7.021
9.642
12.719
33.560
9.010
9.656
3.901
778
12.328
20.232
23.861
12.312
17.163
7.532
11.227
9.692
14.265
15.276
15.278
6.405
2.655
3.441
15.933
22.308
4.702
15.041
4.802
19.681
5.667
426
6.015
8.457
14.394
17.126
13.897
3.321
38.235
3.331
32.620
39.783
8.976
19.511
17.840
263
15.438
6.701
124
124
123
123
121
119
119
119
114
112
112
110
110
105
105
104
102
95
95
95
93
90
90
89
89
87
87
85
85
84
83
82
79
79
78
76
76
76
76
75
75
75
74
73
73
72
71
71
10
90
91
92
93
94
95
96
97
98
99
100
RS
BA
RS
SC
BA
BA
BA
BA
BA
MG
BA
Rio Grande
Riacho de Santana
São Francisco de Paula
Timbé do Sul
Esplanada
Utinga
Bonito
Santa Cruz Cabrália
Pilão Arcado
Indaiabira
Porto Seguro
2.717
2.759
3.278
334
1.329
711
750
1.599
11.905
1.029
2.483
100
38
100
100
100
75
100
100
15
37
100
703
8.841
44.261
18.887
15.056
5.606
11.810
51.782
981
9.465
69.682
70
69
69
69
69
68
66
65
65
65
63
11
Atlas dos Municípios da Mata Atlântica (2010)
Ranking com os 10 municípios com maiores desmatamentos por estado (em ha)
UF
Município
Area
Total
%
lei
Rema2010 Dec2010
ALAGOAS
1
2
3
4
5
AL
AL
AL
AL
AL
Rio Largo
Marechal Deodoro
Tanque d'Arca
Anadia
São Miguel dos Milagres
321
348
135
198
81
100
100
100
100
100
5.892
4.919
292
684
1.805
8
7
4
3
2
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
BA
Andaraí
Valença
Mundo Novo
Encruzilhada
Ruy Barbosa
Cândido Sales
Santo Amaro
Miguel Calmon
Piritiba
Tapiramutá
1.941
1.229
1.564
2.092
2.184
1.660
529
1.624
1.018
681
100
100
119
100
92
100
100
78
98
100
26.904
27.276
33.024
12.888
27.755
9.957
11.487
14.035
13.252
16.514
634
508
405
404
304
267
246
234
204
181
1
2
3
4
CE
CE
CE
CE
Viçosa do Ceará
Camocim
Paracuru
Tianguá
1.344
1.154
313
930
35
33
83
25
8.976
19.455
4.138
2.853
74
36
24
3
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
ES
ES
ES
ES
ES
ES
ES
ES
ES
ES
Vitória
Alfredo Chaves
Itapemirim
Colatina
Afonso Cláudio
Vargem Alta
Guarapari
Domingos Martins
Muniz Freire
Laranja da Terra
86
631
571
1.459
977
425
608
1.255
695
467
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
1.205
20.262
3.323
9.056
8.355
11.731
14.054
29.643
8.961
4.405
38
28
27
14
12
11
10
10
9
8
1
2
3
4
GO
GO
GO
GO
Caçu
Quirinópolis
Cachoeira Alta
Buriti Alegre
2.254
3.794
1.657
901
30
53
29
62
7.302
7.852
3.725
3.163
178
37
32
18
1.243 100
3.601 100
32.275
82.486
3.244
2.786
BAHIA
CEARÁ
ESPÍRITO SANTO
GOIÁS
MINAS GERAIS
1 MG Ponto dos Volantes
2 MG Jequitinhonha
12
3
4
5
6
7
8
9
10
MATO GROSSO DO
SUL
1
2
3
4
5
PERNAMBUCO
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
PARANÁ
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
RIO DE JANEIRO
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
MG
Pedra Azul
Águas Vermelhas
Itamarandiba
Curral de Dentro
Santa Cruz de Salinas
Montezuma
Divisópolis
Setubinha
1.657
1.286
2.781
582
599
1.156
589
546
100
100
44
70
94
60
100
100
36.447
37.054
27.236
10.242
4.687
8.151
12.792
25.877
676
525
330
308
268
209
206
202
MS
MS
MS
MS
MS
Coronel Sapucaia
Laguna Carapã
Aral Moreira
Tacuru
Amambai
1.029
1.734
1.657
1.784
4.202
100
152
101
100
101
4.637
15.064
14.020
12.105
20.255
30
12
12
5
4
PE
PE
PE
PE
PE
PE
PE
PE
PE
PE
Gravatá
Goiana
Jaboatão dos Guararapes
Itapissuma
Brejo da Madre de Deus
Cabo de Santo Agostinho
Itambé
Ipojuca
Caruaru
Garanhuns
541
529
270
78
798
473
321
510
968
480
100
100
100
100
39
100
100
100
19
93
13.897
12.004
3.102
1.097
6.277
5.980
2.560
4.805
4.769
2.714
76
53
18
17
14
14
13
12
10
9
PR
PR
PR
PR
PR
PR
PR
PR
PR
PR
Pitanga
Bocaiúva do Sul
Reserva
Bituruna
Coronel Domingos Soares
Ortigueira
Turvo
Doutor Ulysses
Cândido de Abreu
Itaperuçu
1.665
829
1.638
1.218
1.575
2.433
903
784
1.511
312
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
14.459
28.293
16.405
20.990
34.488
20.232
17.163
7.532
14.265
2.655
317
249
235
135
128
110
105
104
95
90
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
RJ
São Fidélis
Campos dos Goytacazes
Resende
Trajano de Moraes
Cantagalo
Macaé
Sumidouro
Nova Friburgo
Barra do Piraí
Paraty
1.048
4.115
1.125
600
764
1.239
402
947
585
938
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
4.754
25.314
23.704
14.247
8.625
30.219
7.132
40.367
9.928
71.936
50
33
32
28
24
21
12
12
10
8
13
RIO GRANDE DO SUL
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
SANTA CATARINA
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
SERGIPE
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
SÃO PAULO
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
RS
RS
RS
RS
RS
RS
RS
RS
RS
RS
Santa Maria
São José dos Ausentes
Rolador
São Pedro do Butiá
Rio Grande
São Francisco de Paula
São Francisco de Assis
Faxinalzinho
Nonoai
Caxias do Sul
1.781
1.179
295
107
2.717
3.278
2.509
143
470
1.646
37
100
50
100
100
100
13
100
100
100
9.010
15.933
426
263
703
44.261
5.025
832
12.252
28.522
119
89
82
72
70
69
62
58
51
45
SC
SC
SC
SC
SC
SC
SC
SC
SC
SC
Macieira
Água Doce
Itaiópolis
São Domingos
Taió
Passos Maia
Porto União
São José do Cerrito
Campo Alegre
Papanduva
260
1.314
1.297
384
693
615
851
949
498
761
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
4.527
16.010
41.358
2.544
23.861
15.041
19.681
5.667
8.457
17.840
267
175
152
150
110
85
84
83
79
73
SE
SE
SE
SE
SE
SE
SE
SE
SE
SE
Gracho Cardoso
Santa Rosa de Lima
Aquidabã
Santa Luzia do Itanhy
Siriri
Itaporanga d'Ajuda
Neópolis
Itabaianinha
Nossa Senhora das Dores
Capela
252
70
375
342
173
769
277
513
504
462
100
100
100
100
100
100
100
73
94
100
1.338
1.059
1.071
9.215
2.193
9.335
1.652
2.273
3.579
3.912
38
31
27
25
24
13
11
10
8
6
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
SP
Bertioga
Jacupiranga
Iguape
São Paulo
Barra do Turvo
Paraibuna
Itariri
Santana de Parnaíba
Juquiá
Marília
494
706
1.987
1.534
1.009
817
275
181
827
1.171
100
100
100
100
100
100
100
100
100
97
38.235
32.620
146.743
25.072
54.929
11.175
15.763
3.292
51.470
14.375
76
75
54
27
27
22
19
19
17
13
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