27 de maio é o Dia Nacional da Mata Atlântica SOS Mata Atlântica e INPE divulgam dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica com a situação de 16 dos 17 Estados, no período de 2008 a 2010 Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná foram os que mais desmataram no período. São Paulo, 26 de maio de 2011 – A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE divulgam hoje (véspera do Dia Nacional da Mata Atlântica), em entrevista coletiva, dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica com a situação de 16 dos 17 estados, no período de 2008 a 2010. A iniciativa tem o patrocínio de Bradesco Cartões. Os dados completos podem ser acessados nos sites www.sosma.org.br e www.inpe.br. Da área total do bioma Mata Atlântica, 1.315.460 km2, foram avaliados 1.288.989 km2, o que corresponde a 98%. Foram analisados os Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Dos 17 Estados abrangidos total ou parcialmente no bioma Mata Atlântica, o único não avaliado foi o Piauí, cujos dados não puderam ser incluídos ainda pela indefinição de critérios de identificação das formações florestais naturais do Bioma naquele Estado. Além disso, para este Estado está sendo aguardado um mapeamento detalhado liderado pelo Ministério do Meio Ambiente. Os dados, apresentados por Marcia Hirota, diretora de Gestão do Conhecimento e coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica; Flávio Jorge Ponzoni, pesquisador e coordenador técnico do estudo pelo INPE; e Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação, apontam desflorestamentos verificados no período de 2008-2010 de 31.195 hectares (ha), ou 311,95Km2. Destes, 30.944 ha correspondem a desflorestamentos, 234 ha a supressão de vegetação de restinga e 17 ha a supressão de vegetação de mangue. De acordo com Marcia Hirota, o estudo comprova que a supressão da floresta nativa é continuo e que os dados são um alerta para o estabelecimento de políticas públicas que incentivem a conservação e a restauração do Bioma. “Dependemos dos recursos naturais e dos serviços ambientais da Mata Atlântica que são essenciais para a sobrevivência dos 112 milhões de habitantes no domínio do Bioma”, enfatiza. “A aprovação na Câmara dos Deputados da proposta de alterações no Código Florestal só piora a situação já dramática da Mata Atlântica”, reforça Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da Fundação. Flávio Ponzoni, coordenador técnico do Atlas por parte do INPE, menciona que “as próximas versões do Atlas deverão incluir a observação de itens sensíveis à aprovação do novo Código Florestal no que se refere a possíveis impactos negativos na tendência de decréscimo das taxas de desflorestamentos”. Reforça ainda que “estamos sempre motivados a implementar novas metodologias que nos permitam refinar as informações, tornando-as o mais fieis possível com a realidade”. 1 Ranking do desmatamento Entre os Estados avaliados em situação mais crítica estão Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná, que perderam entre o período de 2008 a 2010, 12.467 ha, 7.725 ha, 3.701 ha e 3.248 ha, respectivamente. A esses números, somam-se desflorestamentos de 1.864 ha no Rio Grande do Sul, 579 ha em São Paulo, 320 ha em Goiás, 247 ha no Rio de Janeiro, 237 ha no Espírito Santo e117 ha em Mato Grosso do Sul. Nos demais Estados do Nordeste, foi verificada supressão de vegetação nativa a partir de 2002 que totalizaram 24 ha em Alagoas, 253 ha em Pernambuco, 224 ha em Sergipe e 188 ha no Ceará. Na Paraíba e no Rio Grande do Norte não foram registrados desflorestamentos ou supressão de vegetação de Restinga ou de Mangue, de acordo com a metodologia adotada pela pesquisa do Atlas, que considera área mínima de mapeamento de 3 ha. Em todos os Estados foram verificadas queda na taxa média anual de desflorestamento. Em Minas Gerais, a taxa média anual caiu 43%, já que no último levantamento, referente ao período de 20052008 o total de desflorestamento foi 32.728 ha. Minas Gerais possuía originalmente 46% do seu território (27.235.854 ha) cobertos pelo Bioma Mata Atlântica, e agora restam apenas 10,04% (2.733.926 ha). A Bahia, apesar de ser o segundo Estado do ranking, apresentou uma queda de 52% na taxa anual média de desmatamento. Passou de 24.148 ha, no período de 2005-2008, para 7.725 ha, no período de 2008-2010. O Estado, que já teve 33% de seu território coberto por Mata Atlântica, hoje tem a incidência do bioma em apenas 9% do seu território (1.692.734 ha de floresta nativa). Em Santa Catarina, apesar do desflorestamento continuar, a taxa anual caiu 79%. O Estado está inserido 100% na Mata Atlântica (9.591.012 ha) e hoje restam apenas 23%, ou 2.210.061 ha do bioma original. No Paraná, a taxa anual de desmatamento diminuiu 51%, e perdeu entre o período de 2008-2010 mais 3.248 ha. O Paraná possuía 98% de seu território no bioma, ou 19.667.485 ha. Atualmente, são 2.094.392 ha coberto com Mata Atlântica nativa, ou seja, 10,65% do território original. Confira os dados dos 16 Estados avaliados: Desflorestamentos – período 2008-2010 (em ha) UF 1º 2º 3º 4º 5º 6º Área UF Área Original Mata Atlântica Floresta 2008 2010 Desflorestamento % MG 58.697.565 27.235.854 2.746.393 2.733.926 10,04% 12.467 BA SC 56.557.948 18.875.099 1.700.459 1.692.734 8,97% 7.725 9.591.012 9.591.012 2.213.763 2.210.061 23,04% 3.701 PR 20.044.406 19.667.485 2.097.640 2.094.392 10,65% 3.248 RS 28.403.078 13.759.380 1.030.854 1.028.990 1.864 SP 24.873.203 16.918.918 2.670.903 2.670.324 15,78% 7,48% 579 2 7º 8º 9º 10º GO RJ 34.127.082 1.051.422 49.702 4.394.507 4.394.507 ES 4.614.841 MS 36.193.583 49.381 4,70% 320 862.013 861.767 19,61% 247 4.614.841 510.990 510.752 11,07% 237 6.366.586 360.238 360.121 117 5,66% Remanescentes Florestais da Mata Atlântica dos demais estados do Nordeste* (em ha) UF 1º 2º 3º 4º Área UF Área Original Mata Atlântica Floresta 2008 2010 Desflorestamento % PE 9.929.608 1.808.779 229.525 229.272 12,68% 253 SE 2.214.690 1.197.878 110.111 109.887 9,17% 224 CE 14.637.598 910.698 150.470 150.283 16,50% 188 AL 2.811.248 1.495.461 149.896 149.872 10,02% 24 PB 5.691.967 667.185 75.641 75.641 11,34% 0 RN 5.364.113 343.867 48.548 48.548 14,12% 0 *O mapeamento dos demais estados do Nordeste foi realizado conforme a disponibilidade de imagens sem nuvens. Os desflorestamentos podem ter ocorrido entre os anos de 2002 (primeira data da cena) até 2010. Acima do Rio São Francisco, o estado de Pernambuco foi o que mais perdeu cobertura florestal nativa. A única supressão de vegetação de mangue em toda Mata Atlântica foi observada em Ipojuca. Situação nos municípios Os novos dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica indicam também o desflorestamento de cobertura nativa por municípios. Minas Gerais lidera o ranking, com as três cidades que mais desmataram no período 2008-2010. Ponto dos Volantes e Jequitinhonha, ambas na região do Jequitinhonha, perderam 3.244 ha e 2.786 ha, respectivamente. Pedra Azul, na região do Norte de Minas, perdeu 676 ha. Em quarto lugar ficou a cidade baiana de Andaraí, com 634 ha desmatados. Na quinta posição, outro município mineiro: Águas Vermelhas, com 525 ha. Segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, “os desmatamentos desses municípios se concentraram nos limites da Mata Atlântica com o Cerrado e da Caatinga, especialmente nas Matas Secas, e tem como uma das principais causas a expansão do reflorestamento de eucalipto e do carvão vegetal para siderurgia.” O Atlas dos Municípios da Mata Atlântica revela a identificação, localização e situação dos principais remanescentes florestais existentes nos municípios abrangidos pelo bioma. Por meio do IPMA (Índice de Preservação da Mata Atlântica) – indicador criado pela SOS Mata Atlântica e pelo INPE –, torna-se possível ranquear os municípios que mais possuem cobertura vegetal nativa. Os dados e mapas podem ser acessados pela internet, nos sites www.sosma.org.br, www.inpe.br ou diretamente no servidor de mapas http://mapas.sosma.org.br. Confira o ranking completo das 100 cidades mais desmatadas (página 9) e também os 10 primeiros municípios de cada estado (página 12 deste release). 3 Regiões Metropolitanas O Atlas do período 2008-2010 indica também os dados de desmatamento classificados por regiões metropolitanas. A área com maior território desmatado foi a Região Metropolitana de Curitiba, seguida por São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Confira na tabela abaixo: 1º 2º 3º 4º 5º Região Metropolitana Curitiba São Paulo Belo Horizonte Rio de Janeiro Porto Alegre Área Total Área Bioma % Rema* %rema Desmatamento** 1.545.594 1.545.594 100% 252.860 16% 775 795.167 795.167 100% 193.944 24% 51 946.870 430.252 45% 80.665 19% 49 565.482 565.478 100% 143.211 25% 5 968.390 370.409 38% 26.513 7% 4 *Remanescentes ** Em ha Mapa da Área da Aplicação da Lei no 11.428 Desde sua quinta edição, de 2005-2008, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica considera os limites do Bioma Mata Atlântica tendo como base o Mapa da Área da Aplicação da Lei nº 11.428, de 2006. A utilização dos novos limites para os biomas brasileiros implicou na mudança da área total, da área de cada estado, do total de municípios e da porcentagem de Mata Atlântica e de remanescentes em cada uma destas localidades. A Mata Atlântica está distribuída ao longo da costa atlântica do país, atingindo áreas da Argentina e do Paraguai nas regiões sudeste e sul. De acordo com o Mapa da Área de Aplicação da Lei nº 11.428, a Mata Atlântica abrangia originalmente 1.315.460 km2 no território brasileiro. Seus limites originais contemplavam áreas em 17 Estados: PI, CE, RN, PE, PB, SE, AL, BA, ES, MG, GO, RJ, MS, SP, PR, SC e RS. Nessa extensa área, vivem atualmente mais de 62% da população brasileira, ou seja, com base no Censo Populacional 2007 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, são mais de 112 milhões de habitantes em 3.222 municípios, que correspondem a 58% dos existentes no Brasil. Destes, 2.594 municípios possuem a totalidade dos seus territórios no bioma e mais 628 municípios estão parcialmente inclusos, conforme dados extraídos da malha municipal do IBGE (2005). A Mata Atlântica, complexo e exuberante conjunto de ecossistemas de grande importância, abriga parcela significativa da diversidade biológica do Brasil, reconhecida nacional e internacionalmente no meio científico. Lamentavelmente, é também um dos biomas mais ameaçados do mundo devido às constantes agressões ou ameaças de destruição dos habitats nas suas variadas tipologias e ecossistemas associados. O alto grau de interferência na Mata Atlântica é bastante conhecido. Desde o descobrimento do Brasil pelos europeus, os impactos de diferentes ciclos de exploração, da concentração das maiores cidades e núcleos industriais e da alta densidade demográfica, entre outros, fizeram com que a vegetação natural fosse reduzida drasticamente. Temos hoje apenas 7,9% (101.779 km2) de remanescentes mais preservados em áreas acima de 100 hectares. Esse total desconsidera a área do bioma Mata Atlântica do estado do Piauí, que até o momento não foi mapeado. 4 Histórico do Atlas O Atlas dos Remanescentes Florestais e Ecossistemas Associados do Bioma Mata Atlântica, desenvolvido pela Fundação SOS Mata Atlântica e o INPE, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, representa um grande avanço na compreensão da situação em que se encontra a Mata Atlântica. O primeiro mapeamento, publicado em 1990, com a participação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), teve o mérito de ser um trabalho inédito sobre a área original e a distribuição espacial dos remanescentes florestais da Mata Atlântica e tornou-se referência para pesquisa científica e para o movimento ambientalista. Foi desenvolvido em escala 1:1.000.000. Em 1991, a SOS Mata Atlântica e o INPE deram início a um mapeamento em escala 1:250.000, analisando a ação humana sobre os remanescentes florestais e nas vegetações de mangue e de restinga entre 1985 a 1990. Publicado em 1992/93, o trabalho avaliou a situação da Mata Atlântica em dez estados: Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que apresentavam a maior concentração de áreas preservadas. Os Estados do Nordeste não puderam ser avaliados pela dificuldade de obtenção de imagens de satélite sem cobertura de nuvens. Um novo lançamento ocorreu em 1998, desta vez cobrindo o período de 1990-1995, com a digitalização dos limites das fisionomias vegetais da Mata Atlântica e de algumas Unidades de Conservação federais e estaduais, elaborada em parceria com o Instituto Socioambiental. Entre o período de 1995-2000, fez-se uso de imagens TM/Landsat 5 ou ETM+/Landsat 7 em formato digital, analisadas diretamente em tela de computador, permitindo a ampliação da escala de mapeamento para 1:50.000 e conseqüentemente a redução da área mínima mapeada para 10 ha. No levantamento anterior, foram avaliadas as áreas acima de 25 hectares. Os resultados revelaram novamente a situação da Mata Atlântica em 10 dos 17 Estados: a totalidade das áreas do bioma Mata Atlântica de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; e áreas parciais da Bahia. Em 2004, a SOS Mata Atlântica e o INPE lançaram o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica, de forma a fornecer instrumentos para o conhecimento, o monitoramento e o controle para atuação local. A partir desse estudo, cada cidadão pode ter fácil acesso aos mapas e atuar em favor da proteção e conservação deste conjunto de ecossistemas. O desenvolvimento da ferramenta de publicação dos mapas na internet foi realizado pela ArcPlan, utilizando tecnologia do MapServer (Universidade de Minnesota), com acesso nos portais www.sosma.org.br e www.dsr.inpe.br. Ao final de 2004, as duas organizações iniciaram a atualização dos dados para o período de 2000 a 2005. Esta edição também foi marcada por aprimoramentos metodológicos e novamente foram revistos os critérios de mapeamento, dentre os quais se destaca a adoção do aplicativo ArcGis 9.0, que permitiu a visualização rápida e simplificada do território de cada Estado contido no bioma. Isto facilitou e deu maior segurança nos trabalhos de revisão e de articulação da interpretação entre os limites das cartas topográficas. 5 A quarta edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica apresentou dados atualizados em 13 Estados abrangidos pelo bioma (PE, AL, SE, BA, GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC, RS). Um relatório mostrou a metodologia e os resultados quantitativos da situação dos remanescentes da Mata Atlântica desses estados e os desflorestamentos ocorridos no período de 2000-2005. Essa fase manteve a escala 1:50.000, e passou a identificar áreas acima de três hectares e o relatório técnico, bem como as estatísticas e os mapas, imagens, fotos de campo, arquivos em formato vetorial e dados dos remanescentes florestais, por município, estado, Unidade de Conservação, bacia hidrográfica e Corredor de Biodiversidade. Em 2008, foram divulgados os números atualizados a partir de análises da 4ª edição do Atlas, incluindo os Estados de Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco e Sergipe, que, somados ao mapeamento dos estados de Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, gerados pela ONG Sociedade Nordestina de Ecologia, totalizam 16 dos 17 Estados onde o bioma ocorre, ou 98% de Mata Atlântica. Em 2009, a 5ª edição do Atlas trouxe os números do desmatamento com dados atualizados, até maio de 2009, em 10 Estados abrangidos pelo bioma (BA, GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC, RS). Essa edição apresentou a metodologia e os resultados quantitativos da situação dos remanescentes da Mata Atlântica ocorridos nessas regiões no período de 2005-2008. Em 2010, a sexta edição do estudo trouxe dados atualizados, até maio de 2010, de nove Estados abrangidos pelo bioma: GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC, RS. O documento apresentou, sinteticamente, a metodologia atual, os mapas e as estatísticas globais e por estado. O mapeamento utilizou imagens do satélite Landsat 5 que leva a bordo o sensor Thematic Mapper. Para o monitoramento e análise da situação da Mata Atlântica desde 1989, foram investidos recursos na ordem de R$ 6 milhões, provenientes da iniciativa privada. Confira os resultados de cada monitoramento já realizado: Desflorestamentos: Período 1985-1990: 466.937 ha Período 1990-1995: 500.317 ha Período 1995-2000: 445.952 ha Período 2000-2005: 174.828 ha Período 2005-2008: 102.938 ha Período 2008-2010: 31.195 ha 6 Sobre o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que em 2011 comemora 50 anos, atua nas áreas de Observação da Terra, Meteorologia e Mudanças Climáticas, Ciências Espaciais e Atmosféricas e Engenharia Espacial. Possui laboratórios de Computação Aplicada, Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de Plasmas. Presta serviços operacionais de monitoramento florestal, previsão do tempo e clima, rastreio e controle de satélites, medidas de queimadas, raios e poluição do ar. O INPE aposta na construção de satélites para produção de dados sobre o planeta Terra, e no desenvolvimento de pesquisas para transformar estes dados em conhecimento, produtos e serviços para a sociedade brasileira e para o mundo. Também se dedica à distribuição de imagens meteorológicas e de sensoriamento remoto, e à realização de testes e ensaios industriais de alta qualidade. Além disso, o Instituto transfere tecnologia, fomentando a capacitação da indústria espacial brasileira e o desenvolvimento de um setor nacional de prestação de serviços especializados no campo espacial. As atividades do INPE tiveram início em 3 de agosto de 1961, com a criação do Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE), que em 1963 passou a ser chamado CNAE (Comissão Nacional de Atividades Espaciais). Com a extinção da CNAE em 1971, foi criado o INPE, ainda como órgão vinculado ao CNPq. Além da sede, em São José dos Campos – SP, o INPE possui instalações em São Luís – MA, Eusébio – CE, Natal – RN (Centro Regional do Nordeste), Cuiabá – MT, Brasília – DF, Cachoeira Paulista – SP, Atibaia – SP, São Paulo – SP (Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie), Santa Maria – RS (Centro Regional Sul de Pesquisas Espaciais) e Belém - PA (Centro Regional da Amazônia). O INPE é o principal órgão civil responsável pelo desenvolvimento das atividades espaciais no País. Ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), tem como missão contribuir para que a sociedade brasileira usufrua dos benefícios propiciados pelo contínuo desenvolvimento do setor espacial. Mais informações no site www.inpe.br. 7 Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica completa em 2011 seus 25 anos. É uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do Bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Para isso, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do Bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas. Saiba mais sobre a ONG no portal www.sosma.org.br. Fotos e mais informações para a imprensa com: Lead Comunicação para a Sustentabilidade – www.lead.com.br Marcelo Bolzan – tel.: (11) 3168-1412 r22 / (11) 8714-9775 – [email protected] Luiz Soares – tel.: (11) 3168-1412 r18 / (11) 8752-4637 – [email protected] Fábio Ruocco – tel.: (11) 3168-1412 r21 / (11) 8449-9935 – [email protected] Gabriela Gonçalves – tel.: (11) 3168-1412 r14 / (11) 9209-1979 – [email protected] 8 Atlas dos Municípios da Mata Atlântica (2008-2010) Ranking com os 100 municípios com maiores desmatamentos no período 2008-2010 (em ha) Rema = Remanescentes Dec = Decréscimo de Mata no período, área desflorestada 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 UF MG MG MG BA MG BA BA BA MG PR MG BA MG SC BA PR BA PR BA MG MG BA MG MG BA GO SC MG BA MG BA SC SC BA MG BA PR BA MG BA PR Município Ponto dos Volantes Jequitinhonha Pedra Azul Andaraí Águas Vermelhas Valença Mundo Novo Encruzilhada Itamarandiba Pitanga Curral de Dentro Ruy Barbosa Santa Cruz de Salinas Macieira Cândido Sales Bocaiúva do Sul Santo Amaro Reserva Miguel Calmon Montezuma Divisópolis Piritiba Setubinha Novo Cruzeiro Tapiramutá Caçu Água Doce Medina Jaguaripe São João do Paraíso Presidente Tancredo Neves Itaiópolis São Domingos Morro do Chapéu Rio Vermelho Itamaraju Bituruna Mucugê Itinga Lençóis Coronel Domingos Soares Area Total % lei Rema2010 Dec2010 1.243 100 32.275 3.244 3.601 100 82.486 2.786 1.657 100 36.447 676 1.941 100 26.904 634 1.286 100 37.054 525 1.229 100 27.276 508 1.564 119 33.024 405 2.092 100 12.888 404 2.781 44 27.236 330 1.665 100 14.459 317 582 70 10.242 308 2.184 92 27.755 304 599 94 4.687 268 260 100 4.527 267 1.660 100 9.957 267 829 100 28.293 249 529 100 11.487 246 1.638 100 16.405 235 1.624 78 14.035 234 1.156 60 8.151 209 589 100 12.792 206 1.018 98 13.252 204 546 100 25.877 202 1.737 100 47.882 196 681 100 16.514 181 2.254 30 7.302 178 1.314 100 16.010 175 1.470 100 22.597 175 922 100 29.228 171 1.958 99 20.749 167 429 100 4.094 165 1.297 100 41.358 152 384 100 2.544 150 5.655 32 44.934 147 1.003 100 21.966 142 2.438 100 46.563 138 1.218 100 20.990 135 2.664 43 4.910 133 1.675 100 16.924 132 1.269 100 9.790 130 1.575 100 34.488 128 9 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 87 88 89 BA BA BA BA BA BA RS BA MG BA MG PR SC BA PR PR MG BA PR BA MG BA PR BA RS PR BA SC MG SC SC RS MG SC MG BA PE BA SP MG SP PR CE PR SC RS SC MG Cachoeira Vitória da Conquista Itaeté Iramaia Bom Jesus da Lapa Guaratinga Santa Maria Jandaíra Divisa Alegre Belo Campo Ninheira Ortigueira Taió Boa Vista do Tupim Turvo Doutor Ulysses Minas Novas Taperoá Cândido de Abreu Ibiquera Novo Oriente de Minas Nova Redenção Itaperuçu Macajuba São José dos Ausentes Palmas Lajedinho Passos Maia Rubelita Porto União São José do Cerrito Rolador Aricanduva Campo Alegre Berizal Itabela Gravatá Coribe Bertioga Poços de Caldas Jacupiranga Guarapuava Viçosa do Ceará Pinhão Papanduva São Pedro do Butiá Rio Negrinho Pocrane 411 3.274 1.224 1.996 4.068 2.389 1.781 671 120 630 1.141 2.433 693 2.698 903 784 1.846 422 1.511 1.037 772 522 312 727 1.179 1.569 828 615 1.130 851 949 295 248 498 503 879 541 2.715 494 548 706 3.118 1.344 2.002 761 107 910 706 100 100 51 16 39 100 37 100 100 69 100 100 100 27 100 100 18 100 100 95 100 100 100 39 100 100 100 100 70 100 100 50 100 100 100 100 100 75 100 100 100 100 35 100 100 100 100 100 7.655 16.467 7.021 9.642 12.719 33.560 9.010 9.656 3.901 778 12.328 20.232 23.861 12.312 17.163 7.532 11.227 9.692 14.265 15.276 15.278 6.405 2.655 3.441 15.933 22.308 4.702 15.041 4.802 19.681 5.667 426 6.015 8.457 14.394 17.126 13.897 3.321 38.235 3.331 32.620 39.783 8.976 19.511 17.840 263 15.438 6.701 124 124 123 123 121 119 119 119 114 112 112 110 110 105 105 104 102 95 95 95 93 90 90 89 89 87 87 85 85 84 83 82 79 79 78 76 76 76 76 75 75 75 74 73 73 72 71 71 10 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 RS BA RS SC BA BA BA BA BA MG BA Rio Grande Riacho de Santana São Francisco de Paula Timbé do Sul Esplanada Utinga Bonito Santa Cruz Cabrália Pilão Arcado Indaiabira Porto Seguro 2.717 2.759 3.278 334 1.329 711 750 1.599 11.905 1.029 2.483 100 38 100 100 100 75 100 100 15 37 100 703 8.841 44.261 18.887 15.056 5.606 11.810 51.782 981 9.465 69.682 70 69 69 69 69 68 66 65 65 65 63 11 Atlas dos Municípios da Mata Atlântica (2010) Ranking com os 10 municípios com maiores desmatamentos por estado (em ha) UF Município Area Total % lei Rema2010 Dec2010 ALAGOAS 1 2 3 4 5 AL AL AL AL AL Rio Largo Marechal Deodoro Tanque d'Arca Anadia São Miguel dos Milagres 321 348 135 198 81 100 100 100 100 100 5.892 4.919 292 684 1.805 8 7 4 3 2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 BA BA BA BA BA BA BA BA BA BA Andaraí Valença Mundo Novo Encruzilhada Ruy Barbosa Cândido Sales Santo Amaro Miguel Calmon Piritiba Tapiramutá 1.941 1.229 1.564 2.092 2.184 1.660 529 1.624 1.018 681 100 100 119 100 92 100 100 78 98 100 26.904 27.276 33.024 12.888 27.755 9.957 11.487 14.035 13.252 16.514 634 508 405 404 304 267 246 234 204 181 1 2 3 4 CE CE CE CE Viçosa do Ceará Camocim Paracuru Tianguá 1.344 1.154 313 930 35 33 83 25 8.976 19.455 4.138 2.853 74 36 24 3 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 ES ES ES ES ES ES ES ES ES ES Vitória Alfredo Chaves Itapemirim Colatina Afonso Cláudio Vargem Alta Guarapari Domingos Martins Muniz Freire Laranja da Terra 86 631 571 1.459 977 425 608 1.255 695 467 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 1.205 20.262 3.323 9.056 8.355 11.731 14.054 29.643 8.961 4.405 38 28 27 14 12 11 10 10 9 8 1 2 3 4 GO GO GO GO Caçu Quirinópolis Cachoeira Alta Buriti Alegre 2.254 3.794 1.657 901 30 53 29 62 7.302 7.852 3.725 3.163 178 37 32 18 1.243 100 3.601 100 32.275 82.486 3.244 2.786 BAHIA CEARÁ ESPÍRITO SANTO GOIÁS MINAS GERAIS 1 MG Ponto dos Volantes 2 MG Jequitinhonha 12 3 4 5 6 7 8 9 10 MATO GROSSO DO SUL 1 2 3 4 5 PERNAMBUCO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 PARANÁ 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 RIO DE JANEIRO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 MG MG MG MG MG MG MG MG Pedra Azul Águas Vermelhas Itamarandiba Curral de Dentro Santa Cruz de Salinas Montezuma Divisópolis Setubinha 1.657 1.286 2.781 582 599 1.156 589 546 100 100 44 70 94 60 100 100 36.447 37.054 27.236 10.242 4.687 8.151 12.792 25.877 676 525 330 308 268 209 206 202 MS MS MS MS MS Coronel Sapucaia Laguna Carapã Aral Moreira Tacuru Amambai 1.029 1.734 1.657 1.784 4.202 100 152 101 100 101 4.637 15.064 14.020 12.105 20.255 30 12 12 5 4 PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE Gravatá Goiana Jaboatão dos Guararapes Itapissuma Brejo da Madre de Deus Cabo de Santo Agostinho Itambé Ipojuca Caruaru Garanhuns 541 529 270 78 798 473 321 510 968 480 100 100 100 100 39 100 100 100 19 93 13.897 12.004 3.102 1.097 6.277 5.980 2.560 4.805 4.769 2.714 76 53 18 17 14 14 13 12 10 9 PR PR PR PR PR PR PR PR PR PR Pitanga Bocaiúva do Sul Reserva Bituruna Coronel Domingos Soares Ortigueira Turvo Doutor Ulysses Cândido de Abreu Itaperuçu 1.665 829 1.638 1.218 1.575 2.433 903 784 1.511 312 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 14.459 28.293 16.405 20.990 34.488 20.232 17.163 7.532 14.265 2.655 317 249 235 135 128 110 105 104 95 90 RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ São Fidélis Campos dos Goytacazes Resende Trajano de Moraes Cantagalo Macaé Sumidouro Nova Friburgo Barra do Piraí Paraty 1.048 4.115 1.125 600 764 1.239 402 947 585 938 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 4.754 25.314 23.704 14.247 8.625 30.219 7.132 40.367 9.928 71.936 50 33 32 28 24 21 12 12 10 8 13 RIO GRANDE DO SUL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 SANTA CATARINA 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 SERGIPE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 SÃO PAULO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 RS RS RS RS RS RS RS RS RS RS Santa Maria São José dos Ausentes Rolador São Pedro do Butiá Rio Grande São Francisco de Paula São Francisco de Assis Faxinalzinho Nonoai Caxias do Sul 1.781 1.179 295 107 2.717 3.278 2.509 143 470 1.646 37 100 50 100 100 100 13 100 100 100 9.010 15.933 426 263 703 44.261 5.025 832 12.252 28.522 119 89 82 72 70 69 62 58 51 45 SC SC SC SC SC SC SC SC SC SC Macieira Água Doce Itaiópolis São Domingos Taió Passos Maia Porto União São José do Cerrito Campo Alegre Papanduva 260 1.314 1.297 384 693 615 851 949 498 761 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 4.527 16.010 41.358 2.544 23.861 15.041 19.681 5.667 8.457 17.840 267 175 152 150 110 85 84 83 79 73 SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE Gracho Cardoso Santa Rosa de Lima Aquidabã Santa Luzia do Itanhy Siriri Itaporanga d'Ajuda Neópolis Itabaianinha Nossa Senhora das Dores Capela 252 70 375 342 173 769 277 513 504 462 100 100 100 100 100 100 100 73 94 100 1.338 1.059 1.071 9.215 2.193 9.335 1.652 2.273 3.579 3.912 38 31 27 25 24 13 11 10 8 6 SP SP SP SP SP SP SP SP SP SP Bertioga Jacupiranga Iguape São Paulo Barra do Turvo Paraibuna Itariri Santana de Parnaíba Juquiá Marília 494 706 1.987 1.534 1.009 817 275 181 827 1.171 100 100 100 100 100 100 100 100 100 97 38.235 32.620 146.743 25.072 54.929 11.175 15.763 3.292 51.470 14.375 76 75 54 27 27 22 19 19 17 13 14