Artigos da Fé
Igreja do Nazareno
Redenção
Deus
Trino
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4
3
2
A Igreja
8
15
© 2008 Stéphane Tibi and his licensors.
All rights reserved. www.studymaps.org
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12
Cura
Ceia do
Divina
Baptismo
Segunda
Vinda
de Cristo
1
Justificação,
Regeneração,
Adoção
9
10
Inteira
Santificação
Arrependimento
Pecado,
Original e Pessoal
11
Senhor
6 7
5
Sagradas
Escrituras
Jesus Cristo Espírito Santo
Graça
Preveniente
16
Ressurreição,
Juízo,
e Destino
MAPAS DE ESTUDOS DOS
ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
POR STEPHAME TIBI
COPYRIGHT 2008 STÉPHANE TIBI AND HIS LICENSORS
2
Necessidade para os Mapas de Estudo
Esta secção sobre os Artigos da Fé da Igreja do Nazareno é apresentada para ajudar pastores e leigos a partilhar os Artigos da Fé com
aqueles que não estão familiarizados com estes 16 princípios fundamentais. Embora seja especificamente dirigido para os imigrantes
na sua vizinhança, comunidades pré-letradas, e crianças, as ideias e
princípios aqui contidos podem dar também um novo discernimento
a estas doutrinas.
Guia para o Mapa de Estudo sobre os 16 Artigos de Fé
Raciocínio:
O objectivo deste guia sobre o quadro dos Artigos de Fé é…
1. Levar a uma melhor compreensão de como os artigos de fé da Igreja do Nazareno nos podem ajudar a articular a nossa fé cristã.
2. Tornar-nos capazes de testemunhar com confiança e convicção
sobre os fundamentos desta fé que transforma a vida.
3. Ajudar a ensinar o significado dos artigos de fé da Igreja do Nazareno e convidar outros a aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador.
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Espírito Santo
Senhor
5
Segunda
Vinda
de Cristo
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Justificação,
Regeneração,
Adoção
16
Ressurreição,
Juízo,
e Destino
Inteira
Santificação
Arrependimento
6 7
Graça
Preveniente
Pecado,
Original e Pessoal
Sagradas
Escrituras
4
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12
Cura
Ceia do
Divina
Baptismo
A Igreja
2
Jesus Cristo
1
Deus
Trino
Redenção
Artigos da Fé
Igreja do Nazareno
MAPAS DE ESTUDOS DOS ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
© 2008 Stéphane Tibi and his licensors.
All rights reserved. www.studymaps.org
Uma Apresentação sobre os Artigos de Fé através do
Quadro
Neste guia, sugere-se uma forma possível de apresentar os artigos de
fé e de como relacioná-los uns com os outros. A maior parte daquilo
que se encontra em cada artigo abaixo representado, foi retirado do
texto dos artigos de fé do Manual da Igreja do Nazareno 2005-2009. É
aconselhável que tenham sempre presente esse texto, à medida que
estudam e ensinam os artigos; esse é um texto de referência e não
pode ser substituído pelas curtas explicações, abaixo apresentadas.
Essas explicações são, simplesmente, para mostrar alguns dos principais aspectos de cada um desses artigos.
A. ARTIGOS 1-3: DEUS
Os três primeiros artigos descrevem o Deus em quem cremos. As imagens do triângulo (Deus Trino), de Jesus Cristo e da pomba (Espírito
Santo) estão reunidas a fim de manifestar o seu íntimo relacionamento
e unidade.
1. O Deus Trino
Este artigo exprime é, simultaneamente, o começo e o fim de nossa fé.
Cremos num Deus eterno e infinito. Ele criou o Universo do nada. Ele
era antes que o mundo existisse, é e sempre será. Ele tem três facetas
, Pai, Filho e Espírito Santo, que estão ilustradas ilustrados através de
um triângulo.
2. Jesus Cristo
Deus enviou Seu Filho, Jesus Cristo, do céu à terra. Ele estava eternamente com o Pai, tornou-se homem pelo poder do Espírito Santo e
nasceu da Virgem Maria. Ele foi totalmente Deus e totalmente homem.
Na imagem, está representado de joelhos, porque Ele veio como um
servo, para nos ensinar o quanto Deus ama a humanidade.
3. O Espírito Santo
A imagem que representa o Espírito Santo é uma pomba, a imagem
que os autores dos três primeiros Evangelhos usaram para descrever
a Sua descida sobre Jesus no Seu baptismo. É uma pomba branca
expressando a pureza do Espírito Santo, uma pureza e santidade que
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MAPAS DE ESTUDOS DOS ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
Ele/Ela pode comunicar, aqueles que O/A acolhem. O Espírito Santo
trabalha com e através da Igreja de Cristo, convencendo o mundo do
pecado, regenerando aqueles que se arrependem e creem, santificando os crentes e guiando-os em toda a verdade como em Jesus.
Ao terminar o grupo dos três primeiros artigos da fé, seria bom – se
necessário – revê-los de cor. Por exemplo, pode fechar os olhos e dizer o nome do primeiro artigo e tentar lembrar a imagem, e assim por
diante para o segundo e terceiro. Depois pode dizer os artigos de trás
para a frente 3-2-1, ou pedir a alguém para ler o título de um artigo e
dizer o número certo . Irá perceber logo a vantagem, de dispor deste
tipo de ferramenta gráfica, e rapidamente irá saber a lista dos artigos
um após outro e de trás para a frente.
B. ARTIGO 4: ESCRITURAS SAGRADAS
A imagem de um livro representa as Escrituras Sagradas como a Palavra escrita de Deus, enquanto Jesus Cristo é a Palavra viva de Deus.
Nela, aprendemos como Deus criou o mundo e convidou todos os
seres humanos a uma profunda comunhão com Ele. Com a ajuda do
Espírito Santo, os livros do Antigo e do Novo Testamento ensinam-nos
a vontade de Deus a nosso respeito e em tudo o que é necessário
para nossa salvação. As Sagradas Escrituras dão testemunho sobre
quem é Deus (artigos 1-3), e o caminho que nos leva do pecado à
salvação (artigos 5-10).
Tire um tempo, para rever com os alunos de uma forma interessante
os 4 primeiros artigos, ainda que seja bastante fácil fazê-lo, isso irá
lançar as bases, que os ajudarão a ir mais longe. Uma coisa que pode
fazer é pedir a alguém para descrever em palavras simples o significado de um destes artigos (ou de todos, um após o outro). Não se
esqueça de comunicar à sua audiência, através de perguntas como
estas, que o que está à procura como professor, é mais do que ter
pessoas capazes de repetir de seguida e de trás para a frente os
títulos dos artigos de fé. Quer também, se não ainda mais, formar
pessoas, que expressam a sua fé de forma simples e confiante com
o apoio destes artigos de fé - por isso encorajo-vos a reforçar este
ponto importante, ouvindo atentamente as respostas dadas e usando
as observações apropriadas (e as correcções suaves quando achar
6
necessário).
C. ARTIGOS 5-10: DO PECADO À SANTIDADE
Os artigos 5-10 descrevem como cada ser humano deve passar do
pecado à santidade, da separação de Deus e da morte para uma plena comunhão com Ele, que promete a vida eterna. As ligações entre
essas 6 imagens testemunham do facto que este é o caminho da
humanidade. Os artigos 5 e 6 tratam dos nossos antepassados, aos
quais o apóstolo Paulo chamou de primeiro Adão e o “novo Adão”
(Jesus), e da maldição que vem a partir do pecado original e da bênção que vem da expiação pelo sangue de Jesus. Os Artigos 07-10
mostram-nos como podemos receber, através de uma fé obediente,
todas as bênçãos desta expiação nas nossas vidas, graças à graça
preveniente e através do arrependimento, justificação e inteira santificação.
5. Pecado, Original e Pessoal
Os primeiros seres humanos que Deus criou, Adão e Eva, pecaram ao
desobedecer a Deus. Da mesma forma o pecado, que é a incapacidade de seguir a boa e perfeita vontade de Deus para nós, toca não
apenas um ser humano, mas tem tocado todos os seres humanos a
um nível pessoal. Primeiro foi o “pecado original” de Adão e Eva, mas
depois tornou-se o pecado pessoal à medida que cada de um nós cometeu pecados. O “comer da maçã” de ambos os lados lembra-nos
deste facto, que existe o pecado original de Adão e o nosso pecado
pessoal. Ao desobedecer a Deus, os seres humanos rejeitaram a relação de vida com Deus, e a morte entrou no mundo como consequência do pecado.
6. Expiação
O nome ‘Jesus’ significa ‘Deus salva’. Quando Jesus veio à terra,
há cerca de 2000 anos atrás, veio para livrar não apenas o Seu povo
mas toda a humanidade da mais importante fonte de escravidão: o
pecado. Se Jesus Cristo era totalmente Deus, também era totalmente
humano - excepto pelo facto de nunca ter desobedecido a seu Pai
celestial. Jesus amou-nos tanto que deu a Sua vida por nós, morrendo na cruz. A vida totalmente obediente de Jesus, e a Sua morte na
cruz são a base da nossa salvação, para que possamos estar de novo
7
MAPAS DE ESTUDOS DOS ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
unidos com Deus . A figura da cruz está no topo da “maçã comida”
que representa representando o pecado, porque esmagou o pecado
e abriu a possibilidade de ser liberto dele para uma vida de santidade
. A cruz está vazia, sem o corpo de um Jesus morto, porque três dias
após a Sua morte na cruz Jesus foi ressuscitado - provando assim a
Sua vitória sobre o pecado e a morte.
7. Graça Preveniente
Graça significa “dom”, e aqui é um dom de Deus. “Graça Preveniente”,
significa “ o dom que vem antes, “que precede as nossas boas intenções. Se os seres humanos foram escravizados pelo pecado desde
os dias de Adão até agora, isso significa que desde o pecado de Adão
não somos capazes de motivações e acções puras e rectas. A graça
preveniente de Deus é o dom que vem até nós para convencer-nos do
pecado e permitir-nos passar do pecado para a justiça, do mal para
Deus. A imagem representa um presente numa caixa, pronta a ser
aberta. Tal como o presente da graça preveniente, precisamos abrir os
nossos corações à direcção que Deus quer para nós, a fim de sermos
libertos do pecado e da morte. A abertura dos nossos corações para
tal direcção é descrita nos três próximos artigos 8, 9 e 10.
8. Arrependimento
Arrependimento é uma mudança sincera da mente em relação ao pecado, envolvendo um sentido de culpa pessoal e de um afastamento
voluntário do pecado. A imagem de uma seta de retorno mostra que
o arrependimento envolve uma verdadeira mudança de atitude, com a
humilde esperança da misericórdia de Deus. O arrependimento é um
passo necessário para o perdão de Deus.
A imagem da seta vai do 7 ao 9, mostrando que o arrependimento
só é possível por causa da graça preveniente de Deus, que nos torna
conscientes dos nossos pecados, e nos leva à esperança do perdão
e justificação de Deus.
9. Justificação, Regeneração e Adopção
Justificação é o acto gracioso de Deus através do qual Ele perdoa,
totalmente, todos os pecados cometidos, e aceita como justos todos
os que creem em Jesus Cristo e O recebem como seu Senhor e Salvador. Este acto de Deus pode ser entendido como tendo um triplo
8
objectivo:
- Justificação: a pessoa é aceite como justo pela sua fé em Jesus. A
imagem da gabela do juiz representa o juízo de Deus, que graciosamente nos reconhece como justos e nos absolve (Rom. 3:21-26).
- Regeneração ou novo nascimento: através deste acto benevolente
de Deus, uma nova vida espiritual é concedido ao crente. A imagem
do bebé mostra que, pela graça de Deus, nós nos tornamos uma nova
criação (João 3, II Coríntios 5:17).
- Adopção como filho de Deus: a imagem de um pai acolhendo o seu
filhinho lembra-nos este aspecto maravilhoso da graça de Deus operando aqui (Rom. 8:15-17).
A Justificação, a regeneração e a adopção são simultâneas na experiência de quem busca a Deus e são obtidas mediante a condição de fé,
precedida pelo arrependimento; e o Espírito Santo testifica ao crente
acerca desta obra e estado de graça.
10. A Inteira Santificação
A inteira santificação é o acto de Deus, após a regeneração, pelo qual
os crentes são libertos do pecado original. É precedido por uma inteira
consagração do crente em seguir Deus onde quer que Ele queira, e
o Espírito Santo testifica desta obra e estado de graça. Uma pessoa
santificada será liberta do seu egocentrismo que por vezes ainda se
manifesta após a justificação, e começará a caminhar fiel e obedientemente como um servo de Deus. Se é possível para todos os crentes
entrar neste estado de graça, também é possível cair dele. A vida de
santidade só é possível através do seguir a Cristo com todo o nosso
coração e todas as nossas forças, uma caminhada de fé que leva o
carácter e a personalidade à semelhança de Cristo.
A imagem da pomba dentro de um coração expressa o facto da inteira
santificação poder ser descrita como a plenitude do Espírito Santo
(pomba) ou como o amar a Deus com todo o nosso coração, mente e
alma e amar o nosso próximo como a nós mesmos (coração).
Ao terminar este grupo 5-10, tire um tempo para revisão lúdica,
tanto ao nível dos títulos como ao nível do significado de cada um
dos artigos 5-10.
Tente mostrar como cada um se relaciona com o seguinte: o pecado original (5) foi como uma armadilha que precisou da ajuda
9
MAPAS DE ESTUDOS DOS ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
de alguém de fora para ser destruída. Isto foi o que Jesus fez por
meio da expiação (6). Para poder beneficiar disto e estar unido com
Deus, nós, humanos, precisávamos da ajuda de Deus que, através
da graça preveniente (7), nos torna conscientes da nossa maldade
e da nossa necessidade de ajuda da parte de Deus. Devido a esta
graça preveniente, percebemos a nossa necessidade de arrependimento (8) e de convidar, com uma fé obediente, Jesus para ser
nosso Senhor e Salvador, a fim de sermos reconciliados com Deus
como Seus filhos perdoados (9). A partir desta adopção abençoada, somos conduzidos pelo Espírito Santo para a alegria de uma
vida de pureza totalmente entregue a Deus, cheia do Espírito Santo
e, portanto, inteiramente santificada (10).
Ao aperceber-se que os ouvintes são capazes de se lembrar bem
dos títulos (de seguida e de trás para a frente) dos artigos 5-10 e o
seu significado, pode voltar ao grupo de 1-4 e reforçar a aprendizagem destes também. Depois disso, comece a alternar as perguntas do grupo 1-4 e 5-10, de modo a ajudar os seus ouvintes a fortalecer a sua memória . Quando alguém tiver dificuldades com um
artigo específico, poderá sempre voltar atrás e passar mais algum
tempo nesse artigo. Se tem dificuldades em explicar algum dos
artigos, isso é bom - pode ser que o Senhor o esteja encorajando
a aprofundar o seu conhecimento e/ou experiência com Deus em
relação a este artigo .
Quando os artigos 7-10 estiverem compreendidos, esta base pode
ser muito útil num debate pessoal, quando quiser saber onde alguém está em relação à sua fé e convidar esta pessoa a dar um
passo em frente na sua relação com o Senhor. Não hesite em partilhar exemplos pessoais sobre como progrediu na sua jornada de
fé. O Senhor poderá usar isso para incentivar outra(s) pessoa(s) a
perceber onde estão e como seguir em frente com Deus e convidarem Jesus a ser seu Senhor e Salvador pessoal.
D. ARTIGOS 11-14: A IGREJA E A SUA VIDA
11. A Igreja
A Igreja é a comunidade que confessa Jesus Cristo como Senhor, o
povo da aliança de Deus feito novo em Cristo, o Corpo de Cristo chamado pelo Espírito Santo através da Palavra de Deus. O Senhor cha-
10
ma os fieis na Igreja à adoração em conjunto e a ser uma testemunha
fulgurante do Seu amor a todo o mundo, convidando os incrédulos
para a alegria de ser um filho redimido de Deus e, portanto, parte da
Sua família.
A imagem mostra as paredes exteriores de uma igreja física. Embora
a Igreja não seja de todo um edifício, mas uma comunidade viva de
crentes unidos a Deus através de Jesus. Se olhar para cada tijolo, vai
notar que é “feito de pessoas”, para expressar que nós, como membros da Igreja, devemos ser pedras vivas que estão ligadas entre si
e a receber Deus como rei no nosso meio e a reflectir-Se através de
nós. No canto superior esquerdo do edifício, pode notar que há um
tijolo em falta - é para nos lembrar que a Igreja não é “os outros”, é de
fundamental importância que nos tornemos parte da mesma – e assim
preencher essa lacuna e trazer toda a nossa oferta para o serviço de
Deus na comunidade cristã.
12. Baptismo
Nosso Senhor deu-nos a ordem para baptizar novos crentes em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Para ser baptizado, temos de confessar a nossa fé em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador. Devemos ter o propósito de seguir, em obediência a Deus por uma vida
de amor, rectidão e santidade. O baptismo é o primeiro sacramento ,
que um crente é convidado a experimentar, tornando-se membro da
Igreja do nosso Deus misericordioso e justo.
A imagem mostra uma pessoa a ser imersa em água por um servo de
Deus, identificando uma forma de baptismo.
13. Ceia do Senhor
Seguindo o mandamento do nosso Senhor Jesus, comemoramos o
sacrifício de Jesus por cada um de nós através da Ceia do Senhor.
Como o baptismo, a Ceia do Senhor é um sacramento. Requer fé em
Cristo e amor pelos santos.
A imagem mostra o pão e um copo, as duas partes da Ceia do Senhor.
O Seu corpo foi partido por nós sobre a cruz (o pão) e Seu sangue foi
derramado para a remissão dos nossos pecados (o copo).
14. Cura Divina
Cremos que Deus pode curar nosso corpo de várias maneiras. Uma
delas é através da intervenção divina directa, outra é através dos mé-
11
MAPAS DE ESTUDOS DOS ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
dicos e da medicina.
A imagem mostra uma pessoa a orar a Deus junto de uma pessoa doente, reforçando o facto de que a oração é um elemento-chave para
pedir a cura divina.
Ao terminar os artigos 11-14, reveja-os e verifique se sabe o nome de
cada um. Reveja de novo um após outro e de trás para a frente, e veja
se é capaz de dizer os elementos-chave de cada um destes artigos.
É sempre melhor usar as suas próprias palavras para se expressar
em vez de reproduzir uma ou duas frases memorizadas, visto ser a
maneira mais eficaz de verificar se realmente entende o seu significado
e, portanto, ser capaz de meditar acerca dos artigos ou explicá-los a
outros.
A imagem do artigo 11 (a Igreja), abrange os 3 próximos artigos (1214), expressando assim o facto de que estes três ocorrem no contexto da Igreja . Tente visualizar que a imagem do meio é a Ceia do
Senhor, a da esquerda é o Baptismo e da direita a Cura Divina. Esses
simples detalhes podem ajudar significativamente a memória. Com os
olhos fechados, tente lembrar-se dos diferentes artigos 11-14, use o
posicionamento espacial como ajuda a fim de reforçar a memória dos
respectivos locais (por exemplo pergunte-se: qual é o artigo que está
sobre os outros três, qual é o que está à esquerda, qual é o que está
à direita da Ceia do Senhor, etc.)
Pode notar também que no quadro as imagens de Jesus e da Igreja
estão muito perto, isso manifesta a íntima relação entre Jesus e a Igreja – a que o apóstolo Paulo chama o Corpo de Cristo.
Neste sentido, também é possível notar que a proximidade espacial
entre a Igreja e os artigos 1-3 pode expressar o facto de que através
dos primeiros séculos da sua existência a Igreja, guiada pelo Espírito
Santo, compreendeu mais profundamente o mistério de Deus revelado através de Jesus Cristo: Deus como Pai, Filho e Espírito Santo, Três
em Um. As três pessoas da Trindade estão unidas por uma ligação
perfeita de amor; isto implica que Deus não precisava criar o mundo a
fim de aprender o significado do amor, antes Ele criou o mundo a fim
de compartilhar com outros este amor que está no próprio coração de
Deus, um amor que é expresso através da unidade perfeita da Trindade e manifesto no presente mundo através da Igreja.
12
Assim que esta revisão e memorização dos artigos 11-14 estiverem
feitas, então pode voltar atrás para verificar que os artigos 5-10 estão
bem memorizados (de seguida e de trás para a frente, um de cada
vez...). Reveja de novo os artigos 11-14, e depois volte para os artigos 1-4 antes de terminar a dizer de seguida e de trás para a frente
os artigos 1-14. É neste ponto que a maioria das pessoas percebe o
quão eficazes são as imagens para a memória, permitindo que muitos
possam ver como se podem lembrar os 14 artigos, de uma forma
muito simples .
E. ARTIGOS 15-16: O FIM DOS TEMPOS
Chegamos agora ao último grupo de artigos, um grupo com duas
chaves fundamentais da nossa fé, o que pode ser um grande incentivo
para acolher Jesus Cristo como Senhor e Salvador.
A segunda vinda de Cristo e a Ressurreição, o julgamento e o destino
estão intimamente ligados.
15. Segunda Vinda de Cristo
Como prometeu aos Seus discípulos, Jesus voltará. A Sua vinda vai
trazer o juízo final dos seres humanos (Mateus 25:31-46).
A imagem mostra Jesus vindo do céu (nuvens sob os Seus pés).
16. Ressurreição, Juízo e Destino
Na segunda vinda de Jesus, os mortos ressuscitarão e serão julgados,
aqueles que tiverem feito o bem para a ressurreição da vida, e aqueles
que fizeram o mal para uma ressurreição de condenação. Por isso,
ressurreição, juízo e destino vão estar intimamente ligados.
A primeira imagem mostra alguém ressurrecto, a segunda em cima - a
gabela - expressa o julgamento e as duas últimas imagens ilustram
os dois destinos possíveis: o inferno (fogo) para aqueles condenados
por terem feito o mal durante as suas vidas, e o anjo dando as boas-vindas às portas do céu sugere o destino abençoado daqueles que
fizeram o bem.
Ao concluir este estudo dos artigos de fé, certifique-se de que lembrará o título destes dois artigos, em especial as três partes do título
do artigo 16. Pode notar que os artigos 15-16 estão localizados logo
13
MAPAS DE ESTUDOS DOS ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
abaixo dos 8-10, porque quando Jesus voltar será tarde demais para
voltar para os 8-10 (justificação, arrependimento e santificação). Portanto o tempo para o arrependimento e crença em Jesus Cristo como
seu Senhor e Salvador é agora, uma vez que nós não sabemos o dia
em que Jesus vai voltar; pode até ser hoje.
Depois, pode rever os artigos 11-14, e juntá-los aos 15-16 (que é,
por exemplo, dizer o título e o significado de um artigo de 11-14, e
em seguida um dos 15-16). Depois disso, pode rever de cor os títulos
dos artigos 50-10 (primeiro por ordem cronológica e em seguida ao
contrário). Depois, pode integrar os artigos 1-4 nesta revisão.
Ao manter os artigos por grupos, isso ajuda a reactivar e fortalecer a
memória. Logo que esta memória inicial seja reactivada poderá, de
forma eficiente e divertida, ir e voltar ao ponto em que se sentirá confiante, o suficiente para dizer o título associado a qualquer um dos 16
primeiros números, bem como o significado associado a cada um.
Ao conhecer bem estes artigos de fé, e ao ensiná-los a alguém, pode
perguntar a essa pessoa o que pensa que vai acontecer na ressurreição, qual será o seu destino eterno e porquê. Desta forma, o Senhor
poderá usar o que aprenderam para perceber a sua necessidade de
aceitar Jesus como seu Senhor e Salvador.
Esta ferramenta poderia ser mais do que apenas um passo inicial para
estudar os fundamentos da nossa fé, poderia talvez – se for da vontade de Deus - ser uma ferramenta para ajudar muitos a chegar a
conhecer de Cristo e meditar sobre o amor de Deus por nós, e depois
ajudá-la a ensinar a outros os princípios da fé cristã.
A minha oração é que esta simples ferramenta seja um instrumento
sagrado que venha a encorajá-lo a compartilhar a sua fé com outros e
ajudá-lo a ir mais fundo na sua caminhada como seguidor do Senhor
Jesus Cristo.
ANEXO: PORQUÊ ESTE TIPO DE QUADRO?
a. Observações básicas sobre o uso de Imagens
Muitas pessoas reconhecem que as imagens podem ser uma ajuda
eficaz para o ensino. As imagens são consideradas uma boa ferra-
14
menta para o ensino de iletrados, quer adultos, quer de crianças pequenas. Mas as imagens podem ser também utilizadas para outros
fins. Por exemplo, as imagens são capazes de comunicar muita informação em uma pequena quantidade de tempo, algo que os programas de TV, filmes, sites da internet e os publicitários têm, rapidamente,
apreendido e utilizado bastante. No entanto, o uso de imagens na
educação ocidental é no mínimo marginal, não fazendo mesmo parte
da ‘educação séria’. Será que as imagens podem ser usadas para
ensinar de forma eficiente os iletrados e os letrados? O restante deste
anexo irá discutir o uso das imagens para a estruturação e reforço do
processo de aprendizagem, qualquer que seja o nível de escolaridade
da pessoa a ensinar.
b. Aprendendo com as Imagens
Em primeiro lugar, as imagens podem ser vistas como um símbolo,
que representa um objecto, pessoa ou ideia. Por exemplo, uma pomba pode representar o Espírito Santo - seguindo assim a descrição do
baptismo de Jesus nos Evangelhos Sinópticos. Esta primeira utilização
com base em imagens, como símbolos com um significado, é menos
eficiente do que os idiomas humanos em alguns aspectos. Através
da linguagem oral ou escrita, somos capazes de expressar diferentes
tipos de relações entre objectos ou mesmo conceitos abstractos, enquanto uma imagem única é como uma palavra solitária, que não está
integrada em uma frase. Os idiomas têm a capacidade de relacionar
palavras através de associações gramaticais. O objectivo é encontrar
então uma maneira de combinar as imagens como se combinam as
palavras em um todo significativo.
c. Rumo a uma “Gramática para Imagens”
Quando juntamos algumas imagens em uma única página, já criámos
um panorama com diferentes partes. Por exemplo, no caso do quadro
sobre os artigos de fé, ao juntarmos as 16 imagens estas formam uma
imagem maior. Ao combinar as imagens, eu tentei usar uma ‘gramática espacial’ base, uma gramática de associações espaciais e distinções. Por exemplo, os três primeiros artigos da fé estão ligados entre
si a fim de manifestar que expressam a mesma realidade: Deus, Um
em três pessoas. A separação entre as imagens de 3 e 4 reflecte o
facto dos artigos 1 a 3 estarem ligados um ao outro de uma maneira
muito diferente do que 3 e 4. Da mesma forma, a imagem do artigo
15
MAPAS DE ESTUDOS DOS ARTIGOS DE FÉ DA IGREJA DO NAZARENO
4 não está ligada aos artigos 5-10 (Pecado Original - A inteira santificação), uma vez que os artigos 5-10 vão lidar com a humanidade e o
seu relacionamento com Deus, enquanto o artigo 4 (Sagradas Escrituras) mostra onde podemos ler sobre todas estes pontos. Para que
possam ser significativos, estas associações espaciais (gramática espacial) precisam ser articuladas com explicações, algo anteriormente
ilustrado neste guia. O posicionamento espacial das imagens permite-nos, através da conexão entre a posição espacial e as relações teológicas, ensinar teologia com este tipo de quadro.
Esta “gramática espacial” deve reforçar a memória e levar a uma
compreensão mais profunda, porque alguém vai ter uma ferramenta
gráfica para ajudar a desenvolver as associações entre os conceitos
teológicos. Não é suposto as imagens serem usadas para substituir
as explicações, mas para oferecer umamoldura de memória que permitirá uma melhor memorização do significado do que é ensinado.
d. A “Frase Gráfica”
É mais fácil lembrar uma frase simples do que cinco ou dez palavras
não relacionadas. Da mesma forma, é mais fácil lembrar os 16 artigos
de fé como uma única “imagem combinada” do que 16 artigos não
relacionados. Como uma frase mostra associações específicas e significativas entre as palavras, as relações espaciais entre as imagens
tenderá a comunicar as associações significativas entre os diferentes
artigos da fé.
Um dos maiores erros que podemos cometer quando aprendemos ou
ensinamos com o método de “memorização” é quando separamos a
memorização da compreensão. Embora a compreensão deva ser o
cimento que fortalece e dá o seu uso à memória, quando este é retirado do processo de memorização, enfraquece a memória.
O objectivo do quadro sobre os artigos de fé é fortalecer a memória
através de uma melhor compreensão de como todos estes elementos
se encaixam na nossa fé cristã.
Para alcançar tal objectivo, tenho tentado explicar a escolha das imagens e depois as relações teológicas associadas com as relações
espaciais. Podemos dizer que este é um processo de “carregamento
com significado”, tanto a nível das imagens como ao nível dos relacionamentos. Nestas etapas, uma forma muito importante de fazer estas
16
conexões foi contar a história que relaciona todos os artigos de fé, o
que talvez possa ser chamado de uma abordagem narrativa.
NOTA: O que é apresentado neste anexo - de uma forma mais teórica - não precisa ser explicado às pessoas se forem ensinados os 16
artigos de fé. Acredito que, na maioria das vezes, será melhor não
falar acerca disso. Uma vez que uma pessoa perceba que “funciona”,
poderá falar, se sentir necessidade, sobre alguns destes elementos
subjacentes; mas apresentar isto à partida poderá provocar dúvidas
desnecessárias ou uma rejeição desta nova forma de ensinar.
17
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