Ciência
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Filosofia
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Religião
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Imor talidade
Maria
Massucatti
Geraldinho
Lemos Neto
Paulo
Beduschi
Lili
Zacharia
André Luiz
Villar
Jouglas
Laffitte
Ricardo Di
Bernardi
Página 11
Página 16
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Página 2
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Página 2
Página 5
ee espaço espírita
Clipart/EE
O Jornal dos Espíritas Catarine
Catarinenses • E-mail [email protected] • Ano XIV • Nº 43 • Julho de 2015 • Distribuição Gratuita
Os quatro
Confira o texto de
estreia do colunista
Oswaldo Brascher, de
Imbituba • SC
objetivos
de uma reunião mediúnica
Página 6
Foto Lázare/Pixabay/EE
Renato Lass orienta você a melhorar seu ambiente com
O VELHO,
O MENINO
E O BURRO
Ondas de Paz e Luz
Uma reflexão
espírita sobre
fábula de
Monteiro Lobato,
na estreia de
Jefferson Severino
Página 3
Página 13
Juvan Neto/EE
Página 9
Mediunidade
Ilo Mattos:
um alerta
sobre a
obsessão
Página 13
Lili Zacharia:
As cinco
reações
diante
da morte
Página 2
Manoel Neto:
Qual é o
significado
de 'não ser
do mundo'
Página 8
Carlos Herillo:
A questão
polêmica
das curas
espirituais
Página 10
Doutrina:
É correto
o uso de
quadros
no centro?
Página 12
2
ee
Colunistas
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
jouglas
LILI ZACHARIA
laffitte
Espaço Terapêutico
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5 maiores arrependimentos Um olhar para a Espiritualidade
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O médico Sérgio
Felipe de Oliveira apresenta importante palestra no DVD "Aspectos
espirituais no câncer",
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'Our Daily Bread'
Em Miami, a vice-presidente da Federação
Espírita Brasileira (FEB),
Marta Antunes recebeu
a medalha de bronze do
livro premiado “Our Daily
Bread” (tradução de Darrel
Kimble e Ily Reis para o
"Pão Nosso", de Chico
Xavier e Emmanuel). “Our
Daily Bread concorreu
na categoria “Christian
Thought” no 2015 Illumination Book Award.
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Câncer e Doutrina
Olá! Amigas e amigos leitores! Imaginem que você acabou de receber a notícia
que irá desencarnar daqui mais ou menos
de uns seis meses até dois anos. Lógico
no começo, você não acreditaria, pois a
primeira reação é a negação. Depois você
ficaria com muita raiva, afinal depois de
todo esforço que você fez para viver, porque justo você foi escolhido(a)?
Em seguida você iria tentar uma negociação com os médicos daqui e do espaço
e passado um tempo, quando perceber
que não há barganha, aí chegará a tua
profunda tristeza... e esta emoção lhe
provocará profundas reflexões até que
finalmente aceite o fato da tua anunciada
partida para o outro lado da vida.
Foi acompanhando intimamente muitos pacientes nesta situação que Bronnie
Ware, uma enfermeira australiana especialista em cuidados paliativos a doentes
terminais, coletou confissões sinceras e
francas de pessoas em seus leitos de morte. Confissões que segundo ela, mudaram
sua vida.
Nessa coleta houve cinco arrependimentos que muito se repetiram,
tornando-se uma pesquisa e que resultou
no livro intitulado: The Top Five Regrets
of the Dying - A Life Transformed by the
Dearly Departing ("Os Cinco Maiores
Arrependimentos à Beira da Morte", em
tradução livre).
Quer saber quais são?
Em quinto lugar: “Gostaria de ter sido
mais feliz".
As pessoas só percebem que a felicidade é uma escolha no fim de sua vida, pois
temos o mau hábito de fixarmo-nos em
prejulgamentos e criar dores que, como
nos diz Hammed, "carregamos pela dificuldade que temos de arrancar as raízes da
inflexibilidade, e reconhecermos que as
dores da alma são educadoras ou instrutoras particulares que a Harmonia da Vida
nos concedeu para venceremos bloqueios
e obstáculos íntimos".
Em seguida: "Gostaria de ter tido mais
contato com meus amigos”.
Deixamo-nos levar pela correria do
cotidiano, mas principalmente é o nosso
eu idealizado que nos traz o maior problema de convivência quando nos exigimos
ser adequados e certos para o mundo,
pois não acreditamos que somos suficientemente bons para ser amados pelo que
somos. Hammed e Joanna de Ângelis concordam com isso. E Joanna ainda reforça
que nestes dias de comunicação virtual, os
indivíduos se afastam ainda mais e per-
ante a morte
dem a sensibilidade da convivência. Mas
na hora da morte, percebemos como esta
aproximação nos fez falta.
"Queria ter coragem de expressar meus
sentimentos".
Afastamos-nos de nós mesmos negando nossos sentimentos para "ficar em
paz" com os outros e criamos uma guerra
íntima conosco, inclusive desenvolvendo
doenças pela amargura e ressentimentos
que carregamos.
Para tanto, o diálogo compreensivo, a
renúncia dos próprios caprichos, o compromisso da lealdade são fatores imprescindíveis na vida. Não faltarmos com a
nossa própria verdade, pois só quando
nos revelamos para o outro é que nos
conhecemos.
"Gostaria de não ter trabalhado tanto".
É o segundo arrependimento mais
declarado... principalmente pelo sexo
masculino. Que devido a esse excesso,
afastou se do convívio com os filhos, das
companheiras e até dos amigos. Pois no
tempo que resta à exaustão física e mental
é tão grande que exauridos caem exaustos
e dormem. Mas na atualidade, as mulheres e suas triplas jornadas não estão longe
de passar pela mesma situação e serem
engolidas pelas obrigações, perdendo
o sentido da vida que também está nas
nossas relações.
“Gostaria de ter tido a coragem de
viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a
vida que os outros esperavam de mim”.
Em primeiríssimo lugar nos arrependimentos, essa citação nada mais é que
a soma de todos os outros. E Joanna e
Hammed dão-se a mão para nos alertar
que essa percepção traduz a pressa em
aproveitar todas as sensações possíveis
a serem alcançados a qualquer preço; as
inseguranças, os medos como o de amar,
de mudança, de cometer erros, da solidão
de se pronunciar e o de se desobrigar, o
que acaba resultando que as pessoas, antes
de morrer, percebem que não realizaram
nem metade dos seus sonhos. E isso
acontece pelas escolhas e não escolhas
que fizeram.
Deixaram de serem "Senhores de Si
Mesmos" como disse Jesus Cristo: "Seja,
porém vosso falar: sim, sim; não, não"
(Mateus5:37). Essa palavra do Cristo
ainda hoje ressoa, convidando todas as
criaturas à autonomia espiritual. Então:
vamos esperar receber esta notícia para
resolvermos ser realmente quem somos?
Fiquem com meu fraterno abraço.
Lili.
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O Espiritismo é
uma religião?
Certamente. Uma proposta filosófica e de conhecimento que segue todas
as lições morais deixadas por Jesus,
incluindo aquelas em parábolas, tem que
ser religião. Diria mais, é aquela que mais
se aproxima dos ensinamentos registrados no Novo Testamento e também no
Velho, primando por não esquecê-los, ou
mesmo entende-los em sua essência.
Toda filosofia que fale de Deus e
liga o homem a Ele, pedindo conduzase em acordo com suas leis, passa a ser
teologia e portanto, religião.
Instado pelos seus apóstolos, Jesus nos
ensina a rezar, mostrando como fazê-lo
com discrição, com sentimento, em apenas
dez linhas, não nos disse para ficar
repetindo indefinidamente a mesma coisa,
como num eco, interminável, pois alertava
que Deus sabe do que precisamos, quando
pedimos, nos colocamos numa posição de
humildade diante Dele. Basta orar uma
vez que chegará até o Pai celestial...
Já no Velho Testamento encontramos
que pagaremos nossas pecados ¨olho por
olho, pé por pé, mão por mão¨, numa
clara afirmação de que se errarmos,
seremos condenados a passar pela mesma
situação que causamos, independente de
pedirmos ou não perdão pelo cometido.
Deus nos perdoa sim, o ato errado,
mas não nos exime de ressarcir o erro
cometido.
Já pensou se alguém te enganar e
ardilosamente te rouba 100 mil reais,
e você, tomando tento de que foi enganado, recorrer a um Juiz e este, condoído
pelos pedidos de perdão e afirmações de
que não o fará de novo, simplesmente
disser ¨estás perdoado¨, não precisando
devolver o dinheiro, você, que foi roubado,
como fica? Esse tipo de Deus estaria
sendo justo? Há quem afirme que sim.
Sabemos que não bastam as leis
humanas para que evitemos os erros, pois
muitas vezes nossos atos não são descobertos por elas e, portanto não sofreremos
punição. No entanto, tudo que fazemos
é do conhecimento de Deus e Ele irá nos
levar a ressarcir o mal cometido.
Jesus nos dizia que pagaremos ceitil
por ceitil (moeda da época), sobre nossas
dívidas, como consta da Bíblia. Mesmo
porque pode a justiça do homem ser
falha, em muitas ocasiões, apesar de sua
contínua evolução ainda erra na defesa
dos que sofrem maldades, pois sabemos
que é ainda imperfeita, tanto no seu
texto quanto na execução. A de Deus, no
entanto, nunca falha. Medite sobre isso.
Contatos com o colunista: fone (47) 3345-5335 • Penha
Este é um livro do Espírito Inácio
Ferreira para aqueles que, movidos
pelo desejo de ampliar horizontes na
compreensão da vida, estão dispostos a
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3
ee
Conhecimento
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
O velho, o menino e o burro
MORAL DA HISTÓRIA Jornalista Jefferson Severino, de Florianópolis,
relembra fábula tradicional e traz reflexão ao movimento espírita
Jefferson Severino
Jornalista em Florianópolis • SC e
integrante do C. E. Seara dos Pobres
e-mail [email protected]
A editora da FEB, em
parceria com a editora
do Centro Espírita União
(CEU), lançou mais um
livro inédito da lavra de
Chico Xavier: "Verdade
e Amor". A obra traz 34
mensagens em formato de prosa e poemas,
deixadas inéditas pelo
médium, e pode ser
comprada junto à FEC
(www.fec.org.br).
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Mediunidade
O consagrado "professor de mediunidade"
Dr. Odilon Fernandes
está de volta, pela pena
mediúnica de Carlos
Baccelli. "Minutos de
Mediunidade" é o novo
lançamento do autor,
um livro de leitura rápida
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longe da biblioteca; e quando
alguém se atreve a escrever um
livro, ganha desafetos porque
acham que o autor não passa de
um aventureiro. E por aí vai.
São os que se dizem
“espiritualizados”, os justos
que censuram isso e aquilo e
que devem primar por aquilo
que está sendo escrito ou lido.
Enfim, acreditam que irão mudar
a sociedade, o país e o mundo
calados e rezando, pois "espírita"
também não pode manifestar-se
nem a favor ou contra. Sempre
em cima do muro...
s da Bahia/EE
Foto Teatro de Boneco
Divulgação/EE
Mas voltemos a Lobato!
Certo dia, pela manhã, o
velho chamou o filho e disse:
‒ Vá pegar o burro no pasto
e apronte-se para irmos à
cidade. Quero vender o bicho.
O menino foi, e trouxe o
burro. Escovou-o bem, a besta
ficou lustrosa! E os dois partiram a pé, puxando o bicho
pelo cabresto para que ele chegasse descansado e impressionar bem os compradores.
Logo no início do caminho, toparam com um vizinho
que disse:
‒ Esta é boa! O burro andando vazio e o velho a pé!
O velho achou que o
vizinho tinha razão e ordenou
ao filho:
‒ Puxa o burro, meu filho!
Eu vou montado.
Mas conseguir agradar o
mundo é impossível, a não ser
distribuindo cargos, diplomas
e medalhas. Logo adiante,
ao passar por um bando de
lavadeiras ocupadíssimas em
falar mal da vida dos outros,
ouviram o comentário:
‒ Que absurdo! O velho
marmanjão montado e a pobre criança a pé... pai malvado!
Te esconjuro!
O velho rosnou e, sem
contestar a lavadeira, mandou
que o filho pulasse na garupa.
Andaram uns 200 metros
e lá adiante vinha o Zé Biriba
dando risada!
‒ Que idiotas! Querem
vender o bicho e montam os
dois de uma vez! E prossegui
rindo rrrssss, que nem um
usuário de Facebook.
‒ O Zé Biriba tem razão,
ponderou o velho. E, manifestando-se pelo sinal de
costume, ordenou:
‒ Não podemos judiar do
animal, ou então nossa foto
vai parar na internet!! Eu
apeio e você, que é levezinho,
vai montado.
Assim fizeram, até encontrarem um sujeito que tirou
o chapéu de feltro e saudou o
menino com irônico respeito:
‒ Bom dia, príncipe!, pois
só príncipes andam assim de
lacaio à rédea...
‒ Lacaio, eu?!, esbravejou o
velho ‒ Que desaforo! Desce,
meu filho, vamos carregar o
burro nas costas!
Nem assim ficaram livres
de críticas e considerações
finais. Grupos que passavam
pela estranha cavalgada, da-
Samaritanos de Maria
PALESTRAS
QUARTAS E
SEXTAS 20h
Novo livro
Certamente todos vocês
conhecem a história do velho,
o menino e o burro ‒ um conto
tradicional ‒ magistralmente
contado por Monteiro Lobato
no livro ‘Fábulas’ (Editora
Brasiliense) - em alguns casos,
também atribuído a La Fontaine. Para não perder o fio da
meada, fui buscar na internet a
dita história que eu li quando
se era obrigatório ler livros no
primeiro grau, quando cantávamos uma vez por semana o
hino nacional, quando rezávamos em classe, antes de
começar a aula (eu sempre
estudei em colégio de padres).
Podem não acreditar, mas
eu li muitas páginas e páginas
de Monteiro Lobato. Saudades
daquele tempo! Naquela época
menino não caía de árvore e
meus pais permitiam a arriscada aventura porque, na certa,
queriam evitar a todo custo que
eu crescesse transformado num
analfabeto funcional, escravo
do Facebook ou Watsapp.
Escolhi essa fábula por
vários motivos: o primeiro
deles é que, em se tratando de
uma aventura envolvendo um
velho, um menino e um burro,
eu conheço bem essas três
importantes fases da existência:
já fui menino, hoje para a galera
que me chama de tiú, sou velho
e muitos me tomam por burro.
Segundo motivo: homenagear, mais uma vez, o Monteiro
Lobato que ensinou três gerações de brasileiros a pensar,
e hoje tem seu nome na lista
negra do “politicamente correto”. Terceiro e último motivo:
tenho percebido em meus
irmãozinhos de fé, isto é "espíritas como eu", camaradas e
amigos de tantas jornadas, uma
eterna insatisfação com tudo
e com todos: reclamam que o
Espiritismo não vem a público
dizer isso e aquilo...
Provar que a morte não
existe, manifestações públicas
onde os "fantasmas" aparecem...
mas quando um "fantasma de
verdade aparece" é um Deus
nos acuda. Reclamam que
falta um núcleo de estudos
e pesquisas... mas quando
disponibiliza-se uma sala, uma
biblioteca, ou núcleo de estudo,
viram as costas alegando que
não possuem tempo e fazem
propaganda contra (acreditem
se quiserem!); reclamam que
espírita não lê, mas passam
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RUA ALZIRA ADÉLIA DE SANTANA, 180 • FLORESTA • JOINVILLE
vam vaias:
‒ Olha os três burros: dois
de dois pés e um de quatro!
Qual dos três é o mais burro?
‒ Sou eu, cambada! ‒
replicou o velho, arriando a
carga ‒ Sou eu porque estou
há uma hora fazendo o que
manda minha consciência e
me lascando sozinho!
E para arrematar, recitou
o trecho de ‘Os Lusíadas’ de
Camões que sabia de cor:
“Não mais, Musa, não mais
que a Lira tenho
Destemperada e a voz
enrouquecida,
E não do canto, mas de ver
que venho
Cantar a gente surda e
endurecida.
O favor com que mais se
acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que
está metida
No gosto da cobiça e na
rudeza
Duma austera, apagada e vil
tristeza.”
Vale lembrar que carregar um burro nas costas, ou
melhor, um piano, é o esporte
preferido daqueles que, além de
terem força física e espiritual,
sabem tocar muito bem.
GRUPO DE ASSISTÊNCIA
SOCIAL PARAÍSO
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"Se a gente quiser modificar
alguma coisa, é pelas crianças que se
deve começar" – Ayrton Senna
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4
ee
Opinião
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Efemérides
24 de junho de 1943
Desencarna Ernesto Bozzano,
pesquisador e escritor espírita, na
cidade de Gênova, Itália. Nasce a 9
de janeiro de 1862, na mesma localidade, e se torna um dos pioneiros
da Terceira Revelação.
Editorial O Céu e o Inferno, 150 anos
Uma das mais tocantes obras de
Allan Kardec e que precisa ser descoberta
e redescoberta pelos espíritas. Assim é "O
Céu e o Inferno", um pujante trabalho do
Codificador que emerge da "parte quarta"
de "O Livro dos Espíritos", ou seja, do
capítulo "Das Esperanças e Consolações".
O Céu e o Inferno foi lançado em
1865 na França, e é o quarto livro da chamada Codificação Espírita, ou ainda Pentateuco Espírita, ou ainda, se preferirem,
das Obras Básicas. Tem em seu conteúdo
dissertações e orientações importantes de
Kardec baseadas nos relatos dos Espíritos.
Inclusive, chama atenção a Segunda
Parte da obra, onde estão os ditados dos
Espíritos das variadas ordens, e tocantes relatos destes – entidades felizes, em
condições medianas e sofredores, suicidas,
criminosos arrependidos, espíritos endurecidos e espíritos que viveram dolorosas
expiações terrestres.
Mas a obra vai ainda mais além: o
Codificador detalha os conceitos espíritas
de inferno, céu e purgatório, fala sobre a
doutrina das penas eternas - ou o conceito
de inferno eterno das religiões tradicionais
- e mostra quais são as penas futuras das
almas, na perspectiva do Espiritismo.
Kardec ainda mostra conceitos sobre
a atuação dos anjos e dos demônios do
mundo espiritual para a Terra, confrontando com a doutrina da Igreja Romana. A proibição bíblica de evocação dos
mortos também recebeu atenção do autor
na mesma obra.
Nestes 150 anos de publicação, "O
Céu e o Inferno" é ainda obra atualíssima,
a ser consultada e revistada, a servir de
base para palestras públicas e grupos de
estudo. Sua divulgação deve ser permanente nas instituições espíritas bem orientadas.
Para completar este editorial comemorativo de tão importante obra, pinçamos
alguns trechos doutrinários do "Código
Penal da Vida Futura", conforme expresso
pelo Codificador em "O Céu e o Inferno".
Que estes trechos despertem a vonta de de
nosso leitor em conhecer esse riquíssimo
tratado de ensinamentos espíritas e espiri-
A SABEDORIA DE
24 de julho de 1942
Em Salvador, Bahia, desencarna
Manoel Philomeno Batista de
Miranda, que foi Presidente da
Federação Espírita do Estado da
Bahia. Nascido em Conde, Bahia,
em 14 de novembro de 1876.
17 de julho de 1948
No Rio de Janeiro, ocorre o 1º
Congresso Brasileiro de Jornalistas
e Escritores Espíritas, inspirado por
Deolindo Amorim (foto acima,
pai do jornalista Paulo Henrique
Amorim) e Leopoldo Machado.
O número
70
A data é auspiciosa: no último
dia 24 de abril, a Federação
Espírita Catarinense (FEC),
celebrava seus 70 anos. A fundação e formação da primeira
diretoria, presidida por Osvaldo
Melo, ocorreu a 24 de abril de
1945, no Centro Espírita Amor
e Humildade do Apóstolo, na
capital catarinense, e Melo foi o
seu primeiro presidente.
O Livro dos Espíritos
Como o mundo de hoje vive num
total estado de incertezas, de acontecimentos que nos fazem estarrecer até a
raiz dos nossos cabelos, muitos de nós
podemos estar nos interrogando sobre o
estado da nossa civilização. Estamos em
decadência ou atravessando um período
sem precedentes na história da Terra?
Para os Espíritos, esta situação de
calamidade pública nada mais representa que um estado incompleto de nosso
progresso. Somos criaturas imaturas,
infantis. Mas não temos tanto acesso à
cultura e tantas facilidades de alcançar a
informação como nunca antes em nossa
história? Então porque essa barbárie que
assola a todos os povos da face do globo,
tualizantes. Acompanhem:
•••
"A alma ou Espírito sofre na vida
espiritual as conseqüências de todas as
imperfeições que não conseguiu corrigir na
vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza
ou impureza".
•••
"Em virtude da lei do progresso que dá
a toda alma a possibilidade de adquirir o
bem que lhe falta, como de despojar-se do
que tem de mau, conforme o esforço e vontade próprios, temos que o futuro é aberto
a todas as criaturas".
•••
"Dependendo o sofrimento da imperfeição, como o gozo da perfeição, a alma
traz consigo o próprio castigo ou prêmio,
onde quer que se encontre, sem necessidade
de lugar circunscrito".
•••
"O inferno está por toda parte em que
haja almas sofredoras, e o céu igualmente
onde houver almas felizes".
790. É um progresso a civilização ou, como o entendem
alguns filósofos, uma decadência da Humanidade?
Resposta dos Espíritos: “Progresso incompleto. O homem
não passa subitamente da infância à madureza”.
não poupando nem bons e nem maus?
O progresso incompleto que os
espíritos se referem certamente não está
na falta de informação ou de tecnologia, e
sim no mundo dos sentimentos.
No aspecto sentimental, o mundo
ainda é o mesmo que há 10.000 anos.
Sentimos as mesmas emoções e nutrimos
os mesmos sentimentos que nossos antepassados. Somos iguais, ou poderíamos
dizer que somos um “samba de uma nota
só”. E nessa mesmice que quando resolve
sair de nosso mundo inconsciente, assusta
a todos nós, cabe à Doutrina Espírita dar
sua contribuição de forma veemente e firme. Devemos educar nossos sentimentos
estagnados em processos desconhecidos
da maioria e que são perturbadores da
ordem e da paz.
Nutrimos a raiva, a cupidez, a
ganância, a inveja, a tristeza, a culpa, a
mágoa e o melindre, a solidão, a carência
em várias latitudes internas.
“Caindo, porém, em si, disse: Quantos jornadeiros de meu pai têm pão com
fartura, e eu aqui estou morrendo de
fome! ”, segundo a parábola do filho pródigo nos indica. Ela nos mostra que temos
“fome”, mas essa fome não é material: é
espiritual.
Aprender a nutrir nossa alma é buscar o autoconhecimento, que sem dúvida
trará o verdadeiro e definitivo progresso à
humanidade. Pense nisso.
ee espaço espírita
Espaço Espírita é uma publicação do Centro
Espírita Jesus de Nazaré, de Barra Velha,
e circula no litoral norte de Santa Catarina,
além de postagem gratuita via correio para as
principais casas espíritas do Estado.
• Edição e diagramação: Juvan de Souza Neto
Jornalista Responsável • SC 01359 JP
Os conceitos emitidos em artigos assinados não
refletem necessariamente a opinião do jornal.
A divulgação da Rádio Boa Nova e Rede Mundo Maior
de Televisão são cortesias desta publicação visando
tão somente a difusão da Doutrina Espírita.
Colunistas colaboradores: Carlos Herillo Freitas Mello, Vera Merli Bim,
Geraldo Lemos Neto, André Luiz Chiarini Villar, Paulo Beduschi, Cida
Massucatti, Renato Lass, Ricardo Di Bernardi, Jouglas Lafitte, Jefferson
Severino, Oswaldo Brascher, Manoel Neto e Lili Zacharia.
Assessoria de Circulação: Claudete Peternelli e D. Cida Peternelli.
Presidente do C. E. Jesus de Nazaré: Rosemary Campoi
Editor do site cejn.org.br: Dorival Strelow
Tiragem: 3.500 exemplares. Distribuição 100% gratuita.
Impressão: Grafinorte • Apucarana • PR.
Para críticas e sugestões: Rua Lauro Ramos, 130 • Centro
Barra Velha • SC. Fones (47) 3456-3402 e (47) 9921-4527
Endereço eletrônico: [email protected]
Espaço Espírita errou
Em nossa edição anterior, de número 42, a equipe da redação cometeu um
equívoco na página 16 ao relacionar
a ordem da leitura das Obras Básicas
de Allan Kardec, sumprimindo, invo-
luntariamente, "O Evangelho Segundo
o Espiritismo". Foi na seção "Plantão
Doutrinário", em resposta a uma das
leitoras de espaço espírita.
Portanto, a ordem para os leitores
da Codificação de Allan Kardec é a seguinte: "O que é o Espiritismo", "O Livro
dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O
Céu e o Inferno" e"A Gênese". Aos leitores, pedimos desculpas e compreensão.
5
ee
Opinião
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Espiritismo & Vidas Sucessivas
Internet/EE
O que escreveu
Edgar Cayce
sobre Reencarnação
Edgar Cayce
(1877-1945),
famoso curador e
clarividente norteamericano, disse:
Fala, Dr. Ricardo!
Reencarnação, Amor e Sabedoria
Por Ricardo Di Bernardi
"Sim, temos o
corpo aqui, e isso
já tivemos antes.
Conforme vemos,
houve melhoramentos físicos no
corpo. Ainda assim,
há muito a desejar.
Como já dissemos,
esta é uma condição
cármica, e medidas
devem ser tomadas
pela entidade para
mudar sua atitude em relação às
coisas, às condições
e ao seu próximo".
Na Próxima Dimensão
Versos para o Livro
Belas Mensagens recebidas pelo médium Carlos Baccelli
Procure ouvir o que lês
Com audição aguçada...
Quase todo livro diz
Que não sabes quase nada.
Folheando um livro a esmo,
Sem interesse e sem calma,
Não há quem consiga ver
Que um livro tem corpo e alma.
Raros sabem o Evangelho
De forma suficiente,
Para que possam vivê-lo
De maneira convincente.
Nesta edição de Espaço
Espírita, seguimos reproduzindo trechos da excelente obra Reencarnação, Amor
e Sabedoria, de autoria do
médico e escritor Ricardo Di
Bernardi, de Florianópolis.
A obra de 236 páginas, em
tamanho de bolso e já na
segunda edição, editada
pela Editora Universalista,
traz 214 pequenos conceitos
elaborados pelo médico Di
Bernardi com base em sua
vasta bibliografia e pesquisa
sobre Reencarnação, em 66
obras espíritas e espiritualistas consultadas. A cada
tópico ou conceito, vamos
poder ver a consonância
entre esse conhecimento
milenar e a Doutrina Espírita.
• Determinismo e
livre-arbítrio
A teia do nosso destino não é exclusivamente
determinista ou determinada pelo nosso passado. O
livre-arbítrio que possuímos
tece, também, os finos fios
desta teia a cada momento,
num dinamismo sempre
renovado.
Não somos, portanto, escravos do passado.
Somos artífices do nosso
destino com as ferramentas
dos atos da vida presente.
• O futuro a nós
pertence
À medida que tomamos
conhecimento de não sermos meras marionetes do
nosso passado, passamos
a nos sentir mais responsáveis por nosso futuro.
Nossos atos e pensamentos edificam tijolo
por tijolo nosso destino.
Nesta vida e nas próximas,
passamos a compreender
a beleza da existência ao
saber que somos livres para
semear, embora a colheita
seja obrigatória.
• Paternidade e
maternidade
Paternidade e maternidade frequentemente expressam vínculos de vidas
anteriores.
O triângulo pai, mãe e
filho resultado quase sempre de uma continuidade
necessária para todos os envolvidos na mesma família.
O mesmo ocorre com
irmãos e parentes próximos
Nossas dívidas se fizeram,
muitas vezes, dentro do
mesmo grupo familiar do
passado. É comum retornarmos ao mesmo meio, para
o perdão mútuo.
• Proteção espiritual
Uma vez tendo sido escolhidos os pais para o espírito reencarnante, inicia-se
uma laboriosa assistência
espiritual às pessoas envolvidas no renascimento.
O trabalho dos protetores espirituais necessita
estender-se, além dos
pais, a outros membros da
família cuja interferência na
gestação se fará de forma
acentuada e, em alguns
casos, poderia prejudicar a
planificação superior.
• Laqueadura
Métodos impeditivos à
reencarnação não devem
ser estimulados. No entanto, são incompatíveis ao
bom senso posturas inflexíveis e dogmáticas.
Ligaduras de trompas
são válidas em situações
onde uma nova gravidez
determinará possibilidade
concreta de óbito para a
gestante. Não são aceitáveis, entreanto, aquelas
cirurgias feitas em massa
ou por motivos egoísticos.
Cada caso merece análise.
Fale com o Dr. Ricardo Di Bernardi
pelo e-mail [email protected].
Instituto de Cultura Espírita
de Florianópolis
Site icefaovivo.com.br
História do Espiritismo em Imagens
Sua casa espírita tem fotos históricas? Digitalize-as e envie para [email protected]
Somente o livro é o amigo
Que, ao se nos mostrar assim,
Escutamos em silêncio
Falar do começo ao fim.
Livro espírita guardado
Em ostracismo profundo,
É uma luz que se sonega
Aos olhos cegos do mundo.
(Página recebida pelo médium Carlos Antônio Baccelli, em
reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã
de sábado do dia 18 de abril de 2015, bairro de Lourdes, em
Uberaba – MG, numa homenagem ao dia 18 de abril, data de
lançamento de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec).
Site Casa de Jesus/EE
Eurícledes Formiga, espírito
Registro da singela moradia onde nasceu o Centro Espírita Casa de Jesus, de Balneário
Camboriú (na Rua 600). Fundado em 4 de junho de 1954 por Erna Schmidt Leman (foto
menor), a instituição foi erguida em área doada pelo Centro Espírita Anjo da Guarda, de Itajaí.
Centro de Estudos Espíritas
allan kardec
Rua 19, nº 1053 Bairro Sandra Regina
São Francisco do Sul Caixa Postal 1229
Palestras públicas e passes: segundas-feiras 20h
Estudos da Doutrina Espírita: quintas-feiras 20h
írita
Centro Esp
Trabalhadores
da
Apresentação e produção:
CELSO SANTOS
sábados, 10h da noite
ouça em radioboanova.com.br
O MELHOR DA
MÚSICA ESPÍRITA!
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Palestras e Fluidoterapia todas
as sextas-feiras, das 20h às 21h30
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Centro • Balneário Piçarras • SC • Fone 3347-1150
6
ee
Ciência Espírita
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Os quatro objetivos da
reunião mediúnica
CONHECIMENTO Segundo Manoel Philomeno de Miranda, objetivo
primeiro do intercâmbio com os espíritos é reforma moral do médium
Osvaldo C. Brascher
Dirigente mediúnico e tarefeiro do
C. E. Allan Kardec, de Imbituba, SC
Blog do C. E. Irmãos do Caminho/EE
Em sintonia
[email protected]
Mundo Maior
Se você perdeu
algum dos programas
transmitidos pela Rede
Mundo Maior de Televisão, não se preocupe:
as atrações da TV da
Fundação Espírita André
Luiz estão no seu canal
de vídeos do You Tube.
Basta acessar youtube.
com/user/tvmundomaior e escolher a sua
atração preferida!
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Materializações
Talvez o mais detalhado
relato sobre os fenômenos
de materialização com a
médium Otília Diogo, e
que tiveram a participação
de Chico Xavier e Waldo
Vieira, estão no livro-reportagem "O Fotógrafo dos
Espíritos" (Editora EME). A
autoria é de Nedyr Mendes
da Rocha, fotógrafo que
viu de perto e registrou
estes fenômenos.
Vale conhecer a obra.
Divulgação/Editora EME/EE
A partir do reconhecimento da finalidade das reuniões
mediúnicas, este ensaio visa
contribuir com os esforços
de médiuns, sustentadores e
dialogadores na busca incessante de alcançar aprimoramento permanente para a
consecução dos objetivos
relevantes a que se propõe.
Bem, pode-se dizer que o
primeiro objetivo da reunião
mediúnica é a reforma íntima
dos participantes encarnados.
A compreensão e aceitação
deste primeiro objetivo das
reuniões mediúnicas podem
ser clarificadas em estudos e
orientações espirituais, como
no Projeto Manoel Philomeno
de Miranda1: “O primeiro objetivo das reuniões mediúnicas é a instrução moral dos
participantes encarnados”. E
na Revista Reformador2: “(...)
não vejais na fonte mediúnica
apenas estranha caixa de
surpresas onde assentar a
curiosidade novidadeira. A
comunhão dos Dois Mundos
visa a alcançar nossa melhora
moral nos dois lados da Vida”.
Já o segundo objetivo
é auxiliar e esclarecer os
espíritos através da mediunidade. A reunião mediúnica
proporciona esclarecimento
a ampla faixa de necessitados
espirituais, conforme orienta
a Apostila FEB de conhecimento da Mediunidade3: “Os
necessitados e sofredores que
se manifestam na reunião
mediúnica fazem parte de uma
vasta categoria denominada
Espíritos imperfeitos (...).
Estes irmãos são almas enfermas que chegam ao grupo
mediúnico em busca de socorro, cabendo-nos a tarefa de
auxiliá-los com fraternidade”.
Seguindo essa temática, o
terceiro objetivo da reunião
mediúnica é promover estudos
sérios e pesquisas. Entre os
CENTRO ESPÍRITA
anjo da
guarda
FUNDADO
EM 1927
RUA 15 DE NOVEMBRO, 405,
CENTRO • ITAJAÍ • SC
PALESTRAS SEGUNDAS, 20H, QUINTAS, 15H30 E ESTUDOS
DO LIVRO DOS ESPÍRITOS TERÇAS 16H E SEXTAS ÀS 20H.
Reuniões mediúnicas têm como um dos seus propósitos a orientação de espíritos sofredores
deveres dos espíritas, inscrevese a iniciativa de estudar as
comunicações mediúnicas,
conforme lemos em Allan Kardec4: “Ora, fora erro acreditarse que os fatos se limitam aos
fenômenos extraordinários;
que só são dignos de atenção
os que mais fortemente
impressionam os sentidos. A
cada passo, eles ressaltam das
comunicações inteligentes e
de forma a não merecerem
desprezados por homens
que se reúnem para estudar.
Esses fatos, que seria impossível enumerar, surgem de um
sem-número de circunstâncias
fortuitas.”
Instruções superiores
E finalmente, as reuniões
mediúnicas apresentam um
quarto objetivo: receber
instruções dos Espíritos
Superiores. O intercâmbio
da mediunidade oportuniza
a troca de informações com
as equipes espirituais diretoras da atividade mediúnica,
conforme orienta a Apos-
tila FEB de conhecimento da
Mediunidade5: “É comum a
manifestação de benfeitores
espirituais que comparecem
para prestar orientações e
esclarecimentos aos encarnados, bem como acompanhar e
auxiliar os sofredores, encarnados e desencarnados.
Nova perspectiva
Para uma breve revisão,
em resumo, estabelece-se:
Primeiro objetivo da reunião
mediúnica: melhoria moral
dos integrantes encarnados do
grupo mediúnico; segundo:
atendimento espiritual;
terceiro: estudar os fatos e,
finalmente, instruções dos Espíritos Superiores é o quarto
destes objetivos. Estudar a
mediunidade é, portanto,
assegurar conhecimento e
autoconhecimento, dentro da
perspectiva espírita, que nos
apresenta essa mesma mediunidade de forma totalmente
diversa daquela apresentada
ou encarada pelas religiões
tradicionais.
Referências:
1. Projeto Manoel Philomeno
de Miranda, Livraria Espírita Alvorada Editora, copyright 1993, 10ª
edição, pág. 17-18
2. Lameira de Andrade, psicografia de Waldo Vieira, Revista
Reformador FEB, abril de 1962
3. Apostila FEB Estudo e
prática da Mediunidade, programa II, módulo IV, roteiro 3, p. 207
4. O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, copyright 1944 FEB,
segunda parte, cap. 19, item 328,
p. 444)
5. Apostila FEB "Estudo
e Prática da Mediunidade",
programa II, módulo I, roteiro 1,
pág. 19
Saiba mais
• O correto
conhecimento
da mediunidade se dá
com a atenta
leitura de "O
Livro dos
Médiuns", de
Allan Kardec
7
ee
Filosofia
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Conhece-te a ti mesmo
REFORMA ÍNTIMA
Processo de renovação é
individual e nos liberta
Vera Merli Bim
Articulista e tarefeira do G. E.
União e Caridade • Penha • SC
Teresa D´Ávila
A vida de Santa Tereza
D'Ávila, da Igreja Católica
Romana (1515-1582), foi
marcada pela mediunidade. Constam seus biógrafos que além de Jesus, sua
mediunidade de clariaudiência permitia ver os
Espíritos de Francisco de
Assis, Antônio de Pádua e
Pedro de Alcântara, todos
santos do Catolicismo.
Fonte: Clóvis Tavares, livro
"Mediunidade dos Santos".
Divulgação/EE
Brígida da Suécia
A mediunidade também
está vista na vida de Santa
Brígida de Vadstena, na
Suécia (1302-1373), tinha
visões e êxtases e recebia
ditados transcendentais
do espírito Petrus Olai. Ela
também via os espíritos
de Santos Católicos, e relatou notícias de parentes
desencarnados do arcebispo de Nápoles, Bernardo Montauro. Fonte:
Mediunidade dos Santos.
Divulgação/EE
Reforma Íntima é um
processo contínuo de autoconhecimento, da compreensão
de nossa intimidade espiritual,
de forma progressiva e com
inspiração na Doutrina Espírita
e Cristã. É a transformação do
ser, com sua somatória de erros
cometidos em diversas encarnações, em um ser que busca
sua Luz nos ensinamentos do
Divino Mestre, afim de aprimorar-se, aproveitando dignamente
sua passagem pelo Mundo de
Provas e Expiações.
A Reforma Íntima nos liberta das imperfeições. O ser evolui
e a partir dele numa progressão,
sua família, a sociedade, a
humanidade, considerando-se o
homem como o primeiro agente
dessa cadeia evolutiva. Nossa
responsabilidade é total para
que este planeta transforme-se
em Mundo de Regeneração.
Cada um de nós deve fazer a
sua parte: estude, pratique e
passe o seu conhecimento para
o próximo.
Portanto, nossos familiares,
amigos, colegas de trabalho
e de cursos, desconhecidos e
inimigos deverão receber nosso
devotamento amoroso, caridoso, benevolente, tolerante e
nosso conhecimento.
A Reforma Íntima promove
transformações que se refletirão
em nossa existência presente e
futura e em nossos relacionamentos. Nós, estudiosos do
Evangelho e do Cristianismo,
temos um portal aberto para a
Reforma Íntima, por ser ela o
objetivo das Doutrinas Espírita
e Cristã.
Com a inspiração do Plano
Espíritual, a orientação dos dirigentes, o respeito à disciplina,
consequimos vencer as dificuldades para chegar à sua prática.
É um trabalho progressivo e
quando os resultados começam
a aparecer, a felicidade é um
premio que nos entusiasma a
prosseguir com mais ardor. Os
seguidores de qualquer doutrina podem realizá-la desde que
pratiquem seus ensinamentos
Centro Espírita
Recanto
de
Luz
A mais nova casa doutrinária
espírita de Balneário Piçarras
Rua Tainha, nº 15 • Bairro Itacolomi
(Rua ao lado do Hotel Villa Praia)
Fluidoterapia todas as
segundas-feiras, 20h.
Superinteressante/Reprodução/EE
e-mail [email protected]
Arquivo/EE
doutrinários.
O processo da Reforma Íntima é contínuo, o qual, através da
autoanálise e do conhecimento
de nossa intimidade espiritual,
iremos nos libertando de nossos
pensamentos e comportamentos anticristãos, e ganhando
o domínio pessoal. Distinguiremos nossos erros como o
orgulho, a vaidade, o egoísmo, a
inveja, o ciúme, a agressividade,
a maledicência, a soberba, a
prepotência e trabalharemos
pela substituição deles por
qualidades contrárias.
Autoconhecimento
O ser humano sofre e muito
mais se for espírita, devido à
consciência das encarnações,
quando não consegue ser a pessoa ideal, moralmente correta.
Os sentimentos, desejos, ímpetos emocionais, tão normais
a nós seres humanos, não permitem chegarmos a um estado
de perfeição e principalmente
na rapidez que almejamos.
Na verdade não temos, com
clareza, a compreensão do que
seja e de como fazer a Reforma
Íntima. Um emaranhado de
ideias somadas, temperadas por
normas, conceitos e até Leis da
Ciência do Direito, nos assom-
sucesso. Portanto não se deve
acelerar a Reforma Íntima; ela
deve acontecer naturalmente,
estruturada no autoconhecimento do que já somos e do
que deve ser reformado, e
planejada nos fundamentos da
Doutrina Espírita e Cristã.
A Reforma Íntima implica
na transformação do Homem
através de aprimoramento de
valores, conceitos, preconceitos, pensamentos e comportamento.
Sócrates

O autoconhecimento é a
base, a estrutura. Para reNa questão 919 de
alizar a Reforma Íntima, se
"O Livro dos Espíritos",
faz necessário uma análise
a importância do
de si mesmo, através do auto
"conhece-te a ti mesmo" questionamento e consequente
consciência do que deve ser
bram provocando um delírio de modificado.
No Livro dos Espíritos,
incompetência para conseguirAllan
Kardec, na questão 919
mos chegar ao mínimo de uma
pergunta:
“Qual o meio prático
Reforma Íntima.
mais
efi
caz
que tem o Homem
Comecemos por entender
de
melhorar
nesta vida e de reo que vem a ser essa reforma:
sistir
à
atração
do mal”? A resao considerarmos a denomiposta
é
a
máxima
da doutrina
nação “Reforma”, devemos
de
Sócrates:
“Conhece-te
a ti
compreender que para tanto, já
mesmo”,
que
explica
a
necesdeve existir algo que necessita
sidade do próprio conheciser remodelado e para melhor,
mento; sabendo sobre nossas
porque ninguém reforma para
capacidades, nossos limites,
pior.
estaremos preparados para
Uma reforma rápida,
aprender, realizar, progredir,
sem uma boa estrutura, sem
planejamento dificilmente terá evoluir, enfim, para viver.
8
ee
Reflexão
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Aos viajores dos mundos
APRENDIZADO Texto traz importante reflexão sobre a concepção
filosófica dos mundos para os espíritas, nas visões de Herculano e Hermínio
Fotos Divulgação/EE
Manoel Fernandes Neto
Jornalista, pesquisador de mídias digitais e
editor do Portal Nova Era (se-novaera.org.br)
[email protected]
Todos nós, espíritas,
sabemos de cor a escala dos
mundos, além de nos determos primeiramente nos mais
elevados: Divinos, Celestes,
Felizes, Ditosos, de Regeneração e de Provas e Expiações:
este mesmo em que estamos,
e em referência ao qual, em
certo momento, na erraticidade, afirmamos que suportaríamos os desafios. Entusiasmados por tantos mundos que
se avolumavam à nossa espera,
declaramos em alto e bom
pensamento: “sim, eu topo!”
O escritor Hermínio Miranda, em seu livro Alquimia
da Mente, diz que durante os
mais de 30 anos em que atuou
em mesas mediúnicas, como
doutrinador, aprendeu muitas
coisas com os desencarnados
que encontrou. “Diálogos
vibrantes de emoção”, diz Hermínio. Ele destaca: “O de que
mais se queixam eles, ao cabo
de tantas existências perdidas
a repetir ou aprofundar erros,
é que é muito comum trazerem para a vida terrena um
programa de trabalho retificador e tornarem a fracassar ou
a transviar-se, por melhores
que sejam as intenções”. O
maior dos equívocos, segundo
o escritor: “Nos deixamos
envolver pelas matrizes de
pensamento e ação que predominam deste lado da vida”.
E este lado da vida gosta
de incoerências. Uma dessas:
mesmo com tantos mundos
Compaixão
"Todas as vezes que
encontramos alguém para
nós mesmos antipática,
uma pessoa que não nos
cativa pelos modos, se nos
colocarmos no lugar dessa
pessoa, a impressão de antipatia se extinguirá, porque teremos compaixão e
não revolta, seja qual for
o ato que a pessoa esteja
perpetrando" – Do livro
"Chico Xavier Com Você",
editora Vinha de Luz.
Divulgação/EE
Dentro de nós
"O homem ganhará
impulso santificante,
compreendendo que só
possui verdadeiramente
aquilo que se encontra
dentro dele, no conteúdo
espiritual de sua vida.
Tudo o que se relaciona
com o exterior pertence a
Deus, que lhos concederá
de acordo com seus méritos" – Emmanuel, capítulo
149 do livro "Caminho,
Verdade e Vida" (FEB).
Vida terrena, nossa grande chance
Hermínio Miranda diz que durante os mais de 30
anos em que atuou em mesas mediúnicas, como
doutrinador, aprendeu muito com os desencarnados
oficina. Uma oficina para forjar um mundo novo. “Dia-adia ele deve bater a bigorna do
futuro. A cada dia que passa, um
pouco do trabalho estará feito.
O espírita é o construtor do seu
próprio futuro, é o auxiliar de
Não ser do mundo
“Estar no mundo, sem ser do
mundo” é a autêntica sabedoria
do Mestre de Nazaré; só nos
resta interiorizar este ensinamento. Ou seja, sermos capazes
de ter os pés fincados na terra,
com todas as suas atribulações,
mas com a consciência de que
somos espíritos imortais, incorruptíveis como essência divina.
Capazes de reagir enquanto
mantivermos nossa consciência
em alerta contra as armadilhas
da nossa personalidade.
Divulgação/Internet/EE
TURMA DA MÔNICA É ESPÍRITA!
De Maurício de Sousa, Luis Hu Hivas e Alã Mitchell
Meu Pequeno Evangelho
à venda na...
Livraria Espírita
PONTODELUZ
(41)
à nossa espera, ainda nos
perdemos nos labirintos dos
mundos interiores que surgem
em nosso cotidiano.
É o mundo do orgulho,
advindo de vidas em que
encaramos como privilégios
talentos emprestados para o
nosso progresso; o mundo do
egoísmo, que ainda resiste desde
encarnações primitivas, quando
defendíamos com unhas e
dentes as provisões, sem saber o
que era compartilhar.
Nossos mundos interiores
se multiplicam: o mundo
das maledicências, oriundo
da nossa insegurança, ao
varrermos nossas próprias
falhas para baixo do tapete
dos defeitos alheios, os quais
apontamos, implacavelmente.
Ou, ainda, o mundo da vitimização, que, equivocadamente,
achamos que nos transforma
em criaturas “dignas” da Misericórdia Divina ou em santos
sem altares.
Falamos do mundo maior,
mas insistimos em viver em
um mundinho diminuto. Um
quase nada. Que não resiste
à mais frágil análise racional
e se melindra sob simples
observações sobre nós. Somos
ávidos em orar aos benfeitores
da morada espiritual, quando a
nossa morada interior é construída sobre o solo infértil das
lições não apreendidas. Temos
medo de encarar o mundo
sem as nossas cada vez mais
sofisticadas máscaras.
Herculano Pires, em O
Tesouro dos Espíritas, diz que
o mundo atual é o “campo de
batalha do espírita”, com a ressalva de que também é a sua
3013-2925
Rua Santa Mônica, 35 • Capão Raso
CEP 81110-400 • Curitiba • PR
Nutramos uma certeza:
somente a partir do nosso
mundo interior seremos capazes
de enviar a caravana das nossas aquisições à conquista de
mundos cada vez mais iluminados. Se não existe limite para a
Obra do Pai, por que ficarmos
enclausurados em um caos
interior, quando as ferramentas
de organização estão ao nosso
alcance? Em qual mundo você
quer viver a partir de hoje? A
partir de agora?
A proposta do Mestre
so mundo interior
Cristo: apelo permanente ao nos
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Atendimento Fraterno:
3ª e 5ª feira às 19h.
Palestras: 4º sábado de
cada mês às 2h.
Deus na construção do futuro
do mundo. Se o espírita recuar,
se temer, se vacilar, pode comprometer a grande obra. Nada
lhe deve perturbar o trabalho,
na turbulenta, mas promissora
oficina do mundo atual”.
Penha
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9
ee
Doutrina
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Ondas amorosas
FLUIDOS É importante emitir ondas de paz e luminosidade no ambiente
Divulgação/SXC.HU/EE
Renato Lass
Teólogo, escritor e tarefeiro do C. E. E.
Allan Kardec • São Francisco do Sul • SC
Sentimento positivo
e-mail [email protected]
A divulgação doutrinária
espírita em Barra Velha
ganhou mais um dia: o
Centro Espírita Jesus de
Nazaré, casa editora do
jornal espaço espírita, agora tem palestras
aos sábados, 19h. Cada
palestra desenvolve,
sequencialmente, temas
de "O Evangelho Segundo
o Espiritismo". A casa fica
na Rua Lauro Ramos, 130,
centro de Barra Velha.
Arquivo/EE
'Paz do Senhor'
O Centro Espírita Paz do
Senhor, de Joinville, está
de parabéns. Completando 60 anos neste mês de
junho, uma das mais tradicionais casas doutrinárias
do movimento espírita de
Santa Catarina elaborou
uma programação especial de palestras, com
destaque para Márcio da
Cruz, de Curitiba, Paraná.
O CEPS fica na Rua João
Pessoa, 172, Saguaçu.
Convite da
Espiritualidade
Superior é para
que todos
amadureçamos
no amor; família é
uma das
fontes de amor
e também
oportuniza
resgates
de débitos
guém, este ao receber nossas
vibrações, passa a desfrutar de
uma sensação de bem estar. A
felicidade então toma conta de
ambos, pois estão envolvidos
em ondas de amor.
A ausência de um sentimento
positivo e amoroso em relação
àquele que recebe as ondas
provoca um moimento ondulatório de baixa frequência e de
ondas muito longas.
Podemos comparar com as
ondas curtas e longas do rádio.
Quanto mais curtas as ondas,
maior penetração no espaço
atmosférico. Quanto mais
longas, menor penetração – é
a frequência modulada (FM).
Estas ondas produzem pouca
luminosidade e são opacas.
Quando o ser não sente
amor por aquele que tenta o
ajudar, pode ocorrer a sensação
de raiva em relação àquele
que tenta ajudar. O orgulho
Divulgação/EE
Pensar positivo
É preciso fugir da tristeza e sintonizar com o bem
Centro Espírita
Jesus Nazareno
Rua Laureano José de Almeida, nº 46
Bairro São João • Itajaí • SC • Filiado à FEC
Palestras às quartas-feiras, 20h
Em seguida, aplicação de passes espirituais
pode fazer com que a pessoa
se sinta ofendida pela tentativa de ajuda. A inveja é outro
sentimento de antagonismo
que o ajudado pode sentir, pois
queria ser como o outro e não
consegue.
Como disse Jesus, “não
atirai pérolas aos porcos para
que eles não as pisem com os
pés”. Antes de serem ajudados,
alguns têm primeiro que amadurecer no amor.
Ao vibrar em baixa frequência, o ser entra em contato no
plano extra-físico com entidades do mesmo padrão
vibratório, ou seja, seres de
esferas espirituais de baixo
padrão.
Passa então a evitar altas
frequências, onde residem
seres que poderiam ajudá-lo,
entrando em contato com entidades sofredores que trocam
energias ruins de pensamentos
e emoções.
Quando alguém tenta ajudar
e não é compreendido, só lhe
resta perdoar, ao mesmo temo
em que cresce espiritualmente,
ao exercitar o amor pleno: o
perdão.
Perdoando, entra em contato
com Espíritos Superiores, sintonizando sua mente em faixas
superiores de vibração. Se
aquele que se dispôs ao perdão
não entender a atitude do ajudado e pensar como ele, tornase igual a ele, ficando enfermo,
física e/ou espiritualmente.
O ser que não aceita a ajuda
poderá sofrer em outras encarnações o reflexo da lei de
ação e reação, seja através de
dor ou de perdas. O amadurecimento pela dor só se
dará quando não são aceitas
as oportunidades de trabalho
regenerativo oferecidas por
Deus.
Culpar a Deus por nossos infortúnios?
Divulgação/SXC.HU/EE
Mais palestras
Quando pessoas estão
mergulhadas em um mesmo
tanque com água, qualquer
movimento de uma delas fará
com que os outros sintam
ondulações formadas na água,
trazendo sensações para todos.
Todos nós estamos mergulhados no fluido divino, o chamado fluido cósmico universal,
envolvidos pela lei de ação e
reação. Essa lei é automática.
Todo e qualquer pensamento
nosso externa projeções ondulatórias que, reconhecidas pelo
interlocutor, podem lhe causar
uma sensação boa ou má.
Quando externamos os
nossos sentimentos, podemos produzir dois tipos de
movimentos ondulatórios:
quando pensamos em algo
bom e amoroso em relação a
alguém, emitimos emanações
energéticas de alta frequência
e de ondas curtas. Estas ondas
produzem luminosidade e
cores claras e brilhantes.
Podemos fazer uma comparação com lâmpadas incandescentes: quanto menor o
filamento, mais brilho, pois a
dificuldade de passagem dos
elétrons provoca luminosidade.
Quando estamos com nosso
pensamento sintonizado com
sentimentos de paz e amor, por
exemplo, entramos em contato
com outras energias na mesma
frequência.
Por consequência, ao
expressarmos amor, ampliamos nosso contato com seres
suaves e esclarecidos, que nos
envolvem em luz.
Emitindo um pensamento
amoroso em direção a al-
Armazém
da
A dor não é imposta por Deus, mas
é consequência direta da lei de ação
e reação. Portanto, não podemos
culpar a Deus por nossos infortúnios,
pois suas leis são perfeitas e justas. Ao
nos afastarmos da lei de Harmonia
Universal, ou seja, Deus, criamos
situações de sofrimento.
Quando pensamos de forma
positiva e amorosa, estabelecemos
moda
sua opção de vestuário no
verão de barra velha!
De dezembro a março • Av. Santa Catarina, 278, Centro
sintonia com energias superiores
dispersas pelo Cosmos, recebendo
como resposta fluidos que vitalizam
nossos corpos espirituais, trazendonos saúde e equilíbrio.
Quando amamos o próximo, criamos energias que retornam como o
amor de Deus por nós. No magnetismo está o segredo do Universo,
conforme os bons espíritos.
Fundada em 1895
Sociedade Espírita
Caridade de Jesus
Palestras segundas, 20h • Rua Comandante Cabo, 01
Praia do Mota – São Francisco do Sul - SC
10
ee
Doutrina
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
A questão das curas espirituais
SAÚDE MENTAL E FÍSICA Enfermidade tende a aparecer naqueles
momentos em que estamos desequilibrados física ou espiritualmente
Carlos Herillo
Pesquisador, internauta e escritor da
Doutrina Espírita em Joinville • SC
e-mail [email protected]
Anete Guimarães
A quarta edição do
"Seminário CEECAL", do
Centro de Estudos Espíritas Caminho da Luz, de
Florianópolis, está confirmada para 22 de agosto,
com o tema "A Evolução
e o Desenvolvimento do
Ser". Quem palestrará no
evento será Anete Guimarães, do Rio de Janeiro.
O seminário ocorrerá na
Associação Catarinense de
Engenheiros, na capital.
Divulgação/EE
1ª vez na capital
Anete Guimarães é uma
das mais requisitadas
palestrantes espíritas do
Brasil. Além do seminário
do CEECAL, ela estará ainda palestrando nas casas
Seara Espírita Entreposto
da Fé (Seede), no dia 21,
e Centro Espírita Seara
dos Pobres, no dia 23 de
agosto, com os temas
"Emoções Perturbadoras"
e "Visão Científica da Caridade", respectivamente.
Divulgação/EE
A cura mediúnica pela ação
dos fluidos tem sido objeto de
livros que tratam especificamente do assunto, razão pela
qual focalizaremos apenas os
aspectos mais importantes para
que os estudiosos do Espiritismo leitores de espaço
espírita tenham uma ideia
mais geral do assunto.
Allan Kardec afirmou
que “as doenças fazem parte
das provas e vicissitudes da
vida terrena e são inerentes
à grosseria da nossa natureza
material. As paixões e excessos
de toda ordem semeiam em
nós germens malsãos, às vezes
hereditários”.
Torna-se fácil entender
então porque habitamos
geralmente locais propícios às
enfermidades: porque somos
predispostos a determinadas
doenças, como consequência
de débitos contraídos em
vidas anteriores, e porque nos
descuidamos do nosso corpo,
deixando de prevenir enfermidades.
Mesmo quando se apresentam como um problema apenas
físico, as doenças trazem uma
origem espiritual desta ou de
vidas anteriores.
É em função de nosso estágio evolutivo que podemos direcionar efeitos fluídicos bons
ou maus para o nosso períspirito, com inevitável repercussão
no corpo físico. Pelo mesmo
motivo atraímos espíritos bons
ou maus que nos influenciam
com fluidos bons e curadores,
ou maléficos e enfermiços.
A enfermidade tende a
aparecer nos momentos em
que estamos desequilibrados
ou perturbados física ou espiritualmente, de modo intenso e
demorado, às vezes sob influência desconhecida. Havendo um
desgaste fluídico decorrente
da assimilação de maus fluidos
de procedência ignorada, a
resistência natural é quebrada,
deixando o organismo mais
exposto à eclosão de doenças.
As lições que o Espiritismo
nos recomenda para nos pre-
Scopoel
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Bairro São Cristóvão,
Barra Velha • SC
(47) 3446-0532
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venirmos espiritualmente das
enfermidades são no sentido de
que possamos cuidar inicialmente do nosso corpo, selecionando os alimentos que ingerimos. Que cultivemos bons
pensamentos e sentimentos,
e que pratiquemos somente o
bem, e nunca o mal.
Se a enfermidade aparecer,
encaremo-la como um alerta
ou uma advertência, entendendo-a como consequência de
ações do passado que exigem
reajustes para o nosso equilíbrio.
Lembremo-nos de resignação,
antes de passarmos em tristeza,
revolta e agressividade.
Em princípios, todos aqueles que estiverem saudáveis e
equilibrados, podem ajudar
fluidicamente os enfermos,
aprendendo, exercitando e
desenvolvendo seus poderes de
ação sobre os fluidos, imbuídos
não só da pureza dos fluidos
produzidos, mas também do
desejo de ajudar e da ação do
pensamento ao direcionar
a aplicação dos fluidos. No
Evangelho estão relatadas
numerosos casos em que Jesus
e seus seguidores efetuaram
curas por ação fluídica.
Médico dos Médicos
Curadores são raros
Embora, como dissemos
antes, todos os que estiveram
imbuídos de desejos sinceros possam aplicar as recomendações relativas às curas, os
verdadeiros médiuns curadores
são mais raros. Estes dispõem
de uma faculdade espontânea
e se distinguem pela energia e
instantaneidade da ação, mesmo
sem o concurso de qualquer
medicamento. Eles agem por
um gesto, pelo olhar, por um
simples contato ou pela imposição das mãos. Não devem,
portanto, ser confundidos com
o médium receitista, aquele que
apenas recebe e transmite o que
o espírito comunicante receita.
A cura ocorre também em
função da fé, necessidade ou
merecimento de quem espera
ser curado, ou porque aquela
existência precisa continuar, as
tarefas de seu cargo não foram
concluídas ou exigem que o
favorecido tenha boa saúde
para concluí-las.
No Evangelho estão relatadas numerosos casos em que
Jesus e seus seguidores efetuaram curas por ação fluídica
Em outros casos, o doente
terá de continuar sofrendo
aquela dor ou restrição para
ser reajustado e equilibrado
espiritualmente. Esse tipo de
situação nos leva comumente
a pensar que o nosso apelo de
cura não foi considerado. Se
apesar dos nossos esforços, a
cura não for alcançada, devemos suportar com resignação
os nossos males passageiros.
A maior parte das moléstias
Centro Espírita
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Instituição de acolhimento a crianças em risco social
Servidão Água Marinha, nº 88 • Ingleses
Florianópolis • SC • www.casalarluzdocaminho.com
CE
de fundo grave e permanente
não podem ser curadas, porque
representam resgates cármicos
em andamento.
Só obtemos curas em
caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais deficiências
materiais e espirituais, embora
tais curas não sejam definitivas,
já que um dia todos iremos
desencarnar. (Adaptado do livro
"O Que Aprendi com o Espiritismo", de Carlos Herillo).
JN
Fundado em 1965
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Palestras Quartas e Domingos • 20h
Rua Lauro Ramos, 130 • Centro • Barra Velha
Estudos às segundas, quintas e sextas-feiras 20h e sábados 18h
Casa Editora do Jornal Espaço Espírita
11
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Filosofia
História
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Os Fatos, a História. Por Cida Massucatti, do Núcleo dos Samaritanos do Caminho • Samacamin • Joinville • SC
Trajetória do Espiritismo no BrasilE
PART
FINAL
Divisão entre "laicos" e "místicos"
Cida Massucatti
Divulgação/Site Rede Amigo Espírita/EE
Dirigente do Núcleo dos Samaritanos do
Caminho (Samacamin) • Joinville • SC
Para a posteridade
e-mail [email protected]
CVV e Gandhi
O Centro de Valorização
da Vida (CVV) de Itapema, no litoral norte de
SC, trouxe no dia 22 de
maio último o ator João
Signorelli (conhecido das
novelas da TV Globo) para
o monólogo "Gandhi, um
líder servidor". A bela iniciativa ocorreu durante a
3ª Semana de Valorização
da Vida promovida pelo
CVV, no plenário da Câmara de Vereadores local.
Divulgação/EE
Mediunidade
Lembremos, ainda, a advertência de Kardec, no "O
Livro dos Médiuns", quanto
ao interesse pessoal que
leva os médiuns a servirem
de instrumentos para a
mistificação. Não é apenas
o interesse do dinheiro,
do ganho material, mas,
também, o da vaidade pessoal, que transforma bons
médiuns em mistificadores" • Herculano Pires, em "O
Mistério do Bem e do Mal".
Divulgação/EE
Apresentamos aqui o último
trecho das pesquisas históricas
sobre a trajetória do Espiritismo no Brasil efetuadas pela
dirigente espírita Cida Massucatti, dando continuidade às
informações já publicadas em
edições anteriores de espaço
espírita.
De acordo com os apontamentos com base em pesquisas de Dalmo Duque dos
Santos em "A Nova História
do Espiritismo" (Editora do
Conhecimento) e também em
"Grandes Espíritas do Brasil,
em 1893, no auge da segunda
Revolta da Armada, o Governo
endureceu ainda mais o regime
e a perseguição ao movimento
espírita brasileiro. Os espíritas
apresentaram um novo protesto
ao Congresso Nacional contra o
Código Penal, uma vez mais em
vão, de vez que a comissão revisora do Código não atendeu às
reivindicações formuladas por
aqueles, e a criminalização do
Espiritismo continuava vigente.
Vitimado por dificuldades
externas e internas, a tradicional
revista Reformador deixou
de circular no último trimestre
daquele ano. O "Grupo Espírita
Fraternidade", após ter alterado
os seus estatutos passando a
denominar-se "Sociedade Psicológica Fraternidade", Revolta
da Armada, extinguiu-se, e, no
Natal desse mesmo ano, Bezerra
de Menezes encerrou a série
"Estudos Filosóficos" que vinha
publicando no O Paiz.
No ano seguinte (1894),
com o abrandamento da situação política, Augusto Elias,
em conjunto com Fernandes
Figueira e Alfredo Pereira, inicia
uma campanha financeira para
subsidiar os projetos da FEB.
O Reformador volta então a
circular.
Os historiadores do movimento registam que, à época,
vivia-se uma cisão ideológicodoutrinária entre os chamados
"laicos" ou "científicos", representados pelo Professor
Angeli Torteroli, que defendiam
o aspecto científico do espiri-
A
L T A
Q
Nesta imagem histórica, à esquerda, o Dr. Canuto de Abreu, maior pesquisador
espírita de todos os tempos, ao lado de Herculano Pires (à esquerda), em evento de
1957, celebrando os primeiros 100 anos de "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec
tismo; e os "místicos", pelo
Doutor Bezerra de Menezes,
que defendiam o aspecto religioso. Desse modo, em 4 de abril
de 1894 o "Centro da União
Espírita" muda o seu nome
para Centro da União Espírita
de Propaganda do Brasil, sob a
direção do Professor Torteroli,
com sede à Rua Silva Jardim nº
9. À sua diretoria pertenciam
nomes como os de Júlio César
Leal e Bezerra de Menezes, que
dela se retirou em 1896, diante
da campanha de insultos pessoais que contra ele se desencadeara, por ser considerado
um místico, que não se dava ao
trabalho de raciocinar.
Diante da renúncia de Júlio
César Leal à presidência da
FEB, após sete meses no cargo,
devido à profunda crise administrativo-financeira e ideológica vivida pela instituição, Bezerra de Menezes, a 3 de agosto de
1895, aceita assumir mais uma
vez o cargo. No exercício de suas
funções, imprimiu orientação
evangélica aos trabalhos da instituição, permaneceu no cargo
até vir a falecer, em 1900.
Vulto também importante
para as sementes do Espiritismo
no Brasil foi Doutor Silvino
Canuto de Abreu. Nascido em
Taubaté, SP, em 19 de janeiro
de 1892. Desencarnou em São
U A L I D A D E
D
E S D E
Paulo em 2 de maio de 1980.
Formou-se em medicina e
bacharelou-se em Direito pela
Universidade do Rio de Janeiro
e foi fundador e presidente da
Associação Paulista de Homeopatia.
Na esfera teológica, empolgado desde os 18 anos pelos
estudos bíblicos, fez a versão
direta dos Evangelhos gregos,
tomando por base o mais antigo
manuscrito do Novo Testamento, até a época. E pesquisou nas
Bibliotecas do Museu Britânico,
Biblioteca do Vaticano, Biblioteca Nacional de Paris.
Profundo conhecedor da
História do Espiritismo no
Brasil e no mundo, escreveu em
1936, escreveu vários artigos sobre sobre fatos espíritas ocorridos no Brasil até o ano de 1895,
detendo-se com profusão de
detalhes, na atuação do Doutor
Adolfo Bezerra de Menezes.
Em abril de 1957, na
comemoração do 1º centenário
de lançamento de “O Livro
dos Espíritos” de Allan Kardec,
Canuto de Abreu, que fazia
parte da comissão organizadora
das festividades, fez publicar em
edição bilingue (francês e português), a primeira edição de
“O Livro dos Espíritos” aquela
lançada pelo Codificador, no dia
18 de abril de 1857.
Histórica
Revista
Reformador venceu
a perseguição aos
espíritas e segue até
hoje em circulação,
131 anos depois
1 9 1 9
12
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Doutrina
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
TIRE SUAS DÚVIDAS
Plantão Doutrinário
Resposta: Cara Maria Gertrudes, o mal está sempre no excesso. A casa espírita,
evidentemente, não pode constituir uma espécie de "altar" ou exagerar na sua decoração
interna. Mas a nosso ver, o uso de quadros não configura necessariamente "idolatria". É até
mesmo um catalisador de bons pensamentos, já que muitos novatos chegam à casa espírita
sem saber ao certo no que os espíritas acreditam. Mas mais abalizada que a opinião do
jornal espaço espírita é a de Herculano Pires, a qual você confere a seguir:
"A palavra idolatria quer dizer adoração de imagens. A Bíblia proibiu aos judeus
fazerem imagens, porque eles viviam numa época de idolatria e deviam evoluir para a
adoração de Deus em espírito e verdade.
O Catolicismo Romano serviu-se de idolatria para poder atrair o povo idólatra. O
Protestantismo, com a Reforma da Igreja, aboliu a idolatria, apoiando-se na proibição
bíblica. O Espiritismo explicou a Lei de Adoração e mostrou que estamos numa época
diferente, em que só podemos adorar a Deus praticando suas Leis.
Num Centro Espírita não devemos usar imagens para adoração. Mas isso não quer
dizer que não possamos ter nos Centros Espíritas fotografias ou quadros artísticos,
desenhos ou pinturas de Jesus, de Kardec, de Léon Denis ou de outras personalidades
espirituais. Esses quadros não são objetos de adoração. Constituem simples lembranças,
como os quadros ou retratos de parentes ou amigos. Todas as sociedades, no mundo
inteiro, usam quadros para parede e não praticam idolatria.
Alegam alguns confrades que os frequentadores do centro podem entender que
os quadros devem ser adorados. Se fosse assim, o centro estaria fracassando na sua
função de esclarecer o povo. Os frequentadores do centro precisam aprender que não
se adoram quadros nem imagens, e devem saber que os quadros não foram benzidos
nem entronizados por sacerdotes. Os quadros podem, pois, servir de motivo de esclarecimento para os mais atrasados.
Já é tempo de confiarmos no poder esclarecedor do Espiritismo, não tendo medo
de quadros, de palavras ou da ignorância de alguns frequentadores. No Espiritismo não
deve existir nenhum tabu, nenhuma superstição. Deve haver compreensão, através do
esclarecimento doutrinário.
É claro que não devemos encher as paredes do Centro Espírita de quadros ou imagens, mas não é justo que deixemos de colocar no centro uma bela figura de Jesus ou
uma fotografia de Kardec ou do patrono da instituição, só porque os ignorantes podem
querer adorá-los. O Espiritismo nos libertou da idolatria, mas não nos proíbe o bom gosto e o respeito pelos mestres". (Do livro "O Infinito e o Finito", de José Herculano Pires,
editora Correio Fraterno, terceira edição, 2008).
Há casas espíritas que
possuem quadros retratando
personalidades do movimento
espírita ou do cristianismo (como
as figuras de Jesus, Maria, doutor
Bezerra, Emmanuel, Joanna
de Ângelis, entre outras). Já há
centros que não as utilizam, e
alguns dirigentes até acusam que
esse uso de quadros nas paredes
seria uma espécie de "idolatria".
Como vocês veem essa questão?
(Leitora Maria Gertrudes Artmann,
de Curitibanos, SC.
Herculano Pires
A obra "O Infinito e o
Finito", de Herculano Pires,
merece ser conhecida. O
livro, da editora Correio
Fraterno, reúne 40 estudos de Herculano (ou de
Irmão Saulo, seu pseudônimo), publicadas entre
1969 e 1970 no Diário de
São Paulo, de Assis Chateaubriand. Compreensão
da vida, reencarnação,
exorcismo e juventude
estão entre seus temas.
Inspiração
Arquivo/EE
Tire suas dúvidas sobre o Espiritismo. Mande seu e-mail
para [email protected], ou cartas para
Jornal Espaço Espírita. Rua Lauro Ramos, 130
Centro • CEP 88.390.00 • Barra Velha • SC.
A Rede Mundo Maior de Televisão também esclarece
dúvidas doutrinárias no Programete "Sem Dúvidas", respondidas
por conceituados dirigentes e estudiosos espíritas, ao longo da
programação (www.redemundomaior.com.br). Há ainda o canal
de vídeos da Mundo Maior no You Tube - basta buscar
por "Programa Sem Dúvida".
espaço
WWW. CECGASPAR. COM
Tive a oportunidade de realizar um
ciclo de palestras em Portugal nos meses
de junho a julho de 2014. Foram 27
palestras em 23 dias, e numa dessas
conferências, indo ao centro espírita,
um Amigo Espiritual nos pediu para
que escrevêssemos um texto falando um
pouco mais sobre o pensamento, a força
que trazemos conosco e que na maioria das vezes, nem sabemos que somos
portadores.
Recordo-me do extraordinário livro
“No Mundo Maior”, psicografado
pelo querido médium mineiro Chico
Xavier, ditado pelo Espírito André Luiz
m
e
v
o
do j
No auditório principal da Mansão do Caminho, há vários
quadros. Isso não quer dizer que Divaldo Franco seja idólatra.
espírita
(pseudônimo usado pelo Espírito de
Carlos Chagas). Vamos notar, nos capítulos intitulados “Cérebro”
e “Casa Mental”, que
o instrutor Calderaro
nos dá uma aula sobre o
cérebro humano interligado ao cérebro espiritual, juntamente devido
às capacidades notórias
que todos nós trazemos
conosco – e que possibilitam criar através dessa
chamada casa mental.
É evidente a necessidade
O pensamento e seus atributos
André Luis Chiarini Villlar
[email protected]
de ESPIRITUALIZARMOS o nosso
pensamento; já foi a época em que nosso
instinto mandava em nós.
Está na hora de começarmos a mandar em nossos
instintos. Isso naturalmente representará a mudança e a reforma íntima
que tanto sonhamos,
em que o homem velho
perderá espaço para o
homem novo.
Espiritualizar o nosso
pensamento é o primeiro
passo para começarmos
na estrada iluminada da ascensão e
crescimento espiritual.
Nada na vida é fácil; tudo demanda
tempo e esforço. Jesus, nosso Mestre
e Senhor, em determinada passagem
afirma: “Todos vós sois Deuses. Façais
brilhar a luz que trazes em vossos
corações”. Precisamos, o mais rápido
possível, acender a luz do conhecimento,
a luz do homem e da mulher racional;
precisamos ver em Jesus o norte a ser
seguido. O amigo de todas as horas.
Aqui deixamos algumas pinceladas
sobre este assunto tão vasto, e ao mesmo
tempo tão rico.
Palestras terças-feiras às 20h
RUA ALESSANDRO
PIRES, S/Nº
BAIRRO
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13
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Mediunidade
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
Um alerta sobre a obsessão
INFLUÊNCIAS NEGATIVAS Palestrante espírita relaciona tipos e conceito
de obsessão espiritual, e sentencia: "nós podemos resistir a esse processo"
Juvan Neto e Ilo Mattos
Dirigentes do C. E. Jesus de Nazaré, de Barra
Velha, e C. E. Paz do Senhor, de Joinville
e-mail [email protected]
Vida em Foco • 1
A TV Educativa do Paraná
(E-Paraná, do Governo do
Estado) abriu espaço para
a mensagem espírita. Está
no ar o programa "A Vida
em Foco", uma produção
da Federação Espírita
Paranaense, e que vai ao
ar todos os domingos às
7h da manhã. O programa pode ser sintonizado
nas parabólicas em todo o
Brasil, e também é veiculado pela FEBTV.
Divulgação/EE
Vida em Foco • 2
O programa Vida em
Foco é apresentado por
Márcio da Cruz (foto), e
conta com convidados
especiais, como Marcelo
Kolling, Maria Helena
Marcon, Francisco Ferraz Batista, sempre com
temas importantes do
universo espírita. Há ainda
um quadro especial com
Haroldo Dutra Dias, tradutor do Novo Testamento da FEB Editora.
Com base em estudos do
Codificador Allan Kardec e
do pesquisador Carlos Toledo Rizzini, o palestrante e
dirigente Ilo Ricardo Mattos proferiu recente palestra
no Centro Espírita Jesus de
Nazaré, casa editora do jornal
espaço espírita, e trouxe
importantes colocações acerca
da obsessão espiritual. De
acordo com Ilo, o conceito de
obsessão, conforme exaram
Allan Kardec e também Toledo
Rizzini, é de influência maléfica
mais ou menos persistente, que
espíritos tão ou mais atrasados
do que nós, podem exercer
sobre nossa vida mental, e daí,
sobre nossa conduta.
Ilo alerta para o fato de que
os espíritos obsessores nem
sempre têm consciência do mal
que fazem, de acordo com o que
está expresso no livro “Evolução
para o Terceiro Milênio”, de
Toledo Rizzini, editora Edicel,
capítulo 5 item 20. “Muitas
vezes, o obsessor não sente que
está nos obsediando. Ele fica
no lar porque seus familiares o
prendem”, alertou Ilo.
A obsessão, segundo o dirigente, se processa ao decorrer
da lei de sintonia vibratória, ou
seja, um mesmo padrão mental
pode favorecer essa influência
negativa por parte dos espíritos
– lembrando que a obsessão
pode ocorrer de desencarnado
para encarnado, de encarnado
para desencarnado, de encarnado para encarnado e de desencarnado para desencarnado.
Portanto, inicialmente, são
quatro as situações em que essa
situação pode se configurar.
“Mesmo que aqui na vida
física, a gente venha a simular uma vida de santidade, se
não a tivermos, os espíritos
entendem o que eu penso no
meu íntimo; essa sondagem,
uma vez captada, pode atrair
o obsessor para esse processo
de influenciação”, observou
Mattos, relacionando os três
gêneros de obsessão espiritual
preconizados em “O Livro dos
Médiuns”: obsessão simples,
fascinação e subjugação.
Ilo Ricardo de Mattos
frisa ainda que por conta da
nossa atmosfera psíquica, todos
somos como lâmpadas – como
numa lâmpada circula energia,
a qual preenche o ambiente,
nós, encarnados ou desencarnados, irradiamos as energias
que nos preenchem. “Por
isso o Cristo pediu que não
pecássemos em atos e nem
em pensamentos”, diz Ilo. “O
pensamento também atrai
influências de acordo com seu
nível vibratório”, completa.
Se a pessoa pensa positivo, ela alimenta o universo
com essa boa energia. No
Foto Espiritismo & Ciência/Arquivo/EE
Estudando o ego
Divulgação/EE
Joanna de Ângelis: vibração específica de cada pessoa
traz sua realidade íntima, suas conquistas evolutivas
Núcleo
dos
Samaritanos
do
Caminho
“Nascer, morrer, renascer
ainda e progedir
sempre, tal é a lei”
Foto Juvan Neto/EE
Convite ao estudo
Ilo Ricardo Mattos, do CEPS, pesquisou informações do livro
"Evolução para o Terceiro Milênio", de Carlos Toledo Rizzini
caso da obsessão, é por conta
dessa energia, que a princípio
é neutra e manipulável, que
os obsessores se aproximarão
de seus obsediados. “Agora,
depende de mim escolher de
quem eu me aproximo, sejam
encarnados ou desencarnados”,
alerta Ilo. “O livre-arbítrio está
diretamente ligado ao processo
obsessivo”.
Ilo Ricardo ainda lembra
que Joanna de Ângelis, no livro
“Ilumina-te”, psicografado pelo
médium Divaldo Pereira Franco,
propõe que a irradiação mental
de cada indivíduo expressa a sua
conquista evolutiva; o estágio
de amadurecimento ou de
primitivismo espiritual em que
se encontra acabam por denotar
a característica de cada pessoa.
“Joanna nos diz que a vibração
específica de cada pessoa traduz
a realidade de cada qual, mas o
ego pode, por vezes, mascararse”, salienta o palestrante.
Ilo atenta para o fato de
que Toledo Rizzini estabelece
que a obsessão é um fator que
pode ampliar e modificar os
impulsos de alguém – e como
influência negativa , contribuir
para a derrocada moral de
muitos. “O que não podemos é
se valer de um comportamento
não ético, de posturas erradas,
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para não ceder a essas influências e estes influenciadores, que
em boa parte dos casos, são
desafetos de vidas passadas”.
O dirigente, ligado ao
Centro Espírita Paz do Senhor
(CEPS), de Joinville, observa
algo crucial: “é importante
que compreendamos que nós
somos os responsáveis pelo
processo obsessivo; não o
obsessor”. Ou seja, ceder a essa
influência ou não, é uma prerrogativa de cada um de nós.
Diante desse panorama,
Ilo Mattos lembra que André
Luiz, através de Chico Xavier,
orienta que é fácil conhecer a
natureza de qualquer pessoa,
em qualquer plano, através
das ocupações e posições em
que elas prefiram viver. Ou
seja, cada um revela um pouco
do seu mundo íntimo através
de sua própria postura. Para
ampliar o conhecimento sobre
o assunto, Ilo recomenda a
leitura atenta tanto de “O Livro
dos Espíritos” e também de “O
Livro dos Médiuns”, ambos de
Allan Kardec, além de obras
complementares de Chico
Xavier, na série André Luiz, e
também de Joanna de Ângelis
e de Manoel Philomeno de
Miranda, pela pena mediúnica
de Divaldo Pereira Franco.
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Jornal Espaço Espírita
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Por SC
Jornal Espaço Espírita
jul/ago/set • 2015
O que acontece nas casas espíritas pelo Estado Catarinense
Movimento em Movimento
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Quem Faz
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o Movimento Espírita:
Um trabalho
de amor: a
Creche Meimei, mantida pelo
complexo
social do
Lar Espírita
Maria de Nazareth, em
Araquari
Atividades
do C. E.
Seara do
Bem, de
Três Barras,
em SC:
levando o
Espiritismo
ao planalto
norte
catarinense
Nacional
Fotos Juvan Neto/EE
Rádio Boa Nova promoveu 13º Encontro
Pelo 13º ano consecutivo, a Rádio Boa Nova, de Guarulhos,
SP, promoveu seu Encontro Nacional de Amigos, no Espaço
Prisma, com grande espiritualidade naquele que possivelmente
é o maior encontro espírita do Brasil, com mais de 4.000 participantes. E novamente, Barra Velha marcou presença com uma
Encontro da RBN, ligada às C asas
André Luiz, foi novamente sucesso,
com mais de 4.000 participantes
pequena caravana de oito participantes, que conferiram, entre
outros destaques, as palestras de André Trigueiro, João Lourenço
Navajas, Adão Nonato, além de homenagens para as dirigentes
espíritas Marlene Saes e Marlene Nobre, que recentemente voltaram à Pátria Espiritual. Confira alguns destaques do evento:
André Trigueiro, jornalista da Globo
News e escritor espírita, fez a palestra
de abertura no 13º encontro
Um dos mais requisitados e
queridos palestrantes espíritas do
norte catarinense, Alberto Ferreira
participa da Sociedade Espírita de
Joinville e do Núcleo Espírita Eurípedes Barsanulfo. Suas exposições
doutrinárias são tocantes!
Evento manteve a tradição dos shows
nacionais. Na foto, Angelo Máximo
com Manoel Bolonha, durante show
Isabel Gazzolla é uma alma
querida que atinge a todos com
suas palestras sobre a família na
ótica espírita. É dirigente da
Sociedade Espírita Joanna de
Ângelis, de Itapema
Nene Ávila, dirigente do C. E. Jesus de
Nazaré, de Barra Velha, deu entrevista
a Felipe Ohno, da TV Mundo Maior
Plateia do programa de TV pôde fazer
perguntas aos convidados - entre eles
André Luiz Ruiz e Humberto Pazian
Um momento histórico: primeiro
programa de debates espíritas com
plateia e ao vivo na TV Mundo Maior
No encontro da rádio, outra atração
nacional foi o show dos Pholhas,
relembrando sucessos dos anos 60
Atração "Mundo Maior em Debate" foi
apresentada na sexta-feira anterior ao
encontro da rádio, por André Marouço
Pequena caravana de Barra Velha, SC,
presente ao encontro: Julio, Aninha, Dorico, Lucia, Joel, Cassiane, Nene e Juvan
Programa
fraternidade espírita
NOSSO LAR
Rua Arapongas, 190 • Centro • Penha • SC
(Próximo ao Hospital Nossa Senhora da Penha)
Palestras e passes quartas-feiras, a partir das 19h30
&
Evangelho
Espiritismo
Direto de Joinville • SC
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jul/ago/set • 2015
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Valéria
Uma das mais belas histórias de Chico
No Romper das Redes
“Eles deixaram imediatamente as redes,
e seguiram a Jesus”. – Mateus 4:20
Àqueles que se dedicam com afinco ao estudo das ideias da renovação cristã, muito será pedido. E isto pela óbvia razão de muito nos
fixarmos no aspecto da exterioridade, quase nunca penetrando-nos
na essência dos ensinamentos eternos.
Séculos e séculos de fórmulas vazias nos afogaram, é verdade,
num apanhado de convenções inúmeras.
É claro que não nos caberá aqui analisar os aspectos que a ciência
do mundo denominou como sociológicos. Longe de nós a pretensão
acadêmica. Propomos simplesmente ao questionamento íntimo de
nossos padrões reativos, rogando a Jesus nos ilumine o entendimento.
Assim ocorre, portanto, com o aprendiz espírita-cristão quando
se esforça por se situar na posição do discipulado.
Neste ponto da narrativa evangélica, Simão Pedro e André, seu
irmão, são os nossos primeiros exemplos no trabalho ativo. A figura
inesquecível do Mestre os chama em primeira instância! São eles
os primeiros a colaborar na Obra Divina do Amor com o Excelso
Semeador!
Urge que analisemos as suas posições com as nossas. Entenderemos por fim que necessário se faz interpor às nossas realizações
individuais a vontade toda soberana dos propósitos do Pai.
Pensemos um pouco... Antes de seguirem as pegadas augustas
de Jesus reconhecendo Nele o filho unigênito do Pai, Simão Pedro e
André imediatamente se livram da rede...
Redes de pescar, cadeias do Espírito!
Sim, meus amigos, as redes nos envolvem, pois que são elas o
fruto inequívoco de nosso passado convencionalista.
Redes do orgulho devastador da visão espiritual...
Redes da vaidade sufocante das iniciativas do trabalho cristão...
Redes do racionalismo cego a nos levar aos campos da negação
extrema...
Redes do sentimentalismo vazio de propósitos reais no íntimo
de cada um...
Redes do egoísmo das convenções terrestres que antes de
procurar o Amor produz a coerção das satisfações sociais...
Abandonar estas redes não será trabalho de fácil acesso; sem
dúvida a porta estreita da Compreensão Maior não se abre aos
corações acomodados.
No entanto, Doutrina Espírita estabelece com o Evangelho a
diferença entre conformismo e conformação.
Conformismo é a atitude inglória de quem tem medo da própria
transformação para o Bem. E muitos por isso se acomodam...
Conformação é atitude de Vida incessantemente em movimento
purificador. É imprescindível aceitemos a própria responsabilidade
de servir a Deus, entretanto, mais necessário ainda se faz que questionemos o que o mundo nos propõe à aceitação mental.
Em suma, conformismo é a assimilação irrefletida das
proposições humanas, essencialmente transitórias. Conformação é a
sintonia tranquila com os chamamentos Divinos ao Amor.
As redes, contudo, continuam à nossa volta.
A transição da Humanidade atual não espera.
O Apelo do Mais Alto se estabelece com mais vigor.
E nós? Onde nos encontramos?
Pelo Espírito Julião
SEARA ESPÍRITA ENTREPOSTO DA FÉ • SEEDE
Palestras Públicas:
2ª e 4ª feiras 20h
Terças-feiras 19h
Sextas-feiras 20h
de
Lindos Casos
Centro Espírita Médico dos Pobres
Servidão Marcelino Gonçalves, 71
Monte Verde - Florianópolis - SC
www.seede.org.br
– Chico, você já chorou?
– Sim, meu filho, muito. Vou-lhe contar uma história em
que muito chorei. Durante anos, visitamos uma amiga que
havia se tornado paralítica e muda, levando em cada visita
um pacote de biscoitos, um pedaço de bolo ou um doce
qualquer. Quando já havíamos completado seis anos de
visitas, lhe disse:
– Valéria, hoje estou com a impressão de que você pode
falar. Fale, Valéria. Diga pelo menos "Jesus".
Ela olhou-me demoradamente. Os olhos, límpidos como
um céu sem nuvens. Fez um esforço muito grande, mas não
consegui falar.
Após a prece, voltei a insistir:
– Valéria, Jesus andou no mundo, curou tanta gente,
tantos iam buscá-Lo nas estradas, ou na casa onde ele
permanecia e pediam-Lhe a graça da melhora ou da cura
e foram curados. Imagine-se caminhando ao encontro de
Jesus, embora você não ande há tantos anos. Imagine-se
olhando-O e dizendo "Jesus". Fale "Jesus", Valéria. Ela fez
novamente um grande esforço, olhou-me demoradamente. Por fim, consegui dizer:
–"JESUSO".
Fiquei muito emocionado e as lágrimas me vieram aos
olhos.
Pedi a alguém que chamasse a sua irmã.
– Valéria, minha filha, fale para sua irmã. Há muitos anos
que ela não ouve o som de sua voz. Fale outra vez "Jesus".
Ela nos olhou demoradamente. Fez novamente um
esforço enorme e repetiu: "JESUSO".
Quando nos retiramos, estávamos todos contentes e
achávamos que, com o tempo, Valéria iria conseguir pronunciar algumas palavras.
Na semana seguinte, porém, ela desencarnou.
Alguns anos mais tarde, começou a aparecer-me uma
entidade na forma de uma senhora muito bonita. Quando
chegava, todo o meu quarto ficava iluminado. Procedia
então à transmissão do passe na região do tórax, mais propriamente sobre o coração. E assim procedeu por um mês,
aproximadamente.
Foi nessa época que tive o primeiro enfarte.
Mais tarde, recuperado, graças à Misericórdia Divina, no
período em que fiquei vinte dias mais ou menos imóvel, a
entidade apareceu-me novamente. Então lhe disse:
– Ah! minha irmã, agora compreendo porque você me
dava passes no coração. Estava fortalecendo-me para resistir
ao enfarte que viria, não é mesmo?
Acenou-me afirmativamente com a cabeça.
– Olhe, quero que me dê seu nome para eu orar por
você. Estou-lhe muito grato pela carinhosa assistência.
– Chico, somos tão amigos que não vou lhe dar meu
nome. Vou dizer uma palavra e você vai se lembrar de mim.
– Será, minha irmã?
– Tenho certeza, Chico.
- Então diz.
– "JESUSO"
– Ah! Valéria, era você então... Como você está bonita...
eu não mereço a sua visita.
- Sim, eu mesma. Vim lembrar os nossos sábados em
que orávamos tanto. Lembro-me com emoção da última
palavra que pronunciei e vim trazer-lhe confiança em
Jesus. O nome de Jesus tem muita força, Chico.
- Então, ela colocou a mão sobre o meu peito e a dor
desapareceu.
Por Adelino da Silveira. Livro "Chico, de Francisco", Editora CEU
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