Programa de Liderança:
Reflexões e práticas para promover a gestão escolar
com foco na melhoria da aprendizagem dos alunos
GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO
Autores: Claudia Zuppini Dalcorso e Luciana Maria Allan
Programa de Liderança:
Reflexões e práticas para promover a gestão escolar
com foco na melhoria da aprendizagem dos alunos
GUIA DE IMPLEMENTAÇÃO
Autores: Claudia Zuppini Dalcorso e Luciana Maria Allan
São Paulo
2011
Ficha Técnica
Direção técnica
Luciana Maria Allan
Elaboração do conteúdo
Claudia Zuppini Dalcorso
Luciana Maria Allan
Marina Iemini Atoji
Verônica Coelho
Revisão
Rita de Souza
Projeto Gráfico
Araciara Teixeira
Autoras:
Claudia Zuppini Dalcorso: Professora Claudia Zuppini Dalcorso é mestre em
educação formada pela PUC-SP, especializada em Gestão Escolar, pela PUC-SP e
UFABC. Foi gestora de escola pública, na qual lhe foi conferido o Prêmio Escola
Nota 10, concedido pela Fundação Victor Civita da Revista Nova Escola/Editora Abril em 2007. Trabalhou como assessora de planejamento na Secretaria
de Educação Municipal de Diadema. Atua como consultora educacional trabalhando com projetos que envolvam formação de gestores educacionais e de
professores, e produção de material didático. É professora da Universidade
Anhembi- Morumbi.
Luciana Maria Allan: Doutora em Educação pela USP. Redatora dos PCN em
Ação e PCN + Conceitos Estruturantes para o MEC. Atua há mais de 15 anos
em projetos na área de educação, voltados à formação de profissionais da
área de educação em parceria com Secretarias de Educação. Desde 2000, é
diretora técnica do Instituto Crescer, onde lidera os processos envolvidos na
concepção e implementação de projetos educacionais que visam promover o
desenvolvimento humano, o exercício da cidadania e, como conseqüência, a
inclusão social.
Participação especial na elaboração dos capítulos: Como aproveitar melhor as tecnologias digitais para promover a gestão escolar.
Marina Iemini Atoji: Jornalista formada pela ECA-USP, é redatora no Fórum de
Direito de Acesso a Informações Públicas e monitora de cursos on-line na
Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Foi editora e redatora do
projeto Excelências, da ONG Transparência Brasil. Atuou como editora-chefe
do portal do Programa Acessa São Paulo de Inclusão Digital, do governo do
Estado de São Paulo.
Programa de Liderança: reflexões e práticas para promover a gestão escolar
com foco na melhoria da aprendizagem dos alunos / Claudia Zuppini Dalcorso,
Luciana Maria Allan. – São Paulo: Conselho Britânico/Instituto Crescer, 2011.
xxf. : il. (226 páginas)
1. Gestão escolar. 2. Planejamento estratégico. 3. Observação em sala de aula.
4. Uso das Tics pela equipe gestora escolar.
Apresentação
Planejamento estratégico e observação da prática docente são temas frequentes na pauta
do Ministério da Educação acerca dos desafios que rondam a gestão escolar. O Programa de
Liderança para Gestores, iniciativa do British Council, realizado em parceria com Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, tem como objetivo oferecer aos diretores da rede pública de
ensino uma formação capaz de desenvolver as competências necessárias para o exercício
pleno e efetivo dessa função, no intuito de promover mudanças significativas na forma como
a liderança atua no espaço escolar.
O Programa teve início em 2006 e, desde então, vem atendendo diretores de todas as regiões
do Brasil, fomentando discussões relevantes a respeito da rotina escolar. Em 2010 o Instituto
Crescer – ONG reconhecida por sua atuação em projetos educacionais – foi convidado a integrar a equipe de profissionais do Programa, com a responsabilidade de qualificar ainda mais
as estratégias pedagógicas utilizadas até então.
Dentre as contribuições mais importantes do Instituto Crescer ao Programa de Liderança para
Gestores destaca-se a criação de um formato para os encontros presenciais, a elaboração de
um protocolo de observação em sala de aula e uma proposta de planejamento estratégico
alinhada com as diretrizes do Programa de Desenvolvimento Educacional-Escola (PDE – E), que
culminaram na elaboração desse Guia de Implementação.
O Guia traz conceitos relevantes para o entendimento da proposta de gestão escolar focada
na promoção de uma educação de qualidade, alinhada aos desafios para desenvolvimento de
crianças e jovens contemporâneos, organizado em três capítulos. O primeiro versa sobre algo
totalmente indispensável e necessário para os profissionais da Sociedade da Informação: a
administração do tempo. Pretendemos amenizar a sensação de descontrole sobre a rotina
diária, proporcionado uma reflexão sobre como podemos melhor organizá-la.
O segundo capítulo apresenta o Planejamento Estratégico como uma ferramenta na qual a
equipe gestora pode se apoiar para organizar as ações que envolvem toda a rotina escolar.
Como resultado, espera-se que os diretores elaborem um plano de ação que seja capaz de
promover melhorias contínuas e significativas no processo de aprendizagem dos alunos.
Programa de Liderança
3
Como organizar a observação em sala de aula é o tema do terceiro capítulo, que visa qualificar os gestores escolares para desenvolver novas habilidades e competências em seus professores, com foco no sucesso escolar. Por fim, em cada módulo há um capítulo que orienta
os diretores a como aproveitar melhor as tecnologias e os recursos digitais para garantir
uma gestão escolar mais eficiente.
Esperamos que o conteúdo descrito nesse livro possa subsidiar o trabalho da equipe gestora
em seus desafios cotidianos. A elaboração desse material foi motivada na nossa crença de
que a qualidade do ensino se fundamenta, prioritariamente, na competência profissional dos
diretores escolares e na sua capacidade de orientar e liderar práticas voltadas para a promoção da aprendizagem e formação dos alunos. A construção de um país mais justo, solidário e
produtivo baseia-se na garantia da educação de qualidade para todos, capaz de formar cidadãos habilitados no conhecimento técnico-científico e preparados para atuar com eficiência
numa sociedade cada vez mais exigente, sob todos os aspectos.
4
Programa de Liderança
Sumário
Módulo 1: Como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar 11
Introdução
12
1. Autorreflexão
14
Refletindo sobre o tema
15
2. Conhecer as dimensões da sua função
16
Refletindo sobre o tema
20
3. Planejar
21
Refletindo sobre o tema
22
4. Registrar
23
Refletindo sobre o tema
24
Como aproveitar melhor as tecnologias digitais para administrar
o tempo da equipe de gestão escolar
25
1. Blog
26
1.1. Dicas para a atualização do blog
26
a. Atualização é importante!
26
b. Divida a tarefa
27
c. O que postar?
28
1.2. Criar um blog
28
1.3. Personalizar blog
30
1.3.1.Configurações Gerais
31
1.3.2. Aparência
31
1.4. Postar em um blog
35
Programa de Liderança
5
1.5. Páginas do blog
37
1.6. Inserir imagem em um post
39
1.7. Inserir vídeo em um post
42
1.8. Gerenciar os comentários
44
1.9. Dicas para gestão do blog
44
a. Comentários são sempre bem-vindos
45
1.10. Alguns exemplos
46
Conclusão
48
ANEXO 01
49
ANEXO 02
50
Módulo 2: Como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico 51
1. O papel do gestor escolar na contemporaneidade
53
2. Liderança em uma perspectiva de gestão educacional
56
3. O Planejamento Estratégico
59
3.1. Diretrizes para elaborar um bom planejamento estratégico
61
3.2. Etapas para elaborar o planejamento estratégico
62
3.2.1. Identificar o perfil da realidade escolar
63
3.2.2. Avaliar os critérios da eficácia escolar
66
3.2.3. Fazer a avaliação estratégica
69
3.2.3.1. Fazer Análise FOFA
70
3.2.3.2. Avaliação estratégica da escola – Análise FOFA
72
3.2.4. Elaborar o plano de ação
4. Orientações para implementar o Plano de Ação
6
Programa de Liderança
75
77
Como aproveitar melhor as tecnologias digitais para promover
o planejamento estratégico
78
1. Microsoft Excel: organize e registre dados
79
1.1. Ferramentas e funções básicas do Excel 2010
81
1.2. Formatação Condicional
86
1.3. Direção do texto
89
1.4. Formato de dados
90
1.5. Opções de exibição de dados
91
1.5.1. Ocultar e reexibir linhas e colunas
1.5.2. Congelar linhas e colunas
1.5.3. Filtros
91
93
94
1.6. Localizar dados
97
1.7. Tabelas dinâmicas
98
1.7.1. Construa uma tabela dinâmica
1.7.2. Altere a aparência da sua tabela dinâmica
1.8. Gráficos
1.8.1. Criar um gráfico
1.8.2. Criar gráfico como uma nova planilha
1.8.3. Editar o gráfico
1.8.4. Criar e editar um gráfico a partir de uma tabela dinâmica
1.9. Imprimir
1.9.1. Visualizar impressão
1.9.2. Orientação da página
1.9.3. Posição na página
1.9.4. Área de impressão
1.9.5. Cabeçalho e rodapé
1.10. Organização e praticidade para a gestão escolar
2. Facebook
2.1. Criar uma página no Facebook
98
102
103
103
105
106
110
112
113
113
114
114
115
117
118
118
Programa de Liderança
7
2.1.1. Adicionar detalhes à página
2.1.2. Administração da página
a. Incluir um administrador
b. Restrições à publicação
c. Ver estatísticas de visitação
2.2. Criar Grupos no Facebook
2.2.1. Funcionalidades de um grupo
a. Adicionar foto
b. Adicionar amigos ao grupo
c. Conversar com o grupo
d. Criar documento
e. Criar evento
8
124
125
126
127
128
129
131
131
132
133
134
136
5. Conclusão
139
Referências Bibliográficas
140
ANEXO 01
142
ANEXO 02
143
ANEXO 03
144
ANEXO 04
147
ANEXO 05
155
ANEXO 06
160
Módulo 3: Como promover observação em sala de aula
161
1. Aprender a olhar
162
2. O que é observar?
164
3. O foco da observação
165
Programa de Liderança
4.0 procedimento da observação
167
5. O registro da observação
168
5.1 Memorial do Itinerário de Formação (MIF)
169
5.2 Protocolo de Observação
169
6. A devolutiva para o professor (feedback)
172
6.1 Superando as dificuldades
173
6.2 Habilidades de comunicação 174
Como aproveitar melhor as tecnologias digitais para promover
a observação em sala de aula
177
1. Google Docs
178
1.1. Criar documentos
179
1.2. Editar planilha
180
1.3. Compartilhar
182
1.4. Ver mudanças feitas e versões anteriores
185
1.5. Passar um arquivo do computador para o Google Docs
187
1.6. Coleções
190
1.7. Baixar arquivos que estão no Google Docs
191
2. Windows Movie Maker
192
2.1. Importar fotos e construir um vídeo a partir de uma sequência de imagens
193
2.2. Efeitos de transição de imagens
195
2.3. Inserir tela de título
197
2.4. Animação do título
200
2.5. Inserir legenda
201
Programa de Liderança
9
2.6. Inserir música
202
2.7. Importar um vídeo de seu computador
204
2.8. Cortar vídeos
205
2.9. Montar vídeo com várias partes diferentes
207
2.10. Salvar seu vídeo
208
2.11. Publicar vídeo na web
209
2.12. Inspirações
211
Conclusão
213
Referências bibliográficas
216
ANEXO 01
217
ANEXO 02
225
Módulo 1:
Como administrar melhor o tempo
da equipe de gestão escolar
Programa de Liderança
11
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Introdução
É comum observarmos como as pessoas, e até nós mesmos, reclamamos da falta de tempo.
Afinal, que bem é esse, tão valioso, que nos parece faltar a todo o momento?
Estamos no século da informação e essa sensação nos parece cada vez maior. A necessidade
de “dar conta de tudo” o que nos acontece, com produtividade, é uma meta almejada por
vários profissionais; um anseio que nos faz prometer, à cada início de ano que iremos organizar nosso tempo de forma a atender as necessidades que nos compete.
Organização seria, então, a palavra ideal para solucionar
nossos problemas com a falta de tempo?
Talvez ‘solucionar’ não, mas, ‘ajudar’ sim.
A organização do tempo é uma meta complexa que não é possível solucionar
com apenas uma ação. Como agimos no dia a dia tem a ver com nossa concepção de mundo, de
seres humanos, nossos valores, nossa cultura. As dicas que possam surgir para nos ajudar
nesta organização temporal podem colaborar, mas não solucionar, pois, cada um de nós apresenta formas diferentes de agir no mundo e de aprender.
Alguns possuem facilidade de aprender ouvindo, outros fazendo, alguns lendo, entre outras
formas. Somos tão diferentes e é isso que nos faz tão especial. Porém, o problema do tempo é
comum para muitos de nós, diria que como cada um procede na sua organização diária diz um
pouco da pessoa que ela é. Quais fatores da rotina diária nos chamam mais atenção? Quais nos
causa maiores preocupações? Quais são as de maior importância? Essas são questões que
respondidas com reflexão podem nos dizer como estamos organizando nossa rotina.
Sendo assim, a organização da rotina e do nosso tempo tem a ver com as nossas escolhas.
Essas escolhas são subjetivas, e uma autorreflexão atenciosa pode colaborar para darmos um
passo inicial para tomada de consciência da necessidade de organização da nossa rotina.
12
Programa de Liderança
A tarefa de pensarmos sobre a organização do tempo, na rotina profissional de um
gestor escolar, pode ser realizada em quatro etapas:
1.
2.
3.
4.
Refletir sobre como fazemos nossas ações cotidianas e como aprendemos
(metacognição);
Compreender as dimensões do trabalho de um gestor e equilibrar a execução das
obrigações inerentes à cada uma delas;
Planejar as ações do cotidiano escolar e as ações que remetem à organização
pessoal do gestor, e
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
O gestor escolar convive com muitas demandas profissionais, pois suas atribuições incluem
várias dimensões dentro do ambiente escolar. Portanto, uma agenda ajustada e bem planejada é o ideal para que esse profissional consiga ter êxito em suas atribuições.
Registrar o planejamento das ações individuais e coletivas, e divulgar esse
planejamento ao coletivo escolar, para que seja possível um acompanhamento
efetivo dessas ações.
1.
Autorreflexão
2.
Conhecer as
dimensões da
sua função
3.
Planejar
4.
Registrar
Programa de Liderança
13
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.
Autorreflexão
2.
Conhecer as
dimensões da
sua função
3.
4.
Planejar
Registrar
De acordo com Flavell (1979 apud RIBEIRO, 2003), o conhecimento metacognitivo é o conhecimento que se tem sobre o próprio conhecimento, que, por sua vez, pode ser sobre as pessoas, as tarefas e as estratégias.
O gestor pode tomar consciência de seu processo cognitivo e, com isso, melhorar sua organização profissional. Placco e Souza (2006, p. 59) afirmam que isso será possível se o sujeito:
Conhecer a si próprio como processador de informação, isto é, tiver consciência de
suas características de aprendiz;
Conhecer as finalidades e exigências específicas da tarefa a realizar;
Escolher procedimentos, de acordo com as características, pessoais e da tarefa;
Considerar o entorno, o outro e suas implicações afetivas.
Em síntese o gestor deve conhecer a si mesmo, pela da autorreflexão; conhecer as dimensões
e atribuições que envolvem a sua ação como gestor escolar e fazer escolhas a respeito dos
procedimentos que irá utilizar para desenvolver suas atividades. Para isso, precisará de estratégias. Um bom planejamento deverá conhecer a realidade do local onde trabalha e, ainda,
acrescentando-se a tarefa, não menos importante, de registrar suas ações e divulgá-las ao
coletivo, estabelecendo uma boa comunicação.
A autorreflexão e a reflexão sobre quais ações fazem parte da nossa rotina, quanto tempo
gastamos com cada uma delas, é necessária para iniciarmos nossa tarefa de organização do
nosso tempo.
14
Programa de Liderança
Refletindo sobre o tema:
Vamos elencar alguns elementos que fazem parte da sua função como gestor
para proporcionar uma reflexão sobre como está sua organização em relação: a
sua sala, aos seus registros, ao seu espaço de formação e à sua interação com
as novas tecnologias. Responda algumas questões relacionadas a esses elementos e reflita se sua organização está, ou não, favorecendo a otimização do
seu tempo. Essas questões encontram-se no Anexo 01.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
No Relatório da Comissão Internacional sobre a Educação no Século XXI, da UNESCO, é proposto que o ensino, se apóie em quatro pilares: aprender a conviver, aprender a fazer, aprender a
ser e aprender a aprender. Esse último pilar exige que as pessoas pensem sobre o próprio ato
de aprender e, portanto, desenvolvam a noção de que não há apenas uma forma de aprender
e apenas um tipo de conteúdo a ser aprendido. Ao descobrirem quais são as formas que facilitam a sua aprendizagem e como são suas atitudes na sua rotina conseguem, assim, se conhecerem melhor e podem fazer ajustes nos comportamentos considerados indesejados,
proporcionando melhor otimização e produtividade do seu tempo.
Veja no que você pode melhorar. Talvez você gaste um tempo maior, inicialmente, com a sua organização pessoal, mas se fizer esta reflexão e se planejar
melhor, terá mais tranquilidade no futuro e, o melhor, mais tempo.
NÃO ESQUEÇA:
Quanto melhor for a organização das suas demandas mais
tempo você terá para resolver os desafios do dia a dia.
Programa de Liderança
15
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.
Autorreflexão
2.
Conhecer as
dimensões da
sua função
3.
Planejar
4.
Registrar
Ter uma compreensão global de todas as dimensões do trabalho do gestor escolar é de grande relevância para uma boa organização da rotina.
Gerir uma escola, em toda sua complexidade, é uma tarefa desafiante que irá exigir do gestor
uma visão coerente e atualizada ao seu tempo sobre educação; a gestão escolar e o seu papel
profissional na liderança, e a organização da escola.
A superação desse desafio será alcançada quando o gestor adquirir competências específicas
à sua função, como Heloísa Lück (2009) nos explica:
“
A superação de tais desafios demanda do diretor capacidade conceitual
sobre a educação; a gestão escolar e seu trabalho, mediante visão de conjunto e perspectiva aberta e sólida sobre a natureza da educação; o papel
educacional da escola e dos profissionais que nela atuam; a natureza e as
demandas psico-socio-educacionais dos alunos; a relação da escola com a
comunidade, dentre outros aspectos, incluindo, por certo, uma fundamentação sobre as dimensões de gestão escolar.
“
Portanto, uma visão sistêmica da escola, integrando suas partes a um todo, é essencial para
uma boa atuação.
16
Programa de Liderança
A pesquisa identificou quatro “segredos” de uma boa gestão:
A formação dos gestores;
A capacidade do diretor de integrar todas as áreas
de atuação no dia a dia;
A atenção dedicada às metas de aprendizagem,
medidas nas avaliações externas e
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo, encomendada pela Fundação Victor Civita (FVC), em 2007, intitulada Gestão Escolar e
qualidade da Educação: um estudo sobre dez escolas paulistas revelou como o
modelo de gestão e, sobretudo, o papel dos principais gestores têm um impacto
significativo na aprendizagem e mesmo no ambiente educacional.
A habilidade para criar um clima positivo de trabalho
na escola.
O que nos interessa, aqui, para o desenvolvimento do tema Gestão do tempo diz respeito à
visão sistêmica e integradora do gestor em relação às dimensões que envolvem o seu trabalho.
Programa de Liderança
17
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Adaptadas da classificação feita por Heloisa Lück (2009), a pesquisa organizou estas dimensões da seguinte forma:
Gestão pedagógica
Ao gerir ações pedagógicas na escola o gestor
deve estar atento aos seguintes aspectos:
Gerir o projeto político pedagógico;
Proporcionar um clima de alta expectativa de aprendizagem;
Gestão administrativa
Cabe à gestão administrativa administrar:
O patrimônio da escola;
A documentação escolar (diários de
classe, memorandos, atas, arquivos,
listagens etc.) e
Promover a elaboração do currículo
Os recursos materiais.
Propiciar acompanhamento da aprendi-
Além disso, cabe, também a ela:
escolar;
zagem dos alunos bem como o ajuste de
ações para os alunos portadores de
deficiências;
Acompanhar e orientar a melhoria do
processo de ensino e de aprendizagem;
Estabelecer regras, procedimentos e
rotinas para cumprir a legislação;
Formular normas de funcionamento
da escola.
Proporcionar a organização das ações da
rotina escolar para contribuir para uma
boa otimização do tempo pedagógico.
Gestão financeira
Cabe à gestão financeira:
Decidir coletivamente, com a comunidade escolar e seus colegiados, como
deverão ser gastos os recursos
financeiros que a escola recebe do
poder público;
Providenciar a utilização de toda a
verba recebida;
Fazer a prestação de contas de forma
transparente.
18
Programa de Liderança
Gestão da infraestrutura
Gerir toda infraestrutura da escola.
Neste item estão os aspectos de:
Materiais pedagógicos;
Manutenção predial;
Bens permanentes e de consumo.
Gestão de relações pessoais
A gestão da comunidade abrange os seguintes aspectos:
Gerir as relações pessoais envolve as
seguintes ações:
Envolver os pais na gestão da escola;
Promover a organização do trabalho
Estimular a participação dos pais no
acompanhamento da aprendizagem
dos seus filhos;
Manter uma comunicação fluida com a
comunidade escolar.
coletivo;
Estabelecer um bom relacionamento
interpessoal e comunicação;
Estimular a troca de experiências;
Organizar a formação continuada de
todos os funcionários e professores.
Gestão dos resultados escolares
Os resultados escolares podem ser geridos por
meio das seguintes ações:
Promover um sistema de indicadores
educacionais;
Analisar comparativamente os resulta-
dos das avaliações externas (Como IDEB,
SAEB etc.);
Acompanhar a aprendizagem dos
alunos;
Definir quais as expectativas de
aprendizagem devem ser atingidas por
todas as turmas.
Gestão do relacionamento com
a rede
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Gestão da comunidade
Estar atento aos acontecimentos em seu
entorno e os relativos às políticas educacionais da sua rede de ensino é essencial e, para
isso, é importante:
Ter contato com as escolas vizinhas
proporcionando troca de experiências e
ajuda mútua;
Estar atualizado com as políticas
públicas vigentes em sua rede de
ensino;
Otimizar os serviços públicos oferecidos
em sua comunidade para o bem do
aproveitamento educacional dos alunos;
Manter relacionamento com as organiza-
ções da comunidade de entorno da
unidade escolar, para favorecer um bom
entrosamento com a comunidade externa.
Programa de Liderança
19
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Esta classificação está bem completa e atende a qualquer unidade escolar pública brasileira,
mesmo sabendo que é possível proporcionar mais exemplos em cada um dos itens listados
acima, esses apenas são ilustrativos para exemplificar cada dimensão.
Refletindo sobre o tema:
Até aqui fizemos uma explanação das principais dimensões que afetam a organização do tempo e os elementos que corroboram para que tenhamos mais
ou menos eficácia em nossas ações, sendo mais ou menos eficientes. Para ter
uma ideia mais clara de como tem sido sua rotina, sugerimos um exercício,
cujo modelo se encontra no Anexo 02.
Pensando em sua rotina e em todas as funções que você deve cumprir durante o ano, faça um tabela contemplando todas as dimensões e ordene, em colunas específicas, as tarefas da sua rotina relacionadas à cada uma dessas
dimensões. Depois de preencher as colunas, observe qual delas ficou maior
ou menor. Agora, analise: Como está o equilíbrio de suas tarefas? Está mais
centralizada em uma dimensão do que em outra? Alguma dessas dimensões
está passando despercebida em sua rotina?
Após a análise chega a hora de você se planejar. Ajustar suas tarefas de modo
que as dimensões fiquem minimamente equilibradas. Você deve acrescentar
ou tirar tarefas, provisionar o tempo que deverá ser despendido para cada
uma delas. Feito isso, lembre-se que o gestor escolar não trabalha sozinho,
ele conta com uma equipe que deve estar alinhada ao seu trabalho, tomando
consciência de todas essas dimensões e tarefas. Agora é hora de distribuir as
tarefas, marcar reuniões de acompanhamento e avaliação. Tudo isso se faz
planejando. O ideal é que os membros da equipe também construam os seus
quadros pessoais, dimensionando o tempo que cada um levará para executar
cada tarefa.
20
Programa de Liderança
Autorreflexão
2.
Conhecer as
dimensões da
sua função
Planejar
4.
Registrar
O planejamento é inerente ao trabalho do educador devido ao fato de que o objeto da sua ação
é de grande complexidade: o cotidiano escolar.
Se o educador não planejar suas ações e tarefas de nada adiantará possuir uma excelente
concepção e visão das necessidades da sua realidade escolar. O planejamento orienta, dá
objetivos às nossas ações, traça metas e esclarece quais são os resultados pretendidos.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.
3.
O planejamento propicia um compromisso com a ação, responsabiliza os agentes envolvidos e deve ser contínuo para proporcionar uma ação coerente para alcançar os
resultados esperados. O principal resultado esperado, no final, sempre deverá ser: o
alcance da melhor aprendizagem para os alunos.
O gestor escolar tendo a posse do planejamento realizado coletivamente pela sua comunidade escolar deve, agora, pensar como deverá acompanhar todos os processos. É neste ponto
que ‘as coisas se complicam’, pois, se o gestor não estiver atento a todos os encaminhamentos para chegar aos objetivos traçados ele ‘pode ter dificuldades e não conseguir o sucesso.
Decorre desse aspecto a sensação recorrente em nossos gestores, de atuarem como “bombeiros”, aqueles que “apagam incêndios” o dia todo, que somente resolvem questões decorrentes da desorganização do ambiente escolar e não conseguem evoluir na promoção do sucesso escolar.
Essa sensação nos indica que a equipe precisa compartilhar tarefas e se organizar melhor no
cumprimento delas. Quando um dos elementos está se sobrecarregando demais, outro está
fazendo de menos.
Programa de Liderança
21
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Para que as funções estejam bem definidas e as expectativas sejam claras para todos é
necessário haver um planejamento, por parte da equipe diretiva, indicando como cada elemento irá acompanhar o plano de ação traçado pela comunidade escolar e outro planejamento individual, onde cada membro da equipe irá se organizar da maneira que achar mais conveniente para si.
É importante destacar que devem ser realizadas reuniões periódicas de acompanhamento
para que a equipe diretiva controle as ações, pois são muitas variáveis que afetam o percurso das mesmas e as mudanças de percurso são possibilidades muito comuns.
Refletindo sobre o tema:
Vimos que planejar é essencial para o trabalho do gestor.
A Revista Nova Escola, em sua edição 002 de 2009, trás uma reportagem interessante para reflexão do gestor escolar sobre “como anda” seu planejamento
quanto à gestão do tempo.
Acesse o link abaixo e realize o teste:
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/voce-tem-tempo-tudo476165.shtml
Faça uma análise do perfil de gestor que você mais se identificou e procure
planejar sua rotina para conseguir ajustá-la com maior eficiência.
22
Programa de Liderança
Autorreflexão
2.
Conhecer as
dimensões da
sua função
4.
3.
Planejar
Registrar
O registro é uma questão muito importante no trabalho escolar. Existem vários tipos de registro na escola. Registros administrativos, como listagens, atas, planilhas
etc., e registros pedagógicos, como atas de reuniões pedagógicas, acompanhamento de sala de aula, planos de ensino, conselho de classe, entre outros.
Como está organizada toda esta documentação é um fator importante para a rotina escolar.
Além de ser uma necessidade essencial demonstra, também, a concepção que a equipe diretiva
possui do que é uma escola pública, pois os documentos da escola não podem ser tratados como
os documentos da nossa casa. A escola é um espaço público e este espaço deve ser entendido
como um espaço a ser compartilhado onde as documentações devem ser socializadas e devem
possuir um caráter de transparência, com responsabilidade e seriedade nas informações.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.
Essa organização normalmente é feita de acordo com as escolhas de cada escola. Não há um
padrão único para isso, porém, a organização deve atender à premissa de que qualquer pessoa que precise de uma documentação escolar consiga obtê-la sem ter a necessidade de
perguntar para alguém onde o documento se encontra.
Os armários e pastas devem estar etiquetados indicando quais documentos e materiais estão arquivados neles.
Particularmente o diretor também terá uma forma de se organizar, com uma agenda, um caderno de anotações ou outro instrumento qualquer. O importante é que ele, com sua ação, dê
exemplo para a equipe de como é importante o hábito de registrar. Para isso, além dele próprio apresentar este hábito, deve criar estratégias, para demonstrar para a equipe escolar, a
utilidade que faz dos seus registros.
O uso de uma ferramenta da Web 2.0 para socializar informações é uma idéia muito produtiva
como, por exemplo, a criação de um site, um blog ou um grupo de discussão.
Programa de Liderança
23
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Refletindo sobre o tema:
Pudemos perceber como o registro é importante para a organização do tempo,
principalmente quando falamos do uso de uma agenda. Porém, outra questão
muito importante para a função do gestor é a de proporcionar uma comunicação
efetiva, clara e direta com a sua comunidade.
Essa comunicação, como a publicação dos resultados, a sistematização das metodologias estudadas, planos de ensino, atas de reuniões e conselhos, prestação
de contas, entre outras informações, deve estar acessível e organizada para toda
comunidade escolar.
Uma estratégia eficaz é a publicação de toda a documentação elaborada, como
comunicados, calendários, avisos e outros em um grupo virtual da instituição,
onde cada funcionário da escola, ou membro da comunidade, em qualquer lugar
que esteja, possa acessar as informações, facilitando assim a comunicação.
Esse procedimento possibilita, também, o arquivo desses documentos, sendo fácil recuperá-los, quando for necessário.
Reflita sobre as questões abaixo:
Sua escola possui uma comunicação eficiente?
As informações estão organizadas, virtualmente ou não?
Quais estratégias você já utilizou para aprimorar suas maneiras de
organizar as informações e socializá-las?
A sugestão é que se apropriem de algumas ferramentas da Web 2.0, que podem
colaborar para organização dos registros e socialização das informações, como o
Wordpress, Facebook e Windows Live.
Para isso, veja os capítulos: Como aproveitar melhor as tecnologias digitais... de cada
módulo, que irão orientar como conhecer e usar cada uma dessas ferramentas:
24
Programa de Liderança
O compartilhamento de ações e decisões amplia a eficácia e a
qualidade do trabalho de gestão, pois envolve a todos na busca
por uma escola melhor. Além disso, é uma importante medida de
transparência: é uma forma de prestar contas à sociedade sobre
o que é feito na escola.
Uma das ferramentas tecnológicas que vão ao encontro das necessidades
da equipe gestora é, sem dúvida, a Internet. Na última década, ela se tornou
mais do que um meio de comunicação baseado no esquema tradicional
emissor-receptor, e passou a mediar relações multilaterais.
É o que se chama de Web 2.0: o espaço está aberto para a participação de
todos, para a troca de conhecimentos. Você pode não só consumir informações, como também pode expressar sua opinião a respeito delas, debater
com outros sobre o assunto que as envolve e compartilhá-las com pessoas
próximas. E pode ir ainda mais além: produzir a sua própria informação para
que outros consumam, opinem e compartilhem!
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Como aproveitar melhor as tecnologias
digitais para administrar o tempo da
equipe de gestão escolar
Neste capítulo, abordaremos os uso de blogs como uma das ferramentas
que contribuem no processo de gestão escolar.
Programa de Liderança
25
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1. Blog
Quando se pensa em criar um site na Internet, uma reação muito comum é imaginar que se
trata de uma tarefa muito trabalhosa que exige conhecimento técnico. Há muito tempo, no
entanto, o blog vem mudando essa história!
Desde que deixou de ser apenas uma plataforma para diários virtuais, o blog passou a ser uma
opção rápida e prática para que as pessoas (e instituições) criassem seu próprio espaço na
web, onde pudessem divulgar seu trabalho e suas ideias.
O princípio é básico: nele, é possível publicar textos, fotos e vídeos em ordem cronológica (do
mais recente para o mais antigo). Atualmente, as opções de personalização de um blog são
tantas que com um pouco de prática é possível deixá-lo parecido com os tradicionais sites de
notícias que costumamos acessar.
Mais do que a publicação (postagem, no jargão da Internet), o blog possibilita a interação direta entre produtor e consumidor de conteúdo, pois o público pode comentar aquilo que lê, fazendo críticas, elogios, sugestões ou pedindo mais informações.
No que diz respeito à gestão escolar, o blog é uma ferramenta para informar e envolver a comunidade no cotidiano da escola. Faz parte da prática de gestão compartilhada, abordada no Módulo de Planejamento Estratégico.
Também pode auxiliar a intensificar a participação de professores e alunos no desenvolvimento de
atividades dentro da escola, pois dá visibilidade a eles, ampliando a sensação de reconhecimento.
1.1. Dicas para a atualização do blog
Entre milhões de blogs que existem Internet afora, como fazer com que o de vocês seja atraente aos
leitores e uma fonte confiável de informação? A seguir listamos algumas dicas.
a. Atualização é importante!
Criar um blog é fácil, como veremos nos tutoriais. A questão é: de que adianta abrir um blog se vamos
deixá-lo acumulando poeira em meio a milhões e milhões de páginas que já existem na Internet?
26
Programa de Liderança
Estabelecer um cronograma rotineiro de publicação de conteúdo ajuda a manter a chama acesa
no blog. Reservar um dia da semana para produzir um post, pode ser uma boa estratégia para
mantê-lo vivo!
b. Divida a tarefa
Você pode pedir que outras pessoas também dediquem um pouco do tempo delas para manter
o blog vivo.
Forme um grupo de pessoas que deve cuidar da atualização do blog, recrutando membros na
equipe gestora e entre professores, alunos e pais. Não se esqueça de variar os componentes
do grupo periodicamente (a cada mês, por exemplo), para estimular a participação coletiva e o
exercício da cidadania. Compartilhe com eles este material!
É possível adicionar autores ao blog; é
só clicar em Adicionar Novo, no Menu
Usuários, do Painel de administração.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Manter o blog atualizado é essencial para determinar se ele realmente será um canal de comunicação com alunos, ex-alunos, pais, professores e comunidade. Não é preciso publicar algo todos
os dias; afinal, a rotina de gestão escolar já é atribulada o suficiente.
Digite o Nome de usuário se o convidado já possuir um cadastro no WordPress. Não se preocupe se a pessoa
não for membro ainda, digite um endereço de e-mail e ela receberá instruções para se cadastrar.
A escolha da Função deve ser feita com cuidado, porque determina o nível de acesso que este
usuário terá às ferramentas do blog:
Administradores: Tem controle total. Portanto é recomendado apenas um por blog;
Editores: Gerenciam e publicam posts de autoria própria e de demais usuários;
Autores: Gerenciam e publicam somente os posts de autoria própria;
Colaboradores: Escrevem posts, mas não publicam;
Seguidores: Recebem as novidades por e-mail, podem ler e comentar, não escrevem posts.
Basta clicar em Enviar Convite e um e-mail com o link para ativação será enviado ao novo usuário.
Programa de Liderança
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Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
c. O que postar?
Não é preciso escrever um tratado toda vez que for publicar no blog. Lembre-se que uma das
grandes características da web é a rapidez, é o conteúdo sucinto (mas de qualidade)!
Vocês podem simplesmente contar o que aconteceu (ou vai acontecer) de bacana na escola
naquela semana, compartilhar uma notícia sobre educação ou um conteúdo que possa ajudar
a construir uma escola melhor.
Uma reunião de pauta semanal pode ajudar bastante nessa tarefa. Nela, pode-se levantar sugestões entre os responsáveis pela atualização do blog e programar a cobertura dos eventos
que irão acontecer naquele mês, por exemplo.
É um bom momento também para definir uma ordem para a publicação de conteúdo pelos autores. Por exemplo, determine que na primeira semana do mês a atualização será responsabilidade do representante dos professores; na segunda, ficará com o representante da equipe
gestora, etc.
1.2. Criar um blog
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse o site do WordPress: http://pt-br.wordpress.com/
Passo 2
Clique no link Comece por aqui para ir
ao formulário de cadastro.
28
Programa de Liderança
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Passo 3
No primeiro campo, preencha com
o endereço desejado para o blog.
Confira se a opção .wordpress.com
é a selecionada para criar um blog
na versão gratuita. Que tal usar o
próprio nome da escola?
Passo 4
O Nome de usuário é criado automaticamente, mas você pode trocar por outro se preferir. Este será o seu login para administrar o
seu blog.
Preencha corretamente o campo de e-mail. É
através dele que o blog será ativado!
Passo 5
Confira se o idioma selecionado é o Português do Brasil e para finalizar clique no link
Criar Blog.
Passo 6
Uma nova página abrirá, mas não é preciso atualizar o perfil agora.
Para ativar o blog, abra sua conta de email e clique no botão Ativar o Blog, na
mensagem enviada pelo WordPress.
Programa de Liderança
29
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Passo 7
Com a ativação, se uma página de temas for
apresentada, clique em Não obrigado, vou ficar
com o tema padrão por enquanto, pois podemos
definir o tema pelo painel de controle que será
aberto a seguir.
Pronto! O blog foi criado com sucesso. Você
pode ver a aparência atual acessando seu endereço cadastrado.
A seguir, veremos o painel de administração.
1.3. Personalizar blog
O painel de administração é o local onde o blog é gerenciado e o WordPress oferece diversos
recursos de personalização. Não é preciso ficar perdido com a quantidade de opções, os iniciantes podem começar pelas ferramentas mais básicas e, com o tempo, ir se aprofundando
no assunto.
A seguir, apresentaremos algumas destas configurações básicas.
Saiba mais!
O WordPress possui um blog de informações em português:
http://pt.blog.wordpress.com/
30
Programa de Liderança
Faça você mesmo!
Passo 1
Se não estiver logado, entre com seu nome de usuário e senha cadastrados no link de Login no
próprio blog. Você será direcionado para o painel de administração.
Passo 2
No Menu vá em Configurações. Em Geral, iremos alterar o Título do site e o Slogan.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.3.1.Configurações Gerais
Passo 3
Clique em Salvar alterações.
1.3.2. Aparência
O Tema é a parte visual do blog. Na versão gratuita do WordPress não é possível criar um visual totalmente personalizado. Em compensação, pelo próprio painel é possível escolher temas
prontos para deixar o blog com a aparência que melhor combine com a escola.
Programa de Liderança
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Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Faça você mesmo!
Passo 1
No menu, clique em Aparência e abaixo clique em Temas.
No topo da tela é apresentado o tema atual. Abaixo são exibidos outros temas disponíveis para uso.
Passo 2
Navegue e escolha um tema. Abaixo da imagem do tema escolhido, clique
em Ver ao vivo.
Passo 3
Uma página de demonstração é
aberta. Na lateral esquerda da tela
há um menu onde é possível fazer
uma simulação das alterações
possíveis para o tema.
Os temas possuem diferentes níveis de personalização. Em alguns é possível mudar mais
cores, usar banners no cabeçalho, mudar a quantidade de colunas,etc., já outros são mais
32
Programa de Liderança
Se ficou satisfeito com o tema, clique em Salvar e Ativar, se não, clique em Cancelar e procure
até achar o mais adequado.
Passo 5
Após definido o tema (resolvemos manter o tema padrão do WordPress), ainda é possível fazer
mais algumas alterações.
Acessse o link Cabeçalho
do menu Aparência.
Passo 6
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
restritos. Pesquise cada um para ver se permite fazer as alterações que você quer.
Escolha uma imagem no seu computador clicando no
botão Escolher arquivo.
Atenção para a proporção e altura! Se possível faça um recorte em um editor de imagem (como
o Paint) para que a imagem não ocupe muito espaço na tela.
Clique no botão Enviar e a nova imagem vai aparecer como Imagens Carregadas.
Se preferir o blog sem imagem no topo, clique no botão Remover a imagem de cabeçalho.
Programa de Liderança
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Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Passo 7
Ainda nesta mesma página, vamos
alterar a cor do Texto de Cabeçalho.
Clicando em Escolher uma cor, escolha primeiro clicando no círculo externo, e depois refine o tom clicando
no quadrado.
Passo 8
Clique em Salvar Alterações. Não se esqueça deste passo ou perderá as modificações feitas.
Passo 9
Vamos alterar agora a cor de fundo. No menu Aparência clique em Fundo.
A escolha do fundo é o mesmo processo da escolha do
cabeçalho, é possível escolher uma cor ou imagem.
Clique em Salvar alterações.
Passo 10
Por fim, podemos escolher o modo como o conteúdo ficará distribuído na página. Ainda no Menu
Aparência clique em Opções do tema.
34
Programa de Liderança
Se fizer alguma modificação, não se esqueça de clicar em Salvar alterações.
Dica!
Cuidado com layouts que têm muitas colunas, isso pode confundir o leitor! Como diz o
ditado, “menos é mais”. Então, dê preferência aos layouts com no máximo três colunas.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Em Layout padrão, vemos as opções de layout para este tema. Optamos por manter o atual,
com cabeçalho e duas colunas, que é uma configuração muito usada em blogs.
1.4. Postar em um blog
A parte menos complicada de fazer em um blog é publicar conteúdo. Por padrão o o tema vem
com uma postagem de exemplo que será apagada. Você verá fazendo!
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse Todos os Posts no menu Posts.
Programa de Liderança
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Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Primeiro vamos apagar o
post de exemplo. Cliquem
no Post de título Hello
World! Para abrir a janela
de edição de post.
Passo 2
Na lateral direita da tela
localize a caixa Publicar e
clique em Mover para a lixeira.
Passo 3
Agora é o momento de inserir o seu conteúdo: clique em Adicionar Novo no menu Posts.
Escrevam! O espaço para
fazê-lo é bastante familiar: praticamente uma
versão on-line do Microsoft Word, sem muitos
mistérios.
Passo 4
Antes de publicar, é importante atribuir uma Categoria e Tags ao post.
Localize as duas caixas na lateral direita, abaixo da caixa Publicar.
Você pode tanto criar uma categoria ou atribuir alguma já existente.
Como ainda não existe nenhuma, clique em + Adicionar nova categoria,
digite o nome da categoria e clique no botão Adicionar categoria.
36
Programa de Liderança
Saiba mais!
Marcar cada post em Categorias organiza o blog, além de ajudar os usuários a encontrar
determinados assuntos de seu interesse. Quando não se adiciona nenhuma, o post será
publicado como “sem categoria”. Mas não queremos isso, queremos um blog organizado!
Já as tags são palavras-chave usadas para agrupar os posts que tratem de um mesmo
tema (por exemplo, eventos), e também ajudam na hora de buscar posts antigos.
Passo 5
Na caixa Publicar, no topo à direta da tela, você pode
Visualizar um post antes de publicá-lo, Salvar como
racunho, ou clicar diretamente em Publicar.
Se mesmo depois de publicado for preciso corrigir ou
alterar algo, é só localizar o post pelo Menu Todos os
Posts, clicar no título e editá-lo novamente.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Na caixa de Tags, adicione as palavras-chave associadas ao
conteúdo do post.
1.5. Páginas do blog
A última coisa que faltou na personlização do blog foi a edição da página que veio com o tema
escolhido. Por padrão já existe uma página com o título About.
Programa de Liderança
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Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Saiba mais!
Você sabe a diferença entre página e post?
Os posts são artigos publicados periodicamente e que aparecem em ordem cronológica,
geralmente na página inicial do blog. Com eles o leitor recebe um fluxo de atualizações,
novidades ou assuntos de interesse. Já a página é um conteúdo estático que não precisa de atualização, geralmente contém informações sobre o autor ou o próprio blog.
Exemplos: Sobre, Contatos, Localização, etc.
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique no menu Páginas, e veja
as páginas existentes. A edição
de uma página é similar a de
post. Clique no título da página
existente About para editá-la.
Passo 2
Podemos renomear a página e inserir um texto com o histórico da escola, ou algo parecido.
Passo 3
Clique Atualizar na caixa Publicar.
Se não quiser nenhuma página no blog, clique em Mover para Lixeira e o blog terá apenas a
página inicial (Início) que contém os posts.
38
Programa de Liderança
Ilustrar posts é importante, principalmente na hora de contar aos leitores sobre eventos ou
mesmo para mostrar a estrutura da escola.
Antes de qualquer coisa, no entanto, é essencial obter a autorização por escrito dos pais dos
alunos antes de publicar qualquer imagem deles. Vocês podem pedir para que os pais assinem
uma permissão válida para todas as fotos logo no início do ano. Vejam um exemplo de formulário para autorização do uso de imagem: http://goo.gl/Qp5ho .
Saiba mais!
A autorização dos pais para a publicação de imagens de crianças é obrigatória e está prevista no
Estatuto da Criança e do Adolescente. Não seguir esta regra pode causar problemas legais.
Uma vez que vocês tenham tomado esse cuidado, colocar uma foto que está no computador é
apenas uma questão de técnica – bastante simples, por sinal.
Faça você mesmo!
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.6. Inserir imagem em um post
Passo 1
Edite ou crie um novo post. Clique no
ícone para adicionar mídia ao lado do
texto Inserir/Upload.
Passo 2
Na janela clique na aba Do computador
e depois no botão Selecionar arquivos.
Passo 3
Então, selecione aquele que você deseja usar no post. Atenção aos formatos de arquivo permitidos!
Programa de Liderança
39
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Passo 4
A imagem será carregada abaixo ou pode ser
acessada clicando na aba Galeria.
Em Título, digite um título que descreva a foto.
Este é o único campo obrigatório, mas é interessante atribuir outros dados à sua imagem,
como Texto alternativo ou Legenda.
Dica!
A imagem pode ser visualizada também pela aba Arquivos de mídia, ou depois acessando pelo próprio Menu Mídia no painel de administração.
Passo 5
Ajuste o Alinhamento e o
Tamanho da imagem.
Passo 6
Para finalizar, clique nos botões Salvar todas as mudanças
e Inserir no post .
Se for necessário, vocês também pode usar uma imagem que está em um site. E também aqui
há um ponto bastante importante a ser considerado: direitos autorais.
Você deve sempre checar se a foto ou ilustração que pretende usar está protegida por leis de
direito autoral (geralmente, aparecem as expressões All rights reserved ou Todos os direitos
reservados). Esse tipo de conteúdo não pode ser usado sem expressa autorização do autor.
Existem conteúdos de uso livre, que não precisam de autorização para serem reproduzidos e
40
Programa de Liderança
Dica!
Recomendamos o Flickr (www.flickr.com/
search) para a busca de imagens de uso livre. Basta selecionar a opção “The Commons” na lista abaixo da palavra Search.
Faça você mesmo!
Passo 1
Na página de edição de post, clique no ícone para adicionar mídia ao
lado do texto Upload/Inserir.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
até mesmo alterados. Só deve ser observada a seguinte exigência (que não deixa de ser uma
questão de cortesia): mencionar sempre a fonte e o autor.
Passo 2
Na nova janela, selecione a aba
De um URL. Verifique se a opção
Imagem é a selecionada.
Passo 3
Vá até o site onde está a imagem que quer usar. É só clicar
sobre ela com o botão direito do mouse e escolher a opção
Propriedades. Copie o endereço (URL) que aparece na janela
que se abre.
Programa de Liderança
41
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Passo 4
Cole o endereço (URL) da imagem no campo correspondente.
Passo 5
Clique no botão Inserir no post.
1.7. Inserir vídeo em um post
Se houver registros em vídeo feitos por vocês, ou até pelos alunos, é possível colocá-lo em um
post do blog! Mas não se esqueçam: também é obrigatório ter a autorização dos pais para a divulgação da imagem do aluno. Vocês podem incluir este pedido no mesmo formulário de autorização para uso de imagem feito para as fotos (veja um exemplo: http://goo.gl/Qp5ho).
Diferentemente das imagens, o sistema de inserção de vídeo do WordPress não permite o uso de
arquivos que estão no computador do usuário, a não ser através da compra de uma ferramenta
de Video Upgrade. Mesmo assim, é possível incluir vídeos que estão no Youtube, Vimeo, etc.
Faça você mesmo!
Passo 1
Entre no Youtube www.youtube.com e encontre o
vídeo quer incluir no blog.
42
Programa de Liderança
Copie o endereço da página
que aparece no topo de seu
navegador.
Passo 3
Da mesma forma que você inseriu uma imagem externa, você vai adicionar o vídeo. Volte ao
painel de Administração e crie um novo post para inserir o vídeo.
Passo 4
Cliquem no ícone para adicionar mídia ao lado do texto Upload/Inserir.
Passo 5
Na nova janela, selecione a aba
De um URL.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
Passo 2
Passo 6
Selecione a opção Áudio, Vídeo ou outro arquivo.
Passo 7
Cole o endereço copiado do Youtube no campo URL e clique no botão Inserir no post.
Passo 8
Na caixa de Publicação, Clique em Visualizar alterações e se estiver tudo certo volte e clique em
Publicar.
Programa de Liderança
43
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.8. Gerenciar os comentários
Vocês certamente já ouviram falar em spam, aqueles e-mails indesejados que chegam às
dezenas em nossas caixas postais. Pois eles também aparecem nos comentários de nossos blogs.
Muitas vezes, empresas e pessoas postam spam em nossos posts, fazendo propaganda de
remédios, jogos on-line ou colocando links maliciosos. E embora o WordPress tenha um filtro
anti-spam para os comentários, um ou outro acaba driblando a proteção. Excluir um comentário spam ou comentários ofensivos é muito simples.
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse Comentários no menu.
Ali, vocês poderão ver todos os
comentários já postados no blog.
Passo 2
Os comentários que aguardam aprovação antes de serem publicados aparecem em uma cor
amarelada. Passe o mouse sobre ele para ver todas as opções e clique em Aprovar.
Se for algum comentário ofensivo ou spam, clique na opção adequada. Você também pode responder a este comentário, editar ou verificar seu histórico.
44
Programa de Liderança
a. Comentários são sempre bem-vindos
Às vezes, podemos não ser tão claros quanto gostaríamos (ou imaginamos) ao escrever algo.
Eventualmente, isso acontecerá nos posts da escola, e alguém deixará um comentário dizendo
isso. Ou algum leitor deixará críticas ou elogios ao post e à própria escola.
Seja qual for o caso, é importante lembrar que essas pessoas usaram um pedacinho do tempo
delas para não só ler o que você escreveu, mas também comentar!
Então, mesmo que vocês discordem do que foi dito, procurem não discutir com os leitores. Se
for necessário, esclareçam o que vocês quiseram dizer. Se receberem uma crítica fundamentada, responda-a ou busque solução para o problema apresentado. É importante não deixar o
leitor falando sozinho!
b. Ninguém comenta meus posts. Significa que ninguém está lendo?
Mesmo que vocês não consigam os 100 comentários que estavam esperando, não significa que
as pessoas não gostaram do post ou que elas não se importaram com ele; simplesmente significa que eles não tiveram nada a dizer inicialmente ou não puderam na hora.
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.9. Dicas para gestão do blog
No menu do WordPress, há um link para a seção Estatísticas, onde vocês podem acompanhar o
número de acessos que o blog teve em um certo período de tempo. Veja como:
Faça você mesmo!
No menu, acesse Painel e depois Estatísticas do Site.
No gráfico, você poderá ver o
número de acessos por dia,
por semana ou mês.
No quadros menores, é possível visualizar estatísticas
específicas, posts, comentários, termos de motor de
busca, etc.
Programa de Liderança
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Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
1.10. Alguns exemplos
Em busca de inspiração? Vejam os blogs de algumas escolas do Brasil!
a. Escola Estadual de Educação Profissional Edson Queiroz (Cascavel – CE)
http://eeepedsonqueiroz.blogspot.com/
Pontos interessantes: o layout, apesar de ter uma imagem de fundo, é limpo e organizado. O conteúdo institucional está organizado em abas (“Quem somos”, “Calendário 2011”, etc.), e as postagens são recentes.
Ponto a ser evitado: uso de termos técnicos, ou de conhecimento mais restrito ao
gestor, como “Unidade executora”.
b. Escola Municipal Prefeito Nilson Wilson Bender (Joinville – SC)
http://emnilsonbender.blogspot.com/
Pontos interessantes: a página exibe um perfil da escola detalhando sua localização.
Há uma lista de blogs de outras escolas, e outra com links de sites que a escola
recomenda.
Ponto a ser evitado: o blog não é atualizado desde 2009.
46
Programa de Liderança
http://agostinhomonteiro.blogspot.com/
Pontos interessantes: conteúdo relativamente atualizado. O blog é usado para compartilhar desde avisos a alunos, pais, professores e funcionários até notícias relacionadas à área da educação e dicas.
Ponto a ser evitado: a imagem animada no lado esquerdo da página pode desviar a
atenção do conteúdo.
d. Escola Municipal Laís Netto dos Reis (Rio de Janeiro – RJ)
http://escola-lais-netto-dos-reis.blogspot.com/
Pontos interessantes: o conteúdo está bastante atualizado e conta com bastante
conteúdo institucional (desde a localização da escola até a metodologia adotada).
Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
c. Escola Dr. Agostinho Monteiro (Belém – PA)
Pontos a serem evitados: há excesso de imagens animadas e decorativas, que podem prejudicar a atenção ao conteúdo postado.
e. Escola Municipal de Ensino Fundamental Borges de Medeiros (Campo Bom – RS)
http://borgesmedeiros.blogspot.com/
Pontos interessantes: a aparência do blog é limpa e organizada, além de incluir o logotipo da escola. O conteúdo é atualizado com frequência.
Ponto a ser evitado: há excesso de variação de cores no texto, o que prejudica a
leitura.
Programa de Liderança
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Módulo 1: como administrar melhor o tempo da equipe de gestão escolar
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Conclusão
Estamos vivendo na Sociedade do Conhecimento, da Informação e as exigências em relação ao
nosso desempenho profissional aumentaram fazendo-se necessário repensarmos nossas
ações, adequando-as, da melhor maneira possível. Uma boa gestão do tempo colabora para
atendermos à essas novas exigências.
Neste texto propusemos um trajeto para repensarmos nossa prática, partindo da autorreflexão sobre nossas ações, da compreensão das dimensões que envolvem nosso trabalho, do
planejamento das nossas ações e, por fim, de como registramos e socializamos as demandas
e informações da escola. Tudo isso para colaborar com o gestor escolar na sua organização
pessoal e profissional.
Por acreditar na importância da função do gestor para viabilizar uma escola de qualidade é
que se faz necessário um cuidadoso estudo sobre esse importante profissional colaborando
para sua qualificação.
Programa de Liderança
SUA SALA
Sim
Às vezes
Não
Sim
Às vezes
Não
Sim
Às vezes
Não
Sim
Às vezes
Não
ANEXO 01
Como anda a sua organização?
Você organiza sua mesa diariamente?
As demandas com e-mails, ofícios, relatórios e outras possíveis tarefas que chegam a
você se encontram em lugar adequado, de fácil visualização e operacionalidade?
Você utiliza procedimentos de entrada e saída de documentação de sua responsabilidade?
Você organiza suas gavetas semanalmente?
Os materiais que estão nas gavetas são necessários e suficientes para o trabalho,
sem excessos?
Você organiza seus armários quinzenalmente?
Toda documentação existente nos seus armários está catalogada e devidamente etiquetada?
SEUS REGISTROS
Você possui o hábito de registrar suas ações?
Você organiza sua agenda e a consulta diariamente?
Você conseguiria produzir um relatório com os acontecimentos mais importantes das
suas ações acontecidos há um mês?
Seus contatos estão organizados e são de fácil acessibilidade?
SEU ESPAÇO DE FORMAÇÃO
Você possui bibliografia para colaborar nos procedimentos da sua rotina como leis,
estatutos, livros com embasamentos conceituais sobre educação, entre outros, para
facilitar a produção de um texto informativo, formativo, resoluções etc.?
Esta bibliografia é de fácil acesso?
SUA INTERAÇÃO COM AS NOVAS TECNOLOGIAS
Você utiliza e-mail ou redes sociais para se comunicar com seus pares?
Você lê seus e-mails diariamente?
Você tem familiaridade com as novas tecnologias educacionais que podem colaborar
no fortalecimento da qualidade educacional oferecida em sua escola?
Você conseguiria elencar pelo menos cinco delas e explicar como é sua utilização?
Programa de Liderança
49
50
Programa de Liderança
Gestão
pedagógica
Gestão
administrativa
Gestão financeira
Gestão da
infraestrutura
Gestão da
comunidade
Gestão de
relações pessoais
Gestão dos
resultados
Gestão do
relacionamento
com a rede
ANEXO 02
Módulo 2:
Como fazer e colocar em prática
um planejamento estratégico
Programa de Liderança
51
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
“
A verdadeira essência do líder atual encontra-se em algumas dimensões que vão além do cargo e responsabilidades que
exercem, como por exemplo, comandar as pessoas como um maestro comanda uma orquestra, porém, comandar na direção certa. Deve possuir características de um líder empreendedor, um
líder executivo, com condições para liderar, além de ser um líder
cidadão, sempre voltando suas ações para o bem de todos – organização e comunidade. Enxerga, portanto, a liderança como
uma grande causa, com um sentido de missão, pois não cumpre
simplesmente tarefas. Muito acima disso, sente uma total responsabilidade por sua missão e para isso envolve as pessoas. É
aí que entra a característica de um líder maestro. Nunca é um
líder sozinho, pois compartilha tudo com as pessoas, dominando
a estrutura de poder, chamando para si a responsabilidade pelo
alcance dos resultados, e compartilhando perdas e ganhos.
Liderar no século XXI passa por saber a importância do amor, não
como um mero sentimento, mas a verdade que se encontra no
coração das pessoas, pois a partir daí surgem aspectos como
transparência, ética e o respeito, bases para o sucesso de lideranças nas organizações bem sucedidas.
“
Maria do Rosário Martins Silva
52
Programa de Liderança
Muitas são as ações dentro de um espaço escolar, um local destinado à aprendizagem, o
qual envolve vários atores: alunos, pais, professores e funcionários, cada um desses com
um papel e uma responsabilidade, mas todos com o mesmo foco: a formação e o desenvolvimento do aluno.
O gestor escolar é responsável por orquestrar o planejamento e a organização das ações que ocorrem
dentro da escola. Independente da forma como faz a
gestão, seu foco será sempre a busca pela qualidade da educação.
A escola pública no Brasil não vem demonstrando bons resultados, conforme podemos observar pelos mecanismos de avaliação (nacionais e internacionais) como o ENEM1 , o IDEB2 , o PISA3 , o IDESP4 e afins, que têm evidenciado as dificuldades e problemas da educação no país.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
1. O papel do gestor escolar na contemporaneidade
A Revista Nova Escola, da Editora Abril, na sua edição nº 20, de
09/2008, aborda este assunto trazendo o resultado do PISA e fazendo o comparativo entre todos os países que participam desta avaliação. Pela pesquisa, podemos observar que a situação do Brasil é insatisfatória para um país que almeja ter cada vez mais oportunidades
no mercado mundial. Precisamos de cidadãos mais bem preparados e
produtivos, pois a riqueza de uma nação está ligada ao conhecimento
da sua população.
1 Exame Nacional do Ensino Médio
2 Instituto de Desenvolvimento da Educação Básica
3 Programa Internacional de Avaliação
4 Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo
Programa de Liderança
53
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Desempenho no PISA* (nota máxima 1000 pontos)
* PISA: Programa Internacional de Avaliação Comparada.
** OCDE: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Fonte: Education at a Glance 2007. Dados de 2006.
Portanto, é necessário analisarmos a partir do ponto de vista da gestão do espaço escolar
quais são as melhores estratégias para atingir a melhoria na qualidade da educação. Sabemos que, de uma forma geral, há um esforço por parte dos governantes para que seus sistemas de ensino tenham uma boa qualidade a fim de promoverem bons resultados, isto é, para
que ao final de sua vida escolar os alunos estejam preparados para dar continuidade aos seus
estudos e/ou ingressar no mercado de trabalho.
Uma das formas de conseguir melhorias educacionais é buscar aprimorar a gestão escolar. As
atividades são de grande complexidade e o gestor deve se preocupar, em linhas gerais, com:
a formação dos alunos,
com a participação da comunidade,
com a melhoria dos processos administrativos e pedagógicos,
com a gestão dos recursos e
com a formação de professores e funcionários.
54
Programa de Liderança
Viabilizar tudo isso é um grande desafio, pois as escolas e suas equipes estão
sobrecarregadas de atividades. No entanto, como nos diz Mário Persona (2009)
sobre liderança eficaz, O desafio de um líder está sempre em: desafiar. Ele deve
estar sempre colocando em questão os processos para fazer com que cada um dê o
máximo de si.
Rubem Alves (2009) também nos lembra que o caminho das dúvidas e das in-
certezas é o caminho das viagens por cenários desconhecidos. O caminho das
certezas é o caminho das repetições. Por isso, entendemos que o gestor líder
deve ter um espírito pioneiro que o leve a experimentar novos caminhos, encorajar a inovação e apoiar pessoas que lhes tragam boas ideias.
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Assim, uma das alternativas para viabilizar melhores práticas é a implementação de projetos
específicos e bem definidos, que visem melhorar os processos internos críticos para a obtenção de uma educação de qualidade.
55
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
2. Liderança em uma perspectiva de gestão educacional
“
O líder tem um papel fundamental na organização como tomador de decisões além de uma responsabilidade muito grande no processo de desenvolvimento da equipe. Liderar significa, muito mais do que atributos profissionais, possuir algumas características humanas, devendo fazer parte da vida
dos liderados de uma forma diferente do que os chamados “chefes” exerceram durante muitos anos. Fazer parte da vida das pessoas para sempre,
sendo lembrado como exemplo, modelo e, acima de tudo, estimular o crescimento das pessoas é a verdadeira essência da liderança atual.
“
Maria do Rosário Martins da Silva
Na equipe gestora de uma instituição escolar, o diretor exerce um papel fundamental – é a
expressão viva do projeto assumido coletivamente (VASCONCELOS, 2004). Cabe a ele buscar
fundamentação teórica para se capacitar e o conhecimento para resolver os conflitos e desafios do cotidiano de maneira mais qualificada e produtiva.
Assim, de acordo com Severino (1992), o papel do diretor não se limita a um papel puramente burocrático-administrativo, mas de uma tarefa de articulação, de coordenação, de intencionalização, que, embora suponha o administrativo, o vincula radicalmente ao pedagógico.
Portanto, o grande desafio do gestor escolar é fazer funcionar a escola pautada em um
projeto coletivo com foco na qualidade da educação.
Transformando sua prática com uma concepção participativa, o gestor verá que ao dividir
funções e responsabilidades, isto é, que ao descentralizar as ações, compartilha as responsabilidades da rotina tornando o trabalho mais produtivo. Para isso, esse profissional deve
quebrar o paradigma da “perda de poder” para ingressar no conceito de “gestão participativa”;
56
Programa de Liderança
Por vezes os funcionários e os professores podem achar que a presença da comunidade na
escola e da participação mais efetiva do gestor no acompanhamento da aprendizagem dos
alunos possa trazer embaraços para suas práticas. Não conseguem ver o valor agregado que
estratégias como estas podem trazer para que os objetivos educacionais sejam alcançados.
O papel do diretor é sensibilizar a comunidade escolar para essa mudança de paradigma que
historicamente traçou um perfil autoritário e centralizador nos processos de decisões no interior da escola.
A gestão participativa não significa que todos farão tudo. Cada um continua tendo seu papel
e responsabilidades, sendo ainda o diretor o responsável pela gestão, pela coordenação geral,
pelo acompanhamento das operacionalizações das ações da escola. Silva (2007) aponta bem
qual o papel de um líder, no nosso caso, o gestor,
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
e isso vale não apenas para o gestor, mas para todos os profissionais da escola, que não devem se sentir invadidos no seu ato profissional. Nas palavras de Silva (2007), a liderança
deixou de ser apenas o comando através do organograma, para uma relação de educação,
orientação e compromisso com o desenvolvimento das pessoas. Com isso, entendemos que
passamos do conceito de liderança conservadora, alicerçada numa relação de poder em que a
hierarquia se sobrepõe ao relacionamento para uma liderança contemporânea, onde os líderes se apoiam no respeito profissional, no reconhecimento de suas competências e na delegação de atividades para alcançar o sucesso.
O trabalho está muito presente na vida de todos para que não se reconheçam os momentos de realização. Um líder deve explorá-los tanto quanto
possível, transformando-os em grandes feitos. Deve ser um especialista
em construir a autoconfiança da equipe, por meio da promoção da motivação, encorajamento, cuidados e reconhecimento. A autoconfiança energiza,
dando ao pessoal a coragem para ousar, para assumir riscos e para superar
os próprios sonhos. É o combustível das equipes vencedoras.
Programa de Liderança
57
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Sendo assim, ao planejar ações de intervenção no ambiente escolar de maneira participativa,
a escola ganha em aspectos psicológicos, epistemológicos, políticos e pedagógicos, como
Vasconcelos (2004) elenca:
Psicológico
envolvimento das pessoas no projeto, se reconhecendo como parte de um
processo coletivo;
Epistemológico
o sujeito se vê na condição de produtor de conhecimento e não apenas como
reprodutor;
Político
valoriza-se a cidadania no exercício da decisão coletiva;
Pedagógico
criam-se oportunidades de aprendizagem por meio da participação coletiva.
58
Programa de Liderança
“
Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo, lutará cem batalhas sem
perigo de derrota; para aquele que não conhece a si mesmo, mas conhece
o inimigo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais; aquele
que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas.
(Sun Tzu)
“
As palavras acima são de Sun Tzu, um general chinês que viveu no século IV a.C e acumulou
inúmeras vitórias à frente do exercito real da Dinastia Wu. Tendo profundo conhecimento de
manobras militares, este estrategista escreveu um tratado de treze capítulos, em que aborda um aspecto de estratégia de guerra em cada um deles, compondo um panorama dos eventos e das estratégias que devem ser observados em um combate racional. Hoje, sabemos que
seus princípios podem ser aplicados a praticamente todos os campos da atividade humana.
Especialmente na área de administração de empresas, os princípios de Sun Tzu têm sido explorados de maneira vasta e profunda.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
3. O Planejamento Estratégico
Importa destacarmos que o vocábulo estratégia se origina do termo strategos (grego), que
combina stratos (exército) e ag (liderar). Ou seja, strategos significa literalmente liderar o
exército.
Como se aplica, então, este conceito à nossa realidade de liderança em gestão escolar? Que
relação se pode estabelecer entre o principio de Sun Tzu e a gestão eficaz, efetiva e eficiente
de uma escola? A rotina escolar é complexa e envolve várias ações e atores. Assim, é possível
estabelecer uma analogia entre o general que conhece o inimigo e a si mesmo com o gestor
que conhece seu ambiente escolar, interno e externo e seus recursos humanos, físicos e financeiros. O inimigo se apresenta como problemas, desafios, conflitos e demandas encontradas no dia a dia. Se o gestor conhece estes e a si próprio, as chances de sucesso serão reais.
No entanto, quando o gestor não conhece nem um nem outro, as derrotas são certas.
Programa de Liderança
59
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Como é possível perceber, as variáveis são muitas e a essência do trabalho dentro de uma
instituição escolar é o ser humano.
Para viabilizar uma gestão mais atenta a essas variáveis é essencial que procedimentos democráticos sejam instituídos. A formação de um conselho escolar participativo é importante
para que todos que fazem parte desta comunidade possam se sentir responsáveis pelas
ações desenvolvidas.
Como nos ensina, ainda, Sun Tzu, o princípio de guerra da simplicidade é a pre-
paração das ordens e planos. O melhor plano é aquele que, em todos os níveis
de decisão, quer do planejamento quer da execução, evidencia concepções claras e facilmente entendidas. E quando as pessoas se veem como parte de um
“exército”, lutando pela mesma causa ou missão, é que essas concepções se tornam claras e simples.
Do conselho escolar fazem parte professores, alunos, funcionários, pais e a comunidade. Portanto, este grupo de pessoas, representando seus respectivos segmentos, deve estar atento
e sentir-se ator e responsável pelas decisões tomadas e encaminhadas, tendo o gestor escolar função especial neste grupo. É ele quem tem uma visão geral de todos os processos e recursos da escola e das demandas provenientes da Secretaria de Educação, devendo direcionar
as questões e avaliar as possibilidades de encaminhamentos.
Como exemplo, temos que os recursos de uma escola pública são providos pelo poder público,
o qual acompanha e fiscaliza a aplicação dos recursos e resultados de aprendizagem assim
como estabelece a participação da sociedade na gestão e fiscalização das escolas.
Com isso, a gestão se torna complexa para atender a tantas prioridades. Para ter sucesso no
alcance de suas metas, é sugerido neste manual que o gestor tenha uma visão ampla da rotina escolar e consiga traçar ações estratégicas para atingi-las.
Propor a formação do conselho para a gestão participativa também se faz necessário e é uma
estratégia eficaz. Apesar de ser proposta em toda a legislação educacional, tem-se muito a percorrer para que a gestão participativa seja eficiente e uma prática comum em todas as escolas.
Como recurso, o planejamento estratégico pode ser um forte aliado nesta missão, tanto para
administrar questões rotineiras da escola como para direcionar projetos visando a melhorias
específicas de médio e longo prazo.
60
Programa de Liderança
tégico é um processo contínuo de, sistematicamente e com o maior conhecimento possível do
futuro contido, tomar decisões atuais que envolvam riscos; organizar sistematicamente as atividades necessárias à execução destas decisões e, através de uma retroalimentação organizada e
sistemática, medir o resultado dessas decisões em confronto com as expectativas alimentadas.
3.1. Diretrizes para elaborar um bom planejamento estratégico
O planejamento estratégico não pode gerar um documento apenas formal para cumprir uma
obrigatoriedade administrativa. Ele deve ser um instrumento vivo na rotina escolar. Deve servir de orientador para o trabalho do gestor e da sua comunidade. Nele devem estar contido as
necessidades reais de quem ele representa.
Assim, para traçar um bom planejamento estratégico, com ações que realmente representem
os desafios e a busca por soluções de curto, médio e longo prazo é necessário organizar e
implementar algumas tarefas: analisar o perfil da realidade escolar em todos os seus aspectos: sociais, culturais, educacionais, estruturais, isto é fazer um levantamento de dados e
informações sobre a escola e seu desempenho e adicionar a esta análise a avaliação dos critérios de eficácia escolar. Assim, será possível obter um panorama geral da realidade em que
se deseja atuar.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Para Peter Drucker (1984), considerado o pai da administração moderna, Planejamento estra-
É importante buscar um consenso entre os participantes sobre quais são os desafios e as ações
necessárias para superá-los, sempre dando oportunidade para ideias novas e a participação
de todos independente de seu nível de escolaridade e função, pois todos que estão presentes
possuem um interesse em comum: a melhoria da qualidade da educação.
Também é de grande importância a divulgação do planejamento estratégico para toda a comunidade escolar, a fim de que todos identifiquem quais são as tarefas enunciadas e possam colaborar dentro de suas possibilidades, criando um clima de participação e desejo de sucesso.
A avaliação deve ser periódica e coletiva, feita com a intenção de corrigir percursos ou manter
as propostas. É de grande importância para a reflexão do grupo envolvido na operacionalização das ações traçadas.
Programa de Liderança
61
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
A organização do tempo é primordial para a elaboração e desenvolvimento das ações de acordo com os prazos estabelecidos.
3.2. Etapas para elaborar o planejamento estratégico
O planejamento estratégico pode conter aspectos já trabalhados no Projeto Político Pedagógico (PPP) da unidade escolar, uma vez que ele é um plano global da instituição, como explica
Vasconcelos (2004), o PPP pode ser entendido como a sistematização, nunca definitiva, de
um processo de planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se objetiva na caminhada,
que define claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar, a partir de um posicionamento quanto á sua intencionalidade e de uma leitura da realidade. É um instrumento teórico-metodológico para transformar a realidade.
Sendo um instrumento de transformação da realidade, isto é, um plano para atingirmos nossos objetivos, de forma clara e precisa, deve ser concretizado em ações, pois sem ações não
mudamos a realidade. A elaboração de um planejamento estratégico colabora muito para a
concretização desses objetivos.
A fim de começar a elaboração do planejamento estratégico, a equipe gestora deve, primeiramente, ter uma visão mais aprofundada da sua comunidade escolar para, apenas depois,
transpor esses conhecimentos para ações efetivas, como na sequência demonstrada na figura abaixo:
3.2.1
Identificar o
perfil da
realidade escolar
62
Programa de Liderança
3.2.2
Avaliar os
critérios da
eficácia escolar
3.2.3
Fazer a
avaliação
estratégica
3.2.4
Elaborar o
plano de ação
3.2.2
Identificar o
perfil da
realidade escolar
3.2.3
Avaliar os
critérios da
eficácia escolar
Fazer a
avaliação
estratégica
3.2.4
Elaborar o
plano de ação
Existem várias maneiras de traçar o perfil da comunidade escolar como: por meio de entrevistas, questionários no momento do preenchimento da matrícula; em reuniões específicas para
tal fim ou mesmo na reunião com os pais.
Todas estas estratégias geram dados que servirão para uma análise sobre o perfil social,
cultural, físico e econômico da comunidade interna e externa à escola.
Vejamos um exemplo de um gráfico que mostra a porcentagem de alunos de uma escola por
cor/raça, levantada através de autodeclaração feita no momento da matrícula:
COR / RAÇA 2008
5%
Não
declarada
0%
1%
Indígena
Amarela
45%
44%
Parda
Branca
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
3.2.1
5%
Negra
Comparando este gráfico da escola com o gráfico a seguir, que representa a realidade cor/raça
do Estado de São Paulo, levantada pelo IBGE 2003, é possível perceber que, no gráfico da es-
Programa de Liderança
63
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
cola, o número de alunos que se autodeclararam pardos e negros é maior que o número dos
alunos que se autodeclararam brancos. Com isso, podemos concluir que a escola está localizada em uma região em que o número de pessoas afrodescendentes ainda é superior que na
média estadual.
COMPARATIVO
Estado
63%
Escola
45%
44%
27%
3%
1%
Indígena/Amarela
7%
5%
Negra
Parda
Branca
Feita esta análise, junto com o conselho escolar, o próximo passo é identificar os desafios
encontrados neste levantamento. Ainda olhando para o nosso exemplo, veremos que ter vários alunos afrodescendentes na comunidade não deve ser considerado um problema. O problema, se houver, poderá se constituir na falta de projetos pedagógicos que tratem da cultura e da história desse povo. Além de ser uma obrigatoriedade legal, na Lei 10.639/03, de 09
de janeiro de 2003, a qual estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afrobrasileira e africana na Educação do Ensino Fundamental e Médio, incorporar projetos desta
natureza ao currículo escolar, valoriza as diferentes culturas que originam o povo brasileiro.
A apresentação deste exemplo reforça a importância de sempre levantarmos o perfil socioeconômico da comunidade escolar, contribuindo para que sejam proporcionadas as melhores
estratégias de aprendizagem, sempre acreditando que todos são capazes de aprender, principalmente quando se tem um olhar especial para seu contexto.
Como nos aponta Weisz (2002), o fato de acreditar que os alunos pensam que são capazes,
é fundamental para que eles progridam, pois nos leva à respeitá-los e à apoiá-los.
64
Programa de Liderança
Questionários: questões impressas para que os familiares preencham dados que
a escola considere relevante para a compreensão do seu contexto escolar. Podem ser
dados cadastrais, como também relacionados à saúde, situação socioeconômica,
preferências e desagrados do discente, expectativas dos pais quanto à escola etc.
Alguns exemplos de questionários e planilha para sistematização encontram-se nos
ANEXOS 1, 2 e 3.
Entrevistas: as entrevistas proporcionam um contato mais próximo e informal entre a equipe escolar, o educando e seus familiares permitindo que aquela conheça
mais de perto a realidade do aluno e o seu contexto familiar. Talvez, esta seja a estratégia mais difícil de traçar um diagnóstico da comunidade, quando a escola é muito numerosa. Uma possibilidade é o próprio professor da turma fazer as entrevistas.
Assim como no questionário, as questões devem privilegiar o que a escola necessita
para traçar o perfil da sua comunidade.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Para traçar o perfil da comunidade escolar, é possível utilizar várias estratégias. A escolha de alguma(s) dela(s) dependerá das condições de cada unidade escolar. Apresentamos como sugestão:
Painéis de opinião: esta estratégia é interessante para que o gestor tenha respostas acerca de questões mais abrangentes da comunidade, como por exemplo:
expectativas em relação à escola, sugestões de melhorias diversas, identificação de
problemas, entre outras. Estes painéis devem ser grandes e colocados em pontos de
circulação dos pais para que estes possam escrever. Devem, ainda, ter uma caneta
acoplada a eles. Neste procedimento, a opinião de quem escreve é anônima. Isto pode
trazer alguns aspectos negativos, a se considerar, como a utilização de uma linguagem inadequada e a não totalidade de participação da comunidade em se manifestar
sobre uma questão que requer um grupo significativo.
Meios virtuais: os recursos tecnológicos modernos são um grande aliado para a
gestão participativa. A escola pode utilizar blogs, sites e redes sociais como o Orkut,
Myspace, Twitter, Facebook, para se comunicar com seu público e opinar sobre questões de interesse geral, quando solicitado.
Programa de Liderança
65
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
3.2.1
Identificar o
perfil da
realidade escolar
3.2.2
Avaliar os
critérios da
eficácia escolar
3.2.3
3.2.4
Fazer a
avaliação
estratégica
Elaborar o
plano de ação
A análise da caracterização da comunidade deve vir acompanhada da análise dos critérios de
eficácia escolar, como atividades preliminares para desenhar um bom planejamento estratégico.
Para fazer uma análise da eficácia escolar, nos basearemos nos critérios de qualidade que o
Ministério da Educação se pautou para desenvolver suas orientações para a execução do Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE). São eles:
1 Ensino e aprendizagem: diz respeito à aquisição de conhecimentos e habilidades por parte dos alunos, proposta pedagógica, planejamento pedagógico, método pedagógico, estratégias de ensino, práticas educacionais, avaliação da aprendizagem e do material didático.
2 Clima escolar: está relacionado com as condições observáveis de liderança, compromisso,
motivação, disciplina, segurança da comunidade escolar, isto é, a atmosfera geral da escola.
3 Pais e comunidade: envolve a participação dos pais e da comunidade em geral no desempenho da escola.
4 Gestão de pessoas: diz respeito à coordenação da equipe para que todos tenham um bom
desempenho profissional.
5 Gestão de processos: está relacionada ao planejamento das ações da escola bem como ao
gerenciamento delas.
6 Infraestrutura: são as condições materiais de funcionamento (instalações e equipamentos) para que o ensino-aprendizagem ocorra de maneira adequada.
7 Resultado: está relacionado com tudo que indica o desempenho geral da escola, como:
taxa de aprovação, reprovação, abandono e distorção idade-série; satisfação dos alunos,
pais, colaboradores e da sociedade; indicadores de melhoria das práticas de gestão e cumprimento das metas estabelecidas.
66
Programa de Liderança
Como estratégia para avaliação da eficácia escolar sugerimos a organização de grupos de
trabalho com representantes de todos os seguimentos da comunidade escolar, tendo sempre
um líder para moderar a reflexão. É importante destacar a atenção que este líder deve ter
para os prováveis conflitos que poderão ocorrer no decorrer do processo.
Deve-se evitar que alguém ou um grupo imponha sua visão sobre o outro. A avaliação de uma
característica deve ser negociada previamente, até haver consenso para depois ser levada a
plenária final para construção de um consenso que terá como resultado o documento com
uma avaliação da eficácia escolar.
Consideramos este momento como um excelente exercício de cidadania e democracia.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Ainda de acordo com o referencial do MEC, para cada critério de qualidade há requisitos que
devem servir de apoio para a avaliação da eficácia escolar. Para cada requisito, por sua vez, há
um conjunto de características que nortearão a análise e para cada característica, deve-se
ter evidências que sustentem sua validade. Um documento com o quadro completo, contemplando todos os aspectos para avaliação da eficácia escolar proposta pelo MEC está disponível
no ANEXO 3.
Para avaliar a eficácia escolar, neste documento, sugerimos o uso das cores verde, amarelo e vermelho, tendo como significado:
Verde- para representar objetivo atingido, ou seja, a escola tem determinada característica para atender a um requisito de qualidade;
Amarelo- para representar objetivo parcialmente atingido, ou seja, quando a escola
tem alguns indícios que representam uma característica;
Vermelho- para objetivo não atingido, ou seja, não há indícios que representam uma
determinada característica para atender a um requisito de qualidade.
Ao final, é possível observar, pela predominância das cores, o quanto a escola alcançou ou não
seus objetivos em busca da qualidade da educação.
Programa de Liderança
67
1. Ensino e aprendizagem (critério):
Requisitos
1.1. Currículo organizado e articulado
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Como exemplo de aplicação, elegemos o CRITÉRIO Ensino e Aprendizagem, observando o REQUISITO Currículo Organizado e Articulado:
Atingida
Características
Parcialmente
Atingida
Avaliação
Não Atingida
Evidências
A escola possui e utiliza parâmetros curriculares.
Possui parâmetros, porém
nem todos possuem conhecimento do mesmo.
A escola tem uma Proposta
Pedagógica que orienta o
processo de ensino e aprendizagem.
A proposta pedagógica se
encontra no PPP.
A escola tem objetivos e metas definidos na Proposta
Pedagógica, para cada série
ou ciclo e disciplina, de acordo com os parâmetros curriculares adotados.
Possui objetivos e metas,
mas precisa afinar mais
com os parâmetro curriculares.
Os professores definem com
o diretor e supervisor/orientador pedagógico a metodologia de ensino a ser seguida
na escola.
Os professores decidem
pela sua metodologia.
Um modelo de planilha para avaliação da eficácia escolar está disponível no Anexo 4. O documento descreve todos os critérios, requisitos e características. No entanto, as evidências
devem ser preenchidas pelos grupos de trabalho, a partir da análise da cada realidade escolar.
Outras características, identificadas como relevantes pelo grupo, também podem ser incorporadas ao documento.
68
Programa de Liderança
3.2.2
Identificar o
perfil da
realidade escolar
Avaliar os
critérios da
eficácia escolar
3.2.3
Fazer a
avaliação
estratégica
3.2.4
Elaborar o
plano de ação
A avaliação estratégica é uma ferramenta de gestão – seja de pessoas, processos, produtos
e/ou atividades – que propicia a reflexão com o intuito de melhorar as ações empreendidas.
Sua eficácia está diretamente relacionada ao nível de comprometimento de todos os atores
envolvidos, ou seja, é necessário que todos confiem no processo fazendo uma análise criteriosa e honesta dos resultados. Agindo desta forma, a avaliação estratégica leva à tomada de
decisões e ao comprometimento com as mudanças e/ou melhorias. Para ser eficaz, demanda
conhecimento do processo e de suas implicações, bem como o uso de estratégias adequadas
para lidar com cada situação.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
3.2.1
Portanto, é preciso que a avaliação estratégica esteja amparada em pressupostos claros.
Deve ser:
abrangente, ou seja, deve permear toda a instituição (os processos in-
ternos e ter um olhar para o ambiente externo);
construtiva, isto é, visando identificar as potencialidades e deficiências;
renovadora, com foco na busca de melhorias;
e legítima, sendo compartilhada e aceita por todos os interessados nos
resultados.
AVALIAÇÃO
ESTRATÉGICA
Abrangente
Construtiva
Renovadora
Legítima
Programa de Liderança
69
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Nas instituições educacionais, permanece o desafio de se vincular o planejamento à avaliação,
o que leva à definição dos objetivos, metas a serem atingidas a curto, médio e longo prazo e
por quem serão gerenciadas. O resultado gera um novo olhar para o planejamento estratégico, que é reestruturado para atender a uma nova realidade, mapeada a partir dessa prática.
Este processo torna-se um ciclo permanente de avaliar, planejar e implementar, o qual contribuiu para a oferta de uma educação de qualidade.
PLANEJAR
AVALIAR
IMPLEMENTAR
3.2.3.1 – Fazer Análise FOFA
Existem diferentes formas de se organizar um processo para promover a avaliação estratégica. Uma delas, amplamente utilizada no ambiente corporativo, é a Análise FOFA ou Análise
SWOT (em inglês) – uma ferramenta estrutural utilizada para a avaliação com o intuito de se
formular estratégias. Atualmente é muito utilizada para fazer análise de um cenário ou ambiente como base para gestão e planejamento estratégico de uma organização ou, devido a
sua simplicidade e manuseio, para qualquer tipo de análise.
Daqui para frente usaremos somente o termo Análise FOFA.
Nas palavras de Júlio Cezar Iacia (2009), “a Análise FOFA é um sistema simples para analisar o
posicionamento ou verificar a posição estratégica da empresa no ambiente em que ela estiver
inserida”. A técnica é creditada ao professor Albert Humphrey, da Universidade de Stanford,
que liderou o projeto de pesquisa nas décadas de 1960 e 1970, usando dados da revista
Fortune das 500 maiores empresas do mundo.
70
Programa de Liderança
“Concentre-se nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e protejase contra as ameaças” (SUN TZU, 500 a.C.). No entanto, apesar de ser bastante conhecida,
citada por diversos autores e utilizada amplamente no ambiente corporativo por organizações de várias naturezas, é difícil encontrar literatura que explicite com precisão a origem
desta ferramenta.
A realização deste tipo de análise, na gestão escolar, contribui para que gestores visualizem
um panorama geral da escola, buscando identificar o que ela tem de bom para alavancá-la
rumo à uma educação de qualidade e atribuir novas perspectivas à comunidade, bem como os
pontos que devem ser observados com cuidado para não levá-la ao fracasso.
O modelo da Análise FOFA constitui-se de um diagrama que facilita uma visão sistêmica: a
visão do todo, a interação entre as partes e a relação entre cada um dos fatores.
Esta ferramenta divide o foco da avaliação em:
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Muitos defendem que a Análise FOFA foi desenvolvida por dois professores da Harvard Business School (Kenneth Andrews e Roland Christensen), mas para a pesquisadora Kira Tarapanoff a ideia já era utilizada há mais de três mil anos, considerando um conselho de Sun Tzu:
análise do ambiente interno,
que permite a identificação das Forças e Fraquezas da instituição,
e,
análise do ambiente externo,
ou seja, análise das Oportunidades e Ameaças para esta mesma instituição.
Forças e Fraquezas são fatores internos de criação (ou destruição) de valor, como: competências ou recursos que uma organização tem à sua disposição para atingir seus objetivos existenciais.
Oportunidades e Ameaças, por outro lado, são fatores externos de criação (ou destruição) de
valor, os quais não são controlados pela organização, mas têm forte influência sobre esta.
Emergem de fatores demográficos, econômicos, políticos, tecnológicos, sociais ou legais.
Programa de Liderança
71
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
AJUDA
ATRAPALHA
INTERNA
(organização)
EXTERNA
(ambiente)
F
O
forças
oportunidades
F
A
fraquezas
ameaças
3.2.3.2 – Avaliação estratégica da escola – Análise FOFA
Como comentado anteriormente, a análise FOFA é amplamente utilizada no ambiente corporativo. No ambiente educacional, pode-se usar como suporte algumas questões, como as apresentadas abaixo.
Independente de quais sejam estas questões, é importante que todos os atores sejam envolvidos e ouvidos neste processo. Considere a sua própria opinião bem como a dos membros
que constituem o conselho escolar, de forma participativa e compartilhada. É importante que
todos sejam honestos e realistas, pois as respostas a estas perguntas irão compor o discernimento da equipe quanto às ações definidas no planejamento estratégico. É importante,
também, que todos se sintam confortáveis com relação a este levantamento e que entendam
claramente o seu papel participativo.
O uso dos resultados da identificação do perfil da comunidade e eficácia escolar é fundamental para promover uma análise adequada com suporte da ferramenta FOFA.
72
Programa de Liderança
F{
Quais as maiores forças da escola em seu ambiente interno?
Quais são seus maiores bens?
Quais são suas mais expressivas competências?
Em que áreas a escola é bem sucedida e se destaca?
Questões relacionadas às OPORTUNIDADES:
O{
Quais as maiores oportunidades que se apresentam para a escola em seu ambiente externo?
Quais são os parceiros, os produtos, as tecnologias que podem beneficiar a escola?
Quais são as novas leis e diretrizes que podem beneficiar a escola?
Em que áreas estão as chances mais significativas de melhoria?
A identificação das oportunidades gera motivação para promover mudanças e construir um novo cenário. É, portanto, um
momento de esperança quanto aos resultados que devem advir do planejamento estratégico. É, da mesma forma, uma
etapa em que a participação de todos os atores pode se mostrar especialmente valiosa, uma vez que abre espaço para
que todos tragam seus conhecimentos e apresentem suas ideias. Esta etapa promove a criatividade, a inovação e acolhe
a contribuição dos membros da comunidade, os quais podem vislumbrar oportunidades relativas às instâncias locais –
ou seja, quanto mais ampla for a discussão, mais possibilidades de melhorias serão identificadas.
Questões relacionadas às FRAQUEZAS:
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Questões relacionadas às FORÇAS:
Quais as principais fraquezas da escola em seu ambiente interno?
F{
Quais são suas maiores falhas?
Que recursos faltam para que a escola seja bem sucedida?
Em que áreas estão as falhas mais significativas?
Que conflitos internos põem o bom desempenho da escola em risco?
Quais seus pontos mais vulneráveis?
Novamente, é fundamental que a equipe seja realista neste momento e que se prepare para enfrentar os desafios
o mais cedo possível.
Questões relacionadas às AMEAÇAS:
A{
Quais as principais ameaças ou riscos que vêm do ambiente externo e que podem interferir no desempenho da escola?
Que mudanças educacionais, políticas e sociais ameaçam a escola de forma mais iminente?
Que novas expectativas se apresentam que podem por em risco a estrutura existente?
O processo de identificação das ameaças é análogo ao processo de análise das oportunidades no que diz respeito à valorização e acolhimento dos fatores identificados pelos múltiplos atores que compõem o conselho escolar. Igualmente, a
diversidade de informações originárias dos vários ambientes em que vivem esses atores e da forma como eles interagem
com o meio é de grande valor na identificação das ameaças para, então, traçar as ações que irão compor o plano de ação.
Programa de Liderança
73
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
74
Uma vez feita a Análise FOFA, a equipe deve marcar cada um dos fatores que emergiram da
discussão da seguinte forma:
Questões que TÊM que ser abordadas imediatamente.
Questões que PODEM ser abordadas agora.
Questões que DEVEM ser investigadas mais profundamente.
Questões que PODEM ser planejadas no futuro.
Após cada uma das questões ter sido avaliada quanto a sua prioridade, cabe à equipe elaborar
um plano de ação que vislumbre a solução para os problemas e desafios identificados, bem
como para tirar melhor proveito das forças e oportunidades e mitigar as ameaças apontadas.
É importante reiterar que a Análise FOFA é uma ferramenta que auxilia na identificação dessas questões; contudo, é o Plano de Ação que garantirá que os pontos fortes sejam mantidos
e fortalecidos e que as oportunidades sejam abraçadas e exploradas, bem como que os pontos fracos sejam resolvidos ou superados e que os riscos e as ameaças sejam combatidos.
Programa de Liderança
Identificar o
perfil da
realidade escolar
3.2.2
Avaliar os
critérios da
eficácia escolar
3.2.3
Fazer a
avaliação
estratégica
3.2.4
Elaborar o
plano de ação
Depois de identificar o perfil da comunidade, fazer a avaliação da eficácia escolar e promover
a avaliação estratégica, o gestor está pronto para conduzir a equipe à elaboração de um plano
de ação norteado pelos critérios de qualidade a fim de propor:
Objetivos – ações que se espera promover para alcançar uma educação de qualidade.
Evidências (metas) – elencar indicadores dos resultados esperados.
Ações – atividades a serem desempenhadas para que os objetivos sejam atingidos.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
3.2.1
Responsáveis – definir pessoas para liderar cada uma das ações.
Prazos – período de tempo (início - término) previsto para implementar as ações.
Avaliação – definir instrumentos de acompanhamento do desenvolvimento das ações.
Observações – incorporar quaisquer outros aspectos relevantes que não tenham sido
contemplados nos demais itens.
Ao propor os objetivos, deve-se estar atento a coerência destes com os demais parâmetros
que compõem o plano de ação, ou seja, deve-se olhar para aquilo que se almeja alcançar (objetivos), como se pretende alcançar (ações), em que tempo (prazos) e quem liderará essas
ações (responsáveis).
Programa de Liderança
75
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
76
Algumas questões que se deve ter em mente neste momento são:
Os objetivos são viáveis de serem atingidos?
As evidências de fato indicam aonde devemos chegar para atingir
os objetivos?
As ações são possíveis de serem realizadas com a estrutura
existente na unidade escolar?
Os responsáveis escolhidos para organizar a execução das ações
possuem competência e governabilidade para agir?
O tempo destinado para tais ações são possíveis de serem
cumpridos?
A coerência estará nas condições efetivas de ser factível a execução do plano de ação. Só
assim, evitaremos que este plano se torne mais um documento burocrático, desperdiçando
todo o tempo e recursos destinados à sua elaboração, não servindo de fato para transformar
a realidade existente em busca da qualidade da educação. Um modelo, com mais detalhes,
para organizar um plano de ação encontra-se no Anexo 5.
Programa de Liderança
É importante que os objetivos estabelecidos no plano de ação sejam revisados periodicamente para que se possa identificar o que mudou, o que se apresentou como oportunidades ou
ameaças e que desafios já foram sanados ou superados.
O gestor deve manter a equipe motivada e focada nas ações que levarão a esses resultados.
De forma prática, deve agendar reuniões periódicas para avaliar o plano de ação. Este é o
momento de corrigir o percurso, se assim for necessário, rever algum objetivo, ação, tempo
ou responsável para que este instrumento se torne cada vez mais viável de se concretizar.
É muito importante que o plano de ação seja divulgado a toda a comunidade, bem como o
resultado de todas as reuniões de avaliação que fazem parte da sua implementação. Assim,
vai-se envolvendo as pessoas em um bem comum, envolvidas com as necessidades reais
desta comunidade.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
4. Orientações para implementar o Plano de Ação
ACOMPANHAR
AVALIAR
DIVULGAR
REESTRUTURAR
OU MANTER AS
PROPOSTAS DE
AÇÃO
Programa de Liderança
77
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
78
Como aproveitar melhor as tecnologias digitais
para promover o planejamento estratégico
No planejamento estratégico, uma coisa é essencial: organização.
Afinal, a quantidade de dados para armazenar e processar pode
ser grande. Outro ponto importante é o contato com pessoas que
compartilham os mesmos interesses.
A planilha eletrônica atende bem à necessidade de organização, com o bônus
de agregar praticidade ao cotidiano da gestão escolar e auxiliar na produção
de conhecimento a partir dos dados coletados. Falaremos do Microsoft Excel,
um dos aplicativos de planilha eletrônica mais usados no mundo.
Falaremos também do Facebook que os ajudará a organizar grupos de trabalho virtuais, para comunicação e troca de experiências entre a equipe gestora e docente. Manter contatos através de redes sociais é mais uma das possibilidades nos espaços da Web 2.0 para o promoção e compartilhamento de
informações, o que colabora para promover uma educação de qualidade.
Programa de Liderança
Antes de começar, veremos alguns conceitos importantes deste programa:
1. Pasta de Trabalho: é o nome dado ao arquivo do Excel que é formado
por várias planilhas.
2. Planilha: é cada uma das folhas quadriculadas do Excel onde você pode
inserir dados, montar tabelas ou gráficos.
3. Célula: cada “quadradinho” apresentado em uma planilha é chamado de
célula. Ele tem uma referência que corresponde ao cruzamento de uma
linha com uma coluna. Por exemplo, quando digo que uma informação
está na célula C2, estou dizendo que esta informação encontra-se no
cruzamento da coluna C com a linha 2. Em cada célula, você pode inserir
uma informação numérica, alfanumérica (letras) ou uma fórmula, como
veremos mais para frente.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
1. Microsoft Excel: organize e registre dados
Para visualizar outros conceitos importantes, dê uma olhada na janela do Excel 2010.
Programa de Liderança
79
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
1
Menu: É toda a parte superior da janela, onde ficam os comandos e recursos que o programa oferece (criar novo documento, salvar, imprimir, trocar fonte e tamanho do texto,
inserir imagem ou gráficos, etc.)
2
Barra de fórmulas: Local em que são inseridas funções, fórmulas para realizar operações matemáticas ou o dado que deve aparecer na célula (seja ele número ou texto).
3
Abas de planilhas: Cada arquivo do Excel, chamado de Pasta de Trabalho, contém várias
planilhas, identificadas por abas. É possível navegar por elas usando as setas que aparecem ao seu lado
. Para alterar o nome de uma planilha, basta clicar duas
vezes seguidas sobre a aba. Para inserir uma nova planilha, clique sobre a última aba da
direita (que exibe um pequeno retângulo)
.
4
Modos de exibição: Área em que se pode alterar a maneira de ver a planilha e regular a
quantidade de zoom sobre ela (botões + e -).
Dica!
Para alterar o nome de uma planilha, basta clicar duas vezes seguidas sobre a
aba que a identifica e escrever o novo nome.
Para inserir uma nova planilha, clique sobre a última aba da direita (que exibe
um pequeno retângulo)
.
Para excluir uma planilha, clique com o botão direito do mouse sobre a aba que a
identifica e selecione a opção Excluir.
Para mudar a ordem em que as planilhas estão na pasta de trabalho, é só clicar
sobre a aba daquela que você deseja mover e arrastá-la até a posição em que
você quer que ela fique.
80
Programa de Liderança
Para começar a ver algumas aplicações do Excel no processo de gestão escolar, vamos relembrar alguns aspectos básicos do programa. Uma boa maneira de fazer isso é praticar:
então, crie um novo arquivo do Excel (clique em Arquivo, e depois em Novo) e acompanhe o
passo-a-passo a seguir. Ao final, teremos construído uma planilha de sistematização das
condições das instalações da sua escola, como a proposta no Módulo de Planejamento Estratégico (Anexo 1).
Faça você mesmo!
Passo 1
Insira os dados na planilha: Clique sobre a célula A1 e, então,
digite o texto “Dependência”. Ao terminar de digitar, basta
teclar Enter para que o dado seja registrado. Vá para a célula ao lado (B1) e digite o próximo texto “Quantidade”.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
1.1. Ferramentas e funções básicas do Excel 2010
Após a inserção de todos os textos, a planilha terá aproximadamente esta aparência:
Programa de Liderança
81
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 2
Perceba que é preciso ajustar a largura das colunas,
para que as informações sejam vistas por completo.
É bem simples fazê-lo: posicione o mouse sobre a linha entre os botões que identificam duas colunas e
clique duas vezes seguidas:
O Excel fará o ajuste automático, tomando o texto mais comprido como referência:
Dica!
Se quiser que a coluna seja menor e, assim, que o texto
ocupe mais de uma linha, basta selecionar a coluna, clicar com o botão direito do mouse sobre ela e escolher a
opção Formatar células... . Acesse a aba Alinhamento e
marque a opção Quebrar texto automaticamente.
A seguir, clique novamente na linha entre as colunas e
arraste-a, deixando a coluna do tamanho que desejar.
Experimente!
82
Programa de Liderança
Na planilha proposta no Módulo de Planejamento Estratégico, as células “adequado” e “inadequado” ficam sob a célula “Condições de utilização”:
Essa configuração é obtida com a função de mesclar células.
Para usá-la, selecione a célula “Condições de utilização” e a célula vazia ao lado:
Então, clique no botão Mesclar e centralizar, localizado na aba Página Inicial do Menu:
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 3
Pronto! Depois disso, você pode ajustar o tamanho das colunas
“adequado” e “inadequado”.
Passo 4
Faça o mesmo com as células “Dependências”, “Quantidade” e “O que está inadequado?”, uma
por vez. Mas atenção: nestes casos, você deve selecionar as células abaixo das mencionadas:
Programa de Liderança
83
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Ao final, a planilha terá esta
aparência:
Dica!
Para desfazer a mesclagem, basta selecionar a célula mesclada e clicar
novamente no botão Mesclar e centralizar.
Passo 5
Será necessário dar o mesmo alinhamento aos elementos da primeira linha da planilha. Para
fazer este ajuste, selecione as células correspondentes.
Então, selecione uma das opções de alinhamento disponíveis na aba Página
Inicial do Menu. Note que as opções localizadas na parte superior se referem
ao alinhamento vertical do conteúdo na
célula, e as localizadas na parte inferior
se referem ao alinhamento horizontal.
84
Programa de Liderança
Passo 6
Hora de mexer no visual da planilha! Afinal, um bom layout é fundamental para que os dados
sejam mais do que visualizados, passando a ser apreendidos e a gerar conhecimento.
Comecemos pela fonte. Como os dados digitados na primeira linha são
rótulos para outras informações,
aplicamos negrito nas células. A opção está na Página Inicial do Menu:
Passo 7
Também é possível alterar as cores a
serem usadas no preenchimento das
células para destacá-las, usando opções disponíveis na Página Inicial do
Menu. Experimente! Coloque a primeira linha de uma cor diferente:
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
No nosso caso, selecionamos
o alinhamento centralizado
horizontal e verticalmente. A
planilha fica assim:
Passo 8
Defina as bordas da planilha. Selecione
as células e clique no botão localizado
na Página Inicial do Menu, para selecionar onde e de que espessura as
bordas serão:
Programa de Liderança
85
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Dica!
Para inserir uma linha diagonal dentro de uma célula, clique na opção Mais bordas... .
Não se prenda a estas sugestões de formatação! Experimente outras ideias, levando
sempre em consideração que os dados devem aparecer de forma clara e ordenada. Procure não exagerar nas cores e tipos de fonte, isso pode tirar a atenção do que realmente importa: a informação.
Passo 9
Salve a pasta de trabalho. Vamos usá-la mais à frente, para mostrar outras funcionalidades
do Excel.
Dica!
Para salvar a pasta de trabalho, clique
no ícone de disquete, localizado no
canto superior esquerdo da janela.
Na janela que se abre, é só digitar um
nome para o arquivo, escolher onde ele
deve ser salvo e pronto!
1.2. Formatação Condicional
Deixe o preenchimento de sua planilha mais inteligente e torne a visualização de dados mais
prática usando a Formatação Condicional. Vejamos um exemplo concreto, a partir da planilha
de sistematização das condições das instalações da sua escola que acabamos de criar.
86
Programa de Liderança
A Formatação Condicional permite unir essas duas opções. Usando-a corretamente, você pode
dizer à planilha: “quando eu digitar x em uma das células das colunas adequado ou inadequado, ela deve mudar de cor”.
Acompanhe o passo-a-passo a seguir para ver como funciona:
Faça você mesmo!
Passo 1
Selecione as duas colunas, clicando sobre os botões C e D que
as identificam:
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Nela, uma opção para marcar a condição de utilização de alguma dependência como “adequado” ou “inadequado” seria digitar um “x” na célula correspondente a cada uma, não é? Ou,
quem sabe, preencher a célula com uma cor diferente – o que evidenciaria mais ainda qual foi
a condição marcada na planilha.
Passo 2
Clique no botão Formatação Condicional, localizado na Página Inicial do Menu:
Passo 3
Selecione, na lista, a opção Nova regra... .
Programa de Liderança
87
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 4
Na janela que se abre, selecione o tipo
de regra Formatar apenas células que
contenham:
Passo 5
Edite a descrição da regra. No segundo campo, selecione a opção É igual a. No terceiro
campo, digite x.
Passo 6
Clique no botão Formatar... . Na janela que se abre,
clique sobre a aba Preenchimento e selecione uma
cor de sua preferência e clique em OK:
Passo 7
Clique em OK.
Passo 8
Faça o teste: digite x em qualquer célula das colunas “adequado” ou “inadequado”, tecle Enter e veja o que acontece.
88
Programa de Liderança
Dica!
Também é possível determinar outras características (estilo e cor da fonte, bordas)
que a célula deverá ter sob determinadas condições.
Saiba mais!
Veja outras opções de formatação condicional no vídeo: http://goo.gl/SGEdi
1.3. Direção do texto
Em algumas situações, obter uma visualização clara de dados exigirá ajustes na posição em
que eles serão exibidos, especialmente no caso de textos. Para esses casos, as opções de
alinhamento podem não ser suficientes.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
A ferramenta Direção do texto permite modificar a rotação do texto dentro da célula, deixando-o mais ou menos inclinado, até
mesmo na vertical. Aplicamo-na
em uma das células de nossa planilha para demonstrar:
As opções de direções do texto
estão na Página Inicial do Menu:
Esta opção será útil, por exemplo, na hora de montar a planilha de avaliação da eficácia escolar do planejamento estratégico da escola, ou para compor o histórico de colaboração que
será usado pelos observadores para registrar suas impressões.
Programa de Liderança
89
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
1.4. Formato de dados
Uma planilha pode conter diversos tipos de dados: texto, valores monetários, datas, números
decimais, porcentagens, etc.. Informar ao Excel qual é o tipo de dado que se deseja inserir nas
células é importante para agilizar o preenchimento da planilha e garantir que a informação
seja exibida da maneira correta.
Quantas vezes, por exemplo, você já tentou inserir um número extenso (código de matrícula, RG ou CPF) em uma célula e o Excel o exibiu
como um periódico?
Para evitar esse tipo de surpresa desagradável, o ideal é usar
a opção Formatar células, acessível a um clique com o botão
direito do mouse.
Com ela, pode-se determinar que o Excel interprete a informação digitada e a coloque no formato apropriado. Por exemplo,
transformar o texto “1 setembro 2011” em “01/09/2011”.
Faça você mesmo!
Passo 1
Selecione uma célula, coluna ou linha da planilha e clique com o botão direito do mouse sobre
ela. Clique na opção Formatar células... .
Passo 2
Na janela que se abre, selecione Data, entre as
Categorias listadas.
90
Programa de Liderança
No lado direito da janela, escolha na lista o formato de data que você deseja usar. Dê OK.
Passo 4
Faça o teste: digite “1 setembro 2011” e tecle Enter.
Dica!
Se você digitar “1-9-11”, ou alguma outra opção semelhante, o Excel também fará a
conversão para o formato escolhido.
1.5. Opções de exibição de dados
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 3
Imagine que a planilha com as informações das dependências da escola tenha ficado muito
grande (ou muito comprida ou muito larga), o que dificulta navegar sobre ela, ver todas as
informações, preencher ou fazer alterações de alguns dados. Uma forma de solucionar este
problema é usar o comando do Excel para congelar linhas ou colunas. Veremos a seguir como
fazer isso!
1.5.1. Ocultar e reexibir linhas e colunas
Não é sempre que precisamos ver todas as colunas (ou linhas) de uma planilha, ao consultála. Por exemplo, podemos querer ver apenas as condições de utilização de algumas dependências da escola, como as salas (de professores, de leitura, de aula, etc.). É possível ocultar
as linhas indesejadas, sem apagá-las.
Programa de Liderança
91
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Faça você mesmo!
Passo 1
Selecione as linhas que não interessam. Segure a tecla CTRL no teclado e clique, ao mesmo
tempo, sobre o número das linhas correspondentes àquelas que você quer ocultar.
Passo 2
Depois de selecionar todas, solte a tecla CTRL, clique com o botão
direito do mouse sobre o botão que identifica qualquer uma das
linhas selecionadas. Escolha, na lista, a opção Ocultar.
Pronto! Apenas as linhas referentes às salas aparecem.
Repare que, no lugar em que as linhas ocultas estariam, aparece uma linha preta mais grossa
entre os botões de identificação.
Além disso, a sequência de números
que identifica as linhas é interrompida. Na imagem acima, da linha 2 passa para a linha 5 e da linha 12 passa
para a linha 14.
Passo 3
Para reexibir as linhas ocultas, selecione suas vizinhas.
92
Programa de Liderança
Clique com o botão direito do mouse sobre as
linhas e escolha a opção Re-exibir, na lista.
1.5.2. Congelar linhas e colunas
Geralmente, a primeira linha de uma planilha é reservada aos rótulos de dados (cabeçalho)
das colunas (algumas vezes, a primeira coluna também tem essa função).
Ao rolar a planilha para baixo ou para os lados, essa linha acaba sumindo de vista, e podemos
perder a referência dos dados visualizados.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 4
A ferramenta Congelar Paineis, localizada na aba Exibição do Menu, permite manter linhas e
colunas referenciais (os cabeçalhos) sempre visíveis, independentemente da rolagem da planilha.
Faça você mesmo!
Passo 1
Selecione as células abaixo
dos rótulos da planilha.
Programa de Liderança
93
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 2
Acesse a aba Exibição, do Menu.
Passo 3
Clique no botão Congelar Paineis e selecione a
primeira opção (Congelar Paineis).
Agora, é só rolar a planilha para baixo para ver
que a primeira linha se mantém fixa.
Passo 4
Para descongelar a linha, clique novamente no botão Congelar Paineis e selecione a opção Descongelar Paineis.
1.5.3. Filtros
Os filtros do Excel ajudam a ordenar os dados, deixando sua exibição conveniente e prática.
A lógica é parecida com a de um filtro da vida real: separar o que se quer daquilo que não é
necessário.
Eles podem ser muito úteis para ordenar datas em um cronograma, por exemplo, ou facilitar
o acompanhamento de processos, agrupando-os por grau de prioridade ou por responsável.
Afinal, como já visto no Módulo de Gestão do Tempo, estar atento ao andamento das ações
definidas no planejamento é essencial para que os resultados pretendidos sejam atingidos da
melhor maneira.
94
Programa de Liderança
a. Classificar de A a Z
O próprio nome já diz: ordena os dados selecionados em ordem alfabética (no caso de números, em ordem crescente).
b. Classificar de Z a A
O oposto do filtro anterior, ou seja, ordena os dados selecionados em ordem decrescente.
c. Filtro
Aplica opções pré-definidas de filtro. Há outras três, além das apresentadas nos itens anteriores:
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Os diversos tipos de filtro podem ser acessados
na aba Página Inicial do
Menu:
Classificar por cor: ordena os dados de acordo com a cor da célula.
Filtros de números: opções para exibir dados em condições como “maior que”, “menor que”,
“igual a”, etc.
Seleção: permite que você escolha apenas alguns dados para serem exibidos.
Quando você aplica um filtro a um grupo de dados, o Excel pergunta se você deseja “expandir
a seleção”, ou seja, se os dados das demais colunas (ou linhas) devem acompanhar a filtragem feita.
Dica!
Para aplicar filtros, não pode haver células mescladas na planilha.
Programa de Liderança
95
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Faça você mesmo!
Passo 1
Selecione as células que contêm as dependências de sua
escola, clicando no número que corresponde a cada uma das
linhas para que a linha seja totalmente selecionada.
Cuidado! Se você não selecionar a linha toda (somente as
células da primeira coluna, por exemplo), somente elas serão classificadas e as demais colunas não, misturando todos os dados.
Passo 2
Clique no botão Classificar e filtrar e selecione Classificar de
A a Z.
Passo 3
O Excel perguntará se você deseja expandir a seleção. Mantenha a opção Expandir a seleção marcada e
clique em Classificar.
Repare que as marcações feitas nas
colunas “adequado” e “não adequado”
também são reordenadas, para acompanhar as dependências a que se referem.
96
Programa de Liderança
Saiba mais!
Veja, em um vídeo, opções avançadas de filtragem de dados: http://goo.gl/pzLJ2
1.6. Localizar dados
Você pode encontrar rapidamente um dado que esteja em uma planilha com a
ferramenta Localizar.
Selecione a opção Localizar... .
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Preencha o campo Localizar com o dado que
você deseja encontrar e clique em Localizar
próxima. O Excel selecionará a célula que
contém o dado.
Dica!
Clique em Localizar todas para ver todas as ocorrências daquele dado na planilha.
Programa de Liderança
97
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Faça você mesmo!
Experimente localizar todas as linhas que contém a palavra “salas”.
1.7. Tabelas dinâmicas
As tabelas dinâmicas são uma mão na roda para se lidar com uma grande quantidade de dados. Podemos dizer que são um tipo de filtro mais poderoso que, mais do que ordenar as informações contidas em uma tabela, ajuda a extrair conhecimento delas.
Elas podem ser muito úteis na hora de processar o resultado de uma pesquisa sobre o perfil
dos alunos da escola, pois permitem comparar e cruzar dados rapidamente.
1.7.1. Construa uma tabela dinâmica
A partir de informações fornecidas em fichas cadastrais (como as sugeridas no Módulo de
Planejamento Estratégico), é possível elaborar uma tabela dinâmica por meio da qual poderemos saber facilmente quantos alunos do período da tarde moram em um bairro mais distante, por exemplo. Ou seja, podemos cruzar dois ou mais dados para obter mais informações
preciosas sobre o perfil da comunidade.
Faça você mesmo!
Passo 1
Monte uma tabela com todos os dados da ficha cadastral que contém o perfil da sua comunidade escolar e preencha com todos os dados obtidos no momento da matrícula ou em outro
momento que você organizou para levantar estas informações. Veja o exemplo a seguir.
98
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Para compor essa planilha, é preciso cumprir duas exigências: todas
as colunas devem ter um rótulo, ou
seja, um título; e não pode haver
células mescladas.
Passo 2
Selecione qualquer uma das células
que contêm os dados tabulados, como
por exemplo, a célula C3.
Passo 3
Acesse a aba Inserir, do Menu, e clique
sobre o botão Tabela Dinâmica.
Passo 4
Uma janela se abrirá, mostrando o conjunto de
células com os dados que serão usados para
compor uma tabela dinâmica. Esse conjunto, chamado de intervalo, compreende todas as células
preenchidas da planilha. Não é necessário alterar
esse dado, se você deseja usar toda a tabela.
Nessa janela, o Excel também pede que você determine onde a tabela dinâmica deverá ser
inserida. O ideal é que ela seja colocada em uma nova planilha, para que não haja confusão na
hora de visualizá-la.
Programa de Liderança
99
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Clique em OK.
Aparecerá uma nova planilha, onde será construída sua tabela dinâmica. No lado esquerdo, o
Excel mostra onde ela ficará; no lado direito, os campos que ela poderá ter.
Repare que esses campos correspondem aos rótulos das colunas da
planilha com os dados dos alunos.
Passo 5
Suponha que queiramos saber quantos alunos
moram em cada bairro. Para isso, vamos precisar dos campos “Nome do Aluno” e “Bairro”.
Clique sobre o campo “Nome do Aluno” e arraste-o para o quadro Valores.
100
Programa de Liderança
Passo 6
Pronto! Repare que, agora, a tabela mostra o número de alunos por cada bairro.
Com esse dado, você consegue saber, por exemplo, se os alunos demoram muito ou pouco para chegar à escola. Assim, é possível planejar o
horário e a duração de atividades, ou mesmo ajustar o horário das aulas.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Agora, clique sobre o campo “Bairro” e arraste-o
para o quadro Rótulos de Linha.
Passo 7
Que tal irmos mais além? Vamos usar a tabela dinâmica para saber quantos alunos, por bairro, são do
período da manhã e quantos são do período da tarde. Para isso, precisaremos adicionar o campo “Período” em nossa tabela dinâmica.
Clique sobre ele e arraste para o campo Rótulos de
Linha.
Programa de Liderança
101
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Agora a tabela exibe o total de alunos por bairro e,
dentro desse total, quantos deles são do período
da manhã e quantos são do período da tarde. Detalhes a mais que colaboram em um planejamento
ainda mais preciso e adaptado à realidade do corpo
discente.
1.7.2. Altere a aparência da sua tabela dinâmica
Você deve ter notado que, ao criar uma tabela dinâmica, uma nova área aparece no Menu:
Ferramentas de Tabela Dinâmica.
Com os instrumentos disponíveis na
aba Design dessa área, é possível personalizar a visualização da tabela escolhendo um dos estilos listados.
Saiba mais!
Veja em um vídeo o passo-a-passo de criação de uma tabela dinâmica:
http://goo.gl/CwSB2
102
Programa de Liderança
O ser humano tem alta sensibilidade ao estímulo visual, ou seja, uma informação que lhe
chega pelo olhar tende a ser mais facilmente captada. Tendo isso em vista, o uso de gráficos
amplia o potencial que os dados de sua planilha têm de transmitir conhecimento.
Por exemplo, na hora de compartilhar a evolução da eficácia escolar com a comunidade ou com
o próprio corpo docente, pode ser interessante comparar a situação inicial com a alcançada
até o momento. A variação poderá ficar mais evidente em uma representação pictográfica do
que em valores ou porcentagem – e o impacto da visualização pode gerar mais entusiasmo no
grupo para continuar o trabalho.
Outro exemplo do uso de gráficos para o planejamento estratégico é a ilustração do perfil dos
alunos da escola, conforme mostrado na apostila do Módulo de Planejamento Estratégico.
1.8.1. Criar um gráfico
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
1.8. Gráficos
Gerar gráficos não é uma tarefa complicada. O Excel fornece diversos modelos e tipos deles, o
que permite transformar dados em gráficos de aparência profissional em pouco tempo.
Para realizar o passo-a-passo a seguir, usamos uma planilha de avaliação de eficácia escolar
como a apresentada no Anexo 5 do Módulo de Planejamento Estratégico. Como se trata de
uma demonstração, utilizamos apenas a parte da planilha com informações acerca das práticas efetivas dentro da sala de aula.
Use os conhecimentos que você já adquiriu até agora e elabore uma planilha fictícia com esses dados, para acompanhar o passo-a-passo. Recomendamos usar uma planilha em branco
da pasta de trabalho que você criou no início deste guia, para concentrar em um só arquivo as
atividades desenvolvidas neste módulo.
Precisaremos de dados relativos a dois períodos diferentes. Aproveite para praticar o uso da
Formatação Condicional vista no tópico 1.3: ela pode ser útil na hora de preencher a coluna
“Avaliação”, para alterar a cor das células.
Programa de Liderança
103
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Faça você mesmo!
Passo 1
Monte uma tabela como a apresentada a seguir e contabilize a
ocorrência dos conceitos de avaliação. Use um espaço na própria
planilha.
Dica!
Não precisa contar as células uma a
uma; basta selecionar as que interessam (por exemplo, as que contêm o
conceito “Parcialmente Atingida”) e verificar a contagem no canto inferior direito da janela do Excel:
Passo 2
Selecione as células com a contagem referente ao mês de maio.
Não se esqueça de selecionar também as células com os conceitos a que os números se referem!
Passo 3
Acesse a aba Inserir, no Menu, e clique em uma das opções de gráficos. Em nosso caso, usaremos Pizza, pois evidencia melhor a proporção de conceitos em relação ao todo.
104
Programa de Liderança
Escolha o tipo de gráfico em pizza que você preferir.
Passo 5
O gráfico será inserido na
planilha, em um quadro:
Você pode mover esse gráfico pela planilha, ele não está fixo. Basta clicar sobre ele e arrastar
para baixo da tabela, por exemplo.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 4
Passo 6
Repita os procedimentos anteriores, desta vez com os dados de agosto de 2011. Assim, você
poderá apresentar a comparação entre os dois meses e demonstrar a evolução da qualidade!
1.8.2. Criar gráfico como uma nova planilha
Você pode pedir para o Excel criar o gráfico e disponibilizá-lo em uma nova planilha da pasta
de trabalho, o que facilita a visualização.
Programa de Liderança
105
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Faça você mesmo!
Passo 1
Selecione o gráfico e clique no botão Mover Gráfico, localizado na aba Design das Ferramentas de Gráfico.
Passo 2
Selecione a opção Nova planilha. No campo ao lado dela, digite um nome para a
planilha que o gráfico ocupará.
Clique em OK e pronto! Uma nova planilha
contendo o gráfico
será acrescentada à
pasta de trabalho.
1.8.3. Editar o gráfico
Note que, ao inserir o gráfico, uma nova área apareceu no Menu: Ferramentas de Gráfico.
106
Programa de Liderança
É importante customizar o gráfico para que sua função (a de tornar os dados mais informativos) seja plenamente cumprida. Detalhes que à primeira vista podem parecer irrelevantes
fazem toda a diferença na hora de apresentar resultados a coordenadores, professores, pais,
alunos e comunidade.
Um bom exemplo são as cores: se a escola tem um logotipo colorido, ou uma combinação de
cores que a caracteriza, é interessante aplicar esses tons num gráfico. Isso contribui para
gerar identificação e aproximar os números da realidade cotidiana. Ao mesmo tempo, usar
tons contrastantes ajuda a enfatizar as diferenças que o gráfico representa.
Dar um título adequado ao gráfico também é essencial, pois o insere em um contexto e ajuda
o leitor a compreendê-lo de maneira rápida.
Com tudo isso em mente, que tal editar o gráfico criado no exercício anterior?
Faça você mesmo!
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Nela, há três abas com ferramentas para alterar a aparência do gráfico (Design, Layout e Formatar). Ou seja, o Excel faz o trabalho duro (desenhar o gráfico), e permite que o usuário o
personalize de acordo com suas próprias necessidades e conveniências!
Passo 1
Escolha um layout de gráfico,
ou seja, o modo como as informações serão disponibilizadas
no quadro de gráfico. As opções
estão na aba Design da área
Ferramentas de Gráfico.
Clique sobre a seta no lado direito do campo Layout de
Gráfico para ver todas as opções. Escolhemos o Layout 6,
pois coloca título, legenda e valores em porcentagem
(calculados automaticamente a partir dos dados usados
como referência).
Programa de Liderança
107
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 2
Dê título ao gráfico. Clique sobre o título para
selecioná-lo (uma moldura aparecerá ao redor
dele) e, então, clique duas vezes seguidas nele.
Aí, é só digitar!
Passo 3
Altere as cores. Suponha que o esquema de cores da escola
seja amarelo, vinho e marrom. Vamos usar esses tons!
Clique sobre a pizza. Aparecerão alguns pontos no gráfico, indicando que ele foi selecionado.
Passo 4
Clique duas vezes sobre um dos blocos da pizza. Na janela que se abrirá, selecione a opção Preenchimento.
Passo 5
Escolha uma das opções apresentadas. No caso, selecionamos Preenchimento sólido. Então, é só escolher
a cor que se deseja usar e, depois, clicar em Fechar.
108
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 6
Repita os passos anteriores para os outros dois blocos da pizza. O gráfico fica com a seguinte aparência:
Passo 7
Edite a maneira como a porcentagem é exibida no gráfico, para que ela fique mais visível. Basta clicar sobre
uma delas (uma moldura aparece ao redor de todas,
indicando que foram selecionadas).
Passo 8
Então, acesse a aba Página Inicial, no Menu, e
selecione fonte, tamanho e cor.
Depois de formatar seu gráfico, ele está pronto para ser usado em uma apresentação de PowerPoint ou em um documento do Word! É só copiá-lo e colá-lo.
Veja como o gráfico gerado evidencia que houve melhora no resultado da avaliação de eficácia
escolar das práticas em sala de aula:
Programa de Liderança
109
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Saiba mais!
Escolher o tipo adequado de gráfico é importante para transmitir a informação eficientemente. Você pode alterar a qualquer momento, mesmo depois de já ter escolhido um
tipo. Basta clicar no botão Alterar Tipo de Gráfico, localizado na aba Design da área Ferramentas de Gráfico.
Agora, experimente! Veja o que dá a melhor leitura para as informações que você quer
apresentar. Conheça mais sobre cada tipo para fazer sua opção no endereço:
http://goo.gl/Dw0Mo.
1.8.4. Criar e editar um gráfico a partir de uma tabela dinâmica
Já vimos como uma tabela dinâmica pode fornecer dados interessantes. Ora, se são informações dessa categoria, por que não produzir gráficos com elas também?
O procedimento de criação é o mesmo; a diferença está na hora da edição.
Faça você mesmo!
Passo 1
Selecione os dados a partir dos quais se deseja criar um gráfico.
110
Programa de Liderança
Acesse a aba Inserir, do Menu, e selecione
o tipo de gráfico adequado. Mais uma vez,
em nosso caso, usaremos a pizza, pois
queremos representar a distribuição dos
alunos por bairro e por período.
Passo 3
O gráfico será gerado normalmente, mas logo aparecerá uma diferença: há alguns “botões” na área
do gráfico.
Esses botões servem para filtrar os dados que aparecerão no gráfico, ou seja, selecionar o
que deverá ser representado ali. Suponhamos que a equipe queira que a pizza exiba a distribuição, por bairros, dos alunos do período da tarde.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 2
Passo 4
Clique sobre a seta ao lado do botão “Período”, na área do gráfico:
Passo 5
No painel que se abre, desmarque a opção “Manhã”.
Clique em OK.
Programa de Liderança
111
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Pronto! O gráfico passa a exibir apenas os
alunos da tarde, por bairro.
Passo 6
Os botões podem prejudicar a boa apresentação
do seu gráfico. Então, vamos tirá-los de vista: é só
clicar neles com o botão direito do mouse e selecionar a opção Ocultar Todos os Botões de Campo
no Gráfico.
Passo 7
Agora, de volta ao procedimento já conhecido:
personalizar o visual do gráfico (escolher um
layout, alterar as cores, dar um título, etc.).
1.9. Imprimir
Indiscutivelmente, a planilha eletrônica é uma opção prática para lidar com dados, pois permite editá-los rapidamente, ordená-los e reordená-los de diversas maneiras. Entretanto, em
alguns casos é necessário ter a planilha fisicamente em mãos, seja para consultá-la, seja para
distribuir a colegas, pais e comunidade.
112
Programa de Liderança
1.9.1. Visualizar impressão
Para ver como a planilha ficará na página impressa, é só acessar a aba Arquivo, do Menu, e
selecionar a opção Imprimir. A página é exibida no lado direito da janela.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
À primeira vista, a impressão não tem segredos: é só acessar a aba Arquivo do Menu, selecionar a opção Imprimir e pronto, certo? Na maioria das vezes, sim; no caso de planilhas, porém,
é importante configurar as páginas para que a impressão reflita a organização dos dados.
1.9.2. Orientação da página
É comum fazermos planilhas mais largas do que compridas. Para que elas caibam em apenas
uma página, deve-se alterar o formato da impressão para Paisagem (página “deitada”). Se não
for o caso, pode-se manter o formato Retrato (página “em pé”).
A ferramenta para determinar a orientação da página está na aba Layout da
Página, do Menu.
Programa de Liderança
113
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
1.9.3. Posição na página
É possível alterar as margens da página para ajustar a área da folha de papel que será usada
na impressão. Assim, caso você tenha uma planilha que, por uma pequena sobra, ocupará
duas páginas, você poderá reduzir as margens da página para que ela caiba em apenas uma.
Para fazer a modificação, clique no botão Margens, localizado na aba Layout da Página. Você
pode escolher medidas pré-definidas pelo Excel ou criar as suas próprias, clicando em Margens Personalizadas... .
Outra opção é configurar para que a planilha
se ajuste a uma página. Para isso, na aba
Layout da Página, clique na seta ao lado de
Dimensionar para Ajustar.
Então, selecione a opção Ajustar para 1 página de altura por 1 de largura e clique em OK.
1.9.4. Área de impressão
Às vezes, não queremos imprimir toda a planilha, mas uma parte dela. Para isso, contamos com a ferramenta Área de Impressão,
também localizada na aba Layout da Página.
114
Programa de Liderança
Então, acesse a aba Arquivo, do Menu, e vá à opção Imprimir. Clique em Imprimir, e pronto!
Se mudar de ideia e quiser imprimir toda a planilha (ou um grupo de células diferentes), clique
em Limpar Área de Impressão.
1.9.5. Cabeçalho e rodapé
Geralmente, indicam informações como número da página, título da planilha e data de impressão. São importantes para manter a ordem do documento, mesmo se ele for folheado várias
vezes. Terão a mesma informação em todas as páginas impressas. Pode-se também colocar
uma imagem, como o logo da instituição.
Para inseri-los, acesse a aba Inserir e clique em Cabeçalho e Rodapé:
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Basta selecionar o grupo de células que você deseja imprimir, clicar no botão Área de Impressão e selecionar a opção Definir Área de Impressão.
O Excel alterará o modo de exibição para Modo de Página, e será possível ver o cabeçalho e
o rodapé.
Use os botões das Ferramentas de
Cabeçalho e Rodapé para inserir os
elementos no local selecionado.
1.9.6. Quebras de página
Quebras de página são os pontos em que haverá troca de página. O Excel as insere automaticamente, mas você pode colocá-las onde quiser, para organizar o conteúdo das páginas.
Programa de Liderança
115
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Esta ferramenta é útil quando não se
quer que uma parte da planilha fique
em uma página e a outra parte, na
página seguinte. Como exemplo, vamos usar nossa planilha com dados
de alunos. Sua primeira página impressa ficaria assim:
Podemos usar a quebra de página para fazer
com que a primeira página contenha apenas
os alunos cujos nomes começam com a letra
“A”. Basta selecionar a linha abaixo daquela
que contém o último nome iniciado com “A”.
Então, clique no botão Quebras e selecione a opção Inserir Quebra de Página. Uma
linha pontilhada aparecerá na planilha,
mostrando onde está a quebra.
116
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Para confirmar se está tudo certo, basta visualizar a impressão.
1.10. Organização e praticidade para a gestão escolar
Depois de serem apresentadas às funcionalidades do Excel, certamente você percebeu como
essa ferramenta é importante para tornar a gestão escolar mais organizada, de uma maneira
bastante prática.
À medida que ela for incorporada ao cotidiano da gestão, os processos se tornarão mais eficientes e rápidos. Assim, a equipe terá mais tempo para se dedicar a outras atividades no
ambiente escolar, como ajudar a cuidar do blog da escola, administrar a página da escola no
Facebook ou produzir um vídeo com as atividades desenvolvidas na escola – temas de nossos
próximos capítulos!
Programa de Liderança
117
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
2. Facebook
O Facebook (www.facebook.com) é uma rede social por meio da qual você pode, além de manter contato com seus amigos, parentes e colegas de trabalho, ficar informado a respeito dos
assuntos que interessam a você e a essas pessoas.
Então, por que não incluir a escola nessa rede? Duas maneiras de fazer isso são os grupos e
as páginas no Facebook.
2.1. Criar uma página no Facebook
Um modo de mostrar a todos o que anda acontecendo na escola é criar uma página no Facebook. Alunos, ex-alunos, pais e comunidade podem curtir a página, as notícias e novidades
que você postar lá, além de compartilhá-las. É bem interessante também constituir um grupo
de trabalho com representantes de alunos, pais e professores para atualizá-la. Pense nisso!
Dica!
A diferença entre uma página e um grupo é que a página fica visível a todos os usuários
do Facebook. Ou seja, a página da escola pode servir como referência para futuros alunos e para outras escolas!
118
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse o site do Facebook.
Passo 2
Clique no link Crie uma página, localizado logo abaixo do botão Cadastre-se:
Programa de Liderança
119
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 3
Clique em Empresa, organização ou
instituição.
Passo 4
Clique no link Termos de páginas do Facebook e leia com atenção
as informações.
Passo 5
Se concordar com elas, marque a opção e preencha as informações pedidas: escolha uma categoria (no nosso caso, Instituição
de ensino) e digite o nome da escola.
Clique em Começar.
Passo 6
Você será direcionado a uma página para
criar uma conta no Facebook.
120
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Crie uma conta da escola. Basta preencher os campos e seguir as instruções
que o Facebook dá.
Passo 7
Vamos “rechear” a página da escola: comece pela
foto do perfil. Pode ser a foto do prédio da escola ou
o logotipo dela ou outra foto que vocês acharem
interessante!
Clique no link Carregar uma imagem.
Passo 8
Clique no botão Selecionar arquivo..., selecione a foto que vocês desejam usar e clique em
Abrir.
Passo 9
Após a imagem carregar, clique no botão
Continuar.
Programa de Liderança
121
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 10
Hora de divulgar a página da escola e atrair as pessoas para ela! Na hora de fazer isso, tenha
em mente o público: pais, alunos e comunidade próxima.
Então, na hora de Convidar amigos, resista à tentação de recomendar a página a todos os
seus contatos e contatos da equipe diretamente envolvida na atualização! Além de incomodar as pessoas que não necessariamente se interessam pela escola, vocês podem dar a
sensação de que a página não é algo especial para a comunidade escolar, mas só mais uma
representação dela.
Vocês também podem importar uma lista de contatos, ou seja, pedir que o Facebook envie
convites a uma lista de e-mails que vocês criaram.
122
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Dica!
Essas listas têm de estar no formato .csv , um tipo de arquivo que
pode ser gerado pelo Excel. Basta
fazer uma planilha com os e-mails
dos pais, alunos e professores,
por exemplo. Na hora de salvá-la,
selecione o Tipo CSV (separado
por vírgulas).
Passo 11
Vocês podem publicar a página da escola no Mural de cada integrante da equipe que atualiza a
página da escola no Facebook, para que seus
amigos possam vê-la (é diferente de convidar
amigos – é menos invasivo, pois faz parte da
dinâmica natural do Facebook, a de contar o que
fazemos).
Clique em Continuar.
Passo 12
Coloque o site da escola (pode ser o endereço
do blog, que veremos como montar a seguir) e
uma breve descrição dela. Se o blog ou o site
da escola ainda não foi criado, vocês poderão
fazer isso depois.
Clique em Continuar.
Programa de Liderança
123
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Pronto! A página da escola no Facebook está pronta!
2.1.1. Adicionar detalhes à página
É importante colocar o máximo de detalhes possível na página da escola no Facebook, para
que os usuários a conheçam (e reconheçam).
Faça você mesmo!
Passo 1
Confirme a categoria da página. É só clicar no botão
Atualizar categoria:
124
Programa de Liderança
Dê informações detalhadas sobre a escola. Clique no link Editar informações e preencha o máximo de dados do formulário.
Dica!
Repare que, conforme são digitadas as informações nos campos Página de comunidade
e Cidade, uma lista vai aparecendo abaixo do campo. Isso acontece porque o Facebook
alocará a página da escola em um grupo de páginas já existente na rede que pertence a
determinada comunidade (Escolas públicas, por exemplo) e a determinada cidade/região (São Paulo, por exemplo). Selecione uma das opções que aparecer na lista e que
corresponda à sua escola.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 2
Ao final, clique em Salvar alterações.
2.1.2. Administração da página
A função de um administrador de página é gerenciar as permissões de publicação (quem
pode publicar no Mural da página e o quê), as informações a respeito da escola que constarão
na página e verificar a evolução do acesso à página (quantos visitantes, qual o nível de interação apresentado por eles, etc.), para definir estratégias de publicação.
Programa de Liderança
125
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
a. Incluir um administrador
Mais de uma pessoa pode administrar a página da escola no Facebook, além do criador. Isso é
interessante por permitir a divisão de tarefas (assim, evita-se a sobrecarga de alguém) e por
abrir espaço a múltiplas contribuições que, em última análise, fazem com que a página contenha visões variadas sobre a escola.
Dica!
Você pode formar um grupo de pessoas responsáveis pela atualização da página. Procure montar uma equipe heterogênea, que tenha um membro da equipe gestora, um
professor, um aluno e um pai, por exemplo.
É interessante também que esses representantes sejam rotativos, ou seja, não sejam
sempre as mesmas pessoas. A troca periódica estimula a participação coletiva, o compromisso com a escola e o exercício da cidadania.
Incluir um administrador é bastante simples.
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique no link Ver todos, localizado no campo Administradores.
126
Programa de Liderança
Então, digite um nome ou e-mail no campo que aparece. Surgirão os nomes de seus colaboradores; é só selecionar um deles!
Passo 3
Clique em Salvar alterações e pronto! O novo administrador receberá uma mensagem informando a inclusão dele como tal.
b. Restrições à publicação
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 2
Dependendo da função que vocês desejam atribuir à página da escola, será necessário impor
algumas restrições à publicação de conteúdo nela.
Por padrão, qualquer usuário do Facebook pode publicar no Mural da página, além de adicionar fotos e vídeos e acrescentar marcações em fotos. No entanto, isso pode gerar o trabalho
de remover conteúdos indesejados ou impróprios, como brincadeiras de mau gosto ou propagandas.
Caso o propósito seja que a página da escola se constitua em um espaço institucional e de
divulgação das ações tomadas dentro dela, é importante alterar estas configurações. Por
outro lado, mantê-las pode dar um fim diferente à página: um espaço de expressão dos
alunos, ex-alunos, professores e funcionários.
Discuta com a equipe quem poderá publicar o quê na página da escola.
Programa de Liderança
127
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique no botão Editar página,
que fica no canto superior direito do site.
Passo 2
Localize a opção Permissão
para publicar e escolham
quais opções devem ficar
marcadas. Selecione, as
opções Usuários podem es-
crever ou publicar conteúdo
no mural e Usuários podem adicionar marcações nas fotos de Escola Estadual Alberto Caeiro.
Assim, a comunidade escolar pode interagir e participar da construção da página.
Mas cuidado! Essas opções exigem um constante monitoramento em relação ao que é publicado na página – pode acontecer de aparecer algum comentário maldoso, ou um conteúdo
que não está relacionado à escola, e será necessário retirá-lo.
Passo 3
Clique em Salvar alterações.
c. Ver estatísticas de visitação
O Facebook permite acompanhar o ritmo de visitas à página da escola e a frequência com que
as pessoas interagem com o conteúdo postado. É só clicar no link Ver dados, localizado no
menu lateral direito da página.
128
Programa de Liderança
Saiba mais!
Veja algumas páginas de escolas no Facebook: http://goo.gl/06wi3, http://goo.gl/PJlvV,
http://goo.gl/QOEZl . É interessante ver o que outras pessoas estão fazendo em relação
ao que queremos fazer. Assim, podemos identificar o que podemos oferecer de diferente e melhor!
2.2. Criar Grupos no Facebook
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Esses dados são importantes para
que vocês saibam, aproximadamente, o que mais atrai a atenção
das pessoas que frequentam a página – e, assim, postar mais conteúdos desse tipo!
Uma das principais funções de um grupo no Facebook é ampliar a troca de informações entre
as pessoas que fazem parte da escola: pais, alunos, comunidade, professores e gestores.
Cada grupo pode ser um canal de comunicação direto e exclusivo com cada uma dessas categorias, pois o acesso ao grupo pode ser restrito a um grupo determinado de pessoas.
Vamos, por exemplo, criar um grupo para os pais de alunos, por meio do qual eles poderão
entrar em contato direto com a administração escolar, comunicar-se entre si e saber dos principais eventos que os envolvem na escola, como reuniões com os professores.
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse a conta da escola no Facebook.
Programa de Liderança
129
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Passo 2
No perfil da escola, clique
no link Criar grupo... .
Passo 3
Na janela que aparece, digite um nome para ele.
O ícone ao lado do campo para inserir o nome é
usado para identificar o tema do grupo. Clicando nele, vocês poderão modificá-lo, se quiser.
Passo 4
Selecionem pessoas para incluir no grupo. Elas têm de estar na lista de amigos da escola.
Conforme é digitado um nome no campo, aparece uma
lista de amigos cujos nomes tenham aquelas letras. Ao
identificar aquele que vocês desejam incluir no grupo,
basta clicar nele, não é necessário digitar até o fim.
Passo 5
Defina o nível de acesso que
o grupo terá.
Aberto: Todos os usuários do Facebook poderão vê-lo, ver a
lista de membros e o que os membros do grupo escreverem.
Fechado: Todos os usuários do Facebook poderão vê-lo e ver a
lista de membros, mas não terão acesso ao que os membros
do grupo escreverem.
Secreto: Só os membros poderão vê-lo, ver a lista de membros
e o que eles escreverem.
130
Programa de Liderança
Dica!
A melhor opção, neste caso, é Secreto. Assim, não expomos os pais que participarem
(deixando outras pessoas verem onde seus filhos estudam) nem a rotina da escola.
Passo 6
Clique em Criar. A página do grupo será exibida.
Passo 7
O Facebook se oferece para lhe
apresentar o grupo. Se quiser,
clique no botão Iniciar tour e
aproveite a gentileza!
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
2.2.1. Funcionalidades de um grupo
Mesmo que o Facebook seja seu cicerone pela página do grupo, nós vamos fazer a nossa própria introdução por aqui. A seguir, apresentamos as principais funcionalidades, e mais importante: como elas podem ajudar no dia-a-dia da gestão escolar!
a. Adicionar foto
Compartilhar fotos de eventos e
reuniões com o grupo é bastante
simples: basta clicar no link!
Programa de Liderança
131
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Então, escolham se querem enviar uma foto
que está no computador, usar a webcam
para tirar uma ou criar um álbum de fotos.
Dica!
Se tiver mais de uma foto relacionada ao mesmo evento, é mais adequado criar
um álbum!
Sempre que quiserem ver as fotos já
adicionadas ao grupo, vocês podem clicar no link Exibir fotos, localizado no
lado direito da tela.
b. Adicionar amigos ao grupo
Vocês podem convidar pessoas para o grupo a qualquer momento. É só clicar no link localizado no lado direito da página:
Dica!
Antes de aceitar uma pessoa no grupo, certifiquem-se de que é mesmo um pai de aluno
da escola, e não alguém mal-intencionado que está se passando por um para acessar os
dados de membros do grupo.
132
Programa de Liderança
Dica!
Passe um comunicado aos pais informando sobre o grupo e seus objetivos. Convide-os
a participar! Pense também em organizar uma oficina para ajudar aqueles que ainda não
têm uma conta no Facebook, a se cadastrar, ou mesmo para que possam entender melhor como funciona esta ferramenta. É uma boa oportunidade de relacionamento com
eles, promover atividades de inclusão digital e também de discutir o impacto desta
ferramenta na formação de uma nova sociedade e na vida dos seus filhos. Pense nisso!
c. Conversar com o grupo
Clicando neste link, é possível realizar um chat entre os membros do grupo. Assim vocês podem, por exemplo, fazer uma sessão de perguntas e respostas dos pais para a direção, ou
mesmo realizar reuniões virtuais!
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Um pequeno quadro abrirá na parte
inferior da janela, exibindo quem
também está conectado. Então, é só
digitar a sua mensagem na parte inferior do quadro e teclar Enter, para
enviá-la. Ela aparecerá na janela de
todos os membros do grupo que estiverem conectados.
Programa de Liderança
133
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Dica!
Para aproveitar bem as possibilidades que a ferramenta oferece, é importante agendar
as conversas antes, para garantir que haja “público”. Mais adiante, veremos como criar
um evento no grupo – o que pode ajudar bastante nessa tarefa.
d. Criar documento
Esta funcionalidade pode ser muito útil para criar atas de reuniões entre pais e direção, por
exemplo. Assim, ao invés de este documento ficar arquivado na escola, ele se torna disponível
para consultas rápidas e ajuda os pais que eventualmente não puderam ir a uma ou mais
reuniões a se inteirarem do que está acontecendo.
Circulares e recados gerais aos pais também podem ser disponibilizados neste espaço.
Ao clicar no link, é exibido um
quadro bem parecido com a
janela de um processador de
texto (como o Microsoft
Word, por exemplo).
134
Programa de Liderança
Dica!
O quadro tem opções para formatar o texto. Da esquerda
para a direita: Negrito, Itálico, Adicionar marcador de número e Adicionar marcador com pontos. Vocês também podem Inserir imagens.
Após criar o documento, basta dar um título a ele e clicar no botão Criar documento.
A criação do documento é publicada no Mural do grupo e no
Feed de notícias dos integrantes, com o link para acessá-lo.
Além disso, há a opção de Curtir
e Comentar.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Os documentos criados ficam
disponíveis também na barra lateral direita da página do grupo.
Programa de Liderança
135
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
e. Criar evento
Use esta ferramenta para agendar reuniões (on-line ou presenciais), ou até mesmo para lembrar
aos pais o dia daquela festa junina em que os alunos apresentarão uma quadrilha!
Após clicar no link, será necessário fornecer os detalhes do evento, como data, horário, nome do
evento, etc.
Na hora de selecionar os convidados, é importante desmarcar a opção Qualquer pessoa pode
ver e responder. Afinal, o grupo é privado.
Reparem que estão marcadas apenas as
opções Convide pessoas do grupo Pais da
E.E. Alberto Caeiro e Mostrar a lista de convidados na página do evento.
Dica!
Vocês podem convidar só algumas pessoas específicas para o evento, clicando no botão
Selecionar convidados.
136
Programa de Liderança
Quando o evento é criado, os membros do grupo (ou as pessoas convidadas) recebem um
convite. Eles têm a opção de confirmar ou negar a participação – o que permite que vocês
saibam, de antemão, se haverá bom quórum ou se é melhor alterar a data para garantir maior
presença, por exemplo.
f. Enquete
Vocês também podem criar uma enquete para saber a opinião dos membros do grupo sobre
algo (como data e horário de uma reunião). Outro uso para ela é o levantamento de dados que
ajudem a traçar o perfil dos alunos – essenciais para a formulação do planejamento estratégico, conforme visto no Módulo I.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Vocês podem colocar também
uma foto representando o
evento, se quiser. Basta clicar
no link Adicionar foto do evento, localizado abaixo do ícone
de calendário (no lado esquerdo da tela).
Basta clicar em
Perguntar.
Digitem a pergunta no quadro que aparece.
Programa de Liderança
137
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Então, cliquem no link
Adicionar opções de
enquete.
Digitem as opções nos
espaços que aparecem.
Desmarquem a opção Per-
mitir que qualquer pessoa
adicione opções, para que
vocês possam fechar a enquete com tranquilidade.
Então, cliquem em Publicar.
A enquete aparecerá no Mural do grupo e no Feed de notícias dos membros. Conforme eles
responderem à pergunta, a porcentagem de votos para cada opção será exibida.
Dica!
Estabeleçam um prazo para fechar a votação. Uma sugestão é mantê-la aberta durante
uma semana.
138
Programa de Liderança
É um discurso unânime que a educação precisa melhorar sua qualidade.
Sabemos quantos desafios os educadores e a sociedade em geral deverão enfrentar para
atender a estas novas exigências. Esta cartilha tem o objetivo de contribuir com os gestores de escola pública para refletirem sobre seu papel na contemporaneidade, traçarem
caminhos e sustentarem as ações traçadas pela comunidade escolar.
Acreditamos que o gestor “sozinho” não consegue suprir todas as necessidades que uma
escola possui. Para tal, compartilhar ações e decisões se faz necessário para um trabalho
de qualidade.
O conceito de gestão participativa, defendida por tantos autores, também norteia este
trabalho. A prática da gestão participativa, quando todos possuem um mesmo ideal: educação de qualidade, além de colaborar com o trabalho do gestor, fortalece a comunidade
escolar. Neste processo, todos sabem quais caminhos devem percorrer, como, quando e
com quais recursos, fazendo da instituição escolar um ambiente saudável e promissor.
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
5. Conclusão
A escola deve compreender que a qualidade se faz a partir do seu interior, por seus integrantes, assumindo um compromisso claro com o sucesso.
Queremos uma escola para nosso país que atinja os diferentes indicadores de qualidade,
colocando o Brasil em um novo patamar, sendo reconhecido pela qualidade intelectual do
seu povo.
Programa de Liderança
139
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
Referências Bibliográficas
Alves, Rubem. BADULAQUES EDUCACIONAIS. Revista Educação Ano 13 – no. 153. São Paulo:
Editora Segmento, 2010.
Drucker, Peter. INTRODUÇÃO A ADMINISTRAÇÃO. São Paulo: Pioneira, 1984.
Freire, Madalena (org). ROTINA: CONSTRUÇÃO DO TEMPO NA RELAÇÃO PEDAGÓGICA. 2º ed. São
Paulo: Espaço Pedagógico, 1998.
Gianotti, Suzana Salvador Cabral. AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA: UM MODELO DE AVALIAÇÃO INTEGRADA À GESTÃO ESTRATÉGICA DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR. Porto Alegre: 2004.
Lerner, Delia. LER E ESCREVER NA ESCOLA: O REAL, O POSSÍVEL E O NECESSÁRIO. Trad. Ernani Rosa.
Porto Alegre: Armed, 2002.
MEC/FNDE/DIPRO/FUNDESCOLA - COMO ELABORAR O PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA ESCOLA.
Brasília: 2006.
Moreira, João Manoel Losada. OBJETIVOS ESTRATÉGICOS E GESTÃO DE PROJETOS EM ESCOLAS PÚBLICAS. In: Penteado, Claudio Luis de Camargo; Silva, Sidney Jard da (Orgs.). DIÁLOGO DE SABERES PARA A AÇÃO CIDADÃ. Santo André, SP: Ed. Escritório de Mídia - Pref. Municipal de Santo
André, 2007, v. 1, p. 9-30.
Persona, Mario. COMO EXERCER A LIDERANÇA EFICAZ. In: <http://www.mariopersona.com.br/entrevista_revista_mobile.html> (acessado em 03/05/2010).
Silva, Maria do Rosário Martins. O LÍDER DO SÉCULO XXI (LIDERAR OU GERENCIAR?), 2005. In:
<http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/o-lider-do-seculo-xxi-liderar-ou-gerenciar/
11515/2005> (acessado em 02/05/2010).
___________. O LIDER NA VIDA DAS PESSOAS, 2007. In: <http://www.administradores.com.br/
informe-se/artigos/o-lider-na-vida-das-pessoas/13221/> (acessado em 02/05/2010).
Vasconcelos, Celso dos Santos. COORDENAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO: DO PROJETO POLÍTICO
AO COTIDIANO DA SALA DE AULA. 5ª ed. São Paulo: Libertad, 2004.
Weisz Telma; Sanchez, Ana. O DIÁLOGO ENTRE O ENSINO E A APRENDIZAGEM. São Paulo: Ática,
2002.
140
Programa de Liderança
ANEXO 1 - Planilha para sistematização das condições das instalações da escola. Sugestão
apresentada pelo MEC.
ANEXO 2 - Ficha cadastral dos alunos que contribuem com a identificação do perfil da escola
(Modelo 1).
ANEXO 3 - Ficha cadastral dos alunos que contribuem com a identificação do perfil da escola
(Modelo 2).
ANEXO 4 – Critérios, requisitos e características.
ANEXO 5 - Planilhas de avaliação da eficácia escolar através de critérios de qualidade (Exemplo de aplicação com o critério ensino e aprendizagem).
ANEXO 6 – Planilha modelo para PLANO DE AÇÃO.
Programa de Liderança
Módulo 2: como fazer e colocar em prática um planejamento estratégico
ANEXOS
141
ANEXO 01
Planilha para sistematização das condições das instalações da escola.
Sugestão apresentada pelo MEC.
Dependências
Diretoria
Secretaria
Sala de professores
Sala de coordenação pedagógica
Sala de orientação educacional
Sala de leitura ou biblioteca
Sala de TV e vídeo
Sala de informática
Sala de multimeios
Sala de ciências laboratório
Auditório
Sala de aula
Almoxarifado
Depósito de material de limpeza
Despensa
Refeitório
Recreio coberto
Quadra de esportes descoberta
Quadra de esportes coberta
Circulação interna
Cozinha
Área de serviço
Sanitários dos funcionários
Sanitários dos alunos
Vestuário dos alunos
Sanitário dos portadores de
necessidades especiais
142
Programa de Liderança
Quantidade
Condições de utilização
adequado
inadequado
O que está inadequado?
ANEXO 02
Ficha cadastral dos alunos que contribuem com a identificação do perfil da escola (Modelo 1).
FICHA CADASTRAL DO ALUNO - 2010
Ensino Fundamental
1º Ano (6 anos)
Turno:
Tarde
Manhã
2º Ano (7 anos)
3º Ano (8 anos)
Integral
Nome do aluno(a):
Sexo:
Data de Nascimento:
/
/
Raça/Cor:
Endereço Residencial:
Apto:
Bairro:
CEP:
Cidade:
Estado:
Tel. Residencial:
Tel. Urgência:
Naturalidade:
Nacionalidade:
Cor:
Pai:
CPF:
RG:
Celular:
Nível de Instrução:
Profissão:
Local de Trabalho:
E-Mail:
Endereço:
Telefone Com.:
Mãe:
CPF:
RG:
Celular:
Nível de Instrução:
Profissão:
Local de Trabalho:
E-Mail:
Endereço:
Telefone Com.:
Responsável Financeiro:
Tem irmãos?
Quantos?
Rejeita algum?
Esclarecer se os pais são casados, adotivos, falecidos ou separados:
Em caso de separação, a criança mora com:
Outras pessoas com quem convive em casa (nome / parentesco / função):
Como a criança reage aos limites impostos:
Como a criança reage a situações de briga / disputa:
Pessoas autorizadas a tirarem a criança da escola:
A criança é apegada a algum objeto?
Qual?
Alimenta-se sozinha?
Veste-se sozinha?
Já frequentou outra escola?
Qual?
Períodos cursados:
Como era a rotina antes dela ingressar na escola?
Lanche:
sim
não
Transporte:
sim
não
Autorizo o uso da imagem do meu filho(a) em toda a publicidade utilizada pela instituição, sem qualquer custo?
Data da matrícula:
/
/
sim
não
Ass. Resp. Preenchimento:
____________________________________________________________
Programa de Liderança
143
ANEXO 03
Ficha cadastral dos alunos que contribuem com a identificação do perfil da escola (Modelo 2).
Nome do aluno
Data de nascimento
/
/
Curso/Série
Masculino
RG
/
UF Nasc. Nacionalidade
Cor/Raça
Bairro
Integral
Tarde
Noite
RA
Religião
/
Segunda Nacionalidade
Endereço
Cidade
Telefone
Data Exped.
Feminino
Certidão de nascimento Cidade de nascimento
CPF
Exped.
Manhã
CEP
UF
E-mail
Pai do Aluno
Nome
Telefone
Telefone celular
CPF
Endereço
Cidade
Data de nascimento
/
/
RG
Bairro
Estado
Empresa
Nacionalidade
Profissão
CEP
Telefone da empresa
E-mail
Mãe do Aluno
Nome
Telefone
Telefone celular
Endereço
Cidade
Bairro
Estado
E-mail
144
CPF
Data de nascimento
/
/
RG
Programa de Liderança
Empresa
Nacionalidade
Profissão
CEP
Telefone da empresa
Solteiros
Separados
Mãe Viúva
Pai Viúvo
Nova união sim
não
Nome do novo cônjuge
Data de nascimento
/
/
Nacionalidade
Telefone
Empresa
Telefone da Empresa
Responsável financeiro pelo Aluno (Preencher abaixo se for outro)
Masculino
Telefone Celular
ANEXO 03
Estado civil dos pais Casados
Profissão
E-mail
Pai
Mãe
Outro
Aluno
Parentesco
Feminino
Nome do Responsável
Telefone
Profissão
Telefone celular
CPF
RG
Endereço
E-mail
Bairro
Cidade
CEP
Estado Empresa
Colégio anterior
Telefone empresa
Última série cursada Cidade
Com quem mora o aluno?
Pais
Pai
Mãe
Estado
Outro:
Como conheceu o colégio?
O aluno pode
deixar o colégio
sozinho?
Sim
Não
De que forma o aluno vem ao colégio?
a pé e sozinho
de ônibus e sozinho
transp. escolar
O aluno pode esperar fora do colégio? Onde?
alguém vem trazê-lo
Hora entrada
Metrô
Hora Saída
Pessoas autorizadas a retirar o aluno
Nome
Parentesco
Telefone
RG
Nome
Parentesco
Telefone
RG
Nome
Parentesco
Telefone
RG
Programa de Liderança
145
ANEXO 03
Ficha médica
O aluno possui alguma alergia específica? Qual?
Pode medicar?
Tipo de médico
alopata
Nome do Médico
homeopata
Não informado
Endereço
Telefone
O aluno possui alguma doença congênita? Qual?
Doenças ou problemas existentes
Hemofilia
Hipertensão
Convulsão
Bronquite
Necess. especiais
Diabete
Asma
Epilepsia
Defic. Visual
Dep. de Insulina
Doenças da infância já contraídas
Caxumba
Sarampo
Escarlatina
Rubéola
Catapora
Coqueluche
Outras doenças / Comentários
O aluno está fazendo algum tratamento médico? Qual?
Acompanhamento
Médico
Fonoaudiólogo
Outros?
Psicológico
O aluno está tomando alguma medicação específica? Qual?
Em caso de febre, qual o medicamento e dosagem indicada?
Tipo sanguíneo?
O aluno possui algum plano de saúde? Qual?
Em caso de necessidade, o aluno deverá ser removido para qual Hospital ou Clínica?
Telefone
Endereço do Hospital ou Clínica
Observações
Outros telefones para contato:
Nome
Telefone
Detalhes
_____________________________________________ RG: ___________________________ CPF: ____________________________
Assinatura do responsável
146
Programa de Liderança
ANEXO 04
Critérios: requisitos e características.
1. ENSINO E APRENDIZAGEM
Currículo organizado e articulado:
A escola possui e utiliza parâmetros curriculares.
A escola tem uma Proposta Pedagógica que orienta o processo de ensino e aprendizagem.
A escola tem objetivos e metas definidos na Proposta Pedagógica, para cada série ou ciclo e disciplina, de acordo com os
parâmetros curriculares adotados.
Os professores definem com o diretor e supervisor/orientador pedagógico a metodologia de ensino a ser seguida na
escola.
Os conteúdos para cada disciplina e para cada série ou ciclo são organizados de forma sequencial.
Os professores sabem qual o conteúdo a ser trabalhado em cada série ou ciclo e em cada disciplina.
Os professores sabem qual o conteúdo trabalhado no ano anterior por outro professor.
As etapas e níveis de aprendizagem a serem alcançados pelos alunos estão claramente definidos.
Os objetivos de aprendizagem são cobertos e alinhados com as avaliações propostas.
A equipe escolar reúne-se para revisar o currículo a partir da avaliação, do monitoramento e da prática de cada professor.
Proteção do tempo da aprendizagem
Os eventos escolares e os assuntos administrativos são organizados e tratados com um mínimo de interrupção das
aulas.
O tempo previsto para cada matéria é claramente definido e seguido pelos professores.
Os professores começam e terminam as aulas pontualmente.
A interrupção de aula devido à ausência de professores, reuniões, recesso etc. sempre é mínima.
Os professores dispõem de um plano de aula pronto quando os alunos entram em sala de aula.
A transição entre atividades desenvolvidas em sala de aula é rápida.
A maior parte dos alunos na escola é dedicada a atividades de aprendizagem.
Durante o tempo dedicado às aulas, os professores se concentram nas atividades de ensino.
Práticas efetivas dentro de sala de aula
Os professores procuraram constantemente propor atividades que propiciem a prática de valores e atitudes almejados.
O ritmo de instrução é ajustado para atender aos alunos que aprendem com maior ou menor facilidade.
Os alunos que não terminam as atividades durante a aula recebem orientação especial, para que se mantenham no ritmo
da turma.
As disciplinas críticas recebem maior atenção por parte da escola e dos professores.
Os professores conhecem a necessidade da turma e dão atenção individual e estímulos aos alunos com dificuldades.
Os professores explicam aos alunos os objetivos das lições e da matéria numa linguagem simples e clara.
Programa de Liderança
147
ANEXO 04
Os professores estabelecem uma relação entre as lições, assinalando aos alunos os conceitos ou habilidades-chave estudados anteriormente.
Os professores estimulam a curiosidade e o interesse dos alunos, relacionando o conteúdo da lição com coisas relevantes
do dia a dia dos alunos.
Durante as aulas, os professores fazem perguntas sobre pontos-chave da lição para verificar a compreensão e estimular
o raciocínio dos alunos.
Exercícios, tarefas e provas são corrigidos e devolvidos rapidamente, além disso, são usados para replanejar as atividades.
Os professores fazem elogios e críticas construtivas aos alunos em sala de aula.
Os professores evitam a ocorrência de interrupções em sala de aula, não desperdiçando o tempo de ensino e de aprendizagem.
Os problemas de disciplina são resolvidos na sala de aula, sem necessidade de encaminhar os alunos à direção.
Estratégias de ensino diferenciadas
Os professores usam e articulam técnicas variadas de ensino, incluindo tarefas e deveres individuais, discussão em sala,
trabalho em grupo, exercícios e monitorias.
Os professores utilizam televisão, vídeo, computador e outros materiais interativos, quando necessário.
Os alunos são ativamente engajados nas atividades de sala de aula.
Os professores utilizam material de uso social nas práticas pedagógicas, estimulando os alunos a perceberem o vínculo
entre as atividades escolares e extraescolares.
Os professores aproveitam os espaços externos para realizar atividades cotidianas como ler, contar, histórias, fazer desenhos etc.
Os professores propõem atividades pedagógicas fora da escola, como passeios, excursões etc.
Deveres de casa frequentes e consistentes
Os professores passam lição de casa sempre que necessário.
Os alunos fazem a lição de casa regularmente.
O conteúdo e a frequência do dever de casa são adequados à idade e ao ambiente familiar do aluno.
Os deveres de casa são passados em quantidade suficiente e em nível de dificuldade adequado para consolidar e ampliar
o conhecimento do aluno.
O professor comenta com os alunos os deveres de casa realizados.
Disponibilidade e utilização de recursos didático-pedagógicos
Os professores dispõem de materiais didáticos e pedagógicos adequados, que permitam atividades diversificadas dentro
da sala de aula.
A equipe escolar conhece o material pedagógico e didático existente na escola, sabe onde está guardado e o utiliza quando necessário.
Os alunos podem identificar seus livros-texto e descrever seu conteúdo.
Os alunos podem identificar outros materiais de leitura.
Os alunos possuem caderno, lápis, borracha etc.
148
Programa de Liderança
ANEXO 04
Avaliação contínua do rendimento dos alunos
Os professores fazem uma avaliação diagnóstica no início de cada etapa de ensino, para que possam por em prática seu
planejamento de forma adequada às características dos alunos.
Os professores monitoram continuamente o progresso dos alunos e sabem quantos e quais estão com dificuldade na
disciplina/conteúdo.
Há coleta de dados, arquivos e relatórios sobre o desenvolvimento dos alunos.
A avaliação do desempenho dos alunos em todos os níveis está adequada aos objetivos de ensino.
A equipe escolar utiliza os resultados de testes e relatórios de avaliação para localizar problemas potenciais e propor
soluções.
A equipe escolar utiliza informações para fazer revisões da forma como o currículo está organizado, articulado e é trabalhando na escola.
A escola utiliza padrões de desempenho para avaliar a aprendizagem dos alunos com base nos parâmetros curriculares.
Os alunos têm clareza dos conteúdos e do grau de expectativa da aprendizagem que se espera deles nas avaliações.
Em momentos determinados, é delegada aos alunos a responsabilidade de se autoavaliarem.
São aplicados diferentes instrumentos de avaliação e proporcionadas várias situações de aprendizagem para possibilitar
o desenvolvimento das capacidades dos alunos, integrar os conteúdos curriculares, contrastar os dados obtidos e observar a transferência das aprendizagens em contextos diferentes.
2. CLIMA ESCOLAR
Estabelecimento de altos padrões de ensino
Os professores têm claro os objetivos de aprendizagem que devem ser alcançados por todos os alunos.
O diretor e os professores são capazes de citar as metas e os objetivos curriculares da escola para pais de alunos e demais
pessoas da comunidade escolar.
O diretor e os professores comunicam aos alunos as metas de aprendizagem e de comportamento estabelecidas.
Os alunos com dificuldades de aprendizagem recebem auxílio, estímulo e apoio para atingir o nível de aprendizagem
esperado.
O diretor e os professores monitoram regularmente o desempenho dos alunos, identificando aqueles que estão em dificuldades em cada disciplina.
O diretor acompanha, com frequência, o desempenho dos professores e o desenvolvimento de seus programas curriculares.
A escola dispõe de parâmetros e instrumentos que permitem acompanhar o desempenho de professores e alunos.
A escola estabelece uma relação clara entre os objetivos de aprendizagem, as atividades de ensino e a avaliação dos
alunos.
A equipe escolar define padrões de desempenho para avaliar os alunos, com base nos parâmetros curriculares adotados.
A escola prevê apoio e orientação na implementação do currículo.
O professor planeja, no começo do ano, como trabalhará sua disciplina durante o ano letivo, informando os alunos sobre
seu plano de trabalho.
O plano de curso do professor contém as informações necessárias sobre a matéria, como ensiná-la e como avaliá-la.
Programa de Liderança
149
ANEXO 04
Altas expectativas em relação à aprendizagem dos alunos
No contato com pais e alunos, diretor e professores expressam sua confiança na capacidade de aprendizagem dos alunos,
independentemente da etnia, classe social ou outras características pessoais.
O diretor, no contato com professores, expressa sua confiança na capacidade de aprendizagem dos alunos.
A direção mantém o ensino e a aprendizagem como centro do diálogo e atenção de toda a equipe escolar.
Comunicação regular entre a equipe escolar, pais e a comunidade
O diretor promove reuniões frequentes com o corpo docente, com pauta antecipada.
A comunicação da escola com os pais e a comunidade é frequente.
Os pais entram em contato com o diretor por iniciativa própria.
O diretor envolve-se em atividades organizadas pela comunidade.
A escola promove eventos na escola de interesse da comunidade.
A direção da escola procura envolver os pais nas decisões relativas à melhoria da escola e enfatiza que a sua participação
faz muita diferença no desempenho de seus filhos.
Toda a equipe escolar trabalha de forma cooperativa e harmoniosa.
Presença efetiva do diretor
O diretor participa das assembleias escolares, supervisionando o bom andamento dos trabalhos.
O diretor é encontrado facilmente na escola, fora do seu gabinete.
O diretor permanece na escola durante o período de atividades escolares.
O diretor aumenta a frequência e a qualidade dos contatos informais entre os membros da equipe escolar quando necessário.
O diretor lidera o estabelecimento e a implementação de normas de comportamento entre os membros da equipe escolar.
O diretor está constantemente informado da eficácia das atividades de ensino desenvolvidas pelos professores.
Ambiente escolar bem organizado e agradável
A escola é limpa, organizada e tem aparência atrativa.
As aulas iniciam-se e terminam no horário.
As tarefas, os livros e os materiais a serem utilizados são preparados antes do início das aulas.
Os alunos são estimulados a participarem da organização, decoração, ordem e limpeza das salas de aula.
Normas e regulamentos escolares
A escola possui um código de conduta escrito que especifica as normas de comportamento para alunos e professores
dentro e fora de sala de aula.
O código de conduta é amplamente divulgado e é conhecido por alunos, professores e pais.
As normas de disciplina são aplicadas pronta e integralmente para todos.
Os procedimentos de disciplinas são rotineiros e de fácil e rápida aplicação.
Há normas em relação a atrasos e faltas, tanto para professores quanto para alunos.
150
Programa de Liderança
ANEXO 04
Confiança dos professores no seu trabalho
Os professores consideram-se capazes de ensinar bem.
Os professores sentem-se à vontade com os materiais de aprendizagem, integrando-os às tarefas de sala de aula e têm
ideias criativas sobre como ensinar.
Os professores acham seu trabalho significativo.
Compromisso e preocupação da equipe escolar com os alunos e com a escola
Os alunos confirmam que os professores estão comprometidos com o ensino e se preocupam com eles.
Os professores estabelecem altos padrões de trabalho e comportamento dos alunos.
A equipe escolar e os pais referem-se à escola como um lugar onde há atenção e cuidado com os alunos.
O absenteísmo e a falta de pontualidade dos professores são vistos como um problema na escola.
Trabalho em equipe
Os professores planejam as atividades de ensino de forma cooperativa.
Os professores trocam ideias entre si.
Os professores, o diretor e a equipe técnica trabalham em conjunto para tratar de questões de interesse da escola.
3. PAIS E COMUNIDADE
Apoio material da comunidade
A comunidade contribui voluntariamente com a escola, para garantir a manutenção e a melhoria das condições de atendimento aos alunos e funcionários.
A equipe escolar e os pais dos alunos reúnem-se para discutir as necessidades materiais da escola e as maneiras de
atendê-las.
Comunicação frequente entre corpo docente e pais
A escola promove eventos que permitem contato entre pais e professores.
Os professores comunicam-se frequentemente com os pais.
Os pais comparecem e participam das reuniões para as quais são convidados.
Participação da comunidade na gestão escolar
Os pais têm participação nas reuniões do Colegiado.
Os pais sabem quem é o seu representante no Colegiado.
Envolvimento dos pais na aprendizagem
Os pais participam de reuniões de avaliação da escola.
Os pais acompanham os deveres de casa dos filhos.
Há evidências de leitura, conversações e brincadeiras dirigidas no lar.
A equipe escolar incentiva os pais a acompanharem o progresso de seus filhos.
Programa de Liderança
151
ANEXO 04
4. GESTÃO DE PESSOAS
Gestão do pessoal docente e não docente
A direção tem claramente definidas as funções e atribuições de todo o pessoal da escola e expressa qual a sua expectativa em relação à equipe escolar.
A direção monitora e avalia as atividades desenvolvidas por todos os colaboradores da escola.
A direção identifica necessidades de aperfeiçoamento de toda a equipe escolar para a melhoria de suas habilidades profissionais.
A direção organiza espaço e tempo para que os membros da equipe escolar se reúnam, troquem experiências, estudem,
planejem etc.
A direção providencia atualização para o pessoal docente, técnico e administrativo, com a frequência necessária.
Os colaboradores são valorizados por meios de mecanismos de profissionalização e responsabilização.
A escola adota medidas de promoção do bem-estar para auxiliar os colaboradores a atingir as metas.
A escola acompanha o nível de satisfação, participação e bem-estar dos colaboradores.
Formação e desenvolvimento
Os professores conhecem metodologias de avaliação e usam esse conhecimento para desenvolver avaliações coerentes
e consistentes.
Os professores demonstram ter domínio da matéria que ensinam.
Os professores participam, com frequência, de cursos de atualização, demonstrando empenho no seu desenvolvimento
profissional.
A direção da escola identifica necessidades de aperfeiçoamento de pessoal docente e não docente para a melhoria de suas
habilidades profissionais.
A direção da escola define anualmente um programa de desenvolvimento do pessoal docente e não docente.
Os professores utilizam abordagens pedagógicas atualizadas.
A equipe escolar (docentes e não docentes) aceita inovações e se mostra envolvida em processos de mudança.
Os professores têm informações atualizadas sobre tecnologia e recursos educacionais.
Experiência apropriada do professor
Os professores são experientes no manejo de turmas e no acompanhamento do trabalho individual e de grupos.
O desempenho do professor dentro da sala de aula é avaliado.
Compromisso da equipe escolar com objetivos e metas da escola
Os professores e funcionários são comprometidos com os objetivos e metas da escola.
Os professores e funcionários conhecem os objetivos e metas da escola.
Os supervisores ou coordenadores pedagógicos orientam os professores para o alinhamento entre suas práticas docentes e os objetivos e metas da escola, prestando assistência sempre que necessário.
A equipe escolar avalia o desempenho de seu pessoal e o da escola como um todo, bem como o seu esforço para mudança.
Docentes e não docentes demonstram entusiasmo no desempenho de suas funções.
152
Programa de Liderança
ANEXO 04
5. GESTÃO DE PROCESSOS
Conselho escolar atuante
A escola dispõe de um Colegiado ou Conselho Escolar com funções e atribuições bem definidas.
O Colegiado ou Conselho funciona de maneira permanente.
O Colegiado ou Conselho realiza reuniões sistemáticas.
As reuniões do Colegiado ou Conselho são marcadas com antecedência, em horário que todos possam participar e com
divulgação prévia da pauta.
Os segmentos representantes da comunidade interna e externa à escola têm participação efetiva no Colegiado ou Conselho.
Os processos de ensino, aprendizagem e gestão participativa da escola atendem ao que foi definido e validado pelo Colegiado ou Conselho.
Utilização e controle dos recursos financeiros
A direção é capaz de demonstrar que os insumos escolares adquiridos com os recursos provindos do governo, da comunidade e dos pais são alocados de acordo com as necessidades detectadas pela escola.
A direção tem objetivos claros para a aplicação dos recursos financeiros disponíveis, efetuando os gastos de acordo com
os procedimentos legais.
A direção submete o planejamento para a aplicação dos recursos financeiros ao Colegiado ou Conselho Escolar, bem como
a prestação de contas dos gastos efetuados.
A direção controla e registra de forma apropriada os gastos efetuados pela escola.
Planejamento das ações
A escola define conjuntamente seus objetivos, metas e estratégias e o plano de ação para alcançá-los.
O diretor e os professores tomam decisões conjuntas relativas ao horário escolar, aos livros-texto e demais recursos
utilizados.
O currículo escolar é discutido e definido por toda a equipe escolar, com validação do Colegiado ou Conselho.
Os processos críticos da escola são gerenciados com auxílio de indicadores de desempenho com vistas à realização de
melhorias.
Objetivos claros
Os objetivos da escola são claramente definidos e aceitos pela comunidade escolar.
Os profissionais da escola sabem o objetivo do seu trabalho e estão mobilizados para a análise e melhoria dos processos.
A escola tem autonomia para decidir sobre horários escolares, metodologias adotadas, equipamentos e materiais necessários.
A escola dispõe de critérios e instrumentos para determinar a eficácia escolar.
A escola estabelece metas de excelência.
Programa de Liderança
153
ANEXO 04
Rotina organizada
A escola dispõe de procedimentos administrativos bem definidos e padronizados e os utiliza.
As pessoas na escola conhecem e utilizam todos os procedimentos disponíveis para executar bem o seu trabalho.
Cada profissional da escola sabe medir e avaliar o resultado de seu trabalho.
Os dados necessários ao gerenciamento da escola são levantados de forma competente.
Os problemas que surgem na escola são comunicados à direção.
As atividades e processos desenvolvidos na escola são documentados e otimizados.
As informações circulam de maneira rápida e correta entre os diversos setores e colaboradores.
6. INFRAESTRUTURA
Instalações adequadas da escola
O prédio e o pátio escolar são bem conservados e têm aparência atrativa.
Os banheiros são limpos e mantidos em condições adequadas de uso.
A escola possui um espaço disponível para atividades de leitura e pesquisa.
As salas de aula, laboratórios e biblioteca estão em boa condição de uso.
As salas de aula, laboratórios, bibliotecas etc. são utilizados de forma adequada.
Os alunos têm consciência de sua participação na conservação do patrimônio escolar.
7. RESULTADOS
Desempenho acadêmico dos alunos
Os históricos acadêmicos recentes mostram evolução favorável em relação às médias nacionais/estaduais/regionais.
Os dados de desempenho demonstram elevação na taxa de aprovação em todas as séries e disciplinas, a qual está situada, atualmente, em patamares de excelência.
A taxa de abandono tem diminuído consistentemente a cada ano.
A média de aprovação dos alunos em Português e Matemática tem aumentado a cada ano e situa-se, atualmente, em
patamares de excelência.
A distorção idade-série tem diminuído consistentemente a cada ano.
Desempenho geral da escola
Há evidências de que todas as metas estabelecidas no Plano de Ação da escola são integralmente cumpridas.
Os resultados da escola indicam tendência crescente no nível de satisfação da equipe escolar, dos pais e da comunidade
em relação aos serviços prestados.
Há evidências de tendência de melhoria na qualidade dos processos de gestão e serviços da escola.
154
Programa de Liderança
ANEXO 05
Planilhas de avaliação da eficácia escolar através de critérios de qualidade (Exemplo de aplicação com o
critério ensino e aprendizagem)
PLANILHA DE AVALIAÇÃO DOS CRITÉRIOS DE QUALIDADE
Critérios de qualidade: Requisitos, Características, Avaliação e Evidências
Nome da escola
Município
Estado
Diretor
Coordenador
Data
Datas
Participantes
Programa de Liderança
155
ANEXO 05
1. Ensino e aprendizagem
Atingida
Parcialmente Atingida
Não Atingida
Avaliação
Evidências
Avaliação
Evidências
Requisitos Características
A escola possui e utiliza parâmetros curriculares;
1.1 - Currículo organizado e articulado
A escola tem uma Proposta Pedagógica que orienta o processo de
ensino e aprendizagem;
A escola tem objetivos e metas definidos na Proposta Pedagógica, para
cada série ou ciclo e disciplina, de acordo com os parâmetros curriculares adotados;
Os professores definem com o diretor e supervisor/orientador pedagógico a metodologia de ensino a ser seguida na escola;
Os conteúdos para cada disciplina e para cada série ou ciclo são organizados de forma sequencial;
Os professores sabem qual o conteúdo a ser trabalhado em cada série
ou ciclo e em cada disciplina;
Os professores sabem qual o conteúdo trabalhado no ano anterior por
outro professor;
As etapas e níveis de aprendizagem a serem alcançados pelos alunos
estão claramente definidos;
Os objetivos de aprendizagem são cobertos e alinhados com as avaliações propostas;
A equipe escolar reúne-se para revisar o currículo a partir da avaliação,
do monitoramento e da prática de cada professor.
1.2 - Proteção do tempo da aprendizagem
Requisitos Características
156
Os eventos escolares e os assuntos administrativos são organizados e
tratados com um mínimo de interrupção das aulas;
O tempo previsto para cada matéria é claramente definido e seguido
pelos professores;
Os professores começam e terminam as aulas pontualmente;
A interrupção de aula devido à ausência de professores, reuniões,
recesso etc. sempre é mínima;
Os professores dispõem de um plano de aula pronto quando os alunos
entram em sala de aula;
A transição entre atividades desenvolvidas em sala de aula é rápida;
A maior parte do tempo dos alunos na escola é dedicada a atividades de
aprendizagem;
Durante o tempo dedicado às aulas, os professores se concentram nas
atividades de ensino.
Programa de Liderança
Atingida
Parcialmente Atingida
Requisitos Características
Avaliação
Não Atingida
ANEXO 05
1. Ensino e aprendizagem
Evidências
Os professores procuraram constantemente propor atividades
que propiciem a prática de valores e atitudes almejados;
O ritmo de instrução é ajustado para atender aos alunos que
aprendem com maior ou menor facilidade;
1.3 - Práticas efetivas dentro de sala de aula
Os alunos que não terminam as atividades durante a aula recebem
orientação especial, para que se mantenham no ritmo da turma;
As disciplinas críticas recebem maior atenção por parte da escola
e dos professores;
Os professores conhecem a necessidade da turma e dão atenção
individual e estímulos aos alunos com dificuldades;
Os professores explicam aos alunos os objetivos das lições e da
matéria numa linguagem simples e clara;
Os professores estabelecem uma relação entre as lições, assinalando aos alunos os conceitos ou habilidades-chave estudados anteriormente;
Os professores estimulam a curiosidade e o interesse dos alunos,
relacionando o conteúdo da lição com coisas relevantes do dia a
dia dos alunos;
Durante as aulas, os professores fazem perguntas sobre pontoschave da lição para verificar a compreensão e estimular o raciocínio
dos alunos;
Exercícios, tarefas e provas são corrigidos e devolvidos rapidamente, além disso, são usados para replanejar as atividades;
Os professores fazem elogios e críticas construtivas aos alunos em
sala de aula;
Os professores evitam a ocorrência de interrupções em sala de
aula, não desperdiçando o tempo de ensino e de aprendizagem;
Os problemas de disciplina são resolvidos na sala de aula, sem
necessidade de encaminhar os alunos à direção.
Programa de Liderança
157
ANEXO 05
1. Ensino e aprendizagem
Atingida
Parcialmente Atingida
1.4 -Estratégias de ensino diferenciadas
Requisitos Características
Evidências
Avaliação
Evidências
Os professores utilizam televisão, vídeo, computador e outros
materiais interativos, quando necessário;
Os alunos são ativamente engajados nas atividades de sala de
aula;
Os professores utilizam material de uso social nas práticas pedagógicas, estimulando os alunos a perceberem o vínculo entre as
atividades escolares e extraescolares;
Os professores aproveitam os espaços externos para realizar
atividades cotidianas como ler, contar, histórias, fazer desenhos
etc.;
Os professores propõem atividades pedagógicas fora da escola,
como passeios, excursões etc.
Os professores passam lição de casa sempre que necessário;
e consistentes
1.5 -Deveres de casa frequentes
Avaliação
Os professores usam e articulam técnicas variadas de ensino, incluindo tarefas e deveres individuais, discussão em sala, trabalho
em grupo, exercícios e monitorias;
Requisitos Características
158
Não Atingida
Os alunos fazem a lição de casa regularmente;
O conteúdo e a frequência do dever de casa são adequados à idade e ao ambiente familiar do aluno;
Os deveres de casa são passados em quantidade suficiente e em
nível de dificuldade adequado para consolidar e ampliar o conhecimento do aluno;
O professor comenta com os alunos os deveres de casa realizados.
Programa de Liderança
Atingida
Parcialmente Atingida
recursos didático-pedagógicos
1.6 -Disponibilidade e utilização de
Requisitos Características
Não Atingida
Avaliação
Evidências
Avaliação
Evidências
ANEXO 05
1. Ensino e aprendizagem
Os professores dispõem de materiais didáticos e pedagógicos
adequados, que permitam atividades diversificadas dentro da
sala de aula;
A equipe escolar conhece o material pedagógico e didático existente na escola, sabe onde está guardado e utilizam-no quando
necessário;
Os alunos podem identificar seus livros-texto e descrever seu
conteúdo;
Os alunos podem identificar outros materiais de leitura;
Os alunos possuem caderno, lápis, borracha etc.
Requisitos Características
1.7- Avaliação contínua do rendimento dos alunos
Os professores fazem uma avaliação diagnóstica no início de cada
etapa de ensino, para que possam por em prática seu planejamento de forma adequada às características dos alunos;
Os professores monitoram continuamente o progresso dos alunos e sabem quantos e quais estão com dificuldade na disciplina/
conteúdo;
Há coleta de dados, arquivos e relatórios sobre o desenvolvimento dos alunos;
A avaliação do desempenho dos alunos em todos os níveis está
adequada aos objetivos de ensino;
A equipe escolar utiliza os resultados de testes e relatórios de
avaliação para localizar problemas potenciais e propor soluções;
A equipe escolar utiliza informações para fazer revisões da forma como
o currículo está organizado, articulado e é trabalhando na escola;
A escola utiliza padrões de desempenho para avaliar a aprendizagem dos alunos com base nos parâmetros curriculares;
Os alunos têm clareza dos conteúdos e do grau de expectativa da
aprendizagem que se espera deles nas avaliações;
Em momentos determinados, é delegada aos alunos a responsabilidade de se autoavaliarem;
São aplicados diferentes instrumentos de avaliação e proporcionadas várias situações de aprendizagem para possibilitar o
desenvolvimento das capacidades dos alunos, integrar os conteúdos curriculares, contrastar os dados obtidos e observar a
transferência das aprendizagens em contextos diferentes.
Programa de Liderança
159
160
EVIDÊNCIAS
(indicador de
resultados
esperados)
Programa de Liderança
Resultados
Infraes
trutura
Gestão de
processos
Gestão de
pessoas
Pais e
comunidade
Clima escolar
Ensino e
aprendizagem
Critérios
AÇÕES
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
a)
b)
Data
a)
INSTRUMENTOD
DE ATIVAÇÃO
(acompanhamento
constante)
TEMPO PREVISTO PARA
IMPLEMENTAÇÃO (nº
de horas e data no
calendário)
RESPONSÁVEIS
(indicar o nome das
pessoas)
Coordenador
Diretor
OBJETIVOS
(descrição de
resultados
observáveis)
Estado
Município
Nome da escola
OBSERVAÇÕES
ANEXO 06
Planilha: Plano de Ação
Módulo 3:
Como promover observação
em sala de aula
Programa de Liderança
161
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1. Aprender a olhar
Depurar o olhar é uma tarefa necessária em várias áreas das ciências humanas. O educador
em especial, que convive com a interação entre seres humanos a todo tempo, precisa ter um
“olhar” apurado do cotidiano escolar.
Esse olhar focado e direcionado é chamado de observação e ele faz parte de um exercício metodológico
sistematizado que se constitui em “fazer ciência”: observar, registrar, refletir, avaliar e planejar.
Nosso olhar de todos os dias tende a enxergar apenas estereótipos que não nos permite ver a realidade. Para isso, é necessário Aprender a olhar, de modo
sensível e instigador que nos leve a refletir sobre a realidade.
Este olhar envolve: atenção, presença, ver e ouvir. Madalena Freire (1996) nos explica que:
“A ação de olhar e escutar é um sair de si para ver o outro e a realidade segundo seus próprios
pontos de vista, segundo sua história”.
Este guia tem como objetivo orientar a equipe gestora para aprender a olhar situações pedagógicas envolvidas na prática docente, sem deixar de considerar todas as variáveis que fazem parte daquele ambiente de trabalho. Por exemplo, ao observar um professor que tem
uma turma com 40 alunos, não podemos querer que ele tenha a mesma prática se ele tivesse
um grupo de 25 alunos. Temos que entender este contexto e dar feedbacks pertinentes à
esta realidade.
O objetivo central de uma escola é fazer com que seus alunos aprendam. A observação da sala
de aula (lugar privilegiado da aprendizagem) e o posterior feedback para os professores, tem
a intenção de colaborar com a qualidade da educação, permitindo que seja elaborado um planejamento da formação dos professores e da equipe docente a partir dos fatos observáveis,
das discussões e estudos sobre os problemas, da busca de soluções e de novas estratégias
para promover uma aprendizagem mais eficaz.
162
Programa de Liderança
Não há uma estratégia única para promover a observação em sala de aula. O mais importante
é que a observação e o posterior feedback para o professor sejam caracterizados como ações
de colaboração à sua aula.
Com o passar do tempo e a observação em sala de aula passando a fazer parte da cultura da escola, podemos aprimorar esta iniciativa, passando para uma estratégia de formação mais enriquecedora, que é a Tematização da Prática, onde se propõe que este mesmo feedback seja compartilhado com a equipe de professores e que se transforme em tema para formação em serviço.
A Tematização da Prática consiste em apresentar uma amostra do registro realizado em
sala de aula, em vídeo ou por escrito, fruto da prática de um professor, para uma análise
coletiva do grupo docente, tornando-se um objeto de estudo e aprimoramento, sendo
possível entender a complexidade do objeto que se deseja estudar, sobre a concepção de
ensino e aprendizagem que estão por trás das atividades propostas.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Esta prática minimiza o desconforto dos professores ao se depararem com formações em
serviço descontextualizadas da prática e que não atendem às suas expectativas. Ao serem
analisados os fatos observados na aula, trazemos à tona as fragilidades, sendo possível desenhar estratégias para superá-las.
Esta é uma estratégia riquíssima de formação, pois ao distanciarmos da situação conseguimos vê-la por outras perspectivas e, juntamente com a equipe docente e gestora, propor
melhores ou diferentes situações de aprendizagem.
Para viabilizar uma ação como esta é necessário certo amadurecimento da equipe, ou seja,
um amadurecimento tanto do observador, que deve ter competência para fazer registros relevantes no ato de observar, quanto do observado, que deverá agir com naturalidade ao expor
sua prática ao grupo.
Sabemos que se esse procedimento não é comum nas escolas, então um bom começo é iniciar
as observações envolvendo somente observador e observado com feedbacks individuais para
que o professor se sinta mais à vontade para receber críticas e sugestões de encaminhamentos. Com o tempo, a equipe vai sendo preparada para promover formações em serviço com
feedbacks coletivos, adquirindo know-how que possibilite sustentar esta formação.
Neste guia trataremos da observação da sala de aula e do feedback individual para os professores. A tematização da prática, fruto da discussão coletiva que poderá ser feita a partir
destas observações, merece um detalhamento que não será explorado neste momento.
Programa de Liderança
163
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
2. O que é observar?
Observação é o exercício de um dos sentidos ou da integração de dois ou mais sentidos, com
o objetivo de “perceber” o que existe, o que se passa no contexto, os movimentos dos elementos da natureza, os componentes de um fato ou situação, a ordem de eventos, a comunicação entre as pessoas etc.
Observar não é apenas olhar, contemplar, senão ver e entender o que se vê. É uma capacidade
da inteligência que pode ser desenvolvida, educada e utilizada para o bem próprio e coletivo.
É necessário olhar, ver, entender e fazer um bom uso do que se aprendeu.
Uma observação, qualquer que seja o seu objetivo e as suas finalidades, deve inicialmente contemplar, como sugerem Selltiz et. al. (1967), quatro importantes questões:
O que deve ser observado?
Quais os procedimentos a utilizar para garantir a validade das observações?
Como registrar as observações?
Que tipo de relação estabelecer entre o observador e o observado?
Ao analisarmos as quatro questões que Selltiz coloca como essenciais para organizar a ação
da observação, fazemos uma analogia em situações de observação de sala de aula, e propomos neste guia, os quatro marcos importantes, adaptados para a realidade escolar:
164
3.
4.
5.
6.
O foco da
observação
0 procedimento
da observação
0 registro da
observação
A devolutiva
para o professor
(feedback)
Programa de Liderança
O foco da
observação
4.
5.
6.
0 procedimento
da observação
0 registro da
observação
A devolutiva
para o professor
(feedback)
Madalena Freire nos ajuda a pensar sobre a ação do observador no ambiente escolar quando
nos diz: “Observar uma situação pedagógica não é vigiá-la mas sim, fazer vigília por ela, isto é,
estar e permanecer acordado por ela, na cumplicidade da construção do projeto, na cumplicidade pedagógica”.
Ao cuidar da situação pedagógica, a equipe gestora demonstra seu foco na meta principal:
fazer com que os alunos aprendam.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
3.
É na situação pedagógica que acontecem os principais momentos do aprendizado, então é ela
que deve ser o foco de observação e cuidado da equipe gestora.
Podemos focar a observação em três direções e exemplificamos com alguns indicadores que
podem ser contemplados em cada uma delas:
1 – Na aprendizagem individual e/ou coletiva:
A percepção do(s) educando(s) sobre o que aprendeu(ram);
A percepção do que foi mais significativo;
O entendimento das lacunas de aprendizagem etc.
2 – Na dinâmica da sala de aula:
As relações estabelecidas entre os elementos do grupo e o objeto de conhe-
cimento;
Os momentos de tensão e caos;
Programa de Liderança
165
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Os momentos de relaxamento e ordem;
Os grupos estabelecidos;
As conversas e silêncios estabelecidos;
O cumprimento dos objetivos da aula, bem como a possibilidade de observar
se houve um planejamento prévio dos objetivos a serem alcançados;
A organização da sala etc.
3 – Na coordenação dos trabalhos
O trabalho do professor para contemplar as diferenças de aprendizagem e rit-
mos em sala de aula;
As estratégias do professor para lidar com os conflitos;
As estratégias do professor para organizar e articular os conteúdos;
A organização do tempo para a aprendizagem etc.
No documento elaborado pelo Ministério da Educação em 2006, que explica o passo a passo
de como fazer o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE), em uma das suas etapas, sugere
critérios de avaliação para verificar a eficácia escolar. Reconhecendo sua relevância, propomos
o uso deste documento como base para definir os indicadores que farão parte do foco de
observação.
O importante é que os indicadores sejam elencados antes de se entrar em sala de aula e que
esta escolha seja discutida com os professores.
O documento do MEC deve servir apenas como sugestão. Novos focos surgirão a partir do
exercício feito junto com os professores, olhando para a realidade da comunidade escolar e,
também, na própria sala de aula, da interação que se estabelece entre o observador, o observado e o próprio objeto que está sendo estudado, abrindo-se assim possibilidades de novos
focos observáveis.
Um quadro completo com os indicadores de eficácia escolar pode ser visto no ANEXO 1 e mais
detalhes de como organizar o instrumento de observação vai ser apresentado a posteriori.
166
Programa de Liderança
O foco da
observação
4.
0 procedimento
da observação
5.
6.
0 registro da
observação
A devolutiva
para o professor
(feedback)
O como começar não é uma tarefa simples, portanto devemos estar atentos e cautelosos para
a implementação dessa nova prática na escola. De início, é necessário definir de maneira muito clara o papel do observador na sala de aula. O observador deve encontrar um campo específico de interesse, observar o fluxo de informações, sem influenciar demasiadamente nos
mesmos, sem se tornar cúmplice dos fatos observados ou mesmo promover distorções nos
eventos. Ou seja, o foco do observador deve ser observar um evento e registrar o que realmente ocorre. Deve cuidar para não fazer juízo de valor em sua descrição e sim em descrever
os fatos observáveis de acordo com o foco escolhido.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
3.
Neste processo, muitas vezes os professores se sentem invadidos na presença de um observador em sala de aula. Esta situação pode ser amenizada se, inicialmente, o observador entrar na sala de aula no papel de um colaborador como, por exemplo, alguém que irá acompanhar algum aluno com dificuldade, ajudar em alguma tarefa específica, isto é, ser mais um
para apoiar a aula. Qualquer que seja a estratégia para promover a observação em sala de
aula, esta decisão deve ser negociada junto aos professores. Pode ser, inclusive, que na discussão com a equipe, defina-se que a melhor estratégia é o observador não se envolver com
a dinâmica da aula e isso deve ser respeitado.
Além do procedimento ter um combinado anterior entre o observador e o observado, deve-se
também fazer combinados com o foco observável, ou seja, com os alunos. A presença inesperada
da equipe gestora na sala de aula, sem um planejamento prévio, traz um clima de desconfiança
e certa desorganização que não colabora com a implantação da prática de observação.
Outros procedimentos podem ser implementados para minimizar este desconforto como, por
exemplo, ocultar o instrumental e o próprio observador, fazendo uso de uma câmera. Se essa
solução não for viável, procura-se fazer com que o acompanhamento do observador desperte
o mínimo de atenção possível e que sua presença passe a ser parte da rotina da sala de aula.
Programa de Liderança
167
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
3.
4.
O foco da
observação
0 procedimento
da observação
5.
6.
0 registro da
observação A devolutiva
para o professor
(feedback)
O registro sistematizado deste processo é fundamental. É ele que irá validar a observação em
sala de aula como um instrumento de qualificação da prática do professor.
No momento em que o observador está em sala de aula, ele está envolvido na situação, o que
dificulta uma análise mais apurada da relação daquele professor com o grupo e todas as implicações envolvidas. O registro colaborará para que, posteriormente, ele resgate o que foi o
processo daquele professor com o grupo e elabore uma proposta de feedback.
O registro e a observação podem vir juntos ou o registro pode ocorrer a posteriori, dependendo da dinâmica estabelecida entre observador e observado. Se o observado entrou em sala de
aula com uma função específica de colaboração, dificilmente ele conseguirá fazer isso concomitantemente.
No caso em que o registro não for feito de imediato, é importante que seja feito assim que
possível para que não se percam detalhes importantes observados.
Sabemos que escrever não é fácil. É uma tarefa difícil, porque compromete mais
do que falar, deixa marca, registra o pensamento. Mas também organiza e articula
o pensamento na busca de conhecer o outro, a si e o mundo. É uma prática que
deve ser valorizada não só nas atividades de observação em sala de aula, mas em
diversos momentos da rotina escolar, contribuindo com a melhoria da qualidade
contínua, rumo à uma Nova Educação, onde o foco é o desenvolvimento do aluno.
168
Programa de Liderança
O registro da observação em sala de aula e das devolutivas para os professores fará parte do
que aqui chamaremos de Memorial do Itinerário de Formação (MIF), um dossiê que será organizado ao longo desta trajetória, com o objetivo de constituir a memória do processo de desenvolvimento profissional e colaborar com o bom desempenho das atividades que ocorrem
na sala de aula. O MIF é constituído por um conjunto de relatórios, planos de aula, fotos, vídeos, devolutivas ou qualquer outro instrumento que tenha relação com a atividade de observação em sala de aula. Poderá possuir formas distintas de registro e armazenagem, desde
que atenda às necessidades do grupo, constitua a memória desta ação e seja de fácil acesso
a todos os envolvidos.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
5.1 Memorial do Itinerário de Formação (MIF)
Algumas sugestões de recursos para organizar os MIFs:
Uma pasta com plásticos, onde
serão armazenados todos os
documentos, fotos etc;
Um blog que, além de permitir a armazenagem dos documentos acima,
pode incluir material multimídia e
permitir uma relação mais constante
entre observador e observado.
5.2 Protocolo de Observação
O documento mais importante do MIF é o Histórico de Colaboração, um instrumento que tem
como objetivo ser um guia de observação e fonte para registrar a prática do professor durante a atividade de observação.
Para que este documento seja legítimo, enfatizamos novamente a necessidade de ser construído a partir de uma análise criteriosa dos focos de observação, envolvendo a equipe gestora e os professores.
Programa de Liderança
169
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
É importante destacar também que é necessário escolher os focos de observação antecipadamente, pois o improviso não colabora com o bom desempenho da observação.
Para auxiliá-los neste desafio, neste guia sugerimos a organização do protocolo de
observação contemplando as seguintes informações:
Eixos de observação: na aprendizagem, na dinâmica e na coordenação;
Indicadores: a serem escolhidos a partir do instrumento de análise da efi-
cácia escolar (disponível no PDE) e no ANEXO 1 deste documento ou a partir
de outros interesses da equipe docente ou, ainda, a partir da relação que
se estabelece entre observador, observado e foco observável (alunos);
Fato Observado: este campo deve ser assinalado com uma evidência no mo-
mento da observação ou logo após o término da atividade para que não se
perca nenhum detalhe;
Fato Não observado: este campo deve ser assinalado caso não seja possível
observar um fato durante a observação em sala de aula. Atenção: o fato de
não ter sido possível observar um indicador não significa uma situação negativa e sim apenas um fato, pois a observação é um recorte que se faz em
um contexto de uma aula que não consegue abranger toda a complexidade
de todas as situações presentes na sala de aula no dia a dia;
Destaque: neste campo o observador deverá registrar pontos de atenção
sobre os fatos observados para posterior reflexão e sugestão de encaminhamentos. Deve ser preenchido, com calma, depois que for feita a reflexão sobre o fato observado;
Encaminhamento inicial: após a reflexão, o observador propõe um enca-
minhamento inicial que será apresentado ao observado no momento do
feedback;
Encaminhamento acordado: no momento do feedback, o observador e o ob-
servado deverão acordar se o encaminhamento inicial sugerido é pertinente ou não. Caso não seja, registrar neste campo o encaminhamento acordado entre ambas as partes.
170
Programa de Liderança
Aula de Ciências: os
alunos demonstraram interesse pelo
assunto.
INDICADORES Observado
Não
Observado
Destaque
Encaminhamento
Inicial
Encaminhamento
acordado
Coordenação
Dinâmica
Aprendizagem
Eixos
Percepção de
aprendizagem
dos alunos.
Organização e
articulação dos
conteúdos.
Aulas expositivas
e com textos de
apoios.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
A seguir apresentamos, em mais detalhes, um exemplo da estrutura proposta do protocolo de observação, no Anexo 2, disponibilizamos o modelo em formato editável para que
possa ser preenchido ou adaptado pela equipe gestora junto com os professores, no momento do planejamento desta ação.
Observei que os alunos estavam muito interessados na atividade de Ciências proposta, sinal que o conteúdo
está sendo bem trabalhado. Podemos
aproveitar este entusiasmo e propor
uma experiência que propicie uma atividade empírica do conceito abordado.
Na área de Ciências o procedimento de
realizar experiências ajuda o aluno a
se aproximar do conteúdo estudado
tornando-o mais significativo. Sabemos, que, na idade em que se encontram, para se apropriarem de conteúdos procedimentais próprios da área
estudada, necessitam construir comparações e discussões poderá partir
de elementos e modelos, frutos da
moderação feita pelos professores.
Programa de Liderança
171
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
3.
4.
5.
O foco da
observação
0 procedimento
da observação
0 registro da
observação
6.
A devolutiva
para o professor
(feedback)
O feedback é uma palavra inglesa traduzida para o português como realimentação ou retroalimentação.
Consiste em uma prática importante, pois é através dele que o gestor pode explicar ao professor como aprimorar sua prática pedagógica, definir estratégias de desenvolvimento profissional, corrigir desvios de comportamento e de atividades; reforçar as ações corretas; promover a
motivação e autoestima e orientar sobre o que é esperado, metas e objetivos a alcançar.
Ao elaborar o feedback deve-se atentar para começar o diálogo elencando os pontos positivos e, a partir deles, trazer à tona os pontos a melhorar para que se qualifiquem.
Segundo Fela Moscovici (1997), o feedback se torna útil quando consegue atender as seguintes características:
Ser descritivo ao invés de apenas avaliativo, isto é, quando não há julgamento
apenas, mas o relato com exemplos dos eventos;
Ser específico ao invés de generalizado. Deve-se procurar focar em comportamentos e atitudes específicas;
Ser compatível com as necessidades do observador e do observado. Quando
atende só a necessidade do observador, costuma ser destrutivo. Deve-se levar em conta a necessidade do observado;
Ser dirigido para comportamentos que o observado possa modificar, pois se não
for assim, ao considerar falhas em algo que não se consegue mudar, cria-se uma situação muito frustrante e não construtiva;
172
Programa de Liderança
anterior com o observado fica mais fácil sua execução;
Ser oportuno em relação ao tempo da devolutiva, pois se passar muito tempo
entre o ato de observar e o feedeback perde-se o sentido do mesmo, tanto em relação
ao elogio, quanto a crítica. Não guarde por meses algo importante a dizer. Faça o mais
breve possível, estando atento ao local adequado e pessoas envolvidas;
Ser esclarecedor, assegurando uma comunicação precisa, por isso o uso de um protocolo de observação combinado anteriormente com o grupo é essencial.
Contemplar todas essas características para um bom feedback não necessariamente garante
o sucesso da prática de observação em sala de aula, pois, embora compreendidos e aceitos,
não são fáceis de serem seguidos e nem recebidos.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Ser solicitado ao invés de imposto. Quando o observador já possui um combinado
Para quem recebe é difícil aceitar suas fraquezas e admiti-las para outra pessoa. O que está
em questão é o profissionalismo do observado e isto pode afetar sua imagem ou status,
deixando-o preocupado com que os outros dirão ou pensarão.
Para quem dá a devolutiva é fácil cair na armadilha de ver somente o comportamento do observado, tornando-se muito avaliativo sem considerar o contexto geral da situação.
Quando o observado não estiver preparado para a devolutiva, a insistência só trará mais resistência, negando os procedimentos de validação e impedindo seu êxito. Será um esforço em vão!
6.1 Superando as dificuldades
Será natural surgirem dificuldades na implementação desta prática em Educação, pois não é
comum em nossa cultura escolar, apesar de se acreditar na sua importância para estabelecer
uma corresponsabilidade entre o professor e sua equipe gestora, assim como promover a
melhoria da qualidade educacional e apoio aos profissionais para lidarem com as dificuldades
da rotina de sala de aula.
Programa de Liderança
173
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Portanto, algumas dicas são importantes de serem compartilhadas:
Estabeleça uma relação de confiança entre observador e observado para dimi-
nuir as barreiras;
Promova o reconhecimento de que a prática de observação em sala de aula é um
processo de avaliação conjunta entre os envolvidos no contexto, com foco na
melhoria da qualidade da Educação;
Aprenda a ouvir e a receber, sem reações emocionais intensas, análises críticas
dos observados. Conduza de maneira que eles procedam da mesma forma;
Seja habilidoso ao falar sem utilizar palavras de duplo sentido que possam pro-
vocar ruído na comunicação. Uma estratégia interessante é, após a conversa,
retomar os pontos principais evidenciados e os combinados.
6.2 Habilidades de comunicação
O tipo de relação que se estabelece entre o observador e o observado é extremamente influenciada pela qualidade da comunicação constituída.
Além de levar em consideração as dicas já apresentadas no Guia do Planejamento Estratégico
para promover uma boa comunicação, o gestor deve desenvolver habilidades específicas para
organizar devolutivas aos professores, ou seja, feedbacks. Como habilidades de comunicação
fundamentais, para atividades de feedback, elencamos o uso de paráfrases, perguntas esclarecedoras e perguntas de sondagem.
A paráfrase consiste em dizer, com suas próprias palavras, o que disse outra pessoa, com o
objetivo de verificar se há entendimento do que o outro falou.
174
Programa de Liderança
Pelo que entendi, a dificuldade para organizar grupos de trabalho com os alunos
desta classe está relacionada aos problemas de relações interpessoais existentes entre eles. É isso mesmo?
Então você quer dizer que o desafio para promover uma pesquisa mais aprofundada sobre este tema está relacionado à falta de tempo e a necessidade de cumprir
com todos os outros conteúdos estipulados para este bimestre. É isso mesmo?
Deixa eu ver se ficou claro... você está pensando em organizar uma visita ao campo com o objetivo de ampliar a visão dos alunos sobre a degradação do meio
ambiente. É este mesmo o objetivo?
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Exemplos de uso de paráfrase:
Como podemos ver neste exercício, a pessoa que fez o relato inicial (o observado) já tem a
possibilidade de refletir sobre o que foi dito e avaliar se é pertinente ou não.
Caso não reconheça no discurso do observador sua fala original, expõe novamente suas ideias
de outra forma. Uma frase clássica presente neste momento é: “Não é exatamente isso que
eu quis dizer. Na verdade, a situação é essa, essa e essa...”.
Para realizar o uso de paráfrase deve-se ter habilidade de atenção, escuta ativa e empatia.
Como resultado temos um entendimento melhor do discurso e transmite-se um sentimento
de interesse pelo outro.
As perguntas esclarecedoras conduzem a uma imagem clara de uma situação específica
apresentada ou ideia, sem fazer julgamento de valor ou generalizações. Estão sempre ligadas
aos fatos, são rapidamente respondidas e são usadas para reunir informações. Exemplos de
perguntas esclarecedoras:
Quando ocorreu o fato?
Quantas pessoas estiveram envolvidas?
O que aconteceu?
Aonde aconteceu?
Programa de Liderança
175
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
As perguntas de sondagem são aquelas elaboradas após o uso de perguntas esclarecedoras
e paráfrases. São perguntas que levam o observado à reflexão sobre o fato ocorrido ou ideia.
Tem como principal objetivo levar a pessoa diretamente envolvida na ação a refletir sobre o
ocorrido e pensar em possíveis encaminhamentos. É uma estratégia muito interessante, pois
tira do observador a responsabilidade de trazer respostas para os desafios encontrados na
prática de sala de aula, levando o próprio observado a buscar soluções dentro da sua realidade e competência. Isso não quer dizer que o gestor não pode colaborar com ideias. Mas, a
primeira percepção de encaminhamento surge do próprio observado, tendo mais significado e
relevância para ele. Neste movimento, o gestor é um moderador deste processo de reflexão e
desenvolvimento profissional, exercendo seu papel de acordo com o que se espera de um líder contemporâneo.
Como exemplos de perguntas de sondagem podemos citar:
O que você sugere para superar este desafio?
Que outra estratégia você já pensou para promover a aprendizagem?
Qual outro encaminhamento poderíamos dar para este assunto?
176
Programa de Liderança
A Web 2.0 além facilitar o compartilhamento de processos e de
resultados da gestão escolar, também pode contribuir no gerenciamento de atividades conjuntas.
Ações conjuntas envolvem pessoas e metas diferentes e, portanto, ritmos de
trabalho distintos. Por isso, é importante usar ferramentas que adaptem os
procedimentos a tais diferenças, sem que isso signifique perda de tempo ou
eventual bloqueio de alguma etapa de trabalho. Com o Google Docs é possível
colocar arquivos on-line e compartilhá-los com um grupo de pessoas, que podem editá-los a qualquer hora. Assim, evitam-se aquelas inúmeras trocas de
versões de arquivos por e-mail, que acabam gerando mais confusão do que controle. Permite também que todos os documentos estejam disponíveis e de fácil
acesso a todos, a qualquer hora e de qualquer lugar, colaborando para melhor
gestão do conhecimento.
Programa de Liderança
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Como aproveitar melhor as tecnologias digitais
para promover a observação em sala de aula
177
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1. Google Docs
Além de facilitar o compartilhamento de processos e de resultados da gestão escolar, a Web
2.0 também pode contribuir no gerenciamento de atividades conjuntas.
Tais ações envolvem pessoas e metas diferentes e, portanto, ritmos de trabalho distintos. Por
isso, é importante usar ferramentas que adaptem os procedimentos a tais diferenças, sem
que isso signifique perda de tempo ou eventual bloqueio de alguma etapa.
Imagine, por exemplo, que você e sua equipe elaboraram um plano de ação para a escola, no
qual cada um assume uma tarefa. Como vimos no Módulo de Planejamento Estratégico, o
acompanhamento da implementação do plano de ação é essencial para que os objetivos nele
traçados sejam atingidos. Como fazer esse acompanhamento, sem depender apenas de reuniões ou de cobranças presenciais?
Como ter um lugar em que os membros da sua equipe possam colocar os avanços que tiveram, as dificuldades que enfrentam e as novas ideias para que todos os diretamente envolvidos possam acompanhar (quase) em tempo real?
Bem, ele existe: no Google Docs (http://docs.google.com), é possível colocar arquivos on-line e
compartilhá-los com um grupo de pessoas, que podem editá-los a qualquer hora (e ao mesmo tempo!). Assim, evitam-se aquelas inúmeras trocas de versões de arquivos por e-mail,
que acabam gerando mais confusão do que controle.
Saiba mais!
Conheça um pouco mais do Google Docs nesta página: http://goo.gl/Gb8Gc
178
Programa de Liderança
No capítulo em que aprendemos a criar e gerenciar um blog, foi necessário criar uma conta no
Google, lembra-se? Você, como gestor da instituição, usará aqueles dados para acessar o
Google Docs, no endereço http://docs.google.com.
Para explorar essa nova ferramenta, que tal começarmos criando uma planilha on-line? Em
termos de acompanhamento de tarefas, ela é uma excelente solução.
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique em Criar e escolha o tipo de documento que a equipe deseja criar. Em nosso caso, será
a Planilha.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1.1. Criar documentos
Passo 2
Uma nova janela (ou aba) de
seu navegador será aberta, com
a planilha on-line pronta para
ser editada. Repare que ela é
muito parecida com a planilha
eletrônica que vocês já estão
acostumados (as) a usar!
Programa de Liderança
179
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1.2. Editar planilha
Vamos criar a planilha para acompanhamento das tarefas previstas em um plano de ação.
Usamos dados hipotéticos apenas para ilustrar nosso exercício, mas que tal fazer uma planilha para valer, com as metas e tarefas do plano de ação da equipe?
Faça você mesmo!
Passo 1
Dê um nome à planilha. Basta clicar na aba Página 1, localizada no canto inferior esquerdo da
tela e escolher a opção Renomear... .
Passo 2
Coloque o nome de um dos responsáveis por uma
(s) das ações de seu plano. Cada planilha do documento corresponderá a um responsável.
Passo 3
Preencha a primeira linha da planilha com os itens Ação, Descrição, Prazo previsto, Situação
atual e Observações. É simples: faça como você faria no Excel.
180
Programa de Liderança
Nas linhas seguintes, insira os dados referentes às tarefas que estejam sob a responsabilidade da pessoa que dá nome à planilha (no nosso exemplo, Roberto). Por exemplo: “Renovar
equipamentos da sala de informática”, “Modernizar ambiente administrativo”, etc.
Passo 5
Crie outras planilhas (no mesmo documento) para os
outros responsáveis. Basta clicar no símbolo “+” que
aparece no final da página:
Não se esqueça de renomear as planilhas com o
nome dos responsáveis!
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 4
Passo 6
A primeira linha de todas as planilhas deve ser a mesma.
Passo 7
Salve a planilha, clicando no link Iniciar autosalvamento (no canto inferior direito da tela).
Programa de Liderança
181
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1.3. Compartilhar
Você já deve ter notado que a palavra mais frequente neste Módulo é compartilhamento. Isso
não é à toa!
Como vimos no capítulo sobre Facebook e blogs, compartilhar é importante para dar transparência às atividades desenvolvidas na escola, e para estreitar os laços com pais, alunos, professores e comunidade. No caso de arquivos no Google Docs, além do compartilhamento, a
palavra é colaboração.
O compartilhamento envolve a equipe no processo como um todo (seja ele o desenvolvimento
do plano de ação, a elaboração de uma apresentação ou de um documento), pois promove a
disseminação de um conhecimento que normalmente fica restrito às esferas de gestão.
Quando aliado à colaboração, ele faz com que os membros da equipe enxerguem o impacto da
contribuição de cada um para alcançar o objetivo final. Consequentemente, estimula-se a participação. Em suma, é um processo que se retroalimenta.
É essencial, portanto, haver uma boa conversa com a equipe envolvida e deixar isso claro.
Afinal, uma ferramenta passa a ser útil quando se compreende a importância de usá-la e o
objetivo de fazê-lo. E um documento colaborativo só fará sentido se todos participarem, inserindo suas contribuições.
Dica!
Comece compartilhando os conhecimentos adquiridos no decorrer deste capítulo. Que tal
realizar um workshop com os membros da equipe, para ensiná-los a usar o Google Docs?
Com estes aspectos alinhados, é hora de ver como permitir que outras pessoas acessem e
editem um documento da escola no Google Docs. Em nosso exemplo, abriremos a planilha de
acompanhamento do plano de ação para que os envolvidos insiram seu progresso.
182
Programa de Liderança
Dica!
Você também pode usar a opção de abrir para colaboração de outras pessoas na hora de
criar uma apresentação de PowerPoint sobre o progresso na qualidade do ensino (peça
para que outros membros da equipe acrescentem seus próprios dados) ou quando for
produzir a ata de uma reunião (solicite aos participantes que ajudem a construi-la).
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique no botão Compartilhar, localizado no canto superior direito da tela.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 2
Clique no campo Adicionar
pessoas:
Programa de Liderança
183
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 3
Digite o e-mail dos responsáveis envolvidos no plano de ação. Separe os
endereços com ponto-e-vírgula.
Mantenha a opção Pode editar marcada, para que os responsáveis possam
inserir seus progressos.
Passo 4
Mantenha a opção Notificar pessoas por e-mail marcada. Assim, o Google Docs enviará um email para as pessoas dizendo que você compartilhou um documento com elas, com o link para
que elas possam acessá-lo.
Passo 5
Se quiser, você pode escrever uma mensagem explicando do que se trata ou dando instruções de preenchimento. É só clicar em Adicionar mensagem.
Passo 6
Clique em Compartilhar e Salvar. Pronto! Agora
sim, a planilha on-line da escola passará a
poupar encontros presenciais e tornar o processo de gestão mais prático! Os responsáveis
por cada etapa do plano de ação poderão colocar na planilha seus avanços (ou dificuldades)
para que todos possam acompanhar o andamento do plano de ação.
184
Programa de Liderança
Dica!
As pessoas com as quais você compartilhar um documento também precisarão ter uma
conta no Google Docs para poderem acessá-lo e editá-lo.
Saiba mais!
Você também pode abrir o acesso a um documento só para ser visualizado (não editado), ou deixá-lo público na Internet, para que qualquer pessoa possa editar. Veja todas
as possibilidades de compartilhamento no Google Docs aqui: http://goo.gl/DtDEa
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1.4. Ver mudanças feitas e versões anteriores
Em um documento colaborativo, é importante ter uma noção de quais alterações foram feitas,
e por quem.
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique na opção Arquivo, do Menu.
Programa de Liderança
185
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 2
Clique em Ver histórico de revisões.
O Google Docs mostra, em uma barra lateral à direita da tela, as modificações já feitas no documento. Cada autor é identificado por uma cor, que
é usada na planilha para marcar a mudança feita.
Passo 3
Ao clicar em um histórico, a modificação é exibida na planilha, identificada pela cor do autor
da mudança.
Passo 4
Para sair do histórico de revisões, clique no “x” localizado no canto superior direito da barra
lateral que o exibe.
186
Programa de Liderança
Dica!
É possível reverter o documento para
uma versão anterior, clicando na opção
Restaurar esta revisão. Ela aparece
quando se clica sobre um dos históricos.
Dica!
Também é possível ver quem foi o último a fazer alterações em um documento na lista
de documentos na página inicial do Google Docs.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1.5. Passar um arquivo do computador para o Google Docs
Embora a mobilidade da Internet já seja uma realidade em boa parte do país (com a conexão
via celular e as redes sem fio), nem sempre é possível estar conectado para elaborar um documento ou uma planilha on-line. Por isso, o Google Docs disponibiliza a função de fazer upload de um arquivo de seu computador.
Programa de Liderança
187
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Com ela, você pode carregar um arquivo (planilha, documento de texto, apresentação)
feito no programa de sua preferência para o Google Docs, para então abri-lo à colaboração
de outras pessoas.
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique no botão ao lado de Criar.
Passo 2
Clique em Arquivos... .
Passo 3
Navegue pelas pastas em seu computador e escolha o arquivo que deseja subir para o Google
Docs (extensões: .doc, .docx, .ppt, .pptx, .xls, .xlsx e outros).
188
Programa de Liderança
Escolha as opções para o carregamento. Como desejamos compartilhar o documento com outros para que eles possam colaborar na elaboração dele, mantenha marcada a opção Conver-
ter documentos, apresentações, planilhas e desenhos nos formatos correspondentes do Google
Docs e clique em Iniciar upload.
Passo 5
Aparecerá um quadro no
canto inferior direito da tela,
mostrando o progresso do
carregamento do arquivo
para o Google Docs. É só
aguardar que ele se complete e fechar o quadro.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 4
O documento aparecerá na sua lista de documentos do Google Docs
Programa de Liderança
189
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 6
Para compartilhá-lo, selecione-o.
Passo 7
Clique no botão que aparece no topo
da tela.
Passo 8
É só seguir os passos do compartilhamento de um documento criado no Google Docs!
1.6. Coleções
No computador, é possível organizar seus arquivos em pastas, certo? No Google Docs, é
possível agrupá-los em coleções. Para criar
uma, basta clicar no botão Criar e selecionar a
opção Coleção.
Para colocar um documento em uma coleção, é
só fazer como no computador: arrastá-lo até a
coleção em que se deseja que ele fique.
190
Programa de Liderança
Assim como é possível carregar arquivos no Google Docs, é possível baixá-los para o seu
computador. Este é um recurso interessante para salvar a versão final de um relatório conjunto, do andamento do plano de ação e de outros documentos no computador.
Faça você mesmo!
Passo 1
Na lista de documentos, selecione
aquele que será baixado.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
1.7. Baixar arquivos que estão no Google Docs
Passo 2
Clique no botão Mais e selecione a opção Fazer download... .
Programa de Liderança
191
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 3
Será aberto um quadro para escolher o formato no
qual se quer baixar os dados: se em uma planilha
do Excel, documento do Word, apresentação do
PowerPoint, do Open Office ou em PDF. Depois de
selecionar o tipo de arquivo desejado, clique em
Fazer download.
2. Windows Movie Maker
O compartilhamento de vídeos é um dos serviços mais usados na Internet atualmente, seja
para informar, divertir ou registrar momentos em família e com os amigos. Isso se explica, em
boa parte, pelo fato de o ser humano ser mais sensível às informações audiovisuais.
Diante disso, a produção e a publicação de vídeos é uma opção para compartilhar, de forma
atraente, o que acontece no ambiente escolar. Os próprios alunos podem tomar parte dessa
tarefa, na forma de uma atividade extracurricular!
Afinal, o crescimento da troca de conteúdo audiovisual alimentou a ampliação do acesso a
dispositivos para produzi-lo: celulares, câmeras fotográficas digitais e filmadoras digitais estão ao alcance de boa parte da população. Em consequência, os recursos para trabalhar a
produção feita por meio desses equipamentos também se tornou acessível.
O Windows Live Movie Maker se insere nesse contexto. É uma opção para realizar a edição
básica de vídeos, sem que isso signifique necessariamente qualidade de produção doméstica. Por isso, oferecemos neste capítulo noções básicas do aplicativo, suficientes para começar
a colocar a mão na massa!
A produção de vídeos no Movie Maker pode ser feita a partir de gravações feitas em vídeo digital ou também com base em uma coletânea de fotos. A seguir, iremos explorar a construção
de vídeos com ambos os recursos.
192
Programa de Liderança
Uma maneira rápida, prática e econômica de produzir um vídeo é usar uma sequência de fotos. Afinal de contas, hoje em dia é possível tirar uma foto a qualquer momento – seja com a
câmera do celular, seja com as câmeras digitais cada vez mais compactas.
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse o Menu Iniciar, clique em Todos os programas
e acesse o Windows Live Movie Maker.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
2.1. Importar fotos e construir um vídeo a partir de uma sequência de imagens
Passo 2
Clique na área indicada para selecionar as fotos escolhidas para compor o vídeo.
Programa de Liderança
193
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Dica!
Procure envolver professores e alunos na escolha das fotos para montar o vídeo! Uma
ideia é montar um painel na escola com as fotos e pedir que votem naquelas que eles
acham mais bacanas para usar no vídeo.
Passo 3
Selecione, dentre os arquivos da escola, as fotos escolhidas para compor o vídeo. É possível
escolher várias fotos de uma vez: basta clicar sobre elas mantendo a tecla CTRL pressionada.
No lado esquerdo da janela, aparece uma tela em que você pode ver a primeira das fotos escolhidas para formar o vídeo. No lado direito, a sequência completa de fotos selecionadas, na
ordem em que aparecerão no vídeo.
Repare que, no início da sequência de fotos, há uma barrinha
preta. Se você arrastá-la ao longo da sequência, poderá avançar
ou retroceder a uma das fotos.
Passo 4
Hora de definir a ordem em que as imagens aparecerão. É possível alterar a sequência das
fotos: basta clicar sobre uma delas e arrastá-la para a posição em que se deseja que ela
apareça. Use a barrinha preta mencionada acima como referência, para saber aonde a foto
será movida.
194
Programa de Liderança
Pode-se mudar o tempo pelo qual
uma imagem será exibida. Clique
sobre a imagem cujo tempo de exibição se deseja aumentar ou encurtar. Então, acesse a aba Editar, da
área Ferramentas de vídeo. Escolha
a Duração (em segundos) e pronto!
2.2. Efeitos de transição de imagens
A entrada em cena das fotos escolhidas pode ser mais do que uma mudança brusca: pode ser
animada! A troca pode ser feita de um jeito mais suave, por meio de figuras geométricas ou
efeitos de zoom.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 5
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse a aba Animações, no Menu.
Programa de Liderança
195
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
No lado esquerdo da aba, estão as Transições disponíveis. Passe o mouse sobre uma delas e
fique de olho na tela localizada no lado esquerdo da janela para ver o que cada uma faz. Para
ver todas as Transições, clique na seta ao lado direito da lista (circulada em vermelho).
No lado direito da aba, estão os “efeitos de câmera” disponíveis (Panorâmica e zoom). Eles
aplicam movimentos à imagem, como se fosse uma câmera de vídeo (zoom, movimento ascendente ou descendente, giros, etc.). Para ver todos os efeitos, clique na seta ao lado direito
da lista (circulada em vermelho).
Dica!
Se optarem por usar transições, não usem “efeitos de câmera”, e vice-versa. Combinar
os dois tipos de efeito acrescenta informação demais ao vídeo e pode ficar cafona.
Passo 2
Selecione a imagem sobre a qual o efeito será aplicado, clicando sobre ela.
196
Programa de Liderança
Clique sobre a animação que desejam usar.
Dica!
No caso de uma Transição, é possível definir também a Duração (em segundos).
Dica!
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 3
Para aplicar a mesma animação a todas as imagens, use o botão Aplicar a todos.
2.3. Inserir tela de título
Em qualquer filme, mesmo nos mais curtinhos, é importante exibir o título. Assim, o espectador já tem uma ideia do que esperar (e do que não esperar também)!
No Movie Maker, é possível criar uma tela com o título do filme da escola de maneira bastante prática.
Programa de Liderança
197
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique no botão Título, localizado na aba Início, do Menu.
Um quadro aparece no lado esquerdo da janela, para colocar o texto do título escolhido.
Repare no lado direito da janela:
a tela de título será inserida antes da sequência de fotos.
Passo 2
Digite o título do vídeo da escola no quadro. É
bastante simples, faça como se editasse um
slide do PowerPoint!
198
Programa de Liderança
Edite a tela de título: escolha a cor de fundo e as configurações de fonte. Basta usar as Ferramentas de Texto que aparecem no Menu.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 3
Passo 4
Defina o tempo pelo qual o texto de título
aparecerá. Use o campo Duração do texto: .
Recomendamos usar 3 segundos para um
título curto.
Passo 5
Determine o tempo pelo qual o plano de fundo do
título aparecerá. Para isso, será preciso acessar a
aba Ferramentas de Vídeo. Então, use a opção Duração: e configure para o mesmo tempo aplicado ao
texto de título (em nosso exemplo, 3 segundos).
Programa de Liderança
199
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 6
Quer ver como está ficando? Clique no botão
de Play localizado abaixo do quadro no lado
esquerdo da janela!
Dica!
É importante incluir a equipe e os alunos que participam do vídeo na escolha do título e
das configurações (cores, fontes, tempo de duração, etc.). Afinal, é uma produção conjunta: mesmo que só uma pessoa tenha filmado, o conteúdo (uma apresentação dos
alunos, ou mesmo uma aula) foi feito por um grupo de pessoas!
2.4. Animação do título
A abertura dos filmes não é apenas mostrar o título, certo? A maneira como ele entra na cena
também faz diferença: pode aumentar a disposição do público para assistir ao vídeo da escola ou dar a impressão de que se trata de algo tedioso.
Faça você mesmo!
Passo único
Escolha a animação do título, entre as opções disponíveis na aba Formato do Menu. É só clicar
sobre uma das opções para ver o efeito correspondente.
Para ver todas as opções de efeito disponíveis, clique nas setas
localizadas no lado direito do
quadro em que elas estão.
200
Programa de Liderança
Dica!
Tome cuidado para não exagerar nos efeitos! Muita pirotecnia também pode afastar o
público, ao dar a impressão de que não se trata de algo muito sério.
2.5. Inserir legenda
No caso de algumas fotos, é interessante colocar uma legenda para detalhar o que está sendo retratado. As legendas também podem servir para transmitir informações complementares (como é feito nos telejornais, quando exibem o nome e o cargo dos entrevistados, por
exemplo) ou imprimir sentimentos (como era feito na época do cinema mudo).
Faça você mesmo!
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 1
Posicione a linha preta que aparece junto à sequência de imagens no ponto que se deseja
inserir a legenda (pode ser logo nos primeiros momentos em que a imagem aparece, ou um
pouco depois).
Passo 2
Clique no botão Legenda,
localizado na aba Início, do
Menu.
Programa de Liderança
201
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 3
Escrevam a legenda! Tal como no caso da tela de
título, basta fazer como se fosse uma apresentação de PowerPoint.
Passo 4
Use os conhecimentos já adquiridos ao inserir uma tela de início no vídeo e personalize as
configurações de aparência e duração da legenda na tela.
2.6. Inserir música
A trilha sonora pode agregar tanta informação e sentimento a um vídeo quanto uma legenda.
Prova disso é que as premiações de audiovisual têm categorias específicas para esse aspecto
das produções!
Acrescentar uma música ao vídeo da escola é bastante simples, como veremos em tutorial
mais adiante. O que vai exigir mais atenção é a escolha do áudio, pois é preciso observar a
questão dos direitos autorais.
O serviço de compartilhamento de vídeos na Internet mais usado no mundo, o YouTube, tem
por política remover vídeos que usem, sem autorização, conteúdo protegido por leis de direitos autorais (músicas, fotos, trechos de vídeos). Por isso, apesar de ser tentador, pode não
ser legal colocar a música favorita de alguém em um vídeo, caso ela esteja protegida.
Geralmente, esse tipo de conteúdo protegido vem marcado com as expressões em inglês
Copyright ou All rights reserved. Em português, usa-se a frase Todos os direitos reservados.
202
Programa de Liderança
Para identificar esse conteúdo livre caso não haja uma autorização expressa do artista, veja
se ele está marcado com a licença Creative Commons. Ela é uma autorização para reutilização
e reprodução de materiais (fotos, músicas, textos, etc.).
Dica!
Sugerimos o site Jamendo (http://www.jamendo.com/br/) para encontrar e baixar
gratuitamente músicas cujo uso é liberado pelos compositores e músicos. Há bastante
coisa de qualidade! Pode-se encontrar o que precisa filtrando por estilos de música ou
pelos mais populares.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Mas calma, nem tudo está perdido: alguns compositores e artistas abrem mão dos direitos
autorais e disponibilizam sua produção na Internet para ser usada livremente. Assim, ela
pode ser remixada, aplicada a um vídeo, usada como se bem entender.
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique no botão Adicionar uma música e
escolha a opção Adicionar uma música... .
Passo 2
Localize o arquivo de música que desejam usar como trilha sonora e selecione-o.
Aparecerá uma faixa sobre a
linha do tempo (lado direito da
janela), indicando que a música
foi inserida e em que trechos
do vídeo ela será reproduzida.
Programa de Liderança
203
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
2.7. Importar um vídeo de seu computador
O MovieMaker também pode ser usado para editar filmagens. Uma vez que você tenha passado sua gravação de vídeo da câmera para o computador, é bem fácil colocá-la no programa
para fazer as mudanças desejadas.
Faça você mesmo!
Passo 1
Clique na área indicada para selecionar o vídeo escolhido.
Passo 2
Selecione, dentre os arquivos da escola, o vídeo escolhido para ser editado. Atenção! Ele só
pode estar nos formatos citados na lista: http://goo.gl/yqkvh.
No lado esquerdo da janela, aparece uma tela em que você pode ver o vídeo escolhido para ser
editado. No lado direito, uma fila de imagens do vídeo, chamada linha do tempo.
Repare que, no início da linha do tempo, há uma barrinha preta. Se você
arrastá-la ao longo da linha do tempo, poderá avançar ou retroceder a
trechos específicos do vídeo.
204
Programa de Liderança
Saiba mais!
Também é possível importar um vídeo diretamente de uma câmera. Veja como fazer
aqui: http://goo.gl/39dm9
Dica!
O procedimento de inserir títulos, legenda e música a um vídeo é o mesmo usado para
a sequência de fotos.
Dica!
Você pode controlar o volume da música para deixá-la apenas como fundo, sem interferir no áudio original do seu vídeo. Basta acessar a aba Ferramentas de Música e usar o
botão Volume da música.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Isso é muito útil para quando há alguém falando durante o vídeo, por exemplo.
2.8. Cortar vídeos
Como já é de conhecimento geral, os vídeos produzidos para serem publicados na Internet são
tradicionalmente curtos. A maioria dos serviços de compartilhamento desse tipo de conteúdo,
inclusive, estabelece limites para o tamanho das produções que serão postadas neles.
Programa de Liderança
205
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Assim sendo, quase sempre será preciso que vocês selecionem apenas alguns trechos das
suas filmagens para compartilhar na web. Não é muito difícil fazê-lo no Movie Maker. Acompanhe o passo-a-passo a seguir para comprovar!
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse a aba Ferramentas de Vídeo e selecione
a Ferramenta de corte.
O Menu do Movie Maker
dará lugar às opções
de corte.
Passo 2
Use as barras que aparecem abaixo da tela de exibição do
vídeo para determinar que partes a equipe escolheu para
dexiar de fora. Arraste a barra da esquerda até o ponto que
vocês desejam que o vídeo comece. Faça o mesmo com a
barra da direita, para determinar onde foi decidido que ele
deve terminar.
A linha azul que aparece entre as barras indica o que restará do vídeo
após o corte.
206
Programa de Liderança
Salve o corte, clicando no botão correspondente.
Dica!
Se mudar de ideia e não quiser mais aplicar o corte, basta usar a opção ao lado (Cancelar).
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 3
2.9. Montar vídeo com várias partes diferentes
Você pode usar esse conhecimento de corte para montar um vídeo com várias partes diferentes da filmagem ou juntando pedaços de produções distintas.
Faça você mesmo!
Passo 1
Após realizar o corte do primeiro trecho, acesse a aba Início do Menu e clique em Adicionar
vídeos e fotos.
Programa de Liderança
207
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 2
Se a intenção for montar um vídeo com várias partes da mesma filmagem, selecione o arquivo
correspondente a ela. Se a ideia for montar um vídeo com partes de outra produção, selecione
o arquivo correspondente a essa outra filmagem.
Ele será acrescentado à linha do tempo:
1. Trecho de vídeo resultante
do primeiro corte
2. Vídeo adicionado
Passo 3
Aplique o corte escolhido no trecho adicionado!
2.10. Salvar seu vídeo
Depois de terminar a edição, é hora de salvar o vídeo. As opções estão no botão Salvar filme,
localizado na aba Início do Menu.
208
Programa de Liderança
2.11. Publicar vídeo na web
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Se quiser salvar a edição para continuar mais tarde, selecione a opção Salvar projeto, localizada na Barra de acesso rápido (canto superior esquerdo da janela):
Voltemos à palavra-chave deste módulo: compartilhamento. O grande objetivo de produzir um
vídeo que mostre alguma atividade realizada na escola ou mesmo seu cotidiano é mostrar
isso aos pais, à comunidade e aos próprios personagens do vídeo (alunos, funcionários e
professores).
Assim como acontece com os posts do blog, um vídeo pode mostrar visões diferentes de uma
mesma realidade e promover um maior envolvimento de todos com a escola. A qualidade da
educação ali oferecida só tem a ganhar com isso.
Como o YouTube é o site de compartilhamento de vídeos mais popular atualmente, nosso foco
estará voltado à publicação nessa plataforma.
Dica!
Não esqueça de que é preciso ter autorização de imagem de todas as pessoas que aparecem no vídeo antes de publicá-lo na Internet!
Programa de Liderança
209
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Faça você mesmo!
Passo 1
Acesse o site www.youtube.com.
Passo 2
Clique em Fazer login.
Passo 3
Use os dados de uma conta Google para entrar.
Passo 4
Clique em Enviar vídeos.
Passo 5
Clique em Enviar vídeo e selecione o arquivo que será publicado. Aguarde o fim do upload e do
processamento.
210
Programa de Liderança
Preencha as informações sobre o vídeo. Embora elas não sejam todas obrigatórias, procurem
fornecer a maior quantidade delas: são importantes para facilitar a localização do vídeo quando alguém fizer uma busca! E, claro, para que o público saiba do que se trata.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Passo 6
Quando terminar, clique em Salvar alterações.
Passo 7
Pronto! O vídeo da escola está na rede. Pegue o link na parte superior do site e espalhe por aí!
Não se esqueça de que ele também pode ser publicado no blog da escola!
Programa de Liderança
211
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
2.12. Inspirações
Veja alguns vídeos que podem lhe inspirar na hora de produzir os da escola em que você
trabalha!
Festa Junina E. M. Cecília Meireles 2010
http://youtu.be/BfaQ_l30hI0
Une trechos diferentes de uma mesma filmagem, recurso que você aprendeu a usar
neste capítulo, e tem uma solução interessante para a trilha sonora: são os próprios
alunos da escola que cantam!
Projeto: Identidade – Escola Centro Oeste – Goiânia
http://youtu.be/VoWSmbz34yE
Mostra uma alternativa para quem não tem condições de filmar as atividades da escola:
unir fotos em um vídeo. O procedimento de montagem desse tipo de vídeo no Movie
Maker é o mesmo de um filme convencional. É só escolher fotos ao invés de vídeos,
quando for adicionar arquivos à linha do tempo. Atenção, porém, à trilha sonora. Neste
exemplo, foi usada uma música que tem os direitos autorais protegidos.
O melhor lugar para se aprender e conviver na Escola
http://youtu.be/U-G8dohFbRs
A edição é simples e direta, o que favorece o cumprimento do objetivo do vídeo: transmissão de conhecimento adquirido em atividade escolar. Nota-se que a elaboração contou com a participação ativa dos estudantes (provavelmente, incluindo a roteirização).
Só é preciso tomar cuidado na captação do áudio – neste vídeo, às vezes é difícil entender o que está sendo dito.
212
Programa de Liderança
Sendo o sucesso escolar a meta principal da escola e de sua comunidade, a utilização da prática de observação em sala de aula e a elaboração de um feedback apresentado neste guia,
contribui para fazer do momento de ensino e aprendizagem um objeto de estudo que permite refletir sobre ele e superar suas fragilidades.
Sabemos que este instrumento de intervenção não é o único responsável pela boa qualidade
de ensino oferecida; o cotidiano escolar é repleto de vida e compõe uma imensa complexidade
de ações e interações que merecem ser detalhadamente analisadas. Acreditamos que a escola deva investir em sua qualificação analisando os aspectos do seu interior e, a partir daí,
analisar os aspectos exteriores que influenciam em sua qualidade. Nesse pressuposto, este
instrumento de observação consegue atender a necessidade de um olhar mais atento para
dentro das escolas, portanto importante para a melhoria dos processos internos da mesma.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Conclusão
A cooperação da equipe diretiva com a ação do professor propõe um clima positivo de colaboração e corresponsabilidade com o sucesso escolar.
Todos os agentes de atuação de uma escola devem estar motivados e empenhados em busca
de sua qualificação e é a equipe gestora que irá proporcionar este clima de atuação positiva
entre as pessoas. Daí sua grande responsabilidade em administrar processos internos e externos que tragam ao seu grupo esse sentimento de comprometimento.
O trabalho em grupo não é tão simples, trazer todos em torno de uma tarefa com um único
objetivo exige empenho e qualificação da equipe gestora. Fortalecida poderá ampliar este
sentimento de cooperação com toda a sua comunidade.
Para ilustrar a importância do trabalho em grupo colocamos uma bela poesia de
Madalena Freire que esclarece o quanto o sentimento de empatia favorece a aceitação do outro e colabora com a realização da tarefa e, por consequência, com o
sucesso em seus objetivos traçados.
Programa de Liderança
213
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
EU NÃO SOU VOCÊ, VOCÊ NÃO É EU
Eu não sou você
Eu não sou você
Você não é eu
Você não é eu.
Mas sei muito bem de mim
Mas foi vivendo minha solidão
Vivendo com você.
Que conversei com você
E você, sabe muito de você vivendo
comigo?
E você, conversou comigo na sua
solidão?
Eu não sou você
Ou fugiu dela, de mim e de você?
Você não é eu.
Eu não sou você
Mas encontrei comigo e me vi
Você não é eu
Enquanto olhava pra você
Mas sou mais eu, quando consigo
lhe ver.
Na sua, minha insegurança
Na sua, minha desconfiança
Na sua, minha competição
Na sua, minha birra infantil
Na sua, minha omissão
Na sua, minha firmeza
Na sua, minha impaciência
Porque você me reflete
No que eu ainda sou
No que já sou e
No que quero vir a ser…
Eu não sou você
Você não é eu
Na sua, minha prepotência
Mas somos um grupo, enquanto somos
capazes de, diferenciadamente,
Na sua, minha fragilidade doce
eu ser eu, vivendo com você e
Na sua, minha mudez aterrorizada
você ser você, vivendo comigo.
E você se encontrou e se viu, enquanto
olhava pra mim?
(Madalena Freire)
214
Programa de Liderança
Definir o foco da abservação.
Definir os professores que serão observados.
Legitimar sua presença na sala de aula.
Observar e registrar os fatos relevantes observáveis sobre o
foco escolhido.
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Segue um quadro síntese dos passos que compõe um planejamento para a observação em sala
de aula:
Gerenciar possíveis crises que possam ocorrer.
Saber retirar-se da sala de aula.
Analisar os dados.
Elaborar o feedback.
Dar a devolutiva para o professor.
Programa de Liderança
215
Módulo 3: como promover observação em sala de aula
Referências bibliográficas
FREIRE, Madalena. Observação, registro, reflexão: instrumentos metodológicos I. São Paulo:
Espaço Pedagógico, Série Seminários, 1996.
__________________. Grupo indivíduo, saber e parceria: malhas do conhecimento. São Paulo:
Espaço Pedagógico, Série Seminários, 1997.
MEC/FNDE/DIPRO/FUNDESCOLA. Como elaborar o Plano de Desenvolvimento da Escola. Brasília:
2006.
MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal, treinamento em grupos. Rio de Janeiro: José
Olympio Editora, 1997.
Revista Gestão Escola – Ano II – nº 8 – junho/julho 2010 – Editora Abril – Fundação Victor
Civita.
VIANNA, Heraldo Marelim. Pesquisa em educação: a observação. Brasília: Liber Livro, 2007.
SELLTIZ, Claire; JAHODA, Maire; DEUTSCH, Morton; COOK, Stewart W. Métodos de pesquisa nas
relações sociais. São Paulo: Herder/Edusp, 1967.
WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. 2ª ed, São Paulo: Ática, 2000.
Anexos
ANEXO 1 - Indicadores para análise da eficácia escolar
ANEXO 2 - Modelo de Histórico de Colaboração
216
Programa de Liderança
ANEXO 01
ANEXO 1 – Indicadores para análise da eficácia escolar
ENSINO E APRENDIZAGEM
Currículo organizado e articulado:
A escola possui e utiliza parâmetros curriculares.
A escola tem uma Proposta Pedagógica que orienta o processo de ensino e aprendizagem.
A escola tem objetivos e metas definidos na Proposta Pedagógica, para cada série ou ciclo e disciplina, de acordo com os
parâmetros curriculares adotados.
Os professores definem com o diretor e supervisor/orientador pedagógico a metodologia de ensino a ser seguida na escola.
Os conteúdos para cada disciplina e para cada série ou ciclo são organizados de forma sequencial.
Os professores sabem qual o conteúdo a ser trabalhado em cada série ou ciclo e em cada disciplina.
Os professores sabem qual o conteúdo trabalhado no ano anterior por outro professor.
As etapas e níveis de aprendizagem a serem alcançados pelos alunos estão claramente definidos.
Os objetivos de aprendizagem são cobertos e alinhados com as avaliações propostas.
A equipe escolar reúne-se para revisar o currículo a partir da avaliação, do monitoramento e da prática de cada professor.
Proteção do tempo da aprendizagem:
Os eventos escolares e os assuntos administrativos são organizados e tratados com um mínimo de interrupção das aulas.
O tempo previsto para cada matéria é claramente definido e seguido pelos professores.
Os professores começam e terminam as aulas pontualmente.
A interrupção de aula devido à ausência de professores, reuniões, recesso etc. sempre é mínima.
Os professores dispõem de um plano de aula pronto quando os alunos entram em sala de aula.
A transição entre atividades desenvolvidas em sala de aula é rápida.
A maior parte do tempo dos alunos na escola é dedicada a atividades de aprendizagem.
Durante o tempo dedicado às aulas, os professores se concentram nas atividades de ensino.
Práticas efetivas dentro de sala de aula
Os professores procuraram constantemente propor atividades que propiciem a prática de valores e atitudes almejados.
O ritmo de instrução é ajustado para atender aos alunos que aprendem com maior ou menor facilidade.
Os alunos que não terminam as atividades durante a aula recebem orientação especial, para que se mantenham no ritmo da
turma.
As disciplinas críticas recebem maior atenção por parte da escola e dos professores.
Os professores conhecem a necessidade da turma e dão atenção individual e estímulos aos alunos com dificuldades.
Os professores explicam aos alunos os objetivos das lições e da matéria numa linguagem simples e clara.
Os professores estabelecem uma relação entre as lições, assinalando aos alunos os conceitos ou habilidades-chave estudados anteriormente.
Os professores estimulam a curiosidade e o interesse dos alunos, relacionando o conteúdo da lição com coisas relevantes
do dia a dia dos alunos.
Programa de Liderança
217
ANEXO 01
Durante as aulas, os professores fazem perguntas sobre pontos-chave da lição para verificar a compreensão e estimular o
raciocínio dos alunos.
Exercícios, tarefas e provas são corrigidos e devolvidos rapidamente, além disso, são usados para replanejar as atividades.
Os professores fazem elogios e críticas construtivas aos alunos em sala de aula.
Os professores evitam a ocorrência de interrupções em sala de aula, não desperdiçando o tempo de ensino e de
aprendizagem.
Os problemas de disciplina são resolvidos na sala de aula, sem necessidade de encaminhar os alunos à direção.
Estratégias de ensino diferenciadas
Os professores usam e articulam técnicas variadas de ensino, incluindo tarefas e deveres individuais, discussão em sala,
trabalho em grupo, exercícios e monitorias.
Os professores utilizam televisão, vídeo, computador e outros materiais interativos, quando necessário.
Os alunos são ativamente engajados nas atividades de sala de aula.
Os professores utilizam material de uso social nas práticas pedagógicas, estimulando os alunos a perceberem o vínculo
entre as atividades escolares e extraescolares.
Os professores aproveitam os espaços externos para realizar atividades cotidianas como ler, contar histórias, fazer desenhos etc.
Os professores propõem atividades pedagógicas fora da escola, como passeios, excursões etc.
Deveres de casa frequentes e consistentes
Os professores passam lição de casa sempre que necessário.
Os alunos fazem a lição de casa regularmente.
O conteúdo e a frequência do dever de casa são adequados à idade e ao ambiente familiar do aluno.
Os deveres de casa são passados em quantidade suficiente e em nível de dificuldade adequado para consolidar e ampliar o
conhecimento do aluno.
O professor comenta com os alunos os deveres de casa realizados.
Disponibilidade e utilização de recursos didático-pedagógicos
Os professores dispõem de materiais didáticos e pedagógicos adequados, que permitam atividades diversificadas dentro da
sala de aula.
A equipe escolar conhece o material pedagógico e didático existente na escola, sabe onde está guardado e o utiliza quando
necessário.
Os alunos podem identificar seus livros-texto e descrever seu conteúdo.
Os alunos podem identificar outros materiais de leitura.
Os alunos possuem caderno, lápis, borracha etc.
218
Programa de Liderança
ANEXO 01
Avaliação contínua do rendimento dos alunos
Os professores fazem uma avaliação diagnóstica no início de cada etapa de ensino, para que possam por em prática seu
planejamento de forma adequada às características dos alunos.
Os professores monitoram continuamente o progresso dos alunos e sabem quantos e quais estão com dificuldade na
disciplina/conteúdo.
Há coleta de dados, arquivos e relatórios sobre o desenvolvimento dos alunos.
A avaliação do desempenho dos alunos em todos os níveis está adequada aos objetivos de ensino.
A equipe escolar utiliza os resultados de testes e relatórios de avaliação para localizar problemas potenciais e propor
soluções.
A equipe escolar utiliza informações para fazer revisões da forma como o currículo está organizado, articulado e é trabalhando na escola.
A escola utiliza padrões de desempenho para avaliar a aprendizagem dos alunos com base nos parâmetros curriculares.
Os alunos têm clareza dos conteúdos e do grau de expectativa da aprendizagem que se espera deles nas avaliações.
Em momentos determinados, é delegada aos alunos a responsabilidade de se autoavaliarem.
São aplicados diferentes instrumentos de avaliação e proporcionadas várias situações de aprendizagem para possibilitar o
desenvolvimento das capacidades dos alunos, integrar os conteúdos curriculares, contrastar os dados obtidos e observar a
transferência das aprendizagens em contextos diferentes.
CLIMA ESCOLAR
Estabelecimento de altos padrões de ensino
Os professores têm claro os objetivos de aprendizagem que devem ser alcançados por todos os alunos.
O diretor e os professores são capazes de citar as metas e os objetivos curriculares da escola para pais de alunos e demais
pessoas da comunidade escolar.
O diretor e os professores comunicam aos alunos as metas de aprendizagem e de comportamento estabelecidas.
Os alunos com dificuldades de aprendizagem recebem auxílio, estímulo e apoio para atingir o nível de aprendizagem esperado.
O diretor e os professores monitoram regularmente o desempenho dos alunos, identificando aqueles que estão em dificuldades em cada disciplina.
O diretor acompanha, com frequência, o desempenho dos professores e o desenvolvimento de seus programas curriculares.
A escola dispõe de parâmetros e instrumentos que permitem acompanhar o desempenho de professores e alunos.
A escola estabelece uma relação clara entre os objetivos de aprendizagem, as atividades de ensino e a avaliação dos alunos.
A equipe escolar define padrões de desempenho para avaliar os alunos, com base nos parâmetros curriculares adotados.
A escola prevê apoio e orientação na implementação do currículo.
O professor planeja, no começo do ano, como trabalhará sua disciplina durante o ano letivo, informando os alunos sobre seu
plano de trabalho.
O plano de curso do professor contém as informações necessárias sobre a matéria, como ensiná-la e como avaliá-la.
Programa de Liderança
219
ANEXO 01
Altas expectativas em relação à aprendizagem dos alunos
No contato com pais e alunos, diretor e professores expressam sua confiança na capacidade de aprendizagem dos alunos,
independentemente da etnia, classe social ou outras características pessoais.
O diretor, no contato com professores, expressa sua confiança na capacidade de aprendizagem dos alunos.
A direção mantém o ensino e a aprendizagem como centro do diálogo e atenção de toda a equipe escolar.
Comunicação regular entre a equipe escolar, pais e a comunidade
O diretor promove reuniões frequentes com o corpo docente, com pauta antecipada.
A comunicação da escola com os pais e a comunidade é frequente.
Os pais entram em contato com o diretor por iniciativa própria.
O diretor envolve-se em atividades organizadas pela comunidade.
A escola promove eventos na escola de interesse da comunidade.
A direção da escola procura envolver os pais nas decisões relativas à melhoria da escola e enfatiza que a sua participação
faz muita diferença no desempenho de seus filhos.
Toda a equipe escolar trabalha de forma cooperativa e harmoniosa.
Presença efetiva do diretor
O diretor participa das assembleias escolares, supervisionando o bom andamento dos trabalhos.
O diretor é encontrado facilmente na escola, fora do seu gabinete.
O diretor permanece na escola durante o período de atividades escolares.
O diretor aumenta a frequência e a qualidade dos contatos informais entre os membros da equipe escolar quando necessário.
O diretor lidera o estabelecimento e a implementação de normas de comportamento entre os membros da equipe escolar.
O diretor está constantemente informado da eficácia das atividades de ensino desenvolvidas pelos professores.
Ambiente escolar bem organizado e agradável
A escola é limpa, organizada e tem aparência atrativa.
As aulas iniciam-se e terminam no horário.
As tarefas, os livros e os materiais a serem utilizados são preparados antes do início das aulas.
Os alunos são estimulados a participarem da organização, decoração, ordem e limpeza das salas de aula.
Normas e regulamentos escolares
A escola possui um código de conduta escrito que especifica as normas de comportamento para alunos e professores
dentro e fora de sala de aula.
O código de conduta é amplamente divulgado e é conhecido por alunos, professores e pais.
As normas de disciplina são aplicadas pronta e integralmente para todos.
Os procedimentos de disciplinas são rotineiros e de fácil e rápida aplicação.
Há normas em relação a atrasos e faltas, tanto para professores quanto para alunos.
220
Programa de Liderança
ANEXO 01
Confiança dos professores no seu trabalho
Os professores consideram-se capazes de ensinar bem.
Os professores sentem-se à vontade com os materiais de aprendizagem, integrando-os às tarefas de sala de aula e têm
ideias criativas sobre como ensinar.
Os professores acham seu trabalho significativo.
Compromisso e preocupação da equipe escolar com os alunos e com a escola
Os alunos confirmam que os professores estão comprometidos com o ensino e se preocupam com eles.
Os professores estabelecem altos padrões de trabalho e comportamento dos alunos.
A equipe escolar e os pais referem-se à escola como um lugar onde há atenção e cuidado com os alunos.
O absenteísmo e a falta de pontualidade dos professores são vistos como um problema na escola.
Trabalho em equipe
Os professores planejam as atividades de ensino de forma cooperativa.
Os professores trocam ideias entre si.
Os professores, o diretor e a equipe técnica trabalham em conjunto para tratar de questões de interesse da escola.
PAIS E COMUNIDADE
Apoio material da comunidade
A comunidade contribui voluntariamente com a escola, para garantir a manutenção e a melhoria das condições de atendimento aos alunos e funcionários.
A equipe escolar e os pais dos alunos reúnem-se para discutir as necessidades materiais da escola e as maneiras de
atendê-las.
Comunicação frequente entre corpo docente e pais
A escola promove eventos que permitem contato entre pais e professores.
Os professores comunicam-se frequentemente com os pais.
Os pais comparecem e participam das reuniões para as quais são convidados.
Participação da comunidade na gestão escolar
Os pais têm participação nas reuniões do Colegiado.
Os pais sabem quem é o seu representante no Colegiado.
Envolvimento dos pais na aprendizagem
Os pais participam de reuniões de avaliação da escola.
Os pais acompanham os deveres de casa dos filhos.
Há evidências de leitura, conversações e brincadeiras dirigidas no lar.
A equipe escolar incentiva os pais a acompanharem o progresso de seus filhos.
Programa de Liderança
221
ANEXO 01
GESTÃO DE PESSOAS
Gestão do pessoal docente e não docente
A direção tem claramente definidas as funções e atribuições de todo o pessoal da escola e expressa qual a sua expectativa
em relação à equipe escolar.
A direção monitora e avalia as atividades desenvolvidas por todos os colaboradores da escola.
A direção identifica necessidades de aperfeiçoamento de toda a equipe escolar para a melhoria de suas habilidades profissionais.
A direção organiza espaço e tempo para que os membros da equipe escolar se reúnam, troquem experiências, estudem,
planejem etc.
A direção providencia atualização para o pessoal docente, técnico e administrativo, com a frequência necessária.
Os colaboradores são valorizados por meios de mecanismos de profissionalização e responsabilização.
A escola adota medidas de promoção do bem-estar para auxiliar os colaboradores a atingir as metas.
A escola acompanha o nível de satisfação, participação e bem-estar dos colaboradores.
Formação e desenvolvimento
Os professores conhecem metodologias de avaliação e usam esse conhecimento para desenvolver avaliações coerentes e
consistentes.
Os professores demonstram ter domínio da matéria que ensinam.
Os professores participam, com frequência, de cursos de atualização, demonstrando empenho no seu desenvolvimento
profissional.
A direção da escola identifica necessidades de aperfeiçoamento de pessoal docente e não docente para a melhoria de suas
habilidades profissionais.
A direção da escola define anualmente um programa de desenvolvimento do pessoal docente e não docente.
Os professores utilizam abordagens pedagógicas atualizadas.
A equipe escolar (docentes e não docentes) aceita inovações e se mostra envolvida em processos de mudança.
Os professores têm informações atualizadas sobre tecnologia e recursos educacionais.
Experiência apropriada do professor
Os professores são experientes no manejo de turmas e no acompanhamento do trabalho individual e de grupos.
O desempenho do professor dentro da sala de aula é avaliado.
Compromisso da equipe escolar com objetivos e metas da escola
Os professores e funcionários são comprometidos com os objetivos e metas da escola.
Os professores e funcionários conhecem os objetivos e metas da escola.
Os supervisores ou coordenadores pedagógicos orientam os professores para o alinhamento entre suas práticas docentes e
os objetivos e metas da escola, prestando assistência sempre que necessário.
A equipe escolar avalia o desempenho de seu pessoal e o da escola como um todo, bem como o seu esforço para mudança.
Docentes e não docentes demonstram entusiasmo no desempenho de suas funções.
222
Programa de Liderança
ANEXO 01
GESTÃO DE PROCESSOS
Conselho escolar atuante
A escola dispõe de um Colegiado ou Conselho Escolar com funções e atribuições bem definidas.
O Colegiado ou Conselho funciona de maneira permanente.
O Colegiado ou Conselho realiza reuniões sistemáticas.
As reuniões do Colegiado ou Conselho são marcadas com antecedência, em horário que todos possam participar e com divulgação prévia da pauta.
Os segmentos representantes da comunidade interna e externa à escola têm participação efetiva no Colegiado ou Conselho.
Os processos de ensino, aprendizagem e gestão participativa da escola atendem ao que foi definido e validado pelo Colegiado ou Conselho.
Utilização e controle dos recursos financeiros
A direção é capaz de demonstrar que os insumos escolares adquiridos com os recursos provindos do governo, da comunidade e dos pais são alocados de acordo com as necessidades detectadas pela escola.
A direção tem objetivos claros para a aplicação dos recursos financeiros disponíveis, efetuando os gastos de acordo com os
procedimentos legais.
A direção submete o planejamento para a aplicação dos recursos financeiros ao Colegiado ou Conselho Escolar, bem como a
prestação de contas dos gastos efetuados.
A direção controla e registra de forma apropriada os gastos efetuados pela escola.
Planejamento das ações
A escola define conjuntamente seus objetivos, metas e estratégias e o plano de ação para alcançá-los.
O diretor e os professores tomam decisões conjuntas relativas ao horário escolar, aos livros-texto e demais recursos utilizados.
O currículo escolar é discutido e definido por toda a equipe escolar, com validação do Colegiado ou Conselho.
Os processos críticos da escola são gerenciados com auxílio de indicadores de desempenho com vistas à realização de
melhorias.
Objetivos claros
Os objetivos da escola são claramente definidos e aceitos pela comunidade escolar.
Os profissionais da escola sabem o objetivo do seu trabalho e estão mobilizados para a análise e melhoria dos processos.
A escola tem autonomia para decidir sobre horários escolares, metodologias adotadas, equipamentos e materiais necessários.
A escola dispõe de critérios e instrumentos para determinar a eficácia escolar.
A escola estabelece metas de excelência.
Programa de Liderança
223
ANEXO 01
Rotina organizada
A escola dispõe de procedimentos administrativos bem definidos e padronizados e os utiliza.
As pessoas na escola conhecem e utilizam todos os procedimentos disponíveis para executar bem o seu trabalho.
Cada profissional da escola sabe medir e avaliar o resultado de seu trabalho.
Os dados necessários ao gerenciamento da escola são levantados de forma competente.
Os problemas que surgem na escola são comunicados à direção.
As atividades e processos desenvolvidos na escola são documentados e otimizados.
As informações circulam de maneira rápida e correta entre os diversos setores e colaboradores.
INFRAESTRUTURA
Instalações adequadas da escola
O prédio e o pátio escolar são bem conservados e têm aparência atrativa.
Os banheiros são limpos e mantidos em condições adequadas de uso.
A escola possui um espaço disponível para atividades de leitura e pesquisa.
As salas de aula, laboratórios e biblioteca estão em boa condição de uso.
As salas de aula, laboratórios, bibliotecas etc. são utilizados de forma adequada.
Os alunos têm consciência de sua participação na conservação do patrimônio escolar.
RESULTADOS
Desempenho acadêmico dos alunos
Os históricos acadêmicos recentes mostram evolução favorável em relação às médias nacionais/estaduais/regionais.
Os dados de desempenho demonstram elevação na taxa de aprovação em todas as séries e disciplinas, a qual está situada,
atualmente, em patamares de excelência.
A taxa de abandono tem diminuído consistentemente a cada ano.
A média de aprovação dos alunos em Português e Matemática tem aumentado a cada ano e situa-se, atualmente, em patamares de excelência.
A distorção idade-série tem diminuído consistentemente a cada ano.
Desempenho geral da escola
Há evidências de que todas as metas estabelecidas no Plano de Ação da escola são integralmente cumpridas.
Os resultados da escola indicam tendência crescente no nível de satisfação da equipe escolar, dos pais e da comunidade em
relação aos serviços prestados.
Há evidências de tendência de melhoria na qualidade dos processos de gestão e serviços da escola.
FONTE: MEC/FNDE/DIPRO/FUNDESCOLA. Como elaborar o Plano de Desenvolvimento da Escola. Brasília: 2006.
224
Programa de Liderança
Coordenação
Dinâmica
Aprendizagem
Eixos
Data
Disciplina
Turma
Professor
INDICADORES
Observado
Não
Observado
Destaque
Encaminhamento
Iniciala
Encaminhamento
acordado
ANEXO 02
ANEXO 2 - Modelo de Histórico de Colaboração.
Programa de Liderança
225