Química em geral
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14. QUÍMICA EM GERAL
14.1 Conceito
Química, é a ciência que estuda a matéria, a composição, a estrutura, e toda a energia envolvida para a
transformação do fio de cabelo.
A matéria é entendida por tudo aquilo que tem massa e que ocupa lugar no espaço, ou seja, tem volume. Toda a
matéria é constituída por átomos e é divida em: sólida, líquida e gasosa. Os átomos são minúsculas partículas que
quando se juntam forma a matéria. Os íons são partículas, originadas de um átomo que ganhou ou perdeu
elétrons, sem sofrer alterações. Para formar uma substância química, é necessário reunir diferentes tipo s de
átomos de formas variadas, formando uma infinidade de agrupamentos. As substâncias podem ser simples,
formadas por átomos de um mesmo elemento (O2 – oxigênio) ou compostas, formadas por átomos de elementos
químicos diferentes (H202 – água). A molécula é a menor partícula de uma substância química. Para se obter o
peso molecular, é necessário, somar as massas atômicas de todos os componentes de uma mesma substância
química.
Nesse capítulo, estudaremos sobre o avanço da indústria, oferecendo produtos mais eficazes e menos agressivos a
saúde dos cabelos. Veremos também que sem a técnica adequada na utilização desses produtos poderemos gerar
sérios problemas, e acompanharemos soluções para cada caso.
A composição química de um cabelo se compõe de:
2% a 5% de Enxofre (S)
+/- 20% de Azoto ou Nitrogênio (N)
+/- 25% de Hidrogênio (H) e Oxigênio (O)
+/- 50% de Carbono (C), mais sais minerais em pequenas proporções.
química
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Na cutícula, encontramos dois tipos de ligações:
Ligações Hidrogenias
- Facilmente rompidas pela água.
- Permite a deformação temporária.
Ligações Salinas
- Tem a propriedade de inchar em meio alcalino.
- Também é facilmente rompida pela água e por
produtos químicos alcalinos.
VÁRIOS TIPOS DE LIGAÇÕES
ENCONTRADAS NA FIBRA CAPILAR
Tabela periódica
Metal alcalino
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Os metais alcalinos são um grupo de elementos químicos da tabela periódica com propriedades
similares. O grupo é formado pelos seguintes metais: lítio (Li), sódio (Na), potássio (K) , rubídio (Rb),
césio (Cs) e frâncio (Fr).
Têm este nome porque reagem muito facilmente com a água e, quando isso ocorre, formam hidróxidos
(substâncias básicas ou alcalinas), liberando hidrogênio. Estes metais também reagem facilmente com o
oxigênio produzindo óxidos.
Equação química:
2 Li(s) + 2 H2O(l) 2 LiOH(aq) + H2(g)Equação química da reacção de um metal alcalino (exemplo:
potássio) com o oxigênio:
4 K(s) + O2(g) 2 K2O(s)São metais de baixa densidade, e moles. Altamente eletropositivos e reativos. A
eletropositividade e a reatividade destes elementos tende a crescer, no grupo, de cima para baixo se
visto do ponto de vista termodinâmico (liberação de energia), pois quanto menor, mais o elemento se
hidrata, oxidando mais rápido e reagindo mais rápido, se visto do ponto de vista cinético (velocidade da
reação)a reatividade tende a crescer de cima para baixo, pois quanto maior os átomos mais fácil de
perder o seu elétron de valência e mais rápido reage. Apresentam um único elétron nos seus níveis de
energia mais externos ( em subnível s ) , tendendo a perdê-lo, transformando-se em íons
monopositivos: M+.
O hidrogênio, com um único elétron, está situado normalmente na tabela periódica no mesmo grupo
dos metais alcalinos (ainda que às vezes apareca separado destes em outra posição). Porém, a energia
necessária para arrancar o elétron do hidrogênio é muito mais elevada do que a qualquer alcalino.
Como nos halogênios o hidrogênio necessita receber um único elétron para completar o seu nível mais
externo. Na sua forma elementar é encontrado como uma molécula diatômica, H2. Pode formar sais
denominados hidretos (MH) com os alcalinos, de forma que o metal cede um elétron ao hidrogênio,
como se o hidrogênio fosse um halogênio. Devido a peculiaridade do hidrogênio prefere-se não
classificar o hidrogênio em nenhuma série química.
Metal alcalino
Grupo
1
Período
2
3
Li
3
11
Na
4
19
K
5
37
Rb
6
55
Cs
7
87
Fr
Metal alcalinoterroso
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Os alcalino-terrosos são os elementos químicos do grupo 2 (2 A) da tabela periódica,
formando uma família ou uma série química, e são os seguintes: berílio ( Be ), magnésio
(Mg), cálcio (Ca), estrôncio (Sr), bário (Ba) e radio (Ra).
Este último apresenta um tempo de vida média muito curto.
O nome alcalino-terroso provém do nome que recebiam seus óxidos: terras.
Possuem propriedades básicas (alcalinas).
Apresentam eletronegatividade ≤ 1,3 segundo a escala de Pauling.
Este valor tende a crescer no grupo de baixo para cima.
São metais de baixa densidade, coloridos e moles.
Reagem com facilidade com halogênios para formar sais iônicos e com a água (ainda
que não tão rapidamente como os metais alcalinos) para formar hidróxidos fortemente
básicos.
São todos sólidos.
Todos apresentam dois elétrons no seu último nível de energia (em subnível s) , com
tendência a perdê-los transformando-se em íons bipositivos, M2+.
Esta tendência em perder elétrons, denominada eletropositividade cresce no grupo de
cima para baixo, sendo o menos eletropositivo, o berílio.
A reatividade dos metais alcalino-terrosos tende a crescer no mesmo sentido.
O número de oxidação é +2
Metal alcalinoterroso
Grupo
2
Período
2
4
Be
3
12
Mg
4
20
Ca
5
38
Sr
6
56
Ba
7
88
Ra
lantanídeos
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Os lantanídeos ou lantanoides (nomenclatura IUPAC)1 são um grupo de elementos químicos que
formam parte do período 6 da tabela periódica. Estes elementos são chamados terras raras porque
se encontram na forma de óxidos , e também, junto com os actinídeos, constituem os elementos de
transição interna.
O nome procede do elemento químico lantânio, que incluído neste grupo, constitui um total de 15
elementos. Desde o de número atômico 57 ( o lantânio ) até o de número atômico 71 ( lutécio ).
Embora o lantânio não tenha nenhum elétron ocupando orbital f, os demais 14 elementos
seguintes apresentam o orbital 4f parcial ou totalmente ocupado ( veja configuração eletrônica ).
Estes elementos são quimicamente bastante semelhantes entre si, pois os elétrons situados em
orbitais "f" são pouco importantes nas ligações que formam, em comparação com os "p" e "d".
Também são bastante parecidos aos lantanídeo os elementos ítrio e escândio por apresentarem um
raio atômico similar, e tal qual os lantanídeos, seus estados de oxidação mais importante é o +3.
Este é o estado de oxidação mais importante dos lantanídeos, porém também apresentam os
estados de oxidação +2 e +4.
A abundância destes elementos na crosta terrestre é relativamente alta, em minerais como, por
exemplo, a monazita, onde são encontrado os diferentes lantanídeos e o ítrio.
Na tabela periódica usual, estes elementos estão situados abaixo dos demais, junto com os
actinídeos, formando uma tabela mais compacta. Esta convenção é usada apenas por razões
práticas e estéticas. Algumas tabelas situam estes elementos entre os blocos s e d, originando uma
tabela mais longa (ver acima) também chamada de tabela periódica estendida.
O raio dos lantanídeos vai diminuindo conforme vai aumentando o número atômico, porém não
são variações grandes .
Lantanídeo
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La
Ce
Pr
Nd
Pm
Sm
Eu
Gd
Tb
Dy
Ho
Er
Tm
Yb
Lu
Actinídeo
• Os actinídeos ou actinoides (nomenclatura IUPAC)1 são um grupo de
elementos que formam parte do período 7 da tabela periódica. Estes
elementos, junto com os lantanídeos, são chamados de metais de
transição interna. O nome é proveniente do elemento químico actínio, que
incluído neste grupo, constituem um total de 15 elementos, desde o
número atômico 89 (actínio) até o 103 (laurêncio).
• Estes elementos apresentam características semelhantes entre si. Os de
maior número atômico não são encontrados na natureza e apresentam
tempos de meia-vida curtos; todos os seus isótopos são radioativos.
• Na tabela periódica usual, estes elementos estão situados abaixo dos
demais, junto com os lantanídeos, formando uma tabela mais compacta.
Esta convenção é usada apenas por razões práticas e estéticas. Algumas
tabelas situam estes elementos entre os blocos s e d, originando uma
tabela mais longa (ver acima) também chamada de tabela periódica
estendida.
actinídeo
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Ac
Th
Pa
U
Np
Pu
Am
Cm
Bk
Cf
Es
Fm
Md
No
Lr
Metal de transição
• Os elementos de transição ou metais de transição são definidos pela IUPAC1
como "Um elemento cujo átomo possui um subnível d incompleto ou que
possa vir a formar cátions com um subnível d incompleto" e são
representados na tabela pelo bloco d (grupo 3 ao 12).
• Os lantanóides e actinóides são considerados elementos de transição interna
(bloco f)
• Às vezes são empregadas outras definições menos restritivas, já que a
intenção é agrupar os elementos segundo as suas propriedades físicas e
químicas, variando conforme a classificação adotada, além disso, alguns
textos consideram elementos de transição apenas aqueles que pertencem ao
bloco d.
• O nome "transição" vem da posição dos elementos na tabela, representando
a transição do grupo 2 ao 13, pela sucessiva adição e elétrons ao orbital d.
• Elementos de transição externa ( ou somente elementos de transição ):
• Primeira série de transição: Elementos de Z 21 a 30
• Segunda série de transição: Elementos de Z 39 a 48
• Terceira série de transição: Elementos de Z 72 a 80
Elementos de transição interna
• Lantanóides: São os elementos que vão desde o
número atômico 57 até ao 71 ( o escândio e o ítrio
apresentam propriedades semelhantes a dos
lantanídeos e, portanto, são estudados em conjunto ).
• Actinóides: São os elementos que vão desde o número
atômico 89 até ao 103.
• As propriedades químicas de um elemento dependem
em grande parte de como estão situados os seus
elétrons nos níveis de energia mais externos. Por isso,
os elementos de transição apresentam certa
semelhança entre si, ainda que se diferenciem dos
lantanídeos e actinídeos.
Tabela de transição
Group
3
4
5
6
7
Period
Sc 21
o4
Ti 22
V 23
Period
o5
Y 39
Zr 40
Nb 41 Mo 42 Tc 43
Period
La 57
o6
Hf 72
Ta 73
8
Cr 24 Mn 25 Fe 26
W 74
9
10
11
12
Co 27
Ni 28
Cu 29
Zn 30
Ru 44 Rh 45 Pd 46 Ag 47 Cd 48
Re 75 Os 76
Ir 77
Pt 78
Au 79 Hg 80
Period
Ac 89 Rf 104 Db 105 Sg 106 Bh 107 Hs 108 Mt 109 Ds 110 Rg 111 Cp 112
o7
Elemento químico representativo
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Nos elementos representativos, elementos da família A, estão divididos os eletrôns que têm características
semelhantes. Eles são repartidos de acordo com sua configuração eletrônica. Por exemplo, o Cs tem em seu
último subnível s1, assim como todos os outros metais Alcalinos.
A configuração eletrônica dos elementos representativos apresenta o último nível com a seguinte distribuição:
ns¹;ns², ouns² np1 a 5, onde n é o número quântico principal do último nível de energia.Pertencem a série dos
elementos representativos:
Metais alcalinos (grupo 1): ns¹
Metais alcalinos-terrosos (grupo 2):ns²
Família do boro (grupo 13):ns² np¹
Família do carbono (grupo 14): ns² np²
Família do nitrogênio (grupo 15): ns² np3
Calcogênios (grupo 16): ns² np4
Halogênios (grupo 17): ns² np5
Gases Nobres (grupo 18): ns² np6
Observação: Os elementos das famílias:
Grupo 11 (família do cobre ):ns²,
Grupo 12 (família do zinco ):ns²,
Apesar de apresentarem configurações eletrônicas características de elementos representativos, são
considerados, devido às suas propriedades químicas, como metal de transição.
Semi-metais
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Semimetal ou metalóide (termos considerados equivalentes, com predileção por
semimetal) é designação clássica e genérica de elementos químicos que exibem
tanto características de metais quanto de ametais, quer nas propriedades físicas,
quer nas químicas.
Os semimetais elementares incluem o boro (grupo 13), silício e germânio (grupo
14), arsênio e antimônio (grupo 15), telúrio (grupo 16) e o polônio(grupo 16).
Alguns autores incluem arbitrariamente também o astato nessa lista.
Propriedades
Entre as propridades físicas e químicas comumente presentes nos assim chamados
semimetais, tem-se:
1. Propriedades físicas: são semicondutores elétricos, bem como semicondutores
térmicos;
2. Em propriedades químicas: formam óxidos anfóteros;
3. Em propriedades subatômicas: apresentam discreta interseção ou sobreposição
da banda de condução com a camada de valência.
Tabela periódica
• Na tabela periódica, os semimetais ocorrem
aproximadamente ao longo duma linha
diagonal do boro ao polônio, ambos
semimetais. Os elementos à esquerda dessa
diagonal são metais; os elementos à sua
direita são ametais
tabela
13
B
Boro
Al
Alumínio
Ga
Gálio
In
Índio
Tl
Tálio
14
C
Carbono
Si
Silício
Ge
Germânio
Sn
Estanho
Pb
Chumbo
15
N
Nitrogênio
P
Fósforo
As
Arsênio
Sb
Antimônio
Bi
Bismuto
16
O
Oxigênio
S
Enxofre
Se
Selênio
Te
Telúrio
Po
Polônio
17
F
Flúor
Cl
Cloro
Br
Bromo
I
Iodo
At
Astato
Não metais
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Os Não metais (ou Ametais) formam uma das três categorias de elementos químicos (as outras duas são
os metais e os Metalóides). Este último quase obsoleto. Por isso alguns elementos que antes eram
classificados como Metalóide, hoje são classificados alguns por Ametais e outros por metais, segundo a
classificação pelas propriedades de Ionização e de Ligação Química. Estas propriedades derivam do facto
dos não-metais serem altamente Electronegativos, isto é, de ganharem eletrons de valência de outros
átomos mais facilmente do que libertam os seus.
Os não-metais são, por ordem de número atómico:
Carbono (C)
Azoto ou Nitrogênio (N)
Oxigênio (O)
Flúor (F)
Fósforo (P)
Enxofre (S)
Cloro (Cl)
Selénio (Se)
Bromo (Br)
Iodo (I)
Astato (At)
Esses ametais citados abaixo pertenciam ao grupo Semimetal, porém, com a queda do uso desse termo,
esses elementos foram classificados como Ametais:
Boro (B)
Silício (Si)
Arsênio (As)
Telúrio (Te)
Não metais
• A maior parte dos não-metais encontra-se na parte superior direita da
tabela periódica. A exceção é o Hidrogênio, que é em geral colocado na
extremidade superior esquerda com os metais alcalinos mas se comporta
como um não-metal na maior parte das circunstâncias. Ao contrário dos
metais, que são condutores de electricidade, um não-metal pode ser um
Isolador ou um Semicondutor. Os Ametais podem formar ligações iónicas
com os metais ao ganharem elétrons, ou ligações convalentes com outros
não-metais. Os Oxidos dos não-metais são Ácidos. Em comparação com os
Metais, Ametais são ruins condutores de eletricidade e calor.
• Só existem 12 não-metais conhecidos (16, contando o Boro, Silício, Arsênio
e Telúrio, antes classificados como Semimetais), o que contrasta com mais
de 80 metais, mas são os não-metais que constituem a maior parte da
Terra, em especial das suas camadas exteriores. Os organismos vivos são
compostos quase exclusivamente por não-metais. Muitos não-metais
(Hidrogênio, Nitrogênio, Oxigênio, Flúor, Cloro, Bromo e Iodo) são
diatómicos e a maior parte dos restantes são poliatómicos.
Halogênio
• é o grupo 17 (7A) da tabela periódica dos
elementos, formado pelos seguintes
elementos: flúor, cloro, bromo, iodo, astato e
Ununséptio (este último, radioativo e pouco
comum). Esse grupo, juntamente com o grupo
18 (8A), dos gases nobres, são as únicas
famílias formadas unicamente por não-metais.
A palavra provém do grego e significa
formador de sais. Eles são elementos
representativos
Halogênio
Grupo
17
Período
2
9
F
3
17
Cl
4
35
Br
5
53
I
6
85
At
7
117
Uus
Gás nobre
• Os gases nobres formam uma série química.
São elementos químicos do grupo 18 (grupo 0
ou 8A nas tabelas mais antigas);
especificamente são os elementos hélio,
neônio, argônio, criptônio, xenônio, radônio e
ununóctio.
Gás nobre
Grupo
18
Periodo
1
2
He
2
10
Ne
3
18
Ar
4
36
Kr
5
54
Xe
6
86
Rn
7
118
Uuo
Química de Transformação
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14.2.1 Conceito
Basicamente, é quando empregamos algum tipo de substância que irá alterar permanentemente ou não a estrutura do fio.
14.2.2 Tipos de Deformação
As deformações na estrutura do fio podem ser divididas em:
- Deformação Temporária – A queratina do cabelo, é uma estrutura elástica, e esta propriedade nos possibilita deformações de
pouca amplitude, totalmente reversíveis. O fato de enrolar ou escovar os cabelos deformam o cabelo de modo temporário. As
fases que o cabelo passa para sofrer essa modificação são:
- umidificação;
- enrolamento ou escova;
- secagem para fixação de nova forma.
Perceba que neste tipo de transformação somente mexemos com as ligações de hidrogênio e salinas, deixando totalmente
inalterada as ligações de dissulfetos ou cistínicas.
- Deformação Permanente – Obtida pela ruptura das pontes de dissulfetos, das ligações salinas e hidrogenas o que torna a fibra
momentanemente plástica, ou seja, deformável, sem elasticidade. Em seguida, é preciso reconstituir as pontes de dissulfetos
para fixá-la na forma desejada.
Quando trabalhamos com a deformação permanente, um fato se faz importantíssimo: conhecer bem o princípio ativo que
iremos utilizar para efetuar com sucesso essa deformação. Os princípios ativos mais comuns no mercado atual são:
Tioglicolato de Amônio
Hidróxido de Sódio
Hidróxido de Cálcio + Carbonato de Guanidina
Tioglicolato de Monoetalonamina
Tioglicolato de Amônio
O Tioglicolato de Amônio (neutralização do Ácido Tioglicólico com Hidróxido de Amônio, que forma um sal, também chamado
de sal do
continuação
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Tioglicólico), age somente nas pontes de dissulfetos dos fios, tornando-os aptos a serem modelados. Se essa
modelagem for feita com bigoudi, ficarão anelados. Se forem alisados com escova, ficarão lisos, mas isso somente
ocorreria de maneira perfeita se houver uma perfeita neutralização, que irá fazer com que a nova forma seja
fixada e mantida, em função do fechamento das cutículas.
Hidróxido de Sódio
O Hidróxido de Sódio (Soda Cáustica), é um alisante extremamente alcalino com o pH entre 13,0 e 13,5, que
promove um rompimento total das ligações do fio. A ação do Hidróxido de Sódio é voltada no sentido de corroer
os fios, de modo que eles percam a ondulação severa e ganhem o aspecto de liso. Neste processo, a neutralização
é obtida através do enxague, do reequilíbrio do pH e da eliminação total de resíduos. Finalizando o processo, os
cabelos deixam de ter sua estrutura fundamental e passam a ter uma estrutura chamada Lantionina.
Hidróxido de Cálcio + Carbonato de Guanidina
O Hidróxido de Cálcio por si só não possui a capacidade de romper as ligações dos fios de cabelo. Esse princípio
ativo, necessita ser combinado ao carbonato (líquido ativador) para potencializar a sua ação.
Como resultado desta combinação haverá a seguinte reação:
Hidróxido de Cálcio + Carbonato de Guanidina =
Hidróxido de Guanidina com Carbonato de Cálcio
A ação do Hidróxido de Guanidina é semelhante ao Sódio, sendo que, o Hidróxido de Guanidina é mais seguro
para trabalhar, uma vez que não é cáustico, nos posssibilitando um leque maior de utilização, pois, nos oferece um
maior número de compatibilidade com outros princípios ativos.
A desvantagem na utilização deste princípio ativo, é o alto grau de ressecamento ocasionado nos fios, em função
da presença do Cálcio na composição, tornando-se necessário a constante hidratação e nutrição dos fios.
Tioglicolato de monoetalonamina
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O Tioglicolato de Monoetalonamina, é um composto orgânico, pois contém uma substância
chamada carbono. Seu processo de utilização é o mesmo do Tioglicolato de Amônio, porém, o
Amônio possui um poder de penetração mais rápido no fio, já o Monoetalonamina age de forma
mais lenta e suave. A neutralização deste princípio ativo deve ocorrer de forma eficaz, afim de
evitar danos aos fios (quebra).
14.2.3 Tipos de Química de Transformação
Abordaremos alguns tipos de química mais utilizados na atualidade, em especial, em nosso país.
Relaxamento
O relaxamento tem por objetivo, diminuir o volume do cabelo e ganhar movimento. Geralmente os
produtos utilizados nesse procedimento são os à base de amônia e guanidina, portanto, não agride
tanto a composição do fio, até em função do tempo de ação que é reduzido em comparação com
outros processos de transformação.
Esse tipo de química não é recomendado para cabelos tingidos ou descoloridos, em função da
incompatibilidade da química da OX, ou tinturas à base de hena.
O tempo exigindo para retoques vão de 45 a 60 dias, evitando a aplicação na extensão dos fios,
evitando o ressecamento dos mesmos.
Alisamento
• Alisamento
• Para entendermos esse procedimento, vamos
comparar o cabelo crespo a um asfalto cheio de falhas
– na realidade, falhas na distribuição de queratina. O
alisamento distribui a queratina, tornando os fios
maleáveis e com a ação térmica das pranchas faz a
reestruturação dos fios, que se tornam
permanentemente lisos.
• A química normalmente usada é à base de hidróxido
de cálcio, que misturada ao líquido ativador, resulta na
guanidina. O tempo de ação é bem maior que o do
relaxamento, e o retoque leva em média 3 meses.
Permanente
•
Permanente
•
No ano de 1882, o francês Marcel Grateau, inventou uma técnica de ondulação para perucas. O cabelo era
enrolado em bastões de madeira e mergulhado em soluções alcalinas.
Após 15 anos, o alemão Josheph Mayer criou a permanente para cabelos naturais que era enrolado em
bigoudins metálicos e ligados a um aparelho eletríco.
Com o avança da cosmetologia, foi criado soluções químicas para que o aquecimento dos bigoudins
ocorresse através e produtos químicos.
O processo era feito através de umedecer os cabelos com um líquido amolecedor e era colocado uma
flanela úmida com cima de um saché com permaganato de potássio, e forrado com papel alumínio.
Posteriorme criou-se a permanente “fria”, assim denominada, pois o aquecimento com a flanela e papel
aluminio eram foram dispensados.
O líquido de permanente tem em sua composição o tioglicolato de amônio e é fator determinante para o
tipo de ondulação que se deseja:
Forte – indicado para cabelos finos ou impermeáveis
Médio – para cabelos normais
Fraco – para cabelo grossos e porosos
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E, para cada tipo é utilizado um modelo diferente de bigoudin
Note que em cada tipo de cabelo o processo se diferencia:
Cabelos Grossos – tem escamas mais abertas facilitando a penetração do líquido e asbsorção ocorre em
maior quantidade. A ondulação é rápida.
Cabelos Médios: tem a estrutura mediana, tanto a absorção quanto o tempo de ação é normal.
continuação
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Cabelos finos – os fios tem escamas fechadas e absorção do líquido é menor sendo a
ondulação mais demorada.
Cabelos Super-Finos – considerados “teia de aranhao ou linha de costura” a ondulação
torna-se praticamente impossível. Mesmo quando feitos com o bigoudin, dura em média
uma semana e quando secados naturamente fica com aspecto “bom bril”.
Recomendações
Cabelos Descoloridos – não é aconselhável, pois pode provocar queda dos fios ou torná-los
super ressecados. Cabelos que foram descoloridos e depois tingidos com tons escuros não
deve sem permanenteados.
Cabelos com Reflexos ou Balayagens – a indicação é fazer primeiro o permanente depois os
reflexos, porém, com oxigenada de menor volume, evitando a porosidade do fio.
Defrisagem
Conhecida também por escova orgânica, tem como princípio ativo o hidróxido de cálcio.
Indica para cabelos cacheados e volumosos, deixa uma aparência natural e contida,
funcionando melhor nos lisos arrepiados. O nome “orgânico”, vem do fato de conter
proteínas vegetais e animais, mas, como altera a estrutura do cabelo, é sim uma química.
Tioglicolato de amino metilpropanol
• Produto que está voltando com tecnologia
inovadora , afim de suprir as necessidade dos
profissionais e publico.
• “Progressiva inteligente”
Tipos de processos de alisamento
• Temporário = Físico ou Mecânico
• Permanente= Químico
Alisamento com alto pH
Alisamento com baixo pH
Outros tipos químicos de
Alisamento
Secagem do cabelo
• Existem os, que utilizam técnicas físicoquímicas,como o secador e a piastra
(“chapinha”), etambém a técnica do “hot
comb”.
• Temporários, pois duram até a próxima
lavagem.
Alisamentos temporários
• Cabelo úmido + Agente deslizante/
condicionante + calor.
• Alisamento Processo Físico+
Ligações de Hidrogênio
(Pontes de Hidrogênio)
• Molhar os cabelos rompe as ligações de
hidrogênio.
• Secar o cabelo remove a água e forma
novamente as ligações de hidrogênios.
• Estas são mudanças temporárias, assim que o
cabelo é molhado ou exposto à umidade,
voltará ao formato natural.
Pontes de hidrogênio
Alisamentos temporários
• A desidratação rápida com o secador mantém
a forma lisa da haste.
• A aplicação da prancha quente molda as
células da cutícula (escamas), como se as
achatasse paralelamente à haste.
• O fio adquire aspecto liso e brilhante, por
refletir mais a luz incidente.
Ligações de Hidrogênio
(Pontes de Hidrogênio)
• O uso de spray com polímeros tem a
finalidade de proteger os cabelos da umidade.
• Estes polímeros formam uma camada e
“impermeabilizam” o cabelo a fim de que
sejam retardadas a formação das ligações de
hidrogênio.
Alisantes
Definição segundo Anvisa
• Os alisantes são produtos cosméticos que
alisam, relaxam, amaciam ou reduzem o
volume dos cabelos de maneira mais ou
menos duradoura, podendo se apresentar
com denominações variadas:
• Amaciantes
• Relaxantes
• Defrisantes
continuação
• Estes produtos possui substâncias irritantes para
a pele e, se utilizado de forma inadequada
podem causar queimaduras graves e queda dos
cabelos.
• Atenção; quando o produto atende às
exigências estabelecida na legislação sanitária e
sua utilização é correta, não causa danos à
saúde.
ALISANTES CAPILARES &
ANVISA
• Os alisantes são produtos registrados como
cosméticos de grau de risco 2 junto à ANVISA, ou
seja, necessitam de registro para comercialização.
• Entretanto, uma prática clandestina e
atualmente considerada proibida é a adição de
formol ou mesmo glutaraldeído a esses produtos,
visando ampliar a capacidade alisante.
ALISANTES CAPILARES &
ANVISA
• Todos os alisantes, inclusive os importados,
devem obrigatoriamente ser registrados na
ANVISA, pois eles podem conter substâncias
proibidas, de uso restrito e em condições e
concentrações inadequadas, podendo ser
nocivas.
ROTULAGEM DOS PRODUTOS
•
Antes de comprar ou usar um alisante, o consumidor e o profissional devem conferir no rótulo do
produto.
O número de registro na Anvisa/MS, que se inicia com o dígito 2 e pode ter 9 ou
• 13 dígitos
•
Exemplo: M.S. (ou ANVS) 2.XXXX.XXXX ou 2.XXXX.XXXX.XXX-X.
Para confirmar se o produto está registrado regularmente, consulte o site da Anvisa: www.anvisa.gov.br,
acessando o menu: Serviços/Consultas a Banco de Dados/Cosméticos e realize uma pesquisa.
•
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Verifique:
• O modo de uso.
• O prazo de validade.
• As advertências e restrição de uso.
• Se o produto é indicado para uso profissiona
Substâncias ativas
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Tioglicolato de Amônio;
Hidróxido de Sódio (soda);
Hidróxido de Potássio;
Hidróxido de Cálcio;
Hidróxido de Lítio;
Carbonato de Guanidina/ Hidróxido de
Guanidina;
Produtos Profissionais X Comercial
• Os alisantes capilares são classificados como
de uso comercial ou profissional – o que difere
um do outro é o limite máximo permitido da
concentração de ativo.
• A Resolução RDC nº 215, de 25 de julho de
20057, estabelece a lista de substâncias
permitidas e o limite máximo para cada ativo
em suas formulações.
Shampoos Neutralizantes
• São shampoos hidratantes com pH entre 3,5 a
4,5
• Equilibram o pH de (±12.5) para pH of ±5.50 6.20 fazendo que as cutículas se fechem e
parando o processo.
• Removem excesso de alisante
• Diminuem o dano do cabelo.
Alisante Ideal
Ponto de vista técnico
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Fácil de aplicar – fácil de trabalhar sem gotejar
Fácil de enxaguar
Atuação rápida
Menos danos aos cabelos
Menos danos ao couro cabeludo
Fórmula Estável
Custo/Benefício
composição
• São formados por três componentes
principais:
• Agente alcalino
• Fase oleosa
• Fase aquosa.
Composição & Função dos
ingredientes
• Fase oleosa
• Emulsificantes
• Espessantes e alta concentração de óleos
para condicionamento e proteção.
• Fase aquosa; Transporta o ativo
• Ativo(s); Componente alcalino forte
Escala de pH
Ligações Químicas
presentes no cabelo
• Ligações de peptídeos;
• Ligações químicas que unem os aminoácidos
• São ligações mais fortes do cabelo, quando se
quebram o cabelo fica fraco e danificado
chegando a quebrar.
Ligações Laterais
• Ligações de Dissulfeto
• Ligações de Sal
• Ligações de Hidrogênio
Ligações de Dissulfeto
• As ligações laterais de dissulfeto são formadas
entre duas cisteínas aminoácidos. Essas
ligações ligam dois átomos de enxofre, um de
cada aminoácido de cisteína vizinho.
• As ligações de dissulfeto são mais fracas que
os as ligações de peptídeos porem muito mais
forte que as ligações de sal ou de hidrogênio.
Alisantes
•
•
Escova Definitiva
Recebe também o nome de alisamento japonês, onde os fios são alisados em
definitivo, pois somente através do crescimento do fio que essa química é retirada.
O princípio ativo é à base de amônia (tioglicolato de amônio) que redistribuem a
queratina do fio uniformemente.
•
A duração vai de quatro a seis meses.
•
•
Photon Hair Uom
Esse sistema modifica a estrutura dos fios por meio de reação química induzida
por luz (LED), também conhecida como reação fotoquímica ou fotônica. Ele leva de
2 a 3 horas para ser realizado, e sua indicação é para todos os tipos de cabelo, com
exceção dos fios que contenham metais pesados, em função de determinados
tipos de alisamentos, por exemplo.
O tioglicolato de amônia tem seu poder de ação maximizado quando em contato
com a luz. Os cabelos podem ser lavados (a química não sai com as lavagens),
presos ou coloridos no mesmo dia da aplicação.
•
Alisantes
• Oxido acetamída: Constituída por queratina
líquida, proteínas, minerais e óxido acetamide,
este alisamento temporário permanece nos
fios por cerca de quatro meses.
• Ácido glioxílico: O ácido glioxílico ou ácido
formilfórmico é um ácido orgânico.
Artigo formol/causador de câncer
Ponto de vista científico
• Segundo diversas pesquisas científicas o formol quando utilizado na forma
líquida ou à vapor pode causar câncer. O formaldeído solução alcoólica á
37%,nome científico do produto, foi utilizado como parte integrante de
vários produtos de cosméticos e principalmente (para alisar os cabelos)
inadvertidamente, e teve seu uso cosmético proibido em 2009.
• O formol tem cheiro forte e quando é inspirado causa irritação nos olhos
podendo ocorrer lacrimejamento excessivo e conjuntivite. O formol pode
ainda causar irritação nas vias respiratórias, levando ao edema pulmonar
e ao desenvolvimento de um câncer nestas estruturas.
• Ao inalar o formol as células do corpo que entram em contato com ele
como nariz, laringe, traqueia e pulmões podem sofrer alterações
significativas dando origem ao câncer.
• Dor de cabeça, enjoo, vômito, tosse, diarreia, sangue nas fezes, dificuldade
em urinar, danos no fígado, rins, coração e cérebro também são outras
consequências que o uso indevido do formol pode trazer.
continuação
• Os profissionais dos institutos de beleza, que manuseiam produtos com
uma composição química muito forte ,são sérios candidatos a sofrer
mutações no material genético, o que
pode favorecer algum tipo de câncer.
• Publicado em maio de 2009 no Journal of the Nacional Câncer Institute, a
prestigiada revista do Instituto Nacional do Câncer nos Estados Unidos, dá
conta de que os operários da indústria expostos a altos níveis de formol
tiveram maior probabilidade de morrer de vários tipos de câncer de
sangue e do sistema linfático, principalmente leucemia, do que os que não
tinham tido contato com a substância. O trabalho foi feito durante 40
anos e pesquisou 25mil trabalhadores.
• Esse é um assunto que diz respeito diretamente a você, cabeleireiro.
Lamentamos informar: quem se expõe durante toda a jornada de
trabalho, mês após mês, aos vapores do formaldeído, o outro nome da
substância química usada na técnica da escova progressiva, integra o
grupo de risco para desenvolver um câncer. Seja consciente.
Fim
Rogério Tenório
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elementos químicos