Mercúrio – Ocorrências Naturais no Estado do Paraná, Brasil
MERCÚRIO – OCORRÊNCIAS
NATURAIS NO ESTADO DO
PARANÁ, BRASIL
¹’²Rafael A.B. Plawiak, [email protected]
¹Otávio.A.B. Licht, [email protected]
²Eleonora M.G. Vasconcellos, [email protected]
³Bernardino.R. Figueiredo, [email protected]
¹Minerais do Paraná S.A. - MINEROPAR
²Universidade Federal do Paraná – UFPR
³Universidade de Campinas - UNICAMP
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
Os levantamentos geoquímicos regionais realizados
no Estado do Paraná, Brasil setentrional, indicaram algumas extensas anomalias positivas de mercúrio. Uma delas, identificada no levantamento geoquímico de sedimentos ativos de drenagem (SAD), mostrou uma boa
concordância geográfica com algumas estruturas tectônicas profundas que cortam as rochas ígneas da Bacia
do Paraná (Grupo São Bento - Mesozóico) que ainda
apresentam muitas fontes e surgências de águas termais. Por outro lado, o levantamento geoquímico de solos –
horizonte B (SOLO) mostrou uma anomalia regional bem
ajustada com horizontes ricos em carbono e carvão da
seqüência de rochas sedimentares da Bacia do Paraná
(Grupos Paraná, Itararé e Passa Dois - Paleozóico). Em
outro contexto geológico relacionado com o Proterozóico, ambos os levantamentos, mas principalmente SOLO,
mostraram que os conhecidos depósitos e mineralizações de Pb-Zn do vale do rio Ribeira podem ser responsáveis por essa anomalia geoquímica.
Essas concordâncias geológico–geoquímicas permitiram aos autores construir as seguintes hipóteses de
trabalhos: (a) mobilização do metal contido em horizontes favoráveis da seqüência sedimentar da Bacia do Paraná por meio de águas termais migrando através de falhas profundas, seguido pela deposição do metal na superfície e (b) associação aos processos mineralizadores
de Pb-Zn-Ba do vale do rio Ribeira.
Os objetivos principais da fase atual da pesquisa foram compilar os dados disponíveis sobre a presença de
mercúrio no Estado do Paraná (Figura 1), relacionado
com condicionamentos geológicos diversos, que possam justificar e dar o suporte necessário às hipóteses
genéticas das anomalias geoquímicas na superfície e
em escala regional (levantamento geoquímico por sedimentos ativos de drenagem – SAD, e levantamento geoquímico de solos – horizonte B – SOLO) e também em escala de detalhe (região do Salto do Itararé – SOLO (Figura 2) e região de Palmeira – SAD (Figuras 3).
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Paraná
Figura 1 – Localização do Estado do Paraná.
Plawiak, R.A.B
Figura 2 – Localização da area do Salto do Itararé no Estado do Paraná.
Figura 3 – Localização da área de Palmeira no Estado do Paraná.
um olho d’água e mais abaixo encontram-se algumas pedras soltas entre as quaes em tempo de secca colhe-se o
dito mineral com facilidade. Assevera o Barão de Tibagy
que um naturalista que alli tocou, dissera-lhe que a mina
era muito rica, e já alli em outra occasião obtivera-se com
facilidade, a pedido delle Barão, meia libra de azougue.”
O mesmo autor refere mais adiante “ Sobre a existência
de minas de mercúrio na Província é impossível ter hoje a
menor duvida. Já se tem enviado amostras do celebre
metal fluido a várias Exposições. Os Engenheiros allemães Kellers, pai e filho, examinaram a mina, que fica a 13
kilometros de Palmeira.” Finalmente, o autor faz a seguinte referência “Manoel de Assis Drumond e Bernardo Pinto
de Oliveira – Decreto nº 6246 de 12 de Julho de 1876 –
Concede-lhes permissão para explorar azougue na Villa
da Palmeira. Esta concessão foi prorogada (sic) pelo Decreto nº 6876 de 20 de Julho de 1878, e depois ainda pelo
de nº 7392 de 31 de Julho de 1879.”
Na Coleção de Leis do Império do Brasil - 1876,
Actos do Poder Executivo encontra-se o Decreto nº 6246
de 12 de Julho de 1876 no qual a Princesa Imperial Regente concede à Manoel de Assis Drumond e Bernardo
Pinto de Oliveira a autorização para explorarem minas
de azougue na Província do Paraná. Já o Decreto nº
6976 de 20 de Julho de 1878, prorroga essa concessão
por um ano (Figura 5).
Oliveira (1927) revela que nas investigações feitas
no vale do rio Ivai, foram encontrados grãos de cinábrio
(HgS) nas marmitas escavadas pela água no leito do rio
constituído de arenitos do Grupo Itararé (Paleozóico). A
transcrição é a seguinte “A presença de mercúrio fgoi
assignalada no córrego dos Castelhanos, affluente da
margem direita do rio Iguassú, no município de Palmeira. A
primeira notícia appareceu no relatório dos engenheiros
HISTÓRICO
A pesquisa realizada mostrou que, desde o começo
do século XIX, são muitas as referências feitas ao mercúrio em diversas localidades do Estado do Paraná.
Ferreira (1885) refere-se a uma “mina de mercúrio”
que em 1842 foi encontrada na região de Palmeira, próximo do rio Castelhanos, um afluente da margem direita do
rio Iguaçu (Figura 4). “Palmeira – Freguezia do município
de Ponta Grossa, na Comarca deste nome. No rio Castelhano, distante 13 kilometros da Freguezia, existe uma
mina de azougue, a qual tendo sido descoberta em 1842,
foi mais tarde examinada pelos engenheiros Kellers, Pai e
Filho, que acharam-na importante. A respeito de semelhante assumpto, eis o que informa o Dr. Paulo José
d’Oliveira nas sua memória (sic) publicada em outro logar: ‘O córrego em cujo leito foi encontrado o azougue em
questão, tem sua nascente em um banhado formado por
Figura 4 – Capa do “Diccionario Geographico das Minas do Brazil”
(Ferreira, 1885).
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Mercúrio – Ocorrências Naturais no Estado do Paraná, Brasil
Figura 5 – Decreto Imperial nº 6246 - 12 de Julho de 1876, para
exploração de mercúrio na “Villa de Palmeira” (Arquivo Nacional).
Keller sobre a exploração do rio Ivahy. Levados por observações mal-feitas fizeram a descripção da jazida. Gottas
do metal foram encontradas em caldeirões abertos em arenito da série Itararé. Em 1902, os Drs. F. de Paula Oliveira e
Eugenio Elmo fizeram o exame bastante minucioso dessa
região, tendo estudado quase todos os arroios, quer da
Restinga Secca ao Porto Amazonas no Iguassu. As investigações foram negativas, porém o Dr. Elmo asseverou-me
que havia encontrado alguns grãos de um mineral que depois de analysado revelou sulfureto de mercúrio-cinábrio.
Quanto ao mercúrio nativo nada envcontraram.”
O Departamento Nacional de Produção Mineral –
DNPM concedeu em 1935, o Manifesto de Mina nº 3127
para mercúrio na região do Salto do Itararé. O documento original não foi encontrado nos arquivos do DNPM.
MATERIAIS E MÉTODOS
Buscando confirmar essas referências históricas sobre a ocorrência de mercúrio no Estado do Paraná, alguns
levantamentos geoquímicos foram realizados pela Minerais do Paraná S.A. - MINEROPAR em diferentes épocas.
Em 1984, na margem direita do rio Paranapanema,
município de Salto do Itararé, em malha regular com linha
base orientada N75E, transversais espaçadas de 110 m e
amostras a cada 45 m, foram coletadas 75 amostras de
solo (horizonte B) (MINEROPAR, inédito, apud Plawiak et
al., 2004). A fração < 0,177mm (<80 #) das amostras de
solo foi analisada em laboratório comercial pela técnica de
Espectrofotometria de Absorção Atômica com vapor frio.
Em 2003, no município de Palmeira, 70 km a oeste de
Curitiba, foram coletadas 17 amostras de sedimentos ativos de drenagem nas bacias que compõem as cabeceiras
dos rios Tibagi e Iguaçu (MINEROPAR e Instituto Evandro
Chagas – ECI, inédito, apud Plawiak et al., 2004). A área
2
das bacias variou entre 10 e 60 km . As amostras foram
analisadas pelo Laboratório de Toxicologia, Secção de
Meio Ambiente do ECI, em duas frações granulométricas
<0,104mm (< 150 #) e < 0,062 mm (< 230 #), pela técnica
de Espectrofotometria de Absorção Atômica com vapor
frio.
A distribuição do mercúrio em escala regional, foi
identificada por dois levantamentos de densidade ultra-baixa, que obedeceram aos padrões estabelecidos
para o Global Geochemical Reference Network – GGRN.
O primeiro Levantamento Geoquímico Multielementar de
Baixa Densidade (Licht, 2001), foi baseado na coleta de
696 amostras de sedimentos ativos de drenagem representando praticamente todas as bacias hidrográficas do
Paraná, a partir das quais foram produzidas 39 amostras
compostas representando as células GGRN (Figura 6).
O segundo Levantamento Geoquímico Multielementar
de Baixa Densidade foi baseado na coleta de 307 amostras do horizonte B dos solos (Licht & Plawiak, 2005), representativas de todo o território do Paraná, a partir das
quais foram compostas 43 amostras representando as
43 células GGRN (Figura 7).
Os dados geoquímicos de Hg de ambos levantamentos regionais, foram obtidos pela técnica de Espectrofotometria de Fluorescência Atômica com vapor frio
no Laboratório do Institute of Geophysical and Geochemical Exploration - IGGE, Langfang, Hebei, China.
Os mapas geoquímicos foram superpostos ao Modelo Digital do Terreno - MDT do Paraná, construído com
cerca de 900.000 pontos de altitude digitalizados das
cartas planialtimétricas em escala 1:250.000 publicadas
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.
O MDT foi projetado com azimute 345°, inclinação de
45°, fonte luminosa com ângulo horizontal de 135° e vertical 45°. Foi usado o sistema de coordenadas UTM, com
o datum horizontal SAD69 e meridiano central 51°.
Para explicar a distribuição do mercúrio à superfície, permitindo correlações geográficas com a geologia
e com os principais lineamentos tectônicos, foi construído um Sistema de Informações Geográficas – SIG, com
diversos temas como o mapa geológico simplificado do
Paraná (Figura 8) (MINEROPAR, 1986), os principais lineamentos tectônicos do estado (Figura 9) (simplificado
de Zalán et al., 1987) e os dados obtidos pelos levantamentos geoquímicos regionais e de detalhe. Subsidiaria-
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Plawiak, R.A.B
Figura 6 – As células GGRN, as 696 amostras de sedimentos ativos de drenagem e respectivas bacias hidrográficas (modif. Licht, 2001).
Figura 7 – As células GGRN e as 307 amostras de solo – horizonte B (Licht and & Plawiak, 2005).
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Mercúrio – Ocorrências Naturais no Estado do Paraná, Brasil
Figura 8 – Mapa geológico simplificado do Estado do Paraná (modif. MINEROPAR, 1986).
Figura 9 – Os principais lineamentos tectônicos do Estado do Paraná (modif. Zalán et al., 1987).
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Plawiak, R.A.B
altos teores de mercúrio no minério de Pb-Zn (14.000
mg/kg Hg) e na ganga de barita.
Nos levantamentos geoquímicos regionais, os teores médios de mercúrio sobre as rochas ígneas da Bacia
do Paraná (Formação Serra Geral) estão entre 42,73 e
49,47 mg/kg Hg nas amostras GGRN-SAD e entre 69,04
e 80,91 mg/kg Hg nas amostras GGRN-SOLO e, grosso
modo, têm controle estrutural, já que coincidem com as
falhas de Guaxupê e Jacutinga (N60E).
CONCLUSÕES
Figura 10 – Secção esquemática NW-SE da Bacia do Paraná
(Bizzi et al., 2001).
mente foi usada a secção geológica esquemática NW-SE
da Bacia do Paraná (Figura 10) (Bizzi et al., 2001).
RESULTADOS
Diversas anomalias de mercúrio podem ser observadas nos mapas geoquímicos (regionais ou de detalhe)
que cobrem o território paranaense.
Teores relativamente elevados de mercúrio ocorrem
em ambas as frações granulométricas das amostras coletadas na região de Palmeira (N=17) nas cabeceiras do
rio Tibagi. O teor médio na fração < 150 # é 30 mg/kg Hg
com valores mais elevados entre 41 e 62 mg/kg Hg (Figura 11). Na fração < 230 #, o teor médio é 27 mg/kg Hg,
com os valores mais elevados entre 29 e 67 mg/kg Hg
(Figura 12).
A média dos valores significativos (mais elevados
que o limite de detecção) (N = 10) das amostras de solos
de Salto do Itararé é de 56 mg/kg Hg com o valor mais
elevado de 80 mg/kg Hg na porção centro-oeste da malha de amostragem (Figura 13). As outras amostras (N =
65) mostraram teores de mercúrio menores que o limite
de detecção de 5 mg/kg Hg.
O teor médio das amostras GGRN-SAD é de 33,34
mg/kg Hg. Os teores mais elevados, entre 49,47 e 53,08
mg/kg Hg, estão localizados na região sudoeste do estado do Paraná e alinhados segundo a direção N53W, praticamente restritos ao vale do rio Iguaçu e coincidentes
com a zona de falha de Caçador (Figura 14).
A média dos teores de mercúrio nas amostras
GGRN-SOLO é de 60,90 mg/kg Hg. A grande estrutura
geoquímica regional alinhada com a Falha de Caçador,
evidente no mapa geoquímico de GGRN-SAD, não é
mais observada com tanta clareza devido a elevação
geral dos teores de fundo (entre 80,91 e 167,5 mg/kg Hg)
(Figura 15). Essa elevação da média regional dos teores
de Hg é em grande parte causada pelo efeito dos processos mineralizadores (Pb-Zn-Ba) que ocorreram no
vale do rio Ribeira, fato já identificado por Daitx (com.
pes. Elias C. Daitx, 2004) que foram acompanhados de
As grandes estruturas geoquímicas regionais podem ser entendidas como sendo a expressão, em superfície, da interação de diversos fatores geológicos e geoquímicos. Algumas hipóteses devem ser investigadas
para estabelecer a veracidade das relações de causa-efeito do mercúrio com a geologia e com as estruturas tectônicas.
Uma importante linha de pesquisa diz respeito à
mobilização do Hg contido nos horizontes ricos em carbono da seqüência sedimentar da Bacia do Paraná. As
unidades litoestratigráficas que contém rochas geoquimicamente favoráveis à acumulação de Hg são especialmente: a) Formação Ponta Grossa, Grupo Paraná; b)
Membro Siderópolis, Formação Rio Bonito, Grupo Guatá; c) Formação Irati, Grupo Passa Dois. A mobilização
do mercúrio a temperaturas relativamente baixas (aproximadamente 40°C) pode ocorrer por atividade hidrotermal remanescente e residual, ao longo das zonas de
falha Caçador (NW), Guaxupé (NE) e Jacutinga (NE),
que cortam essas unidades sedimentares em profundidade.
Muitas fontes e surgências de água termal são conhecidas no sudoeste do Paraná, o que reforça a possibilidade de migração de fluidos de regiões profundas
da Bacia do Paraná, com temperaturas capazes de mobilizar e transportar Hg para a superfície, onde o metal
seria precipitado pela queda abrupta de temperatura.
Conclusões similares acerca da presença de Hg em
fontes de água termal foram obtidas por Bingqiu & Hui
(1995).
Na região do Salto do Itararé, as falhas de Guaxupé
e Jacutinga podem ser as estruturas responsáveis pela
mobilização do Hg. Na região de Palmeira, a anomalia
geoquímica na superfície deve ter algum relacionamento
com a intersecção da zona de falha de Cândido de
Abreu/Campo Mourão com a zona de falha da Lancinha/Cubatão.
Caso se confirme essa hipótese, podem ser esperadas remobilizações de Hg por águas quentes a partir da
seqüência sedimentar paleozóica da Bacia do Paraná,
particularmante nos horizontes ricos em carbono, folhelhos com óleo e depósitos de carvão, por meio das zonas
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Mercúrio – Ocorrências Naturais no Estado do Paraná, Brasil
Figura 11 – Mapa geoquímico do Hg na fração < 150 # de amostras de sedimentos ativos de drenagem da região de Palmeira.
Figura 12 – Mapa geoquímico do Hg na fração < 230 # em amostras de sedimentos ativos de drenagem da região de Palmeira.
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Figura 13 – Mapa geoquímico do Hg na fração < 150 # de amostras de solo da região de Salto do Itararé.
Figura 14 – Mapa geoquímico do Hg (mg/kg) nas células GGRN – SAD.
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Figura 15 – Mapa geoquímico do Hg (mg/Kg) nas células GGRN - SOLO (horizonte B).
de falha de Caçador, falhas de Guaxupé e Jacutinga e a
intersecção da zona de falha de Cândido de
Abreu/Campo Mourão com a zona de falha da Lancinha
/Cubatão.
Finalmente, as relações de causa-efeito, entre as
grandes áreas anômalas da região do vale do rio Ribeira
e os processos mineralizadores a Pb-Zn-Ba devem merecer atenção especial, particularmente considerando o
risco à saúde da população nas vizinhanças da área da
antiga usina de beneficiamento de minério e fundição de
concentrado de Adrianópolis.
AGRADECIMENTOS
Ao Presidente Dr. Eduardo Salamuni e Diretor Técnico Rogério da Silva Felipe, pela autorização na divulgação de dados do acervo da MINEROPAR.
Ao Dr. Edilson da Silva Brabo, Instituto Evandro Chagas, pelas determinações de mercúrio realizadas nas
amostras de sedimentos ativos de drenagem da região
de Palmeira.
À Sra. Kátia Borges e ao Sr. Antonio Carlos G. Valério, do Arquivo Nacional, pela pesquisa e localização de
documentos do século XIX.
Ao Dr. Paulo Roberto Amorim dos Santos Lima pela
gentileza em enviar cópia do Diccionario Geographico
das Minas do Brazil (Ferreira, 1885) de sua biblioteca
particular.
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