JANESMARE FERREIRA REIS Compromisso Social com a comunidade do Parque São Cristovão por meio de uma Gestão Democrática na Escola Municipal do Parque São Cristóvão Professor João Fernandes Da Cunha PREMIO SER LUIZ TARQUÍNIO: Modalidade:Responsabilidade Social e Trabalho Decente Categoria: Profissional 2013 Resumo: O presente documento relata o trabalho realizado na Escola Municipal do Parque São Cristóvão, trabalho este que evidencia o compromisso social que a Unidade Escolar possui com a sua comunidade. A gestora da Unidade Escolar, professora Janesmare Ferreira Reis, gestora desde 2010, eleita pela comunidade escolar propõe uma gestão democrática aberta a criar parceria dentro e fora da comunidade do Parque São Cristóvão. O gerenciamento tem sido através de uma educação de resultados o que tem nos proporcionado qualidade. Identificação: A Escola Municipal do Parque São Cristóvão Prof. João Fernandes da Cunha esta localizada na Rua Dr. Álvaro Pontes – s/nº no bairro Parque São Cristóvão , em Salvador – Bahia. Atua com a Educação Infantil ( apenas para crianças de 5 anos ), com o Ensino Fundamental I ( 1° ao 5° ano) e Educação de Jovens e Adultos. Funciona com 21 turmas distribuídas nos três turnos, com a demanda de 640 alunos matriculados. Atenta às mudanças do progresso acelerado que ocorrem nos grandes centros urbanos, e sofrendo com este crescimento desordenado que leva a queda da qualidade de vida, o aumento do contingente de crianças e adolescentes perambulando pelas ruas, sendo estes em sua maioria afro descendentes, fruto de um estado de injustiça crônica que perdura até os dias atuais, sob a ótica desta perspectiva é que a Escola Municipal do Parque São Cristóvão tem como missão assegurar um ensino de qualidade, visando a permanência do aluno no ambiente escolar, valorizando a auto-estima da criança seja ela portadora de necessidades especiais ou não, evidenciando sua a afro descendência a fim de torná-la consciente de seu papel de cidadã e construtora de sua própria história. A partir dessa linha de trabalho esta Unidade Escolar resolveu delinear em suas atividades os seguintes objetivos: Valorizar a identidade e auto-estima do educando, resgatando sua ancestralidade; Melhorar os indicadores de aprendizagem investindo em práticas pertinentes a realidade da comunidade ao qual está inserida, garantindo a permanência do aluno: Assegurar a integração da escola com a comunidade nos eventos e cursos oferecidos pela unidade de ensino; Incluir alunos com necessidades especiais, socializando-os. Entendemos que a nossa proposta de trabalho tem sido um grande desafio, e que nos últimos anos diante do compromisso e responsabilidade estamos a conseguindo alcançar bons resultados, permitindo cumprimento do papel da escola papel que é o de formadora de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres, capazes de transformar a sociedade mais justa e humana. Justificativa: A escola Parque São Cristóvão Professor João Fernandes da Cunha é conhecida por todos na comunidade com uma escola inovadora que não despreza sua origem ancestral, tem como eixo maior a construção da cidadania, a parceria comunitária e o resgate da afro descendência, pois acreditamos que dessa forma o nosso alunado constrói o seu saber de forma autônoma e prazerosa. Os alunos devem ser valorizados e reconhecidos nas suas diferenças, desse modo revemos as nossas práticas com o envolvimento e comprometimento dos docentes da escola, tanto na tomada de decisões sobre as possibilidades quanto nas necessidades de cada aluno, favorecendo a sua permanecia na escola e o seu acesso aos níveis do saber. Para nós o ato de educar vai além da transmissão de conhecimentos abarca a própria instrução. O indivíduo necessita estar apto a lidar de forma autêntica e satisfatória com o mundo, precisa estar formado intelectual e socialmente. Nessa perspectiva cada ator é parte constituinte do processo de formação e construção de habilidades e competências. O domínio da língua falada e escrita, os princípios da reflexão matemática, as coordenadas espaciais e temporais que organizam a percepção do mundo, os princípios da explicação científica, as condições de fruir da arte, são papéis preponderantes de nossa escola que tem como responsabilidade social promover o acesso ao saber, o desenvolvimento e a socialização de seus alunos, alem de elevar a auto-estima e aceitação do mesmo às suas origens. O foco de toda a comunidade escolar está voltado para a construção, reconhecimento e valorização das marcas identitárias, com ênfase na Lei 10.639/03 e 11.645/08, que visa o desenvolvimento individual e coletivo, bem como, o compromisso com a inclusão de portadores de necessidades especiais na aceitação e convivência harmônica com as diferenças e a inserção social desses indivíduos. Metodologia: Com uma gestão democrática e empreendedora buscamos estar em harmonia com toda a comunidade escolar, percebendo suas necessidades empenhamo-nos conjuntamente para a resolução de todos os desafios. Desafios estes que perpassam por vários aspectos, no qual destacamos o trabalho com a Lei 10.639/03 e a Lei 11.645/08, que estabelece o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e indígena na escola, espaço privilegiado como instituição social que deve desempenhar seu papel na busca do reconhecimento do continente africano como uma das matrizes da cultura humana, e dessa forma contribuir para que alunos negros se percebam no espaço escolar, valorizando sua identidade étnica e, consequentemente fortalecendo a sua autoestima, o que ocasionará num melhor desempenho de sua aprendizagem. Procuramos também a interação de toda a comunidade escolar, visando as discussões de ações que busquem a melhoria da qualidade da educação e satisfação do alunado. Para tanto contamos com um corpo docente que em reuniões administrativo-pedagógicas estão em constante planejamento para a melhoria da qualidade de ensino. As reuniões de professores, coordenadores pedagógicos e administração objetiva analisar indicadores de aprendizagem, resultados de avaliações, problemas detectados na unidade escolar, utilização dos recursos financeiros, levantamento de prioridades, para buscarmos democraticamente a resolução e discussão dos itens citados, visando à melhoria do processo de ensino-aprendizagem. Nosso trabalho também pode contar com a atuação efetiva do Conselho Escolar da Escola Parque São Cristóvão, que é composto por representantes de pais, funcionários, professores e administração. Promovem reuniões mensais para a discussão do trabalho de gestão, avalia o desempenho de professores, discute a utilização dos recursos financeiros buscando a qualidade do ambiente escolar e consequentemente da aprendizagem do educando, buscam ações de intervenções em questões administrativas e pedagógicas. Os pais são constantemente solicitados a participarem do processo de ensino-aprendizagem, através de reuniões bimestrais e atendimentos individualizados, objetivando a parceria entre escola e família. Há também o trabalho de formação com os responsáveis uma vez no mês no noturno, no qual procuramos discutir e sensibilizar a família do aluno temas relacionados a aprendizagem, a proposta da escola e ao gerenciamento da responsabilidade da família na educação do aluno,além de debatermos a respeito de questões sociais, como violência na mulher, o conselho tutelar. Outro grande desafio é a inserção de alunos com necessidades especiais, que geralmente não encontram escolas aptas a acolhê-los e vivem marginalizados na sociedade. Nossa escola tem por objetivo proporcionar às relações humanas, o encontro das diferenças, para que a prática pedagógica seja de troca, de interação das diferenças, no qual o respeito à diversidade proporcione a melhoria da aprendizagem de todo educando, seja ele portador de necessidade especial ou não e para isso contamos com o apoio do AEE- atendimento educacional especializado, que tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades especiais. A construção cidadã afrodescendente e o fortalecimento da parceria comunitária e sem dúvida a grande marca de eficácia a unidade escolar, mas podemos citar outros aspectos que nos fortalece e eleva a aprendizagem dos nossos alunos como: Abertura da escola nos fins de semana em parceria com o governo federal (Programa Escola Aberta), com oficinas de capoeira, hip-hop, futebol, customização e informática; Tem credibilidade comprovada com a comunidade e o órgão central; Corpo de funcionários dedicados com a unidade escolar; Parceria com outras instituições; Apoio do órgão central SMEC – Secretaria Municipal de Educação e Cultura; Comprometimento dos professores e equipe administrativa; Gestora eleita pela comunidade escolar; Encontros bimestrais com pais e associação de moradores; Tempo integral para os alunos com dificuldade de aprendizagem; Conselho escolar atuante; Gestora líder e empreendedora; Abertura para novos saberes; Respeito às diferenças e implantação na lei 10.639/03e a Lei 11.645/08; Professores graduados e em constante pesquisa para melhoria do processo pedagógico; Espaço físico limpo, aconchegante e apropriado para aprendizagem; Boa relação interpessoal entre os membros da equipe escolar; Parceria e envolvimento da comunidade; Recursos tecnológicos para auxiliar a aprendizagem. Acompanhamento para alunos com necessidades especiais (AEEAtendimento Educacional Especializado) Espaço de confraternização entre amigos e família nos finais de semanas; Tempo integral através do Projeto Mais Educação do governo Federal. Referenciais Teóricos: Todo o trabalho realizado na Escola Municipal do Parque São Cristóvão esta voltado para o compromisso social com a sua clientela, ou seja o seu desenvolvimento pleno. Como todas as escolas do Brasil, está submetido as determinações constitucionais e à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n° 9394/96. Consta nesta Lei, no artigo 26-A e compete ao trabalho docente, no que tange ao currículo escolar, o ensino obrigatório da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena. Esse artigo foi criado pela lei 10639/03 e modificado pela lei 11645/08. A lei 10.639 foi sancionada em 2003 e institui o ensino da cultura e história afro-brasileiras e africanas e a lei 11.645 complementa a lei 10.639 ao acrescentar o ensino da cultura e história indígenas. Ambas alteram a lei 9.394 , que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Estas leis asseguram a obrigatoriedade do ensino da cultura e história afro-brasileiras, africanas e indígenas nas escolas. A legislação não especifica se os temas relativos à história e cultura afro-brasileiras, africanas e indígenas devem formar uma disciplina à parte. "Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras", diz o parágrafo 2º da lei 11.645. Com relação aos temas afro-brasileiros e africanos as DCN's especificam que: "O ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, a educação das relações étnico-raciais se desenvolverão no cotidiano das escolas, nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo de disciplinas, particularmente, Educação Artística, Literatura e História do Brasil, sem prejuízo das demais, em atividades curriculares ou não, trabalhos em salas de aula, nos laboratórios de ciências e de informática, na utilização de sala de leitura, biblioteca, brinquedoteca, áreas de recreação, quadra de esportes e outros ambientes escolares". Segundo Moacir Gadotti (1992), a escola deve ser curiosa para que possa transmitir aos educandos a diversidade cultural existente no mundo e para que a mesma possa dialogar com outras culturas. "a diversidade cultural é a riqueza da humanidade. Para cumprir sua tarefa humanista, a escola precisa mostrar aos alunos que existem outras culturas além da sua. Por isso, a escola tem que ser local, como ponto de partida, mas tem que ser internacional e intercultural, como ponto de chegada. (...) Escola autônoma significa escola curiosa, ousada, buscando dialogar com todas as culturas e concepções de mundo. Pluralismo não significa ecletismo, um conjunto amorfo de retalhos culturais. Significa sobretudo diálogo com todas as culturas, a partir de uma cultura que se abre às demais". A escola não pode se limitar a apenas uma cultura e sim está aberta ao diálogo, ao conhecimento do pluralismo cultural existente no país e no mundo. Porém, é preciso considerar que um longo caminho ainda precisa ser percorrido para que a escola seja de fato um instrumento de afirmação de uma identidade pluricultural, pois a falta de conhecimento das peculiaridades e das especificidades regionais em um país de continentais dimensões, bem como dos elementos referenciais das culturas silenciadas de índios, negros e imigrantes nos currículos escolares têm contribuído para a formação de preconceitos e estereótipos. O autor José Ricardo Oriá Fernandes, "Quando se trata de abordar a cultura dessas minorias, ela é vista de forma folclorizada e pitoresca, como mero legado deixado por índios e negros, mas dando-se ao europeu a condição de portador de uma “cultura superior e civilizada”. O mesmo ainda afirma que os "currículos e manuais didáticos silenciam e chegam até a omitir a condição de sujeitos históricos às populações negras e ameríndias e isto têm contribuído para elevar os índices de evasão e repetência de crianças provenientes dos estratos sociais mais pobres". Sendo assim fica evidente que a maioria dos alunos não comcluem o ensino fundamental por não se identificarem com uma escola moldada ainda nos padrões eurocêntricos, que não valoriza a diversidade étnico-cultural de nossa formação. Fernandes (2005), afirma que, Precisamos, pois, propiciar, por meio do ensino em todos os níveis, o conhecimento de nossa diversidade cultural e pluralidade étnica, bem como a necessária informação sobre os bens culturais de nosso rico e multifacetado patrimônio histórico. Só assim estaremos contribuindo para a construção de uma escola plural e cidadã e formando cidadãos brasileiros cônscios de seu papel como sujeitos históricos e como agentes de transformação social. Resultados Alcançados Ao defendermos o trabalho coletivo orientado por um PPP, podemos dizer que alcançamos resultados significativos, como bons índices de desempenho em avaliações externas e prêmio de gestão com repercussão nacional. É o caso da nossa série de resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Como é de amplo conhecimento no meio educacional, o IDEB é um dos instrumentos de avaliação do Plano de Desenvolvimento da Educação do MEC e pretende oferecer um termômetro comparativo com indicações para a qualidade do ensino de cada escola e de cada rede de ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante na Prova Brasil, que avalia habilidade de leitura e matemática e nas taxas de fluxo escolar, ou seja, para conquistar um alto índice de desenvolvimento é preciso que os estudantes não só aprendam bem, mas também que se previna e evite a conservação no mesmo ano de escola. Nesse quesito, nossa escola tem demonstrado um bom desempenho: no ano de 2007 atingimos um IDEB de 5,1. Já em 2009 atingimos o índice de 5,3 e o mantivemos em 2011. IDEB DA ESCOLA ANO 1ª FASE 2005 3.6 2007 5.1 2009 5.3 2011 5.3 Fonte: INEP Premiações e reconhecimentos: Premio SESI de qualidade na 2010 educação 1º lugar do Nordeste 2º lugar nacional Premio de redação na FENAGRO 2010 Prêmio de Referência em Gestão 2007 e 2011 Educacional Estadual 1º e 3º lugar 1º lugar Conclusão Segundo a Professora Neide Arrias Bitencourt (2006), consultora do Inep, devemos acreditar que a escola e os sujeitos que dela fazem parte são os protagonistas dessa empreitada, se reconhecermos que a gestão tem como princípio a autonomia e a democracia, poderemos aceitar que qualidade implica em se ter metas estabelecidas pelo conjunto de pessoas que fazem parte dessa escola, dessa comunidade. Assim, após muita reflexão, apoio institucional e algumas sugestões a escola poderá definir firmemente um caminho a seguir, assumir um projeto.. É esse o caminho que estamos procurando. Referencias bibliográficas BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 23 dez. 1996 a. p. 27894. BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 março de 2008, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”. FERNANDES. José Ricardo Oriá. Ensino de História e Divdersidade Cultural: Desafios e Possibilidades. Disponívdel <www.http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v25n67/a09v2567.pdf>. acesso em: em 11/04/2013. GADOTTI, M. Diversidade cultural e educação para todos. Rio de Janeiro: Graal, 1992. p. 23. INEP Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep (2012 ANEXOS Evidências do trabalho apresentado: Fluxo e rendimento escolar Para verificação precisa da taxa de aprovação, reprovação e abandono são confeccionados quadros demonstrativos e gráficos onde são visualizados claramente o desempenho escolar e ou a trajetória por série, como também o demonstrativo geral dos alunos. Esta verificação tem ocorrido anualmente, visando elaborar e implementar ações que melhore as taxas no ano posterior, de forma, que seja alcançado sempre um resultado superior ao do ano passado. Ensino Fundamental: Indicador Taxa de Taxa de Taxa de Aprovação (%) Reprovação (%) Abandono (%) 2010 95% 3% 2% ANO 2012 89,8 7,5 2,6 Fonte: Secretaria da Escola Educação de Jovens e Adultos (curso presencial) Indicador Ano 2010 Ensino Fundamental Taxa de Taxa de Taxa de Aprovação Reprovação Abandono (%) (%) (%) 42% 36% 22% 2012 37,7 38,4 23,9 Fonte: Secretária da Escola OBS: O Curso de Educação de Jovens e Adultos foi implantado na escola no ano de 2008. Proposta curricular contextualizada Mesmo a SMEC – Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Salvador tendo os marcos de aprendizagem com os conteúdos básicos para cada serie, anualmente os professores se reúnem para organizar a proposta curricular levando em consideração as necessidades dos alunos e comunidade, atualidades e projeto da escola. Essa atividade é realizada na semana pedagógica e revisada ao final de cada bimestre. Para tanto podemos apresentar como exemplo os marcos, os planos anuais de curso, os planos bimestrais de curso e o projeto. Desde o ano de 2005 que a proposta é reformulada acrescentando a lei 10639/03. A partir do trabalho com a lei 10.639/03 surgiram os temas para trabalharmos com projetos como: Conhecendo a Cultura do Nosso País; - 2004 Um Mundo para Todos; - 2005 Resgatando nosso Legado – através das cidades do recôncavo baiano - 2007 África lá e África cá ( países africanos de língua portuguesa ) - 2008 África hoje, como estamos? - 2009 Os Mitos Africanos como Processo de Aprendizagem ( duração de 2 anos ) - 2010 Canções dos povos africanos- 2011 O Que Vamos Contar dos Negros para Nossas Crianças?- 2012 Na Roda da Leitura Afro Indígena- 2013 Planejamento da prática pedagógica Todos os professores de séries afins têm semanalmente duas horas/aula com a coordenação para discutir, trocar idéias e sistematizar atividades de acordo com a necessidade da turma e a proposta da escola. É confeccionado bimestralmente um cronograma com o planejamento diário dos temas norteadores das aulas que serão realizadas de forma sistemática, coletiva, e cooperativa em consonância com a proposta curricular da escola e com base nos avanços e necessidades dos alunos. Também planejamentos elaboramos semanais e uma uma ficha ficha de modelo acompanhamentos como sugestão dos para planejamento, de forma a ajudar os professores no seu trabalho otimizando o tempo e atendendo a proposta da escola ( Sugestão de Ficha para elaboração do planejamento) ( ficha de acompanhamento dos planejamentos) Monitoramento da aprendizagem Inicialmente é aplicada uma avaliação diagnostica em todas as turmas para análise das facilidades e dificuldades dos alunos. É a partir do resultado que são formados grupos na turma e elaborados atividades diferenciadas e encaminhamento para o projeto de reforço da escola quando necessário. Os avanços alcançados são avaliados freqüentemente a partir da participação e atividades. Com base nas atividades realizadas durante a Semana Diagnóstica é preenchido o Quadro Demonstrativo de Desempenho dos Alunos para que coletivamente a equipe escolar discuta atividades norteadoras a prática pedagógica do grupo. Acolhimento dos alunos As acolhidas dos alunos são realizadas no pátio tendo para cada dia alguns professores responsáveis, neste momento além de entoarmos hinos cívicos trazemos informações das datas comemorativas e do calendário negro Organização do espaço para o recreio dirigido O recreio dos alunos é planejado e organizado por todos os professores buscando utilizar os espaços da escola de forma a atender todas as turmas. Inovação pedagógica Com a intenção de atender aos diferentes ritmos da aprendizagem buscamos oferecer aos alunos práticas inovadoras através da utilização de recursos didáticos e novas tecnologias. Estimulamos o uso da sala de informática, da sala de vídeo, assim como a interligação entre as áreas diversificadas: teatro e informática, como apresentado no plano de ação. aluno Lucas na aula de Informática Inclusão com equidade É proposta da escola trabalhar a cultura miscigenada brasileira, mostrando a participação e importância de cada descendência, independente de gênero, raça e origem. Os textos de estudos são baseados no texto somos diferentes. A escola tem turma de alunos surdos e o trabalho desenvolvido foi apresentado no projeto de inclusão, conforme evidenciado na foto apresentada. Alem disso temos alunos com paralisia cerebral e síndrome de Down incluídos nas turmas regulares. Aluno Lucas Alvino com Hipomelanose de Ito que provoca paralisia cerebral dentre outras) com a professora Ires Dalva ( no AEE) estimulando o uso da tesoura. Freqüência escolar Os membros da escola: direção e professores e o conselho escolar acompanham fielmente a freqüência dos alunos. Quando é observada alguma irregularidade na freqüência do aluno, buscam-se providências no sentido de que seja regularizada o mais breve possível. As providências tomadas são as seguintes: entramos em contato imediatamente com os pais e ou responsáveis pelo aluno, através do telefone, convite escrito. Quando não atendido, solicitamos dos pais pertencentes ao conselho escolar que visite o aluno buscando identificar o motivo das faltas, caso a freqüência não seja regularizada, e caso seja necessário a escola preenche a ficha do FICAI e encaminha ao conselho tutelar para possíveis intervenções junto a escola. Metas de melhoria do desempenho escolar Projetos e parcerias são realizados na escola visando a melhoria do Desempenho escolar. alunos realizando atividades no letramento Usos dos resultados de avaliação É freqüente a preocupação em analisar os resultados da aprendizagem dos nossos alunos a partir dos índices das avaliações gerais, como também é feita sempre que necessário uma análise comparativa com outras unidades de ensino, de modo que se possa identificar as necessidades que levem a um resultado desejado a partir de ações que são imediatamente implementadas. Estamos no nosso cotidiano sempre vigilantes com o desempenho do aluno, é comum nas reuniões surgirem questões relativas ao desempenho de determinados alunos ou turma, caso seja revelado algum problema buscamos as soluções. Ao final de cada bimestre é realizado com professores e coordenação um conselho de classe para avaliar os resultados e planejar ações para atender dificuldades apresentadas. Também é realizado reuniões setoriais com os responsáveis para juntos discutirem, avaliarem o resultado do bimestre ESCOLA MUNICIPAL DO PARQUE SÃO CRISTÓVÃO AVISO NA PROXIMA QUINTA-FEIRA, DIA 23/08/2012, SERÁ REALIZADA A REUNIÃO DE FORMAÇÃO DE PAIS, COM O Reunião Setorial aos Eresponsáveis e de18:00HS palestra TEMA: PARCERIA FAMÍLIA ESCOLA. HORÁRIO: Comunicado de também para os responsáveis de Formação Transparência de resultados Todo o trabalho e resultados da escola são claramente difundidos, através de quadros demonstrativos, murais, reuniões e nas culminâncias dos projetos bimestrais. Busca-se fazer com que as ações e seus resultados sejam claramente evidenciados pela comunidade escolar. Todo bimestre fazemos reuniões com os pais, onde eles têm a oportunidade de entrar em contato com a direção e o professor do seu filho. Atuação do conselho escolar Partindo do principio que a dedicação à educação é um substantivo que deve estar intrínseco em todo individuo envolvido com a prática educativa, procuramos ter presente pessoas que de fato demonstrem um compromisso com a educação e um consequentemente o aperfeiçoamento do projeto pedagógico da escola, instrumento este representativo do pensamento dos colegiados. A atuação do conselho escolar se dar através de reuniões ordinárias, extraordinárias e ações para reivindicações. Reunião sobre a Eleição do Conselho Escolar Integração escola sociedade É vontade da escola efetuar as possíveis parcerias, até porque sabemos da importância. Entendemos que nenhuma instituição vive isolada, é importante a interação entre as instituições. Desta forma, faz parte do trabalho da escola articulações com as famílias, posto de saúde, núcleo de assistência social, justiça, cultura, empresas, lazer. Destaca-se dentre outras buscas e práticas o encaminhamento do aluno a posto de saúde para tratamento físico ou mental (médicos em geral, psicólogos, psicopedagogos), encaminhamento de responsável ou do aluno ao ministério publico para solução de questões diversas; parceria com editora visando o enriquecimento do currículo e do aprendizado; articulação com empresas de ônibus e políticos objetivando a cessão de ônibus para saídas sócio-educativas. Satisfação dos alunos, pais, professores e demais profissionais da escola Periodicamente verifica-se a satisfação da comunidade escolar em relação à gestão escolar e ao trabalho pedagógico, são realizadas reuniões com os pais e ou responsáveis de alunos, onde se constata, em alguns casos, através da iniciativa do próprio responsável o seu grau de satisfação. Temos uma boa freqüência dos pais nas reuniões onde são dados momentos para que possam comentar sobre o trabalho da escola. Em relação aos professores, nas atividades complementares procura-se também colocar em evidencia o grau de satisfação com o trabalho da escola. Desta forma, procura-se identificar possíveis distorções que possam estar atrapalhando o trabalho pedagógico. Carta de mãe de aluna, reconhecendo o trabalho realizado na escola. Documentação e registros escolares Para atendimento eficiente à comunidade escolar existem formulários que são preenchidos com dados pessoais dos alunos, como também fichas para registro do histórico escolar, diários de classe para acompanhamento e livro de ocorrência para escrituração diária. Utilização das instalações São utilizados de forma apropriada todo ambiental da equipamentos o espaço escola, e os os materiais pedagógicos, através das atividades diárias tais como: aulas do reforço, nas rodas de leitura na biblioteca, nas aulas de informática, nas atividades recreativas, e nas festividades. Alunos assistem aula no pátio A comunidade faz uso dos espaços da escola nos finais de semana, quando solicitado realizando eventos, festas de aniversários, casamentos, reuniões comunitárias, entre outros. Formulário preenchidos para requerimento da utilização do espaço escolar e termo de responsabilidade. PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO São realizadas diversas ações de preservação do patrimônio escolar com o apoio da comunidade escolar através da construção de placas informativas para o jardim da escola, conserto de bebedouro pelo pessoal de apoio da escola e capinação do terreno por pais de alunos. Temos também a conscientização do alunado sobre preservação do ambiente escolar. Temos cadastro de pais que se disponibilizam a colaborar com a preservação do patrimônio. INTERAÇÃO ESCOLA COMUNIDADE O ambiente da escola é disponibilizado para eventos da comunidade nos finais de semana, tais como: aniversário, casamento, reunião religiosa, reunião da associação comunitária. Como também com o Projeto escola Aberta onde a comunidade participa de vários cursos com aulas práticas: manicure, capoeira, produção de bijuterias dentre outros. Desta forma, possibilita o aumento da renda familiar. As aulas de capoeira que acontecem no espaço escolar durante os fins de semana e recesso de aula pelo Projeto Escola Aberta, promovem a comunidade local um espaço de socialização e maximização do ambiente escolar. CAPTAÇÕES DE RECURSOS Busca-se através de bazares e rifas a capacitação de recursos para serem aplicados às necessidades da escola, como também enviamos ofícios para empresas/parceiros solicitando doações de materiais complementares visando à melhoria da realização do projeto pedagógico da escola. GESTÃO DE RECURSOS FINANCEIROS Freqüentemente são realizadas reuniões com o conselho escolar para tomada de decisão visando acompanhamento e avaliação da aplicação de recursos financeiros da escola, como também são socializadas as prestações de contas à comunidade escolar através de mural.