PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS
SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS
PROJETO BÁSICO PARA A RECUPERAÇÃO DA
PRAIA DA ARMAÇÃO DO PÂNTANO DO SUL
LOCAL: FLORIANÓPOLIS/SC
DATA: JULHO/2011
1. ÍNDICE:
1
-
Índice..............................................................................................
Página
1
2
-
Apresentação....................................................................................
2
3
-
Descrição do Problema.......................................................................
3
4
-
Justificativa da Obra...........................................................................
4
5
-
Estudos Topográficos, Dados e Sondagens............................................
5
5
5
5
.1
.2
.3
Estudos Topográficos – Localização da Linha de Erosão
Estudos Topográficos – Implantação das Linhas Poligonais
Dados e Sondagens
6
-
Causas Prováveis da Erosão ...............................................................
6
6
.1
.2
Estudo Morfodinâmico
Estudo de Vulnerabilidade de Erosões
7
-
Indicação e Defesa da Solução Adotada................................................
11
7
7
.1
.2
Especificações Técnicas
Execução
11
14
8
-
Planilha de Quantidades e Preços ........................................................
15
9
-
Cronograma Físico-Financeiro .............................................................
19
10
-
Referências Bibliográficas ...................................................................
20
11
-
Anexos ............................................................................................
21
6
2. Apresentação
O presente documento, em volume único, apresenta uma solução técnica
para recuperação da Praia da Armação do Pântano do Sul, Município de
Florianópolis (Fig. 1), compreendendo os serviços de dragagem, execução de
molhe de proteção, recomposição de uma área de praia e, principalmente,
dispositivo de retenção para impedir a perda da nova linha de praia através de
processos erosivos semelhantes aos ocorridos em 2010.
Figura 1 – Mapa de situação: Brasil, Florianópolis/SC, Praia da Armação.
Nos meses de Abril e Maio de 2010, esta região sofreu um fenômeno de
intensa, rápida e progressiva erosão costeira, causando danos na área urbana e
colocando em risco um importante manancial de água doce da Ilha de Santa
Catarina (Fig. 2).
Figura 2 – Erosão costeira na Praia da Armação (Maio de 2010).
2
Este Projeto Básico de recuperação da faixa de praia complementa a
primeira fase de intervenção, onde em caráter emergencial, foi construída uma
barreira artificial a partir da utilização de um enrocamento de pedra arrumada
mecanicamente, ao longo da área afetada pela ação erosiva das ondas do mar.
Figura 3 – Enrocamento de pedra (Junho de 2011).
3. Descrição do Problema
O fenômeno de erosão costeira é uma ocorrência natural e comumente
associada à variação cíclica (erosão/deposição) da largura da faixa de areia das
praias. Contudo, nos últimos 10 anos tem-se observado fenômenos de erosão
contínua (sem deposição) em várias praias no Brasil, principalmente no litoral de
Santa Catarina (Fig. 4). Esta erosão pode ter diversas causas naturais e/ou
antrópicas, causando recuo permanente ou progressivo da linha de costa. Casos
graves de recuo progressivo têm sido registrados e estudados na região costeira da
Ilha de Santa Catarina, Florianópolis.
Figura 4 – Casos de erosão contínua no litoral de Santa Catarina em 2010.
3
O caso da Praia da Armação do Pântano do Sul é um dos mais críticos
correspondente a uma rápida e intensa erosão sobre a linha de dunas e de
zoneamento urbano na Praia da Armação do Pântano do Sul, sudeste da Ilha de
Santa Catarina, município de Florianópolis, cujo processo intensificou-se durante os
meses de Abril e Maio de 2010.
A fenomenologia do problema pertence à área de estudo da Engenharia
Costeira e Oceanográfica. Porém, a elaboração da solução do problema é
governada pelas diretrizes da Engenharia Geotécnica, uma sub-área da Engenharia
Civil e a base técnica do presente Projeto Básico. A equipe formada para o presente
desenvolvimento é constituída por engenheiros geotécnicos, por técnicos de
geotecnia e por consultores na área de Engenharia Oceanográfica. Dentre os
diversos materiais de referência consultados, os principais guias técnicos foram os
compêndios do “US Army Corps of Engineers - USACE”, referência mundial em
obras hidráulicas de contenção.
4. Justificativa da obra
A obra de contenção executada na Praia da Armação cessou um processo
de erosão progressiva e rápida da linha costeira, com taxas de avanço de até 50 m
em apenas dois meses. Além dos danos diretos na zona urbana adjacente, havia o
risco maior da ocorrência de um grande desastre ambiental se a Lagoa do Peri ou o
seu sangradouro fossem atingidos de forma direta (entrada da água do mar) ou
indireta (cunha salina). Neste caso, a consequente salinização deste importante
manancial de água resultaria em severas consequências para a população do sul e
do leste da Ilha de Florianópolis.
De acordo com os dados obtidos pelos levantamentos da planimetria e da
dinâmica das ondas, e dada a emergência da situação, a melhor solução com base
nas diretrizes da Engenharia Geotécnica foi a da construção de um dique de
enrocamento longitudinal ao longo dos 1600 m da região especificada com
vulnerabilidade alta/muito alta de erosão costeira.
Infelizmente, com a construção do imponente dique, composto por pedras de
grandes dimensões, a praia perdeu sua beleza característica, beleza esta que já
vinha sendo dilapida através do processo erosivo provocado pelas sucessivas
ressacas. A segunda fase – o presente Projeto – deverá apresentar soluções
econômicas e racionais para a estabilização, a ampliação e a defesa da linha de
costa. Estas soluções devem atender às restrições ambientais, minimizando o
impacto nas linhas de costa adjacentes, bem como atender às diversas
necessidades voltadas ao bem-estar humano e às atividades de pesca, aqüicultura,
turismo, esporte e lazer na orla da Praia da Armação.
4
5. Estudos Topográficos, Dados e Sondagens
5.1. Estudos Topográficos - Localização da Linha de Erosão
A área que está sendo recuperada da erosão costeira é a da Praia da
Armação do Pântano do Sul, situada no sudeste da Ilha de Florianópolis, SC (Fig. 5).
Localizada a 25 km do centro de Florianópolis entre as coordenadas geográficas
27°45'02''S/48°30'05''W e 27°43'25''S/48°30'17''W. Esta praia possui uma extensão
total de 3560 m, sendo que a faixa crítica abrange uma linha de cerca de 1600 m
onde a vulnerabilidade à erosão costeira é considerada alta/muito alta.
Figura 5 – Localização da região de estudo do presente Projeto de Recuperação.
Além dos danos causados na área de ocupação urbana, com destruição de
cerca de 30 casas, o principal risco era a proximidade da linha costeira à Lagoa do
Peri. Esta lagoa é o maior manancial de água doce de Florianópolis, sendo utilizada
para o abastecimento de água para 113 mil habitantes das regiões sul e leste da
Ilha de Santa Catarina. O quadro de gravidade ambiental é ainda maior, pois entre a
linha costeira e a lagoa, escoa o sangradouro da Lagoa do Peri.
A faixa mais crítica de recuo erosivo situa-se no trecho de 1600 m de
extensão entre o ponto média da linha costeira da Praia da Armação e o seu ponto
extremo sul, junto ao desemboque do sangradouro da Lagoa do Peri. Neste trecho
o mar avançou cerca de até 50 m em menos de dois meses.
5.2. Estudos Topográficos – Implantação das Linhas Poligonais
Para a definição precisa das caracterísitcas geométricas do molhe,
dragagem e posicionamento das estruturas de retenção do aterro com material
dragado foram realizados estudos topográficos, a partir de levantamentos de campo
com o uso de equipamentos eletrônicos, como por exemplo, estação total e ecobatímetro. Os dados levantados foram suficientes para a elaboração de um projeto
plani-altimétrico, cujo desenvolvimento envolve a implantação de poligonais.
5
5.3. Dados e Sondagens
A equipe formada para a elaboração do presente Projeto (Fig. 6) realizou
vários levantamentos expeditos com trena e bússola para a determinação da
planimetria, do traçado dos perfis longitudinais e transversais atualizados e das
características das ondas (altura, frequência, intensidade) ao longo da linha costeira
da Praia da Armação. Além disto, também foram realizadas prospecções
geotécnicas através de coletas de amostras por meio da execução de cinco furos
de sondagem com cavadeira e ponteira, visando à obtenção das características
geotécnicas básicas, através de identificação táctil-visual dos solos, bem como do
nível do lençol freático correspondente.
Figura 6 – Equipe de sondagem e levantamentos expeditos.
No que diz respeito às características das ondas, na fase de erosão mais
intensa verificou-se que as mesmas movimentam-se de leste para oeste com
energia moderada-alta (critério do USACE). De acordo com registros bibliográficos,
observações de marcações nas edificações e relatos de moradores, a altura das
ondas pode chegar a um valor máximo de 2.5 m.
6. Causas Prováveis da Erosão
6.1. Estudo Morfodinâmico
A morfodinâmica das praias (Wright & Thom, 1977) é uma disciplina da
oceanografia que estuda o ajuste da linha topográfica costeira devido à influência
dos processos hidrodinâmicos (ondas, marés, correntes, vento) e a redistribuição
dos sedimentos nas áreas adjacentes a uma praia (deposição e erosão).
O presente estudo considera como caracterização dos ambientes praiais a
configuração típica definida pelo “US Army Corps of Engineers” (USACE, 1984),
para as praias arenosas de enseada expostas a ondas, como é o caso da Praia da
Armação. Esta terminologia baseia-se na identificação e divisão das diferentes
zonas de fenômenos físicos e dos aspectos morfológicos notáveis (Fig. 7).
6
Figura 7: Aspectos físicos e morfológicos de uma praia arenosa típica.
Em condições normais, a forma da praia estabiliza os fenômenos cíclicos de
erosão e reposição (Fig. 8a) de forma natural. Por outro lado, em condições de
tempestades com elevação do nível do mar e da altura das ondas, podem ocorrer
efeitos devastadores de erosão costeira (Sunamura, 1988). Neste caso, as ondas
podem ultrapassar a zona subaérea e atingir a região de dunas. Como estas zonas
são altamente vulneráveis ao ataque das ondas, um súbito e intenso processo
erosivo é deflagrado, carreando materiais em grandes quantidades, depositados no
fundo da zona de surfe e da antepraia (Fig. 8b). Dependendo da nova configuração
da praia pós-tempestade, a ação normal das ondas pode tanto restaurar a forma
original quanto tornar a nova configuração da praia permanente (Fig. 8c).
Figura 8 – Alteração da configuração da praia após uma tempestade.
7
Além dos fatores naturais supracitados, as interferências antrópicas ao longo
da faixa adjacente à costa destacam-se como influenciadores dos processos
morfodinâmicos (Komar, 1998). De fato, a ocupação humana sobre as dunas no sul
da Ilha de Florianópolis, bem como modificações na drenagem local, associam-se
aos problemas históricos de erosão costeira. Na praia da Armação ocorrem recuos
progressivos observados há mais de dez anos (Castilhos, 1995 e Gré et. al., 1997).
Os estudos de caracterização das praias do sul da Ilha de Florianópolis
(Mazzer, 2007) indicam que, apesar de serem de embaiamento e relativamente
próximas umas as outras, essas praias apresentam ampla variação quanto a
aspectos relativos à extensão, morfodinâmica, ocupação antrópica, etc (Tab. 1).
Praia
Ext.
(m)
Praia da
Solidão
Praia dos
Açores
Praia da
Armação
Praia do
1344,9
2472,4
3563,8
1226,8
Matadeiro
Lagoinha
do Leste
1276,4
Orient
Exposição
Direção
NESW
ENE
WSW
N-S
Média
SE, E
MédiaBaixa S,SE
Alta-Baixa
NE,E,SE,S
Média
E,NE
Alta E,E,
SE, S,S W
NWSE
NNE
SSW
Fisiografia e
Geomorfologia
Praia de bolso
Enseada em
espiral
Enseada em
espiral
Praia de bolso
Praia de bolso
Sistemas
Associados
Desemb.
Rio Pacas
Dunas
Tipo
Morfodinâm.
Dissipativa
Ocupação
Antrópica
Alta
Dissipativa
Desemb.
Rio Sangr.
Desemb
Rio Sangr.
Des.lagun.
e Dunas
ReflectivaIntermediária
Dissipativa
Alta a
baixa
Alta a
baixa
Alta a
Média
Ausente
Intermediária
Dissipativa
Tabela 1. Características das praias do sul da Ilha de Florianópolis.
Observa-se que, comparada às outras praias adjacentes, a praia da Armação
é especialmente diferenciada quanto à sua morfodinâmica, tipo reflectivaintermediária e com um pequeno trecho dissipativo no extremo sul (Fig. 9). Tem-se
assim uma complexa morfodinâmica na extensão longitudinal da praia da Armação,
com trechos de diferentes índices de vulnerabilidade à erosão, onde a erosão
aumenta no perfil intermediário e diminui nos trechos de perfis reflexivo e dissipativo.
Figura 9 – Variação longitudinal da morfodinâmica da praia da Armação.
A morfodinâmica também é fortemente influenciada pela escala temporal
(interanual ou interdecadal), podendo apresentar grande variação de acordo com o
intervalo de tempo considerado (Mazzer, 2007). No caso da praia da Armação, a
escala interdecadal indica a tendência de um processo erosivo permanente. De fato,
nas últimas 7 décadas esta praia registrou um recuo médio de 0.52 m/ano, onde
alguns trechos sofreram diminuição de mais de 60 m de linha costeira (Fig. 10).
8
Fig. 10 – Variações temporais na linha de costa na praia da Armação (1938-2002).
De acordo com o exposto, verifica-se que a praia da Armação possui um
complexo ambiente morfodinâmico, com tendência de processos erosivos
permanentes. Além disto, as frequentes tempestades recentes na região têm
amplificado sobremaneira a erosão e o consequente recuo da linha costeira.
Com base no estudo apresentado, o próximo item analisa a questão da
vulnerabilidade à erosão na praia da Armação.
6.2. Estudo de Vulnerabilidade de Erosões
Dos estudos dos processos morfodinâmicos sobressai-se a importante
questão do grau de risco à erosão da linha costeira, caracterizada por métodos de
determinação de índices de vulnerabilidade.
Há diferentes métodos propostos na literatura sobre o assunto, procurando
integrar de forma racional os diversos fatores naturais e antrópicos (Tab. 2) que
podem ocasionar a erosão costeira.
•
•
•
•
•
•
•
Fatores Naturais
Fatores Antrópicos
Elevação do nível do mar
• Redução e remoção dos sedimentos
Tempestades
• Construção de barragem nos rios
Declividade da plataforma continental
• Mudança nos canais de marés/barras
Disponibil. e tamanho dos sedimentos • Molhes nas desembocaduras de rios
Comportam. das ondas e dos ventos
• Construção de portos e piers
Caracter. das correntes marinhas
• Obras de enrocamento
Descargas dos rios próximos
• Urbanização da orla
Tabela 2 – Fatores relacionados à erosão costeira.
A Praia da Armação do Pântano do Sul apresenta uma combinação de
diversos desses fatores. Porém, um dos principais fatores é a ocorrência de ondas
de leste, de até 2.5 m de altura. Com uma freqüência incomum de ocorrência, esta
configuração de ondas tem atuado diretamente no trecho intermediário da praia, o
mais suscetível à erosão. Uma provável causa da formação das ondas intensas em
maio de 2010 foram os ciclones extratropicais no norte da Ilha de Florianópolis,
coincidindo com o período de intensificação da erosão registrada na Praia da
Armação (Fig. 11).
9
Figura 11 - Causas prováveis: ondas de leste e seqüência de ciclones extratropicais.
Existem vários estudos oceanográficos das praias do sul da Ilha de
Florianópolis, como os trabalhos de Mazzer et al. (2007, 2008), que apresentam o
índice de vulnerabilidade à erosão como sendo alto/muito alto na praia da Armação
(Fig. 12a), e também reforçando a tendência de processos erosivos progressivos
nestas praias. Porém, estes estudos não consideram a complexa resposta
morfodinâmica em situação de tempestades, e muito menos a condição de
estabilidade da configuração praial pós-tempestade (restauração, permanência ou
intensificação do recuo). Como se verificou nos eventos de erosão abrupta durante
os meses de Abril e Maio de 2010, a praia da Armação possui vulnerabilidade muito
alta a tempestades, principalmente no trecho centro-sul, onde recuos de até 50 m
foram observados no período de 2 meses (Fig. 12b).
Figura 12 - Vulnerabilidade à erosão da Praia da Armação: (a) anual (Mazzer, 2008);
(b) pós-tempestade, observada após os eventos de Abril e Maio de 2010.
10
De acordo com os estudos e dados levantados sobre a morfodinâmica praial
e vulnerabilidade à erosão, verifica-se que o processo erosivo ocorrido na praia da
Armação é bastante intenso, complexo e instável. Em face da indeterminação da
resposta pós-tempestade (restauração, permanência ou intensificação) e dos
elevados riscos ambientais envolvidos (danos na zona urbana e salinização da
Lagoa do Peri), a situação da praia da Armação está caracterizada como um
problema que requer intervenção contra novas ocorrências de erosão costeira.
7. Indicação e Detalhamento da Solução Adotada
Foram consideradas diferentes alternativas para a recuperação e proteção
da Praia da Armação. A solução adotada considerou a recuperação de uma faixa de
praia com largura de 50 m, apresentando a melhor relação custo/benefício e o
menor impacto ambiental na região e nas praias adjacentes. Esta solução
recomenda a combinação dos seguintes elementos:
•
construção de um molhe, de um enrocamento de proteção e de uma
passarela de ligação no extremo sul da praia;
•
dragagem do canal de acesso do rio Quinca Antônio;
•
engordamento de uma faixa de 50 m de praia ao longo de 1600 m;
•
proteção do engordamento com geotubos; e
•
dragagem para enchimento dos geotubos.
Além da facilidade executiva e do baixo impacto ambiental, a solução com
geotubos promove duas situações: redução da energia de onda que chega a costa;
e contenção da areia a ser dragada para o engordamento da praia.
7.1. Especificações Técnicas
A concepção da solução adotada para a recuperação da Praia da Armação
foi baseada em técnicas modernas, bem estabelecidas, pouco agressivas ao meio
ambiente e de execução simplificada. A tabela 3 apresenta uma visão geral dos
processos e dispositivos construtivos, relacionando-os às suas finalidades.
Processo/Dispositivo
Recuperação
Localização
Engordamento
Ao longo de
Dragagem e recalque
Faixa de 50 m de praia
1600 m
Geotubos
Molhe
Acesso ao rio Quinca
Extremo sul
Enrocamento de proteção
Antônio
da Praia
Dragagem do canal
Tabela 3 – Processos e dispositivos utilizados pela solução adotada.
11
Na recuperação da Praia da Armação, a principal obra a ser realizada é o
engordamento da faixa de 50 m de praia. Por sua vez, a proteção desta faixa é
obtida com o posicionamento de um sistema de geotubos e tapetes de ancoragem
na frente do trecho recuperado (em região submersa), conforme a Fig. 13 ilustra.
Figura 13 – Recuperação da faixa de 50 m de praia: sistema de geotubos .
A solução proposta recomenda como a especificação mais adequada para o
sistema de geotubos a utilização de sacos de 20 m de comprimento e 13.7 m de
circunferência. Desta forma, serão necessários 80 sacos para cobrir os 1600 m de
proteção do engordamento (Fig. 14).
Figura 14 – Disposição de 80 sacos de 20m ao longo do trecho centro-sul da Praia
da Armação.
Após o preenchimento com areia, a configuração final dos geotubos resulta
em uma seção aproximadamente elíptica, com largura de 6 m e altura de 2.5 m. Por
sua vez, o tapete de ancoragem deve ser estendido sob o geotubo, deixando um
trecho de 1 m no lado montante e de 2 m no lado jusante (Fig. 15). Assim, o tapete
deve ter 9 m de largura. Além disto, são acoplados pequenos tubos de ancoragem
nas extremidades livres do tapete.
12
Figura 15 – Dimensões da seção transversal do geotubo (6 m x 2.5 m) e do tapete
de ancoragem (9 m).
As características básicas desejáveis para o geotubo são apresentadas a
seguir:
•
resistência máxima à tração: igual ou maior do que 96,3 kN/m no
sentido circunferencial e longitudinal igual ou superior a 70 kN/m
(ASTM D 4595);
•
massa por unidade de área: igual ou maior do que 585 g/m2 (ASTM D
5261) e
•
deformação máxima (ensaio de faixa larga): igual ou menor do que
20 % nos sentidos longitudinal e circunferencial (ASTM D 4595).
Por outro lado, a solução adotada também considerou a recuperação do
acesso ao rio Quinca Antônio, um importante trecho para a comunidade dos
pescadores da região. Neste caso, recomenda-se a adoção de quatro intervenções
(Fig. 16). A primeira delas consiste na construção de um molhe de 150 m a partir do
ponto mais externo da Ilha das Campanhas (promontório). Esta estrutura tem por
finalidade criar uma região de sombra, facilitando o acesso dos pescadores devido
à atenuação das ondas. Já a segunda intervenção consiste da construção de um
enrocamento de proteção de 90 m, ligando a Ilha das Campanhas à praia. Este
enrocamento tem a finalidade de proteger a margem oposta do Rio Quinca Antônio,
que passaria a desembocar apenas na extremidade sul da Praia da Armação. A
terceira intervenção corresponde à dragagem do canal de acesso ao rio. Por fim, a
quarta intervenção proposta consiste de uma passarela de ligação de 78 m sobre o
Rio Quinca Borba, entre a Praia da Armação e a Praia do Matadouro.
Figura 16 – Recuperação do acesso ao rio Quinca Antônio: molhe, enrocamento de
proteção, dragagem do canal e passarela de ligação.
13
7.2. Execução
Na execução da obra de recuperação da praia da armação os serviços mais
críticos são aqueles relacionados à instalação dos geotubos. As obras relacionadas
à recuperação e o acesso do Rio Quinca Borba requerem procedimentos usuais de
dragagem, enrocamento e execução de estrutura de passarela. Assim, aqui serão
apenas detalhados os serviços de instalação dos geotubos, que são listados a
seguir:
• fornecimento dos geotubos;
•
montagem de canteiro de obra;
•
mobilização dos equipamentos para execução dos serviços;
•
suprimento de areia, aproveitando o material arenoso dragado;
•
inspeção do fundo que servirá de base dos geotubos; e
•
montagem dos geotubos e do tapete de ancoragem, através do
posicionamento, lançamento e enchimento com areia da dragagem.
Para a execução destes serviços é prevista a utilização de duas equipes de
trabalho sendo que primeiramente faz-se a instalação do tapete de ancoragem, e
em seguida dos geotubos. Isto se repete até a finalização dos 1600 m definidos
para o projeto de recuperação da Praia da Armação.
A instalação dos geotubos requer os seguintes equipamentos (Fig.17):
•
guindaste de 50 ton de capacidade, com mastro ajustável para
sustentar o gabarito metálico de instalação dos geotubos;
•
gabarito metálico para instalação dos geotubos. Esta estrutura deverá
ter 20 m de comprimento, 6 m de largura e 2,80m de altura, e será
imprescindível para a locação dos geotubos;
•
dragagem da areia que é lançada diretamente para os geotubos;
•
barco de apoio para cada frente de trabalho;
•
balsa de posicionamento para o suporte do guindaste e para a base
de apoio e posicionamento dos geotubos; e
•
equipe de mergulhadores composta por:
- 01 supervisor de mergulho
- 04 mergulhadores (sendo 02 em operação e 02 em descanso)
- 01 mergulhador auxiliar.
14
Fig. 17 – Instalação de geotubo:
a) guindaste;
b) gabarito metálico;
c) mergulhador.
A construção dos 1.600m da estrutura de geotubos requer a seguinte
quantidade de material:
•
80 unidades de geotubo com 6 m metros de largura, 13.7 m de circunferência
e 20 m de comprimento;
•
1600 metros lineares de tapete de ancoragem com no mínimo 9m de largura;
•
17.600 m3 de volume de areia para enchimento dos geotubos.
De acordo com os estudos e dados levantados sobre a morfodinâmica praial e
vulnerabilidade à erosão, verifica-se que o processo erosivo ocorrido na praia da
Armação é bastante intenso, complexo e instável. Em face da indeterminação da
resposta pós-tempestade (restauração, permanência ou intensificação) e dos
elevados riscos ambientais envolvidos (danos na zona urbana e salinização da
Lagoa do Peri), a situação da praia da Armação está caracterizada como um
problema que requer intervenção contra novas ocorrências de erosão costeira.
8. Planilha de Quantidades e Preços
Considerando-se a solução adotada para o engordamento da Praia da
Armação, incluindo dragagem, aterro hidráulico protegido com estruturas
denominadas geotubos, molhe de proteção na Ilha das Campanhas, os seguintes
valores de quantidades, preços unitários e totais foram obtidos:
15
ORÇAMENTO PARA RECUPERAÇÃO DA PRAIA DA ARMAÇÃO
REFERÊNCIA : SICRO 2 / SICRO 3 (DRAGAGEM) / SINAPI - BDI INCLUSO DE 27,84% - DATA REF. ORÇAMENTO - MAIO/2011
CUSTO
CUSTO
ITEM
DISCRIMINAÇÃO
UNID.
QUANT.
UNITÁRIO
PARCIAL (R$)
(R$)
1
1.1
1.2
1.3
DRAGAGEM PARA ATERRO HIDRÁULICO COM ESPALHAMENTO DMT < 1,0 KM
Dragagem de Areia Fina - Draga Sucção e Recalque 300 HP:-Distância
Recalque até 1000m - Rio Quinca Antônio
Dragagem de Areia Média com Draga Hopper Cap até 2000 m3:
arrastre e recalque para aterro hidráulico
Espalhamento e conformação mecânica
m³
61.005,778
8,41
513.058,59
m³
246.745,140
8,36
2.062.789,37
m³
292.273,494
0,23
67.222,90
2.643.070,86
2
PROTEÇÃO DA PRAIA COM GEOTUBO
2.1
Geotube ou Similar (20,00m de comprimento, 13,70m de circunferência,
largura 6,00m)
2.2
Tapete de ancoragem
und
m
80,000
1.600,000
39.077,07
600,00
3.126.165,60
960.000,00
4.086.165,60
3
MOLHE
3.1
Enrocamento de pedra detonada
m³
3.2
Transporte Comercial do material
ton/km
3.3
Execução mecânica da arrumação
m³
17.600,000
55,21
971.696,00
1.346.400,000
0,48
646.272,00
17.600,000
4,74
83.424,00
1.701.392,00
4
URBANIZAÇÃO
4.1
Calçada de concreto com 8 cm, inclusive transporte
m²
11.845,920
44,268
524.395,18
4.2
Pavimentação com lajota
4.3
Plantio de árvores
unid
m²
5.413,000
62,27
337.067,51
192,000
36,52
7.011,84
4.4
Fornecimento e instalação de posteamento
unid
156,000
5.425,00
846.300,00
1.714.774,53
5
DRENAGEM
5.1
Escavação mecânica de valas
m³
12,000
5,58
66,96
5.2
Reaterro e compactação
m³
4,000
28,39
113,56
5.3
Grelha de ferro fundido
m
101,000
209,34
21.143,34
5.4
Canaleta de Concreto
m
101,000
415,45
41.960,52
5.5
Caixa coletora com grelha
unid
24,000
1.582,91
37.989,83
101.274,21
6
ENROCAMENTO DE PROTEÇÃO DAS MARGENS DO RIO QUINCA ANTÔNIO
6.1
Enrocamento de pedra arrumada
6.2
Transporte do material
m³
ton/km
2.200,000
158,61
168.300,000
0,48
348.942,00
80.784,00
429.726,00
7
7.1
PASSARELA DE LIGAÇÃO ENTRE A PRAIA DA ARMAÇÃO E MATADEIRO
Fornecimento de todos os materiais e Execução da Passarela
UNID.
1,00
449.941,40
449.941,40
449.941,40
8
8.1
PASSARELA DE LIGAÇÃO ENTRE A PRAIA DO MATADEIRO E ILHA DAS CAMPANHAS
Fornecimento de todos os materiais e Execução da Passarela
UNID.
1,00
772.590,90
772.590,90
772.590,90
Subtotal
11.898.935,50
9
Mobilização e Desmobilização
%
9,78%
1.164.205,27
10
Instalação e manutenção do canteiro de obra
%
0,34%
40.886,91
TOTAL OBRA
11
12
PROJETO DA DRAGAGEM E RECUPERAÇÃO DA FAIXA DE PRAIA
PROJETO AMBIENTAL (EIA/RIMA)
TOTAL GERAL (OBRA E PROJETOS)
13.104.027,68
1.896.657,79
1.249.314,53
16.250.000,00
PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS
SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS
Projeto de Recuperação da Faixa de Areia da Praia da Armação do Pântano do Sul
Data base: Dez/2010
PROJETO DA DRAGAGEM E RECUPERAÇÃO DA FAIXA DE PRAIA
Descrição
Unid.
N° de
Meses
Quant. por Quant.
mês
Total
Custo Unitário
(R$)
Custo Total (R$)
1. PESSOAL
A - ESTUDOS TOPOGRÁFICOS, GEOTÉCNICOS, TOPOBATIMÉTRICOS E VULNERABILIDADE DE EROSÕES
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE - GEOTECNIA (P1)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 7.723,51
R$ 77.235,10
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE - OCEANOGRAFIA (P1)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 7.723,51
R$ 77.235,10
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE - HIDRÁULICA (P1)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 7.723,51
R$ 77.235,10
ENGENHEIRO CIVIL (P3)
h/mês
10,00
0,80
8,00
R$ 4.860,00
R$ 38.880,00
GEÓLOGO (P3)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 4.860,00
R$ 24.300,00
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 1.371,53
R$ 13.715,30
R$ 308.600,60
Sub-Total - A
B - PROJETO DA OBRA DE RESTAURAÇÃO E DEFESA
CONSULTOR ESPECIAL (C)
h/dia
10,00
1,00
10,00
R$ 494,77
R$ 4.947,70
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE (P1)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 7.723,51
R$ 38.617,55
ENGENHEIRO (P3)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 4.860,00
R$ 48.600,00
DESENHISTA (T2)
h/mês
10,00
0,20
2,00
R$ 1.922,08
R$ 3.844,16
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 1.371,53
R$ 13.715,30
R$ 109.724,71
Sub-Total - B
C - PROJETO DE TERRAPLENAGEM
CONSULTOR ESPECIAL (C)
h/dia
10,00
1,00
10,00
R$ 494,77
R$ 4.947,70
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE (P1)
h/mês
10,00
0,25
2,50
R$ 7.723,51
R$ 19.308,78
ENGENHEIRO CIVIL (P3)
h/mês
10,00
0,25
2,50
R$ 4.860,00
R$ 12.150,00
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
h/mês
10,00
0,25
2,50
R$ 1.371,53
R$ 3.428,83
DESENHISTA (T2)
h/mês
10,00
0,25
2,50
R$ 1.922,08
R$ 4.805,20
R$ 44.640,50
Sub-Total - C
D - PROJETO DE DRAGAGEM
CONSULTOR ESPECIAL (C)
h/dia
10,00
1,00
10,00
R$ 494,77
R$ 4.947,70
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE (P1)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 7.723,51
R$ 38.617,55
ENGENHEIRO CIVIL (P3)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 4.860,00
R$ 24.300,00
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 1.371,53
R$ 6.857,65
DESENHISTA (T2)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 1.922,08
R$ 9.610,40
R$ 84.333,30
Sub-Total - D
E - PROJETO DE DRENAGEM
CONSULTOR ESPECIAL (C)
h/dia
5,00
1,00
5,00
R$ 494,77
R$ 2.473,85
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE (P1)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 7.723,51
R$ 19.308,78
ENGENHEIRO CIVIL (P3)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 4.860,00
R$ 12.150,00
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 1.371,53
R$ 3.428,83
DESENHISTA (T2)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 1.922,08
R$ 4.805,20
R$ 42.166,65
Sub-Total - E
R$ 589.465,76
Sub-Total Item 1
2 - Encargos Sociais
R$ 509.357,36
2.1 - Taxa de 86,41% sobre o item 1
Sub-Total Item 2
R$ 509.357,36
Sub-Total Item 3
R$ 300.627,54
3 - Custos Administrativos
R$ 300.627,54
3.1 - Taxa de 51% sobre o item 1
4 - Veículos
4.1 - Automóvel 1.0
mês
10,00
2,00
20,00
R$ 2.358,64
R$ 47.172,80
R$ 47.172,80
Sub-Total Item 4
5 - Serviços Gráficos e material de consumo de escritório em supervisão
5.1 - Serviços gráficos e material de consumo de escritório
mês
10,00
Sub-total Item 5
SOMATÓRIO DOS SUB-TOTAIS 1 A 5
2,00
20,00
R$ 274,06
R$ 5.481,20
R$ 5.481,20
R$ 1.452.104,66
6 - Remuneração de Escritório
6.1 - Taxa de 12% sobre a soma dos Sub-Totais 1 a 5
Sub-total Item 6
SOMATÓRIO DOS SUB-TOTAIS 1 A 6
R$ 174.252,56
R$ 174.252,56
R$ 1.626.357,22
7- Despesas Fiscais
7.1 - Taxa de 16,62% sobre a soma dos Sub-Totais 1 a 6
Sub-Total Item 7
TOTAL GERAL
R$ 270.300,57
R$ 270.300,57
R$ 1.896.657,79
PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS
SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS
Projeto de Recuperação da Faixa de Areia da Praia da Armação do Pântano do Sul
Data base: Dez/2010
PROJETO AMBIENTAL
Descrição
Unid.
N° de
Meses
Quant. por Quant.
mês
Total
Custo Unitário
(R$)
Custo Total (R$)
1. PESSOAL
A - ESTUDOS AMBIENTAIS E OBTENÇÃO DE LICENÇA AMBIENTAL
h/dia
10,00
1,00
10,00
R$ 494,77
R$ 4.947,70
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE (P1)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 7.723,51
R$ 38.617,55
ENG. CIVIL E/OU GEÓLOGO - MEIO FÍSICO(P3)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 4.860,00
R$ 24.300,00
0,50
2,50
R$ 3.607,70
R$ 9.019,25
R$ 12.150,00
CONSULTOR ESPECIAL (C)
h/mês
5,00
ENG. AGRÔNOMO E/OU FLORESTAL - MEIO BIÓTICO (FLORA) (P3)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 4.860,00
BIÓLOGO - MEIO BIÓTICO (FAUNA) (P3)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 3.607,70
R$ 9.019,25
ARQUITETO E/OU URBANISTA - MEIO ANTRÓPICO (P3)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 4.860,00
R$ 12.150,00
DESENHISTA (T2)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 1.922,08
R$ 9.610,40
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 1.371,53
R$ 13.715,30
h/mês
2,00
2,00
4,00
R$ 613,61
OCEANÓGRAFO - MEIO FÍSICO (P3)
SERVENTE/OPERÁRIO (A4)
R$ 2.454,44
R$ 135.983,89
Sub-Total -A
B - LEVANTAMENTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARTÍSTICO E ARQUEOLÓGICO E OBTENÇÃO DE PARECER NO IPHAN
h/dia
10,00
2,00
20,00
R$ 494,77
R$ 9.895,40
ARQUEÓLOGO (P3)
h/mês
10,00
2,00
20,00
R$ 3.607,70
R$ 72.154,00
ARQUITETO (P3)
CONSULTOR ESPECIAL (C)
h/mês
8,00
1,00
8,00
R$ 4.860,00
R$ 38.880,00
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 1.371,53
R$ 13.715,30
SERVENTE/OPERÁRIO (A4)
h/mês
2,00
2,00
4,00
R$ 613,61
R$ 2.454,44
R$ 137.099,14
Sub-Total - B
C - PLANO BÁSICO AMBIENTAL - PBA
h/dia
10,00
1,00
10,00
R$ 494,77
R$ 4.947,70
ENGENHEIRO CHEFE DE EQUIPE (P1)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 7.723,51
R$ 38.617,55
ENGENHEIRO (P3)
h/mês
10,00
1,00
10,00
R$ 4.860,00
R$ 48.600,00
BIÓLOGO (P3)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 3.607,70
R$ 9.019,25
ENG AGRONOMO E/OU FLORESTAL (P3)
h/mês
5,00
0,50
2,50
R$ 4.860,00
R$ 12.150,00
DESENHISTA (T2)
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 1.922,08
R$ 9.610,40
h/mês
10,00
0,50
5,00
R$ 1.371,53
R$ 6.857,65
CONSULTOR ESPECIAL (C)
AUXILIAR TÉCNICO (T3)
R$ 129.802,55
Sub-Total - C
Sub-Total Item 1
R$ 402.885,58
2 - Encargos Sociais
R$ 348.133,43
2.1 - Taxa de 86,41% sobre o item 1
Sub-Total Item 2
R$ 348.133,43
Sub-Total Item 3
R$ 205.471,65
3 - Custos Administrativos
R$ 205.471,65
3.1 - Taxa de 51% sobre o item 1
SOMATÓRIO DOS SUB-TOTAIS 1 A 3
R$ 956.490,66
4 - Remuneração de Escritório
4.1 - Taxa de 12% sobre a soma dos Sub-Totais 1 a 3
Sub-total Item 4
SOMATÓRIO DOS SUB-TOTAIS 1 A 4
R$ 114.778,88
R$ 114.778,88
R$ 1.071.269,53
5- Despesas Fiscais
5.1 - Taxa de 16,62% sobre a soma dos Sub-Totais 1 a 4
Sub-Total Item 5
TOTAL GERAL
R$ 178.045,00
R$ 178.045,00
R$ 1.249.314,53
ESTADO DE SANTA CATARINA
PREFEITURA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS
SECRETARIA DE OBRAS
ORÇAMENTO PARA RECUPERAÇÃO DA PRAIA DA ARMAÇÃO DO PÂNTANO DO SUL INCLUINDO DRAGAGEM PARA EXECUÇÃO DE ATERRO HIDRÁULICO, PROTEÇÃO DA PRAIA COM ESTRUTURAS CHAMADAS GEOTUBOS, EXECUÇÃO DE MOLHE DE PROTEÇÃO COM PEDRAS DE GRANDES DIMENSÕES, URBANIZAÇÃO DO MURO DE PROTEÇÃO DA LINHA DE PRAIA, SERVIÇOS DE DRENAGEM, EXECUÇÃO DE PASSARELAS, ENROCAMENTO DE PROTEÇÃO
MARGENS DO RIO QUINCA ANTÔNIO E PROJETO EXECUTIVO.
LOCAL: PRAIA DA ARMAÇÃO DO PÂNTANO DO SUL - FLORIANÓPOLIS - SC
CRONOGRAMA FÍSICO E FINANCEIRO
Item
Descrição dos serviços
MÊS>>
1
2
4
3
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
TOTAL
Geral Acum.
18
Total Contratual
DRAGAGEM PARA ATERRO HIDRÁULICO COM
ESPALHAMENTO DMT < 1,0 KM
1
25,00%
2.643.070,86
660.767,72
2
PROTEÇÃO DA PRAIA COM GEOTUBO
25,00%
660.767,72
10,00%
4.086.165,60
408.616,56
3
MOLHE
25,00%
1.701.392,00
425.348,00
4
URBANIZAÇÃO
50,00%
850.696,00
25,00%
660.767,72
40,00%
1.634.466,24
DRENAGEM
ENROCAMENTO DE PROTEÇÃO DAS MARGENS DO RIO
QUINCA ANTÔNIO
40,00%
1.634.466,24
PASSARELA DE LIGAÇÃO ENTRE A PRAIA DA ARMAÇÃO E
MATADEIRO
100,00%
20,00%
1.714.774,53
20,00%
101.274,21
20,00%
342.954,91
20,00%
20.254,84
25,00%
429.726,00
25,00%
449.941,40
112.485,35
PASSARELA DE LIGAÇÃO ENTRE A PRAIA DO MATADEIRO
E ILHA DAS CAMPANHAS
8
25,00%
772.590,90
193.147,73
9
MOBILIZAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO
100,00%
4.086.165,60
1.701.392,00
107.431,50
7
10,00%
408.616,56
25,00%
20.254,84
6
100,00%
2.643.070,86
425.348,00
342.954,91
5
25,00%
660.767,72
25,00%
112.485,35
25,00%
193.147,73
20,00%
342.954,91
20,00%
20.254,84
50,00%
214.863,00
25,00%
112.485,35
25,00%
193.147,73
20,00%
342.954,91
20,00%
20.254,84
INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DO CANTEIRO DE OBRAS
12,50%
40.886,91
5.110,86
PROJETO DA DRAGAGEM E RECUPERAÇÃO DA FAIXA DE
PRAIA
11
1.896.657,79
10,00%
189.665,78
12
PROJETO AMBIENTAL (EIA/RIMA)
1.249.314,53
10,00%
124.931,45
VALORES PARCIAIS (R$) - (PI)
PERCENTUAIS PARCIAIS ACUMULADOS (PI) (%)
TOTAIS ACUMULADOS (R$) - (PI)
TOTAL PERCENTUAIS ACUMULADOS (PI) (%)
11
16.250.000,00
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
10,00%
189.665,78
10,00%
124.931,45
100,00%
-
449.941,40
-
772.590,90
100,00%
100,00%
50,00%
582.102,63
12,50%
5.110,86
12,50%
5.110,86
12,50%
5.110,86
12,50%
5.110,86
12,50%
5.110,86
12,50%
5.110,86
100,00%
101.274,21
429.726,00
25,00%
193.147,73
100,00%
1.714.774,53
-
25,00%
112.485,35
582.102,63
10
20,00%
20.254,84
25,00%
107.431,50
50,00%
1.164.205,27
20,00%
342.954,91
12,50%
5.110,86
10,00%
100,00%
1.164.205,27
100,00%
40.886,91
100,00%
189.665,78
1.896.657,79
10,00%
100,00%
124.931,45
1.249.314,53
314.597,23
314.597,23
314.597,23
314.597,23
314.597,23
314.597,23
314.597,23
314.597,23
314.597,23
314.597,23
1.012.561,50
1.516.574,58
1.499.843,14
2.969.187,64
3.076.619,14
1.297.433,25
781.385,19
950.423,25
16.250.000,00
1,94%
1,94%
1,94%
1,94%
1,94%
1,94%
1,94%
1,94%
1,94%
1,94%
6,23%
9,33%
9,23%
18,27%
18,93%
7,98%
4,81%
5,85%
100,00%
314.597,23
629.194,46
943.791,70
1.258.388,93
1.572.986,16
1.887.583,39
2.202.180,62
2.516.777,86
2.831.375,09
3.145.972,32
4.158.533,82
5.675.108,40
7.174.951,54
10.144.139,18
13.220.758,32
14.518.191,57
15.299.576,75
16.250.000,00
1,94%
3,87%
5,81%
7,74%
9,68%
11,62%
13,55%
15,49%
17,42%
19,36%
25,59%
34,92%
44,15%
62,43%
81,36%
89,34%
94,15%
100,00%
9. Referências Bibliográficas
Castilhos J.A. (1995) Estudo Evolutivo, Sedimentológico e Morfodinâmico da
Planície Costeira e Praia da Armação – Ilha de Santa Catarina, SC.
Dissertação de Mestrado, UFSC, 134 p.
Gré, J.C.R., Castilho, J.A, Horn Filho, N.O. (1997) Quaternary Deposits of the
Pântano do Sul Beach, Santa Catarina Island, Brazil. Colóquio FrancoBrasileiro de Manejo Costeiro de Ilha de Santa Catarina, Atas, p. 211-218.
Komar, P.D. (1998) Beach Processes and Sedimentation. Englewood Cliffs, New
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Mazzer, A. M. (2007) Proposta Metodológica de Análise de Vulnerabilidade da Orla
Marítima à Erosão Costeira: Aplicação na Costa Sudeste da Ilha de Santa
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Mazzer, A. M., Dillenburg, S.R., Souza, C.R.G. (2008) Proposta de método para
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Catarina, Brasil. Rev. Bras. Geociênc. v.38 n.2, p. 278-294.
Sunamura, T. (1988), Beach Morphologies and Their Changes. Horikawa K. (ed.)
Nearshore Dynamics and Coastal Processes. University of Tokyo Press, p.
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Wright, L. D. & Thom, B. G. (1977) Coastal Depositional Land-Forms: a
Morphodynamic Approach. Progress in Physical Geography 1, 412-59.
19
10. Anexos
ANEXO 01 -
MURO DE PROTEÇÃO EXISTENTE COM ENROCAMENTO DE
PEDRAS
ANEXO 02 -
PLANTA GERAL DA PRAIA (BATIMETRIA E DETALHES)
ANEXO 03 -
DETALHE 01
ANEXO 04 -
DETALHE 02
ANEXO 05 -
DETALHE 03
ANEXO 06 -
PLANILHAS DO CÁLCULO DO VOLUME NECESSÁRIO PARA
EXECUÇÃO DO ATERRO HIDRÁULICO
ANEXO 07 -
SEÇÕES TRANSVERSAIS DO ATERRO HIDRÁULICO
20
VOLUME DE ATERRO HIDRÁULICO PARA RECUPERAÇÃO DA PRAIA DA ARMAÇÃO
(Fator de Perda de Material 1,2)
Km
Área de Corte
(m²)
0+000,000
0+020,000
0+040,000
0+060,000
0+080,000
0+100,000
0+120,000
0+140,000
0+160,000
0+180,000
0+200,000
0+220,000
0+240,000
0+260,000
0+280,000
0+300,000
0+320,000
0+340,000
0+360,000
0+380,000
0+400,000
0+420,000
0+440,000
0+460,000
0+480,000
0+500,000
0+520,000
0+540,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Volume de Corte Volume de Corte Área de Aterro
(m³)
Acumulado (m³)
(m²)
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
21,155
57,689
83,907
97,087
106,054
106,183
103,655
90,441
87,824
76,658
61,044
90,863
100,653
105,916
106,863
106,306
102,699
97,839
89,350
79,431
97,617
101,642
101,866
96,981
96,863
107,080
112,328
Volume de
Aterro (m³)
Volume de
Aterro
Acumulado (m³)
Ordenada da
Massa
0,000
211,553
788,441
1415,962
1809,943
2031,412
2122,371
2098,376
1940,960
1782,653
1644,821
1377,023
1519,077
1915,160
2065,686
2127,784
2131,689
2090,052
2005,382
1871,894
1687,807
1770,475
1992,592
2035,087
1988,472
1938,440
2039,433
2194,084
0,000
253,864
946,130
1699,155
2171,931
2437,694
2546,845
2518,052
2329,152
2139,183
1973,785
1652,427
1822,893
2298,192
2478,823
2553,341
2558,027
2508,063
2406,459
2246,272
2025,368
2124,570
2391,110
2442,104
2386,166
2326,128
2447,320
2632,901
0,000
‐253,864
‐1199,993
‐2899,148
‐5071,080
‐7508,774
‐10055,619
‐12573,671
‐14902,822
‐17042,006
‐19015,790
‐20668,218
‐22491,111
‐24789,303
‐27268,126
‐29821,467
‐32379,494
‐34887,557
‐37294,016
‐39540,288
‐41565,657
‐43690,227
‐46081,337
‐48523,441
‐50909,607
‐53235,735
‐55683,055
‐58315,956
VOLUME DE ATERRO HIDRÁULICO PARA RECUPERAÇÃO DA PRAIA DA ARMAÇÃO
(Fator de Perda de Material 1,2)
Km
Área de Corte
(m²)
0+560,000
0+580,000
0+600,000
0+620,000
0+640,000
0+660,000
0+680,000
0+700,000
0+720,000
0+740,000
0+760,000
0+780,000
0+800,000
0+820,000
0+840,000
0+860,000
0+880,000
0+900,000
0+920,000
0+940,000
0+960,000
0+980,000
1+000,000
1+020,000
1+040,000
1+060,000
1+080,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Volume de Corte Volume de Corte Área de Aterro
(m³)
Acumulado (m³)
(m²)
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
102,050
98,403
107,829
111,833
112,696
113,032
110,820
112,009
113,439
115,967
121,244
110,552
108,534
113,762
119,246
115,576
112,843
114,024
117,901
116,666
116,891
125,823
129,926
122,932
115,914
123,762
131,041
Volume de
Aterro (m³)
Volume de
Aterro
Acumulado (m³)
Ordenada da
Massa
2143,788
2004,531
2062,313
2196,616
2245,290
2257,277
2238,522
2228,296
2254,480
2294,056
2372,104
2317,957
2190,858
2222,957
2330,078
2348,220
2284,193
2268,671
2319,255
2345,670
2335,564
2427,138
2557,485
2528,580
2388,464
2396,764
2548,034
2572,546
2405,438
2474,775
2635,939
2694,347
2708,733
2686,226
2673,955
2705,376
2752,868
2846,525
2781,548
2629,030
2667,548
2796,094
2817,865
2741,031
2722,406
2783,106
2814,804
2802,677
2912,566
3068,983
3034,296
2866,157
2876,117
3057,641
‐60888,502
‐63293,940
‐65768,716
‐68404,655
‐71099,002
‐73807,735
‐76493,961
‐79167,916
‐81873,292
‐84626,160
‐87472,685
‐90254,233
‐92883,263
‐95550,811
‐98346,905
‐101164,770
‐103905,801
‐106628,206
‐109411,312
‐112226,116
‐115028,793
‐117941,359
‐121010,342
‐124044,638
‐126910,796
‐129786,913
‐132844,554
VOLUME DE ATERRO HIDRÁULICO PARA RECUPERAÇÃO DA PRAIA DA ARMAÇÃO
(Fator de Perda de Material 1,2)
Km
Área de Corte
(m²)
1+100,000
1+120,000
1+140,000
1+160,000
1+180,000
1+200,000
1+220,000
1+240,000
1+260,000
1+280,000
1+300,000
1+320,000
1+340,000
1+360,000
1+380,000
1+400,000
1+420,000
1+440,000
1+460,000
1+480,000
1+500,000
1+520,000
1+540,000
1+560,000
1+580,000
1+600,000
1+620,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Volume de Corte Volume de Corte Área de Aterro
(m³)
Acumulado (m³)
(m²)
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
136,762
146,347
151,633
161,604
175,891
188,914
190,104
189,358
188,082
183,098
173,121
167,526
168,783
171,165
175,328
179,767
180,493
181,689
193,093
210,244
229,618
246,955
254,912
269,145
278,584
279,950
265,902
Volume de
Aterro (m³)
Volume de
Aterro
Acumulado (m³)
Ordenada da
Massa
2678,029
2831,092
2979,806
3132,375
3374,955
3648,055
3790,185
3794,623
3774,405
3711,804
3562,194
3406,476
3363,094
3399,482
3464,935
3550,950
3602,594
3621,815
3747,814
4033,365
4398,614
4765,725
5018,665
5240,565
5477,291
5585,345
5458,519
3213,635
3397,310
3575,767
3758,851
4049,945
4377,666
4548,222
4553,547
4529,286
4454,165
4274,632
4087,771
4035,713
4079,378
4157,922
4261,140
4323,113
4346,178
4497,377
4840,038
5278,337
5718,870
6022,398
6288,678
6572,749
6702,414
6550,223
‐136058,188
‐139455,498
‐143031,265
‐146790,116
‐150840,061
‐155217,728
‐159765,950
‐164319,497
‐168848,783
‐173302,948
‐177577,580
‐181665,351
‐185701,065
‐189780,443
‐193938,364
‐198199,505
‐202522,618
‐206868,795
‐211366,172
‐216206,209
‐221484,546
‐227203,416
‐233225,814
‐239514,493
‐246087,241
‐252789,655
‐259339,878
VOLUME DE ATERRO HIDRÁULICO PARA RECUPERAÇÃO DA PRAIA DA ARMAÇÃO
(Fator de Perda de Material 1,2)
Km
Área de Corte
(m²)
1+640,000
1+660,000
1+680,000
1+700,000
1+720,000
1+740,000
1+760,000
1+780,000
1+800,000
1+820,000
1+823,154
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
Volume Total
Volume de Corte Volume de Corte Área de Aterro
(m³)
Acumulado (m³)
(m²)
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
0,000
243,186
226,069
224,698
213,513
87,131
84,617
82,475
77,594
0,000
0,000
0,000
0,000
Volume de
Aterro (m³)
Volume de
Aterro
Acumulado (m³)
Ordenada da
Massa
5090,874
4692,546
4507,672
4382,116
3006,438
1717,473
1670,921
1600,697
775,943
0,000
0,000
6109,049
5631,055
5409,207
5258,539
3607,726
2060,968
2005,105
1920,837
931,131
0,000
0,000
‐265448,927
‐271079,982
‐276489,189
‐281747,728
‐285355,453
‐287416,421
‐289421,526
‐291342,362
‐292273,493
‐292273,493
‐292273,493
243561,245
292273,494
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Projeto básico da revitalização da praia da Armação