3B segunda A GAZETA CUIABÁ, 23 DE JANEIRO DE 2012 Panorama do Interior Sinalização refeitura de Lucas do Rio Verde P intensifica o trabalho de pintura nas faixas de pedestres. Outra medida é a substituição das placas de trânsito deterioradas, escondidas ou pequenas. A previsão é concluir a pintura de todas as faixas de pedestres localizadas em área escolar até o início das aulas, garante o secretário municipal de Gestão Pública, José Luiz Paetzold. Segundo ele, para garantir a visibilidade da faixa, o local está sendo pintado de vermelho com as listras brancas. Diamantino Reunião Centenária Prefeitura de Diamantino A prepara os carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de A Diamantino organiza uma vez por mês, o encontro com as enfermeiras de todas as Unidades ma senhora alegre, lúcida, rápida nas respostas e com muita U vontade de viver, assim é Elisa Gonçalves Ormond, que no dia 18 de abril vai completar 106 anos. Filha de agricultores, nasceu em 2012 - que em breve começam chegar às residências. A forma de pagamento é facilitada podendo ser efetuada à vista com desconto de 20%, ou em três vezes sem juros com data para 30/04; 30/05 e 30/06. O prefeito Juviano Lincoln ressaltou que o valor do IPTU é revertido para o próprio contribuinte em forma de benefícios em todas as áreas. O carnê trará no verso a campanha da transferência dos veículos para Diamantino, lembrando que 50% do valor do IPVA é transformado em melhorias no município que o veículo está emplacado. de Saúde do município. A secretária Gislene Aparecida de Souza ressalta que, por meio das reuniões, o governo municipal fica ciente dos anseios da população. “Como gerente das Unidades, as enfermeiras, estão diariamente convivendo com a comunidade. A reunião auxilia para melhorar a qualidade de vida da população”, informou. Segundo ela, as Unidades trabalharão em sincronia, como por exemplo, a saúde da mulher, que será abordada em todas as Unidades ao mesmo tempo. Rosário Oeste, em 1907, e morou em Nortelândia, na Bahia e hoje reside em Cuiabá. Mesmo com a idade avançada, ela lembra com detalhes fatos e histórias de várias etapas da sua vida, principalmente das cenas ciúmes de seu segundo marido, que faleceu aos 98 anos de idade, e com quem ficou casada durante 62 anos, união que lhe deu 14 filhos, sendo seis homens e oito mulheres. Ao todo têm 18 filhos, três deles já morreram. Ela tem dezenas de netos, bisnetos e tataranetos. INSEGURANÇA Usuários de parques da Capital temem ação de assaltantes e reivindicam policiamento Caminhadas se tornam risco TANIA RAUBER DA REDAÇÃO U suários dos parques estaduais Mãe Bonifácia, Zé Bolo Flô e Massairo Okamura, em Cuiabá, revelam não se sentirem seguros durante suas caminhadas e corridas diárias. Os constantes registros de assaltos e até estupros nas 3 unidades de conservação provocam a sensação de insegurança em muitas pessoas. A engenheira florestal Oscarlina de Jesus, 50, caminha diariamente no parque Mãe Bonifácia em companhia do filho, de 20 anos. Ela revela que a ausência de um policiamento constante favorece a ação de criminosos e defende o retorno da patrulha da Polícia Militar, que, de bicicleta, percorria todas as trilhas. “Hoje, até vemos a PM aqui, mas somente quando acontece algum crime e nos dias seguintes. Depois que acalma, eles somem. Isso precisaria ser constante”. O empresário Domingos Cavalcanti, 72, reforça o pedido. Ele ressalta que muitas pessoas gostariam de frequentar o espaço no final da tarde, mas temem pela segurança. O ideal, segundo ele, seria ter uma equipe para fiscalizar as trilhas e garantir que as pessoas façam suas atividades sem correr o risco de serem alvos de bandidos. “A minha esposa, por exemplo, só tem o final da tarde para fazer uma caminhada. Só que logo escurece, então ela não vem porque não se sente segura. E até de dia tomamos alguns cuidados, como por exemplo, não usar relógio e jóias para não despertar a atenção”. Este é o mesmo pedido de quem frequenta o parque Massairo Okamura, na Morada do Ouro. O servidor público Jorlando Batista, 50, começou a fazer caminhada esta semana. Ele percorre os 2 quilômetros de trilhas no meio da mata, mas admite estar alerta o tempo todo. Depois de ouvir casos de assaltos e até estupro na unidade, o servidor ressalta que todo cuidado é pouco. “Eu faço caminhada para zelar pela minha saúde, mas fico preocupado e procuro sempre vir aqui em horário de bastante movimento”. A professora Rosangela Paula Silva, 52, tem a mesma preocupação quando faz sua caminhada no parque Zé Bolo Flô, no bairro Coophema. Há 8 anos ela realiza a atividade nas primeiras horas do dia, quando o sol ainda é fraco e o clima fresco. Porém, não é somente por este motivo que ela escolhe o horário matinal. Devido a pouca iluminação, quando começa escurecer as trilhas escurecem rapidamente e a professora não se sente mais segura. “O parque tem pouca iluminação, até mesmo na entrada principal. Isso facilita a ação de criminosos, então ficamos com medo de andar quando escurece”. A falta de iluminação também atinge a rua lateral do parque, onde Rosangela mora. Outros moradores reclamam. A vigilante Raildes Sales, 24, revela que teme sair de casa à noite. “É muito escuro e, por causa do mato que fica bem em frente, não sabemos se alguém está escondido, na espera”. A região, conforme ela, é frequentada por muitos usuários de drogas, e a prática de pequenos furtos e assaltos, é constante. Descaso: Além da segurança, no parque Mãe Bonifácia, que foi criado há 12 anos e possui 77 hectares de vegetação, usuários reclamam do forte odor no córrego que corta toda a área. O mau cheiro é sentido de longe por causa do esgoto que é despejado no canal. A empresária Marilda Mastelari frequenta a área há 10 anos e revela que, apesar da excelente estrutura que o parque oferece, o odor causa mau estar nos usuários. “Temos uma excelente estrutura aqui, mas é inadmissível este esgoto sendo jogado aqui, na natureza”. Mãe Bonifácia foi uma curandeira, escrava refugiada e líder de quilombo. Zé Bolo Flô foi uma figura do folclore cuiabano que viveu em Cuiabá nos anos 60 e 70. Massairo Okamura foi vereador e sócio-fundador da Sociedade Cuiabana de Proteção ao Meio Ambiente, primeira ONG registrada em Cuiabá (1977). A engenheira Oscarlina de Jesus também reclama e destaca a necessidade do esgoto ter um destino correto em Cuiabá. “De onde vem este esgoto? É preciso que ele seja descartado de forma correta em um local adequado, e não assim na natureza”. Além do córrego, um edifício que fica ao lado da mata possui um encanamento que despeja os resíduos na área de conservação. Outra área é usada para descarte de lixo. Uma grande quantidade de material eletrônico está jogada a céu aberto, nas margens do parque. Uma cerca foi instalada no local, mas não é suficiente. O esgoto também é um problema que incomoda os usuários do parque Zé Bolo Flô periodicamente. Isso porque, no local, há uma estação de tratamento de dejetos que, muitas vezes, apresenta problemas. A professora Rosangela Paula Silva conta que há dias que o odor é insuportável. “Isso ocorre quando o esgoto vaza e fica a céu aberto”. Atrativos Rosangela também cobra a oferta de mais atrativos, já que, segundo ela, apesar do amplo espaço - 66 hectares, não são realizadas atividades que envolvam a comunidade. “Sabemos que há muitas atividades no parque Mãe Bonifácia. Mas aqui não vemos nada. Temos um excelente espaço que poderia ser Além da falta de policiamento ostensivo, usuários do Mãe Bonifácia reclamam do mal cheiro do córrego que corte do parque melhor utilizado”. Já o Mãe Bonifácia é um dos mais frequentados na capital, devido sua localização mais centralizada. Além das diversas trilhas para caminhada e observação da fauna e flora, possui um mirante com vista para toda a cidade, aparelhagem para exercícios físicos, concha acústica e espaço para eventos. Estrutura que é elogiada pela professora Catarina Josete, 52, que caminha na unidade há 2 anos. “A estrutura é muito boa, tem banheiros, aparelhos para ginástica, trilha limpa. Espaço para toda a família”. Quem frequenta o parque Massairo Okamura também encontra 53 hectares de mata preservada, cortada por 2 quilômetros de trilhas pavimentadas. Também possui sanitários públicos, centro para educação ambiental e um palco para atividades comunitárias. A aposentada Maria Gomes de Santana, 65, mora em Rondonópolis (220 km ao sul de Cuiabá) e aproveita os dias na casa da filha para fazer caminhadas em companhia da neta. Para ela, a existência de espaços como este perto dos bairros, garante mais qualidade de vida aos moradores e precisam ser bem aproveitados. “Eu venho aqui com minha neta quase todos os dias. É um espaço para todas as famílias, muito agradável. Agora todos precisam cuidar”. g Outro lado - A Sema foi procurada por meio da assessoria de imprensa que não deu retorno. Fotos: João Vieira Parque Zé Bolo Flor, no bairro Coophema. Devido a pouca iluminação, no final da tarde, as trilhas ficam escuras rapidamente