Anexo XXXIII – Peça teatral com fantoches
“Amanda – (entra procurando os amigos) Lucas!? Juninho!? Chico!? Onde estão vocês? Ai
meu Deus. Preciso encontrar alguém por aqui. (para o público) Ei pessoal, vocês viram o
Lucas, o Juninho e o Chico? Ai, poxa vida... eu vi uma coisa muito estranha acontecendo aqui
na fazenda e preciso saber o que é aquilo! Parecia um tatu gigante cavando um buracão na
serra! E eu to morrendo de medo!!! Luana!!!!!
Luana – Ai, que gritaria é essa, Amanda?
Amanda – Luana!!! Que bom que te encontrei! Você precisa me ajudar. É muito grande! É
imenso!
Luana – O que?!
Amanda – O tatu que eu vi!
Luana – Um tatu? E você faz toda essa bagunça por causa de um tatu? Oras, faça-me o
favor, Amanda.
Amanda – Você não está entendendo. Ele era gigante!!! Grande como um caminhão! E fazia
um buracão!
Luana – Credo! Eu nunca vi nada assim. Você está inventando, Amanda. Sua exagerada.
Onde já se viu um tatu do tamanho de um caminhão...
Amanda – Escuta aqui. Eu sou criança, mas não sou boba não. Sei muito bem o que vi. E ele
está fazendo um buracão na serra.
Chico – Mas que algazarra é esta? Parece uma festa de gralhas loucas!
Amanda – Chico! Que bom que você chegou!
Chico – Dona Amanda, não é nada bonito ficar gritando por aí. Que desespero todo é esse?
Luana – É que essa alucinada acha que tem um tatu gigante por aí cavando pela fazenda! Há
há há... Acho que ela tá com o miolo mole!!
Amanda – Eu não acho nada, não! Tem mesmo um tatuzão solto por aí. E ele está cavando
um buraco no pé da serra, lá no fundão da fazenda. Além disso, de um tempo pra cá tem um
monte de gente diferente andando por aí e eles estão construindo estradas, barracões, umas
coisas estranhas...
Chico – Há há há... Mas que coisa mais engraçada!!!! É muito interessante ver como as
crianças percebem as coisas diferente dos adultos.
Amanda – Ta rindo de quê, seu sabichão?
Chico – Ah, Amanda. Esse tatu gigante que você viu nada mais é do que um equipamento
bem moderno para cavar túneis.
Luana – Do que você está falando, Chico? Agora acho que é esse sabichão que está de miolo
mole.
Amanda – É, explica melhor esta história de túnel. Eu não to entendendo nada, Chico.
Chico – É bem simples... esse buracão que a Amanda viu nada mais é do que o túnel que
servirá para o gasoduto que está sendo construído. E ele passa dentro da Fazenda.
Amanda – Gasoduto?! Esse Chico está falando grego.
Luana – Explique melhor, Chico. O que é um gasoduto?
Chico – O gasoduto é uma tubulação especial, como um cano gigante, que transporta gás
natural de um lugar para outro. Isso tudo é obra da Petrobras, uma das maiores empresas do
mundo que está sempre preocupada em colaborar no crescimento do nosso país!
Luana – Xiiii... peraí, Chico. Explica uma coisa de cada vez.
Amanda – É verdade. Minha cabeça está dando nó!
Chico – Calma, meninas... Primeiro, vocês sabem o que é gás natural?
Amanda – Eu não tenho nem idéia. O único gás natural que eu conheço é o pum que sai
naturalmente de dentro do Juninho quando ele come repolho demais.
Chico – Muito bem. O gás natural de que eu estou falando não esse não. É um gás que vem
da decomposição de matéria orgânica, que são restos de animais e plantas, e é encontrado
no subsolo. Uma característica muito importante do gás natural é que ele, por ser uma fonte
de energia limpa, não polui o ar.
Luana – E onde o gás pode ser usado?
Chico – Oras, menina, que é que acende seu fogão?
Amanda – O fósforo, oras...
Chico – Espertinha. Mas o que é que pega fogo quando o fósforo se aproxima?
Amanda – É verdade. É gás que acende o fogão! Ele fica dentro do botijão.
Chico –E esse gás não serve só para acender fogão, não. Ele é um importante combustível
para a geração de energia elétrica nas usinas termoelétricas.
Amanda – Esse Visconde só inventa palavrório difícil.
Luana – O que é essa tal de usina termoelétrica, Visconde?
Chico – São usinas que produzem energia elétrica que usamos em nossas casas para ligar o
chuveiro e a televisão, a partir do gás natural. Além disso, depois de tratado e processado, o
gás natural pode ser utilizado nas indústrias, residências, automóveis e comércio.
Amanda – Caramba. Pra quanta coisa serve esse gás natural, hein.
Chico - Nos automóveis, essa fonte energética que pode substituir outros combustíveis, é o
que chamamos de GNV – Gás Natural Veicular. Ele faz o mesmo papel que a gasolina, o
álcool e o diesel, com a vantagem de que polui muito menos.
Luana – Nossa, então esse gás é importante mesmo.
Amanda – E porque estão fazendo toda essa obra?
Chico – A Petrobras está construindo a Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato, na
Fazenda Serramar em Caraguatatuba, também conhecida como UTGCA.
Nesta unidade o gás natural retirado do fundo do mar será tratado para depois será enviado a
outros cantos do País.
Sabe aquele túnel que estão cavando na fazenda? Por lá passará um gasoduto. Para isso a
Petrobras está tomando todos os cuidados com o Meio Ambiente.
Esse gasoduto atravessará a Serra do Mar e vai até Taubaté. De lá, o gás será distribuído
para outras regiões.
Amanda – Taubaté?! Peraí! Foi em Taubaté que nasceu o nosso querido Monteiro Lobato!
Luana – Sim, foi ele quem criou toda a turma do Sítio do pica-pau amarelo!!!!
Chico – E não foi só isso! Ele também escreveu muitos outros livros e foi um dos primeiros
brasileiros a apostar na exploração do petróleo no nosso país! Ele defendeu o valor do
petróleo como um bem importantíssimo para o desenvolvimento do Brasil! Hoje sabemos que
o que ele falava era a mais pura verdade.
Amanda – Então precisamos fazer um discurso, uma proclamação, uma homenagem ao
querido Monteiro Lobato! Ele é uma celebridade!
Chico – Na verdade, ele está sendo homenageado pela Petrobras aqui mesmo. Esta unidade
de tratamento de gás natural, a UTGCA, que está sendo construída na fazenda chama-se
Monteiro Lobato!
Luana – Viva! Viva o grande Monteiro Lobato!
Amanda – Ah, mas espera aí só um pouquinho! Ai ai ai... ai ai ai...
Luana – O que foi Amanda?!
Amanda – Tem uma coisa preocupando a minha cabecinha de pano. Essa tal de Petrobras
vai fazer a maior bagunça na vida da gente. Isso tudo traz algum perigo pra gente que mora
perto?
Chico – Não se preocupem meninas. A Petrobras faz tudo com muita segurança além de
realizar muitos projetos educativos e sociais para toda a comunidade. A instalação da UTGCA
e a construção do gasoduto, são muito importantes para o país.
Amanda – Uau! Isso é demais, Visconde!
Luana – Poxa vida... Que legal essa tal de Petrobras!
Chico – E você estava com medo de um tatu gigante! Há há há!
Amanda – Estava mesmo, oras. Como é que eu ia saber que aquilo era um equipamento tão
importante e moderno?...
Luana – Toda a tecnologia que a Petrobras usa é muito avançada. A mais avançada do
mundo!
Juninho – AAAAHHHH!!!!
Amanda – Que gritaria é essa?
Chico – Meu Deus deve ser alguém que viu um fantasma!!!!
Amanda – Ou a mula sem cabeça!!!
Luana – Não é nada disso, gente. É o Juninho!!!
Chico – Ele deve estar precisando de ajuda!
Amanda – Juninho!!!
Juninho – Socorro! Socorro! Um tatu gigante! Um tatu gigante!
Amanda – O quê?!
Juninho – Eu vi ele está lá no fundão da fazenda!!! Ta cavando um buracão! Vocês precisam
me ajudar! Precisamos chamar os bombeiros, a polícia, o zoológico! Vamos Chico!
Amanda – Há há há!!!
Chico – Bem, Juninho... Acho que o que você viu não era um tatu.
Luana – Mas esta história o Juninho já contou pra mim e para a Amanda. E ele vai contar pra
você lá na casa da Dona Maria, comendo um delicioso bolo de fubá que a Tia Anastácia fez
agorinha mesmo.
Juninho – Mas do que vocês estão falando? E o tatuzão?!
Chico – Vamos embora, menino. No caminho eu vou te contando.
Amanda – Tchau, pessoal! Agora nós vamos pra casa da Dona Maria e o Juninho vai
aprender uma grande lição sobre a Petrobras. Espero que vocês tenham aprendido também.”
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Anexo XXXIII - Peça teatral com fantoches