1 Nexo de Causalidade Entre Transitórios Eletromagnéticos e Danos a Equipamentos Elétricos – Estudo de Caso E. C. Rott, E. Kotlinski, M. M. Santos, A. R. Abaide, L. N. Canha, L. Malaquias, T. Milke1, S. A. Bock e L. C. Santos Resumo — Os estudos acerca do nexo de causalidade entre distúrbios nos sistemas energia de elétrica e a ocorrência de danos a equipamentos é tema extremamente complexo. De forma geral, tem-se tratada a questão a partir do critério do nexo de causalidade temporal, entre o instante de ocorrência do distúrbio e a data e o horário do dano ao equipamento, declarado pelo consumidor. Tal critério gera questionamentos à medida que as condições relacionadas à amplitude e à duração dos distúrbios influenciam, diretamente, em seu potencial de ocasionar danos elétricos aos equipamentos. O tema é abstruso e vem despertando grande interesse da comunidade científica, empresas e órgãos governamentais. Na literatura há diversos trabalhos direcionados com vistas a classificar de forma mais transparente a relação entre os distúrbios e eventuais danos elétricos em equipamentos. Nesse contexto, no intuito de dar uma contribuição na discussão sobre esse importante tema, o presente trabalho apresenta um estudo de caso acerca do nexo de causalidade entre transitórios eletromagnéticos e danos a equipamentos elétricos. O estudo baseia-se em simulações e testes em um sistema de distribuição real. Os resultados obtidos são confrontados e analisados sob o ponto de vista da curva ITIC (Information Tecnology Industry Council). Palavras-Chave - Ressarcimento de Danos Elétricos, Curva ITIC e Transitórios Eletromagnéticos. I. INTRODUÇÃO A TUALMENTE, os critérios para ressarcimento de danos elétricos em equipamentos instalados em unidades consumidoras são definidos pela Resolução nº 414 da ANEEL [1]. De modo geral, nexo de causalidade temporal tem sido adotado como critério para se deferir os pedidos de ressarcimento por danos elétricos. Mais especificamente, no nexo de causalidade temporal entre o instante de ocorrência do distúrbio e a data e o horário do dano ao equipamento, declarado pelo consumidor. Tal critério gera questionamentos à medida que as condições relacionadas à amplitude e à 1 Os Autores M. M. Santos, A. R. Abaide, L. N. Canha, L. Malaquias e T. Milke são membros do Centro de Estudos em Energia e Meio Ambiente (CEEMA), vinculado à Universidade Federal de Santa Maria – UFSM. Os autores E.C. Rott, E. Kotlinski, S. A. Bock e L. C. Santos são integrantes do Departamento de Ciências Exatas e Engenharias - DCEEng, vinculado à Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ. e-mails: [email protected], [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]., [email protected], [email protected], [email protected], [email protected]. duração de um distúrbio influenciam, diretamente, em seu potencial ocasionar danos elétricos aos equipamentos [2]. O tema é complexo e vem despertando grande interesse da comunidade científica, empresas e órgãos governamentais. O foco principal desses estudos têm sido classificar de forma mais transparente, quais os distúrbios que, efetivamente, estariam associados a danos elétricos aos equipamentos, de forma a não onerar os consumidores e as distribuidoras [2-10]. Nesse contexto, o presente trabalho apresenta um estudo de caso acerca do nexo de causalidade entre os transitórios eletromagnéticos e os danos elétricos a equipamentos, sob o ponto de vista da curva ITIC (Information Tecnology Industry Council). Essencialmente, o estudo se baseia na modelagem de um sistema de distribuição real, utilizando-se o software ATP (Alternative Transients Program) para análise de transitórios eletromagnéticos, com ênfase nos transitórios durante energizações de alimentadores e bancos de capacitores e de faltas monofásicas. Paralelamente aos estudos de simulação, apresentam-se resultados de monitoramento a campo de transitórios eletromagnéticos, observados no sistema em estudo. Os resultados obtidos são comparados e analisados sob o ponto de vista da curva ITIC, a fim de se avaliar a relação entre transitórios eletromagnéticos em estudo com eventuais danos elétricos. O presente trabalho está estruturado da seguinte forma: No item 2, abordam-se os aspectos teóricos acerca de transitórios eletromagnéticos, com ênfase nos transitórios oriundos de energizações de alimentadores, banco de capacitores e faltas do tipo fase-terra. No item 3, apresenta-se uma breve discussão sobre as curvas de tolerância de tensão, em especial a curva ITIC. No item 4, são apresentados e discutidos os resultados de simulação e os dados de monitoramento, referentes à energização de alimentadores, bancos de capacitores e faltas monofásicas. Por fim, no item 5, apresentam-se as principais conclusões do trabalho. II. TRANSITÓRIOS ELETROMAGNÉTICOS Conceitualmente, os transitórios eletromagnéticos são fenômenos originários de alterações repentinas nas condições operacionais de um sistema de energia elétrica, com tempo determinado pelo período de acomodação de uma condição de equilíbrio para outra [11]. Assim, o fenômeno transitório ocorre durante o período de acomodação entre duas situações 2 de equilíbrio do sistema, dando origem as sobretensões e sobrecorrentes transitórias. A Fig. 1 ilustra um transitório eletromagnético, onde se pode observar, inicialmente, que o sistema está em equilíbrio (onda senoidal perfeita), quando da ocorrência de uma perturbação. identificar a magnitude e a duração dos distúrbios que podem ocasionar danos e/ou desligamentos nos equipamentos dos consumidores. Estas características de suportabilidade dos equipamentos com relação aos distúrbios são definidas através das Curvas de Tolerância de Tensão (CTT), obtidas experimentalmente. Tais curvas indicam a tolerância da carga para suportar eventos de subtensão e sobretensão, função de duração dos mesmos. Uma das primeiras CTT se refere à curva CBEMA (“Computer Bussiness Equipment Manufactures Association”), originalmente proposta para caracterizar a sensibilidade de computadores [16]. Com o passar dos anos a curva CBEMA foi revisada e modificada para caracterizar melhor a sensibilidade dos equipamentos eletro-eletrônicos surgindo, então, a curva ITIC, amplamente utilizada para análise de suportabilidade de equipamentos a distúrbios elétricos . Na Fig. 2, apresenta-se a curva ITIC. Fig. 1. Ilustração - transitório eletromagnético. Fonte [12]. Os transitórios nos sistemas de energia elétrica podem ser classificados quanto a sua origem: externos e internos, sendo este último objeto do presente estudo [13]. Os transitórios de origem interna são decorrentes da abertura e energização de linhas e redes, do desligamento de geradores e de ações de controle, provenientes das características naturais de operação do sistema [14]. Nesse trabalho será dada ênfase aos transitórios oriundos de energizações de alimentadores, banco de capacitores e faltas do tipo fase-terra. Normalmente, a análise de transitórios eletromagnéticos carece de um tratamento matemático de significativa complexidade, envolvendo a resolução de equações diferenciais de ordem elevada. Em sistemas de grande porte, soluções manuais se tornam impraticáveis, devido ao elevado número de componentes que os constituem. Desse modo, fazse necessário a utilização de programas computacionais para resolução desse problema, dentre os quais se destaca o emprego do ATP (Alternative Transients Program), largamente utilizado. O software ATP, permite a simulação de transitórios eletromagnéticos em redes polifásicas, com configurações arbitrárias, utilizando a matriz de admitância de barras. A formulação matemática é baseada no método das características (método de Bergeron) para elementos com parâmetros distribuídos e na regra de integração trapezoidal para parâmetros concentrados [15]. Os estudos de simulação desenvolvidos se baseiam no emprego do referido software. III. CURVA ITIC Antes de adentrar na discussão dos resultados das simulações e dos estudos experimentais, cabe uma breve explanação acerca da curva ITIC (Information Tecnology Industry Council). Fundamentalmente, a definição de índices de qualidade de energia está intimamente associada à suportabilidade de equipamentos a distúrbios no sistema. Assim, faz-se necessário Fig. 2. Curva Information Tecnology Industry Council - ITIC. A área em branco da curva ITIC define a região de tolerância, em que a magnitude e a duração das variações de tensão não causam danos e/ou interrupção aos equipamentos. A área azul, ao contrário, indica a região sujeita a danos ao equipamento por elevação de tensão, assim como a região sujeita a mau funcionamento ou desligamento, por afundamento de tensão. Os distúrbios analisados no decorrer do item IV são analisados sob o ponto de vista da curva ITIC, visando avaliar se os distúrbios em questão poderiam ocasionar danos elétricos a equipamentos. IV. SIMULAÇÕES E ESTUDOS EXPERIMENTAIS Neste item, apresentam-se os resultados de simulações, baseados em dados de sistema de distribuição real, utilizandose o software ATP e ATP-Draw, com ênfase nos transitórios de energização de alimentadores, bancos de capacitores e faltas monofásicas. Apresentar-se-ão, ainda, os resultados de monitoramento a campo de transitórios eletromagnéticos observados no sistema em estudo, durante testes de energização de banco de capacitores e de curto-circuitos faseterra. Os resultados obtidos são comparados e analisados sob o ponto de vista da curva ITIC, a fim de se avaliar a relação 3 entre os transitórios eletromagnéticos analisados e eventuais danos elétricos. Sistema em Estudo O sistema de distribuição em estudo se refere ao sistema do Departamento Municipal de Energia de Ijuí (DEMEI2), concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica no município de Ijuí-RS. Na Fig. 3, apresenta-se o diagrama unifilar simplificado do sistema em questão, modelado no ATP-Draw. A.1 Transitórios de Energização de Alimentadores As simulações referentes aos transitórios de energização foram analisadas, individualmente, para cada alimentador, considerando variações de tensão nos extremos dos mesmos. O caso mais crítico foi verificado no Al-203, cujas variações de tensão são detalhadas nas Fig. (4) e (5). Fig. 4. Transitório de energização - trecho inicial do Al-203. Fig. 3. Diagrama unifilar do sistema em estudo. O sistema em análise é constituído de três circuitos alimentadores, denominados Al-001, Al-002 e Al-003. Esses circuitos derivam de uma barra de 23 kV de uma subestação 69/23 kV - 33 MVA. No Al-003, encontram-se conectadas duas PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas). Os dados utilizados para a modelagem do sistema foram disponibilizados pela concessionária. A. Resultados dos Estudos de Simulação A seguir são apresentados os resultados das simulações de transitórios eletromagnéticos durante os seguintes cenários: Fig. 5. Transitório de energização - trecho final do Al-203. Percebe-se que a sobretensão verificada no trecho final do AL-203 é superior a observada no trecho inicial do mesmo. Atribui-se a esse comportamento a sobreposição de sucessivas reflexões de ondas, em função de mudanças de impedância dos cabos ao longo ao alimentador, tornando mais acentuadas as sobretensões nos trechos finais do alimentador. Na Fig. 6, apresentam-se as sobretensões de energização dos alimentadores Al-201, Al-202 e Al-203, sobrepostas à curva ITIC. Energização dos alimentadores Al-001, Al-002 e Al-003; Energização de bancos de capacitores de 150 kVAr e 300 kVAr; Curto-circuitos do tipo fase-terra no sistema de média tensão. A codificação adotada para a identificação das fases é: fase A - cor vermelha; fase B - cor verde; e a fase C - a cor azul. As informações de amplitude e duração dos distúrbios se basearam em dados de simulações e de oscilografias. 2 Mais informações sobre o DEMEI podem ser obtidas no site www.demei.com.br. Fig. 6. Curva ITIC - energização de alimentadores. 4 Observa-se que as sobretensões de energização dos alimentadores se encontram sobre a área de suportabilidade dos equipamentos da curva ITIC. Desse modo, tais energizações não apresentam potencial de causarem danos elétricos aos equipamentos, conectados ao longo dos alimentadores. A.2 Transitórios Durante Faltas do tipo Fase-Terra Nas simulações do comportamento transitório durante curtocircuitos, consideram-se as faltas do tipo fase- terra na rede de média tensão. O tempo de duração das faltas foi estabelecido com base no tempo de atuação do sistema de proteção. Os pontos de aplicação das faltas simulados foram os trechos intermediários e finais dos alimentadores. O resultado mais crítico foi observado quando da falta no trecho final do Al-203, com a ocorrência de sobretensões e subtensões acentuadas, conforme detalhado na Fig. 7. suportabilidade da curva ITIC e, portanto, sem potencial de ocasionarem riscos de causarem danos elétricos aos equipamentos. A.3 Transitórios de Energização Bancos de Capacitores O sistema em estudo possui 8 (oito) e 4 (quatro) bancos de capacitores de 300 kVAr e 150 kVAr, respectivamente. Foram realizadas simulações de energização de cada um dos bancos, sendo os casos mais críticos apresentados nas Fig. (9) e (10). Fig. 9. Transitório de energização B.C. de 150 kVAr. Fig. 7. Transitório durante falta fase-terra no Al-003. As sobretensões e subtensões oriundas das faltas em questão, sobrepostas à curva ITIC, são apresentadas na Fig. 8. Observa-se que a sobretensão, na fase A, e a subtensão, na fase C, encontram-se externas a região de suportabilidade dos equipamentos (Fig. 8). Dessa forma, tal distúrbio apresenta um grande potencial de ocasionar danos elétricos aos equipamentos. Uma alternativa para contornar esse problema seria tornar mais rápida a atuação da proteção, de tal sorte que valores de sobretensão se mantivessem na região de suportabilidade delimitada pela curva ITIC. Fig. 10. Transitório de energização B.C. de 300 kVAr. Na energização do banco de capacitor de 150 kVAr, percebe-se um pico de 32 kV, com uma duração de aproximadamente 0,1 ms. No caso o transitório de energização banco de capacitor de 300 kVAr, tem-se um pico de 34 kV, com duração de aproximadamente de 0,3 ms. Na Fig. 11, apresentam-se os valores de tensões transitórias em questão sobrepostas à curva ITIC. Fig. 8. Curva ITIC - curto-circuito fase-terra no Al-003. Destaca-se que nos demais casos analisados, as sobretensões e subtensões se mantiveram sobre a área de Fig. 11. Curva ITIC - energização de banco de capacitores. 5 Percebe-se que as sobretensões durante energização dos bancos de capacitores, encontram-se na região de suportabilidade dos equipamentos, portanto, sem potencial de causarem danos elétricos aos equipamentos. B. Resultados Experimentais A fim de se validar os resultados das simulações, apresentadas anteriormente, realizaram-se testes a campo envolvendo faltas do tipo fase-terra e energização de um de capacitores de 300 kVAr. O monitoramento de tais distúrbios foi realizado através do equipamento Dranetz PP-4300. Na Fig. 12, apresenta-se o registro do momento da instalação do equipamento para o monitoramento dos transitórios eletromagnéticos de energização de um capacitor de 300 kVAr. Os resultados de monitoramento realizados são apresentados a seguir. Na Fig. 15, apresentam-se os valores de tensões transitórias monitoradas em relação à curva ITIC. Fig. 15. Curva ITIC - monitoramento da energização de BC. Nota-se que as variações de tensão durante a energização do banco apresentam de tempo de duração curtíssimo, mantendo-se na região de suportabilidade delimitado pela curva ITIC, portanto, sem potencial de ocasionar danos aos equipamentos. Tal resultado é similar aos obtidos durante as simulações. Fig. 12. Instalação do equipamento Dranetz PP-4300. B.1 Resultados de monitoramento de energização de BC. Os transitórios de tensão durante a energização foram monitorados na rede média e baixa tensão, simultaneamente. O chaveamento do banco de capacitor foi monopolar, através de chaves do tipo fusível. Nas Fig. 13 e 14, apresentam-se o comportamento da tensão observado no sistema de média e baixa tensão. B.2 Resultados de monitoramento de Falta Fase-Terra. A medição da falta fase-terra se deu no Al-003, onde se introduziu, intencionalmente, um curto-circuito fase-terra, no trecho final do alimentador. Os resultados de monitoramento das tensões instantâneas são apresentados na Fig. 16. Fig. 16. Tensões instantâneas nas três fases. Na Fig. 17 são apresentados os valores eficazes (Root mean square - RMS) da tensão trifásica.Tais dados foram plotados tendo em vista que a duração do distúrbio depende dos ajustes do sistema de proteção. No caso analisado o tempo de atuação da proteção é da ordem de 1 (um) segundo. Durante esse intervalo de tempo mantêm-se presentes as sobretensões e subtensões associadas à falta. Fig. 13. Transitório de energização B.C. na média tensão. Fig. 17. Tensão RMS nas três fases. Na Fig. 18 são apresentados os resultados referentes aos testes de curto-circuito fase-terra, em relação à curva ITIC. Fig. 14. Transitório de energização B.C. na baixa tensão. 6 estender a análise de distúrbios para as redes de distribuição de baixa tensão, considerando a modelagem dos transformadores de distribuição e pára-raios. VI. AGRADECIMENTOS Os Autores agradecem ao Departamento Municipal de Energia pela disposição dos dados e a realização dos testes a campo. VII. REFERENCIAS [1] Fig. 18. Curva ITIC - monitoramento falta fase-terra. Na fase C ocorre uma subtensão de magnitude de, aproximadamente, 0,76 p.u., violando as condições de suportabilidade dadas pela curva ITIC, portanto, com significativo potencial de provocar danos e/ou desligamentos inoportunos de equipamentos. Novamente, os resultados de monitoramento se mostraram aderentes aos obtidos nas simulações. [2] [3] [4] V. CONCLUSÕES O presente trabalho apresentou um estudo de caso acerca do nexo de causalidade entre transitórios eletromagnéticos e a ocorrência de danos a equipamentos elétricos, sob o ponto de vista da curva ITIC. Essencialmente, o trabalho se baseou em estudos de simulação, utilizando-se o software ATP e ATPDraw, e no monitoramento, a campo, de transitórios eletromagnéticos em um sistema de distribuição de energia elétrica real. Os resultados obtidos foram confrontados e analisados considerando a curva ITIC. Na maioria dos casos analisados, constatou-se que os transitórios eletromagnéticos se encontram circunscritos a região de suportabilidade delimitada pela curva ITC. Assim, insuficientes para causar danos a equipamentos eletroeletrônicos. No caso específico das falta fase-terra, observouse no alimentador Al-003 que as sobretensões se encontram externas a região de suportabilidade da curva ITIC. Tal distúrbio apresenta significativo potencial de ocasionar dano elétrico e/ou desligamento inoportuno de equipamentos. Nesse sentido propôs-se rever os ajustes da proteção de modo a torná-la mais rápida, de tal sorte que a magnitude e a duração da sobretensão se mantivessem na região de suportabilidade, delimitada pela curva ITIC. Em relação aos resultados do monitoramento a campo, observou-se que o comportamento verificado se mostrou coeso aos resultados obtidos durante as simulações, o que denota ser adequada a representação e a modelagem adotada. O tema ressarcimento por dano elétrico é complexo e requer uma discussão ampla com representantes da sociedade, do órgão regulador e das concessionárias de modo a trilhar e classificar de forma mais adequada quais os distúrbios no sistema que, efetivamente, demandariam ressarcimentos por danos elétricos. Os projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) representam um excelente espaço para a abordagem desse importante tema. Nos trabalhos futuros, propõem-se [5] [6] [7] [8] [9] [10] [11] [12] [13] [14] [15] [16] ANEEL, Resolução Normativa Nº 414. Brasília, 2010. Disponível em: < http://www.aneel.gov.br/cedoc/bren2010414.pdf>. Acesso em: 14 de Junho de 2011. J. F. Moon; S. H. Lim; J. C. Kim; S. Y. Yun, "Assessment of the Impact of SFCL on Voltage Sags in Power Distribution System," Applied Superconductivity, IEEE Transactions on, vol.21, no.3, pp.2161-2164, June 2011. J. A. B. Falleiros, F. A. T. Silva e N. A. 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