!"#$"
%'&)(*&)+,.- /10.2*&4365879&4/1:.+58;.2*<>=?5.@A2*3B;.- C)D 5.,.5FE)5.G.+&4- (IHJ&?,.+/?<>=)5.KA:.+5MLN&OHJ5F&4E)2*EOHJ&)(IHJ/)G.- D - ;./);.&
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA
PARA INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM
CANTEIROS DE OBRAS
Béda Barkokébas Junior (UPE)
[email protected]
Juliana Véras Claudino (UPE)
[email protected]
Sérgio Silva Braga de Souza (UPE)
[email protected]
Eliane Maria Gorga Lago (UPE)
[email protected]
Emilia Rahnemay Kohlman Rabbani (UPE)
[email protected]
Tatiana Regina Fortes da Silva (UPE)
[email protected]
Nos dias atuais é fato inquestionável a necessidade que o homem tem
de utilizar a energia elétrica em seu cotidiano. Inseridos nessa
problemática, os riscos elétricos decorrentes de instalações
inadequadas devem ser extintas das obras, conssiderando-se que as
“instalações temporárias” não significam “instalações improvisadas”.
Assim, este trabalho trata de estabelecer procedimentos de segurança
para montagem e operação das instalações elétricas, elaborados a
partir da identificação dos principais riscos de acidentes por choque
elétrico dentro de canteiros de obras. Para isso, Inicialmente foi
realizada uma revisão da literatura relacionada ao tema perpassando
pelas normas regulamentadoras e técnicas, como por exemplo, a NR
10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e NBR 5410
- Instalações Elétricas de Baixa Tensão, resultando em um Quadro
Comparativo, depois houve um trabalho de análise de dados colhidos
através de aplicação de “check-list” em 10 obras, no período de 2005
a 2006 escolhidas aleatoriamente na Região Metropolitana do Recife.
De posse desses dados traçou-se o perfil das obras, no tocante às
instalações elétricas, bem como identificar as principais não
conformidades encontradas. Os indicadores quantitativos são
representados através de tabelas que indicam o número de não
conformidades e o local da não conformidade encontrada. Da análise
dos dados verificou-se que a maioria das não conformidades estão
localizadas na parte interna dos Quadros de Distribuição/Painel de
Comando, no entanto também foram encontradas não conformidades
em sua parte externa, em condutores e interruptores elétricos e em
equipamentos elétricos. A partir dessa problemática foram
PPQRSRUT8VWXYVAZ\[XVA]WRSXYVA]^F_Y`6`.aYbY`8aYcY%dYe %f_Y`6gUdhY_Yijk%h
l'mMn?mIo p?q rsut9mvwJx*myrz9o w9{?t9|~}~w??t?v€{9q ~‚ w?p9wƒ~w9„?o myq nO…mMp9o r~|u}~w9†>z?o wO‡ˆm…NwmyƒIt?ƒN…mMnJ…rM„?q ‚ q {?r~{9m
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
desenvolvidos Procedimentos de segurança para instalações elétricas
provisórias em canteiros de obras que poderão ser usados como base
para elaboração de materiais educativos para os trabalhadores da
construção civil.
Palavras-chaves: choque elétrico; canteiros de obra; procedimentos
operacionais
2
PPQRSRUT8VWXYVAZ\[XVA]WRSXYVA]^F_Y`6`.aYbY`8aYcY%dYe %f_Y`6gUdhY_Yijk%h
l'mMn?mIo p?q rsut9mvwJx*myrz9o w9{?t9|~}~w??t?v€{9q ~‚ w?p9wƒ~w9„?o myq nO…mMp9o r~|u}~w9†>z?o wO‡ˆm…NwmyƒIt?ƒN…mMnJ…rM„?q ‚ q {?r~{9m
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
1. Introdução
A eletricidade é uma fonte de perigo, podendo causar a morte de pessoas se não forem
tomados cuidados especiais, sendo ela perigosa mesmo quando utilizada em “baixas tensões”.
Portanto, para prevenir acidentes, toda instalação elétrica deve ser executada de forma segura
por um profissional qualificado e supervisionada por um profissional legalmente habilitado
(FUNDACENTRO, 2001).
A indústria da construção civil apresenta aspectos peculiares inerentes ao seu método
produtivo, o que interfere diretamente no controle dos riscos. Vale salientar o tamanho das
empresas, a diversidade das obras, a mudança constante do ambiente de trabalho e a
rotatividade de mão de obra entre as empresas (BARKOKÉBAS et al, 2003).
De acordo com Alencar et al (2005), os riscos de acidentes envolvendo energia elétrica
tornam-se preocupantes devido a sua gravidade. Na ocorrência de acidentes por choque
elétrico, há uma probabilidade considerável de este vir a ser fatal.
No Brasil a situação não é muito diferente, pois segundo o Sinduscon/PE apud Barkokébas et
al (2004) o choque elétrico é responsável por apenas 6,78% dos acidentes na construção civil,
sendo 50% destes fatais. Inseridos nessa problemática, os riscos elétricos decorrentes de
instalações inadequadas devem ser extintos das obras, considerando-se que as “instalações
temporárias” não significam “instalações improvisadas”.
A abordagem tradicional de acidentes pressupõe que a obediência a procedimentos e normas
protege o sistema contra acidentes e que esses eventos, decorrem de comportamentos faltosos.
Pouca atenção tem sido dada aos riscos potenciais decorrentes do uso de equipamentos
elétricos e das próprias instalações elétricas, os quais muitas vezes não possuem um sistema
de aterramento eficiente, são subdimensionadas, e localizam-se fisicamente próximas a
tubulações de água, esgoto e gás (LI, 1998).
Assim, este trabalho trata de elaborar procedimentos quando há utilização de equipamentos
elétricos, feitos através da identificação dos principais riscos de acidentes por choque elétrico
dentro de canteiros de obras.
2. Riscos de acidentes por choque elétrico
Segundo Caddick et al (2000), choque elétrico é a manifestação física que ocorre quando uma
corrente elétrica flui através do corpo humano. Os sintomas podem incluir desde uma leve
sensação de formigamento, a violentas contrações musculares, arritmia cardíaca ou danos aos
tecidos. Para os nossos propósitos podemos assumir que os danos aos tecidos causados por
choque elétrico, em sua grande maioria, estão sempre associados a queimaduras e danos as
paredes celulares.
A Fundacentro (2001) diz que, todas as instalações elétricas devem ser consideradas
perigosas, porque podem causar acidentes fatais. Por isso, nos trabalhos com eletricidade, é
preciso conhecer o serviço e saber quais as formas de se proteger contra os acidentes.
3. Objetivo
Elaborar procedimentos de execução para instalações elétricas provisórias em canteiros de
obras.
3
PPQRSRUT8VWXYVAZ\[XVA]WRSXYVA]^F_Y`6`.aYbY`8aYcY%dYe %f_Y`6gUdhY_Yijk%h
l'mMn?mIo p?q rsut9mvwJx*myrz9o w9{?t9|~}~w??t?v€{9q ~‚ w?p9wƒ~w9„?o myq nO…mMp9o r~|u}~w9†>z?o wO‡ˆm…NwmyƒIt?ƒN…mMnJ…rM„?q ‚ q {?r~{9m
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
4. Metodologia
Inicialmente foi realizada uma revisão da literatura relacionada ao tema, de maneira a nivelar
os conhecimentos acerca das questões de segurança do trabalho relativas ao uso da
eletricidade dentro dos canteiros de obras.
Depois, foi realizado um trabalho de análise dos acidentes através de dados disponíveis no
Laboratório de Segurança e Higiene do Trabalho da Universidade de Pernambuco. Os dados
foram colhidos através de aplicação de “check-list” (protocolo), que foi dividido em 4
tópicos: Quadros de Distribuição/Comando – EXTERIOR, Quadros de Distribuição/Comando
– INTERIOR, Condutores e Aparelhos Elétricos.
As aplicações dos protocolos foram realizadas em 10 obras da Região Metropolitana do
Recife, no período de Dezembro de 2005 a Fevereiro de 2006, escolhidas aleatoriamente,
acrescentando o registro de fotos. Através das visitas técnicas foi possível identificar os
principais pontos onde possam ocasionar acidentes, para posterior análise das exigências
legais quanto do manuseamento dos equipamentos e das instalações elétricas provisórias
dentro dos canteiros.
A partir destas informações foram desenvolvidos os procedimentos de execução para
instalações elétricas provisórias em canteiros de obras, embasados nas principais normas
brasileiras.
5. Resultados
A seguir, serão explicitadas as principais não conformidades encontradas nas instalações
elétricas provisórias nos canteiros de obras visitados.
Nos dados apresentados encontramos 128 não conformidades em relação à quadro de
distribuição e comando, sendo 48 no seu exterior e 80 no interior, 21 não conformidades em
condutores e interruptores elétricos e 18 em aparelhos elétricos. Com isso, foi possível
perceber que a maioria dos riscos, nas instalações elétricas em canteiros de obras, encontra-se
em quadros de distribuição e comando.
Item
Quadro de distribuição/Painel de Comando – EXTERIOR
Quadro de distribuição/Painel de comando – INTERIOR
Condutores externos
Aparelhos elétricos
Fonte: Pesquisa de campo
N° de não conformidades
48
80
21
18
Tabela 1 – Número de não conformidades encontradas nas Instalações elétricas
Dentre as 48 não conformidades encontradas nos quadros de distribuição e comando em sua
parte exterior, 24 estão relacionados à limpeza, conservação e arranjo físico do quadro/painel,
05 aos dispositivos de comando, 17 à identificação e 02 aos espaços para execução de
serviços. Isso nos mostra que a parte mais vulnerável no tocante ao exterior dos quadros é
relativa à limpeza, conservação e arranjo físico dos mesmos.
Em meio a 80 ocorrências de não conformidades relativas a quadros de distribuição e
comando em sua parte interna, 06 são relativas à limpeza, conservação e arranjo físico, 08 aos
espaços para execução dos serviços, 20 às partes vivas, 29 à aterramento, 15 à identificação
dos circuitos e componentes e 02 a outros. Isso comprova a incidência maior de não
4
PPQRSRUT8VWXYVAZ\[XVA]WRSXYVA]^F_Y`6`.aYbY`8aYcY%dYe %f_Y`6gUdhY_Yijk%h
l'mMn?mIo p?q rsut9mvwJx*myrz9o w9{?t9|~}~w??t?v€{9q ~‚ w?p9wƒ~w9„?o myq nO…mMp9o r~|u}~w9†>z?o wO‡ˆm…NwmyƒIt?ƒN…mMnJ…rM„?q ‚ q {?r~{9m
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
conformidades em relação á partes vivas e, principalmente aos aterramentos.
Item
Quadro/Painel
Partes Vivas
Identificação: circuitos e componentes
Espaço para execução de serviços
Aterramento
Outros
Fonte: Pesquisa de campo
N° de não conformidades
06
20
15
08
29
02
Tabela 2 – Número de não conformidades econtradas no interior dos quadros de distribuição
No caso dos condutores e interruptores elétricos das 21 não conformidades, 14 se
apresentaram em relação à limpeza, conservação e arranjo físico dos condutores e
barramentos e 06 foram em relação à limpeza, conservação, arranjo físico e aterramento de
bandejas e/ou eletrodutos.
Os aparelhos elétricos apresentaram 18 não conformidades, onde 02 estão relacionadas à
limpeza, conservação e arranjo físico dos aparelhos, máquinas e equipamentos, o mesmo
número de ocorrências foi relatado quanto ao impedimento de acesso. No entanto, 13 foram
as não conformidades relacionadas ao aterramento dos aparelhos elétricos.
Tendo como base os principais problemas identificados na análise dos dados, desenvolveramse os procedimentos de execução para instalações elétricas provisórias em canteiros de obras,
intitulado de:
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS EM CANTEIROS DE OBRAS
RECOMENDAÇÕES E PROCEDIMENTOS DE MONTAGEM E OPERAÇÃO PARA
GARANTIA DE SEGURANÇA
A - Quadros de distribuição
A1 - Recomendações e procedimentos de montagem
− Os quadros de distribuição deverão ser metálicos e não deverão ter sua parte superior a
mais de 1,60 m acima do piso.
Nota: por ser isolante, a madeira fere os princípios da proteção supletiva da classe I para
garantir segurança preconizada pela NBR 5410 e comum a este tipo de instalação, isto é, a
equipotencialização das massas para garantir o seccionamento automático da alimentação em
situações de defeito não possui a confiabilidade exigida para proteção do pessoal e da
instalação.
− Todo quadro de distribuição deverá ser dotado de barramento de equipotencialização.
− Todo quadro de distribuição deverá ser dotado internamente de um anteparo como medida
para proteção contra o acesso às partes vivas da instalação.
− Não é admissível a saturação do espaço interno ao quadro de distribuição, isto é, o número
de componentes instalados e o arranjo físico correspondente devem propiciar espaço de
segurança seguro o suficiente para realização de intervenção em circuito energizado e
operação dos componentes em condições normais e em condições de falta.
− Os componentes, inclusive os condutores, no interior dos quadros elétricos devem ser
dispostos de modo a facilitar sua operação, inspeção, manutenção e o acesso à suas
conexões. O acesso não deve ser significativamente reduzido pela montagem dos
5
PPQRSRUT8VWXYVAZ\[XVA]WRSXYVA]^F_Y`6`.aYbY`8aYcY%dYe %f_Y`6gUdhY_Yijk%h
l'mMn?mIo p?q rsut9mvwJx*myrz9o w9{?t9|~}~w??t?v€{9q ~‚ w?p9wƒ~w9„?o myq nO…mMp9o r~|u}~w9†>z?o wO‡ˆm…NwmyƒIt?ƒN…mMnJ…rM„?q ‚ q {?r~{9m
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
componentes e a curva dos condutores deve obedecer a um ângulo de 90°.
A2 - Recomendações e procedimentos para segurança operacional
− Os quadros de distribuição devem ser mantidos em bom estado de conservação (limpos e
sem corrosão) e se possível em local abrigado.
− Não é admissível o ataque acional a dispositivos de comando e manobra de circuitos ou
equipamentos com exposição a partes vivas da instalação.
− Não é admissível o acesso a instrumentos de medição para leitura e registro de suas
indicações com exposição a partes vivas da instalação.
− Não é admissível o acesso ao quadro de distribuição para identificação de circuitos e
dispositivos em operação desde que haja exposição a partes vivas da instalação.
− Todos os quadros de distribuição devem possuir afixados na parte frontal externa,
sinalização de advertência contra choques elétricos.
− Todos os quadros de distribuição devem possuir afixados no anteparo junto aos respectivos
componentes sua sinalização indicativa correspondente, tais como: indicação dos circuitos,
aparelhos receptores, condições operativas, dentre outras de conformidade com a função
ou condição do componente.
− A sinalização de advertência e indicativa supracitada deve ser através de placas, etiqueta
ou outros meios adequados, duráveis e que não possam ser removidos com facilidade.
− Não é admissível aos quadros de distribuição desativados, sob quaisquer circunstâncias,
estar sob tensão.
− Os quadros de distribuição desativados devem estar sinalizados com esta condição
operativa.
− É expressamente proibido a presença de materiais, máquinas, ferramentas, equipamentos
ou quaisquer objetos no entorno de pelo menos 2,5 m do quadro de distribuição.
− É expressamente proibido a guarda ou armazenamento de quaisquer objetos, diagramas
unifilares ou componentes elétricos no interior do quadro de distribuição
B - Condutos e condutores
B1 - Recomendações e procedimentos de montagem
− É expressamente proibido a presença de materiais, máquinas, ferramentas, equipamentos
ou quaisquer objetos no entorno dos condutores das linhas elétricas da instalação.
− Os condutores das linhas elétricas devem ser dispostos ou marcados de modo a permitir
sua identificação.
− O condutor neutro deve ser de cor azul claro, enquanto o de proteção deve ser verde
conforme prescrição da NBR 5410.
− Os condutores das linhas elétricas devem ser lançados sobre suportes isolantes ou
isoladores, conforme item 6.2.3 da NBR 5410, não devendo ser afixados diretamente na
parede, postes de madeira ou de outra natureza ou superfícies de pequeno raio de curvatura
(pontiagudas).
− Em nenhuma circunstância os condutores das linhas elétricas devem ser lançados sobre
armações metálicas, mesmo com o uso de suportes isolantes.
− Mesmo os condutores dotados de capa de proteção, como os cabos unipolares, por
exemplo, é recomendável que sejam lançados no interior de eletrodutos flexíveis como
meio de elevar a proteção dos mesmos contra as agressões permanentes do meio ambiente.
B2 - Recomendações e procedimentos para segurança operacional
6
PPQRSRUT8VWXYVAZ\[XVA]WRSXYVA]^F_Y`6`.aYbY`8aYcY%dYe %f_Y`6gUdhY_Yijk%h
l'mMn?mIo p?q rsut9mvwJx*myrz9o w9{?t9|~}~w??t?v€{9q ~‚ w?p9wƒ~w9„?o myq nO…mMp9o r~|u}~w9†>z?o wO‡ˆm…NwmyƒIt?ƒN…mMnJ…rM„?q ‚ q {?r~{9m
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
− Os condutores das linhas elétricas de distribuição devem ser: mantidos em bom estado de
conservação durante toda a vida da obra e sempre que possível, ser instalados em ambiente
abrigado das intempéries.
− Não é admissível para os condutores das linhas elétricas da instalação que: sejam
acessíveis as pessoas e animais nas direções habituais; sejam acessíveis a choques
mecânicos de qualquer natureza: e em nenhuma circunstância sejam utilizados como
suportes para cartazes, placas, vestuários ou quaisquer objetos;
C - Equipotencialização e seccionamento automático da alimentação
C1 - Equipotencialização e seccionamento automático da alimentação
− Não é admissível a utilização de eletrodos (hastes) de aterramento inferiores a 2,40 m.
− É tradicionalmente recomendável que a resistência de aterramento seja superior a 10 Ohms
em qualquer estação do ano.
− Eletrodos de aterramento interligados em paralelo constituindo uma identidade de terra
devem distar entre si a uma distância compreendida entre 3 e 6 m, inclusive.
− O diâmetro da haste de aterramento deve ser no mínimo de 15 mm conforme item 6.4.1 da
NBR 5410.
− A haste de aterramento deve ser cravada no solo até que sua extremidade superior se situe
entre 10 e 15 cm sob a superfície do mesmo.
− Os cabos de interligação das hastes de aterramento devem estar de acordo com o item
6.4.1.2 da NBR 5410:2000.
− As hastes de aterramento devem estar protegidas por caixas de inspeção em alvenaria nas
dimensões 0,25 m x 0,25 m x 0,25 m com tampa de proteção. Ou cano de PVC nas
dimensões 0,25 m x 0,25 m com tampa.
− Não é admissível instalar a haste de aterramento em poços d’água, sob concreto, sob
revestimento asfáltico ou nas proximidades de lagoas, riachos e fontes d’ água.
− Não é admissível que o ponto de instalação do aterramento (haste de terra) se localize nas
proximidades do trânsito pessoas, animais, dos trabalhadores ou do local onde ficará o
operador da máquina ou equipamento, conforme for o caso.
C2 - Recomendações e procedimentos para segurança operacional
− Os sistemas de aterramento devem ser mantidos em bom estado de conservação.
− É expressamente proibido a presença de materiais, máquinas, ferramentas, equipamentos
ou quaisquer objetos no entorno de pelo menos 2,5 m dos eletrodos (hastes) de
aterramento.
− Os eletrodos de aterramento não devem ser cravados próximos aos postos de trabalho ou
do trânsito de pessoa e animais.
− Todas as massas metálicas (partes condutivas e carcaças) de máquinas e equipamentos,
inclusive dos quadros de distribuição, deverão estar ligadas a um condutor de proteção, e
este ao eletrodo de aterramento através de barramento do equipotencialização principal da
instalação.
Nota: o sistema de aterramento geralmente adotado como garantia da equipotencialização e
seccionamento automático da alimentação é o esquema TT, isto é, o aterramento das massas é
distinto e independente do aterramento da fonte de alimentação.
− O diâmetro dos condutores de proteção deve estar de acordo com o item 6.4.3 da NBR
5410:2000.
7
PPQRSRUT8VWXYVAZ\[XVA]WRSXYVA]^F_Y`6`.aYbY`8aYcY%dYe %f_Y`6gUdhY_Yijk%h
l'mMn?mIo p?q rsut9mvwJx*myrz9o w9{?t9|~}~w??t?v€{9q ~‚ w?p9wƒ~w9„?o myq nO…mMp9o r~|u}~w9†>z?o wO‡ˆm…NwmyƒIt?ƒN…mMnJ…rM„?q ‚ q {?r~{9m
Foz do Iguaçu, PR, Brasil, 09 a 11 de outubro de 2007
− É obrigatório o uso do DR de alta sensibilidade (30 mA) nas áreas úmidas como medida
complementar na proteção contra choque elétrico.
− Dado o esquema TT, é obrigatório o uso do DR de baixa sensibilidade (300 mA) nas
demais áreas como medida complementar na proteção contra choque elétrico.
− Realizar sistematicamente inspeção visual do sistema de aterramento.
− Realizar testes de verificar de desempenho do sistema de seccionamento automático
trimestralmente.
Nota: estas recomendações e procedimentos são apenas medidas de segurança
complementares devendo ser observadas as prescrições integrantes das NR 10, NBR 5410 e
NR 18.
6. Conclusões
Foram identificadas as máquinas e equipamentos elétricos utilizados nos canteiros e
analisadas as suas instalações elétricas provisórias, onde foram observados os Quadros de
Distribuição/Comando, tanto em seu exterior como no interior, os condutores e interruptores
elétricos e, por fim, os aparelhos elétricos. Desta análise, verificou-se que as não
conformidades mais encontradas foram partes vivas expostas, disjuntores em identificação,
quadros com aterramento mal feito, como também aterramento em área de trabalho, foram
verificados também problemas em relação à acessibilidades dos quadros, desarrumação de
fiação, condutores em identificação externa, equipamentos em área úmida e faltando chave
blindada, no entanto a maioria das não conformidades se encontra nos Quadros de
Distribuição/Comando, mais especificamente em seu interior.
Além da análise dos principais riscos, foram desenvolvidos procedimentos de execução para
instalações elétricas provisórias em canteiros de obras, com o intuito de auxiliar o setor da
Construção Civil a não considerar “instalações temporárias”, como “instalações
improvisadas”, oferecendo assim mais segurança aos operários e ajudando a embasar
programas educativos nos canteiros de obras.
Referências
ALENCAR, L. H.; PROCORO, A.C.; VILLAROUCO, V.; BARKOKÉBAS JUNIOR, B. Maior segurança nas
instalações elétricas dos canteiros de obras: o uso do dispositivo de proteção à corrente diferencial residual em
instalações temporárias. In: Congresso Brasileiro de Ergonomia, 13., 2005. Anais...Cd rom, 2005.
BARKOKÉBAS JUNIOR, B. et al. Situações de riscos nos canteiros de obras no Estado de Pernambuco.
Revista Cipa Norte-Nordeste. Brasil, n. 1, Novembro 2003.
__________. Eletricidade: conforto e insegurança nos lares. Revista Cipa Norte-Nordeste. Brasil, n. 4, julho
2004.
CADICK, John; CAPELLI-SCHELLPFEFFER, Mary e NEITZEL, Dennis. Electrical Safety Handbook.
Editora McGraw-Hill, EUA, 2000.
FUNDACENTRO – Centro Brasileiro de Pesquisa em Segurança, Saúde e Meio Ambiente de Trabalho –
Engenharia de Segurança do Trabalho na Indústria da Construção Civil, [s.1.], 2001.
LI, R. W. C. et al. O dispositivo à corrente diferencial-residual (DR) e sua utilidade em laboratórios químicos.
Nota Técnica, 1998.
SINDUSCON/PE – Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco.Campanha de
Prevenção de Acidentes do Trabalho na Construção Civil no Estado de Pernambuco, 2003.
8
Download

procedimentos de segurança para instalações elétricas em