A INVISIBILIDADE DO TRABALHO DAS MULHERES E O ESPAÇO URBANO: UMA APROXIMAÇÃO PRELIMINAR Emanuelle Chaves Pinto. Universidade Estadual de Pernambuco - UFPE. Introdução A cidade é um produto concreto da sociedade e não apenas um cenário onde ocorrem determinadas relações sociais. De acordo com a geógrafa Ana Fani A. Carlos, ao mesmo tempo em que, através do processo produtivo, a sociedade produz sua existência, ela produz o seu espaço (CARLOS, 2007). Numa sociedade dividida em classes, a apropriação da riqueza socialmente produzida é extremamente desigual.. A fruição da cidade como um todo – não apenas o acesso ao solo, mas aos seus equipamentos e à infra-estrutura – pelos diferentes segmentos sociais também tem sido realizada desigualmente. Esta disparidade revela, no dizer de Ana Fani Carlos, que “esse espaço se constrói e se reproduz de forma desigual e contraditória”, sendo “a desigualdade espacial um produto da desigualdade social” (CARLOS, 2007a, p. 23). É preponderante articular a questão social à segregação das pessoas no espaço, sem a pretensão de resumir uma problemática à outra, o que nos impossibilitaria de apreender a complexidade das situações espaciais. No dizer de Milton Santos “as condições ‘geográficas’ são indubitavelmente, condições sociais, porém de um tipo particular” (SANTOS, 2007, p. 108). Tratamos, portanto, de reafirmar o espaço urbano, na atualidade, enquanto uma expressão enfática das contradições entre as classes no capitalismo. Tomamos o conceito de cidade como também uma sociabilidade, não apenas reduzindo-a a sua acepção material - como a concentração populacional, oferta de serviços, infra-estrutura, relações mercantis. “A cidade é um modo de viver, pensar, mas também sentir” (CARLOS, 2007a, p. 26). Este modo de vida urbano em sua ampla apreensão – material e subjetiva – tem se tornado um fenômeno mundial, dada a globalização. Tal fato tanto é produto do modo de produção capitalista, como é uma condição geral necessária para o processo de produção do capital. Interessa ao capitalista, primeiramente, a infra-estrutura da cidade, a concentração espacial da oferta de serviços e de força de trabalho, inclusive a força de trabalho reserva. Mas também é preponderante a sociabilidade do consumo e todo o conjunto de valores que se prestam de sustentação ideológica para a conservação do capitalismo, inclusive a opressão de gênero. No entanto, a cidade não é produzida de maneira linear, onde os imperativos do capital se dão sem resistência, posto que a sociedade é composta de diversos sujeitos de natureza e interesses diferenciados, como o capital, o conjunto da classe trabalhadora e o Estado. A pluralidade dos sujeitos e das relações existentes na cidade farão dela um campo privilegiado de lutas. As disparidades territoriais afetam diferenciadamente os grupos sociais. Neste contexto, abordamos a situação das mulheres nas cidades, em particular das mulheres mais pobres. A opressão das mulheres não se funda com o espaço urbano e, tampouco, é uma problemática exclusiva do mesmo. A referida abordagem torna-se importante porque tanto o direito das mulheres à cidade tem sido obstaculizado, quanto a exploração delas tem sido um dos pilares da produção do espaço urbano. Esta questão é bem elucidada pela socióloga Taciana Gouveia: Assim, há uma similitude no interrogar se as mulheres o são sujeitos ocultos nas cidades e afirmar que as mesmas estão em todos os lugares. Essa similitude, por sua vez, revela uma diferença: uma coisa é constatar a presença das mulheres na cidade, outra completamente distinta é pensar a produção desse espaço tendo como preocupação política e analítica a estrutura e a dinâmica das relações das desigualdades entre mulheres e homens. Falar das desigualdades não é apenas tratar do problema do ponto de vista do acesso desigual aos espaços e processos das cidades é, acima de tudo, reconhecer que as desigualdades entre mulheres e homens não atravessam a produção e reprodução das cidades, mas são, por princípio, elementos constituintes das mesmas (GOUVEIA, 2005). Para compreender a questão das mulheres no urbano, primeiramente, faz-se necessário entender a categoria gênero. Tomamos os gêneros como códigos de condutas socialmente construídas e não como resultantes naturais das diferenças biológicas entre homens e mulheres. Esta idéia ilustra-se na mais citada frase de Simone Beauvoir “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. A construção das desigualdades entre homens e mulheres, onde as mulheres estão em posição de desvantagem, é, portanto, histórica. Destarte, a superação desta injustiça deve se dá no seio das relações sociais. Resgatando brevemente a história da opressão feminina, tomamos como referência a obra: A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado, autoria de Friederich Engels. O livro expõe a origem das desigualdades entre homens e mulheres com a instituição da monogamia, a qual se origina da necessidade da proteção da propriedade privada. Fazia-se necessário, reprimir a sexualidade da mulher, para que a descendência não fosse baseada na linhagem feminina e as propriedades dos homens permanecessem na mesma família. (ENGELS, 1989). Na fala do próprio Engels: “O desmoronamento do direito materno foi a grande derrota histórica do sexo feminino em todo o mundo”. (ENGELS, 1989 p. 95). A importância da referida obra encontra-se na articulação que faz entre as construções familiares e as relações socioeconômicas. A constatação que o patriarcalismo é um pilar de sustentação da propriedade privada será de grande valia para identificar como o capitalismo se apropria das desigualdades de gênero. Contudo, o estudo de Engels não se basta para explicar a subjugação feminina, principalmente no que tange a divisão sexual do trabalho e a restrição da mulher ao espaço doméstico – espaço cujo zelo é de responsabilidade da mulher e onde mais se visualiza a sua subserviência - sendo tolhida a sua participação no espaço público. (TOLEDO, 2001). Em relação aos papéis postos como femininos, Marilena Chauí fala da subjetividade da dependência, a qual as mulheres atualmente ainda encontram-se investidas. Essa dependência explica porque as mulheres, mesmo estando no comando das atividades domésticas, encontram no âmbito familiar a chave da sua subjugação. De acordo com a autora a mulher: Definida como esposa, mãe e filha (ao contrário dos homens, para os quais ser marido, pai e filho é algo que acontece apenas), são definidas como seres para os outros e não como seres com os outros. Se amor, abnegação, espírito de sacrifício, generosidade são construídos como qualidades do “feminino”, se a dependência econômica e social, e a menoridade política e cultural são postas como condição “feminina”, essas determinações, cremos, decorrem da posição originária das mulheres como seres para outrem. Sua condição de sujeito tem, pois, a peculiaridade de criá-las pela hetoronomia1, pois o que são o são para outros (que determinam os seus “atributos”) e para os outros (aos quais os tributos são enderaçados). (CHAUÍ, 1985, p. 47-48). Esta posição heterônoma da mulher é forjada no espaço privado da família, mas também irá ser refletida quando a mulher vier a ocupar o espaço público. Tal análise comprova-se na visível desvalorização do trabalho da mulher e das atividades “tipicamente femininas”. No espaço familiar, as referidas atividades não são vistas como produtoras de valor econômico e no mercado de trabalho, freqüentemente, têm menor remuneração e piores condições de trabalho com relação aos homens. No espaço urbano, o valor econômico do trabalho da mulher, também é desvalorizado ou até mesmo desconsiderado. Para uma compreensão atual desta realidade faz-se necessário a articulação da questão de gênero com o capitalismo. O Capitalismo e a Opressão da Mulher Objetivando especificar a opressão da mulher no sistema capitalista, baseamo-nos em Cecília2 Toledo, a qual afirma que com o advento da grande indústria moderna, a mulher, em específico a proletária, não estará mais restrita ao trabalho doméstico, tendo sido a sua força de trabalho largamente utilizada neste momento. (TOLEDO, 2001). O trabalho feminino foi e ainda o é indispensável à (re) produção do capital, podemos destacar três questões que comprovam tal idéia. Primeiramente, por determinações que antecedem o capitalismo, trata-se de uma força de trabalho ainda menos onerosa que a dos homens, aumentando o exército reserva. Segundo, a entrada da mulher no mercado de trabalho, não significou a sua liberação das tarefas domésticas, tendo ela, agora, de enfrentar a dupla jornada, sendo uma delas não remunerada (o trabalho doméstico). Esta desconsideração do trabalho doméstico como construtor da riqueza social 1 2 Heteronomia, do Grego: (héteros = outro) + (nómos = lei). Fonte: Priberam: dicionário da Língua Portuguesa on line. Cecília Toledo é jornalista e professora da Faculdade de Jornalismo, Relações Públicas e Turismo da PUCCampinas. É Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da PUC-Campinas. é um elemento para o aumento da extração da mais valia. E, por fim, a conseqüente diminuição do tempo das mulheres para as atividades domésticas demandará a compra de produtos manufaturados das indústrias. (TOLEDO, 2001). Através desta breve exposição, vemos que a opressão da classe trabalhadora não surge de forma monolítica, homens e mulheres da referida classe são impactados diferenciadamente, e as mulheres estão numa condição de dupla subjugação - a exploração de classe e a opressão de gênero – as quais não se sobrepõem apenas, mas estão interdependentes. Contudo, é no capitalismo que as mulheres encontram as bases objetivas para sua liberação, algo que apenas dar-se-á com a superação do mesmo. (TOLEDO, 2001). Foi nos marcos deste modo de produção, que as mulheres, através de sua organização e intricadas lutas, lograram muitas conquistas, entre as principais: o direito ao voto e à participação política, o controle da fertilidade através dos métodos contraceptivos, o aumento do acesso à educação formal e a igualdade jurídico formal com relação aos homens. Não obstante, o capitalismo, em constante reformulação dos seus meios de exploração, atualmente impõe às mulheres, em especial às mais pauperizadas, novas formas de opressão. Fazendo-se necessário entender as mudanças que se processam na atualidade. A partir dos anos 70, o capitalismo vivencia baixas significativas nas suas taxas de lucro. E então, nos anos 80, em resposta a esta crise, foi tomada uma série de medidas. Podemos destacar, dentre elas, a reestruturação da produção, a mundialização da economia e as reformas dos Estados, aportadas ideologicamente no neoliberalismo, promoveram a drástica das suas atribuições sociais. Estas mudanças societárias terão um forte impacto sobre as condições de vida os trabalhadores em geral, inclusive da sua organização. Ana Elizabete Mota e Ângela Santana do Amaral especificam a reestruturação produtiva no Brasil: [...] de fato, a reestruturação produtiva redefine socialmente o processo de produção de mercadorias. Assim, a reestruturação produtiva, não se caracteriza apenas pelas mudanças nos processos de técnicos de trabalho nas empresas, comprovadamente tímidos no Brasil, porque aqui reestruturação é abrir capital, privatizar empresas estatais, terceirizar, demitir trabalhadores e aumentar a produtividade em 100%. (...) A marca da reestruturação produtiva no Brasil é a redução de postos de trabalho, o desemprego dos trabalhadores do núcleo organizado da economia e a sua transformação em trabalhadores por conta própria, trabalhadores sem carteira assinada, desempregados abertos, desempregados ocultos por trabalho precário, desalento, etc. (MOTA e AMARAL, 1998, p. 34-35). Os impactos destas mudanças foram sentidos por homens e mulheres trabalhadores, mas não igualmente. Uma das principais diferenças foi o aumento da entrada da mulher no mercado de trabalho, formal e informal. Tal fato associa-se a três fenômenos: a redução das taxas de natalidade, maior acesso das mulheres à educação e à precarização das condições de vida da família, requisitando o trabalho da mulher também fora do âmbito doméstico. (ABRAMO, 2002). O aumento da entrada da mulher no mercado de trabalho deu-se de forma paradoxal. Aumentou-se o número de mulheres trabalhando, mas o avanço veio acompanhado de empregos vulneráveis, precarizados e instáveis. Notadamente marcados por jornadas parciais, informalidade, trabalhos realizados no espaço doméstico e sem garantias trabalhistas. (IRATA, 2002). Também apontamos a acentuação dos níveis de desemprego e da brecha3 do desemprego com relação aos homens. (ABRAMO, 2002). A requisição das mulheres para estas condições de trabalho procurará justificar-se nas chamadas “qualidades femininas”. Dentre elas, apontamos: 1- a posição da mulher de maior comprometimento com a manutenção família, dando mais “valor” ao emprego. 2 - A maior submissão e docilidade, facilitando sua adaptação a condições adversas de trabalho, inclusive de relacionamento. 3 – Facilidade em aceitar flexibilidade de contração, com jornadas parciais ou instáveis, para conciliar o trabalho remunerado com as atividades domésticas. (TOLEDO, 2001). Entender estas condições, principalmente no que concerne ao trabalho das mulheres no capitalismo é primordial para entender a posição das mulheres no urbano, bem como, a maneira como a questão é tratada pelo Estado. As mulheres no Espaço Urbano: reflexões sobre as mulheres responsáveis pelo domicílio 3 Diferenciação, adotadas pela OIT, para os níveis de desemprego entre homens e mulheres. Sabendo-se que os diversos sujeitos têm acesso desigual à cidade, onde as mulheres, especialmente as mais pobres, encontram mais dificuldades de acesso aos bens e serviços. Tratemos de uma larga parcela da sociedade a qual tem sido identificada dentre os mais vulnerabilizados, as mulheres responsáveis pelo domicílio. Definimos mulheres responsáveis pelo domicílio aquelas identificadas pela família como a principal referência para sua sobrevivência, noção quase sempre ligada à manutenção material, podendo dividi-la com um (a) parceiro (a) residente ou não, geralmente se identificam como tal quando sem parceiro masculino residente. Considera-se também responsável, as de domicílios unipessoais, ou seja, que moram sozinhas. O número de mulheres responsáveis pelo domicílio tem crescido no decorrer dos anos, no Brasil e na America Latina como um todo. (ABRAMO, 2002). No Brasil, a proporção de famílias chefiadas por mulheres, passou de 19,7%, em 1993, a 28,8%, em 2006 (IPEA, 2008). Quando nos referimos às capitais, destacamos elevação dos níveis, ainda no ano 2000, Salvador apresentou 37,5%, e Recife 37,4%, as quais detêm, respectivamente, o segundo e o terceiro maior percentual do país (IBGE, 2002). O aumento das mulheres responsáveis pelos lares tem expressão, majoritariamente, urbana, apesar de se registrar uma tendência de crescimento do percentual como um todo. Destacamos, que 31,3% dos lares chefiados por mulheres localizam-se em áreas urbanas e 14,6% nas áreas rurais (IPEA, 2008). Ainda no ano de 2000, registrou-se que 91,4% das mulheres responsáveis por suas famílias viviam em cidades. Sobre a característica da chefia feminina da família como acontecimento urbano, é importante atentar para a discriminação que ocorre contra estas mulheres no campo, não como um resultado “natural” da atração da cidade para as mulheres (SCOTT, 2002). O crescimento de mulheres na chefia das famílias está associado a vários determinantes e alguns, paradoxais. No aspecto cultural, há as mudanças quanto à idéia da indissolubilidade do casamento, entretanto, as mulheres permanecem, quase que unanimemente, responsáveis pelos filhos (IBGE, 2002). E tendo esse vínculo estreito com os filhos, diante da precarização das condições de sustento da família, os filhos, inclusive de setores médios tendem a permanecer como dependentes, mesmo depois de adultos. Um aspecto importante de ser observado é que um terço das mulheres responsáveis pelos domicílios tem mais de 60 anos de idade (IBGE, 2002), o que pode evidenciar uma maior dependência da família dos rendimentos mães/avós aposentadas, como também o envelhecimento solitário das mulheres, em razão da maior expectativa de vida comparada com a dos homens (IBGE, 2002). Apontamos o quesito emigração, principalmente, do nordeste ao sudeste do país, movimento feito em maior número pelos homens. Podemos visualizar a região nordeste que apresenta 25,9% de domicílios cuja pessoa de referência é do sexo feminino, o maior percentual entre as regiões no Brasil (IBGE, 2002). Destacamos, que a questão de maior importância, que vem trazer a chefia feminina das famílias como objeto de atenção, principalmente para as políticas públicas, é a “feminilização” da pobreza. Evidencia-se que, em função do “posto” ocupado na família, as referidas mulheres estão mais vulnerabilizadas (SCOTT, 2002). Um dado muito importante para observarmos é a renda das mulheres responsáveis pelo domicílio. De acordo com o Censo 2000, o rendimento mensal de mais de 50% das chefes não ultrapassavam 1,8 salário mínimo daquele ano. Em Recife, a média dos ganhos entre as que recebiam mais R$ 744,25 e entre as mais pobres a média era de R$ 251,00 (IBGE, 2002). Outra característica das mulheres responsáveis pela família é o cuidado das crianças na primeira infância, atividade que demanda mais esforços do responsável. Em 2000, 18% das crianças brasileiras de 0 a 6 anos de idade viviam em lares chefiados por mulheres. Nos Municípios de Salvador, Recife e Belém, esse percentual se eleva para perto de um terço das crianças na primeira infância (IBGE, 2002). As mulheres responsáveis pela família apresentam baixos rendimentos e estão desempenhando diversas tarefas para a sobrevivência das famílias, trabalho remunerado, cuidados com a própria casa, criação dos filhos, entre eles as crianças mais novas. Em razão de tantas jornadas, apresentam mais dificuldade para dedicarem-se aos estudos, 37,6% das responsáveis pelo lar no Brasil têm no máximo 3 anos de estudos e em Pernambuco o percentual eleva-se a 48,3% (IBGE, 2002). Conclusões A realidade ilustrada pelos dados revela que as mulheres chefes pela família, em detrimento de seu próprio desenvolvimento, têm prestado inúmeras tarefas gratuitas à sociedade. Fazendo-se necessário a implementação de medidas que assegurem o acesso destas mulheres, e também dos seus dependentes, ao conjunto das políticas sociais, em particular as políticas no urbano. De acordo com Taciana Gouveia, as mulheres, em geral, não têm sido reconhecidas pelas políticas urbanas. E quando ocorre, dá-se de forma muito limitada. Podemos citar as políticas de habitação, nas quais este reconhecimento limita-se a titulação da moradia em nome das mulheres (GOUVEIA, 2005). A ocultação das mulheres enquanto sujeitos na cidade está ligada também à estrutura dos espaços políticos decisórios, em geral ocupados por nenhuma ou por poucas mulheres, pensando uma cidade que se sustenta nas opressões de gênero, em particular das mulheres pobres. A posição das mulheres na cidade tem sido naturalizada, bem como já ocorre com os ditos “papéis femininos”, principalmente os do meio familiar, como se fossem dotadas de tarefas naturais ao seu sexo. Atividades estas geralmente desempenhadas pelas mulheres gratuitamente, ao custo da sua autonegação. Referências ABRAMO, L. Evolução do Emprego Feminino e Equidade de Gênero na America Latina: avanços e permanências nos anos 90. In: Um debate Crítico a partir do feminismo: reestruturação produtiva, reprodução e gênero. P. 79 – 96. Vários Autores. 1 ed. CUT, São Paulo, 2002. CARLOS, A. F. A. A Cidade. Repensando a Geografia. 8 ed. Editora Contexto, São Paulo, 2007a. __________ O Lugar no/do Mundo. Edição Eletrônica/ LABUR São Paulo, 2007b. CHAUÍ, M. Participando do debate sobre mulher e violência. In: Perspectivas Antropológicas da Mulher: sobre mulher e violência. Vol.4. Rio de Janeiro, Zahar, 1985. IRATA, H. Reestruturação Produtiva, Cidadania e Gênero. In: Um debate Crítico a partir do feminismo: reestruturação produtiva, reprodução e gênero. P 27 – 35. Vários Autores. 1 ed. CUT, São Paulo, 2002. ENGELS, F. A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado. 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