Anais do XIV Seminário Nacional Mulher e Literatura / V Seminário Internacional Mulher e Literatura
REPRESENT(AÇÕES) LITERÁRIAS EM A
ESCRAVA, DE MARIA FIRMINA DOS REIS
Elizângela Fernandes Barbosa1
RESUMO: o artigo tem como ponto de partida o conto A escrava,
publicado na revista Maranhense (1887:1, nº3), de Maria Firmina dos Reis,
escritora negra, criadora de uma literatura engajada no auge da campanha
abolicionista2. A investigação se concentra no modo que a narração
possibilita a discussão da alteridade e, simultaneamente, a denúncia da
condição crítica do escravo e da mulher. A figura da “louca” e sua ligação com
a autoria feminina, a luta por autonomia e resistência criativa à dominante
sociedade patriarcal brasileira do século XIX, em busca de novos papéis
e expectativas sociais, é uma questão que deve ser também considerada
neste trabalho.
PALAVRAS-CHAVE: alteridade, denúncia, autoria
ABSTRACT: the article has as its starting point the short story
The Slave, published in Maranhão (1887:1, nº3), by Maria dos Reis Firmina
dos Reis, black writer, a creator of literature engaged at the height of the
abolitionist campaign. The investigation focuses on the story so that it
enables discussion of otherness and, simultaneously, the denunciation of
the critical condition of the slave and the woman. The figure of the “crazy”
and its link to female authorship, the struggle for autonomy and creative
resistance to the dominant patriarchal Brazilian society of the nineteenth
century in search of new roles and social expectations is a question that
must also be considered in this work.
KEY- WORDS: otherness, denunciation, authorship
1 Mestranda – Universidade Estadual de Montes Claros. Participação no Evento com apoio
financeiro da Fapemig.
2
A esse respeito, leia-se p.274, de Eduardo de Assis Duarte, Maria Firmina dos Reis e
os Primórdios da Ficção Afro-Brasileira, artigo apresentado como posfácio na Edição
comemorativa dos 150 anos da 10 edição.
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Conhecer a arte literária de Maria Firmina dos Reis e a sua trajetória
intelectual enquanto cidadã colaboradora e participante ativa na sociedade,
com publicações em jornais, poemas, cantos, hinos e romance e seu empenho
no ensino público oficial é surpreender-se com a determinação e o espírito
combativo de uma mulher do século XIX, no qual revela que sensibilidade
pode ser sinônimo de força e luta, e literatura, ação. Traduzem essas
vozes, dentre outros seus trabalhos, o conto A Escrava, publicado no auge
da campanha abolicionista na Revista Maranhense2 (1887:1. nº.3), onde a
autora tem como caminho para dar o seu recado: denunciar as injustiças
da escravidão, bem como alertar a humanidade da condição subumana
e opressiva do negro no Brasil. Ainda nesta perspectiva, apontar o lugar
obscuro que cercava a mulher no mundo político cultural.
Pautada no ponto de vista do Outro, Maria Firmina reproduz a busca
de um espaço onde as experiências narrativas oscilam entre o sentimento de
alteridade e denúncia da autoridade legitimadora da escravidão. Elaborado
com narrativas que se encaixam, a autora constrói o conto tendo como figura
principal, a escrava Joana e o seu drama, narrado por uma personagem
intitulada apenas de “uma mulher”. Nota-se que o anonimato para aquela que
expõe os fatos, registra-se no texto literário, junto à denúncia da escravidão,
o silenciamento das mulheres, uma vez que aquelas que ousaram o mundo
das letras no período irromperam, inicialmente, pelo pseudônimo. Testando
a significação e ressignificação da forma vaga, imprecisa e indefinida do
artigo, a autora em um plano dual dá voz a todas as mulheres e ao mesmo
tempo revela o apagamento da mulher na literatura e na luta pelos direitos
políticos e sociais.
O fio condutor da narrativa acontece em um salão com “pessoas
distintas e bem colocadas na sociedade” (REIS, 2009. p. 241) que depois de
discutirem diversos assuntos trazem em pauta a questão da servidão. É dentre
esta conversação que surge “uma senhora” com um discurso abolicionista, no
qual emerge um apelo à moral cívica e religiosa dos ouvintes, a fim de combater,
o que em suas palavras, era “o cancro”, “o abutre” da sociedade, que era a
escravidão. E em um período em que a igreja católica apoiava a escravidão
negra, a autora traz imagens da religiosidade como recurso argumentativo na
busca da compreensão e adesão dos leitores, conforme se vê:
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Levantai os olhos ao Gólgota, ou percorrei-os em torno
da sociedade e dizei-me: Para que se deu em sacrifício,
o Homem Deus, que ali exaltou seu derradeiro alento?
Ah! Então não é verdade que seu sangue era o resgate
do homem! É então mentira abominável ter esse sangue
comprado a liberdade!? (REIS, 2009. p.242)
A igualdade e fraternidade entre os homens anunciada pelos
preceitos religiosos entram em choque com a opressão dos escravos, que não
são vistos como semelhantes. A mestiçagem e o hibridismo do brasileiro no
cenário cultural e ideológico são destacados, quando aos distintos presentes
da sociedade, afirma: “Embalde procurará um dentre nós, convencer ao
estrangeiro que em suas veias não gira uma só gota de sangue escravo...”.
(REIS, 2009.p.242) Neste jogo de reflexão questiona o papel que os
dominadores representam na opinião social. E para exemplificar, a senhora
se propõe a narrar um fato, no qual expõe o seu discurso antiescravista.
Neste ponto, encaixa-se a segunda narrativa que se inicia em um
tom contemplativo de “uma tarde de agosto, bela como um ideal de mulher,
poética como sons longínquos de um alaúde misterioso” (REIS, 2009.p.243)
cortada pelos gritos lastimosos e angustiantes de uma mulher trêmula e
apavorada que corria para ocultar-se em uma grande moita de murta, pois
era perseguida por um homem “de cor parda, de estatura elevada, longas
espáduas, cabelos negros, e anelados” (REIS, 2009.p. 244). Tal situação
empreende um movimento irônico a respeito da posição do pardo algoz na
sociedade escravocrata que se descaracterizava para comprometer-se na
desumanidade. Este, com fisionomia sinistra, “brandia, brutalmente, na
mão direita um azorrague repugnante; e da esquerda deixava pender uma
delgada corda de linho.” (REIS, 2009.p. 244).
Compondo a imagem da fúria, de acordo mostra a citação, o feitor
na busca pela escrava pergunta à senhora se não vira passar uma “negra
que se finge de douda.” (REIS, 2009.p. 244). Indignada e sabendo onde se
encontrava a que fugia, mas aparentando profunda indiferença, a narradora
o direciona para posição contrária a que a negra havia tomado, para depois
encontrá-la e tomá-la como protegida, juntamente com seu filho, Gabriel,
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que ao sair à procura da mãe tornara-se também um foragido. Ao invocar a
imagem do filho, a senhora enfatiza:
Era quase uma ofensa ao pudor fixar a vista sobre
aquele infeliz cujo corpo seminu mostrava-se coberto de
recentes cicatrizes; entretanto sua fisionomia era franca
e agradável. O rosto negro e descarnado; suposto seu
juvenil aspecto aljofarado de copioso suor, seus membros
alquebrados de cansaço, seus olhos rasgados, ora
lânguidos pela comoção da angústia que se lhe pintava
na fronte (...) (REIS, 2009.p. 247. Grifos meus)
Como se vê retratado, embora Gabriel tenha aspectos de cansaço
e marcas do peso da escravidão, seu rosto negro tem a expressão “franca e
agradável”. Diante disso, o leitor depara-se com um novo olhar para com o
negro escravo, um olhar que humaniza o oprimido, ao passo que animaliza
o opressor. Isso fica evidente quando descreve o feitor: “Franziu o sobrolho,
e sua fisionomia traiu a cólera que o assaltou. Mordeu os beiços e rugiu:__
Maldita negra!”. (REIS, 2009.p.245. Grifos meus) É importante salientar
que o discurso de Maria Firmina configura-se na fala das personagens e
no interdiscurso da tessitura narrativa onde tem a sua voz política, onde se
concentra na condição do negro escravizado e, ao mesmo tempo, rompe
com os padrões de silenciamento das mulheres.
Sendo assim, “a senhora”, “uma mulher” e “a escrava”, são incógnitas
que deixam aos leitores conhecer as vítimas de um sistema patriarcal,
elitista e falocêntrico que se pautavam em categorias de etnicidade (cor,
raça e religião) e de gênero. Desta forma, ao examinar a escrita de Maria
Firmina dos Reis, observa-se o uso da linguagem como um instrumento, uma
ação de poder que revela as suas convicções políticas. Vale destacar que
esse encontro da literatura e o engajamento de prática política e partidária
em Reis convivem de forma harmoniosa, uma vez que a plurissignificação
e o intenso dinamismo das palavras são envolvidos em um processo de
recriação que possibilitam um espaço para novas relações de sentido.
A atuação na cena pública (literária, política e social) da autora
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predispõe para um engajamento que no espaço literário pode ser entendido
como uma
Reflexão do escritor sobre as relações que trava a
literatura com a política (e com a sociedade em geral)
e sobre os meios específicos dos quais ele dispõe para
inscrever a política na sua obra, e o autor desejaria,
através de sua obra participar plenamente e diretamente
no processo revolucionário. (DENIS, Benôit apud Thana
Mara de Souza, 2008.p.46.)
Por conseguinte, em Maria Firmina a ação reflexiva política
da sociedade ilustrada no seu texto inscreve a sua obra no processo
revolucionário e registra no conto A escrava a sua posição abolicionista na
busca pela supressão total e imediata da escravidão. A seriedade ao tratar
o tema, tal como se lê em Reis, é assumida em cada entrelinha do conto que
ora se reveste de ironia, ora de indignação, para denunciar a hipocrisia das
elites condutoras da vida brasileira.
Nesse contexto geral, a autora de dentro do seu projeto de
humanização evidencia em Gabriel, filho da escrava, os traços de amor
filial, daquele que se arrisca aos mais hediondos castigos na tentativa
de salvar das mãos do feitor a mãe foragida. Nota-se que esta imagem
difere da figura rude, traiçoeira e animalesca divulgada pela imprensa do
período. Transpondo os marcos visíveis do seu tempo, Maria Firmina gera
em sua narrativa a “loucura”, este distúrbio da mente que é assumido
pela personagem Joana, mãe do Gabriel. Segundo o feitor, esta “ao menor
descuido foge. Quer fazer acreditar que é douda.” (REIS, 2009.p.245) E
quando a procura pergunta: “Não viu por aqui passar uma negra, que me
fugiu das mãos ainda pouco? Uma negra que se finge douda...” (REIS,
2009.p.244).
Neste viés da literatura encontra-se a experiência da loucura
como um subterfúgio que converte loucura em ruptura com o papel
repressivo da escravidão. De modo que, esta deixa de ser a desrazão, a fala
despropositada, imprudente ou insensata para executar uma executar uma
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consciência de resistência e liberdade, alterando a sua condição de cativa
e sua representação no mundo. Nesse sentido, pode-se incluir a metáfora
da “louca” para a relação de autoria feminina que se estabelece em Maria
Firmina dos Reis. Uma vez que, contrariando a conformidade tradicional do
Brasil oitocentista na limitação das mulheres no mundo das letras, esta, com
sua “insanidade”, transportam-nas ao cultivo da escrita, dando-lhes voz e
liberdade para aventurar-se na literatura, criando assim uma nova condição
para a mulher e para a escritora na sociedade.
Consequentemente, essa ação desestabiliza a ordem cultural
patriarcal permitindo uma concepção edificante do negro escravo e da
mulher, aos olhos do leitor. Significante notar que o próprio ato da escrita
imbuída de imaginação, no qual se lança a autora, carrega em si uma
correlação com a loucura. Para Michael Foucault (apud Augusto Bach,
2010.p.142) “por trás de todo escritor esconde-se a sombra de um louco que
o sustenta e o domina e o recobre”. Deste modo, a loucura em Maria Firmina
dos Reis está á serviço da liberdade de um jugo da escravidão e da inserção
da mulher na arte da escrita. Impregnado de intenção, o texto resulta em
ação de formar e mudar consciências.
No conto, sabendo-se à margem da lei por proteger dois escravos
foragidos, a senhora impunha a si o que chamava de “santo dever” e
recriminava a lei que garantia ao forte “o direito abusivo, e execrando
de oprimir o fraco” (REIS, 2009.p.251), pois já havia se constituído como
membro da sociedade abolicionista de sua província. Conferindo ao negro o
direito à voz e a de falar de si mesmo, Joana, a escrava, relata a sua estória.
Esta sob lágrimas, voz fraca e lastimosa relata a terceira narrativa que
compõe o drama: “Minha mãe era escrava, meu pai de raça índia; mas eu de
cor fusca. Era livre, minha mãe era escrava.” (REIS, 2009.p.251) Desta união
ela procedia. O pai livre consumia os seus dias ajudando a mãe escrava
a cumprir suas obrigações e após o nascimento da filha, este consegue
fundos comprando para Joana a sua liberdade.
Sem saber ler, o pai é ludibriado e recebe do senhor um papel do
qual nada constava como documento. E desconhecendo a cilada, narra
Joana: “agradecido beijou as mãos daquela fera. Abraçou-me, chorou de
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alegria e guardou a suposta carta de liberdade”. (REIS, 2009.p.254) Após
morte repentina de seu pai, a mãe descobre o fraude com a seguida a ordem
do senhor: “Joana que vá para o serviço, tem já sete anos, e eu não admito
escrava vadia.” (REIS, 2009.p.255) Com tal descoberta relata: “Minha pobre
mãe deu um grito, e caiu estrebuchando. Sobreveio-lhe febre ardente,
delírios, e três dias depois estava com Deus. Fiquei só no mundo, entregue
ao rigor do cativeiro.” (REIS, 2009.p.255) Assim, vítima da desonestidade,
Joana se vê nas mãos do carrasco.
Para mais tarde achar-se na dor de ver suas crianças gêmeas, de
oito anos, Carlos e Urbano, serem vendidas para o Rio de Janeiro. Neste
ponto, ajusta-se a quarta narrativa em que a autora denuncia a atividade do
tráfico humano. Joana vendo o feitor e o traficante corre para os seus filhos,
mas é repelida com brutalidade e estes são arrastados para o cativeiro.
Após o relato, entre angústia e rancor, a escrava silenciou-se, morrendo
em seguida. A mulher que ouvia atentamente observa: “tinha cessado de
sofrer. O embate tinha sido forte demais para as suas débeis forças.” (REIS,
2009.p.258). Neste instante, chega à porta o feitor, que, segundo ela, em
presença da morte: “teve um impulso de homem: mas, recompondo-se
de pronto na rude, e feroz fisionomia.” (REIS, 2009.p.258). No entanto, é
dispensado pela senhora como “miserável instrumento de um escravocrata”
(REIS, 2009.p.258).
No dia seguinte, esta recebe em sua casa, o senhor Tavares, o dono
dos escravos que ao deparar-se com o cadáver da negra, esclarece: “Esta
negra era alguma coisa de monomaníaca, de tudo tinha medo, andava
sempre foragida, nisto consumiu a sua existência. Morreu, não lamento
a perda; já para nada prestava.” (REIS, 2009.p.258). Neste segmento fica
assinalado a insensibilidade e o caráter violento do senhor em coisificar
o negro escravo, reduzindo-o puramente à materialidade de seu cruel
interesse. Decorrido a sua observação, este requerer que Gabriel lhe fosse
entregue, pois como seu “legítimo senhor”, queria corrigi-lo.
A senhora que amparava Gabriel em sua residência, de posse de “um
volume de papéis subscritados e completamente selados”, (REIS, 2009.p.261)
que conferia o direito à liberdade dos escravos, apresenta-os ao solicitante.
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Após a leitura dos documentos, o senhor Tavares, contrariado, observa: “A
lei retrogradou. Hoje protege-se escandalosamente o escravo, contra o seu
senhor”, (REIS, 2009.p.261) e furioso presencia a senhora lhe proporcionar
a visão de um cadáver, produto da tirania de senhores e um homem livre,
que escapou dos ferros da escravidão. E de forma entusiástica, a senhora
afirma: “Gabriel ergue a fronte, Gabriel és livre!” (REIS, 2009.p.262).
Dignidade, liberdade e combate se entrelaçam. Não apenas
Gabriel está livre neste momento, mas também o leitor que passou por um
processo de ressignificação ideológica para celebrar e transmitir os valores
abolicionistas. A alteridade envolvente que Maria Firmina vivifica através da
literatura consolida o encontro com a angústia e a mortificação do Outro,
negro escravo, e do Outro, mulher silenciada. No conto, ambos rompem com
as velhas formulações tornando possível articular uma nova realidade no
século XIX. Como bem lembra Michèle Ansart-Dourlen (2009.p.23) “O Outro
é passível de alterar a vida psíquica do indivíduo e a apreensão que tem de
si mesmo.”
Em suma, o conto A escrava se abre para o mundo e para suas
representações, permitindo o enfrentamento de todas as barreiras. Suas
situações múltiplas engendram uma concepção de vida que reduz diferenças
e amplia a liberdade. Fatos que reafirmam a importância de Maria Firmina
dos Reis no cenário brasileiro literário do século XIX.
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Bibliografia
BACH, Augusto. Foucault e a Literatura (Arqueologia da Loucura e Escrita Literária).
Dissertação, UFPel [31, 2010] 133 – 156.
DOURLEN, Michèle Ansart. A noção de Alteridade. In: NAXARA, M.: MARSON, L;
BREPOHL, M. (org) Figurações do outro. Uberlândia: EdUFU, 2009, p. 97-124.
REIS, Maria Firmina. A escrava. In: Maria Firmina dos Reis. Úrsula. Atualização
do texto e posfácio de Eduardo de Assis Duarte. Florianópolis. Ed. Mulheres. Belo
Horizonte; PUC Minas, 2009.
SOUZA, Thana Mara de. Sartre e Literatura Engajada: Espelho Crítico e Consciência
infeliz. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.
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represent(ações) literárias em a escrava, de maria firmina dos reis