Volta Redonda/RJ – 28 e 29 de novembro de 2013
CUSTOS NO SETOR PÚBLICO: PERFIL DOS PESQUISADORES A PARTIR
DO PORTAL DA INOVAÇÃO
Autoria: Viviane Miranda Silva do Nascimento, Kellen Padrones, Francisco José,
Robson Ramos Oliveira
Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo levantar o perfil dos pesquisadores sobre Custos no Setor Público e
verificar se existe relação entre as publicações científicas destes autores e o exercício profissional fora da
academia nesta área de concentração. Os dados foram coletados no Portal Inovação do Ministério da Ciência,
Tecnologia e Inovação (MCTI). O retrato revelou a existência de 74 pesquisadores, maioria do gênero masculino
(70%), com titulação de mestre (41%) e oriundos da Universidade de São Paulo (n=14). O autor mais profícuo
foi César Augusto Tibúrcio Silva. Também verificou-se que a maioria os pesquisadores (57%) possuem vivência
profissional fora da academia, demonstrando que não existe uma lacuna tão acentuada entre as publicações
científicas e a prática profissional dos pesquisadores em ambientes governamentais fora da academia. Todavia, o
nível de produção dos mais profícuos na temática ainda é baixo, haja vista que apenas dois deles situam-se acima
da média de publicação dos demais pesquisadores desta área, embora a temática seja atual e contribua para o
processo de convergência às normas internacionalmente aceitas em Contabilidade Pública.
Palavras-Chave: Portal da Inovação. Custos no Setor Público. Contabilidade Pública.
1.
INTRODUÇÃO
A contabilidade surgiu da necessidade de controle do patrimônio, inicialmente em
relação aos bens de subsistência (IUDÍCIBUS, 2000). No entanto, a partir do século XVI, as
preocupações com o entendimento das mutações da substância patrimonial conferiu à matéria
contábil elementos fundamentais de uma ciência. No Brasil, a prática da Contabilidade
também precedeu o desenvolvimento acadêmico deste campo do saber.
Bielinski (2011) corrobora esse entendimento ao explicar que o ensino contábil no
Brasil teve início no século XIX e o processo de aprendizagem deu-se, em um primeiro
momento, a partir das experiências adquiridas na prática cotidiana pelos comerciantes nas
casas de comércio. E, posteriormente, ganhou mais destaque com a edição de normativo.
Desta forma, a prática cotidiana influenciou o aprimoramento da Contabilidade antes
que ela alcançasse o status de ciência. Essa situação pode ser explicada em razão da variedade
de problemas que os profissionais se deparam ao realizarem suas atividades, a exemplo da
publicação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que foi editada após a ocorrência de atos
antiéticos, impunidades e até mesmo algumas fraudes no setor público.
Apesar da possibilidade de inúmeras questões de pesquisa surgirem nas organizações e
serem vivenciadas por profissionais que atuem em Contabilidade de Custos Aplicada ao Setor
Público, à produção científica na área ainda é baixa. Silva (2012) analisou os artigos
científicos apresentados em 4 edições do Congresso Brasileiro de Custos e verificou que
apenas 5,02% deles versavam sobre Custos no Setor Público.
Desse modo, surge o seguinte questionamento: Quem são os pesquisadores na
temática de Custos no Setor Público e qual a relação deles com o exercício profissional fora
da academia? Assim, a presente pesquisa pretende investigar, a partir dos dados
disponibilizados no Portal da Inovação, o perfil dos 74 pesquisadores (especialistas) em
1
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Custos Aplicado ao Setor Público, de modo a caracterizá-los e identificar se há interação entre
a prática profissional e a produção cientifica.
A presente pesquisa justifica-se pela necessidade de aprofundamento dos estudos na
área de Custos no Setor Público devido à importância do tema para às organizações
governamentais, que tem ganhado ainda mais destaque nos últimos anos em função da
convergência das normas brasileiras de Contabilidade Aplicada do Setor Público (CASP) às
boas práticas internacionais, que preveem a apuração de custos em instituições públicas a fim
de aperfeiçoar a gestão pública promover à transparência e controle dos gastos públicos.
Ademais, os resultados da pesquisa auxiliaram na construção do estado da arte na
temática de Custos no Setor Público e direcionará a construção da dissertação de uma das
autoras. Então, basicamente, objetiva-se conhecer quem são os principais pesquisadores? A
que instituições pertencem? Possuem titulação acadêmica? Eles já atuaram em instituição
governamental? Já exerceram atividade de docência, direção ou gerencia? Se sim, onde?
2.
2.1
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Custos no Setor Público
A globalização propicia a maior integração econômica, social e política entre os
diversos países do mundo, impulsionando assim, o estreitamento do relacionamento entre as
diversas organizações, possibilitando a interação até mesmo entre continentes, apesar das
barreiras geográficas e culturais.
Contudo para que o resultado desse estreitamento seja benéfico para as partes
interessadas, faz-se necessária uma comunicação eficaz, que por sua vez não prescinde o
ajuste das linguagens e metodologias, em especial das informações contábeis, às boas práticas
aceitas internacionalmente.
Sendo assim, o Brasil visando o crescimento nacional e sua melhor inserção no
contexto mundial, sentiu a necessidade de alinhar as suas normas contábeis aos padrões
internacionais e iniciou o processo de convergência da contabilidade societária a fim
uniformizar os entendimentos e interpretações acerca da Contabilidade.
Todavia, a tentativa de harmonização às boas práticas internacionalmente aceitas não
ficou restrita à seara privada, sendo estendido também a Contabilidade Aplicada ao Setor
Público. Com isso, em 2008, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), visando auxiliar no
processo de convergência aos normativos internacionais, emitiu novos pronunciamentos
contábeis, e dentre estes, aprovou, por intermédio da Resolução 1.136/08 as Norma Brasileira
de Contabilidade aplicada ao Setor Público (NBC T SP).
Uma das prioridades trazidas pelas novas normas de contabilidade pública no Brasil
refere-se à ênfase dada para a apuração de custos pelos entes da federação em todos os níveis
da administração pública. Segundo Mauss e Souza (2008, p. 18), a apuração de custos no
setor público “permite ao gestor saber quanto custa produzir cada um dos bens ou serviços
públicos” e, com isso, propiciar à população e aos órgãos de controle externo os meios para,
segundo os mesmo autores, “monitorar e mensurar a eficiência e economicidade da atividade
pública”.
Todavia, Alonso (1999) explica que os sistemas de informações utilizados no setor
público ainda não permitem que o governo saiba quanto cada tipo de despesa contribui para
os resultados obtidos, quais atividades agregam valor ao resultado final das ações de governo
e quanto custa os processos de trabalho ou os programas governamentais.
2
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Porém, o Brasil não é o único país a ter dificuldade de implantação do sistema de
custos na administração pública, Segundo Mauss e Souza (2008), outros países também
possuem tais dificuldades. Dos países mencionados pelo autor tem-se: EUA, Portugal,
Inglaterra, Austrália, Uruguai, Nova Zelândia, Canadá, Reino Unido, Itália, Alemanha e
Holanda.
2.2
Interação Teoria versus Prática
Silva e Otti (2012) realizaram estudo sobre a interação entre a Pesquisa Científica e a
Prática profissional e concluíram que, em razão de diversas naturezas, há um distanciamento
entre a pesquisa e a pratica contábil.
Para Kaplan (1984) a diferença entra a academia e a prática pode ser justificada pela
dependência por acadêmicos de contabilidade dos resultados com base em modelos
econômicos, em vez de exemplos de organizações "reais". No entanto, para o mesmo autor o
desejo de pesquisadores a se envolverem com organizações "reais" tem sido creditado com
várias inovações na contabilidade de gestão no final de 1980 e início de 1990: Custeio,
balanced scorecard baseado em atividades e o valor econômico agregado (EVA) são alguns
exemplos de essas inovações.
Edwards & Emmanuel (1990) concluíram que há um hiato entre acadêmicos e
profissionais, sendo uma das causas deste fenômeno a adoção de um quadro teórico pelos
acadêmicos, embora, os praticantes alegarem que gostariam de ver a pesquisa acadêmica a ser
mais relevante para a prática. Corroborando esses resultados, Mitchell (2002) explana que a
pesquisa em Contabilidade tem tido pouca relevância para a prática.
Donovan (2005) sugere a interação de pesquisadores e profissionais da Contabilidade
na realização de projetos de estudos e publicações de artigos, para o estudo de temas
interessantes para os profissionais da Contabilidade, sendo que as pesquisas poderiam ser
aplicadas diretamente para a solução dos problemas encontrados na prática.
Assim, o profissional da Contabilidade apresentaria seus problemas “reais” no que se
refere a assuntos contábeis, e o pesquisador poderia auxiliar na sua solução. Esta seria uma
parceria que poderia beneficiar pesquisadores e profissionais praticantes da Contabilidade.
Collis e Hussey (2006) entendem que o atendimento das necessidades dos praticantes
da Contabilidade torna a pesquisa aplicada mais interessante, já que é utilizada para aplicar
suas descobertas a um problema específico existente. . Os autores, porém, chamam a atenção
para o fato de que a realização de pesquisa básica é fundamental para a construção de
conhecimentos, na medida em que é conduzida para aumentar o entendimento sobre questões
gerais, sem ênfase em sua aplicação imediata.
Mitchell (2002), por seu turno, menciona que as necessidades de informações das
empresas são cada vez mais específicas, em função da maior concorrência, competição e
demais consequências da globalização.
Para Leisenring e Johnson (1994), as pesquisas tornaram-se mais complexas em razão
da utilização cada vez maior de métodos matemáticos e estatísticos sofisticados, sendo
considerados, por vezes, irrelevantes aos olhos dos profissionais.
Edwards e Emmanuel (1990) apontam para a questão relacionada ao foco preferencial
dos pesquisadores, geralmente adversos às questões técnicas, as quais provavelmente
representam os interesses mais imediatos dos profissionais.
Leisenring e Johnson (1994) explicam os meios de comunicação comuns no meio
empresarial, como os periódicos, costumam priorizar o rigor metodológico e pouco se
preocupam com a aplicação e utilização prática das pesquisas.
3
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2.3
Portal da Inovação
O Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), em outubro de 2005, inaugurou o Portal
da Inovação, que tem por objetivo reunir informações sobre especialistas, grupos e empresas
envolvidas com pesquisa no Brasil. Essa iniciativa do MCT visa a aproximar empresas,
universidades e centros de pesquisa em prol da inovação. O portal é continuamente
atualizado, com base na Plataforma Lattes de currículos e nos dados dos grupos de pesquisa.
Assim, o portal da inovação visa dar a sociedade uma ferramenta para observar a
sinergia entre universidade, instituições e governo. A pesquisa desenvolvida neste trabalho
pretende observar esta interação na área de Custos no Setor Público.
O artigo 218 da Constituição Federal determina que compete ao Estado a promoção e
incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico, a pesquisa e a capacitação tecnológica.
O Portal da Inovação é uma iniciativa que atende a este mandamento constitucional. Outros
normativos também determinam a execução de ações que incentivem à pesquisa,
desenvolvimento e inovação: a Lei de Inovação e a Lei do Bem. A primeira é regulamentada
pelo Decreto 5.563/2011 e facilita a interação entre universidades, instituição de pesquisas e
setor produtivo. A segunda, Lei 11.196/2005, tem o propósito de estimular as exportações,
através da redução de impostos e do incentivo à pesquisa.
O Portal dispõe, dentre outras informações, possibilidades de busca, por intermédio de
palavras chaves, o acesso aos principais especialistas na área. O resultado da busca se baseia
em informações cadastradas pelo usuário (do portal) e em informações geradas pela
Plataforma Lattes, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPQ), com a qual o portal mantém cooperação institucional.
A frequência das palavras-chaves é resultante dos termos empregados nos títulos e
detalhamento de itens de produção, nomes e descrição de projetos, títulos de trabalhos e
formação acadêmica, títulos e objetivos de linhas de pesquisa, títulos de trabalhos orientados
e títulos de trabalho em participação em bancas examinadoras de trabalhos de concussão de
cursos de graduação, mestrado e doutorado.
3.
MÉTODO DE PESQUISA
Para Fachin (2001), método é um instrumento de conhecimento que proporciona aos
pesquisadores, orientação para facilitar e planejar uma pesquisa, formular hipóteses,
coordenar investigações, realizar experiências e interpretar resultados. Já na concepção de
Kerlinger (1980) metodologia é um termo geral, que significa maneiras de fazer as coisas para
propósitos diferentes.
Quanto aos procedimentos adotados, a pesquisa caracteriza-se como documental. Ilse
(2008) acredita que esse procedimento de pesquisa se baseia em materiais que ainda não
receberam um tratamento analítico ou que podem ser reelaborados de acordo com os objetivos
da pesquisa.
O tipo de pesquisa quanto à abordagem do problema será a quantitativa, que para
Richardson (1999) se diferencia da qualitativa, principalmente, por empregar um instrumento
estatístico como base do processo de análise do problema.
Para atingir o objetivo da pesquisa, foi realizado levantamento no Portal da Inovação,
a partir da busca pela palavra-chave “Custos no Setor Público”, quando foram recuperadas
informações (junho e julho de 2013) acerca dos especialistas lá listados.
Na oportunidade, foram localizados 74 pesquisadores (lá denominados especialistas)
neste eixo temático. Dentre este, devido a problemas técnicos no sítio do portal, somente foi
possível analisar os dados detalhados de 60 deles, ou seja, 81% do total encontrado.
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O instrumento utilizado para coleta e análise de dados foi um roteiro estruturado em
formulário do Google Drive®, tendo como base gênero, titulação, instituição de origem,
região geográfica, exercício de atividades de direção ou assessoramento, prática docente e em
instituições que atuem na área de Custos no setor público. Também foi investigada a
frequência com que a palavra Custos no setor público foi citada no perfil do pesquisador e o
número de publicações por especialistas.
4.
ANÁLISE DOS RESULTADOS
Dos resultados obtidos, a partir da busca no Portal Inovação para a palavra chave
“Contabilidade”, foram localizados 8.316 especialistas. No entanto, para o tema “Custos no
Setor Público”, os dados recuperados (junho e julho de 2013) revelam a existência de apenas
74 pesquisadores que já tiveram, pelo menos, um contato com pesquisas com esta abordagem.
Logo, conforme dados do portal o número de pesquisadores em custos no setor público
corresponde a menos de 1% do total de pesquisadores na área de contabilidade, o que
demonstra necessidade de intensificar estudos nesta área.
Quanto ao gênero, verificou-se a predominância de pesquisadores do sexo masculino
(70%), conforme retratado na Tabela 1.
Tabela 1: Perfil dos pesquisadores: Gênero – Brasil – 2013
Gênero
Feminino
Masculino
Total Geral
n=
22
52
74
%
30,00
70,00
100%
Fonte: Dados obtidos do Portal da Inovação, 2013.
Os pesquisadores mais profícuos (top ten), considerando a quantidade de vezes que a
palavra chave “Custos no Setor Público” apareceu em seu currículo, no recorte temático estão
relacionados na Tabela 2, em que se dispõe, ainda, a titulação, publicação científica e o desvio
médio das publicações científicas em relação à média dos pesquisadores na temática.
Tabela 2: Pesquisadores mais profícuos do tema Custos no Setor Público: Os top ten – Brasil – 2013
Ranking
Pesquisador
Titulação
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
César Augusto Tibúrcio
Emilio Maltez Alves Filho
Julio Cesar de Campos
Klicia Maria S. Guimarães
Welington Rocha
Ari Söthe
Andréia Barbosa de Lima
Welinton Vitor dos Santos
André Luiz Santana Ferrari
Helio de Lara Dias
Doutorado
Mestrado
Especialização
Doutorado
Doutorado
Mestrado
Graduação
Especialização
Mestrado
Mestrado
Palavra
Chave
21
12
11
8
5
5
5
5
5
5
Publicação Desvio
Científica Médio
205
141
22
-42
17
-47
18
-46
237
173
...
...
...
...
4
-60
22
-42
12
-52
Fonte: Dados obtidos do Portal da Inovação, 2013.
5
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Entretanto, dentre os especialistas apresentados como os mais profícuos pelo portal da
inovação, apenas dois deles apresenta produção superior à média das publicações dos 60
pesquisadores avaliados, conforme ilustrado na Figura 1:
Figura 1: Gráfico perfil dos pesquisadores: Média das publicações versus produção dos mais profícuos
Brasil - 2013
Foram levantadas frequências relativas às 3 (três) primeiras palavras-chaves1 atreladas
ao perfil dos pesquisadores no portal, e verificou-se que as mais recorrentes eles são: Custos
(n=42) Contabilidade (n=42), e “Gestão” (n=20), conforme disposto na Figura 2.
Figura 2: Perfil dos pesquisadores: Tag Clouds – Brasil - 2013
Ao investigar o nível de publicação dos pesquisadores, percebeu-se que a maior parte
delas refere-se à produção em Anais de Congressos Nacionais (n=1380) e Produção Técnica
(n=1179). A produção bibliográfica internacional ainda é muito baixa (n=593) e representa
15% do total, enquanto no âmbito nacional a edição de capítulos de livros (n=152) apresenta a
menor produção.
Quanto à formação acadêmica, foi possível perceber que a maioria dos pesquisadores
possui a titulação de Mestrado Acadêmico (41%), em segundo lugar Doutorado (39%). No
entanto, o nível pós-doutorado é bem menor (5%), conforme Tabela 3.
1
Não foram consideradas as palavras chaves por detalhamento de itens de produção.
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Tabela 3: Perfil dos pesquisadores: Titulação – Brasil – 2013
Titulação
Graduação
Mestrado Acadêmico
Especialização
Doutorado
Pós Doutorado
Total
n=
5
31
5
29
4
74
%
0,07
0,42
0,07
0,39
0,05
1,00
Fonte: Dados obtidos do Portal da Inovação, 2013.
Quanto à área de concentração, considerando a titulação mais elevada, verificou-se
que Contabilidade é a mais comum (35%), seguido de Administração (32%), Engenharia da
Produção (7%), Economia (7%), Educação (3%) e Desenvolvimento Regional (3%). As
demais áreas correspondem a 1% cada uma e totalizam 10%, conforme disposto na tabela 4.
Tabela 4: Perfil dos pesquisadores: Área de concentração da titulação mais elevada – Brasil –2013
Doutorado
n=
%
Contabilidade
10 0,14
Administração
10 0,14
Engenharia de produção
4 0,05
Economia
3 0,04
Educação
1 0,01
Desenvolvimento Regional 0 0,00
Ciência Política
0 0,00
Ciências Médicas
1 0,01
Língua Portuguesa
0 0,00
Engenharia de Sistemas
1 0,01
Engenharia de Transportes 1 0,01
Gestão Estratégica Pública 0 0,00
Turismo
0 0,00
Políticas Públicas
1 0,01
Sistemas de Gestão
0 0,00
Sociologia
1 0,01
Total
33 0,45
Área de Concentração
Mestrado Especialização Graduação
n= %
n=
%
n=
%
11 0,15
2
0,03
3
0,04
13 0,18
0
0,00
1
0,01
1 0,01
0
0,00
0
0,00
1 0,01
0
0,00
1
0,01
1 0,01
0
0,00
0
0,00
2 0,03
0
0,00
0
0,00
1 0,01
0
0,00
0
0,00
0 0,00
0
0,00
0
0,00
0 0,00
1
0,01
0
0,00
0 0,00
0
0,00
0
0,00
0 0,00
0
0,00
0
0,00
0 0,00
1
0,01
0
0,00
0 0,00
1
0,01
0
0,00
0 0,00
0
0,00
0
0,00
1 0,01
0
0,00
0
0,00
0 0,00
0
0,00
0
0,00
31 0,42
5
0,07
5
0,07
Total
n= %
26 0,35
24 0,32
5 0,07
5 0,07
2 0,03
2 0,03
1 0,01
1 0,01
1 0,01
1 0,01
1 0,01
1 0,01
1 0,01
1 0,01
1 0,01
1 0,01
74 1,00
Fonte: Dados obtidos do Portal da Inovação, 2013.
Os 60 pesquisadores originam-se de 30 Instituições de Ensino Superior (IES). Dentre
estes, 38 estão vinculados à 8 IES, mostrando indícios da existência de concentração de
autoria vinculada a poucas instituições.
As IES que apresentaram as mais altas frequências foram: Universidade de São Paulo
(n=14), Universidade de Brasília (n=6), Universidade Federal do Paraná (n=4), Universidade
Federal do Ceará (n=3), Universidade Federal de Santa Catarina (n=3), Universidade Federal
do Rio de Janeiro (n=3), Universidade Federal de Alagoas (n=3) e Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (n=2). As 22 instituições restantes vinculam-se a um pesquisador cada,
conforme ilustrado na figura 3.
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Figura 3. Gráfico do Perfil dos pesquisadores: IES de origem
Dentre os pesquisadores listados no portal da inovação, a maior parte (57%) além de já
terem atuado profissionalmente em órgãos públicos, também já realizaram atividades
relacionadas à docência em instituições privadas ou publicas, ou seja, a maior parte dos
especialistas já teve algum contato com a prática profissional fora da academia. Todavia, o
número de profissionais que nunca atuaram como docentes, isto é, dentro da Academia é de
apenas 10%, conforme disposto na Tabela 6:
Tabela 6: Perfil dos pesquisadores: Atuação Profissional – Brasil – 2013
Atuação
Atuação profissional apenas dentro da Academia
Atuação profissional apenas fora da Academia
Atuação profissional dentro e fora da Academia
Sem Vivência Profissional
Total
n=
19
6
34
1
60
%
32%
10%
57%
2%
100%
Fonte: Dados obtidos do Portal da Inovação, 2013.
Além disso, dentre os que especialistas já atuaram profissionalmente fora da academia,
57% já exerceu atividade de gerência ou direção. No entanto, dos 23 que exercem ou já
exerceram cargo de chefia, apenas 6 deles, isto é, 26%, exercem cargo de chefia atualmente.
Dos 6 que exercem cargo de chefia atualmente, apenas 1 não possui experiência acadêmica
como professor universitário.
5.
CONCLUSÕES
O objetivo do estudo foi o de levantar o perfil dos pesquisadores sobre a temática
Custos no Setor Público a partir do Portal Inovação e investigar se há um gap entre a prática
profissional e a produção científica. Assim, o retrato do perfil revela um universo de 74
pesquisadores do tema, maioria do gênero masculino (70%), com titulação de mestre (41%),
maioria da Universidade de São Paulo (n=14). Os autores mais profícuos foram: César
Augusto Tibúrcio Silva, Emilio Maltez Alves Filho e Julio Cesar de Campos Fernandes.
Também foi possível perceber que a maioria os pesquisadores (57%) possuem
vivência profissional e acadêmica em sua carreira, demonstrando que não existe um gap
acentuado entre as publicações científicas e a prática profissional dos pesquisadores. Todavia,
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o nível de produção dos mais profícuos ainda é baixo, haja vista que apenas dois deles situamse acima da média de publicação dos demais pesquisadores na área.
Deste modo, recomenda-se intensificar os estudos na área, que poderão ser realizados
por intermédio de grupos de pesquisa e desenvolvimento, inclusive com a participação das
instituições governamentais a fim de que questões de pesquisas possam ser solucionadas e
divulgadas à comunidade científica e entidades, bem como para que experiências possam ser
compartilhadas através da divulgação dos resultados em publicações científicas.
Apresenta-se como limitação do presente estudo o fato de apenas se ter levantado o
perfil de pesquisadores brasileiros, não contemplando os internacionais. Sugere-se que
pesquisas futuras investiguem o perfil dos pesquisadores internacionais na temática e
mensurarem o real e efetivo impacto da produção dos pesquisadores do tema e as redes
cognitivas de autoria e co-autoria dos pesquisadores.
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