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Publicação do Núcleo de Desenvolvimento Técnico Mercadológico do Aço Inoxidável (Núcleo Inox)
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Número 34
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Janeiro/Abril de 2010
OPORTUNIDADES
PARA A COPA 2014
O BRILHO DO INOX NOS PROJETOS DOS ESTÁDIOS
APLICAÇÕES
FERRAGENS EM INOX OFERECEM
VANTAGENS EM SUAS UTILIZAÇÕES
MERCADO
A CADEIA DO INOX SE PREPARA
PARA MARCAR PRESENÇA NAS
OLIMPÍADAS E NA COPA 2014
ENTREVISTA
ARQUITETO APROVA USO DO INOX
EM ARENAS ESPORTIVAS
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FEINOX MIGRA PARA CENTRO
DE EXPOSIÇÃO IMIGRANTES E APROXIMA-SE
DE CONSUMIDORES
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ara continuar a ocupar a posição do mais importante evento brasileiro do segmento, a quarta edição da Feira de Tecnologia de Transformação do Aço
Inoxidável (Feinox 2010) evoluiu. Uma das principais
alterações para a sua próxima edição – que será realizada de 16 a 18 de novembro – diz respeito ao local:
dessa vez, ela irá ocupar as dependências do Centro
de Exposições Imigrantes, em São Paulo, espaço
localizado junto à Rodovia dos Imigrantes.
A mudança de local é um indicativo preciso da
dimensão que o evento vem alcançando – o Centro
de Exposições Imigrantes é considerado um dos
mais modernos espaços de exposições da América
Latina e disputa com o Anhembi a organização das
mais importantes exposições realizadas na capital.
As mais recentes Bienais do Livro (eventos que
atraem dezenas de milhares de visitantes) foram realizadas naquele local – a Feinox vai ocupar o Pavilhão
de Convenções Canelinha, que possui mais de 4 mil
metros quadrados de área expositiva.
Os aperfeiçoamentos para a realização da IV Feira de
Tecnologia de Transformação do Aço Inoxidável vão,
porém, além da transferência de local. Aproximar-se efetivamente dos setores que consomem o aço inoxidável é
uma das propostas da próxima edição do evento promovido pelo Núcleo Inox. “Serão desenvolvidas ações com
setores consumidores e expostos casos de sucesso na
utilização do inox em substituição a outros materiais
com ganhos econômicos e ambientais”, antecipa Arturo
Chao Maceiras, diretor executivo do Núcleo Inox.
Ao final de março, o número de empresas que confirmaram presença aproximava-se de 40. “A Feinox
proporciona oportunidades de atualização em termos
de tecnologia, desenvolvimento de novos materiais e
produtos, prestação de serviços e informações mercadológicas, através da exposição e das palestras de
especialistas”, avalia Maceiras. Para o diretor executivo do Núcleo, não participar da Feinox 2010 - o maior
evento do setor na América do Sul - é desperdiçar
várias oportunidades de negócios, perfil que a exposição vem assumindo.
Para reforçar o caráter de exposição de negócios,
serão realizados painéis nos quais serão abordados
temas específicos de cada setor. Um exemplo desse
painel são as atividades do agronegócio. “No Dia do
Agronegócio, teremos oportunidade de analisar com os
Divulgação
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associados de entidades desse segmento os diferentes tipos de inox desenvolvidos para, por exemplo, as
indústrias de açúcar e álcool, a de alimentos e bebidas,
a de laticínios e outras. Poderemos mostrar vantagens
econômicas e ambientais oferecidas pelo material nas
aplicações específicas”, explica Maceiras.
No Dia da Arquitetura – outro painel já acertado –
um dos assuntos que estará em pauta são as oportunidades de negócios criadas pela Copa de 2014 e
das Olimpíadas de 2016, eventos que serão realizados no Brasil. O terceiro painel já definido será o Dia
da Indústria de Óleo e Gás. “Existem diferentes tipos
de aço inoxidável e ligas especiais, capazes de atender os exigentes requisitos da exploração da camada
do pré-sal e o potencial de crescimento do consumo
neste importante setor industrial”, comenta o diretor
do Núcleo Inox.
Promovida pelo Núcleo Inox, a Feinox 2010 é organizada pelo Grupo Cipa e reunirá empresas e profissionais desse setor da indústria nacional. São eles
fornecedoras de insumos, produtores e distribuidores de chapas, barras, tubos, fabricantes de máquinas para transformação do material, e acessórios
como filmes de proteção, entre outros.
Panorama geral
da Feinox 2008.
A próxima edição do
evento será realizada
em novembro em
pavilhão que tem
4 mil metros
quadrados de área
expositiva
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PETRÓLEO E GÁS SÃO TEMAS PREDOMINANTES
NA DÉCIMA EDIÇÃO DE SEMINÁRIO DE INOX
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Divulgação Petrobras
Plataforma P-52, no
Campo de Roncador,
na Bacia de Campos, RJ
uando foi realizado pela primeira vez, em 1988, o
objetivo do Seminário Brasileiro de Aço Inoxidável era reunir, em um único evento, os mais representativos estudos e pesquisas relacionados às áreas
onde o inox pode ser aplicado. Ao chegar à décima edição – que irá ocorrer do dia 20 a 22 de setembro
desse ano, no Rio de Janeiro, no Sheraton Barra Hotéis
e Suítes, na Barra da Tijuca – há a convicção de que o
evento constitui-se no mais importante fórum técnico-científico sobre o assunto do Brasil tendo, inclusive, ampliado sua abrangência para outros países.
Foram várias as razões para que o seminário se consolidasse – dos critérios adotados para a seleção dos
trabalhos à representatividade do comitê científico –
mas, conta para essa projeção, sobretudo, o fato de ele
ter sempre colocado em evidência temas vinculados aos
momentos históricos do país. Foi com base nessa trajetória que a atual comissão organizadora definiu como
principal foco de sua próxima edição – mas não exclusivo, como fazem questão de destacar seus integrantes –
os artigos/pesquisas relacionados ao petróleo e gás.
O Brasil está na iminência de dar início à exploração
de campos petrolíferos na área geologicamente deno-
minada de pré-sal que, de acordo com pesquisas preliminares, acumula imensas reservas de óleo e gás – na
primeira quinzena de março, o assunto voltou às manchetes dos jornais depois que a Câmara Federal aprovou uma nova lei (a emenda Ibsen), que altera a forma
de pagamento de royalties aos estados e municípios
onde ocorre a exploração, reduzindo a participação
deles nessas receitas. No final de março/início de abril,
ela estava sendo analisada pelo Senado.
Desde que, em 2007, o governo confirmou a existência de reservas de óleo e gás na camada do pré-sal,
o Núcleo Inox passou a interagir de forma mais próxima com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento
(Cenpes) da Petrobras, trocando informações sobre
como o aço inoxidável poderia atender as especificidades do setor, sobretudo na exploração em áreas marítimas. Por isso, é bastante provável que algumas dessas
informações apareçam agora consolidadas em artigos
e pesquisas que serão apresentados no seminário.
A escolha da cidade do Rio de Janeiro para acolher
o evento também não foi aleatória – na semana anterior, ocorre, nesta cidade, a Rio Oil & Gas Expo and
Conference, que vem a ser o maior evento da indústria de petróleo e gás da América Latina.
A organização do seminário criou três chaves nas
quais irá inserir os trabalhos selecionados: Aplicações
e a experiência de serviço de aço inoxidável (nessa
estão os temas petróleo e gás, ambientes marinhos e
dessanilização); Novas tendências na metalurgia de
aço inoxidável/rotas de produção; e Tecnologia de
Fabricação. Entre os assuntos selecionados, o tema
predominante é o da corrosão, seguido de perto pela
metalurgia física. “No que se refere à corrosão, quatro
artigos que serão apresentados estão vinculados ao
óleo e gás”, informa o engenheiro Marcelo de CastroRebello, consultor do Núcleo Inox e membro da organização e comitê científico do seminário.
tInformações e inscrições para o evento podem
ser obtidas no site www.nucleoinox.org.br.
NÚMERO 34
JAN/ABR 2010
Publicação do Núcleo de Desenvolvimento Técnico Mercadológico do Aço
Inoxidável – Núcleo Inox
Av. Brigadeiro Faria Lima, 1234 cjto. 141 – cep 01451-913
São Paulo/SP – Fone (11) 3813-0969 – Fax (11) 3813-1064
[email protected]; www.nucleoinox.org.br
Conselho Editorial: Celso Barbosa, Francisco Martins,
Osmar Donizete José e Renata Souza
Coordenação: Arturo Chao Maceiras (Diretor Executivo)
Circulação/distribuição: Liliana Becker
Edição e redação: Ateliê de Textos – Assessoria de Comunicação
Rua Desembargador Euclides de Campos, 55, CEP 05030-050
São Paulo (SP); Telefax (11) 3675-0809;
[email protected]; www.ateliedetextos.com.br
Jornalista responsável: Alzira Hisgail (Mtb 12326)
Redação: Adilson Melendez e Heloísa Medeiros
Publicidade: contato pelo telefone: 3813-0969
ou pelo e-mail: [email protected]
Edição de arte e diagramação: Francisco Milhorança
Serviço de CTP e Impressão: Estilo Hum
Fotos da capa: Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Projeto do escritório
Castro Mello Arquitetos, de São Paulo
A reprodução de textos é livre, desde que citada a fonte.
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capa
CONVOCAÇÃO
PARA 2014
Seleção de materiais está no início e inox apresenta
qualidades para brilhar no torneio
epois do México, nos anos de 1968 e 1970, e da
Alemanha, em 1972 e 1974, que foram sedes, primeiro dos Jogos Olímpicos e, em seguida, da
Copa do Mundo de Futebol, o Brasil irá repetir a experiência, porém, na ordem inversa. O país recebe inicialmente, no ano de 2014, o campeonato mundial de futebol entre seleções e, dois anos depois, sediará os Jogos
Olímpicos. A quatro anos do início da primeira competição e a seis da segunda, estados e municípios começam a dar os primeiros passos efetivos para se adequarem às futuras competições.
d
Doze cidades foram selecionadas para receber os
jogos da Copa do Mundo: Porto Alegre, Curitiba, São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Cuiabá, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Brasília; os
Jogos Olímpicos serão disputados no Rio de Janeiro.
Na maior parte dos municípios, além da construção/reconfiguração de estádios e da implantação de
outros equipamentos esportivos, no caso da Olimpíada, são necessárias várias obras de infraestrutura
(sobretudo, as relacionadas aos transportes), e
ampliação da rede hoteleira.
Fonte Nova: estádio
de Salvador será
reformulado a partir
de projeto das
empresas Setepla
Tecnometal,
de São Paulo, e
Schulitz Archietektur +
Tecnhologie, da
Alemanha
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OBRAS, ESTÁDIOS E PROJETOS
Beira-Rio: na capital
gaúcha, os jogos serão
realizados no campo
do Internacional.
A modernização
foi idealizada pelo
escritório Hype Studio,
de Porto Alegre
Vários setores estão se movimentando no sentido
de aproveitar as oportunidades de negócios geradas
em função dos dois eventos – os integrantes da
cadeia produtiva do aço inoxidável devem também
ficar atentos às circunstâncias e possibilidades onde
é possível fazer uso do material ou dos produtos dele
derivados. Arturo Chao Maceiras, diretor executivo do
Núcleo Inox, considera como um exemplo dessas
oportunidades, o sistema de fixação dos assentos nas
arquibancadas que, fabricado em inox, poderia ampliar
o tempo de vida útil desses componentes.
Coberturas, revestimentos de fachadas, aplicação
em sanitários, cozinhas de restaurantes (praticamente
todos os estádios terão esse espaço) são setores onde
o aço inoxidável poderá estar presente. Maceiras observa que as empresas responsáveis pelos projetos e as
construtoras encarregadas de executar as obras dificilmente tomarão a iniciativa de propor a especificação do
inox – “enxergar” onde é possível fazer uso do material e
propor soluções é tarefa das indústrias do setor.
Com a realização dos dois eventos, é esperada
uma injeção de recursos na economia da ordem de
R$ 150 bilhões, sendo R$ 120 bilhões na construção
civil. Contabilizando apenas a Copa do Mundo, o
Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva estima que sejam
gerados mais de três milhões de postos de trabalho
para a execução de obras de construção ou reforma
de estádios, melhoria da mobilidade urbana e regional e de infraestrutura.
Durante a realização do Fórum Urbano Mundial 5,
realizado no Rio de Janeiro, na segunda quinzena de
março, o presidente da entidade, João Alberto Viol,
manifestou preocupação com a eventual falta de
oportunidades de trabalho para esse pessoal no póscopa. “É grande o risco de favelização devido a não
absorção desse contingente de trabalhadores específico pós-copa”, alertou.
6 INOX • JANEIRO/ABRIL 2010
Em Porto Alegre, constam na relação de obras previstas para receber adequadamente os jogos, a
implantação de linhas do metrô e a modernização do
aeroporto Salgado Filho. Uma ampla remodelação
será realizada no Beira-Rio, estádio do Sport Club Internacional, a partir de projeto do Hype Studio, escritório de arquitetura da capital – além da cobertura de
arquibancadas, o estádio ganhará espaços diferenciados como restaurante com vista para o campo e
museu. Em Porto Alegre, o Grêmio também planeja
construir um estádio mesmo que não vá receber jogos da copa – o projeto é da empresa portuguesa
Plarq Estudos de Arquitectura e Urbanismo.
A Arena da Baixada – nome popular do estádio
Joaquim Américo – é o local onde serão realizadas as
partidas em Curitiba. Estádio particular pertencente ao
Clube Atlético Paranaense, a arena terá sua capacidade
ampliada para 42 mil espectadores. A modernização
segue projeto do escritório paranaense Carlos Arcos
Arquitetura. A cobertura está definida e será em estrutura metálica – o estádio terá instalações comerciais
em todos os seus setores. A ampliação do aeroporto
Afonso Pena é uma das obras públicas previstas para a
capital que também pretende implantar linha de metrô
com estações próximas à Arena.
A ligação por trem entre o aeroporto de Guarulhos e
o centro da capital paulista e sua conexão com o metrô
existente – que terá estação próxima do estádio do
Morumbi – são duas das intervenções previstas para
acontecerem em São Paulo. Até fevereiro ainda havia
especulações sobre a construção de um novo estádio
na cidade, mas, na segunda quinzena de março, a Fifa
finalmente considerou adequado o projeto (idealizado
em conjunto pelos escritórios Ruy Ohtake Arquitetura e
Urbanismo e Von Gerkan, Marg und Partners (GMP))
para a remodelação do Morumbi. Na última versão analisada pela entidade, foi suprimido um dos níveis existentes nas arquibancadas.
Para a Copa do Mundo, a capital fluminense vai reformatar o estádio do Maracanã – inicialmente o governo
estadual, proprietário do complexo, pretendia que o processo se desse através de uma parceria público privada
(PPP), mas ela não prosperou. Os técnicos da Empresa
de Obras Públicas do Rio de Janeiro assinam o projeto de
modernização do estádio no qual contaram com a consultoria do escritório Fernandes Arquitetos, de São Paulo.
O projeto de revitalização da zona portuária e a ampliação das linhas de metrô e o ajuste do aeroporto internacional Tom Jobim/Galeão são intervenções relacionadas
à realização da Copa 2014 – o trem bala São Paulo/Rio de
Janeiro deverá estar pronto para as Olimpíadas.
A terceira cidade da região Sudeste a receber jogos
da Copa 2014 é Belo Horizonte. A reconfiguração do
estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão (baseada em projeto das empresas GMP e Schlaich, Ber-
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Em Fortaleza, o
estádio Plácido
Castelo (Castelão)
vai ganhar uma
nova feição, que
foi desenhada
pelo escritório
Vigliecca &
Associados,
de São Paulo
germann und Partners (SBP), ambas da Alemanha, e
Gustavo Penna Arquiteto e Associados, de Belo
Horizonte) pretendia sedimentar a candidatura da cidade para receber a abertura da competição e o jogo inicial do torneio. A ligação por metrô entre o bairro Savassi e o Mineirão e a ampliação do centro de exposições
Expominas estão entre as obras previstas para serem
realizadas em Belo Horizonte.
NA REGIÃO NORDESTE
Em Salvador, a parceria público-privada se efetivou
e o estádio estadual, da Fonte Nova, será reformulado
pela Fonte Nova Negócios e Participações – empresa
constituída pelas construtoras OAS e Odebrecht – que
irá executar o projeto e explorar o estádio por 35 anos
Como em São Paulo, a Arena Salvador foi projetada em
parceria teuto-brasileira: o projeto do estádio é das
empresas Setepla Tecnometal, de São Paulo, e Schulitz
Architektur + Technologie, da Alemanha. Um novo terminal marítimo e a ampliação do aeroporto Luis
Eduardo Magalhães figuram entre as obras de infraestrutura prometidas para a cidade.
O mesmo modelo adotado na Bahia – PPP – é o que
deve se efetivar em Pernambuco para a implantação da
Arena Capibaribe. A rigor, Recife foi escolhida, mas o novo estádio será implantado em São Lourenço da Mata,
município na região metropolitana, a 18 quilômetros da
capital. A licitação prevista para ser realizada na segunda quinzena de março toma como base o projeto do escritório Fernandes Arquitetos, de São Paulo. Uso de
energia solar e soluções de ventilação e iluminação natural constam do projeto. Nas cercanias da arena, será
implantada a Cidade da Copa, empreendimento no qual
devem ser construídas 9 mil unidades habitacionais.
Um escritório de Natal (Felipe Bezerra Arquitetos),
um do Rio de Janeiro (Coutinho Diegues Cordeiro) e
outro dos Estados Unidos (Populous, nova denominação do norte americano HOK/SVE) responde pelas
intervenções que sustentaram a candidatura da capi-
tal potiguar. Neste caso, não se trata apenas de construir um novo estádio, mas de uma estratégia de requalificação urbana de área subaproveitada – a gleba
de 45 hectares no bairro da Lagoa Nova, onde estão o
atual estádio João Machado e o centro administrativo
do governo estadual terá sua ocupação adensada e
será transformada em polo de lazer, cultura, esportes, convenções, comércio e trabalho.
Fortaleza é o ponto extremo da região Nordeste a
receber partidas do torneio mundial. Para realizálas, o estádio Plácido Castelo – mais conhecido como Castelão – será modernizado a partir de diretrizes do escritório Vilgiecca & Associados, de São
Paulo. Em meados de março, três consórcios e uma
empresa haviam se candidatado (a licitação é em
regime de PPP) para realizar as obras de reforma,
ampliação, adequação, operação e manutenção do
estádio. Ainda se encontra em fase embrionária a
especificação de materiais a ser utilizado no Castelão, mas a intenção do escritório autor do projeto
é utilizar telhas metálicas perfuradas nas vedações
externas do estádio.
A participação de
Pernambuco na Copa
irá ocorrer na
Arena Capibaribe, que
será construída em
São Lourenço da Mata.
O escritório Fernandes
Arquitetos,
de São Paulo,
é autor do projeto
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OPORTUNIDADES PARA O INOX
Na capital federal,
as partidas serão
disputadas no
antigo estádio
Mané Garrincha.
A nova configuração
foi projetada pelo
escritório Castro Mello
Arquitetos,
de São Paulo
BRASÍLIA, CUIABÁ E MANAUS
Brasília e a capital do Mato Grosso, Cuiabá, são cidades que, na região centro-oeste, vão acolher os jogos.
Em Brasília, o antigo estádio Mané Garrincha foi completamente remodelado pelo escritório Castro Mello
Arquitetos – trata-se, na verdade, de um novo estádio. A
cidade que vinha se apresentando como opção a São
Paulo e Belo Horizonte para abertura do torneio perdeu
força com a divulgação dos casos de corrupção que
causaram a prisão e cassação do mandato do governador José Roberto Arruda. Simultâneo ao novo Mané
Garrincha, a cidade havia planejado a modernização do
aeroporto e a construção de sistema de transporte
baseada em VLP (veículos leves sobre pneus) e em VLT
(veículos leves sobre trilhos).
No Mato Grosso, no mesmo terreno onde está hoje
o Estádio Governador José Fragelli, surgirá a Arena
Cuiabá, que foi projetada pelos escritórios GCP Arquitetos e Grupo Stadia, ambos de São Paulo. Para as partidas da Copa do Mundo, a capacidade da Arena Cuiabá será de 42 mil pessoas – o projeto é flexível a ponto de, após o evento, suprimir 12 mil lugares – a média de público que comparece às partidas (atualmente o estado não possui clubes na divisão principal do
futebol brasileiro) é baixa. No início de março, o consórcio Santa Bárbara/ Mendes Júnior venceu a licitação para a construção da arena.
Manaus, única cidade-sede da região norte brasileira, teve o projeto de seu estádio desenvolvido pelo
escritório alemão GMP em parceria com o brasileiro
Grupo Stadia. A Arena da Amazônia terá capacidade
para 43 mil espectadores e seu desenho, afirmam os
autores, foi baseado nas variedades de espécies e
formas encontradas na floresta amazônica. A concorrência, organizada pela Secretaria do Planejamento
para a construção da arena que vai ocupar o lugar do
atual estádio Vivaldo Lima foi realizada no início de
março. A Andrade Gutierrez apresentou a proposta
vencedora (R$ 499,5 milhões) e terá prazo de 36
meses para executar os serviços.
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Durabilidade. Esse é o atributo que, em geral, os
arquitetos associam à especificação do aço inox em
suas obras – nos projetos de estádios não é diferente. “Associada à durabilidade, existem também as
vantagens do acabamento e a estética do material”,
avalia o arquiteto Daniel Fernandes, da Fernandes
Arquitetos, que assina o projeto da Arena Recife e
auxiliou a Emop no projeto do Maracanã. “O aço inox
sempre foi um material nobre e a possibilidade de uso
é muito grande”, acrescenta o arquiteto, discorrendo
sobre a especificação do material na arquitetura de
uma forma geral.
Nos estádios, detalha Fernandes, ele considera
possível o uso do aço inoxidável em situações como
guarda-corpos e barreiras, corrimãos de escadas, bancadas de atendimento em bares e lanchonetes, brises
e elementos de fachada. Além dessas áreas, ele também cogita a especificação do inox em cubas de sanitários, portas especiais, chapas lisas para acabamentos de superfícies, elementos arquitetônicos e estruturais, escadas e pequenas estruturas e elementos de
suportes como os spider glass (sistema de fixação de
vidros). “Apesar de ter o custo inicial mais alto que
outros tipos de liga, a durabilidade pode ser fator decisivo quando o assunto é manutenção” assinala.
Também para o arquiteto Ronald Fiedler, do escritório Vigliecca & Associados (responsável pelo projeto do Castelão), a durabilidade do inox é a qualidade
que mais chama sua atenção para que ele considere
especificar o material em seus projetos. “Nesse sentido, o inox não encontra similar em nenhum outro
material, além é claro da aparência que se mantém
praticamente inalterada durante décadas”, destaca.
Nos projetos de estádios, Fiedler considera a possibilidade de adotar o material em áreas mais nobres e
em lugares pontuais. No que se refere aos corrimãos
e guarda-corpos nas arenas, ele avalia que, dificilmente, o material se mostrará viável.
O sócio de Vilgliecca e Associados lembra que, do
ponto de vista da sustentabilidade (a Fifa estimulou que
os projetos considerassem essa situação) o inox tem
contribuições a fazer. “Quanto maior a possibilidade de
utilizarmos o aço inox, menor vai ser a necessidade de
manutenção futura com a troca de peças, evitando o
desperdício de material”.
O fato de ser um material ambientalmente correto
também chama a atenção de Fernandes e isso amplia
suas possibilidades de especificação. “Além de ser
100% reciclável, é um material de baixa emissão por
não possuir revestimento, não contém compostos
orgânicos voláteis e é usualmente empregado em
equipamentos que geram energia ou estão relacionados com economia de água, como painéis solares,
usinas de energia, tubulações de água e tanques
resistentes à corrosão”, detalha.
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entrevista
Em dupla com Claas Schulitz, da Alemanha, o arquiteto brasileiro Marc
Duwe, da Setepla Tecnometal Engenharia, responde pelo projeto da
reformulação da Fonte Nova, estádio
de Salvador onde serão realizados
os jogos da Copa do Mundo de 2014,
que serão disputados no Brasil.
Duwe comentou sobre as possibilidades do uso do aço inoxidável nos projetos de arenas esportivas falando, também, sobre as estações de metrô onde especificou o material.
Quais as vantagens da especificação
do aço inoxidável nos projetos de
arquitetura de uma forma geral?
Temos empregado o aço inoxidável com
frequência em nossos trabalhos, principalmente nas estações de metrô de São Paulo,
por tratar-se de um produto que não necessita de muita manutenção, que não oxida e é
altamente resistente a atos de vandalismo.
O metrô é muito usado – mais de 5 milhões
de pessoas passam diariamente pelas estações -– e empregar o aço inoxidável significa evitar a troca de peças com operações de
manutenção, em geral muito complicadas.
Divulgação
Do metrô
aos estádios,
a viagem do inox
Marc Duwe, da Setepla Tecnometal Engenharia
Nos projetos das estações metroviárias, a especificação partiu do senhor
ou o cliente sugeriu que o material
fosse empregado?
Na verdade, um dos sócios da Setepla,
que já trabalhou no metrô, começou naquela empresa um processo de pesquisa sobre
o material. Porém, o aço inox nunca fora
usado de forma mais ampla em função de
seus preços. Atualmente, porém, eles estão
mais acessíveis e nós começamos a sugerir ao metrô que algumas peças poderiam
ser revestidas em aço inoxidável. Isso foi
aceito e, a partir de uma experiência na
estação Chácara Kablin, passamos cada
vez mais a recorrer ao material. Nesta estação, empregamos o material tanto na parte
interna como externa. Na fachada, desenhamos um trançado de tubos de inox que funciona como uma espécie de brise.
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Há outras estações onde a experiência foi repetida? É fácil trabalhar plasticamente o aço inox na arquitetura?
Estamos com um trabalho prestes a ser
inaugurado – o da Estação Butantã – onde
toda a fachada do prédio operacional foi
revestida com aço inox. Fizemos uma composição onde uma superfície dentada em
inox mistura-se com outra parte lisa e é
combinado com o vidro. O resultado plástico foi muito bom.
Há alguma dificuldade para empregar
o aço inox nessas situações?
Não existe exatamente um problema,
mas o fato é que é um pouco mais difícil de
trabalhar a iluminação quando se faz uso
do aço inox na fachada. Por ter uma superfície muito reflexiva, é mais complicado de
obter efeitos de luzes em um fachada
dessa espécie. Porém, a qualidade do
material e o acabamento que ele proporciona, além de sua baixa manutenção, tornam vantajosa sua especificação.
Nos projetos de arenas esportivas –
segmento no qual o senhor desenvolveu o projeto de reformulação da
Fonte Nova – o aço inox é um material
indicado? Em que áreas e situações?
Considero o material adequado porque,
como nas estações de metrô, estamos trabalhando com multidões – o estádio não é
usado duas ou três vezes por semana, mas
quando o é pode reunir grandes públicos e
isso apresenta riscos de vandalismo. No
momento, é preciso verificar com as construtoras como serão feitas as arenas, mas o inox
é um material a ser considerado. No caso da
Fonte Nova, nos guarda-corpos é um item em
que eu cogito usar e, talvez, também em
algum revestimento de paredes na área vip.
A Fifa recomenda que os estádios
sejam construções sustentáveis. A seu
ver, o inox é um material que poderia
dar alguma contribuição no sentido de
tornar essas construções mais sustentáveis do ponto de vista ambiental?
Nunca refleti sobre isso, mas sendo o aço
inox um produto reciclável acho que ele pode
contribuir. Na minha concepção de sustentabilidade, materiais utilizados na construção terão uso temporário. É preciso entender que, depois de décadas – séculos talvez
– um edifício pode não ser mais usado e ser
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transformado em outra coisa. Então, se os
materiais que você empregou podem ser utilizados em outras situações, isso significa
sustentabilidade. Se o aço inox apresenta a
possibilidade de reutilizar, de desmontar, de
transformar-se em outra coisa, acho que
trata-se de um material sustentável.
As arenas deverão ter assentos que
serão fixados nas arquibancadas, possivelmente, no concreto. O projeto executivo desses estádios contempla um
detalhamento nesse nível? O inox é um
material cogitado para essa função?
Existem duas formas de fixar esses
assentos: ou eles são fixados de forma
direta no piso da arquibancada – normalmente parafusados ou chumbados, mas
isso a Fifa não gosta muito; ou então com
uma estrutura auxiliar presa no espelho ou
no piso do assento de aço galvanizado ou
pintado. Em nosso projeto, não descemos,
ainda, a esse nível de detalhamento. No
caso da Fonte Nova, por se tratar de uma
PPP [Parceria Público Privada] onde a
empresa, além de construir, irá operar o
estádio e responder por sua manutenção,
considero que seja do interesse dela fazer
algo que dure mais tempo para evitar
retrabalho. Então, na minha opinião, seria
viável investir um pouco mais agora e,
depois, ter menos problemas com a manutenção. Precisaríamos conhecer esse tipo
de material [o inox], para ver o que é
melhor para ser usado.
Como o senhor tem observado as
estratégias de aproximação das
indústrias do setor para que o inox
venha ser cogitado na especificação
em seus projetos?
Temos que conhecer os produtos que
existem em aço inox e ter um contado direto
com os representantes das empresas, para
que eles nos mostrem as suas vantagens e
seus custos. Isto possibilita convencermos
os construtores a usar este material. Mas,
acredito que isso já esteja sendo feito.
Na sua avaliação, por que em outros
países o material ainda é mais aplicado
e no Brasil ainda há certa relutância
dos arquitetos em o especificarem?
Acredito que seja uma questão cultural.
Antigamente o inox era visto como um material nobre e caro – ainda hoje há pessoas que
Divulgação ArcellorMittal Inox Brasil
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Brises em inox na fachada do metrô Chácara Klabin
o consideram dessa forma. Isso, no entanto,
não é verdade. Hoje ele se equipara a outros
materiais para a especificação em fachadas,
por exemplo, e há a vantagem da durabilidade. Mas, permanece a impressão de ser um
produto caro. Então, para determinadas
construções – por exemplo, para as obras
públicas – existem resistências em usar aço
inox em virtude de o público considerar que
se gastou muito, por existir a mentalidade de
que ele é um produto mais caro.
No entanto, no caso dos pontos de
ônibus dos corredores em São Paulo,
as estruturas em aço inox que sustentam os equipamentos que informam a
chegada dos veículos estão intactas,
já os abrigos em aço comum estão
deteriorados...
É a questão de saber que também existe o custo de manutenção. Como já disse,
o investimento inicial pode ser maior – e
não é bem assim –, mas você tem um
ganho depois na manutenção. Não seria
má ideia a realização de um trabalho de
conscientização de que o aço inox não é
mais um produto tão caro e que tem as
vantagens de manutenção e de não oxidar.
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mercado
COPA E JOGOS OLÍMPICOS:
AS TÁTICAS DA DISTRIBUIÇÃO
Fotos ArcelorMittal Inox Brasil
As soluções em inox podem ser usadas na maior parte das obras necessárias
para receber os dois mais importantes eventos esportivos do mundo
epois da África do Sul e da Inglaterra, que irão
sediar, respectivamente, a Copa do Mundo de
Futebol de 2010 e os Jogos Olímpicos de 2012,
será a vez de o Brasil acolher os dois mais importantes
eventos esportivos mundiais. Evidente que as estrelas
das competições continuarão a ser os atletas mas,
para que o desempenho deles não seja ofuscado, o
país deverá se desdobrar para oferecer locais adequados para as competições e realizar obras de infraestrutura que assegurem, por exemplo, o deslocamento
interno pelo país, assim como a mobilidade urbana.
Arenas e equipamentos esportivos, aeroportos,
metrôs e edifícios para hospedagem são alguns setores onde o aço inox pode ajudar o país a alcançar “brilho” mais intenso nas competições, sem depender,
apenas, do desempenho dos atletas participantes.
Para assegurar que isso se efetive, a cadeia produtiva
do material está colocando em prática estratégias (o
workshop ArcelorMittal Inox Brasil, Copa do Mundo
2014 e Olimpíadas 2016, realizado em fevereiro, foi
uma das primeiras) para que o inox esteja presente
nos dois eventos e os distribuidores são figuras
essenciais para que isso se consolide.
Para apurar como esse elo da cadeia do inox está
d
se preparando para marcar presença nas duas competições e as repercussões que elas terão em seus
negócios, consultamos algumas empresas que trabalham no segmento.
AUMENTO NO CONSUMO
Ronaldo Jalamov, diretor da Casa Inox São Paulo,
acredita que novas frentes se abrirão para o inox com a
realização dos megaeventos no país – em sua opinião,
os reflexos se darão principalmente nas áreas da construção civil e hotelaria. “Nossa área de atuação será basicamente a de fornecer o aço inoxidável para os fabricantes de equipamentos e construtoras”, afirma. Jalamov
diz que são diversos os produtos relacionados às competições em que o
inox estará presente – desde a parte
de decoração até
equipamentos de
cozinha industrial e
ainda obras de infraestrutura.
Os distribuidores
começam a articular
estratégias para
que o aço inoxidável
esteja próximo dos
especificadores
mesmo antes do
início das obras
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“Podemos e, com certeza, faremos com que o aço
CATÁLOGO DE SOLUÇÕES
inoxidável chegue aos nossos clientes em ótimas conResponsável pelo Desenvolvimento do Mercado da
dições e a preços competitivos com o aço carbono”, Construção Civil na ArcelorMittal Inox Brasil, Arlena
antecipa Jalamov. “Estamos, juntos com a Arce- Montesano informa que a empresa lançou, recentelorMittal Inox Brasil fazendo um projeto de desenvolvi- mente, junto com as outras unidades que compõem o
mento de mercado. Com ele, teremos os caminhos e grupo ArcelorMittal no Brasil, um catálogo com soluáreas a desenvolver com maior precições em aço para a construção civil
são”, acrescenta.
que poderão ser empregadas em
Para Mauro Patrício, coordenador
todas as etapas das diferentes obras,
de operações comerciais da Jatinox,
desde a fundação ao acabamento.
na distribuição haverá crescimento
“Através desse documento, os envolde vendas direcionadas aos fabricanvidos nos projetos encontrarão, de
tes de corrimãos e guarda-corpos, de
forma prática e sistematizada, os
mobiliário urbano e de revestimentos
mais modernos e funcionais produtos
metálicos para fachadas e cobertuem variados tipos de aço disponíveis
ras. “Isso se for feito um bom trabalho
no mercado brasileiro. O inox está prepela ArcelorMittal Inox Brasil, Núcleo
sente com mais de 25 soluções em
Inox e os distribuidores junto aos
diferentes aplicações”, explica.
agentes envolvidos com essas obras,
Arlena observa que o inox pode ser
que são os arquitetos, as construtoutilizado não só em estádios, mas nas
ras e os especificadores”, destaca.
intervenções de infraestrutura (mePatrício avalia que, nas regiões em
trôs, aeroportos, VLPs – Veículos Leve
sobre Pneus) e também em novas
que os eventos irão acontecer haverá
aumento nos negócios relacionados à
construções e reformas de hotéis e
construção civil. “Não creio, porém,
hospitais. Guarda-corpo, corrimãos,
que os eventos tenham forte impacto
coberturas, sistemas de revestimenem nossas vendas, comparado ao
tos de fachadas, brises, mobiliário
crescimento – mesmo que vegetativo
urbano, elementos de acessibilidade,
– de outros setores”, acrescenta.
arquitetura de interiores, elevadores e
De acordo com Patrício, a Jatinox
escadas rolantes e sinalização visual,
irá participar das atividades da Arce- Inox vai estar presente nos novos hotéis são exemplos citados por ela. “O inox
lorMittal Inox Brasil e do Núcleo Inox e na modernização dos antigos
também tem potencial de utilização
para apoiar e entender as oportunidaem lavanderias e cozinhas industriais,
des geradas e poder coordenar suas equipes (geren- nos vagões dos trens de metrô e em outras áreas
tes, vendedores internos e representantes). “Para ele- onde manutenção, higiene e estética influenciem na
var o consumo, precisaremos de intensa ação promo- especificação do material”, acrescenta.
cional junto aos especificadores, arquitetos, construNa avaliação de Marcelo de Abreu Marinzek, diretor
tores e órgãos técnicos, bem como fornecer apoio téc- de desenvolvimento de mercado da ArcelorMittal Inox
nico e bom atendimento. Se não estruturarmos de Serviços, o inox vem ganhando força no segmento da
maneira organizada essas ações, a elevação do con- construção civil e arquitetura, independente das
sumo poderá ficar comprometida”, alerta o coordena- obras previstas para os próximos anos, mas elas irão
dor de operações comerciais da Jatinox.
incrementar ainda mais os negócios. “A Copa e os
Carlos Alberto Faria da Veiga, que responde pela Jogos Olímpicos demandarão uma série de obras reladiretoria comercial da Inox Tech Service Center – Grupo cionadas diretamente aos eventos, como estádios,
Feital, diz que a empresa, que possui filiais na maior praças olímpicas e vilas para esportistas e também a
parte das cidades onde vão ser realizados os eventos, adequação de vias de acesso, sistemas urbanos de
já deu início ao trabalho de preparação da equipe transportes, hotelaria etc, e vão movimentar fortecomercial que deverá convencer seus clientes das mente a cadeia de fornecimento da construção civil,
possibilidades de aplicação do inox em atividades que em consequência, as aplicações em aço inox”, prevê.
irão se movimentar em função das competições. “Não
Para Marinzek, as perspectivas de novos negócios
é só nos estádios que o material pode ser empregado, são muitas e bastante variadas no que diz respeito
mas em praticamente tudo que está em volta dele”, aos segmentos de mercado e aplicações. Ele observa,
observa. Restaurantes, produtos de transporte e hote- porém, que o grande desafio da distribuição está no
laria são mencionados por Veiga como áreas promis- desenvolvimento da cadeia produtiva e na conscientisoras para a expansão do consumo do inox em decor- zação de engenheiros, arquitetos e construtoras
rência das competições.
sobre as grandes vantagens na utilização do aço inox.
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aplicações
FERRAGENS PREMIUM
EM INOX
Produtos fabricados em aço inox estão sempre
associados à durabilidade e sofisticação. No
mercado de ferragens especiais para móveis, portas, janelas e portões,
as dobradiças, fechos, cremonas, roldanas, entre outros, se posicionam nas
aplicações Premium das empresas que os produzem. Fabricados com alta
tecnologia, as ferragens em inox oferecem vantagens em utilizações de grande
exigência, tais como resistência à corrosão química e atmosférica, facilidade
de limpeza e manutenção, e uma excelente relação custo/benefício, além de
não agredirem o meio ambiente por serem recicláveis.
Maçanetas em aço inox
A Häfele, fornecedora de produtos e serviços destinados aos
mercados da arquitetura, movelaria, naval e aeroespacial, conta com
a linha de maçanetas em aço inox que oferece elegância e
funcionalidade para portas de passagem. As maçanetas são
fabricadas em inox, com a tecnologia de tubo vazado, o que reduz
consideravelmente seu peso em comparação com os modelos
maciços. São três modelos básicos disponíveis: reto, em U e em L.
Os dois últimos possuem cantos arredondados e são ideais para
locais de passagem, como corredores longos, evitando assim
acidentes. Por seguir padrões internacionais,as maçanetas podem
ser utilizadas junto com qualquer fechadura padronizada do mercado.
Fotos divulgação
Roldanas em aço inox para portões de correr
A Fazola, empresa especializada na fabricação de ferragens
especiais para sistemas de instalação, fixação e movimentação
de portas, portões e janelas, fabrica entre outros produtos,
roldanas e dobradiças em aço inox, para aplicação em portas,
janelas e portões de correr. As dobradiças tipo palmela, por
exemplo, são indicadas para portas e janelas, têm acabamento
polido ou escovado, e são produzidas com aço inoxidável 304, ou
superior, dependo da aplicação. Já as linhas de roldanas em aço
inox podem ser utilizadas em portões de imóveis e instalações
industriais do setor químico, de petróleo, farmacêutico, segurança
e hospitais, enfim, em todas as aplicações onde é necessário
movimentar portas ou portões pesados com suavidade e
segurança, sem deixar de atender às características estéticas.
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Ferragens para portas e janelas de luxo
Fotos divulgação
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A Metalúrgica Mahler oferece a nova série Premium de
dobradiças para janelas, produzidas em aço inox com alta
tecnologia. Os produtos em aço inoxidável da Mahler oferecem
diversas vantagens, entre elas, o fato de o material ser 100%
reciclável, isento de toxinas e ter grande durabilidade e resistência.
Indicada para o segmento portas e janelas de luxo, as dobradiças
de pino solto, por exemplo, podem ser desmontadas e utilizadas
em outros móveis. Já as de
pino fixo são destinadas a
móveis comuns. A empresa
também fabrica o fecho de
sobrepor em inox, que traz a
opção de uso com cadeado
para maior segurança. Oferece
ainda a mão francesa tipo
esquadro, para suporte em
diversas aplicações, tais como
balcões de pias e prateleiras,
e a cremona em aço inox para
portas, janelas e venezianas.
Todos produtos são
produzidos em aço inox
AISI 304 com acabamento
polido. As espessuras variam
de 0,8 a 4,0 mm.
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Dobradiça em aço inox para móveis
A Cermag, empresa nacional que atende o mercado
moveleiro com ferragens de alta qualidade, fabrica a linha
de dobradiças em aço inox, disponível nas versões reta
e curva, ideal para móveis de alta qualidade.
Pode ser aplicada em chapas a partir de 12 mm de
espessura. Sua aplicação é recomendada para produtos
com exigências de alta durabilidade, tais como móveis
hospitalares, móveis para cozinhas e de ambientes
litorâneos. As dobradiças da Cermag contam também
com parafusos de fixação em aço inox.
SERVIÇO
Cermag: www.cermag.net
Mahler: www.mahler.com.br
Fazola: www.fazola.com.br
Häfele: www.hafele.com.br
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artigo*
CONCEPÇÕES MODULARES DE
ARCOS ESPACIAIS EM AÇO INOXIDÁVEL
UTILIZADO EM COBERTURAS*
RESUMO
Muitos materiais novos estão surgindo no mercado internacional. No entanto, ainda são poucos os utilizados no
mercado da construção civil em nosso país. Estruturalmente, materiais como o alumínio, o aço inoxidável e o cobre
ainda têm um extenso campo de pesquisa, assim como os materiais poliméricos. As excelentes propriedades mecânicas, a alta resistência à corrosão, a estética singular e a baixa exigência de manutenção, são características do aço
inoxidável que podem torná-lo competitivo quando comparado com outros materiais em aplicações estruturais na
arquitetura. Pesquisa-se a viabilidade de utilização deste material como elemento estrutural para coberturas. Tira-se
partido das concepções modulares de arcos espaciais. À medida que os módulos são agrupados à estrutura vai formando elementos cruzados dando maior rigidez e estabilidade ao conjunto. Estes elementos cruzados dão origem à
ligação central do módulo, onde o encontro dos elementos estruturais se dá em uma mesma superfície. Tendo como
condição básica a possibilidade de montagem e desmontagem da estrutura, para aproveitamento da mesma em
outros locais, as ligações são todas parafusadas. Verificou-se que houve uma eliminação de grande quantidade de
elementos complementares de estruturas de estabilização, detalhes e sistemas de ligações. Simplificaram-se as rotinas de cálculos e detalhamentos dos projetos. Quando comparados com os sistemas estruturais convencionais verifica-se que as etapas de fabricação e montagem dos elementos estruturais reduzem drasticamente. Isto reflete em
ganhos de tempo e custos.
Palavras-chave: aço inoxidável, sistemas estruturais, construção industrializada, arco espacial, coberturas.
1. INTRODUÇÃO
O aço inoxidável é hoje um produto competitivo e representa
efetiva solução para muitos problemas específicos na arquitetura. Suas características técnicas o colocam como material adequado para áreas inacessíveis e ao mesmo tempo expostas a
intempéries ou sujeitas ao ataque de agentes corrosivos. Como
benefício adicional tem-se a diversidade dos tipos de acabamento
superficial oferecendo grande efeito estético. Sendo um material
versátil o aço inoxidável possibilita inúmeras aplicações na arquitetura, incluindo revestimento de fachadas e coberturas, fabricação de janelas, portas e móveis, e decoração de ambientes. Além
disso, o aço inoxidável requer apenas um mínimo de manutenção
em qualquer de suas aplicações.
O aço inoxidável oferece benefícios quando utilizado em projetos arquitetônicos. Aos seus atributos técnicos associam-se
características econômicas e estéticas (Núcleo Inox, 2001), tais
como: a) Valor a longo prazo. Considerando todos os custos ao
longo do ciclo de vida, o aço inoxidável é frequentemente a opção
de material mais econômica; b) Baixo custo de manutenção. O aço
inoxidável normalmente requer apenas limpeza periódica com
soluções diluídas de sabão neutro em água; c) Usinabilidade. Com
a utilização de equipamentos adequados, o aço inox pode ser cortado, soldado e conformado com a mesma facilidade do aço
comum e outros materiais; d) Resistência à corrosão. Os tipos de
aço inoxidável com menores teores de liga resistem à corrosão em
atmosferas normais e em presença de água potável, enquanto os
tipos com maiores teores de liga podem resistir à corrosão em
soluções ácidas e alcalinas e em ambientes com presença de cloretos; e) Resistência mecânica. As propriedades mecânicas do
aço inoxidável permitem a utilização de espessuras mais finas, se
comparado com outros materiais, com a consequente redução de
peso, sem comprometer a resistência. Substanciais reduções de
custo podem ser obtidas aumentando a competitividade do aço
inoxidável em relação a outros materiais utilizados na arquitetura
e construção civil; f) Higiene. O aço inoxidável é reconhecido internacionalmente como a superfície mais higiênica para o preparo de
alimentos. A superfície única do aço inoxidável não possui poros
ou frestas que possam acumular detritos, fuligem ou bactérias. A
facilidade de limpeza da superfície do aço inoxidável o torna a
opção preferencial quando são exigidas condições de extrema
higiene, como em hospitais, cozinhas comerciais, frigoríficos e
outras unidades de processamento de alimentos; g) Aparência
estética. A superfície brilhante e de fácil limpeza do aço inoxidável
proporciona aparência atrativa e contemporânea, ideal para um
número crescente de aplicações na arquitetura.
2. MATERIAIS E MÉTODOS
A pesquisa desenvolve-se a partir do estudo do tipo de aço inoxidável mais adequado para a utilização em elementos estruturais. Em seguida será montado um modelo em aço inoxidável que
será avaliado estruturalmente e comparado com resultados obtidos em modelos estruturais de aço carbono. Estarão sendo avaliados tanto os perfis tubulares quanto as ligações.
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2.1- Materiais:
Aço inoxidável e aço carbono.
2.2- Métodos numéricos:
As análises propostas exigirão simulações numéricas através
da utilização de softwares disponíveis na UFOP. Usar-se-á programas de análise estrutural através de elementos de barras e elementos finitos. São softwares científicos e comerciais disponíveis
nos laboratórios de computação do Departamento de Engenharia
Civil da Escola de Minas da UFOP, tais como: Programa GTStrudl;
Programa Ansys.
Para o desenho gráfico dos modelos estruturais será utilizado
o software de desenho de precisão, também disponível no
mesmo departamento – Programa AutoCad Drawing.
Para a seleção de materiais e processos será utilizado o programa CES 4.0 – Cambrigde Engineering Selector.
2.3- Métodos experimentais:
Máquina de ensaio à tração – máquina digital computadorizada usada para caracterização mecânica dos vários materiais;
Pirômetro de infravermelho – equipamento que permite medição remota de temperatura nos pontos de interesse;
Utilização de mapeamento através de fotografia em infravermelho;
Sistema de aquisição de dados (SAD) – equipamento digital
computadorizado que permite medir as deformações específicas e deslocamentos pontuais em posições de esforços
máximos e mínimos;
Extensômetros eletrônicos – dispositivos elétricos colados
aos elementos estruturais e que fornecem informações de
deformações ao SAD;
LVDT – dispositivos elétricos posicionados em determinados pontos dos elementos estruturais e que permitem fornecer informações de deslocamentos ao SAD.
Figura 1 – Perspectiva da edificação
A partir de um mesmo modelo estrutural foi possível trabalhar
com dois conjuntos modulares, a forma trapezoidal ou os elementos cruzados. Estes modelos estão apresentados com mais detalhes na Figura 2. Cada módulo possui 8m de altura no seu eixo
central e 16m de largura (seção transversal da edificação), cobrindo uma área de 160 m2. Não foram considerados para efeito
deste estudo galpões com utilização de pontes rolantes. Para a
execução deste tipo de módulo e seus vários agrupamentos são
necessários apenas dois tipos de ligações: a) ligações na base do
perfil; b) ligações no topo da estrutura. Tendo como condição básica a possibilidade de montagem e desmontagem da estrutura,
para aproveitamento da mesma em outros locais, as ligações são
todas parafusadas. As ligações de base utilizadas neste projeto
são todas padronizadas, bem como as ligações de topo. A ligação
central é formada por quatro chapas dobradas, soldadas nos tubos
e parafusadas entre si. A ligação de base é formada por uma chapa
de base soldada no tubo. A curvatura do elemento estrutural não
é simétrica em relação ao eixo central, desenvolvendo-se com
raios diferentes. Para efeito de cálculo e facilidade de execução,
foram aplicados apenas dois valores de raios. De um lado a curvatura possui um raio menor, gerando um pé-direito maior possibilitando, assim, um melhor aproveitamento do espaço interno.
2.4- Espaços utilizados para montagem e análise dos modelos:
n Protótipo em aço com perfis metálicos tubulares, em tamanho natural ➾ terreno natural cedido no Campus Universitário da UFOP;
Modelo em pórtico espacial em aço inoxidável ➾ terreno
natural cedido no Campus Universitário da UFOP.
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2.5- Modelo estrutural para efeito comparativo:
Estudou-se um modelo estrutural para galpões que teve
como objetivo pesquisar módulos estruturais, com utilização
de perfis metálicos tubulares, que atendessem a uma modulação e a uma adequação de uso destinado a oficinas e armazenamento (Figura 1). Algumas questões foram consideradas, tais como: flexibilidade interna dos ambientes; espaços
amplos; iluminação e ventilação naturais. Os fatores que
levaram à escolha deste tipo de modulação foram: a) o aproveitamento das potencialidades do perfil tubular; b) partido
estético dos perfis, deixando-os aparentes em toda a edificação; c) esquema estrutural o mais simples possível, para
facilidade de execução e montagem; d) espaços internos
livres, viabilizando o máximo de flexibilidade interna.
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Figura 2 – Modelo estrutural com desenhos da edificação através do
agrupamento dos módulos.
(1) Módulo-base com cobertura – modelo trapezoidal.
(2) Módulo-base sem cobertura – modelo trapezoidal.
(3) Modelo cruzado.
(4) Cruzamento da estrutura formado pelo agrupamento
do módulo-base.
(5) Possibilidades de cobertura.
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3.1- Resultados preliminares
A verificação do sistema estrutural foi feita através de duas etapas de avaliação. A análise teve como objetivo avaliar a eficiência do
sistema estrutural tanto pelo aspecto diferenciado do cruzamento
dos seus elementos quanto pela utilização da curvatura. Esta verificação foi feita comparando-se o modelo estrutural proposto com
soluções estruturais já conhecidas. O efeito do cruzamento da estrutura foi avaliado comparando-se o pórtico em arco espacial com
pórticos planos contraventados. A eficiência da curvatura, por sua
vez, foi analisada comparando-se os resultados obtidos com o
modelo de raios diferenciados (ARD) e os resultados de outras curvaturas como a semicircunferência e a parábola. A análise estrutural foi realizada a partir de variações no modelo proposto, no número de módulos repetidos como, também, no tipo de pórtico adotado.
Além destes, também foram elaborados mais 10 modelos de
estrutura em pórtico espacial, variando-se os modelos básicos, o
número de módulos agrupados e os espaçamentos entre eixos nas
direções transversal e longitudinal. Um dos objetivos foi comparar
as áreas de projeção de cada modelo com o peso da estrutura de
cada um, bem como as vantagens e desvantagens resultantes destas variações para a edificação. A análise estrutural dos modelos foi
feita observando-se as variações no comportamento da estrutura
com relação aos deslocamentos e aos esforços atuantes.
A Tabela 1 apresenta os resultados dos deslocamentos considerando-se os modelos analisados, comparando-se os maiores
TABELA 1 - Resultados dos deslocamentos.
Comparativo entre os três tipos de arco
deslocamentos ocorridos nos modelos com os três tipos de arcos.
Os maiores valores encontrados para os deslocamentos foram
devidos ao carregamento 5 em todos os três modelos, pórtico
espacial, pórtico plano e pórtico plano contraventado, com utilização do arco ARD.
Considerando-se o pórtico espacial, os maiores valores obtidos
para os deslocamentos são:
a) Arco ARD – carregamento 5;
b) Semicircunferência – carregamento 6;
c) Parábola – carregamento 7.
Com relação aos resultados dos esforços, analisou-se a força
normal, a força cortante, o momento fletor e o momento torçor.
Além dos aspectos estruturais positivos apresentados pelo
modelo estrutural proposto (arco ARD em pórtico espacial), este
também possui características geométricas que contribuem para
a utilização interna do ambiente, bem como benefícios estéticos
para o conjunto arquitetônico.
CONCLUSÕES
As análises dos resultados possibilitaram concluir que os sistemas modulares de arcos espaciais em aço inoxidável propostos
para utilizações em coberturas, apresentam características
importantes que podem ser traduzidas em: ganho de espaço interno (maior espaço útil); eficiência na estabilidade estrutural; facilidade de execução (Fabricação e Montagem); simplicidade estrutural; redução no número de ligações; variedade de arranjos do
módulo proposto; formato geométrico favorável à distribuição das
ações do vento quando a direção predominante do mesmo coincide com o eixo transversal da edificação; indicação de aplicações
em obras onde se exige rapidez de execução e alta resistência à
corrosão (ambientes marítimos, indústrias químicas, coberturas
de piscinas, etc). E, ainda, onde se deseja atender as exigências
de arquitetura na exploração plástica do material.
*Artigo apresentado no VII Seminário Brasileiro do Aço Inoxidável,
23 a 25/nov/2004, São Paulo-SP (versão original disponível para os
interessados mediante solicitação pelo e-mail: [email protected],
Enga. Liliana Becker)
*Autores: Luis Cláudio Cândido – Professor D. Sc., Escola de Minas, UFOP, Ouro
Preto/MG; Ernani Carlos de Araújo – Professor D. Sc., Escola de Minas, UFOP,
Ouro Preto/MG;
Laila Nuić – Arquiteta M. Sc., Doutoranda, Escola de Minas, UFOP, Ouro Preto/MG.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Observações
Utilização de um mesmo perfil para o cálculo de todos os modelos;
A cor verde corresponde à forma deformada;
Os carregamentos apresentados foram os que evidenciaram os maiores
valores para os deslocamentos.
Guia brasileiro de aço inox, 2001
(publicado pelo Núcleo Inox).
Nickel Development Institute.
Timeless Stainless Architecture.
Série no.11023. 2002.
Nickel Development Institute. Design
Manual for Structural Stainless Steel.
Série no.12011. 1994.
Nickel Development Institute.
Answers for Architects Who Design for
Beauty, Permanence, Utility and
Prestige with Nickel Stainless Steel.
Série no.12004. 1988.
Nickel Development Institute.
Stainless Steels in Architecture,
Building and Construction. Guidelines
for Corrosion Prevention.
Série no.11024. 2002.
Núcleo Inox, 2001 e 2002.
Catálogo eletrônico.
Nuić, Laila. Proposta de sistema
estrutural modular em perfis
metálicos tubulares para galpões.
2003. 243f. Dissertação (Mestrado
em Engenharia Civil) – Departamento
de Engenharia Civil da Escola de
Minas, UFOP. Ouro Preto, 2003.
Nuić, Laila, Araújo, Ernani C., Souza,
Henor A. Elementos curvos modulados
de perfis tubulares. Revista Téchne.
São Paulo, ano 11, n.78, p.56-59,
set. 2003.
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curtas
INOVINOX PREMIARÁ PROJETOS DE DESIGN E ARQUITETURA
O Núcleo Inox está lançando o Prêmio
InovInox – Concurso de Design em Aço Inox,
para promover o uso do aço inox no design e
arquitetura no Brasil. A organização do prêmio, realizada em parceria com a Falmec do
Brasil, empresa que fabrica coifas, cooktops,
dominós e fornos elétricos, e com o Laboratório de Gestão de Design, do Departamento
de Artes e Design da PUC-RIO, tem como objetivo divulgar as inúmeras e amplas aplicações do aço inox no país. “A iniciativa visa
estimular a integração das áreas de design e
arquitetura com as empresas da cadeia produtiva do inox. O prêmio irá também projetar
CRONOGRAMA*
Lançamento e início das inscrições ..............maio de 2010
Encerramento das inscrições
e entregas dos projetos ........................15 de julho de 2010
Resultado da primeira fase (25 projetos) ..agosto de 2010
Entrega do modelo....................................setembro de 2010
Seleção final e premiações ..........a partir de outubro 2010
* a definição exata das datas será comunicada
em breve aos interessados
o Núcleo Inox e empresas associadas como
agentes do desenvolvimento econômico e
social do país”, explica Arturo Chao Maceiras,
diretor executivo do Núcleo Inox.
Direcionado a estudantes universitários
que estejam cursando Design, Arquitetura e
Urbanismo, os projetos concorrentes devem
explorar as características plásticas e técnicas do material que apresentem inovações
no uso do aço inox, isoladamente ou em
combinação com outros materiais. O inox
deverá ser o material principal especificado
nos projetos inscritos.
Em sua primeira edição o InovInox se
divide em duas categorias que podem ser
escolhidas pelos participantes: “Inovação
no Design de Produto” e “Inovação na Aplicação na Arquitetura”. A primeira engloba
objetos úteis para o dia-a-dia das pessoas,
tais como eletrodomésticos, móveis, utilitários, acessórios de cozinha, etc. A segunda, inclui tanto projetos para interiores, com o emprego de acessórios, decoração e revestimentos de paredes, como
obras arquitetônicas ou urbanísticas, com
o aço inox aplicado em revestimentos de
fachadas, equipamentos urbanos etc. Os
projetos devem levar em conta as condições culturais, sociais e ambientais dos
locais em que estarão inseridos.
A participação pode ser individual ou
coletiva (composta por equipes interdisciplinares) e os prêmios são em dinheiro e todos
recebem um diploma. O primeiro lugar receberá R$ 4 mil; o segundo, R$ 3 mil e, o terceiro, R$ 2 mil. Serão também concedidas menções honrosas a critério do júri. As inscrições deverão ser feitas no site, que será especialmente criado para a premiação, com
prazo até o dia 15 de julho de 2010.
Além disso, após a premiação, prevista
para outubro deste ano, em data a ser definida, haverá uma exposição composta por até
10 projetos escolhidos pelo júri. A exposição
poderá acontecer na Feinox 2010, feira do
setor que ocorre de 16 a 18 de novembro
deste ano ou, então, numa das edições da
Casa Cor, em São Paulo, ou Rio de Janeiro. Os
projetos selecionados serão também publicados em um catálogo digital e, provavelmente, numa publicação impressa cuja edição está em avaliação pelo Núcleo Inox.
VILA DO AÇO MOSTRA APLICAÇÕES NA CONSTRUÇÃO CIVIL
A ArcelorMittal Inox Brasil marcou presença
na Vila do Aço, exposição sobre aplicação do
aço na construção civil, que aconteceu em
meados de abril, em São Paulo, durante a
ExpoAço 2010 e o 21º Congresso Brasileiro
do Aço. Na mostra, de 1.400 m2, estiveram
expostos produtos em inox aplicados nas
edificações, tais como aquecedor solar,
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guarda-corpo, pisos de acessibilidade, painéis de fachada e pia de inox, entre outros.
Com réplicas em tamanho real de quatro
casas e dois prédios, a Vila do Aço mostrou
equipamentos urbanos, sistema drywall,
engradamento metálico, esquadrias de aço,
coberturas e passarela, produzidos com os
diversos tipos de aços existentes no mercado brasileiro. Empreendedores, construtoras, engenheiros e arquitetos, além de
estudantes, conheceram melhor as opções
em aço para a construção civil. A iniciativa
da exposição foi do Instituto Aço Brasil e
aconteceu nos dias 15 e 16 de abril, no
Transamérica Expo Center, em São Paulo.
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