SÍNTESE DO PROJETO PEDAGÓGICO – ENGENHARIA DA COMPUTAÇÃO
– SÃO GABRIEL –
1) Perfil do curso
O curso de Engenharia de Computação da PUC Minas tem por objetivo a melhoria do
bem estar social através da formação de profissionais qualificados para aplicar a ciência
da computação, a matemática, a física e as modernas tecnologias em soluções
computacionais, eficientes, seguras e confiáveis, e que sejam importantes para a
sociedade. Para tanto, tais profissionais necessitam incorporar uma base de
conhecimentos teóricos suficiente para compreender, desenvolver, utilizar e adaptar
modernas tecnologias, de modo a poderem exercer as atividades pertinentes à profissão.
Apesar do foco na computação, o presente projeto pedagógico contempla uma formação
básica dos aspectos físicos, suficiente para que o engenheiro de computação possa
trabalhar harmoniosamente em equipe com outros profissionais da engenharia, ou
mesmo ter autonomia para solucionar problemas completos até determinado nível de
especificidade da engenharia eletroeletrônica.
2) Atividades complementares
Para integralização curricular, o aluno deverá realizar, pelo menos, 60 (sessenta) horas
de atividades complementares, excluído-se as atividades nas disciplinas de Seminários e
Estágio Supervisionado. Toda atividade complementar deverá ser aprovada pelo
Colegiado do curso. O cálculo da carga horária cumprida, para efeito de histórico
escolar, se baseará nas regras de cálculo dadas na Tabela abaixo, que inclui também os
documentos comprobatórios para cada atividade. Somente serão consideradas para
cálculo as atividades que forem desenvolvidas pelo aluno após o seu ingresso no curso.
Atividade
Participação em congressos, semanas da
computação, mini-cursos e eventos da
área de computação e que sejam
considerados de boa qualidade pelo
Colegiado de curso. Excluem-se
atividades que tenham sido realizadas
em cumprimento de carga horária nas
disciplinas de Seminários.
Publicações em veículos de comunicação
que sejam considerados de boa qualidade
pelo Colegiado de curso.
Apresentação
de
trabalhos
em
congressos e demais eventos que sejam
da área de computação que sejam
considerados de boa qualidade pelo
Colegiado de curso
Bolsa de iniciação científica e
desenvolvimento de projetos de pesquisa
com duração de pelo menos um ano
Monitoria em disciplinas do curso da
área de Computação e Informática
Atuação profissional ou estágio na área
de Engenharia de Computação. Exclui-se
desta categoria o estágio realizado
para cumprimento de horas na
Regra para Cálculo
Documento Comprobatório
1 hora para cada hora de evento, Cópia do certificado de
totalizando no máximo 60 horas
participação no evento
30
horas
por
publicação, Comprovante de publicação e cópia
impressa do artigo
totalizando no máximo 60 horas
20 horas por trabalho apresentado, Cópia do certificado de apresentação
totalizando no máximo 60 horas
40 horas por projeto de pesquisa, Cópia da declaração de conclusão do
projeto de pesquisa concedida pelo
totalizando no máximo 40 horas
órgão responsável.
30 horas por monitoria, totalizando
no máximo 60 horas
20 horas para cada 3 meses de
atividades, totalizando no máximo
60 horas.
Cópia da declaração de monitoria
fornecida pela PUC Minas
Comprovante emitido pela empresa
onde a atividade foi desenvolvida
juntamente
com
termo
de
compromisso de estágio (em caso de
estágio).
disciplina Estágio Supervisionado.
Atividades de apoio a professores do
curso, tais como participação em
pesquisa, monitorias não remuneradas e
desenvolvimento de aplicativos de apoio
didático
Participação em atividades de extensão
promovidas pelo curso
Trabalhos voluntários em instituições
culturais, filantrópicas ou de ensino
Participação como assistente em equipes
de Projeto Integrado de Hardware e
Software
1 hora para cada duas horas de Declaração de realização da
atividade realizada, totalizando no atividade
assinada
pelo
máximo 40 horas
professor orientador
1 hora para cada duas horas de Declaração de realização da
atividade realizada, totalizando no atividade
assinada
pelo
máximo 60 horas
coordenador de extensão do
curso
1 hora para cada duas horas de Declaração de realização da
atividade realizada, totalizando no atividade
assinada
pelo
máximo 60 horas
representante
legal
da
instituição
10 horas por projeto, totalizando Declaração de realização da
no máximo 30 horas
atividade
assinada
pelo
coordenador
de
Projeto
Integrado de Hardware e
Software
20 horas por prêmio, totalizando Cópia do certificado de
no máximo 40 horas
premiação
Premiações e distinções acadêmicas que
sejam consideradas de boa qualidade
pelo Colegiado de curso
Incubação de empresa em área 40 horas por incubação, totalizando Declaração de realização da
relacionada ao âmbito do curso
no máximo 40 horas
incubação assinada pelo tutor
de empreendedorismo do
curso
Participação em projetos da Empresa 15 horas por projeto, totalizando Declaração de realização da
Júnior da Universidade
no máximo 45 horas
incubação assinada pelo tutor
de empreendedorismo do
curso
Obtenção de nota superior a 70 pontos 10 horas por avaliação, totalizando Cópia do certificado de
em avaliação multidisciplinar a ser no máximo 30 horas
aprovação fornecida pela
aplicada por comissão indicada pelo
comissão
indicada
pelo
Colegiado de curso
Colegiado de curso
Disciplinas extra-curriculares, ofertadas 15 horas por disciplina, totalizando Cópia do Histórico Escolar
em cursos da PUC Minas e
que no máximo 45 horas
emitido pela PUC Minas
representem
oportunidades
de
complementação
da
formação
profissional para atuar na área de
Engenharia de Computação
3) Representação gráfica de um perfil de formação: descrição das
etapas/ciclos/componentes de formação, em forma de gráfico, quadro ou
tabela; nesse caso, prevê-se a explicitação do percurso proposto para o curso
e das ações de cada uma das atividades acadêmico-científicas que integram a
estrutura curricular.
Distribuição de Carga Horária por Núcleo Curricular
Núcleo Curricular
Formação Humanística e Social
Carga horária
Número de
Disciplinas
570
19
Matemática e Ciências Básicas
720
13
Computação Básica
600
11
Tecnologia de Hardware
750
18
Tecnologia de Software
540
09
Tecnologia de Engenharia de Computação
690
13
3870
83
TOTAL
Tecnologia de
Engenharia de
Computação
18,1%
Formação
Humanística e
Social
13,4%
Tecnologia de
Software
14,2%
Matemática e
Ciências
Básicas
18,9%
Tecnologia de
Hardware
19,7%
Computação
Básica
15,7%
Distribuição Percentual de Carga Horária por Núcleo Curricular
Tecnologia de
Engenharia de
Computação
Tecnologia de
Hardware
Matemática e
Ciências Básicas
Tecnologia de
Software
Computação
Básica
Form.
Human.
e Social
1º
2º
3º
4º
5º
6º
7º
8º
9º
10º
Evolução da Distribuição Percentual da Carga Horária por Núcleo Curricular
Indicadores da Estrutura Curricular
Indicador
Carga Horária do Curso (sem Seminários / Estágio)
Quantidade
3.660 horas aula
Seminários
150 horas
Estágio
160 horas
Atividades Complementares
60 horas
Carga Horária Total do Curso (sem Optativas)
Carga Horária Optativas
4.030 horas
60 horas
Carga Horária Total do Curso (com Optativas)
4.090 horas
Duração do Curso (sugerida)
10 semestres
Número Total de Disciplinas (com Seminários)
83 *
* Contabilizando Tópicos Especiais em Eng de Computação III (optativa)
NOTA 1:
Em atendimento ao art. 9º do Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, o curso
deliberou a inclusão da disciplina “Tópicos Especiais em Engenharia de Computação III
- Introdução aos Conhecimentos Básicos da Língua Brasileira de Sinais”, com 60
horas/aula, na forma de disciplina optativa.
4) Perfil do egresso
Pretende-se formar um profissional que incorpore um referencial teórico em
computação que sirva de suporte para o conhecimento nas diferentes áreas, permitindo
ao egresso uma postura crítica e criativa de intervenção social. No curso de Engenharia
de Computação, pretende-se formar um profissional capaz de utilizar a tecnologia como
meio de promover a melhoria da qualidade de vida dos membros da sociedade. É
possível identificar dois campos de atuação dos egressos do curso de Engenharia de
Computação: o primeiro referente ao projeto, desenvolvimento e implantação de
sistemas de software que atuem de forma integrada sobre uma arquitetura de hardware,
e o segundo, à gerência, operação e manutenção de tais sistemas. No curso de
Engenharia de Computação, pretende-se formar um profissional habilitado para
trabalhar em qualquer um desses dois campos. Para isso, na proposta curricular estão
previstas atividades destinadas à formação para concepção de novas formas de
aplicação das tecnologias, bem como, para a incorporação destas às estratégias
organizacionais. Procura-se, portanto, preparar um profissional apto a inovar, planejar e
gerenciar os serviços e recursos da tecnologia da informação. Estão contempladas,
também, na proposta curricular, atividades destinadas à formação para o projeto e
desenvolvimento de sistemas. Procura-se, então, preparar um profissional capaz de fazer
uso criativo da tecnologia no sentido de possibilitar soluções computacionais eficientes,
seguras e confiáveis.
O Engenheiro de Computação deve estar habilitado a: (i) utilizar a matemática, a ciência
da computação, a física e as tecnologias modernas no apoio à construção de produtos ou
serviços seguros, confiáveis e de relevância à sociedade; (ii) projetar, construir, testar e
manter software no apoio à construção ou incorporado a produtos ou serviços,
principalmente nos produtos e serviços que requeiram a interação com o ambiente e/ou
dispositivos físicos, além do próprio sistema computacional utilizado para o
processamento de dados, interagindo e se comunicando com profissionais da área de
computação e profissionais de outras áreas no desenvolvimento de projetos em equipe;
(iii) tirar proveito das tecnologias já estabelecidas e desenvolver novas técnicas, no
sentido de gerar produtos e serviços como mencionados nos itens anteriores; (iv)
entender e interagir com o ambiente em que os produtos e serviços, por ele projetados
ou construídos, irão operar; (v) aplicar a ciência da computação na resolução de
problemas da Engenharia de Computação; (vi) dominar suficientemente outras áreas
(física, eletricidade, administração, etc.), além da computação, de modo a lhe permitir
compartilhar a responsabilidade técnica de produtos e serviços computacionais; (vii)
interagir e se comunicar com clientes, fornecedores e com o público em geral; (viii)
planejar, especificar, projetar, implementar e coordenar ações pertinentes à Engenharia
de Computação e analisar seus resultados; (ix) realizar estudos de viabilidade técnicoeconômica e orçamentos de ações pertinentes à Engenharia de Computação; (x) buscar
permanentemente a atualização profissional; (xi) aceitar a responsabilidade pela
correção, precisão, confiabilidade, qualidade e segurança de seus projetos e
implementações; e (xii) compreender e aplicar a ética e responsabilidade profissional e
avaliar o impacto de suas atividades no contexto social e ambiental.
5- FORMA DE ACESSO AO CURSO
O ingresso nos cursos da Universidade é realizado mediante processo seletivo ou
aproveitamento de estudos.
Por processo seletivo entende-se a admissão aos cursos de graduação e seqüenciais,
aberto a candidatos que hajam concluído o ensino médio ou equivalente, nos termos do
disposto na legislação aplicável, no Estatuto da Universidade e no Regimento Geral, e
conforme as normas e critérios regulamentados pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e
Extensão.
Por aproveitamento de estudos entende-se a admissão por meio de:
transferência de aluno de outra instituição de ensino superior: A Universidade
poderá aceitar transferência de aluno procedente de cursos idênticos ou afins aos
seus, mantidos por instituições nacionais de ensino devidamente autorizadas ou
reconhecidas nos termos da legislação vigente, ou por instituições idôneas de
países estrangeiros;
ingresso de portadores de diploma de curso superior que desejam obter novo
título: Poderá ser aceita a matrícula de portadores de diploma de curso superior
devidamente registrado para obtenção de novo título;
complementação de estudo, para obtenção de nova habilitação, em um mesmo
curso de graduação: O diplomado que desejar a obtenção de nova habilitação ou
ênfase no mesmo curso em que se graduou, poderá requerer matrícula para
complementação de estudos, verificada a existência e a oferta de vagas,
definidas pelo Colegiado de Coordenação Didática do Curso;
ingresso de alunos estrangeiros, mediante convênio cultural do Brasil com
outros países e demais convênios acaso assinados pela PUC Minas;
ingresso de ex-alunos que abandonaram o curso ou cancelaram sua matrícula,
nos termos do Regimento Geral;
reopção: Poderá requerer reopção o aluno que esteja regularmente matriculado
na Universidade no semestre letivo em que solicitar a reopção, e que pretenda
transferir-se para curso da mesma área daquele em que se acha matriculado;
transferência interna: Poderá requerer transferência interna o aluno que esteja
regularmente matriculado na Universidade no semestre em que solicitar a
transferência e que pretenda transferir-se para curso de área diversa do seu.
O detalhamento das formas de ingresso e critérios específicos para a admissão na
Universidade integra as Normas Acadêmicas do Ensino de Graduação e dos cursos
Seqüenciais da PUC Minas, documento aprovado pela Resolução nº 15/1989, de 22 de
janeiro de 1989, e alterado pela Resolução nº. 23/2004, de 13 de dezembro de 2004, e
pela Resolução nº. 12/2005, de 02 de dezembro de 2005 em reuniões do Conselho de
Ensino, Pesquisa e Extensão.
As vagas para o processo seletivo são estabelecidas em edital e normatizadas pela PróReitoria de Graduação e pela Comissão Permanente do Vestibular, após o levantamento
feito pelo órgão responsável pelo registro acadêmico e Secretarias de Unidades.
A efetivação da matrícula é feita de acordo com a definição de currículo estabelecida
pelo Colegiado de Coordenação Didática do Curso, respeitada a disponibilidade de
vagas nas disciplinas, após a matrícula dos alunos regulares.
6) Sistema de avaliação do projeto do curso
A avaliação do curso será processual e de caráter permanente, buscando sempre uma
perspectiva de atuação contínua e reflexiva sobre o desenvolvimento das atividades,
principalmente a construção das competências delineadas nos pressupostos do curso e
se essas atividades estão pautadas nos princípios pedagógicos norteadores da
organização curricular do curso de Engenharia de Computação e no seu compromisso
com a promoção dos valores éticos e humanísticos. Nesse sentido, algumas ações são
sugeridas:
Utilização dos mecanismos institucionais de avaliação de curso, como o
Programa Permanente de Avaliação Institucional (PROPAV) implantado
pela Pró-Reitoria de Graduação.
Utilização dos instrumentos e resultados de avaliações oficiais externas,
como por exemplo, o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes
(ENADE) parte integrante do Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Superior (SINAES) instituído pela Lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004.
Desenvolvimento de instrumento de avaliação pluri e interdisciplinar de
competências e habilidades ao final da passagem, pelo aluno, por cada
núcleo de formação. Para tanto, poderá ser elaborada avaliação escrita para
os alunos e o aproveitamento de 70% ou acima se reverteria em créditos
para a integralização das atividades complementares previstas neste projeto.
Discussão e análise dos resultados e do próprio processo avaliativo com
vistas ao redirecionamento e aperfeiçoamento das macro-ações propostas e
das micro-ações no âmbito das disciplinas. Neste sentido, poderão ser
propostas atividades de nivelamento, reestruturação de planos de ensino,
mudanças nas atividades didático-pedagógicas, entre outras.
7) Sistema de avaliação do processo de ensino e aprendizagem
O processo de avaliação, detalhado em cada Plano de Ensino da Disciplina, deve
permitir evidenciar até que ponto o graduando pôde absorver o conhecimento e avançar
em habilidades e competências no decorrer do curso. Fundamentada em três níveis teoria e formalismo, abstração do mundo real e aplicação - o processo de avaliação deve
ser aplicado sistematicamente, tornando o desenvolvimento profissional e científico do
graduando consistente e sólido. A aplicabilidade dos conteúdos, de metodologias, a
postura pró-ativa do graduando devem ser avaliadas, considerando limites de
aplicabilidade das soluções encontradas, justificando escolhas realizadas, procurando
encontrar vantagens, desvantagens e deficiências. Nas provas, questões exclusivamente
de memorização devem ser reduzidas de forma considerável, ainda que sejam parte
integrante nas avaliações de interpretação, de aplicação e mesmo de avaliação da
solução obtida. As avaliações devem ser feitas tanto durante o desenvolvimento das
atividades acadêmicas, como ao seu final e devem verificar se os objetivos explicitados
nos planos de ensino foram atingidos. Detalhes da avaliação, das disciplinas
fundamentadas em problemas e projetos estão nos seus respectivos planos de ensino. O
foco da avaliação pode variar desde o processo de desenvolvimento e dos métodos
utilizados para resolver o problema e executar o projeto, até o produto final obtido.
As normas de avaliação e reavaliação do curso estabelecem que o número de atividades
de avaliação escolares a serem realizadas em cada disciplina e seus respectivos valores,
expressos em números, devem respeitar os seguintes critérios: (1) o valor total do
semestre letivo será 100 (cem) pontos; (2) nenhuma atividade deve exceder o valor de
30 (trinta) pontos; (3) provas orais não são permitidas (contudo a apresentação de
seminários e a argüição oral sobre trabalhos práticos são fundamentais para a formação
do engenheiro de computação); e (4) Provas e trabalhos presenciais e escritos,
individuais, devem somar um mínimo de 60 (sessenta) pontos.
As seguintes disciplinas não precisam seguir as regras 2, 3 e 4, e deverão ter a
metodologia de avaliação e recuperação definida pelo Colegiado de Coordenação
Didática juntamente com os respectivos coordenadores de núcleo: Estágio
Supervisionado; Projeto Integrado de Hardware e Software; Trabalho de Diplomação I;
e Trabalho de Diplomação II.
Além dessas disciplinas com regime de avaliação diferenciado, as disciplinas de
Seminários ofertadas a cada semestre letivo também não precisam seguir as regras 2, 3 e
4. Finalmente, os planos de ensino de todas as disciplinas deverão incluir um plano de
avaliações, que será validado pelo Colegiado de Coordenação Didática juntamente com
as coordenações de núcleo curricular. Neste plano de avaliações deverá constar a
distribuição de pontos e os mecanismos de reavaliação adotados. Se necessário, o plano
de avaliações poderá ser modificado pelo professor no início do semestre letivo,
juntamente com o plano de ensino da disciplina. Quaisquer exceções e casos não
enquadrados nestes critérios devem ser justificados e encaminhados ao Colegiado de
Coordenação Didática.
8) Trabalho de conclusão de curso
As diretrizes curriculares de cursos da área de Computação e Informática recomendam a
inclusão de um Trabalho de Diplomação (trabalho de conclusão de curso) no currículo
do curso, trabalho este que tem por objetivo contribuir “para o desenvolvimento
tecnológico da computação” (MEC, 1998, p. 19). No curso de Engenharia de
Computação, o Trabalho de Diplomação, a ser entregue para avaliação, será um
trabalho científico, individual e apresentado na forma de monografia.
O Trabalho de Diplomação deverá incorporar conhecimentos construídos pelo aluno
durante o curso, evidenciando a articulação entre a teoria e a prática. O Trabalho de
Diplomação, por ser um trabalho de pesquisa e de elaboração, é atividade que requer do
aluno: (a) perceber a existência de um problema no contexto social no qual se encontra
cuja solução possa ser obtida por meio do uso dos conhecimentos, habilidades e valores
construídos ao longo do curso; (b) propor uma solução para o problema identificado; (c)
desenvolver um projeto na área de Engenharia de Computação; (d) aplicar
metodologias, técnicas e ferramentas estudadas, na solução do problema levantado; e (e)
complementar a sua formação na área específica do trabalho.
- Características Gerais
O aluno deverá elaborar o projeto de monografia na disciplina Trabalho de Diplomação
I, sendo o tema relacionado à área de Engenharia de Computação e seguindo
obrigatoriamente as normas vigentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT). O projeto deverá ser desenvolvido na disciplina Trabalho de Diplomação II.
Na elaboração do projeto e no seu desenvolvimento, em cada disciplina o aluno será
orientado por um professor: para cada grupo de 04 (quatro) alunos haverá um professor
orientador, dispondo de 02 (duas) horas semanais para a tarefa de orientar os alunos e
avaliar, de modo processual, seus trabalhos. Cada professor orientador estará limitado a
orientar 04 (quatro) alunos em Trabalho de Diplomação I e 04 (quatro) alunos em
Trabalho de Diplomação II.
Vale salientar que as disciplinas Trabalho de Diplomação I e Trabalho de Diplomação II
possuem objetivos claramente distintos, a saber: em Trabalho de Diplomação I busca-se
a percepção e modelagem do problema, além da elaboração do projeto de pesquisa; já
em Trabalho de Diplomação II o foco está no desenvolvimento da pesquisa e publicação
dos resultados sob a forma de um relatório; sua apresentação para uma banca
examinadora.
- Julgamento e Aprovação do Projeto de Trabalho de Diplomação
O projeto de Trabalho de Diplomação deverá ser apresentado até 15 (quinze) dias antes
do término do semestre letivo em que o aluno estiver cursando a disciplina Trabalho de
Diplomação I. Para ser aprovado, cada projeto deverá passar pela avaliação de 02 (dois)
professores, sendo um deles o professor da disciplina Trabalho de Diplomação I, que
será o orientador do aluno e outro, o coordenador dos trabalhos de diplomação, um dos
membros do Colegiado do curso ou um professor designado especialmente para esta
tarefa pelo Colegiado do curso.
- Orientação do Trabalho de Diplomação
Na elaboração do projeto e no seu desenvolvimento, em cada disciplina o aluno será
orientado por um professor: para cada grupo de 04 (quatro) alunos haverá um professor
orientador, dispondo de 02 (duas) horas semanais para a tarefa de orientar os alunos e
avaliar, de modo processual, seus trabalhos. Cada professor orientador estará limitado a
orientar 04 (quatro) alunos em Trabalho de Diplomação I e 04 (quatro) alunos em
Trabalho de Diplomação II.
A cada um desses professores caberá a orientação e acompanhamento dos trabalhos que
estarão sob sua responsabilidade e, preferencialmente, o mesmo professor deverá ser o
orientador do aluno em Trabalho de Diplomação I e Trabalho de Diplomação II. Em
caráter excepcional, para orientação de alunos, não é necessário que o professor domine
a área de cada trabalho que esteja acompanhando (orientador acadêmico). Nesse caso,
poderá existir um outro professor/profissional que contribua para o trabalho com o
suporte de conteúdo (orientador de conteúdo). Tal contribuição será possível desde que
seja espontânea e livre de qualquer ônus.
Para orientação e avaliação de projetos e monografias, são sugeridos como critérios: a)
trabalho lógico, sistemático, bem ordenado, com começo, meio e fim; b) trabalho com
alguma originalidade ou, pelo menos, com alguma “elaboração própria”: c) trabalho
bem argumentado, fundamentado (teoria, dados, exemplos, práticas), indicando a
capacidade explicativa, além de meras descrições e generalidades; d) trabalho pertinente
ao tema que cumpra os objetivos estabelecidos em seu projeto inicial ou contextual.
- Julgamento e Aprovação do Trabalho de Diplomação
Para aprovação na disciplina, o trabalho deverá ser apresentado e aprovado por uma
banca composta por 03 (três) membros, sendo que pelo menos 02 (dois) deles deverão
ser professores do curso de Engenharia de Computação da PUC Minas. Caberá ao
coordenador de trabalho de diplomação definir as normas para as apresentações de
acordo com as especificidades dos temas e a disponibilidade dos envolvidos no
processo.
O documento a ser entregue deverá incluir, além do trabalho monográfico, uma
documentação completa dos produtos de software e/ou hardware gerados, de acordo
com as técnicas de análise e projeto de sistemas, incluindo esquemas, diagramas,
manuais, códigos fontes e executáveis, além de protótipos construídos.
O coordenador de trabalho de diplomação juntamente com o Colegiado de curso deverá
definir a forma de avaliação processual, da apresentação e do texto final apresentado.
O trabalho final de diplomação é propriedade da PUC Minas, respeitando-se as normas
de direitos autorais.
- Outras Considerações
Quando mais de um professor/profissional estiver envolvido na tarefa de orientação do
trabalho e este trabalho der origem a um artigo, os nomes dos autores deverão ser
apresentados na seguinte ordem: nome do aluno, nome do orientador de conteúdo (se
houver) e nome do orientador acadêmico.
Trabalhos aceitos para publicação em periódicos ou congressos, com qualidade
reconhecida pelo Colegiado de Coordenação Didática do curso, poderão ser aprovados
sem a necessidade de apresentação para uma banca.
9) Estágio curricular
O estágio curricular é uma oportunidade para o aluno vivenciar a dinâmica da
sociedade, suas condições e os desafios sociais pertinentes ao ser imerso em um
ambiente que apresente problemas de sua área de trabalho fora dos muros da
Universidade. Esta imersão se dá em empresas que atuam no ramo de desenvolvimento
tecnológico e de aplicação das tecnologias da computação na solução de problemas da
sociedade.
No curso de Engenharia de Computação da PUC Minas, essa atividade é conduzida pelo
Núcleo de Estágio (NEST) que responde pela sua coordenação e pela orientação dos
estagiários, bem como pela disciplina Estágio Supervisionado, inserida no 10º período e
com carga semestral de 30 (trinta) horas aula. Para cursar essa disciplina, o aluno deverá
ter cumprido, no mínimo, 2.200 (duas mil e duzentas) horas aula e o estágio deverá ter
carga de pelo menos 160 horas.
O estágio curricular consiste desta maneira em um trabalho integrado dos seguintes
atores: aluno estagiário, empresa, Núcleo de Apoio ao Estagiário (NAE), professor da
disciplina Estágio Supervisionado e coordenador do Núcleo de Estágio (NEST).
- Responsabilidades do Aluno Estagiário
Cabe ao aluno estagiário: apresentar ao coordenador proposta de estágio documentada,
seguindo as orientações do Núcleo de Estágio – NEST; submeter-se ao processo de
seleção junto às empresas; comprometer-se com a execução dos trabalhos, respeitando o
sigilo de informações referentes à organização que lhe estiver proporcionando o estágio;
cumprir freqüência de acordo com a carga horária estabelecida; comparecer às reuniões
e tarefas para as quais for convocado, com a empresa ou com as coordenações do curso
de Engenharia de Computação, no que diz respeito ao estágio; apresentar relatórios
mensais das atividades realizadas para que a Coordenação de estágio e seu professor da
disciplina “Estágio Supervisionado” possam acompanhar e intervir nas mesmas;
apresentar relatório final de estágio de acordo com as orientações do NEST.
- Responsabilidades da Empresa
Compete à Empresa onde o estágio é realizado: orientar, acompanhar e organizar as
atividades práticas do estágio na empresa; oferecer os meios necessários à realização
dos trabalhos planejados; orientar o estagiário para que ele incorpore ao seu elenco de
valores as atitudes de dinamismo, crítica, iniciativa, curiosidade e criatividade esperadas
pela empresa; manter contato com a Coordenação de estágio, pessoalmente e/ou através
de “Relatório de Acompanhamento de Atividades”.
- Responsabilidades da PUC Minas/Núcleo de Apoio ao Estagiário (NAE)
Compete a PUC Minas e ao Núcleo de Apoio ao Estagiário (NAE): disponibilizar
documentação padrão para contratação do estágio junto às instituições contratantes;
disponibilizar um professor, para acompanhamento do aluno ao longo do estágio;
realizar seguro de vida e contra acidente de trabalho para o estagiário, quando o estágio
não for remunerado.
- Responsabilidades do professor da disciplina Estágio Supervisionado
Compete ao professor da disciplina Estágio Supervisionado: acompanhar o projeto de
estágio do aluno no que se refere à escolha do tema, definição da problemática e
justificativa do projeto, caracterização da empresa, pesquisa bibliográfica, estruturação
do referencial teórico e metodologia de abordagem do tema proposto; validar o Projeto
de Estágio definido pelo aluno; orientar o aluno na execução das atividades relacionadas
ao estágio; avaliar o aluno com base no acompanhamento realizado pelo professor
orientador do estágio e pelas informações prestadas pela organização contratante;
avaliar, juntamente com o NEST e o aluno, o projeto e as atividades desenvolvidas;
orientar o aluno do ponto de vista ético-moral e motivá-lo a adotar postura ética durante
a sua imersão na empresa.
Os professores envolvidos na atividade de supervisão de estágio ficarão, cada um,
responsável por um grupo de 08 (oito) alunos, recebendo, para esta tarefa, 02 (duas)
horas aula semanais.
- Responsabilidades do Núcleo de Estágio (NEST) do Curso
Compete ao Núcleo de Estágio (NEST) do curso de Engenharia de Computação:
supervisionar as atividades desenvolvidas na disciplina “Estágio Supervisionado”;
viabilizar o contato do aluno com as empresas; divulgar os editais para as vagas que
forem oferecidas; realizar a seleção de candidatos, sob critérios pré-estabelecidos,
juntamente com outros professores, caso haja necessidade; divulgar os resultados das
seleções para estágios; encaminhar o estagiário ao professor da área de atuação, caso
haja necessidade; realizar os pedidos de contratações dos estagiários, voluntários ou
não, ao setor responsável; acompanhar o desenvolvimento das atividades realizadas,
através dos relatórios desenvolvidos pelos estagiários; viabilizar os convênios com as
empresas.
-Avaliação do Estágio Supervisionado
A avaliação do Estágio Supervisionado será feita por meio dos instrumentos: (a)
relatórios parciais; (b) parecer da Empresa ou Instituição; (c) relatório final, apresentado
pelo estagiário; (d) parecer do professor da disciplina Estágio Supervisionado; e (e)
certificado de cumprimento de, pelo menos, 160 (cento e sessenta) horas de estágio
supervisionado, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de
graduação em Engenharia.
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