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ANJOS DA ENFERMAGEM: CONSTRUINDO UM CUIDADO HUMANIZADO1
Jonas Fernandes Alves2; Rosângela Fernandes Alves3; Teresa Cristina Ferreira
da Silva4
RESUMO
Sob a denominação de maior projeto de Responsabilidade Social da Enfermagem
brasileira, o projeto Anjos da Enfermagem foi lançado no Espírito Santo no dia 11 de
maio de 2009. Com a missão de articular ações que promovam o exercício da
cidadania dos estudantes e profissionais de enfermagem os voluntários do projeto
desenvolvem trabalhos no âmbito da Humanização da Saúde. Assim, este estudo
objetivou relatar a experiência de participação dos Anjos da Enfermagem, por meio
do lúdico, em evento científico cultural. Para tanto, empregou-se o estudo descritivo,
tipo relato de experiência para descrever a participação dos voluntários do Projeto
Anjos da Enfermagem do núcleo COREN-ES na Semana de Enfermagem do
Espírito Santo em 2013. Em cumprimento aos objetivos do programa a programação
da Semana de Enfermagem do Espírito Santo realizada pelo COFEN/COREN-ES de
2 a 5 de maio de 2013 contou com à palestra “Construindo um cuidado humanizado”
e a encenação teatral dos Anjos da Enfermagem intitulada “HumanizaSUSi”. Na
avaliação do evento pelos participantes os significados expressos com conceito
ótimo e bom, por 81% permitem considerar que esta vivência compõe a centralidade
e a importância que os Anjos da Enfermagem do núcleo COREN-ES vêm
conquistando no cenário da Enfermagem capixaba.
Palavras - chave: Enfermagem. Humanização da assistência. Cuidado.
_______________________________________________________________
1
Artigo de relato de experiência
2
Enfermeiro, Instrutor do Projeto Anjos da Enfermagem
3
Coordenadora do Projeto Anjos da Enfermagem do Núcleo COREN-ES
3
Enfermeira, Conselheira do COREN-ES
2
INTRODUÇÃO
Em razão do acelerado processo de desenvolvimento tecnológico ocorreu
transformações em que as atuais condições do exercício profissional não têm
contribuído para a melhoria do atendimento humanizado e de boa qualidade. Esse
quadro estende-se tanto aos profissionais da área como às próprias instituições de
saúde (MARTINS, 2013).
O termo acolhimento é reconhecido como o modo de operar os processos de
trabalho em saúde de forma a atender a todos que procuram os serviços de saúde,
ouvindo seus pedidos e assumindo no serviço uma postura capaz de acolher,
escutar e dar respostas mais adequadas aos usuários. Implica prestar um
atendimento com resolutividade e responsabilização, orientando, quando for o caso,
o paciente e a família em relação a outros serviços de saúde para continuidade da
assistência estabelecendo articulações com estes serviços para garantir a eficácia
desses encaminhamentos (BRASIL, 2004).
Esta ótica encontra afinidade com as proposições da Política Nacional de
Humanização da Atenção e Gestão do SUS (HumanizaSUS) instituída pelo
Ministério da Saúde em 2003 com vistas a efetivar os princípios do SUS no cotidiano
das práticas de atenção e gestão qualificando a saúde pública no Brasil. Nota-se
que estados, municípios e serviços de saúde estão implantando práticas de
humanização nas ações de atenção e gestão com bons resultados, o que contribui
para a legitimação do SUS como política pública. O HumanizaSUS tem o objetivo de
efetivar os princípios do SUS no cotidiano das práticas de atenção e de gestão,
assim como estimular trocas solidárias entre gestores, trabalhadores e usuários para
a produção de saúde e a produção de sujeitos (BRASIL, 2010).
Justifica-se o interesse em retratar a humanização da assistência em uma de suas
diversas formas de estudo, visto que as ofertas de ações e serviços do SUS sempre
foram motivo de inquietação, pois não raramente, percebe-se a necessidade de
buscar estabelecer a forma ideal de acolhimento ao usuário do SUS capaz de
garantir uma relação mais eficaz entre a equipe de saúde e usuários, no que tange a
produção de saúde.
3
O presente estudo descritivo, tipo relato de experiência teve como objetivo descrever
a participação, por meio do lúdico, dos voluntários do Projeto Anjos da Enfermagem
do núcleo COREN-ES em evento científico cultural, a Semana de Enfermagem do
Espírito Santo realizada de 2 a 5 de maio de 2013.
METODOLOGIA
Os Anjos da Enfermagem hoje com o status de Projeto Anjos da Enfermagem, ao se
constituir em maior projeto de Responsabilidade Social da Enfermagem brasileira, foi
lançado em 11 de maio de 2009 no Espírito Santo (COREN-ES, 2013). A missão
deste projeto é assegurar a articulação de ações que promovam o exercício da
cidadania
dos
estudantes
e
profissionais
de
enfermagem
(ANJOS
DA
ENFERMAGEM, 2013). Deste modo, visa, também, atuar como um mecanismo de
mudança e reordenamento do modelo assistencial em saúde e alavancar o SUS que
apesar dos avanços jurídico-políticos permanece como hegemônico o modelo
assistencial individual, curativo e hospitalocêntrico, quadro este que ainda não foi
capaz de reverter.
Com base na concepção de Simões e seus colaboradores (2007) sabe-se que as
equipes de saúde devem refletir e discutir como tem sido sua prática em todos os
momentos da relação com o usuário.
Os voluntários do projeto desenvolvem trabalhos no âmbito da Humanização da
Saúde (ANJOS DA ENFERMAGEM, 2013) e, em cumprimento a seus objetivos, os
voluntários do núcleo COREN-ES participaram da Semana de Enfermagem do
Espírito Santo.
Assim sendo, a experiência foi desenvolvida na Semana de Enfermagem do Espírito
Santo promovida pelo COFEN/COREN-ES. Portanto, os sujeitos participantes deste
estudo foram os voluntários do projeto Anjos da Enfermagem do núcleo COREN-ES,
além de colaboradores e ex-membros do projeto. Apresenta-se este relato de
experiência, o qual partiu do pressuposto que um pilar essencial na construção do
cuidado de enfermagem é a humanização.
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RESULTADOS
O projeto Anjos da Enfermagem compreende dentre seus objetivos fortalecer o
vínculo entre os conselhos regionais, profissionais de enfermagem, acadêmicos e
suas universidades; Divulgar os conselhos regionais de enfermagem como agentes
atuantes na luta pela consolidação de políticas de saúde mais humanas; Fortalecer
e consolidar a enfermagem como parte principal e atuante na concepção de
trabalhadores de saúde mais humanos e socialmente responsáveis; Sensibilizar os
gestores das universidades parceiras, coordenadores de cursos de enfermagem e
professores, para a importância da formação de um profissional mais comprometido
com o social e com o atendimento humanizado; Sensibilização dos estudantes de
enfermagem para prática de uma enfermagem mais ética, solidária e unida (ANJOS
DA ENFERMAGEM, 2013).
Desta forma, a Semana de Enfermagem do Espírito Santo realizada de 2 a 5 de
maio de 2013 contou com participação dos voluntários do Projeto Anjos da
Enfermagem, além de colaboradores. Na programação deste evento técnico,
científico e cultural guiado pelo tema central - “Enfermagem: Conhecimento,
Princípios e Valores determinantes para o profissional do futuro” expôs-se, por meio
do lúdico, o trabalho dos Anjos da Enfermagem com a palestra “Construindo um
cuidado humanizado” e a encenação teatral intitulada “HumanizaSUSi”.
A Semana de Enfermagem do Espírito Santo foi promovida pelo COFEN/COREN-ES
e congregou 591 pessoas, sendo 32% Técnicos de Enfermagem, 30% Estudantes,
21% Enfermeiros, 14% de outras categorias, 2% Auxiliares de Enfermagem e 1%
Professores (COREN-ES, 2013).
A exigência de infra-estrutura para execução desta participação foi mínima, sendo
que parte dos recursos humanos e materiais já encontravam-se incorporados na
dinâmica de trabalho do Projeto Anjos da Enfermagem. Como recursos materiais
adicionais foram utilizados hardwares e softwares do COREN-ES, bem como
cartuchos de tinta preta e colorida, papel A4, matéria prima diversa para confecção
do cenário teatral e do Centro de Convenções empregou-se o data show,
equipamentos de áudio, som e iluminação.
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Como a apresentação se deu, também, através de peça de teatro lançou-se mão do
recurso estratégico dos ensaios que foram realizados nas próprias instalações da
faculdade dos acadêmicos voluntários em quatro sessões de uma hora e meia no
mês de abril.
Assim, os procedimentos nesta participação que se denominou, lúdica, em evento
científico, cultural para provocar a necessária reflexão quanto a readequação do
atendimento aos usuários do SUS, com vistas a humanização do acolhimento,
compreenderam inicialmente a elaboração do texto teatral, definição das dinâmicas
de grupo para aplicação durante a palestra, bem como a confecção dos slides da
temática abordada, “Construindo um cuidado humanizado” para palestra que
antecedeu a apresentação do teatro.
Ressalta-se que se sentiu a necessidade de consultar a literatura pertinente e
atualizada para subsidiar a abordagem em palestra contemplando a humanização e
acolhimento dos usuários do SUS. Desta forma foram pontuadas algumas
evidências científicas, as quais se passam a apresentar, resumidamente.
A POLÍTICA NACIONAL DE HUMANIZAÇÃO
A temática humanização do atendimento em saúde mostra-se relevante no contexto
atual, uma vez que a constituição de um atendimento calcado em princípios como a
integralidade da assistência, a equidade, a participação social do usuário, dentre
outros, demanda a revisão das práticas cotidianas, com ênfase na criação de
espaços de trabalho menos alienantes que valorizem a dignidade do trabalhador e
do usuário. Na possibilidade de resgate do humano, naquilo que lhe é próprio, é que
pode residir a intenção de humanizar o fazer em saúde (CASATE, 2005).
Muitos estudos têm sido realizados com o intuito de abordar aspectos da
humanização no contexto das hospitalizações. Porém, sabe-se que esta
problemática, ou seja, a falta de humanização no atendimento também é bastante
evidenciada no nível primário de atenção à saúde, diga-se, nas unidades de saúde,
onde o sujeito não é, geralmente, o cliente adoecido, mas que necessita e busca da
mesma forma, um atendimento de qualidade e humanizado (SIMÕES et al., 2007).
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“Por humanização entendemos a valorização dos diferentes sujeitos implicados no
processo de produção de saúde: usuários, trabalhadores e gestores. Os valores que
norteiam esta política são a autonomia e o protagonismo dos sujeitos, a coresponsabilidade entre eles, o estabelecimento de vínculos solidários e a
participação coletiva no processo de gestão” (BRASIL, 2004, p. 04).
A Política Nacional de Humanização (PNH) desenvolvida pelo Ministério da Saúde
(MS) em 2004 propõe mudanças no modelo de gestão no Sistema Único de Saúde e
convocam gestores, trabalhadores e usuários, a fim de humanizar todas as
diferentes instâncias do SUS, tal política defende a descentralização da atenção e
ações gestoras do SUS (CARMAGNANI, 2005).
A PNH parte de conceitos e dispositivos que visam à reorganização dos processos
de trabalho em saúde, que propõe transformações nas relações sociais, envolvendo
trabalhadores e gestores em sua experiência cotidiana de organização e condução
de serviços, e transformações nas formas de produção e prestação de serviço. Pelo
lado da gestão, busca-se acabar com as linhas de mando, isto é, a chamada
comunicação lateral que valoriza o trabalho em equipe, havendo assim,
democratização dos processos decisórios, com co-responsabilização dos gestores,
trabalhadores e usuários. No campo da atenção, o foco central é a acessibilidade e
integralidade da assistência, que se obtêm através da criação de vínculo entre
serviço/profissionais e usuários (SANTOS FILHO, 2007).
De acordo com Brasil (2010) a humanização como política transversal na rede SUS,
vista não como programa, mas como política que atravessa as diferentes ações e
instâncias gestoras do SUS, implica: Traduzir os princípios do SUS em modos de
operar dos diferentes equipamentos e sujeitos da rede de saúde; construir trocas
solidárias e comprometidas com a dupla tarefa de produção de saúde e produção de
sujeitos; oferecer um eixo articulador das práticas em saúde, destacando o aspecto
subjetivo nelas presente; contagiar por atitudes e ações humanizadoras a rede do
SUS, incluindo gestores, trabalhadores da saúde e usuários.
Brasil (2010) diz ainda que, a humanização do SUS, denominada HumanizaSUS, é
entendida como estabelecimento de vínculos solidários, através de trabalhos
coletivos para que, desse modo possa torná-lo mais acolhedor, mais ágil e mais
resolutivo, proporcionando melhores condições de trabalho e de atendimento para a
população/usuário e entre outros. Tendo como princípios a transversalidade,
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autonomia e protagonismo dos sujeitos. Ainda nesse contexto, relata as diretrizes
para implementação do HumanizaSUS, no que diz respeito em adequar os serviços
ao ambiente e a cultura dos usuários, promovendo uma ambiência acolhedora,
confortável, confiável e respeitando a privacidade dos mesmos.
HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE
A humanização é um processo amplo, demorado e complexo, ao qual se oferecem
resistências, pois envolve mudanças de comportamento, que sempre despertam
insegurança. Os padrões conhecidos parecem mais seguros; além disso, os novos
não estão prontos nem em decretos, nem em livros, não tendo características
generalizáveis, pois cada profissional, cada equipe, cada instituição terá seu
processo singular de humanização. E se não for singular, não será de humanização.
Neste processo devem estar envolvidas várias instâncias: profissionais de todos os
setores, direção e gestores da instituição, além de formuladores de políticas
públicas, conselhos profissionais e entidades formadoras (MARTINS, 2013).
O SUS, em sua garantia legal, aponta princípios e diretrizes do que poderiam
compor uma grande política de humanização de assistência à saúde no país,
garantindo um acesso universal, gratuito e integral a toda à população (RIZZOTO,
2002). No entanto, o que se vê são falhas graves na organização do atendimento.
Como exemplo, Casate e Corrêa (2005) destacam as inúmeras filas nas unidades
de saúde; a longa espera por consultas e exames; a inadequação das instalações; a
deficiência de equipamentos e materiais; a falta de preparo ético e psicológico na
execução de informações e encaminhamentos; dentre outros.
Segundo Camelo e outros (2000), é importante entender que o significado de
acolhimento, vem da palavra acolher, expressa em vários sentidos dar acolhida,
admitir, dar ouvidos, entre outros.
O acolhimento é uma das diretrizes da PNH, e tem-se tornado mais importante,
especialmente no que tange o principio da universalidade, estabelecido de forma
qualitativa, ou seja, pela qualidade no processo de atenção onde inclui toda equipe
de saúde (SCHOLZE; DUARTE JUNIOR; SILVA, 2009).
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O termo acolhimento é conceituado de forma diferente por vários estudiosos, mas
tem sua ênfase na humanização das relações estabelecidas entre profissionais e
usuários, vínculo e compromisso, os quais norteiam as propostas de intervenção
(SANTANA, 2008). O Acolhimento na saúde é interpretado ou entendido como
ferramenta tecnológica de intervenção na escuta, na construção de vínculo, na
garantia de acesso e resolubilidade dos serviços (BRASIL, 2004).
“O acolhimento pretende direcionar o cuidado para o usuário e não para a sua
doença, vem ainda para mudar o foco de atenção centrada no médico, para o foco
em uma equipe multiprofissional, (...) o acolhimento vem para organizar a demanda
espontânea, através da humanização do serviço e respeito ao usuário”
(FONTINELE, 2008, p.12).
Por consequência, o acolhimento deve garantir a resolubilidade e integralidade que
é o objetivo final do trabalho em saúde, resolver efetivamente o problema do
usuário. A responsabilização para com o problema de saúde vai além do
atendimento propriamente dito, diz respeito também ao vínculo necessário entre o
serviço e a população usuária (SOLLA, 2005).
De acordo com Silva (2011) demanda espontânea é o nome dado para qualquer
atendimento não programado. Representa uma necessidade momentânea do
usuário. Pode ser uma informação, um agendamento de consulta, uma urgência ou
uma emergência.
Campinas e Almeida (2003) não o percebem apenas como acesso à demanda
espontânea, mas no sentido de aceitação do doente como sujeito de direitos,
desejos para os quais se tornam necessários uma boa comunicação e
relacionamento profissional-paciente, a fim de estabelecer uma relação de
compromisso e de confiança mútua.
Conforme Ribeiro e colaboradores (2006), acolher não significa atender a demanda
espontânea em detrimento das ações para prevenção de agravos e promoção da
saúde. Seu objetivo é orientar o fluxo de demanda, sem risco de descrédito frente à
comunidade, devido a atendimentos negligenciados.
As necessidades da população ora se traduzem no acompanhamento de problemas
crônicos, ora na resolução imediata de problemas agudos, caracterizando dois tipos
de demanda, respectivamente: a demanda programada para a qual existem ações
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preconizadas pelo Ministério da Saúde; e a demanda espontânea, considerada
imprevisível e para a qual são frágeis as estratégias de atendimento que possibilitem
vínculo, responsabilidade e compromisso entre o binômio profissional-cliente
(SANTANA, 2008).
Poli e Norman (2006) relatam que, a demanda espontânea se diferencia da
demanda programada porque a primeira representa a necessidade auto percebida
pelo cliente, geralmente, de resolução imediata, o que confere sua busca ao serviço
de saúde. Por sua vez, na prática diária dos profissionais, a segunda configura um
atendimento agendado, seja pelo intuito do próprio usuário ou pela concretização da
busca ativa do funcionário em relação ao paciente.
A demanda espontânea tem como foco a apuração das denúncias, que é feita no
mesmo dia, entretanto devem-se entender as dinâmicas que envolvem o
acolhimento e, consequentemente, a demanda espontânea (SANTANA, 2008).
CONCLUSÃO
Na avaliação da Semana de Enfermagem do Espírito Santo pelos participantes os
significados expressos por 81% com conceito ótimo e bom permitem considerar que
esta vivência compõe a centralidade e a importância que os Anjos da Enfermagem
do núcleo COREN-ES vêm conquistando no cenário da Enfermagem Capixaba.
O aprofundamento teórico do estudo indica a importância do cumprimento dos
objetivos do Projeto Anjos da Enfermagem através do apoio do COFEN/COREN-ES
demonstrando valorizar as recomendações da Política Nacional de Humanização
especialmente no tocante ao Acolhimento dos usuários do SUS.
Observou-se que a falta de um ambiente confortável, ou falta de cooperação da
equipe, não impedem a realização do cuidado humanizado, o qual é capaz de
garantir uma relação mais eficaz entre a equipe de saúde e usuários, no que tange a
produção de saúde e resultados positivos na atenção a saúde do indivíduo.
As ações de promoção da humanização do cuidado já são rotina no trabalho dos
Anjos da Enfermagem, entretanto existem
resistências à humanização e
acolhimento no atendimento ao usuário do SUS, portanto os dados despontados
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neste estudo geraram importantes subsídios para justificar a readequação do
atendimento multiprofissional mediante mudança da realidade e qualidade do
atendimento no SUS.
Levando-se em conta todos esses fatores intimamente relacionados, é de
fundamental importância à implementação de modelos de atenção à saúde que
incorporem estratégias diversas, individuais e coletivas a fim de melhorar a
qualidade da atenção e alcançar a satisfação do usuário. Este desafio é, sobretudo,
da equipe multiprofissional de saúde, notadamente da equipe de Enfermagem, cujo
processo de trabalho pressupõe vínculo com a pessoa.
Portanto, reforça-se a relevância de conhecer estratégias para o exercício da
assistência qualificada no SUS mediante a humanização do acolhimento em ações
sistematizadas, cumprindo protocolos e discutindo-se frequentemente a necessidade
de mudança no atendimento as diversas demandas que ocorrem na assistência de
enfermagem.
Diante destas considerações, ressalta-se o quão relevante se mostrou a participação
dos Anjos da Enfermagem, por meio do lúdico, em evento de congraçamento da
enfermagem, pois, evidenciou-se que as práticas cotidianas na enfermagem
poderão, de fato, ser repensadas, de modo a valorizar tanto a dignidade profissional,
quanto a de seus usuários. Assim, entendeu-se que novos programas e formas de
abordagem devem ser elaborados e implementados, para garantir na prática melhor
assistência em saúde à clientela do SUS, e neste contexto sugere-se o atendimento
baseado na Política Nacional de Humanização especialmente no tocante ao
Acolhimento, uma vez que estas estratégias têm apresentado resultados positivos
no processo de trabalho em saúde contribuindo de forma satisfatória para a
eficiência e resolubilidade no SUS.
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