COMPETITIVIDADE
E DESENVOLVIMENTO
David Kupfer
26-27 de setembro de 2006
CEPAL-SEBRAE – Gestão de Projetos em APL – 2006
Disciplina: Diagnóstico da Competitividade – Prof: David Kupfer
0
Programa
Diagnóstico da Competitividade
I:
Competitividade: conceitos e medidas
II:
Fatores determinantes da competitividade
III: Padrões de concorrência e competitividade
IV:
Competitividade em APLs
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I. Competitividade: conceitos e medidas
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Definições de Competitividade
• aptidão para vender aquilo que é produzido (Mathis
et al, 1988)
• uma empresa (ou economia) que é vitoriosa no
enfrentamento de seus competidores no mercado
(comércio internacional)
• capacidade das empresas (países) projetar,
desenvolver, produzir e vender seus produtos em
competição com outras empresas (países) (Alic,
1987)
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Definições de Competitividade
• capacidade imediata e futura das empresas de
projetar, produzir e vender mercadorias cujos
atributos em termos de preços e qualidade formam
um “pacote” mais atrativo para os consumidores que
os produtos similares oferecidos pelos concorrentes
(European Management Forum, 1980)
• quando uma empresa (país) pode ao menos igualar
os níveis de eficiência alcançados pelas demais
empresas (países) quanto a utilização de recursos e
qualidade (Araujo Jr et al, 1989)
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Definições de Competitividade
• capacidade de uma empresa, indústria ou país de
produzir bens com padrões de qualidade específicos,
requeridos por mercados determinados, utilizando
recursos em níveis iguais ou inferiores aos que
prevalecem em indústrias semelhantes no resto do
mundo, durante um certo período de tempo
(Haguenauer, 1989)
• capacidade de um país de lograr objetivos
fundamentais de política econômica tais como
crescimento da renda e do emprego, sem incorrer
em dificuldades do balanço de pagamentos
(Fagerberg, 1988)
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Definições de Competitividade
• capacidade de produzir, distribuir y prover o serviço
dos bens na economia internacional em competição
com os bens e serviços produzidos em outros países
de uma forma que aumente o nível de vida da
população (Scott, 1985)
• grau em que uma nação pode, sob condições de
mercado livre e equitativo (free and fair market
conditions) produzir bens e serviçoas que satisfaçam
os requisitos dos mercados internacionais e,
simultaneamente, manter ou expandir a renda real
dos seus cidadãos (President's Commission on
Industrial Competitiveness, 1985)
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Definições de Competitividade
• grau pelo qual um país, em um mundo de mercados
abertos, produz bens e serviços que satisfaçam as
exigências do mercado e simultaneamente expande
seu PIB per capita ao menos tão rapidamente quanto
seus sócios comerciais (Jones e Teece, 1988)
• capacidade de um país para sustentar e expandir sua
participação nos mercados internacionais e elevar
simultaneamente o nível de vida de sua população.
Isto exige o incremento da produtividade e,
portanto, a incorporação de progresso técnico
(Fajnzylber, 1988)
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Famílias de Conceitos
Em relação ao objeto
•
Micro - objeto é a empresa
•
Macro - objeto é o país = macroeconomia
•
Bem-Estar – objeto é o país = população
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Famílias de Conceitos
Em relação ao objetivo
•
Desempenho = competitividade revelada
__ ex-post
•
Eficiência = competitividade potencial
__ ex-ante
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Conceitos de Competitividade
• competitividade = desempenho
 é expressa pela participação no mercado
(market-share) alcançada por uma firma em
um mercado em um momento do tempo
 é a demanda no mercado que, ao arbitrar
quais produtos de quais empresas serão
adquiridos, estará definindo a posição
competitiva das empresas, sancionando ou
não as ações produtivas, comerciais e de
marketing que as empresas tenham realizado
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Conceitos de Competitividade
• Competitividade = eficiência
 é expressa pela capacidade da empresa de
converter insumos em produtos com maior
eficácia que os concorrentes
 está relacionada à tecnologia, produtividade e
às condições gerais ou específicas de
produção (custos de insumos, salários, etc...)
 é o produtor que, ao escolher as técnicas que
utiliza, submetido às restrições impostas pela
sua capacitação tecnológica, gerencial,
financeira e comercial, define a sua
competitividade
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Indicadores Ex-post
• Market-share
• Participação relativa no comércio
internacional
• Taxa de cobertura
• Taxa de auto-suprimento
Obs: Indicadores dinâmicos (taxas de
crescimento)
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Indicadores ex-ante
• Índices de preços
Preço de exportação / preços de
competição
Preço de exportação / preço interno
• Índices de custos
Relação câmbio-salário
Custos salariais relativos
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Indicadores ex-ante
• Índices de produtividade
• Índices de capacitação
baixos custos
alta qualidade
flexibilidade
qualidade pós-venda
rapidez de entrega
outros
• Índices tecnológicos
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Indicadores
• Métricas
diretas ou indiretas
internas ou externas (benchmarking)
• paradoxo das métricas:
estático x dinâmico
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Métricas de Competitividade Ex-Post
• taxa e variabilidade da taxa de crescimento das exportações
e das importações;
• participação relativa no comércio mundial das exportações,
importações ou saldo comercial do país, setor ou produto;
• grau de diversificação: variação no número de produtos na
pauta de exportação e/ou importação;
• grau de concentração: participação dos produtos, setores ou
empresas no total exportado e/ou importados;
• grau de diversificação de mercado de destino das
exportações ou de origem das importações;
• coeficientes de exportação e de importação geral, setorial ou
da empresa: relação entre o valor (quantidade) exportada
ou importada e a produção (vendas);
• grau de cobertura da economia: relação entre o saldo
comercial e a soma das exportações e das importações
• grau de abertura da economia: relação entre a soma das
exportações e das importações e o PIB
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Métricas de Competitividade Ex-Ante
• relação câmbio / salário;
• taxa de câmbio real e real efetiva e variabilidade da taxa;
• custo unitário relativo da mão-de-obra e custo absoluto da
mão-de-obra;
• participação dos salários no valor da produção;
• relação preço de exportação do país e dos demais países
concorrentes;
• relação preço doméstico e preço de exportação e/ou de
importação;
• produtividade da mão-de-obra;
• produtividade multifatorial;
• indicadores de qualidade dos produtos produzidos:
participação dos produtos defeituosos no total, número de
reclamações, número de devoluções, ocorrências no tempo
certo, etc.
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Métricas de Competitividade Ex-Ante
• participação dos gastos - públicos e privados- em pesquisa e
desenvolvimento (P&D) no PIB e nos valores de produção
setorial;
• participação dos gastos em educação no PIB;
• gastos com compra ou licenciamento de tecnologia
estrangeira;
• participação dos gastos em treinamento de recursos
humanos no faturamento;
• número de patentes solicitadas e concedidas: por setor,
origem e tamanho das empresas;
• idade tecnológica dos equipamentos;
• taxa de escolaridade: população matriculada / população em
idade escolar, por nível de instrução;
• pessoal ocupado em atividades de P&D, por nível de
instrução
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Métricas de
Competitividade
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II. Fatores determinantes da
competitividade
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Determinantes da Competitividade
Competitividade
Potencial
Competitividade
Revelada
(ex-ante)
(ex-post)
Eficiência
Market-share
Efeito “Tostines” – vende porque é
eficiente ou é
eficiente porque vende?
Conexão => é necessária uma teoria!
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Determinantes da Competitividade
• Enfoque MACRO
• Enfoque MICRO
• Enfoque ESTRUTURAL
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Determinantes da Competitividade
• Enfoque MACRO –
ambiente econômico determina a
competitividade
Competitividade é o resultado da
eficiência alocativa da economia:
preços certos => investimento certo =>
padrão de especialização certo
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Determinantes da Competitividade
• Enfoque MICRO organização empresarial determina a
competitividade
Competitividade é o resultado da
eficiência técnica das empresas:
“best practices” => produtividade =>
“market share”
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Determinantes da Competitividade
• Enfoque ESTRUTURAL –
Competitividade é o resultado da
interação entre empresas e ambiente
econômico
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Teorias do Comércio Internacional
Vantagem Absoluta x Vantagem Comparativa
• Vantagem Absoluta: capacidade de produzir mais
com uma certa quantidade de recursos = melhor
tecnologia
• Vantagem Comparativa: capacidade de produzir uma
certa quantidade de produto com menor custo de
oportunidade
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Vantagens Absolutas
PRODUÇÃO COM 1 HORA DE TRABALHO
Produto 1 Produto 2
Qtde/hora
Qtde/hora
PAÍS A
2
4
PAÍS B
20
5
PAÍS B tem vantagem absoluta
na produção de 1 e 2
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Vantagens Comparativas
PRODUÇÃO DE QUANTIDADE UNITÁRIA
Produto 1
Produto 2
custo
em
horas
custo de
oportunidade
(em qtde de 2)
custo em
horas
custo de
oportunidade
(em qtde de 1)
PAÍS A
0,5
2
0,25
0,5
PAÍS B
0,05
0,25
0,20
4
PAÍS A: vantagem comparativa em 2
PAÍS B: vantagem comparativa em 1
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Vantagens Comparativas
AUTARQUIAS
Produto 1
Produto 2
custo
em
horas
Produção
(qtde)
custo em
horas
Produção
(qtde)
PAÍS A
0,5
1
0,25
2
PAÍS B
0,05
10
0,20
2,5
TOTAL
11
4,5
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Vantagens Comparativas
ESPECIALIZAÇÃO
Produto 1
Produto 2
custo
em
horas
Produção
(qtde)
custo em
horas
Produção
(qtde)
PAÍS A
0,5
0
0,25
4
PAÍS B
0,05
20
0,20
0
TOTAL
20
4
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30
Vantagens Comparativas
ESPECIALIZAÇÃO
Produto 1
Produto 2
custo
em
horas
Produção
(qtde)
custo em
horas
Produção
(qtde)
PAÍS A
0,5
0
0,25
4
PAÍS B
0,05
16
0,20
1
TOTAL
16
5
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31
Vantagens Comparativas
ESPECIALIZAÇÃO E COMÉRCIO
Produto 1
Produto 2
PAÍS
A
(qtde)
PAÍS
B
(qtde)
Total
PAÍS A
(qtde)
PAÍS B
(qtde)
Total
Autarquia
1
10
11
2
2,5
4,5
Especialização
0
16
16
4
1
5
Comércio
2
14
16
2,25 2,75
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5
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Comércio Internacional
Modelo Heckscher-Ohlin-Samuelson
• explica as vantagens comparativas de um
país através da dotação de fatores
naturais
• padrão de especialização deve refletir a
estrutura relativa de dotação de fatores:
eficiência alocativa => participação no comércio
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33
Comércio Internacional
Em síntese:
• Vantagens comparativas determinam
padrão de especialização e comércio
• Vantagens Absolutas determinam
preços relativos
• Livre comércio aumenta bem-estar
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34
Comércio Internacional
Fatores Naturais
Recursos naturais
Trabalho
Fatores Construídos
Trabalho qualificado
Tecnologia/Base de conhecimento
Ambiente político, institucional, etc..
Fatores culturais
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35
Comércio Internacional
Porém:
• Competição imperfeita, diferenciação
de produtos e economias de escala
interferem nesses resultados
possibilitando que os ganhos do
comércio sejam apropriados de forma
desigual entre as nações
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Competitividade
Atenção:
• Vantagem comparativa: n produtos
em 1 país
• Vantagem competitiva: 1 produto
em n países
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Competitividade e padrões
de concorrência
• Abordagem estrutural ex-ante
Foco no processo competitivo:
confronto entre empresas nos
mercados
 Relacionado a competências centrais e
capacitação dinâmica
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38
Competitividade e padrões de
concorrência
Competitividade:
capacidade de formular e
implementar estratégias que
permitam ampliar ou conservar,
de forma duradoura, uma
posição sustentável no mercado
Padrão de conjunto de fatores chave para
concorrência: o sucesso em um mercado
específico
Empresa estratégias, capacitações e
desempenho coerentes com
Competitiva: padrão de concorrência setorial
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Competitividade Estrutural
C (capacitação)
define
D (desempenho)
E (estratégia)
modifica
C (capacitação)
C (capacitação)
restringe
E (estratégia)
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40
Competitividade Estrutural
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Determinantes da competitividade
Fatores Empresariais
Mercado
Fatores Estruturais
Configuração da indústria
Articulação na cadeia
produtiva
Macroeconômicos
Fatores Sistêmicos
Político-institucionais
Infra-estruturais
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42
Competitividade e padrões de
concorrência
• 2 características importantes dos
Padrões de Concorrência
são setor/mercado específicos
podem mudar devido aos efeitos da
inovação tecnológica e de
transformações na estrutura industrial
ou no ambiente macro-institucional
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43
Fatores Empresariais
• são internos à empresa
• ligados ao estoque de recursos
acumulado pela empresa.
• pertencem à esfera decisória da
empresa e podem ser controlados
ou modificados através de
condutas empresariais ativas
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44
Fatores Empresariais
• capacitação tecnológica (em processo,
produto, gestão)
 capacitação produtiva - grau de atualização
dos processos e dos equipamentos e métodos
gerenciais
 qualidade e produtividade dos recursos
humanos
 capacitação gerencial (habilidade de servir o
mercado, eficiência administrativa,
planejamento estratégico, etc.)
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45
Fatores Estruturais
• referentes ao ramo/cadeia
produtiva
• capacidade de intervenção da
empresa é limitada pelo processo
de concorrência, isto é, depende de
ações e reações das demais
empresas
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46
Fatores Estruturais
• Mercado
taxas de crescimento
distribuição geográfica e em faixas
de renda
grau de sofisticação tecnológica e
outros requisitos impostos aos
produtos;
oportunidades de acesso a
mercados internacionais
sistemas de comercialização.
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47
Fatores Estruturais
•Configuração da Indústria:
nível de concentração da produção
escalas típicas de operação
distribuição espacial da produção
adequação da infra-estrutura física
regime de P&D e integração com infraestrutura tecnológica
 relacionamento da empresa com
fornecedores, usuários e concorrentes
 relação capital-trabalho
 grau de verticalização e diversificação
setorial





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48
Fatores Estruturais
• Regime de incentivos e regulação da
concorrência:
grau de rivalidade entre concorrentes
grau de exposição ao comércio internacional
ocorrência de barreiras tarifárias/ não-tarifárias
às exportações
estrutura de incentivos e tributos à produção e
comércio exterior
efetividade da regulação das práticas de
concorrência
linhas especiais de financiamento
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49
Fatores Sistêmicos
• Referentes à economia
• Externalidades sobre as quais a
empresa detém escassa ou
nenhuma possibilidade de intervir
(parâmetros do processo
decisório).
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50
Fatores Sistêmicos
Determinantes macroeconômicos
 taxa de crescimento do PIB
 regime cambial
 regime fiscal
 regime monetário
 sistema de crédito
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51
Fatores Sistêmicos
• Determinantes político-institucionais
 política tributária
 política de comércio exterior e tarifária
 uso seletivo do poder de compra do
governo
 política científica e tecnológica.
 política de incentivos fiscais e financeiros
 política salarial
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52
Fatores Sistêmicos
• Determinantes legais-regulatórios
 defesa da concorrência e do consumidor
 defesa do meio-ambiente
 regime de proteção à propriedade
intelectual
 regulação do capital estrangeiro
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53
Fatores Sistêmicos
• Determinantes infra-estruturais
disponibilidade, qualidade e custo de:
 energia
 transporte
 telecomunicações
 pesquisa científica e tecnológica
 serviços de engenharia, consultoria e
projetos
 metrologia, normalização e qualidade
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54
Fatores Sistêmicos
Determinantes sociais
 educação e qualificação da mão-deobra
 relações trabalhistas
 proteção social básica
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55
Fatores Sistêmicos
Determinantes internacionais
 acordos comerciais e diplomacia
 tendência dos fluxos de comércio:
multilateralismo X regionalismo
 tendência dos fluxos de capitais:
investimento direto externo e capital
financeiro
 tendência dos fluxos tecnológicos
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56
Determinantes da competitividade
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57
Regime de Incentivos e
Regulação da Concorrência
• Políticas Públicas
 incentivos visam aumentar a capacidade de
resposta das empresas diante dos desafios
impostos pela economia
 regulações buscam condicionar condutas
empresariais em direções socialmente
desejáveis.
• Instituições Intermediárias
 conjunto de instituições não empresariais com
funções de coordenação ou execução de ações
de política industrial
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“Framework” Institucional
SISTEMA DE C & T
C&T
Mercado
de
Capitais
Crédito
Especializado
Crédito de
Longo Prazo
Capital
de Risco
Extensão
Tecnologia
Industrial
Básica (TIB)
Energia
Transportes
EMPRESA/
INDÚSTRI
A
Tecnologias
de
Informação
Educação
Básica
Formação
Profissional
Educação
Superior
SISTEMA EDUCACIONAL
Regime Regulatório
Regime de Incentivos
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III. Padrões de concorrência e
competitividade da indústria brasileira
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60
Fatores Empresariais:
um Novo Modelo de Empresa
Princípios da gestão competitiva
 tendência à diminuição do número de níveis
hierárquicos e maior delegação de poderes no
interior das cadeias de comando
 aumento da densidade do fluxo de
informações horizontais
 crescimento dos fluxos verticais de
informações envolvendo fornecedores e
clientes
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61
Fatores Empresariais:
um Novo Modelo de Empresa
Capacidade Inovativa
 comportamento estratégico centrado na
inovação
 concentração dos esforços em áreas
tecnológicas nucleares -core competences
 sofisticação das formas institucionais de
condução de atividades de P&D (pesquisa
extra-muros, alianças tecnológicas, projetos
cooperativos)
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62
Fatores Empresariais:
um Novo Modelo de Empresa
 Capacidade Produtiva
 consolidação do novo paradigma produtivo
baseado em qualidade de produto, flexibilidade e
rapidez de entrega, além da racionalização dos
custos de produção
 aumento da automação microeletrônica nos
processos, no controle e na gestão da
informação
 difusão das inovações organizacionais
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63
Fatores Empresariais:
um Novo Modelo de Empresa
Recursos Humanos
 aumento da qualificação e do treinamento da
mão de obra
 multifuncionalidade
 participação nos processos decisórios e
compartilhamento dos ganhos do aumento da
eficiência
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Fatores Estruturais: Competição e
Colaboração nas Cadeias Produtivas
Mercado
 dinamismo do mercado
 difusão de padrões de consumo mais fortemente
baseados em tecnologia e mais globalizados
 aumento do grau de exigência dos consumidores
 presença sistemática no mercado internacional.
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65
Fatores Estruturais: Competição e
Colaboração nas Cadeias Produtivas
Configuração da Indústria
 intenso movimento de fusões e absorções entre
empresas
 setores de elevada intensidade de capital: re-centragem
 setores de alta tecnologia: joint-ventures e alianças
tecnológicas
 setores de menor intensidade de capital: formação de redes
 constituição de pólos regionais de produção
 formação de amplos networks envolvendo
produtores, fornecedores, clientes e entidades
tecnológicas
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66
Condicionantes globais da
competitividade
• Acirramento da competição pela
inovação
aumento da complexidade
aumento dos custos de P&D
redução dos ciclos de produtos
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67
Condicionantes globais da
competitividade
• Mudança do paradigma produtivo
automação microeletrônica
novas técnicas organizacionais
novas formas de articulação interempresarial
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68
Condicionantes globais da
competitividade
• Desemprego "tecnológico”
• Multilateralismo X Regionalismo - aumento
da importância da OMC como instância
reguladora e crescimento dos blocos
econômicos (EU, Nafta, Asean-pacific,
Mercosul)
• Globalização
Financeira
e
Investimento Direto Externo
Ciclo
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de
69
Padrões de Concorrência
• 4 PdCs, segundo seus fatores chave
de sucesso competitivo:
Custo - Commodities
(petroquímica, celulose,
minério de ferro, aço)
Diferenciação – Duráveis
(automóveis,
eletrônicos de consumo)
Resposta - Tradicionais
(laticínios, calçados,
móveis, textil e confecção)
Inovação - Difusores
(informática, software,
bens de capital)
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70
Padrões de Concorrência
Fontes das
vantagens
competitivas
Gestão
Produção
Vendas
Inovação
Estratégia de
Custos
Estratégia de
Diferenciação
Estratégia de
Respostas
FATORES EMPRESARIAIS
Qualificação dos
Controle de
Flexibilidade
trabalhadores e
processos
organizacional
da gestão
Capacitação de
Eficiência dos
montagem e de
Controle de
fluxos de massa coordenação da
qualidade
e energia
cadeia de
fornecedores
Estratégia
Inovativa
Integração P&Dproduçãomarketing
Projeto de
manufatura
Criação de
mercado e
marketing
business to
business
Acesso aos
canais de
distribuição
Imagem da
marca
Informação
mercadológica
Tecnologia de
processo
Capacidade de
projeto de
produtos e
componentes
Tecnologias
incorporadas e
P&D + design
learning by doing
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
after economic liberalisation. L.A.S. Series no. 4. IDE-JETRO.RJ. 2003 – disponível em www.ie.ufrj.br/gic
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71
Padrões de Concorrência
Fontes das
vantagens
competitivas
Mercado
Estratégia de
Custos
Estratégia de
Diferenciação
Estratégia de
Respostas
Estratégia
Inovativa
FATORES ESTRUTURAIS
Segmentação por
Segmentação por Segmentação por
qualidade e
padronização
níveis de renda e necessidades
áreas de
tipos de produtos tecnológicas
mercado
preço, marca,
Preço, marca,
Preço e
conteúdo
prazos de
Atendimento de
conformidade
tecnológico,
entrega,
especificações
técnica
serviços pósorientação para das clientelas
venda
consumidor
Acesso ao
Mercado local e Mercado local e
Comércio
comércio
comércio
comércio
regional e global
internacional
internacional
regional e global
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
after economic liberalisation. L.A.S. Series no. 4. IDE-JETRO.RJ. 2003 – disponível em www.ie.ufrj.br/gic
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Padrões de Concorrência
Fontes das
vantagens
competitivas
Estratégia de
Custos
Estratégia de
Diferenciação
Estratégia de
Respostas
Estratégia
Inovativa
FATORES ESTRUTURAIS
Economias de
escala ao nível
da planta
industrial
Acesso às
Configuração da matérias-primas
Indústria
e à logística de
transporte
economia de
escala e escopo
da planta e da
empresa
Economias da
aglomeração
Economia da
especialização e
das interações
tecnológicas
Articulação
montadorfornecedordistribuidor
Networking
horizontal e
vertical
Interacão com
usuários
Metrologia,
normalização &
certificação,
informação
tecnológica e
mercadológica,
treinamento
Sistema de
ciência e
tecnologia
Serviços técnicos Metrologia &
especializados
normalização
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
after economic liberalisation. L.A.S. Series no. 4. IDE-JETRO.RJ. 2003 – disponível em www.ie.ufrj.br/gic
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Padrões de Concorrência
Fontes das
vantagens
competitivas
Estratégia de
Custos
Estratégia de
Diferenciação
Estratégia de
Respostas
Estratégia
Inovativa
FATORES ESTRUTURAIS
Regime de
incentivos e
regulação
anti-dumping & Direitos de
política comercial marca
Anti-dumping
Direitos de
propriedade
intelectual
Política de meio- Defesa do
ambiente
consumidor
Política de
competição e
defesa do
consumidor
Proteção seletiva
Poder de compra
do Estado
Custo do capital
Crédito ao
consumidor
Apoio às PME
Financiamento
de risco
Crédito ao
usuário
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
after economic liberalisation. L.A.S. Series no. 4. IDE-JETRO.RJ. 2003 – disponível em www.ie.ufrj.br/gic
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Setores Produtores de
Commodities
Insumos metálicos
minério de ferro
siderurgia, alumínio
Química básica
petróleo, petroquímica
fertilizantes
Agroindústrias de exportação
óleo e farelo de soja,
suco de laranja
Celulose e papel
celulose, papel
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75
Setores Produtores de
Commodities
PADRÃO DE CONCORRÊNCIA
Oligopólios Homogêneos:
padronização e vantagens de custos







Preço e conformidade técnica dos produtos.
Mercados globalizados.
Indústrias de processo contínuo.
Elevadas escalas técnicas
Dependência de recursos naturais/agrícolas.
Necessidade de logística de movimentação.
Crédito, câmbio, acesso a mercados externos
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Setores Produtores de
Commodities
•DESEMPENHO COMPETITIVO
Homogeneidade da capacidade competitiva
 Adequados níveis de integração vertical
(produtividade da base agrícola), escalas técnicas
e níveis de exportação.
 Eficiência técnica
 Pequeno porte empresarial em termos globais e
baixos níveis de internacionalização
 Pauta de produtos com baixo valor agregado;
heterogeneidade cresce quando se avança ao
longo das cadeias produtivas
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Setores Produtores de
Commodities
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
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Setores de Bens Duráveis
de Consumo
Complexo Metal-Mecânico
automobilística;
autopeças
Complexo Eletrônico
eletrônica de consumo
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Setores de Bens Duráveis
de Consumo
•PADRÃO DE CONCORRÊNCIA:
Oligopólios diferenciados e concentrados:
importância da diferenciação de produtos (marca,
preço, adequação ao uso e assistência técnica)
 Crescente peso da inovação de produtos associada à
microeletrônica.
 Mercados globalizados e/ou regionalizados importância da capacidade de projeto
 Indústrias de montagem em massa - forte
dependência das cadeias verticais
 Altas escalas técnicas
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Setores de Bens Duráveis
de Consumo
DESEMPENHO COMPETITIVO
Homogeneidade aquém das melhores
práticas.
 Problemas de escala produtiva
 Exploração de mercados regionais com
integração produtiva entre plantas
 Pronunciado ajuste produtivo
 Internacionalização das compras de parte dos
insumos e aproximação entre montadoras e
grupo de autopeças locais
 Autopeças: Concentração e desnacionalização
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Setores de Bens Duráveis
de Consumo
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
after economic liberalisation. L.A.S. Series no. 4. IDE-JETRO.RJ. 2003 – disponível em www.ie.ufrj.br/gic
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Setores Tradicionais
Complexo Agroindustrial
abate; laticínios
Complexo Têxtil
têxtil; vestuário;
calçados de couro
Extra-Complexo
móveis de madeira
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83
Setores Tradicionais
PADRÃO DE CONCORRÊNCIA
Adequação ao uso do produto:
Capacidade de resposta em preço,
qualidade e prazo de entrega
 Mercados segmentados por níveis de renda e tipo
de produto.
 Dependência de cadeias verticais e horizontais.
 Variedade de sistemas técnicos de produção.
 Variedade de escalas técnicas e econômicas.
 Importância da capacitação gerencial
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84
Setores Tradicionais
DESEMPENHO COMPETITIVO
Heterogeneidade com presença de um
núcleo de empresas competitivas
 Acentuadas diferenças por porte das empresas.
 Problemas no abastecimento de insumos.
 Experiências localizadas de redes integradas de
produção.
 Baixa intensidade de ajuste produtivo; crescente
informalização das empresas.
 Ameaça de importações (Ásia, China)
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Setores Tradicionais
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
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Setores Difusores
de Progresso Técnico
Complexo eletrônico
Eletro-mecânica
informática;
telecomunicações;
automação industrial;
software
máquinas-ferramenta;
máquinas agrícolas;
equiptos para energia
elétrica
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Setores Difusores
de Progresso Técnico
PADRÃO DE CONCORRÊNCIA
Incorporação de inovações aos produtos e
atendimento às especificações dos clientes
 Crescente importância da inovação tecnológica.
 Mercados segmentados por necessidades
técnicas.
 Dependência de cadeias verticais e de relações
com a infra-estrutura científica e tecnológica.
 Montagem em lotes ou processos em bateladas.
 Variedade de escalas técnicas
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Setores Difusores
de Progresso Técnico
DESEMPENHO COMPETITIVO
Heterogeneidade com fragilidade estrutural
 Baixos níveis de utilização de capacidade pela queda
dos investimentos e precariedade do financiamento.
Compensação parcial pela exportação.
 Excessiva diversificação e verticalização das empresas.
 Elevados níveis de importação de partes e
componentes.
 Aceleração das associações com e entre empresas
estrangeiras.
 Ajuste produtivo concentrado no corte de emprego;
desmobilização de grupos de P&D.
 Concorrência com produtos importados; destruição ou
perda de capacidade produtiva
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Setores Difusores
de Progresso Técnico
Fonte: Extraído de Ferraz, J. C., Kupfer, D; Iootty, M. Made in Brazil: industrial competitiveness 10 years
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90
IV. Competitividade em APLs
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Caracterização das APLs
• Um aglomerado é um agrupamento
geograficamente concentrado de empresas
inter-relacionadas e instituições correlatas numa
determinada área, vinculadas por elementos
comuns e complementares.
• Os aglomerados assumem diversas formas,
dependendo de sua profundidade e sofisticação,
mas a maioria inclui empresas de produtos e
serviços finais, fornecedores de insumos
especializados, componentes, equipamentos e
serviços, instituições financeiras e empresas de
setores correlatos.
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92
Caracterização das APLs
• Os aglomerados incluem também empresas em
setores a jusante (ou seja, distribuidores ou
clientes), fabricantes de produtos
complementares, fornecedores de infraestrutura especializada, instituições
governamentais e outras, dedicadas ao
treinamento especializado, educação,
informação, pesquisa e suporte técnico (como
universidades e prestadores de serviços de
treinamento vocacional) e agências de
normalização.
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93
Caracterização das APLs
• Órgãos governamentais, assim como
associações comerciais e outras entidades
associativas do setor privado, que apóiam seus
participantes com influência significativa sobre o
aglomerado, também integram a APL
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Caracterização das APLs
•Mega Aglomeração –
 conjunto de atividades distintas (complexo),
cujos bens ou serviços satisfazem a demanda
de uma grande área funcional da procura final
 permitem a exploração de vantagens de
interligação e articulação em rede, entre si e
com outras entidades, nomeadamente as que
permitem a acumulação do “capital imaterial”
para o conjunto das empresas envolvidas.
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95
Caracterização das APLs
• Aglomeração Industrial –
 conjunto de empresas inter-relacionadas,
fornecedores, prestadores de serviços,
empresas de indústrias relacionadas e de
instituições associadas (Universidades, Centros
de certificação de qualidade, associações
comerciais) que desenvolvem a sua atividade
em campos diferentes, recorrendo a tecnologias
distintas, mas complementares
 inovações obtidas pelas partes geram efeitos
de spillover que incrementam a competitividade
do conjunto
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96
Caracterização das APLs
• Aglomeração Regional –
similar ao cluster industrial, mas com
articulações principais funcionando em um dado
espaço geográfico e gerando efeitos de spillover
por meio da proximidade geográfica
as articulações podem repetir-se em outras
regiões do país
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97
Caracterização das APLs
•Aglomeração Local (ou Micro) –
conjunto geograficamente próximo de
empresas e instituições, inter-relacionadas
por elementos comuns e
complementariedades, atuando num campo
particular de atividade (no mesmo setor ou
eventualmente no mesmo segmento de um
setor);
empresas concorrem entre si no mercado
dos produtos (ou serviços) e são capazes de
cooperar entre si
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98
Tipologia de APLs
• Paché (1991)
 Externalização da Grande Firma: parceria de
firma líder com outras firmas (muitas vezes
PMEs)
 Redes de PMEs: grupos de pequenas empresas
autônomas ou inter-complementares que
produzem em conjunto
 Redes de Tecno-polarização: grupos de firmas
com o objetivo de gerar ou aproveitar sinergias
entre competências de Universidades,
Instituições de Pesquisa e Indústria
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99
Tipologia de APLs
• Garofoli (1993)
 Redes Horizontais: grupos de pequenas e
médias empresas com baixas economias
internas e altas economias externas.
 Redes Verticais: sistemas de produção e
montagem em grande escala, com presença de
grandes empresas interligadas a redes de
fornecedores. Presença de economias internas
de escala e escopo, conjuntamente com a
possibilidade de apropriação de “economias
externas”
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100
Tipologia de APLs
• Garofoli (1993)
 Sistemas de Produção em Grande Escala (Redes
Verticais): hierarquia entre grandes empresas de
montagem e produtores de componentes
 Produção Descentralizada (com Presença de
Firma Dominante): idem ao anterior, mas com
dispersão espacial
 Sistemas de Pequenas Empresas (Distritos
Industriais): aglomerado espacial de pequenas
firmas em cooperação bidirecional
 Acordos Cooperativos baseados em Alianças
Estratégicas: idem ao anterior, mas com
dispersão espacial
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101
Tipologia de APLs
• Langlois e Robertson (1992)
 Rede Centralizada: ligação de fornecedores à
firma principal, que atua como núcleo da
estrutura.
 Rede Descentralizada: estruturada em
diversos níveis, a partir da interdependência
dos requerimentos de compatibilidade
técnica. Estes requerimentos impõem a
montagem de um sistema de normalização
intra-rede bem estruturado, o que estimula a
intensificação dos fluxos informacionais entre
agentes.
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102
Tipologia de APLs
• Langlois e Robertson (1995)
 Distrito Marshalliano: aglomeração espacial com
graus baixos de integração da propriedade e
coordenação por meio de especialização horizontal
e vertical de PMEs autônomas
 Distritos do Tipo "Terceira Itália": aglomeração
espacial com baixa integração de propriedade e
elevada coordenação. Forte especialização
horizontal-vertical de pequenas firmas com
competição em áreas de competências distintivas
(design, p.ex) e cooperação para geração de
economias de escala em atividades funcionais (
infra-estrutura e serviços, p.ex.)
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103
Tipologia de APLs
•Langlois e Robertson (1995) - continuação
Distritos Inovativos do Tipo Venture Capital (ex:
Sylicon Valley): menor coordenação que no caso de
'Terceira Itália", promovida por meio de "venture
capital". Crescimento a partir de capacitação
tecnológica. Possibilidade de consolidação patrimonial
Redes Japonesas (Kaisha Networks): coordenação
promovida por firma principal por meio de contratos
“relacionais” de longo prazo, visando confiança e
redução de custos de transação. Otimização da
logística via JIT e CQT. Possibilidade de
interpenetração de propriedade e de conexões
financeiras entre agentes
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104
Propriedades Internas dos APLs
• Relacionadas à cooperação técnicoprodutiva
 Eficiência Operacional
 Flexibilidade Produtiva
• Relacionadas à coordenação interorganizacional
 Eficácia da Coordenação
 Flexibilidade Inter-organizacional
• Relacionadas à cooperação tecnológica
 Capacidade de Processar Informações
 Integração de Capacitações Inovativas
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105
Cooperação técnico-produtiva
•Eficiência Operacional
Características
• Ganhos técnico-econômicos gerados ao nível da
rede com impactos sobre custos decorrentes da
divisão de trabalho interna à rede e da difusão de
práticas organizacionais indutoras de eficiência.
Elementos Críticos
•
•
•
•
•
economias de escala e escopo
ganhos de especialização
ganhos de produtividade
ganhos de qualidade
ganhos de padronização
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Cooperação técnico-produtiva
•Flexibilidade Produtiva
Características
• Capacidade de ajustamento da logística interna
da rede face da evolução do mercado, tanto em
termos dos níveis de produção com em termos
de requerimentos relacionados à qualidade dos
produtos
Elementos Críticos
• grau de difusão de práticas just-in-time . ganhos
decorrentes da integração de sistemas
• ganhos de modularidade
• ganhos de customização
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Coordenação Inter-Organizacional
•Eficácia da Coordenação
Características
• Ações coletivas implementadas visando melhor
enfrentar a turbulência e incerteza ambientais.
Associada a princípios de confiança mútua e
solidariedade nos relacionamentos intra-rede
Elementos Críticos
•
•
•
•
•
grau de centralização da rede
hierarquização interna da rede
sofisticação dos mecanismos de incentivo
formas de ações coletivas
sistemas de códigos e valores
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108
Coordenação Inter-Organizacional
•Flexibilidade Inter-organizacional
Características
• Capacidade de adaptação da estrutura da rede
em função de estímulos ambientais e pressões
competitivas, via o movimento de entrada e
saída de agentes do arranjo
Elementos Críticos
•
•
•
•
base contratual das ligações intra rede
regras de entrada e saída na rede
horizonte temporal das relações intra-rede
“retratibilidade” da estrutura da rede
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Cooperação Tecnológica
•Capacidade de Processar Informações
Características
• Coordenação do intercâmbio de informações a
partir de determinada infra-estrutura de
comunicação e da consolidação de códigos de
comunicação que favoreçam as interações.
Elementos Críticos
• complexidade das informações transmitidas.
códigos de linguagem e canais de comunicação
• sistemas de informação
• intensidade da circulação de conhecimento.
interatividade da circulação de conhecimento
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110
Cooperação Tecnológica
•Integração de Capacitações Inovativas
Características
• Realização de esforços tecnológicos conjuntos,
através de divisão de tarefas ao longo do ciclo de
P&D. Aglutinação de competências entre os
membros da rede com propósitos de inovação
Elementos Críticos
• co-desenvolvimento de produtos e sistemas
• especialização em estágios do ciclo de P&D
• grau de complementaridade entre as
competências tecnológicas dos agentes
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