VI. Comunicações Livres 10. Políticas públicas e docência no Ensino Superior 10.1. Autor/a (es/as): Albuquerque, Helena Machado de Paula; Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Haas, Célia Maria; Universidade Cidade de São Paulo / Universidade de São Caetano do Sul Araujo, Regina Magna Bonifácio de Universidade Federal de Ouro Preto Título: A docência no curso de pedagogia-licenciatura: o que dizem os professores sobre as diretrizes curriculares nacionais Resumo: Este trabalho tem por objetivo apresentar o que dizem os professores que atuam nos cursos de Pedagogia, nas instituições envolvidas na pesquisa “O significado de ser Pedagogo para os alunos do novo curso de Pedagogia-Licenciatura”, desenvolvida nos anos de 2010 e 2011, tendo como campo três universidades: uma instituição privada, uma municipal e outra federal, localizadas em dois estados da região sudeste do Brasil. Adotou-se no processo investigativo uma metodologia com abordagem qualitativa, com pesquisa documental da legislação e dos projetos pedagógicos das instituições, com apoio teórico de Gimeno Sacristan, Apple, Bourdieu, Ball, Saviani, entre outros. Foram sujeitos da pesquisa, ouvidos por meio de entrevistas e questionários, alunos, professores e gestores do curso em estudo nas universidades pesquisadas. Três categorias fundamentaram a investigação: o significado de ser pedagogo, o projeto pedagógico e o currículo e a nova legislação. Da pesquisa destacou-se para esta comunicação os dados obtidos por meio de um questionário aplicado aos professores visando compreender o entendimento dos mesmos acerca das categorias definidas para o estudo. Em 2006, alinhada à tendência neoliberal, foi aprovada a Resolução nº 1, do Conselho Nacional de Educação, que instituiu as novas diretrizes curriculares nacionais para o curso de Pedagogia (DCNs), definindo-o como responsável pela formação de professores para a Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental e embora não tenham impedido a formação do bacharel, a dificultou pelo excesso de atributos exigidos na formação do professor. Os resultados da pesquisa apontam que nos cursos mais novos, implantados após 2006, os professores percebem a incorporação do conceito de bacharelado na formação para a gestão no curso de Pedagogia. Entretanto, no curso mais antigo, os professores julgam que, embora não impeçam inviabilizam na prática a formação do gestor e sentem dificuldade para se desvencilhar da cultura anterior do curso, mostram certa nostalgia em relação a esse e consideram que as diretrizes tiveram que ser açodadamente implantadas, sem a discussão anterior necessária com quem iria implantá-las. Há uma concordância nos três grupos de que houve inovação nos projetos pedagógicos após a aprovação das diretrizes, destacando-se o esforço na integração teoria e prática, e a ampliação do espaço para as metodologias de ensino da Educação Básica. A maioria dos professores entrevistados afirma que os projetos pedagógicos dos cursos em que atuam assumem a formação do licenciado com todos os requisitos previstos pelas DCNs. Todas as instituições apresentaram em comum o desafio para articular a formação geral e específica do Pedagogo, contemplando todos os pré- requisitos oficiais para a formação do licenciado. Palavras-chave: Políticas Públicas; Formação de Professores; Diretrizes Curriculares Nacionais; Curso de Pedagogia; Docência Universitária. ID/ Referência: 68 10.2. Autor/a (es/as): Bianchi, Paula Sawitzki, Maristela Cortez Universidade Federal do Pampa Título: Diretrizes curriculares para a formação de professores Universidade Federal do Pampa Resumo: A Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA caracteriza-se como uma instituição multicampi (10 campi), criada em 2006, sob a tutela de duas universidades federais no Rio Grande do Sul – RS, a Universidade Federal de Santa Maria - UFSM e a Universidade Federal de Pelotas - UFPel. Localizada em um extenso território conhecido como mesorregião metade sul do RS, a UNIPAMPA visa atender as manifestações da população daquela região quanto a democratização do acesso ao ensino superior gratuito e, também ao desenvolvimento socioeconômico e político. Neste cenário, os cursos de formação de professores recebem atenção, sendo estimulada a ampliação da oferta por tais cursos, com a expectativa de suprir demandas do sistema educacional brasileiro que compreende: a falta de professores nas diferentes áreas do conhecimento e a demanda pela formação continuada. Desde a sua criação (2006) até meados de 2008, os cursos de formação de professores seguiam os projetos das universidades tutoras (UFSM e UFPel), cuja realidade era insuficiente às demandas regionais, ao Projeto Institucional da Unipampa e à discussão da política nacional de educação brasileira. Considerando o referido contexto, constituiu-se um fórum para discussão sobre as licenciaturas na Unipampa, formado por coordenadores e professores dos cursos de Licenciatura, coordenadores acadêmicos dos Campi, técnicos de assuntos educacionais e membros da Reitoria da Universidade. Além disso, participam de forma assistemática professoresconvidados e docentes de outros cursos. A partir do fórum, resultou a concepção das Diretrizes Orientadoras para Elaboração dos Projetos Pedagógicos das Licenciaturas da UNIPAMPA. Tais diretrizes têm como objetivo auxiliar na (re)estruturação dos projetos pedagógicos dos cursos de licenciatura, orientando a organização curricular, sob um perfil identitário (desvinculando-se das características dos antigos projetos de cursos da UFSM e da UFPel) e uma concepção de licenciatura que atenda às demandas regionais e a política nacional de educação. Para a elaboração das referidas Diretrizes, foram realizados, desde 2009, encontros sistemáticos (fórum das licenciaturas) de discussão presencial e semipresencial, mediada pelas Tecnologias de informação e comunicação – TICs. As diretrizes para os cursos de Licenciatura orientam para a formação do profissional da educação, reflexivo, agente ativo de seu saber, com competências e habilidades para atuar no ensino básico e na educação profissional e tecnológica, atento à atual conjuntura brasileira, ao contexto mundial e à sustentabilidade social, bem como ser profissional capaz de criar desafios, problematizar/construir saberes, pautando-se pela ética e pelo respeito às individualidades, interagindo por meio das TICs, valorizando as características regionais, as identidades culturais, a educação ambiental, as pessoas com necessidades especiais, dentre outros elementos que constituem a sociedade. Portanto, acredita-se que as Diretrizes Orientadoras para Elaboração dos Projetos Pedagógicos das Licenciaturas da UNIPAMPA venham a se concretizar no âmbito da universidade em atenção ao Projeto Institucional, às demandas regionais/nacionais por educação e à contínua discussão/reflexão das próprias diretrizes e da política nacional de educação. Palavras-chave: Formação de Professor; Diretrizes Curriculares; Política Educacional. ID/ Referência: 166 10.3. Autor/a (es/as): Bragança, Maria das Graças Viana UNIEURO - Centro Universitário Título: Uma política de inclusão para afrodescendentes em uma universidade brasileira Resumo: O Brasil é um país de formação multicultural, mas até então as políticas existentes eram universalistas de conteúdo liberal, isso é direitos iguais para todos. Com a promulgação da Constituição Federal de 1988 é que o Governo Brasileiro se reconheceu como tal e passou a instituir política multiculturalista, também denominada política da diferença ou ação afirmativa ou política de cotas. Essa política contempla os grupos considerados excluídos e objetiva minimizar os conflitos e problemas gerados na sociedade. Várias mudanças ocorreram nas instituições de ensino superior brasileiras, com a implementação dessa política para afrodescendentes. Este artigo é parte de uma dissertação de Mestrado em Ciência Política e visa analisar as vantagens e desvantagens do ingresso de beneficiários no curso de Pedagogia da Universidade de Brasília (UnB). Realizou-se uma pesquisa qualitativa, por meio de entrevistas com 20 alunos cotistas do Curso de Pedagogia dos turnos matutino e noturno. Um dos principais resultados gerais foi o reconhecimento da identidade racial e o despertar do interesse pela cultura negra na universidade e proporcionar mudanças no ensino e na qualidade de vida das pessoas negras. Nove alunos (45%) dos entrevistados apontaram como a principal vantagem do sistema de cotas o fato de ser facilitador para os estudantes que não tiveram oportunidades de frequentarem boas escolas, no ensino básico para ingressem na UnB. Para dez alunos (50%), as vantagens das cotas iam além do ingresso e agregaram a este fato a questão da diversidade, uma vez que a universidade, com isso, tornava-se mais plural, diversificada e menos elitista. Somente uma aluna (5%) do universo pesquisado afirmou não ver vantagem no ingresso do sistema de cotas e que este estava gerando preconceito. Portanto, o mérito da política de cotas está em facilitar a inclusão dos negros e de índios. Quanto às desvantagens, foram apontados os seguintes itens: ser apenas para negro; ser desconhecida por muitos; gerar outra forma de preconceito; ser uma medida superficial e emergencial; haver pouco apoio ao cotista na UnB. Houve divergências entre as respostas dos entrevistados, o que demonstra que a política de cotas precisa ser repensada, já que é um processo novo e que ainda está em implementação, requerendo ajustes para atingir os verdadeiros objetivos. Assim, esta pesquisa se torna uma porta aberta para novas pesquisas e discussões. Palavras-chave: Política de Ação Afirmativa; Cotas; Estudantes; Inclusão. ID/ Referência: 187 10.4. Autor/a (es/as): Castro, Leonardo Villela de Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Título: Inovação curricular a partir do programa consolidação das licenciaturas Resumo: O texto tem como objeto de análise os relatos das oficinas desenvolvidas no âmbito do projeto Tecnologias, Informação e Comunicação e Transversalidade: Arte, Ciência e Cotidiano. Parte de uma reflexão inicial sobre a política pública atual para a formação de professores a partir da contextualização da definição das diretrizes curriculares para o curso de Pedagogia, tendo como ponto de chegada o projeto citado, problematizando o excesso de disciplinas, conseqüência do documento citado. Em seguida, analisa os relatos de todas as ações desenvolvidas ao longo do ano de 2011, destacando destes as práticas capazes de ampliar a formação cultural dos alunos, bem como a relação destas no cumprimento dos objetivos propostos, principalmente o estabelecimento de vínculos dos conteúdos abordados com a realidade social dos alunos. A análise também procura os vínculos entre as diversas áreas, as possíveis aproximações entre as práticas. Investiga também os conhecimentos construídos pelos alunos a partir de entrevistas realizadas com aqueles que participaram dessas oficinas. Nesse sentido, o currículo é entendido como práxis pedagógica em constante processo de recriação, sendo o presente trabalho mais um dos elementos que contribuirá para futuras mudanças. Conclui o trabalho com reflexão sobre a ampliação do alcance das modificações curriculares nos cursos de licenciatura da instituição, a partir das disciplinas pedagógicas específicas e do diálogo com o corpo docente destes cursos. A principal contribuição do texto é a busca por uma produção curricular mais próxima das necessidades de aprendizado dos alunos, futuros professores, no sentido de construírem uma visão global do conhecimento, integrando saberes e usando os mesmos para compreender e atuar na transformação dos espaços sociais em que atua. Palavras-chave: Oficina; Práxis Pedagógica; Mudança Curricular. ID/ Referência: 986 10.5. Autor/a (es/as): Cerdeira, Luísa Patrocínio, Tomás Cabrito, Belmiro Universidade de Lisboa, Instituto de Educação Título: Os desafios da qualidade no ensino superior português: o (in)sucesso escolar Resumo: Podemos afirmar que o ensino superior português é um caso de sucesso. E é um caso de sucesso porque, num espaço de pouco mais de duas décadas (1980/1981 a 2007/2008), conseguiu passar de um pequeno sistema com pouco mais de 82 mil estudantes para quase 377 mil estudantes (um crescimento de mais de 357%), e de um número restrito de universidades para um conjunto diversificado de instituições – universidades, institutos politécnicos, públicos e privados – distribuídas numa rede que abrange todo o país. O país fez um percurso significativo, passando de uma taxa líquida de participação do ensino superior de 6% em 1985/1986 para um valor de 27,3% em 2003/2004. Contudo, o país enfrenta ainda um problema sério no que respeita à taxa de conclusão do ensino secundário (a taxa de graduação do secundário era em 2004 de 53%, enquanto na OCDE já era de 80% e na UE19 subia para 82%), o que tem implicações no acesso ao ensino superior. De facto, não só o número de candidatos ao ensino superior baixa, como os problemas do abandono escolar precoce e de reprovação no ensino secundário ocorrem sobretudo em estratos mais desfavorecidos da população. Tal acaba por se repercutir na ascendência socioeconómica dos jovens que se encontram em situação de concorrerem ao ensino superior e determinar problemas de equidade e democraticidade no acesso ao ensino superior, ainda que recentemente se tenham tomado algumas medidas que terão contribuído para corrigir esta tendência, designadamente com o regime especial de acesso ao ensino superior para maiores de 23 anos. Por outro lado, há que assinalar um outro importante aspecto do ensino superior português: a elevada taxa de insucesso [1]. No ano de 2005/2006, encontrávamos uma taxa de sucesso global do ensino superior de 67%, o que em termos de comparação internacional, se encontra abaixo da média dos países da OCDE e da UE19, que apresentavam (em 2004) 70% e 69%, respectivamente. Estes resultados têm, para além do impacto pedagógico e científico, também consequências orçamentais, dado que não só entram, e ocupam vagas, estudantes que acabam por não concluir o curso no tempo previsto (porque demoram mais do que o número de anos de duração do seu curso, ou porque desistem), como impedem que os recursos sejam usados de forma mais eficiente, abrangendo com um montante financeiro igual mais estudantes. Esta fragilidade foi reconhecida pelos examinadores da OCDE (2006b, p. 105) quando afirmaram que: “Universities and polytechnics need to take the responsibility for the educational success of their students.” Neste artigo procurar-se-á questionar os impactos deste fenómeno do insucesso e abandono escolar, perspectivando uma análise evolutiva dos dados oficiais do sucesso escolar (usados nomeadamente para a previsão de alunos e aplicação da fórmula de financiamento) por tipo de instituição (universitária, politécnica, pública, privada) e por tipo de curso, procurando encontrar razões explicativas para este fenómeno. Ao mesmo tempo, será feita uma análise comparativa com os dados existentes para os países pertencentes à OCDE. [1] Habitualmente a taxa de sucesso pode ser definida pela proporção dos diplomados num determinado curso/grau em relação aos inscritos no 1.º ano, pela primeira vez desse curso “n” anos antes (sendo “n” o número de anos de estudos requeridos para se completar esse curso/grau). Quanto maior for esta razão, aproximando-se de 1, maior será, em princípio, a eficácia do sistema, visto que menos perdas se registam no percurso escolar dos estudantes. Palavras-chave: Sucesso e Insucesso Escolar; Acessibilidade; Qualidade do Ensino Superior. ID/ Referência: 320 10.6. Autor/a (es/as): Costa, Maria das Graças Soares da Faculdade Frassinetti do Recife - FAFIRE Alves, Sérgio Universidade Federal de Pernambuco - UFPE Título: Avaliação institucional da educação superior no Brasil: um olhar sobre as intenções, tensões e contradições Resumo: Esta pesquisa esta situada no campo das políticas e da gestão em educação e tem como objetivo analisar as intenções, tensões e contradições da avaliação institucional da educação superior à luz do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Para tanto, buscamos desvelar a concepção, o processo de implantação, a regulamentação e os relatos de experiências nas IES brasileiras. E tomamos como esteio teórico deste estudo a legislação produzida pelo MEC/INEP/CNE sobre as IES no Brasil, a partir da LDB 9394/96 e da Lei n° 10.861, de 14 de abril de 2004; além da contribuição teórica de Sobrinho (2005), Ristoff (2005), entre outros. Por se tratar de uma pesquisa qualitativa, tomamos como procedimento a análise documental e entrevistas semi-estruturadas. A nossa investigação se deu em duas IESC privadas e sem fins lucrativos, uma delas data da década de 60, e a outra da década de 70, estas situadas, respectivamente, no interior do Estado Pernambuco e na Região Metropolitana do Recife. Foram sujeitos da pesquisa 20 (vinte) depoentes, sendo quatro membros da diretoria, um da coordenação geral, um procurador institucional, dois da coordenação pedagógica dos cursos, quatro professores e quatro funcionários e quatro alunos. A partir da análise dos dados coletados, podemos afirmar que a avaliação institucional da educação superior contempla questões multidimensionais: estrutura, organização e funcionamento, além da qualidade da construção do conhecimento, o direcionamento da expansão de sua oferta, o compromisso social, pautados na observância da legislação, na direção da legitimação considerando os instrumentos de regulação. Desse modo, a avaliação institucional caracteriza-se por uma visão multidimensional e multidisciplinar, pois além de investir num exercício constante de interações entre os gestores, coordenadores, professores, alunos e comunidade externa, apontam um desenho de política e de gestão educacional do ensino superior voltado para a prática do diálogo e o desenvolvimento da responsabilidade e da autonomia. Em função da dinâmica e da forma de atuação dos gestores educacionais, do esforço institucional em responder às exigências da legislação, dos educandos e da sociedade, as instituições educacionais, sejam elas públicas ou privadas procuram investir na qualidade da educação brasileira. Palavras-chave: Avaliação Institucional; Educação Superior; SINAES (2004). ID/ Referência: 949 10.7. Autor/a (es/as): Ferreira, Candido Requião Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Título: Programa especial de formação de professores na UESB, Bahia, Brasil – oportunidades, desafios e perspectivas Resumo: Em todo o Brasil, um contingente muito grande de professores está trabalhando há muitos anos sem a devida formação para o exercício da função. Após a publicação da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação, essa condição passou a ser não apenas questionada, mas também proibida, implicando em que, para o exercício do magistério, o professor deverá ter formação na área em que leciona. Ainda assim uma lacuna persiste e muitos professores continuam sem ter licenciatura específica para ministrar suas aulas, criando a defasagem no ensino público, que ainda não atingiu um nível adequado para que o aluno possa ter um conhecimento capaz de mudar a sua realidade. Nesse sentido e atendendo a uma necessidade de corrigir uma defasagem histórica na formação de professores das redes estaduais e municipais, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) implantou em 2010 o Programa Especial de Formação de Professores (PARFOR), em convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão do Governo Federal e o Instituto Anísio Teixeira (IAT), órgão da Secretaria de Educação da Bahia e usando a Plataforma Freire como instrumento de gerenciamento. Atualmente oferece um total de 16 cursos e conta com 580 professores-cursistas, que são os alunos dos cursos do PARFOR, nas diversas áreas de conhecimento em cursos de nível superior para professores das redes estaduais e municipais que ainda não possuem graduação para atuar em suas áreas, ou que migraram de suas áreas de formação original para outras. Os cursos são oferecidos na modalidade Modular-Presencial, com as aulas sendo realizadas uma semana por mês envolvendo cinquenta municípios desta região. Este trabalho tem o objetivo de avaliar e discutir o Programa e dar voz aos professorescursistas, mostrando a contribuição do programa ao aperfeiçoamento na formação desses profissionais, mas que embora lecionando, ainda não estavam atualizados seja do ponto de vista pedagógico, dos conhecimentos científicos e metodológicos. Foram aplicados questionários para colher a percepção do professor-cursista sobre o Programa e analisados os seus dados de desempenho nas disciplinas. Através da visão dos professores-cursistas, é possível perceber mudanças em vários aspectos na vida dos mesmos, ressignificando o seu fazer-diário em sala de aula, contribuindo para uma melhor relação ensino-aprendizagem e uma melhor integração com os alunos das redes municipais e estaduais de ensino. Embora mudanças significativas estejam ocorrendo, como integrante da coordenação do Programa, proponho neste trabalho a análise crítica dos desafios ainda encontrados. Palavras-chave: Formação de Professores; Ensino Superior; Educação. ID/ Referência: 1054 10.8. Autor/a (es/as): Ferreira, José Brites Instituto Politécnico de Leiria e CIPES Machado-Taylor, Maria de Lourdes CIPES, A3ES e Instituto Politécnico de Bragança Brites, Rui ISEG/Universidade Técnica de Lisboa e CIES Gouveia, Odília Maria Rocha CIPES Título: O trabalho académico no ensino superior, em Portugal Resumo: O ensino superior em Portugal tem sofrido grandes transformações nas últimas décadas. Entre elas, há a registar, no último quartel do século XX, o grande crescimento do mesmo. Por sua vez, o início do século XXI ficou marcado pela implementação do processo de Bolonha e por um conjunto de mudanças no quadro normativo, nomeadamente sistema de graus, regime jurídico das instituições de ensino superior e do estatuto da carreira docente. Os docentes constituem um recurso fundamental para as instituições de ensino superior, sendo referidos na literatura como ´´escultores´´ da qualidade das instituições e fundamentais para o sucesso dos alunos (Altbach, 2003; Capelleras, 2005; Taylor et al., 2007). Os académicos têm vindo a ser confrontados com transformações e desafios no seu trabalho, um pouco por todo o lado (Barrier e Musselin, 2009). Dada a relevância dos académicos na promoção da qualidade das instituições de ensino superior e no sucesso dos estudantes, o Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) tem vindo a desenvolver um estudo sobre satisfação e motivação dos docentes no ensino superior português, projeto financiado pela FCT (PTDC/ESC/67784/2006). A comunicação que aqui se apresenta insere-se no âmbito do projeto acima referido. Com ela, procurarmos dar conta de resultados obtidos, no que se refere à identificação das diferentes atividades desenvolvidas pelos docentes ou que desejariam desenvolver. Os dados de que aqui se dá conta foram obtidos através de questionário disponibilizado junto dos docentes do ensino superior. O estudo abrange o universo de docentes de ambos os subsistemas de ensino superior. Na apresentação e análise dos dados, teremos em conta a existências de diferentes subgrupos (idade, sexo, categoria profissional, tempo de serviço no ensino superior, tempo de serviço na atual instituição de ensino superior, etc.) e subsistemas de ensino superior (universitário e politécnico). Os resultados obtidos proporcionam-nos um conjunto diversificado de informações sobre múltiplas dimensões do trabalho dos docentes do ensino superior, nomeadamente ensino, investigação, aconselhamento, consultoria, funções administrativas. Com os dados obtidos esperamos contribuir para elucidar e clarificar as atividades desenvolvidas pelos académicos ao longo do ano, bem como o lugar/tempo ocupado por cada uma delas. Palavras-chave: Trabalho Académico; Ensino Superior; Carreira Docente. ID/ Referência: 855 10.9. Autor/a (es/as): Fidalgo, Nara Luciene Rocha Fidalgo, Fernando Selmar Rocha Aranha, Antônia Vitória Soares UFMG Título: Tecnologia e os “novos” desafios para o trabalho docente Resumo: A problemática deste texto trata da inserção e do uso crescente das TIC - tecnologias da informação e comunicação no trabalho docente, refletindo sobre a questão do encantamento tecnológico ao qual o professor vem sendo submetido, em contraste ao processo de subordinação presente na lógica do produtivismo acadêmico, especialmente no trabalho do professor de pós-graduação stricto sensu. A necessidade de, não apenas compreender, mas também de dominar o uso desses suportes tecnológicos passou a ser elemento determinante nos processos de inserção social e profissional. O rompimento com os limites espaço-temporais proporcionado pelas novas ferramentas facilitam e beneficiam o desenvolvimento do trabalho dos professores, mas também pode estender as horas de trabalho para o espaço doméstico e outras esferas da vida privada, assim como para os momentos de lazer. Assim, são construídas novas relações com os elementos que vão sendo incorporados neste processo e o professor é confrontado com a necessidade de absorver as demandas e compreender as mudanças sobre a objetividade dos processos de trabalho e sobre sua subjetividade. As novidades e as transformações geram consequências como a compressão do tempo de reprodução de sua força de trabalho e a diminuição das condições de apropriação dos novos conhecimentos. Dessa forma, o “novo” muitas vezes se instala no processo de trabalho docente, porém o tempo e o espaço nem sempre possibilitam aos professores refletirem e se adaptarem ao novo contexto. Este quadro possibilita que muitos sejam cooptados a adentrarem o processo sem compreender a profundidade e a complexidade do mesmo. O texto apresenta resultados de pesquisas desenvolvidas no âmbito do Centro de Apoio à Educação a Distância – CAED/UFMG, no Doutorado em Educação da UFMG (financiado pela Capes - Brasil) e no Observatório do Trabalho Docente (financiado pelo CNPq e Fapemig). Palavras-chave: Educação a Distância; Trabalho Docente e TIC. ID/ Referência: 926 10.10. Autor/a (es/as): Fonseca, Denise Grosso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Forster, Mari Margarete Santos Universidade do Vale do Rio dos Sinos Título: A avaliação da instituição e a avaliação na instituição: movimentos didáticos pedagógicos Resumo: O presente estudo apresenta um recorte da tese de doutorado que se propôs a analisar o movimento decorrente da política de avaliação institucional implantada pelo SINAES - Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior no Brasil, através do ENADE - Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, procurando compreender sua influência na dinâmica dos processos avaliativos do curso de Educação Física do IPA (Instituto Porto Alegre da Igreja Metodista/RS/Brasil) A metodologia utilizada na pesquisa é de natureza qualitativa, através da análise de documentos e entrevistas semi-estruturadas, individuais e grupais, realizadas com professores e alunos do Curso estudado. Neste trabalho a discussão foi feita a partir da análise da entrevista grupo focal realizada com os alunos, com a intenção de destacar a visão deste segmento, por ocasião do evento, bem como também, refletir sobre a metodologia – grupo focal utilizada e sua pertinência no processo investigativo em foco. Os elementos coletados evidenciaram crítica ao ranqueamento e levaram a uma análise didático-pedagógica, sugerida pelos próprios dados, indicando que houve mudanças significativas na metodologia das aulas e na diversificação das estratégias de avaliação, mas que esse movimento não se manteve com a mesma intensidade por muito tempo. As constatações referidas permitem concluir que houve implicações das políticas públicas nas ações institucionais e docentes, e que estas precisam ser constantemente revisadas e realimentadas. Palavras-chave: Avaliação Institucional; Avaliação Educacional; Ensino Superior. ID/ Referência: 328 10.11. Autor/a (es/as): Gestoso, Noemi García Universidad de Vigo Facultad de Ciencias Jurídicas Derecho Constitucional Gómez, Santiago Roura Universidad de La Coruña Facultad de Derecho Derecho Constitucional Título: Las políticas y acciones positivas de igualdad de género en la docencia de Derecho Constitucional: su enseñanza y aprendizaje como valor en el desarrollo del jurista Resumo: Problemática: En esta comunicación se expondrán acciones de innovación docente que se están realizando en la docencia y en el aprendizaje de Derecho Constitucional dentro de la asignatura de Derecho Constitucional I del Grado de Derecho con alumnos de primer curso. Estas acciones versan, en concreto, sobre la temática de las políticas y acciones positivas de igualdad de género que el Estado lleva a cabo para eliminar cualquier forma de discriminación por tal motivo con el objetivo de garantizar la igualdad efectiva entre hombres y mujeres. Con este propósito en el aula se plantean, por una parte, actividades donde se analizan los argumentos a favor y en contra de la nueva legislación y sentencias más controvertidas introduciendo desde un grupo de partida un análisis y presentación objetiva para abrir a continuación el debate en el que, sin saberlo previamente, las alumnas defenderán los argumentos tradicionalmente más masculinos y los alumnos las nuevas líneas en pro de la igualdad de la mujer en todos los ámbitos. Después la discusión será libre aunque guiada y explicada por el Profesor que juega un papel fundamental aportando datos y Teoría y doctrina Constitucional tanto española como comparada para obtener como resultado un posicionamiento de los alumnos con relación a este tema. Al final del curso se volverá a recabar la postura de los alumnos en este tema para verificar si hubo cambios en las posturas antes manifestadas pues también se introducen a lo largo del curso en los distintos temas de la materia aspectos transversales que sirvan de reflexión. Por ejemplo, al explicar las fuentes del Derecho se trabajará en la práctica con las normas europeas y españolas sobre la igualdad de género y en sentido similar al analizar Sentencias tanto del Tribunal de Justicia de la Unión Europea como del Tribunal Europeo de Derechos Humanos y del Tribunal Constitucional al escoger su temática, o incluso al analizar la primacía del varón en la sucesión de la jefatura del Estado recogida en nuestra Constitución. En definitiva se trata que los alumnos puedan exponer libremente sus premisas y opiniones de partida para irles proporcionando a través de la guía del Profesor y de su trabajo las herramientas para desaprender y aprender en igualdad desde el respeto constitucional y el entendimiento de las políticas públicas. Temas: Políticas públicas y docencia en la Enseñanza Superior o, en su caso, la democratización en la Enseñanza Superior. Palavras-chave: Derecho Constitucional; Interdicción de la Discriminación; Igualdad Efectiva; Políticas y Acciones Positivas de Igualdad de Género; Innovación Docente. ID/ Referência: 1002 10.12. Autor/a (es/as): Hanff, Beatriz Bittencourt Collere UFSCCED Título: Educação do campo: uma experiência de formação de professores através da “pedagogia da alternância” Resumo: A política de formação de professores identificada com as questões do campo é resultado de reivindicações dos movimentos sociais, do trabalho de docentes e pesquisadores na área, e da intencionalidade política de instituir uma Educação do Campo focada na realidade dos sujeitos que vivem no e do campo. O curso de graduação de Licenciatura em Educação do Campo na UFSC, em Santa Catarina, teve início em 2009, através do plano de expansão das universidades federais, com apoio do Ministério da Educação (MEC), por intermédio da Secretaria de Educação Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e Diversidade (SECAD). É desenvolvido de forma presencial em espaços e tempos que promovam a integração e a articulação entre as instituições educativas responsáveis pela formação e a realidade social e institucional do campo. Está organizado em “momentos” pedagógicos que interagem chamados de “Tempo Escola” e “Tempo Comunidade”, para envolver o educando num processo educativo uno, que articula a experiência escolar propriamente dita, a ocorrer no interior da Universidade, com a experiência de trabalho e vida na comunidade onde vive - Pedagogia da Alternância - entendido como a vivência dos processos educativos de forma alternada, parte das experiências de formação na escola e outra parte na família ou comunidade. Privilegia os diferentes tempos e espaços do aprender e possibilita o estabelecimento de relações entre os saberes produzidos do campo e os saberes científicos. Estimula o exercício da pesquisa, e possibilita a articulação entre trabalho e estudo, como elementos fundamentais de formação, quatro momentos de vivência. No primeiro ano as atividades de investigação são realizadas nos municípios de origem dos estudantes. No segundo ano, junto as escolas, em reflexões sobre a realidade e os processos pedagógicos; no terceiro mantém a escola como foco de referência com especificidade no espaço de sala de aula. Finalmente, o quarto ano do curso, está voltado para a vivência em projetos de sustentabilidade nas comunidades rurais. Esse processo institui-se como um processo educativo de politização, articulada as lutas pelo direito ao trabalho, a terra, às melhores condições de vida – um espaço de democratização e produção de um conhecimento com significado para as populações do campo que têm vivido em condições de exploração. Uma formação de professores intencional e politicamente articulada com princípios de organização coletiva. Quatro princípios orientam o Curso: o estabelecimento de uma formação do educador como sujeito capaz de propor e implementar as transformações político-pedagógicas necessárias à rede de escolas que hoje atendem a população que trabalha e vive no e do campo; rompimento com matrizes teóricas de interpretação e orientação pragmática de educação; consideração do campo como lugar de produção de saberes e da cultura camponesa; e parte dos processos sociais de formação de sujeitos coletivos, políticos comprometidos com a transformação da sociedade. Palavras-chave: Educação do Campo; Formação de Professores; Pedagogia da Alternância. ID/ Referência: 612 10.13. Autor/a (es/as): Hora, Dinair Leal da Sousa, Claudia Teresa Vieira de Erthal, Regina Maria de Carvalho Lino,Odilio de Souza Hora, Eloisa Leal da IPEC/FIOCRUZ Título: Cenários da formação do profissional da saúde para o sistema único da saúde – SUS: políticas para o ensino e projetos educativos Resumo: Em 2010 a CAPES e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde lançaram o Edital 024/2010 Pró-Ensino na Saúde cujo objetivo foi o de “estimular no País a realização de projetos de pesquisa e apoio ao Ensino na Saúde, para desenvolver e consolidar esta área de formação, considerada estratégica para a consolidação do Sistema Único de Saúde, por meio da análise das prioridades e das competências existentes, visando à melhoria do ensino de pós-graduação e graduação em Saúde”. Em atendimento ao referido Edital, o IPEC teve aprovado o Projeto Pró Ensino na Saúde/IPEC-Fiocruz intitulado Saúde Formação para a docência de ensino superior na área da Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas, cuja finalidade é a de fortalecer e consolidar, no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas. Neste contexto, apresentamos os resultados iniciais da pesquisa Cenários da formação do profissional da saúde para o Sistema Único da Saúde - SUS e a produção do conhecimento em infectologia: os projetos educativos e as práticas exercidas, assim caracterizada, cujo objetivo geral é o de analisar os cenários de formação do profissional da saúde para a o Sistema Único da Saúde e a produção do conhecimento em infectologia, nas universidades do Estado do Rio de Janeiro. Nesta pesquisa são adotados os procedimentos da abordagem qualitativa, que se justifica por sua finalidade de verificar junto aos sujeitos informantes, suas percepções a respeito dos cenários de formação dos profissionais da saúde para o SUS, e da apreensão sobre o processo de construção de conhecimentos científicos, na área da infectologia. Para fins Comunicação, apresentamos os resultados da Pesquisa documental em que são analisados documentos reguladores da organização dos cursos de graduação em saúde (Diretrizes Curriculares Nacionais e PróSaúde); os projetos curriculares e as ementas disciplinares dos cursos de Medicina e Enfermagem verificando as aproximações e os distanciamentos com as políticas de formação do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, relacionadas com a formação dos profissionais da saúde da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da UFF (Universidade Federal Fluminense). Os resultados preliminares apontam que as Instituições analisadas vêm apresentando e operacionalizando práticas importantes para o cumprimento das políticas públicas de ensino superior na saúde, embora ainda precisem realizar ações mais consistentes para a melhoria dos cenários de formação do profissional da saúde, especialmente no que se refere aos princípios pedagógicos na ação docente. Palavras-chave: Políticas de Ensino Superior em Saúde; Docência no Ensino Superior. ID/ Referência: 722 10.14. Autor/a (es/as): Junior, Jair Lopes Silva, Caio Samuel Franciscati da Universidade Estadual Paulista/UNESP Título: Implicações dos sistemas de avaliação em larga escala na docência no ensino superior: um estudo de caso sobre os temas origem e evolução da vida Resumo: O Brasil convive, no âmbito de políticas públicas de avaliação de desempenho escolar na Educação Básica, com duas modalidades de sistemas: sistemas federais, aplicados de modo uniforme em todo o país, e sistemas estaduais, administrados pelas secretarias da educação dos estados da federação. A partir da definição de grades curriculares para as distintas áreas de conhecimento, há a especificação de matrizes de referência ou de descritores para as diferentes áreas e níveis da Educação Básica. Tais matrizes especificam competências e habilidades previstas ao final dos ciclos. O presente estudo objetivou demarcar possíveis implicações de tal derivação da implantação da política pública de avaliação em larga escala no contexto da docência no ensino superior. Concentrou-se ênfase nos conteúdos curriculares sobre os temas origem da vida e evolução biológica no Ensino Médio no âmbito do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP). A teoria evolutiva desempenha papel fundamental dentro das Ciências Biológicas, dado que possibilita a organização e a unificação do corpo de conhecimentos desta área. Assim, o ensino e a aprendizagem de Biologia devem salientar a centralidade e a importância da evolução para este componente curricular. Foram efetuadas análises documentais dos capítulos referentes aos temas origem e evolução da vida contidos nos materiais curriculares da disciplina Biologia distribuídos aos professores da rede pública e, posteriormente, analisadas as possíveis correspondências destes materiais com os descritores da matriz do SARESP e com as condições de ensino dos mesmos contidas em tal material. Verificou-se que as competências priorizadas pelos documentos oficiais sustentam consistência com as aprendizagens preconizadas pelo acervo de pesquisa em educação científica. Contudo, as orientações didáticas apresentadas nos materiais oficiais expõem condições insuficientes para o desenvolvimento das competências estimadas prioritárias. Tais orientações prescindem da exposição de situações didaticamente adequadas para a promoção de aprendizagens de práticas reflexivas e tuteladas envolvendo contextos distintos daqueles mencionados nos documentos oficiais. O presente trabalho assinala convergências desejáveis entre a rede pública de ensino e as pesquisas acadêmicas que envolvem interações entre a escola de Educação Básica e a universidade. Em contrapartida, demarca-se igualmente a insuficiência das consistências acima assinaladas em termos de funções instrucionais na preparação profissional e acadêmica dos licenciandos. As análises dos materiais curriculares relacionados com os temas origem e evolução da vida atestaram que a proposição de competências impõe, em termos do ensino superior, a execução de investigações adicionais que explorem as condições necessárias e suficientes para que estratégias sistemáticas de ensino possam favorecer a aquisição e o desenvolvimento de aprendizagens consistentes com as respectivas competências. Prescindir de tais investigações no âmbito da docência na formação dos licenciandos pode produzir questionáveis correspondências entre as aprendizagens previstas no enunciado das competências e as ações efetivas e objetivamente demonstradas pelos alunos. Palavras-chave: Avaliação em Larga Escala; Ensino Superior; Política Pública; SARESP; Evolução Biológica. ID/ Referência: 874 10.15. Autor/a (es/as): Krahe, Elizabeth Diefenthaeler Bonelli, Sônia Maria de Souza UFRGS Título: Docentes universitários – ressignificando a formação de professores: a questão da simetria invertida Resumo: O momento atual da formação de professores em licenciaturas no Brasil tem trazido a necessidade de maiores reflexões sobre o papel do docente universitário frente à proposta oficial destas reformulações. Este trabalho apresenta as reflexões construídas em duas investigações da Linha de Pesquisa Universidade Teoria e Prática, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil (UFRGS), que analisam as questões referentes à simetria invertida a partir da legislação do Conselho Nacional de Educação (Resolução 01 de 2002 CNE/CP) e sua concretização na sala de aula universitária. As pesquisas em foco tem cunho metodológico qualitativo, descritivo, baseadas em Yin e André no quadro de uma perspectiva históricocrítica, ou seja, são levados em consideração os contextos sócio-político-culturais do país e seus efeitos na determinação de políticas públicas educacionais específicas. Na legislação brasileira da área, tópicos como inclusão, autonomia, reflexividade são apontados como fundamentais na construção da identidade do futuro professor. No caso concreto em identificação, em uma das pesquisas, encontramos a ausência de alguns destes requisitos na agenda dos formadores, professores universitários, caracterizando-se assim a impossibilidade da concretização da proposta de simetria invertida. A segunda pesquisa está identificando que, em relação ao ensino de Ciências, tanto nos Anos Iniciais da Educação Básica brasileira quanto nos cursos de formação de professores, especificamente no curso de Pedagogia, os conhecimentos ainda estão organizados em currículos de forma fragmentada. Isto pode levar o docente universitário e seu aluno ao entendimento de que os saberes são compartimentalizados, impedindo o sujeito de estabelecer relações e, consequentemente, de realizar sua futura prática docente voltada para uma proposta integrada. As pesquisas compõem um conjunto de reflexões construídas na UFRGS, embasadas em estudos atuais de Nóvoa, Zeichener, Popkewitz, Tardif no âmbito internacional e Lüdke, Cunha, Krahe, entre outros, no Brasil. As pesquisadoras são membros da Rede Sulbrasileira de Pesquisadores da Educação Superior (RIES), cujo objetivo é mapear e consolidar a Pedagogia Universitária e suas interfaces. No caso das pesquisas em discussão neste texto, é a análise da qualificação da formação de professores em licenciaturas em nosso país, dentro dos parâmetros legais atuais, através da vertente do repensar especificamente o papel da docência universitária. Palavras-chave: Formação de Professores; Docência Universitária; Simetria Invertida; Legislação. ID/ Referência: 847 10.16. Autor/a (es/as): Lechuga, Aristarco Noel Méndez Universidad Pedagógica Nacional Título: Estudio comparativo sobre el impacto del pronabes en los estudiantes de la UPN Resumo: Desde hace ya varios años en el subsistema de educación superior, se padecen crecientes problemáticas que afectan la eficiencia de las instituciones, ante esto se han realizado varias acciones para identificar y minimizar los factores que se ven reflejados en los elevados índices de rezago, reprobación, bajo aprovechamiento y deserción, y que afectan el desempeño académico de los estudiantes. El PRONABES es una de estas acciones que está encaminada en lograr que los estudiantes de este nivel no abandonen sus estudios por motivos económicos y terminen dentro del plazo que duran sus estudios. Si bien las evaluaciones que se han realizado al impacto del programa en la contribución para disminuir los problemas antes señalados, a 10 años de vigencia de éste, no se refleja de manera patente una mejora sustancial en los índices institucionales. Lo que lleva a preguntarse si el factor económico es realmente el de mayor efecto en los problemas que cada institución tiene mejorar su eficacia y eficiencia académica. La búsqueda de las condiciones que llevan a los estudiantes a reprobar, retrasarse en sus estudios e incluso abandonarlos es una de las prioridades que cada institución debe investigar ya que podrían estar ligadas a las características particulares de cada una de ellas. En este sentido académicos de la UPN, han llevado a cabo diversos estudios e investigaciones sobre las condiciones particulares en las que sus estudiantes llevan a cabo sus trayectorias académicas, esta ponencia está encaminada en mostrar los resultados obtenidos en uno de estos estudios, en los que se busca relacionar los propósitos del PRONABES, comparando el desempeño académico de estudiantes que cumpliendo los requisitos del programa se mantuvieron en él, y los estudiantes que cumpliendo los requisitos no se incorporaron al programa, no obstante que no necesitaron de éste para concluir sus estudios de licenciatura. El estudio comparativo pretende, junto los otros que se están llevando a cabo, identificar factores, o sus relaciones, en el proceso académico que tienen los alumnos de la UPN, para que de esta manera se entienda cuál es el impacto real de la implementación del programa, y realizar propuestas de mejora en su aplicación dentro de la institución acorde a las necesidades de sus estudiantes. Palavras-chave: Evaluación; PRONABES; Rezago; Reprobación; Deserción. ID/ Referência: 1006 10.17. Autor/a (es/as): Leite, Maria Iza Pinto de Amorim Silva, Claudionor Alves da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia Título: Produção escrita de alunos-professores universitários Resumo: O Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) visa garantir a todos os professores da Educação Básica a formação em nível superior, conforme estabelece a Lei de Diretrizes e Bases da educação no Brasil. Oferece cursos de licenciatura presenciais e à distância para professores que atuam há pelo menos três anos em escolas públicas, em regime de colaboração, envolvendo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as Secretarias de Educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e Instituições de Ensino Superior (IES). A educação básica, no Brasil, vem sendo avaliada, a cada dois anos, gerando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Este trabalho analisa o desempenho de professores que atuam em escolas de Vitória da Conquista, município do estado da Bahia que, na última avaliação do Ideb, em 2009, apresentou o pior índice (meta: 3,6; alcançado: 2,8). Essa análise focaliza trabalhos realizados durante os estudos da disciplina Didática, no Curso de Pedagogia do Parfor. Verificou-se, nos primeiros trabalhos desenvolvidos em classe, a dificuldade dos alunos-professores na compreensão de textos. Em pesquisa anterior, um dos autores deste texto, analisando as atividades desenvolvidas pelos professores nos anos iniciais da educação básica, concluiu: a) a prática da leitura não vai além da simples decodificação; b) a leitura segue perguntas cujas respostas são a repetição do conteúdo do texto; c) a expressão oral dos alunos limita-se à leitura oral do texto e d) a escrita foge ao sentido de uso da língua e se limita à correção gramatical. Sabendo que uma das tarefas desses professores é proporcionar a aprendizagem da leitura e da escrita, e ainda, que ninguém ensina o que não sabe, levantou-se a seguinte questão: como está o desempenho dos alunosprofessores no que se refere às habilidades de interpretação e produção de textos? Foi utilizada a metodologia da análise de conteúdos, tomando as respostas escritas apresentadas por vinte e sete alunos-professores, nos instrumentos de verificação da aprendizagem, em Didática. Como categorias de análise, três habilidades relacionadas à interpretação e produção de textos: 1) Análise de ideias apresentadas; 2) Organização e coerência na argumentação ao opinar sobre o texto; 3) Organização e clareza na produção do texto escrito e atendimento às normas gramaticais. Para cada categoria foram definidas quatro variáveis que resultaram nos conceitos: A) bom; B) razoável; C) ruim; D) péssimo. Verificou-se 77,7% dos alunos classificados nos grupos C e D. Esse percentual justifica o resultado final da verificação da aprendizagem na disciplina Didática em que apenas 25,9% obtiveram média final igual ou superior a 7. Concluise que é necessário, para melhor aprendizagem no curso de Pedagogia, estudos voltados para as habilidades específicas de leitura e produção de texto. Sem isso, o Parfor poderá aumentar a estatística de graduados, mas os professores continuarão sem saber as habilidades básicas que precisam ensinar a seus alunos e assim, dificilmente contribuirão para o aumento do Ideb. Palavras-chave: Avaliação da Aprendizagem; Habilidades de Leitura e Escrita; Políticas Públicas. ID/ Referência: 266 10.18. Autor/a (es/as): Lima, Sandra Maria Silva de Januário, Elias Renato da Silva Deluque, Alessandra Lima Faculdade Indígena Intercultural - Universidade do Estado de Mato Grosso Título: Mosaico intercultural: identidade, multiculturalismo e políticas públicas no ensino superior indígena no Brasil Resumo: O Mosaico Intercultural identifica desafios e perspectivas da educação superior indígena em Mato Grosso, Brasil. Elaborado como projeto de pesquisa do Mestrado em Ciências Ambientais em 2008 teve como referenciais teóricos o Socioambientalismo e o Multiculturalismo em pesquisa qualitativa, colaborativa e etnográfica alicerçada em estudos de Ricoeur (1994), Benjamin (1994), Mindlin (2003), Fleuri (2003), Santos (2005), Santilli (2005), Weber (2006), Ibiapina (2008), Colaço (2008) e fundamentada nos Princípios da Interdisciplinaridade e da Interculturalidade. Buscou discutir aspectos como a institucionalização, a inclusão em políticas públicas governamentais e conhecer as influências da Antropologia Jurídica num cenário de multiculturalidades. Dentre as problematizações e hipóteses indagamos: os princípios do ensino superior contemplam os anseios dos professores indígenas em suas particularidades de uma educação diferenciada, comunitária, específica, multilíngue e multicultural? Realmente acontece para os indígenas a visibilidade política e jurídica frente à legislação brasileira? Nas primeiras etapas da pesquisa foram utilizados dados do Programa de Ensino Superior Indígena Intercultural (PROESI), atual Faculdade Indígena Intercultural (F.I.I.) pertencente à Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) que tem por objetivo a execução dos Cursos de Licenciaturas Plenas e Bacharelado, com vistas à formação em serviço e continuada de professores e profissionais indígenas, promoção de cursos de pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu, além de acompanhar os acadêmicos e administrar o Museu Indígena a ser implantado. Privilegiou relatos de colaboradores, participantes e a pesquisa documental nas atas de reuniões da Comissão Interinstitucional que elaborou o anteprojeto que resultou na institucionalização da oferta de licenciaturas indígenas, projeto pioneiro no Brasil. Destacamos a experiência de docência e monitorias contextualizada na disciplina Direito e Legislação realizada entre os dias 28 de julho a 01º de agosto de 2008 com 37 estudantes universitários pertencentes a 12 etnias que contextualizaram seus códigos de leis e valores com a comunidade nas aldeias resultando em exercícios de Pluralismo Jurídico em contraposição ao Monismo Estatal. Reconheceram a necessidade da prática da tolerância, do respeito à identidade, à diversidade cultural e aos processos políticos para reconhecimento na prática de seus conhecimentos tradicionais e suas Terras Indígenas. Esta comunicação objetiva relatar a memória desse Mosaico que dentre as várias atividades destacamos a participação em eventos científicos, enfatizando discussões vivenciadas em três oportunidades, cujos eixos temáticos foram a Educação Ambiental (Argentina), Ensino Superior Indígena (Brasil) e Antropologia Jurídica (Peru). A partir dos eventos e da necessidade de continuar os debates no âmbito da Universidade foi criado Grupo de Pesquisa Mosaico Intercultural: Estudos Interdisciplinares em Antropologia, Arqueologia e Arte Indígena que materializa um espaço onde professores, egressos, universitários e a comunidade somam experiências e mantem intercâmbio com outras Instituições de Ensino, Organismos e parceiros ligados à Educação Superior Indígena. Palavras-chave: Ensino Superior Indígena; Políticas Públicas; Antropologia Jurídica. ID/ Referência: 1079 10.19. Autor/a (es/as): López, María Soledad CONICET Título: Abordaje de tensiones clásicas en la formación docente. análisis de los diseños curriculares de formación docente de nivel inicial en la Argentina Resumo: La investigación se está llevando a cabo como trabajo de tesis del Doctorado en Humanidades y Artes, mención en Ciencias de la Educación, en la Escuela de Posgrado de la Facultad de Humanidades y Artes de la Universidad Nacional de Rosario - Argentina y como becaria interna de posgrado de Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas.de la República Argentina. La misma está centrada en la identificación, análisis y comprensión de los Diseños Curriculares de Formación Docente de Nivel Inicial en la Provincia de Santa Fe, tanto los jurisdiccionales como los nacionales implementados desde la apertura democrática en nuestro país (1983) hasta las reformas de los noventa, abordándose fundamentalmente las tensiones clásicas de la formación docente: teoría-práctica, formación pedagógica - orientada específica. Las preguntas que guían este trabajo se formularon en torno a conocer la estructura superficial y profunda de los diseños, la relación de éstos con el contexto socio-político en el que surgen y los dispositivos que plantean para el abordaje de las tensiones mencionadas. Para alcanzar los objetivos propuestos intentamos identificar las concepciones pedagógicas y epistemológicas que subyacen a las diversas propuestas curriculares, estableciendo relaciones con el contexto de surgimiento, partiendo del supuesto que el currículum es una construcción que surge y se desarrolla en un contexto socio – histórico – político determinado y se inscribe en una teoría de la educación que le asigna un sentido, una dirección y está ligado a una intencionalidad. El encuadre metodológico se basa en la lógica de la investigación cualitativa y en el paradigma crítico. A los efectos de garantizar confiabilidad y validez, se lleva a cabo una triangulación metodológica utilizando como instrumentos de recolección de información el análisis de documentos y entrevistas, abordándolos cualitativamente desde el método comparativo. Con esto pretendemos realizar un aporte a la comprensión de la problemática de la formación docente del nivel inicial, las tensiones clásicas que en ella existen, de los procesos de construcción de los diseños curriculares y de los dispositivos que en ellos se prevé para abordar esas tensiones. Por otra parte, creemos importante la temática porque los mayores esfuerzos de las reformas educativas se centran en la preocupación por aspectos teóricos y prácticos del currículum de formación docente. Se reconoce al currículum como un espacio posibilitador de los cambios necesarios, tanto a nivel macro, como en el microespacio del aula. Ya no es pensable una reforma educativa sin modificaciones profundas en los diseños curriculares. Varias investigaciones han puesto el acento en la formación docente como el factor más importante para generar cambios y mejoras en los sistemas educativos. Ello sin desconocer que los cambios curriculares, para que sean efectivos, deben ir acompañados de otras decisiones que ayuden a modificar condiciones y culturas del trabajo docente. Palavras-chave: Formación Docente; Currículum; Diseños Curriculares; Tensión Teoría; Práctica; Tensión Formación Pedagógica; Específica; Orientada. ID/ Referência: 902 10.20. Autor/a (es/as): Magalhães, Solange Martins Oliveira Universidade Federal de Goiás Título: Tensões e desafios para a docência no ensino superior brasileiro Resumo: Este artigo apresenta uma reflexão sobre determinadas características contemporâneas da docência universitária brasileira, como o produtivismo acadêmico e o mal-estar docente. As condições de trabalho do professor universitário, sobretudo da universidade pública, têm se mostrado diversas e adversas, o que gera pressões e demandas que exigem do professor muito mais tempo e esforço pessoal, uma vez que assim como os outros trabalhadores, os docentes tiveram ampliadas suas demandas de trabalho, seja em relação à atividade de docência, de extensão ou pesquisa. O que passou a trazer prestígio ao professor, do ponto de vista da carreira e da cultura acadêmica, foram a pesquisa, a publicação, a participação em bancas examinadoras, as conferências ministradas e os financiamentos obtidos das agências de fomento para subsidiar, em detrimento da docência. Essa lógica gera um mal estar entre os professores universitários brasileiros, o que contribuiu para o estabelecimento de um fosso quase intransponível entre as culturas da academia e dos alunos. De certa forma, o professor vive os agouros da historicidade do trabalho humano, numa sociedade capitalista que tem na produção de mercadorias seus meios e fins. Embora muitas vezes os docentes não tenham essa percepção da realidade social, é fato que ela os oprime concretamente: sob as atuais circunstâncias, o professor da universidade pública brasileira não se realiza, adoece ao ver seu trabalho desqualificado, controlado, avaliado. Muitas vezes acaba aderindo às mesmas pressões que o oprimem, ajudando a construir o atual estado da profissão docente no Brasil, distanciando-se cada vez mais do trabalho coletivo, de uma posição mais ativa e crítica, tornando-se prisioneiro do próprio trabalho. Entendemos que a superação desses limites e dificuldades vivenciadas, se dará a partir da(s) teorias que permita(m) aos professores entenderem as restrições impostas pela prática institucional e histórico-social ao ensino, de modo que se identifique o potencial transformador dessas práticas. Assim pensando, dentro da perspectiva da racionalidade crítica, vislumbramos a possibilidade de rupturas com algumas das circunstâncias que limitam o desenvolvimento da autonomia intelectual dos professores. Com essa perspectiva de análise, parece-nos possível superar vários conflitos que repercutem na forma como desenvolvem suas atividades, como lhes dão sentido e significado. Pautadas no materialismo histórico-dialético, tentamos recolocar o trabalho docente no contexto do trabalho humano em geral, bem como apresentar aspectos que favoreçam a construção da criticidade, que só ocorre, no nosso entendimento, quando os sujeitos têm consciência das transformações históricas e políticas, e das contradições do modo de produção capitalista. Sem essa consciência (crítica) sobre as relações entre sociedade, trabalho, universidade e docência universitária, dificilmente os professores universitários poderão retornar a si mesmos, plenos do sentido histórico e transformador do seu fazer, que necessita também da mediação e da interlocução com os outros. O professor que aspira e procura criar o novo, produzir contra o estabelecido, necessita, cada vez mais, resgatar o valor socialmente útil e transformador de seu trabalho, buscando superar o valor de troca material e simbólica que tem caracterizado o trabalho intelectual produzido no meio acadêmico. Esse processo pode favorecer a ressignificação das funções sociais que envolvem o ensino na universidade e, quem sabe, a dialética do pensamento possa também gerar a possibilidade dos professores terem a práxis (ação-reflexão-ação) como referencial para superarem as circunstâncias alienantes nas quais estão envoltos. Acreditamos ser este um “possível” caminho para que ocorram mudanças na docência universitária, o que favorecerá a busca dos objetivos da universidade pública brasileira. Os conhecimentos que ensinamos e produzimos serão refletidos numa sociedade emancipada. Palavras-chave: Trabalho Docente; Docência Universitária; Ensino Superior. ID/ Referência: 546 10.21. Autor/a (es/as): Martins, Rogeria da Silva UFJF Fraga, Paulo Cesar Pontes Universidade Federal de Juiz de Fora Luck, Esther Hermes Universidade Federal Fluminense Título: Discussão sobre os referenciais teórico-metodológicos que orientam a avaliação institucional no Brasil Resumo: Os processos de avaliação das instituições de ensino superior vêm ganhando cada vez mais destaque e força na medida em que a educação superior se constitui em objeto de grande debate e profundas reformulações recentes no Brasil e no mundo. Sem dúvida, isto ocorre por força das modificações operadas nas diferentes dimensões da vida social, no mundo do trabalho, na produção de conhecimento, além da tentativa de solução da crescente exclusão social. Nesse sentido, o advento da qualidade é esboçada pela temática da crise. É da articulação dos dois conceitos: crise e qualidade, que se extrai a “avaliação”, tomada concomitantemente como instrumental diagnóstico e como um mecanismo impulsionador para um patamar ideal de excelência. Embora a avaliação seja encarada como um mecanismo de regulação utilizado pelo Estado para o controle da atividade educativa, se reconhece o rico espaço de reflexão da comunidade universitária sobre sua instituição, o que ela representa no contexto local e nacional, suas fortalezas e fraquezas. A avaliação institucional, além de ter cunho pedagógico, considerando que leva os atores à reflexão a cerca de seu próprio engajamento no trabalho com o conhecimento que realizam, das metodologias que adotam, dos princípios por meio dos quais orientam a sua ação educativa, é também fonte geradora de prioridades que informam decisões políticas da instituição e (re)afirmam posições frente às demandas sociais e ao seu papel de promoção do saber e da cultura. Esse trabalho apresenta uma breve discussão sobre os pressupostos teórico-metodológicos no conceito de avaliação institucional com destaque para o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, no programa de avaliação institucional das instituições de ensino superior no Brasil. Este sistema pretende instituir uma avaliação que permite articular duas dimensões: a) avaliação educativa (de natureza formativa) realizada pela instituição de ensino, que envolvem processos de conhecimento, questionamento, julgamento e análise crítica do conjunto de práticas e dinâmicas institucionais com vistas a melhorar o cumprimento de compromissos institucionais; bem como a b) regulação, em suas funções de supervisão, fiscalização, credenciamento, etc. (funções próprias do Estado). Os resultados apontam para a emergência de um mercado educacional globalizado que tem produzido reformulações importantes na educação superior, diversificando os provedores, os tipos de instituições, os perfis dos docentes, as ofertas de novas modalidades educativas e ampliando as matrículas por meio de variadas formas de ingresso. As aceleradas mudanças econômicas e sociais impelem os países que buscam modernizar suas instituições educacionais, formadoras de indivíduos e produtoras de conhecimentos, considerados como valiosos capitais econômicos, a desenvolver processos sistemáticos de avaliação e regulação da educação superior. Esse trabalho contribui para a discussão teórica que orienta os pressupostos teórico-metodológicos das políticas públicas do ensino superior. O investimento metodológico adotado nesse trabalho foi de base de análise documental do programa institucional adotado pelo Governo Brasileiro na sua política de avaliação institucional. Palavras-chave: Avaliação Institucional; Ensino Superior; Política Pública. ID/ Referência: 206 10.22. Autor/a (es/as): Mejía, Maria del Carmen Díaz Rivas, Luis Rodolfo Ibarra Ramirez, Sara Miriam Gonzalez Universidad Autónoma de Querétaro Título: Tensiones en el cumplimiento de políticas curriculares. El caso de la Licenciatura en Nutrición de la Universidad Autónoma de Querétaro, México Resumo: Nuestra institución educativa está orientada por políticas nacionales e internacionales que ejercen presión y dirigen la organización institucional, los programas educativos, las funciones académicas; todas influyen con mayor o menor poder y, tensionan el desempeño de académicos. Los proyectos Tuning y Alfa Tuning repercuten de manera directa en la estructuración curricular de la educación superior en México. Compartimos resultados de evaluación curricular cualicuantitativa, cuyos objetivos fueron conocer tensiones generadas al instaurar el plan de estudios para la licenciatura en nutrición: flexible, por créditos y con centralidad en el estudiante, como lo dictan las políticas educativas vigentes. Indagamos cómo los estudiantes conceptualizan la flexibilidad curricular y cuáles son los mecanismos y la lógica de elección de cursos. Elaboramos y aplicamos un cuestionario al 76% de la población estudiantil. Encontramos que los estudiantes relacionan flexibilidad con un fin inmediato: posibilidad de elegir horarios convenientes a sus intereses y, dejan de lado fines mediatos como la conformación coherente de su trayectoria escolar. Analizamos la trayectoria escolar de la totalidad del alumnado matriculado en la licenciatura en nutrición. Hallamos inconsistencia en la secuencia de los cursos que facilitaran la aprehensión del conocimiento y falta de orientación o dirección oportuna por parte de profesores y/o tutores. Realizamos entrevistas en profundidad con profesores participantes en el programa educativo, para investigar si su práctica docente se ajusta al modelo centrado en el aprendizaje. Los resultados mostraron que la mayoría de los profesores valoran la explicación sobre otras formas de comunicar el conocimiento; en general hacen una exposición del tema, lo acompañan de lecturas previas y materiales visuales, es muy valorado el uso del proyector digital (cañón), hacen interrogatorio al final o durante la clase y concluyen con las preguntas o dudas de los estudiantes. 90% de los informantes, ingresaron al campo docente sin preparación didácticopedagógica previa; con nociones de constructivismo, algunos vestigios de tecnología educativa, tergiversación de fundamentos y métodos de la educación tradicional y, hoy competencias profesionales, los académicos se hacen cargo de la docencia. El trabajo colegiado es escaso. Los entrevistados refirieron que no es práctica frecuente analizar los contenidos en común, salvo cuando se está en algún proceso de evaluación curricular. En general respondieron que desarrollan y organizan de manera individual los contenidos de las clases que imparten. Admitieron que realizan su función docente de manera intuitiva, con base en los conocimientos especializados que poseen y la experiencia. Los resultado urgen a tomar medidas para que los estudiantes conformen ideas más acertada sobre las posibilidades de la flexibilidad curricular en relación a la construcción de su trayectoria escolar y, a promover la habilitación docente del profesorado que favorezca la adopción de innovaciones didáctico-pedagógicas acordes a política educativa. Así elevar la calidad del proceso enseñanza-aprendizaje y, lograr los objetivos de formación profesional de los futuros licenciados en nutrición. Palavras-chave: Política Educativa; Flexibilidad Curricular; Modelo Didáctico. ID/ Referência: 1136 10.23. Autor/a (es/as): Menezes, Janaina Specht da Silva Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro Rizo, Gabriela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Título: O plano nacional de formação de professores da educação básica no estado do Rio de Janeiro/Brasil: contribuições e desafios Resumo: Em janeiro de 2009, tendo por orientação legal o Decreto nº 6.755, o governo federal instituiu a Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, por meio da qual, entre outros aspectos, o Ministério da Educação (MEC) delegou à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a responsabilidade pela indução, fomento e avaliação dos cursos no âmbito do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor). O entendimento da necessidade de formulação de uma política nacional de formação teve origem, entre outros aspectos, na constatação de um déficit de professores para atender à crescente demanda das redes e sistemas de ensino públicos, bem como da constatação da existência de um número significativo de docentes leigos em exercício em escolas do país. Partindo deste contexto - e tendo por base a articulação de ações conjuntas entre o MEC/Capes, as Instituições Públicas de Educação Superior (IPES) e as Secretarias de Educação dos Estados e Municípios -, o principal objetivo do Parfor consiste em possibilitar a professores em exercício nas redes públicas de educação básica o acesso à formação mínima exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Mais especificamente, o Parfor possibilita o acesso ao ensino superior público de docentes que estão em efetivo exercício nas redes públicas de ensino, mas que não detém a formação indicada para tal. Partindo do exposto este texto objetiva analisar as principais contribuições e desafios do Parfor no contexto das universidades públicas do estado do Rio de Janeiro, um dos últimos do país a implantar o seu Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente, cuja constituição está determinada no Decreto nº 6.755/2009 (art. 4º). O estudo, de cunho quanti-qualitativo, tomará por base dados preliminares de uma pesquisa que está sendo realizada junto a integrantes do referido Fórum e a professores da rede pública selecionados para ocuparem vagas nas universidades que aderiram ao Parfor. A análise dos dados, além de referenciais estatísticos, lançará mão da Análise de Conteúdos, desenvolvida por Bardin (2010). Destaca-se a priori, que os resultados atestam que um dos principais desafios do Parfor no Rio de Janeiro consiste na formulação de um plano estratégico que tenha por referência o diagnóstico das necessidades de formação do Estado, a cujo qual as universidades públicas deveriam direcionar suas ações. A relevância do estudo se faz associar à possibilidade de contribuir com a avaliação de uma política educacional direcionada para a formação de professores, a qual tem por finalidade impactar a qualidade da educação básica pública no estado e no país. Além disso, a temática, assunto candente nas arenas das políticas educacionais, está estritamente relacionada ao Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), implantado em 2007, e que vem se constituindo foco de estudos e pesquisas no país. Palavras-chave: Políticas Educacionais; Ensino Superior; Parfor. ID/ Referência: 787 10.24. Autor/a (es/as): Monteiro, Maria Iolanda Universidade Federal de São Carlos Título: A formação do professor alfabetizador na perspectiva da educação a distância Resumo: Algumas investigações têm contribuído para a organização de políticas de formação, mas há ainda a escassez de pesquisas a respeito das práticas alfabetizadoras e da formação profissional do professor alfabetizador (ANDRÉ, 2011). Os estudos mostram, ainda, que a Educação a Distância necessita de discussões envolvendo a formação do alfabetizador (MONTEIRO, 2010), visando a sistematização de diretrizes para os cursos de formação de educadores não apenas na modalidade a distância, mas também na presencial. Essa comunicação livre tem como objetivo a análise de duas disciplinas do curso de Licenciatura em Pedagogia a distância da Universidade Federal de São Carlos, Brasil, Estágio Supervisionado dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental e Linguagens: alfabetização e letramento I. Tem a finalidade de estudar as especificidades curriculares, metodológicas das disciplinas e a repercussão do trabalho da professora responsável, do tutor virtual e das equipes de profissionais que subsidiam o processo educacional do ambiente virtual de aprendizagem (AVA - moodle), articuladas com as características da legislação sobre a formação de professores alfabetizadores no Brasil, no período de 1999 a 2006 (SILVA NETA, 2008), e com pesquisas na área de Educação a Distância (REALI et al., 2008). Utiliza algumas técnicas da metodologia do Estudo de Caso (LÜDKE; ANDRÉ, 1986), adaptadas para as características do ambiente virtual de aprendizagem - (AVA - moodle) e análise documental. O trabalho realizado identifica que apenas dois documentos trazem referências explícitas e claras a respeito da formação dos professores que irão se dedicar à tarefa de alfabetizar, relacionada ao ensino da leitura e escrita nos anos iniciais do Ensino Fundamental. As questões específicas referentes à alfabetização e seu vínculo com a formação de professores alfabetizadores estão ausentes e as contribuições dos manifestos do ‘mundo oficial’ para o ‘mundo real’ não foram significativas. Os resultados, a partir do subsídio teórico de Cagliari (2010) e Monteiro (2002; 2010a; 2010b), na área do ensino da leitura e escrita, elucidam que a dinâmica das disciplinas garantiu articulações coletivas de saberes e práticas docentes com outras disciplinas do curso e acompanhamento da construção de estilos de ensino, por meio das opções explícitas dos alunos por determinadas práticas alfabetizadoras e da organização de posicionamentos profissionais com autonomia pedagógica e ética profissional. Conclui-se que essa pesquisa oferece elementos para as políticas públicas de formação de professores alfabetizadores, pois registra informações sobre as práticas de leitura e escrita dos anos iniciais da escolarização, possibilitando sua configuração em diretrizes formativas na modalidade presencial e a distância, no âmbito dos cursos de formação e da legislação. Além disso, essa articulação promovida sinaliza as lacunas na área da alfabetização e os aspectos fragilizados no campo da profissão docente. Palavras-chave: Políticas Públicas; Formação Docente; Práticas Alfabetizadoras; Educação a Distância. ID/ Referência: 877 10.25. Autor/a (es/as): Montemayor, Adriana López Universidad Autónoma de Nuevo León Título: Estrategias de afrontamiento de los estudiantes en el programa de intercambio académico de la Universidad Autónoma de Nuevo León Resumo: Se determinan las estrategias de afrontamiento que utilizan los alumnos inscritos en el Programa de Intercambio Académico de la Universidad Autónoma de Nuevo León, México, con el propósito de incluir estos aspectos cognitivos en el perfil de dicho grupo y aportar los resultados al mejoramiento del Programa. Para determinar las estrategias de afrontamiento se utilizó el Cuestionario de Afrontamiento del Estrés de Sandín y Chorot (2003) validado en una población de estudiantes mexicanos por Landero y González (2007). La muestra consta de estudiantes de licenciatura (n= 121) 60 hombres y 61 mujeres, con una edad promedio de 21 años de las áreas de Ciencias Sociales, Humanidades, Ciencias Naturales, Ciencias de la Salud, Ciencias de la Tierra y Agropecuarias, Ciencias Exactas e Ingeniería y Tecnología. Del total de la muestra se reportan 42 alumnos estudiando en Alemania, 10 en Argentina, 2 en Brasil, 2 en Canadá, 8 en Chile, 25 en España, 6 en Estados Unidos de América, 17 en Francia, 1 en Irlanda, 1 en la Republica Checa y el resto en México. Con los objetivos de conocer las estrategias de afrontamiento de los alumnos que ingresaron al programa; identificar las relaciones entre las estrategias de afrontamiento utilizadas y las características socio demográficas de los alumnos según su área de especialidad. Los resultados muestran una correlación entre formas de afrontamiento y el área de especialidad de los estudiantes en el programa así como de su género. Información que toma en cuenta aspectos cognitivos y conductuales de los alumnos, aportando un análisis de este proceso psicológico; además de la información recabada con el perfil demográfico de los alumnos que ingresan al programa encontramos que el 100% de la muestra recurrió a alguno de los apoyos económicos que se ofrecen en la institución. El Programa de Intercambio Académico de la UANL es una respuesta al proceso de convergencia denominado “proceso de Bolonia” del Espacio Europeo de Educación Superior (EEES), el cual como política educativa superior ha generado consecuencias en diversos países como México, que se han adaptado para permitir el ingreso al EEES y su movilización estudiantil para la mejora de la calidad y su competitividad institucional. La institución ofrece múltiples apoyos y cuenta con convenios de colaboración con 150 instituciones en el mundo, sin embargo de entre la población que pudo inscribirse, 54,728, sólo ingresaron 175 estudiantes durante el semestre de agosto a diciembre 2011, población de la que se tomó la muestra (71%). Los resultados de la presente investigación se reportan a la Secretaria Académica con la finalidad de mejorar sus programas de apoyo para los estudiantes de la UANL. Palavras-chave: Intercambio Académico; Políticas Universitarias; Internacionalización; Estrategias de Afrontamiento. ID/ Referência: 770 10.26. Autor/a (es/as): Mororó, Leila Pio Silva, Reginaldo de Souza UESB Título: O impacto do plano nacional de formação de professores (PARFOR) sobre o trabalho docente no ensino superior Resumo: Este texto tem como objetivo discutir a nova Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério da educação Básica e o Plano nacional de Formação de Professores, instituídos no início de 2009, para organizar a formação em serviço (inicial e continuada) dos professores das redes públicas de ensino do Brasil. Para tanto, parte do debate sobre os dois projetos de formação de professores antagônicos em vigor no país, de seus fundamentos políticos e das principais contradições identificadas no cenário brasileiro em relação ao trabalho e a formação docente. Para a construção desse texto foi realizada uma pesquisa de caráter bibliográfico e documental. A partir da análise realizada é possível concluir que os princípios nos quais está baseada a referida política de formação de professores se esbarram em condições concretas nada favoráveis à sua implementação nas universidades públicas, dado ao caráter de reforma da educação para o ajustamento aos interesses econômicos. Da mesma forma, o PARFOR, que prevê o pagamento de bolsas aos docentes do ensino superior que atuam nos cursos a ele vinculados, provocou dualidades na e para a organização do trabalho docente no interior das universidades. Dentre elas, destacamos aqui duas: o desatrelamento dos cursos do PARFOR das estruturas administrativas mais participativas das instituições, assumindo a graduação uma condição de prestação de serviço e a sobreposição de atividades no interior das universidades, na qual os docentes, com remuneração extra, assumiram atividades de ensino além da carga horária máxima estabelecida pela legislação em vigor para a categoria. Entretanto, dada as características que tem assumido no interior das universidades, os horários das atividades destinados aos cursos do PARFOR chocam com os horários fixados para o cumprimento das atividades pertinentes ao contrato de trabalho dos docentes. Tais dualidades podem, por um lado, provocar rupturas na constituição do trabalho docente do ensino superior e, por outro, precarizar a formação em nível superior dos professores da educação básica das redes públicas de ensino do Brasil. Palavras-chave: Formação de Professores; Trabalho Docente; Política Educacional; Parfor. ID/ Referência: 359 10.27. Autor/a (es/as): Mozzer, Geisa Nunes de Souza Faculdade de Educação-Universidade Federal de Goiás Paula, Paulo Winícius Teixeira de Universidade Federal de Goiás Título: Educação e imprensa: o movimento docente projetado pela “folha de São Paulo” no período de abertura política no Brasil - história e perspectivas Resumo: A presente pesquisa teve como principal objetivo analisar como foi projetado, pela imprensa, o movimento docente no período de abertura política do governo militar, bem como seus desdobramentos nos dias atuais. Este período foi inaugurado pelo presidente general Ernesto Geisel a partir do ano de 1974, porém tomou força no final da década de 1970. Foi realizado um estudo contextual da história do jornal ´´Folha de São Paulo´´, o único que, na época, dedicava diariamente um espaço para a educação; e do período de abertura política no Brasil. A pesquisa foi desenvolvida a partir da leitura e fichamento da sessão diária sobre Educação veiculada pelo jornal “Folha de São Paulo”, no período de abertura política do regime militar – entre 1978 e 1980. Como resultado desta pesquisa, enfocou-se dois fatores que permearam o movimento docente da época. O primeiro, entendido como conjuntural, diz respeito às demandas dos docentes por políticas públicas e reivindicava estritamente a reposição salarial e a aprovação de um plano de cargos e salários dos professores – Estatuto do Magistério, tais anseios demonstram um pouco do horizonte de expectativa e das experiências acerca da docência no ensino superior. O segundo, entendido como mais substancial, pois vinculava, além de causas docentes especificas (reposição salarial, melhores condições de trabalho, verbas para educação, dentre outras), reivindicações mais amplas e comuns a outros setores da sociedade como, luta pela anistia ampla, geral e irrestrita, reintegração dos professores aposentados e cassados nas universidades e volta ao Estado de Direito. Após ter uma visão mais ampla do nosso passado recente, buscou-se traçar um paralelo do movimento docente atual e perspectivas para o futuro. O presente trabalho se relaciona com a área de “Políticas Públicas e Docência no Ensino Superior” ao problematizar a ação organizada do movimento docente brasileiro, e suas demandas frente ao Estado, por políticas públicas que privilegiassem um maior investimento na educação e no ensino, um novo modelo de democracia e organização interna das universidades e por um Estado de Direito que contemplasse a maioria da sociedade. A pertinência desse trabalho está em somar-se ao conjunto de produções acadêmicas que tratam dos objetivos do movimento docente e a pertinência e atualidade da organização dos educadores como método privilegiado de alcançar melhores condições para a prática docente e por políticas públicas que contemplem a categoria. Palavras-chave: Movimento Docente; Políticas Públicas; Imprensa; Universidade; Educação. ID/ Referência: 797 10.28. Autor/a (es/as): Oliveira, Rita de Cássia da Silva Universidade Estadual de Ponta Grossa Oliveira, Flávia da Silva Faculdade União Scortegagna, Paola Andressa Universidade Estadual de Ponta Grossa Título: Políticas públicas e a educação na qualidade de vida e empoderamento do idoso Resumo: O maior desafio deste século é a questão do envelhecimento da população e as mudanças nas pirâmides demográficas demonstram esta realidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010) atualmente o Brasil possui cerca de 21 milhões de idosos, representando 11% da população. Este contingente tende a se ampliar significativamente e em 2025 serão 34 milhões de brasileiros idosos. Segundo a Política Nacional do Idoso (Lei 8.842/94) e o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) considera-se idoso a pessoa com 60 anos ou mais. Estas mesmas leis prescrevem a relevância da educação na velhice, entretanto será que a educação concretamente contribui para a melhoria da qualidade de vida e empoderamento nesta faixa etária? A velhice é uma fase da vida, que na sua complexidade exige uma investigação em diferentes aspectos (sociais, políticos, culturais, físicos, espirituais, psicológicos, educacionais, entre outros). Os estudos e as investigações sobre esta temática tem atraído profissionais de diferentes áreas de conhecimento, os quais vão ao encontro da demanda populacional na busca de esboçar melhores condições e qualidade de vida ao idoso, propiciando a este segmento etário, possibilidade de atualização, aquisição de conhecimentos, inserção e participação social. O idoso, em diferentes situações é vítima de discriminação, marginalização, violência e desrespeito, porém, aos poucos, com maior conscientização do papel social que possuem, se articulam, se organizam para combater e superar este panorama de hostilidade. Esta pesquisa bibliográfica, descritiva, interpretativa, objetiva analisar as políticas públicas educacionais voltadas para o idoso; refletir sobre a educação permanente enquanto pressuposto teórico que fundamenta a educação para idosos; identificar o papel da educação como possibilidade de empoderamento dos idosos; identificar as universidades abertas para a Terceira Idade, inseridas nas instituições de ensino superior, como espaço de educação não formal, de inserção e articulação social dos idosos. A universidade, enquanto instituição por excelência voltada para a produção, disseminação de conhecimentos, e pela educação em diferentes modalidades, não pode ficar restrita a faixa etária dos jovens, mas é comprometida também em ampliar sua função e responsabilidade social através de sua função extensionista, devolvendo à comunidade, em diferentes áreas, através de prestação de serviços, para a melhoria da qualidade de vida da população. A educação se constitui em um instrumento de empoderamento, o qual apresenta um caráter sistêmico e dinâmico, podendo ser psicológico e social. Ocorre nos níveis social, cultural, econômico, político e possibilita uma maior distribuição de poder na sociedade. As Universidades Abertas para a Terceira Idade, possibilitam, através de diferentes atividades pedagógicas, o empoderamento individual e, pela articulação, organização e mobilização dos idosos buscar o empoderamento social, na tentativa de uma sociedade mais equilibrada, justa e efetivamente democrática. As pesquisas na área da velhice ainda são incipientes no Brasil, mas na última década está se consolidando, tem fortalecido a temática através de grupos de pesquisa, além de uma maior produção científica e divulgação em eventos científicos de qualidade, em nível nacional e internacional. Palavras-chave: Políticas Públicas; Universidade Aberta para a Terceira Idade; Idoso; Empoderamento; Qualidade de Vida. ID/ Referência: 930 10.29. Autor/a (es/as): Paschoalino, Jussara Bueno de Queiroz Fidalgo, Fernando Selmar Rocha Universidade Federal de Minas Gerais Título: Formação de professores na modalidade da educação a distância: política pública de qualidade? Resumo: Esse trabalho analisou uma política pública de formação para os professores da educação básica, na modalidade da educação a distância. A pesquisa realizada teve como cenário o curso de Especialização em Gestão Escolar ministrado pela Universidade Federal de Minas Gerais no Brasil. Esse curso estava compreendido num Programa Nacional de formação em serviço para os gestores escolares da escola básica com o objetivo de criar uma nova tessitura para a educação. Implementado no ano de 2005, em caráter piloto foi ministrado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. A partir de 2006 adquiriu uma nova dimensão e passou a ser coordenado pelo Ministério de Educação e Cultura com parcerias com as Universidades Federais. O propósito de uma formação que admitisse a conjugação entre o trabalho real e a teoria possibilitaria uma conotação diferente dos cursos simplesmente acadêmicos. A população alvo desse estudo foi os alunos do referido curso no ano de 2010. A metodologia de abordagem mista, qualitativa e quantitativa, utilizada possibilitou abarcar a complexidade envolvida. Os instrumentos selecionados foram os questionários, entrevistas semiestruturadas, os diários de bordo, e os fóruns de discussões na plataforma do curso. A problemática da formação docente, pelo prisma da educação a distância permitiu compreender a articulação da teoria e da prática profissional, que se efetivou na práxis docente. As tramas da formação desenvolvida evidenciaram as lacunas da formação inicial desses profissionais da educação, no cargo de gestores e que contrapunham com os impasses e desafios no cotidiano do trabalho. A maioria desses docentes teve sua formação inicial em instituições privadas. No período da pesquisa os participantes declaram trabalhar em mais de dois turnos, o que comprometia o tempo de estudo destinado à formação continuada. Nesse sentido, a modalidade de educação a distância proporcionou a adequação à realidade profissional de cada um dos estudantes. A perspectiva da qualidade foi uma tônica nos discursos elaborados pelos alunos professores que se sentiam, desafiados a exteriorizar índices escolares, que pautassem a classificação da escola frente ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB. A experiência desse curso a distância e o acompanhamento constante mediado pelos professores apontaram para a qualidade do mesmo e ressaltaram a necessidade de investimentos maiores no âmbito das políticas públicas na formação do ensino superior. Assim, a oportunidade de formação continuada e garantida pelo poder público contribuiu para que esses alunos professores repensassem a educação e dirimissem as dificuldades encontradas no trabalho docente. A relevância desse estudo trouxe a singularidade e a especificidade de uma formação dentro de uma proposta de âmbito nacional. As considerações salientaram que a modalidade da educação a distância na formação dos professores da educação básica atendeu aos princípios de qualidade esperados e da necessidade de políticas públicas efetivas para a continuidade desse processo. Palavras-chave: Formação de Professores; Educação a Distância; Política Pública. ID/ Referência: 225 10.30. Autor/a (es/as): Peña, Arama Aurora Colón Universidad de Costa Rica Título: Estrategias didácticas emergentes en el marco de las políticas públicas para la acreditación de la calidad en educación superior Resumo: Este trabajo muestra los resultados de un proyecto de extensión docente, realizado desde agosto del 2010 a diciembre de 2011 en la Universidad de Costa Rica. En la misma se presenta el tema didáctico desde el fortalecimiento de las competencias docentes, con énfasis en opciones novedosas para la formación, capacitación y actualización; que fueron identificadas en el procesos de acreditación. Asimismo, aborda y documenta las principales políticas públicas que regulan mecanismos de aseguramiento de la calidad en el Sistema de Educación Superior en Costa Rica. Lo anterior, con el fin de orientar las estrategias pedagógicas; ante la ausencia de mecanismos para exigir formación didáctica a los docentes, con excepción de quienes en el sector público de la educación superior aspiran a la categoría laboral “Régimen académico”. En el sector privado, no existe esta categorización, hecho que determina que la resolución de problemas de orden pedagógico-didáctico quede en un plano individual, pocas veces colectivo. Palavras-chave: Educación Superior; Fortalecimiento Didáctico; Competencias Docentes; Políticas Públicas; Acreditación. ID/ Referência: 713 10.31. Autor/a (es/as): Pulido, Josefa Rodriguez; Perera, María Victoria Aguiar; Falcón, Jesús A. Alemán; Fernández, Ángel José Rodríguez; Rodríguez, D. Josue Artiles Universidad de Las Palmas de Gran Canaria Título: Políticas universitarias sobre la formación y el desempeño docente universitario en España (Comunidad Autónoma de Canarias) Resumo: En este caso, el proceso de trabajo utilizado tiene como punto de partida, un acercamiento a la realidad que va a ser objeto de análisis, a través de la revisión de toda la documentación existente y disponible sobre dicha realidad. De ahí que dedicamos el espacio de la comunicación a la presentación del modelo de desarrollo de la formación del profesorado universitario (nobel y experto) y del marco de desarrollo del desempeño docente en una de las universidades canarias (Universidad de Las Palmas de Gran Canaria), que se encuentran en el Océano Atlántico, al suroeste de España y al Noroeste del África, frente a las costas de Marruecos. Para lo cual, estructuramos la presentación en tres partes bien diferenciadas: de un lado la exposición del modelo de formación del profesorado nobel, del profesor experto y de otro, el modelo de evaluación de los docentes universitarios que se está aplicando en el actual curso académico, en la institución anteriormente citada. Avanzar que, en este caso, el modelo de formación inicial responde a un modelo ecléctico, donde prima una orientación formativa hacia las cuestiones psicopedagógicas, además de las de carácter instrumental y las de herramientas de gestión. En relación al modelo de formación permanente del docente universitario, es un modelo también de carácter ecléctico, orientada hacia la formación de un docente con cierto dominio en las Tics, las habilidades docentes, habilidades investigadoras, las habilidades de gestión y las habilidades idiomáticas. En relación al desempeño docente, enfatizar que el propósito de la evaluación del desempeño docente que se establece para medir la satisfacción del alumnado se organiza en torno a las categorías de planificación, organización, desarrollo y resultados y el procedimiento utilizado para el acceso, ha sido en el curso 2010-2011 bien a través de on-line (intranet) o por medio de la encuesta presencial en papel para los efectos de mejora en la carrera docente (acreditación) vinculados al Programa Docentia-ULPGC y para al empleo de los resultados en el programa anteriormente citado o para el diseño de la oferta formativa adaptada a las necesidades del profesorado. ID/ Referência: 71 10.32. Autor/a (es/as): Sá, Maria José - CIPES Dias, Diana da Silva - CIPES/Laureate International Universities; Machado, Maria de Lourdes - CIPES/A3ES Título: Ser docente em Portugal: percursos e territórios de género Resumo: Problemática: O panorama do ensino superior português tem vindo a sofrer alterações significativas, com repercussões directas nas carreiras académicas. Um dos mais importantes tópicos de análise do meio académico é o conceito de “igualdade de oportunidades”, nomeadamente em relação a factores como o género. No entanto, e apesar dos esforços institucionais e legais, há evidência de que as desigualdades de género continuam de facto a prevalecer no mundo académico. De acordo com a Higher Education Statistics Agency, as mulheres continuam a apresentar maiores dificuldades em ser bem-sucedidas, não só no ensino, como também em cargos de gestão académica. O presente estudo pretende enfatizar as desigualdades que se fazem sentir nas carreiras académicas em Portugal, perspectivando as desigualdades de género no Ensino Superior público, quer do subsistema universitário, quer do subsistema politécnico. Este trabalho teve como objectivo analisar e reflectir sobre as principais evidências das características pessoais e trajectórias de carreira do pessoal docente em Portugal. Pretendeu-se ainda perceber qual a influência na carreira académica de variáveis como o género, a idade e o grupo sociocultural de origem. Metodologia: Este artigo aborda e analisa alguns dos resultados de um estudo internacional, The Changing Academic Profession Project, em mais de 20 países. Neste âmbito, foi administrado ao universo dos professores um questionário online que abordava diversas facetas da carreira académica. Focaliza-se aqui: a) Género e chegada ao topo da carreira; b) Filhos e chegada ao topo da carreira; c) Pausas na carreira para prestar apoio a filhos e a idosos; d) Background sociocultural. Relevância e pertinência do trabalho para a área de pesquisa: A abrangência da população alvo permite explorar variáveis ligadas aos diferentes subsistemas, o que representa uma inovação neste tipo de estudos. A extensão e profundidade da recolha de dados sobre a caracterização demográfica da população permite uma análise não só do background sociocultural dos académicos, mas também da relação do género com a chegada ao topo da carreira e desta com o número de filhos e as pausas na carreira para prestar apoio a filhos e a idosos. Relação com a produção da área: Nas últimas décadas, um dos temas mais focados pelas políticas e instituições de ensino superior, a nível mundial, é o conceito de ´´igualdade de oportunidades´´ na carreira académica. Apesar dos diversos esforços institucionais e políticos no que diz respeito à implementação de políticas promotoras da igualdade de oportunidades, no plano prático, a sua implementação não foi eficaz. As mulheres desde sempre foram alvo de segregação no local de trabalho. Ao contrário do que seria expectável dentro da Academia, também as docentes experienciam situações em que o seu género funciona como um entrave ao seu sucesso, nomeadamente no que diz respeito à sua promoção na carreira. Num ambiente que se espera equitativo, existem de facto desigualdades de género, com óbvias repercussões em termos de salários, qualificações, posição na carreira e níveis de produtividade. Palavras-chave: Género; Carreira Académica; Equidade; Origens Socioculturais. ID/ Referência: 31 10.33. Autor/a (es/as): Salazar, Cristián Aránguiz DOE – FODIP, Universidad de Barcelona Vargas, Pablo Rivera DOE – ESBRINA, Universidad de Barcelona Título: La enseñanza de las competencias transversales en los planes de estudio de las titulaciones de grado: la experiencia de bolonia en la Universidad de Barcelona Resumo: Problemática El nuevo proceso de enseñanza que se ha diseñado desde la conformación del Espacio Europeo de Educación Superior (EEES), está profundamente vinculado a las transformaciones de la sociedad con relación al advenimiento de la sociedad del conocimiento y la sociedad de la información. En el plano económico de las relaciones de producción, así como la productividad vinculada a la innovación, exigen que la enseñanza universitaria se adecue a las redefiniciones del mundo del trabajo. En el plano social, asistimos a la pluralización de la sociedad, a la desterritorialización y destemporalización en la construcción de saber, generando el término de los supuestos incuestionables del proyecto de modernidad; así como la relativización de la hegemonía de las instituciones sociales y sus valores universales asociados. En este contexto, la apuesta normativa del EEES invita a la enseñanza universitaria a adecuarse a estos desafíos, mediante lineamientos estratégicos que desde los diversos Estados Europeos deben implementarse. La presente ponencia, expone una investigación, respecto a los cambios curriculares que ha conllevado la implementación del marco de cualificaciones comparables en las titulaciones de grado o primer ciclo con relación a los descriptores genéricos, denominados competencias transversales, así como a sus problemas concretos en dos áreas del conocimiento en la Universidad de Barcelona: Ciencias de la Salud y Ciencias Sociales. Metodologia Se han utilizado como fuentes de información la técnica de investigación documental y biográfica, mediante la revisión de documentos literarios, numéricos y audiovisuales. De igual forma, se han realizado análisis de la construcción de los nuevos planes de estudios de las titulaciones de grado en el marco de Bolonia y entrevistas a informantes claves, como jefes de estudio. Relevancia y pertinencia La enseñanza en el marco del proceso de Bolonia, ha constituido un poderoso desafío a los cuerpos docentes y a la organización educativa. Este proceso aún en desarrollo, se ha implementado de manera disímil en los diferentes centros y facultades, complejizando su adaptación homogénea dentro de la diversidad. De esta forma, la relevancia y pertinencia de la presente comunicación, se plasman en exponer una investigación empírica de la forma en la cual se ha implementado este cambio curricular en la enseñanza de las competencias transversales en las titulaciones de la Universidad de Barcelona, entendiendo esta adecuación alineada con las recomendaciones del EEES, el Estado Español y los proyectos europeos. Del mismo modo, la misma universidad ha debido redefinir sus normativas internas de enseñanza a nivel organizacional y de equipos docentes para alcanzar este desafío. Relacion con el area de produccion Hablar de la enseñanza en el marco de Bolonia, así como la enseñanza y el proceso de Bolonia, constituye el acceder a construir una visión integrada de las complejidades, expectativas, y adecuaciones que la universidad debe implementar. Esta ponencia invita a una propuesta de futuro en el contexto de crisis económica. Palavras-chave: Enseñanza; Competencias Transversales; Marco Curricular; Universidad; Bolonia. ID/ Referência: 1116 10.34. Autor/a (es/as): Silva, Luciana Leandro da Universidad Autónoma de Barcelona Título: Políticas de formação de docentes universitários em contextos transnacionais: análise comparada dos discursos internacionais e institucionais Resumo: A transição para o século XXI caracteriza-se por intensas transformações no sistema econômico mundial, permeado por crises, recessão e incertezas. Entre as transformações mais intensas, estão as que afetam o setor produtivo e o papel do Estado, abrindo espaço para a atuação de organismos internacionais que passam a regular as políticas sociais e educativas. Esta nova ordem global aponta na direção de uma “nova ordem educativa” (Antunes, 2008) marcada pela transnacionalização, processo que se diferencia da cooperação internacional, pois está motivado pela competitividade e pelo lucro; a educação torna-se um bem comerciável e requer um marco regulatório supranacional. (Dias Sobrinho, 2005) Neste contexto, surge um significativo interesse pelo papel das universidades, para que possam responder às transformações no mundo laboral, favorecer a mobilidade e o reconhecimento de títulos. A recente construção do Espaço Europeu de Educação Superior (EEES) consolida um projeto intergovernamental e transnacional, tendência que influencia políticas educativas em outros continentes. Estes fenômenos produzem mudanças significativas na organização e estrutura das universidades, o que, conseqüentemente, afeta o trabalho e a formação dos seus docentes. Por um lado, muitos autores (Zabalza, 2002; Tejada&Fernández, 2009; outros) tratam sobre a centralidade dos professores universitários nos processos de transformação impulsionados pelo EEES, considerando a formação algo essencial para a qualidade dos processos de ensinoaprendizagem. Por outro, a formação continua de professores passou a ser vista como obrigação necessária para o processo de adaptação profissional exigido pela implantação das reformas (Correia&Matos,2001). Assim, corre o risco de ser uma exigência burocrática sem sentido para os professores. Considerando que este fenômeno pode estar sendo reproduzido nas universidades, questionamos: quais são os desafios que enfrentam as universidades no contexto da transnacionalização? Quais são as inovações, avanços e retrocessos proporcionados pelas reformas universitárias nos últimos anos? Como isto afeta as políticas de formação de professores universitários? Assim, queremos compreender como as diretrizes transnacionais influenciam as políticas de formação continua de professores através da análise daqueles documentos que orientam as políticas universitárias a nível mundial, regional e institucional. Esta investigação se baseia na comparação entre universidades espanholas e brasileiras, pois o conhecimento de experiências internacionais é fundamental para a melhoria dos sistemas. Trata-se de diferentes universidades e países, mas em termos políticos, econômicos e educativos estão pressionados pelas mesmas tendências transnacionais. Os dispositivos metodológicos previstos para a coleta de dados são: análise documental e entrevistas; para a análise das informações, seguimos a linha dos Estudos Críticos do Discurso (Van Dijk, 2009) e pretendemos utilizar o programa “Atlas-ti”, para a apreciação do conteúdo e a validação das categorias presentes nos textos oficiais e entrevistas. A pertinência desta investigação está na atualidade do tema e na escassez de trabalhos que abordem uma análise crítica dos discursos produzidos nos últimos anos a nível internacional, os quais estão a direcionar as políticas de formação de professores universitários em diferentes países. Referencias: ANTUNES, F. (2008). A nova ordem educacional: Espaço Europeu de Educação e Aprendizagem ao longo da vida. Coimbra: Almedina. CORREIA, J. A.; MATOS; M. (2001). Solidões e solidariedades nos quotidianos dos professores. Porto: ASA. DIAS SOBRINHO, J. (2005). Dilemas da educação superior no mundo globalizado: sociedade do conhecimento ou economia do conhecimento? São Paulo: Casa do Psicólogo. TEJADA, J.; FERNÁNDEZ, M. (2009). La calificación de los actores de la formación: una mirada desde la profesionalización docente. In: Estrategias de innovación en la formación para el trabajo. V Congreso Internacional de Formación para el Trabajo. Libro de Actas. Madrid: Tornapunta. VAN DIJK, T. (2009). Discurso y Poder. Contribuciones a los Estudios Críticos del Discurso. Barcelona: Gedisa. ZABALZA, M. A. (2002). La enseñanza universitaria: el escenario y sus protagonistas. Madrid: Narcea. Palavras-chave: Transnacionalização, Reformas Universitárias, Formação de Professores, Avanços e Retrocessos. ID/ Referência: 343 10.35. Autor/a (es/as): Stadnik, Adriana Maria Wan Ulbricht, Leandra UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná Título: A implantação do REUNI na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Brasil Resumo: Em 2007 o Governo Federal brasileiro criou o REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), com o objetivo de instituir condições para a ampliação do acesso e permanência no Ensino Superior. Este objetivo deveria ser alcançado pelo melhor aproveitamento tanto da estrutura física como de recursos humanos existentes nas universidades federais. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), a única universidade tecnológica do país, aderiu oficialmente ao programa em 2008, apesar das dificuldades que enfrentava em seu campus central com relação à implantação de seus novos cursos por insuficiência de área física e número insuficiente de professores, problemas estes que poderiam ser aprofundados pela rápida aceleração do aumento no número de vagas (que em alguns cursos chegou a dobrar). Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os impactos deste programa no quadro docente da instituição no campus sede. O estudo exploratório foi realizado entre maio e julho de 2011 e, segundo dados institucionais, o quadro era formado por 670 professores distribuídos em 13 departamentos. A amostra final da investigação constitui-se de 127 professores que aceitaram participar do estudo respondendo um instrumento de pesquisa formado por perguntas sobre o seu perfil pessoal e profissional. Como principais resultados apresentamos: quanto ao ano de formação, o maior grupo era formado por 60 professores que se graduaram entre os anos de 1990 e 1999, mas com um ingresso recente na instituição, 35% nos últimos 11 anos sendo que destes, 14% somente nos dois últimos anos, demonstrando uma renovação no quadro de professores, coincidindo com a expansão do número de vagas previstas pelo REUNI. Quanto à titulação dos docentes, percebese um alto nível de formação uma vez que mais da metade dos professores cursaram doutorado (54%) e os mestres e doutores somavam 94%. Este quadro é alentador, pois além de quantidade, faz-se necessário a formação de profissionais com qualidade e um quadro docente com alta qualificação pode ser um importante fator de impacto na aprendizagem. Considerando a criação de novos cursos, este impacto verificou-se no número de cursos em que os professores atuam, sendo que a maior parte deles 57% dedica-se a dois ou três cursos. Apesar do REUNI prever um aumento no número de vagas especialmente no período noturno, verifica-se que a carga de trabalho dos professores está distribuída em sua maior parte (40%) no turno vespertino, enquanto que 30% foi distribuída no turno da manhã e 30% a noite. Chama a atenção que 19% dos professores trabalhavam nos três turnos. Quando perguntados sobre a formação docente, 53% afirmaram que haviam recebido e que esta havia sido adquirida, na maior parte em formações oferecidas pela própria universidade, demonstrando uma preocupação da instituição pesquisada em oferecer formação aos seus docentes, onde das 40 respostas obtidas 21 (53%) se referiram a esta formação. Consideramos que o estudo mostra-se relevante no sentido de verificar junto aos profissionais que atuam diretamente com os estudantes, os professores, numa realidade concreta, a UTFPR, o impacto de uma política pública no Ensino Superior. Palavras-chave: Políticas Públicas; REUNI; Ensino Superior. ID/ Referência: 336 10.36. Autor/a (es/as): Zablonski, Marcos José Vaz, Fabiana Andrea Barbosa Gisi, Maria Lourdes Pontifícia Universidade Católica do Paraná Schotten, Neuci Universidade Tecnológica Federal do Paraná Título: A identidade profissional do pedagogo: questões para o debate Resumo: O presente artigo é fruto de discussões e de pesquisas oriundas do Grupo de Pesquisa denominado Avaliação de Políticas Públicas Educacionais e tem por objetivo trazer reflexões acerca da identidade profissional dos egressos do Curso de Pedagogia do Brasil através de um olhar para a legislação posta e que regulamenta o referido curso: as Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia, dialogando, também, com autores como Garcia (2009), Brzezinski (1996, 2001) e Tardif (2002). Para tanto utiliza-se como metodologia a pesquisa documental referente ao período de 1996-2010 e pesquisa bibliográfica. Sabe-se que o Curso de Pedagogia no Brasil sempre foi alvo de estudos devido à sua identidade duramente criticada por diversos autores como Saviani (2002, 2005), Pimenta (2002, 2006), Libâneo (1999, 2001), dentre outros. Tal debate acirrou-se por ocasião da promulgação da Lei nº 9394/96, atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Segundo (Garcia, 2009) a identidade profissional docente é construída considerando a trajetória individual do professor, a partir de sua história pessoal e integrada inteiramente as suas características sociais, e coletiva advinda do contexto no qual o professor se desenvolve, isto é: significa refletir sobre o que é ser professor em um determinado contexto. Observa-se que o avanço técnico-científico e a reorganização produtiva provocaram mudanças no mundo do trabalho e estabeleceram desafios novos aos indivíduos, às organizações e à sociedade. Estas novas relações entre conhecimento e trabalho motivaram mudanças no perfil profissional de modo a atender os requisitos postos pelas transformações e redirecionaram as políticas de formação dos pedagogos. Para tanto, três aspectos podem ser considerados na atualidade em relação à formação de pedagogos: o primeiro se refere à formação de competências como concepção nuclear do processo de formação com maior preocupação com a eficiência e a eficácia, o segundo, à posição assumida por intelectuais da área da educação profundamente preocupados com a formação humana. E, por fim, o debate sobre a docência como base da formação do pedagogo. Tais questões apontam para novos estudos sobre de que forma os profissionais estão articulando o que emana dos documentos oficiais e o debate dos intelectuais da área no que diz respeito à identidade profissional e se estar-se-ia reconfigurando a identidade profissional do pedagogo em diferentes esferas de poder. Palavras-chave: Políticas Educacionais; Identidade Profissional; Cursos de Pedagogia. ID/ Referência: 925