VI. Comunicações Livres
10.
Políticas públicas e docência no Ensino Superior
10.1.
Autor/a (es/as):
Albuquerque, Helena Machado de Paula;
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Haas, Célia Maria;
Universidade Cidade de São Paulo / Universidade de São Caetano do Sul
Araujo, Regina Magna Bonifácio de
Universidade Federal de Ouro Preto
Título: A docência no curso de pedagogia-licenciatura: o que dizem os professores sobre as
diretrizes curriculares nacionais
Resumo:
Este trabalho tem por objetivo apresentar o que dizem os professores que atuam nos cursos de
Pedagogia, nas instituições envolvidas na pesquisa “O significado de ser Pedagogo para os
alunos do novo curso de Pedagogia-Licenciatura”, desenvolvida nos anos de 2010 e 2011,
tendo como campo três universidades: uma instituição privada, uma municipal e outra federal,
localizadas em dois estados da região sudeste do Brasil. Adotou-se no processo investigativo
uma metodologia com abordagem qualitativa, com pesquisa documental da legislação e dos
projetos pedagógicos das instituições, com apoio teórico de Gimeno Sacristan, Apple,
Bourdieu, Ball, Saviani, entre outros. Foram sujeitos da pesquisa, ouvidos por meio de
entrevistas e questionários, alunos, professores e gestores do curso em estudo nas universidades
pesquisadas. Três categorias fundamentaram a investigação: o significado de ser pedagogo, o
projeto pedagógico e o currículo e a nova legislação. Da pesquisa destacou-se para esta
comunicação os dados obtidos por meio de um questionário aplicado aos professores visando
compreender o entendimento dos mesmos acerca das categorias definidas para o estudo. Em
2006, alinhada à tendência neoliberal, foi aprovada a Resolução nº 1, do Conselho Nacional de
Educação, que instituiu as novas diretrizes curriculares nacionais para o curso de Pedagogia
(DCNs), definindo-o como responsável pela formação de professores para a Educação Infantil
e anos iniciais do Ensino Fundamental e embora não tenham impedido a formação do bacharel,
a dificultou pelo excesso de atributos exigidos na formação do professor. Os resultados da
pesquisa apontam que nos cursos mais novos, implantados após 2006, os professores percebem
a incorporação do conceito de bacharelado na formação para a gestão no curso de Pedagogia.
Entretanto, no curso mais antigo, os professores julgam que, embora não impeçam inviabilizam
na prática a formação do gestor e sentem dificuldade para se desvencilhar da cultura anterior do
curso, mostram certa nostalgia em relação a esse e consideram que as diretrizes tiveram que ser
açodadamente implantadas, sem a discussão anterior necessária com quem iria implantá-las. Há
uma concordância nos três grupos de que houve inovação nos projetos pedagógicos após a
aprovação das diretrizes, destacando-se o esforço na integração teoria e prática, e a ampliação
do espaço para as metodologias de ensino da Educação Básica. A maioria dos professores
entrevistados afirma que os projetos pedagógicos dos cursos em que atuam assumem a
formação do licenciado com todos os requisitos previstos pelas DCNs. Todas as instituições
apresentaram em comum o desafio para articular a formação geral e específica do Pedagogo,
contemplando todos os pré- requisitos oficiais para a formação do licenciado.
Palavras-chave: Políticas Públicas; Formação de Professores; Diretrizes Curriculares
Nacionais; Curso de Pedagogia; Docência Universitária.
ID/ Referência: 68
10.2.
Autor/a (es/as):
Bianchi, Paula
Sawitzki, Maristela Cortez
Universidade Federal do Pampa
Título: Diretrizes curriculares para a formação de professores Universidade Federal do Pampa
Resumo:
A Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA caracteriza-se como uma instituição multicampi (10 campi), criada em 2006, sob a tutela de duas universidades federais no Rio Grande
do Sul – RS, a Universidade Federal de Santa Maria - UFSM e a Universidade Federal de
Pelotas - UFPel. Localizada em um extenso território conhecido como mesorregião metade sul
do RS, a UNIPAMPA visa atender as manifestações da população daquela região quanto a
democratização do acesso ao ensino superior gratuito e, também ao desenvolvimento
socioeconômico e político. Neste cenário, os cursos de formação de professores recebem
atenção, sendo estimulada a ampliação da oferta por tais cursos, com a expectativa de suprir
demandas do sistema educacional brasileiro que compreende: a falta de professores nas
diferentes áreas do conhecimento e a demanda pela formação continuada. Desde a sua criação
(2006) até meados de 2008, os cursos de formação de professores seguiam os projetos das
universidades tutoras (UFSM e UFPel), cuja realidade era insuficiente às demandas regionais,
ao Projeto Institucional da Unipampa e à discussão da política nacional de educação brasileira.
Considerando o referido contexto, constituiu-se um fórum para discussão sobre as licenciaturas
na Unipampa, formado por coordenadores e professores dos cursos de Licenciatura,
coordenadores acadêmicos dos Campi, técnicos de assuntos educacionais e membros da
Reitoria da Universidade. Além disso, participam de forma assistemática professoresconvidados e docentes de outros cursos. A partir do fórum, resultou a concepção das Diretrizes
Orientadoras para Elaboração dos Projetos Pedagógicos das Licenciaturas da UNIPAMPA.
Tais diretrizes têm como objetivo auxiliar na (re)estruturação dos projetos pedagógicos dos
cursos de licenciatura, orientando a organização curricular, sob um perfil identitário
(desvinculando-se das características dos antigos projetos de cursos da UFSM e da UFPel) e
uma concepção de licenciatura que atenda às demandas regionais e a política nacional de
educação. Para a elaboração das referidas Diretrizes, foram realizados, desde 2009, encontros
sistemáticos (fórum das licenciaturas) de discussão presencial e semipresencial, mediada pelas
Tecnologias de informação e comunicação – TICs. As diretrizes para os cursos de Licenciatura
orientam para a formação do profissional da educação, reflexivo, agente ativo de seu saber,
com competências e habilidades para atuar no ensino básico e na educação profissional e
tecnológica, atento à atual conjuntura brasileira, ao contexto mundial e à sustentabilidade
social, bem como ser profissional capaz de criar desafios, problematizar/construir saberes,
pautando-se pela ética e pelo respeito às individualidades, interagindo por meio das TICs,
valorizando as características regionais, as identidades culturais, a educação ambiental, as
pessoas com necessidades especiais, dentre outros elementos que constituem a sociedade.
Portanto, acredita-se que as Diretrizes Orientadoras para Elaboração dos Projetos Pedagógicos
das Licenciaturas da UNIPAMPA venham a se concretizar no âmbito da universidade em
atenção ao Projeto Institucional, às demandas regionais/nacionais por educação e à contínua
discussão/reflexão das próprias diretrizes e da política nacional de educação.
Palavras-chave: Formação de Professor; Diretrizes Curriculares; Política Educacional.
ID/ Referência: 166
10.3.
Autor/a (es/as):
Bragança, Maria das Graças Viana
UNIEURO - Centro Universitário
Título: Uma política de inclusão para afrodescendentes em uma universidade brasileira
Resumo:
O Brasil é um país de formação multicultural, mas até então as políticas existentes eram
universalistas de conteúdo liberal, isso é direitos iguais para todos. Com a promulgação da
Constituição Federal de 1988 é que o Governo Brasileiro se reconheceu como tal e passou a
instituir política multiculturalista, também denominada política da diferença ou ação afirmativa
ou política de cotas. Essa política contempla os grupos considerados excluídos e objetiva
minimizar os conflitos e problemas gerados na sociedade. Várias mudanças ocorreram nas
instituições de ensino superior brasileiras, com a implementação dessa política para
afrodescendentes. Este artigo é parte de uma dissertação de Mestrado em Ciência Política e
visa analisar as vantagens e desvantagens do ingresso de beneficiários no curso de Pedagogia
da Universidade de Brasília (UnB). Realizou-se uma pesquisa qualitativa, por meio de
entrevistas com 20 alunos cotistas do Curso de Pedagogia dos turnos matutino e noturno. Um
dos principais resultados gerais foi o reconhecimento da identidade racial e o despertar do
interesse pela cultura negra na universidade e proporcionar mudanças no ensino e na qualidade
de vida das pessoas negras. Nove alunos (45%) dos entrevistados apontaram como a principal
vantagem do sistema de cotas o fato de ser facilitador para os estudantes que não tiveram
oportunidades de frequentarem boas escolas, no ensino básico para ingressem na UnB. Para
dez alunos (50%), as vantagens das cotas iam além do ingresso e agregaram a este fato a
questão da diversidade, uma vez que a universidade, com isso, tornava-se mais plural,
diversificada e menos elitista. Somente uma aluna (5%) do universo pesquisado afirmou não
ver vantagem no ingresso do sistema de cotas e que este estava gerando preconceito. Portanto,
o mérito da política de cotas está em facilitar a inclusão dos negros e de índios. Quanto às
desvantagens, foram apontados os seguintes itens: ser apenas para negro; ser desconhecida por
muitos; gerar outra forma de preconceito; ser uma medida superficial e emergencial; haver
pouco apoio ao cotista na UnB. Houve divergências entre as respostas dos entrevistados, o que
demonstra que a política de cotas precisa ser repensada, já que é um processo novo e que ainda
está em implementação, requerendo ajustes para atingir os verdadeiros objetivos. Assim, esta
pesquisa se torna uma porta aberta para novas pesquisas e discussões.
Palavras-chave: Política de Ação Afirmativa; Cotas; Estudantes; Inclusão.
ID/ Referência: 187
10.4.
Autor/a (es/as):
Castro, Leonardo Villela de
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Título: Inovação curricular a partir do programa consolidação das licenciaturas
Resumo:
O texto tem como objeto de análise os relatos das oficinas desenvolvidas no âmbito do projeto
Tecnologias, Informação e Comunicação e Transversalidade: Arte, Ciência e Cotidiano. Parte
de uma reflexão inicial sobre a política pública atual para a formação de professores a partir da
contextualização da definição das diretrizes curriculares para o curso de Pedagogia, tendo
como ponto de chegada o projeto citado, problematizando o excesso de disciplinas,
conseqüência do documento citado. Em seguida, analisa os relatos de todas as ações
desenvolvidas ao longo do ano de 2011, destacando destes as práticas capazes de ampliar a
formação cultural dos alunos, bem como a relação destas no cumprimento dos objetivos
propostos, principalmente o estabelecimento de vínculos dos conteúdos abordados com a
realidade social dos alunos. A análise também procura os vínculos entre as diversas áreas, as
possíveis aproximações entre as práticas. Investiga também os conhecimentos construídos
pelos alunos a partir de entrevistas realizadas com aqueles que participaram dessas oficinas.
Nesse sentido, o currículo é entendido como práxis pedagógica em constante processo de
recriação, sendo o presente trabalho mais um dos elementos que contribuirá para futuras
mudanças. Conclui o trabalho com reflexão sobre a ampliação do alcance das modificações
curriculares nos cursos de licenciatura da instituição, a partir das disciplinas pedagógicas
específicas e do diálogo com o corpo docente destes cursos. A principal contribuição do texto é
a busca por uma produção curricular mais próxima das necessidades de aprendizado dos
alunos, futuros professores, no sentido de construírem uma visão global do conhecimento,
integrando saberes e usando os mesmos para compreender e atuar na transformação dos
espaços sociais em que atua.
Palavras-chave: Oficina; Práxis Pedagógica; Mudança Curricular.
ID/ Referência: 986
10.5.
Autor/a (es/as):
Cerdeira, Luísa
Patrocínio, Tomás
Cabrito, Belmiro
Universidade de Lisboa, Instituto de Educação
Título: Os desafios da qualidade no ensino superior português: o (in)sucesso escolar
Resumo:
Podemos afirmar que o ensino superior português é um caso de sucesso. E é um caso de
sucesso porque, num espaço de pouco mais de duas décadas (1980/1981 a 2007/2008),
conseguiu passar de um pequeno sistema com pouco mais de 82 mil estudantes para quase 377
mil estudantes (um crescimento de mais de 357%), e de um número restrito de universidades
para um conjunto diversificado de instituições – universidades, institutos politécnicos, públicos
e privados – distribuídas numa rede que abrange todo o país. O país fez um percurso
significativo, passando de uma taxa líquida de participação do ensino superior de 6% em
1985/1986 para um valor de 27,3% em 2003/2004.
Contudo, o país enfrenta ainda um problema sério no que respeita à taxa de conclusão do
ensino secundário (a taxa de graduação do secundário era em 2004 de 53%, enquanto na
OCDE já era de 80% e na UE19 subia para 82%), o que tem implicações no acesso ao ensino
superior. De facto, não só o número de candidatos ao ensino superior baixa, como os
problemas do abandono escolar precoce e de reprovação no ensino secundário ocorrem
sobretudo em estratos mais desfavorecidos da população. Tal acaba por se repercutir na
ascendência socioeconómica dos jovens que se encontram em situação de concorrerem ao
ensino superior e determinar problemas de equidade e democraticidade no acesso ao ensino
superior, ainda que recentemente se tenham tomado algumas medidas que terão contribuído
para corrigir esta tendência, designadamente com o regime especial de acesso ao ensino
superior para maiores de 23 anos.
Por outro lado, há que assinalar um outro importante aspecto do ensino superior português: a
elevada taxa de insucesso [1]. No ano de 2005/2006, encontrávamos uma taxa de sucesso
global do ensino superior de 67%, o que em termos de comparação internacional, se encontra
abaixo da média dos países da OCDE e da UE19, que apresentavam (em 2004) 70% e 69%,
respectivamente.
Estes resultados têm, para além do impacto pedagógico e científico, também consequências
orçamentais, dado que não só entram, e ocupam vagas, estudantes que acabam por não concluir
o curso no tempo previsto (porque demoram mais do que o número de anos de duração do seu
curso, ou porque desistem), como impedem que os recursos sejam usados de forma mais
eficiente, abrangendo com um montante financeiro igual mais estudantes.
Esta fragilidade foi reconhecida pelos examinadores da OCDE (2006b, p. 105) quando
afirmaram que: “Universities and polytechnics need to take the responsibility for the
educational success of their students.”
Neste artigo procurar-se-á questionar os impactos deste fenómeno do insucesso e abandono
escolar, perspectivando uma análise evolutiva dos dados oficiais do sucesso escolar (usados
nomeadamente para a previsão de alunos e aplicação da fórmula de financiamento) por tipo de
instituição (universitária, politécnica, pública, privada) e por tipo de curso, procurando
encontrar razões explicativas para este fenómeno. Ao mesmo tempo, será feita uma análise
comparativa com os dados existentes para os países pertencentes à OCDE.
[1] Habitualmente a taxa de sucesso pode ser definida pela proporção dos diplomados num
determinado curso/grau em relação aos inscritos no 1.º ano, pela primeira vez desse curso “n”
anos antes (sendo “n” o número de anos de estudos requeridos para se completar esse
curso/grau). Quanto maior for esta razão, aproximando-se de 1, maior será, em princípio, a
eficácia do sistema, visto que menos perdas se registam no percurso escolar dos estudantes.
Palavras-chave: Sucesso e Insucesso Escolar; Acessibilidade; Qualidade do Ensino Superior.
ID/ Referência: 320
10.6.
Autor/a (es/as):
Costa, Maria das Graças Soares da
Faculdade Frassinetti do Recife - FAFIRE
Alves, Sérgio
Universidade Federal de Pernambuco - UFPE
Título: Avaliação institucional da educação superior no Brasil: um olhar sobre as intenções,
tensões e contradições
Resumo:
Esta pesquisa esta situada no campo das políticas e da gestão em educação e tem como objetivo
analisar as intenções, tensões e contradições da avaliação institucional da educação superior à
luz do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). Para tanto, buscamos
desvelar a concepção, o processo de implantação, a regulamentação e os relatos de experiências
nas IES brasileiras. E tomamos como esteio teórico deste estudo a legislação produzida pelo
MEC/INEP/CNE sobre as IES no Brasil, a partir da LDB 9394/96 e da Lei n° 10.861, de 14 de
abril de 2004; além da contribuição teórica de Sobrinho (2005), Ristoff (2005), entre outros.
Por se tratar de uma pesquisa qualitativa, tomamos como procedimento a análise documental e
entrevistas semi-estruturadas. A nossa investigação se deu em duas IESC privadas e sem fins
lucrativos, uma delas data da década de 60, e a outra da década de 70, estas situadas,
respectivamente, no interior do Estado Pernambuco e na Região Metropolitana do Recife.
Foram sujeitos da pesquisa 20 (vinte) depoentes, sendo quatro membros da diretoria, um da
coordenação geral, um procurador institucional, dois da coordenação pedagógica dos cursos,
quatro professores e quatro funcionários e quatro alunos. A partir da análise dos dados
coletados, podemos afirmar que a avaliação institucional da educação superior contempla
questões multidimensionais: estrutura, organização e funcionamento, além da qualidade da
construção do conhecimento, o direcionamento da expansão de sua oferta, o compromisso
social, pautados na observância da legislação, na direção da legitimação considerando os
instrumentos de regulação. Desse modo, a avaliação institucional caracteriza-se por uma visão
multidimensional e multidisciplinar, pois além de investir num exercício constante de
interações entre os gestores, coordenadores, professores, alunos e comunidade externa,
apontam um desenho de política e de gestão educacional do ensino superior voltado para a
prática do diálogo e o desenvolvimento da responsabilidade e da autonomia. Em função da
dinâmica e da forma de atuação dos gestores educacionais, do esforço institucional em
responder às exigências da legislação, dos educandos e da sociedade, as instituições
educacionais, sejam elas públicas ou privadas procuram investir na qualidade da educação
brasileira.
Palavras-chave: Avaliação Institucional; Educação Superior; SINAES (2004).
ID/ Referência: 949
10.7.
Autor/a (es/as):
Ferreira, Candido Requião
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Título: Programa especial de formação de professores na UESB, Bahia, Brasil –
oportunidades, desafios e perspectivas
Resumo:
Em todo o Brasil, um contingente muito grande de professores está trabalhando há muitos anos
sem a devida formação para o exercício da função. Após a publicação da Lei de Diretrizes e
Bases (LDB) da educação, essa condição passou a ser não apenas questionada, mas também
proibida, implicando em que, para o exercício do magistério, o professor deverá ter formação
na área em que leciona. Ainda assim uma lacuna persiste e muitos professores continuam sem
ter licenciatura específica para ministrar suas aulas, criando a defasagem no ensino público,
que ainda não atingiu um nível adequado para que o aluno possa ter um conhecimento capaz de
mudar a sua realidade. Nesse sentido e atendendo a uma necessidade de corrigir uma
defasagem histórica na formação de professores das redes estaduais e municipais, a
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) implantou em 2010 o Programa Especial
de Formação de Professores (PARFOR), em convênio com a Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (CAPES), órgão do Governo Federal e o Instituto Anísio Teixeira
(IAT), órgão da Secretaria de Educação da Bahia e usando a Plataforma Freire como
instrumento de gerenciamento. Atualmente oferece um total de 16 cursos e conta com 580
professores-cursistas, que são os alunos dos cursos do PARFOR, nas diversas áreas de
conhecimento em cursos de nível superior para professores das redes estaduais e municipais
que ainda não possuem graduação para atuar em suas áreas, ou que migraram de suas áreas de
formação original para outras. Os cursos são oferecidos na modalidade Modular-Presencial,
com as aulas sendo realizadas uma semana por mês envolvendo cinquenta municípios desta
região. Este trabalho tem o objetivo de avaliar e discutir o Programa e dar voz aos professorescursistas, mostrando a contribuição do programa ao aperfeiçoamento na formação desses
profissionais, mas que embora lecionando, ainda não estavam atualizados seja do ponto de
vista pedagógico, dos conhecimentos científicos e metodológicos. Foram aplicados
questionários para colher a percepção do professor-cursista sobre o Programa e analisados os
seus dados de desempenho nas disciplinas. Através da visão dos professores-cursistas, é
possível perceber mudanças em vários aspectos na vida dos mesmos, ressignificando o seu
fazer-diário em sala de aula, contribuindo para uma melhor relação ensino-aprendizagem e uma
melhor integração com os alunos das redes municipais e estaduais de ensino. Embora
mudanças significativas estejam ocorrendo, como integrante da coordenação do Programa,
proponho neste trabalho a análise crítica dos desafios ainda encontrados.
Palavras-chave: Formação de Professores; Ensino Superior; Educação.
ID/ Referência: 1054
10.8.
Autor/a (es/as):
Ferreira, José Brites
Instituto Politécnico de Leiria e CIPES
Machado-Taylor, Maria de Lourdes
CIPES, A3ES e Instituto Politécnico de Bragança
Brites, Rui
ISEG/Universidade Técnica de Lisboa e CIES
Gouveia, Odília Maria Rocha
CIPES
Título: O trabalho académico no ensino superior, em Portugal
Resumo:
O ensino superior em Portugal tem sofrido grandes transformações nas últimas décadas. Entre
elas, há a registar, no último quartel do século XX, o grande crescimento do mesmo. Por sua
vez, o início do século XXI ficou marcado pela implementação do processo de Bolonha e por
um conjunto de mudanças no quadro normativo, nomeadamente sistema de graus, regime
jurídico das instituições de ensino superior e do estatuto da carreira docente.
Os docentes constituem um recurso fundamental para as instituições de ensino superior, sendo
referidos na literatura como ´´escultores´´ da qualidade das instituições e fundamentais para o
sucesso dos alunos (Altbach, 2003; Capelleras, 2005; Taylor et al., 2007). Os académicos têm
vindo a ser confrontados com transformações e desafios no seu trabalho, um pouco por todo o
lado (Barrier e Musselin, 2009).
Dada a relevância dos académicos na promoção da qualidade das instituições de ensino
superior e no sucesso dos estudantes, o Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior
(CIPES) tem vindo a desenvolver um estudo sobre satisfação e motivação dos docentes no
ensino superior português, projeto financiado pela FCT (PTDC/ESC/67784/2006).
A comunicação que aqui se apresenta insere-se no âmbito do projeto acima referido. Com ela,
procurarmos dar conta de resultados obtidos, no que se refere à identificação das diferentes
atividades desenvolvidas pelos docentes ou que desejariam desenvolver. Os dados de que aqui
se dá conta foram obtidos através de questionário disponibilizado junto dos docentes do ensino
superior. O estudo abrange o universo de docentes de ambos os subsistemas de ensino superior.
Na apresentação e análise dos dados, teremos em conta a existências de diferentes subgrupos
(idade, sexo, categoria profissional, tempo de serviço no ensino superior, tempo de serviço na
atual instituição de ensino superior, etc.) e subsistemas de ensino superior (universitário e
politécnico).
Os resultados obtidos proporcionam-nos um conjunto diversificado de informações sobre
múltiplas dimensões do trabalho dos docentes do ensino superior, nomeadamente ensino,
investigação, aconselhamento, consultoria, funções administrativas. Com os dados obtidos
esperamos contribuir para elucidar e clarificar as atividades desenvolvidas pelos académicos ao
longo do ano, bem como o lugar/tempo ocupado por cada uma delas.
Palavras-chave: Trabalho Académico; Ensino Superior; Carreira Docente.
ID/ Referência: 855
10.9.
Autor/a (es/as):
Fidalgo, Nara Luciene Rocha
Fidalgo, Fernando Selmar Rocha
Aranha, Antônia Vitória Soares
UFMG
Título: Tecnologia e os “novos” desafios para o trabalho docente
Resumo:
A problemática deste texto trata da inserção e do uso crescente das TIC - tecnologias da
informação e comunicação no trabalho docente, refletindo sobre a questão do encantamento
tecnológico ao qual o professor vem sendo submetido, em contraste ao processo de
subordinação presente na lógica do produtivismo acadêmico, especialmente no trabalho do
professor de pós-graduação stricto sensu. A necessidade de, não apenas compreender, mas
também de dominar o uso desses suportes tecnológicos passou a ser elemento determinante nos
processos de inserção social e profissional. O rompimento com os limites espaço-temporais
proporcionado pelas novas ferramentas facilitam e beneficiam o desenvolvimento do trabalho
dos professores, mas também pode estender as horas de trabalho para o espaço doméstico e
outras esferas da vida privada, assim como para os momentos de lazer. Assim, são construídas
novas relações com os elementos que vão sendo incorporados neste processo e o professor é
confrontado com a necessidade de absorver as demandas e compreender as mudanças sobre a
objetividade dos processos de trabalho e sobre sua subjetividade. As novidades e as
transformações geram consequências como a compressão do tempo de reprodução de sua força
de trabalho e a diminuição das condições de apropriação dos novos conhecimentos. Dessa
forma, o “novo” muitas vezes se instala no processo de trabalho docente, porém o tempo e o
espaço nem sempre possibilitam aos professores refletirem e se adaptarem ao novo contexto.
Este quadro possibilita que muitos sejam cooptados a adentrarem o processo sem compreender
a profundidade e a complexidade do mesmo.
O texto apresenta resultados de pesquisas desenvolvidas no âmbito do Centro de Apoio à
Educação a Distância – CAED/UFMG, no Doutorado em Educação da UFMG (financiado pela
Capes - Brasil) e no Observatório do Trabalho Docente (financiado pelo CNPq e Fapemig).
Palavras-chave: Educação a Distância; Trabalho Docente e TIC.
ID/ Referência: 926
10.10.
Autor/a (es/as):
Fonseca, Denise Grosso da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Forster, Mari Margarete Santos
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Título: A avaliação da instituição e a avaliação na instituição: movimentos didáticos
pedagógicos
Resumo:
O presente estudo apresenta um recorte da tese de doutorado que se propôs a analisar o
movimento decorrente da política de avaliação institucional implantada pelo SINAES - Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Superior no Brasil, através do ENADE - Exame Nacional
de Desempenho de Estudantes, procurando compreender sua influência na dinâmica dos
processos avaliativos do curso de Educação Física do IPA (Instituto Porto Alegre da Igreja
Metodista/RS/Brasil) A metodologia utilizada na pesquisa é de natureza qualitativa, através da
análise de documentos e entrevistas semi-estruturadas, individuais e grupais, realizadas com
professores e alunos do Curso estudado. Neste trabalho a discussão foi feita a partir da análise
da entrevista grupo focal realizada com os alunos, com a intenção de destacar a visão deste
segmento, por ocasião do evento, bem como também, refletir sobre a metodologia – grupo
focal utilizada e sua pertinência no processo investigativo em foco. Os elementos coletados
evidenciaram crítica ao ranqueamento e levaram a uma análise didático-pedagógica, sugerida
pelos próprios dados, indicando que houve mudanças significativas na metodologia das aulas e
na diversificação das estratégias de avaliação, mas que esse movimento não se manteve com a
mesma intensidade por muito tempo. As constatações referidas permitem concluir que houve
implicações das políticas públicas nas ações institucionais e docentes, e que estas precisam ser
constantemente revisadas e realimentadas.
Palavras-chave: Avaliação Institucional; Avaliação Educacional; Ensino Superior.
ID/ Referência: 328
10.11.
Autor/a (es/as):
Gestoso, Noemi García
Universidad de Vigo Facultad de Ciencias Jurídicas Derecho Constitucional
Gómez, Santiago Roura
Universidad de La Coruña Facultad de Derecho Derecho Constitucional
Título: Las políticas y acciones positivas de igualdad de género en la docencia de Derecho
Constitucional: su enseñanza y aprendizaje como valor en el desarrollo del jurista
Resumo:
Problemática: En esta comunicación se expondrán acciones de innovación docente que se están
realizando en la docencia y en el aprendizaje de Derecho Constitucional dentro de la asignatura
de Derecho Constitucional I del Grado de Derecho con alumnos de primer curso. Estas
acciones versan, en concreto, sobre la temática de las políticas y acciones positivas de igualdad
de género que el Estado lleva a cabo para eliminar cualquier forma de discriminación por tal
motivo con el objetivo de garantizar la igualdad efectiva entre hombres y mujeres. Con este
propósito en el aula se plantean, por una parte, actividades donde se analizan los argumentos a
favor y en contra de la nueva legislación y sentencias más controvertidas introduciendo desde
un grupo de partida un análisis y presentación objetiva para abrir a continuación el debate en el
que, sin saberlo previamente, las alumnas defenderán los argumentos tradicionalmente más
masculinos y los alumnos las nuevas líneas en pro de la igualdad de la mujer en todos los
ámbitos. Después la discusión será libre aunque guiada y explicada por el Profesor que juega
un papel fundamental aportando datos y Teoría y doctrina Constitucional tanto española como
comparada para obtener como resultado un posicionamiento de los alumnos con relación a este
tema. Al final del curso se volverá a recabar la postura de los alumnos en este tema para
verificar si hubo cambios en las posturas antes manifestadas pues también se introducen a lo
largo del curso en los distintos temas de la materia aspectos transversales que sirvan de
reflexión. Por ejemplo, al explicar las fuentes del Derecho se trabajará en la práctica con las
normas europeas y españolas sobre la igualdad de género y en sentido similar al analizar
Sentencias tanto del Tribunal de Justicia de la Unión Europea como del Tribunal Europeo de
Derechos Humanos y del Tribunal Constitucional al escoger su temática, o incluso al analizar
la primacía del varón en la sucesión de la jefatura del Estado recogida en nuestra Constitución.
En definitiva se trata que los alumnos puedan exponer libremente sus premisas y opiniones de
partida para irles proporcionando a través de la guía del Profesor y de su trabajo las
herramientas para desaprender y aprender en igualdad desde el respeto constitucional y el
entendimiento de las políticas públicas.
Temas: Políticas públicas y docencia en la Enseñanza Superior o, en su caso, la
democratización en la Enseñanza Superior.
Palavras-chave: Derecho Constitucional; Interdicción de la Discriminación; Igualdad
Efectiva; Políticas y Acciones Positivas de Igualdad de Género; Innovación Docente.
ID/ Referência: 1002
10.12.
Autor/a (es/as):
Hanff, Beatriz Bittencourt Collere
UFSCCED
Título: Educação do campo: uma experiência de formação de professores através da
“pedagogia da alternância”
Resumo:
A política de formação de professores identificada com as questões do campo é resultado de
reivindicações dos movimentos sociais, do trabalho de docentes e pesquisadores na área, e da
intencionalidade política de instituir uma Educação do Campo focada na realidade dos sujeitos
que vivem no e do campo. O curso de graduação de Licenciatura em Educação do Campo na
UFSC, em Santa Catarina, teve início em 2009, através do plano de expansão das universidades
federais, com apoio do Ministério da Educação (MEC), por intermédio da Secretaria de
Educação Superior (SESu) e da Secretaria de Educação Continuada Alfabetização e
Diversidade (SECAD). É desenvolvido de forma presencial em espaços e tempos que
promovam a integração e a articulação entre as instituições educativas responsáveis pela
formação e a realidade social e institucional do campo. Está organizado em “momentos”
pedagógicos que interagem chamados de “Tempo Escola” e “Tempo Comunidade”, para
envolver o educando num processo educativo uno, que articula a experiência escolar
propriamente dita, a ocorrer no interior da Universidade, com a experiência de trabalho e vida
na comunidade onde vive - Pedagogia da Alternância - entendido como a vivência dos
processos educativos de forma alternada, parte das experiências de formação na escola e outra
parte na família ou comunidade. Privilegia os diferentes tempos e espaços do aprender e
possibilita o estabelecimento de relações entre os saberes produzidos do campo e os saberes
científicos. Estimula o exercício da pesquisa, e possibilita a articulação entre trabalho e estudo,
como elementos fundamentais de formação, quatro momentos de vivência. No primeiro ano as
atividades de investigação são realizadas nos municípios de origem dos estudantes. No segundo
ano, junto as escolas, em reflexões sobre a realidade e os processos pedagógicos; no terceiro
mantém a escola como foco de referência com especificidade no espaço de sala de aula.
Finalmente, o quarto ano do curso, está voltado para a vivência em projetos de sustentabilidade
nas comunidades rurais. Esse processo institui-se como um processo educativo de politização,
articulada as lutas pelo direito ao trabalho, a terra, às melhores condições de vida – um espaço
de democratização e produção de um conhecimento com significado para as populações do
campo que têm vivido em condições de exploração. Uma formação de professores intencional
e politicamente articulada com princípios de organização coletiva. Quatro princípios orientam
o Curso: o estabelecimento de uma formação do educador como sujeito capaz de propor e
implementar as transformações político-pedagógicas necessárias à rede de escolas que hoje
atendem a população que trabalha e vive no e do campo; rompimento com matrizes teóricas de
interpretação e orientação pragmática de educação; consideração do campo como lugar de
produção de saberes e da cultura camponesa; e parte dos processos sociais de formação de
sujeitos coletivos, políticos comprometidos com a transformação da sociedade.
Palavras-chave: Educação do Campo; Formação de Professores; Pedagogia da Alternância.
ID/ Referência: 612
10.13.
Autor/a (es/as):
Hora, Dinair Leal da
Sousa, Claudia Teresa Vieira de
Erthal, Regina Maria de Carvalho
Lino,Odilio de Souza
Hora, Eloisa Leal da
IPEC/FIOCRUZ
Título: Cenários da formação do profissional da saúde para o sistema único da saúde – SUS:
políticas para o ensino e projetos educativos
Resumo:
Em 2010 a CAPES e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério
da Saúde lançaram o Edital 024/2010 Pró-Ensino na Saúde cujo objetivo foi o de “estimular no
País a realização de projetos de pesquisa e apoio ao Ensino na Saúde, para desenvolver e
consolidar esta área de formação, considerada estratégica para a consolidação do Sistema
Único de Saúde, por meio da análise das prioridades e das competências existentes, visando à
melhoria do ensino de pós-graduação e graduação em Saúde”. Em atendimento ao referido
Edital, o IPEC teve aprovado o Projeto Pró Ensino na Saúde/IPEC-Fiocruz intitulado Saúde
Formação para a docência de ensino superior na área da Pesquisa Clínica em Doenças
Infecciosas, cuja finalidade é a de fortalecer e consolidar, no Programa de Pós-Graduação
Stricto Sensu em Pesquisa Clínica em Doenças Infecciosas. Neste contexto, apresentamos os
resultados iniciais da pesquisa Cenários da formação do profissional da saúde para o Sistema
Único da Saúde - SUS e a produção do conhecimento em infectologia: os projetos educativos e
as práticas exercidas, assim caracterizada, cujo objetivo geral é o de analisar os cenários de
formação do profissional da saúde para a o Sistema Único da Saúde e a produção do
conhecimento em infectologia, nas universidades do Estado do Rio de Janeiro. Nesta pesquisa
são adotados os procedimentos da abordagem qualitativa, que se justifica por sua finalidade de
verificar junto aos sujeitos informantes, suas percepções a respeito dos cenários de formação
dos profissionais da saúde para o SUS, e da apreensão sobre o processo de construção de
conhecimentos científicos, na área da infectologia. Para fins Comunicação, apresentamos os
resultados da Pesquisa documental em que são analisados documentos reguladores da
organização dos cursos de graduação em saúde (Diretrizes Curriculares Nacionais e PróSaúde); os projetos curriculares e as ementas disciplinares dos cursos de Medicina e
Enfermagem verificando as aproximações e os distanciamentos com as políticas de formação
do Ministério da Educação e do Ministério da Saúde, relacionadas com a formação dos
profissionais da saúde da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e da UFF
(Universidade Federal Fluminense). Os resultados preliminares apontam que as Instituições
analisadas vêm apresentando e operacionalizando práticas importantes para o cumprimento das
políticas públicas de ensino superior na saúde, embora ainda precisem realizar ações mais
consistentes para a melhoria dos cenários de formação do profissional da saúde, especialmente
no que se refere aos princípios pedagógicos na ação docente.
Palavras-chave: Políticas de Ensino Superior em Saúde; Docência no Ensino Superior.
ID/ Referência: 722
10.14.
Autor/a (es/as):
Junior, Jair Lopes
Silva, Caio Samuel Franciscati da
Universidade Estadual Paulista/UNESP
Título: Implicações dos sistemas de avaliação em larga escala na docência no ensino superior:
um estudo de caso sobre os temas origem e evolução da vida
Resumo:
O Brasil convive, no âmbito de políticas públicas de avaliação de desempenho escolar na
Educação Básica, com duas modalidades de sistemas: sistemas federais, aplicados de modo
uniforme em todo o país, e sistemas estaduais, administrados pelas secretarias da educação dos
estados da federação. A partir da definição de grades curriculares para as distintas áreas de
conhecimento, há a especificação de matrizes de referência ou de descritores para as diferentes
áreas e níveis da Educação Básica. Tais matrizes especificam competências e habilidades
previstas ao final dos ciclos. O presente estudo objetivou demarcar possíveis implicações de tal
derivação da implantação da política pública de avaliação em larga escala no contexto da
docência no ensino superior. Concentrou-se ênfase nos conteúdos curriculares sobre os temas
origem da vida e evolução biológica no Ensino Médio no âmbito do Sistema de Avaliação do
Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (SARESP). A teoria evolutiva desempenha papel
fundamental dentro das Ciências Biológicas, dado que possibilita a organização e a unificação
do corpo de conhecimentos desta área. Assim, o ensino e a aprendizagem de Biologia devem
salientar a centralidade e a importância da evolução para este componente curricular. Foram
efetuadas análises documentais dos capítulos referentes aos temas origem e evolução da vida
contidos nos materiais curriculares da disciplina Biologia distribuídos aos professores da rede
pública e, posteriormente, analisadas as possíveis correspondências destes materiais com os
descritores da matriz do SARESP e com as condições de ensino dos mesmos contidas em tal
material. Verificou-se que as competências priorizadas pelos documentos oficiais sustentam
consistência com as aprendizagens preconizadas pelo acervo de pesquisa em educação
científica. Contudo, as orientações didáticas apresentadas nos materiais oficiais expõem
condições insuficientes para o desenvolvimento das competências estimadas prioritárias. Tais
orientações prescindem da exposição de situações didaticamente adequadas para a promoção
de aprendizagens de práticas reflexivas e tuteladas envolvendo contextos distintos daqueles
mencionados nos documentos oficiais. O presente trabalho assinala convergências desejáveis
entre a rede pública de ensino e as pesquisas acadêmicas que envolvem interações entre a
escola de Educação Básica e a universidade. Em contrapartida, demarca-se igualmente a
insuficiência das consistências acima assinaladas em termos de funções instrucionais na
preparação profissional e acadêmica dos licenciandos. As análises dos materiais curriculares
relacionados com os temas origem e evolução da vida atestaram que a proposição de
competências impõe, em termos do ensino superior, a execução de investigações adicionais que
explorem as condições necessárias e suficientes para que estratégias sistemáticas de ensino
possam favorecer a aquisição e o desenvolvimento de aprendizagens consistentes com as
respectivas competências. Prescindir de tais investigações no âmbito da docência na formação
dos licenciandos pode produzir questionáveis correspondências entre as aprendizagens
previstas no enunciado das competências e as ações efetivas e objetivamente demonstradas
pelos alunos.
Palavras-chave: Avaliação em Larga Escala; Ensino Superior; Política Pública; SARESP;
Evolução Biológica.
ID/ Referência: 874
10.15.
Autor/a (es/as):
Krahe, Elizabeth Diefenthaeler
Bonelli, Sônia Maria de Souza
UFRGS
Título: Docentes universitários – ressignificando a formação de professores: a questão da
simetria invertida
Resumo:
O momento atual da formação de professores em licenciaturas no Brasil tem trazido a
necessidade de maiores reflexões sobre o papel do docente universitário frente à proposta
oficial destas reformulações. Este trabalho apresenta as reflexões construídas em duas
investigações da Linha de Pesquisa Universidade Teoria e Prática, da Universidade Federal do
Rio Grande do Sul, Brasil (UFRGS), que analisam as questões referentes à simetria invertida a
partir da legislação do Conselho Nacional de Educação (Resolução 01 de 2002 CNE/CP) e sua
concretização na sala de aula universitária. As pesquisas em foco tem cunho metodológico
qualitativo, descritivo, baseadas em Yin e André no quadro de uma perspectiva históricocrítica, ou seja, são levados em consideração os contextos sócio-político-culturais do país e
seus efeitos na determinação de políticas públicas educacionais específicas. Na legislação
brasileira da área, tópicos como inclusão, autonomia, reflexividade são apontados como
fundamentais na construção da identidade do futuro professor. No caso concreto em
identificação, em uma das pesquisas, encontramos a ausência de alguns destes requisitos na
agenda dos formadores, professores universitários, caracterizando-se assim a impossibilidade
da concretização da proposta de simetria invertida. A segunda pesquisa está identificando que,
em relação ao ensino de Ciências, tanto nos Anos Iniciais da Educação Básica brasileira quanto
nos cursos de formação de professores, especificamente no curso de Pedagogia, os
conhecimentos ainda estão organizados em currículos de forma fragmentada. Isto pode levar o
docente universitário e seu aluno ao entendimento de que os saberes são compartimentalizados,
impedindo o sujeito de estabelecer relações e, consequentemente, de realizar sua futura prática
docente voltada para uma proposta integrada. As pesquisas compõem um conjunto de reflexões
construídas na UFRGS, embasadas em estudos atuais de Nóvoa, Zeichener, Popkewitz, Tardif
no âmbito internacional e Lüdke, Cunha, Krahe, entre outros, no Brasil. As pesquisadoras são
membros da Rede Sulbrasileira de Pesquisadores da Educação Superior (RIES), cujo objetivo é
mapear e consolidar a Pedagogia Universitária e suas interfaces. No caso das pesquisas em
discussão neste texto, é a análise da qualificação da formação de professores em licenciaturas
em nosso país, dentro dos parâmetros legais atuais, através da vertente do repensar
especificamente o papel da docência universitária.
Palavras-chave: Formação de Professores; Docência Universitária; Simetria Invertida;
Legislação.
ID/ Referência: 847
10.16.
Autor/a (es/as):
Lechuga, Aristarco Noel Méndez
Universidad Pedagógica Nacional
Título: Estudio comparativo sobre el impacto del pronabes en los estudiantes de la UPN
Resumo:
Desde hace ya varios años en el subsistema de educación superior, se padecen crecientes
problemáticas que afectan la eficiencia de las instituciones, ante esto se han realizado varias
acciones para identificar y minimizar los factores que se ven reflejados en los elevados índices
de rezago, reprobación, bajo aprovechamiento y deserción, y que afectan el desempeño
académico de los estudiantes.
El PRONABES es una de estas acciones que está encaminada en lograr que los estudiantes de
este nivel no abandonen sus estudios por motivos económicos y terminen dentro del plazo que
duran sus estudios. Si bien las evaluaciones que se han realizado al impacto del programa en la
contribución para disminuir los problemas antes señalados, a 10 años de vigencia de éste, no se
refleja de manera patente una mejora sustancial en los índices institucionales.
Lo que lleva a preguntarse si el factor económico es realmente el de mayor efecto en los
problemas que cada institución tiene mejorar su eficacia y eficiencia académica. La búsqueda
de las condiciones que llevan a los estudiantes a reprobar, retrasarse en sus estudios e incluso
abandonarlos es una de las prioridades que cada institución debe investigar ya que podrían
estar ligadas a las características particulares de cada una de ellas.
En este sentido académicos de la UPN, han llevado a cabo diversos estudios e investigaciones
sobre las condiciones particulares en las que sus estudiantes llevan a cabo sus trayectorias
académicas, esta ponencia está encaminada en mostrar los resultados obtenidos en uno de estos
estudios, en los que se busca relacionar los propósitos del PRONABES, comparando el
desempeño académico de estudiantes que cumpliendo los requisitos del programa se
mantuvieron en él, y los estudiantes que cumpliendo los requisitos no se incorporaron al
programa, no obstante que no necesitaron de éste para concluir sus estudios de licenciatura.
El estudio comparativo pretende, junto los otros que se están llevando a cabo, identificar
factores, o sus relaciones, en el proceso académico que tienen los alumnos de la UPN, para que
de esta manera se entienda cuál es el impacto real de la implementación del programa, y
realizar propuestas de mejora en su aplicación dentro de la institución acorde a las necesidades
de sus estudiantes.
Palavras-chave: Evaluación; PRONABES; Rezago; Reprobación; Deserción.
ID/ Referência: 1006
10.17.
Autor/a (es/as):
Leite, Maria Iza Pinto de Amorim
Silva, Claudionor Alves da
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Título: Produção escrita de alunos-professores universitários
Resumo:
O Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor) visa garantir a
todos os professores da Educação Básica a formação em nível superior, conforme estabelece a
Lei de Diretrizes e Bases da educação no Brasil. Oferece cursos de licenciatura presenciais e à
distância para professores que atuam há pelo menos três anos em escolas públicas, em regime
de colaboração, envolvendo a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes), as Secretarias de Educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e
Instituições de Ensino Superior (IES). A educação básica, no Brasil, vem sendo avaliada, a
cada dois anos, gerando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Este trabalho
analisa o desempenho de professores que atuam em escolas de Vitória da Conquista, município
do estado da Bahia que, na última avaliação do Ideb, em 2009, apresentou o pior índice (meta:
3,6; alcançado: 2,8). Essa análise focaliza trabalhos realizados durante os estudos da disciplina
Didática, no Curso de Pedagogia do Parfor. Verificou-se, nos primeiros trabalhos
desenvolvidos em classe, a dificuldade dos alunos-professores na compreensão de textos. Em
pesquisa anterior, um dos autores deste texto, analisando as atividades desenvolvidas pelos
professores nos anos iniciais da educação básica, concluiu: a) a prática da leitura não vai além
da simples decodificação; b) a leitura segue perguntas cujas respostas são a repetição do
conteúdo do texto; c) a expressão oral dos alunos limita-se à leitura oral do texto e d) a escrita
foge ao sentido de uso da língua e se limita à correção gramatical. Sabendo que uma das tarefas
desses professores é proporcionar a aprendizagem da leitura e da escrita, e ainda, que ninguém
ensina o que não sabe, levantou-se a seguinte questão: como está o desempenho dos alunosprofessores no que se refere às habilidades de interpretação e produção de textos? Foi utilizada
a metodologia da análise de conteúdos, tomando as respostas escritas apresentadas por vinte e
sete alunos-professores, nos instrumentos de verificação da aprendizagem, em Didática. Como
categorias de análise, três habilidades relacionadas à interpretação e produção de textos: 1)
Análise de ideias apresentadas; 2) Organização e coerência na argumentação ao opinar sobre o
texto; 3) Organização e clareza na produção do texto escrito e atendimento às normas
gramaticais. Para cada categoria foram definidas quatro variáveis que resultaram nos conceitos:
A) bom; B) razoável; C) ruim; D) péssimo. Verificou-se 77,7% dos alunos classificados nos
grupos C e D. Esse percentual justifica o resultado final da verificação da aprendizagem na
disciplina Didática em que apenas 25,9% obtiveram média final igual ou superior a 7. Concluise que é necessário, para melhor aprendizagem no curso de Pedagogia, estudos voltados para as
habilidades específicas de leitura e produção de texto. Sem isso, o Parfor poderá aumentar a
estatística de graduados, mas os professores continuarão sem saber as habilidades básicas que
precisam ensinar a seus alunos e assim, dificilmente contribuirão para o aumento do Ideb.
Palavras-chave: Avaliação da Aprendizagem; Habilidades de Leitura e Escrita; Políticas
Públicas.
ID/ Referência: 266
10.18.
Autor/a (es/as):
Lima, Sandra Maria Silva de
Januário, Elias Renato da Silva
Deluque, Alessandra Lima
Faculdade Indígena Intercultural - Universidade do Estado de Mato Grosso
Título: Mosaico intercultural: identidade, multiculturalismo e políticas públicas no ensino
superior indígena no Brasil
Resumo:
O Mosaico Intercultural identifica desafios e perspectivas da educação superior indígena em
Mato Grosso, Brasil. Elaborado como projeto de pesquisa do Mestrado em Ciências
Ambientais em 2008 teve como referenciais teóricos o Socioambientalismo e o
Multiculturalismo em pesquisa qualitativa, colaborativa e etnográfica alicerçada em estudos de
Ricoeur (1994), Benjamin (1994), Mindlin (2003), Fleuri (2003), Santos (2005), Santilli
(2005), Weber (2006), Ibiapina (2008), Colaço (2008) e fundamentada nos Princípios da
Interdisciplinaridade
e
da
Interculturalidade.
Buscou
discutir
aspectos
como
a
institucionalização, a inclusão em políticas públicas governamentais e conhecer as influências
da Antropologia Jurídica num cenário de multiculturalidades. Dentre as problematizações e
hipóteses indagamos: os princípios do ensino superior contemplam os anseios dos professores
indígenas em suas particularidades de uma educação diferenciada, comunitária, específica,
multilíngue e multicultural? Realmente acontece para os indígenas a visibilidade política e
jurídica frente à legislação brasileira? Nas primeiras etapas da pesquisa foram utilizados dados
do Programa de Ensino Superior Indígena Intercultural (PROESI), atual Faculdade Indígena
Intercultural (F.I.I.) pertencente à Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) que
tem por objetivo a execução dos Cursos de Licenciaturas Plenas e Bacharelado, com vistas à
formação em serviço e continuada de professores e profissionais indígenas, promoção de
cursos de pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu, além de acompanhar os acadêmicos e
administrar o Museu Indígena a ser implantado. Privilegiou relatos de colaboradores,
participantes e a pesquisa documental nas atas de reuniões da Comissão Interinstitucional que
elaborou o anteprojeto que resultou na institucionalização da oferta de licenciaturas indígenas,
projeto pioneiro no Brasil. Destacamos a experiência de docência e monitorias contextualizada
na disciplina Direito e Legislação realizada entre os dias 28 de julho a 01º de agosto de 2008
com 37 estudantes universitários pertencentes a 12 etnias que contextualizaram seus códigos de
leis e valores com a comunidade nas aldeias resultando em exercícios de Pluralismo Jurídico
em contraposição ao Monismo Estatal. Reconheceram a necessidade da prática da tolerância,
do respeito à identidade, à diversidade cultural e aos processos políticos para reconhecimento
na prática de seus conhecimentos tradicionais e suas Terras Indígenas. Esta comunicação
objetiva relatar a memória desse Mosaico que dentre as várias atividades destacamos a
participação em eventos científicos, enfatizando discussões vivenciadas em três oportunidades,
cujos eixos temáticos foram a Educação Ambiental (Argentina), Ensino Superior Indígena
(Brasil) e Antropologia Jurídica (Peru). A partir dos eventos e da necessidade de continuar os
debates no âmbito da Universidade foi criado Grupo de Pesquisa Mosaico Intercultural:
Estudos Interdisciplinares em Antropologia, Arqueologia e Arte Indígena que materializa um
espaço onde professores, egressos, universitários e a comunidade somam experiências e
mantem intercâmbio com outras Instituições de Ensino, Organismos e parceiros ligados à
Educação Superior Indígena.
Palavras-chave: Ensino Superior Indígena; Políticas Públicas; Antropologia Jurídica.
ID/ Referência: 1079
10.19.
Autor/a (es/as):
López, María Soledad
CONICET
Título: Abordaje de tensiones clásicas en la formación docente. análisis de los diseños
curriculares de formación docente de nivel inicial en la Argentina
Resumo:
La investigación se está llevando a cabo como trabajo de tesis del Doctorado en Humanidades
y Artes, mención en Ciencias de la Educación, en la Escuela de Posgrado de la Facultad de
Humanidades y Artes de la Universidad Nacional de Rosario - Argentina y como becaria
interna de posgrado de Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas.de la
República Argentina. La misma está centrada en la identificación, análisis y comprensión de
los Diseños Curriculares de Formación Docente de Nivel Inicial en la Provincia de Santa Fe,
tanto los jurisdiccionales como los nacionales implementados desde la apertura democrática en
nuestro país (1983) hasta las reformas de los noventa, abordándose fundamentalmente las
tensiones clásicas de la formación docente: teoría-práctica, formación pedagógica - orientada específica.
Las preguntas que guían este trabajo se formularon en torno a conocer la estructura superficial
y profunda de los diseños, la relación de éstos con el contexto socio-político en el que surgen y
los dispositivos que plantean para el abordaje de las tensiones mencionadas. Para alcanzar los
objetivos propuestos intentamos identificar las concepciones pedagógicas y epistemológicas
que subyacen a las diversas propuestas curriculares, estableciendo relaciones con el contexto de
surgimiento, partiendo del supuesto que el currículum es una construcción que surge y se
desarrolla en un contexto socio – histórico – político determinado y se inscribe en una teoría de
la educación que le asigna un sentido, una dirección y está ligado a una intencionalidad.
El encuadre metodológico se basa en la lógica de la investigación cualitativa y en el paradigma
crítico. A los efectos de garantizar confiabilidad y validez, se lleva a cabo una triangulación
metodológica utilizando como instrumentos de recolección de información el análisis de
documentos y entrevistas, abordándolos cualitativamente desde el método comparativo. Con
esto pretendemos realizar un aporte a la comprensión de la problemática de la formación
docente del nivel inicial, las tensiones clásicas que en ella existen, de los procesos de
construcción de los diseños curriculares y de los dispositivos que en ellos se prevé para abordar
esas tensiones.
Por otra parte, creemos importante la temática porque los mayores esfuerzos de las reformas
educativas se centran en la preocupación por aspectos teóricos y prácticos del currículum de
formación docente. Se reconoce al currículum como un espacio posibilitador de los cambios
necesarios, tanto a nivel macro, como en el microespacio del aula. Ya no es pensable una
reforma educativa sin modificaciones profundas en los diseños curriculares. Varias
investigaciones han puesto el acento en la formación docente como el factor más importante
para generar cambios y mejoras en los sistemas educativos. Ello sin desconocer que los
cambios curriculares, para que sean efectivos, deben ir acompañados de otras decisiones que
ayuden a modificar condiciones y culturas del trabajo docente.
Palavras-chave: Formación Docente; Currículum; Diseños Curriculares; Tensión Teoría;
Práctica; Tensión Formación Pedagógica; Específica; Orientada.
ID/ Referência: 902
10.20.
Autor/a (es/as):
Magalhães, Solange Martins Oliveira
Universidade Federal de Goiás
Título: Tensões e desafios para a docência no ensino superior brasileiro
Resumo:
Este artigo apresenta uma reflexão sobre determinadas características contemporâneas da
docência universitária brasileira, como o produtivismo acadêmico e o mal-estar docente. As
condições de trabalho do professor universitário, sobretudo da universidade pública, têm se
mostrado diversas e adversas, o que gera pressões e demandas que exigem do professor muito
mais tempo e esforço pessoal, uma vez que assim como os outros trabalhadores, os docentes
tiveram ampliadas suas demandas de trabalho, seja em relação à atividade de docência, de
extensão ou pesquisa. O que passou a trazer prestígio ao professor, do ponto de vista da
carreira e da cultura acadêmica, foram a pesquisa, a publicação, a participação em bancas
examinadoras, as conferências ministradas e os financiamentos obtidos das agências de
fomento para subsidiar, em detrimento da docência. Essa lógica gera um mal estar entre os
professores universitários brasileiros, o que contribuiu para o estabelecimento de um fosso
quase intransponível entre as culturas da academia e dos alunos. De certa forma, o professor
vive os agouros da historicidade do trabalho humano, numa sociedade capitalista que tem na
produção de mercadorias seus meios e fins. Embora muitas vezes os docentes não tenham essa
percepção da realidade social, é fato que ela os oprime concretamente: sob as atuais
circunstâncias, o professor da universidade pública brasileira não se realiza, adoece ao ver seu
trabalho desqualificado, controlado, avaliado. Muitas vezes acaba aderindo às mesmas pressões
que o oprimem, ajudando a construir o atual estado da profissão docente no Brasil,
distanciando-se cada vez mais do trabalho coletivo, de uma posição mais ativa e crítica,
tornando-se prisioneiro do próprio trabalho. Entendemos que a superação desses limites e
dificuldades vivenciadas, se dará a partir da(s) teorias que permita(m) aos professores
entenderem as restrições impostas pela prática institucional e histórico-social ao ensino, de
modo que se identifique o potencial transformador dessas práticas. Assim pensando, dentro da
perspectiva da racionalidade crítica, vislumbramos a possibilidade de rupturas com algumas
das circunstâncias que limitam o desenvolvimento da autonomia intelectual dos professores.
Com essa perspectiva de análise, parece-nos possível superar vários conflitos que repercutem
na forma como desenvolvem suas atividades, como lhes dão sentido e significado. Pautadas no
materialismo histórico-dialético, tentamos recolocar o trabalho docente no contexto do trabalho
humano em geral, bem como apresentar aspectos que favoreçam a construção da criticidade,
que só ocorre, no nosso entendimento, quando os sujeitos têm consciência das transformações
históricas e políticas, e das contradições do modo de produção capitalista. Sem essa
consciência (crítica) sobre as relações entre sociedade, trabalho, universidade e docência
universitária, dificilmente os professores universitários poderão retornar a si mesmos, plenos
do sentido histórico e transformador do seu fazer, que necessita também da mediação e da
interlocução com os outros. O professor que aspira e procura criar o novo, produzir contra o
estabelecido, necessita, cada vez mais, resgatar o valor socialmente útil e transformador de seu
trabalho, buscando superar o valor de troca material e simbólica que tem caracterizado o
trabalho intelectual produzido no meio acadêmico. Esse processo pode favorecer a
ressignificação das funções sociais que envolvem o ensino na universidade e, quem sabe, a
dialética do pensamento possa também gerar a possibilidade dos professores terem a práxis
(ação-reflexão-ação) como referencial para superarem as circunstâncias alienantes nas quais
estão envoltos. Acreditamos ser este um “possível” caminho para que ocorram mudanças na
docência universitária, o que favorecerá a busca dos objetivos da universidade pública
brasileira. Os conhecimentos que ensinamos e produzimos serão refletidos numa sociedade
emancipada.
Palavras-chave: Trabalho Docente; Docência Universitária; Ensino Superior.
ID/ Referência: 546
10.21.
Autor/a (es/as):
Martins, Rogeria da Silva
UFJF
Fraga, Paulo Cesar Pontes
Universidade Federal de Juiz de Fora
Luck, Esther Hermes
Universidade Federal Fluminense
Título: Discussão sobre os referenciais teórico-metodológicos que orientam a avaliação
institucional no Brasil
Resumo:
Os processos de avaliação das instituições de ensino superior vêm ganhando cada vez mais
destaque e força na medida em que a educação superior se constitui em objeto de grande debate
e profundas reformulações recentes no Brasil e no mundo. Sem dúvida, isto ocorre por força
das modificações operadas nas diferentes dimensões da vida social, no mundo do trabalho, na
produção de conhecimento, além da tentativa de solução da crescente exclusão social. Nesse
sentido, o advento da qualidade é esboçada pela temática da crise. É da articulação dos dois
conceitos: crise e qualidade, que se extrai a “avaliação”, tomada concomitantemente como
instrumental diagnóstico e como um mecanismo impulsionador para um patamar ideal de
excelência. Embora a avaliação seja encarada como um mecanismo de regulação utilizado pelo
Estado para o controle da atividade educativa, se reconhece o rico espaço de reflexão da
comunidade universitária sobre sua instituição, o que ela representa no contexto local e
nacional, suas fortalezas e fraquezas. A avaliação institucional, além de ter cunho pedagógico,
considerando que leva os atores à reflexão a cerca de seu próprio engajamento no trabalho com
o conhecimento que realizam, das metodologias que adotam, dos princípios por meio dos quais
orientam a sua ação educativa, é também fonte geradora de prioridades que informam decisões
políticas da instituição e (re)afirmam posições frente às demandas sociais e ao seu papel de
promoção do saber e da cultura. Esse trabalho apresenta uma breve discussão sobre os
pressupostos teórico-metodológicos no conceito de avaliação institucional com destaque para o
Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES, no programa de avaliação
institucional das instituições de ensino superior no Brasil. Este sistema pretende instituir uma
avaliação que permite articular duas dimensões: a) avaliação educativa (de natureza formativa)
realizada
pela
instituição de ensino,
que envolvem processos
de conhecimento,
questionamento, julgamento e análise crítica do conjunto de práticas e dinâmicas institucionais
com vistas a melhorar o cumprimento de compromissos institucionais; bem como a b)
regulação, em suas funções de supervisão, fiscalização, credenciamento, etc. (funções próprias
do Estado). Os resultados apontam para a emergência de um mercado educacional globalizado
que tem produzido reformulações importantes na educação superior, diversificando os
provedores, os tipos de instituições, os perfis dos docentes, as ofertas de novas modalidades
educativas e ampliando as matrículas por meio de variadas formas de ingresso. As aceleradas
mudanças econômicas e sociais impelem os países que buscam modernizar suas instituições
educacionais, formadoras de indivíduos e produtoras de conhecimentos, considerados como
valiosos capitais econômicos, a desenvolver processos sistemáticos de avaliação e regulação da
educação superior. Esse trabalho contribui para a discussão teórica que orienta os pressupostos
teórico-metodológicos das políticas públicas do ensino superior. O investimento metodológico
adotado nesse trabalho foi de base de análise documental do programa institucional adotado
pelo Governo Brasileiro na sua política de avaliação institucional.
Palavras-chave: Avaliação Institucional; Ensino Superior; Política Pública.
ID/ Referência: 206
10.22.
Autor/a (es/as):
Mejía, Maria del Carmen Díaz
Rivas, Luis Rodolfo Ibarra
Ramirez, Sara Miriam Gonzalez
Universidad Autónoma de Querétaro
Título: Tensiones en el cumplimiento de políticas curriculares. El caso de la Licenciatura en
Nutrición de la Universidad Autónoma de Querétaro, México
Resumo:
Nuestra institución educativa está orientada por políticas nacionales e internacionales que
ejercen presión y dirigen la organización institucional, los programas educativos, las funciones
académicas; todas influyen con mayor o menor poder y, tensionan el desempeño de
académicos. Los proyectos Tuning y Alfa Tuning repercuten de manera directa en la
estructuración curricular de la educación superior en México.
Compartimos resultados de evaluación curricular cualicuantitativa, cuyos objetivos fueron
conocer tensiones generadas al instaurar el plan de estudios para la licenciatura en nutrición:
flexible, por créditos y con centralidad en el estudiante, como lo dictan las políticas educativas
vigentes. Indagamos cómo los estudiantes conceptualizan la flexibilidad curricular y cuáles son
los mecanismos y la lógica de elección de cursos. Elaboramos y aplicamos un cuestionario al
76% de la población estudiantil. Encontramos que los estudiantes relacionan flexibilidad con
un fin inmediato: posibilidad de elegir horarios convenientes a sus intereses y, dejan de lado
fines mediatos como la conformación coherente de su trayectoria escolar. Analizamos la
trayectoria escolar de la totalidad del alumnado matriculado en la licenciatura en nutrición.
Hallamos inconsistencia en la secuencia de los cursos que facilitaran la aprehensión del
conocimiento y falta de orientación o dirección oportuna por parte de profesores y/o tutores.
Realizamos entrevistas en profundidad con profesores participantes en el programa educativo,
para investigar si su práctica docente se ajusta al modelo centrado en el aprendizaje. Los
resultados mostraron que la mayoría de los profesores valoran la explicación sobre otras formas
de comunicar el conocimiento; en general hacen una exposición del tema, lo acompañan de
lecturas previas y materiales visuales, es muy valorado el uso del proyector digital (cañón),
hacen interrogatorio al final o durante la clase y concluyen con las preguntas o dudas de los
estudiantes. 90% de los informantes, ingresaron al campo docente sin preparación didácticopedagógica previa; con nociones de constructivismo, algunos vestigios de tecnología educativa,
tergiversación de fundamentos y métodos de la educación tradicional y, hoy competencias
profesionales, los académicos se hacen cargo de la docencia. El trabajo colegiado es escaso.
Los entrevistados refirieron que no es práctica frecuente analizar los contenidos en común,
salvo cuando se está en algún proceso de evaluación curricular. En general respondieron que
desarrollan y organizan de manera individual los contenidos de las clases que imparten.
Admitieron que realizan su función docente de manera intuitiva, con base en los conocimientos
especializados que poseen y la experiencia.
Los resultado urgen a tomar medidas para que los estudiantes conformen ideas más acertada
sobre las posibilidades de la flexibilidad curricular en relación a la construcción de su
trayectoria escolar y, a promover la habilitación docente del profesorado que favorezca la
adopción de innovaciones didáctico-pedagógicas acordes a política educativa. Así elevar la
calidad del proceso enseñanza-aprendizaje y, lograr los objetivos de formación profesional de
los futuros licenciados en nutrición.
Palavras-chave: Política Educativa; Flexibilidad Curricular; Modelo Didáctico.
ID/ Referência: 1136
10.23.
Autor/a (es/as):
Menezes, Janaina Specht da Silva
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro
Rizo, Gabriela
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Título: O plano nacional de formação de professores da educação básica no estado do Rio de
Janeiro/Brasil: contribuições e desafios
Resumo:
Em janeiro de 2009, tendo por orientação legal o Decreto nº 6.755, o governo federal instituiu a
Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, por meio
da qual, entre outros aspectos, o Ministério da Educação (MEC) delegou à Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a responsabilidade pela indução,
fomento e avaliação dos cursos no âmbito do Plano Nacional de Formação de Professores da
Educação Básica (Parfor). O entendimento da necessidade de formulação de uma política
nacional de formação teve origem, entre outros aspectos, na constatação de um déficit de
professores para atender à crescente demanda das redes e sistemas de ensino públicos, bem
como da constatação da existência de um número significativo de docentes leigos em exercício
em escolas do país. Partindo deste contexto - e tendo por base a articulação de ações conjuntas
entre o MEC/Capes, as Instituições Públicas de Educação Superior (IPES) e as Secretarias de
Educação dos Estados e Municípios -, o principal objetivo do Parfor consiste em possibilitar a
professores em exercício nas redes públicas de educação básica o acesso à formação mínima
exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Mais especificamente, o
Parfor possibilita o acesso ao ensino superior público de docentes que estão em efetivo
exercício nas redes públicas de ensino, mas que não detém a formação indicada para tal.
Partindo do exposto este texto objetiva analisar as principais contribuições e desafios do Parfor
no contexto das universidades públicas do estado do Rio de Janeiro, um dos últimos do país a
implantar o seu Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente, cuja constituição está
determinada no Decreto nº 6.755/2009 (art. 4º). O estudo, de cunho quanti-qualitativo, tomará
por base dados preliminares de uma pesquisa que está sendo realizada junto a integrantes do
referido Fórum e a professores da rede pública selecionados para ocuparem vagas nas
universidades que aderiram ao Parfor. A análise dos dados, além de referenciais estatísticos,
lançará mão da Análise de Conteúdos, desenvolvida por Bardin (2010). Destaca-se a priori,
que os resultados atestam que um dos principais desafios do Parfor no Rio de Janeiro consiste
na formulação de um plano estratégico que tenha por referência o diagnóstico das necessidades
de formação do Estado, a cujo qual as universidades públicas deveriam direcionar suas ações.
A relevância do estudo se faz associar à possibilidade de contribuir com a avaliação de uma
política educacional direcionada para a formação de professores, a qual tem por finalidade
impactar a qualidade da educação básica pública no estado e no país. Além disso, a temática,
assunto candente nas arenas das políticas educacionais, está estritamente relacionada ao Plano
de Desenvolvimento da Educação (PDE), implantado em 2007, e que vem se constituindo foco
de estudos e pesquisas no país.
Palavras-chave: Políticas Educacionais; Ensino Superior; Parfor.
ID/ Referência: 787
10.24.
Autor/a (es/as):
Monteiro, Maria Iolanda
Universidade Federal de São Carlos
Título: A formação do professor alfabetizador na perspectiva da educação a distância
Resumo:
Algumas investigações têm contribuído para a organização de políticas de formação, mas há
ainda a escassez de pesquisas a respeito das práticas alfabetizadoras e da formação profissional
do professor alfabetizador (ANDRÉ, 2011). Os estudos mostram, ainda, que a Educação a
Distância necessita de discussões envolvendo a formação do alfabetizador (MONTEIRO,
2010), visando a sistematização de diretrizes para os cursos de formação de educadores não
apenas na modalidade a distância, mas também na presencial. Essa comunicação livre tem
como objetivo a análise de duas disciplinas do curso de Licenciatura em Pedagogia a distância
da Universidade Federal de São Carlos, Brasil, Estágio Supervisionado dos Anos Iniciais do
Ensino Fundamental e Linguagens: alfabetização e letramento I. Tem a finalidade de estudar as
especificidades curriculares, metodológicas das disciplinas e a repercussão do trabalho da
professora responsável, do tutor virtual e das equipes de profissionais que subsidiam o processo
educacional do ambiente virtual de aprendizagem (AVA - moodle), articuladas com as
características da legislação sobre a formação de professores alfabetizadores no Brasil, no
período de 1999 a 2006 (SILVA NETA, 2008), e com pesquisas na área de Educação a
Distância (REALI et al., 2008). Utiliza algumas técnicas da metodologia do Estudo de Caso
(LÜDKE; ANDRÉ, 1986), adaptadas para as características do ambiente virtual de
aprendizagem - (AVA - moodle) e análise documental. O trabalho realizado identifica que
apenas dois documentos trazem referências explícitas e claras a respeito da formação dos
professores que irão se dedicar à tarefa de alfabetizar, relacionada ao ensino da leitura e escrita
nos anos iniciais do Ensino Fundamental. As questões específicas referentes à alfabetização e
seu vínculo com a formação de professores alfabetizadores estão ausentes e as contribuições
dos manifestos do ‘mundo oficial’ para o ‘mundo real’ não foram significativas. Os resultados,
a partir do subsídio teórico de Cagliari (2010) e Monteiro (2002; 2010a; 2010b), na área do
ensino da leitura e escrita, elucidam que a dinâmica das disciplinas garantiu articulações
coletivas de saberes e práticas docentes com outras disciplinas do curso e acompanhamento da
construção de estilos de ensino, por meio das opções explícitas dos alunos por determinadas
práticas alfabetizadoras e da organização de posicionamentos profissionais com autonomia
pedagógica e ética profissional. Conclui-se que essa pesquisa oferece elementos para as
políticas públicas de formação de professores alfabetizadores, pois registra informações sobre
as práticas de leitura e escrita dos anos iniciais da escolarização, possibilitando sua
configuração em diretrizes formativas na modalidade presencial e a distância, no âmbito dos
cursos de formação e da legislação. Além disso, essa articulação promovida sinaliza as lacunas
na área da alfabetização e os aspectos fragilizados no campo da profissão docente.
Palavras-chave: Políticas Públicas; Formação Docente; Práticas Alfabetizadoras; Educação a
Distância.
ID/ Referência: 877
10.25.
Autor/a (es/as):
Montemayor, Adriana López
Universidad Autónoma de Nuevo León
Título: Estrategias de afrontamiento de los estudiantes en el programa de intercambio
académico de la Universidad Autónoma de Nuevo León
Resumo:
Se determinan las estrategias de afrontamiento que utilizan los alumnos inscritos en el
Programa de Intercambio Académico de la Universidad Autónoma de Nuevo León, México,
con el propósito de incluir estos aspectos cognitivos en el perfil de dicho grupo y aportar los
resultados al mejoramiento del Programa. Para determinar las estrategias de afrontamiento se
utilizó el Cuestionario de Afrontamiento del Estrés de Sandín y Chorot (2003) validado en una
población de estudiantes mexicanos por Landero y González (2007). La muestra consta de
estudiantes de licenciatura (n= 121) 60 hombres y 61 mujeres, con una edad promedio de 21
años de las áreas de Ciencias Sociales, Humanidades, Ciencias Naturales, Ciencias de la Salud,
Ciencias de la Tierra y Agropecuarias, Ciencias Exactas e Ingeniería y Tecnología. Del total de
la muestra se reportan 42 alumnos estudiando en Alemania, 10 en Argentina, 2 en Brasil, 2 en
Canadá, 8 en Chile, 25 en España, 6 en Estados Unidos de América, 17 en Francia, 1 en
Irlanda, 1 en la Republica Checa y el resto en México. Con los objetivos de conocer las
estrategias de afrontamiento de los alumnos que ingresaron al programa; identificar las
relaciones entre las estrategias de afrontamiento utilizadas y las características socio
demográficas de los alumnos según su área de especialidad. Los resultados muestran una
correlación entre formas de afrontamiento y el área de especialidad de los estudiantes en el
programa así como de su género. Información que toma en cuenta aspectos cognitivos y
conductuales de los alumnos, aportando un análisis de este proceso psicológico; además de la
información recabada con el perfil demográfico de los alumnos que ingresan al programa
encontramos que el 100% de la muestra recurrió a alguno de los apoyos económicos que se
ofrecen en la institución. El Programa de Intercambio Académico de la UANL es una respuesta
al proceso de convergencia denominado “proceso de Bolonia” del Espacio Europeo de
Educación Superior (EEES), el cual como política educativa superior ha generado
consecuencias en diversos países como México, que se han adaptado para permitir el ingreso al
EEES y su movilización estudiantil para la mejora de la calidad y su competitividad
institucional. La institución ofrece múltiples apoyos y cuenta con convenios de colaboración
con 150 instituciones en el mundo, sin embargo de entre la población que pudo inscribirse,
54,728, sólo ingresaron 175 estudiantes durante el semestre de agosto a diciembre 2011,
población de la que se tomó la muestra (71%). Los resultados de la presente investigación se
reportan a la Secretaria Académica con la finalidad de mejorar sus programas de apoyo para los
estudiantes de la UANL.
Palavras-chave: Intercambio Académico; Políticas Universitarias; Internacionalización;
Estrategias de Afrontamiento.
ID/ Referência: 770
10.26.
Autor/a (es/as):
Mororó, Leila Pio
Silva, Reginaldo de Souza
UESB
Título: O impacto do plano nacional de formação de professores (PARFOR) sobre o trabalho
docente no ensino superior
Resumo:
Este texto tem como objetivo discutir a nova Política Nacional de Formação dos Profissionais
do Magistério da educação Básica e o Plano nacional de Formação de Professores, instituídos
no início de 2009, para organizar a formação em serviço (inicial e continuada) dos professores
das redes públicas de ensino do Brasil. Para tanto, parte do debate sobre os dois projetos de
formação de professores antagônicos em vigor no país, de seus fundamentos políticos e das
principais contradições identificadas no cenário brasileiro em relação ao trabalho e a formação
docente. Para a construção desse texto foi realizada uma pesquisa de caráter bibliográfico e
documental. A partir da análise realizada é possível concluir que os princípios nos quais está
baseada a referida política de formação de professores se esbarram em condições concretas
nada favoráveis à sua implementação nas universidades públicas, dado ao caráter de reforma da
educação para o ajustamento aos interesses econômicos. Da mesma forma, o PARFOR, que
prevê o pagamento de bolsas aos docentes do ensino superior que atuam nos cursos a ele
vinculados, provocou dualidades na e para a organização do trabalho docente no interior das
universidades. Dentre elas, destacamos aqui duas: o desatrelamento dos cursos do PARFOR
das estruturas administrativas mais participativas das instituições, assumindo a graduação uma
condição de prestação de serviço e a sobreposição de atividades no interior das universidades,
na qual os docentes, com remuneração extra, assumiram atividades de ensino além da carga
horária máxima estabelecida pela legislação em vigor para a categoria. Entretanto, dada as
características que tem assumido no interior das universidades, os horários das atividades
destinados aos cursos do PARFOR chocam com os horários fixados para o cumprimento das
atividades pertinentes ao contrato de trabalho dos docentes. Tais dualidades podem, por um
lado, provocar rupturas na constituição do trabalho docente do ensino superior e, por outro,
precarizar a formação em nível superior dos professores da educação básica das redes públicas
de ensino do Brasil.
Palavras-chave: Formação de Professores; Trabalho Docente; Política Educacional; Parfor.
ID/ Referência: 359
10.27.
Autor/a (es/as):
Mozzer, Geisa Nunes de Souza
Faculdade de Educação-Universidade Federal de Goiás
Paula, Paulo Winícius Teixeira de
Universidade Federal de Goiás
Título: Educação e imprensa: o movimento docente projetado pela “folha de São Paulo” no
período de abertura política no Brasil - história e perspectivas
Resumo:
A presente pesquisa teve como principal objetivo analisar como foi projetado, pela imprensa, o
movimento docente no período de abertura política do governo militar, bem como seus
desdobramentos nos dias atuais. Este período foi inaugurado pelo presidente general Ernesto
Geisel a partir do ano de 1974, porém tomou força no final da década de 1970. Foi realizado
um estudo contextual da história do jornal ´´Folha de São Paulo´´, o único que, na época,
dedicava diariamente um espaço para a educação; e do período de abertura política no Brasil. A
pesquisa foi desenvolvida a partir da leitura e fichamento da sessão diária sobre Educação
veiculada pelo jornal “Folha de São Paulo”, no período de abertura política do regime militar –
entre 1978 e 1980. Como resultado desta pesquisa, enfocou-se dois fatores que permearam o
movimento docente da época. O primeiro, entendido como conjuntural, diz respeito às
demandas dos docentes por políticas públicas e reivindicava estritamente a reposição salarial e
a aprovação de um plano de cargos e salários dos professores – Estatuto do Magistério, tais
anseios demonstram um pouco do horizonte de expectativa e das experiências acerca da
docência no ensino superior. O segundo, entendido como mais substancial, pois vinculava,
além de causas docentes especificas (reposição salarial, melhores condições de trabalho, verbas
para educação, dentre outras), reivindicações mais amplas e comuns a outros setores da
sociedade como, luta pela anistia ampla, geral e irrestrita, reintegração dos professores
aposentados e cassados nas universidades e volta ao Estado de Direito. Após ter uma visão
mais ampla do nosso passado recente, buscou-se traçar um paralelo do movimento docente
atual e perspectivas para o futuro. O presente trabalho se relaciona com a área de “Políticas
Públicas e Docência no Ensino Superior” ao problematizar a ação organizada do movimento
docente brasileiro, e suas demandas frente ao Estado, por políticas públicas que privilegiassem
um maior investimento na educação e no ensino, um novo modelo de democracia e
organização interna das universidades e por um Estado de Direito que contemplasse a maioria
da sociedade. A pertinência desse trabalho está em somar-se ao conjunto de produções
acadêmicas que tratam dos objetivos do movimento docente e a pertinência e atualidade da
organização dos educadores como método privilegiado de alcançar melhores condições para a
prática docente e por políticas públicas que contemplem a categoria.
Palavras-chave: Movimento Docente; Políticas Públicas; Imprensa; Universidade; Educação.
ID/ Referência: 797
10.28.
Autor/a (es/as):
Oliveira, Rita de Cássia da Silva
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Oliveira, Flávia da Silva
Faculdade União
Scortegagna, Paola Andressa
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Título: Políticas públicas e a educação na qualidade de vida e empoderamento do idoso
Resumo:
O maior desafio deste século é a questão do envelhecimento da população e as mudanças nas
pirâmides demográficas demonstram esta realidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (2010) atualmente o Brasil possui cerca de 21 milhões de idosos,
representando 11% da população. Este contingente tende a se ampliar significativamente e em
2025 serão 34 milhões de brasileiros idosos. Segundo a Política Nacional do Idoso (Lei
8.842/94) e o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) considera-se idoso a pessoa com 60 anos ou
mais. Estas mesmas leis prescrevem a relevância da educação na velhice, entretanto será que a
educação concretamente contribui para a melhoria da qualidade de vida e empoderamento
nesta faixa etária? A velhice é uma fase da vida, que na sua complexidade exige uma
investigação em diferentes aspectos (sociais, políticos, culturais, físicos, espirituais,
psicológicos, educacionais, entre outros). Os estudos e as investigações sobre esta temática tem
atraído profissionais de diferentes áreas de conhecimento, os quais vão ao encontro da
demanda populacional na busca de esboçar melhores condições e qualidade de vida ao idoso,
propiciando a este segmento etário, possibilidade de atualização, aquisição de conhecimentos,
inserção e participação social. O idoso, em diferentes situações é vítima de discriminação,
marginalização, violência e desrespeito, porém, aos poucos, com maior conscientização do
papel social que possuem, se articulam, se organizam para combater e superar este panorama
de hostilidade. Esta pesquisa bibliográfica, descritiva, interpretativa, objetiva analisar as
políticas públicas educacionais voltadas para o idoso; refletir sobre a educação permanente
enquanto pressuposto teórico que fundamenta a educação para idosos; identificar o papel da
educação como possibilidade de empoderamento dos idosos; identificar as universidades
abertas para a Terceira Idade, inseridas nas instituições de ensino superior, como espaço de
educação não formal, de inserção e articulação social dos idosos. A universidade, enquanto
instituição por excelência voltada para a produção, disseminação de conhecimentos, e pela
educação em diferentes modalidades, não pode ficar restrita a faixa etária dos jovens, mas é
comprometida também em ampliar sua função e responsabilidade social através de sua função
extensionista, devolvendo à comunidade, em diferentes áreas, através de prestação de serviços,
para a melhoria da qualidade de vida da população. A educação se constitui em um instrumento
de empoderamento, o qual apresenta um caráter sistêmico e dinâmico, podendo ser psicológico
e social. Ocorre nos níveis social, cultural, econômico, político e possibilita uma maior
distribuição de poder na sociedade. As Universidades Abertas para a Terceira Idade,
possibilitam, através de diferentes atividades pedagógicas, o empoderamento individual e, pela
articulação, organização e mobilização dos idosos buscar o empoderamento social, na tentativa
de uma sociedade mais equilibrada, justa e efetivamente democrática. As pesquisas na área da
velhice ainda são incipientes no Brasil, mas na última década está se consolidando, tem
fortalecido a temática através de grupos de pesquisa, além de uma maior produção científica e
divulgação em eventos científicos de qualidade, em nível nacional e internacional.
Palavras-chave: Políticas Públicas; Universidade Aberta para a Terceira Idade; Idoso;
Empoderamento; Qualidade de Vida.
ID/ Referência: 930
10.29.
Autor/a (es/as):
Paschoalino, Jussara Bueno de Queiroz
Fidalgo, Fernando Selmar Rocha
Universidade Federal de Minas Gerais
Título: Formação de professores na modalidade da educação a distância: política pública de
qualidade?
Resumo:
Esse trabalho analisou uma política pública de formação para os professores da educação
básica, na modalidade da educação a distância. A pesquisa realizada teve como cenário o curso
de Especialização em Gestão Escolar ministrado pela Universidade Federal de Minas Gerais no
Brasil. Esse curso estava compreendido num Programa Nacional de formação em serviço para
os gestores escolares da escola básica com o objetivo de criar uma nova tessitura para a
educação. Implementado no ano de 2005, em caráter piloto foi ministrado pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. A partir de 2006 adquiriu uma
nova dimensão e passou a ser coordenado pelo Ministério de Educação e Cultura com parcerias
com as Universidades Federais. O propósito de uma formação que admitisse a conjugação
entre o trabalho real e a teoria possibilitaria uma conotação diferente dos cursos simplesmente
acadêmicos. A população alvo desse estudo foi os alunos do referido curso no ano de 2010. A
metodologia de abordagem mista, qualitativa e quantitativa, utilizada possibilitou abarcar a
complexidade envolvida. Os instrumentos selecionados foram os questionários, entrevistas
semiestruturadas, os diários de bordo, e os fóruns de discussões na plataforma do curso. A
problemática da formação docente, pelo prisma da educação a distância permitiu compreender
a articulação da teoria e da prática profissional, que se efetivou na práxis docente. As tramas da
formação desenvolvida evidenciaram as lacunas da formação inicial desses profissionais da
educação, no cargo de gestores e que contrapunham com os impasses e desafios no cotidiano
do trabalho. A maioria desses docentes teve sua formação inicial em instituições privadas. No
período da pesquisa os participantes declaram trabalhar em mais de dois turnos, o que
comprometia o tempo de estudo destinado à formação continuada. Nesse sentido, a modalidade
de educação a distância proporcionou a adequação à realidade profissional de cada um dos
estudantes. A perspectiva da qualidade foi uma tônica nos discursos elaborados pelos alunos
professores que se sentiam, desafiados a exteriorizar índices escolares, que pautassem a
classificação da escola frente ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB. A
experiência desse curso a distância e o acompanhamento constante mediado pelos professores
apontaram para a qualidade do mesmo e ressaltaram a necessidade de investimentos maiores no
âmbito das políticas públicas na formação do ensino superior. Assim, a oportunidade de
formação continuada e garantida pelo poder público contribuiu para que esses alunos
professores repensassem a educação e dirimissem as dificuldades encontradas no trabalho
docente. A relevância desse estudo trouxe a singularidade e a especificidade de uma formação
dentro de uma proposta de âmbito nacional. As considerações salientaram que a modalidade da
educação a distância na formação dos professores da educação básica atendeu aos princípios de
qualidade esperados e da necessidade de políticas públicas efetivas para a continuidade desse
processo.
Palavras-chave: Formação de Professores; Educação a Distância; Política Pública.
ID/ Referência: 225
10.30.
Autor/a (es/as):
Peña, Arama Aurora Colón
Universidad de Costa Rica
Título: Estrategias didácticas emergentes en el marco de las políticas públicas para la
acreditación de la calidad en educación superior
Resumo:
Este trabajo muestra los resultados de un proyecto de extensión docente, realizado desde agosto
del 2010 a diciembre de 2011 en la Universidad de Costa Rica. En la misma se presenta el tema
didáctico desde el fortalecimiento de las competencias docentes, con énfasis en opciones
novedosas para la formación, capacitación y actualización; que fueron identificadas en el
procesos de acreditación.
Asimismo, aborda y documenta las principales políticas públicas que regulan mecanismos de
aseguramiento de la calidad en el Sistema de Educación Superior en Costa Rica. Lo anterior,
con el fin de orientar las estrategias pedagógicas; ante la ausencia de mecanismos para exigir
formación didáctica a los docentes, con excepción de quienes en el sector público de la
educación superior aspiran a la categoría laboral “Régimen académico”. En el sector privado,
no existe esta categorización, hecho que determina que la resolución de problemas de orden
pedagógico-didáctico quede en un plano individual, pocas veces colectivo.
Palavras-chave: Educación Superior; Fortalecimiento Didáctico; Competencias Docentes;
Políticas Públicas; Acreditación.
ID/ Referência: 713
10.31.
Autor/a (es/as):
Pulido, Josefa Rodriguez;
Perera, María Victoria Aguiar;
Falcón, Jesús A. Alemán;
Fernández, Ángel José Rodríguez;
Rodríguez, D. Josue Artiles
Universidad de Las Palmas de Gran Canaria
Título: Políticas universitarias sobre la formación y el desempeño docente universitario en
España (Comunidad Autónoma de Canarias)
Resumo:
En este caso, el proceso de trabajo utilizado tiene como punto de partida, un acercamiento a la
realidad que va a ser objeto de análisis, a través de la revisión de toda la documentación
existente y disponible sobre dicha realidad. De ahí que dedicamos el espacio de la
comunicación a la presentación del modelo de desarrollo de la formación del profesorado
universitario (nobel y experto) y del marco de desarrollo del desempeño docente en una de las
universidades canarias (Universidad de Las Palmas de Gran Canaria), que se encuentran en el
Océano Atlántico, al suroeste de España y al Noroeste del África, frente a las costas de
Marruecos. Para lo cual, estructuramos la presentación en tres partes bien diferenciadas: de un
lado la exposición del modelo de formación del profesorado nobel, del profesor experto y de
otro, el modelo de evaluación de los docentes universitarios que se está aplicando en el actual
curso académico, en la institución anteriormente citada. Avanzar que, en este caso, el modelo
de formación inicial responde a un modelo ecléctico, donde prima una orientación formativa
hacia las cuestiones psicopedagógicas, además de las de carácter instrumental y las de
herramientas de gestión. En relación al modelo de formación permanente del docente
universitario, es un modelo también de carácter ecléctico, orientada hacia la formación de un
docente con cierto dominio en las Tics, las habilidades docentes, habilidades investigadoras, las
habilidades de gestión y las habilidades idiomáticas.
En relación al desempeño docente, enfatizar que el propósito de la evaluación del desempeño
docente que se establece para medir la satisfacción del alumnado se organiza en torno a las
categorías de planificación, organización, desarrollo y resultados y el procedimiento utilizado
para el acceso, ha sido en el curso 2010-2011 bien a través de on-line (intranet) o por medio
de la encuesta presencial en papel para los efectos de mejora en la carrera docente
(acreditación) vinculados al Programa Docentia-ULPGC y para al empleo de los resultados en
el programa anteriormente citado o para el diseño de la oferta formativa adaptada a las
necesidades del profesorado.
ID/ Referência: 71
10.32.
Autor/a (es/as):
Sá, Maria José - CIPES
Dias, Diana da Silva - CIPES/Laureate International Universities;
Machado, Maria de Lourdes - CIPES/A3ES
Título: Ser docente em Portugal: percursos e territórios de género
Resumo:
Problemática:
O panorama do ensino superior português tem vindo a sofrer alterações significativas, com
repercussões directas nas carreiras académicas. Um dos mais importantes tópicos de análise do
meio académico é o conceito de “igualdade de oportunidades”, nomeadamente em relação a
factores como o género. No entanto, e apesar dos esforços institucionais e legais, há evidência
de que as desigualdades de género continuam de facto a prevalecer no mundo académico. De
acordo com a Higher Education Statistics Agency, as mulheres continuam a apresentar maiores
dificuldades em ser bem-sucedidas, não só no ensino, como também em cargos de gestão
académica.
O presente estudo pretende enfatizar as desigualdades que se fazem sentir nas carreiras
académicas em Portugal, perspectivando as desigualdades de género no Ensino Superior
público, quer do subsistema universitário, quer do subsistema politécnico. Este trabalho teve
como objectivo analisar e reflectir sobre as principais evidências das características pessoais e
trajectórias de carreira do pessoal docente em Portugal. Pretendeu-se ainda perceber qual a
influência na carreira académica de variáveis como o género, a idade e o grupo sociocultural de
origem.
Metodologia:
Este artigo aborda e analisa alguns dos resultados de um estudo internacional, The Changing
Academic Profession Project, em mais de 20 países. Neste âmbito, foi administrado ao
universo dos professores um questionário online que abordava diversas facetas da carreira
académica. Focaliza-se aqui:
a) Género e chegada ao topo da carreira;
b) Filhos e chegada ao topo da carreira;
c) Pausas na carreira para prestar apoio a filhos e a idosos;
d) Background sociocultural.
Relevância e pertinência do trabalho para a área de pesquisa:
A abrangência da população alvo permite explorar variáveis ligadas aos diferentes subsistemas,
o que representa uma inovação neste tipo de estudos. A extensão e profundidade da recolha de
dados sobre a caracterização demográfica da população permite uma análise não só do
background sociocultural dos académicos, mas também da relação do género com a chegada ao
topo da carreira e desta com o número de filhos e as pausas na carreira para prestar apoio a
filhos e a idosos.
Relação com a produção da área:
Nas últimas décadas, um dos temas mais focados pelas políticas e instituições de ensino
superior, a nível mundial, é o conceito de ´´igualdade de oportunidades´´ na carreira
académica. Apesar dos diversos esforços institucionais e políticos no que diz respeito à
implementação de políticas promotoras da igualdade de oportunidades, no plano prático, a sua
implementação não foi eficaz. As mulheres desde sempre foram alvo de segregação no local de
trabalho. Ao contrário do que seria expectável dentro da Academia, também as docentes
experienciam situações em que o seu género funciona como um entrave ao seu sucesso,
nomeadamente no que diz respeito à sua promoção na carreira. Num ambiente que se espera
equitativo, existem de facto desigualdades de género, com óbvias repercussões em termos de
salários, qualificações, posição na carreira e níveis de produtividade.
Palavras-chave: Género; Carreira Académica; Equidade; Origens Socioculturais.
ID/ Referência: 31
10.33.
Autor/a (es/as):
Salazar, Cristián Aránguiz
DOE – FODIP, Universidad de Barcelona
Vargas, Pablo Rivera
DOE – ESBRINA, Universidad de Barcelona
Título: La enseñanza de las competencias transversales en los planes de estudio de las
titulaciones de grado: la experiencia de bolonia en la Universidad de Barcelona
Resumo:
Problemática
El nuevo proceso de enseñanza que se ha diseñado desde la conformación del Espacio Europeo
de Educación Superior (EEES), está profundamente vinculado a las transformaciones de la
sociedad con relación al advenimiento de la sociedad del conocimiento y la sociedad de la
información. En el plano económico de las relaciones de producción, así como la productividad
vinculada a la innovación, exigen que la enseñanza universitaria se adecue a las redefiniciones
del mundo del trabajo. En el plano social, asistimos a la pluralización de la sociedad, a la
desterritorialización y destemporalización en la construcción de saber, generando el término de
los supuestos incuestionables del proyecto de modernidad; así como la relativización de la
hegemonía de las instituciones sociales y sus valores universales asociados.
En este contexto, la apuesta normativa del EEES invita a la enseñanza universitaria a adecuarse
a estos desafíos, mediante lineamientos estratégicos que desde los diversos Estados Europeos
deben implementarse. La presente ponencia, expone una investigación, respecto a los cambios
curriculares que ha conllevado la implementación del marco de cualificaciones comparables en
las titulaciones de grado o primer ciclo con relación a los descriptores genéricos, denominados
competencias transversales, así como a sus problemas concretos en dos áreas del conocimiento
en la Universidad de Barcelona: Ciencias de la Salud y Ciencias Sociales.
Metodologia
Se han utilizado como fuentes de información la técnica de investigación documental y
biográfica, mediante la revisión de documentos literarios, numéricos y audiovisuales. De igual
forma, se han realizado análisis de la construcción de los nuevos planes de estudios de las
titulaciones de grado en el marco de Bolonia y entrevistas a informantes claves, como jefes de
estudio.
Relevancia y pertinencia
La enseñanza en el marco del proceso de Bolonia, ha constituido un poderoso desafío a los
cuerpos docentes y a la organización educativa. Este proceso aún en desarrollo, se ha
implementado de manera disímil en los diferentes centros y facultades, complejizando su
adaptación homogénea dentro de la diversidad. De esta forma, la relevancia y pertinencia de la
presente comunicación, se plasman en exponer una investigación empírica de la forma en la
cual se ha implementado este cambio curricular en la enseñanza de las competencias
transversales en las titulaciones de la Universidad de Barcelona, entendiendo esta adecuación
alineada con las recomendaciones del EEES, el Estado Español y los proyectos europeos. Del
mismo modo, la misma universidad ha debido redefinir sus normativas internas de enseñanza a
nivel organizacional y de equipos docentes para alcanzar este desafío.
Relacion con el area de produccion
Hablar de la enseñanza en el marco de Bolonia, así como la enseñanza y el proceso de Bolonia,
constituye el acceder a construir una visión integrada de las complejidades, expectativas, y
adecuaciones que la universidad debe implementar. Esta ponencia invita a una propuesta de
futuro en el contexto de crisis económica.
Palavras-chave: Enseñanza; Competencias Transversales; Marco Curricular; Universidad;
Bolonia.
ID/ Referência: 1116
10.34.
Autor/a (es/as):
Silva, Luciana Leandro da
Universidad Autónoma de Barcelona
Título: Políticas de formação de docentes universitários em contextos transnacionais: análise
comparada dos discursos internacionais e institucionais
Resumo:
A transição para o século XXI caracteriza-se por intensas transformações no sistema
econômico mundial, permeado por crises, recessão e incertezas. Entre as transformações mais
intensas, estão as que afetam o setor produtivo e o papel do Estado, abrindo espaço para a
atuação de organismos internacionais que passam a regular as políticas sociais e educativas.
Esta nova ordem global aponta na direção de uma “nova ordem educativa” (Antunes, 2008)
marcada pela transnacionalização, processo que se diferencia da cooperação internacional, pois
está motivado pela competitividade e pelo lucro; a educação torna-se um bem comerciável e
requer um marco regulatório supranacional. (Dias Sobrinho, 2005)
Neste contexto, surge um significativo interesse pelo papel das universidades, para que possam
responder às transformações no mundo laboral, favorecer a mobilidade e o reconhecimento de
títulos. A recente construção do Espaço Europeu de Educação Superior (EEES) consolida um
projeto intergovernamental e transnacional, tendência que influencia políticas educativas em
outros continentes. Estes fenômenos produzem mudanças significativas na organização e
estrutura das universidades, o que, conseqüentemente, afeta o trabalho e a formação dos seus
docentes.
Por um lado, muitos autores (Zabalza, 2002; Tejada&Fernández, 2009; outros) tratam sobre a
centralidade dos professores universitários nos processos de transformação impulsionados pelo
EEES, considerando a formação algo essencial para a qualidade dos processos de ensinoaprendizagem.
Por outro, a formação continua de professores passou a ser vista como obrigação necessária
para o processo de adaptação profissional exigido pela implantação das reformas
(Correia&Matos,2001). Assim, corre o risco de ser uma exigência burocrática sem sentido para
os professores. Considerando que este fenômeno pode estar sendo reproduzido nas
universidades, questionamos: quais são os desafios que enfrentam as universidades no contexto
da transnacionalização? Quais são as inovações, avanços e retrocessos proporcionados pelas
reformas universitárias nos últimos anos? Como isto afeta as políticas de formação de
professores universitários?
Assim, queremos compreender como as diretrizes transnacionais influenciam as políticas de
formação continua de professores através da análise daqueles documentos que orientam as
políticas universitárias a nível mundial, regional e institucional.
Esta investigação se baseia na comparação entre universidades espanholas e brasileiras, pois o
conhecimento de experiências internacionais é fundamental para a melhoria dos sistemas.
Trata-se de diferentes universidades e países, mas em termos políticos, econômicos e
educativos estão pressionados pelas mesmas tendências transnacionais.
Os dispositivos metodológicos previstos para a coleta de dados são: análise documental e
entrevistas; para a análise das informações, seguimos a linha dos Estudos Críticos do Discurso
(Van Dijk, 2009) e pretendemos utilizar o programa “Atlas-ti”, para a apreciação do conteúdo e
a validação das categorias presentes nos textos oficiais e entrevistas.
A pertinência desta investigação está na atualidade do tema e na escassez de trabalhos que
abordem uma análise crítica dos discursos produzidos nos últimos anos a nível internacional,
os quais estão a direcionar as políticas de formação de professores universitários em diferentes
países.
Referencias:
ANTUNES, F. (2008). A nova ordem educacional: Espaço Europeu de Educação e
Aprendizagem ao longo da vida. Coimbra: Almedina.
CORREIA, J. A.; MATOS; M. (2001). Solidões e solidariedades nos quotidianos dos
professores. Porto: ASA.
DIAS SOBRINHO, J. (2005). Dilemas da educação superior no mundo globalizado: sociedade
do conhecimento ou economia do conhecimento? São Paulo: Casa do Psicólogo.
TEJADA, J.; FERNÁNDEZ, M. (2009). La calificación de los actores de la formación: una
mirada desde la profesionalización docente. In: Estrategias de innovación en la formación para
el trabajo. V Congreso Internacional de Formación para el Trabajo. Libro de Actas. Madrid:
Tornapunta.
VAN DIJK, T. (2009). Discurso y Poder. Contribuciones a los Estudios Críticos del Discurso.
Barcelona: Gedisa.
ZABALZA, M. A. (2002). La enseñanza universitaria: el escenario y sus protagonistas.
Madrid: Narcea.
Palavras-chave: Transnacionalização, Reformas Universitárias, Formação de Professores,
Avanços e Retrocessos.
ID/ Referência: 343
10.35.
Autor/a (es/as):
Stadnik, Adriana Maria Wan
Ulbricht, Leandra
UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Título: A implantação do REUNI na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Brasil
Resumo:
Em 2007 o Governo Federal brasileiro criou o REUNI (Programa de Apoio a Planos de
Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), com o objetivo de instituir condições
para a ampliação do acesso e permanência no Ensino Superior. Este objetivo deveria ser
alcançado pelo melhor aproveitamento tanto da estrutura física como de recursos humanos
existentes nas universidades federais. A Universidade Tecnológica Federal do Paraná
(UTFPR), a única universidade tecnológica do país, aderiu oficialmente ao programa em 2008,
apesar das dificuldades que enfrentava em seu campus central com relação à implantação de
seus novos cursos por insuficiência de área física e número insuficiente de professores,
problemas estes que poderiam ser aprofundados pela rápida aceleração do aumento no número
de vagas (que em alguns cursos chegou a dobrar). Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar os
impactos deste programa no quadro docente da instituição no campus sede. O estudo
exploratório foi realizado entre maio e julho de 2011 e, segundo dados institucionais, o quadro
era formado por 670 professores distribuídos em 13 departamentos. A amostra final da
investigação constitui-se de 127 professores que aceitaram participar do estudo respondendo
um instrumento de pesquisa formado por perguntas sobre o seu perfil pessoal e profissional.
Como principais resultados apresentamos: quanto ao ano de formação, o maior grupo era
formado por 60 professores que se graduaram entre os anos de 1990 e 1999, mas com um
ingresso recente na instituição, 35% nos últimos 11 anos sendo que destes, 14% somente nos
dois últimos anos, demonstrando uma renovação no quadro de professores, coincidindo com a
expansão do número de vagas previstas pelo REUNI. Quanto à titulação dos docentes, percebese um alto nível de formação uma vez que mais da metade dos professores cursaram doutorado
(54%) e os mestres e doutores somavam 94%. Este quadro é alentador, pois além de
quantidade, faz-se necessário a formação de profissionais com qualidade e um quadro docente
com alta qualificação pode ser um importante fator de impacto na aprendizagem. Considerando
a criação de novos cursos, este impacto verificou-se no número de cursos em que os
professores atuam, sendo que a maior parte deles 57% dedica-se a dois ou três cursos. Apesar
do REUNI prever um aumento no número de vagas especialmente no período noturno,
verifica-se que a carga de trabalho dos professores está distribuída em sua maior parte (40%)
no turno vespertino, enquanto que 30% foi distribuída no turno da manhã e 30% a noite.
Chama a atenção que 19% dos professores trabalhavam nos três turnos. Quando perguntados
sobre a formação docente, 53% afirmaram que haviam recebido e que esta havia sido
adquirida, na maior parte em formações oferecidas pela própria universidade, demonstrando
uma preocupação da instituição pesquisada em oferecer formação aos seus docentes, onde das
40 respostas obtidas 21 (53%) se referiram a esta formação. Consideramos que o estudo
mostra-se relevante no sentido de verificar junto aos profissionais que atuam diretamente com
os estudantes, os professores, numa realidade concreta, a UTFPR, o impacto de uma política
pública no Ensino Superior.
Palavras-chave: Políticas Públicas; REUNI; Ensino Superior.
ID/ Referência: 336
10.36.
Autor/a (es/as):
Zablonski, Marcos José
Vaz, Fabiana Andrea Barbosa
Gisi, Maria Lourdes
Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Schotten, Neuci
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
Título: A identidade profissional do pedagogo: questões para o debate
Resumo:
O presente artigo é fruto de discussões e de pesquisas oriundas do Grupo de Pesquisa
denominado Avaliação de Políticas Públicas Educacionais e tem por objetivo trazer reflexões
acerca da identidade profissional dos egressos do Curso de Pedagogia do Brasil através de um
olhar para a legislação posta e que regulamenta o referido curso: as Diretrizes Curriculares para
o Curso de Pedagogia, dialogando, também, com autores como Garcia (2009), Brzezinski
(1996, 2001) e Tardif (2002). Para tanto utiliza-se como metodologia a pesquisa documental
referente ao período de 1996-2010 e pesquisa bibliográfica. Sabe-se que o Curso de Pedagogia
no Brasil sempre foi alvo de estudos devido à sua identidade duramente criticada por diversos
autores como Saviani (2002, 2005), Pimenta (2002, 2006), Libâneo (1999, 2001), dentre
outros. Tal debate acirrou-se por ocasião da promulgação da Lei nº 9394/96, atual Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Segundo (Garcia, 2009) a identidade profissional
docente é construída considerando a trajetória individual do professor, a partir de sua história
pessoal e integrada inteiramente as suas características sociais, e coletiva advinda do contexto
no qual o professor se desenvolve, isto é: significa refletir sobre o que é ser professor em um
determinado contexto. Observa-se que o avanço técnico-científico e a reorganização produtiva
provocaram mudanças no mundo do trabalho e estabeleceram desafios novos aos indivíduos, às
organizações e à sociedade. Estas novas relações entre conhecimento e trabalho motivaram
mudanças no perfil profissional de modo a atender os requisitos postos pelas transformações e
redirecionaram as políticas de formação dos pedagogos. Para tanto, três aspectos podem ser
considerados na atualidade em relação à formação de pedagogos: o primeiro se refere à
formação de competências como concepção nuclear do processo de formação com maior
preocupação com a eficiência e a eficácia, o segundo, à posição assumida por intelectuais da
área da educação profundamente preocupados com a formação humana. E, por fim, o debate
sobre a docência como base da formação do pedagogo. Tais questões apontam para novos
estudos sobre de que forma os profissionais estão articulando o que emana dos documentos
oficiais e o debate dos intelectuais da área no que diz respeito à identidade profissional e se
estar-se-ia reconfigurando a identidade profissional do pedagogo em diferentes esferas de
poder.
Palavras-chave: Políticas Educacionais; Identidade Profissional; Cursos de Pedagogia.
ID/ Referência: 925
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