RELATÓRIO
E CONTAS 2011
A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
SEDE e serviços centrais
Rua Frederico George nº37
Alto da Faia 1600-468 LISBOA . PORTUGAL
Tel.: +351 217 213 500 . Fax: +351 217 213 599
Escritórios no norte
Rua Gonçalo Cristóvão, nº 128, 15º Esq.
4200-264 PORTO . PORTUGAL
Tel.: +351 222 073 190 . Fax: +351 222 010 699
ARMAZÉNS CENTRAIS
Casal Maria Magra, Estrada IC2, km 44,4
2580-243 OTA . PORTUGAL
NIF: 500 195 838
Conservatória do Registo Comercial de Lisboa
Capital Social: 28.067.480 euros
Alvará de Construção nº 103
[email protected]
www.msf.pt
FOTO DA CAPA:
TÚNEL DO MARÃO - A4 - AE DO MARÃO
AMARANTE / VILA REAL . PORTUGAL
FOTO DA CONTRACAPA:
HOSPITAL DE BRAGA . BRAGA . PORTUGAL
ESTRADA EVINAYONG - ACUREMAN - MEDUNU
PROVÍNCIA DO CENTRO SUL, REGIÃO CONTINENTAL . GUINÉ EQUATORIAL
A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
RELATÓRIO
E CONTAS 2011
Aprovado em Assembleia Geral Anual em 4 de Maio de 2012
4
A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
REFORÇO DE POTÊNCIA DA BARRAGEM DE PICOTE . MIRANDA DO DOURO . PORTUGAL
REFORÇO DE POTÊNCIA DA BARRAGEM DE PICOTE . MIRANDA DO DOURO . PORTUGAL
ÍNDICE
07
ORGÃOS SOCIAIS
09
QUADROS SUPERIORES
13
ESTRUTURA DE Participações
15
Relatório ÚNICO de gestão do exercício de 2011
34
balanço consolidado
35
demonstração CONSOLIDADA dos resultados por naturezas
36
demonstração CONSOLIDADA dos resultados por funções
37
demonstração consolidadA dos fluxos de caixa
38
DEMONSTRAÇão consolidada DAS ALTERAÇõES NO CAPITAL PRÓPRIO DO EXERCÍCIO
findo eM 31 DE DEZEMBRO DE 2011
MSF . Relatório e Contas 2011
5
ROYAL ÓBIDOS SPA & GOLF RESORT . ÓBIDOS . PORTUGAL
orgãos sociais
Assembleia Geral
Dr. Fernando Augusto Silva Cunha de Sá (Presidente)
Dra. Maria Luís Nazaré dos Santos Ferreira (Secretário)
Conselho de Administração
Eng. Carlos Pompeu Ramalhão Fortunato (Presidente)
Dr. Tiago Brito da Mana Ramalhão Fortunato (Vice-Presidente)
Eng. Paulo Nuno Ferreira Silvestre (Vice-Presidente)
Eng. Fernando Manuel dos Santos Valério
Eng. José Pedro de Sá Campos Gil
Eng. Manuel Burnay Nazareth de Sousa
Eng. Francisco José Sobreira Pires
Eng. José Joaquim da Cunha Moura Ferreira
Eng. António Manuel Aragão de Melo
Adjunto
Eng. José Marcelino Silveira Ricardo
Conselho Fiscal
Dr. Amílcar Martins Escudeiro (Presidente)
Rui Pena, Arnaut & Associados, Sociedade de Advogados, RL,
representada por Dr. João Francisco de Freitas Cruz Caldeira
Lamego, Horta e Associados - Sociedade de Advogados, RL,
representada por Prof. Dr. José Alberto Rebelo dos Reis Lamego
Dr. Manuel Henrique Martins da Silva (Suplente)
Sociedade de Revisores Oficiais de Contas
Deloitte & Associados, SROC, S.A.,
representada por Dr. Tiago Nuno Proença Esgalhado
Dr. Duarte Nuno Passos Galhardas (ROC suplente)
Secretário
Dra. Maria Madalena Serra dos Santos Teixeira da Silva (Efectivo)
Dr. Miguel Eduardo Saraiva Vieira (Suplente)
MSF . Relatório e Contas 2011
7
MODERNIZAÇÃO E EXPANSÃO DO PORTO DA PRAIA . ILHA DE SANTIAGO . CABO VERDE
quadros superiores
Eng. Alexandre Henrique Luz F. Silva
Eng. António Luís Inácio Guimarães
Eng. Armando José Maltez Filipe
Eng. Arsénio Mendes Simões
Eng. Camilo de Lelis Camargo de Mello
Eng. Fernando Varela Mathias Castello Branco
Eng. Jorge Manuel E. Santo Faria
Eng. Téc. José Ernesto Aleixo
Eng. José Filipe Rodrigues Pina Santiago
Eng. José Pedro Granjeia Silvestre
Eng. José Pedro Lopes Morgado
Eng. Maq. Nav. Luís F. S. Durão Branco
Eng. Luís Filipe A. Campos Ferreira
Eng. Luís Miguel Soares Ribeiro da Costa Salema
Dra. Maria Carlos R. F. L. Ramada
Eng. Martinho B. da Mana R. Fortunato
Eng. Orlando José J. Pinto Costa
Eng. Pedro Nuno N. Serpa dos Santos
Eng. Rui Carlos Estrela de Sá Pessoa
Eng. Téc. Rui F. Frazão A. Monteiro
Eng. Téc. Teresa Cristina Lopes Belo Ferreira
MSF . Relatório e Contas 2011
9
quadros técnicos superiores
Sr. Álvaro Rui Cortijo Oliveira
Dra. Ana Cristina B. Campos Rebelo
Eng. Ana Sofia Antunes Casal Antunes
Arq. André Mário Monteiro Borges
Eng. André Rodrigues Cordeiro Melo Cabral
Dr. António Fernando P. Bugalho
Sr. António Fernando Vicente Sousa
Eng. Téc. António José Simões F. dos Santos
Dr. António Pedro Afonso Barroso
Eng. António Pedro Guedes Ramalhão
Eng. António Pedro Lima Brás Jorge
Eng. Téc. Armando Manuel da Cruz Robalo
Eng. Augusto Manuel Martins de Oliveira
Eng. Bernardo de Bragança Pinheiro da Silva
Eng. Téc. Bruno Guia Neto Machado
Eng. Carla M. Oliveira Ramos Santos
Eng. Carla Patrícia Pinto Lourenço
Eng. Carlos Moisés da Silva Barbosa
Eng. Cecílio Henriques da Silva
Eng. Téc. César Manuel Pereira Peixe
Eng. Téc. Cláudio Lourenço Gil
Dra. Cristina Maria Bento Monteiro
Eng. Eduardo Jorge Nogueira Matos
Eng. Emanuel X. B. de S. T. da Costa
Dr. Fernando José de Almeida Carlos
Eng. Fernando José Moreira R. Borges
Eng. Téc. Fernando S. do A. Andrade
Eng. Filipa Cristina Carvalho Mineiro
Eng. Francisco A. Mendes C. Afonso
Eng. Francisco José Oliveira Carrilho
Dr. Francisco José Pinto Calhelha
Eng. Frederico J. M. de Faria Galvão
Eng. Frederico Marques Dias
Eng. Helena Catarina F. F. Gonçalves
Eng. Hugo Ricardo Ribeiro Rebelo
Eng. Inês C. Pereira de Sousa Eiró
Eng. Isabel Maria Fernandes Brigas
Eng. Jaime Xavier M. Rosa Dourado
Eng. João António Filipe Ferreira
Eng. João C. Figueira da Silva Sousa
Eng. João F. Antunes Seco Marques
Eng. João José Rodrigues Gomes
Arq. João Miguel Ferreira Sousa
Eng. João Miguel Lopes Ladeira Forte
Eng. João P. Mourão Pena da Costa
Eng. João Paulo Ferreira da Costa
Eng. Téc. José Carlos Afonso Barroso
Eng. Téc. José Carlos Calhau Pechardo
TÚNEL DO MARÃO - A4 - AE DO MARÃO . AMARANTE / VILA REAL . PORTUGAL
10 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
Eng. José Manuel Geraldo Galvão
Eng. José Ribeiro Romano
Sr. Licínio Lucas Pereira
Eng. Luís Augusto Mota Almeida
Eng. Téc. Luís E. Mendonça C. Roque G. de Faria
Eng. Manuel Alfredo Teixeira Borges
Eng. Manuel Pereira Mendes Campos
Dra. Maria Beatriz Barreto de Ornelas Valério
Eng. Maria Cecília da Silva Matos
Eng. Téc. Maria Dulce S. Cascalheira
Eng. Maria Fátima Conceição Antunes
Eng. Maria Madalena Santos Leal
Dra. Maria Manuel Rodrigues Elias
Eng. Maria Margarida Pinto Nogueira dos Santos
Dra. Maria Paula Lopes Silva
Eng. Maria Rita do Rosário Coutinho da Silva
Eng. Marta C. Barreira S. Fachada
Eng. Miguel José Esquetim Águas
Dr. Nuno Filipe Lopes Pereira da Luz
Eng. Téc. Nuno Miguel Pinto Martins Godinho
Eng. Nuno Miguel Pratas Louro
Eng. Nuno Silva Cotrim
Eng. Téc. Orlando José M. A. Quintas Nascimento
Dra. Patrícia C. Sousa do Amaral Xavier
Eng. Paulo Jorge Costa Clemente
Dr. Paulo Jorge Ferreira de Jesus Alves
Dr. Paulo José G. Silva Ribeiro
Eng. Pedro Alexandre Valente Formigo
Eng. Téc. Pedro Manuel Calvet de Magalhães Leal
Eng. Téc. Pedro Manuel F. Silva
Dr. Pedro Miguel Silva Ferreira
Eng. Ricardo Jorge Correia Pinto do Amaral
Eng. Téc. Ricardo Sousa Arez
Eng. Rita S. de Matos P. Santiago
Eng. Rodrigo Nuno Miguens Urbano Munhá
Eng. Rui Fernando Gomes Panarra
Eng. Rui Luís Jesus Martins
Eng. Téc. Rui Miguel Tata Santos Silva
Eng. Rute Margarida Barros Almeida
Dr. Sérgio Nuno Garrete Guerra
Eng. Téc. Sérgio Ribeiro Esteves
Dra. Sónia A. dos Santos Almeida Rato
Dra. Teresa Paula Marques Pedro Ferreira
Eng. Tiago de Abreu e Silva M. de Andrade
Eng. Tiago José dos Santos Mendes
Eng. Téc. Vanda M. Bochechas C. Friaes dos Santos
MSF . Relatório e Contas 2011 11
ESTRADA EVINAYONG-ACUREMAN, MEDUNU . PROVÍNCIA DO CENTRO SUL . REGIÃO CONTINENTAL . GUINÉ EQUATORIAL
12 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
ESTRUTURA
DE PARTICIPAÇÕES
MSF . Relatório e Contas 2011 13
14 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
LINHA VERMELHA DO METROPOLITANO DE LISBOA ENTRE AS ESTAÇÕES DO ORIENTE E AEROPORTO, INCLUINDO AS ESTAÇÕES DE MOSCAVIDE, ENCARNAÇÃO E AEROPORTO . LISBOA . PORTUGAL
RELATÓRIO ÚNICO DE GESTÃO
DO EXERCÍCIO DE 2011
1. Enquadramento da Actividade
1.1. A ECONOMIA MUNDIAL EM 2011
Ao longo do ano de 2011 assistiu-se a uma progressiva incerteza em relação à sustentabilidade da retoma da economia
mundial, com diversos países, em diferentes áreas geográficas, a apresentarem sinais de abrandamento.
O enfraquecimento da actividade económica global foi profundamente influenciado pelo intensificar da crise de dívida
soberana na Zona Euro. O ano de 2011 ficou igualmente marcado pelos efeitos sociais e económicos das catástrofes
que atingiram o Japão, pelo endurecimento de políticas macroeconómicas nas principais economias emergentes e pelas
convulsões sociais e políticas profundas vividas em algumas regiões, nomeadamente em países produtores de petróleo
do Norte de África e Médio Oriente.
As estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) disponíveis no início de 2012 (World Economic Outlook Update
de 24 de Janeiro de 2012) indicam que a economia, em termos globais, terá registado um arrefecimento, apresentando
um crescimento de 3,8% em 2011, em comparação com o acréscimo de 5,2% registado no ano precedente. Verificou-se
um aumento da produção mundial de 1,6% para o conjunto das economias desenvolvidas (1,6% para a Zona Euro, 1,8%
para os Estados Unidos da América e -0,9% para o Japão) e de 6,2% para o grupo dos países emergentes que, de novo,
se afirmam como os principais dinamizadores do crescimento económico global, tendo no entanto apresentado um
abrandamento superior ao previsto.
As dificuldades sentidas na Zona Euro condicionaram a recuperação global. Portugal recorreu a ajuda externa e o agravar
da crise grega levou esse país a apresentar um segundo pedido de resgate. Foi visível o contágio a outros países da União
Europeia, nomeadamente Espanha e Itália. Durante o ano assistiu-se a períodos em que a crise de confiança em relação
ao futuro da moeda única europeia atingiu níveis muito elevados, pautados por cepticismo quanto ao entendimento
dos principais líderes europeus sobre a forma e as medidas a tomar para restaurar a estabilidade dos mercados.
Intensificaram‑se as dificuldades de financiamento dos bancos em particular e da economia em geral, com forte impacto
no crédito e, consequentemente, na produção.
A economia americana apresentou, em 2011, um crescimento relativamente modesto, de 1,8%. Manifestou melhoria ao
nível do emprego, com a taxa de desemprego a reduzir de 9,8% para 8,7% em 31 de Dezembro de 2010 e 31 de Dezembro
de 2011, respectivamente, e registou um crescimento do consumo privado, apesar da quase ausência de recuperação do
mercado imobiliário.
Entre os países de maior dimensão, a China (9,2%) e a Índia (7,4%) foram os que mais cresceram em 2011, tendo o Brasil
registado um forte abrandamento para 2,9% (7,5% em 2010), em parte explicável devido à deterioração da conjuntura
externa, mas também atribuível ao efeito desfasado de políticas económicas.
No mercado monetário, o Banco Central Europeu (BCE) adoptou numa primeira fase do ano uma postura consumada
na subida da taxa de referência até 1,5%, de forma a combater a subida dos preços. Assistiu-se no entanto, na última
parte do ano, a uma inversão clara desta política, tendo o BCE procedido a uma redução da taxa de referência para 1%.
As taxas médias (Euribor), que servem de referência à maioria dos contratos de crédito, acompanharam esta evolução. A
Euribor a 3 meses, por exemplo, subiu até 1,615%, valor alcançado em Julho de 2011, e acabou por descer para 1,356% no
último dia do ano, mantendo-se, em qualquer caso, acima dos valores apresentados no final dos dois anos precedentes.
MSF . Relatório e Contas 2011 15
REFORÇO DA POTÊNCIA DA BARRAGEM DE VENDA NOVA III . MONTALEGRE . PORTUGAL
O BCE esteve também particularmente activo na cedência de fundos aos bancos da união monetária e no apoio dado ao
nível do mercado secundário de dívida soberana.
TAXAS DE JURO
31.12.04 (*)
30.12.05 (*)
29.12.06 (*)
31.12.07 (*)
31.12.08 (*)
31.12.09 (*)
31.12.10 (*)
30.12.11 (*)
Euribor - 1M
Euribor - 3M
Euribor - 6M
Euribor - 9M
Euribor - 12M
2,128
2,401
3,633
4,288
2,603
0,453
0,782
1,024
2,155
2,488
3,725
4,684
2,892
0,700
1,006
1,356
2,215
2,637
3,853
4,707
2,971
0,994
1,227
1,617
2,281
2,751
3,952
4,725
3,018
1,127
1,372
1,791
2,356
2,844
4,028
4,745
3,049
1,248
1,507
1,947
(*) Cotações do último dia de cada ano. Fonte: Banco de Portugal
No mercado cambial, o euro desvalorizou em cerca de 3% quer face à libra esterlina quer em relação ao dólar americano,
quando comparada a taxa de câmbio de fecho de 2011 e 2010. De realçar no entanto que a evolução foi distinta na primeira
parte do ano, em que a moeda europeia chegou a acumular um ganho significativo face às duas moedas em análise. De
acordo com dados do Banco de Portugal, o câmbio EUR/USD registou máximos próximos de 1,5 em Abril e, nos últimos
meses do ano, acumulou perdas até 1,2939 (que compara com 1,3362 no ano precedente).
Ao contrário do ano anterior, no qual se atingiram valores máximos históricos para muitas matérias-primas (o petróleo foi
excepção), ao longo de 2011, em parte resultante do decréscimo global da procura, assistiu-se a uma quebra generalizada
dos preços, nomeadamente de bens alimentares. O ouro continuou a acumular valorizações e o preço do petróleo,
essencialmente devido à instabilidade geopolítica, registou subidas assinaláveis que mantiveram o preço médio acima
dos 110$/bbl durante grande parte do ano.
1.2. A Economia Portuguesa em 2011
Em Abril de 2011, o Estado Português solicitou assistência financeira junto do Fundo Monetário Internacional, do Banco
Central Europeu e da União Europeia. Este pedido deu lugar à formalização de um Programa de Ajustamento Económico
e Financeiro (PAEF), com o compromisso de adopção de medidas de ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos e
de carácter estrutural. A necessidade de consolidação acelerada das contas do Estado e o cumprimento de um calendário
exigente a nível de reformas estruturais influenciaram de forma determinante o comportamento da economia portuguesa
ainda em 2011.
Os dados mais recentes disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para que a economia
portuguesa tenha registado em 2011 uma contracção do PIB no valor de -1,6%, contrastando com o crescimento de 1,4%
verificado em 2010.
Prevê-se que o decréscimo da procura interna tenha sido de -5,7%, em 2011 face ao ano anterior, com os Consumos
Privado e Público a apresentarem ambos quebras de 3,9%.
Ainda de acordo com as previsões, continuou a assistir-se a uma boa dinâmica das exportações, que registaram um
crescimento de 7,4%, que compara com 8,8% registado no ano precedente, contribuindo assim para a recuperação dos
fluxos de comércio internacional. A diminuição das importações de bens e serviços ter-se-á situado nos cerca de 5,5%.
16 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
Agravou-se para -11,4% a contracção da Formação Bruta de Capital Fixo, que já vinha com valores negativos de -4,1% no
ano precedente e -8,6% em 2009, continuando a reflectir o clima de elevada incerteza e risco para a tomada de decisões
de investimento e dificuldades acrescidas de acesso a crédito.
A taxa de inflação prevista para 2011 é de 3,7%, um aumento face a 2010 (1,4%). As medidas de ajustamento orçamental,
a alteração das taxas de IVA, assim como o aumento do preço internacional das matérias-primas energéticas, justificam
o aumento dos preços.
Em 2011 continuou a verificar-se uma quebra no índice de confiança dos consumidores, que em parte se deve à deterioração
da condição financeira das famílias e à maior insegurança face ao emprego. A taxa de desemprego atingiu novamente
máximos históricos e deverá ter-se situado nos 12,7% (10,8% em 2010).
Para 2012, é esperado que a negociação e implementação de políticas económicas consistentes com os objectivos de
correcção dos desequilíbrios macroeconómicos conjunturais e estruturais, conjugadas com os desafios de natureza social
e política, continuem a ter uma influência determinante no curso da actividade económica que, de acordo com diferentes
fontes económicas, manterá um registo recessivo com redução real do PIB, em montante bem superior ao verificado no
ano que o precedeu.
1.3. O Sector da Construção em Portugal
A produção do sector da Construção apresentou em 2011 uma redução que se estima em 9,4%, a maior dos últimos anos,
apresentando valores negativos pelo décimo ano consecutivo. A quebra de produção estendeu-se a todos os principais
segmentos de actividade. O segmento da construção de edifícios residenciais registou, de acordo com as previsões
conhecidas da FEPICOP, uma diminuição de 17% em 2011, verificando-se uma quebra de 20,3% na construção nova e uma
estagnação na reabilitação, quando comparadas com 2010. O índice referente ao segmento dos edifícios não residenciais
terá recuado 8,5% em termos acumulados homólogos. Por outro lado, registou-se em 2011 um decréscimo do índice de
produção para o segmento das obras de engenharia civil da ordem de 5%.
Em termos acumulados, e considerando a produção global do sector, assiste-se desde 2002 a um decréscimo que supera
já os 40%. A forte redução do investimento público e privado, condicionantes financeiras - incluindo a dificuldade de acesso
a financiamento e elevados encargos com juros e comissões -, a excessiva carga fiscal e os atrasos nos pagamentos do
Estado e de outras entidades contribuíram, numa conjuntura económica muito adversa, para agravar a situação de muitas
empresas do sector e para que fossem atingidos máximos históricos no desemprego proveniente da Construção.
Em 2011 degradou-se ainda mais a envolvente com que a maioria das empresas do sector se defronta, especialmente
em Portugal, onde se continua a observar uma quebra generalizada dos saldos relativos às encomendas em carteira,
o aviltamento dos preços nos escassos concursos lançados, as dificuldades de cobrança, a insolvência de parceiros de
negócio e a não adjudicação ou o protelar de empreitadas como medida de contenção orçamental. Estes factores, entre
outros, antecipam a continuação de um clima de pessimismo entre os empresários do sector e nova quebra na produção
em 2012.
2. Desempenho da Sociedade em 2011
Apesar de fortemente condicionada pela actual crise económica que afecta Portugal e muito em particular o sector da
Construção, a MSF Engenharia, S.A. (“MSF Engenharia”, “MSF” ou “Empresa”) alcançou, no exercício de 2011, um volume
MSF . Relatório e Contas 2011 17
de negócios consolidado de 508 milhões de euros, superior em cerca de 22% ao valor registado no período anterior, e
atingiu um resultado líquido de 7 milhões de euros, representando um aumento de 13% face ao ano precedente.
Feito o balanço do ano de 2011, destaca-se o facto de a MSF ter sido bem sucedida na prossecução dos seus objectivos,
tendo designadamente conseguido apresentar resultados expressivos e ultrapassar as enormes dificuldades que se
lhe depararam, decorrentes nomeadamente da abrupta quebra de mercado, da falta de liquidez do sistema financeiro
nacional, dos atrasos de pagamentos dos seus clientes e das muitas insolvências que afectaram parceiros de negócio.
Embora ainda subsistam significativos atrasos em pagamentos relevantes por parte de clientes públicos, nos mercados
nacional e internacional, a MSF conseguiu no segundo semestre do ano uma redução importante desses montantes,
perspectivando-se a regularização da maioria destas situações no decorrer do exercício de 2012.
Este desempenho confirma o êxito da estratégia de crescimento sustentado que a Empresa tem vindo a implementar,
demonstrando a justeza das opções tomadas no passado que, entre outras, permitiram desenvolver um processo
de internacionalização consolidado, sucessivamente acompanhado e ajustado em função das reais dificuldades e
oportunidades encontradas, ao longo dos últimos quinze anos.
A Empresa apresentava, no início do exercício, um volume de obras angariadas com facturação por incorrer que ultrapassava
os 700 milhões de euros e que contribuiu para o crescimento verificado no ano de 2011 em ambas as áreas de negócio,
nacional e internacional. Destaca-se o incremento de aproximadamente 49% verificado na actividade internacional, que
atingiu os 206 milhões de euros, 41% do total do volume de negócios consolidado da MSF.
Não obstante o crescimento registado, durante o exercício foi reforçada a presença internacional. A Empresa intensificou
a acção comercial, quer posicionando-se para novas oportunidades nos países onde já operava, quer abrindo novos
mercados e estudando outros onde potencialmente possa vir a estar presente. No final de 2011, a experiência internacional
da MSF, cimentada ao longo de década e meia, abrangia a presença em países como Angola, Bulgária, Cabo Verde, Gabão,
Gana, Guiné Equatorial, Moçambique, Namíbia, Polónia, Qatar, São Tomé e Príncipe e Senegal.
A MSF tem uma estratégia sólida, construída a partir da “Visão 2015 – 2020”, que actualmente serve de base às
orientações de médio e longo prazo e que é permanentemente acompanhada e ajustada em virtude da instabilidade e
imprevisibilidade da situação económica mundial. Estamos convictos dos benefícios decorrentes da revisão dos objectivos
a 3 anos e da construção de uma perspectiva a 5 e 10 anos que posicione a Empresa para cada novo período.
Para os próximos anos antecipa-se o aprofundar da presença internacional, continuando-se nomeadamente a análise de
diferentes mercados, actuais e potenciais, com base em critérios de rentabilidade e de grau de exposição que, por via da
dispersão geográfica, mitiguem os riscos de uma acentuada preponderância de um determinado mercado ou País.
3. Desempenho Económico e Financeiro
O volume de negócios consolidado da MSF atingiu, no final de 2011, o montante de 508 milhões de euros, um aumento
de cerca de 22% face ao registado no exercício anterior (415,7 milhões de euros). De referir os valores relativos ao mercado
nacional, onde se conseguiu contrariar o comportamento do sector e apresentar uma subida de 9% da facturação, para
302 milhões de euros (278 milhões de euros em 2010). Destaca-se igualmente o significativo incremento do volume de
negócios registado nos mercados internacionais (+49%), tendo o valor de vendas e serviços prestados aumentado de 138
milhões de euros em 2010 para 206 milhões de euros em 2011.
18 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
REPARTIÇÃO DO VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2011
O contributo da actividade desenvolvida na área internacional, em países como Angola, Cabo Verde, Gana, Guiné
Equatorial, Polónia e Senegal aumentou de 33% para 41% das vendas e prestação de serviços consolidada. O peso do
mercado nacional no volume de negócios, no ano em apreciação, foi de 59%.
O EBITDA (Resultado antes de Depreciações, Gastos de financiamento e Impostos) registou, no exercício de 2011, o valor
de 35,3 milhões de euros, que compara com 28,1 milhões de euros verificados no período homólogo, tendo apresentado
um crescimento na ordem dos 26%. De igual forma se destaca a subida de 56% dos resultados operacionais (EBIT)
que atingiram, no final do exercício, o valor de 20,2 milhões de euros (13,0 milhões de euros em 2010).
O resultado líquido, também consolidado, da MSF, ascendeu a 7 milhões de euros, apresentando um crescimento de
13% face a 2010. Nota-se o desempenho positivo e destaca-se o facto do agravamento dos encargos financeiros e custos
fiscais ter limitado o crescimento desta rúbrica.
O endividamento consolidado líquido da Empresa reduziu-se em aproximadamente 19 milhões de euros, de 97,4 para
78,4 milhões de euros. Para este desempenho contribuíram vários elementos, entre os quais o facto de alguns dos
montantes a receber de terceiros terem sido regularizados no decorrer do exercício. É esperado que em 2012 os saldos a
receber de terceiros continuem a ser progressivamente normalizados.
MSF . Relatório e Contas 2011 19
Durante o ano de 2011 manteve-se o elevado esforço financeiro da Empresa - fundamental para continuar a cumprir com
os seus compromissos, como sempre foi a sua política - para responder às necessidades de reforço de fundo de maneio,
associadas à dispersão geográfica da actividade e às dificuldades sentidas por alguns donos de obra em conseguirem
cumprir os prazos contratuais de pagamento. No decorrer do exercício, o significativo crescimento da actividade fomentou
a necessidade de reforço de meios para a execução das obras em curso durante o ano, tendo-se verificado um incremento
de cerca de 12,7 milhões de euros em equipamento básico.
O rácio Dívida Financeira Líquida/EBITDA apresentava o valor de 2,2 no final do ano.
A incorporação de resultados ao longo dos últimos anos tem contribuído para a subida dos valores do capital próprio.
De igual forma se verifica uma evolução positiva no rácio de rentabilidade dos capitais próprios, que apresenta valores
crescentes ao longo dos três últimos exercícios. De referir adicionalmente o propósito de reinvestir integralmente na
Sociedade, sob a forma de resultados transitados, os resultados líquidos distribuíveis do exercício.
4. Construção
4.1. Mercado Nacional
4.1.1. Actividade Comercial
A actividade comercial no mercado nacional foi decisivamente afectada pela forte quebra de obras postas a concurso
e pelo aumento irracional, mas expectável, de propostas com preços anormalmente baixos. Durante o ano de 2011, a
Divisão Comercial apresentou no mercado nacional 52 propostas a concurso, com um valor global de 706 milhões de
euros. As adjudicações, no mesmo período, atingiram o montante de 78,3 milhões de euros, correspondendo a uma taxa
de sucesso de 11%.
No segmento de obras públicas foram adjudicadas as seguintes Obras:
•• Empreitada geral de construção da Barragem de Foz do Tua, promovida pela EDP – Gestão de Produção de Energia,
S.A. e realizada por um ACE no qual a MSF Engenharia detém uma participação de 33,3%, com um valor global
aproximado de 159 milhões de euros.
20 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
No segmento da construção civil e industrial foram adjudicadas as seguintes Obras:
•• Empreitada de Execução do Edifício de Manutenção, Club-House, Hotel e Lock Offs, no Empreendimento Turístico
“Royal Óbidos SPA & Golf Resort”, no valor de 17,2 milhões de euros;
•• Empreitada de execução da Praça da Portagem de Plena Via IC36L / A8, integrada na Subconcessão do Litoral Oeste
e executada para o LOC Litoral Oeste Construtores ACE, no valor de 3 milhões de euros;
•• Construção das Novas Salas de Controlo do Aeroporto de Lisboa, integrada no Plano de Desenvolvimento do ALS,
promovido pela ANA Aeroportos de Portugal, S.A.. A obra tem um valor de 4,1 milhões de euros e é executada por um
consórcio liderado pela MSF Engenharia com uma participação de 65%;
•• Construção das Lojas Sul - Praça Central - Terminal 1 do Aeroporto de Lisboa, integrada no Plano de Desenvolvimento
do ALS, promovido pela ANA Aeroportos de Portugal, S.A.. A obra tem um valor de 1,4 milhões de euros e é executada
por um consórcio no qual a MSF Engenharia é líder e detém uma participação de 65%.
4.1.2. Actividade de Produção
Adicionalmente às obras adjudicadas no ano, salientamos as seguintes empreitadas concluídas ou em execução em 2011:
Obras Hidráulicas
•• Empreitada geral de construção do reforço de potência da Barragem de Picote, promovida pela EDP – Gestão de
Produção de Energia, S.A. e realizada em consórcio, com uma participação da MSF Engenharia de 60%, por um valor
global aproximado de 60 milhões de euros;
•• Empreitada geral de construção do reforço de potência da Barragem da Bemposta, promovida pela EDP – Gestão de
Produção de Energia, S.A. e realizada em consórcio, com uma participação da MSF Engenharia de 35%, por um valor
global aproximado de 50 milhões de euros;
•• Empreitada geral de construção do reforço de potência da Barragem de Venda Nova III, promovida pela EDP – Gestão
de Produção de Energia, S.A. e realizada por um ACE liderado pela MSF Engenharia, que detém uma participação de
28,34%, por um valor global aproximado de 132 milhões de euros.
Vias de Comunicação
•• Conclusão da empreitada de construção do alargamento de 2x3 vias e beneficiação do lanço CRIL/Loures da A8/IC1,
promovida por Auto-Estradas do Atlântico – Concessões Rodoviárias de Portugal, S.A. e realizada por um consórcio
liderado pela MSF Engenharia, que detém uma participação de 25%, por um valor global aproximado de 34 milhões
de euros;
•• Empreitada de construção de auto-estrada, e conjuntos viários associados, designada por Concessão Túnel do Marão,
promovida pela Concessionária Auto-Estradas do Marão, S.A. e realizada por um ACE onde a MSF Engenharia detém
uma participação de 45%, por um valor de 359 milhões de euros;
•• Empreitada de concepção, projecto, expropriações, construção e fornecimento e montagem de equipamentos integrados
na Subconcessão do Baixo Tejo, contratada com a VBT – Vias do Baixo Tejo, S.A. e realizada por um ACE onde a MSF
Engenharia detém uma participação de 17,5%, por um valor global de cerca de 203 milhões de euros;
MSF . Relatório e Contas 2011 21
REQUALIFICAÇÃO DA EN1 - LOTE 2, ENTRE APENKWA E MALLAN . ACCRA . GANA
•• Contrato de construção da rede viária, num valor global aproximado de 436 milhões de euros, inserido na Subconcessão
do Litoral Oeste, e promovido pela AELO – Auto-Estradas do Litoral Oeste, S.A., do qual fazem parte as seguintes
empreitadas, a realizar por um ACE liderado pela MSF Engenharia, no qual detém uma participação de 37,5%:
−− Execução dos trabalhos de concepção, projecto, expropriações, construção e fornecimento e montagem de
equipamento nos lanços de auto-estrada do IC 36-Leiria Sul/Leiria Nascente e IC2-Variante da Batalha;
−− Execução dos trabalhos de concepção, projecto, expropriações, construção e fornecimento e montagem de
equipamento nos lanços de IC9-Nazaré/Alcobaça/EN1, variante da Nazaré, IC9-EN1/Fátima e IC9-Fátima/Ourém;
−− Concepção, projecto, expropriações e construção do alargamento no lanço em serviço IC2-Nó IC36/Nó EN 109.
Construção Civil e Industrial
•• Conclusão da empreitada de execução das obras de reabilitação e modernização da Escola Secundária Dr. Solano de
Abreu, em Abrantes, para o Parque Escolar, E.P.E., no valor de 9,9 milhões de euros. A obra foi executada em consórcio
com a Neocivil em percentagens iguais;
•• Conclusão da empreitada de construção do Novo Hospital de Braga para a ESCALA BRAGA, entidade gestora do
edifício. A obra tem um valor de 119,5 milhões de euros e foi executada por um ACE no qual a MSF Engenharia tem
uma participação de 12,5%;
•• Conclusão da empreitada de execução dos acabamentos e das instalações especiais das estações de Moscavide,
Encarnação e Aeroporto da Linha Vermelha entre a Estação do Oriente e a Estação do Aeroporto de Lisboa, para o
Metropolitano de Lisboa, E.P.. A obra tem um valor aproximado de 25 milhões de euros e foi realizada por um ACE
liderado pela MSF Engenharia na qual detinha uma participação de 26,5%;
•• Conclusão da construção das Infra-estruturas do Empreendimento “Royal Óbidos SPA & Golf Resort” para a Royal
Óbidos – Promoção e Gestão Imobiliária e Turística S. A., empreendimento promovido pela MSF TUR.IM, obra no valor
de aproximadamente 14,6 milhões de euros;
•• Construção do “Condomínio Casas do Parque”, nos Lotes 1, 2, 3 e 4 da malha 6 da Alta de Lisboa, promovido pela SGAL
– Sociedade Gestora da Alta de Lisboa, S.A., no valor aproximado de 60 milhões de euros;
•• Construção do Novo Hospital de Vila Franca de Xira para a Escala Vila Franca de Xira, entidade gestora do edifício. A
obra tem um valor de 76,6 milhões de euros e é executada por um ACE no qual a MSF Engenharia tem uma participação
de 12,5%;
•• Empreitada de execução das obras de modernização da Escola do Ensino Secundário Júlio Dantas em Lagos e da
Escola do Ensino Secundário Poeta António Aleixo em Portimão, para o Parque Escolar, E.P.E., no valor de 28,4 milhões
de euros. A obra é executada em consórcio com a Neocivil em percentagens iguais;
•• Empreitada de Execução dos Toscos, Acabamentos, Baixa Tensão, Telecomunicações e AVAC do Novo Terminal
Fluvial, no Interface do Terreiro do Paço, obra promovida pelo Metropolitano de Lisboa, E.P.. A obra tem um valor de,
aproximadamente, 26,7 milhões de euros e é executada por um ACE no qual a MSF Engenharia detém uma participação
de 24,5%.
22 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
4.1.3. Participadas
Neocivil – Construções do Algarve S.A. (“Neocivil”)
Não obstante o agravamento da crise económica, no ano de 2011 o volume de negócios da Neocivil registou um importante
crescimento face ao ano anterior, fixando-se nos 28,7 milhões de euros, um valor que compara com o montante de 12,3
milhões de euros obtido no exercício anterior. O crescimento verificado, directamente relacionado com a execução de
trabalhos adjudicados ainda em 2010, permitiu à Neocivil apresentar uma evolução em contraciclo com o desempenho
do sector da Construção em Portugal. A forte contracção no mercado da construção acabou, ainda assim, por pressionar
o volume de negócios da Empresa, não tendo sido possível a concretização de adjudicações suficientes para atingir a
produção ambicionada para o exercício.
No ano de 2011 a Neocivil apresentou uma recuperação da generalidade dos indicadores, tendo registado, no final do
exercício de 2011, um EBITDA (Resultado antes de Depreciações, Gastos de financiamento e Impostos) no montante de
1,4 milhões de euros, resultados operacionais no valor de 1,2 milhões de euros e resultados líquidos no montante de 294
milhares de euros.
Durante o ano foram confirmadas, entre outras, a adjudicação das obras de ampliação da Igreja de São Pedro do Mar, em
Quarteira, e das Infra-estruturas Gerais de um loteamento da 2ª fase de Vilamoura, ambas a iniciar em 2012.
Face à actual conjuntura do mercado e ao valor de obras em carteira, perspectiva-se para o ano de 2012 um decréscimo
da facturação em comparação com o ano de 2011. No entanto, a expectativa de virem a ser iniciadas as obras de projectos
já adjudicados à Neocivil, essencialmente no sector turístico, que se encontram adiados a aguardar sinais de melhoria da
envolvente económica, permite acreditar que no próximo triénio se irá registar a retoma de um crescimento sustentado.
Indubel - Indústrias de Betão S.A. (“Indubel”)
No exercício de 2011, a Indubel registou um volume de vendas de 14 milhões de euros, o que representa um crescimento
de 16% em relação a 2010. A repartição do volume de negócios pelas várias áreas de produção que a empresa desenvolve
foi de 75% para o Pré-fabrico, 2% para o Pré-esforço e 23% para a Geotecnia e Fundações Especiais. O contributo da
área de pré-fabricação, reforçado em 2011, correspondeu na sua maior parte a produção de empreitadas iniciadas em
2010, nomeadamente o fornecimento de vigas e pré lajes para os viadutos e obras de arte correntes para o Litoral Oeste
Construtores ACE (LOC), no âmbito da Subconcessão do Litoral Oeste.
O sector da Geotecnia e Fundações Especiais atingiu os 3,2 milhões de euros de facturação em 2011, sustentado pelo
processo de internacionalização da empresa e reforçando a oportunidade do mesmo. No decorrer do exercício foi concluída
uma obra de geotecnia em colaboração com a MSF para o dono de obra Millennium Development Authority (MIDA),
organismo pertencente ao Millennium Challenge Corporation e iniciada uma outra, também em colaboração com a MSF,
para o dono de obra M. Barbisotti & Sons Limited, que se prolongará pelo ano de 2012.
O ano de 2011 fica marcado pelos efeitos provocados pelo processo de insolvência da Novopca, Construtores Associados
S.A. (“Novopca”), um dos principais accionistas da Indubel. Esta situação causou problemas de tesouraria, com
consequências directas nos fornecimentos, e custos relacionados com a suspensão e posterior reatamento dos trabalhos
para a Novopca. Acresceu a impossibilidade de liquidação das dívidas desta à Indubel, que por si gerou uma perda
extraordinária com um impacto total superior a 3,8 milhões de euros.
Apesar dos significativos constrangimentos de fundo de maneio que caracterizaram o ano de 2011 resultantes
essencialmente da necessidade de acomodar elevados ritmos de produção para a obra realizada para o LOC, a Indubel
MSF . Relatório e Contas 2011 23
conseguiu atingir uma redução do seu nível de envidamento em cerca de 2,8 milhões de euros, representando um abate
de 35% do volume de empréstimos.
Com o reconhecimento da imparidade da dívida da Novopca, e ainda que 2011 tenha sido um ano de excepcional volume
de negócios, a Indubel regista um EBITDA (Resultado antes de Depreciações, Gastos de financiamento e Impostos)
negativo em 1,4 milhões de euros e um resultado líquido, também negativo, de cerca de 3 milhões de euros, que compara
com 36,6 mil euros positivos no ano de 2010. Expurgado o efeito da imparidade da dívida da Novopca, o EBITDA da
Indubel em 2011 ascenderia a 2,6 milhões de euros, aproximadamente 19% do volume de negócios.
4.2. Mercado Externo
4.2.1. Actividade Comercial
No mercado externo, na continuidade da linha estratégica de expansão da actividade da MSF que lhe tem permitido
compensar a continuada retracção do mercado nacional, apresentaram-se 48 propostas a concurso, com um valor global
de 2.305 milhões de euros. A taxa de sucesso atingida foi de 14,5%, sendo o valor das obras contratadas de 334,6
milhões de euros.
África e Médio Oriente
Foram apresentadas propostas em concursos em Angola, Benim, Burkina-Faso, Cabo Verde, Gabão, Gana, Moçambique,
Qatar e Senegal. Como consequência, foram-nos adjudicadas as seguintes empreitadas:
•• Execução da estrutura de pavimento do Runway e Taxiway do Aeroporto Internacional Blaise Daigne, em Dakar, no
Senegal, contrato valorizado em 18 milhões de euros;
•• Construção da estrada Evinayong – Acureman - Medunu para o Ministério de Infraestruturas Y Urbanismo da República
da Guiné Equatorial, adicional ao contrato no valor de 60,7 milhões de euros;
•• Construção de 5.000 habitações sociais, para o “Ministère de L´Habitat, de L’Ecologie et du Dévellopement Durable”
da República do Gabão, contrato valorizado em 141,5 milhões de euros;
•• Construção das Infra-estruturas du Site Bikele, para o “Ministère de L´Habitat, de L’Ecologie et du Dévellopement
Durable” da República do Gabão, contratada pelo valor de 114,2 milhões de euros.
Europa
Na Polónia e na Sérvia a actividade comercial manteve-se com um número elevado de propostas entregues, como
consequência da aplicação de fundos europeus a estes mercados, mas os preços anormalmente baixos apresentados a
concurso pela generalidade da concorrência não nos permitiram obter qualquer adjudicação.
4.2.2. Actividade de Produção
A actividade de produção nos mercados internacionais apresentou no ano em análise um crescimento de 49%,
representando 41% da produção consolidada da MSF, repartida por seis países europeus e africanos. Este facto traduz
uma consolidação importante na actividade internacional da MSF e na sua capacidade de expansão.
África
Para além das obras adjudicadas e já anteriormente mencionadas, salientamos as seguintes outras empreitadas
concluídas ou em execução no ano de 2011:
24 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
•• Conclusão da construção dos edifícios do Porto da cidade da Praia, para o Ministério de Infra-estruturas e Transportes
e Telecomunicações do Governo de Cabo Verde, contrato valorizado em 11,5 milhões de euros, realizada em consórcio,
com a participação de 50%;
•• Conclusão da construção da estrada Aeroporto – Lacacão da via estruturante da ilha da Boavista – Construção dos
tramos II e III, para a Sociedade de Desenvolvimento Turístico das ilhas da Boa Vista e Maio, com o valor contratual de
9,2 milhões de euros, realizada em consórcio, com a participação de 50%;
•• Construção da estrada Evinayong – Acureman - Medunu para o Governo da Guiné Equatorial, com o valor contratual
de 129,4 milhões de euros;
•• Construção do lote 2 da auto-estrada N1 entre Apenkwa Interchange e Mallam Road Junction, em Acra, para a República
do Gana, com promoção do Millenium Development Authority, com o valor contratual de 83,7 milhões de dólares;
•• Construção da estrada de Penetração do Vale da Ribeira da Torre, na Ilha de Santo Antão, República de Cabo Verde,
para o Ministério das Infra-estruturas, Transportes e Mar, no valor de 7,2 milhões de euros;
•• Reabilitação de 59,9 km da National Trunk Road n.º 8 entre Assim Praso e Bekwai, na República do Gana, com o valor
de 60,1 milhões de dólares;
•• Execução da estrutura de pavimento da pista principal e acessos à plataforma do aeroporto de Diass, em Dakar, no
Senegal, contrato valorizado em 54,8 milhões de euros;
•• Obras de expansão e modernização do Porto da cidade da Praia – Fase 2, para o Ministério de Infra-estruturas e
Transportes e Telecomunicações do Governo de Cabo Verde, com o valor contratual de 72 milhões de euros, realizada
em consórcio, com a participação de 37,5%;
•• Construção da expansão do Porto de Sal Rei, na ilha da Boa Vista, para o Ministério de Infra-estruturas e Transportes
e Telecomunicações do Governo de Cabo Verde, contratada pelo valor de 32,1 milhões de euros, realizada em consórcio,
com a participação de 50%;
•• Construção de 36 casas de interesse social na ilha da Boa Vista, para o Ministério da Descentralização, Habitação
e Ordenamento do Território do Governo de Cabo Verde, com o valor de 89,7 milhões de escudos cabo-verdianos,
realizada em consórcio, com a percentagem de 51%.
Europa
A actividade na Polónia esteve ligada ao acompanhamento dos processos de reequilíbrio financeiro resultantes dos
contratos terminados, junto das respectivas instâncias de resolução. Realça-se neste particular a decisão do Tribunal
Arbitral, estabelecido nos termos contratuais ao abrigo das regras do International Chamber of Commerce (ICC), que
condenou a Generalna Dyrekcja Dróg Krajowych i Autostrad (GDDKiA) ao pagamento de 21 milhões de euros por diversas
reclamações apresentadas pelo consórcio responsável pela empreitada de construção da A4 Motorway Section E:
Kleszczow – Sosnica, no qual a MSF detém uma participação de 50%.
No mercado das obras públicas a MSF Engenharia S.A. desenvolveu a sua actividade na execução dos seguintes
contratos:
MSF . Relatório e Contas 2011 25
EXPANSÃO DO PORTO DE SAL-REI, 1ª FASE . ILHA DA BOAVISTA . CABO VERDE
•• Construção da via rápida S19 entre Stobierna e Rzeszów, República da Polónia, para a GDDKiA, com o valor de
213,5 milhões de zlotys, realizada num consórcio onde a MSF Engenharia S.A. e a MSF Polska Sp. z o.o detêm uma
participação de 64,8%;
•• Projecto e Construção da auto-estrada A1 entre Stryków e Tuszyn, com uma extensão de 37,3 km, para a GDDKiA,
valorizado em 1.159 milhões de zlotys, realizada em consórcio, com a participação agregada de 25% para a MSF
Engenharia S.A. e MSF Polska Sp. z o.o.
4.2.3. Participadas
A actividade das participadas internacionais, MSF Engenharia Angola, Lda., MSF Bulgária OOD, MSF Polska Sp. z o.o e
MSF Cabo Verde, S.A., desenvolveu-se ao longo do ano no apoio às actividades comercial e de produção do Grupo nos
respectivos países, contribuindo decisivamente para o sucesso alcançado. De salientar o crescimento de facturação da
MSF Polska Sp. z o.o e da MSF Cabo Verde S.A., consequência do aumento das actividades de produção nos respectivos
países, e a formalização pela Inovia, Electrónica de Angola, Lda, da intenção de adjudicação à MSF Angola do contrato
de construção do Complexo Industrial de Assemblagem de produtos electrónicos e electrodomésticos, no valor de 18,8
milhões de dólares. A MSF Angola tem vindo igualmente a negociar outros contratos cujas assinaturas espera vir a
concretizar nos primeiros meses de 2012.
5. Concessões
A actividade da MSF Engenharia no âmbito das Concessões realizou-se, como sempre, em estreita colaboração com a
MSF Concessões - SGPS, S.A., entidade responsável no seio do Grupo MSF pela gestão das propostas e participações
nesta área de negócio.
5.1. Mercado Nacional
Como se previra, o mercado prospectivo sofreu, em 2011, uma total retracção: não apenas por não terem sido lançados ou,
sequer, anunciados, novos concursos, como também por não ter tido continuidade a larguíssima maioria dos processos
de adjudicação de propostas, então em curso, nela se incluindo, até, aqueles em que as Comissões de Avaliação já tinham
concluído o seu trabalho – como foi o caso do Hospital Oriental de Lisboa.
Durante o ano de 2011, não se logrou obter a desejada reestruturação da Concessão “Auto-Estradas do Marão” (AEM)
tendo, por isso, a empresa atravessado um ano de vicissitudes e incertezas diversas. No primeiro semestre do ano, a
interlocução com a Tutela manteve-se, insuficiente, mesmo rarefeita - depois de demissionário o XVIII Governo – e,
inevitavelmente, inconclusiva. Esta situação e o facto de se encontrar esgotada, também no final do primeiro semestre, a
solução de financiamento desenvolvida para substituição ao empréstimo de longo prazo, ditaram, inexoravelmente, que
a AEM decretasse, a 20 de Junho de 2011, a suspensão dos trabalhos de construção por um período de três meses –
período estimado como suficiente para o restabelecimento de interlocução com o novo Governo e para a reestruturação
da concessão, mas que, contrariamente ao expectável e apesar de intensa interlocução com a Tutela, foi necessário
prorrogar, até à data.
Na Subconcessão “Litoral Oeste”, as actividades desenvolveram-se de acordo com as expectativas, tendo ficado
concluídos e entrado em operação, em Novembro de 2011 e em observância dos prazos contratuais, os lanços IC2 Variante da Batalha (A19) e IC36 (A8), ambos em perfil de auto-estrada, com extensões de, respectivamente, 13,3 km e
6,4 km, elevando a extensão de rede em exploração para um total de 55 km. Quanto à restante rede, ainda em construção,
26 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
CONDOMÍNIO CASAS DO PARQUE . ALTA DE LISBOA . LISBOA . PORTUGAL
releva-se que os lanços do IC9 - Nazaré / Alcobaça, EN1 / Fátima e Fátima / Ourém, do itinerário IC9, foram alvo de pedido
de prorrogação de prazo, por iniciativa do LOC, ACE Construtor.
A Subconcessão do “Baixo Tejo” (AEBT) enfrentou dificuldades inesperadas durante o ano transacto, com particular
relevo para a interposição de uma acção judicial cautelar requerendo a nulidade de determinada decisão administrativa e,
consequentemente, a não construção da ER 377. Colocando-se esta contingência, a EP - Estradas de Portugal S.A. (EP),
entidade Subconcedente, entendeu fazer depender a construção da “Avenida do Mar” de sentença judicial favorável à
AEBT naquela acção judicial, concedendo, desde logo e em abstracto, uma prorrogação do prazo de construção de ambos
os sublanços, proporcionalmente correlacionada com a duração da suspensão que se venha, efectivamente, a verificar.
Concluiu-se a construção dos sublanços “Ligação à Trafaria” e “IC32 - Casas Velhas”, respectivamente, em Março e
Novembro de 2011, que entraram imediatamente em exploração.
Em consequência da decisão de não adjudicação do concurso “Linha Ferroviária de Alta Velocidade – Troço Lisboa Poceirão”, proferida conjuntamente pelos Ministros de “Estado e das Finanças” e das “Obras Públicas e Comunicações”
do XVIII Governo, o agrupamento ALTAVIA, que a MSF integra, apresentou, nos termos da Lei e do Programa do
Procedimento do Concurso, um pedido de indemnização pelos encargos incorridos com a elaboração da proposta.
A proposta emitida pela Comissão de Avaliação de Propostas, para que se adjudicasse a concessão, sem serviços clínicos,
do Hospital Oriental de Lisboa ao Agrupamento SALVEO, não obteve, durante o ano em apreço, a esperada homologação
ministerial, sendo, também, de destacar que o procedimento não teve qualquer evolução neste período.
5.2. Mercado Internacional
As crescentes preocupações sobre a qualidade e capacidade, cada vez mais exauridas, da dívida soberana dos países
da Zona Euro, ou a ela conexos, e as persistentes dificuldades sentidas nos mercados financeiros, quer de dívida sénior,
quer de fundos próprios, ditaram, em 2011, o esvaziamento, na Europa, do mercado de desenvolvimento de projectos
de infraestruturas e, pelo menos, o arrefecimento das taxas de crescimento desse mercado, em geografias menos
maduras.
Por este motivo, a participação da MSF Engenharia limitou-se ao acompanhamento das propostas já apresentadas em
Moçambique e em Cabo Verde e que, pelos motivos já aduzidos, não registaram avanços no procedimento concursal.
6. Sustentabilidade na Criação de Valor
A MSF procura incessantemente que o exercício da sua actividade tenha um impacto positivo na melhoria da qualidade
de vida das pessoas e comunidades, bem como na preservação do meio ambiente, tendo o firme propósito de contribuir
para o crescimento de forma sustentável. Esse conceito é muito abrangente, compreendendo o respeito pelos princípios
e valores éticos, a motivação e desenvolvimento dos colaboradores, a promoção da segurança, saúde e bem estar, o
assegurar bons níveis de produtividade, a eficiência, a inovação, o controlo de custos, a gestão dos riscos, a busca de
melhores práticas e soluções técnicas, a preservação ambiental ou a responsabilidade social.
6.1. Recursos Humanos
Em 31 de Dezembro de 2011, encontravam-se ao serviço da MSF e empresas integradas no seu perímetro de consolidação,
3.648 colaboradores, que compara com 1.937 no final do ano de 2010. Este número inclui, no fecho do exercício de 2011,
870 colaboradores em regime de trabalho temporário.
MSF . Relatório e Contas 2011 27
Resultante do elevado grau de internacionalização, a componente externa de colaboradores ao serviço das empresas do
perímetro de consolidação da MSF representava, no final do exercício, 3.099 colaboradores, cerca de 85% do total.
Relativamente à MSF e sucursais, destaca-se que mais de 37% dos colaboradores são quadros superiores e altamente
qualificados.
A MSF entende que o reforço contínuo da qualificação dos seus Recursos Humanos é essencial para que estes disponham
de instrumentos que possam permitir a resposta com eficácia aos desafios com que se defrontam. Nesse sentido, a
Empresa promoveu, no ano de 2011, 146 acções de formação, envolvendo 1.017 participações, num total de 8.479 horas.
Estas acções incidiram primordialmente nos domínios da Qualidade, Segurança e Ambiente, Técnicas de Engenharia,
Contabilidade e Finanças e Informática.
Ainda no âmbito da qualificação, a MSF continuou, em 2011, a sua política de participação no programa “Novas
Oportunidades”, tendo celebrado diversos protocolos com estabelecimentos de ensino. Registaram-se, neste ano, 35
inscrições e 18 colaboradores concluíram o grau habilitacional a que se candidataram.
A aposta no reforço de competências dos seus colaboradores tem sido acompanhada por uma activa campanha de
sensibilização e formação dos subcontratados, procurando uma cada vez maior integração e comprometimento destas
entidades para com as políticas e objectivos da MSF.
6.2. Saúde Ocupacional
Mantiveram-se na MSF as políticas de promoção da saúde dos colaboradores, cumprindo a Empresa os objectivos a que
se havia proposto para o ano 2011.
Para além dos exames médicos que visam cumprir as obrigações legais, salientam-se as seguintes actividades
desenvolvidas nesta área:
•• Exames médicos complementados com electrocardiograma, audiograma, teste de visão, doseamento do colesterol
e da glicose sanguíneos e espirometria, para uma avaliação tão completa quanto possível do estado de saúde dos
colaboradores, face à actividade profissional por eles desenvolvida;
•• Programa de controlo da Hipertensão Arterial (HTA) entre os colaboradores, com acções de sensibilização sobre os
riscos cardiovasculares da HTA, vigilância da T.A. e aconselhamento sobre estilos de vida saudável. Neste sentido
continuaram a ser feitos os passeios MSF Vida Activa.
•• Formação dos colaboradores na área da saúde. Durante o ano de 2011 foi dada especial atenção à ergonomia no local de
trabalho, com acções de formação sobre este tema e implementação de ginástica laboral no posto de trabalho.
•• Monitorização da exposição ao ruído de todos os colaboradores da Empresa e trabalhadores de trabalho temporário
e escolha dos protectores auriculares mais adequados de modo a minimizar os riscos de surdez profissional. Todos
os colaboradores são informados sobre os valores de ruído a que estão expostos e esclarecidos sobre as medidas de
protecção que devem adoptar;
•• Informação aos colaboradores deslocados dos riscos existentes para a saúde e informação das medidas de profilaxia
recomendadas para cada região.
28 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
6.3. Sistema de Qualidade, Segurança e Ambiente
As mudanças na realidade do mercado da construção e a internacionalização cada vez mais relevante da MSF, aliados à
multiplicidade de obras e ao enquadramento das mesmas, têm trazido novos desafios à Empresa e aos seus colaboradores,
nomeadamente nos âmbitos da qualidade, segurança e ambiente.
A MSF tem vindo a promover, ao longo do tempo, políticas activas de gestão da qualidade, prevenção da segurança
e atitude ambientalmente empenhada, através do planeamento, da avaliação de riscos e impactes e da definição de
métodos de controlo.
Tendo sido assumido o alargamento da implementação do Sistema QSA às obras internacionais, a MSF consolidou em
2011 esta política, tendo a mesma sido validada pelo Programa de Auditorias Internas QSA.
A consolidação de competências QSA ao longo dos anos e nos diversos níveis da estrutura organizacional permite
actualmente à MSF promover as suas políticas QSA de modo consistente nos vários países onde actua.
Depois de vários anos tendo com referencial as normas ISO 9001, OSHAS 18001 e ISO 14001, a MSF apostou em 2011
em incrementar o seu sistema, passando a incluir nas suas políticas os requisitos da norma ISO/IEC 17025, no âmbito das
competências para os laboratórios de ensaios.
Esta decisão, aliada às necessidades legais e contratuais para os ensaios de compressão de provetes de betão, levaram à
implementação total dos requisitos da norma e início do processo de acreditação por parte do IPAC.
Assim, realizou-se em Novembro de 2011 a Auditoria de Acreditação pelo IPAC, estando a MSF a aguardar apenas a
formalização da acreditação dos Laboratórios da Ota, Venda Nova III e Foz-Tua.
Mais uma vez, e após um novo ciclo de revisão do Sistema QSA, foi confirmada a manutenção das políticas da qualidade,
segurança e ambiente, cumprindo-se os objectivos propostos para 2011.
6.4. Sistema de Apoio e Desenvolvimento Técnico
A Divisão Técnica e de Auditoria (DTA), fundada em 2008, integra o Gabinete Técnico (SES), o Serviço de Topografia
(STO) e o Serviço de Auditoria e Reequilíbrio Financeiro (SAR). Desde essa data que funciona como uma estrutura de
apoio às obras, tanto no mercado nacional como no internacional, na busca das melhores práticas e soluções técnicas
inovadoras, que acrescentem valor para os seus clientes e para a Empresa.
Durante o ano de 2011 as auditorias técnicas estiveram integralmente subordinadas ao Sistema de Qualidade,
Segurança e Ambiente da Empresa, tendo-se para o efeito adaptado o modelo de relatório e produzido duas circulares
regulamentadoras, de forma a aumentar a sua eficácia. Ao longo do exercício foram efectuadas dez auditorias, sendo que
oito ocorreram na área internacional, uma na Polónia e sete em África e as restantes duas no mercado nacional.
6.5. Gestão de Risco
No desempenho da sua actividade, a MSF e as suas participadas estão expostas a diferentes tipos e níveis de riscos,
que resultam das incertezas e ameaças inerentes ao desenrolar das operações em sectores, países e enquadramentos
socioeconómicos e legais múltiplos. Conhecedora de que a exposição ao risco é limitada e acessória à actividade, quer na
sua área de negócio quer nas das suas participadas, a MSF procura, no dia a dia, controlar, mitigar os potenciais impactos
MSF . Relatório e Contas 2011 29
PAVIMENTAÇÃO DA PISTA PRINCIPAL E ACESSOS À PLATAFORMA DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE DIASS . DAKAR . SENEGAL
negativos e aproveitar as oportunidades de melhoria numa perspectiva de garantia de continuidade das operações e de
criação de valor.
A gestão de riscos na MSF consiste fundamentalmente na identificação, avaliação dos impactos, determinação de acções
de mitigação, implementação, acompanhamento e reporte. O Sistema de Qualidade, Segurança e Ambiente desempenha
neste contexto um papel fundamental, contribuindo com a definição de normas e procedimentos internos, aos mais
diversos níveis, cujo objectivo é garantir que as actividades são desenvolvidas da forma mais segura, eficaz, controlada,
sem imprevistos e com respeito pelas diversas normas e políticas. Existem na Empresa metodologias desenvolvidas para
lidar com riscos associados, entre muitos outros, à elaboração de propostas, à volatilidade dos preços das matérias-primas,
à realização das obras, à compra e operação de equipamentos, ao crédito de clientes, à capacidade de desempenho de
fornecedores ou subempreiteiros, à gestão de projectos, à prestação de garantias e à integridade do seu património,
incluindo dos seus sistemas de informação e comunicação. Especificamente na área financeira existem procedimentos com
vista à gestão de riscos como a variação das taxas de juro, a variação dos câmbios, a liquidez e os riscos da contraparte.
Destaca-se ainda que, com a consolidação da presença internacional e o contínuo crescimento da presença da MSF em
diferentes mercados, têm vindo a ser reforçadas medidas específicas de gestão dos riscos inerentes ao desenvolvimento
da actividade no estrangeiro.
6.6. Sistemas de Informação e Desenvolvimento
A Empresa continuou, neste exercício, a investir nos seus sistemas de informação, visando um maior controlo sobre
as operações e a indução de acréscimos de produtividade por via da automatização de algumas tarefas. Destaque-se
a implementação do Projecto PeopleSoft - PO (módulo de Compras). A crescente complexidade do negócio decorrente
do aumento da actividade internacional será atenuada pelo carácter transversal deste módulo, perspectivando-se que
contribua acentuadamente para circunscrever os efeitos negativos da distância física entre unidades da Empresa.
Algumas das Sucursais do Grupo beneficiaram ainda da implementação de projectos de PeopleSoft Financials para cobrir
as áreas financeiras que, tal como a nova aplicação de compras, muito contribuirá para a padronização de procedimentos
e melhoria da informação disponível. Releve-se, por último, a entrada em produtivo de um “Portal do Colaborador”
que permitiu a disponibilização em regime de self-service de um conjunto diverso de informações, agilizando muitos
processos associados à gestão de recursos humanos.
6.7. Responsabilidade Ambiental
Conforme já referido em anos anteriores, a MSF, concretamente através do seu Sistema QSA, desenvolve um esforço
permanente de preservação das condições ambientais e implementou diversas medidas de mensuração e controlo com
vista à promoção, junto dos seus colaboradores, fornecedores, subcontratados e outros parceiros de negócio, dos valores
e princípios da responsabilidade ambiental.
No exercício de 2011 mantiveram-se, entre outras, campanhas de sensibilização e formação no âmbito da redução do
consumo e utilização racional da energia, que abrangeram quer as instalações fixas, quer os estaleiros de obra. De acordo
com as políticas definidas, foram efectuadas acções de sensibilização e promoção da diminuição do consumo de água e
minimização dos impactos resultantes do seu uso. Deu-se continuidade a acções que promovem a redução da poluição
sonora e continuaram a ser implementados procedimentos gerais de minimização de impactos no âmbito das poeiras,
das emissões de CO2, de COV e de HCFC.
2011 foi o segundo ano de utilização plena da nova Sede Social da MSF, inaugurada em finais de 2009. Durante o ano,
já com base em mais um exercício completo com elementos de consumo, produção e facturação existentes, reviu-se
30 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
o funcionamento base do edifício e introduziram-se algumas medidas adicionais com o objectivo de optimização da
produção e dos consumos de energia. O processo é evolutivo tendo em conta os resultados que vão sendo obtidos e dada
a dinâmica do edifício, a sua utilização e reacções a factores externos (estações do ano).
6.8. Responsabilidade Social
No âmbito da sua política de mecenato e em colaboração com instituições e projectos de índole social, cultural e
educacional, o Grupo MSF concede apoios, designadamente através do desenvolvimento de trabalhos de construção civil
mas também sob a forma de cedência de fundos ou bens a entidades e causas que apoiem grupos carenciados.
No ano de 2011, de novo um ano difícil para muitas comunidades, a MSF reforçou o seu orçamento disponível e intensificou
a disponibilização de mão de obra para iniciativas ligadas a acções de solidariedade social. O reforço das iniciativas de
cariz social abrangeu adicionalmente a participação em actividades organizadas por outras entidades que reuniram um
conjunto de empresas e promoveram acções de solidariedade.
Na área internacional manteve-se o desenvolvimento de acções em prol das comunidades locais, nomeadamente na
colaboração da melhoria de infra-estruturas como escolas, redes de água ou estradas.
7. Perspectivas para 2012
Todas as projecções apontam para uma nova contracção da economia portuguesa em 2012 e para a continuação de uma
conjuntura adversa para o sector da Construção. O prosseguimento do esforço de consolidação orçamental em Portugal,
bem como noutros países, continuará a limitar o consumo e o investimento.
Nesta conjuntura, perspectiva-se que o ano de 2012 venha de novo colocar aos diversos agentes económicos, às empresas
em geral e também à MSF, desafios acrescidos na prossecução dos seus objectivos. Tal como em anos anteriores,
confiamos que o significativo nível de internacionalização da Empresa, os trabalhos em execução em diversos países
sustentados numa carteira de obras que no final de 2011 era na ordem dos 744 milhões de euros e a manutenção do
reforço da solidez económica e financeira como prioridade, conduzirão a uma bem sucedida implementação da estratégia
traçada.
8. Factos Relevantes Após o Termo do Exercício
Após o termo do exercício destacamos a adjudicação do contrato para a empreitada de Concepção – Construção do
Empreendimento Habitacional para colaboradores da Angola LNG, na cidade do Soyo, Província do Zaire, no Norte de
Angola, no valor de 227 milhões de dólares, a realizar por um consórcio liderado pela MSF Engenharia Angola, Lda. (MSF
Angola), no qual esta detém uma participação de 50%. A obra tem um prazo de execução de 36 meses, estando as
primeiras entregas de habitações previstas para o primeiro quadrimestre de 2014.
Refere-se adicionalmente a confirmação da adjudicação à MSF Angola do contrato de construção do Complexo Industrial
de Assemblagem de produtos electrónicos e electrodomésticos, no valor de 18,8 milhões de dólares pela Inovia, Electrónica
de Angola,Lda.
MSF . Relatório e Contas 2011 31
Em Janeiro de 2012 foi constituída a MSF Construction Qatar, Al-Mustafawi, Leptis, Fortunato – Construction LCC, que
resulta de uma parceria entre sócios do Qatar e de Portugal, na qual a MSF Engenharia S.A. detém uma percentagem de
39% do capital, a que correspondem 55% dos direitos a dividendos.
9. Outras Informações Legais
A MSF Engenharia não tem dívidas em mora ao Sector Público Estatal nem à Segurança Social.
A Sociedade não detém acções próprias em carteira, nem concedeu quaisquer autorizações a negócios entre a Sociedade
e os seus Administradores.
A MSF Engenharia tem seis sucursais: na Polónia (Warszawa); em Cabo Verde (Cidade da Praia); na Guiné Equatorial
(Bata - Litoral); no Senegal (Almadies – Dakar), no Gana (Accra North) e no Gabão (Libreville).
10. Proposta de Aplicação de Resultados
É proposto pelo Conselho de Administração que o resultado líquido do exercício de 2011, no montante de 7.015.576 euros,
seja integralmente transferido para a rúbrica de resultados transitados.
11. Nota Final
O Conselho de Administração deseja expressar o seu reconhecimento a todos os que, ao longo do exercício de 2011,
o apoiaram na prossecução dos objectivos fixados para a Empresa. Agradece o apoio e confiança demonstrados pelo
Accionista, a disponibilidade e valiosa colaboração do Conselho Fiscal e do Revisor Oficial de Contas, o empenho, dedicação
e elevado profissionalismo dos colaboradores da MSF, bem como a cooperação fundamental de entidades, empresas e
pessoas com quem teve o prazer de contactar.
Lisboa, 18 de Abril de 2012
O Conselho de Administração
32 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
MSF . Relatório e Contas 2011 33
HOSPITAL DE BRAGA . BRAGA . PORTUGAL
balanço consolidado
EM 31 de dezembro de 2011
(Eur)
RUBRICASNOTAS
31 /12 / 2011
31 /12 / 2010
39.313.865
2.531.761
19.281.843
734.507
37.831.378
2.598.289
19.281.843
867.668
479.424
3.118.096
8.284
ACTIVO
ACTIVO NÃO CORRENTE
Activos fixos tangíveis
Propriedades de investimento
Goodwill
Activos intangíveis
Participações financeiras - método da equivalência patrimonial
Participações financeiras - empréstimos concedidos
Participações financeiras - outros métodos
Adiantamento por conta de investimentos
Accionistas e empresas do Grupo
Outras contas a receber
Activos por impostos diferidos
ACTIVO CORRENTE
Inventários
Clientes
Adiantamentos a fornecedores
Estado e outros entes públicos
Accionistas e empresas do Grupo
Outras contas a receber
Diferimentos
Caixa e depósitos bancários
20
21
22
23
24
24
24
24
25
26
19
27
28
29
30
25/38
26
31
4
TOTAL DO ACTIVO
3.550.000
8.284
1.139.113
13.134.937
17.560.518
1.578.692
98.833.520
3.169.834
17.560.518
129.307
85.044.641
26.099.685
187.417.086
7.289.010
10.812.695
910.282
56.870.797
3.324.164
32.251.673
324.975.392
423.808.912
20.566.100
213.151.765
3.439.226
11.909.246
274.799
79.176.765
5.172.242
24.882.077
358.572.220
443.616.861
31 /12 / 2011
31 /12 / 2010
28.067.480
42.500.000
997.596
5.683.834
12.321.073
-908.501
-3.386.670
7.015.576
92.290.388
2.720
28.067.480
41.758.910
997.596
5.374.116
6.436.423
-1.268.151
92.293.108
87.560.742
(Eur)
RUBRICASNOTAS
CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
Capital realizado
Outros instrumentos de capital próprio
Prémios de emissão
Reserva legal
Resultados transitados
Ajustamentos em activos financeiros
Outras variações no capital próprio
Resultado líquido do exercício
32
32
32
32
32
32
32
Interesses minoritários
43
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO
6.194.368
87.560.742
PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
Provisões
Financiamentos obtidos
Financiamentos obtidos - leasing
Accionistas e empresas do Grupo
Passivos por impostos diferidos
33
34
34
25/38
19
10.321.561
10.016.790
9.051.295
3
1.010.902
30.400.551
9.322.410
53.674.051
5.531.289
19.839
1.090.761
69.638.350
PASSIVO CORRENTE
Fornecedores
Adiantamentos de clientes
Estado e outros entes públicos
Accionistas e empresas do Grupo
Financiamentos obtidos
Financiamentos obtidos - leasing
Outras contas a pagar
Diferimentos
Passivos em instrumentos financeiros
35
36
30
25/38
34
34
37
31
41
112.964.488
35.236.910
7.316.933
2.561.970
85.258.432
6.354.663
14.598.096
32.216.047
4.607.714
301.115.253
331.515.804
423.808.912
126.046.908
37.711.332
5.612.179
922.775
57.208.027
5.860.331
20.323.658
31.728.956
1.003.602
286.417.768
356.056.118
443.616.861
TOTAL DO PASSIVO
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO
demonstração consolidada
dos resultados por naturezas
do exercício findo eM 31 de dezembro de 2011
(Eur)
RUBRICASNOTAS
31 /12 / 2011
31 /12 / 2010
Vendas e serviços prestados
Subsídios à exploração
Ganhos/(perdas) imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
Variação nos inventários da produção
Trabalhos para a própria entidade
Custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas
Fornecimentos e serviços externos
Gastos com o pessoal
Imparidade de dívidas a receber ((perdas)/reversões)
Provisões ((aumento)/reduções)
Imparidade de activos não depreciáveis/amortizáveis ((perdas)/reversões)
Aumentos/(reduções) de justo valor
Outros rendimentos e ganhos
Outros gastos e perdas
507.990.534
4.066
262.512
6.832.504
-10.505.142
415.668.872
14.091
108.221
-1.183.895
623.758
-62.132.933
-266.379.329
-47.665.448
-470.291
-1.817.090
-641.549
-262.512
2.282.140
-10.040.573
35.314.611
28.103.463
-15.100.480
-15.131.845
20.214.131
12.971.618
6.264.866
-12.379.840
5.069.325
-8.011.464
14.099.157
10.029.479
-7.099.715
-3.835.111
6.999.442
6.194.368
7.015.576
-16.134
6.999.442
6.194.368
6
24
7
8
9
10
11
12
33
22
13
14
15
Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos
(Gastos) / reversões de depreciação e de amortização
16
Resultado operacional (antes de financiamento e impostos)
Juros e rendimentos similares obtidos
Juros e gastos similares suportados
17
18
Resultado antes de impostos
Imposto sobre o rendimento do exercício
19
Resultado líquido do exercício
Resultado líquido do exercício atribuível a:
Detentores do capital da empresa-mãe
Interesses minoritários
43
-566.891
188.946
-108.836.328
-306.350.093
-52.339.644
-300.281
-1.065.572
6.194.368
demonstração consolidada
dos resultados por FUNÇÕES
do exercício findo eM 31 de dezembro de 2011
(Eur)
RUBRICASNOTAS
Vendas e serviços prestados
Custo das vendas e serviços prestados
6
Resultado bruto
Outros rendimentos
Gastos de distribuição
Gastos administrativos
Gastos de investigação e desenvolvimento
Outros gastos
Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos)
42
Gastos de financiamento (líquidos)
31 /12 / 2011
31 /12 / 2010
507.990.534
-464.923.333
415.533.765
-385.703.720
43.067.201
29.830.045
3.250.196
2.720.543
-23.314.191
-17.499.886
-6.049.863
-1.889.483
16.953.343
13.161.219
-2.854.186
-3.131.740
Resultado antes de impostos
42
14.099.157
10.029.479
Imposto sobre o rendimento do exercício
19
-7.099.715
-3.835.111
Resultado líquido do exercício
42
6.999.442
6.194.368
Resultado líquido do exercício atribuível a:
Detentores do capital da empresa-mãe
Interesses minoritários
7.015.576
-16.134
6.999.442
6.194.368
43
36 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
6.194.368
demonstração CONSOLIDADA
DOS FLUXOS DE CAIXA
do exercício findo eM 31 de dezembro de 2011
(Eur)
RUBRICASNOTAS
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES OPERACIONAIS
Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
(Pagamento) / recebimento do imposto sobre o rendimento
Outros recebimentos/pagamentos
Fluxos de caixa das actividades operacionais (1)
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO
Pagamentos respeitantes a:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Investimentos financeiros
Accionistas/Suprimentos
Outros activos
Recebimentos provenientes de:
Activos fixos tangíveis
Activos intangíveis
Investimentos financeiros
Accionistas/Suprimentos
Outros activos
Subsídios ao investimento
Juros e rendimentos similares
Dividendos
Fluxos de caixa das actividades de investimento (2)
FLUXOS DE CAIXA DAS ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO
Recebimentos provenientes de:
Financiamentos obtidos
Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Cobertura de prejuízos
Doações
Outras operações de financiamento
Pagamentos respeitantes a:
Financiamentos obtidos
Amortização de locações financeiras
Juros e gastos similares
Dividendos
Accionistas/Suprimentos
Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio
Outras operações de financiamento
Fluxos de caixa das actividades de financiamento (3)
Variação de caixa e seus equivalentes (1+2+3)
Efeito das diferenças de câmbio
Efeito das alterações de perímetro
Caixa e seus equivalentes no início do período
Caixa e seus equivalentes no fim do período
31 /12 / 2011
31 /12 / 2010
494.762.287
-437.507.574
-46.921.834
10.332.879
-1.279.465
48.007.631
57.061.044
410.543.378
-337.986.834
-54.938.319
17.618.225
-1.035.087
15.022.900
31.606.037
-6.091.734
-654.459
-1.560.982
-40.107.500
-3.743.733
-845.852
-2.716.148
144.034
370.722
380.419
26.000.000
1.333.707
519.661
-20.556.515
-6.415.351
135.263.162
117.824.000
417.291
9.754.248
-150.672.036
-5.187.957
-11.140.554
-113.968.872
-2.462
-267.482
-31.590.038
4.914.491
1.645.822
809.283
24.882.077
32.251.673
-7.783.759
-595.585
-16.501.149
-11.271.118
13.919.568
346.355
10.616.153
24.882.076
MSF . Relatório e Contas 2011 37
demonstração consolidada
dAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO
do exercício findo eM 31 de dezembro de 2011
NOTAS
CAPITAL
REALIZADO
(Nota 32)
OUTROS
INSTRUMENTOS
DE CAPITAL
PRÓPRIO
(Nota 32)
PRÉMIOS DE
EMISSÃO
DE ACÇÕES
(Nota 32)
RESERVA
LEGAL
(Nota 32)
Saldo em 1 de Janeiro de 2010
Resultado líquido do exercício
32
Aplicação do resultado líquido de 2009
32
Transferência decorrente de resultados não atribuídos
24
Aplicação do método de equivalência patrimonial
Diferenças cambiais decorrentes da integração das contas das sucursais
41
Justo valor do instrumento financeiro de cobertura
Saldo em 1 de Janeiro de 2011
Resultado líquido do exercício
32
Aplicação do resultado líquido de 2010
32
Transferência decorrente de resultados não atribuídos
Aplicação do método de equivalência patrimonial
Diferenças cambiais decorrentes da integração das contas das sucursais
43
Interesses minoritários resultantes da alteração do perímetro consolidação
Justo valor do instrumento financeiro de cobertura liquido de imposto
Saldo em 31 de Dezembro de 2011
28.067.480
42.500.000
997.596
5.121.249
252.867
28.067.480
-741.090
41.758.910
997.596
5.374.116
309.718
28.067.480
38 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
741.090
42.500.000
997.596
5.683.834
(Eur)
RESULTADOS
TRANSITADOS
(Nota 32)
AJUSTAMENTOS
EM ACTIVOS
FINANCEIROS
(Nota 32)
925.770
-186.659
5.582.638
-71.985
6.436.423
OUTRAS
VARIAÇÕES AO
CAPITAL PRÓPRIO
(Nota 32)
RESULTADO
LÍQUIDO DO
EXERCÍCIO
TOTAL
IMPUTÁVEL
AO GRUPO
5.835.505
6.194.368
-5.835.505
83.260.941
6.194.368
83.260.941
6.194.368
-95.628
-1.057.849
-741.090
87.560.742
-95.628
-1.057.849
-741.090
87.560.742
71.985
-95.628
-1.057.849
-1.268.151
6.194.368
7.015.576
-6.194.368
5.884.650
-7.124
366.774
12.321.073
-908.501
7.015.576
INTERESSES
MINORITÁRIOS
(Nota 43)
-16.134
6.999.442
18.854
-7.124
366.774
18.854
-2.645.580
92.293.108
-7.124
366.774
-3.386.670
-3.386.670
7.015.576
-2.645.580
92.290.388
TOTAL DO
CAPITAL
PRÓPRIO
2.720
MSF . Relatório e Contas 2011 39
40 A solidez constrói-se. A competência cultiva-se. A confiança conquista-se.
MSF . Relatório e Contas 2011 41
REFORÇO DE POTÊNCIA DA BARRAGEM DA BEMPOSTA . MOGADOURO . PORTUGAL
REFORÇO DE POTÊNCIA DA BARRAGEM DA BEMPOSTA . MOGADOURO . PORTUGAL
FICHA TÉCNICA
Tiragem de 1250 Exemplares.
Impresso em papel couché mate 150gr.
A madeira utilizada no fabrico da pasta deste papel
provém de florestas geridas de forma responsável
e sustentada.
As fotografias das Natura Towers são da autoria
de Carlos Noronha / Crusader.
O design gráfico e paginação são da autoria
da Zook, Design e Comunicação.
Impresso na Multitema.
Rua Frederico George nº 37
Alto da Faia 1600-468 LISBOA . PORTUGAL
Tel.: +351 217 213 500 . Fax: +351 217 213 599
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MSF Engenharia Relatório Gestão e Contas 2011