Engenharia Civil Projeto Pedagógico 1 2 CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL Reconhecido pela Portaria nº 768/10 – D.O.U. de 23/06/2010. CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE PALMAS (CEULP) Av. Teotônio Segurado, 1501 Sul Fone: (63) 3219.8000 www.ulbra-to.br COORDENAÇÃO DE ENGENHARIA CIVIL Prédio 4, Sala 408. Fone: (63) 3219.8254 [email protected] Telefones Úteis: Assessoria de Comunicação Social - (63) 3219.8112 Assessoria da Direção - (63) 3219.8017 Biblioteca - (63) 3219.8011 Central de Atendimento ao Aluno - (63) 3219.8046 Complexo Laboratorial - (63) 3219.8084 Coordenação dos Labins de Informática - (63) 3219.8081 Coordenação de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão (COPPEX) - (63) 3219.8032 Laboratório de Produção de Conhecimento: (63) 3219.8064 Núcleo de Apoio Educacional (NAE): (63) 3219.8023 Núcleo de Atendimento Especializado ao Discente (ALTERIDADE): (63) 3219.8037 Ouvidoria - (63) 3219.8048 / (63) 3219.8049 Pastoral Universitária - (63) 3219.8051 Secretaria - (63) 3219.8014 3 4 EXPEDIENTE CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE PALMAS (CEULP) Diretora Geral: Kelen Beatris Lessa Mânica Coordenadora de Ensino: Parcilene Fernandes de Brito Coordenadora de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão: Conceição Aparecida Previero Coordenador da Comissão Própria de Avaliação: Fabiano Fagundes Capelão: Pastor Ari Schulz Assessoria Administrativa: José Francisco Pereira de Castro Assessoria da Direção Geral: Sinara Goiás de Paiva Assessoria de Comunicação Social: Marcela Pinheiro Damasceno Pires CURSO DE ENGENHARIA CIVIL Coordenador: Fábio Henrique de Melo Ribeiro Núcleo Docente Estruturante (NDE): Fábio Henrique de Melo Ribeiro, Cezar Augusto Matos e Souza, Edivaldo Alves dos Santos, Jacqueline Henrique, Roldão Pimentel de Araújo Júnior e Washington Luiz Carvalho Lima. Corpo Docente: Andrés Lazaro Barraza de La Cruz, Ari Schulz, Carlos Spartacus da Silva Oliveira, Celso Osvaldo Granetto, Cezar Augusto Matos e Souza, Cleyovane Lemos Ribeiro, Conceição Aparecida Previero, Edeilson Milhomem da Silva, Edivaldo Alves dos Santos, Elaine Maria da Silva, Fábio Henrique de Melo Ribeiro, Fábio Moreira Spinola de Castro, Fernando Vieira Machado, acqueline Henrique, Joaquim José de Carvalho, José Geraldo Delvaux Silva, Lourenço Augusto da Costa Bechara, Maria de Fátima Rocha Medina, Maria Carolina de Paula E. D’oliveira, Miguel Angelo de Negri, Pedro Heber Estevam Ribeiro, Rodrigo Meireles Mattos Rodrigues, Roldão Pimentel de Araújo Junior, Suzy Barbosa Melo Moreno e Washington Luiz Carvalho Lima. Caderno Projeto Pedagógico de Engenharia Civil Projeto Gráfico e Editoração: Fabiano Fagundes, Felipe Botelho, Irenides Teixeira. Ano: 2011/1 5 6 SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ........................................................................................ 9 CONCEPÇÃO ............................................................................................11 MISSÃO ..................................................................................................13 OBJETIVOS DO CURSO .............................................................................14 PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO ..........................................................15 ATRIBUIÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO.................................................16 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR .....................................................................17 ATIVIDADES COMPLEMENTARES ................................................................20 AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM ...................................21 ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA DO CURSO ...................................................23 ATENÇÃO AOS DISCENTES ........................................................................24 PESQUISA ...............................................................................................27 EXTENSÃO ..............................................................................................28 ESTÁGIO SUPERVISIONADO ......................................................................29 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) ..............................................35 CORPO DOCENTE .....................................................................................43 INSTALAÇÕES ..........................................................................................44 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..........................................................................47 7 8 APRESENTAÇÃO O Centro Universitário Luterano de Palmas (CEULP) define o seu ideal de um Projeto Político-Pedagógico levando em conta uma sociedade permeada pela globalização da economia e da comunicação, pelo pluralismo político e por uma cultura diversificada. Por esta característica, o Projeto Pedagógico está sujeito a constantes atualizações, visando uma melhor qualidade de ensino. A partir disso, tem-se a elaboração de um projeto embasado no comprometido com a qualidade de vida da sociedade, tanto pela prática profissional como pelo exercício constante da cidadania. O CEULP põe a elaboração e comunicação do saber a serviço do homem com o objetivo da formação de profissionais de nível superior, para que atuem no mercado de trabalho de acordo com a área específica de estudos, adequando às necessidades emergentes aos novos conhecimentos e novas demandas sociais. Com este procedimento a instituição assume seu caráter comunitário e ao oferecer os cursos de ensino superior se caracteriza como uma instituição prestadora de serviços, que aborda a realidade em suas múltiplas dimensões, transformando-se em meio potencializador e transformador da pessoa humana em sua questão social. O Estado do Tocantins é o mais novo da federação, tendo sido criado pela constituição de 1988, a partir da região que compreendia o norte do Estado de Goiás. Região que tradicionalmente carecia de infra-estrutura, como estradas e vias de escoamento, pontes, saneamento, energia entre outros. A despeito de muito ter sido realizado nos últimos vinte anos, a região ainda carece de obras civis de infra-estrutura para fomentar o desenvolvimento e, efetivamente, refletir em uma melhora na qualidade de vida da população. Outro fator preponderante para o déficit encontrado na engenharia local é a carência de profissionais especializados para o desenvolvimento de projetos e tecnologias nessas áreas estratégicas, refletindo na geração de uma forte demanda reprimida na região. Com o intuito de contribuir para a redução deste déficit o Curso de Engenharia Civil do CEULP foi criado em 1999, pelo ILES/ULBRA, iniciando suas atividades com a autorização do MEC para funcionamento, e desde essa ocasião, procura estar atento à realidade do Estado. No ano de 2002, o Curso recebeu a visita de comissão, formada por representantes do Ministério da Educação, que vieram conhecer in loco as condições de ensino, em vários âmbitos, como a proposta pedagógica, o corpo docente e as instalações (laboratórios e infra-estrutura). Após esta verificação, o Curso recebeu o reconhecimento, pela Portaria nº 3.053, de 28 de outubro de 2003, assinada pelo ministro Cristovam Buarque, que foi publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de outubro do corrente ano. Este reconhecimento teve o prazo de quatro anos. A primeira turma de Engenharia Civil concluiu o Curso no primeiro semestre de 2004 e recebeu diploma reconhecido pelo MEC. O estado do Tocantins conta hoje com uma malha viária em expansão visando atender as necessidades de logística de transporte e escoar de maneira mais eficaz sua produção. Corroborando com isso, uma política de fomento para a concretização das grandes obras de infraestrutura e do processo de industrialização é de suma importância para alavancar o desenvolvimento da região, propiciando assim a expansão das áreas de atuação econômica. Estas ações já podem ser visualizadas através das obras da ferrovia norte-sul e do projeto da hidrovia Tocantins-Araguaia, obras de referência para a implantação de plataformas multimodais por todo o estado, integrando assim os diversos sistemas de transportes. O resultado é um desenvolvimento acelerado da economia local, que registra um dos maiores índices de crescimento do Brasil. Seguindo nessa mesma linha, nossa região é um dos últimos grandes potenciais hidrelétricos do país a ser explorado fora da bacia do rio Amazonas, estando em construção 9 e/ou previstos empreendimentos hidráulicos dos mais variados portes, desde Usinas Hidrelétricas até pequenas centrais hidrelétricas. Estas foram às razões principais para que o Curso de Engenharia Civil fosse tão bem aceito quando de sua criação e tão valorizado até hoje. Dessa forma, o Centro Universitário Luterano de Palmas tem atingido os objetivos de formação dos seus acadêmicos e contribuído com a construção de uma sociedade com melhor qualidade de vida. A proximidade geográfica com outros centros tecnológicos favorece o intercâmbio e a atualização dos conhecimentos técnicos-científicos, seja na construção de obras civis, construção pesada (terraplenagem, pavimentação, barragens etc.), transporte (rodoviário, ferroviário, urbano, hidroviário, aereoviário, etc.), projetos de estruturas de edificações, atividades em recursos hídricos e saneamento (água e esgoto) seja no controle de qualidade de obras, desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão, entre outros. 10 CONCEPÇÃO A presença do Centro Universitário Luterano de Palmas na comunidade de Palmas, do Tocantins e da Região Norte, possui como referência a demanda social regional instalada e a capacidade de resposta e compromisso institucional, canalizando sua capacidade de instituição formadora e geradora de conhecimento para o aprimoramento da qualidade de vida da população. Neste contexto, o CEULP apresenta-se como instituição de identidade e características próprias, destacando-se a promoção do ensino profissional e tecnológico, sendo esta instituição pioneira no estado na área de Engenharia Civil. Através desta vocação proeminente a instituição habilita o aluno a desenvolver suas características empreendedoras e seu interesse por práticas profissionais, com um forte embasamento humanístico e consciência de suas responsabilidades perante o meio ambiente e a sociedade. Estas posições implicam na oferta de Cursos de Graduação e Pós-Graduação que relacionem com as vocações da Região Norte, da Amazônia Legal e as do estado Tocantins, na identificação dos campos de atuação e no estabelecimento de programas extensão para que a instituição possa cumprir com o seu papel no desenvolvimento região. se do de da O projeto pedagógico do curso tem suas bases direcionadas pelas diretrizes curriculares nacionais dos cursos de engenharia, bacharelado, onde busca formar profissionais capazes de responder às expectativas de mercado de maneira eficiente, com visão sistêmica da sociedade em que vive. O curso procura oferecer uma infra-estrutura completa de excelência, em sintonia com as práticas profissionais, conforme a Resolução 1010 de 22 de agosto de 2005, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), visando uma formação generalista e com bases teóricas adequadas às exigências do exercício da profissão. A preparação dos discentes para a atuação profissional abrange diversos segmentos característicos da profissão, capacitando-os para atuar em uma ou mais sub-áreas da Engenharia Civil no que tange o desenvolvimento de projetos e execução de obras, consultoria e desenvolvimento de atividades de planejamento e administração de empreendimentos voltados para a prática da Engenharia Civil. Além de propiciar a formação técnica, o curso favorece a busca da conscientização do profissional enquanto agente ativo no desenvolvimento econômico e social da população, atento aos problemas ecológicos oriundos das atividades humanas e com compromisso e ética profissional. Portanto, o curso atende tanto a formação tecnológica dos acadêmicos quanto a sua formação humanística. O processo de ensino-aprendizagem se realiza através de conhecimentos técnicos que possibilitam o próprio ofício da engenharia, e de conhecimentos metodológicos que enfatizam as formas de abordagem de problemas, identificando as relações entre os objetos de estudo e seu contexto, dentro de um processo de análise e síntese. As relações interpessoais, capacidade de liderança e coordenação de equipe são desenvolvidas através das atividades em grupo realizadas nas disciplinas, assim como nas práticas profissionais proporcionadas pelo estágio supervisionado. Os aspectos sociais e éticos são abordados de maneira integradora ao processo pelos próprios professores nas condutas em sala de aula, além dos conteúdos específicos inseridos em algumas disciplinas direcionadas pelos princípios da instituição. Em consonância com as premissas supracitadas, a sólida formação técnica e científica na área de engenharia civil, o entendimento da necessidade do contínuo aperfeiçoamento profissional e a prática do exercício de liderança promovem uma melhoria em todos os processos que envolvem a área, especificamente nas questões relacionadas à tomada de decisão. 11 Destaca-se que o corpo de conhecimento da área de Engenharia Civil é composto por conteúdos que não devem ser abordados de forma linear e fragmentada, mas de forma a criar uma rede de conhecimentos integrados. Todo o corpo docente deve estar engajado em elaborar planos de ensino de forma integrada e com metodologias inovadoras, além das formas tradicionais de ensino, possibilitando estabelecer relações entre os diversos conteúdos do curso e sua aplicação prática. Nesta visão, o curso procura instigar a análise crítica e a integração das vertentes que fazem parte do universo da engenharia, abrangendo, de maneira geral, cinco grandes áreas: Construção Civil, Sistemas Estruturais, Geotecnia, Hidrotecnia e Transportes. O curso procura estar em sintonia com as reais necessidades do mercado de trabalho, dando maior ênfase nas áreas de Construção Civil e Sistemas Estruturais devido às tendências atuais na região, o que favorece a inserção dos egressos no mercado de trabalho e colabora com o desenvolvimento regional da sociedade. 12 MISSÃO DO CEULP/ULBRA “Produzir conhecimentos, promover a profissional e o bem-estar da sociedade prestação de serviços educacionais, de tecnológicos, conforme princípios da fé cristã luterana.” formação mediante saúde e e da ética DO CURSO DE ENGENHARIA CIVIL “Gerar, promover e transferir tecnologia de projeto e execução de serviços de engenharia civil em atendimento às demandas da sociedade e do setor produtivo e inserir no mercado profissionais com sólida formação técnico/científica, críticos e sintonizados com as transformações sociais, políticas, econômicas, ambientais e culturais”. 13 OBJETIVOS DO CURSO GERAL • O curso tem por objetivo promover e transferir tecnologias de projeto e execução de serviços de engenharia civil em atendimento às demandas da sociedade, inserindo no mercado engenheiros com sólida formação técnica, econômica, ambiental e cultural, de acordo com os princípios da fé cristã. Esses engenheiros deverão também possuir formação voltada para o desenvolvimento de empreendimentos, capacidade de gestão, correta conscientização ético-profissional, bem como formação teórico-prática que lhes permita a coordenação e execução de obras civis, em condições plenas de segurança e qualidade. ESPECÍFICOS 14 • Introduzir o aluno, o mais cedo possível, nos campos temáticos da engenharia civil de forma a propiciar-lhes visão abrangente da sua futura atuação profissional e, concomitantemente, reduzir a aridez proporcionada pelas disciplinas básicas; • Estimular, de forma intensa, os estágios extracurriculares; • Orientar a transferência de conteúdo através de aulas expositivas com intensificação de exercícios de fixação teórico-práticos, reduzindo as de desenvolvimento essencialmente teórico-dedutivas. Esta abordagem visa a propiciar ao aluno aulas mais dinâmicas de solução de problemas e, ao mesmo tempo, atender as exigências de mercado, no que se refere à exigência de engenheiros com cunho mais prático; • Orientar para o desenvolvimento, de forma extracurricular, da expansão do conhecimento em língua portuguesa, através do Laboratório de Leitura e produção Textual; • Preparar para a profissão e para o auto-aprimoramento contínuo; • Capacitar o aluno para a aplicação de tecnologias adequadas às situações que se apresentem; • Desenvolver o potencial criativo, de raciocínio e visão crítica; • Estimular o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo; • Formar cidadãos engenheiros, com plena e correta consciência do seu papel na sociedade, com visão e exercício moral e ético de sua profissão e com formação abrangente que lhe propicie sensibilidade para questões humanísticas, sociais e ambientais. PERFIL PROFISSIONAL DO EGRESSO O Engenheiro Civil do CEULP deverá ter um perfil generalista, crítico, reflexivo, com uma base adequada em matemática, física e nas chamadas ciências dos engenheiros (fenômenos de transporte, resistência dos materiais, estruturas, recursos hídricos, ciências do meio ambiente, eletricidade, transporte urbano e informática). Deverá possuir também formação analítica e sistêmica voltada à realidade profissional e à ética, com condições de desenvolver sua capacidade de gestão, bem como ser detentor de uma formação teóricoprática que permita a coordenação de obras e projetos na sua execução e acabamentos no âmbito da Engenharia Civil, frente às modernas tecnologias, práticas de canteiros e legislação vigente. Deve estar integrado à realidade regional, nacional e mundial pelo conhecimento e formação técnica e científica continuada, com visão humanística e global dos problemas sociais e que apresente princípios e valores de responsabilidade social, justiça e ética profissional. Que seja empreendedor na atuação interativa e coletiva e tenha capacidade de atuação interdisciplinar em equipe, boa comunicação interpessoal e escrita, raciocínio crítico, lógico e analítico, visão integrada sistêmica e estratégica. Que saiba tomar decisões, consciente das noções de risco e apresente visão de alternativas na busca de soluções para problemas específicos ou do cotidiano. Para tanto, deverá desenvolver a atitude do querer saber e do fazer, pressupondo-se a prática investigativa: deverá desenvolver o conhecimento, ou seja, o saber, por meio de um currículo integrado em que se subordinam vários conteúdos a uma idéia central e, finalmente, deverá desenvolver a habilidade do saber fazer, onde se deve conciliar a relação teoria e prática em uma ação reflexiva do aprender fazendo, através de estágios e práticas laboratoriais e de campo. 15 ATRIBUIÇÕES NO MERCADO DE TRABALHO O mercado de trabalho para o engenheiro civil está em alta em todo o país, com perspectivas de melhoria acentuada nos próximos anos. O ritmo de crescimento acelerado é reflexo de um efetivo desenvolvimento econômico na última década e do aumento das ações governamentais nas áreas de habitação e infra-estrutura. O fato de o país sediar nos próximos anos os dois maiores eventos esportivos do planeta (Copa do Mundo - 2014 e Olimpíadas - 2016) só evidencia o aumenta da demanda por profissionais qualificados. Para atender as necessidades do mercado o Engenheiro Civil do CEULP/ULBRA deverá ter uma formação generalista, com visão analítica e sistêmica sobre os temas contemporâneos e as novas tecnologias, tendo como alicerce uma sólida base tecnológica e de gestão. Este profissional deve ser capaz de resolver problemas específicos ou do cotidiano, sempre levando em consideração os critérios normativos e de qualidade, além dos deveres éticos e da preservação ambiental, os quais devem embasar suas tomadas de decisão. Não obstante, o engenheiro holístico que, através de sua pró-atividade e de seus conhecimentos multidisciplinares, deve desenvolver as habilidades e competências necessárias para a coordenação de projetos e execução de empreendimentos de vanguarda tecnológica, conciliando os conhecimentos teóricos e práticos para o bem estar da sociedade e para o avanço da ciência. O profissional pode trabalhar no planejamento, projeto e execução de grandes obras, como edifícios altos, shopping centers, empreendimentos imobiliários, obras de infra-estrutura, barragens, redes de captação e distribuição de água, obras rodoviárias, entre outros. A dedicação à docência e pesquisa também poderão render ao profissional boas oportunidades de mercado. 16 ORGANIZAÇÃO CURRICULAR A percepção metodológica utilizada busca incentivar a efetiva aplicação da interdisciplinaridade e da transdisciplinaridade ao longo do curso, conforme as diretrizes curriculares específicas, assim além do conhecimento teórico-prático, busca-se agregar a vivência da experiência como futuro profissional a partir das disciplinas básicas. O aluno deve ter conhecimento da finalidade de cada matéria ministrada e de sua importância no contexto da profissão. O aprendizado deve ser contínuo e promover a construção de analogias entre básico e profissional. Um exemplo desta interdisciplinaridade está explicitado na interação concomitante entre as disciplinas de formação especifica e as disciplinas de conhecimentos básicos e complementares em um primeiro momento no mesmo nível, ou seja, no mesmo semestre. Em seguida, o conjunto apreendido neste nível embasa o aprendizado das disciplinas dos semestres subsequentes. A metodologia de ensino das disciplinas específicas inclui trabalhos práticos que buscam desenvolver as habilidades adquiridas tanto de forma individual como em grupo, pesquisas bibliográficas, atividades de projeto em disciplinas de formação profissional e outras atividades que buscam flexibilizar o processo de ensino-aprendizagem. Neste contexto, pode-se citar os cursos de extensão, participação em projetos sociais e workshops, bem como visitas técnicas e apresentação de novas tecnologias através de demonstrações aos alunos por empresas e profissionais da área de engenharia civil. É recomendado ao aluno o desenvolvimento de atividades extracurriculares tais como participação em eventos técnicocientíficos, entre outros. Através das atividades desenvolvidas, os alunos estarão demonstrando e aplicando suas competências de forma transversal utilizando-as em situações do cotidiano e situaçõesproblema. Não obstante, busca-se a aplicação de técnicas metodológicas que propiciem uma vivência mais aprofundada das temáticas das disciplinas e da sua relação com o mercado e a sociedade. Para tanto, a intersecção teoria e prática, com a utilização intensiva dos laboratórios do curso, é realizada de forma a promover um maior entendimento nos conteúdos ministrados. O currículo do Curso de Engenharia Civil foi elaborado baseando-se não apenas na formação técnico-científica do profissional, mas em conjunto com fatores e ações filosóficocristãs próprias da instituição. Esta conjunção permite a formação de um profissional comprometido com a qualidade de seus projetos, preocupados com a saúde e segurança dos trabalhadores, bem como com o meio ambiente, respondendo a demandas e solucionando-as dentro do contexto da engenharia civil. A estrutura curricular foi planejada com o objetivo de uma formação equilibrada entre conhecimentos humanísticos, técnicos e tecnológicos. Esta estrutura se caracteriza por permitir uma aquisição de conhecimentos continuada e subsequente através de disciplinas técnicas e práticas especificas embasadas por outras disciplinas de conteúdos humanísticos e científicos. Desta forma, os objetivos do curso são cumpridos por meio de uma interdisciplinaridade harmônica entre os conteúdos das disciplinas. 17 MATRIZ CURRICULAR NOME SEM CRED C/H INTRODUCAO A ENGENHARIA CIVIL 1 2 34 FUNDAMENTOS PROFISSIONAIS 1 4 68 COMPUTACAO APLICADA 1 2 34 DESENHO TECNICO E GEOMETRIA DESCRITIVA 1 4 68 MATERIAIS DE CONSTRUCAO CIVIL 1 4 68 COMUNICACAO E EXPRESSAO 1 4 68 COMPUTACAO GRAFICA I 2 4 68 QUIMICA GERAL I 2 4 68 GEOMETRIA ANALITICA E ALGEBRA LINEAR 2 4 68 TOPOGRAFIA I 2 4 68 INSTRUMENTALIZACAO CIENTIFICA 2 4 68 TECNOLOGIA DO CONCRETO 2 4 68 CULTURA RELIGIOSA 3 4 68 FUNDAMENTOS DE MATEMATICA APLICADA 3 8 136 GEOLOGIA APLICADA A OBRAS CIVIS 3 4 68 TECNOLOGIA DA CONSTRUCAO I 3 4 68 DESENHO TECNICO CIVIL 3 2 34 TOPOGRAFIA II 3 2 34 FUNDAMENTOS DE FISICA 4 8 136 GEOPROCESSAMENTO 4 4 68 MECANICA DOS SOLOS 4 4 68 TECNOLOGIA DA CONSTRUCAO II 4 4 68 LABORATORIO DE FISICA APLICADA 5 2 34 LABORATORIO DE MATEMATICA APLICADA 5 2 34 ESTRUTURAS ISOSTATICAS 5 4 68 OBRAS GEOTECNICAS 5 4 68 FENOMENOS DE TRANSPORTE 5 4 68 TRATAMENTO DE DADOS 5 4 68 RESISTENCIA DOS MATERIAIS I 6 4 68 INSTALACOES ELETRICAS 6 4 68 HIDRAULICA 6 4 68 GESTAO TECNOLOGICA I 6 4 68 SOCIEDADE E CONTEMPORANEIDADE 6 4 68 RESISTENCIA DOS MATERIAIS II 7 4 68 HIDROLOGIA 7 4 68 7 4 68 GESTAO TECNOLOGICA II 18 TRANSPORTE E TRAFEGO URBANO 7 4 68 PROJETO DE SISTEMAS HIDRAULICOS 7 4 68 ESTRUTURAS HIPERESTATICAS 8 4 68 PROJETO DE RODOVIAS 8 4 68 PROJETO DE SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE AGUA 8 4 68 PROJETO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO 8 8 136 PROJETO DE FUNDACOES 9 4 68 PROJETO DE PAVIMENTACAO RODOVIARIA 9 4 68 PROJETO DE SISTEMAS DE ESGOTOS SANITARIOS 9 4 68 ORCAMENTO, CONTROLE E INCORPORACAO 9 4 68 TOPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA CIVIL I 9 2 34 TOPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA CIVIL II 9 2 34 ESTAGIO SUPERVISIONADO EM ENGENHARIA CIVIL 9 2 34 TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO EM ENGENHARIA CIVIL I 9 2 34 PROJETO DE ESTRUTURAS DE ACO 10 4 68 PROJETO DE EDIFICACOES 10 4 68 PATOLOGIA E RECUPERACAO DE ESTRUTURAS 10 4 68 IMPACTO AMBIENTAL 10 4 68 LEGISLACAO, ETICA E SEGURANCA DO TRABALHO 10 2 34 TOPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA CIVIL III 10 2 34 TOPICOS ESPECIAIS EM ENGENHARIA CIVIL IV 10 2 34 TRABALHO DE CONCLUSAO DE CURSO EM ENGENHARIA CIVIL II 10 2 34 ATIVIDADES COMPLEMENTARES 0 0 34 Total de Horas Aula: 3706 19 ATIVIDADES COMPLEMENTARES As Atividades Complementares têm por finalidade oportunizar ao acadêmico a realização, concomitantemente às disciplinas do currículo, de atividades autônomas e flexíveis centradas em temáticas comunicacionais e afins, que representem instrumentos úteis e válidos para a formação e o aprimoramento básico do futuro bacharel em Engenharia Civil As atividades complementares do curso de Engenharia Civil do CEULP são compostas com uma carga horária de trinta e quatro (34) horas, a ser cumprida por todos os acadêmicos nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, prevista no regulamento. 20 AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM O processo de avaliação da aprendizagem é parte integrante do processo de ensino e obedece às normas e procedimentos pedagógicos estabelecidos pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), conforme Resolução Nº 363, de 21 de Julho de 2010, cujo texto determina: Art. 1º. A avaliação constitui processo contínuo, sistemático e cumulativo. Art. 2°. A aprendizagem do aluno, nas disciplinas regulares constantes no currículo, será avaliada ao longo do semestre letivo e será expressa, para fins de registro acadêmico, em dois graus, a saber: Grau Um (G1) relativo aos saberes elaborados no primeiro bimestre letivo, que o habilitem a aplicar e construir ou reconstruir conhecimentos, metodologias e processos. Grau Dois (G2) relativo à totalidade dos saberes elaborados ao longo do semestre e ao desenvolvimento de competências que o habilitem a utilizar, criativamente, as aprendizagens propostas pela disciplina. Parágrafo 1° - O grau final do semestre nessas disciplinas regulares resulta da média ponderada entre o G1, com peso um, e o G2, com peso dois; Parágrafo 2° - A composição do G1 e do G2 deverá ser na forma de prova individual e trabalhos diversos durante o bimestre. A pontuação dos trabalhos será de até 4,0 (quatro) pontos e a da prova a diferença necessária para complementar 10 (dez) pontos. Art. 3°. A avaliação da aprendizagem nas Práticas de Ensino, Estágios e Trabalhos de Conclusão do Curso (TCC) segue o disposto nos respectivos regulamentos dos cursos. Parágrafo Único - Nas disciplinas de características similares, devidamente identificadas na forma regimental, aplica-se a sistemática definida no Art. 2º e § 1º. Art. 4°. As atividades complementares realizadas para cumprir requisito curricular serão registradas em documento próprio, desde que atendam às normas do Centro Universitário. Art. 5°. A descrição dos procedimentos e instrumentos de avaliação da aprendizagem, tais como testes, provas e outros trabalhos, constará no Plano de Ensino da Disciplina referendado pelo Conselho do Curso, que estará à disposição dos alunos ao iniciar-se semestre letivo. Art. 6°. A avaliação da aprendizagem é expressa numericamente numa escala de zero (0) a dez (10). Art. 7°. É considerado aprovado o aluno que, tendo 75% de freqüência na disciplina, alcançar na média ponderada entre os dois graus, G1 e G2, nota igual ou superior a seis (6,0). Art. 8°. Qualquer aluno, independente da média alcançada, tem direito a realizar a prova de substituição de grau. Parágrafo 1° - O aluno deverá indicar ao professor, antes realização da prova em caráter definitivo, o grau que deseja substituir. 21 Parágrafo 2° - O grau obtido obrigatoriamente, o grau correspondente. nesta avaliação cumulativa substituirá, Parágrafo 3° - O grau da substituição cumulativa terá peso correspondente ao do substituído para fins de cálculo da média. Art. 9°. O aluno impedido de comparecer a uma das avaliações tem direito a substituição cumulativa, cujo resultado suprirá o grau deixado em aberto, com o peso que lhe corresponde, no cálculo da media ponderada do semestre. Art. 10°. É considerado reprovado na disciplina o aluno que, ao concluir o semestre letivo: a) não obteve, na média dos graus, inclusive aquele obtido na prova de substituição, nota igual ou superior a 6,0 (seis), mesmo que tenha 75% de freqüência na disciplina; b) deixou de realizar o G1 e o G2 no semestre, não dispondo de amparo legal para justificar ausência; c) não obteve, no mínimo, 75% de freqüência na disciplina, independente da nota obtida, salvo nos casos que se enquadram na legislação específica (Decreto-Lei n° 1.044/69 Reed. Parecer CEB n° 6/98). Art. 11°. Os resultados das avaliações são comunicados pelo professor em sala de aula, bem como eletronicamente por meio do sistema do auto-atendimento. Art. 12°. O aluno que discordar do resultado da avaliação poderá solicitar revisão com exposição de motivos na Central de Atendimento ao Aluno, em documento endereçado ao professor, com cópia ao Coordenador do Curso, no prazo de 5 (cinco) dias letivos após a divulgação da nota. Parágrafo Único: Caso não seja atendido pelo professor ou não concorde com a solução recebida, poderá encaminhar pedido de reconsideração ao Coordenador do Curso, por escrito, junto à Central de Atendimento ao Aluno do Centro Universitário, no prazo máximo de 5 (cinco) dias letivos, contado a partir da data da resposta da revisão solicitada ao professor. Art. 13°. A presente resolução, após sua aprovação, passa a vigorar a partir do semestre letivo de 2010/2, revogando-se as disposições em contrário. 22 ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA DO CURSO COORDENAÇÃO DO CURSO O Curso de Engenharia Civil é coordenado pelo Professor Fábio Henrique de Melo Ribeiro, designado pela Portaria nº 314, 01 de fevereiro de 2011. ATRIBUIÇÕES DO COORDENADOR 1. Exercer a supervisão das atividades de ensino, pesquisa e extensão do Curso e representá-lo junto às autoridades e órgãos do Centro; 2. Cumprir e fazer cumprir as decisões, bem como as resoluções e normas emanadas do Conselho de Curso e dos órgãos superiores; integrar, convocar e presidir o Conselho de Curso; 3. Supervisionar o cumprimento da integralização curricular e a execução dos conteúdos programáticos e da carga horária das disciplinas; 4. Emitir parecer sobre matrículas, trancamentos de matrículas, transferências, aproveitamento de estudos, adaptações e dependências de disciplinas e atividades, para aprovação pelo Conselho de Curso; 5. Exercer o poder disciplinar no âmbito do Curso; tomar decisões ad referendum do Conselho de Curso, em casos de urgência ou emergência comprovados; designar secretário para as reuniões, bem como manter a ordem no desenvolvimento dos trabalhos; 6. Acompanhar a freqüência dos docentes, discentes e pessoal técnico-administrativo; zelar pela qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão; emitir parecer nos processos que lhe forem submetidos; 7. Cumprir e fazer cumprir as normas constantes do Estatuto e do Regimento Geral, assim como da legislação pertinente, emanada dos órgãos superiores; 8. Sugerir ao Conselho de Curso alterações curriculares e medidas que visem ao aperfeiçoamento das atividades do Curso; 9. Desenvolver ações para avaliação permanente das funções do Curso e de suas atividades de apoio técnico-administrativo; e 10. Delegar competência. 23 ATENÇÃO AOS DISCENTES APOIO À PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS O CEULP estimula os cursos a promoverem congressos, seminários, simpósios, dentre outros, que propiciem a participação dos alunos seja como organizadores, seja como apresentadores de trabalhos. Dois exemplos disso são o Congresso Científico do CEULP que acontece desde 1999 e a Jornada de Iniciação Científica que ocorre anualmente desde 2001. APOIO PSICOPEDAGÓGICO O CEULP possui um Núcleo de Atendimento Educacional Especializado, que é estruturado em três eixos: atenção aos alunos com deficiência, conceituados como aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual, mental ou sensorial; atenção aos alunos com transtornos globais de desenvolvimento; atenção aos alunos com dificuldades particulares no processo ensino-aprendizagem. De forma geral, nestes três eixos, busca-se oferecer um acompanhamento dos alunos em sua vida acadêmica desde o processo seletivo até a conclusão do curso; promover a conscientização de alunos e funcionários de seus direitos e deveres junto a instituição e reconhecer potenciais deficiências e/ou necessidades que não tenham se apresentado como tal em algum momento de sua vida acadêmica, mas que necessitem do devido acompanhamento. MECANISMOS DE NIVELAMENTO Laboratório de Produção de Conhecimento Esse laboratório tem como objetivo apoiar o acadêmico em disciplinas básicas para produção do conhecimento técnico-científico. As atividades são distribuídas nos laboratórios descritos a seguir e todos estão localizados na sala 409, prédio 4. Laboratório de Leitura e Produção Textual Objetivo: Desenvolver habilidades de leitura, compreensão, interpretação e produção textual a fim de aperfeiçoar a comunicação oral e escrita. Laboratório de Produção de Conhecimento Matemático Objetivo: oferecer assistência aos alunos na solução de problemas relacionados aos conteúdos das disciplinas relacionadas à Matemática no CEULP, buscando propiciar oportunidade de nivelamento bem como dar suporte e apoio à evolução dos alunos nas disciplinas cursadas. Laboratório de Instrumentalização Científica Objetivo: disponibilizar apoio aos acadêmicos que o solicitarem quanto à utilização dos instrumentos científicos, normas para formatação, citação, referenciação e apresentação de trabalhos científicos, além de ser um espaço para discussão e ampliação do aprendizado. OUTRAS AÇÕES Reuniões do NAE (Núcleo de Apoio Educacional) em cada início do semestre com os professores que atuam nos primeiros períodos dos cursos, de forma a desenvolver um trabalho de nivelamento dentro das próprias disciplinas. 24 Reuniões com os professores responsáveis pelas disciplinas institucionais (as disciplinas que perpassam todos os cursos da IES, a saber: Comunicação e Expressão, Instrumentalização Científica, Sociedade e Contemporaneidade e Cultura Religiosa), já que a maior parte destas disciplinas está nos períodos iniciais dos cursos e cujo conteúdo e objetivos tem relação com as maiores deficiências dos alunos, ou seja, leitura, escrita e interpretação. ACOMPANHAMENTO DE EGRESSOS O CEULP procura, constantemente, inovar na relação com o aluno. Uma das inovações recentes é quanto a ferramentas que permitem o estabelecimento de uma rede social, através da internet, que tem o objetivo de promover a relação entre alunos, egressos e professores da instituição. Anteriormente à implantação da rede social é feito um trabalho diferenciado com egressos, através de um formulário por meio do qual o egresso pode informar dados pessoais, profissionais e de contato, como telefone e e-mail. O formulário pode ser acessado aqui: http://ulbra-to.br/cursos/Engenharia-Civil/Egressos MEIOS DE DIVULGAÇÃO DE TRABALHOS E PRODUÇÕES DE ALUNOS O CEULP Palmas procura valorizar a pesquisa científica e tecnológica e, em especial, a formação do jovem discente. Para tanto, implantou, em maio de 2000, o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica – PROICT. Dentro do PROICT, o CEULP instituiu a realização anual da Jornada de Iniciação Científica. Nessa oportunidade, os trabalhos dos alunos são divulgados através dos anais, e os trabalhos mais relevantes são premiados, por áreas de conhecimento, recebendo seu autor troféu e certificado. O curso de Engenharia Civil procura valorizar e divulgar as produções de seus alunos, dispondo regularmente dos seguintes meios: • Jornal do CEULP; • EXPRO - Exposição das Profissões; • Portal (En)Cena: a saúde mental em movimento (www.ulbra-to.br/encena);· • Rádio acadêmica (www.radioulbrapalmas.com.br); • Defesa pública dos Trabalhos de Conclusão de Curso; • Portal (www.ulbra-to.br); • Murais. BOLSAS DE ESTUDO São várias as formas de apoio que o CEULP mantém para o programa contínuo de bolsas: • Bolsa Convênio: benefício concedido para alunos funcionários de empresas públicas ou privadas conveniadas com o CEULP, na forma de desconto. • Bolsa Atleta: desconto concedido a alunos vinculados a atividades esportivas do CEULP, que passaram por uma avaliação prática desportiva, realizada pelo coordenador e/ou professor da área de Educação Física. 25 26 • Bolsa Extensão: benefício concedido a alunos que atuam em projetos de extensão do CEULP, na forma de desconto. • Bolsa Social: bolsa concedida a alunos de baixa renda, baseando-se no cálculo de um CCS (Coeficiente de Classificação Social), que é classificatório. • Desconto Familiar: benefício concedido a alunos com dois ou mais familiares matriculados no CEULP • Desconto Fidelidade: benefício concedido ao aluno oriundo do ensino médio da Rede de Escolas da ULBRA ou graduado em qualquer unidade de ensino superior mantida pela CELSP, na forma de um percentual. • Desconto Idade: benefício concedido a alunos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, na forma de percentual. • Bolsa de Iniciação Científica: benefício concedido a alunos que atuam em projetos de pesquisa do CEULP, na forma de desconto. • Bolsa Monitoria: benefício concedido a alunos que atuam como monitores de disciplinas oferecidas pelo CEULP, na forma de desconto. • Bolsa CELSP: benefício concedido aos membros da CEULSP, na forma de percentual. A CELSP, através de regulamento próprio, definirá para cada semestre o percentual a ser atribuído bem como os contemplados com o benefício. • Desconto Antecipação: desconto concedido ao aluno que antecipar todas as mensalidades do semestre para os cursos de graduação, no ato da matrícula. O desconto incide em todas as mensalidades. PESQUISA O grupo de pesquisa Desempenho das Obras de Engenharia surgiu no ano de 2002 com o intuito de desenvolver pesquisas nas áreas de construção civil e estruturas, aumentando assim a produção científica do curso e, por conseguinte, da Instituição. Através da consolidação do grupo de pesquisa no curso foi possível a interação entre a iniciação científica e as atividades de ensino. A inserção dos resultados obtidos e das publicações geradas nos conteúdos das aulas de graduação e de pós-graduação contribuiu para o aperfeiçoamento acadêmico e para a intersecção entre a teoria e a prática. Esse grupo é formado por professores e alunos do Curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Palmas, onde os pesquisadores envolvidos neste grupo possuem uma produção científica e tecnológica bastante significativa tanto em âmbito nacional quanto internacional. Têm participado ativamente dos principais eventos da área de engenharia civil, divulgando assim os trabalhos desenvolvidos no CEULP. Com relação a iniciação científica, atualmente existem dois projetos do PROICT em andamento, e também vale a pena destacar os prêmios recebidos (Prêmio de 1º, 2º, 3º lugar) em diferentes edições das Jornadas de Iniciação Científica do CEULP. - LINHAS DE PESQUISA • Patologias das Obras de Engenharia. Descrição: Levantar dados sobre os tipos de manifestações patológicas e sua origem, buscar o amplo conhecimento de suas evoluções e causas, desenvolvendo medidas que visam a prevenção de danos futuros, assim como o aprimoramento das técnicas de reparo e reforço. Outro aspecto relevante nesta linha de pesquisa refere-se ao teor das informações coletadas, que enfocam a qualidade do produto da indústria da construção civil. - Pesquisadores: Fábio Henrique de Melo Ribeiro, Roldão Pimentel de Araújo Júnior. • Caracterização dos Materiais de Construção Descrição: Aferir a variação nas dimensões dos tijolos, blocos e telhas cerâmicas, caracterizando a resistência à compressão, bem como projetar o uso do sistema construtivo em alvenaria estrutural. - Pesquisadores: Fábio Henrique de Melo Ribeiro, Roldão Pimentel de Araújo Júnior, Cezar Augusto Matos e Souza. • Avaliação Pós-Ocupação do Ambiente Construído Descrição: Avaliar os fatores técnicos, funcionais, econômicos, estéticos e comportamentais do ambiente em uso, tendo em vista tanto a opinião dos técnicos, projetistas e clientes, como também dos usuários, para diagnosticar os aspectos positivos e negativos. - Pesquisadores: Fábio Henrique de Melo Ribeiro, Roldão Pimentel de Araújo Júnior, Washington Luiz Carvalho Lima. 27 EXTENSÃO A extensão é uma forma de complementar, aprofundar, atualizar e difundir os conhecimentos, estabelecendo com a comunidade um processo de troca e participação, sem caráter assistencialista e/ou sem tomar a si ações e deveres do Estado. O curso promove atividades de extensão, cujo foco foi de aproximar-se da comunidade, construindo, compartilhando saberes e oportunizando experiências, visando sempre a melhoria das práticas educacionais e dos ambientes sociais em que ocorrem. As atividades de extensão do curso de Engenharia Civil são articuladas com o ensino de graduação, tendo como enfoque principal as disciplinas de cunho prático, as quais abordam a temática das subáreas inerentes ao curso. Busca-se com isso uma maior aproximação da instituição e dos acadêmicos do curso com os anseios da comunidade a qual eles fazem parte. O fomento de tais atividades oportuniza uma vivência que extrapola os aspectos teóricos abordados em sala de aula, favorecendo uma formação holística e quebrando alguns paradigmas conceituais. No compêndio das atividades desenvolvidas, tem-se uma ampla gama de temas abordados nas ações realizadas, tais como nos Seminários Técnicos, nas Mostras das grandes áreas do curso, nas Visitas Técnicas, nas Palestras, nas Oficinas, na EXPRO (Exposição das Profissões), nas Consultorias, na Prestação de Serviços Laboratoriais etc. 28 ESTÁGIO SUPERVISIONADO REGULAMENTO DE ESTÁGIO SUPEVISIONADO ENGENHARIA CIVIL O Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), no uso de suas prerrogativas legais, aprovou as alterações do Regulamento de Estágio Curricular Supervisionado do Curso de Engenharia Civil à luz da legislação em vigor e segundo o que estabelece as diretrizes do Curso de Engenharia Civil. I - DOS PRINCÍPIOS GERAIS O presente Regulamento constituí-se de normas e procedimentos que devem ser observados e cumpridos durante as atividades curriculares do Estágio Supervisionado, atendo à Resolução CNE/CES 11, de 11 de março de 2002 . A carga-horária do Estágio Supervisionado tem a duração total de 160 (cento e sessenta) horas, cujas normas e regras para o seu cumprimento estão regulamentadas neste documento. Art. 1º - Este regulamento rege as atividades do Estágio Supervisionado do curso de graduação em Engenharia Civil. Art. 2º - Consideram-se atividades de Estágio Supervisionado aquelas eminentemente práticas e que proporcionam ao acadêmico a oportunidade de participar de situações reais de trabalho, vinculadas à sua área de formação, bem como a análise crítica das mesmas. Art. 3º - As atividades curriculares do Estágio Supervisionado devem buscar, em todas as suas variáveis, a articulação entre Ensino, Pesquisa e Extensão. Art. 4º - As atividades de Estágio Supervisionado só poderão ser desenvolvidas em empresas conveniadas com o Centro Universitário Luterano de Palmas-TO e que contarem com efetivo trabalho de profissionais habilitados na área em que incidir o estágio; e que tenha condições de proporcionar experiências práticas na linha de formação do acadêmico estagiário. Parágrafo Único – A empresa deverá indicar um profissional legalmente habilitado na área de Engenharia Civil ou correlata, que ficará responsável pela supervisão das atividades desenvolvidas pelo acadêmico estagiário, no local onde a empresa o lotar. Art. 5º - O Estágio Supervisionado não gera vínculo empregatício de qualquer natureza com a empresa que o sediar, muito embora o acadêmico possa receber bolsa ou ajuda de custo, através de convênios e projetos especiais, segundo a legislação pertinente. Art. 6º - A realização do Estágio Supervisionado dar-se-á mediante convênio firmado entre a empresa concedente e o Centro Universitário Luterano de Palmas –TO. Posteriormente, termo de compromisso firmado entre o acadêmico estagiário, a empresa e a instituição de ensino através do preenchimento dos documentos apresentados. Art. 7º - A supervisão do Estágio Supervisionado será feita por um professor do CEULP/ULBRA, e comprovada pelo orientador através de relatórios mensais desenvolvidos e entregues pelo acadêmico, conforme Plano de Trabalho fornecido. II – DA COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO CURRICULAR 29 Art. 8º - A Coordenação de Estágio é o órgão responsável pela supervisão das atividades de estágio do curso de Engenharia Civil, respeitadas as competências específicas dos demais departamentos; sendo composta pelo Coordenador de Estágio e os demais professores envolvidos na Supervisão. Parágrafo Único – A Coordenação de Estágio será exercida pelo professor da disciplina de Estágio Supervisionado em Engenharia Civil. Art. 9º - Compete à Coordenação de Estágio: a – preencher os formulários necessários para o funcionamento das atividades de estágio, que deverão ser encaminhados à Coordenação do Curso até a última semana do mês em que se iniciam as atividades de estágio; b – fixar os critérios e condições a serem exigidos para o credenciamento das empresas e instituições públicas e privadas para receberem os alunos do curso de Engenharia Civil como estagiários, previamente aprovados pelo Conselho de Curso e de acordo com as exigências do CEULP; c - aprovar o Plano de Trabalho a ser desenvolvido; d – acompanhar a supervisão de estágio dos acadêmicos durante todo o período correspondente ao cumprimento da carga horária total de estágio curricular; O acompanhamento deverá ser realizado nas dependências do CEULP/ULBRA através de atendimento ao acadêmico e de desenvolvimento de relatórios de acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo acadêmico na empresa contratante. e – juntamente com a Coordenação do Curso indicar os professores responsáveis para a supervisão das atividades de estágio; f – elaborar, respeitada a legislação vigente, as escalas de professores e os horários de funcionamento dos estágios; g – manifestar e deliberar sobre os assuntos pertinentes às diversas atividades de Estágio Supervisionado sempre que isto lhe for solicitado; h – expedir encaminhamento e cartas de apresentação para todos os acadêmicos matriculados nas disciplinas. i – manter arquivo de toda correspondência recebida e emitida, bem como de toda a documentação e legislação referentes a estágio e repassar à Coordenação do Curso ao final de cada etapa; j – expedir todas as declarações e certidões pertinentes ao estágio, respeitadas às competências específicas previstas na legislação vigente; k – manter arquivo de controle de todos os convênios que o Centro Universitário Luterano de Palmas mantém e ou vier a manter para estágios curriculares na área de Engenharia Civil, bem como as fichas individuais de todos os estagiários; Parágrafo único – As decisões da Coordenação de Estágio, referentes aos estágios, cabe recurso ao Conselho do Curso e posteriormente ao Conselho Superior da Instituição. III – DOS PROFESSORES SUPERVISORES DE ESTÁGIOS Art. 10 - São professores Supervisores os docentes do Curso de Engenharia Civil, que supervisionam atividades de estágios, competindo-lhes principalmente: a – supervisionar as atividades de estágio dos alunos que lhes forem distribuídos pela Coordenação de Estágio juntamente com a Coordenação do Curso; 30 b – avaliar o desempenho individual dos estagiários matriculados nas turmas sob sua responsabilidade através de relatórios parciais) a serem entregues conforme cronograma de atividades a serem desenvolvidas ; c – analisar o conteúdo dos Relatórios do Estágio, devendo o Relatório Final ser encaminhado à Coordenação de Estágio, conforme as normas e prazos fixados em cronograma prévio; d – efetuar o controle de freqüência dos alunos matriculados nos estágios, que estejam sob sua responsabilidade; e – assinar todos os relatórios encaminhados, juntamente com os estagiários e equipes pelas quais for responsável; f – apresentar à Coordenação de Estágio propostas de projetos alternativos de estágio e de alterações nos Planos de Trabalho, respeitada a legislação vigente; g – desempenhar as demais atividades inerentes à sua função; h – repassar à Coordenação de Estágio qualquer alteração ou problema que venha a prejudicar o andamento dos trabalhos; i – preencher e entregar no prazo estipulado pela Coordenação de Estágio e Coordenação de Curso a documentação que lhe compete para o andamento e conclusão das atividades de estágio supervisionado. j – prestar colaboração na supervisão aos demais acadêmicos envolvidos nas atividades de estágio. k– recomendar ao acadêmico quanto aos aspectos relacionados aos cuidados com a segurança em canteiro de obras, quanto à importância da utilização de EPI quando em canteiro de obras e quanto a seguir orientações e recomendações da empresa contratante. Parágrafo único - Apenas excepcionalmente e a critério do Conselho do Curso, outras categorias não docentes poderão ser consideradas Co-Supervisores. IV – DOS ACADÊMICOS Art. 13 - São considerados estagiários para fins de Estágio Curricular Supervisionado todos os acadêmicos matriculados nas disciplinas de Estágio Supervisionado em Engenharia Civil, competindo-lhes principalmente: a – elaborar seu Plano de Trabalho conforme modelo disponibilizado pela Coordenação de Estágio Supervisionado e entregá-lo à Secretaria do Curso conforme prazo fixado no semestre corrente; b - o Plano de Trabalho deverá discriminar a carga horária total de no mínimo 160 horas bem como descrever as atividades a serem desenvolvidas; c – cumprir seu Plano de Trabalho seguindo aos princípios éticos, técnicos e morais; d – assinar o Plano de Trabalho juntamente com o professor Supervisor e o Supervisor da Empresa onde esteja desenvolvendo o Estágio Supervisionado; e – entregar, conforme normas e prazos definidos pela Coordenação de Estágio Supervisionado, o relatório das atividades desenvolvidas no período de Estágio Supervisionado. f – redigir e assinar os relatórios, juntamente com o professor Supervisor e o Supervisor da Empresa; 31 g – preencher e entregar no prazo estipulado pela Coordenação de Estágio e Coordenação de Curso a documentação que lhe compete para o andamento e conclusão das atividades de estágio supervisionado. h – zelar pelo bom nome do Curso de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Palmas; i – recorrer ao professor Supervisor de Estágio, ou aos demais professores do curso, para esclarecimento e orientação frente às necessidades despertadas durante o período de Estágio Supervisionado; j – comunicar ao professor Supervisor de Estágio e à Coordenação de Estágio qualquer alteração no Plano de Trabalho ou problema que venha a prejudicar o andamento dos trabalhos; k – cumprir este regulamento e as demais determinações referentes ao estágio. l – atender a todos os aspectos relacionados quanto aos cuidados com a segurança em canteiro de obras. Utilizar EPI quando em canteiro de obras e seguir orientações e recomendações da empresa contratante. Art. 14 – O prazo limite que o(a) acadêmico(a) estagiário(a) terá para informar à Coordenação de Estágio Supervisionado quaisquer alterações ou problemas na execução do Plano de Trabalho será de 20 (vinte) dias úteis antes do último dia letivo previsto no semestre corrente. V – DA SECRETARIA Art. 15 - Compete à Secretaria da Coordenação do Curso: I – manter arquivo, recebido da Coordenação de Estágio e ou Coordenação de Curso, de toda correspondência recebida e emitida, bem como de toda a documentação e legislação referentes a estágio; II – expedir todas as declarações e certidões pertinentes ao estágio, respeitadas às competências específicas previstas na legislação vigente; III – manter arquivo de controle de todos os convênios que o Centro Universitário Luterano de Palmas mantém e ou vier a manter para estágios curriculares na área de Engenharia Civil, bem como as fichas individuais de todos os estagiários; VI - DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Art. 16 – Todas as atividades de orientação, supervisão, acompanhamento, avaliação e coordenação pertinentes ao Estágio Supervisionado são consideradas acadêmicas, sendo seu exercício privativo dos membros do corpo docente do Centro Universitário Luterano de Palmas. § 1º - As atividades de Estágio Supervisionado do Curso de Engenharia Civil visam fixar conhecimentos e competências profissionais nas fases de projeto, execução, planejamento e gerenciamento de obras relacionadas às seguintes áreas de atuação: a – Construção Civil b – Estruturas c – Recursos Hídricos 32 d – Saneamento d – Transportes e – Geotécnica § 2º - Outras atividades profissionais, além das mencionadas, poderão ser aceitas pela Coordenação de Estágio, desde que haja o encaminhamento e o deferimento pelo Conselho de Curso. § 3º - As atividades de Estágio Supervisionado são definidas como atividades curriculares e para tanto obrigatória aos acadêmicos regularmente matriculados no Curso. VIII - DA DURAÇÃO DO ESTÁGIO Art. 18 – O período de Estágio Supervisionado poderá ser interrompido por um determinado período, dentro do semestre letivo somente por motivos relacionados ao cronograma e andamento da obra. Neste caso, o acadêmico estagiário deverá protocolar a solicitação de prorrogação do prazo de entrega de relatório de estágio, juntamente com carta de justificativa de atraso do cronograma da obra assinada pelo responsável técnico da obra e pelo responsável pelo estagiário na empresa; quando interrompido por outros motivos, a solicitação será analisada pelo Conselho de Curso. § 1º - A carga horária mínima do Estágio Supervisionado deverá ser de 160 (cento e sessenta) horas para a disciplina de Estágio Supervisionado em Engenharia Civil. Parágrafo Único – Havendo a prorrogação, a carga horária excedente à mínima seguirá as disposições deste Regulamento. Art. 19 – A interrupção do estágio pode se dar por iniciativa do acadêmico, do local onde está realizando estágio ou ainda por qualquer irregularidade na sua situação acadêmica. IX - DAS SUPERVISÕES DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Art. 20 – O professor Supervisor pode eventualmente convidar palestrantes, conferencistas ou autoridades para ministrarem conteúdos específicos. Art. 21 – Fica limitado o número máximo de 8 (oito) Supervisões por professor durante o período do Estágio Supervisionado. § 1º - Por cada supervisão o professor Supervisor perceberá 0,50 (meia) hora em sua cargahorária de trabalho durante o semestre. § 2º - Os professores Supervisores serão definidos a cada semestre. X - DA AVALIAÇÃO Art. 23 – A avaliação das atividades de Estágio Supervisionado é efetuada conforme normas fixadas pelo presente Regulamento, sendo praticada durante a disciplina de Estágio Supervisionado em Engenharia Civil. § 1º - A Nota Final da disciplina de Estágio Supervisionado em Engenharia Civil dar-se-á pela Nota do Plano de Trabalho (NPT), esta nota é compreendida pelas notas dos Relatórios de Atividades Parciais referentes ao acompanhamento das atividades desenvolvidas em campo e pela Nota do Relatório Final do Estágio Supervisionado (NRF), devendo esta atender as recomendações regimentais do CEULP; sendo assim calculada: 33 § 2° - A presença mínima, em todas as atividades de Estágio Supervisionado, para aprovação é de 75% (setenta e cinco por cento); § 3° - Compete a Coordenação de Estágio definir os processos para a aferição e o controle de freqüência nas diversas modalidades de estágio. XI - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 24 - Compete a Coordenação de Estágio esclarecer dúvidas referentes à interpretação deste regulamento, bem como suprir lacunas, expedindo os atos complementares que se fizerem necessários. XII - DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. 25 - Este regulamento, com a presente redação, aplica-se exclusivamente aos estudantes matriculados nas disciplinas de Estágio Supervisionado em Engenharia Civil. XIII - DO RESPONSÁVEL DA COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO Art. 26 - O responsável pela Coordenação de Estágio será um professor que ministra disciplinas relacionadas com as áreas de atuação do engenheiro civil, aprovado pela coordenação de curso. 34 TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO (TCC) REGULAMENTO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO NORMAS GERAIS PARA O TRABALHO DE GRADUAÇÃO OBRIGATÓRIO PARA CONCLUSÃO DO CURSO DE ENGEHARIA CIVIL O desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso, para o curso de Engenharia Civil, representa a oportunidade dos acadêmicos se aprofundarem no conhecimento científico sobre as técnicas e ferramentas que estudaram em suas disciplinas. É também um espaço oferecido para, junto com os Professores Orientadores, e baseados no conhecimento adquirido durante seu estágio, propor soluções para deficiências, problemas ou outras situações observadas na prática da engenharia. As disciplinas Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil I e II, de maneira integrada, procuram envolver o aluno em um trabalho completo de desenvolvimento científico-tecnológico. I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES: Art. 1º O presente Regulamento tem por finalidade normatizar as atividades relacionadas ao Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação de Engenharia Civil do Centro Universitário Luterano de Palmas. Art. 2º O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) consiste em um estudo técnicocientífico individual orientado, relatado sob a forma de uma monografia, em qualquer ramo da área do curso de graduação. Art. 3º Os objetivos gerais do Trabalho de Conclusão de Curso são os de propiciar aos alunos de graduação a ocasião de demonstrar o grau de habilitação adquirido, o aprofundamento temático, o estímulo à produção técnica-científica, à consulta de bibliografia especializada, a capacidade de repassar informações e ao aprimoramento da capacidade de interpretação e crítica da sua área de graduação. Art. 4º Na elaboração do TCC, o ator principal da atividade é o aluno. Os orientadores, coordenador e demais professores exercem funções de apoio, tais como: animar, promover, estimular, sugerir bibliografias, valorizar o esforço do aluno, monitorar, orientar os estudos e pesquisas, discutir resultados, sugerir desdobramentos de análises e novas pesquisas, controlar a qualidade e alertar quanto às dificuldades de qualquer natureza. II - DO PROFESSOR DAS DISCIPLINAS DE TCC I e II (Coordenador de TCC) Art. 5º O responsável pela Coordenação de TCC, professor das disciplinas Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil I e II, será um professor que ministra disciplinas relacionadas com as áreas de atuação do engenheiro civil, aprovado pela coordenação de curso. XIV - DO RESPONSÁVEL DA COORDENAÇÃO DE TCC Art. 6º Ao professor das disciplinas Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil I e II compete, em especial: 35 a - atender os alunos matriculados nas Disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil I e II; b - proporcionar, com a ajuda dos professores orientadores, orientação básica aos alunos em fase de iniciação do projeto de monografia; c - convocar, sempre que necessário, reuniões com os professores orientadores e alunos matriculados nas Disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil I e II; d - indicar professores orientadores para os alunos que não os tiverem; e - elaborar cronograma de atividades a serem desenvolvidas no decorrer do semestre, em conformidade ao calendário acadêmico; f - manter atualizado o nome e dados de identificação do aluno em fase de elaboração da monografia, título da monografia, nome do professor orientador e atividades desenvolvidas; g - encaminhar à Coordenação do Curso as bancas examinadoras escolhidas por cada orientador ; h - receber as Monografias e Projetos e encaminhá-las às bancas examinadoras; i - publicar editais, respeitado o prazo deste regulamento, fazendo constar data, hora e local em que será realizada a audiência pública, bem como o nome dos membros que compõem a banca examinadora; j - providenciar o encaminhamento à biblioteca central de cópias das monografias aprovadas; l - tomar, no âmbito de sua competência, todas as demais medidas necessárias ao efetivo cumprimento deste regulamento. III – DOS PROFESSORES ORIENTADORES Art. 7º O TCC I e II são desenvolvidos sob a orientação de um engenheiro professor do Curso de Engenharia Civil do CEULP. Parágrafo Único - O trabalho de conclusão de curso é atividade de natureza acadêmica e pressupõe a alocação de parte do tempo de ensino dos professores à atividade de orientação. Art. 8º A proposta de orientação virá acompanhada de um formulário, a ficha de inscrição elaborada e distribuída pelo Professor da disciplina de TCC I e II e assinada pelo orientador proposto. Art. 9º Apenas excepcionalmente e a critério do Conselho do Curso, outras categorias não docentes, mas, em áreas afins, poderão ser considerados co-orientadores, se caso necessário, desde que seja justificada a importância e qualificação de tal profissional para o desenvolvimento do trabalho. Art. 10 - O nome do co-orientador, se houver, deve constar nos documentos entregues pelo aluno. Art. 11 - O orientador, bem como os membros da Banca, deverão ter no mínimo Especialização, em casos excepcionais serão aceitos Graduados, com autorização prévia do Conselho de Curso. Art. 12 - Os professores orientadores para o TCC serão disponibilizados para orientar os projetos e as monografias dentro de suas áreas específicas de formação. Uma vez assumida a orientação de um aluno, o professor orientador passa a receber 0,5 (meia) hora por aluno, em sua carga horária, assumindo no máximo 08(oito) orientações por semestre, considerando-se TCC I e II e Estágio Supervisionado. 36 Art. 13 - Compete ao orientador no ato da escolha da Banca Examinadora indicar 4 (quatro) membros professores com titulação mínima de especialista, dos quais 2 (dois) serão suplentes com prazo de 10 dias, antes da defesa. Art. 14 - A troca de orientador só é permitida quando outro docente assumir formalmente a orientação. Art. 15 - O Professor Orientador tem, entre outros, os seguintes deveres específicos: a - freqüentar as reuniões convocadas pelo Professor da disciplina de TCC; b - o orientador do TCC será o encarregado de verificar o atendimento às normas da A.B.N.T. utilizadas na formatação do trabalho monográfico do(s) acadêmico(s) orientado(s); c - atender semanalmente ou no máximo quinzenalmente, acumulando a carga-horária recebida nesse caso atendimento com duração de 1 (uma) hora, aos seus alunos orientados, em horário previamente fixado e apresentados ao Coordenador de TCC; d- registrar os atendimentos realizados e as atividades a serem desenvolvidas; e - avaliar o Projeto da Monografia, bem como a Monografia que lhe for entregue pelo(s) orientado(s); f - assinar, juntamente com os demais membros da banca examinadora, a ata final da audiência pública de defesa da monografia; g - elaborar e assinar a ata de presença sempre em que ocorrer orientações, devendo a mesma ser encaminhada ao Coordenador de TCC; h - repassar formalmente à Coordenação de TCC e ao Conselho de Curso, qualquer alteração ou problema que venha a prejudicar o andamento dos trabalhos, no prazo limite de 40 (quarenta) dias úteis antes do último dia letivo previsto no semestre; i - cumprir e fazer cumprir este Regulamento. Art. 16 - A responsabilidade pela elaboração do projeto e da monografia é integralmente do aluno, o que não exime o professor orientador de desempenhar adequadamente, dentro das normas definidas neste Regulamento, as atribuições decorrentes da sua atividade de orientação e outras correlatas. IV – DOS ALUNOS EM FASE DE REALIZAÇÃO DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO Art. 17 - É considerado aluno em fase de realização de monografia todo aquele regularmente matriculado nas disciplinas de Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil I e II, pertencente ao currículo pleno do Curso. Art. 18 - O aluno em fase de realização do Trabalho de Conclusão de Curso tem, entre outros, os seguintes deveres específicos: a - freqüentar as reuniões convocadas pelo Coordenador de TCC ou pelo seu Orientador; b - manter contatos, no mínimo semanal, com o Orientador para discussão e aprimoramento de sua pesquisa, devendo justificar eventuais faltas; c - assinar ata de presença semanalmente; d - cumprir o calendário divulgado pela Coordenação de TCC para reuniões, entrega do Projeto e da Monografia; 37 e - entregar ao Orientador o Projeto ou a Monografia, em uma via, a fim de que este o analise, atribua o grau devido e emita parecer de admissibilidade, no prazo mínimo de 20 (vinte) dias úteis antes da apresentação oral do Projeto ou da Monografia; f - entregar ao Coordenador de TCC o projeto acompanhado do parecer de admissibilidade do Orientador, conforme calendário a ser fichado semestralmente; g - entregar ao Orientador relatórios parciais sobre as atividades desenvolvidas no período, em duas vias; h - elaborar a versão final de seu Projeto e sua Monografia, de acordo com o presente Regulamento e às instruções de seu Orientador e do Coordenador de TCC; j - entregar ao Coordenador de TCC, ao término da segunda etapa do Trabalho de Conclusão de Curso, 1 (um) exemplar de sua monografia, devidamente assinado pelos membros da banca, e cópia do arquivo em meio digital; l - comparecer no dia, hora e local determinados para apresentar e defender a versão final de seu Projeto de monografia no TCC I e da Monografia no TCC II; m - cumprir e fazer cumprir este Regulamento. V – DOS PRÉ-REQUISITOS E DAS VAGAS Art. 19 - Recomenda-se que para matricular na disciplina do TCC I o aluno deva ter cursado no mínimo 75% do currículo pleno do curso, sendo casos especiais analisados pela Coordenação e Conselho de Curso; § 1º - Para matricular-se na disciplina do TCC II o aluno deverá ter o seu Projeto de Monografia aprovado no TCC I. § 2º - A matrícula na Disciplina TCC II, atendido todas as disposições regimentais, atribui ao aluno o direito de escrever e defender sua monografia, conforme calendário estabelecido pelo Conselho de Curso, tendo por base o calendário acadêmico do Centro Universitário Luterano de Palmas. VI – DOS TEMAS DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO Art. 20 - O tema deve ser relevante do ponto de vista técnico, útil do ponto de vista do aprendizado e, principalmente, motivador dos esforços do aluno e dos orientadores. Assim, para se evitar futuras mudanças, recomenda-se que o tema seja muito bem avaliado antes de ser aprovado. O tema preferencialmente deverá estar inserido nas Linhas de Pesquisas do Curso. Art. 21 - A liberdade de escolha do tema pelo aluno é entendida como pré-requisito básico da futura motivação e dedicação. A definição final do tema caberá ao orientador, observando à viabilidade de sua execução afim de atender o Art. 20. § 1º - Em caráter excepcional são admitidos temas que envolvam conhecimentos de outras áreas da engenharia ou não; devendo a solicitação com justificativa ser encaminhada ao Conselho de Curso para análise e aprovação. § 2º - As trocas de tema ou orientador devem ser comunicadas ao Professor das disciplinas de TCC I e II até, no máximo, 3 (três) semanas após o primeiro dia de aula do semestre. § 3º – O projeto de pesquisa fica vinculado ao aluno, podendo sua orientação ser repassada a outro orientador após o aceite formal do orientador substituto. 38 VII – DAS ETAPAS DO TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO Art. 22 - A elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso compreende duas etapas a serem realizadas em dois semestres subseqüentes. § 1º - A primeira etapa inicia na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil I com a elaboração e apresentação do Projeto de Monografia e se encerra com a entrega do Projeto corrigido conforme orientações da Banca Examinadora. § 2º - A segunda etapa inicia na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil II com a elaboração e apresentação da Monografia e se encerra com a entrega da Monografia corrigida conforme orientações da Banca Examinadora. Art. 23 – A Nota Final para aprovação nas disciplinas de TCC I e II será composta pela média das notas dos membros da Banca Examinadora, tendo como média mínima 6,0 (seis), a partir de um instrumento de avaliação. § 1 - A presença mínima, em todas as atividades de TCC, para aprovação é 75% (setenta e cinco por cento); § 2 - Compete ao Professor Orientador o controle de freqüência nas disciplinas de TCC através das Atas de Frequência. VIII – DO PROJETO DE MONOGRAFIA Art. 24 - O aluno deve elaborar seu projeto de monografia de acordo com este Regulamento e com as orientações do seu Professor Orientador. Parágrafo Único - A estrutura formal do projeto deve seguir os critérios técnicos estabelecidos no Manual elaborado pela instituição. Art. 25 - O Projeto de monografia deve ser entregue ao Professor das disciplinas de TCC I, assinado pelo Professor Orientador e Co-orientador, caso ocorra, com cópia impressa em papel A4 e encadernada, dentro do prazo estabelecido no cronograma de atividades. § 1º - Cabe à Banca Examinadora a avaliação e aprovação dos projetos apresentados pelos alunos. § 2º - A avaliação do Projeto terá os seguintes encaminhamentos, conforme avaliação da Banca Examinadora: i – Projeto Aprovado sem correção; ii – Projeto Aprovado com correção e iii – Projeto Reprovado. § 3º - O Projeto Aprovado com correção deverá ser devolvido ao aluno para que sejam atendidas as orientações da Banca, quando cabíveis, e possa ser entregue novamente ao Professor das disciplinas de TCC I no prazo máximo de 3 (três) dias após a apresentação. § 4º - O Projeto Aprovado sem correção é arquivado diretamente pela Coordenação de Curso. § 5º - O Projeto Reprovado não caberá recurso pelo acadêmico, ficando o mesmo impedido de matricular-se na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso em Engenharia Civil II. Art. 26 - Aprovado o Projeto de Monografia, a mudança de tema só é permitida mediante a elaboração de um novo projeto e preenchimento dos seguintes requisitos: a) ocorrer à mudança dentro de um prazo não superior a 5 (cinco) dias, contados da data de início do período letivo; b) haver a aprovação do professor orientador; 39 c) existir a concordância do professor orientador em continuar com a orientação, ou a concordância expressa de outro docente em substituí-lo; d) haver a aprovação do Professor das disciplinas de TCC I e II (Coordenador de TCC) e Coordenador de Curso. IX – DA MONOGRAFIA Art. 27 - A Monografia deve ser entregue ao Professor das disciplinas de TCC I e II (Coordenador de TCC), assinada pelo Orientador de TCC e Co-orientador, caso ocorra, dentro do prazo estabelecido no cronograma de atividades. § 1º - Cabe à Banca Examinadora a avaliação e aprovação das Monografias apresentadas pelos alunos. § 2º - A avaliação da Monografia terá os seguintes encaminhamentos, conforme avaliação da Banca Examinadora: i – Monografia Aprovado sem correção; ii – Monografia Aprovada com correção e iii – Monografia Reprovada. § 3º - A Monografia Aprovada com correção deverá ser devolvida ao aluno para que sejam atendidas as orientações da Banca, quando cabíveis, e possa ser entregue novamente ao Coordenador de TCC no prazo máximo de 6 (seis) dias após a apresentação. § 4º - A Monografia Aprovada sem correção é arquivada diretamente pela Coordenação de Curso depois de encadernada. § 5º - A Monografia Reprovada não caberá recurso pelo acadêmico ao Conselho de Curso, ficando o mesmo reprovado na disciplina de Conclusão de Curso em Engenharia Civil II. Art. 28 - Para a aprovação da Monografia deve ser levada em consideração à existência ou não de monografia já apresentada e defendida com base em projeto idêntico ou similar. Art. 29 - A monografia aprovada deve ser elaborada e encadernada em capa dura padronizada, na cor azul e em letras douradas. Parágrafo Único - O corpo do trabalho (introdução, desenvolvimento e conclusão) deve possuir no mínimo 35 (trinta e cinco) páginas de texto escrito e no máximo 60 (sessenta). X – DA BANCA EXAMINADORA Art. 30 - A versão final da Monografia é defendida pelo aluno perante banca examinadora constituída de no mínimo 3 (três) membros, formada pelo orientador e 2 (dois) outros membros designados pelo próprio orientador de Monografia com no mínimo título de especialista . Parágrafo Único - Quando da designação da banca examinadora deve também ser indicados membros suplentes, encarregados de substituir qualquer dos titulares em casos de impedimento. Art. 31 - A Banca Examinadora somente pode executar seus trabalhos com no mínimo 3 (três) membros presentes. § 1º - Não comparecendo algum dos professores designados para a Banca Examinadora, deve ser comunicada, por escrito, ao Professor das disciplinas de TCC (Coordenador de TCC). 40 § 2º - Não havendo o comparecimento de no mínimo 3 (três) membros da Banca Examinadora, deve ser marcada nova data para a defesa, sem prejuízo do cumprimento da determinação presente no parágrafo anterior. Art. 32 - Todos os professores do curso podem ser convocados para participarem das bancas examinadoras, mediante indicação do Professor das disciplinas de TCC (Coordenador de TCC) e aprovado pelo Conselho do Curso. Parágrafo Único - Deve, sempre que possível, ser mantida a eqüidade no número de indicações de cada professor para compor as bancas examinadoras. Art. 33 - Cada examinador deverá receber um exemplar do trabalho no mínimo 10 (dez) dias antes da defesa pública. Parágrafo Único – Deverá ser entregue um (01) exemplar da monografia para que, posteriormente, seja enviada a Biblioteca do CEULP/ULBRA. XII – DA DEFESA DA MONOGRAFIA Art. 34 - As sessões de defesa das monografias são públicas. Parágrafo Único - Não é permitido aos membros das bancas examinadoras tornarem públicos os conteúdos das monografias antes de suas defesas. Art. 35 - O Coordenador do Curso, em conjunto com o Professor das disciplinas de TCC I e II (Coordenador de TCC), devem elaborar calendário semestral fixando prazos para a entrega das monografias, designação das bancas examinadoras e realização das defesas. § 1º - Quando a monografia for entregue com atraso, a relevância do motivo deve ser avaliada pelo Conselho de Curso § 2º - Não é admitido um segundo atraso, significando esse à reprovação na respectiva disciplina. Art. 36 - Após a data limite para a entrega das cópias finais dos Projetos, bem como das Monografias, o Professor das disciplinas de TCC divulgará, em local visível, a composição das bancas examinadoras e as salas destinadas as suas defesas. Art. 37 - Os membros das bancas examinadoras, a contar da data de sua designação, têm o prazo de 10 (dez) dias para procederem à leitura dos Projetos e das Monografias. Art. 38 - Na defesa, o aluno tem de 15 a 30 minutos para apresentar seu trabalho, e cada componente da banca examinadora até 10 (dez) minutos para fazer sua argumentação, dispondo ainda o discente de outros 5 (cinco) minutos para responder a cada um dos examinadores. Art. 39 - A atribuição das notas dá-se após o encerramento da etapa de argüição, obedecendo o sistema de notas individuais por examinador, levando em consideração o texto escrito, a sua exposição oral e a defesa na argüição pela banca examinadora. § 1º - Cada examinador fará sua avaliação no Formulário de Avaliação aprovado pelo Conselho de Curso. § 2º - A nota final do aluno é o resultado da média das notas atribuídas pelos membros da banca examinadora. Art. 40 - A Banca Examinadora pode reunir-se antes da sessão de defesa pública e, se aprovado por maioria, devolver o Projeto ou a Monografia para reformulações, fazendo constar em ata os motivos da reprovação. 41 Parágrafo Único - Nessa situação à defesa é marcada para 15 (quinze) dias após, contados da devolução do Projeto ou da Monografia ao aluno, feita essa mediante protocolo. Nos casos de trabalhos práticos, com parte experimental, o novo prazo será avaliado pelo Conselho de Curso. Art. 40 - A avaliação final, assinada por todos os membros da banca examinadora, deve ser em forma de ata com as notas dos examinadores e encaminhada à Coordenação de Engenharia Civil. Art. 41 - O aluno que não entregar o Projeto ou a Monografia, ou que não se apresentar para a sua defesa oral, sem motivo justificado na forma da legislação em vigor, está automaticamente reprovado na respectiva disciplina. Art. 42 - Não há recuperação da nota atribuída ao Projeto ou à Monografia, sendo a reprovação, nos casos em que houver, definitiva. § 1º - Se reprovado, fica a critério do aluno continuar ou não com o mesmo tema do Projeto ou da Monografia e com o mesmo Orientador. § 2º - Optando por mudança de tema, deve o aluno reiniciar todo o processo para elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, desde a primeira etapa. § 3º - Decidindo continuar com o mesmo tema, basta que se matricule novamente na disciplina de TCCI. Art. 43 - Ao aluno cujo Projeto ou Monografia haja sido reprovado, é vedada a defesa do mesmo ou de novo Projeto ou Monografia, qualquer que seja a alegação, no semestre da reprovação. XIII – DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS Art. 44. Este Regulamento entra em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho Superior de Ensino do Centro Universitário Luterano de Palmas, revogando as demais disposições em contrário. 42 CORPO DOCENTE PROFESSOR TITULAÇÃO Andrés Lazaro Barraza de La Cruz DOUTOR ARI ARMANDO SCHULZ ESPECIALISTA Carlos Spartacus da Silva Oliveira MESTRE Celso Osvaldo Granetto MESTRE Cezar Augusto Matos e Souza MESTRE Cleyovane Lemos Ribeiro ESPECIALISTA Conceição Aparecida Previero DOUTOR Edeilson Milhomem da Silva MESTRE Edivaldo Alves dos Santos MESTRE Elaine Maria da Silva MESTRE Fábio Henrique de Melo Ribeiro MESTRE Fábio Moreira Spinola de Castro MESTRE Fernando Vieira Machado MESTRE Jacqueline Henrique MESTRE Joaquim José de Carvalho MESTRE José Geraldo Delvaux Silva MESTRE Lourenço Augusto da Costa Bechara ESPECIALISTA Maria de Fátima Rocha Medina DOUTOR Maria Carolina de Paula E. D’oliveira ESPECIALISTA Miguel Angelo de Negri ESPECIALISTA Pedro Heber Estevam Ribeiro MESTRE Rodrigo Meireles Mattos Rodrigues MESTRE Roldão Pimentel de Araújo Junior MESTRE Suzy Barbosa Melo Moreno MESTRE Washington Luiz Carvalho Lima DOUTOR 43 INSTALAÇÕES BIBLIOTECA A Biblioteca Martin Luther CEULP atende a comunidade universitária, no âmbito do ensino, pesquisa e extensão. Seu acervo cobre todas as áreas do conhecimento, para apoio às atividades acadêmicas, científicas e culturais. Seu acervo é composto por livros, teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão de cursos, normas técnicas, folhetos, periódicos, obras raras e históricas, fitas de vídeo, CD-ROMs, mapas e outros materiais especiais. LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA Os 10 laboratórios de informática têm funcionamento periódico diário de segunda à sextafeira das 8h às 22h e aos sábados das 8h às 17h. Para que o acadêmico, devidamente matriculado no semestre corrente, tenha acesso aos laboratórios, é necessário que seja feito um cadastro junto à Coordenação dos Laboratórios de Informática (sala 714 – prédio 7). LABORATÓRIOS ESPECIALIZADOS DE ENGENHARIA CIVIL O Curso de Engenharia Civil utiliza os diversos laboratórios da Universidade de acordo com a correlação pedagógica destes laboratórios com as respectivas disciplinas que atendem, a partir dos objetivos, conteúdos, metodologia de trabalho. O aluno tem livre acesso aos laboratórios, juntamente com o professor, quando das aulas práticas ou individualmente para pesquisas. Para tanto necessita agendar horários e cumprir as regras de utilização previstas em regimentos internos do laboratório. Deve também observar as regras e os equipamentos de segurança disponíveis. Os laboratórios especializados destinados ao curso encontram-se descritos abaixo: • Laboratório de Desenho Técnico: Este laboratório é utilizado nas disciplinas de Desenho Técnico e Geometria Descritiva e Desenho Técnico Civil. Tem por finalidade proporcionar ao acadêmico um espaço ergonomicamente correto, levando em consideração os aspectos de conforto térmico, iluminação e adequabilidade do mobiliário para a prática de aulas, trabalhos e projetos. Para isso possui capacidade para 30 alunos com número suficiente de pranchetas e equipamentos acessórios. • Laboratório de Informática do curso de Engenharia Civil: É dotado de 20 computadores com os softwares específicos das áreas de Engenharia Civil. Neste laboratório o acadêmico pode desenvolver projetos e estudos aplicados diretamente a área de conhecimento do curso, como pode ser verificado nas disciplinas de Computação Gráfica e Projeto de Edificações, além da utilização nas demais disciplinas de projetos. • Laboratório de Matemática: Este laboratório é utilizado na disciplina de Laboratório de Matemática Aplicada, onde o intuito principal é propiciar ao acadêmico o exercício da sua capacidade de raciocínio lógico. Para isso, são utilizados modelos matemáticos alternativos e lúdicos. • Laboratório de Física: Destina-se a disciplina de Laboratório de Física Aplicada, onde o intuito principal é propiciar ao acadêmico a vivência de situações práticas das leis e conceituações vistas nas aulas teóricas. Para isso, são utilizados modelos reduzidos específicos. 44 • Laboratório de Materiais e Estruturas: O Laboratório foi desenvolvido com o desígnio de realizar análises de desempenho dos materiais de construção. Os ensaios realizados pelo laboratório asseguram maior qualidade e segurança aos fabricantes e usuários do segmento de materiais de construção. Com equipamentos que permitem a determinação das características mecânicas dos materiais em ensaios, o laboratório é uma referência para empresas que queiram colocar no mercado produtos de qualidade e segurança comprovada. O laboratório possui máquinas para ensaios de tração, compressão e flexão; sendo unidades hidráulicas de acionamento elétrico. Este Laboratório subsidia as aulas práticas de Materiais de Construção, Tecnologia do Concreto, Resistência dos Materiais, Estruturas de concreto, aço e madeira. • Laboratório de Mecânica dos Solos: O laboratório está atualmente capacitado para realizar análises físicas e químicas de solos, sendo utilizado principalmente por alunos de graduação em aulas práticas nas diversas disciplinas correlacionadas, bem como para o desenvolvimento de trabalhos de conclusão de curso e pesquisas de iniciação científica. Este laboratório conta com equipamentos adequados para a realização de ensaios experimentais na área de mecânica de solos e aulas práticas de geologia de engenharia, além de substanciar as aulas nas áreas de fundações, de estabilização de taludes e de pavimentos. Além desses ensaios o laboratório está apto a realizar ensaios de caracterização química dos solos e rochas para aplicação como matéria-prima para materiais de construção (cerâmicas, concretos especiais, cimentos e argamassas entre outros). • Laboratório de Recursos Hídricos: Possui infra-estrutura compatível para atender as atividades de ensino desenvolvidas nas disciplinas de graduação e pós-graduação relacionadas às áreas de Mecânica dos Fluídos, Hidráulica, Hidrologia, Irrigação e Drenagem, e permitir a realização de ensaios de equipamentos e acessórios para atendimento de demandas de pesquisa ou de empresas interessadas. O laboratório conta com equipamentos que permitem a realização de ensaios experimentais para determinar tipos de regimes hidráulicos em canais abertos e sistemas pressurizados, perdas de carga localizadas e em comprimento linear, medidores de vazão, demonstração do Teorema de Bernoulli com tubo Venturi, demonstração da experiência de Reynolds (regimes de escoamento), demonstração da experiência de bombas ligadas em serie ou paralelo, além da verificação do coeficiente de fabricação de equipamentos de irrigação. • Laboratório de Topografia: O referido laboratório conta com uma infraestrutura composta por uma sala para guarda e conservação dos equipamentos e atende a alunos de graduação e pós-graduação e projetos de pesquisas do curso. O laboratório proporciona desenvolvimento de trabalhos de levantamentos plani-altimétricos, locação de obras, desmembramento de áreas, loteamentos, cadastramento imobiliário, entre outros serviços topográficos, sendo um ponto de apoio para o de Geoprocessamento e vice- versa. • Laboratório de Geoprocessamento: Este laboratório propicia um apoio fundamental aos trabalhos da topografia, tendo como objetivo o ensino de práticas de geoprocessamento e sensoriamento remoto aos acadêmicos de Engenharia Civil; garantindo o apoio necessário aos projetos de pesquisa ou extensão dos cursos que façam uso destas ferramentas. O laboratório foi desenhado para permitir a docência da forma mais integrada possível com os equipamentos, bem como o uso de mapas e imagens pelos alunos. A capacitação atual do Laboratório de Geoprocessamento é de digitalizar material cartográfico em papel via mesa digitalizadora, processar imagens orbitais, processar dados de sensoriamento remoto, estruturar bases de dados geográficos para a tomada de decisão nas áreas ambiental, urbana e administração agrícola, assessorar instituições como prefeituras e cooperativas agrícolas na contratação de serviços especializados, bem como valorizar pesquisa na área de recursos hídricos, ministrar cursos de geoprocessamento e sensoriamento remoto. 45 • Laboratório de Segurança no Trabalho: Este laboratório pode ser utilizado em várias disciplinas específicas do curso, pois é dotado de equipamentos de medição de riscos ambientais, de proteção e combate a incêndios, equipamentos de proteção individual, equipamentos de inspeção industrial, dentre outros. Neste ambiente os acadêmicos têm a possibilidade de aplicarem muitos dos conceitos de análises vistos em sala de aula. 46 CONSIDERAÇÕES FINAIS A construção do Projeto Pedagógico do curso de Engenharia Civil do CEULP tem como desígnio promover uma formação ao estudante com ênfase no exercício da cidadania; adequar a organização curricular às novas demandas do mercado de trabalho por meio do desenvolvimento de competências e habilidades necessárias a atuação profissional; estabelecer os processos de ensino-aprendizagem centrados no estudante com vistas a desenvolver autonomia de aprendizagem; e adotar práticas didático-pedagógicas integradoras, interdisciplinares e comprometidas com a inovação, a fim de otimizar o trabalho dos docentes nas atividades de graduação. A capacidade de investigar e a de "aprender a aprender" são condições necessárias para que o profissional possa assimilar os constantes desafios da sociedade contemporânea em uma era de rápidas, constantes e profundas mudanças. Para tanto, o compromisso construtivo deve estar presente em todas as atividades curriculares, de modo a criar as condições necessárias para o permanente processo de educação continuada. Tendo como alicerce este arcabouço, explicita-se a inserção do curso de graduação em Engenharia Civil no contexto regional, tendo como base o fato de que há um crescente desenvolvimento do estado do Tocantins e o consequente aumento da demanda nos setores de serviços, industriais e de agronegócios. Em consonância com as premissas supracitadas, o Curso de Engenharia Civil foi idealizado para proporcionar aos profissionais egressos um conhecimento embasado em princípios éticos e o desenvolvimento da capacidade de gestão e do trabalho em equipe através de uma visão holística. 47