ANÁLISE ESPACIAL DO PIB DOS MUNICÍPIOS LIMÍTROFES DA
FRONTEIRA SUL-MATOGROSSENSE COM BOLÍVIA E PARAGUAI
Cristiano Garcia Rodrigues,FAENG/UFMS, e-mail: [email protected].
Nadia Rossana León Araujo, FIUNA/PY, [email protected].
Ana Paula Correia de Araújo, FAENG/UFMS; e-mail: [email protected].
Resumo: O Estado de Mato Grosso do Sul, localizado no centro do continente Sulamericano, tem seu território entre os dois maiores rios que compõem a Bacia
Platina (Paraná, Paraguai), fazendo limite internacional com Bolívia e Paraguai. Sua
linha de fronteira estende-se por aproximadamente 1.520,5 km, destes 724,2 km
são de fronteira seca e 796,3 km compreendidos por limites naturais (SEMAC2013). Fundamentando-se em Le Bourlegat (2011), é possível afirmar que Mato
Grosso do Sul é um território de convergências e que sua posição geográfica é fator
determinante neste processo, que contribui para uma intensa relação de troca. Este
trabalho tem por objetivo analisar a configuração espacial do Produto Interno Bruto
(PIB), dos municípios limítrofes da fronteira Sul-mato-grossense com a República do
Paraguai e com o Estado Plurinacional da Bolívia. A delimitação da área de estudo
compreende os municípios que possuem seus limites diretos, com os países
vizinhos. A metodologia para elaboração do trabalho baseia-se em revisão
bibliográfica a luz de autores que tratam os conceitos de território, fronteira, região e
regionalização, no contexto socioeconômico e cultural. Os dados estatísticos
analisados foram coletados nos sítios eletrônicos da SEMAC/MS e do IBGE. O
recorte temporal do estudo é o período compreendido entre 2005 a 2011, intervalo
em que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência e
Tecnologia de Mato Grosso do Sul, publicou seu trabalho sobre o PIB municipal.
Neste universo de informações foram elaborados mapas temáticos representando
espacialmente dados econômicos do PIB, correlacionados com fatores físicos e
humanos relevantes a proposta do trabalho. Baseando-se nos dados da
SEMAC/MS (2013), a área de estudo compreendida por treze municípios,
representa 28,86% das terras do estado, que correspondem em media 13,5% do
PIB de Mato Grosso do Sul (média entre o período de 2005 a 2011) e possui
13,29% da população (IBGE-2010). Apresentar tais informações em um contexto
espacial, além de fomentar discussões pode indicar novas percepções contribuindo
para análises voltadas ao planejamento territorial, levando em consideração
aspectos e padrões destes municípios.
Palavras-chave: 1) Fronteira e Limite 02) Mato Grosso do Sul, 3) PIB, 4)
Mapeamento, 5) Análise espacial.
ANÁLISIS ESPACIAL DEL PIB DE LOS MUNICIPIOS LIMÍTROFES DE
LA FRONTERA SUL-MATOGROSSENSE COM BOLÍVIA Y
PARAGUAY
Resumen: El Estado de Mato Grosso Do Sul, se encuentra localizado en el centro
del continente de América del Sur, tiene su territorio entre los dos mayores ríos que
componen la cuenca Platina (Paraná y Paraguay), haciendo límite internacional con
Bolivia y Paraguay. Su línea de frontera se extiende aproximadamente 1.520,5 Km.
de los cuales 742,2 Km. son de frontera seca y 796,3 Km. comprendidos por limites
naturales (SEMAC-2013). Basándose en Le Bourlegat (2011), es posible afirmar
que Mato Grosso do Sul es un territorio de convengencias y que su posición
geográfica es un factor determinante en este proceso, lo cual contribuye a una
intensa relación de intercambio. El presente trabajo tiene por objetivo analizar la
configuración espacial del Producto Interno Bruto (PIB), de los municipios limítrofes
de la frontera Sur-mato-grossense con la República del Paraguay y con el Estado
Plurinacional de Bolivia. La delimitación del área de estudio comprende los
municipios que tienen sus limites directos, con los países vecinos. La metodología
para la elaboración del trabajo se basó en la revisión bibliográfica de los autores que
tratan sobre los conceptos de territorio, frontera, región y regionalización, en el
contexto socioeconómico y cultural. Los datos estadísticos analizados fueron
obtenidos en los sitios electrónicos de SEMAC/MS y del IBGE. El marco temporal de
estudio se encuentra comprendido entre los años 2005 y 2011, intervalo en que la
Secretaria de Estado del Medio Ambiente, de Planeamiento, de Ciencia y
Tecnología de Mato Grosso do Sul, publicó su trabajo sobre el PIB, correlacionados
con factores físicos y humanos relevantes a la propuesta del trabajo. Basados en
datos de SEMAC/MS (2013), el área de estudio se encuentra comprendido por 13
(trece) municipios que representan 28,86% de las tierras del Estado, que
corresponden en media al 13,5% del PIB de Mato Grosso do Sul (entre el período
de 2005-2011) y comprende 13,29% de la población (IBGE-2010). La presentación
de tales informaciones en un contexto espacial, ademas de fomentar discusiones
puede indicar nuevas percepciones contribuyendo para los análisis encaminados al
planeamiento territorial, llevando en consideración aspectos y padrones de estos
municípios.
Palabras-clave: 1) Frontera y Límite 02) Mato Grosso do Sul, 3) PIB, 4)
Mapeamiento, 5) Análisis espacial.
SPATIAL ANALYSIS OF THE MATO GROSSO DO SUL
MUNICIPALITIES GPD IN THE BORDER WITH BOLIVIA AND
PARAGUAY
Abstract: The State of Mato Grosso do Sul, located in the center of the South
American continent, has in the It territory between two of the major rivers that make
up the Platina Basin (Paraná, Paraguay), making international border with Bolivia
and Paraguay. Its boundary line extends approximately 2432.8 mi, 1158.72 mi of
these are dry border and 796.3 km understood by natural boundaries (SEMAC
2013). Basing on Le Bourlegat (2011), It is possible to affirm that Mato Grosso do
Sul is a territory of convergence and its geographical position is a determining factor
in this process, which contributes to an intense exchange ratio. This work aims to
analyze the spatial configuration of the Gross Domestic Product (GDP), the
neighboring municipalities of Mato Grosso do Sul border with the Republic of
Paraguay and the Plurinational State of Bolivia. The delimitation of the study area
comprises the municipalities that have their direct limits with the neighboring
countries. The methodology for preparing this work is based on literature review
under the light of authors dealing with the concepts of territory, boundary, region and
regionalization in the socioeconomic and cultural context. Statistical datas analyzed
were collected in electronic sites SEMAC / MS and IBGE. The time frame of the
study is the period from 2005 to 2011, the range in which the Secretary of State for
Environment, Planning, Science and Technology of Mato Grosso do Sul, published
his work about the municipal PIB. In this universe of information were produced
thematic maps depicting economic GDP data in the space, correlated with physical
and human factors relevant to the proposed work. Relying on data from SEMAC /
MS (2013), the study area comprised of thirteen counties, representing 28.86% of
state land, which correspond on average 13.5% of the Mato Grosso do Sul GDP
(average between the period 2005-2011) and has 13.29% of the population (IBGE
2010). Presenting such information in a spatial context, besides instigate discussions
may indicate new comprehensions, contributing to analyzes focused on territorial
planning, taking into consideration aspects and patterns of these municipalities.
Keywords: 1) Boundary and Limits 02) Mato Grosso do Sul, 3) GDP, 4) mapping, 5)
spatial analysis.
01 INTRODUÇÃO
A SEMAC/MS (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da
Ciência e Tecnologia) publicou em 2013 um estudo sobre o Produto Interno Bruto
(PIB) dos municípios de Mato Grosso do Sul, onde apresenta uma tabulação e
análise destes dados no período compreendido entre 2005 a 2011, todavia em
nosso ponto de vista faltou no trabalho sua representação gráfica e as devidas
representações cartográficas, contribuindo assim com a interpretação das
informações, tanto pela comunidade acadêmica como pela população em geral.
A análise espacial está obrigatoriamente associada à Geografia,
corresponde ao estudo da distribuição espacial de qualquer
fenômeno, à procura de padrões espaciais. A análise espacial faz a
ligação entre o domínio essencialmente cartográfico e as áreas de
análise aplicada, estatística e a modelagem, permitindo combinar
variáveis georreferenciadas e, a partir delas, criar e analisar novas
variáveis. ROSA, R. (2011, p. 276).
A fronteira por definição é o limite legal que estabelece onde termina a
jurisdição de um país e começa a de outro, é uma linha imaginária ou física, um
limite entre um território e outro. Em seu traçado, podem ser adotadas
características naturais como relevo e hidrografia, ou simplesmente obedecer a
tratados internacionais, como é caso de Portugal e Espanha, que em 1750,
estabeleceu por meio do Tratado de Madri as fronteiras brasileiras, próximas do que
temos hoje.
No Brasil a lei nº 6.634, de 02 de maio de 1979, dispõe sobre a faixa de
fronteira, estabelecendo um recuo de 150 km a partir da linha de fronteira. Esta lei
indica uma série de medidas de controle e segurança, essenciais a soberania do
país. Neste trabalho abordaremos um recorte espacial um pouco menor, que
corresponde
aos
municípios
limítrofes
com
esta
fronteira.
Por
limítrofes
compreende-se o limite de contato direto, neste caso com a linha imaginaria de
fronteira.
O PIB é um dos principais indicadores do crescimento econômico de uma
nação, estado, município ou região. Para realizar seu cálculo é considerada a soma
do valor de todos os serviços e bens produzidos durante um período determinado
de tempo, que costuma ser de um ano. De acordo com o IBGE (2013) os resultados
do PIB dos Municípios permitem identificar áreas de geração de renda, captando as
especificidades do país podendo se estabelecer uma reação comparativa com o
desenvolvimento econômico de uma determinada região.
Para a geografia a região tem por definição o recorte espacial onde se podem
observar características internas de homogeneidade, que por sua vez as
diferenciam de seu entorno, estas características de homogeneização e
diferenciação, podem ser definidas a partir de suas características físicas, naturais
e/ou humanas.
A região de planejamento é por definição originária da finalidade ou
intencionalidade de políticas de desenvolvimento, através de planos,
programas e projetos. Na sua delimitação podem ser adotados
critérios de homogeneidade, de interdependência e outros de caráter
político-administrativo, sempre que sejam julgados adequados à
consecução do objetivo de planejar. (SEMAC/MS 2011, p.15).
O conceito de região não pode ser confundido com o de território, que por
sua vez, no contexto geográfico define-se como um recorte espacial constituído por
relações de poder. Estas relações podem ocorrer no espaço geográfico, de variadas
formas e em diferentes escalas, como o território de uma nação, delimitado por suas
fronteiras, o território político de um partido, as influências de uma classe social
dominante, ou de um determinado grupo ou liderança.
Território é uma porção do espaço geográfico que coincide com a
extensão espacial da jurisdição de um governo. Ele é o recipiente
físico e o suporte do corpo político organizado sob uma estrutura de
governo. Descreve a arena espacial do sistema político desenvolvido
em um Estado nacional ou uma parte deste que é dotada de certa
autonomia. Ele também serve para descrever as posições no espaço
das várias unidades participantes de qualquer sistema de relações
internacionais. Podemos, portanto, considerar o território como uma
conexão ideal entre espaço e política. (GOTTMANN, J 1975, p. 523).
Usualmente, para a implementação de políticas públicas, é adotado o critério
de região de planejamento, que consiste em recortes espaciais que utilizam
delimitações pré-estabelecidas, como bacias hidrográficas e limites político
administrativos, etc.
O conceito de regionalização, por sua vez é o processo pelo qual se definem
as regiões. Em suma são as delimitações feitas a partir de critérios variados,
podendo ser adotados fatores econômicos, políticos, sociais, históricos, culturais,
geomorfológicos, paisagísticos, entre outros.
Neste trabalho busca-se analisar a configuração espacial do Produto Interno Bruto
(PIB), dos municípios limítrofes da fronteira Sul-mato-grossense com a República do
Paraguai e com o Estado Plurinacional da Bolívia.
02 MATERIAIS E MÉTODOS
Este trabalho é parte das pesquisas desenvolvidas por estudantes e
professores pesquisadores de Geografia, filiados ao grupo Pantanal Sul, Ambiente e
Organização do Território, e vem sendo financiado pelo CNPq e PROPP/UFMS.
Utiliza-se da estrutura do Laboratório de Estudos Rurais e Regionais-LER²,
localizado no bloco 07-A, FAENG/UFMS.
Os procedimentos metodológicos partiram da revisão bibliográfica e análise
de dados estatísticos, posteriormente na espacialização das informações. Na
revisão bibliográfica elencamos autores que abordassem os temas relevantes a
intepretação do trabalho, apresentando discussões entorno de conceitos como,
território, região, regionalização, fronteira, etc.
Para a elaboração do trabalho, utilizamos dados estatísticos secundários. A
princípio,
com
o
trabalho
publicado
pela
SEMAC/MS
e
posteriormente
complementando as informações com os dados censitários do IBGE. Para o
mapeamento, foi utilizado o programa livre e gratuito QGis (versão 2.2.1). Nele foi
possível a realização de vários procedimentos que contribuíram com a proposta do
trabalho. Para tanto foi necessário antes de tudo realizar a aquisição das bases
cartográficas nos sítios eletrônicos do IBGE e da ANA (Agência Nacional de Águas).
Para o mapeamento temático empregamos conceitos de semiologia gráfica,
com uso de variáveis visuais demonstrando nos mapas tanto a diversidade como
ordem, a diversidade como o nome diz busca diferenciar as formas e a ordem
classifica as informações de acordo com a grandeza de seus índices apresentados.
O mapa 01 apresenta a localização da área de estudo, no contexto em que
esta inserida dentro da América do Sul, mais especificamente ao norte da Bacia
Platina, próximo as suas cabeceiras. Observa-se que a oeste de Mato Grosso do
Sul, boa parte da fronteira é hídrica com o Rio Paraguai e a sul com o Rio Apa.
Mapa 01: Localização da área de estudo.
Fonte: Base cartográfica reunida nos sítios eletrônicos da ANA, IBGE e DIVA-GIS. Org. Cristiano
2
Garcia Rodrigues – LER (Laboratório de Estudos Rurais e Regionais). O verde escuro em destaque
na ampliação indica a área de estudo composta por treze municípios limítrofes com a fronteira do
Paraguai e da Bolívia. As numerações de 01 a 03 referem-se às bacias hidrográficas e os
respectivos rios, onde o 01 para o Rio e Bacia do Paraguai, 02 para Rio e Bacia do Paraná e 03 para
o Rio e Bacia do Uruguai, juntos compondo a Bacia Platina.
O recorte espacial adotado neste trabalho compreende 13 municípios de
Mato Grosso do Sul: Mundo Novo, Japorã, Sete Quedas, Paranhos, Coronel
Sapucaia, Aral Moreira, Ponta Porã, Antônio João, Bela Vista, Caracol, Porto
Murtinho e Corumbá. Por último foi inserido o município de Ladário, que embora não
tenha limite direto, consideramos sua inserção, neste contexto pela proximidade
com a fronteira Brasil/Bolívia.
03 RESULTADOS E DISCUSSÕES
3.1 Uso e Ocupação dos Solos
A análise uso e ocupação dos solos indica o tipo de atividade desenvolvida
em uma região, a distribuição espacial, a predominância de um uso em relação a
outro, ou mesmo a diversidade produtiva. A área de estudo possui cerca de
102.937,20 km² (10.293.719,80ha) o que representa aproximadamente 29% das
terras do estado. O mapa 02 apresenta a espacialização dos diferentes usos dados
ao solo nos municípios estudados.
Mapa 02: Uso e Ocupação dos Solos (IBGE-2010).
Fonte: Base cartográfica reunida nos sítios eletrônicos da ANA, IBGE. Org. Cristiano Garcia
2
Rodrigues – LER . A figura indica as classes de uso e ocupação, apresentando ainda sua área total e
o respectivo percentual. As numerações de 01 a 13 referem-se aos municípios limítrofes da fronteira
e o 14 refere-se a capital Campo Grande.
Os resultados obtidos da análise indicam uma grande concentração de
pastagens (plantadas e nativas), que representam 57,25% (58.931,23km²) da área
de estudo, as áreas de agropecuária e lavouras por sua vez somam 18,2%
(18.810,20km²), as matas e florestas (mistas com pastagens) somam 21,53%
(22.158,93km²), as áreas urbanas e com uso diversificado representam 2,72%
(3.036,83km²).
3.2 Densidade demográfica
A densidade demográfica representa o número de habitantes dividido pela
quantidade de área de um determinado recorte espacial. Neste exemplo as áreas
dos municípios divididas por suas populações. No mapa 03 observa-se que os
municipios a sul (de Mundo Novo a Bela Vista) de maneira geral apresentam
maiores densidades em relação aos municipios mais a norte (Caracol, Porto
Murtinho e Corumbá). O município que apresentou amaior densidade demografica
foi Ladário.
Mapa 03: Densidade demográfica (IBGE-2010).
Fonte: Base cartográfica reunida nos sítios eletrônicos da ANA, IBGE. Org. Cristiano Garcia
2
Rodrigues – LER . A figura indica a densidade demográfica da área de estudo. As numerações de 01
a 13 referem-se aos municípios limítrofes da fronteira e o 14 refere-se a capital Campo Grande.
A densidade demografica apresentou um padrão em que os municípios com
menores áreas territoriais coinsidem com as maiores densidades demográficas,
destacando os municipios de Ladário, Mundo Novo e Japorã.
3.3 Concentração Populacional
O mapeamento da concentração populacional indica nessessariamente quais
unidades territoriais apresentam maiores ou menores populações, em relação a
outras .Maiores populações podem ser relacioinadas a maior consumo e por sua
vez maior geração de renda, fatores que podem estar diretamente relacionado por
exemplo ao PIB.
Mapa 04: Concentração Populacional (IBGE-2010).
Fonte: Base cartográfica reunida nos sítios eletrônicos da ANA, IBGE. Org. Cristiano Garcia
Rodrigues – LER2. O mapa 04 indica a Concentração Populacional da área de estudo. As
numerações de 01 a 13 referem-se aos municípios limítrofes da fronteira e o 14 refere-se a
capital Campo Grande.
O mapa 04 da detaque ao município de Corumbá com cores mais quentes,
com cores um pouco menos quentes representa os municípios de Caracol e Japorã
e em uma faixa intermediária ficam os municípios de Ponta Porã e Bela Vista. Com
esta divisão fica claramente demosntrada a espacialização da população, não
apenas dizendo que município possui maior população (Corumbá) e qual tem a
menor (Caracol), mas também informa onde estão iseridos estes municipios, qual
sua proporção territorial em relação aos demais, etc.
3.4 Participação no PIB estadual
O mapa 05 (referente ao PIB) apresenta-se bem semelhante ao mapa 04
(população), com pequenas modificações de tonalidade, notadas principalmente nos
municípios de Ladário e Porto Murtinho. Ao conferirmos a tabela do mapa, Ladário
apresenta maior população e menor PIB em relação a Porto Murtinho.
Mapa 05: Média 2005-2011 / Participação no PIB estadual (SEMAC-2013).
Fonte: Base cartográfica reunida nos sítios eletrônicos da ANA, IBGE. Org. Cristiano Garcia
2
Rodrigues – LER . O mapa 05 participação no PIB estadual dos municípios da área de estudo. As
numerações de 01 a 13 referem-se aos municípios limítrofes da fronteira e o 14 refere-se a capital
Campo Grande.
O município de Porto Murtinho é o sexto em população e o quarto em PIB,
mas também o segundo em área. O primeiro da lista é Corumbá e destoa dos
demais, pois possui maior área, maior população e maior PIB. O segundo maior
PIB, apresenta certa simetria nas informações, Ponta Porã, possui a terceira maior
área e a segunda maior população. Na sequencia fica o município de Bela Vista
com o terceiro melhor PIB, terceira em população e quarta em área territorial.
Chamou atenção também o município de Aral Moreira que apesar de contar com
décima população do grupo é o quinto em PIB e o sexto em área territorial.
04- RESULTADOS PRELIMINARES
Os resultados prévios da pesquisa indicam que o PIB dos municípios
limítrofes da fronteira Sul-mato-grossense com Paraguai e Bolívia, apresentam
maiores índices nos municípios com maior unidade territorial e maior população.
Com relação aos municípios que apresentam os maiores índices do PIB, os
quatro primeiros foram: Corumbá, Ponta Porã, Bela Vista e Porto Murtinho,
respectivamente.
Os municípios ao norte apresentam as maiores extensões
territoriais (e no caso de Corumbá, também a maior população) os do sul,
apresentam menor extensão territorial em relação aos dois apresentados
anteriormente, embora tenham maior concentração populacional em relação a Porto
Murtinho, contam ainda importantes relações de comercio com o país vizinho.
Unidade territorial e população assim como as relações comerciais
apresentam-se como fatores importantes na compreensão da espacialização do
PIB, da área estudada.
O mapeamento de fato cumpriu o papel de indicar a presença ou até mesmo
ausência de padrões espaciais, de apresentar como se relacionam diversas
informações e como o resultado pode gerar novas indagações e a curiosidade
cientifica sobre os dados apresentados.
Conclui-se ainda que o emprego de técnicas de geoprocessamento aos
estudos de geografia permite tornar informações tabuladas em dados espaciais, e a
partir destes gerar mapas, cruzando informações e realizando cálculos que
possibilitem a contextualização das informações. Com estes procedimentos
podemos responder questões relacionadas ao onde, quando e quanto.
Ao aliar estas respostas a um recorte geográfico podemos identificar padrões
espaciais, distribuições, concentrações, etc. Estas informações por sua vez servem
de subsídio ao planejamento e a tomada de decisão.
REFERÊNCIAS
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em: < http://www.diva-gis.org/Data>. Acesso em: 05/10/2014.
GOTTMANN, Jean, A evolução do conceito de território, Tradução de Isabela
Fajardo e Luciano Duarte e Revisão de Fabricio Gallo. ISSN: 2236-3637. Boletim
Campineiro de Geografia, Vol. 2, nº 3, 2012. Disponível em: <
http://agbcampinas.com.br/bcg>. Acesso em: 05/10/2014.
IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Downloads: Geociências:
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LE BOURLEGAT, C. A. Mato Grosso do Sul: Um território platino de convergência e
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2011.
ROSA, R. Análise Espacial em Geografia. Revista da ANPEGE, v. 7, p. 275-289,
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Mato Grosso do Sul, SEMAC, Secretaria de Estado e de Meio Ambiente do
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Mato Grosso do Sul, SEMAC, Secretaria de Estado e de Meio Ambiente do
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12/10/2014.
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