R. Periodontia - Dezembro 2007 - Volume 17 - Número 04
DESEMPENHO CLÍNICO DOS IMPLANTES CURTOS: UM
ESTUDO RETROSPECTIVO DE SEIS ANOS
Clinical performance of short implants: a six-year retrospective study.
Eliane Barboza 1, Waldimir Carvalho 2, Bianca Francisco 3, Vinícius Ferreira 3
RESUMO
As próteses sobre implantes apresentam taxa de sucesso
e longevidade maior do que as próteses tradicionais sobre remanescentes dentários. Devido às limitações anatômicas, implantes instalados nas regiões posteriores dos arcos são
freqüentemente menores do que aqueles instalados nas regiões anteriores. O objetivo deste trabalho foi avaliar retrospectivamente o desempenho clínico dos implantes curtos no período de seis anos. Este estudo avaliou 348 implantes curtos instalados em regiões anteriores e posteriores dos arcos de 153
pacientes. Dos implantes instalados, 220 foram de 9 mm e
128 de 10 mm de comprimento, com diâmetros de 3,5 mm,
4 mm e 5 mm, instalados em diferentes densidades ósseas.
Sítios tratados através da regeneração óssea guiada receberam
45 implantes. As regiões anteriores e posteriores receberam 45
e 303 implantes, respectivamente. Em 19 casos, a instalação
imediata dos implantes foi realizada. Todos os implantes foram
reabilitados proteticamente, com prótese unitária ou múltipla.
A taxa de sucesso foi de 96% (334 implantes). Concluímos que
implantes curtos podem ser utilizados com segurança como
suporte protético na reabilitação de dentes perdidos, com sucesso e longevidade semelhante aos implantes longos.
UNITERMOS: Implantes dentários, reabilitação bucal,
estudo retrospectivo. R Periodontia 2007; 17:98-103.
1
Doutora em periodontia – Universidade Federal Fluminense e Instituto Brasileiro de
Periodontia - RJ
2
Mestre em odontologia – Instituto Brasileiro de Periodontia – RJ
3
Mestrandos em odontologia – Universidade Federal Fluminense - RJ
Recebimento: 21/12/06 - Correção: 05/03/07 - Aceite: 06/03/07
INTRODUÇÃO
Com os avanços científicos e tecnológicos, a expectativa de vida da população brasileira tem aumentado ao longo dos anos. Segundo dados do IBGE (2003)
a expectativa de vida dos brasileiros passou de 62,6 anos
em 1980 para 71,3 anos em 2003, aumentando então
o número de idosos e, consequentemente, o número
de atendimentos odontológicos a esta população. A
perda dos elementos dentários e a necessidade de reabilitação protética são características comuns aos idosos (HAAS et al, 2006; LEUNG et al, 2006).
Algumas publicações demonstram que um número significante de usuários de próteses de todos os grupos de idades relata insatisfação com as próteses removíveis convencionais (AGERBERG & CARLSSON, 1981).
Tal insatisfação pode aumentar com o uso prolongado
destas próteses, já que o tecido ósseo de suporte sofre
uma reabsorção contínua após a perda do elemento
dentário (TALLGREN, 1972).
Com o surgimento dos implantes osseointegrados
uma nova possibilidade de tratamento foi criada,
permitindo ultrapassar os limites das próteses
convencionais fixas e removíveis. Em comparação
ao tratamento reabilitador convencional sobre
dentes naturais, a reabilitação sobre implantes
possui maiores índices de sucesso e longevidade
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(PJETURSSON et al, 2004, TAN et al, 2004).
A literatura relata um melhor resultado na utilização dos
implantes osseointegrados quando o maior contato possível
entre a área total da superfície do implante e o osso alveolar é
alcançado, por isso há a procura por implantes maiores tanto
em comprimento quanto em diâmetro (LEE et al, 2005).
No entanto, a altura óssea disponível é um dos fatores
limitantes na determinação do comprimento do implante.
Áreas como a região posterior da maxila, devido à expansão do
seio maxilar após a perda dentária e a região posterior da
mandíbula, devido à proximidade com o canal mandibular,
muitas vezes impossibilitam a instalação de implantes longos
(MISCH,1993). Um estudo radiográfico de 431 pacientes
parcialmente edentados revelou que apenas em 38% das
regiões maxilares e 50% das regiões mandibulares avaliadas
possuíam pelo menos 6 mm de osso alveolar disponível
para instalação do implante (ORKARINEN et al, 1995).
Outro fator relatado como importante na instalação de
implantes é a bicorticalização, que é conseguida
principalmente na região anterior inferior. No entanto, esta
bicorticalização não pode ser alcançada na região posterior da
maxila devido a sua inexistência, e da mandíbula por causa do
canal mandibular (MISCH, 2006). Sendo assim, devido às
limitações anatômicas, implantes instalados nas regiões
posteriores dos arcos são freqüentemente menores do que aqueles instalados nas regiões anteriores. A essas limitações, é
adicionado o fato da maior força mastigatória ser realizada nas
regiões posteriores.
Os implantes com menos de 10 mm de comprimento têm
sido associados com altas taxas de insucesso (GOODACRE et al,
1999), no entanto uma revisão de literatura sobre a taxa de
sucesso dos implantes curtos realizada em artigos
publicados entre 1991 e 2003 apresentou uma média de 85,3%
de sucesso (HIGUCHI, et al, 1995; TESTORI et al, 2001;
LEKHOLM et al, 1999; TAWIL & YOUNAN, 2003; VAN
STEENBERGHE et al,2000; MISCH, 2005; MINSK et al, 1996;
WINKLER et al,2000; WENG et al,2003; NAERT et al, 2002; DE
BRUYN et al, 1999; JEMT & LEKHOLM, 1995; SAADOUN & LE
GALL, 1996; IVANOFF et al, 1999; SCURRIA et al, 1998) contra
90% para implantes longos (MISCH,2006). Tais estudos
envolveram diversos tipos de implantes com diferentes designs e
superfícies.
Os implantes curtos em relação aos longos necessitam de
menos osso remanescente, reduzindo a exposição do paciente
a cirurgias para enxertia óssea, elevação da mucosa do seio maxilar, reposicionamento do nervo alveolar inferior, constituindo
uma grande vantagem.
O objetivo deste trabalho foi avaliar retrospectivamente o
desempenho clínico dos implantes curtos durante seis anos.
MATERIAL E MÉTODOS
Este estudo retrospectivo avaliou 348 implantes curtos
(Biohorizons® Implant Systems, Inc., Birmingham, AL) com 9 e
10 milímetros de comprimento por 3,5 mm, 4 mm e 5 mm de
diâmetro durante seis anos. Os implantes foram instalados nas
regiões anteriores e posteriores dos arcos de 153 pacientes, com
média de idade de 55 anos, distribuídos em grupos de idade de
21 a 40, de 41 a 60 e de mais de 60 anos, no Instituto Brasileiro
de Periodontia. Os dados desta pesquisa foram coletados dos
prontuários dos pacientes e dispostos em planilhas para avaliação do diâmetro, do comprimento e da localização dos implantes, do sexo e da idade dos pacientes, da instalação imediata, da
utilização de regeneração óssea guiada, dos tipos de próteses
sobre os implantes, das taxas de sucesso e das causas de
insucessos.
RESULTADOS
O grupo com o maior número de implantes instalados foi o
de 41 a 60 anos, com 155 implantes (44,54%). O grupo de mais
de 60 anos teve 136 implantes (39,08%) instalados e o de 21 a
40 anos, 57 (16,37%) implantes. Os pacientes do sexo feminino
e do sexo masculino receberam 215 (61,78%) e 133 (38,21%)
implantes, respectivamente.
O gráfico 1 mostra os implantes instalados, onde 220 foram de 9 mm de comprimento (63,21%) e 128 de 10 mm de
comprimento (36,78%), 44 de 3,5 mm de diâmetro (12,64%),
241 de 4 mm de diâmetro (69,25%) e 63 de 5 mm de diâmetro
(18,10%). Implantes D3 foram utilizados em 136 casos
(39,08%), implantes D4 em 135 casos (38,79%) e implantes
D1/D2 em 77 casos (22,12%). Destes implantes, 45 (12,93%)
foram instalados em sítios tratados através de regeneração
óssea guiada.
As regiões posteriores receberam 303 implantes (87,06%),
sendo 207 (68,31%) em mandíbula e 96 (31,68%) em maxila.
As regiões anteriores receberam 45 implantes (12,93%),
sendo 20 (44,44%) superiores e 25 (55,55%) inferiores
(gráfico 2).
O sítio com maior número de implantes instalados foi equivalente à localização do dente 36, com 49 implantes (14,08%),
seguido pelo sítio equivalente ao dente 46, com 45 implantes
(12,93%). Uma semelhança contralateral quanto à localização
específica dos elementos perdidos/implantes instalados foi observada (gráfico 3).
A instalação imediata, ou seja, instalação do implante no
mesmo tempo cirúrgico da exodontia, foi executada em 19
casos (5,45%).
Todos os implantes foram reabilitados proteticamente com
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Gráfico 2 – Número de implantes instalados por região
Gráfico 1 – Diâmetro e comprimento dos implantes
próteses unitárias em 79 implantes (22,7%) ou múltiplas em
269 implantes (77,3%). A taxa de sucesso dos implantes foi de
96% (334 implantes) com plena utilização em reabilitações
protéticas, seguindo os critérios de sucesso sugeridos por ZARB
& ALBREKTSSON (1998). A taxa de insucesso foi de 4%, com
perda de 14 implantes. Dentre os implantes perdidos, cinco
foram por exposição precoce espontânea, Classe ID de
BARBOZA & CAÚLA (2002), quatro por periimplantite devido à
falta de terapia periodontal de suporte, três por carga precoce
(prótese parcial removível desadaptada) e dois por não
osseointegração.
DISCUSSÃO
O desempenho clínico dos implantes curtos avaliados neste
estudo retrospectivo, atingiu resultados superiores (96%) aos
implantes longos (90%) (MISCH, 2006) quando utilizados como
suporte em reabilitações protéticas.
A literatura demonstra que a magnitude das forças incidentes na região posterior é cerca de 400 vezes maior quando comparadas às anteriores (MISCH, 2005) e as altas taxas de insucesso
dos implantes curtos podem ser devido ao aumento destas forças. Contudo, neste estudo, a maioria dos implantes instalados
foi de 9 mm (63,21%) de comprimento, com taxa de sucesso
comparável aos implantes longos. O maior número de implantes instalados foi na região posterior (87,06%), principalmente
dos primeiros molares inferiores (27,01%), confirmando o maior índice de perda deste elemento (BECKER et al, 1979;
HIRSCHFELD & WASSERMAN, 1978; MCFALL, 1982;
PAPAPANOU et al 1988; MC DONALD & AVERY, 1995; FRAZÃO
et al, 2003).
Atualmente, a seleção e o posicionamento do implante não
devem se sujeitar à disponibilidade óssea da região, sendo necessária a formação de tecido ósseo para um melhor prognós-
tico (LINDHEM, 1998). Para isso, o princípio da regeneração
óssea guiada, através da manutenção do rebordo, tem sido utilizado com sucesso na regeneração do osso alveolar. Isso tem
sido proporcionado pela utilização de uma membrana (barreira)
sobre o alvéolo imediatamente após a exodontia para guiar e
direcionar a cicatrização do sítio cirúrgico (CATON et al, 1987;
BARBOZA,1999). Para viabilizar a instalação dos implantes em
áreas com perda óssea alveolar pós-exodontia, 45 sítios deste
estudo foram tratados através da regeneração óssea guiada,
possibilitando
a
instalação
dos
implantes
posteriormente.
Implantes curtos apresentam inúmeras vantagens cirúrgicas quando comparados aos implantes longos, como menor
risco cirúrgico de perfuração do seio maxilar, parestesia mandibular e menor necessidade de procedimentos de aumento ósseo em região posterior antes ou concomitante a instalação dos
implantes em ambos os arcos (MISCH, 1999). Além disso, a
área posterior da maxila e da mandíbula freqüentemente apresenta osso de baixa qualidade (ULM C et al, 1999; JAFFIN &
BERMAN, 1991), proximidade do nervo lingual e a possibilidade
Gráfico 3 – Local específico de instalação dos implantes
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de lesão da artéria lingual (GOODACRE & KAN, 1999).
A instalação imediata dos implantes ocorreu em 19 casos
em sua maioria na região anterior dos arcos, devido a questões
estéticas e a disponibilidade óssea.
A taxa de sucesso dos implantes foi de 96% (334 implantes), de acordo com os critérios de sucesso sugeridos por ZARB
& ALBREKTSSON (1998), isto é, com a posição dos implantes
sem prejudicar a instalação das próteses planejadas, ausência de
dor e desconforto, de mobilidade do implante quando testado
clinicamente; de radiolucidez perimplantar (SMITH &
ZARB,1989) e com média de perda óssea anual menor que 0,2
mm após o primeiro ano de carga.
Devido à diversidade de sistemas de implantes
disponíveis atualmente, é essencial a realização de critérios de
sucesso baseados em pesquisas científicas (MENTAG PJ
EDITORIAL, 1987).
Os critérios de sucesso dos implantes vêm sendo relatados
na literatura. Previamente, critérios de sucesso foram propostos
por SCHNITMAN e SCHULMAN em 1979, CRAININ et al em
1982, MCKINNEY et al em 1984, ALBREKTSSON et al em 1986
e GUCKES et al em 1996. Apesar destes critérios abordarem as
principais questões referentes ao sucesso dos implantes, muitos
deles parecem não ser fundamentais para o sucesso dos mesmos. Para isso, somente os critérios relacionados à
osseointegração são considerados, já que pesquisas envolvendo
a osseointegração são superiores às dos outros critérios (SMITH
& ZARB,1989).
O maior número de casos de fracasso neste estudo ocorreu pela exposição precoce espontânea classe ID (exposição
parcial precoce do tapa-implante com sinais de inflamação e
supuração) de BARBOZA & CAÚLA (2002). A exposição precoce espontânea pode levar à problemas como mucosite ou
periimplantite, o que reforça a necessidade da realização de terapia de manutenção regularmente.
CONCLUSÃO
Os implantes curtos apresentam índices de sucesso similares aos implantes longos.
Os implantes curtos podem ser utilizados como suporte
em reabilitações protéticas com a mesma previsibilidade de sucesso dos implantes longos.
A utilização dos implantes curtos reduz consideravelmente
a necessidade de cirurgias de aumento ósseo para a instalação
dos implantes.
ABSTRACT
Implants and implant prosthetic success rates and longevity
are higher than natural teeth-supported prostheses. Due to
limiting anatomical factors, implants placed in the posterior
regions are often shorter than those placed in the anterior regions.
The aim of this study was to retrospectively evaluate the clinical
performance of short implants in a six year period. This study
evaluated 348 short implants inserted in anterior and posterior
regions in both jaws of 153 patients. Out of 348 inserted
implants, 220 were of 9 mm and 128 of 10 mm of length, with
diameters of 3.5 mm, 4.0 mm and 5 mm. Forty-five implants
were placed in sites treated with the principle of guided bone
regeneration. Anterior and posterior regions received 45 and
303 implants, respectively. In 19 cases the immediate installation
was performed. All implants were prosthetically rehabilitated
with single or multiple prostheses. Success rate was 96% (334
implants). It can be concluded that short-length implants may
be used to support fixed restorations in the rehabilitation of missing
teeth, with the similar success rate and longevity of long implants.
UNITERMS: Dental implants, Mouth Rehabilitation,
Retrospective Studies
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Endereço para correspondência:
Eliane Barboza
Av. Presidente Wilson, 165 - sala 810 – Centro
CEP: 20030-020 - Rio de Janeiro - RJ
E-mail: [email protected]
Tel.: (21) 2220-6940
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desempenho clínico dos implantes curtos