Título: Homenagem António Magalhães
10/06/2008
Fonte: CORREIO DE AZEMÉIS
Autor: Emanuel Rodrigues
Pág. 16 a 20
País: Portugal
Âmbito: Regional
Periodicidade: Semanal
Perfil do professor António Magalhães aos 75 anos
Um homem de família que esteve sempre ao lado dos mais desfavorecidos
Eis o retrato da vida de um professor para quem a família é um pilar basilar, que passou grande parte da sua vida a proteger os
desprotegidos, conselheiro das mais altas individualidades do nosso concelho, e a quem o “Correio de Azeméis” muito deve.
Solidariedade. É esta a palavra que melhor define António Leite Pinheiro Pinto de Magalhães, filho de Maria Clara Leite e Manuel
Magalhães, nascido no dia 6 de Junho de1933 na freguesia de Ul. Nasceu, cresceu, e com 20 anos decide mudar de paragens, mas
para uma freguesia poucos quilómetros ao lado: Macinhata da Seixa.
Este facto marca um outro traço vincado da personalidade do professor António Magalhães: um homem rural. É o próprio que admite.
Nunca teve o sonho de partir para outros lados. A única vez que passou mais tempo fora das suas terras, aconteceu quando teve de
concluir a sua formação, em 1952, na Escola do Magistério da cidade do Porto. Anteriormente o Colégio tinha sido feito, em Oliveira
de Azeméis, com nota de excelência.
Pouco tempo depois de se manter uma conversa com o Professor percebe-se outra das razões para nunca ter saído do nosso
concelho. Basta prestar atenção à forma como fala da família. As dificuldades passadas durante a II Guerra Mundial, entre 39 e 45,
foram muitas e, dessa forma, ajudaram a que se criasse uma grande união na família Magalhães. António tem mais três irmãos, e se
a fome nunca chegou lá a casa, havia alturas que se tinha de ter grande espírito de sacrifício para que as coisas continuassem
pacificas.
O casamento, os filhos e os netos
Com 21 anos (28 Outubro de 1954) casa-se com a sua “Mariazinha” – Maria Virgínia Trindade Martins - , o amor da sua vida e para
toda a vida, e que se revelou uma mudança total no seu dia-a-dia. Este é um dos momentos marcantes da vida - de resto, todos os
momentos mais importantes que António Magalhães elege, prendem-se com a família.
Passado um ano, em 1955, tem a sua primeira filha: Ana Maria, economista, agora com 53 anos. Este é o segundo momento mais
alto, por ter sentido que iria haver uma continuidade de família.
A família continua a crescer em 1957 com o nascimento de Maria Antónia, que quis seguir as pisadas do pai e hoje é professora do
ensino secundário. Oito anos depois, nasce o terceiro e último filho - o primeiro rapaz - de seu nome Luís Manuel, e que também quis
ser professor. Actualmente dá aula no Instituto Superior de Engenharia do Porto.
Já diz o ditado que ser avô é ser pai duas vezes. O professor confirma-o. Fala dos três netos (Ana Luísa, 29; José Filipe, 26; Pedro,
19; eMariana, 17) de uma forma muito embevecida. O ter sido avô pela primeira vez foi muito marcante, e assistiu com muito orgulho
à formação de dois netos em Medicina.
Apesar da idade ir passando, e de ter a consciência que as pessoas crescem e criam vidas autónomas, António Magalhães continua a
insistir e a fazer todos os possíveis para continuar a dar um verdadeiro significado à palavra família. Os filhos continuam a ser visitas
constantes lá de casa e falam-se diariamente. Quanto aos netos, os mais novos merecem agora um acompanhamento mais por perto.
O Professor do saber e da cultura
A vida profissional começa cedo, em 1952, quando tinha 19 anos. O seu primeiro ano como docente foi passado na Escola da Areosa,
no Pinheiro da Bemposta, tendo depois trocado pela Escola do Cruzeiro, em Macinhata da Seixa, permanecido aí nos restantes 39
anos da sua carreira, ou seja, até 1992.
Sendo um homem bastante activo, o professor, durante o seu tempo de docente, ainda fez uma perninha no Colégio de Oliveira de
Azeméis (1957-1971), e foi monitor na Telescola da Molaflex (1965-1974).
A educação do antigamente não é como o de agora.
Os alunos tinham de “tagarelar” na ponta da língua as serras, os rios e os afluentes, as linhas férreas e os ramais, calcular com
decimas e fracções, aprender pronomes e conjunções, dividir orações, enfim… um sem número de matéria.
Apesar do exigente ensino antigo, o professor diz-se orgulhoso por acompanhar a carreira de alguns dos seus alunos, formados nas
diversas áreas, até tenho alunos padres. Adianta que continua a falar com muitos deles, e confessa-se orgulhoso por verificar que o
continuam a tratar com enorme carinho.
Dossier de Imprensa da Biblioteca Municipal Ferreira de Castro – Ano 2008
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É unânime considerá-lo como um homem do saber e da cultura. Autarcas, empresários e figuras de outros quadrantes procuram-no
para obter conselhos e informações. É a pessoa que mais sabe sobre Oliveira de Azeméis. Conhece bem as tradições e a gente da
nossa terra. Lançou há 11 anos um livro intitulado “Memórias do tempo” onde reunia algumas das suas prosas históricas publicadas
no jornal “Correio de Azeméis” [espera-se agora um segundo volume].
Este gosto pela história vem desde muito cedo, e deve-se essencialmente a dois homens: Manuel Magalhães, seu pai, que também
foi seu professor, e também o professor João Santos, que conheceu no Colégio.
António Magalhães lê livros de História por gosto. Não acha nada chato. Mas se for por obrigação o caso mudava de figura. Sente-se
feliz e reconfortado ao ver tantas pessoas a procurarem a sua opinião, mas também diz, sem falsas modéstias, que não sabe assim
tanta coisas, às vezes as pessoas é que podem saber pouco.
O professor é uma pessoa simpática, divertida, de sorriso fácil, sempre com uma piada para conta. Diz-se que além dos livros de
História, devem andar lá por casa dois livros repletos de anedotas: um com piada simples, e outro com as mais apimentadas.
Jornalismo sempre foi uma paixão
O “Correio de Azeméis”, um trabalho temporário… há 27 anos
Além de professor, António Magalhães também fez uma incursão no meio do jornalismo. Em 1970 começa a colaborar com o “Jornal
de Notícias”, sob o pseudónimo Vale de Passos, criando a secção “Semana Escolar”, com muito sucesso. Anos mais tarde, colaborar
noutras secções do jornal assinando os textos com o seu nome próprio, e passa a contar a realidade do nosso concelho. Esta paixão
pelo jornalismo bem de pequeno, desde que se habitou a ler regulamente o jornal “O Século” que o seu pai trazia para casa.
Em 1981, Eduardo Oliveira e Costa compra o jornal “Correio de Azeméis” e convida-o para dirigir, depois deste ter andado um pouco
aos trambolhões. Resistiu ao convite no início, mas depois lá aceitou dizendo que era temporário. Esse temporário dura até agora, ou
seja, há 27 anos.
Onze anos depois ter aceite o convite, em 1992, António Magalhães reforma-se e dedica-se em exclusivo ao jornal. Hoje não passa
um dia sem visitar o jornal, e confessa que já não saberia viver sem o “Correio de Azeméis”, mesmo com todas as arrelias que estão
associadas. A única coisa que pede que não lhe exijam é o de ter horários. Afirma que deu um grande salto na qualidade de vida
quando, em 1992, deixou de estar dependente do relógio. Faz agora as coisas ao seu ritmo.
O facto de ser director de um jornal local proporcionou-lhe alguns contactos com políticos. Dá-se bem com pessoas ligados aos vários
quadrantes, e já deu algumas opiniões de como fazer alguma coisa.
Do concelho que viu crescer, garante que não mudou muito nos últimos 75 anos – o desenho do centro da cidade mantém-se igual.
Elogia algumas obras importantes, como a Via do Nordeste, mas diz que é urgentíssimo tratar da água do saneamento do nosso
concelho. Um problema que não era tão gritante há duas décadas, mas que se tornou um caso sério devido à falta de planeamento.
Uma obra de referência
Lar Pinto de Carvalho: o sonho concretizado
Estamos a chegar ao final do perfil de António Magalhães, mas não quer que dizer que este seja o menos importante. Aliás é neste
final que veremos a bondade deste senhor. Como referimos logo no início, solidariedade é a palavra que melhor define o professor.
Aprendeu na infância o significado da palavra, por ter de pensar e dividir tudo por mais três cabeças (irmãos).
Aquilo que aprendeu no seio familiar tentou transmitir para a sociedade civil. E foi com sucesso que o fez. Ao nível associativo
referências para as passagens pelas direcções do Grupo Musical Macinhatense (GMM), onde foi um dos responsáveis pelo seu
grande crescimento, e dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis, mas o grande destaque vai para o trabalho desenvolvido no
CAF (Centro de Acolhimento Familiar) Pinto de Carvalho. Foi da sua responsabilidade durante muitos anos o bem-estar dos meninos
e meninas que aqui viverem, mas o seu trabalho foi completo quando deixou estas mesmas crianças em condições mais dignas,
depois da inauguração das novas instalações, em Lações de Cima, no dia 13 de Julho de 2006, que contou com a presença do
Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, que na altura andava pelo país a fazer o “Roteiro pela Inclusão”.
Foram muitas as pessoas que testemunharam as suas preocupações, e das noites em claro, de maneira a ver resolvida esta situação
que já se prolongava no tempo há muitos anos. O sonho concretizou-se e passado pouco tempo, António Magalhães termina o seu
mandato, saindo pela porta grande, e com a sensação de dever cumprido.
Dossier de Imprensa da Biblioteca Municipal Ferreira de Castro – Ano 2008
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Agora o sonho passa viver mais alguns anos para ver o seu concelho a desenvolver-se e continuar a ajudar a cimentar a credibilidade
do jornal “Correio de Azeméis”. Nós também queremos continuar a ver o Professor por cá para sorrirmos com mais uma piada,
contarmos como vão as “gajas”, mostrar que temos forcinha e que não fazemos asneiras.
Mais de 200 pessoas prestaram homenagem ao professor António Magalhães
A gratidão não é egoísta nem uma palavra vã
O auditório do Grupo Musical Macinhatense foi pequeno para receber a cerimónia solene de homenagem ao professor António
Magalhães. Na Casa do Torreão, em Cucujães, onde decorreu o repasto, juntaram-se ainda mais amigos dos mais diversos
quadrantes, desde o politico, passando pelo da economia, empresarial, até ao movimento associativo, o que prova a dimensão do
“nosso” professor e o respeito que nutrem por ele.
Presentes foram mais do que muitos, mas melhor do que as palavras só mesmo as palavras.
Ausentes mas presentes
Diversas entidades e amigos do Prof. António Magalhães, que, por razões da mais diversa índole, não puderam estar presentes,
enviaram mensagens. Foram lidas mensagens do padre Albino Fernandes, Dr. Francisco Pinho Costa, comendador Casimiro de
Almeida, Bartolomeu Fonseca Rego e António Nobre Azevedo.
Os 75 anos de António Magalhães visto por algumas individualidades do concelho
Uma referência no concelho que já merece uma distinção nacional
Aos 75 anos António Magalhães foi alvo de uma homenagem por tudo o que tem feito pela sua terra e pelos outros. Vários amigos
quiseram mostrar e traduzir por palavras o quanto apreciam o professor enquanto pessoa. O presidente da Assembleia Municipal,
Hermínio Loureiro, afirma que este cidadão português de grande prestígio já merece um reconhecimento nacional.
“Prof. António Magalhães merece um reconhecimento nacional”
“Homem do saber, de profundas convicções e ideais, possuidor de excepcionais qualidades humanas, com um trato fino e de elevada
elegância. (…) Precisamos de saber mais e de saber melhor, o Prof. António Magalhães é um dos que mais tem contribuído para a
qualificação da sociedade oliveirense. (…) Esta homenagem não pode ser encarada como um ponto de chegada, mas sim como um
ponto de partida para uma homenagem e para um reconhecimento pelas mais altas instâncias deste país. O Prof. Magalhães é um
homem com uma dimensão nacional que há muito tempo ultrapassou as fronteiras da freguesia de Ul e de Macinhata da Seixa, do
concelho de Oliveira de Azeméis e do distrito de Aveiro, logo merecedor de reconhecimento nacional”.
António Grifo*, em representação do presidente da Assembleia Municipal
*Discurso do Hermínio Loureiro lido por António Grifo
“Ponderação, responsabilidade e bom senso são as principais características”
“É pública a nossa relação. Nunca em nenhum momento a escondi. Julgo que não estou a desvendar nenhum segredo ao partilhar
convosco que em muitos momentos da minha vida recorri ao aconselhamento e à experiência do Professor Magalhães. (…) É um
homem que ama a sua terra e sobre ela fala e escreve como ninguém.(…) A dimensão da personalidade do Professor António
Magalhães vai muito além da que ressaltou da sua actividade profissional. Não podemos esquecer, o seu papel à frente do Centro de
Apoio Familiar Pinto de Carvalho. Testemunhei a sua determinação mas, permitam-me que confesse aqui, aquelas que foram as
qualidades que mais me impressionaram e que terão sido eventualmente as mais determinantes para que a obra fosse efectivamente
concluída: a sua ponderação e o seu enorme sentido de responsabilidade. (...) Homem com uma experiência de vida extraordinária
faz do bom senso uma das suas melhores características. Isso faz dele um homem sábio. (…) Numa sociedade que ignora cada vez
mais os valores e os princípios do humanismo este é um sinal de que continua a fazer sentido entregarmo-nos a causas. (…)”
Ápio Assunção, presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis
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“Trata-se de um homem com uma inteligência fora do normal”
“A presença de todos nós aqui, representa, o reconhecimento ao mérito, à inteligência e à lucidez com que o Sr. Professor Magalhães
se dedica às causas em que se envolve. (…) Trata-se de um homem íntegro, culto e simples, dotado de uma inteligência fora do
vulgar e de uma memória inigualável. O Professor Magalhães nunca soube dizer não aqueles que o abordam para aconselhamento
ou ajuda e, até mesmo, para colaborar e participar em actos ou actividades de diversa índole. Como autarca que sou, já por diversas
vezes o abordei para comigo colaborar em diversas actividades da freguesia, às quais nunca disse não”.
Francisco e Jesus Jacinto, presidente da Junta de Freguesia de Macinhata da Seixa
“É dos raros amigos que arquivamos como referência”
“Há quase trinta anos que tenho o grato prazer de o ver quase todos os dias. E quase todos os dias também nos deleitamos com uma
anedota nova! É este o nosso professor Magalhães. (…) Todos desejamos ter amigos que estejam disponíveis, sobretudo nas horas
menos felizes: quem teve e tem a grata sorte de partilhar retalhos da vida com este homem que hoje homenageamos, tem nele esse
amigo. Todos desejamos ter num amigo um sábio conselheiro, Este homem que hoje pleiteamos é o melhor conselheiro que alguém
pode desejar ter. (…) O professor Magalhães é aquele amigo de quem sentimos a falta quando passa algum tempo sem o vermos.
Este sentimento que nos arranca é o fruto da pessoa que sabe e quer ser. (…) É uma daquelas raras pessoas que nos marcam na
vida e cujo exemplo arquivamos como referência”.
Eduardo Oliveira e Costa, presidente do grupo “A Folha Cultural”
“António Magalhães é quem tem mais dado a conhecer a sua terra”
“O Professor Magalhães, como pude verificar ao longo destes mais de 50 anos de convivência, soube, em todas as circunstâncias, ser
digno da herança recebida do berço onde os seus progenitores o embalaram.
Também aqui, na coerência e continuidade do seu posicionamento, na profissão como na vida, o Professor Magalhães tem sabido
dignificar a sua função, adoptando a verdade como norma de actuação e elegendo-a como critério na escolha do objecto merecedor
da atenção jornalística. (…) De facto, ele é não só aquela pessoa que mais sabe da sua terra e do seu povo como é também aquele
que mais a tem dado a conhecer e mais longe tem levado o seu nome. Um dia, o concelho de Oliveira de Azeméis há-de lembrar-se
disso. Temos de lhe estar gratos por tudo isto: - pelo que diz e pelo modo como o sabe dizer”.
António Sousa Dias, amigo de infância
“O professor Magalhães merece esta homenagem ainda estando vivo”
“Quando perguntamos por que razões se fazem estas homenagens, ocorrem-nos três: primeiro, porque as pessoas merecem;
segundo para que desta forma sejam exemplo para os vindouros; e, depois, porque, quando as pessoas merecem, porque já deram
provas, então, se possível, devemos fazê-lo na sua presença, em vida. É este o caso. O Professor António Magalhães merece. O seu
exemplo de homem, de professor, de marido, pai, avô, amigo e sócio desta instituição [Grupo Musical Macinhatense] deve ser para
todos nós um estímulo. E, felizmente, temo-lo aqui hoje connosco, de saúde e sempre bem-disposto. (…) Não podemos deixar de
sublinhar as suas qualidades de homem, em particular o seu sentido de humor e o modo como sempre recebe as pessoas, em sua
casa, a qualquer hora, procurando a todos ajudar, ouvir e apoiar.”
Manuel Junqueira Gonçalves, presidente do Grupo Musical Macinhatense
“Amigo de pequenos e grandes, lutador pela Justiça e pela verdade”
“A entrega do nosso homenageado ao trabalho foi sempre fruto do seu brio profissional e da sua dedicação à família nuclear.
(…)Graças à sua investigação e aos seus escritos, foram arrancados ao esquecimento factos e figuras do passado (…) Perante nós
está um homem íntegro, amigo de pequenos e grandes, apaziguador, lutador pela justiça e pela verdade (…) Eis o homem! Para o
julgar como tal, nem precisará o Presidente da Mesa de lavar as mãos ou de publicar qualquer veredicto ou apresentar álibis para
explicar alguma mancha rubra de sangue ou alguma nódoa negra que traga no corpo como marca das refregas travadas no seu
percurso de vida”.
Pde.Manuel Pires Bastos, amigo de infância
“Com ele aprendemos muita coisa”
Com ele aprendemos muita coisa. Aprendemos a ler, a escrever, a contar. Mas também aprendemos a ser homens e mulheres de boa
memória. Nunca nos esqueceremos daqueles momentos em que tivemos a honra de o ter como professor.
Manuel Marques Silva, Ex-aluno
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