00 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ ANA CAROLINY DE LIMA QUEIROZ GILMARA CARMILETE DA CRUZ CONTRIBUIÇOES DA ATENÇÃO HUMANIZADA NO PROCESSO DE PARTO/NASCIMENTO: Uma revisão integrativa Biguaçu 2010 1 ANA CAROLINY DE LIMA QUEIROZ GILMARA CARMILETE DA CRUZ CONTRIBUIÇOES DA ATENÇÃO HUMANIZADA NO PROCESSO DE PARTO/NASCIMENTO: Uma revisão integrativa Monografia apresentada como requisito parcial para a graduação em Enfermagem pela Universidade do Vale do Itajaí – Centro de Educação Superior Ciências da Saúde de Biguaçu – Curso de Enfermagem. Professora Orientadora: Msc. Eliana Wiggers. Biguaçu 2010 2 3 AGRADECIMENTOS DE ANA Agradeço a Deus por me guiar, me proteger e me iluminar. Por me dar forças para prosseguir na caminhada diária. Aos meus pais Hérico e Andréia, pela vida e pelo amor dado a mim. Obrigada pela maneira como me educaram e por me incentivarem a seguir em frente, me encorajando e fazendo com que eu me sentisse capaz. Ao meu padrasto Osnildo, agradeço pela educação que me deu, pelos ensinamentos, pelo incentivo e por estar sempre disposto a me ajudar. Aos meus irmãos Gabriel, João Vitor e André, pelas alegrias compartilhadas e pelo carinho. Ao meu noivo Paulo Henrique, por todo o amor e carinho. Agradeço por compreender as vezes em que te troquei pelos livros e por horas na frente do computador, e por me incentivar e acreditar em mim, quando o cansaço e o desânimo me levavam a pensar que eu não iria conseguir. A toda a minha família, pelas alegrias vividas e pelo apoio. Agradeço em especial a minha tia Mylene por compartilhar comigo suas experiências, pelos ensinamentos e por se mostrar sempre disponível para me ajudar; e a minha avó Carmelita pelo seu carinho, atenção e amor. A D. Édia, Marilene, Henrique, Philipe, João e Vinícius, pela acolhida, pela paciência e compreensão durante meus momentos de estudo. A todos os meus amigos, que sempre estiveram ao meu lado. Obrigada por todos os momentos vividos com vocês, pelas boas risadas, pelo apoio e por torcerem por mim. A todos os funcionários da Clínica Médica Trindade, pelo incentivo e compreensão, e por me ajudarem durante essa caminhada. 4 A minha amiga e dupla de TCC, Gilmara, pelo companheirismo, amizade, por compartilhar comigo seu conhecimento e por participarmos juntas na construção deste trabalho. A todos os colegas de turma, em especial a Eliane, Júlia, Juliana Trierveiler e Maristela pela amizade, pelas risadas, pelas caronas, pela motivação e por me ensinarem tantas coisas. 5 AGRADECIMENTOS DE GILMARA Em primeiro lugar agradeço a DEUS pela vida, por tudo que me proporciona, pela oportunidade de lutar por um futuro melhor, por ter me dado forças para não desanimar e saúde para continuar e prosseguir na caminhada diária. Por me guiar, me proteger, me iluminar e por todas as bênçãos em minha vida. Agradeço aos meus pais GILMAR ANTÔNIO DA CRUZ E CARMILETE FRANCISCA DOS SANTOS DA CRUZ, não consigo encontrar palavras pra explicar o que sinto por vocês e pra dizer o quantos vocês são importante na minha vida. Muito obrigada pela vida, amor, dedicação, companheirismo, educação, compreensão, pelo constante apoio e disposição em me ajudar no que eu precisar, sem medir esforços. Obrigada por vocês existirem e participarem dos momentos mais difíceis e felizes desta caminhada. “Eu tenho tanto, prá lhe falar. Mas com palavras, não sei dizer. Como é grande o meu amor, por vocês”. Amo, amo, amo, amo muito vocês!!! Aos meus familiares em geral, que amo muito, obrigada pelo grande incentivo, amor e atenção. A equipe do 2° andar do Hospital Governador Celso Ramos, obrigada pelo incentivo e apoio, em especial a equipe do noturno - Ana Tadielo, Acácio, Anair, Dalva, Fabiana, Gildete, José Lohn, Jussara, Nereu, Karim,Reginalda e Tânia. A todos os meus amigos, que estão ou estiveram ao meu lado. Obrigada por todos os momentos vividos, pelo carinho, apoio e por torcerem por mim. As minhas companheiras, colegas e amigas de estágio, Eliane Proencio, Júlia Machado, Juliana Trierveiler, Gizelle Coutinho e Eliete Freitas, pela amizade, risadas, choros, desabafos, nervosismo e até pelas caronas. Obrigado por me acolherem. “Foi bom, estar com vocês. Brincar com vocês. Deixar correr solto, o que a gente quiser. Em qualquer faz de conta, a gente apronta. É bom ser moleque, enquanto puder. Ser super humano, boneco de pano. Menino menina, que sabe o que quer. Se tudo que é livre, É super incrível. Tem cheiro de bala, capim e chulé, Doce, doce, doce, a vida e um doce, vida e mel”. Muito obrigada! 6 A ANA CAROLINY DE LIMA QUEIROZ minha parceira e amiga de TCC obrigada pelo apoio, carinho, força, ajuda, atenção, amizade, pelo aprendizado e dedicação por esses meses que trabalhamos juntas na construção deste trabalho, pela sua compreensão e profissionalismo. “Amigo é coisa para se guardar, no lado esquerdo do peito. Mesmo que o tempo e a distância digam não. Mesmo esquecendo a canção. O que importa é ouvir, a voz que vem do coração. Pois seja o que vier, venha o que vier. Qualquer dia, amigo, eu volto, a te encontrar. Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar”. Muito obrigada a você! E finalmente, agradeço a todos que de alguma forma me ajudaram direto ou indiretamente a completar essa etapa da minha vida. MUITO OBRIGADA a todos vocês! 7 AGRADECIMENTOS DA DUPLA A orientadora Prof.ª Msc Eliana Wigers por ter nos aceito como orientandas, pelo seu envolvimento no estudo, pelas horas dedicadas e pelo seu incentivo. TODO O NOSSO CARINHO E ADMIRAÇÃO. A Banca examinadora por ter aceitado o convite e disponibilizado tempo para avaliar este estudo, contribuindo para a qualidade deste. A todos os professores, pelo conhecimento transmitido durante estes anos, pela experiência compartilhada e pelos ensinamentos. Ao Rafael (Laboratório de Anatomia) e ao Maicon (Xerox), por estarem sempre dispostos a nos ajudar, mesmo quando queríamos o impossível. OBRIGADA POR TUDO! A todos os colegas de turma, que durante essa caminhada estiveram ao nosso lado, compartilhando conhecimento e experiências. 8 LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 - Tipo de formação dos autores dos artigos. GRÁFICO 2 - Tipo de estudo realizado. GRÁFICO 3 - Região de publicação dos artigos. GRÁFICO 4 - Periódicos de publicação dos artigos. 9 LISTA DE SIGLAS BEDENF - Base de Dados de Enfermagem GM – Gabinete do Ministro LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde MEDLINE - Literatura Internacional em Ciências da Saúde OMS – Organização Mundial da Saúde PNHAH - Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar PHPN - Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento PNH - Política Nacional de Humanização SciELO - Scientific Electronic Library Online ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento SUS – Sistema Único de Sáude UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina 10 CONSIDERAÇOES DA ATENÇÃO HUMANIZADA NO PROCESSO DE PARTO/NASCIMENTO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Ana Caroliny de Lima Queiroz1, Gilmara Carmilete da Cruz2 RESUMO A movimentação pela humanização da saúde no Brasil ainda é muito recente. E é com base na humanização que novas propostas de reestruturação da saúde do país estão surgindo. Acompanhando este movimento, a assistência prestada à mulher durante o trabalho de parto vem sendo modificada constantemente. O estudo tem como objetivo deste estudo foi sintetizar as contribuições dos artigos publicados no período de 1999 a 2009 que abordam atenção humanizada no processo de parto/nascimento. Para isso, realizamos um estudo bibliográfico com abordagem quantitativa e qualitativa, cuja metodologia baseou-se nas leituras do material de pesquisa, bem como na análise e síntese dos resultados de vários estudos. O levantamento bibliográfico foi realizado através das bases de dados BEDENF, LILACS, MEDLINE e biblioteca SciELO, utilizando os descritores enfermagem obstétrica, parto humanizado e humanização da assistência. A seleção dos artigos foi realizada mediante a leitura dos resumos, a fim de confirmar a temática proposta e realizar ou não a inclusão dos mesmos. Ao final selecionamos 30 artigos, que foram utilizados na elaboração do estudo. Através dos dados obtidos, observamos que a grande maioria dos artigos tem como autores enfermeiros docentes, o tipo de artigo predominante é de pesquisa, a região que mais publica é a Região Sudeste. A realização deste estudo levou-nos ainda, a refletir que a humanização do parto não significa apenas a realização de novas técnicas, mas sim o respeito à fisiologia do parto e ao direito da mulher te ter um atendimento com qualidade e de poder fazer escolhas durante esse momento tão importante na sua vida. A síntese dos artigos nos permitiu entender que já existem modificações no atendimento a mulher durante o parto, mas que ainda há um longo caminho a ser percorrido. Observamos que a humanização na saúde é uma proposta nova e que vem sendo cada vez mais discutida por gestores e profissionais de saúde. Entendemos que toda a equipe de enfermagem, por estar diretamente ligada a assistência, tem um papel muito importante no processo de humanização. Palavras–chave: Enfermagem obstétrica, parto humanizado, humanização da assistência. _______________________________________________ 1 Discente do 8º período do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. E-mail: [email protected] 2 Discente do 8º período do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. E-mail: [email protected] 11 CONSIDERATIONS OF HUMANIZED CARE IN THE PROCESS OF DELIVERY / BIRTH: AN INTEGRATIVE REVIEW. Ana Caroliny de Lima Queiroz1, Gilmara Carmilete da Cruz2 ABSTRACT Healthcare humanization process is still in its emergent stage in Brazil. It is based on it that new proposals for restructuring the country's health are emerging. Following this progress, the assistance provided to women during labor is being changed constantly. The aim of this study was to synthesize the contributions of articles published between 1999 to 2009 that address human attention in the process of child delivery and birth. To do so, a bibliographic review was done aiming qualitative and quantitative data - using as methodology readings of research material, as well as analysis and synthesis of the results of several studies. This review was conducted through the databases from BEDENF, LILACS, MEDLINE and SciELO library using the keywords obstetrical nursing, childbirth humanization and humanized care as search filter. We selected the articles by reading the summaries, to confirm the proposed subject and decide whether or not to include them. Thirty papers were then selected to be used in the study. Through the data, we observed that the vast majority of articles are written by nursing teachers. The predominant types of articles were research articles and the Brazilian Southeast Region was the one with the most number of researches. This study has led us also reflect that the humanization of birth is not only the realization of new techniques, but what about the physiology of childbirth and women's right to have you a quality service and be able to make choices during that crucial moment in his life. The summaries of articles allowed us to understand that there are already changes in the care of women during childbirth, but there is still a long way to go. We observed that the humanization of health is a new proposal that is being increasingly discussed by managers and health professionals. We believe that nursing staff, for being directly linked to care, has a very important role in the humanization process. Keywords: Obstetric nursing, humanized delivery, childbirth humanization. _______________________________________________ 1 Discente the 8th period of the Undergraduate Program in Nursing at the University of Vale do Itajai UNIVALI. E-mail: [email protected] 2 Discente the 8th period of the Undergraduate Program in Nursing at the University of Vale do Itajai UNIVALI. E-mail: [email protected] 12 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO................................................................................................................ 14 2 OBJETIVOS..................................................................................................................... 17 2.1 Objetivo Geral........................................................................................................... .... 17 2.2 Objetivos Específicos.................................................................................................... 17 3 REVISÃO DE LITERATURA....................................................................................... 19 3.1 Entendendo o que é humano e o que é humanidade.................................................. 19 3.2 Conceituando humanização......................................................................................... 20 3.3 Humanização na Saúde................................................................................................. 21 3.3.1 Políticas de humanização........................................................................................... 22 3.3.2 Humanização na assistência de enfermagem........................................................... 23 3.3.3 Contextualizando o processo de parto e nascimento.............................................. 24 3.3.4 Humanização no processo de parto e nascimento................................................... 26 4 METODOLOGIA............................................................................................................ 28 4.1 Tipo de estudo................................................................................................................ 28 4.2 Coleta de dados e amostra............................................................................................ 29 4.3 Resultados...................................................................................................................... 29 5 ANALÍSE DOS DADOS................................................................................................. 32 5.1 Características dos artigos........................................................................................... 32 5.1.1 Tipo de formação dos autores dos artigos................................................................ 32 5.1.2 Tipo de estudo realizado. .......................................................................................... 33 5.1.3 Região de publicação dos artigos.............................................................................. 34 5.1.4 Periódicos de publicação dos artigos........................................................................ 35 5.2 Síntese dos artigos......................................................................................................... 35 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................... 51 REFERÊNCIAS.............................................................................................................. 53 ANEXOS.......................................................................................................................... 56 . ANEXO A – Recomendações da OMS no atendimento ao parto normal.................. 57 ANEXO B – Lei Nº 11.108, de 7 de abril de 2005......................................................... 60 APÊNDICES................................................................................................................... 61 APÊNDICE A – Tabelas de identificação dos artigos encontrados........................... 62 13 Fonte: http://imagem05.vilamulher.terra.com.br/interacao/original/53/direitos-das-gestantes-53-40.jpg. Acesso em: 5 jun. 2010. _______________________ INTRODUÇÃO 14 1 INTRODUÇÃO Observa-se que a movimentação pela humanização da saúde no Brasil é recente. Segundo Ayres (2005), é com base na humanização que novas propostas de reestruturação da saúde no país estão surgindo. Como exemplo podemos citar a criação da Política Nacional de Humanização, conhecida como HumanizaSUS, em 2003, pelo Ministério da Saúde com o objetivo de incentivar a prática da humanização. (BRASIL, 2003). Acompanhando este movimento, também a assistência prestada à mulher durante o trabalho de parto vem sendo cada vez mais discutida no Brasil. Apesar da grande movimentação existente com relação à humanização do parto, o país ainda apresenta a maioria de seus partos realizados no âmbito hospitalar e uma das maiores taxas de cesáreas no mundo. O índice elevado de cesáreas juntamente com a alta taxa de mortalidade materna e perinatal torna necessário a revisão das práticas adotadas durante a assistência ao parto. O processo do nascimento sofreu muitas modificações ao longo dos anos. Muitas destas modificações foram feitas para conveniência de quem realizava o parto, interferindo assim na maneira natural da mulher parir. Os avanços tecnológicos fizeram com que o parto tornasse cada vez mais desumanizado. A mulher, desta forma, passou a ser passiva neste processo. (BRUGGEMANN, 2003). Em 1993, criou-se a ReHuNa, Rede pela Humanização do Parto e Nascimento, com o intuito de reunir pessoas e instituições que acreditam na humanização do parto e nascimento. A partir daí outros eventos relacionados ao assunto aconteceram. Em 1996 a OMS publicou o manual Maternidade Segura – assistência ao parto normal: um guia prático, no qual continham recomendações para assistência ao parto (ANEXO A), orientando para o que deve e o que não deve ser feito no processo do parto. Esta classificação foi baseada em evidencias científicas concluídas através de pesquisas feitas no mundo todo. Seguindo essas recomendações foram implantadas em diversas regiões do país maternidades e casas de parto baseadas na assistência humanística. Em 2000, o Ministério da Saúde cria o Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento do SUS, através das portarias nº 569, 570, 571 e 572. Ainda nesse ano, aconteceu em Fortaleza a Conferência Internacional sobre Humanização do Nascimento, chamando atenção do mundo para esta temática. (BRUGGEMANN, 2003; BRASIL, 2000). 15 O interesse em pesquisar sobre esse assunto surgiu durante o estágio do quinto período realizado no Centro Obstétrico do Hospital Regional de São José Dr. Homero de Miranda Gomes, campo de estágio desta universidade, onde os cuidados humanizados prestados à mulher chamaram nossa atenção e nos instigaram a pesquisar sobre o assunto. Esta idéia foi reforçada durante nossa participação como ouvinte da VII Jornada Científica da Maternidade do Hospital Universitário – UFSC, onde observamos como as ações de humanização no parto estão se expandindo por todo o Brasil. Após vivenciar estas experiências surgiu o interesse em pesquisar sobre os trabalhos publicados nessa área. Desta forma despertamos para o seguinte questionamento: Quais as contribuições dos artigos publicados no período de 1999 a 2009 com abordagem na atenção humanizada no processo de nascimento? 16 Fonte: http://www.idcomsc.com/imagens/noticias/210/MANUAL%20CURSO%20GESTANTES-CURVAS.jpg Acesso em: 05 jun. 2010. _______________________ OBJETIVOS 17 2 OBJETIVOS 2.1 Objetivo Geral Realizar uma investigação bibliográfica dos artigos publicados no período de 1999 a 2009 com abordagem na atenção humanizada no processo de nascimento. 2.2 Objetivos Específicos: Identificar a formação dos autores dos artigos selecionados; Identificar os tipos de estudo realizados; Identificar quais regiões do país publicam mais sobre o tema; Identificar em quais periódicos estão publicados os artigos; Destacar as contribuições dos artigos selecionados. 18 Fonte:http://www.unimed.com.br/portal/conteudo/materias/1251918898021Gestantes_2.jpg em: 05 jun. 2010. Acesso _____________________________ REVISÃO DE LITERATURA 19 3 REVISÃO DE LITERATURA 3.1 Entendendo o que é humano e o que é humanidade Para que possamos definir o que é humanização, é necessário entender o que é humano e o que humanidade. A seguir, citamos algumas reflexões baseadas em Baremblitt apud Collet, Oliveira e Vieira (2006), para entender como esse processo se deu ao longo da história. De acordo com Baremblit apud Collet, Oliveira e Vieira (20006) o sentido das palavras humano e humanidade têm muito mais de diferente do que de comum no decorrer da História. Nas comunidades primitivas a diferença entre os animais e os homens era pouco clara e, em algumas dessas comunidades a expressão ―ser humano‖ era utilizada de maneira coletiva, já que o pronome pessoal eu não existia. Contudo, a condição de humano era destinada apenas aos membros do clã ou da tribo, sendo que os ―outros‖ não se encaixavam nesta posição. Conforme os autores supracitados, nos Impérios orientais, o único considerado humano era o Imperador Déspota, filho direto do Deus, que mesmo sendo um ser divino era o único ser parecido ao que hoje chamamos de humano. Dessa forma, nem nobres nem escravos eram intitulados de ―humanos‖. Já em outras civilizações imperiais, humanos eram exclusivamente os membros da sociedade em pauta, todos os que não pertenciam a essa comunidade, inclusive os estrangeiros, não eram tidos como humanos. Foi dentro do Império, e a partir da religião judaica das colônias do Oriente Médio, que nasceu o humanismo do Cristianismo primitivo, onde a concepção das virtudes era modelo de humanidade. Foi grande a contribuição ao conceito de humanidade e à prática da humanização que surgiu através da ética e da organização social implícitas nesse Cristianismo. Durante a Idade Média, o conceito de Humanidade era muito negativo. Nesta época animais eram julgados como humanos, por cometerem delitos, e os não católicos, os heréticos, as supostas feiticeiras não faziam parte da humanidade por serem colocados como demônios. Colombo, quando chegou as Américas e deparou-se com os indígenas, tinha dúvidas se os selvagens eram humanos, iguais aos conquistadores, ou se eram diferentes, inferiores, chegando á inumanidade ou à animalidade. Isso foi colocado em suas cartas endereçadas à rainha de Espanha. A Reforma trouxe um conceito de homem próprio da 20 Modernidade, dotado da razão científica, mas submetido ao culto, ao trabalho e à produção de bens de troca. (BAREMBLIT apud COLLET, OLIVEIRA e VIEIRA, 2006) No início da Modernidade, as revoluções norte-americana, francesa e inglesa tinham como ideais a liberdade, a igualdade e a fraternidade, que ainda hoje são considerados quase sinônimos de condição humana universal e desejável. Nessa época todos os tipos de homens foram intitulados humanos e componentes de uma espécie comum, chamada de Humanidade. (BAREMBLIT apud COLLET, OLIVEIRA e VIEIRA, 2006) 3.2 Conceituando humanização Num mundo onde os lucros e o capitalismo são os objetivos primordiais e que a tecnologia e os equipamentos mais modernos tomam conta da sociedade, torna-se um tanto difícil falar em humanização. Oliveira, Bruggemann e Fenilli (2003), conceituam o ser humano, segundo Paterson e Zderad, como sendo "um ser individual que necessariamente relaciona com os outros seres no tempo e no espaço" e, assim entendemos que está em contínuo processo de aprendizagem durante sua existência e, que no decorrer desta, constrói seu caráter humano. Porém muitos desconhecem o sentido e a razão da palavra e do ato de humanizar. Bruggemann (2003) acredita que a humanização consiste em respeitar à dignidade e à natureza humana, considerando a essência, singularidade, totalidade e subjetividade do homem, e compreender a experiência do ser humano no processo vivenciado. Para Enfermeira, Psicopedagoga Tânia Baraúna, humanizar significa manter o respeito com os outros como se fosse a si mesmo, é fazer para o próximo àquilo que gostaria que lhe fizesse, colocar-se no lugar do próximo e, nunca tratando ou reconhecendo o ser humano como uma peça, número, doença, e sim ajudar de maneira humana como se fosse a si próprio. (BARAÚNA, 2003). Na visão de Oliveira (2001), humanizar, caracteriza-se em realizar as tarefas desenvolvidas com alegria, com o coração, com respeito ao próximo. Doar-se de maneira sincera e leal ao outro e saber ouvir não só as palavras mas também o silêncio. 21 De acordo com Betts, em artigo publicado no Portal Humaniza 1, a humanização depende do respeito às diferenças existentes entre as pessoas, aceitando as opiniões e as decisões dos outros, através da nossa capacidade de falar e ouvir, é garantir o respeito com dignidade ética, é reconhecer o sofrimento humano, as percepções de dor ou de prazer expressadas pelo sujeito, reconhecendo-as através da comunicação. Pois as coisas do mundo só se tornam humanas quando permeadas pelo diálogo com nossos semelhantes. E para que as ações de humanização possam ser implementadas, cada um de nós tem que valorizar o ser humano, fortalecer as relações de trabalho, principalmente a união e o trabalho em conjunto, fomentar a construção de autonomia, fortalecer o controle social com caráter participativo, democratizar as relações de trabalho e valorizar os profissionais atuantes. (COLLET; OLIVEIRA; VIEIRA, 2006). 3.3 Humanização na Saúde Na década de 70, a enfermeira Wanda Horta, autora da teoria das Necessidades Humanas Básicas, já chamava atenção para a importância da humanização. Segundo ela ―Se a consciência da humanização não for percebida, sentida, assimilada significativamente por todos nós, tudo continuará como está e tenderá a desumanização‖. (HORTA, 1979). A humanização na assistência à saúde não se efetuará se estiver centrada somente em fatores externos ou no usuário. (BACKES; LUNARDI FILHO; LUNARDI, 2006). Pode-se dizer que [...] ambiente de saúde humanizado é aquele que contempla, em sua estrutura física, tecnológica, humana e administrativa, a valoração e o respeito à dignidade da pessoa humana, seja ela paciente, familiar ou o próprio profissional que nele trabalha, garantindo condições para um atendimento de qualidade. (BACKES; LUNARDI FILHO; LUNARDI, 2006, p.222). Para a construção de uma cultura de humanização é necessário tempo, quebra de paradigmas e participação de todos os atores do sistema. Para humanizar a assistência à saúde é importante expressar-se através das palavras, e isso é valido tanto para os usuários como 1 Ausência de ano na publicação por ser endereço eletrônico. 22 para os profissionais de saúde, de forma a compreender que os mesmos fazem parte do conjunto do diálogo. Esse diálogo pode contribuir para promover as ações, campanhas, programas e políticas assistenciais de humanização, tendo como fundamentos a ética, o respeito, o reconhecimento mútuo, a solidariedade e responsabilidade. (RIO GRANDE DO SUL, 2005). 3.3.1 Politicas de humanização Segundo Fortes (2004), as políticas governamentais relacionadas à humanização na atenção à saúde começaram a surgir no final da década de 90. Lançado em 2001 pelo Ministério da Saúde, o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH) surge com o objetivo de modificar o atendimento aos usuários no ambiente hospitalar público. O enfoque do programa era na necessidade de transformar culturalmente o ambiente hospitalar, guiada pela humanização no atendimento ao usuário. Este programa, além da preocupação com o atendimento ao usuário, mostrou também a preocupação com a valorização, a capacitação e o desenvolvimento dos trabalhadores do setor saúde, já que estes são os responsáveis pelo cuidado. (FORTES, 2004). Através do surgimento do PNHAH cria-se um modelo de trabalho voltado para a humanização dos serviços hospitalares públicos de saúde. Sua meta é propor ações relacionadas à mudança na assistência ao cliente, dando qualidade aos serviços oferecidos por estas instituições. (BECK et al, 2007). Em 2003, o Ministério da Saúde percebe a necessidade de expandir a proposta de humanização além do ambiente hospitalar e cria a Política Nacional de Humanização (PNH) também denominada de HumanizaSUS. O objetivo desta política é atingir a todos níveis de atenção à saúde, buscando um novo modelo de atenção aos usuários e da gestão de processos de trabalho. O HumanizaSUS surge com a proposta de melhorar os aspectos organizacionais do sistema e dos serviços de saúde para tornar possível o desenvolvimento de medidas humanizadoras. Desta forma são resgatados os princípios e diretrizes da construção do SUS, contidos nas leis e atos regulamentadores, tais como assistência integral, universalidade, hierarquização e regionalização de serviços, além do controle social. (FORTES, 2004; BRASIL, 2003). 23 Se tratando de políticas relacionadas ao processo de humanização no parto/nascimento, o Ministério inicia com a regulamentação através da portaria nº 163, de 22 de setembro de 1998, que permite a realização do parto normal, sem distócias, realizados por enfermeiros obstetras. Em 1999, institui os Centros de Parto Normal, através da portaria, GM 985, de 05 de agosto de 1999. Mais tarde, já dentro da área técnica de saúde da mulher, cria o Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento do SUS (PHPN), que apresenta o direito à humanização da assistência obstétrica e neonatal como condição para o acompanhamento adequado a mulheres e recém-nascidos, através das portarias nos 569, 570, 571 e 572 publicadas no ano 2000. (BRUGGEMANN, 2003; BRASIL, 2000). Em 2005 esse programa sofre alguns ajustes com a instituição da Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal, através da Portaria nº 1067 de 4 de julho de 2005. (BRASIL, 2005) 3.3.2 Humanização na assistência de enfermagem A enfermagem é uma profissão que se desenvolveu através dos séculos, e buscando longo da história, promover o bem estar do ser humano, atuando na promoção da saúde, prevenção de enfermidades, no transcurso de doenças e agravos, nas incapacidades e no processo de morrer. A partir da Revolução Industrial teve um impulso considerável, em pesquisas, técnicas e novos conceitos. A ciência obteve um grande avanço a partir do momento em que se aliou à tecnologia, beneficiando-se dos princípios científicos e dos equipamentos mais sofisticados. Com esse avanço científico, tecnológico e a modernização de procedimentos, vinculados à necessidade de se estabelecer controle, o enfermeiro passou a assumir encargos administrativos, afastando-se gradualmente do cuidado ao paciente, surgindo com isso à necessidade de resgatar os valores humanísticos da assistência de enfermagem. (ZEN & BRUTSHER apud BEDIN, RIBEIRO, BARRETO, 2005). A humanização no atendimento exige dos profissionais da saúde, o respeito ao próximo, estando este presente ou nao e independente do seu estado de consciencia . A realização do cuidado com o ser humano deve se manifestar em atitudes que valorizam a vida humana. Humanizar o cuidado é acolher o ser humano em sua fragilidade do corpo, compreendendo sua angústia, dor, tristeza e doença. 24 Para Vila e Rossi (2002, p.17) a humanização deve fazer parte da filosofia de enfermagem. O ambiente físico, os recursos materiais e tecnológicos não são mais significativos do que a essência humana. Esta sim irá conduzir o pensamento e as ações da equipe de enfermagem, principalmente do enfermeiro, tornando-o capaz de criticar e construir uma realidade mais humana [...] Estudo realizado por Amestoy, Schwartz e Thofehrn (2006) mostra que alguns profissionais enxergam a humanização como a incorporação do amor nas relações profissionais e também como a capacidade de se colocar no lugar do outro, agindo desta forma com respeito e dignidade pelo paciente. Através dos relatos de alguns profissionais, as autoras descrevem que estes são benevolentes e atenciosos com os pacientes, e que mesmo com todo o desgaste e carga de sofrimento psíquico, conseguem exercer o cuidado com amor, ternura, cordialidade e compaixão. Por outro lado, Amestoy, Schwartz e Thofehrn (2006, p. 448) mostram que [...] outros profissionais não compreendem, claramente, a humanização do processo de trabalho e sentem-se pouco valorizados dentro do ambiente hospitalar. Isso pode estar ocorrendo por tratar-se de um tema novo, abordado há pouco tempo nas instituições de saúde, já que até então, a ênfase nas escolas de enfermagem estava no modelo biomédico, isto é, no processo saúde-doença, com base num currículo fragmentado em que o ser humano é visto como peças de uma máquina. 3.3.3 Contextualizando o processo de parto e nascimento De acordo com Melo apud Santos (2002), no princípio as mulheres não recebiam nenhum cuidado no momento de parir, tinham seus filhos sozinhas, isoladas. A gravidez não despertava o interesse coletivo. A assistência ao parto começa sua história quando as próprias mulheres passam a se auxiliar no momento do parto e a trocarem experiência sobre o assunto. Na Antigüidade, o ato de parir não tinha muita importância para a sociedade. Este era um processo no qual as mulheres auxiliavam umas as outras e onde os homens não tinham participação. Numa próxima etapa da história o homem passou a acompanhar a mulher durante o trabalho de parto permanecendo junto a ela durante este momento e auxiliando no que fosse necessário. Mais adiante, o homem deixou de participar ativamente do processo, permanecendo junto à mulher apenas como observador. Até chegar num momento onde o 25 homem foi totalmente excluído e o parto passou a ser um processo exclusivamente feminino. Nesta época, surgiram as parteiras, que eram mulheres consideradas pela comunidade como as pessoas mais experientes no assunto. (SANTOS, 2002). O acompanhamento do trabalho de parto e do parto acontecia nos domicílios, onde a mulher recebia assistência, normalmente de uma parteira ou de uma ―aparadeira‖, e contava com o apoio da família. (TANAKA apud BRÜGGEMANN; PARPINELLI; OSIS, 2005). Como a gravidez e o parto não eram considerados doença, tal assunto não fazia parte dos currículos médicos. Sendo assim, os médicos não tinham conhecimento sobre este assunto. O contato com as parteiras era evitado por estas pertencerem às classes sociais mais baixas. As enfermarias dos hospitais só eram destinadas às parturientes que tivessem alguma complicação, caso contrário, as parteiras nunca levavam as mulheres a estes ambientes. (ROUSH apud SANTOS, 2002). No século XVI, na Alemanha, a Igreja Católica decretou uma lei que colocou as parteiras sob a sua autoridade, obrigando-as a assistirem aulas que ensinavam a realizar o batismo em caso de emergência e ouvir as confissões finais da parturiente que estivesse por morrer, somente se o padre não estivesse disponível. Além disso, eram orientadas a denunciar casos de aborto, conduta ofensiva à crença católica, crianças nascidas de relações não matrimoniais e o uso de métodos contraceptivos. (SCHEUERMANN apud SANTOS, 2002). Segundo Towsend apud Santos (2002), as situações de risco materno e/ou fetal inseriram os cirurgiões ao processo de parto. Estes foram, aos poucos, ganhando espaço no atendimento às parturientes. Novas técnicas obstétricas foram sendo desenvolvidas abrindo as portas para campo da medicina. A medicina adotou a prática de parir como sendo uma atribuição sua, inicialmente este processo ocorreu na Europa nos séculos XVII e XVIII. (BRENES, 1991). François Mauriceau, considerado o principal responsável por estabelecer a obstetrícia como uma especialidade da medicina, enxergava a gravidez e o parto como um processo patológico. Foi ele quem afirmou que a posição horizontal para o parto seria mais confortável para a mulher e mais adequada para o médico. (SANTOS, 2002). No século XX, mais expressivamente depois da Segunda Guerra Mundial, em nome da redução das elevadas taxas de mortalidade materna e infantil, ocorre a institucionalização do parto, passando do domicilio para o hospital, e conseqüentemente a sua medicalização. (TANAKA apud BRÜGGEMANN; PARPINELLI; OSIS, 2005). Santos (2002, p.57), conclui que ―a mudança de postura no parto foi, portanto, uma evolução natural da mudança do conceito sobre a gravidez — fisiológica versus patológica.‖ 26 3.3.4 Humanização no processo de parto e nascimento O parto é um evento esperado e cheio de significados tanto para a gestante, quanto para seus familiares. Por ser um momento tão especial deve ser respeitado e conduzido da melhor maneira pelos profissionais de saúde. Atualmente, o atendimento ao parto, no Brasil, é feito na sua grande maioria em âmbito hospitalar. A gestante é tratada como paciente, já que se trata de um modelo médico e/ou tecnológico, onde o parto ocorre com uma série de intervenções e o médico é o principal responsável pelo atendimento. Na ausência de complicações, o atendimento ao parto pode ser feito por um enfermeiro (a) obstetra. (BRASIL, 2001). Buscando modificar esse modelo, surge então a humanização no processo de parto e nascimento. Segundo Tornquist (2002), no Brasil o movimento social pela humanização do parto e nascimento iniciou no final da década de 1980. Neste período observou -se a organização de algumas associações de tipo não governamental e redes de movimentos identificadas principalmente com a crítica ao modelo medicalizado de assistência, dentre elas destacou-se a ReHuNa. Esta rede, criada em 1993, é formada por profissionais e usuários dos serviços de saúde, conta com representantes em todo o país. A ReHuNa tem desenvolvido ações importantes para a implementação efetiva desta proposta. Pode-se citar, entre essas ações, a realização de campanhas como a que defendeu o direito à presença do acompanhante durante o trabalho de parto e que contribuiu para a criação da Lei Federal nº 11.108, de 7 de abril de 2005 (ANEXO B) que garante esse direito a todas as usuárias do SUS. A humanização do parto promove situações que proporcionam o bem-estar da mulher e reduz riscos para ela e para o bebê, trazendo assim conforto e segurança para a gestante e para o acompanhante. (REIS e PATRÍCIO, 2005). Há diversos conceitos de humanização do parto, entre eles um que traz que ―humanizar o parto é respeitar e criar condições para que todas as dimensões do ser humano sejam atendidas: espirituais, psicológicas, biológicas e sociais.‖ (LARGURA apud CASTRO e CLAPIS, 2005, p. 961). 27 Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_RX_aW0Ei1g/SJRUWbt7I/AACc/zhOTwY5FNmo/s320/Gravida+urso.jpg Acesso em: 05 jun. 2010. ______________________ METODOLOGIA 28 4 METODOLOGIA 4.1 Tipo de estudo Trata-se de um estudo bibliográfico com abordagem quantitativa e qualitativa, do tipo revisão integrativa, cuja metodologia baseia-se nas leituras do material de pesquisa, bem como em sua análise e síntese dos resultados de vários estudos. Segundo Appolinário (2007) o termo pesquisa bibliográfica significa ―Pesquisa que se restringe à análise de documentos‖. Para Gil (2002)2, [...] a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho dessa natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. As estapas da pesquisa bibliográfica compreendem a leitura, seleção, fichamento e arquivo dos tópicos de interesse para a pesquisa em pauta. O objetivo é conhecer as contribuições científicas que se efetuaram sobre determinado assunto. (FERRARI, 1982). Para Mendes, Silveira e Galvão (2008) a revisão integrativa constitui as pesquisas realizadas sobre determinado assunto construindo uma conclusão a partir de muitos estudos realizados separadamente, mas que investigam problemas idênticos ou similares. Esses mesmos autores acreditam que a revisão integrativa produz um saber fundamentado e uniforme para os enfermeiros realizar uma prática clínica de qualidade, permitindo agilidade na divulgação do conhecimento, torna os resultados de pesquisas mais acessíveis. É um método de pesquisa que possibilita conclusões gerais a respeito de uma particular área de estudo, através da síntese de múltiplos estudos publicados. Para a enfermagem é um método valioso, pois muitas vezes os profissionais não dispõem de muito tempo para realizar a leitura de todo o conhecimento científico disponível. Souza, Silva e Carvalho (2010 p. 103) consideram a revisão integrativa como ―[...] a mais ampla abordagem metodológica referente às revisões, permitindo a inclusão de estudos experimentais e não-experimentais para uma compreensão completa do fenômeno analisado.‖ 2 Documento não paginado. 29 A construção da revisão integrativa é constituída por seis etapas, sendo elas: identificação do tema e seleção da hipótese ou questão de pesquisa para a elaboração da revisão integrativa; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos/amostragem ou busca na literatura; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados/categorização dos estudos; avaliação dos estudos incluídos na revisão integrativa; interpretação dos resultados; apresentação da revisão/síntese do conhecimento. (MENDES; SILVEIRA; GALVÃO, 2008). 4.2 Coleta de dados e amostra O levantamento bibliográfico foi realizado através das bases de dados BEDENF (Base de Dados de Enfermagem), LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), MEDLINE (Literatura Internacional em Ciências da Saúde) e biblioteca SciELO (Scientific Electronic Library Online) e utilizando os descritores enfermagem obstétrica, parto humanizado, humanização. O levantamento abrangeu os artigos publicados no período de 1999 a 2009. Para esta revisão foram utilizados os seguintes critérios de inclusão e exclusão: Critério de inclusão: Artigos disponíveis em texto completo; Relacionados a humanização do processo de parto e nascimento. Critérios de exclusão: Teses e dissertações; Relatórios técnicos Artigos em que não encontra-se disponivel o texto completo. 4.3 Resultados Na base de dados BEDENF foram encontrados 27 artigos utilizando o cruzamento dos três descritores, estando 15 desses artigos disponíveis para leitura do texto completo. 30 Na base de dados LILACS foram encontrados um total de 27 artigos utilizando juntos os descritores parto humanizado, enfermagem obstétrica e humanização. Deste total, 13 estavam disponíveis para leitura completa do texto. Na base de dados MEDLINE, não foram encontrados artigos cruzando os descritores parto humanizado, enfermagem obstétrica e humanização. Entre o cruzamento dos descritores parto humanizado e humanização, enfermagem obstétrica e humanização e parto humanizado e enfermagem obstétrica também não foram localizados artigos. Quando isolados os descritores, não localizamos artigos com o descritor parto humanizado, também com o descritor enfermagem obstétrica, porém com o descritor humanização foram localizados 42 artigos. Desta forma, optamos por não utilizar nenhum artigo desta base de dados. Na biblioteca SciELO foi encontrado 1 artigo cruzando os descritores parto humanizado, enfermagem obstétrica e humanização. No cruzamento entre parto humanizado e enfermagem obstétrica foram localizados 2 artigos. Cruzamos ainda os descritores parto humanizado e humanização, no qual encontramos 10 artigos, e os descritores enfermagem obstétrica e humanização encontrando 6 artigos. Quando isolados os descritores, encontramos 27 artigos de parto humanizado, 244 artigos de humanização e 62 artigos de enfermagem obstétrica. Utilizamos para seleção dos artigos apenas os artigos referentes ao descritor parto huamanizado, o artigo onde foi cruzado os tres descritores e os artigos de cruzamento entre enfermagem obstétrica e humanização. Nessa biblioteca, todos os artigos estavam disponiveis para leitura do texto completo. Após a localização dos artigos foi criada uma tabela para cada base de dados (APÊNDICE A) com o objetivo de identificar cada artigo e verificar se ele estava ou não disponível para leitura. Com as tabelas prontas foi possível comparar se os artigos estavam disponíveis em mais de uma base de dados. A seleção dos artigos foi realizada mediante a leitura dos resumos, a fim de confirmar a temática proposta e realizar ou não a inclusão dos mesmos. Em alguns casos, o mesmo artigo foi encontrado em mais de uma base de dados. Utilizando os critérios de inclusão e exclusão, já citados, selecionamos 30 artigos para realizar a análise. 31 Fonte: http://www.danone.com.br/activia/img/fotoGestante.jpg Acesso em: 05 jun. 2010. _______________________ ANALÍSE DOS DADOS 32 5 ANALÍSE DOS DADOS O levantamento das características dos artigos, que incluíram tipo de formação dos autores, tipo de estudo realizado, região de publicação, periódico de publicação dos artigos, foi o primeiro passo para realizar a análise destes. Criamos gráficos que possibilitassem expor os resultados encontrados de acordo com os objetivos propostos por este estudo. O segundo passo foi constituído pela síntese e análise dos artigos. 5.1 Características dos artigos 5.1.1 Tipo de formação dos autores dos artigos 7% 5% 1% 4% 11% Enfermeiro 21% Enfermeiro Obstétra Enfermeiro Docente Acadêmico Médico Médico Obstétra Médico Docente 51% Gráfico 1 – Tipo de formação dos autores dos artigos. Como mostra o gráfico acima, do total de 82 autores, 51% (42 autores) eram enfermeiros docentes, seguido por 21% (17 autores) enfermeiros obstetras, 11% (9 autores) enfermeiros, 7% (6 autores) acadêmicos, 5% (4 autores) médicos, 4% (3 autores) médicos docentes e por fim 1% (1 autor) médico obstetra. Podemos compreender dessa forma, que a enfermagem tem grande interesse pelo assunto, pois é dela o maior número de publicações. 33 Entendemos ainda, que os enfermeiros assistenciais mesmo sendo os que lidam diretamente com a assistência ao parto, não são os que mais publicam, sendo dos enfermeiros docentes, habituados a realizar pesquisas e grandes interessados em produzir conhecimento, o maior número de publicação de artigos. 5.1.2 Tipo de estudo realizado 10% 7% 3% 3% Pesquisa Relato de Experiência Revisão Reflexão Opinião 77% Gráfico 2 – Tipo de estudo realizado Através dos dados expostos no gráfico acima, observamos que 77% (23 artigos) correspondem a artigo de pesquisa, 10% (3 artigos) a artigo de revisão, 7% (2 artigos) a relato de experiência, 3% a reflexão (1 artigo), e 3% a opinião (1 artigo). Observamos que a grande maioria de estudos foi de pesquisa, este fato pode ser explicado levando em consideração que a grande parte dos artigos provem de monografias e teses que geralmente realizam pesquisas. 34 5.1.3 Região de publicação dos artigos 0% 20% 13% 10% NORDESTE CENTRO_OESTE SUDESTE SUL 57% Gráfico 3 – Região de publicação dos artigos Este gráfico nos possibilita observar que a Região Sudeste é quem mais tem publicações no país, com 57% (17 artigos). Apenas os estados do Rio de Janeiro (6 artigos) e de São Paulo (11 artigos) realizaram as publicações dessa região. Seguido da região Sudeste, aparece à região Sul, com 20% (6 artigos) das publicações, sendo Paraná (2 artigos) e Santa Catarina (4 artigos) os estados das publicações. A Região Nordeste aparece com 13% (4 artigos), onde apenas os estados da Bahia (1 artigo), Piauí (1 artigo) e Rio Grande do Norte (2 artigos) tiveram publicações sobre o assunto. Na Região Centro-Oeste encontramos 10% (3 artigos) das publicações, no qual Distrito Federal (1 artigo) e o estado de Minas Gerais (2 artigos) forma responsáveis pelas publicações. A região Norte não apareceu em nenhum dos artigos pesquisados. 35 5.1.4 Periódicos de publicação dos artigos Revista de enfermagem UERJ Revista Latino-americana de Enfermagem Revista Escola de Enfermagem USP 13% 13% Escola Anna Nery Revista de Enfermagem Interface 7% 17% 3% Revista Brasileira de Enfermagem Ciência e Saúde Coletiva Revista Saúde Pública Revista Brasileira Saúde Materno Infantil 7% Texto e Contexto Enfermagem 3% 7% 7% 13% 7% 3% Caderno Saúde Pública Acta Paulista Enfermagem Gráfico 4 - Periódicos de publicação dos artigos Encontramos artigos publicados em 12 periódicos. Observamos, através deste gráfico, que entre os artigos que selecionamos para a pesquisa, 17% (5 artigos) estavam publicados na Revista Latino-americana de Enfermagem, seguidos por Revista Brasileira de Enfermagem, Revista de Enfermagem UERJ e Acta Paulista Enfermagem, ambas com 13% (4 artigos) cada. As publicações Revista Escola de Enfermagem USP, Interface, Ciência e Saúde Coletiva, Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil e Caderno de Sáude Pública aparecem com 7% (2 artigos) cada. Por fim, Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, Revista de Saúde Pública e Texto e Contexto de Enfermagem aparecem com 3% (1 artigo) cada. 5.2 Síntese dos artigos Para realizar a síntese dos artigos, denominamos cada um deles com um número, que foram identificados no quadro abaixo com o título e com os autores. 36 Nº ARTIGO Artigo 1 Artigo 2 Artigo 3 Artigo 4 Artigo 5 Artigo 6 TÍTULO DO ARTIGO AUTORES A enfermeira obstétrica: agente estratégico na implantação de práticas do modelo humanizado em maternidades. Assistência à parturiente por enfermeiras obstétricas no projeto Midwifery: um relato de experiência. Centro de parto normal e assistência obstétrica centrada nas necessidades da parturiente. Doulas na assistência ao parto: concepção de profissionais de enfermagem. Ensino da prevenção e reparo do trauma perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica. Humanização e desmedicalização da assistência à mulher: do ensino à prática. Jane Márcia Progianti; Ricardo José Oliveira Mouta. Artigo 7 O cuidado em saúde no ciclo gravídico-puerperal sob a perspectiva de usuárias de serviços públicos. Artigo 8 Parto humanizado na percepção das enfermeiras obstétricas envolvidas com a assistência ao parto. Relação entre posição adotada pela mulher no parto, integridade perineal e vitalidade do recém-nascido. Artigo 9 Artigo 10 A humanização e a assistência de enfermagem ao parto normal Artigo 11 Aplicação das ações preconizadas pelo Ministério da Saúde para o parto humanizado em um hospital de Santa Catarina. Apoio no nascimento: percepções de profissionais e acompanhantes escolhidos pela mulher. Artigo 12 Artigo 13 Artigo 14 Atenção ao parto por enfermeiros na Zona Leste do município de São Paulo Avaliação da assistência ao parto em maternidade terciária do interior do Estado de São Paulo, Brasil. Artigo 15 Artigo 16 Casa de parto: simbologia e princípios assistenciais Cuidado e conforto durante o trabalho de parto e parto: na busca pela opinião das mulheres. Artigo 17 Desafios na implantação de uma política de humanização da assistência hospitalar ao parto. Estratégias não farmacológicas no alívio da dor durante o trabalho de parto: pré-teste de um instrumento. Artigo 18 Artigo 19 Expectativas sobre a assistência ao parto de mulheres usuárias de uma maternidade pública do Rio de Janeiro, Rejane Marie Barbosa Davim; Luiz Gonzaga de Medeiros Bezerra. Nilce Xavier de Souza Machado; Neide de Souza Praça. Denise da Silva Santos; Isa Maria Nunes. Joyce da Costa Silveira; Maria Luiza Gonzalez Riesco. Carla Fabíola Sampaio de Moura; Gertrudes Teixeira Lopes; Tânia Cristina Franco Santos Cristina Maria Garcia de Lima Parada; Vera Lúcia Pamplona Tonete. Jamile Claro de Castro; Maria José Clapis. Ricardo José Oliveira Mouta; Diva Thereza dos Santos Pilotto; Octavio Muniz da Costa Vargens; Jane Márcia Progianti. Fernanda Maria de Jesus S. Pires Moura; Cilene Delgado Crizostomo; Inez Sampaio Nery; Rita de Cássia Magalhães Mendonça; Olívia Dias de Araújo; Silvana Santiago da Rocha Adriana Elias dos Reis; Zuleica Maria Patrício. Odaléa Maria Brüggemann; Maria José Duarte Osis; Mary Angela Parpinelli. Nádia Zanon Narchi. Fernanda Cristina Manzini; Vera Therezinha Medeiros Borges; Cristina Maria Garcia de Lima Parada. Luiza Akiko Komura Hoga. Telma Elisa Carraro, Roxana Knobel; Vera Radünz; Sonia Maria Könzgen Meincke; Marlei Fátima Cezarotto Fiewski; Ariane Thaise Frell; Marisa da Silva Martins; Caroline Vasconcellos Lopes; Andressa Berton. Marcos Augusto Bastos Dias; Rosa Maria Soares Madeira Domingues. Rejane Marie Barbosa Davim; Gilson de Vasconcelos Torres; Eva Saldanha de Melo. Marcos Augusto Bastos Dias; Suely Ferreira Deslandes. 37 Artigo 20 Artigo 21 Artigo 22 Artigo 23 Artigo 24 Artigo 25 Brasil: os desafios de uma política pública de humanização da assistência. Humanização e eqüidade na atenção ao parto em município da região Sul do Brasil Humanização na atenção a nascimentos e partos: breve referencial teórico Infecção puerperal sob a ótica da assistência humanizada ao parto em maternidade pública. O processo de parto e nascimento: visão das mulheres que possuem convênio saúde na perspectiva da fenomenologia social. O significado dado pelo profissional de saúde para trabalho de parto e parto humanizado. Parteiras-enfermeiras e Enfermeiras-parteiras: a interface de profissões afins, porém distintas. Artigo 26 Parto vertical em hospital universitário: série histórica, 1996 a 2005. Artigo 27 Percepções de puérperas sobre a vivência de parir na posição vertical e horizontal. Pesquisas acadêmicas sobre humanização do parto no Brasil: tendências e contribuições. Artigo 28 Artigo 29 Artigo 30 Práticas de atenção ao parto e os desafios para humanização do cuidado em dois hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde em município da Região Sul do Brasil. Vivenciando o parto humanizado: um estudo fenomenológico sob a ótica de adolescentes. Elizabeth Eriko Ishida Nagahama; Silvia Maria Santiago. Daphne Rattner Elisângela Euripedes Resende Guimarães; Tânia Couto Machado Chianca; Adriana Cristina de Oliveira. Miriam Aparecida Barbosa Merighi; Geraldo Mota de Carvalho; Vivian Pontes Suletroni. Alessandra dos Santos Mabuchi; Suzete Maria Fustinoni. Ruth Hitomi Osawa; Maria Luiza Gonzales Riesco; Maria Alice Tsunechiro. Odaléa Maria Brüggemann; Roxana Knobel; Eli Rodrigues Camargo Siebert; Antônio Fernando Boing; Halana Faria de Aguiar Andrezzo. Michele Edianez Gayeski; Odaléa Maria Brüggemann. Adriana Lenho de Figueiredo Pereira; Maria Aparecida Vasconcelos Moura; Ivis Emília de Oliveira Souza; Maria Antonieta Rubio Tyrrel; Marléa Chagas Moreira. Elizabeth Eriko Ishida Nagahama ; Silvia Maria Santiago. Zuleyce Maria Lessa Pacheco de Oliveira; Anézia Moreira Faria Madeira. Quadro 1- Identificação dos artigos O artigo 1 trata de um estudo histórico-social que analisou as estratégias utilizadas para implantar o modelo humanizado na Maternidade Municipal Leila Diniz, localizada no Rio de Janeiro. Este estudo contribuiu para expor de que forma foi realizado o processo de humanização nesta maternidade. O resultado do estudo mostra que durante a implantação do modelo humanizado dentro da maternidade os profissionais médicos não adotaram esta prática e a grande importância que teve a enfermeira obstetra Jane Baptista Quitete Monteiro, já que foi a única a incorporar as práticas humanizadas, na divulgação do modelo humanizado dentro do campo obstétrico do município do Rio de Janeiro. O artigo 2 compartilha uma experiência vivida por duas enfermeiras obstétricas na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), situada na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, dentro do Projeto Midwifery, que 38 é um modelo de assistência ao parto que respeita a naturalidade deste e segue uma linha humanizada. Dentro da maternidade foi criada uma unidade denominada de Midwife, onde é utilizado este modelo. Neste local quem presta assistência ao parto é a enfermeira obstetra, que conta com apoio médico somente quando necessário. O resultado da experiência vivenciada mostra que a utilização do modelo Midwifery possibilita envolvimento e participação de toda a equipe de enfermagem e da parturiente nesse processo, resulta na satisfação do profissional e das mulheres assistidas e no reconhecimento da equipe médica quanto ao trabalho realizado com base neste modelo. Este estudo contribui para que se tenha conhecimento do trabalho desenvolvido nesta maternidade e dos benefícios da utilização deste modelo. O artigo 3, mostra o interesse de duas enfermeiras em substituir o termo ―assistência humanizada‖ por ―assistência obstétrica centrada nas necessidades da cliente‖. A proposta da substituição do termo se deve ao fato de que as autoras acreditam que a assistência não deve ser baseada apenas em procedimentos e normas técnicas pré-estabelecidas, mas sim na individualidade, na autonomia e nos valores da cliente como um todo. Este estudo leva o leitor a refletir sobre a proposta feita pelas autoras, contribuindo assim para que surjam novas discussões e opiniões sobre o assunto. O artigo 4 foi realizado por duas enfermeiras docentes com auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e enfermeiros, todos funcionários de um centro obstétrico de uma maternidade pública em Salvador, Bahia, com o objetivo de conhecer a concepção destes na participação das doulas na assistência a mulher durante o trabalho de parto. O resultado deste estudo evidenciou que os profissionais de enfermagem acham importante a presença das doulas, pois estas prestam apoio emocional, substituem a família, ajudam à equipe e oferecem orientações úteis para a evolução do trabalho de parto. A realização deste estudo contribui para que a questão da incorporação das doulas em centros obstétricos seja repensada e discutida por gestores e profissionais de saúde. O artigo 5 foi realizado em instituições de ensino que ofereceram a especialização em enfermagem obstétrica no período de 1995-2005, no município de São Paulo. Os entrevistados foram questionados sobre elementos que fundamentam o ensino da assistência ao parto e do cuidado perineal e citaram a importância dos enfermeiros obstétricos atuarem na assistência pré-natal, terem uma formação voltada para a valorização do parto normal humanizado, ter conhecimento para executar intervenções básicas para manejo da assistência ao parto normal e para detectar anormalidades e encaminhar a mãe e o recém-nascido para um nível mais complexo de assistência. As autoras constataram que os conhecimentos científico, 39 teórico e prático são indispensáveis e que o ensino não pode estar desvinculado da prática. Este estudo contribui para que se tenha conhecimento da forma que esta sendo conduzido o ensino da assistência ao parto nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica. O artigo 6 trata de um estudo histórico-social, que buscou discutir a inserção da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FENF/UERJ) na humanização e desmedicalização da assistência à mulher no município do Rio de Janeiro. O s resultados desse estudo mostraram que a Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, teve papel importante no processo de humanização e desmedicalização da assistência à saúde da mulher no município do Rio de Janeiro, devido a sua contribuição para o desenvolvimento científico e transformação social e que esse processo foi constituído por três etapas: a implantação do Projeto de Extensão de Consulta de Enfermagem no pré-natal de baixo risco, a qualificação de enfermeiras obstétricas para a rede municipal de saúde e o processo de criação e implantação da Casa de Parto David Capistrano Filho. O artigo 7 buscou conhecer o entendimento de puérperas sobre o cuidado em saúde no período pré-natal, no parto e no puerpério, em um contexto regional de serviços públicos de saúde do interior paulista. Os resultados do estudo mostraram que as puérperas ainda vem o parto como um momento de considerável medicalização, ligado a rotinas e resistente a humanização. As mulheres participantes do estudo consideraram-se tratadas como coadjuvantes e relataram ausência de vínculo com os profissionais durante o processo assistencial. Este estudo é importante para que se tenha conhecimento de como é realizado o atendimento nos serviços públicos de saúde do interior paulista e para que, a partir da situação relatada, mudanças no atendimento possam ocorrer. O artigo 8 busca identificar a visão das enfermeiras obstétricas de uma maternidade do interior do Estado de São Paulo sobre a humanização da assistência ao parto. Os resultados desse estudo mostraram que as enfermeiras entendem que o processo de humanização como uma imposição da política governamental e que o objetivo desse processo é diminuir as taxas de cesarianas e melhorar a assistência prestada à mulher. Elas acreditam que para que haja mudança no modelo de atendimento a mulher deve tem que ser colocada como protagonista do processo. As autoras colocam que houve sim um avanço na busca da humanização, mas que ainda existem distorções sobre esse processo. Esse estudo é de grande valia para que se entenda como os profissionais que estão envolvidos diretamente com a assistência no processo de parto/nascimento vêem a humanização e que através disso possam ser desenvolvidos estratégias para se trabalhar com o assunto. 40 O artigo 9 trata da relação existente entre a posição adotada pela mulher durante o parto com a integridade perineal e vitalidade do recém nascido. O objetivo desse estudo é analisar essa relação. Os resultados demonstraram que independente da posição adotada pela mulher as episiotomias foram inferiores a 30%, o que esta dentro das recomendações feitas pela OMS. A vitalidade da criança foi considerada mais freqüente, com Apgar maior que 7 entre o primeiro e o quinto minuto de vida, nos partos verticais quando comparados aos partos horizontais. A realização desse estudo torna-se importante para que se possa avaliar as vantagens relacionadas a posição que a mulher adota para parir. O artigo 10 teve como objetivo identificar a produção científica sobre humanização e assistência de enfermagem ao parto normal através de um estudo bibliográfico de artigos científicos da base de dados da SCIELO-Brasil, no período 2000 a 2007. A análise do estudo revelou que a assistência à mulher no período gravídico puerperal no Brasil, está focada no modelo biomédico, centralizando na permanência e aumento do número de procedimentos invasivos e intervencionistas do parto, sem a participação da mulher ou familiar apesar do movimento da humanização defender o parto natural e fisiológico realizado por enfermeira. Em conseqüência dessa assistência tem crescido os altos índices de morbimortalidade materna e perinatal. As autoras chegaram a conclusão que assistência de qualidade e humanizada ao parto e nascimento privilegia o respeito, dignidade e autonomia das mulheres, o estimula o papel ativo da mulher no processo de parto, e que profissionais devem ser comprometidos em seguir esse modelo. O artigo 11 foi realizado em um centro obstétrico de um hospital do Estado de Santa Catarina com o objetivo de analisar a aplicação das ações preconizadas pelo Ministério da Saúde (MS) para o parto humanizado. Participaram desse estudo, parturientes e seus recém– nascidos, acompanhantes e os profissionais da equipe de saúde que atenderam essas mulheres. Ao analisar os dados, obtidos através de observação, entrevistas e análise documental, as autoras chegaram a conclusão de que ainda há limitações da equipe de saúde para colocar em prática as ações preconizadas pelo MS no cotidiano da assistência. Elas observaram ainda, que as gestantes e os acompanhantes não cobram seus direitos, geralmente por desconhecerem os mesmos. Ao final, as autoras ressaltam que é necessário envolver os profissionais de saúde no processo de aprendizagem, buscando estimulá-los ao retorno ao parto mais natural possível, e proporcionar as gestantes e acompanhantes conhecer seus direitos para que de fato, o trabalho de parto torne-se mais humanizado. A realização desse estudo nos mostra que apesar das orientações do MS, a assistência humanizada ainda é pouco realizada na prática. 41 O artigo 12 busca descrever a percepção de profissionais da saúde sobre prestar assistência à parturiente na presença do acompanhante por ela escolhido e a percepção desses acompanhantes sobre essa experiência. Foram entrevistados os profissionais da saúde e os acompanhantes no centro obstétrico de uma maternidade em Campinas, São Paulo. Os resultados demonstraram que inicialmente existia uma idéia negativa por parte dos profissionais em prestar a assistência na presença do acompanhante. Após a experiência os profissionais passaram a ver positivamente a presença deste durante o processo. Foi observado ainda, que os profissionais mostraram que não houve diferença em prestar assistência com acompanhante durante o trabalho de parto e, consideraram importante o apoio do acompanhante não tendo problema em prestar assistência na sua presença. Com relação a percepção dos acompanhantes, esses relataram que se sentiram bem recebidos pelos profissionais, que perceberam mudanças positivas na assistência e que sentiram satisfeitos e recompensados com a experiência. As autoras ressaltam que este estudo poderá contribuir para estimular a implementação da atual legislação em vigor no Brasil, abrindo a possibilidade para que todas as parturientes tenham apoio de uma pessoa de sua escolha durante o processo de nascimento. Artigo 13 trata de um estudo realizado por uma enfermeira docente, com o objetivo de analisar a atenção ao parto pelos enfermeiros dos seis hospitais públicos da zona leste do município de São Paulo. Os dados foram coletados através de questionário respondidos por dirigentes de enfermagem e 38 enfermeiros. Os resultados do estudo mostraram que os enfermeiros encontram dificuldades na assistência, como o enfrentamento de decisões médicas na determinação de condutas contrárias à humanização e a evidencias cientificas, o excesso de trabalho por falta de recursos humanos, o sentimento de desvalorização pelo serviço público de saúde e por não contarem com condições dignas de trabalho. Dessa forma, a autora concluiu que para que os enfermeiros coloquem em prática a atenção qualificada ao parto, eles devem contar com estruturas favoráveis e com o fortalecimento de sua identidade profissional. A autora acredita que as estruturas públicas de São Paulo devem revisar suas políticas, para garantir a implementação dos programas já existentes e das diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) no que se refere à melhoria da atenção a gestante e maternoinfantil. O artigo 14 foi realizado na maternidade e na unidade de neonatologia de uma instituição hospitalar do interior do Estado de São Paulo, com os objetivos de avaliar a estrutura e o processo de assistência ao parto e ao recém-nascido desenvolvidos no local. A coleta de dados foi feita através de entrevista com o gestor da maternidade, análise de 42 prontuários e observação de partos. Foram avaliados os recursos humanos e físicos e o processo de atenção a parturiente e ao recém-nascido. Os resultados demonstraram que com relação ao recursos humanos o numero de médicos por plantão estava em proporção adequada ao número de leitos, o mesmo aconteceu com técnicos e auxiliares de enfermagem. Já o número de enfermeiros, principalmente na área obstétrica, estava inadequado. Com relação aos recursos físicos destaca-se a inexistência de quartos pré-parto, parto e pós-parto (PPP) e ausência de espaço físico impedindo a presença de acompanhante e que a parturiente deambulasse no pré-parto. As práticas que devem ser estimuladas foram consideradas satisfatórias, diferindo da análise dos prontuários, onde nenhum procedimento mostrou -se satisfatório. Já o preenchimento do partograma foi considerado satisfatório. Na assistência ao recém-nascido apenas foi considerado insatisfatório o aleitamento na primeira hora de vida e o contato pele a pele. As autoras concluíram que algumas práticas consideradas úteis no parto normal, ainda são pouco adotadas nessa maternidade e colocaram que os resultados desse estudo podem contribuir para reflexão e debate entre gestores e profissionais envolvidos no cuidado. O artigo 15 trata-se de estudo etnográfico da primeira Casa de Parto vinculada ao Programa Saúde da Família. O objetivo deste foi identificar, através das profissionais que atuavam no local, os símbolos que permeavam as idéias, crenças, valores e práticas e os princípios que orientavam a assistência prestada na Casa de Parto. Os resultados mostraram que as profissionais atribuíam um grande valor a Casa como um espaço de inovações nas práticas obstétricas. No âmbito assistencial, observou-se que o trabalho realizado na Casa é voltado para melhorar a qualidade do atendimento oferecida a gestante e a sua família. Com relação a ser enfermeira da casa, elas demonstraram que isso representa ser um importante personagem na história obstétrica brasileira, já que nesse local se desenvolve um modelo de assistência inovador. A autora conclui que o preparo e o envolvimento das profissionais fazem a diferença na assistência prestada na Casa, que presta o cuidado centrado na pessoa e nas suas particularidades. A autora acredita que o trabalho desenvolvido na Casa pode servir como referência as instituições formadoras e aos profissionais atuantes nas futuras casas de parto que estão em projeções. O artigo 16 busca avaliar a opinião das mulheres puérperas sobre os métodos utilizados para seu cuidado e conforto durante o trabalho de parto e parto. Os dados foram coletados em três locais diferentes, HU/UFSC (SC), HE/UFPEL (RS) e HU/UNIOESTE (PR), a partir de entrevistas com as puérperas. Os resultados apontaram que a dor foi citada como a principal causa de mal-estar nos três hospitais, seguidas por outras causas como: 43 pouca atenção, falta de paciência e de privacidade e a limitação no que se refere à preocupação e à ansiedade, enfatizando que estas ninguém poderia ajudar a resolver. Por outro lado, algumas puérperas relataram que receberam atenção da equipe, e que o tratamento, o atendimento, a alegria, a segurança, o conforto e o cuidado foram positivos para seu bemestar na situação vivenciada. Por fim, os autores desejam que os resultados desta pesquisa venham a contribuir na reflexão sobre a importância do incentivo ou desencorajamento do uso de determinadas técnicas e tecnologias na incorporação de novas condutas para um cuidado mais adequado e seguro, ajudando na prevenção de distócias e complicações bem como prevenindo a morte materna. O artigo 17 teve como objetivo discutir as dificuldades de implantação de um novo modelo de assistência ao parto de baixo risco na estrutura hospitalar e na sistematização de um campo de trabalho da enfermeira obstétra. Os resultados do estudo demonstram o modelo brasileiro de assistência ao parto, ainda é em sua grande maioria, intervencionista. A introdução da enfermeira obstétrica na assistência ao parto de baixo risco, apesar de não garantir a mudança no modelo assistencial, é apontada como medida eficaz na redução de medidas médicas desnecessárias e como essencial para a melhoria no atendimento prestado a mulher, já que estas dão maior suporte emocional a mulher e a sua família. A implantação da enfermeira obstétrica na assistência ao parto de baixo risco, deve vir acompanhada de medidas de apoio para sua concretização. É necessária a criação de programas de treinamento e aperfeiçoamento que além de abordar o conhecimento cientifico deve levar em consideração os aspectos afetivos envolvidos no processo de parto. Por fim, as autoras ressaltam que a humanização da assistência ao parto sofre influência direta da instituição, mas que a sua efetiva implantação sempre vai depender da relação existente entre o profissional de saúde e a mulher, já que estes são os seres envolvidos no processo. Este estudo possibilita refletir sobre a atual assistência ao parto e sobre uma possível mudança no modelo assistencial. O artigo 18 tem como objetivo avaliar a efetividade de Estratégias Não Farmacológicas (ENF) no alívio da dor de parturientes para fazer parte de um instrumento a ser utilizado em uma pesquisa de doutorado. O estudo realizou-se na unidade de parto humanizado de uma maternidade escola em Natal, Rio Grande do Norte. Os resultados demonstraram que das 6 ENF utilizadas, duas (deambulação e balanço pélvico) obtiveram percentuais abaixo do critério de aceitação preestabelecido e foram rejeitadas, enquanto exercícios respiratórios, relaxamento muscular, massagem lombossacral e banho de chuveiro tiveram índices satisfatórios e foram consideradas aprovadas nas ENF e portanto, adequadas para serem utilizadas no instrumento de pesquisa. Os autores concluíram que essa pesquisa 44 possibilitou a identificação das ENF viabilizando assim a aplicação destas e contribuindo na busca da humanização no processo de assistência as parturientes. O artigo 19 tem como objetivo conhecer as informações que as gestantes possuem sobre a humanização da assistência ao parto, a experiência de atendimento em partos anteriores e suas expectativas, enquanto usuárias das maternidades públicas do Município do Rio de Janeiro, com relação ao atendimento ao parto que esperam receber na gravidez atual. As mulheres pesquisadas estavam entre o oitavo e o nono mês de gestação. Os resultados demonstraram que as mulheres entrevistadas desconheciam o conceito de humanização da assistência ao parto. Com relação a experiência vivenciada no seu(s) parto(s) anterior(es) as mulheres, de forma geral, analisaram como positiva. Todas as mulheres entrevistadas relataram ter apoio do companheiro ou da família na gestação atual e consideraram esse apoio muito importante já que entendem que nesse período a mulher encontra-se mais frágil. Quando questionadas sobre o que seria um atendimento ideal, o grupo respondeu que seria uma recepção rápida no momento da chegada à maternidade, e a atenção de uma equipe educada, cuidadosa e paciente no cuidado durante o trabalho de parto e parto. A possibilidade do acompanhante surgiu como uma situação nova para as mulheres, que disseram não ter passado por essa experiência em partos anteriores. Concluiu-se que as mulheres não tem conhecimento sobre a proposta de humanização da assistência ao parto e nem da política municipal de saúde que engloba seus preceitos. A única inovação que algumas já tinham conhecimento é da presença do acompanhante. Os autores destacam a importância da criação de uma política que possibilite às mulheres vivenciar, nas maternidades públicas, esse processo não apenas como uma questão de saúde, mas também como um acontecimento social e afetivo. O artigo 20 busca descrever as características sócio-demográficas e obstétricas de mulheres atendidas em dois hospitais vinculados ao SUS, no município de Maringá - Paraná, e identificar fatores associados à qualidade da atenção e os possíveis predisponentes às iniqüidades no atendimento ao parto. Apos analisar os dados, as autoras observaram que o perfil da parturiente que se beneficiou de atenção mais qualificada foi marcada por três características: menores de 19 anos, ensino médio completo e não ter antecedentes de cesariana. A iniqüidade no cuidado foi marcada pela oferta desigual dos procedimentos que qualificam a atenção, relacionadas às práticas assistenciais e determinadas por fatores individuais, contextuais. As autoras ressaltam que os profissionais de saúde têm grande influencia na definição das práticas de atenção e do tipo de parto, e por isso se faz importante 45 sensibilizar e educar esses profissionais para que se possa implementar as práticas de humanização. O artigo 21 tem como objetivo realizar um breve referencial teórico sobre humanização na atenção a nascimentos e parto. Após revisar a literatura a autora concluiu que a falta de qualidade a atenção esta relacionada aos estáveis índices de mortalidade materna. A relação interpessoal, à qual a humanização está fortemente associada, interfere muito na qualidade da assistência. Identificou-se, neste estudo, um forte movimento internacional que aborda a humanização da atenção a nascimentos e partos como uma resposta à mecanização na organização do trabalho profissional e à violência institucional. A autora salienta que o termo humanização tem diversos significados e por isso deve ser identificado em qual situação ele é adotado para que se entenda o real sentido que lhe é conferido. O artigo 22 tem como objetivo caracterizar as puérperas submetidas ao parto humanizado, determinar a incidência e o intervalo de manifestação das infecções puerperais e verificar a associação entre a infecção e os fatores de risco. A população estudada foi composta pelos prontuários de todas as puérperas que passaram pela experiência do parto humanizado na Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia, GO. Foram analisados 5.718 prontuários de puérperas, desse total 59% eram mulheres com idade acima de vinte anos, a média de peso adquirida durante a gestação foi de 12,2kg. A incidência de infecção puerperal encontrada no estudo foi de 2,92%, taxa considerada baixa de acordo com a literatura. Todas as infecções encontradas foram diagnosticadas e notificadas no período de pós-alta hospitalar. Segundo as autoras as variáveis idade, peso, ruptura de membranas, tempo de ruptura das membranas, característica do líquido amniótico, tipo de anestesia e uso de antimicrobiano profilático, não se comportaram como fatores de risco para a infecção puerperal, sendo a duração do trabalho de parto, o número de toques cervicais e o parto cesariano as variáveis consideradas fatores de risco. As autoras acreditam que a assistência humanizada ao parto está sendo bastante favorável à realização de partos normais e a diminuição de cesarianas, contribuindo dessa forma para a redução nos índices de infecção puerperal e reforçam a necessidade de implantação de um serviço de controle de infecção hospitalar eficaz, que estabeleça medidas de prevenção e controle dessas. O artigo 23 busca compreender o processo de parto e nascimento na perspectiva das mulheres que possuem convênio saúde. As mulheres entrevistadas definiram o processo de parto e nascimento como uma experiência maravilhosa, gratificante e fantástica, é ―único‖, ―sublime‖, ―difícil de colocar em palavras‖, ―experiência mágica‖ e ―experiência que deixa fora do ar‖. O fato de opinar sobre o tipo de parto, contar com a presença do marido na sala de 46 parto e confiar no profissional que a assistiu foram bastante evidenciados pelas mulheres e considerados parte de um atendimento de qualidade. Concluiu-se ao final do estudo, que as mulheres que possuem convênio saúde e são atendidas em instituições privadas tem sentimentos diferentes com relação ao processo de parto e nascimento das mulheres que não tem acesso a este tipo de atendimento. Os autores ainda destacam que independente do seu plano de saúde a mulher deve ter uma assistência digna e respeitosa, onde os seus direitos sejam cumpridos. O artigo 24 tem por objetivo compreender o que os profissionais de saúde responsáveis por atender as parturientes entendem por trabalho de parto e parto humanizado. A pesquisa foi desenvolvida em um Centro Obstétrico de um hospital publico de São Paulo, a partir de entrevistas com sete médicos e quatro enfermeiras. Após analisar os dados, as autoras observaram que o profissional de saúde, de uma maneira geral, entende a humanização no parto e nascimento como um benefício e um direito da mulher, respeitando os princípios do Ministério da Saúde. Ainda assim, observou-se certa desarmonia no entendimento de humanização com relação ao que é feito na prática. Os resultados também demonstraram que existem muitas dificuldades e limitações enfrentadas pelos profissionais na realização da assistência. Ao final, as autoras concluíram que apesar dos profissionais conhecerem bem os benefícios de uma assistência acolhedora, ainda há um longo caminho para que haja uma melhora no atendimento. A assistência à parturiente continua com rotinas hospitalares rígidas, onde a mulher não opina e nem participa do processo de parto. E a humanização no processo de parto e nascimento continua como uma política governamental que ainda esta longe de ser eficaz dentro das instituições, apesar de ter ótimos princípios. Pensamos que este estudo se faz importante por expor a situação encontrada dentro de uma instituição de saúde com relação à assistência humanizada, que apesar de ser compreendida pelos profissionais ainda não é posta em prática por inúmeras situações. O artigo 25 tem como objetivo aprofundar a compreensão do significado da retomada do curso de graduação em Obstetrícia, tanto no contexto mais amplo da história humana, como no momento atual da assistência ao parto e nascimento no Brasil. Aspectos históricos mostram que a relação entre parteiras e enfermeiras nunca foram amistosas. Parteiras e enfermeiras, segundo as autoras, gastam energia e talento de forma errada e são incapazes de identificar as lutas comuns. A formação de um novo profissional não-médico justifica-se se for para dotá-lo de um perfil de atuação focado na mulher e nos processos assistenciais e educativos desenvolvidos através de interação e parceria. A formação da nova obstetriz, 47 enfatizará os aspectos fisiológicos, emocionais e socioculturais do processo reprodutivo de acordo com os princípios que orientam o ensino de enfermeiras e enfermeiras obstétricas. Este artigo 26 tem como objetivo descrever a evolução do número de partos horizontais e verticais na maternidade do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC), e avaliar a associação desses com a taxa de cesáreas, de internações de recém-nascidos em unidade de tratamento intensivo e a necessidade de transfusões sanguíneas maternas. Foram analisados todos os partos, internações de recémnascidos em unidade de tratamento intensivo e transfusões sanguíneas maternas realizados de 1996 a 2005. As autoras observaram que a taxa de partos verticais cresceu consideravelmente de 1996 até 2005. Em 1996 a porcentagem encontrada foi de 5,4% e em 2005 de 52,3%. Foi calculada uma variação média anual, onde o parto vertical aparece com +20,8% e o parto horizontal com -15,2%. O numero de recém-nascidos internados na unidade de tratamento intensivo diminuiu 6,1% ao ano, e o de transfusões sanguíneas maternas diminuiu 5,2% ao ano. O aumento da realização de partos na posição vertical está de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde. Ao final do artigo, as autoras sugerem a realização de novas pesquisas sobre as posições de parir para que novas variáveis possam ser analisadas. O artigo 27 buscou conhecer as percepções das puérperas sobre a vivência de parir na posição vertical e horizontal, identificando os aspectos positivos e negativos de cada posição. Foram realizadas entrevistas com 10 puérperas. De acordo com os dados coletados, as autoras observaram que os aspectos positivos sobre a posição vertical estão relacionados à sensação de conforto, possibilidade de movimentação, redução do esforço expulsivo e da dor e participação mais ativa da mulher, em contrapartida o desconforto e falta de intervenções obstétricas foram mencionados como aspectos negativos da posição vertical. Os aspectos positivos da posição horizontal, relatados pelas puérperas, foram a realização de intervenções, especialmente a episiotomia, a sensação de ser ―ajudada‖ e o conforto pela possibilidade de permanecer deitada. O desconforto e dificuldade para fazer força foram apontados como os aspectos negativos dessa posição. Os aspectos positivos da posição vertical e negativos da posição horizontal relatados pelas puérperas vão de encontro com as evidencias cientificas. Entendemos que a realização dessa pesquisa contribui para reforçar ainda mais essas evidências. O artigo 28 tem como objetivo realizar um levantamento das pesquisas acadêmicas realizadas no Brasil nos programas de pós-graduação strictu sensu acerca da humanização do parto e nascimento, de forma a identificar a distribuição temporal, regional, por abordagem 48 metodológica e área de conhecimento, e analisar as contribuições desta produção acadêmica para a prática assistencial. Foram encontrados 30 resumos nas bases de dados pesquisadas, sendo 26 dissertações e 4 teses. A maioria destas pesquisas (66,7%) foi desenvolvida em programas de pós-graduação da região sudeste. Mais da metade (53,3%) foi realizada em programas de pós-graduação de enfermagem. A metodologia qualitativa foi a mais utilizada (80%). Nas sínteses dos resultados e conclusões das pesquisas os aspectos ético-póliticos tiveram predominância (66,7%) sobre os aspectos técnicos. As autoras acreditam que as pesquisas brasileiras de pós-graduação scrictu sensu sobre humanização do parto e nascimento contribuem para a reflexão e a crítica da prática assistencial. Essas pesquisas propõem mudanças do paradigma técnico-cientifico na formação dos profissionais e na atitude desses frente aos direito humanos e sociais. O artigo 29 teve como objetivo caracterizar a assistência hospitalar ao parto em dois hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde no Município de Maringá, Paraná, Brasil, e identificar obstáculos e aspectos facilitadores para implantação do cuidado humanizado, baseando-se na percepção das mulheres sobre a atenção recebida. Os resultados mostraram que as instituições pesquisadas seguem um modelo assistencial marcado por rotinas hospitalares e focado no profissional médico como condutor do processo. Os obstáculos para implantação do cuidado humanizado encontrados foram o desconhecimento das mulheres e de seus acompanhantes sobre os direitos reprodutivos na atenção ao parto e nascimento; a atitude de resignação das mulheres e de seus familiares; a falta de orientação e preparo do acompanhante; a relação assimétrica entre profissional de saúde e parturiente; a insuficiência e negação da informação; as más condições estruturais; o despreparo da equipe para acolher o acompanhante; a participação incipiente da equipe multiprofissional na assistência; a prática institucional e profissional, que não incorporou integralmente ao cuidado obstétrico a idéia do parto como evento familiar e direito reprodutivo. Já alguns fatos observados pelas autoras como, a adesão da equipe de enfermagem aos métodos não-farmacológicos de alívio da dor, a presença da doula no hospital 2, a permissão do acompanhante no trabalho de parto para a maioria das mulheres no hospital 1, a inserção do acompanhante masculino, o apoio verbal e não-verbal dos profissionais de saúde, o acolhimento da parturiente e a atuação do profissional anestesista foram aspectos que contribuíram a humanização do cuidado. Por fim as autoras concluíram que diversos fatores institucionais, denotaram barreiras que, em seu conjunto, dificultaram a implantação do modelo humanizado na assistência ao parto e nascimento. 49 O artigo 30 busca compreender o que significa para as adolescentes passarem pelo parto chamado de humanizado. O estudo foi realizado com puérperas adolescentes, que passaram pela experiência do parto considerado humanizado. Os resultados foram agrupados nas seguintes categorias: Pré-parto/Parto: o corpo sendo controlado; Pré-parto/Parto: misto de dor e de prazer; Parto Humanizado: a assistência esperada e desejada. Com relação a primeira categoria observou-se, através do relato das parturientes, uma relação de distanciamento entre o profissional e elas. Os sentimentos expressados pela parturiente no momento não se mostram importantes, a eficiência e resolutividade falam mais alto. Na categoria préparto/parto: misto de dor e de prazer, a dor apareceu constantemente nas falas das adolescentes. Os momentos de pré-parto e parto são momentos caracterizados por muita dor, seguidos por alegria e prazer no momento de expulsão do bebê. A terceira categoria mostra que as adolescentes são encorajadas a participar ativamente do trabalho de parto, escolher sua companhia, utilizar técnicas de relaxamento e escolher a posição que lhe proporcione bemestar. É oferecido ainda, apoio físico e emocional por profissionais de psicologia, pela equipe de enfermagem e por qualquer outro profissional que venha a entrar em contato com elas. Ao final as autoras concluem que a adolescente, naquele momento, não é apenas um corpo físico, e sim um corpo envolto por muitos sentimentos. Entendemos que este estudo contribui para que os profissionais que prestam assistência ao parto reflitam sobre o atendimento oferecido. 50 Fonte: http://2.bp.blogspot.com/_gtQRS1TDzJg/SQJ80HIdc0I/AAAAAAQA/10timWhsFlM/s320/gestação.JPG Acesso em: 05 jun. 2010. ___________________________ CONSIDERAÇÕES FINAIS 51 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Este estudo nos possibilitou compreender no que consiste o processo humanizado de parto/nascimento e identificar o que é publicado sobre o assunto. Delineamos, através da analise dos dados, um perfil dos artigos publicados no Brasil entre os anos de 1999 a 2009 que abordavam atenção humanizada no processo de parto/nascimento. Concluímos que a grande maioria dos autores (51%) eram enfermeiros docentes, que os artigos de pesquisa predominaram (77%) sobre os outros tipos de estudo e que a região que mais publicou artigos sobre o assunto foi a região Sudeste (57%). Com relação aos periódicos em que estavam publicados esses artigos encontramos números bem próximos, dessa forma, compreendemos que nenhum periódico se sobressaiu na publicação de artigos sobre o tema. A síntese dos artigos nos permitiu entender que já existem modificações no atendimento a mulher durante o parto, mas que ainda há um longo caminho a ser percorrido. Entendemos que a realização deste estudo se faz importante para os profissionais de saúde, para a academia, para as gestantes e para os serviços de saúde. Com relação aos profissionais de saúde, acreditamos que as experiências relatadas nos artigos fazem com que os profissionais repensem e reflitam sobre o tipo de e assistência prestada, contribuindo dessa forma para mudança no atendimento. Com relação à academia, entendemos que este estudo traz uma proposta diferenciada já que realiza uma revisão integrativa, tipo de estudo que observamos não ser muito utilizado e que permite o uso de vários estudos, tanto quantitativos como qualitativos, além de tornar a pesquisa sobre determinado assunto mais prática e dinâmica. Para as gestantes, compreendemos que este material traz informações fundamentais para que ela conheça seus direitos e que entenda como deve ser prestada a assistência humanizada no processo de parto/nascimento. E por fim, percebemos a utilidade do estudo para criação de novas propostas e políticas de humanização ao parto dentro dos serviços de saúde. Observamos que a humanização na saúde é uma proposta nova e que vem sendo cada vez mais discutida por gestores e profissionais de saúde. Entendemos que toda a equipe de enfermagem, por estar diretamente ligada a assistência, tem um papel muito importante no processo de humanização. A realização deste estudo levou-nos ainda, a refletir que a humanização do parto não significa apenas a realização de novas técnicas, mas sim o respeito 52 à fisiologia do parto e ao direito da mulher te ter um atendimento com qualidade e de poder fazer escolhas durante esse momento tão importante na sua vida. Após a gratificante experiência de transcorrer sobre este tema, percebemos que o enfermeiro é um profissional fundamental para implementação do processo humanizado do parto/nascimento e que trabalhos realizados por estes sobre o assunto tem grande importância, já que acreditamos que a maior dificuldade em implementar o parto humanizado, está na resistência dos profissionais em contribuir e realizar intervenções que muitas vezes são desnecessárias, e a realização desses trabalhos pode ajudar na reflexão e discussão dos profissionais sobre o assunto. Acreditamos que as fragilidades na prestação da assistência humanizada, além da resistência dos profissionais, está relacionada à falta de políticas efetivas que realmente façam funcionar esse serviço. O espaço físico e os recursos materiais são outros fatores que muitas vezes dificultam a assistência. Ao nosso ver a assistência humanizada traz diversos benefícios a mulher e acreditamos que a conscientização desses benefícios pelos profissionais de saúde é o que vai fazer com que realmente ocorra a mudança no atendimento. 53 REFERÊNCIAS AMESTOY, S. C.; SCHWARTZ, E.; THOFEHRN, M. B. A humanização do trabalho para os profissionais de enfermagem. Acta paul. enferm., São Paulo, v.19, n. 4, p. 444-449, out/dez. 2006. APPOLINÁRIO, F. Dicionário de metodologia cientifica: um guia para produção do conhecimento cientifico. 1. ed. São Paulo: Atlas, 2007. AYRES, J. R. C. M.; Hermenêutica e humanização das práticas de saúde. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v.10, n..3, p. 549-560. 2005. BACKES, D. S.; LUNARDI FILHO, W. D.; LUNARDI, V. L. O processo de humanização do ambiente hospitalar centrado no trabalhador. Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v. 40, n. 2, p. 221-227, jun. 2006. BARAÚNA, T. Humanizar a ação, para humanizar o ato de cuidar. 2003. 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Práticas no parto normal demonstradamente úteis e que devem ser estimuladas: 1.1- Planejamento individual determinando onde e por quem o parto será realizado. 1.2- Avaliação de risco durante o pré-natal, reavaliado a cada contato e no momento do trabalho de parto. 1.3- Monitoramento do bem estar físico e emocional da mulher durante o trabalho de parto. 1.4- Oferecimento de liquido por via oral durante o trabalho de parto. 1.5- Respeito a escolha da mulher sobre o local do parto. 1.6- Fornecimento de assistência obstétrica no nível mais periférico onde o parto for seguro. 1.7- Respeito ao direito da mulher a privacidade no local do parto. 1.8- Apoio emocional pelos prestadores de serviço durante o trabalho de parto e parto. 1.9- Respeito a escolha da mulher sobre seus acompanhantes durante o trabalho de parto. 1.10- Fornecimento as mulheres de todas as informações e explicações que desejam. 1.11- Métodos não invasivos e não farmacológicos de alívio da dor, como massagens e técnicas de relaxamento, durante o trabalho de parto. 1.12- Monitoramento fetal por meio de ausculta intermitente e vigilância das contrações uterinas por palpação abdominal. 1.13- Uso de materiais descartáveis e descontaminação adequada de reutilizáveis. 1.14- Uso de luvas no exame vaginal, no parto e no manuseio da placenta. 1.15- Liberdade de posição e movimento durante o trabalho de parto. 1.16- Estimulo as posições não supinas durante o trabalho de parto. 1.17- Monitoramento cuidadoso do progresso do trabalho de parto, uso do partograma. 1.18- Administração profiláticas de ocitocina no terceiro estágio do parto em mulheres com risco de hemorragia pós-parto. 1.19- Condições estéreis ao cortar o cordão. 1.20- Prevenção da hipotermia do bebê. 1.21-Prevenção da hemorragia neonatal com uso da vitamina K. 1.22- Prevenção da oftlamia gonocócica com o uso de nitrato de prata ou tetraciclina. 1.23- Contato cutâneo direto, precoce entre mãe e filho e apoio ao inicio da amamentação na primeira hora após o parto. 1.24- Alojamento Conjunto. 1.25- Suprimir a lactação em mães portadoras de HIV. 1.26- Exame rotineiro da placenta e membranas ovulares. 1.27- Uso rotineiro de ocitocina, tração controlada do cordão, ou sua combinação, durante o terceiro estágio do parto. 2. Práticas no parto normal claramente prejudiciais ou ineficazes e que devem ser eliminadas: 2.1- Uso rotineiro de enema. 2.2- Uso rotineiro de tricotomia. 2.3- Infusão intravenosa de rotina no trabalho de parto. 2.4- Cateterização venosa profilática de rotina. 2.5- Uso rotineiro da posição supina durante o trabalho de parto. 2.6- Exame retal. 2.7- Uso de pelvimetria por raios X. 58 2.8- Administração de ocitócitos antes do parto de um modo que não se permita controlar seus efeitos. 2.9- Usos rotineiro da posição de litotomia. 2.10- Esforços de puxos prolongados e dirigidos (manobra de Valsalva) durante o segundo estágio do trabalho de parto. 2.11- Massagem e distensão do períneo durante o segundo estágio do trabalho de parto. 2.12- Uso de comprimidos orais de ergometrina no terceiro estágio do trabalho de parto com o objetivo de evitar hemorragia. 2.13- Uso rotineiro de ergometrina por via parenteral no terceiro estágio do trabalho de parto. 2.14- Lavagem uterina rotineira após o parto. 2.15- Revisão (exploração manual) rotineira do útero após o parto. 2.16- Uso liberal ou rotineiro da episiotomia. 2.17- Toques vaginais freqüentes e por mais de um examinador. 2.18- Manobrade Kristeller ou similar, com pressões inadequadamente aplicadas ao fundo uterino no período expulsivo. 2.19- Prática liberal decesariana. 2.20- Aspiração nasofaríngea de rotina em recém-nascidos normais. 2.21- Manutenção artificial dearfrio na sala departo durante o nascimento. 3. Práticas no parto normal em que não existem evidencias para apoiar suar recomendação e devem ser utilizadas com cautela até que novas pesquisas esclareçam a questão: 3.1- Métodos não-farmacológicos de alívio da dor durante o trabalho de parto, ervas, imersão em água e estimulação de nervos. 3.2- Pressão no fundo uterino durante o período expulsivo. 3.3- Manobras relacionadas a proteção ao períneo e do pólo cefálico no momento do parto. 3.4- Manipulação ativa do feto no momento do parto. 3.5- Clampeamento precoce do cordão umbilical. 3.6- Estimulação do mamilo para aumentar a contratilidade uterina durante o terceiro estágio do parto. 4. Práticas no parto normal freqüentemente utilizadas de modo inadequado: 4.1- Restrição hídrica e alimentar durante o trabalho de parto. 4.2- Controle da dor por agentes sistêmicos. 4.3- Controle da dor por analgesia peridural. 4.4- Monitoramento eletrônico fetal. 4.5- Uso de mascara e aventais estéreis durante a assistência ao trabalho de parto. 4.6- Exames vaginais repetidos ou freqüentes, especialmente por mais de um prestador de serviço. 4.7- Correção da dinâmica uterina com a utilização de ocitocina. 4.8- Amniotomia precoce de rotina no primeiro estágio do parto. 4.9- Transferência rotineira da parturiente para outra sala no início do segundo estágio do trabalho de parto. 4.10- Cateterização da bexiga. 4.11- Estímulo para o puxo quando se diagnostica a dilatação cervical completa, antes que a 4.12- própria mulher sinta o puxo. 4.13- Adesão rígida a uma duração estipulada do segundo estágio do trabalho de parto, se as condições da mãe e do feto forem boas e se não houver progressão do trabalho de parto. 59 4.14- Parto operatório. 4.15- Exploração manual do útero após o parto. 60 ANEXO B – Lei Nº 11.108, de 7 de abril de 2005 Senado Federal Subsecretaria de Informações LEI Nº 11.108, DE 7 DE ABRIL DE 2005 Altera a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para garantir às parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS. O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º O Título II "Do Sistema Único de Saúde" da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, passa a vigorar acrescido do seguinte Capítulo VII "Do Subsistema de Acompanhamento durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato", e dos arts. 19-J e 19-L: "CAPÍTULO VII DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DURANTE O TRABALHO DE PARTO, PARTO E PÓS-PARTO IMEDIATO Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. § 1º O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado pela parturiente. § 2º As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos direitos de que trata este artigo constarão do regulamento da lei, a ser elaborado pelo órgão competente do Poder Executivo. Art. 19-L. (VETADO)" Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 7 de abril de 2005; 184º da Independência e 117º da República. JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto Humberto Sérgio Costa Lima 61 APÊNDICES 6263 APÊNDICE A – Tabelas de identificação dos artigos encontrados Tabela da Lilacs: Data 07/03/10 07/03/10 07/03/10 Base Lilacs Lilacs Lilacs Descritores Enfermagem obstétrica/ parto humanizado/ humanização . Autores Moura, Carla Fabíola Sampaio de; Lopes, Gertrudes Teixeira; Santos, Tânia Cristina Franco. Título Humanização e desmedicalização da assistência à mulher: do ensino à prática Fonte Progianti, Jane Márcia; Mouta, Ricardo José Oliveira. A enfermeira obstétrica: agente estratégico na implantação de práticas do modelo humanizado em maternidades Rev. enferm. UERJ;17(2):165169, 2009. abr.-jun. Santos, Denise Silva; Doulas na assistência ao parto: concepção Esc. Nery Anna Rev. da Rev. enferm. UERJ;17(2):182187, 2009. abr.-jun. Resumo Estudo histórico-social, que teve como objetivo discutir a inserção da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FENF/UERJ) na humanização e desmedicalização da assistência à mulher no município do Rio de Janeiro. As fontes primárias foram documentos escritos, legislações e depoimentos orais obtidos no período de janeiro a março de 2008. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e respeitou os requisitos da Resolução nº 196/96. Os resultados evidenciaram que a FENF/UERJ contribuiu para a humanização da assistência à mulher, o que ocorreu na implantação da consulta de enfermagem no pré-natal de baixo risco, na qualificação de enfermeiras obstétricas para a rede municipal de saúde e no processo de criação e implantação da Casa de Parto David Capistrano Filho, demonstrando que os docentes tiveram papel relevante no processo de humanização e desmedicalização da assistência à mulher . Estudo histórico-social que objetivou analisar as estratégias utilizadas para implantar o modelo humanizado na Maternidade Municipal Leila Diniz, localizada no Rio de Janeiro. O período estudado foi de 1996 - 1998. As fontes primárias constituíram-se de documentos oficiais da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, uma dissertação de mestrado e o depoimento de uma enfermeira, obtido através da entrevista semiestruturada. Os conceitos de Pierre Bourdieu apoiaram a análise que seguiu três etapas: ordenação, classificação e articulação dos dados. Os resultados apontaram que, durante o processo de inserção dos profissionais no modelo humanizado, duas estratégias foram utilizadas: a realização de oficinas de sensibilização e a nomeação de uma enfermeira obstétrica para assessorar a implantação de práticas humanizadas. Concluímos que as sensibilizações não foram eficientes para que os profissionais médicos incorporassem os valores do modelo humanizado e a posição ocupada pela enfermeira lhe conferiu poder simbólico no campo obstétrico humanizado. Estudo descritivo, exploratório. Objetivou descrever a concepção das profissionais de enfermagem sobre a participação das doulas na assistência à mulher no trabalho de parto. Utilizou abordagem qualitativa com Texto compl. SIM SIM SIM 63 Nunes, Maria. Isa de profissionais de enfermagem Enferm;13(3):58 2-589, 2009. jul.-set. 07/03/10 Lilacs Brandão, Sandra Maria Oliveira Caixeiro. Vivência do acolhimento da mulher encaminhada da Casa de Parto David Capistrano Filho à unidade de referência Rio de Janeiro; s.n; 2008. 141 p. ilus, tab. 07/03/10 Lilacs Carvalho, Jovaca Bittencourt Atitude do diante nascimento Rev. RENE;9(4):82- pai do entrevista semiestruturada. Os sujeitos foram 11 auxiliares/técnicas de enfermagem e 5 enfermeiras (os) atuantes no centro obstétrico de uma maternidade pública em Salvador, Bahia. Os resultados apontaram para três categorias: da ideia à realidade da iniciativa ôdoulas na sala de partoö; facilidades e dificuldades com a presença destas. Constata-se que essa iniciativa objetivou preencher a lacuna do acompanhante no centro obstétrico da instituição. Dentre as facilidades identificadas, têm relevância a substituição da família e o conforto físicoproporcionado à mulher, e, como dificuldades, observam-se a indefinição do papel e a falta de clareza no limite de atuação das doulas. Apreendeu-se que as depoentes reconhecem a importância da atuação da doula, mas enfatizam problemas decorrentes da forma de inserção das doulas no serviço. Com base na Teoria da Diversidade e Universalidade do Cuidado Cultural proposta por Madeleine Leininger e fundamentada na diretriz do acolhimento da Política Nacional de Humanização, este estudo de natureza qualitativa objetivou discutir o acolhimento da mulher encaminhada da Casa de Parto David Capistrano Filho (CPDCF) para a unidade de referência e descrever a vivência do parto desta mulher. Para tal, foi utilizado como técnica de coleta de dados a entrevista em dois grupos focais. Os sujeitos do estudo foram puérperas que realizaram o pré-natal na CPDCF e que foram encaminhadas à unidade de referência por terem desenvolvido o risco na gestação. De acordo com análise de conteúdo proposta por Bardin, obtivemos como resultado duas grandes categorias: o acolhimento da mulher encaminhada da CPDCF na unidade de referência e a vivência do processo de parto e nascimento da mulher encaminhada da CPDCF para a unidade de referência. Os resultados apontam que o encaminhamento à unidade de referência é fonte geradora da vivência do choque cultural, envolvendo, principalmente, sentimentos de medo, receio, tristeza e decepção. A pesquisa apontou que os partos aconteceram em um contexto que distanciou a mulher de seus familiares, companheiros e bebê afetando os vínculos e a formação dos laços de apego. Concluímos que o acolhimento foi baseado em uma assistência medicalizada, rotineira, fundamentado nas práticas do modelo tecnocrático, ainda vigente e atuante na rotina assistencial da unidade de referência e que o atendimento na unidade de referência não alcançou a essência da diretriz do acolhimento do Ministério da Saúde. O estudo teve o objetivo de compreender as atitudes do homem durante o processo de parturição da companheira. Os dados foram obtidos através de entrevista semi-estruturada junto a 10 homens que acompanharam o SIM NÃO 64 Leite de; Brito, Rosineide Santana de. 07/03/10 07/03/10 Lilacs Lilacs 90, 2008. out.-dez. Goldman, Rosely Erlach; Nascimento, Simone Renata Rodrigues; Lotti, Raquel Pacheco Valente; Santos, Álvaro da Silva. A prática da episiotomia no parto humanizado Nursing (São Paulo);10(115):5 Azevedo, Leila Gomes Ferreira de. . Estratégias de luta das enfermeiras obstétricas para manter o modelo desmedicalizado na Casa de Parto David Capistrano Filho Rio de Janeiro; s.n; 2008. 112 p. ilus. 50-554, dez. 2007. ilus, graf. nascimento de seus filhos. Essa etapa ocorreu em duas maternidades no município de Natal û RN no ano de 2004, as quais adotam o princípio da humanização da assistência. Os depoimentos foram tratados conforme o método de análise de conteúdo segundo Bardin. Desse processo emergiram três categorias: atendendo às necessidades da companheira, presença do companheiro na sala de parto e atitudes de agradecimentos, analisadas a luz do interacionismo simbólico conforme Blumer. Os resultados evidenciaram que os homens interagem com suas mulheres e respondem com atitudes de cuidados, ajuda, apoio e encorajamento. Costatamos que as atitudes do pai na sala de parto, são influenciadas mediante a interação dele, com os profissionais que assistem a sua companheira no parto. O objetivo desta investigação é conhecer a frequência e a situação perineal de parturientes. Trata-se de estudo descritivo e retrospectivo, realizado em um Centro de Parto Humanizado de um hospital público, localizado na região sul da cidade de São Paulo, no período de agosto de 2004 a setembro de 2005. Os dados foram obtidos no livro de registro de partos aplicado um questionário à equipe de enfermeiras obstetras. Dentre os principais resultados destacou-se que 77,8 por cento dos partos foram realizados sem episiotomia, 53,3 por cento dos períneos foram íntegros e 45, 6 por cento com presença de trauma perineal. Os critérios adotados para a realização da episiotomia pelas enfermeiras obstetras foram: rigidez perineal, sofrimento fetal agudo, presença de mecônio e tamanho fetal. A frequência de episiotomia no Centro de Parto Humanizado é considerada adequada, e sua prática depende da experiência do profissional que assiste ao parto, o que conduz a um menor grau de intervenção. Pesquisa descritiva com abordagem qualitativa, que teve como objeto as estratégias de luta das enfermeiras obstétricas para preservar o espaço institucional da CPDCF como lócus no desenvolvimento do cuidado humanizado. Selecionou como objetivos: descrever o habitus profissional das enfermeiras que atuam na CPDCF; analisar a posição das enfermeiras obstétricas na CPDCF e no campo hospitalar e discutir as estratégias utilizadas pelas enfermeiras obstétricas para manterem o modelo humanizado. Utilizou para apoiar a análise os conceitos de campo, habitus, capital, violência simbólica e poder simbólico sob a ótica de Pierre Bourdieu. A pesquisa foi realizada com quatorze enfermeiras que trabalham na CPDCF. Os dados foram coletados através de entrevista semi estruturada e analisados pelo método de análise de conteúdo de Bardin. Foram evidenciadas duas categorias: 1) O habitus profissional das enfermeiras obstétricas que atuam na CPDCF profissional cujas NÃO SIM 65 07/03/10 Lilacs Mouta, Ricardo José Oliveira. A reconfiguração do espaço social da Maternidade Leila Diniz: a luta das enfermeiras obstétricas pela implantação do modelo humanizado de assistência ao parto Rio de Janeiro; s.n; 2009. 131 p. ilus. 07/03/10 Lilacs Florentino, Lucia Cristina; Gualda, Dulce Maria A participação acompanhante processo nascimento perspectiva Nursing (São Paulo);10(110):3 do no de na de 19-323, jul. 2007. ilus. subcategorias expressaram os motivos da inserção na enfermagem e enfermagem obstétrica, as disposições incorporadas pela enfermeira obstétrica da CPDCF em sua formação profissional e a Renovação do habitus; 2) A posição e estratégias utilizadas pelas enfermeiras obstétricas para manterem o modelo da CPDCF, cujas subcategorias evidenciaram a posição e estratégias utilizadas pelas enfermeiras na CPDCF e a posição e estratégias utilizadas pelas enfermeiras da CPDCF no hospital de referência. Os resultados evidenciaram que as enfermeiras obstétricas da CPDCF utilizam estratégias eficientes para a manutenção do modelo humanizado na casa e ocupam posição de prestígio porque o campo favorece o desenvolvimento de suas habilidades de acordo com o seu habitus desmedicalizado Trata-se de um estudo de natureza histórico-social, cujo objeto é as estratégias de luta das enfermeiras obstétricas pela ocupação do espaço hospitalar de assistência ao parto durante o processo de implantação da assistência humanizada na Maternidade Leila Diniz. A delimitação temporal do estudo abrange o período de 1996 a 1998. Os objetivos da pesquisa são: Descrever as circunstâncias da inserção das enfermeiras obstétricas na assistência ao parto humanizado na Maternidade Leila Diniz; Analisar as estratégias de luta utilizadas pelas enfermeiras obstétricas para implantar as práticas humanizadas de assistência ao parto na Maternidade Leila Diniz; e Discutir os efeitos das estratégias de luta utilizadas pelas enfermeiras obstétricas para implantar as práticas humanizadas de assistência ao parto na Maternidade Leila Diniz. O estudo apóia-se teoricamente nos conceitos desenvolvidos pelo sociólogo Pierre Bourdieu e utilizou o método da história oral temática. Na análise, houve a articulação de documentos escritos e depoimentos orais. Os resultados da pesquisa evidenciam que a enfermeira obstétrica participou como agente estratégico da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro com o objetivo de divulgar e implantar o modelo humanizado na Maternidade Leila Diniz; desenvolveu estratégias de luta simbólica eficientes para a ocupação do campo pela enfermeira obstétrica e neste processo de reconfiguração da assistência ao parto na Maternidade Leila Diniz, ganhou autonomia no campo obstétrico hospitalar Trata-se de uma pesquisa qualitativa direcionada para a melhoria da assistência ao parto, com o objetivo de compreender a perspectiva dos profissionais de enfermagem que atuam no centro-obstétrico do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo frente a um processo de mudança organizacional. A mudança pró-ativa foi favorecer a participação SIM NÃO 66 Rosa. humanização A competência das enfermeiras obstétricas na atenção ao parto normal hospitalar Ensino da prevenção e reparo do trauma perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica Porto Alegre; s.n; 2006. 126 p. Relação entre posição adotada pela mulher no parto, integridade perineal e vitalidade do recém-nascido. Rev. enferm. UERJ;16(4):472- 07/03/10 Lilacs Rabelo, Leila Regina. 07/03/10 Lilacs Silveira, Joyce da Costa; Riesco, Maria Luiza Gonzalez. 07/03/10 Lilacs Mouta, Ricardo José Oliveira; Pilotto, Diva Thereza dos Santos; Vargens, Octavio Muniz da Costa; Progianti, do acompanhante durante a internação da parturiente no centro obstétrico. A coleta de dados ocorreu através de entrevistas, antes e após a mudança, tendo suas análises levado ao reconhecimento e compreensão das ansiedades e mecanismos de defesa individuais, das estratégias coletivas de defesa/ aceitação frente aos problemas decorrentes dessa mudança. Na primeira fase, os profissionais demonstraram insegurança surgindo, após a implantação, experiências positivas que favoreceram o fortalecimento da equipe. Esta dissertação enfoca a percepção de enfermeiras obstétricas sobre sua competência na atenção ao parto normal institucionalizado... NÃO Rev. enferm. O estudo teve como objetivo descrever os elementos que fundamentam o SIM UERJ;16(4):512- ensino da assistência ao parto normal na prevenção e reparo do trauma 517, 2008. out.-dez. 476, out.-dez. 2008. tab. perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica. Foi desenvolvido com abordagem qualitativa, em 10 instituições de ensino que ofereceram a especialização em enfermagem obstétrica no período de 1995-2005, no município de São Paulo. Foram entrevistados nove coordenadores e 10 professores dessas instituições. As falas foram submetidas à análise de conteúdo e categorizadas como: o trauma perineal e sua prevenção; e elementos que fundamentam o ensino da assistência ao parto e do cuidado perineal. Constatou-se que os conhecimentos científico, teórico e prático são indispensáveis e que o ensino não pode estar desvinculado da prática. Essa prática deve ser feita em laboratório, com todo o equipamento necessário para que o aluno adquira habilidade na reparação do trauma perineal e deve propiciar a experiência no cuidado à mulher durante o parto. O objetivo deste estudo foi analisar os partos assistidos por enfermeiras obstétricas, relacionando a posição da cliente adotada para o parto com a preservação perineal e a vitalidade dos recém-nascidos, em uma maternidade pública no município do Rio de Janeiro, em 2005. Constituiuse em estudo observacional descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido a partir da análise documental. Foram analisados os registros de 1715 partos assistidos por enfermeiras obstétricas nessa instituição. Os resultados mostraram que a escolha da posição vertical pelas parturientes nos partos, assistidos por enfermeiras obstétricas, resultou em índice menor de episiotomia. As lacerações perineais, quando ocorreram, foram em sua maioria de primeiro grau. Nesses partos, o escore de Apgar no SIM 67 Jane Márcia. 07/03/10 07/03/10 07/03/10 Lilacs Lilacs Lilacs primeiro e quinto minutos foram sempre superiores a sete. O atendimento realizado pelas enfermeiras obstétricas na instituição, oportunizando a posição vertical, evidencia uma atitude menos intervencionista que protege a integridade da mulher. Este estudo teve como objetivo relatar a experiência na humanização ao parto vivenciada por enfermeiras obstétricas no alívio da intensidade da dor de parturientes na fase ativa durante o trabalho de parto. Utilizamos estratégias não farmacológicas para o alívio da dor como as técnicas de exercícios respiratórios, relaxamento muscular, massagem lombossacral, deambulação e banho de chuveiro. O local de estudo foi a unidade de parto de uma maternidade pública de Natal/RN, na Região Nordeste do Brasil. Concluímos que as estratégias não farmacológicas utilizadas foram efetivas no alívio da dor das parturientes durante a fase ativa do trabalho de parto. Davi, Rejane Marie Barbosa; Torres, Gilson de Vasconcelos ; Caldas, Rosângela de Medeiros; Dantas, Janmilli da Costa. / Obstetric Pereira, Adriana Lenho de Figueiredo; Moura, Maria Aparecida Vasconcelos . Enfermeiras obstétricas na humanização do alívio da dor de parto: um relato de experiência Nursing (São Paulo)11(124):4 Relações de hegemonia e o conflito cultural de modelos na assistência ao parto Rev. enferm. O artigo objetiva discutir as relações de hegemonia no conflito cultural dos NÃO UERJ;16(1):119- modelos e práticas assistenciais ao parto no sistema de saúde brasileiro, Costa, Rafael Ferreira da. As práticas educativas na casa de parto David Capistrano Filho sob a ótica do cuidado cultural Rio de Janeiro; s.n; 2007. 72 p. ilus. 24-429, set. 2008. 124, 2008. jan.-mar. segundo o referencial teórico de Gramsci. Foi fundamentado no conceito de hegemonia e foi estabelecida sua relação com a discussão dos princípios gerais dos modelos de assistência ao parto. A cultura hegemônica é representada pelo modelo de parto medicalizado e a contrahegemonia foi instituída pelo movimento social denominado humanização do parto e nascimento. O referencial de Gramsci esclarece quanto aos aspectos ideológicos, culturais e políticos envolvidos nas relações de hegemonia existentes no conflito de modelos assistenciais em saúde. Este referencial adquire particular relevância para a enfermagem obstétrica como agente da mudança cultural e na concretização do cuidado sensível e humano à mulher e família que vivenciam o processo do nascimento. Este estudo qualitativo resultou da experiência que adquiri como enfermeiro obstetra da Casa de Parto David Capistrano Filho (CPDCF). Ali, passei a observar e questionar o porque naquele espaço, construído para o desenvolvimento de ações sob a visão do modelo humanizado, as enfermeiras obstétricas apóiam-se nas práticas de educação em saúde como instrumento do cuidar. Os objetivos foram os seguintes: 1)Refletir como as enfermeiras utilizam a educação em saúde como instrumento do Cuidado Cultural; 2) Descrever as práticas educativas desenvolvidas na CPDCF; 3)Analisar as repercussões das práticas educativas na vida das NÃO NÃO 68 07/03/10 Lilacs Lopes, Alessandréa Silva. A vivência de privacidade pelas parturientes no cotidiano hospitalar: uma contribuição para o cuidar em enfermagem obstétrica Rio de Janeiro; s.n; 2007. 69 p. ilus. mulheres cuidadas, na Casa de Parto, à luz dos conceitos de negociação e reestruturação da Teoria do Cuidado Cultural. O referencial teórico também enfocou a Educação em Saúde e seu encontro com o cuidado cultural. As entrevistadas foram dezesseis mulheres que deram à luz e participaram dos grupos educativos e das consultas puerperais da Casa de Parto. A coleta de dados foi feita por meio da entrevista semi-estruturada com a seguinte pergunta orientadora: ôQuais as repercussões das práticas educativas vivenciadas na CPDCF em sua vida?ö Após a análise de conteúdo foram identificadas duas categorias: 1) as repercussões das práticas educativas sobre a vivência do ciclo gravídico-puerperal; 2) as repercussões das práticas educativas nas atitudes e nos discursos das mulheres e de suas famílias. Os resultados mostraram que as práticas educativas foram reestruturantes na vivência tranqüila experimentada durante a gestação, na formação do vínculo materno durante a gravidez, no exercício da genitalidade na gestação, nas sensações vividas no parto, na postura da mulher frente ao seu trabalho de parto e no cuidado do recémnascido. No cotidiano das maternidades do município do Rio de Janeiro, apesar dos esforços de alguns gestores públicos e das enfermeiras obstétricas, presenciamos hospitais cheios, normas rígidas que obriga a mulher despojar-se de suas roupas e de seus familiares. Nesse campo, a enfermagem obstétrica está inserida no movimento de humanização que tem se preocupado com a gravidez e parto como um direito reprodutivo. Dentre os princípios que norteiam o cuidado das enfermeiras obstétricas, construídos por Progianti e Vargens (2004), destacamos o que diz que a enfermeira obstétrica deve defender o respeito à privacidade e a segurança da parturiente. Esse princípio está fundamentado na fisiologia do parto, pois como explica Odent (2000), a mulher possui um mecanismo inato de parir que não necessita de intervenções e requer um ambiente seguro, com baixo estimulo racional e com privacidade. Assim, este estudo parte da premissa que a vivencia da privacidade no trabalho de parto é fundamental para a sua fisiologia e questiona como a mulher vivencia a privacidade no cotidiano hospitalar que é um ambiente adverso para tal propósito. Esta pesquisa teve como objeto a vivência de privacidade pelas parturientes no cotidiano hospitalar e seus objetivos foram: analisar como as mulheres compreendem a sua privacidade na experiência de parir no cotidiano hospitalar e discutir as estratégias de vivência de privacidade pela parturiente no cotidiano hospitalar. Utilizou-se como referencial teórico o cotidiano e a privacidade por Michael Maffesoli (1984) e as estratégias de SIM 69 07/03/10 Lilacs Pereira, Adriana Lenho de Figueiredo. 07/03/10 Lilacs Parada, Cristina Maria Garcia de Lima; Tonete, Vera Lúcia Pamplona. 07/03/10 Lilacs Arivabene, João Carlos. O processo de implantação da caso de parto no contexto do Sistema Único de saúde: uma perspectiva do referencial teórico de Gramsci O cuidado em saúde no ciclo gravídicopuerperal sob a perspectiva de usuárias de serviços públicos Rio de Janeiro; s.n; dez. 2007. xiii,169 p. ilus, tab. Método mãecanguru: vivências maternas e contribuições para a enfermagem Rio de Janeiro; s.n; dez. 2007. ix,107 p. graf. Interface comun. saude educ;12(24):3546, 2008. jan.-mar. enfrentamento do cotidiano desfavorável à privacidade classificadas por ele. É um estudo descritivo com abordagem qualitativa no qual foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com dez puérperas que pariram de parto normal em uma maternidade municipal do Rio de Janeiro. Para a categorização dos dados seguimos os passos da análise de conteúdo de Bardin (1977). Estudou-se o processo de implantação da primeira Casa de Parto do Sistema Único de Saúde (SUS) da cidade do Rio de Janeiro através de pesquisa qualitativa objetivando identificar os determinantes sócioculturais do processo de implantação da Casa de Parto; analisar as relações de hegemonia e contra-hegemonia constituídas neste processo de implantação e discutir suas implicações políticas para a enfermagem obstétrica... O objetivo do trabalho foi apreender as representações sociais de puérperas sobre o cuidado em saúde no período pré-natal, no parto e no puerpério, em um contexto regional de serviços públicos de saúde do interior paulista. Seguindo a abordagem de pesquisa qualitativa, os dados foram colhidos por meio de entrevistas semi-estruturadas, realizadas em 2004, e organizados segundo o método do Discurso do Sujeito Coletivo, tendo o Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento (PHPN) como referencial teórico para discussão dos resultados. A perspectiva das puérperas sobre o cuidado em saúde no ciclo gravídico-puerperal evidenciou a importância das relações interpessoais, a essencialidade da qualidade técnica do atendimento e a propriedade da percepção de que o sujeito da atenção é a mulher e, como tal, dela deve participar efetivamente. Conclui-se que as diretrizes do PHPN devem ser incorporadas de forma mais ampla nas práticas de saúde voltadas à mulher, recomendando-se a adoção de indicadores específicos para avaliação das dimensões do cuidado evidenciadas por este estudo. Estudo de natureza qualitativa, tendo como objeto "as vivências das mães no Método Mãe-Canguru" e como objetivos: descrever as vivências das mães no MMC, analisar as vivêncais das mães à luz dos princípios do MMC e discutir as contribuições das mães a partir dos significados das vivências no MMC para as ações de enfermagem. Como referencial teórico, utilizamos as normatizações de atenção humanizada ao recémnascido de baixo-peso e, também, da Maternidade Segura do Ministério da Saúde. NÃO SIM NÃO 70 07/03/10 07/03/10 07/03/10 Lilacs Lilacs Lilacs Machado, Nilce Xavier de Souza; Praça, Neide de Souza. ( Centro de parto normal e assistência obstétrica centrada nas necessidades da parturiente Rev. Esc. Enferm. USP;40(2):274- Barros, Lena Maria; Silva, Raimunda Magalhães da. Atuação enfermeira assistência mulher processo parturição da na à no de Texto & contexto enferm;13(3):37 Moura, Escolástica Rejane Ferreira; Silva, Raimunda Magalhães da. Assistência humanizada ao parto a partir de uma história de vida tópica Acta paul. enferm;17(2):14 279, jun. 2006. 6-382, 2004. 1-147, 2004. jul.-set. abr.-jun. Levando em conta os vários estudos e reflexões a respeito do novo modelo de assistência ao parto e nascimento (assistência humanizada), e trabalhando como enfermeira obstétrica em um Centro de Parto Normal, surgiu o questionamento a respeito desse conceito, devido às diversas conotações dadas a esse termo. Este artigo foi produzido com a finalidade de divulgar nossa proposta de substituição da expressão ôassistência humanizada ao partoö, por ôassistência obstétrica centrada nas necessidades da parturienteö, e de discorrer como essa assistência é prestada no Centro de Parto Normal do Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP), que segue um protocolo de condutas obstétricas e normas preconizadas pelo Ministério da Saúde. Nosso objetivo neste trabalho foi conhecer a atuação da enfermeira de centro obstétrico na assistência à mulher no processo de parturição. É um estudo de campo do tipo descritivo, realizado em quatro maternidades públicas de São Luís - MA, de abril a julho de 2002, após consentimento dos sujeitos, respeitando os aspectos éticos. Participaram do estudo, 21 enfermeiras de Centro Obstétrico. O agrupamento das falas feito pela técnica de Análise de Conteúdo possibilitou a organização da categoria ôatuação da enfermeira na assistência à mulher no processo de parturiçãoõ com as sub-categorias: assistência temporal na trajetória do nascimento e maneira de cuidar na trajetória natural do nascimento. Ao término do estudo, evidenciamos que a enfermeira de centro obstétrico atua junto a mulher com ações diretas e passivas (observando, protegendo); indiretas (administrando) e com participação mais efetiva, tomando decisões e influenciando a ação e o comportamento desta (oferecendo cuidado solidário e obstétrico) Trata-se de pesquisa do tipo estudo de caso, que tomou por base uma história de vida tópica experienciada na década de 80, trazendo por objetivo refletir sobre a humanização da assistência ao parto e nascimento em nosso meio, no sentido de provocar e estimular aqueles que lidam nessa área do cuidado para desenvolverem uma assistência menos violenta. A história de vida revelou sérios obstáculos à qualidade da assistência obstétrica que, analisados à luz da humanização, foram identificados como atitudes desrespeitosas, negligentes e violentas, devendo ser banidas do campo do cuidado à saúde, o que parece estar, infelizmente, ainda se repetindo no cenário da assistência obstétrica no Brasil, o que se constata na fala de mulheres e na mobilização do Ministério da Saúde pela humanização do parto e nascimento, através do lançamento de um programa de âmbito nacional. Vale destacar o investimento na formação SIM NÃO NÃO 71 07/03/10 Lilacs Silva, Larissa Mandarano da; Clapis, Maria José. Compreendendo a vivência materna no primeiro contato com seu filho na sala de parto Acta paul. enferm;17(3):28 Representações sociais de mulheres sobre assistência no trabalho de parto e parto As enfermeiras obstétrcias frente ao uso de tecnologias não invasivas de cuidado como Rio de Janeiro; s.n; dez. 2004. 198 p. tab, graf. 07/03/10 Lilacs Wolff, Leila Regina. 07/03/10 Lilacs Progianti, Jane Márcia; Vargens, Octavio Muniz da Costa. 6-291, 2004. jul.-set. Esc. Anna Nery Rev. Enferm;8(2):194 -197, ago. 2004. de enfermeiras obstétricas, reconhecendo-as como profissionais que legalmente podem realizar o parto normal sem distorcia, bem como a necessidade das próprias mulheres exercerem sua cidadania, no sentido de exigirem seus direitos relacionados à saúde reprodutiva. A literatura demonstra que a humanização da assistência ao parto favorece o desenvolvimento natural da relação mãe-filho nos primeiros minutos de vida, resultando no fortalecimento de seus vínculos e reduzindo danos em longo prazo. O primeiro contato entre mãe e filho em sala de parto, preconizado como um dos procedimentos para humanização da assistência, possibilita uma relação intensa após o nascimento e a formação do vínculo materno. Este primeiro contato permancerá na memória de ambos, devendo ocorrer com harmonia, calma e tranquilidade. OBJETIVO: compreender a vivência materna no primeiro contato mãefilho após o parto. METODOLOGIA: os dados foram obtidos por meio de uma entrevista semi-estruturada, partindo da questão norteadora: Como foi seu primeiro contato com o bebê? Participaram do estudo 12 puérperas assistidas em uma maternidade conveniada ao Sistema Único de Saúde, no município de Ribeirão Preto, São Paulo. A análise baseou-se na proposta de interpretação qualitativa, através do método de análise de conteúdo proposto por Bardin (1977). RESULTADOS: foram identificadaas as categorias temáticas: "as condições de parto interferindo no contato imediato mãe-filho" e "as vivências maternas no primeiro contato com o recém-nascido". Os dados expressaram aspectos positivos do primeiro contato mãe-filho em sala de parto, reduzindo a ansiedade materna. O tipode parto interfere no primeiro contato, sendo que a cesárea e alguns procedimentos como a analgesia e episiotomia dificultam o primeiro contato mãe-filho, interferindo no estabelecimento dos laços afetivos. A pesquisa teve como objeto de estudo as representações das mulheres sobre a assistência no trabalho de parto e parto, utilizando-se da Teoria das Representações Sociais, e como objetivos descrever, analisar e discutir as representações das mulheres sobre essa assistência com perspectivas de humanização.. O presente trabalho apresenta o olhar de enfermeiras obstétricas sobre o processo de desmedicalização da assistência ao parto considerando o uso de tecnologias não invasivas de cuidado de enfermagem. Mostra uma concepção ecológica de parto que compreende o não invadir a natureza, portanto, o parto como um evento fisiológico, natural. Aponta esse raciocínio como sendo hoje absolutamente contrário ao pensamento NÃO NÃO NÃO 72 estratégias na desmedicalização do parto 07/03/10 07/03/10 Lilacs Lilacs Castro, Jamile Claro de; Clapis, Maria José. Parto humanizado na percepcão das enfermeiras obstétricas envolvidas com a assistência ao parto Rev. latinoam. enferm;13(6):96 Davim, Rejane Marie Barbosa; Bezerra, Luiz Gonzaga de Medeiros. Assistência parturiente enfermeiras obstétricas Projeto Midwifery: relato experiência Rev. latinoam. enferm;10(5):72 à por no 0-967, 2005. nov.-dez. 7-732, 2002. um de set.-out. mecanicista que deu origem à obstetricia médica. Apresenta e define tecnologias não invasivas de cuidado de enfermagem obstétrica. Conclui defendendo o emprego dessas tecnologias na assistência ao parto como alternativa segura e eficaz no processo de sua desmedicalização O presente estudo, utilizando abordagem qualitativa, objetivou identificar a percepcão das enfermeiras obstétricas sobre humanizacão da assistência ao parto, bem como evidenciar, através dos discursos, as acões desenvolvidas no processo de nascimento e os fatores dificultadores da implementacão dessa assistência. Foram sujeitos deste estudo 16 enfermeiras de uma maternidade do interior do Estado de São Paulo. Seguindo a proposta do Discurso do Sujeito Coletivo, os dados foram coletados através de entrevistas semi-estruturadas, microgravadas, transcritas e organizadas para tabulacão e análise. As enfermeiras entrevistadas relataram que o processo de humanizacão se deu como uma estratégia política que objetiva a melhoria da assistência e o resgate do parto mais natural possível e que acreditam na necessidade de mudanca de paradigma para que o processo se concretize. Os resultados evidenciaram, ainda, que as enfermeiras se apresentam mais integradas ao parto como um processo e não como um evento Este estudo destaca os modelos assistenciais de enfermagem que valorizam a mulher no processo do trabalho de parto, parto e nascimento. Descreve a assistência humanizada prestada à parturiente por enfermeiras obstétricas no Projeto Midwifery de uma maternidade escola. Ressalta que a prática desses modelos possibilita a participacão ativa do enfermeiro no processo de trabalho de parto, parto e nascimento, proporcionando, fundamentalmente, satisfacão à parturiente e ao profissional SIM SIM (indisponível no momento) Tabela da Scielo Data Base Descritores Autores Título Fonte Resumo 26/03 scielo Parto humanizado Oliveira, Zuleyce Maria Lessa Pacheco de and Vivenciando o parto humanizado: um estudo fenomenológico sob a ótica de Rev. esc. enferm. USP, Jun 2002, vol.36, no.2, p.133-140. ISSN Este estudo teve por objetivo compreender o que significa para as adolescentes passarem pelo parto dito humanizado. Paraisso, utilizei a fenomenologia como trajetória de pesquisa, para chegar a essência do fenômeno. Participaram do estudooito adolescentes que foram atendidas no Texto compl. sim 73 Madeira, Anézia Moreira Faria adolescentes. 0080-6234 26/03 scielo Parto humanizado Hoga, Luiza Akiko Komura. Casa de parto: simbologia e princípios assistenciais. Rev. bras. enferm., Out 2004, vol.57, no.5, p.537-540. ISSN 0034-7167 26/03 scielo Parto humanizado Castro, Jamile Claro de and Clapis, Maria José Parto humanizado na percepção das enfermeiras obstétricas envolvidas com a assistência ao parto. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Dez 2005, vol.13, no.6, p.960-967. ISSN 0104-1169 26/03 scielo Parto humanizado Reis, Adriana Elias dos and Patrício, Zuleica Maria Aplicação das ações preconizadas pelo Ministério da Saúde para o parto humanizado em um hospital de Santa Catarina. Ciênc. saúde coletiva, Dez 2005, vol.10, p.221-230. ISSN 1413-8123 Hospital Sofia Feldman, instituição filantrópica, sem fins lucrativos BeloHorizonte/MG. Para a coleta de dados utilizei observação de campo e entrevista aberta. O estudo possibilitou apreender trêscategorias de análise: Pré-parto/Parto: o corpo sendo controlado; Pré-parto/Parto: misto de dor e de prazer; PartoHumanizado: a assistência esperada e desejada. A primeira Casa de Parto vinculada ao Programa Saúde da Família possui simbologia específica. Objetivou-se identificar os símbolos que permeiam as idéias, crenças, valores e práticas e os princípios que orientam a assistência prestada na Casa de Parto. O método de pesquisa foi a etnografia e a história oral temática, o recurso empregado para entrevistar enfermeiras obstétricas da Casa. Resultados: A Casa possui o valor simbólico da inovação da assistência ao parto e o cuidado humanizado à gestante é o princípio que norteia as práticas. Considerações finais: A simbologia da Casa e as práticas de cuidado desenvolvidas constituem referência às demais Casas de parto em proposição no Brasil e devem ser conhecidas pelas enfermeiras obstétricas. O presente estudo, utilizando abordagem qualitativa, objetivou identificar a percepção das enfermeiras obstétricas sobre humanização da assistência ao parto, bem como evidenciar, através dos discursos, as ações desenvolvidas no processo de nascimento e os fatores dificultadores da implementação dessa assistência. Foram sujeitos deste estudo 16 enfermeiras de uma maternidade do interior do Estado de São Paulo. Seguindo a proposta do Discurso do Sujeito Coletivo, os dados foram coletados através de entrevistas semiestruturadas, microgravadas, transcritas e organizadas para tabulação e análise. As enfermeiras entrevistadas relataram que o processo de humanização se deu como uma estratégia política que objetiva a melhoria da assistência e o resgate do parto mais natural possível e que acreditam na necessidade de mudança de paradigma para que o processo se concretize. Os resultados evidenciaram, ainda, que as enfermeiras se apresentam mais integradas ao parto como um processo e não como um evento. A mudança do cenário domiciliar do nascimento para o hospitalar fez emergir nova cultura de atendimento à mulher parturiente, provocando desvalorização do potencial do cuidado humano, em suas características culturais e afetivas, e gerando desconforto e até agravos à saúde da mulher e do seu recémnascido.Tendo em vista essa realidade, o Ministério da Saúde criou diretrizes para orientar as ações das equipes de saúde no processo de parir. O foco deste estudo foi analisar, de forma qualitativa, a aplicação dessas ações preconizadas em um centro obstétrico de um hospital do Estado de Santa Catarina. Participaram como sujeitos do estudo onze parturientes e seus recém-nascidos e acompanhantes e os profissionais da equipe de saúde que sim sim sim 74 26/03 scielo Parto humanizado Carraro, Telma Elisa et al. Cuidado e conforto durante o trabalho de parto e parto: na busca pela opinião das mulheres. enferm., 2006, vol.15, no.spe, p.97-104. ISSN 0104-0707 26/03 scielo Parto humanizado Rolim, Karla Maria Carneiro and Cardoso, Maria Vera Lúcia Moreira Leitão O discurso e a prática do cuidado ao recémnascido de risco: refletindo sobre a atenção humanizada. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Fev 2006, vol.14, no.1, p.85-92. ISSN 0104-1169 26/03 Scielo Parto humanizado Osawa, Ruth Hitomi, Riesco, Maria Luiza Gonzales and Tsunechiro, Maria Alice Parteiras-enfermeiras e Enfermeiras-parteiras: a interface de profissões afins, porém distintas. Rev. bras. enferm., Out 2006, vol.59, no.5, p.699-702. ISSN 0034-7167 atenderam essas mulheres. A análise dos dados, levantados por observação participante, entrevista e análise documental, mostrou limitações da equipe de saúde para incorporar as referidas diretrizes no cotidiano da assistência, bem como das gestantes e acompanhantes em estimular essa prática, especialmente pelo desconhecimento que têm de seus direitos. Isto reforça a importância dessas diretrizes serem trabalhadas no pré-natal junto às gestantes e seus familiares. A obstetrícia moderna considera o parto um evento médico-cirúrgico e adota um modelo de assistência tecnicista. Esperava-se que os avanços tecnológicos auxiliassem o trabalho dos cuidadores, proporcionando condições e tempo para ser e estar junto à parturiente. No entanto, esse avanço tecnológico e científico mostra uma enorme fragilidade no que se refere ao cuidado. Realizou-se uma pesquisa quali-quantitativa, descritiva prospectiva, que avaliou a opinião das mulheres puérperas sobre os métodos utilizados para seu cuidado e conforto durante o trabalho de parto e parto. Este trabalho é um recorte dos dados qualitativos, focando os sentimentos das mulheres puérperas durante esta vivência. Com os resultados, pretende-se contribuir na adaptação dos métodos de cuidado e conforto, proporcionando um trabalho de parto humanizado, reforçando na parturiente a confiança em si mesma e na equipe, facilitando e incentivando o parto normal e o exercício saudável da sexualidade, bem como a prevenção das mortes maternas. Este estudo identificou a opinião da enfermeira acerca da humanização do cuidado ao récem-nascido (RN) de risco na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e a seus familiares. Foi utilizado como referencial teóricometodológico a Teoria de Paterson e Zderad (1976). O cenário para execução desse estudo foi a UTIN de uma maternidade pública na cidade de FortalezaCE, no período de abril a julho de 2003. Os sujeitos da pesquisa foram seis enfermeiras atuantes na UTIN. Realizou-se entrevistas com as enfermeiras participantes do estudo. As temáticas extraídas dos discursos das participantes foram: humanização, sensibilização, conscientização e cuidado. Conclui-se que, no cuidado humanizado de bebês de alto risco, é imprescindível a comunhão do discurso com a prática. Em 2005, com a criação do Curso de Graduação em Obstetrícia da Universidade de São Paulo, as discussões em torno dos modelos de formação de profissionais não-médicos para a assistência ao parto foram reaquecidas. O objetivo do estudo é aprofundar a compreensão do significado da retomada do referido Curso no momento atual da assistência ao parto e nascimento. Os eventos do passado que influenciaram nos modelos de assistência ao parto por não-médicos foram considerados: a aprovação da lei das parteiras na sim sim sim 75 26/03 scielo Parto humanizado Dias, Marcos Augusto Bastos and Deslandes, Suely Ferreira Expectativas sobre a assistência ao parto de mulheres usuárias de uma maternidade pública do Rio de Janeiro, Brasil: os desafios de uma política pública de humanização da assistência Cad. Saúde Pública, Dez 2006, vol.22, no.12, p.26472655. ISSN 0102311X 26/03 scielo Parto humanizado Brüggemann, Odaléa Maria, Osis, Maria José Duarte and Parpinelli, Mary Angela Apoio no nascimento: percepções de profissionais e acompanhantes escolhidos pela mulher. Rev. Saúde Pública, Fev 2007, vol.41, no.1, p.44-52. ISSN 0034-8910 Inglaterra, em 1902, com a inclusão de sua prática ao sistema de saúde oficial, a marginalização do trabalho da parteira tradicional nos Estados Unidos da América e os momentos emblemáticos das disputas de enfermeiras e obstetrizes (parteiras) no Brasil. Analisamos as expectativas de gestantes, usuárias de uma maternidade pública no Município do Rio de Janeiro, Brasil, sobre a assistência que receberam no parto e a avaliação que fazem do atendimento recebido em partos anteriores. A metodologia pautou-se pela análise temática de entrevistas realizadas entre o oitavo e o nono mês de gravidez. Foram analisadas informações das mulheres sobre humanização da assistência ao parto, experiências relativas à assistência recebida em parto(s) anterior(es), seu ideal de atendimento ao parto eminente e sobre a atenção da equipe de saúde. Os resultados mostram que as expectativas estão centradas em três elementos principais: admissão rápida na internação, garantia de vaga na maternidade e o atendimento por uma equipe atenciosa e competente que cuide de sua saúde e do seu bebê. As informações discordantes sobre a qualidade da assistência na maternidade trazem para essas mulheres uma tensão a mais nesse momento já que, a seu ver, a qualidade do cuidado dependerá mais de sorte do que da rotina institucional. A partir dessas expectativas, os autores avaliam os desafios da política de humanização da assistência ao parto em implantação nesse município. Descrever a percepção de profissionais da saúde sobre prestar assistência à parturiente na presença do acompanhante por ela escolhido, e a percepção dos acompanhantes sobre essa experiência. MÉTODOS: Realizou-se estudo qualitativo, a partir de ensaio clínico randomizado controlado. A amostra estudada foi intencional e definida por saturação de informação. Foram entrevistados 11 profissionais da saúde e 16 acompanhantes no centro obstétrico de uma maternidade em Campinas, SP, de outubro de 2004 a março de 2005. Empregou-se a técnica de análise temática de discurso, utilizando-se as figuras metodológicas: idéia central, expressões-chave e o discurso do sujeito coletivo. RESULTADOS: Entre as idéias centrais dos profissionais destacaram-se: não houve diferença em prestar assistência com acompanhante durante o trabalho de parto e parto; com o acompanhante ocorreram mudanças positivas na assistência; o acompanhante dá apoio emocional à parturiente, que fica mais satisfeita, segura e tranqüila; existem muitos aspectos positivos no comportamento e participação das parturientes com acompanhante; o acompanhante não causou problema e fez o profissional ter atitude mais humana e menos rotineira. As principais idéias centrais dos acompanhantes foram: sentimentos positivos, emoção, satisfação com a experiência; poder sim sim 76 26/03 scielo Parto humanizado Pereira, Adriana Lenho de Figueiredo et al. Pesquisa acadêmica sobre humanização do parto no Brasil: tendências e contribuições. Acta paul. enferm., Jun 2007, vol.20, no.2, p.205-215. ISSN 0103-2100 26/03 scielo Parto humanizado Guimarães, Elisângela Euripedes Resende, Chianca, Tânia Couto Machado and Oliveira, Adriana Cristina de INFECÇÃO PUERPERAL SOB A ÓTICA DA ASSISTÊNCIA HUMANIZADA AO PARTO EM MATERNIDADE PÚBLICA Rev. Latino-Am. Enfermagem, Aug 2007, vol.15, no.4, p.536-542. ISSN 0104-1169 ajudar ao dar apoio emocional; sentir-se bem recebido pelos profissionais. CONCLUSÕES: Os profissionais da saúde consideraram importante o apoio do acompanhante não tendo sido observado problema em prestar assistência na sua presença. Os acompanhantes se sentiram satisfeitos e recompensados com a experiência. Não foram detectados conflitos de opinião entre os envolvidos. Realizamos um levantamento das pesquisas acadêmicas brasileiras dos programas de pós-graduação stricto sensu acerca da humanização do parto e nascimento, de forma a identificar a distribuição temporal, regional, por abordagem metodológica e área de conhecimento, e analisar as contribuições desta produção acadêmica para a prática assistencial. MÉTODOS: Pesquisa exploratória e descritiva. Os dados foram coletados através dos resumos de teses e dissertações disponíveis em bases de dados de bibliotecas virtuais, BIREME e CAPES. RESULTADOS: Foram encontradas 26 dissertações e 4 teses no período de 1987 a 2004. A maioria (20; 66,7%) foi desenvolvida em programas de pós-graduação da região Sudeste. Mais da metade (16; 53,3%) do total foi realizada em programas de pós-graduação de enfermagem. A metodologia qualitativa foi a mais utilizada (25; 80%). Os aspectos éticopolíticos da assistência predominaram (20; 66,7%) sobre os aspectos técnicos nas sínteses dos resultados e conclusões das pesquisas estudadas. CONCLUSÃO: As pesquisas de pós-graduação propõem mudança de paradigma técnico-científico, na formação profissional, na atitude profissional frente aos direitos humanos e sociais, e uma redefinição de papeis profissionais das enfermeiras e parteiras. Trata-se de estudo epidemiológico, tipo coorte, prospectivo e não concorrente, sobre infecção puerperal sob a ótica da assistência humanizada ao parto. Objetivou-se caracterizar as puérperas submetidas ao parto humanizado; determinar a incidência das infecções puerperais, bem como o intervalo de manifestação, além de verificar a associação entre a infecção e os fatores de risco. Os dados foram obtidos de 5.178 prontuários de puérperas que passaram pela experiência do parto humanizado. Verificou-se taxa de incidência de infecção puerperal acumulada de 2,92%. Os fatores de risco associados à infecção puerperal na modalidade de parto cesáreo foram a duração do trabalho de parto (p = 0,002) e o número de toques (p = 0,011). Nenhuma variável se comportou como fator de risco para infecção na modalidade parto normal; porém, o parto cesariano comportou-se como importante fator de risco para a infecção puerperal (p = 0,000). Considerando que o modelo atual de assistência humanizada ao parto tem buscado mudança de paradigma nas práticas assistenciais, sendo bastante favorável ao parto sim Sim ingles 77 26/03 scielo Parto humanizado Nascimento, Enilda Rosendo do, Rodrigues, Quessia Paz and Almeida, Mariza Silva Indicadores de qualidade da assistência pré-natal em Salvador - Bahia Acta paul. enferm., Sept 2007, vol.20, no.3, p.311-315. ISSN 0103-2100 26/03 scielo Parto humanizado DAVIM, Rejane Marie Barbosa TORRES, Gilson de Vasconcelos e MELO, Eva Saldanha de. Estratégias não farmacológicas no alívio da dor durante o trabalho de parto: préteste de um instrumento Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2007, vol.15, n.6, pp. 1150-1156. ISSN 0104-1169. doi: 10.1590/S010411692007000600 015. 26/03 scielo Parto humanizado Merighi, Miriam Aparecida Barbosa, Carvalho, Geraldo Mota de and Suletroni, O processo de parto e nascimento: visão das mulheres que posuem convênio saúde na perspectiva da fenomenologia social Acta paul. enferm., Dez 2007, vol.20, no.4, p.434-440. ISSN 0103-2100 normal, acredita-se que esse modelo possa estar contribuindo diretamente para a redução nos índices de infecção puerperal. Reforça-se aqui a necessidade de estimular a realização de partos normais e a diminuição de cesarianas. OBJETIVO: Analisar indicadores de qualidade da assistência pré-natal prestada por serviços públicos de saúde de Salvador/Ba, após a implantação do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN). MÉTODOS: Estudo quantitativo realizado nas unidades básicas de saúde de Salvador que aderiram ao Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento . RESULTADOS: Baixo percentual de gestantes inscritas no Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento realizaram seis consultas de pré-natal (9,76%); mais da metade dessas mulheres realizaram todos exames básicos e houve baixo percentual das que compareceram à consulta de puerpério (5,66%). Ademais, apenas 5,66% concluíram a assistência pré-natal. CONCLUSÃO: assistência pré-natal em Salvador, prestada através do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento no ano 2002, caracteriza-se por baixa cobertura pelas unidades de saúde tanto de consultas pré-natais quanto de exames básicos e consulta puerperal Estudo descritivo objetivando avaliar a efetividade de Estratégias Não Farmacológicas (ENF) no alívio da dor de parturientes para fazerem parte de um instrumento de pesquisa a ser utilizado em tese de doutoramento. Para avaliar as ENF, utilizou-se a Escala Analógica Visual (EAV) com 30 parturientes, tendo como local de pesquisa a unidade de parto humanizado de uma maternidade escola em Natal, RN. Verificou-se que, das seis ENF (exercícios respiratórios, relaxamento muscular, massagem lombossacral, banho de chuveiro, deambulação e balanço pélvico), duas foram excluídas após o pré-teste (deambulação e balanço pélvico), por apresentarem dificuldades de aceitação pelas parturientes. As demais (exercícios respiratórios, relaxamento muscular, massagem lombossacral e banho de chuveiro), com índices satisfatórios de aceitação e efetividade, demonstraram ser efetivas na redução da dor dessas parturientes, sendo, portanto, adequadas para a utilização no instrumento de coleta de dados na tese de doutoramento. OBJETIVO: Este estudo objetivou compreender o processo de parto e nascimento na perspectiva das mulheres que possuem convênio saúde. MÉTODOS: A partir das questões norteadoras: Como foi o processo de parto? Fale-me da assistência que recebeu. Foi como esperava?, analisou-se os dados segundo o referencial da Fenomenologia Social. RESULTADOS: Os resultados mostraram que essas mulheres puderam opinar sobre o tipo de parto, contar com a presença do marido na sala de parto e confiar no profissional que a assistiram. Para essas mulheres a experiência foi Sim ingles sim sim 78 Vivian Pontes 26/03 scielo Parto humanizado Nagahama, Elizabeth Eriko Ishida and Santiago, Silvia Maria Humanização e eqüidade na atenção ao parto em município da região Sul do Brasil. Acta paul. enferm., 2008, vol.21, no.4, p.609-615. ISSN 0103-2100 26/03 scielo Parto humanizado MABUCHI, Alessandra dos Santos e FUSTINONI, Suzete Maria. O significado dado pelo profissional de saúde para trabalho de parto e parto humanizado. Acta paul. enferm. [online]. 2008, vol.21, n.3, pp. 420-426. ISSN 0103-2100. doi: 10.1590/S010321002008000300 006. maravilhosa e gratificante. CONCLUSÕES: A vivência do processo de parto e nascimento, na perspectiva das mulheres que possuem convênio saúde difere dos sentimentos vivenciados pelas mulheres que não têm acesso a este tipo de atendimento. No entanto, independente do plano de saúde, não se pode negligenciar nem os direitos das usuárias, nem os deveres de uma assistência digna, que possa viabilizar o atendimento humanizado. OBJETIVOS: Identificar fatores associados à qualidade da atenção e possíveis predisponentes de iniqüidades no cuidado ao parto, a partir das características sócio-demográficas e obstétricas de mulheres atendidas em dois hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde no município de Maringá-Paraná. MÉTODOS: Estudo transversal, conduzido mediante pesquisa em prontuário hospitalar e entrevistas com 569 puérperas. Sete indicadores de qualidade classificaram a assistência em excelente, boa, regular e insatisfatória. Utilizou-se o teste Qui-quadrado para estabelecer associação entre variáveis. RESULTADOS: As mulheres eram jovens, com companheiro fixo, ensino médio completo, sem atividade econômica remunerada e de baixo nível sócio-econômico. A iniqüidade no cuidado foi marcada pela oferta desigual dos procedimentos que qualificam a atenção, determinada por fatores individuais, contextuais e, especialmente, relacionada às práticas assistenciais. CONCLUSÃO: Três características compuseram o perfil da parturiente que se beneficiou de atenção mais qualificada: ter menos de 19 anos, ensino médio completo e não ter antecedentes de cesariana. OBJETIVO: Compreender o significado que o profissional de saúde que atende a parturiente, dá para trabalho de parto e parto humanizado. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa qualitativa com perspectiva fenomenológica. Foram entrevistados sete médicos e quatro enfemeiras que atuavam no Centro Obstétrico de um hospital público do Município de São Paulo. RESULTADOS: Após a análise dos dados emergiram dois subtemas: Compreendendo trabalho de parto e parto humanizado como um conjunto de medidas assistenciais e de comportamento diferenciado, e Identificando falhas na busca de humanização da assistência, os quais ao serem sintetizados deram origem ao fenômeno maior da experiência dos sujeitos: Vivenciando a desarmonia entre teoria e prática na busca pela humanização da assistência. CONCLUSÃO: O estudo evidenciou que ainda há discordância referente ao que se entende por parto humanizado e o que se realiza na prática. A humanização continua sendo uma política governamental longe de se tornar eficaz, não apenas pelos déficits na infra-estrutura ou escassez financeira, mas pela carência de contato com a temática, contribuindo para que a assistência, oferecida seja, muitas vezes, despersonalizada e desumana. sim 79 26/03 scielo parto humanizado Grangeiro, Gisele Ribeiro, Diógenes, Maria Albertina Rocha and Moura, Escolástica Rejane Ferreira Atenção Pré-Natal no Município de QuixadáCE segundo indicadores de processo do SISPRENATAL. Rev. esc. enferm. USP, Mar 2008, vol.42, no.1, p.105-111. ISSN 0080-6234 26/03 scielo parto humanizado Parada, Cristina Maria Garcia de Lima and Tonete, Vera Lúcia Pamplona O cuidado em saúde no ciclo gravídicopuerperal sob a perspectiva de usuárias de serviços públicos Interface (Botucatu), Mar 2008, vol.12, no.24, p.35-46. ISSN 1414-3283 26/03 scielo parto humanizado Nagahama, Elizabeth Eriko Ishida and Santiago, Silvia Maria Práticas de atenção ao parto e os desafios para humanização do cuidado em dois hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde em município da Região Sul do Brasil Cad. Saúde Pública, Ago 2008, vol.24, no.8, p.18591868. ISSN 0102311X Pesquisa descritiva, documental, que objetivou analisar os indicadores de processo do Sistema de Informação do Pré-natal (SISPRENATAL), em Quixadá-CE. Estudaram-se 1.544 cadastros de gestantes no período de 2001 a 2004. Os dados foram coletados de fevereiro a abril de 2005 no SISPRENATAL, implantado no setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde. Os resultados foram apresentados em tabela única e analisados à luz da literatura atual e experiência acumulada das autoras. Verificou-se percentual crescente de gestantes com indicador de, no mínimo, seis consultas, todos os exames básicos, teste anti-HIV, imunização antitetânica e consulta puerperal de 2001 a 2004, ou seja, zero, 2,6, 5,68 e 21,11%, respectivamente. É necessário, pois, uma melhora na utilização do Sistema, assim como a leitura sistemática dos indicadores de processo, no sentido de obter subsídios para a melhoria da qualidade da assistência prénatal. O objetivo do trabalho foi apreender as representações sociais de puérperas sobre o cuidado em saúde no período pré-natal, no parto e no puerpério, em um contexto regional de serviços públicos de saúde do interior paulista. Seguindo a abordagem de pesquisa qualitativa, os dados foram colhidos por meio de entrevistas semi-estruturadas, realizadas em 2004, e organizados segundo o método do Discurso do Sujeito Coletivo, tendo o Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento (PHPN) como referencial teórico para discussão dos resultados. A perspectiva das puérperas sobre o cuidado em saúde no ciclo gravídico-puerperal evidenciou a importância das relações interpessoais, a essencialidade da qualidade técnica do atendimento e a propriedade da percepção de que o sujeito da atenção é a mulher e, como tal, dela deve participar efetivamente. Conclui-se que as diretrizes do PHPN devem ser incorporadas de forma mais ampla nas práticas de saúde voltadas à mulher, recomendando-se a adoção de indicadores específicos para avaliação das dimensões do cuidado evidenciadas por este estudo. O objetivo do estudo foi caracterizar a assistência hospitalar ao parto em dois hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde no Município de Maringá, Paraná, Brasil, e identificar obstáculos e aspectos facilitadores para implantação do cuidado humanizado, pautando-se na percepção das mulheres sobre a atenção recebida. Tratou-se de estudo exploratório-descritivo, com desenho transversal, conduzido mediante pesquisa em prontuário hospitalar e entrevistas realizadas com 569 mulheres atendidas nos dois hospitais, no período de março de 2005 a fevereiro de 2006. A caracterização da assistência hospitalar foi realizada tomando-se por base quatro indicadores de qualidade na assistência no trabalho de parto e parto recomendados pela Organização SIM SIM SIM 80 26/03 scielo parto humanizado Brüggemann, Odaléa Maria and Parpinelli, Mary Ângela Utilizando as abordagens quantitativa e qualitativa na produção do conhecimento. Rev. esc. enferm. USP, Set 2008, vol.42, no.3, p.563-568. ISSN 0080-6234 26/03 scielo parto humanizado Rattner, Daphne. Humanização na atenção a nascimentos e partos: breve referencial teórico Interface (Botucatu), 2009, vol.13, suppl.1, p.595-602. ISSN 1414-3283 26/03 scielo parto humanizado Almeida, Cristiane Andréa Locatelli de and Tanaka, Oswaldo Yoshimi Perspectiva das mulheres na avaliação do Programa de Humanização do PréNatal e Nascimento Rev. Saúde Pública, Fev 2009, vol.43, no.1, p.98-104. ISSN 0034-8910 Mundial da Saúde. Os dados apontaram para um modelo assistencial marcado pelo peso da herança higienista nas rotinas hospitalares e nas práticas profissionais, centrado no profissional médico como condutor do processo. Os fatores institucionais, identificados nas dificuldades de organização institucional e na estrutura física, as rotinas hospitalares e, sobretudo, a prática e postura individuais dos profissionais de saúde denotaram barreiras que, em seu conjunto, dificultam a implantação do modelo humanizado na assistência ao parto e nascimento. O debate sobre as diferenças entre os métodos quantitativo e qualitativo é freqüente, havendo posições favoráveis e contrárias acerca da sua integração. Delinear uma pesquisa que contemple as duas abordagens gera dúvidas e inquietações sobre como utilizá-las sem ferir o rigor dos métodos, a especificidade, a sofisticação metodológica e reflexiva de cada uma delas. O objetivo é relatar e discutir a utilização da abordagem quantitativa (ensaio clínico controlado randomizado) e qualitativa para avaliar e compreender a inserção do acompanhante de escolha da mulher durante o trabalho de parto/parto, desempenhando o papel de provedor de apoio. A utilização das duas abordagens possibilitou aproximar as múltiplas facetas envolvidas nessa prática e avaliá-la tanto na dimensão explicativa quanto na compreensiva, uma vez que pôde ser realizada com olhares complementares. Apesar da ampliação da cobertura da atenção pré-natal e hospitalização do parto, houve estabilização no coeficiente de mortalidade materna em valores relativamente altos, atribuída aqui à qualidade inadequada da atenção. Um dos componentes do processo de assistência é a relação interpessoal, à qual tem sido associado o conceito de humanização. Identifica-se um forte movimento internacional que aborda a humanização da atenção a nascimentos e partos como uma resposta à mecanização na organização do trabalho profissional e à violência institucional, com crescente produção teórica. Todavia, o termo é polissêmico e faz-se necessário, ao deparar-se com a expressão, identificar que perspectiva está sendo adotada e qual o sentido que lhe é conferido. OBJETIVO: Analisar a importância da inclusão da perspectiva das mulheres na avaliação do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: Estudo qualitativo realizado em base a dados primários coletados para a avaliação do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, do Ministério da Saúde, em 2003, em sete municípios das cinco regiões do Brasil, selecionados a partir de dados extraídos de sistemas de bancos de dados oficiais já existentes. Um dos atores considerado fundamental para a coleta de informações foi a mulher atendida pelo Programa, abordada por meio de dezesseis grupos focais realizados em SIM SIM SIM 81 26/03 scielo parto humanizado Manzini, Fernanda Cristina, Borges, Vera Therezinha Medeiros and Parada, Cristina Maria Garcia de Lima Avaliação da assistência ao parto em maternidade terciária do interior do Estado de São Paulo, Brasil Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Mar 2009, vol.9, no.1, p.59-67. ISSN 1519-3829 26/03 scielo parto humanizado GAYESKI, Michele Percepções puérperas Rev. Latino-Am. Enfermagem sobre de a unidades de saúde. Para o tratamento dos dados empíricos foi utilizado o método do Discurso do Sujeito Coletivo. A análise e discussão foram realizadas com o apoio dos conceitos em saúde pública de acessibilidade e Saúde Paidéia. ANÁLISE DOS RESULTADOS: O Programa estudado normatiza para todos os serviços de saúde do país os procedimentos para a atenção ao pré-natal e o parto e os fluxos a serem observados. A análise do discurso das gestantes, nos grupos focais realizados, trouxe clareza quanto à dissonância existente entre muitas dessas recomendações e os desejos e necessidades da mulher, o que faz com que ela procure traçar para si um outro fluxo de atendimentos. Esta ocorrência traz prejuízos ao vínculo que estabelece com o serviço de saúde, além de dificuldades de controle pelo serviço do seguimento real que está sendo oferecido. CONCLUSÕES: A reflexão realizada do Programa, tomando por base a perspectiva das mulheres atendidas, identificou aspectos cuja consideração no momento da avaliação poderia resultar em maior efetividade e humanização do controle pré-natal oferecido. OBJETIVOS: avaliar a estrutura e o processo de assistência ao parto e ao recém-nascido desenvolvidos na maternidade e na unidade de neonatologia de uma instituição hospitalar de nível terciário do interior do Estado de São Paulo, Brasil. MÉTODOS: estudo descritivo, transversal, voltado para a análise da adesão às normas preconizadas pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde em relação ao parto, avaliando-se os recursos existentes e as atividades desenvolvidas durante a assistência. Os dados foram colhidos nos anos de 2004 e 2005, a partir de entrevista com o gestor da maternidade, análise de 293 prontuários amostradose observação de 29 partos realizados. RESULTADOS: a avaliação da estrutura evidenciou a disponibilidade de equipamentos, instrumentais e medicamentos, de obstetra, pediatra e anestesista eausência de quartos de pré-parto, parto e puerpério.Na análise do processo observouse, entre outras,frequências regulares relacionadas à verificação de pressão arterial e ausculta dos batimentos cardíacos fetais; o preenchimento do partograma foi satisfatório; na assistência ao recém-nascido, foram insatisfatórios o aleitamento na primeira hora de vida e ocontato pele a pele. CONCLUSÕES: algumas práticas úteis no partonormal foram pouco utilizadas. Percebese uma tendência à incorporação de práticas baseadas em evidências científicas, quando se considerou a realização de procedimentos como tricotomia, enteroclisma e episiotomia, demonstrando uma mudançapositiva na assistência ao parto. Estudo qualitativo, cujo objetivo foi conhecer as percepções das puérperas sobre a vivência de parir na posição vertical e horizontal, identificando os SIM SIM 82 Edianez e BRUGGEMA NN, Odaléa Maria. vivência de parir na posição vertical e horizontal [online]. 2009, vol.17, n.2, pp. 153-159. ISSN 0104-1169. doi: 10.1590/S010411692009000200 003. 26/03 scielo parto humanizado Brüggemann, Odaléa Maria et al Parto vertical em hospital universitário: série histórica, 1996 a 2005. Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Jun 2009, vol.9, no.2, p.189-196. ISSN 1519-3829 26/03 scielo parto humanizado Silva, Laura Johanson da, Silva, Leila Rangel da and Christoffel, Marialda Moreira Tecnologia e humanização na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: reflexões no contexto do processo saúde-doença Rev. esc. enferm. USP, Set 2009, vol.43, no.3, p.684-689. ISSN 0080-6234 aspectos positivos e negativos de cada posição. Foram entrevistadas 10 puérperas no alojamento conjunto de um hospital universitário. Após análise temática - Discurso do Sujeito Coletivo - emergiram os aspectos positivos da posição vertical: mais cômoda; favorece a movimentação; reduz o esforço expulsivo; favorece a participação da parturiente; sendo o desconforto e a falta de intervenção obstétrica apontados como negativos. Quanto à posição horizontal, os aspectos positivos foram: o parto é mais rápido, gera segurança e sensação de ser ajudada e os negativos estiveram relacionados ao desconforto e dificuldade para fazer força. Os discursos sobre os aspectos positivos da posição vertical e negativos da horizontal destacam-se de forma mais intensa e frequente e estão congruentes com as evidências científicas OBJETIVOS: descrever a evolução do número de partos horizontais e verticais na maternidade do Hospital da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, e avaliar a associação dos mesmos com a taxa de cesárea, de internações dos recém-nascidos em unidade de tratamento intensivo e semiintensivo e as transfusões sanguíneas maternas. MÉTODOS: estudo descritivo -série histórica. Foram incluídos todos os partos, as internações dos recémnascidos na Unidade de Terapia Intensiva e as transfusões sanguíneas maternas ocorridas de 1996 até 2005. Para testar as tendências, utilizou-se o método de Prais-Winsten para regressão linear generalizada. RESULTADOS: em 1996 a porcentagem de partos verticais era 5,4% e em 2005 foi 52,3%. A variação média anual dos partos verticais foi de +20,8% (p=0,007) e dos partos horizontais de -15,2% (p<0,001). Os partos cesáreos apresentaram tendência de estabilidade. Houve diminuição no número de recém-nascidos internados na unidade de terapia intensiva neonatal de 6,1% ao ano (p=0,001) e de transfusões sanguíneas ou hemoderivados (5,2% p<0,01). CONCLUSÕES: o aumento de partos verticais em relação aos demais está em consonância com as evidências científicas e recomendações da Organização Mundial da Saúde. Essa prática foi incorporada gradativamente pelos profissionais da equipe de saúde. Trata-se de reflexão acerca da tecnologia e da humanização do cuidado ao recém-nascido, tendo como preceito teórico o processo saúde-doença. São estabelecidos alguns paralelos entre as concepções de saúde e de doença, e suas influências em nosso modelo de agir e pensar nos espaços da assistência, como sujeitos do cuidado neonatal. O método mãe-canguru é apresentado como tecnologia relacional, que propõe o acolhimento da unidade famíliabebê na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, valorizando as vivências e necessidades primordiais de afetividade e compreensão. SIM SIM 83 Data Base Descritores Autores Título Fonte Resumo 26/03 scielo Parto humanizado / enfermage m obstétrica/h umanização . MABUCHI, Alessandra dos Santos e FUSTINONI, Suzete Maria. O significado dado pelo profissional de saúde para trabalho de parto e parto humanizado Acta paul. enferm. [online]. 2008, vol.21, n.3, pp. 420-426. ISSN 0103-2100. doi: 10.1590/S010321002008000300 006. OBJETIVO: Compreender o significado que o profissional de saúde que atende a parturiente, dá para trabalho de parto e parto humanizado. MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa qualitativa com perspectiva fenomenológica. Foram entrevistados sete médicos e quatro enfemeiras que atuavam no Centro Obstétrico de um hospital público do Município de São Paulo. RESULTADOS: Após a análise dos dados emergiram dois subtemas: Compreendendo trabalho de parto e parto humanizado como um conjunto de medidas assistenciais e de comportamento diferenciado, e Identificando falhas na busca de humanização da assistência, os quais ao serem sintetizados deram origem ao fenômeno maior da experiência dos sujeitos: Vivenciando a desarmonia entre teoria e prática na busca pela humanização da assistência. CONCLUSÃO: O estudo evidenciou que ainda há discordância referente ao que se entende por parto humanizado e o que se realiza na prática. A humanização continua sendo uma política governamental longe de se tornar eficaz, não apenas pelos déficits na infra-estrutura ou escassez financeira, mas pela carência de contato com a temática, contribuindo para que a assistência, oferecida seja, muitas vezes, despersonalizada e desumana. Data 26/03 Base scielo Descritores Enfermagem/ obstétrica/ humanização 26/03 scielo Enfermagem obstétrica/ humanização Autores Dias, Marcos Augusto Bastos and Domingues, Rosa Maria Soares Madeira Castro, Jamile Claro de and Clapis, Maria José Título Desafios na implantação de uma política de humanização da assistência hospitalar ao parto Fonte Ciênc. saúde coletiva, Set 2005, vol.10, no.3, p.699-705. ISSN 1413-8123 Parto humanizado na percepção das enfermeiras obstétricas envolvidas com a assistência ao parto. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Dez 2005, vol.13, no.6, p.960-967. ISSN 0104-1169 Texto compl. sim Resumo Os objetivos deste ensaio são discutir as dificuldades de implantação de um novo modelo de assistência ao parto de baixo risco na estrutura hospitalar e na sistematização de um campo de trabalho da enfermeira obstetra. Sob uma nova perspectiva do cuidado da parturiente, os autores fazem uma reflexão sobre o modelo de atuação dessa categoria profissional, dos possíveis resultados positivos decorrentes dessa nova assistência e do conflito gerado pela divisão de um espaço até então de domínio exclusivo da categoria médica e do conseqüente choque de modelos de cuidados. O presente estudo, utilizando abordagem qualitativa, objetivou identificar a percepção das enfermeiras obstétricas sobre humanização da assistência ao parto, bem como evidenciar, através dos discursos, as ações desenvolvidas no processo de nascimento e os fatores dificultadores da implementação dessa assistência. Foram sujeitos deste estudo 16 enfermeiras de uma maternidade do interior do Estado de São Paulo. Seguindo a proposta do Discurso do Sujeito Coletivo, os dados foram coletados através de entrevistas semiestruturadas, microgravadas, transcritas e organizadas para tabulação e análise. As enfermeiras entrevistadas relataram que o processo de humanização se deu como uma 84 26/03 scielo Enfermagem obstétrica/ humanização Machado, Nilce Xavier de Souza and Praça, Neide de Souza Centro de parto normal e a assistência obstétrica centrada nas necessidades da parturiente Rev. esc. enferm. USP, Jun 2006, vol.40, no.2, p.274-279. ISSN 0080-6234 26/03 scielo Enfermagem obstétrica/ humanização Moura, Fernanda Maria de Jesus S. Pires et al. A humanização assistência enfermagem ao normal a de parto Rev. bras. enferm., Ago 2007, vol.60, no.4, p.452-455. ISSN 0034-7167 26/03 scielo Enfermagem obstetrica MABUCHI, Alessandra dos Santos e FUSTINONI, Suzete Maria. O significado dado pelo profissional de saúde para trabalho de parto e parto Acta paul. enferm. [online]. 2008, vol.21, n.3, pp. 420-426. 26/03 scielo Enfermagem obstétrica/ humanização Narchi, Nádia Zanon. Atenção ao parto por enfermeiros na Zona Leste do município de São Paulo Rev. bras. enferm., Ago 2009, vol.62, no.4, p.546-551. ISSN 0034-7167 e estratégia política que objetiva a melhoria da assistência e o resgate do parto mais natural possível e que acreditam na necessidade de mudança de paradigma para que o processo se concretize. Os resultados evidenciaram, ainda, que as enfermeiras se apresentam mais integradas ao parto como um processo e não como um evento. Levando em conta os vários estudos e reflexões a respeito do novo modelo de assistência ao parto e nascimento (assistência humanizada), e trabalhando como enfermeira obstétrica em um Centro de Parto Normal, surgiu o questionamento a respeito desse conceito, devido às diversas conotações dadas a esse termo. Este artigo foi produzido com a finalidade de divulgar nossa proposta de substituição da expressão "assistência humanizada ao parto", por "assistência obstétrica centrada nas necessidades da parturiente", e de discorrer como essa assistência é prestada no Centro de Parto Normal do Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP), que segue um protocolo de condutas obstétricas e normas preconizadas pelo Ministério da Saúde Estudo bibliográfico que buscou identificar a produção científica sobre humanização e assistência de enfermagem ao parto normal. As fontes foram artigos científicos da base de dados da SCIELO-Brasil, período 2000 a 2007. Obtivemos como resultado da busca 13 artigos que foram agrupados nas seguintes áreas temáticas: medicalização do parto, humanização da assistência ao parto, acompanhante no parto e atuação da enfermeira obstétrica. A análise apontou que o paradigma atual é centralizado na intervenção do parto, apesar do movimento da humanização defender o parto natural e fisiológico realizado por enfermeira.. Conclui-se que assistência de qualidade e humanizada ao parto e nascimento privilegia o respeito, dignidade e autonomia das mulheres, com resgate do papel ativo da mulher no processo parturitivo. Este já foi encontrado com os 3 cruzamentos Com o objetivo de analisar a atenção ao parto pelos enfermeiros dos seis hospitais públicos da zona leste do município de São Paulo foi realizado estudo descritivoexploratório, de outubro de 2006 a junho de 2007, com dirigentes de enfermagem e 38 enfermeiros que responderam questionário, indicando a frequência com que realizavam atividades relativas à assistência, bem como os obstáculos ao seu trabalho. Os resultados mostraram que os enfermeiros não dispunham de meios para operacionalizar o cuidado devido às barreiras institucionais e organizacionais com que se defrontavam. Conclui-se que para que possam exercer plenamente sua profissão na atenção ao parto os enfermeiros devem contar com estruturas mais favoráveis e fortalecer sua identidade profissional, o que pressupõe maior qualificação e poder 85 Data Base Descritores Autores Título Fonte Resumo 26/03 BDENF enfermagem obstétrica/ parto humanizado/ humanização da assistência Mouta, Ricardo José Oliveira. A reconfiguração do espaço social da Maternidade Leila Diniz: a luta das enfermeiras obstétricas pela implantação do modelo humanizado de assistência ao parto Rio de Janeiro; s.n; 2009. 131 p. ilus. 26/03 BDENF enfermagem obstétrica/ parto humanizado/ humanização da assistência Mouta, Ricardo José Oliveira; Pilotto, Diva Thereza dos Santos; Vargens, Octavio Muniz da Costa; Progianti, Jane Márcia. Relação entre posição adotada pela mulher no parto, integridade perineal e vitalidade do recém-nascido Rev. enferm. UERJ;16(4):47 Trata-se de um estudo de natureza histórico-social, cujo objeto é as estratégias de luta das enfermeiras obstétricas pela ocupação do espaço hospitalar de assistência ao parto durante o processo de implantação da assistência humanizada na Maternidade Leila Diniz. A delimitação temporal do estudo abrange o período de 1996 a 1998. Os objetivos da pesquisa são: Descrever as circunstâncias da inserção das enfermeiras obstétricas na assistência ao parto humanizado na Maternidade Leila Diniz; Analisar as estratégias de luta utilizadas pelas enfermeiras obstétricas para implantar as práticas humanizadas de assistência ao parto na Maternidade Leila Diniz; e Discutir os efeitos das estratégias de luta utilizadas pelas enfermeiras obstétricas para implantar as práticas humanizadas de assistência ao parto na Maternidade Leila Diniz. O estudo apóia-se teoricamente nos conceitos desenvolvidos pelo sociólogo Pierre Bourdieu e utilizou o método da história oral temática. Na análise, houve a articulação de documentos escritos e depoimentos orais. Os resultados da pesquisa evidenciam que a enfermeira obstétrica participou como agente estratégico da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro com o objetivo de divulgar e implantar o modelo humanizado na Maternidade Leila Diniz; desenvolveu estratégias de luta simbólica eficientes para a ocupação do campo pela enfermeira obstétrica e neste processo de reconfiguração da assistência ao parto na Maternidade Leila Diniz, ganhou autonomia no campo obstétrico hospitalar. O objetivo deste estudo foi analisar os partos assistidos por enfermeiras obstétricas, relacionando a posição da cliente adotada para o parto com a preservação perineal e a vitalidade dos recém-nascidos, em uma maternidade pública no município do Rio de Janeiro, em 2005. Constituiu-se em estudo observacional descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido a partir da análise documental. Foram analisados os registros de 1715 partos assistidos por enfermeiras obstétricas nessa instituição. Os resultados mostraram que a escolha da posição vertical pelas parturientes nos partos, assistidos por enfermeiras obstétricas, resultou em índice menor de episiotomia. As lacerações perineais, quando ocorreram, foram em sua maioria de primeiro grau. Nesses partos, o escore de Apgar no primeiro e quinto minutos foram sempre superiores a sete. O atendimento realizado pelas enfermeiras obstétricas na instituição, oportunizando a posição vertical, evidencia uma atitude menos intervencionista que protege a integridade da mulher. 2-476, out.-dez. 2008. tab. Texto compl. SIM SIM 86 26/03 26/03 26/03 23/03 BDENF BDENF BDENF [BDEN F ID enfermagem obstétrica/ parto humanizado/ humanização da assistência Silveira, Joyce da Costa; Riesco, Maria Luiza Gonzalez. Ensino da prevenção e reparo do trauma perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica / Rev. enferm. O estudo teve como objetivo descrever os elementos que fundamentam o SIM UERJ;16(4):51 ensino da assistência ao parto normal na prevenção e reparo do trauma parto humanizado/ enfermagem obsterica/ humanização da assistência Florentino, Lucia Cristina; Gualda, Dulce Maria Rosa. A Participação Acompanhante Processo Nascimento Perspectiva Humanização Nursing (São Paulo);10(110) parto humanizado/ enfermagem obstétrica/ humanização da assistência Davi, Rejane Marie Barbosa; Torres, Gilson de Vasconcelos; Caldas, Rosângela de Medeiros; Dantas, Janmilli da Costa Moura, Maria Aparecida Vasconcelos; Araújo, Carla Enfermeiras Obstétricas Humanização Alívio da Dor Parto: um relato experiência parto humanizado/ enfermagem obstétrica/ humanização da do no de na de na do de de Necessidades e expectativas da parturiente no parto humanizado: a 2-517, out.-dez. 2008. :319-323, 2007. ilus. jul. Nursing (São Paulo);11(124) :424-429, 2008. set. Rev. enferm. UERJ; 10(3): 187-193, set.- perineal nos cursos de especialização em enfermagem obstétrica. Foi desenvolvido com abordagem qualitativa, em 10 instituições de ensino que ofereceram a especialização em enfermagem obstétrica no período de 19952005, no município de São Paulo. Foram entrevistados nove coordenadores e 10 professores dessas instituições. As falas foram submetidas à análise de conteúdo e categorizadas como: o trauma perineal e sua prevenção; e elementos que fundamentam o ensino da assistência ao parto e do cuidado perineal. Constatou-se que os conhecimentos científico, teórico e prático são indispensáveis e que o ensino não pode estar desvinculado da prática. Essa prática deve ser feita em laboratório, com todo o equipamento necessário para que o aluno adquira habilidade na reparação do trauma perineal e deve propiciar a experiência no cuidado à mulher durante o parto Trata-se de uma pesquisa qualitativa direcionada para a melhoria da assistência ao parto, com o objetivo de compreender a perspectiva dos profissionais de enfermagem que atuam no centro-obstétrico do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo frente a um processo de mudança organizacional. A mudança pró-ativa foi favorecer a participação do acompanhante durante a internação da parturiente no centro obstétrico. A coleta de dados ocorreu através de entrevistas, antes e após a mudança, tendo suas análises levado ao reconhecimento e compreensão das ansiedades e mecanismos de defesa individuais, das estratégias coletivas de defesa/ aceitação frente aos problemas decorrentes dessa mudança. Na primeira fase, os profissionais demonstraram insegurança surgindo, após a implantação, experiências positivas que favoreceram o fortalecimento da equipe Este estudo teve como objetivo relatar a experiência na humanização ao parto vivenciada por enfermeiras obstétricas no alívio da intensidade da dor de parturientes na fase ativa durante o trabalho de parto. Utilizamos estratégias não farmacológicas para o alívio da dor como as técnicas de exercícios respiratórios, relaxamento muscular, massagem lombossacral, deambulação e banho de chuveiro. O local de estudo foi a unidade de parto de uma maternidade pública de Natal/RN, na Região Nordeste do Brasil. Concluímos que as estratégias não farmacológicas utilizadas foram efetivas no alívio da dor das parturientes durante a fase ativa do trabalho de parto.(AU A falta de conhecimento das intercorrências da evolução do trabalho de parto submete a parturiente às imposições e condutas da equipe profissional, o que a impede de questionar, de expressar ou realizar seus desejos e até de se movimentar na evolução do trabalho de parto na maternidade. Esta pesquisa NAO NAO 87 26/03 BDENF 26/03 BDENF assistência Luzia França; Flores, Paula Vanessa Peclat; Muniz, Priscila de Azeredo; Braga, Marina Ferreira qualidade assistência Humanização da assistência/ parto humanizado/ enfermagem obstétrica humanização da assistência/ parto humanizado/ enfermagem obstétrica Rabelo, Regina A competência das enfermeiras obstétricas na atenção ao parto normal hospitalar As práticas educativas na casa de parto David Capistrano Filho sob a ótica do cuidado cultural Leila Costa, Rafael Ferreira da. da dez. 2002. Porto Alegre; s.n; 2006. 126 p. Rio de Janeiro; s.n; 2007. 72 p. ilus. tem por objetivo analisar a percepção da parturiente quanto à assistência ao parto humanizado, frente às suas necessidades e expectativas. A pesquisa é qualitativa, com técnica de entrevista temática, semi-estruturada e observação participativa. O referencial teórico apóia-se na qualidade de assistência à saúde da mulher (MOURA, 1997). Participaram do estudo 20 mulheres no pós-parto imediato, garantindo-se seu anonimato e demais princípios éticos. Esta pesquisa, realizada em 2001, teve como cenário uma Maternidade do Município do Rio de Janeiro. Os resultados mostram o desconhecimento das parturientes sobre o parto humanizado e a necessidade de reconhecerem seus direitos na assistência. Suas expectativas estão diretamente voltadas para o acesso ao serviço de atendimento específico ao parto e para a assistência oferecida . Esta dissertação enfoca a percepção de enfermeiras obstétricas sobre sua competência na atenção ao parto normal institucionalizado Este estudo qualitativo resultou da experiência que adquiri como enfermeiro obstetra da Casa de Parto David Capistrano Filho (CPDCF). Ali, passei a observar e questionar o porque naquele espaço, construído para o desenvolvimento de ações sob a visão do modelo humanizado, as enfermeiras obstétricas apóiam-se nas práticas de educação em saúde como instrumento do cuidar. Os objetivos foram os seguintes: 1)Refletir como as enfermeiras utilizam a educação em saúde como instrumento do Cuidado Cultural; 2) Descrever as práticas educativas desenvolvidas na CPDCF; 3)Analisar as repercussões das práticas educativas na vida das mulheres cuidadas, na Casa de Parto, à luz dos conceitos de negociação e reestruturação da Teoria do Cuidado Cultural. O referencial teórico também enfocou a Educação em Saúde e seu encontro com o cuidado cultural. As entrevistadas foram dezesseis mulheres que deram à luz e participaram dos grupos educativos e das consultas puerperais da Casa de Parto. A coleta de dados foi feita por meio da entrevista semi-estruturada com a seguinte pergunta orientadora: ôQuais as repercussões das práticas educativas vivenciadas na CPDCF em sua vida?ö Após a análise de conteúdo foram identificadas duas categorias: 1) as repercussões das práticas educativas sobre a vivência do ciclo gravídicopuerperal; 2) as repercussões das práticas educativas nas atitudes e nos discursos das mulheres e de suas famílias. Os resultados mostraram que as práticas educativas foram reestruturantes na vivência tranqüila experimentada durante a gestação, na formação do vínculo materno durante a gravidez, no NAO SIM 88 26/03 26/03 26/03 26/03 BDENF BDENF BDENF BDENF humanização de assistência/ parto humanizado/ enfermagem obstétrica Pereira, Adriana Lenho de Figueiredto; Moura, Maria Aparecida Vasconcelos. Relações de hegemonia e o conflito cultural de modelos na assistência ao parto Rev. enferm. UERJ;16(1):11 humanização da assistência/parto humanizado/ enfermagem obstetrica Pereira, Adriana Lenho de Figueiredo. REME rev. min. enferm;10(3):2 humanização da assistência/parto humanizado/ enfermagem obstetrica Barros, Lena Maria; Silva, Raimunda Magalhães da. Atuação da enfermeira obstétrica na política pública de humanização ao parto no Rio de Janeiro Atuação da enfermeira na assistência à mulher no processo de parturição / humanização da assistência/parto Machado, Nilce Xavier de Souza; Centro de parto normal e assistência Rev. 9-124, jan.-mar. 2008. 33-239, jul.-set. 2006. Texto & contexto enferm;13(3):3 76-382, jul.-set. 2004. Esc. exercício da genitalidade na gestação, nas sensações vividas no parto, na postura da mulher frente ao seu trabalho de parto e no cuidado do recémnascido. O artigo objetiva discutir as relações de hegemonia no conflito cultural dos modelos e práticas assistenciais ao parto no sistema de saúde brasileiro, segundo o referencial teórico de Gramsci. Foi fundamentado no conceito de hegemonia e foi estabelecida sua relação com a discussão dos princípios gerais dos modelos de assistência ao parto. A cultura hegemônica é representada pelo modelo de parto medicalizado e a contra-hegemonia foi instituída pelo movimento social denominado humanização do parto e nascimento. O referencial de Gramsci esclarece quanto aos aspectos ideológicos, culturais e políticos envolvidos nas relações de hegemonia existentes no conflito de modelos assistenciais em saúde. Este referencial adquire particular relevância para a enfermagem obstétrica como agente da mudança cultural e na concretização do cuidado sensível e humano à mulher e família que vivenciam o processo do nascimento. Considerando a abordagem dialética , este estudo objetivou analisar a práxis da enfermeira na política pública de humanização ao parto e nascimento, identificando suas concepções objetivas e subjetivas, no âmbito de sua assistência ao parto. Nosso objetivo neste trabalho foi conhecer a atuação da enfermeira de centro obstétrico na assistência à mulher no processo de parturição. É um estudo de campo do tipo descritivo, realizado em quatro maternidades públicas de São Luís û MA, de abril a julho de 2002, após consentimento dos sujeitos, respeitando os aspectos éticos. Participaram do estudo, 21 enfermeiras de Centro Obstétrico. O agrupamento das falas feito pela técnica de Análise de Conteúdo possibilitou a organização da categoria ôatuação da enfermeira na assistência à mulher no processo de parturiçãoõ com as sub-categorias: assistência temporal na trajetória do nascimento e maneira de cuidar na trajetória natural do nascimento. Ao término do estudo, evidenciamos que a enfermeira de centro obstétrico atua junto a mulher com ações diretas e passivas (observando, protegendo); indiretas (administrando) e com participação mais efetiva, tomando decisões e influenciando a ação e o comportamento desta (oferecendo cuidado solidário e obstétrico). Levando em conta os vários estudos e reflexões a respeito do novo modelo de assistência ao parto e nascimento (assistência humanizada), e trabalhando NAO NAO NAO SIM 89 26/03 26/03 26/03 BDENF BDENF BDENF humanizado/ enfermagem obstetrica Praça, Neide de Souza. humanização da assistência/parto humanizado/ enfermagem obstetrica Davim, Rejane Marie Barbosa; Bezerra, Luiz Gonzaga de Medeiros. humanização da assistência/parto humanizado/ enfermagem obstetrica Progianti, Jane Márcia; Vargens, Octavio Muniz da Costa. humanização da assistência/parto humanizado/ enfermagem obstetrica Silva, Larissa Mandarano da; Clapis, Maria José obstétrica centrada nas necessidades da parturiente Enferm. USP;40(2):274 Assistência à parturiente por enfermeiras obstétricas no Projeto Midwifery: um relato de experiência As enfermeiras obstétrcias frente ao uso de tecnologias não invasivas de cuidado como estratégias na desmedicalização do parto Rev. latinoam. enferm;10(5):7 Compreendendo a vivência materna no primeiro contato com seu filho na sala de parto Acta paul. enferm;17(3):2 -279, jun. 2006. 27-732, set.-out. 2002. Esc. Anna Nery Rev. Enferm;8(2):1 94-197, 2004. ago. 86-291, jul.-set. 2004. como enfermeira obstétrica em um Centro de Parto Normal, surgiu o questionamento a respeito desse conceito, devido às diversas conotações dadas a esse termo. Este artigo foi produzido com a finalidade de divulgar nossa proposta de substituição da expressão ôassistência humanizada ao partoö, por ôassistência obstétrica centrada nas necessidades da parturienteö, e de discorrer como essa assistência é prestada no Centro de Parto Normal do Hospital Geral de Itapecerica da Serra (SP), que segue um protocolo de condutas obstétricas e normas preconizadas pelo Ministério da Saúde. Este estudo destaca os modelos assistenciais de enfermagem que valorizam a mulher no processo do trabalho de parto, parto e nascimento. Descreve a assistência humanizada prestada à parturiente por enfermeiras obstétricas no Projeto Midwifery de uma maternidade escola. Ressalta que a prática desses modelos possibilita a participacão ativa do enfermeiro no processo de trabalho de parto, parto e nascimento, proporcionando, fundamentalmente, satisfacão à parturiente e ao profissional. O presente trabalho apresenta o olhar de enfermeiras obstétricas sobre o processo de desmedicalização da assistência ao parto considerando o uso de tecnologias não invasivas de cuidado de enfermagem. Mostra uma concepção ecológica de parto que compreende o não invadir a natureza, portanto, o parto como um evento fisiológico, natural. Aponta esse raciocínio como sendo hoje absolutamente contrário ao pensamento mecanicista que deu origem à obstetricia médica. Apresenta e define tecnologias não invasivas de cuidado de enfermagem obstétrica. Conclui defendendo o emprego dessas tecnologias na assistência ao parto como alternativa segura e eficaz no processo de sua desmedicalização. A literatura demonstra que a humanização da assistência ao parto favorece o desenvolvimento natural da relação mãe-filho nos primeiros minutos de vida, resultando no fortalecimento de seus vínculos e reduzindo danos em longo prazo. O primeiro contato entre mãe e filho em sala de parto, preconizado como um dos procedimentos para humanização da assistência, possibilita uma relação intensa após o nascimento e a formação do vínculo materno. Este primeiro contato permancerá na memória de ambos, devendo ocorrer com harmonia, calma e tranquilidade. OBJETIVO: compreender a vivência materna no primeiro contato mãe-filho após o parto. METODOLOGIA: os dados foram obtidos por meio de uma entrevista semi-estruturada, partindo da questão norteadora: Como foi seu primeiro contato com o bebê? Participaram do estudo 12 puérperas assistidas em uma maternidade conveniada ao Sistema Único de Saúde, no município de Ribeirão Preto, São Paulo. A análise baseou-se na proposta de interpretação qualitativa, através do método SIM NAO NAO 90 26/03 26/03 bdenf bdenf Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Moura, Escolástica Rejane Ferreira; Silva, Raimunda Magalhães da. Assistência humanizada ao parto a partir de uma história de vida tópica Acta paul. enferm;17(2):1 Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Castro, Jamile Claro de. Parto humanizado na percepção dos profissionais de saúde envolvidos com a assistência ao parto Ribeirão Preto; s.n; dez. 2003. 136f p. 41-147, abr.jun. 2004. de análise de conteúdo proposto por Bardin (1977). RESULTADOS: foram identificadaas as categorias temáticas: "as condições de parto interferindo no contato imediato mãe-filho" e "as vivências maternas no primeiro contato com o recém-nascido". Os dados expressaram aspectos positivos do primeiro contato mãe-filho em sala de parto, reduzindo a ansiedade materna. O tipode parto interfere no primeiro contato, sendo que a cesárea e alguns procedimentos como a analgesia e episiotomia dificultam o primeiro contato mãe-filho, interferindo no estabelecimento dos laços afetivos. Trata-se de pesquisa do tipo estudo de caso, que tomou por base uma história de vida tópica experienciada na década de 80, trazendo por objetivo refletir sobre a humanização da assistência ao parto e nascimento em nosso meio, no sentido de provocar e estimular aqueles que lidam nessa área do cuidado para desenvolverem uma assistência menos violenta. A história de vida revelou sérios obstáculos à qualidade da assistência obstétrica que, analisados à luz da humanização, foram identificados como atitudes desrespeitosas, negligentes e violentas, devendo ser banidas do campo do cuidado à saúde, o que parece estar, infelizmente, ainda se repetindo no cenário da assistência obstétrica no Brasil, o que se constata na fala de mulheres e na mobilização do Ministério da Saúde pela humanização do parto e nascimento, através do lançamento de um programa de âmbito nacional. Vale destacar o investimento na formação de enfermeiras obstétricas, reconhecendo-as como profissionais que legalmente podem realizar o parto normal sem distorcia, bem como a necessidade das próprias mulheres exercerem sua cidadania, no sentido de exigirem seus direitos relacionados à saúde reprodutiva. Considerando que o ato fisiológico de parir e nascer passou a ser visto como patológico, onde se privilegia a assistência medicalizada e despersonalizada, o presente estudo através de uma abordagem qualitativa, teve como objetivo evidenciar, através dos discursos das enfermeiras e médicos obstetras, as ações desenvolvidas no processo de nascimento, com vistas à humanização da assistência; e identificar fatores que têm dificultado a implementação dessa assistência. Foram sujeitos deste estudo 25 profissionais de saúde da Maternidade do Complexo Aeroporto-MATER, localizada em Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, distribuídos da seguinte forma: sete (7) enfermeiras residentes do primeiro ano de enfermagem obstétrica, quatro (4) enfermeiras residentes do segundo ano de enfermagem obstétrica, quatro (4) enfermeiras contratadas; 2 residentes medicina do primeiro ano de ginecologia e obstetrícia; 3 residentes medicina do segundo ano de ginecologia e obstetrícia e 5 médicos obstetras contratados. A organização dos dados constou da transcrição dos discursos microgravados nas entrevistas NAO SIM 91 26/03 bdenf Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Pereira, Sandra Valéria Martins. Análise da implementação de uma abordagem de cuidar de enfermagem junto à mulher no ciclo gravídico-puerperal: uma aproximação do modelo de Orem, sistemas de classificação da prática de enfermagem e as diretrizes de humanização do parto / Goiânia; s.n; dez. 2004. 502f p. 26/03 BDENF Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Lima, Simone Pedrosa O cuidado humanístico como foco institucional: um estudo sobre Natal; s.n; dez. 2004. 128f p. e tabulação, seguindo a proposta do Discurso do Sujeito Coletivo. Os resultados demonstraram que as enfermeiras entendem que o processo de humanização se deu como uma estratégia política que objetiva a melhoria da assistência, e o resgate do parto mais natural possível, desmedicalizando a assistência. Acreditam que para existir há necessidade de uma mudança de paradigma. Consideram ainda, que na implementação deste modelo, sentemse impedidas/barradas pelos médicos. No entanto os médicos referiram como responsável ao processo da humanização a política governamental para diminuição de gastos, julgando como parto humanizado aquele em que se permite a presença do acompanhante e analgesia precoce. Em relação às barreiras apontaram a infra-estrutura física e pessoal. A humanização da assistência obstétrica tem sido prioridade no país. Os princípios são a qualidade da assistência, atendimento à cidadania e resgate ao protagonismo da mulher no processo de gestação e parturição, que são congruentes às premissas da Teoria Geral de Orem, cujo conceito central é o autocuidado apoiado nos princípios de ajuda, práxis e liberdade humana. A implementação de tecnologias de cuidar cientificamente aceitas, além de contribuir com a humanização do cuidado aumenta a visibilidade da enfermagem junto á equipe multidisciplinar de saúde. Desenvolvemos um estudo de caso clínico, tipo antes e depois, quase experimental, junto a uma mulher primípara, que foi acompanhada durante seis meses do ciclo gravídico-puerperal de baixo risco (janeiro a julho/2004), a partir da 36ª semana gestacional, numa maternidade segura do interior do estado de Goiás. Objetivamos analisar os resultados alcançados pela mulher ao longo da assistência de enfermagem á luz da Teoria geral de Orem, dos princípios de humanização e dos Sistemas de classificação da prática de enfermagem (North American Nursing Diagnosis Association-NANDA; Nursing Interventions Classification - NIC; Nursing Outcomes Classification - NOC) em relação às diretrizes das políticas públicas de humanização do pré-natal e nascimento. O método de coleta de dados foi o Processo de Enfermagem fundamentado na Teoria Geral de Orem, que abrangeu a avaliação da agência do autocuidado e autocuidado dependente da mulher, identificação dos Diagnósticos de Enfermagem (DE) da taxonomia II da NANDA e avaliação dos resultados de enfermagem segundo a NOC. Conclusão: foram realizadas 28 Consultas de Enfermagem. ...(AU) Os relacionamentos voltados a ajudar o outro são conceituados como terapêuticos, sendo a empatia, elemento fundamental e facilitador desse relacionamento e conseqüente processo de humanização da assistência em saúde. O presente estudo tem como objetivos, identificar o nível de empatia SIM SIM 92 empatia profissionais saúde na obstétrica 26/03 26/03 BDENF BDENF dos de área Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Moura, Carla Fabíola Sampaio de; Lopes, Gertrudes Teixeira; Santos, Tânia Cristina Franco. Humanização e desmedicalização da assistência à mulher: do ensino à prática Rev. enferm. UERJ;17(2):18 Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ Progianti, Jane Márcia; Mouta, Ricardo José A enfermeira obstétrica: agente estratégico na Rev. enferm. UERJ;17(2):16 2-187, abr.-jun. 2009. dos profissionais do setor obstétrico de um hospital universitário reconhecido pela assistência humanística prestada às parturientes e a percepção das mulheres receptoras do cuidado acerca da empatia demonstrada no atendimento. Realizamos uma pesquisa de abordagem quanti/qualitativa, na qual participaram do estudo, os 47 profissionais que atuam no setor obstétrico (13 médicos, 12 enfermeiros, 22 técnicos de enfermagem) e uma amostra intelectual de 101 mulheres atendidas por esses profissionais durante o período de estudo. Dados foram coletados através das escalas Jefferson de Empatia dos Profissionais de Saúde (EJEPS) e Percepção do Paciente sobre a Empatia dos Profissionais de Saúde (PPEPS) e duas questões abertas iniciais, objetivando verificar as opiniões subjetivas sobre a empatia prestada durante o atendimento. Utilizamos análise estatística descritiva e inferencial para os dados quantitativos e análise temática das respostas às questões abertas. Foram identificadas cinco categorias que representam ps aspectos que os profissionais valorizam no relacionamento com as mulheres: envolvimento emocional, comunicação, ambiente acolhedor, visão integral e o conhecimento técnico-científico. Na análise quantitativa, o escore de empatia encontrado nos profissionais foi, em média, de 120,40, sendo o máximo possível 140. Neste estudo, o EJEPS apresentou um coeficiente alfa de Cronbach de 0,83 demonstrando um nível aceitável de confiabilidade com essa população. Consideramos, portanto, que esses profissionais apresentam um bom nível de empatia quando comparados com outras populações observadas com o EJEPS. Estudo histórico-social, que teve como objetivo discutir a inserção da Faculdade de Enfermagem da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FENF/UERJ) na humanização e desmedicalização da assistência à mulher no município do Rio de Janeiro. As fontes primárias foram documentos escritos, legislações e depoimentos orais obtidos no período de janeiro a março de 2008. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e respeitou os requisitos da Resolução nº 196/96. Os resultados evidenciaram que a FENF/UERJ contribuiu para a humanização da assistência à mulher, o que ocorreu na implantação da consulta de enfermagem no pré-natal de baixo risco, na qualificação de enfermeiras obstétricas para a rede municipal de saúde e no processo de criação e implantação da Casa de Parto David Capistrano Filho, demonstrando que os docentes tiveram papel relevante no processo de humanização e desmedicalização da assistência à mulher. Estudo histórico-social que objetivou analisar as estratégias utilizadas para implantar o modelo humanizado na Maternidade Municipal Leila Diniz, localizada no Rio de Janeiro. O período estudado foi de 1996 - 1998. As SIM SIM 93 HUMANIZACAO Oliveira. implantação de práticas do modelo humanizado em maternidades Vivência do acolhimento da mulher encaminhada da Casa de Parto David Capistrano Filho à unidade de referência O cuidado no parto normal pela enfermeira obstetra na perspectiva da puérpera. 26/03 BDENF Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Brandão, Sandra Maria Oliveira Caixeiro. 26/03 BDENF Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Aquino, Gilvania Magda Luz de. 5-169, abr.-jun. 2009. Natal; s.n; dez. 2003. 105f p. fontes primárias constituíram-se de documentos oficiais da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, uma dissertação de mestrado e o depoimento de uma enfermeira, obtido através da entrevista semiestruturada. Os conceitos de Pierre Bourdieu apoiaram a análise que seguiu três etapas: ordenação, classificação e articulação dos dados. Os resultados apontaram que, durante o processo de inserção dos profissionais no modelo humanizado, duas estratégias foram utilizadas: a realização de oficinas de sensibilização e a nomeação de uma enfermeira obstétrica para assessorar a implantação de práticas humanizadas. Concluímos que as sensibilizações não foram eficientes para que os profissionais médicos incorporassem os valores do modelo humanizado e a posição ocupada pela enfermeira lhe conferiu poder simbólico no campo obstétrico humanizado. JÁ TEM NO LILACS O parto normal, fisiológico, humanizado e realizado por profissional habilitado, é uma das estratégias adotadas mundialmente para reverter os altos índices de mortalidade materna. A enfermeira obstetra, qualificada nessa perspectiva, presta assistência à mulher no ciclo grávido-puerperal, o que suscita uma reflexão acerca da extensão com que suas ações atendem aos aspectos de humanização no cuidar. É um estudo descritivo de abordagem qualitativa sobre a atuação da enfermeira obstetra, qualificada na assistência no parto normal, na perspectiva da mulher atendida. O propósito foi analisar a percepção da mulher assistida no parto normal, pela enfermeira obstetra, acerca do cuidado recebido e do atendimento às suas expectativas. Os aspectos do parto humanizado, apontados pela literatura, e a Teoria de Consecução de Metas de King nortearam o trabalho. O material empírico foi coletado por meio de entrevistas realizadas no domicílio, com uma amostra intencional composta de 12 mulheres que foram atendidas durante o parto por enfermeiras obstetras na Maternidade Escola Januário Cicco, Natal/RN, no período de março a junho de 2003, e que se encontravam entre o 3º e o 10º dia pós-parto. Observamos que as mulheres ansiavam um bom atendimento e tinham medo da solidão e da desatenção dos profissionais, que, quando não confirmados no cuidado recebido da enfermeira, essas expectativas cederam SIM NAO 94 26/03 26/03 BDENF BDENF Parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ HUMANIZACAO Valverde, Rosimar Camilo. parto humanizado/ enfermagem obsttrica/ humanizacao Azevedo, Leila Gomes Ferreira de Humanização parto: representações sociais enfermeira(o)s. no Salvador; s.n; dez. 2002. 81f p. de Estratégias de luta das enfermeiras obstétricas para manter o modelo desmedicalizado na Casa de Parto David Capistrano Filho / Rio de Janeiro; s.n; 2008. 112 p. ilus lugar a sentimentos de segurança e confiança. As mulheres descreveram o cuidado recebido como competente, atencioso, afetivo e completo, sem, no entanto, deixar de identificar alguns desencontros. Participaram do processo de nascimento fazendo algumas solicitações e consideram o cuidado recebido como um privilégio e não como direito. As mulheres reconhecem o saber técnico da enfermeira, mas salientam os aspectos psicossociais da sua relação da sua relação com a enfermeira durante o cuidado. O presente estudo teve como objeto as representações sociais da(o)s Enfermeira(o)s aluna(o)s do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica acerca da assistência humanizada ao parto. Foi desenvolvido em um serviço público da cidade de Salvador-BA. A teoria das representações sociais foi utilizada como referencial para a construção, tendo em vista que o objetivo proposto foi: analisar as representações sociais da(o)s enfermeira(o)s aluna(o)s do Curso de Especialização em Enfermagem Obstétrica acerca da assistência humanizada ao parto. Para sua construção busquei o suporte da abordagem qualitativa, pois, dessa forma os significados das ações dos sujeitos puderam emergir a partir das construções socioculturais dos indivíduos. A entrevista semi-estruturada e observação participante foram utilizadas para fins de coleta dos dados, possibilitando às enfermeira(o)s desvendarem, a partir das questões: O que é para você assistência humanizada ao parto? e Como se expressa para você a assistência humanizada ao parto? a representação acerca da temática. Os resultados, foram analisados a partir da proposta de Bardin, constituindo-se em temas e categorias, que possibilitaram evidenciar a representação. A assistência humanizada ao parto foi representada como partejar, um cuidado singular e integral que se estabelece junto às mulheres. No entanto, a(o)s enfermeira(o)s também representam a assistência humanizada ao parto como um tipo de atendimento para além dos procedimentos técnicos e uso da tecnologia. Humanizar a assistência ao parto é associar esses fatores ao estar junto às mulheres e, não apenas ao seu lado, é ao mesmo tempo a descoberta e a possibilidade de compartilhar cada um dos sentimentos expressos verbalmente ou não, sejam eles medos, dores ou alegrias. JÁ TEM NO LILACS NAO SIM