Manual de Economia de
Energia Elétrica no Escritório
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................... 3
LEIA. ISTO É DA SUA CONTA. ......................................................................... 4
Saiba como calcular a sua conta ............................................................... 4
Tudo sobre sua conta de energia elétrica .................................................... 5
Acompanhe seu consumo mês a mês .......................................................... 6
Acerte os ponteiros com sua concessionária de energia .................................. 6
ILUMINAÇÃO: DEIXANDO CLARO ESTE ASSUNTO .................................................. 7
Redução da iluminância: iluminar bem não significa iluminar demais. ...................... 7
Dicas para redução da iluminância ............................................................. 9
Melhorar a operação do sistema de iluminação: uma ação inteligente ............... 10
Atenção: Mudança na execução da limpeza noturna .................................... 11
O uso da luz natural: aproveite é de graça! ................................................ 12
Melhore as condições do ambiente .......................................................... 13
Lâmpadas .......................................................................................... 13
Luminárias ......................................................................................... 14
Reatores ........................................................................................... 15
Manutenção ...................................................................................... 15
Principais tipos de lâmpadas ................................................................... 16
Características gerais das luminárias ......................................................... 17
CONDICIONAMENTO DE AR, CONFORTO PARA SEU ESCRITÓRIO ..............................
Condicionadores de ar: aparelhos de janela ...............................................
Como comprar um condicionador de ar sem entrar em fria ............................
Cuidados na instalação do condicionador de ar ...........................................
Dicas para o condicionador de ar não esquentar sua conta ............................
Assistência técnica: um componente importante .........................................
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18
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20
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PEQUENOS EQUIPAMENTOS DE ESCRITÓRIOS ................................................... 22
INSTALAÇÃO ELÉTRICA: SEGURANÇA E ECONOMIA POR UM FIO ..............................
Teste a saúde da sua instalação ..............................................................
Fuga de corrente ................................................................................
Como proteger seus equipamentos ..........................................................
Instalação elétrica: repare bem ..............................................................
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
INTRODUÇÃO
É com prazer que a Secretaria de Energia reedita o manual “Como Economizar Energia
Elétrica no Seu Escritório”. Este é mais um produto voltado aos consumidores atendidos
em baixa tensão, que teve seu conteúdo revisado.
Neste manual você vai encontrar informações práticas de como controlar sua conta de
energia elétrica, quais são as principais técnicas para se economizar energia com iluminação, ar condicionado e pequenos equipamentos elétricos de uso comum em escritórios.
Aprenderá também sobre a importância da manutenção adequada das instalações elétricas para evitar gastos desnecessários com energia e aumentar a segurança.
Boa leitura!
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LEIA. ISTO É DA SUA CONTA.
Para que você compreenda facilmente como
é cobrada a energia elétrica, é preciso
conhecer alguns conceitos básicos ligados
ao fornecimento desse insumo energético.
Saiba como calcular a sua conta
No faturamento de energia elétrica cobrase a parcela referente ao consumo (kWh),
mais a parcela referente ao tributo, que é
o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços).
Os consumidores de energia elétrica, em
termos de faturamento, são subdivididos em
função da tensão (voltagem) de fornecimento, a saber: Grupo A: - consumidores de
alta tensão (tensão maior ou igual a 2.300
volts) e Grupo B: - consumidores de baixa
tensão (tensão menor que 2.300 volts).
Valor da conta
VC = ( C × TC ) × (
onde:
1
)
1− t
VC = valor da conta (R$)
C = consumo (kWh)
TC = tarifa de consumo (R$/kWh)
T = tributo (ICMS)
OBS.:No caso do consumidor comercial,
Alta tensão
t = 0,18 (18%)
Baixa tensão
Outra classificação dos grupos de consumidores diz respeito à classe de consumo
que define o setor econômico, no qual o
consumidor está enquadrado.
Se um escritório atendido em baixa tensão
registrou num determinado mês um consumo de 3.800 kWh e o valor da tarifa de energia elétrica no mês foi de R$ 0,185/kWh, o
valor da conta será de:
Assim sendo, se por exemplo, suas instalações são utilizadas como um escritório comercial, você está enquadrado como consumidor comercial, sendo faturado com a
respectiva tarifa dessa classe de consumo.
1
VC = (3.800 × 0,185) × (
)
1 − 0,18
Daqui em diante, você já sabe que é um
consumidor do Grupo B (baixa tensão) e
classificado como consumidor comercial.
VC = R$ 857,32
Portanto, a partir de agora, trataremos apenas dos assuntos pertinentes a esse grupo
de consumidores.
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Tudo sobre sua conta de energia elétrica
Você recebe mensalmente a conta no próprio escritório ou na rede bancária.
relativo à tributação.
E - TOTAL A PAGAR: É o valor total da
conta em reais.
Nela você encontra informações que são
úteis para o controle do consumo de energia elétrica, contabilização de custos e
contato com a concessionária.
F – VENCIMENTO: Refere-se à data em
que deverá ser liquidada a conta de energia elétrica. Se a conta não for paga na
data de vencimento, sofrerá um acréscimo
aplicado sobre o valor do importe, e o suprimento estará sujeito a corte sem aviso
prévio;
É importante que você atente para as informações contidas na conta de energia
elétrica, sobretudo aquelas descritas a seguir:
A – CONSUMO: Indica o total de energia
elétrica consumida em kWh, no período de
faturamento, normalmente de 30 dias.
G - DATA DA LEITURA: Refere-se ao dia
em que o funcionário da concessionária efetuou a leitura no medidor de energia elétrica.
B - LEITURA: Número extraído mensalmente do medidor pelo funcionário da concessionária.
H - CONSTANTE DE FATURAMENTO: É o
número que multiplicado pela diferença de
leitura, resulta no consumo registrado no
mês.
C – FORNECIMENTO: Indica o valor (em
reais) relativo ao consumo de energia elétrica.
I - HISTÓRICO DO CONSUMO DE ENERGIA ELÉTRICA NOS ÚLTIMOS MESES.
D – ICMS: Indica o valor da conta em reais
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Acompanhe seu consumo mês a mês
Você já sabe que a energia elétrica também pode ser desperdiçada, onerando bastante a conta no final do mês.
eventualmente o período de faturamento,
ou seja, a diferença de dias entre duas leituras pode variar, alterando o consumo e
conseqüentemente a comparação entre os
meses.
Assim sendo, é importante estar sempre
atento às variações de consumo que podem, por exemplo, indicar defeitos nos
equipamentos, má utilização ou danos na
instalação elétrica.
MÊS / ANO
CONSUMO
(kWh)
TOTAL DA
CONTA (R$)
A seguir, é sugerida uma tabela que lhe permitirá acompanhar mensalmente o consumo de energia elétrica e verificar qualquer
anormalidade. Os dados a serem utilizados
devem ser extraídos das contas.
É importante que você verifique a data da
leitura na conta de energia elétrica, pois
Acerte os ponteiros com sua concessionária de energia
Consumo mensal=
Você mesmo pode efetuar a leitura no
medidor de energia elétrica, para controle próprio, ou para esclarecer quaisquer
dúvidas sobre leitura efetuada pelo funcionário da concessionária.
(4.805 – 4.590) x 1 (constante) = 215 kWh
No medidor de ponteiros, que constitui o
caso mais comum, a leitura deve ser feita
da esquerda para a direita, de acordo com
o sentido dos ponteiros dos relógios, conforme mostra a figura a seguir:
Existem dois tipos de medidor normalmente utilizados em instalações de baixa tensão: o ciclométrico e o de ponteiros.
No medidor ciclométrico a leitura é efetuada diretamente, como mostra o exemplo
a seguir:
Leitura do mês anterior
Leitura atual
O consumo será obtido subtraindo-se a leitura do mês anterior da leitura atual, e
multiplicando-se o resultado pela constante que você encontra na conta de energia
elétrica.
Para saber o consumo mensal basta efetuar a subtração entre leitura atual e a do
mês anterior, multiplicando-a pela constante
que você encontrará na conta de energia
elétrica.
Consumo mensal=
(4.805 – 4.590) x 1 (constante) = 215 kWh
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ILUMINAÇÃO: DEIXANDO CLARO ESTE ASSUNTO
A iluminação é responsável por boa parte
do consumo de energia elétrica dos escritórios. Nesses estabelecimentos, ela pode
ser responsável por até 80% do consumo.
Se o escritório tem condicionadores de ar,
este percentual diminui, mantendo-se, porém, na faixa de 40% a 60%.
benefícios? Muito simples: basta utilizar a
iluminação mais adequada e bem planejada, que você conseguirá o mesmo resultado, ou até melhor, com economia no consumo de energia elétrica.
Lembre-se: um bom projeto de iluminação
deve propiciar o conforto visual, despertar
a atenção e estimular a eficiência.
Contudo, reduzir o consumo não significa
necessariamente reduzir a iluminação. Há
uma diferença muito grande entre uma
coisa e outra.
Para que você compreenda como isso
pode ser feito, vamos ver antes alguns conceitos e unidades comumente utilizadas
quando se trabalha com iluminação.
Mas como é possível reduzir o consumo de
energia com iluminação sem diminuir seus
O que é a luz?
A luz é uma radiação capaz de estimular e
excitar os olhos. Nem todas as radiações
são visíveis; assim, os raios X, ultravioleta
e infravermelhos são exemplos de radiações que não são perceptíveis a olho nu.
A luz que definimos como branca é na realidade uma combinação de radiações de
diversas cores.
A iluminância define o fluxo luminoso recebido por uma superfície e é medida em lux.
Foco luminoso
Fluxo luminoso
Fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida por uma fonte luminosa durante um
intervalo de tempo. O fluxo se mede em
lumens. Por exemplo, o fluxo luminoso de
uma lâmpada incandescente de 100 W é
de 1.300 lumens.
Lúmem (lm)
Iluminância
lux (lx)
Depois de saber o que é luz, fluxo luminoso e
iluminância, você poderá entender mais facilmente as informações que virão adiante.
Redução da iluminância: iluminar
bem não significa iluminar demais.
verificam-se locais onde a iluminação pode
ser reduzida, ou eliminada, sem prejuízo das
atividades nelas desenvolvidas. Nestes locais pode-se reduzir o número de lâmpadas
e ou luminárias em operação com significativa economia de eletricidade.
Em todas as áreas iluminadas, normalmente
Portanto, para diminuir o gasto com energia elétrica em sistema de iluminação de
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feita, por exemplo, através da instalação
de luminárias acopladas à mobília, permitindo assim a redução da iluminação geral
do ambiente.
escritórios, devemos procurar reduzir a
iluminância desnecessária encontrada nos
diversos locais que compõem o ambiente.
Este procedimento deve ser adotado sempre tomando como base as normas da ABNT
(Associação Brasileira de Normas Técnicas)
que prevêem a iluminância mínima necessária para as diversas tarefas realizadas no
escritório. Alguns valores são apresentados
no quadro a seguir:
Ambientes/Tarefas
A iluminação acoplada à mobília, além de
proporcionar uma iluminância mais adequada
a cada tarefa, deixa o controle a cargo do
usuário que, consciente da importância de
se conservar energia, pode otimizar a sua
utilização proporcionando maior redução
de consumo. Além disso, esse sistema se
adapta facilmente à mudança de layout do
escritório.
Iluminância
(lux)
Atendimento ao público
500
Contabilidade e estatística
500
Salas de gerentes
500
Recepção
150
Salas de conferências
200
Arquivos
300
Salas de cartografia e registros
1.000
Salas de desenho, engenharia e arquitetura
1.000
Salas de desenho decorativo e esboço
500
Para reduzir a iluminação excessiva,podese optar pela desativação de lâmpadas e ou
luminárias. Para tanto devemos tomar alguns
cuidados.
Alguns sistemas de iluminação são compostos por luminárias com duas lâmpadas fluorescentes e, neste caso, para reduzir a
iluminância, será necessário desativar ambas
lâmpadas.
Normalmente os escritórios apresentam um
padrão de iluminação uniforme que proporciona iluminâncias elevadas para atender
algumas tarefas que requerem muita luz,
tornando a iluminação excessiva para aquelas que não exigem uma iluminância alta.
Pode-se optar por uma iluminação seletiva
que proporcione a iluminância realmente
requerida por uma única tarefa ou por um
grupo de tarefas similares. Na prática devese agrupar tarefas que requerem
iluminâncias semelhantes, facilitando a implantação de um sistema de iluminação seletivo.
Uma outra solução muito utilizada é optar
pela iluminação localizada que pode ser
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Em sistemas compostos por luminárias com
quatro lâmpadas, duas devem ser removidas, e com luminárias de três lâmpadas, uma
poderá ser removida.
P L = Potência total das luminárias desativadas
PL = 30 luminárias x 2 lâmpadas x 110 W
Ao desativarmos lâmpadas fluorescentes
devemos também desligar os reatores que,
caso contrário, continuarão gastando energia para o seu funcionamento.
PL = 6.600 W
Perdas nos reatores: conforme a tabela anterior, a perda no reator duplo
para 2 lâmpadas fluorescentes de 110
Watts é de 46 Watts.
Para avaliar a economia obtida na redução
da iluminância através da remoção de lâmpadas, você deve somar as potências das
lâmpadas a serem desativadas mais as perdas nos reatores (quando existirem reatores) e multiplicar o resultado pelo número
médio de horas mensais que essas lâmpadas ficam acesas. (Veja tabela a seguir).
Tipos de Lâmpada
Potência (W)
Perdas (W)
Fluorescente
1 x 20
2 x 20
1 x 40
2 x 40
1 x 32
2 x 32
1 x 110
2 x 110
15
18
16
20
15
22
37
46
Portanto:
Pr = Perda no reator eletromagnético
Pr = 30 luminárias x 46 Watts
Pr = 1.380 W
Logo a economia total (E) será de:
E = (PL + Pr) x 9 horas x 22 dias
E = [(6.600 + 1.380) x 9 x 22]/1000
E = 1.580 kWh/mês
Dicas para redução da iluminância
Obs: Dados obtidos em catálogos de fabricantes para reatores
eletromagnéticos com partida rápida
Exemplo de avaliação da economia
de energia com redução da
iluminância através da remoção de
lâmpadas
Em um escritório com 150 luminárias com 2
lâmpadas de 110 Watts cada uma, foram
desativadas 30 luminárias que ficavam acesas 9 horas por dia e 22 dias por mês.
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·
Desligue a iluminação que seja estritamente decorativa.
·
Instale a iluminação de segurança apenas nos locais onde ela é exigida, como
janelas e entradas e procure reduzi-la
onde o problema de segurança é mínimo.
·
Em salões ou salas de espera substitua
a iluminação geral forte por iluminação localizada, como por exemplo:
sobre balcões de informação, mesas
de recepção e abajur em mesas junto
a cadeiras ou sofás.
·
Remova lâmpadas desnecessárias para
proporcionar a iluminância desejada.
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·
Remova o reator quando desativar lâmpadas de descargas (fluorescentes,
vapor de mercúrio, etc.).
·
Quando for trocar lâmpadas use aquelas mais eficientes.
Melhorar a operação do sistema
de iluminação: uma ação
inteligente
Apagar as luzes quando sair da sala ou quando verificar que um ambiente está vazio deve
ter o mesmo sentido ter o mesmo sentido
para o usuário, como lavar as mãos antes
das refeições.
Dispositivos de Controle e
Comando
É comum encontrarmos pessoas que crêem que manter a iluminação fluorescente
ligada o tempo todo, ao invés de desligá-la
quando ela não for necessária, economiza
energia.
Isto é uma idéia falsa. Quando a iluminação
artificial não é necessária, desligue-a.
Entretanto, para apagar a luz é necessário
um “interruptor” .
Geralmente em muitos escritórios a iluminação é ligada através de interruptores que
controlam andares inteiros.
Esse tipo de controle é extremamente
ineficiente porque mantém ligada a iluminação em lugares desocupados, sem que
os usuários possam atuar sobre ela. Uma
boa solução é instalar novos interruptores
que permitam um melhor controle de iluminação, em lugares de fácil acesso ao usuário. Assim, a iluminação do ambiente poderá ser desligada nos locais desocupados.
A economia de energia com instalação de
interruptores é bastante expressiva, contudo eles não servem para nada se não
forem usados. O aspecto mais importante
da utilização racional de energia com a instalação de interruptores é a atitude do
usuário.
Além da instalação de interruptores, que
são os dispositivos mais simples, outros equipamentos como dimers, fotocélulas e
sensores de presença podem ser aplicados,
resultando em significativas economias de
energia elétrica.
O uso de reator eletrônico dimerizável permite a regulagem do fluxo luminoso por intermédio de controle manual ou automático (através de sensores fotoelétricos). Assim é possível regular (diminuir ou aumentar) o fluxo luminoso de acordo com a luz
natural disponível no ambiente.
Os sensores de presença também são uma
boa opção para economia de energia, pois
permitem o acionamento dos sistemas de
iluminação sem a necessidade de ação do
usuário. Contudo convém lembrar que o
número de acendimentos e desligamentos
tem grande influência na vida útil das lâmpadas fluorescentes. Por isso ao optar pela
instalação de sensores de presença, não
se esqueça de verificar o regime de
acendimentos e desligamentos ao qual as
lâmpadas serão submetidas.
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Atenção: Mudança na execução da
limpeza noturna
Em muitos escritórios é comum a limpeza
dos locais de trabalho ser efetuada após o
término do expediente.
Vejamos qual a economia que a instalação
de interruptores e a mudança na execução da limpeza noturna podem trazer a um
escritório, conforme exemplo a seguir:
N = número de luminárias = 250
Normalmente quando isto é feito, existe um
significativo desperdício de energia.
n = número de lâmpadas por luminária
=2
Se este for o seu caso, faça um levantamento atual da limpeza noturna observando: horários em que ela é realizada, número de funcionários envolvidos, distribuição
destes pelos locais de trabalho, sistemática da execução da limpeza e tempo gasto
no serviço.
P = Potência das lâmpadas = 32 W
Com o levantamento efetuado, procure
identificar uma nova sistemática de trabalho que permita reduzir o tempo gasto no
serviço de limpeza e, conseqüentemente,
reduzir o tempo de funcionamento da iluminação em cada local. Procure concentrar o trabalho de limpeza em cada uma das
áreas, mantendo o restante da iluminação
desligada ou, se possível, transfira a limpeza para o horário matutino, antes do início
do expediente, onde você poderá aproveitar a luz natural.
Perdas nos reatores: conforme tabela mostrada anteriormente, a perda
no reator para duas lâmpadas fluorescentes de 32 Watts é de 22 Watts.
Pr = Perda no reator eletromagnético
duplo
Pr = 250 luminárias x 22 W = 5.500 W
ou
Pr = 5,5 kW
Pt = Potência total
PT =
PT =
N ×n× P
+ PR
1000
250 × 2 × 32
+ 5,5 kW
1000
PT = 21 , 50 kW
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a) Cálculo da energia elétrica consumida
com iluminação por período integral, das 8
às 19h durante 22 dias.
O uso da luz natural: aproveite é
de graça!
C a = PT x horas x dias
Ca = 5.203 kWh/mês
Ao longo dos anos nos acostumamos a usar
a iluminação artificial, como sendo o único
meio eficiente de se obter luz em quantidade e qualidade desejadas.
b) Cálculo da economia de energia elétrica
com iluminação, com períodos de desligamento (horário de almoço e limpeza noturna por etapas):
Podemos verificar que hoje em dia, vários
edifícios possuem fachadas envidraçadas,
utilizando a iluminação artificial o dia todo,
mesmo havendo luz natural abundante.
· Horário de almoço das 12 às 13h30.
Esta deve ser sempre utilizada quando disponível, desde que não prejudique o conforto desejado ao ambiente. O importante
é usá-la criteriosamente para que não ocorra falta de iluminância, nem aumento excessivo de carga térmica no ambiente.
Ca = 21,50 x (19 – 8) x 22
· Limpeza por etapas (metade da iluminação ligada num período de duas horas).
Economia obtida no horário de almoço (Eb1):
Eb1 = PT x horas de desligamento x dias
Eb1 = 21,50 x 1,5 x 22
Eb1 = 710 kWh
Economia obtida no horário da limpeza
noturna (Eb2):
PT
× horas × dias
2
21 , 50
Eb 2 =
× 2 × 22
2
Eb 2 = 473 kWh
Eb 2 =
Economia total obtida (ETb)
Para utilizar a luz natural é necessário que
você tome alguns cuidados:
·
Sempre que possível agrupe as tarefas
que precisam de melhor iluminação
junto às janelas.
·
Desligue a iluminação dos ambientes
quando a luz natural é suficiente.
·
Para reduzir o ofuscamento, não permita a incidência direta de raios solares sobre o plano de trabalho.
·
Mantenha as janelas sempre limpas.
·
Instale veneziana ou cortinas para controlar a entrada de luz natural, evitando a incidência de luz solar direta.
·
Quando possível, utilize vidros com filtros de radiação que não permitem a
entrada de radiações que aquecem o
ambiente.
ETb = Eb1 + Eb2 = 710 + 473 = 1.183 kWh
c) Novo consumo (Nc):
Nc = Ca – ETb= 5.203 – 1.183 kWh
Nc = 4.020 kWh
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Melhore as condições do ambiente
Lâmpadas
Uma grande quantidade de luz é refletida
pelas superfícies de um ambiente antes de
atingir uma tarefa visual.
Ao entrarmos numa loja de materiais elétricos, descobriremos centenas de tipos,
modelos e tamanhos de lâmpada, criando
um sério embaraço na hora da escolha.
Quanto maior for o ambiente e mais claros
os acabamentos, menor será a absorção de
luz e maior será iluminação que incide sobre o plano de trabalho.
Assim sendo, se você melhorar as condições do ambiente poderá reduzir o gasto
de energia com iluminação sem prejuízo do
conforto visual.
Porque existem tantos tipos de lâmpadas?
A principal razão é que cada lâmpada procura atender a uma determinada exigência
técnica.
Algumas dicas são especialmente importantes para você melhorar as condições do
ambiente:
·
Mantenha limpas as paredes, tetos e
pisos.
·
Quando reformar o ambiente use cores claras que refletem melhor a luz.
·
Numa eventual mudança do layout do
escritório, procure criar espaços mais
amplos para reduzir o consumo de
energia elétrica com iluminação.
·
Quando as divisórias não puderem ser
removidas totalmente, instale divisórias baixas para reduzir a absorção de
luz e permitir o uso da luz das áreas
adjacentes.
·
Selecione mobiliários com cores claras, que não tenham superfícies brilhantes (lustrosas) ou que não proporcionem reflexões indesejáveis.
·
Em ambientes com pé direito muito
alto, verifique a possibilidade de rebaixar as luminárias, tomando cuidado
com o ofuscamento.
O primeiro passo para um bom projeto de
iluminação é escolher a lâmpada mais adequada e mais econômica para cada tarefa.
Como mostra o gráfico a seguir, a eficiência
luminosa da lâmpada é medida em lumens
por watt e é bem diferente para cada tipo.
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Como a quantidade de tipos e modelos de
lâmpadas existentes hoje no mercado é
muito vasta, descreveremos no quadro
“Principais tipos de lâmpadas” a seguir, as
características mais importantes dos principais tipos.
Luminárias
A luminária não é simplesmente uma peça
decorativa. Ela deve, além de sustentar a
lâmpada e garantir a alimentação elétrica,
dirigir o fluxo luminoso, assegurando conforto visual com o máximo de eficiência.
Apesar de parecerem óbvias, essas funções
são muito importantes.
Uma luminária geralmente é projetada para
uma determinada aplicação e um determinado tipo de lâmpada.
cobrir as fontes de iluminação. As lâmpadas
fluorescentes ou incandescentes eram
embutidas, e os lustres eram feitos de modo
a impedir a visão direta do filamento ou
tubo.
De fato, essas soluções eliminam o
ofuscamento; contudo, esses sistemas de
proteção absorvem uma parcela elevada de
fluxo luminoso.
Conforme o tipo de luminária a proteção
pode absorver de 20% a 70% da luz.
Nos projetos modernos de iluminação, reconhece-se que a lâmpada descoberta nem
sempre se apresenta como um mal; grande
parte da iluminação comercial é feita com
lâmpadas fluorescentes descobertas.
Para evitar o ofuscamento, é suficiente que
a lâmpada seja instalada acima do campo
visual ou, se estiver baixa, utilizar um anteparo que cubra parcialmente, concentrando-se o fluxo de luz sobre a tarefa visual.
Embora haja uma grande variedade de luminárias podemos classificá-las em cinco famílias, conforme o quadro “Características
gerais das luminárias”.
A finalidade de dirigir o fluxo luminoso é
imprescindível para evitar o fenômeno do
ofuscamento, sensação desagradável que se
verifica quando o olho recebe um fluxo luminoso excessivo ou sofre um contraste
muito forte de luz em um mesmo ambiente.
A sensibilidade ao ofuscamento varia muito
de indivíduo para indivíduo.
Antigamente, costumava-se afirmar que o
único meio de eliminar o ofuscamento era
Evidentemente, para cada uso e para cada
efeito que se deseja obter, há um tipo de
luminária mais adequado. Ao fazer a escolha, não se esqueça de considerar também
o consumo de energia elétrica que o modelo requer.
Afinal, a luminária se paga uma vez, mas a
conta de energia elétrica deve ser paga
todos os meses.
As luminárias modernas são fabricadas com
materiais que proporcionam alta reflexão,
como é o caso do alumínio polido de alta
pureza.
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Manutenção
Reatores
Parte do desperdício de energia elétrica
em luminárias, normalmente, ocorre pela
manutenção inadequada desses equipamentos.
Os reatores são equipamentos que têm por
função a partida e a limitação de corrente
das lâmpadas de descarga.
Com o passar do tempo, a poeira vai se acumulando na luminária e, conseqüentemente, reduzindo a intensidade de fluxo luminoso fazendo com que a luz ambiente diminua.
Se isto ocorre na sua instalação, você está
gastando energia elétrica para aquecer a
poeira, não para iluminar. Na prática, podemos afirmar que com a manutenção inadequada das luminárias perdemos cerca de
20% de luz no ambiente.
Adotando um programa de manutenção eficiente, com uma limpeza periódica das luminárias, você poderá evitar o acúmulo de
poeira, aproveitando melhor a iluminação.
Para cada tipo de lâmpada existe um tipo
adequado de reator. Os reatores utilizados
para lâmpadas fluorescentes podem ser
duplos ou simples, ou seja, podem acionar
um conjunto de duas lâmpadas ou apenas
uma.
Encontram-se disponíveis no mercado reatores eletromagnéticos e eletrônicos. Os
eletromagnéticos podem ser de partida rápida ou convencional.
Os reatores eletrônicos além de apresentar menores perdas, aumentam a eficiência da lâmpada, possibilitam o controle de
fluxo luminoso (dimerização), reduzem o
aquecimento do ambiente, evitam o efeito
estroboscópico, etc.
Sempre que um reator eletromagnético
queimar verifique a possibilidade de trocálo por um eletrônico.
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Principais tipos de lâmpadas
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Características gerais das luminárias
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
CONDICIONAMENTO DE AR, CONFORTO
PARA SEU ESCRITÓRIO
É muito importante que o seu escritório
ofereça conforto para seus clientes e funcionários.
fatores, que são definidos pela localização
do estabelecimento, clima e padrão arquitetônico da edificação.
Isto não significa necessariamente que o
ambiente tenha que ser climatizado artificialmente.
Se você for construir novas instalações, é
muito importante que você atente para
esses detalhes (consulte um técnico especializado).
O conforto pode ser obtido também através de ventilação forçada ou de uma
climatização natural.
A climatização natural depende de vários
Não sendo possível eliminar a climatização
artificial do ambiente, vamos tratar da utilização racional dos condicionadores de ar,
de forma a otimizar o consumo.
Condicionadores de ar: aparelhos de janela
os de janela, que se caracterizam pelo atendimento a um único ambiente de pequenas
dimensões.
Existem, também, instalações com outros
sistemas, chamados semicentralizados e
centralizados, que não serão abordados
neste manual. Se este for o seu caso, sugerimos que você procure o responsável pela
manutenção do equipamento (assistência
técnica), para se informar sobre a melhor
forma de utilização desses sistemas.
Os condicionadores de ar são equipamentos de potência relativamente alta e de uso
intenso.
Essas características lhes conferem um alto
consumo de energia elétrica; portanto, você
deve tomar alguns cuidados na sua utilização.
Nas instalações atendidas em baixa tensão
como no seu caso, a maioria dos aparelhos
de condicionamento de ar encontrados são
Entretanto, boa parte das medidas que aqui
serão apresentadas podem ser aplicadas a
eles.
A economia de energia começa na aquisição do condicionador de ar, através de um
dimensionamento adequado da capacidade
do aparelho, nos cuidados na instalação,
na sua utilização racional e na adoção de
uma rotina de manutenção eficiente.
Como comprar um condicionador de ar sem entrar em fria
Um equipamento de condicionamento de
ar normalmente pode tanto resfriar como
aquecer o ambiente. Contudo, trataremos
aqui do resfriamento, por ser o de uso mais
18
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
característico, devido às
nossas condições climáticas.
Para se fazer a seleção de
um condicionador de ar,
ou seja, definir sua capacidade a fim de obter-se o
conforto térmico desejado, é necessário que se de-
termine a carga térmica de resfriamento
do ambiente.
A seguir, apresentamos uma tabela prática
de determinação da carga térmica de
resfriamento (aproximada), que você poderá utilizar facilmente, toda vez que adquirir
um novo aparelho ou para verificar se o
aparelho existente está corretamente
dimensionado.
Tabela prática para cálculo de carga térmica
Capacidade em Btu/h
Área em
m2
Face Leste sol de
manhã
Face Sul sombra o dia todo
A
B
C
A
15
6.000
7.000
8.000
8.000
10.000
11.000
10.000
12.000
14.000
20
6.000
8.000
11.000
8.000
12.000
14.000
11.000
14.000
14.000
30
6.000
10.000
14.000
8.000
14.000
18.000
12.000
16.000
17.000
40
7.000
12.000
16.000
10.000
14.000
18.000
13.000
17.000
22.000
60
10.000
16.000
22.000
14.000
20.000
30.000
17.000
23.000
30.000
70
10.000
18.000
23.000
14.000
22.000
30.000
18.000
30.000
30.000
90
12.000
22.000
30.000
16.000
30.000
35.000
20.000
30.000
40.000
A- Ambiente sob outro pavimento
B
Face Oeste ou Norte sol à tarde
ou o dia todo
C
B – Ambiente sob telhado com forro
A
B
C
C- Ambiente sob laje descoberta
Exemplo para aplicação da tabela
Deseja-se refrigerar um ambiente com 30
m 2 , na face Norte de um edifício.
Tratando-se de edifício, a coluna correspondente é “A” – Ambiente sob outro pavimento.
Quando a capacidade do aparelho
vier expressa em kcal/h basta
multiplicá-la por 4 (quatro) para
obtê-la em Btu/h.
Como o ambiente está localizado na face
Norte – “sol a tarde ou o dia todo” – e a
sua área é de 30 m2, será necessário um
equipamento com capacidade de 12.000
Btu/h, ou seja, uma capacidade equivalente a 3.000 kcal/h.
Lembre-se: com um
equipamento bem
dimensionado, você estará
economizando energia elétrica e
reduzindo suas despesas.
19
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Cuidados na instalação do condicionador de ar
Quando você for instalar condicionadores
de ar no seu escritório, é importante que
sejam atendidas algumas condições que
resultarão em economia de energia elétrica e segurança, conforme descrevemos a
seguir:
·
O equipamento normalmente exige que
o circuito elétrico seja independente, com condutores e dispositivos de
proteção adequados. Essas condições
de instalação são muito importantes,
pois quando não atendidas podem provocar perdas de energia (aquecimento dos cabos) e até risco de incêndio.
·
Não instale o condicionador de ar em
locais com incidência direta de raios
solares ou próximos a fontes de calor.
·
Sempre que possível, instale o aparelho de frente para a maior dimensão
do ambiente, facilitando as condições
de refrigeração.
·
Evite instalar o aparelho com a face
externa voltada para locais fechados
como garagens, forros, etc. Caso contrário, não estará garantida a qualidade do ar que circula no ambiente a
ser condicionado.
Dicas para o condicionador de ar não esquentar sua conta
O uso racional do condicionador de ar, além
de propiciar economia de energia elétrica,
pode até aumentar a vida útil do aparelho.
·
Leia com atenção as medidas de economia
que você poderá adotar.
Elas vão implicar em mudanças nos hábitos
de utilização e, portanto, quando for aplicálas, é importante também que seus funcionários estejam informados das mudanças e
se habituem a elas.
20
Os aparelhos de janela normalmente
têm um controle que permite direta
ou indiretamente variar a temperatura
no ambiente. Procure trabalhar com a
temperatura adequada, ou seja, aquela que lhe proporcione conforto. Temperaturas muito baixas, além de aumentar o consumo, podem causar danos à
saúde. Lembre-se que o condicionador está adequado quando proporciona sensação de conforto e não de frio.
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
é responsável por um significativo desperdício de energia elétrica.
·
·
Desligue o aparelho toda vez que o
ambiente estiver desocupado e oriente seus funcionários para procederem
dessa forma.
·
Mantenha as portas e janelas fechadas, de forma a impedir a entrada de
ar externo com temperatura mais elevada. Uma boa maneira de se conseguir isto é através da colocação de
cartazes nas portas ou janelas, orientando os usuários para mantê-las fechadas.
·
Em dias frios ou de temperatura não
muito alta, ligue o aparelho apenas
quando for necessário. Uma boa dica
é utilizar o ar externo para refrescar
o ambiente, utilizando-se apenas o sistema de ventilação do aparelho.
Não obstrua o aparelho com cortinas
ou outros objetos, dificultando a livre
circulação de ar. Esse procedimento
Assistência técnica: um componente importante
Uma rotina de manutenção permitirá a você
economizar energia e aumentar a vida útil
do aparelho.
Esse trabalho deverá ser realizado periodicamente, por empresa especializada. A periodicidade pode variar em função das condições da instalação, quantidade de aparelhos e de sua disponibilidade de recursos.
Você poderá acompanhar ou até realizar
alguns itens de manutenção, como limpeza
do filtro e do condensador.
21
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
PEQUENOS EQUIPAMENTOS DE ESCRITÓRIOS
Além dos sistemas de iluminação e condicionamento de ar, outros pequenos equipamentos que compõem um escritório também consomem energia elétrica, como
mostramos a seguir:
Máquinas de café
O consumo depende do modelo e do uso.
Os tipos mais comuns, de 12 e 24 cafés,
gastam cerca de 40 a 80 Watts/hora. Esses
equipamentos gastam pouco quando são
bem usados, se permanecerem ligados o
tempo todo podem gastar de 15 a 30 kWh/
mês a mais do que deveriam.
Aquecedor elétrico de alimentos
São equipamentos de elevado consumo e
merecem uma atenção especial. Se permanecerem ligados por muito tempo podem
consumir centenas de kWh/mês. Uma boa
dica é concentrar o seu uso, aquecendo
toda comida de uma só vez. Dessa forma o
consumo será reduzido a valores da ordem
de 5 a 15
kWh/mês.
Geladeira
É um equipamento de consumo médio que,
em boas condições (geladeira pequena ou
média de 120 a 220l) gasta entre 20 e 40
kWh/mês . Via de regra, não vale a pena
desligá-la durante a noite e nos fins de semana. A instalação elétrica deve ter, preferencialmente, um circuito independente
para atender este equipamento.
Bebedouro
Se o equipamento estiver em boas condições, gasta entre 15 e 30 kWh/mês. O seu
consumo depende muito do uso. Procure
eliminar vazamentos no registro de água que
provocam desperdícios de eletricidade. É
recomendável desligá-lo à noite e nos fins
de semana.
Microcomputadores
O consumo individual destes equipamentos
é de modo geral baixo (10 kWh/mês em
média). No entanto, em um escritório com
vários computadores a participação no consumo total poderá ser significativa. Assim
sendo, procure orientar os usuários a
desligá-los quando não forem utilizados por
longos períodos e, a utilizar sempre que
possível os recursos de economia de energia disponibilizados pela grande maioria dos
computadores, o programa “Energy Star”.
22
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Copiadoras
Transformadores e estabilizadores
Entre os equipamentos citados, existem
também as copiadoras eletrostáticas que
apresentam maior consumo, devido ao fato
do cilindro de fixação da cópia ser mantido
aquecido. Estas máquinas, se ligadas permanentemente, podem gastar muita energia elétrica.
Com a difusão de equipamentos eletrônicos, está aumentando o uso de aparelhos
de transformação e estabilização da tensão (voltagem). Estes apresentam um consumo reduzido (tipicamente da ordem de
5% a 15% da potência nominal de placa do
equipamento) porque o consumo efetivo é
dado pelo equipamento ligado a eles. Ainda
assim, se permanentemente ligados, podem
apresentar um consumo sensível. Por exemplo, um estabilizador de 500 Watts, típico
para uso com microcomputador pode gastar cerca de 20 a 30 kWh/mês. É, portanto,
recomendável, desligar o equipamento e
também e estabilizador.
Para economizar energia elétrica com copiadoras, o melhor a fazer é juntar um número razoável de originais a serem copiados de uma só vez e, após o uso, desligá-la.
As copiadoras modernas também têm programas economizadores de energia que diminuem o consumo quando estes equipamentos não estão operando.
O INMETRO com o apoio do PROCEL instituiu o PBE –
Programa Brasileiro de Etiquetagem que oferece
informações ao consumidor sobre a eficiência
energética dos equipamentos testados, como
geladeiras, condicionadores de ar, motores elétricos,
aquecedores solares, etc. Além da etiqueta, os
equipamentos elétricos mais eficientes recebem
anualmente o selo do PROCEL de economia de energia.
Portanto quando for necessário substituir um
equipamento elétrico é aconselhável procurar aqueles
que tenham eficiência energética comprovada.
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Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
INSTALAÇÃO ELÉTRICA: SEGURANÇA E
ECONOMIA POR UM FIO
A instalação elétrica se constitui num item
de vital importância nas edificações de um
modo geral.
Nela podem ocorrer perdas de energia por
aquecimento dos cabos (efeito Joule), fugas de corrente, etc., colocando em risco
a segurança das pessoas e de toda a instalação.
Naturalmente, tudo isso provoca uma série
de inconvenientes, entre eles o desperdício de energia elétrica e o risco de incêndios.
A grande maioria dos incêndios ocorridos
nos edifícios comerciais é causada por curtos-circuitos na instalação elétrica.
Por isso, você deve estar sempre atento,
mantendo-a em perfeito estado e preservando, assim, o seu patrimônio.
No projeto de uma instalação elétrica é
prevista uma série de circuitos para atender os pontos de consumo, com a proteção geral no quadro terminal de distribuição.
Essa condição de projeto raramente é
mantida, porque as modificações de layout
provocam alterações.
Na prática, essas alterações são feitas sem
o menor critério, transformado os circuitos num verdadeiro emaranhado de fios.
Normalmente, surgem extensões e emendas mal feitas, uso de benjamins, etc.
A concessionária é responsável pela manutenção e fornecimento de energia elétrica
até o medidor (relógio de luz). A partir desse ponto, a manutenção da instalação elétrica é de responsabilidade do usuário.
Portanto, é importante que você mantenha a instalação em ordem, evitando problemas futuros.
Apresentamos a seguir alguns componentes da instalação elétrica, bem como as
recomendações e cuidados que você deve
ter.
Teste a saúde da sua instalação
O correto dimensionamento dos circuitos
de distribuição é de grande importância
para manter o desempenho normal dos equipamentos, bem como para manter a segurança.
Quando um circuito se encontra sobrecarregado, os equipamentos apresentam um
baixo desempenho, os cabos se aquecem,
aumentando as perdas de energia elétrica
e os riscos de incêndios.Vejamos o que
acontece na fiação de um circuito sobrecarregado:
·
Com a sobrecarga, a fiação se aquece, provocando desperdício de energia elétrica.
·
Depois de algum tempo, o fio perde
24
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
parte do isolamento,
que se torna quebradiço devido ao aquecimento.
·
tivamente alta, chame um eletricista habilitado para verificar
se os cabos e proteção existentes estão dimensionados corretamente e se suportarão o aumento de carga.
A fita isolante das
emendas perde suas
propriedades, causando fugas de corrente,
faíscas, etc.
Outro problema que pode ocorrer na instalação elétrica chama-se desequilíbrio de fases,
que pode ser a causa de aquecimento dos cabos, queima de
fusíveis e mau funcionamento dos
equipamentos. Este problema surge quando existe diferença de carregamento entre fases.
Todos esses problemas que
ocorrem no circuito sobrecarregado podem resultar em um curto-circuito de conseqüências
sérias.
Portanto, se você notar que existe aquecimento da fiação, ou quando for instalar algum equipamento novo, de potência rela-
É importante que você corrija esse
desequilíbrio e, se necessário, procure um
eletricista habilitado. (Veja figuras abaixo).
Fase
Fase
Neutro
Neutro
Fase
Fase
100w
60w 100w 60w
100w
60w 100w 60w
ANTES
DEPOIS
Fuga de corrente
Aumento de consumo
Além dos problemas citados, podem ocorrer fugas de corrente na instalação elétrica, que provocam inclusive aumento de
consumo de energia.
Fio bem isolado
Fio mal isolado
As fugas de corrente são provocadas por
emendas mal feitas, fios desencapados ou
com isolação envelhecida e ainda por equipamentos com defeito.
25
Va z a m e n t o
Choque
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Se houver fios desencapados ou muito velhos na sua instalação, não hesite em trocálos.
Para saber se existe fuga de corrente proceda da seguinte forma:
a. Fuga de corrente na instalação:
1.
Desligue a iluminação e todos os equipamentos das tomadas.
2.
Verifique se o disco do medidor continua girando. Em caso afirmativo, existe fuga de corrente.
3.
Constatada a fuga de corrente, para
identificar sua origem, desligue a chave geral. Se o disco parar de girar, o
problema está na instalação elétrica.
Para resolvê-lo procure o auxílio de um
eletricista habilitado.
4.
Se o disco do medidor continuar girando com a chave geral desligada, o
problema poderá estar no próprio
medidor. Neste caso, procure a concessionária de energia elétrica.
b. Fuga de corrente nos equipamentos
1.
Ligue um equipamento por vez na tomada, exceto aqueles de regime de
funcionamento variável, como frigobar,
condicionadores de ar, bebedouros,
etc., pois funcionam automaticamente, podendo consumir energia durante o teste.
2.
Se o disco do medidor começar a girar, com o interruptor do equipamento desligado, está comprovado que este
está com defeito. Procure corrigir o
problema ou, se necessário, chame a
assistência técnica.
Como proteger seus equipamentos
Toda instalação elétrica deve ser dotada
de dispositivos de proteção contra acréscimo de corrente (sobrecorrente), causado por sobrecargas ou curto-circuitos.
No instante em que esses dispositivos de
proteção atuarem, ou seja, um disjuntor
desarmar, desligue a chave geral e procure
verificar o que ocorreu (curto-circuito,
sobrecarga, etc.).
Se o problema foi sanado, substitua o fusível por outro de mesma capacidade
(amperagem) ou rearme os disjuntores.
Nunca substitua fusíveis por moedas, arames, ou quaisquer outros objetos. Com esse
procedimento você estará colocando em
risco toda a sua instalação.
Existem no mercado vários tipos de dispositivos de proteção, entre eles os fusíveis tipo
Disjuntor “Quick lag”
rolha, cartucho, faca, diazed, NH e disjuntores, mais comumente usados em instalações elétricas de baixa tensão.
Cada um desses dispositivos apresenta características particulares e portanto, deve
ser utilizado de acordo com algumas condições definidas em projeto.
É aconselhável que nas instalações mais
antigas sejam realizadas reformas na proteção. Nesse caso, é necessário o auxílio de
um eletricista habilitado.
26
Manual de Economia de Energia Elétrica no Escritório
Você pode observar que o fio neutro não é
dotado de dispositivos de segurança. Essa
condição deve ser mantida, pois a sua interrupção pode causar danos aos equipamentos e queima de lâmpadas.
O dimensionamento adequado da proteção
é especialmente importante nos circuitos
de iluminação noturna. Afinal, se ocorrer
um curto-circuito nesse período e a proteção não atuar, é fogo na certa; e você
não estará no local para combatê-lo.
Instalação elétrica: repare bem
Quando você for realizar alguns reparos na
instalação, atente para os seguintes detalhes:
·
·
Antes de fazer qualquer reparo, certifique-se que a chave geral se encontra desligada.
Ao realizar emendas nos fios, certifique-se de que estejam bem feitas, a
fim evitar que se aqueçam ou se soltem. Para isolá-las, use fitas apropriadas para fios, nunca utilize fitas durex, esparadrapos e outros materiais
não indicados.
Nas figuras a seguir você pode observar
como devem ser feitas as emendas, de acordo com o local onde vão ser empregadas.
Emendas de derivação
5 a 10 voltas bem apertadas com alicate
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Fio de seção (bitola) correta
Emendas em caixa de passagem
Normal
Fio de seção (bitola) inadequada
·
5 a 10 voltas bem apertadas com alicate
Emendas aéreas
1. Descasque os fios
Alguns materiais elétricos encontrados
no mercado não são feitos de cobre
ou latão, ou seja, são materiais
ferrosos apenas banhados com esses
materiais. E, quando utilizados numa
instalação elétrica, provocam sérios
problemas como faíscas, superaquecimento e curtos-circuitos.
Uma boa dica para você não comprar “gato
por lebre” é levar consigo um ímã na hora
da compra. Se a ímã aderir ao produto,
certamente este não é de boa qualidade.
2. Dê 2 a 3 voltas com a mão
3. Dê 10 voltas bem apertadas
·
Não realize emendas com fios de seções diferentes.
·
Procure não instalar fios de segunda
categoria que, apesar de serem mais
baratos, não são de boa qualidade.
Esses produtos, que se aquecem mais
facilmente, provocam, além do desperdício de energia, o envelhecimento
precoce do isolamento, dando origem
à fuga de corrente, choques e até
curtos-circuitos.
28
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