ÍNDICE O QUE É CRÉDITO RESPONSÁVEL? __ Dicas para um crédito responsável __ Em quais situações você usaria crédito? __ O crédito a seu favor O PAPEL DO BANCO __ Você sabe qual é o papel dos bancos? CONTROLE SEU ORÇAMENTO __ Dicas para controlar seu orçamento __ Dívidas – Como agir? TUDO SOBRE CRÉDITO __ Crédito: o que é e para que serve? __ Crédito pra quê? __ Taxas e tarifas CET - CUSTO EFETIVO TOTAL __ CET: entenda como funciona LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA DAS OPERAÇÕES __ O crédito a seu favor FINANÇAS PARA JOVENS __ Com planejamento, você garante dinheiro no bolso __ Meu primeiro carro: cuidados para antes e depois da compra __ Divirta-se sem comprometer o orçamento __ Invista no seu maior capital: você! FINANÇAS EM FAMÍLIA __ Aumentando seus rendimentos __ Como falar de dinheiro com os filhos? __ Reservas para boas oportunidades e momentos de crise __ Planejamento financeiro em família __ Vida a dois PLANEJAMENTO PARA APOSENTADORIA __ Cuidados e orientações ao solicitar um empréstimo __ Cuidados para não comprometer sua aposentadoria __ Empréstimo consignado para aposentados __ Poupar para a aposentadoria: quanto antes, melhor! __ Previdência social e previdência privada: entenda as diferenças O QUE É CRÉDITO RESPONSÁVEL? O QUE É CRÉDITO RESPONSÁVEL? Dicas para um crédito responsável São muitas as opções de crédito oferecidas no mercado. Conheça as diversas modalidades para encontrar a mais adequada ao seu caso, e lembre-se, para que esse recurso seja eficiente, é importante considerar alguns aspectos: 01. Para que a parcela se ajuste ao seu orçamento: o ideal é não comprometer mais do que 30% da renda mensal líquida com financiamentos. Para um salário de R$ 2 mil, tenha, no máximo, R$ 600 em parcelas de financiamento, incluindo cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal etc. Isso evita o descontrole financeiro e mantém você bem longe da inadimplência. 02. Considere outros gastos: prestações de valor baixo são tentadoras, especialmente quando se adquire um sonho de consumo, como um carro. Você pode achar que R$ 400 é uma parcela adequada ao seu orçamento hoje, mas não esqueça dos gastos com combustível, manutenção, IPVA e seguro. Esses itens são importantes e devem entrar no seu orçamento. Além disso, leve em consideração seus outros compromissos mensais, como suas contas de consumo (luz, água, condomínio, escola, telefone, etc.). 03. Observe o prazo do financiamento: deve estar adequado à sua realidade, e quanto 04. Use apenas o crédito que você considera necessário: lembre-se que o valor contrata- 05. Antes de contratar um crédito, informe-se: pesquise, pergunte e só decida quando 06. Veja qual é o valor da parcela mensal que você pode pagar, sem comprometer o plane- menor o prazo, menor o efeito dos juros. do hoje deverá ser pago depois. estiver seguro de que todas as suas dúvidas foram esclarecidas. jamento do seu orçamento. Considere também a taxa de juros, que interfere nesse valor e que, muitas vezes, é esquecida na hora de contratar uma operação de crédito. 07. Atente-se ao prazo: ele também pode interferir na taxa de juros que será aplicada na 08. Faça simulações das parcelas ou empréstimo: por meio das máquinas de autoatendi- contratação. mento ou pela internet, você faz simulações de algumas operações de crédito. Assim, fica mais fácil programar ou até mesmo escolher a opção adequada para cada situação. 09. Se possível, mantenha sempre uma reserva no fim do mês: para isso, inclua em seu orçamento o valor da parcela do empréstimo e reserve uma quantia para emergências. A sua reserva pode ser aplicada na caderneta de poupança ou em algum investimento. Verifique a melhor alternativa. 10. Calcule quanto tempo você precisará do dinheiro, avaliando a real necessidade. 11. Faça comparações no mercado para obter a melhor condição. O QUE É CRÉDITO RESPONSÁVEL? 12. Para utilizar o crédito de forma responsável, questione se o que pretende fazer é realmente 13. Certifique-se de seus gastos efetivos antes de assumir o novo compromisso: se for importante. Não utilize o crédito por reação de estímulos contrários à sua vontade. realmente necessário, veja se esse novo gasto pode ser abatido diretamente de sua renda por meio de consignações ou de benefícios do INSS. 14. Nunca admita a colocação forçada de produtos: você não é obrigado a adquirir algo 15. Cuidado com “ofertas vantajosas” feitas na rua ou por telefone: antes de assinar que não queira. qualquer contrato, certifique-se da idoneidade da empresa que está oferecendo tais produtos e da veracidade das informações. 16. Para evitar que seus dados cadastrais sejam utilizados indevidamente, não os informe a 17. Se pessoas desconhecidas solicitarem dados do seu cartão de crédito, não informe. Al- ninguém, nem por telefone, nem pessoalmente. guns dados são o suficiente para realizar compras por telefone ou pela internet. Por isso, forneça essas informações somente quando tiver certeza do produto que quer comprar e da idoneidade da empresa, evitando assim, futuros transtornos. 18. Nunca empreste seu cartão para outras pessoas, nem permita que estranhos o examinem, 19. Solicite sempre a via do comprovante de venda e, antes de assiná-lo, confira o valor de- 20. Antes de assinar qualquer contrato, certifique-se das condições contratuais. Caso tenha sob qualquer pretexto. clarado da compra. dúvidas, não tenha pressa em assinar, procure primeiro entender como funciona e se realmente o contrato está dentro do esperado. 21. Mantenha sempre uma reserva para adquirir bens necessários, tais como: remédios, con- 22. Nunca “empreste” seu nome a parentes, vizinhos ou conhecidos, com o fim de obterem 23. Mantenha sempre sua situação cadastral regularizada para ter acesso ao crédito na hora sertos domésticos, entre outras necessidades que podem surgir a qualquer momento. operações de crédito. da necessidade. Para verificar se há alguma restrição em seu nome, consulte os órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e a SERASA. 24. Consulte as linhas de crédito disponíveis para você. Se tiver dúvidas, fale com o gerente da sua agência, que o auxiliará da melhor maneira possível. Com essas precauções, você irá contratar um empréstimo com responsabilidade, evitando preocupações e reduzindo a possibilidade de endividamento. O QUE É CRÉDITO RESPONSÁVEL? Em quais situações você usaria crédito? 01. Estou com dificuldade de quitar um empréstimo. Tenho acesso a outro crédito, mas os juros são muito mais altos que os do primeiro financiamento. Nesse caso, como os juros do segundo empréstimo são mais altos, a recomendação é apertar o cinto e quitar o primeiro. Um novo crédito com juros mais altos pode não ser a melhor opção. 02. Quero comprar uma geladeira que acabou de ser lançada, mas não tenho dinheiro. Antes de decidir, analise sua necessidade, seu orçamento e sua capacidade de pagamento. Verifique se este é o momento ideal para a compra, se é melhor usar um empréstimo ou economizar e obter um desconto à vista. Depois de analisar tudo, será mais fácil decidir. 03. Estou pagando o financiamento do meu carro e da lavadora de roupas. Pretendo financiar uma moto para dar de presente ao meu filho, que completa 18 anos, e uma secadora para a minha sogra, porque está em oferta: 10% de desconto para pagamento em 12 vezes. Cuidado! Financiar está se tornando um hábito que pode comprometer suas finanças e se tornar uma bola de neve. Nenhuma das novas aquisições é essencial. Que tal pensar melhor a respeito? O crédito a seu favor Se você tem objetivos claros, um orçamento realista e consciência de sua capacidade de pagamento, o crédito é uma ferramenta muito útil para conquistar sonhos, além de ajudar a movimentar a economia. Para que você use este recurso ao seu favor, mantendo a saúde de sua vida financeira, criamos um conjunto de informações, recomendações e boas práticas que possam contribuir para as suas decisões. Nosso objetivo é mostrar a você todas as possibilidades para que o crédito seja um recurso bem utilizado. Confira! E quando usar o crédito? O crédito é útil em várias situações. Ele pode ser usado para adquirir bens, resolver imprevistos ou aprimorar os estudos, por exemplo. O mercado oferece diferentes soluções para as mais variadas necessidades. Consulte o gerente do banco para escolher a melhor alternativa para você. Veja algumas soluções de crédito: __ Compra de eletrodomésticos, roupas, calçados, computadores, ferramentas, equipamentos, itens de supermercado; __ Compra de carro, moto ou casa; __ Financiamento de serviços como a manutenção do carro, reforma da casa, conserto da TV; __ Refinanciamento de dívidas pessoais; O QUE É CRÉDITO RESPONSÁVEL? __ Pagamento da faculdade, material, cursos de pós-graduação e de idiomas; __ Viagens de férias e intercâmbio; __ Cartão de crédito para o financiamento de compras no curto e médio prazo; __ Cheque especial para imprevistos. O controle está em suas mãos! Com a estabilidade da economia, os brasileiros tiveram mais acesso ao crédito e o poder de compra da população aumentou. Por isso, é necessário avaliar seus objetivos financeiros e sua capacidade de pagamento, para que o crédito seja uma boa solução. Aqui, você encontra orientações que podem ajudá-lo a refletir sobre o melhor momento para uso do crédito. O PAPEL DO BANCO O PAPEL DO BANCO Você sabe qual é o papel dos bancos? Além de um lugar para pagar contas, contratar um empréstimo, guardar dinheiro com segurança e aplicar em investimentos, os bancos são muito importantes para a economia. Eles podem ser públicos ou privados e atuam como intermediadores financeiros - estimulam o desenvolvimento e interligam a vida financeira de pessoas e instituições públicas ou privadas. Entre as atividades bancárias, está a prestação de serviços de pagamentos e recebimentos de carnês, boletos, contas de consumo e impostos; a transferência de valores entre pessoas e empresas e o pagamento de salários, aposentadorias, bolsa família e muitos outros. Os bancos também são intermediadores financeiros - aplicam os recursos de pessoas e empresas que possuem reservas, e as remunera por isso, emprestando esses mesmos recursos para quem precisa de crédito, cobrando juros para financiar famílias e empresas. Por isso, existem os serviços de crédito (cheque especial, cartão de crédito, crédito pessoal, financiamento etc.) e os produtos de investimentos (conta-poupança, aplicações financeiras, previdência complementar e fundos de investimento, entre outros). Esses serviços são remunerados ao banco por meio de tarifas, anuidades e comissões. Existem ainda outros produtos que o banco oferece, tais como seguros, capitalização, consórcio, financiamento de imóvel etc. Todos os bancos, públicos e privados, submetem-se às normas do Conselho Monetário Nacional (CMN), que, por meio do Banco Central do Brasil (Bacen), faz cumprir suas determinações. Ao redor do mundo, o banco central de cada país tem a função de emitir dinheiro, cap-turar recursos financeiros e regular os bancos, controlando, assim, o sistema financeiro local. Conheça o seu banco! Como correntista, é importante conhecer os serviços disponíveis no seu banco, para saber o que ele pode oferecer a você. No site do banco, é possível consultar suas informações financeiras, realizar transações e conhecer inúmeras opções de investimentos, seguros, consórcios, empréstimos e planos de previdência, entre outros. Por determinação legal, todas as instituições financeiras são obrigadas a divulgar informações sobre tarifas, em local e formato visível ao público, nas suas dependências e nas respectivas páginas da internet. Sites úteis O PAPEL DO BANCO Concessão de Crédito O primeiro passo das instituições financeiras para conceder um empréstimo é verificar se o cliente tem os requisitos necessários para a operação. O objetivo é resguardar o cliente e evitar endividamento, caso ele não tenha capacidade financeira ou tenha outras pendências. Para isso, os bancos analisam o empréstimo e as condições mais adequadas para cada perfil de cliente. Na avaliação, o banco considera as restrições no SPC (Serviço de Proteção ao crédito), da Serasa (Centralização de Serviços de Bancos), além de consultar o histórico de relacionamento do cliente e sua capacidade financeira, baseada na comprovação de renda. Tudo isso para cumprir as normas internas e garantir a integridade e tranquilidade do cliente. Aprovada a análise, o banco oferece a solução de crédito mais adequada. CONTROLE SEU ORÇAMENTO CONTROLE SEU ORÇAMENTO Dicas para controlar seu orçamento Tenha uma vida financeira saudável Traçar metas, definir prioridades e saber exatamente como você emprega seus recursos são itens básicos para um bom planejamento financeiro. Esse é o ponto inicial para conhecer e controlar sua vida financeira. Receitas Quanto você ganha? Além do salário, receita inclui outras remunerações como: férias, 13º salário, rendimento de juros ou aluguéis. Portanto, identifique as origens de recursos e chegue a uma média mensal. Despesas Analise suas despesas, listando-as em detalhes. Esteja atento aos pequenos gastos: aqueles que, por serem de menor valor, saem da conta sem você perceber, mas que geram uma grande diferença no fim do mês. Reveja seus hábitos! Lembre-se: suas receitas são o ponto de partida na organização do seu orçamento. Afinal, você deverá ajustar suas despesas ao quanto você ganha. Isso significa viver de acordo com a sua renda. Você não precisa abrir mão dos seus sonhos, mas sim definir sua estratégia para alcançar seus objetivos de forma mais eficiente e planejada. Experimente! O primeiro passo é conhecer seus ganhos, suas despesas e seus hábitos de consumo. Confira, abaixo, algumas dicas que auxiliarão você nessa tarefa. Assuma o controle: saber exatamente quanto você ganha e quanto gasta é fundamental. Se você não se adapta às planilhas ou sistemas complexos, anote em um caderno todas as suas receitas e despesas ou crie o seu próprio controle. O importante é chegar ao final do mês sabendo quanto você recebeu e onde você gastou. Equilibre os gastos: analise suas necessidades, despesas e hábitos de consumo. Se você gasta mais do que recebe, considere algumas mudanças, como, por exemplo: em vez de pedir pizza todos os sábados, que tal cozinhar com sua família? A soma de pequenas despesas eliminadas pode resultar em grande economia para o seu bolso. Pesquise: com certeza você vai encontrar variações de preço. Peça um desconto, procure promoções e ofertas, pois boa parte dos estabelecimentos concede esses e outros benefícios para fidelizar o cliente. Escolha como pagar: se o momento for propício e o desconto compensar, pague à vista, mas tenha certeza de que o seu orçamento não será comprometido. No caso de parcelamento, confira as condições propostas e opte pela melhor. Sempre escolha datas de pagamento apropriadas. É importante que as parcelas não se juntem a outros débitos futuros, pois isso pode dificultar o pagamento da compra no vencimento. Se o pagamento à vista ou o parcelamento não forem adequados ao momento da compra, você pode optar por alternativas como o limite de crédito bancário e o empréstimo pessoal, entre outras operações financeiras. Não aja por impulso: para utilizar o crédito de forma responsável, questione se o que pretende fazer é realmente importante e se o momento é adequado. CONTROLE SEU ORÇAMENTO Imprevistos: eles acontecem. Por isso, inclua no seu planejamento uma reserva para esses momentos. Avalie o retorno: mesmo que a mercadoria seja mais cara, pense no retorno que ela proporcionará. Às vezes, o que parece um gasto pode ser um investimento que vai ajudar a reduzir custos futuros. Por exemplo, a aquisição de uma geladeira que consuma menos energia elétrica, trazendo uma redução na conta de luz. Poupe: por menor que seja a quantia, crie o hábito de poupar todo mês. No dia do seu pagamento, guarde uma parte desse valor. Você pode programar, no seu banco, a data ideal para a transferência. Assim, você aprende a ajustar o seu orçamento ao valor disponível na conta. Experimente, é só começar! A poupança pode ser uma boa opção para essas aplicações. Conforme suas reservas aumentam, você pode diversificar seus investimentos, aplicando em fundos, CDBs – Certificado de Depósitos Bancários etc. Investimentos: ao escolher um investimento, avalie por quanto tempo você pode manter esta reserva. Precisa que ela esteja disponível para algum imprevisto, ou este é um investimento de longo prazo que só usaria em casos extremos? Pesquise e compare condições, para escolher a que melhor se adapta à sua necessidade, e fique atento ao prazo: ele também pode interferir na taxa de rendimento que será aplicada. Oportunidades: tudo que você economiza pode ser utilizado quando aparecem boas oportunidades. Você já notou, por exemplo, como depois das festas de Natal e Ano Novo, os preços caem significativamente? Atualize-se: em qualquer fase da vida, sempre é tempo de adquirir novos conhecimentos que auxiliem na administração de seus recursos. A informação é uma grande aliada para tomar decisões. Pense no futuro: esse é um dos principais objetivos do planejamento financeiro. Se você é jovem, no futuro, pode querer comprar uma casa, um carro, ter filhos, viajar... Se você já conquistou uma estabilidade financeira, é preciso lembrar de que, na fase da aposentadoria, sua receita vai diminuir. Seu planejamento considera tudo isso? Se não considera, é hora de agir: organize seu orçamento para formar um patrimônio que lhe garanta uma reserva adequada para estes momentos. Orçamentos variáveis Como planejar, quando o orçamento varia muito de um mês para o outro? Aqui vão algumas dicas: Assalariados Saber exatamente quanto você receberá de salário em determinada data facilita bastante o controle do orçamento, mas não é tudo! É preciso cuidado ao prever qualquer entrada de dinheiro extra, como por exemplo: Bonificações: só conte com o dinheiro quando ele realmente estiver na sua conta; nada de gastar antes da hora! 13º salário e férias: lembre-se de considerar apenas o valor líquido dessas remunerações. Por isso, aguarde até o dinheiro ser depositado ou, se quiser se planejar, calcule o valor líquido (considerados todos os descontos). E no caso das férias, não esqueça que você receberá menos no mês seguinte. Autônomos Se você é autônomo, pense nos últimos doze meses e tente estimar quanto foi o seu rendimento médio mensal (tomando CONTROLE SEU ORÇAMENTO por base o valor líquido, ou seja, após os descontos). Por exemplo: se, nesse período, você recebeu R$ 12 mil, sua renda mensal média foi de R$ 1 mil, e esse deve ser o parâmetro para determinar o seu padrão máximo de gastos mensais. É possível que sua renda em determinado período seja bem menor do que a renda média. Por isso, é importante estar preparado para essas ocasiões. Um orçamento deve ser sempre o mais realista possível. Só considere como receita o que, de fato, entrar na sua conta. Tenha sempre uma reserva No planejamento financeiro é importante ser precavido. Isso significa garantir uma reserva para que você se mantenha, caso fique sem salário por algum tempo. Não existe uma regra, mas, recomenda-se uma reserva que possibilite custear seus gastos por seis meses. Claro que o tempo que você leva para acumular a quantia que supre os gastos de seis meses depende de quanto consegue economizar durante o período em que a sua renda mensal for maior do que a média prevista. Com um pouco de planejamento, é possível, sim, fazer o dinheiro render mais. Experimente! Lembre-se! Balancear receitas e despesas é a melhor forma de administrar bem suas finanças e economizar. Por isso, comece hoje mesmo! Reorganize suas despesas O processo de organização de nossas contas parece muito uma dieta. Afinal, ambos pedem disciplina, esforço constante e metas bem definidas, para que se chegue a um bom resultado. Sendo assim, tal como no processo de reeducação alimentar, onde são cortadas as calorias excedentes das refeições, você pode eliminar os gastos supérfluos de seu orçamento, fazendo uma verdadeira revisão dos seus hábitos de consumo. Para tanto, será preciso detalhar esses gastos, classificando-os conforme a frequência com que aparecem. Veja as principais categorias: Despesas fixas __ Aluguel; __ Prestação do imóvel, carro ou qualquer outro bem que estiver adquirindo; __ Condomínio; __ Contas de água, luz, telefone etc.; __ Mensalidade escolar; __ Plano de saúde. Esses gastos são chamados de despesas fixas porque possuem valor conhecido, aparecem todos os meses, sempre no mesmo dia e são inadiáveis. No caso do aluguel, do condomínio ou de prestações para compra de um bem, a recomendação é que não se comprometa mais do que 30% da sua renda. Dentre as despesas fixas, existem algumas que podem ser re- CONTROLE SEU ORÇAMENTO duzidas. Faça um exercício em família, identificando quais são e estabelecendo metas de redução de consumo. Experimente! Despesas sazonais Assim como as fixas, as despesas sazonais são previsíveis e devem ser sempre relacionadas no orçamento, embora apareçam com menor frequência. É o caso, por exemplo, de gastos com uniforme e material escolar ou de presentes em datas comemorativas, como Dia dos Namorados, Dia dos Pais, aniversários e casamentos, entre outras. Nessa categoria, também está o pagamento do IPTU, do IPVA, licenciamento e seguro do carro. Apesar dessas despesas serem menos frequentes, dê atenção a elas, já que, no caso do IPTU, por exemplo, o esquecimento pode custar caro. Caso tenha alguma reserva, avalie se é mais vantajoso quitar esses débitos à vista, obtendo um desconto. Despesas São despesas que ocorrem, por exemplo, quando precisamos de imprevistas serviços urgentes, como os de um mecânico, ou por causa de uma multa de trânsito. O ideal é ter uma reserva financeira que cubra esses gastos, sem afetar suas contas. Caso ocorra algo inesperado (como uma despesa extra, um gasto de emergência no conserto do carro ou algo parecido), a alternativa é monitorar as contas de perto, priorizar seus gastos, adiar outras despesas e estabelecer metas para regularizar a situação o quanto antes. Dívidas – Como agir? Recupere o controle de suas finanças A falta de planejamento é uma das maiores causas de descontrole financeiro. Para reequilibrar o orçamento, é preciso agir rapidamente, cortando gastos e retomando o controle. Com equilíbrio e organização, é possível colocar suas finanças em dia. Ao cometer excessos, mais cedo ou mais tarde eles pesam no seu bolso. Nessa hora, o importante é saber qual o tamanho da sua dívida e traçar uma estratégia para resolver a situação. Se considerar seu orçamento como uma grande balança, distribuindo de um lado quanto você gasta e, do outro, quanto você ganha, rapidamente identificará o desequilíbrio. Nada de se sentir culpado. O momento é de solução! Ao saber quanto você deve, fica mais fácil se organizar e recuperar a sua saúde financeira! CONTROLE SEU ORÇAMENTO Como negociar Em algumas ocasiões, a dívida é tão alta que é preciso renegociá-la. Muitas instituições aceitam renegociar prazos, como forma de garantir que o consumidor retome o controle de suas contas e o pagamento de suas prestações. Entre em contato com a instituição, peça seu saldo devedor, detalhando juros e multa por atraso. Avalie sua situação financeira e defina prioridades de renegociação. É provável que algumas prestações sejam mais pesadas que outras. Portanto, pode ser conveniente começar sua renegociação por elas. Procure obter descontos, verifique sempre as condições de negócios, leia atentamente o contrato e, se for possível escolher o prazo para pagamento, seja coerente. Defina uma quantia mensal para começar a pagar suas dívidas e procure negociar uma forma de alongar o prazo de pagamento para que o valor mensal a ser quitado não ultrapasse o que você pode arcar. Observando que a renegociação está de acordo com o orçamento, replaneje-se! Faça um controle de orçamento e tente atingir seu objetivo, mantendo, se possível, uma reserva mensal. Como se livrar das dívidas? Neste momento, certamente sua ordem de prioridades irá mudar. Afinal, melhor do que ninguém, você sentirá a necessidade de regularizar sua situação o quanto antes. Existem algumas alternativas que podem ajudar nessa hora: __ Quite primeiro as dívidas com juros mais altos; __ Busque fontes alternativas de renda para fortalecer suas receitas; __ Reveja o seu orçamento, de preferência, compartilhando decisões com sua família; __ Evite novas dívidas, a não ser que tenha um objetivo definido de quitação de outras; __ Defina o que de fato é necessário. Estou no cadastro de restrições. E agora? A inclusão no cadastro de restrições acontece quando uma pessoa deixa de pagar uma dívida e o credor (quem lhe emprestou dinheiro) decide protestar esse débito em cartório. Neste caso, você deve ir ao cartório para identificar quem protestou a dívida. Depois, entre em contato com o estabelecimento, regularize a situação e solicite uma declaração de quitação de dívida. Com este documento em mãos, com firma reconhecida, volte ao cartório para solicitar o cancelamento do protesto. Peça uma nova certidão, entregue-a no órgão de serviço de proteção ao crédito e aguarde a retirada do seu nome do cadastro de restrições. Mesmo depois de ter regularizado sua situação financeira, nunca se esqueça que o melhor é sempre se prevenir, utilizando com responsabilidade o seu crédito para evitar transtornos e para ter uma vida com mais qualidade. Pense nisso! Para mais informações sobre os serviços de proteção ao crédito, acesse: TUDO SOBRE CRÉDITO TUDO SOBRE CRÉDITO Crédito: o que é e para que serve? Crédito é sinônimo de confiança. É o reconhecimento da boa reputação e capacidade de uma pessoa, empresa ou instituição em honrar um compromisso. O crédito também é o empréstimo/financiamento que os bancos oferecem aos clientes para comprar alguma coisa, viajar, pagar a faculdade dos filhos ou até regularizar suas contas. Por meio de uma cédula de crédito bancário, o banco disponibiliza uma quantia em dinheiro para pagamento em um prazo determinado. Dependendo do valor, o banco não exige nenhuma garantia. Mas existem casos em que você precisa oferecer a garantia de um bem, como um imóvel ou veículo, ou de um fiador, pessoa física ou jurídica. Quando e como usar o crédito? A cédula de crédito bancário é o primeiro passo para o entendimento da operação, pois ela e os documentos que a compõem protegem os direitos dos clientes e da instituição financeira. Ela descreve as condições do empréstimo/financiamento. Quem vai receber o empréstimo/financiamento deve ler com muita atenção todas as cláusulas e, em caso de dúvida, pedir esclarecimentos antes de assinar. As cédulas de crédito bancário têm informações importantíssimas da operação, como: __ Valor do financiamento; __ Prazo; __ Data de vencimento das parcelas; __ Tarifas; __ Serviços de terceiros; __ Taxa de juros ao mês e ao ano; __ CET (Custo Efetivo Total). Como qualquer recurso financeiro, o crédito deve ser usado de forma responsável. Assim, antes de buscar crédito, conheça o seu orçamento, coloque tudo na ponta do lápis e faça um planejamento. Considere, principalmente, quanto do seu orçamento você pode usar para quitar este empréstimo. A regra é que a parcela não comprometa mais que 30% do total que você recebe por mês. Antes de decidir, analise suas contas e tenha certeza de que você pode arcar com o pagamento das parcelas. E o mais importante: busque informações sobre as diversas opções de crédito para escolher a mais adequada ao seu perfil e necessidade. Esclareça todas as suas dúvidas e só decida quando você se sentir seguro. Crédito pra quê? Existem vários tipos de crédito, um para cada objetivo. Suas características variam bastante. Crédito imobiliário: para quem quer realizar o sonho da casa própria. A idade e a renda de quem solicita este empréstimo são fatores importantes, porque é um financiamento de alto valor e longo prazo para pagamento. TUDO SOBRE CRÉDITO CDC (Crédito Direto ao Consumidor): destinado basicamente à compra de bens de consumo. Pode ser um eletrodoméstico, equipamentos profissionais, material de construção, vestuário e até um carro. Crédito pessoal: é um empréstimo que você contrata sem precisar explicar como vai utilizar. Limite de crédito pessoal: é um empréstimo pré-aprovado pelo banco, de acordo com o seu perfil. Ideal para cobrir gastos inesperados ou não programados, ele fica disponível em conta para contratação a qualquer momento. Cheque especial: usado normalmente para cobrir emergências e despesas imprevistas. O limite fica disponível o tempo todo em conta corrente. Crédito estudantil: para o financiamento da graduação do ensino superior. Cartão de crédito: o cartão de crédito é uma forma de pagamento que pode ser usada em um momento de aperto, ou regularmente, desde que de forma responsável. Para isso, respeite a data de pagamento de sua fatura e procure pagar sempre o valor integral da fatura. Se for necessário pagar o valor mínimo, saiba que existem encargos financeiros e que o hábito de pagar o valor mínimo resulta em aumento da dívida. Monitore seus gastos ao longo do mês. Você não precisa esperar sua fatura chegar para ter noção de suas despesas! Lembre-se: use o crédito de maneira responsável, conheça sempre os custos envolvidos antes de contratar o crédito mais apropriado para você. Considere a incidência de juros e outros encargos. Crédito consignado Neste tipo de crédito, as parcelas são descontadas diretamente no salário, e o empregador precisa ter convênio com o banco que concede o empréstimo. Para os aposentados pelo INSS, as parcelas são descontadas automaticamente do benefício. No crédito consignado, o desconto em folha é a garantia de pagamento e, por isso, os juros são reduzidos. Ainda assim, é importante que antes de contratar o empréstimo você faça suas contas, considerando o valor do seu salário, menos os descontos e a parcela do empréstimo. Afinal, esta será sua receita mensal nos próximos meses. É importante estar seguro de que ela cobrirá suas despesas. Crédito socioambiental São soluções de crédito que favorecem projetos e negócios que resultem em benefícios sociais e ambientais. Elas são oferecidas para pessoas e empresas. Conheça algumas: __ Intercâmbio: financia o estudo no exterior; __ Microcrédito: indicado para empréstimos de pequenos valores; __ Material de construção: solução para compra de materiais para a reforma e construção; __ MBA e pós-graduação: para especialização profissional; __ Telefone deficiente auditivo: financia aparelhos para deficientes auditivos; __ Matrícula/material escolar: crédito para pagamento do material e matrícula escolar; __ Acessibilidade: solução para adaptar veículos e fazer reformas, como rampas de acesso e banheiros exclusivos, entre outros; __ Seminários e congressos: para pagamento de inscrições em congressos, seminários, feiras ou eventos; __ Leasing ambiental: crédito para aquisição de bens que contribuam para o desenvolvimento social e a preservação do meio ambiente; TUDO SOBRE CRÉDITO __ Kit gás: indicado para a compra de equipamentos de conversão de combustível de veículos para gás natural; __ Aquecedor solar: financia projetos para a aquisição de aquecedor solar. Taxas e tarifas As tarifas são os valores cobrados pelos bancos, como remuneração por serviços e produtos oferecidos aos clientes. Uma vez ao ano, as instituições bancárias disponibilizam gratuitamente aos seus clientes um extrato anual de tarifas, com informações sobre os valores debitados no ano anterior. Além disso, quaisquer alterações nos valores destas tarifas devem ser divulgadas com, no mínimo, 30 dias de antecedência aos correntistas, em um quadro de tarifas. Tipos de serviços e tarifas As tarifas variam de acordo com 4 modalidades de serviços bancários: essenciais, prioritários, especiais e diferenciados. Serviços essenciais: serviços básicos sem cobrança de tarifas. Incluem 1 cartão de débito, até 4 saques, 2 transferências, até 2 extratos por mês e outros benefícios como a compensação de cheques. Serviços prioritários: relacionados a contas de depósitos, transferências de recursos, operações de crédito e arrendamento mercantil, cartão de crédito básico e cadastro. Serviços especiais: aqueles com legislação específica que definem as tarifas e as condições, como é o caso do crédito rural, do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e do SFH (Sistema Financeiro de Habitação), entre outros. Serviços diferenciados: aqueles que podem ser cobrados, desde que o cliente conheça as condições de utilização e pagamento. Para mais informações, acesse os sites: Entenda os juros Juro É a remuneração dos valores emprestados. Numa comparação simples, seria o valor do aluguel pago pelo uso do dinheiro. Taxas de juros É um número, expresso em porcentagem, que é aplicado ao valor emprestado para calcular o valor do juro em unidade de moeda. A taxa está sempre relacionada a um período de tempo. CET CUSTO EFETIVO TOTAL CET - CUSTO EFETIVO TOTAL CET: entenda como funciona O CET, também conhecido como Custo Efetivo Total, foi criado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN – Resolução 3.517 de 06.12.2007) para aumentar a transparência e segurança na contratação de operações de crédito e/ou arrendamento mercantil. As instituições financeiras apresentam o CET de forma padronizada, o que facilita a compreensão do consumidor e a comparação do preço do financiamento e/ou arrendamento mercantil entre as diferentes instituições financeiras, proporcionando maior transparência nos custos envolvidos nas operações de crédito. O CET é formado por: __ Juros: taxa da operação de crédito (empréstimos e financiamentos); __ Encargos financeiros: taxa da operação de arrendamento mercantil (leasing); __ Tributos; __ Tarifas: cobradas na operação; __ Registros: despesas com registros dos instrumentos contratuais e despesas de gravame; __ Seguros: eventuais seguros contratados na operação; __ Demais custos ou encargos envolvidos na operação. 01. Onde você pode consultar o CET da operação? O CET já é informado antes da contratação, e no momento da simulação é demonstrado na proposta de crédito e de arrendamento mercantil, bem como no contrato, na hora de formalizar a contratação. 02. O CET deve ser calculado para quais produtos? O CET é calculado para todas as operações de crédito, exceto: Operações de crédito rural; repasses de recursos externos, os realizados com recursos de programas oficiais de crédito e os realizados com recursos de instituições oficiais de desenvolvimento, conforme artigo 4º da Resolução mencionada. LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA DAS OPERAÇÕES LIQUIDAÇÃO ANTECIPADA DAS OPERAÇÕES O crédito a seu favor Para as operações contratadas a partir de 06 de dezembro de 2007, os consumidores, pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte podem amortizar ou liquidar* antecipadamente as operações contratadas com taxa prefixada, e o valor total atualizado deve ser calculado observando as seguintes possibilidades: __ Contratos com prazo de até 12 meses, a partir da data atual, com taxa de juros fixada em contrato; __ Contratos com prazo superior a 12 meses, a partir da data atual. A. Utilização de taxa equivalente à soma do spread** na data da contratação original com a taxa Selic (taxa divulgada pelo Banco Central) apurada na data do pedido de amortização ou de liquidação antecipada. B. Utilização da taxa de juros fixada em contrato se a solicitação de amortização ou de liquidação antecipada ocorrer no prazo de até sete dias do fechamento do contrato. Para mais informações, consulte a página do Banco Central do Brasil: *Para operações de arrendamento mercantil, é possível amortizar ou liquidar somente após decorrido o prazo mínimo contratual para o tipo de bem arrendado. **Em se tratando de taxa de juros, chama-se spread, a diferença entre a taxa cobrada pelas instituições financeiras ao emprestarem dinheiro e a taxa de captação paga aos clientes em seus investimentos. FINANÇAS PARA JOVENS FINANÇAS PARA JOVENS Com planejamento, você garante dinheiro no bolso Veja algumas dicas para começar sua independência financeira com o pé direito: Acredite em suas metas: ganhando seu primeiro salário, é natural querer realizar alguns sonhos de consumo. Mas, para não errar na dose, defina objetivos que justifiquem economizar parte do seu salário: uma viagem, um carro novo, não importa! O que vale é sonhar... E realizar! Pesquise preços: uma boa pesquisa antes de comprar algo ou contratar algum serviço costuma trazer excelentes resultados para seu orçamento. Faça um levantamento de preços, condições de pagamento e compare a qualidade dos produtos e serviços oferecidos. Quem sai ganhando é você! Use bem o seu cartão de crédito: ao adquirir um cartão de crédito, analise as vantagens e regras, além das condições de utilização e a sua capacidade de pagamento. O ideal é quitar integralmente cada fatura. Resista às compras por impulso: se algo encantá-lo na vitrine e você achar o preço salgado, pense melhor a respeito da sua compra. Algumas perguntas ajudam na decisão. Veja só: __ Eu realmente preciso comprar ou estou agindo por impulso? __ O que eu poderia fazer com esse dinheiro, caso economizasse? __ Quanto este valor corresponde do meu salário mensal? __ Eu tenho os recursos necessários para a compra? Meu primeiro carro: cuidados para antes e depois da compra Chegou a tão sonhada hora de comprar seu carro? Confira algumas dicas para realizar seu objetivo sem comprometer seu orçamento: __ Ter os recursos para a entrada; __ Comparar valores e descontos, taxas efetivas, valor da parcela e prazo; __ Antes de entrar em um financiamento ou consórcio, avalie quanto você quer financiar e se vai conseguir arcar com as prestações. O ideal é que a parcela não represente mais do que 20% da sua renda; __ Na hora de comprar seu carro, lembre-se de existem outras despesas, como gastos com combustível, estacionamento e manutenção; __ Considere também a contratação de um seguro. O custo médio deste serviço corresponde a 3% do valor do carro; __ Lembre-se do IPVA – pago anualmente, o valor do imposto varia de acordo com cada Estado. Divirta-se sem comprometer o orçamento Se na hora da balada você fica preocupado com o orçamento, saiba que é possível conciliar os dois. Para isso, veja quanto está previsto no seu orçamento para o lazer. Divida este valor pelas semanas do mês. Isso cria um parâmetro para o seu gasto semanal. Para avaliar sua despesa na balada, considere o custo de transporte, estacionamento, entrada, bebidas, lanches, e o que achar necessário. Coloque no papel tudo o que vai gastar e tome suas próprias decisões, respeitando suas prioridades. FINANÇAS PARA JOVENS O limite é o seu bolso que estabelece. Se o programa vale a pena e custa o equivalente a três semanas de lazer, você pode compensar o gasto extra com opções que não envolvam tantos custos nas duas semanas seguintes. Sendo criativo, você pode se divertir e economizar. Diversão sem gastos? Sim! Depois de uma semana de trabalho, é hora de relaxar e se divertir. Mas a grana está curta? Nada de desanimar! É possível relaxar e curtir bons momentos pagando pouco ou nada por isso! Como? A solução está em uma mudança de perspectiva, aliada à criatividade. Reunir os amigos, por exemplo, é uma maneira de se divertir com custo zero. Além de garantir boa companhia, o encontro, certamente, renderá boas lembranças e risadas. Correr no parque e ler um bom livro também são opções gratuitas de lazer, que ainda podem auxiliar na manutenção da saúde física e mental. Os fãs de uma boa leitura podem mergulhar no universo das grandes bibliotecas municipais ou visitar o acervo das grandes universidades do País. Pesquise A lista de opções para se divertir gratuitamente é grande. Pesquise em jornais e na internet alternativas gratuitas de lazer e aproveite. Você vai se surpreender com a variedade e com a qualidade das sugestões: shows musicais ao ar livre, eventos em centros culturais, parques e associações, museus, institutos de pesquisa e universidades. Para encontrar essas oportunidades, o segredo é ficar atento e garantir um bom final de semana! Aproveite! Invista no seu maior capital: você! Toda economia tem uma finalidade. Seja uma boa oportunidade, um projeto, uma viagem, uma reserva para emergências ou seu principal investimento - você! Planejar a sua carreira e pensar no aperfeiçoamento profissional é investir em você mesmo e isso pode trazer rendimentos importantes para o seu futuro. Se você mora com seus pais, pode aproveitar este momento para investir na carreira, enquanto ainda não tem despesas familiares. O recomendado é poupar em torno de 10% de sua renda ao mês para pagar à vista um curso de extensão curricular, por exemplo. Na hora de escolher, valorize o seu dinheiro, conversando com quem já estudou na área e avaliando o efeito da iniciativa na vida profissional. FINANÇAS EM FAMÍLIA FINANÇAS EM FAMÍLIA Aumentando seus rendimentos Reduzir despesas é uma forma eficiente de alcançar o equilíbrio financeiro, mas nem tudo se resume a economizar. Aumentar as receitas é uma opção e existem muitas formas de fazer isso, tais como: __ Investir na formação profissional para ampliar a chance de crescimento na carreira e aumento do salário. É por isso que esta despesa é considerada um “gasto de investimento”. Ela é feita com a expectativa de aumento de receitas no futuro. __ Buscar um trabalho complementar que você possa conciliar com sua atividade profissional. Como falar de dinheiro com os filhos? Ensinar as crianças a lidarem com dinheiro é um desafio para muitos pais. Não existe uma fórmula. Cada família é diferente e o que é certo para uma nem sempre serve para outra. Ainda assim, algumas dicas podem ajudar: Consenso entre os pais: é importante que pai e mãe conversem e concordem sobre como falar com os filhos sobre dinheiro. Idade dos filhos: ao falar com seus filhos sobre dinheiro, leve em consideração a idade, capacidade de compreensão e amadurecimento de cada um. Mesada: dar ou não? A decisão depende dos pais e da idade da garotada. Este pode ser um recurso para a educação financeira dos filhos, uma forma de ajudá-los a serem responsáveis pelo seu próprio dinheiro. Educação financeira é tudo de bom! __ A educação financeira na infância pode contribuir para aumentar a chance de lidar bem com as finanças pessoais na vida adulta. Isso contribui para o sucesso profissional e pessoal. __ Grandes empresários já eram empreendedores quando criança. Por isso, se o seu filho quiser vender limonada para os vizinhos ou comprar e vender gibis, apoie a iniciativa e ajude a organizar as contas do “empreendimento” dele. Quem sabe o que isso pode se tornar no futuro? __ A educação financeira das crianças pode ser um caminho para a família rever e melhorar a sua relação com o dinheiro. __ Conceitos como sustentabilidade e consumo responsável tornam-se mais concretos para crianças que tiveram educação financeira, contribuindo para o futuro de todos e para o nosso planeta. Esteja preparado para algumas perguntas e conclusões das crianças! Alguns comentários dos pequenos são uma excelente oportunidade para falar sobre dinheiro e educação financeira. Veja só: 01. Se você não tem dinheiro, é só tirar no caixa eletrônico! Explique a seu filho que você tem uma conta bancária e como o dinheiro vai parar nela. Fale do seu trabalho e de como se ganha dinheiro! FINANÇAS EM FAMÍLIA 02. Passa no cartão de crédito! Explique a seu filho que, no fim do mês, você paga tudo o que gastou no cartão de crédito e que, se você gastar mais do que tem no banco, não vai conseguir pagar a despesa. 03. Então dá um cheque! Explique a seu filho que o cheque é uma forma de você contar ao banco que ele deve pagar, a quem estiver com o cheque, o valor que está escrito nele. Se você escrever no cheque um valor acima do que você tem no banco, a pessoa não vai conseguir receber. 04. Por que você pode gastar e eu não? Explique que você já cresceu, tem um trabalho e recebe dinheiro como pagamento pelo seu trabalho. Diga que, quando ele crescer, também vai trabalhar, receber e gastar com o que ele achar importante. Reservas para boas oportunidades e momentos de crise Uma situação inesperada, seja ela boa ou ruim, fica mais fácil de resolver, se você estiver preparado! Uma demissão, doença na família ou acidente são situações imprevisíveis, assim como as oportunidades - uma liquidação relâmpago, por exemplo, reduz pela metade o preço da geladeira que vocês planejam comprar. Quando existe uma reserva financeira, tudo fica mais fácil. A recomendação é que ela seja equivalente a seis meses de salário do casal. Mas e quando isso não for possível? Nesses casos, é hora de reestudar o orçamento e descobrir quais são as despesas fundamentais (aquelas que vocês não podem abrir mão) e quais podem ser reduzidas, para que vocês consigam dinheiro suficiente para arcar com o gasto inesperado. Talvez, você descubra que sua família tem mais capacidade de economizar do que você imaginava! Para facilitar, sugerimos itens para vocês avaliarem em conjunto: Compras de supermercado: Quais itens podem ser cortados temporariamente da lista de compras? Despesas com água, luz e telefone: De que forma podemos reduzir e disciplinar o consumo? Roupas e calçados: Avalie criteriosamente cada compra. Ela é realmente necessária? No caso de uma festa inesperada, é possível reformar, alugar ou pedir emprestado o vestido ou o terno? Aumente esta lista de acordo com os hábitos de sua família e anote todas as decisões, para que vocês possam lembrar e controlar o quanto conseguiram economizar. Desemprego: alguns cuidados neste momento Além de rever o orçamento familiar, lembre-se de dar entrada no seguro-desemprego e no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), caso tenha sido demitido sem justa causa. Estes recursos serão valiosos até você conseguir um novo emprego. Por isso, devem ser usados com cautela, especial- FINANÇAS EM FAMÍLIA mente se você ficou na empresa por muitos anos e tem um valor considerável a receber de FGTS. Planejamento financeiro em família Quando a família tem as finanças bem planejadas e objetivos claros, é muito mais fácil que todos colaborem para reduzir as despesas. Uma forma de engajar toda a família é definir objetivos comuns para conseguirem economizar em conjunto. Pode ser uma viagem, um passeio, comprar uma TV nova ou qualquer outro item que todos desejem. E aí, vale perguntar: __ A família toda participa do orçamento e das decisões financeiras? __ Todos conhecem e concordam com os objetivos da família? __ Vocês costumam estabelecer prazos realistas para cada objetivo? __ Avaliam como cada decisão financeira afeta o orçamento e os objetivos da família? Se todos remarem na mesma direção, será mais fácil colherem os resultados juntos e em menos tempo. Experimente! Economizar é um hábito! Veja algumas dicas que podem ajudar a cultivar este hábito em família: __ Para reduzir o tempo no banho, você pode lançar o desafio: quem toma banho em menos tempo? A economia é dobrada: energia elétrica e água; __ De vez em quando, toda a família pode ajudar a preparar, em casa, sanduíches e pratos prediletos. Assim, vocês evitam o gasto de sair para comer; __ Ao invés de deixar os equipamentos eletrônicos em stand-by, desligue da tomada a TV, o videogame, o computador e outros aparelhos que não estiverem em uso; __ Ao saírem de um ambiente, conscientize todos a desligarem a luz; __ Experimente usar um cofrinho para as moedas e trocados. Pode ser divertido! Vida a dois Para começar esta fase da vida com o pé direito, é essencial que vocês cheguem a um acordo sobre as finanças do casal. Agora, vocês têm objetivos em comum, duas fontes de renda e muitos planos para colocar em prática. A vida financeira pode ser estruturada de muitas maneiras. Juntos, vocês vão encontrar a melhor forma de organizar o orçamento. Algumas dicas podem ajudar no planejamento financeiro do casal: Falar sobre dinheiro: dinheiro é uma ferramenta para realizar sonhos e, por isso, tratar o assunto como um tabu não funciona. Conversem, descubram os desejos de consumo de cada um e decidam, juntos, o que fazer diante de cada necessidade. Respeitar as diferenças: se vocês não pensam da mesma forma, descubram onde existe consenso. Se cada um ceder um pouco, certamente vão chegar a um acordo. Planejar o futuro: quais os planos do casal? Vocês pretendem ter filhos? Pensam em viajar, comprar uma casa, um carro? Conversem, descubram o que motiva cada um, definam prioridades e façam planos concretos, com datas e custos envolvidos. PLANEJAMENTO PARA APOSENTADORIA PLANEJAMENTO PARA APOSENTADORIA Cuidados e orientações ao solicitar um empréstimo Procure conhecer as diversas modalidades de crédito disponíveis no mercado e analise sempre as condições oferecidas. Pesquise as diferentes opções até encontrar a mais adequada à sua necessidade. Informe-se, questione profissionais da área, pondere prós e contras. Contrato Antes de assinar o contrato, leia com atenção e elimine todas as dúvidas, por mais simples que pareçam. Ao contratar empréstimos pela internet, não tenha pressa para decidir. Estude, analise, pesquise e confirme a idoneidade da empresa com a qual está negociando. Cuidados para não comprometer sua aposentadoria Investimento e aposentadoria são duas palavras que andam juntas. Ou, pelo menos, deveriam andar. Preste atenção nas sugestões que podem ajudar a garantir seus recursos futuros. Comece cedo! É possível acumular valores para aposentadoria em qualquer idade. Mas, quanto mais cedo, menor será o valor que você precisa poupar e maior o rendimento na aposentadoria. Aprenda a lidar com o risco A carteira de investimentos para aposentadoria é uma aplicação de longo prazo, por isso é possível ter maior tolerância ao risco. A indicação é que parte do valor seja destinado à renda fixa e outra parte à renda variável. Informe-se, para decidir bem! Se você não é um especialista, procure ajuda de quem entende. Antes de escolher onde investir, esteja atento a todas às opções e obtenha informações com profissionais especializados. Esclareça suas dúvidas, analise possibilidades, avalie necessidades, para adquirir produtos adequados ao seu perfil. Empréstimo consignado para aposentados O crédito consignado pode ser uma excelente opção para os aposentados. As taxas são mais baixas e a contratação é simples, pois o pagamento sai direto do benefício pago pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Existem duas opções nessa modalidade de crédito para aposentados e pensionistas do INSS: empréstimo e cartão de crédito. A melhor maneira de obter esse empréstimo é procurar diretamente a instituição financeira de sua preferência, ana- PLANEJAMENTO PARA APOSENTADORIA lisando taxas e condições oferecidas. O INSS esclarece que nunca oferece crédito diretamente, nem indica instituições. Nunca adquira um empréstimo em seu nome para outra pessoa. Normas O CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social) estabelece as regras do crédito consignado para aposentados e pensionistas. De acordo com estas normas, a renda comprometida com esse empréstimo não pode ultrapassar 30% do valor da aposentadoria ou pensão recebida pelo beneficiário. O parcelamento máximo é de 60 meses. Além disso, o Conselho também define o teto dos juros que as instituições podem cobrar. Para mais informações sobre crédito consignado e taxas máximas permitidas, acesse: Orçamento com empréstimo Quando você está pagando um empréstimo, é importante rever o seu orçamento e ajustar as despesas. Como a parcela devida já vem descontada da folha de pagamento, o valor que você terá disponível todo mês, será menor. Para calcular, deduza do seu salário líquido a parcela do empréstimo. Esta será a sua renda durante o período de pagamento do empréstimo. Poupar para a aposentadoria: quanto antes, melhor! A melhoria nas condições de vida e os avanços da medicina aumentaram a expectativa de vida dos brasileiros. De acordo com o Censo de 2010, mais de 14 milhões de brasileiros já têm mais de 65 anos, e a tendência é de que, nos próximos anos, esse número aumente ainda mais. Por isso, o planejamento financeiro para a aposentadoria é cada vez mais importante. Os recursos financeiros futuros dependem, em grande parte, da capacidade de acumular um patrimônio que garanta a renda suficiente para a aposentadoria. E quanto antes você começar, melhor! O que é importante saber? Três fatores são essenciais para traçar um plano de aposentadoria. A sua idade atual, a idade em que pretende se aposentar e a renda que deseja no futuro. Lembre-se de que nesta fase, muitas despesas costumam ser menores. É possível que você já tenha casa própria e que seus filhos estejam criados. No entanto, as despesas com saúde costumam aumentar. Se você não tiver parâmetros para calcular o rendimento desejado, converse com pessoas de mais idade que você conheça e pergunte a elas sobre as despesas neste momento de vida. Comparando com o que você ganha atualmente, será mais fácil fazer uma projeção. PLANEJAMENTO PARA APOSENTADORIA De onde virá a minha renda? Atualmente, é comum que as pessoas com idade para se aposentar continuem trabalhando por mais algum tempo. Isso ajuda a manter a mente e o corpo ativos, mas nem sempre é possível e, em algum momento, é provável que você pare de trabalhar. Nesta hora, você pode descobrir que os recursos da Previdência Social não são suficientes para manter o seu padrão de vida. Os consultores financeiros estimam que a Previdência Social corresponda a, no máximo, 20% da renda pretendida na aposentadoria. Lembrando que a aposentadoria concedida pela Previdência Social tem um teto máximo que é definido pela regra vigente. O resto deve ser complementado com um plano de previdência privada ou rendimentos de outros investimentos feitos ao longo da vida, com este objetivo. Ajustes de planejamento De tempos em tempos, reavalie o seu planejamento. Veja se está alcançando suas metas e se é preciso fazer algum ajuste. Não se esqueça que o planejamento deve ser adequado à sua realidade financeira e fique de olho nas oportunidades. Por exemplo: seu salário aumentou? Aproveite o momento para poupar um pouco mais. Aposentadoria tranquila 01. Quanto juntar? Se você já sabe quanto precisa de rendimento no futuro, é hora de começar o seu planejamento. Com base na data da aposentadoria, calcule quanto tempo você tem para acumular o patrimônio que precisa. Imagine que você tem 35 anos e pretende se aposentar aos 65, com uma renda mensal de R$ 3 mil. Simulando que a Previdência Social poderá responder por, no máximo, 20% da sua renda, ou seja, R$ 600,00, ainda faltam R$ 2.400,00 e você vai precisar acumular, nos próximos 30 anos, um capital que lhe dê este rendimento mensal. 02. Viver mais: E quando você se aposentar, durante quantos anos vai precisar receber os rendimentos? Uma meta realista é estar preparado financeiramente para viver, pelo menos, 25 anos pós-aposentadoria. 03. Atenção aos impostos: Aposentadoria não é sinônimo de isenção de Imposto de Renda. Calcule usando a mesma alíquota que você paga hoje, porque o aposentado deixa de contar com duas deduções importantes: a da contribuição à Previdência Social, que pode ser integralmente abatida, e a da Previdência Complementar, que é limitada a 12% da renda bruta anual. Vale lembrar, ainda, que o aposentado com mais de 65 anos tem uma faixa de seus rendimentos isenta de tributos. Previdência social e previdência privada: entenda as diferenças Há basicamente dois tipos de aposentadoria: a pública, chamada de previdência social, e a particular, previdência privada. PLANEJAMENTO PARA APOSENTADORIA Previdência social No Brasil, os recursos da aposentadoria pela Previdência Social vêm de um fundo chamado INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Todos os meses, uma parte do salário dos trabalhadores com registro em carteira é descontada e vai para esse fundo, para pagamento dos aposentados e pensionistas. A previdência social garante alguns benefícios para o trabalhador e sua família, como o auxílio-doença, o salário-maternidade, salário-família e pensão por morte, entre outros. Para a aposentadoria, é exigida idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens, e um tempo mínimo de trabalho contribuindo para o INSS (30 anos para mulheres e 35 anos para homens). Previdência privada Todo trabalhador também pode contratar um plano de previdência privada e escolher quanto vai poupar todos os meses e durante quanto tempo. Após o prazo escolhido, ele começa a receber o dinheiro, de acordo com sua opção: de forma vitalícia (até o fim da vida); resgate de todo o dinheiro poupado ou, ainda, receber aos poucos, durante um prazo determinado. Há, basicamente, dois tipos de planos de previdência privada: __ PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) recomendado para pessoas com maior renda, mais despesas a deduzir e que declarem imposto de renda pelo modelo completo, pois o valor pago ao plano pode ser abatido do I.R. (desde que esse valor represente até 12% de renda bruta anual). Quando o dinheiro for sacado, o imposto pago será referente ao total depositado no fundo. __ VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) onde o valor pago ao plano não pode ser abatido no Imposto de Renda. Contudo, na hora do saque, o imposto cobrado é referente apenas aos rendimentos obtidos.