ADMINISTRAÇÃO DE ALIMENTOS E BEBIDAS EducaTur Treinamento e Consultoria Educatur Treinamento e Consultoria EducaTur Treinamento e Consultoria Coordenação do Projeto Guarulhos Convention & Visitors Bureau Ministério do Turismo Parceria São José dos Campos e Região Convention & Visitors Bureau Coordenação Técnica Educatur Treinamento e Consultoria Daniela Mendes Tamares Ferreira Elaboração e Apoio Técnico Samantha Marcondes Carolina Frota (Módulo Sustentabilidade) Revisão Ortográfica Daniela Mendes Larissa Labegalini Arte e Diagramação Exclamação Comunicação Roberto de Albuquerque Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria ÍNDICE RECEBENDO BEM, O TURISTA VEM .................................................. 5 3.2 TIPOLOGIAS DE RESTAURANTES .............................................. 20 APRESENTAÇÃO .................................................................................. 6 3.2.1 Classificação ................................................................... 20 3.2.2 Tipologias de Restaurantes ............................................. 21 CAPÍTULO 1 3.2.3 Tipologias de Serviços .................................................... 22 1.1 ORIGEM DOS HÁBITOS ALIMENTARES UM PEQUENO RESGATE HISTÓRICO ........................................................................................... 7 3.3 REGRAS DE SERVIÇO .................................................................. 23 CAPÍTULO 2 3.4 OUTROS SERVIÇOS ..................................................................... 24 2.1 APPCC E HIGIENE E MANIPULAÇÃO DE ALIMENTO ................... 9 3.5 PROCESSO ORGANIZACIONAL DE UM RESTAURANTE .......... 25 2.1.1 Regras a serem seguidas: Porque elas existem e precisam ser colocadas em prática............................................................. 9 3.5.1 Cardápios ........................................................................ 26 2.1.2 Segurança Alimentar ....................................................... 10 3.5.2 Elaboração de fichas técnicas ......................................... 30 3.5.3 Aspectos físicos e gerenciais de restaurantes ................ 33 2.2 NORMAS BÁSICAS DE HIGIENE NA MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS ......................................................................................... 13 3.5.4 Organograma .................................................................. 33 3.5.4.1 A equipe ........................................................... 35 3.5.5 O espaço ......................................................................... 36 2.2.1 Higiene das Instalações e Equipamentos ....................... 14 3.5.6 Utensílios e equipamentos .............................................. 36 2.2.2 Contaminação Cruzada ................................................... 15 3.5.7 Rotina e operação ........................................................... 37 2.2.3 Controle dos Colaboradores ........................................... 17 2.2.4 Segurança no Trabalho ................................................... 17 CAPÍTULO 3 3.1 ALIMENTAÇÃO COMO UM NEGÓCIO TURÍSTICO ...................... 19 3.6 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL ................................................. 38 3.6.1 Fidelização de clientes – Princípios de excelência nos serviços .................................................................................. 39 3.6.2 Planejamento Econômico ................................................ 41 Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria 3.6.3 Marketing ......................................................................... 43 3.6.4 Plano de Negócios .......................................................... 45 3.6.4.1 O que é um Plano de Negócios? ..................... 45 3.7 A GESTÃO SUSTENTÁVEL PARA OS EQUIPAMENTOS DE ALIMENTOS E BEBIDAS ..................................................................... 46 3.7.1 Sistemas de Gestão Ambiental ....................................... 47 3.7.2 O Sistema de Gestão Ambiental - ISO 14001 ................. 47 3.7.2.1 Por que e como implantar a ISO 14001 no meu negócio? ...................................................................... 48 3.7.3 Impactos ambientais negativos na Administração ou Equipamentos de Alimentos e Bebidas .................................... 49 3.7.4 Aplicação dos 5Rs ........................................................... 53 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria RECEBENDO BEM, O TURISTA VEM O PROJETO Prezado aluno(a), Esta apostila, que você recebe em versão eletrônica no início do seu curso, tem como objetivo proporcionar conhecimento e ampliação das habilidades na área ou mesmo uma introdução para você, que ainda não faz parte deste mundo do turismo e hotelaria, mas quer fazer parte em breve. Estes cursos fazem parte do projeto “Recebendo Bem, o Turista Vem” do Ministério do Turismo e tem coordenação do Guarulhos Convention & Visitors Bureau em parceria com o São José dos Campos e Região Convention & Visitors Bureau, tendo a Educatur Treinamento e Consultoria na aplicação das capacitações. O projeto vem de encontro à demanda da região em potencializar o turismo regional, conhecer seus potenciais e desenvolvê-los, alinhando os capacitados para a nova realidade do turismo no Brasil, que prioriza o potencial local com a produção associada ao turismo, fazendo todos participarem da atividade turística da cidade. Os cursos foram divididos em macro-regiões cobrindo a cidade de Guarulhos e a região do Vale do Paraíba. A equipe de docentes da Educatur Treinamento e Consultoria espera que você, como nosso aluno, esteja, ao final do seu curso, plenamente inserido e alinhado ao mecado de trabalho para continuar sua jornada ou mesmo ver um novo horizonte na sua vida profissional. Desejamos a você, um ótimo curso! EDUCATUR TREINAMENTO E CONSULTORIA EducaTur Treinamento e Consultoria Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria APRESENTAÇÃO V ocê já se perguntou alguma vez: o que leva alguém a administrar o seu negócio de alimentos e bebidas ou de terceiros, pensar em abrir um negócio que envolve alimentos e além de aprimorar técnicas para receber bem o seu cliente, bebidas? aplicando os conceitos de hospitalidade e profissionalizando ainda mais o setor. Vamos pensar em três possíveis respostas e tentem se enquadrar: 1 Sonho: sempre quis ser dono do meu próprio negócio, não ter mais que “bater cartão”, poder fazer meus próprios horários e ganhar mais! 2 Investimento: consegui guardar dinheiro e investir num ramo rentável, pensando bem, comida sempre dá retorno, pois todos precisam se alimentar! 3 Profissão: já trabalho na área há algum tempo, já fiz vários cursos, sou bom nisso. Adoro desafios, vou arriscar e ser meu próprio patrão! Na realidade, não importa qual é o seu elemento motivador, mas sim o fato de você se preocupar e buscar qualificação para Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria CAPÍTULO 1 1.1 ORIGEM DOS HÁBITOS ALIMENTARES UM PEQUENO novas formas de preparo os homens passaram a dominar mais os RESGATE HISTÓRICO processos, o que acabou proporcionando o acúmulo de reservas e H á fatores muito mais complexos do que a simples gerando o estoque de alimentos. sobrevivência, quando o homem pensa na sua alimentação, Atualmente, percebe-se que vários fatores contribuem para a História esta é influenciada por uma série de fatores, como a vivência familiar, Contemporânea da alimentação e da sua relação com o homem, vejamos social e econômica, a cultura, fatores alguns deles: biológicos dentre outros. Sabe-se que desde os ! Fatores educacionais: recebe influência da primórdios os homens retiravam os forma como o homem foi criado, que tipo de seus alimentos da natureza sendo alimento era costumeiro em sua mesa, como sua inicialmente plantas, frutas e raízes, mãe preparava esse alimento, é o que hoje depois aprimoraram suas técnicas e chamamos de “comfort food”, ou seja, a comida que começaram a caçar animais e obter lembra o gosto da nossa casa, que nos remete às fontes de proteína. lembranças familiares. Com o passar do tempo deixaram de ser nômades e fixaram-se em grupos onde desenvolveram as primeiras plantações e a criação de ! Fatores Socioeconômicos: refere-se à posição animais. social que o indivíduo ocupa, um homem que goza Devido às mudanças em seu estilo de vida começaram a de uma posição financeira confortável poderá apresentar uma longevidade maior, e a expectativa aumentou, já que proporcionar para sua família uma alimentação também conseguiam se proteger melhor dos perigos que a natureza condizente com a sua posição social, baseada em apresentava. alimentos diferenciados, com valores mais altos e Outro grande avanço foi o desenvolvimento dos primeiros produtos que não são tão comuns para os demais. métodos de cocção e de conservação dos alimentos, principalmente das Já uma pessoa que não tem uma condição carnes (caça e pesca). E com o financeira satisfatória, terá uma alimentação mais aprimoramento das técnicas de plantio dos alimentos, e com a criação de limitada e contará com ingredientes básicos para Pelo Dicionário Aurélio, ato ou efeito de cozer; cozimento Administração de Alimentos e Bebidas elaborar suas refeições. Educatur Treinamento e Consultoria Muitas vezes os alimentos principais são os mesmos, como por exemplo, e que provavelmente fará mal à sua saúde, deverá cortar esse alimento do no Brasil, o arroz e o feijão são a base da alimentação, o que vai torná-lo um seu cardápio. São escolhas que independem do nosso paladar, mas estão prato diferenciado são os seus acompanhamentos e as formas de cocção diretamente ligados à nossa fisiologia e à manutenção da nossa saúde. dos mesmos. Fatores Extrínsecos e Intrínsecos: ! Fatores religiosos, culturais e regionais: várias religiões ! Intrínsecos: envolvem a forma como o alimento foi preparado, qual foi o restringem ou definem a alimentação de determinados grupos tipo de cocção utilizada, ou ainda como a pessoa está se sentindo nesse para alguns tipos de alimentos, assim dia; são fatores internos. Por exemplo: Podemos até gostar de frango, como determinadas culturas e regiões de porém somente frito jamais ensopado. um mesmo país em que se vive. Exemplo: Os indianos não se alimentam de carne, ! Extrínsecos: relacionados ao ambiente externo e aos modismos. As são vegetarianos. pessoas sofrem influências de novos ingredientes ou de nacionalidades específicas, e depois de algum tempo eles são ! Fatores Biológicos ou Fisiológicos: alguns tipos incorporados por aquele grupo de indivíduos, ou de doenças ou alergias podem afetar a alimentação também pode acontecer de ser momentâneo. de algumas pessoas, assim como dietas de Podemos citar ingredientes como o açaí e emagrecimento ou restritivas. A partir de esses fatores começamos a consolidação da comida japonesa no Brasil. definir o nosso paladar e a determinar nossas preferências, além de perceber o que nos faz bem e o que nos causa certo mal estar alimentar. Hoje existe uma tendência na indústria alimentícia e de muitos estabelecimentos gastronômicos se preocuparem com esse nicho de mercado que é formado por pessoas que possuem alguma determinada alergia restritiva alimentar como é o caso dos celíacos (restrição glúten) e dos com intolerância a lactose ( leite e derivados). Uma pessoa pode até gostar de torresminho, mas se apresenta problemas cardíacos, e tem conhecimento que o colesterol existente nesse tipo de alimento é elevado, Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria CAPÍTULO 2 2.1 APPCC E HIGIENE E MANIPULAÇÃO DE ALIMENTOS direitos, ele não aceita mais tão facilmente o que lhe é oferecido, procura sempre o melhor, pois sabe 2.1.1 Regras a serem seguidas: Porque elas existem e precisam identificar todos os requisitos ser colocadas em prática que uma boa casa deve P ara atuarmos no segmento de alimentos e bebidas MOMENTO DE CURIOSIDADE... apresentar. precisaremos conversar bastante a respeito de Visando assegurar a procedimentos de higiene e saúde de todas as pessoas que manipulação de alimentos, pois se alimentam fora de seus lares a nossos produtos atuam diretamente ANVISA criou o sistema APPCC sobre a saúde de nossos clientes. (Análise de Perigos e Pontos A higiene pessoal, dos utensílios Críticos de ANVISA Agencia Nacional de Vigilância Sanitária Para saber mais acesse o site: http://portal.anvisa.gov.br Controle), e dos alimentos é o que vai garantir a desenvolvido para garantir a saúde de todos os nossos clientes. produção de alimentos seguros à Portanto o processo de higienização saúde do consumidor. envolve desde cuidados pessoais até Uma das ações do projeto é a criação do Sistema APPCC, que tem a limpeza dos equipamentos e como pré-requisitos as Boas Práticas de Fabricação e a Resolução RDC nº utensílios e é sobre esse assunto tão 275, de 21 de outubro de 2002 sobre Procedimentos Padrões de Higiene importante que abordaremos neste Operacional (PPHO). Esses pré-requisitos identificam os perigos capítulo. potenciais à segurança do alimento desde a obtenção das matérias-primas Após os anos 90, em função do aumento das importações de até o consumo, estabelecendo em determinadas etapas (Pontos Críticos outros produtos para o Brasil, as pessoas começaram não só a conhecer de Controle), medidas de controle e monitoramento que garantam, ao final novos alimentos, como também a observar mais os estabelecimentos de do processo, a obtenção de um alimento seguro e com qualidade. alimentos e bebidas. Além do controle rigoroso a partir da implantação do sistema A partir desse momento começamos a ter um cliente muito mais acima, tem-se com a criação e com a aplicação do Código de Defesa do atento a novos produtos, e também a tudo que cerca um restaurante, Consumidor, uma mudança no perfil do consumidor brasileiro que hoje principalmente a higiene. O cliente de hoje conhece as normas e seus observa desde a higiene do local, até a forma como os alimentos são Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria servidos e até mesmo embalados, além de conferir prazos de validade, Estamos falando da Resolução RDCN. 216 de15/09/04, portarias no verificar procedência, e analisar a qualidade dos produtos que adquire, ou 1.428/MS e no 326 SVS/MS, de 30/07/97. seja, está mais atento, exigente e principalmente, é conhecedor dos seus direitos. Com base nessa Resolução, colocamos abaixo alguns procedimentos que precisam ser seguidos pelos proprietários e/ou E o empresário do segmento de alimentos e bebidas também gestores de estabelecimentos que manipulam alimentos. sentiu a necessidade de se adaptar ao Código de Defesa do Consumidor, uma vez que segundo este, “o COMERCIANTE será responsabilizado por ! Elaborar manual de boas práticas de manipulação: acidentes de consumo quando não conservar adequadamente um produto geralmente fica a cargo do proprietário do estabelecimento, e perecível ou quando o consumidor não identificar o fabricante, construtor, o deve adaptar a norma à realidade do local. produtor ou importador no rótulo do alimento”. Logo, o empresário precisa primeiramente ter a consciência da responsabilidade de se trabalhar com ! Treinamento dos funcionários em relação à higiene e às alimentos de maneira segura e segundo, estar ciente de que se ele quiser técnicas corretas de manipulação de alimentos: se manter no mercado competitivo deverá se diferenciar por transparecer Controle de saúde dos funcionários: exigência do Ministério do todos os cuidados que possui nos bastidores do seu empreendimento. Trabalho, que determina a realização do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), cujo objetivo é avaliar 2.1.2 Segurança Alimentar e prevenir as doenças adquiridas no exercício de cada profissão; Mas que exigências legais precisamos cumprir para atender as normas da Vigilância Controle de saúde clínico exigido pela Vigilância Sanitária: Sanitária? verificar se o colaborador é portador de doenças infecciosas ou A Vigilância Sanitária estabelece regras parasitárias.. Esses exames têm o objetivo de verificar a saúde específicas para empresas que produzem e ou do trabalhador e a sua condição, se está apto para o trabalho, manipulam alimentos, e todos os gestores desse não podendo ser portador de doença infecciosa ou parasitária. setor devem obrigatoriamente conhecê-las, e ainda fazer mais, o ideal é levar ao conhecimento Controle de água para consumo: é obrigatória a existência de de toda a sua equipe, pois todos participam de reservatório de água isento de rachaduras e sempre com a alguma etapa para o atingimento das regras. tampa fechada, devendo ser limpo e desinfetado quando for Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria instalado, ser realizada sua manutenção a cada seis meses; e isenta de goteiras, vazamentos e umidade. também nos casos de acidentes que possam contaminar a água. !Portas e janelas: superfície lisa, cor clara e de fácil limpeza. Controle integrado de pragas: consiste na aplicação de boas práticas para prevenir ou minimizar a presença de insetos e !Iluminação: deve ser uniforme. roedores. Algumas ações como manter o lixo em recipientes adequados, tampados e de fácil higiene, estes !Ventilação: deve garantir a renovação do ar e que o ambiente devem ser esvaziados diariamente ou, se fique livre de fungos, gases e fumaça. necessário, duas ou três vezes ao dia; de acordo com o volume de lixo do estabelecimento. A !Instalações para lavagem das mãos nas áreas de produção: desinsetização só pode ser feita com produtos obrigatório existir lavatório facilmente localizado para a lavagem registrados no Ministério da Saúde e executada e secagem das mãos sempre que a natureza da operação assim por empresas autorizadas. exija. Devem estar à disposição do usuário: sabonete líquido, toalha de papel e lixeira acionada por pedal. ! Estrutura/Edificação: Alguns cuidados também devem ser considerados quando pensamos na construção e nas instalações !Instalações sanitárias: devem existir banheiros separados de um estabelecimento alimentício, alguns dos mais relevantes para cada sexo, em bom estado de conservação, constituídos de seguem abaixo, conforme exigência da Resolução RDC 216/04 vaso sanitário com tampa, pia, papel higiênico, lixeira com tampa da Vigilância Sanitária: acionada por pedal, sabão neutro, toalha de papel de cor clara e não reciclado. !Piso: material liso, resistente, impermeável e lavável. !Higiene pessoal estética e asseio: banho diário, cabelos !Paredes: acabamento liso, impermeável, lavável, isenta de protegidos, barba feita, unhas curtas, limpas, sem esmalte ou fungos (bolor); se for azulejada altura mínima de 2 (dois) metros. base, uso de desodorante inodoro, não utilização de adornos (colares, amuletos, pulseiras, brincos, anéis). !Forros e teto: material liso, resistente, impermeável e lavável, Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria ! Uniformes: completos, de cor clara, conservados, limpos e integrado de praga, ou seja, promover ações de higienização do trocados diariamente, toucas ou redinhas para o cabelo. Não ambiente que integram a limpeza diária sistemática com utilizar panos ou sacos plásticos para proteção do uniforme. dedetizações temporárias. ! Higiene das mãos freqüência: o funcionário deve lavar as ! Periodicidade de limpeza: mãos com sabão neutro e secar com papel toalha descartável, sempre que: chegar ao trabalho; utilizar os sanitários; tossir, Diária: pisos, rodapés e ralos, equipamentos, utensílios, espirrar ou assoar o nariz; usar esfregões, panos ou materiais de bancadas, superfícies de manipulação limpeza; fumar; recolher lixo e outros resíduos; tocar em sacos, produto aprovado pelo Ministério da Saúde para essa finalidade. usar álcool a 70%, caixas, garrafas e sapatos; tocar em alimentos não higienizados ou crus; pegar em dinheiro; houver interrupção do serviço; iniciar Semanal: paredes, portas, janelas, prateleiras (armários), um novo serviço. gôndolas, geladeiras, câmaras e freezers. ! Higiene operacional (hábitos): não é permitido durante a Quinzenal: estoque, estrados. manipulação de alimentos: falar, cantar, assobiar, tossir, espirrar, cuspir, fumar; mascar goma, palito, fósforo ou similares, chupar Mensal: luminárias, interruptores, tomadas, telas. balas, comer; experimentar alimentos com as mãos; assoar o nariz, colocar o dedo no nariz ou no ouvido, mexer no cabelo ou Semestral: reservatório de água. pentear-se; enxugar o suor com as mãos, panos ou qualquer peça da vestimenta; manipular dinheiro; fazer uso de utensílios e ALERTA!!! equipamentos sujos; trabalhar diretamente com alimento quando NÃO é permitido usar panos apresentar problemas de saúde, por exemplo, ferimento e/ou para secagem de utensílios infecção na pele, ou se estiver resfriado ou com doenças e equipamentos. estomacais. ! Higiene ambiental: remover o lixo diariamente; seguir controle Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria Embora possa parecer que são muitas as exigências, devemos Não misturar alimentos pensar que são todas adequações fundamentais para que o seu crus com alimentos já estabelecimento cumpra as normas da Vigilância Sanitária e esteja confeccionados, nem juntar preparado para a visita de fiscais desse órgão. Além de estarmos alimentos de origem vegetal com preparados para receber bem o cliente, e no nosso caso, o nosso turista! alimentos de origem animal, Além de nos preocuparmos com a higiene dos nossos durante e após a fase de manipuladores e de nossas instalações estarem de acordo com as normas preparação, de forma a evitar da Vigilância Sanitária, existem também regras para a higienização correta contaminações cruzadas. dos alimentos e dos instrumentos e equipamentos utilizados na cozinha, (Falaremos em detalhes a seguir vamos conhecê-las? sobre esse tipo de contaminação) Segundo o Portal de Saúde Pública, 2005, algumas normas devem ser seguidas: Nunca deixar à temperatura ambiente produtos como cremes, maioneses e outros molhos em cuja confecção sejam utilizados ovos, pelo risco de multiplicação de salmonelas, que existem freqüentemente nos 2.2 NORMAS BÁSICAS DE HIGIENE NA MANIPULAÇÃO DE ovos. No caso de não serem consumidos logo após a sua preparação, ALIMENTOS estes produtos devem ser imediatamente refrigerados. Lavar e desinfetar todas as hortaliças e legumes a consumir crus, a Os alimentos devem ser servidos e consumidos logo após a sua desinfecção pode ser feita mergulhando este tipo de alimento, depois de preparação, nunca devendo ser deixados à temperatura ambiente, bem lavados, numa solução de água com cloro, por sobretudo na primavera, verão e outono. No exemplo, 10 gotas de cloro por cada litro de água, caso de não serem logo consumidos, os durante 30 minutos; depois voltar a passar os alimentos devem ser mantidos abaixo de 10ºC alimentos em água corrente. ou acima de 60ºC, ou então congelados, a fim Os agriões só devem ser consumidos de se evitar o crescimento e multiplicação de cozidos em sopas; nunca devendo ser utilizados em agentes saladas, pois este pode alojar pequenos (microrganismos e produtos resultantes da microrganismos causadores de doenças e são decomposição dos alimentos). resistentes a esta desinfecção. Administração de Alimentos e Bebidas causadores de doenças Nunca se devem conservar, refrigerar ou Educatur Treinamento e Consultoria congelar alimentos preparados ou cozidos junto de alimentos crus, para evitar os riscos de contaminação. aspiração adequados. As louças, máquinas Nunca se devem descongelar e voltar a congelar os alimentos. e outros utensílios utilizados Quando for necessário reaquecer os alimentos deve-se garantir na preparação de alimentos um aquecimento adequado de modo a destruir eventuais microrganismos devem manter-se em perfeito que se tenham produzido. estado de asseio. As Devem-se respeitar sempre os prazos de validade e as condições máquinas de picar carne adequadas de conservação dos diferentes alimentos. Latas de conserva devem ser desmontadas e com a tampa abaulada ou que libertem gás no momento da sua abertura, lavadas após a sua utilização. As frita deiras devem nunca devem ser consumidas pelo ser lavadas sempre que se mudar o óleo, a fim de se eliminarem os risco de botulismo, que é uma resíduos da utilização anterior. doença muito grave e, por vezes, mortal. A lavagem da louça, talheres e restantes utensílios devem fazer-se com água corrente e detergente, em lava-louça adequada. Nunca se devem guardar latas A louça falhada, rachada ou partida deve ser eliminada, pois pode de conserva depois de abertas, o provocar ferimentos e doenças. Deve evitar-se a utilização de louça de seu conteúdo deve ser transferido barro vidrado, pois pode transmitir chumbo aos alimentos. para recipientes apropriados. As tábuas para cortar alimentos não devem ser de madeira, pois podem alojar microrganismos. Devem ser em material plástico, polietileno 2.2.1 Higiene das Instalações e Equipamentos ou vidro, próprios para alimentos. Já falamos sobre os processos de manipulação de alimentos e Os produtos alimentares devem estar sempre protegidos e agora vamos falar sobre como devemos proceder para realizar a devidamente acondicionados em depósitos e armários bem vedados e higienização das instalações e dos equipamentos de uma cozinha. higiênicos, ou em equipamentos frigoríficos adequados, de modo a serem As instalações destinadas à armazenagem, preparação e convenientemente protegidos de poeiras e vetores animais, só devendo consumo de alimentos devem estar limpas e livres de roedores, insetos e ser retirados desses locais no momento de serem manipulados / animais domésticos. A limpeza dos compartimentos deve fazer-se por via preparados. úmida, com água quente e detergentes adequados e/ou por meios de Nunca usar as mesmas facas e utensílios em alimentos não Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria cozidos ou não lavados, e em alimentos já cozidos ou preparados, pelo animais domésticos nas zonas onde se armazenam, preparam ou risco de contaminação. consomem alimentos. Deve-se também impedir o acesso de ratos e Quando se provam alimentos com uma colher, esta deve ser imediatamente lavada. Pegar nos talheres sempre pelos cabos Nunca colocar os dedos nas bordas ou no interior de copos, taças ou pratos Usar luvas descartáveis no empratamento manual, ou executá-lo insetos. O empresário ou gestor de um empreendimento de alimentos e bebidas, independente do seu porte, desde uma barraca de cachorroquente até um restaurante requintado devem ver na Vigilância Sanitária e na aplicação de suas normas aliados para a realização de um bom trabalho e não como inimigos, pois apesar de serem rigorosas, essas boas práticas sempre com um utensílio limpo e adequado. é que vão garantir a saúde e o bem estar de todos: colaboradores e Manter todos os recipientes convenientemente tapados. clientes, e garantir acima de tudo o seu sucesso. Manter as superfícies de trabalho adequadamente limpas. Nos intervalos do trabalho não deixar superfícies e utensílios sujos. Deve existir um frigorífico para alimentos já cozidos, lavados ou preparados para consumo direto, e outro frigorífico para alimentos crus ainda não preparados. Se não for possível, os alimentos cozidos ou já lavados e preparados devem arrumar-se nas prateleiras acima dos alimentos crus ou ainda não preparados, devidamente embalados ou dentro de recipientes adequados e higiênicos, a fim de se evitar a contaminação dos primeiros. No armazenamento e acondicionamento não deve existir contato entre alimentos de origem vegetal e alimentos de origem animal, pelo risco de contaminação. Manter a lixeira sempre fechada. Não deve ser permitida a presença de Administração de Alimentos e Bebidas 2.2.2 Contaminação Cruzada Devemos nos atentar para todos os passos que fazem parte do processo de produção de refeições, já que devem seguir padrões de higiene para que seu resultado seja satisfatório, sendo, portanto, condição essencial para a promoção e manutenção da saúde. Você já ouviu falar no termo food safety? Esse termo significa alimento seguro, e prevê a garantia de consumo alimentar no âmbito da saúde coletiva, ou seja, são produtos livres de contaminação, seja através de interferências de natureza química, como acontece nos casos onde se utilizam agroquímicos, seja nos casos de contaminação biológica, por organismos od ty o F fe Sa Ali m Se ento gu ro Educatur Treinamento e Consultoria patogênicos, física ou de outras substâncias que possam colocar em risco a saúde tanto de quem manipula o alimento quanto de quem irá consumilo. Caso no processo de produção aconteça alguma falha, e haja perda de controle, ocorrendo contaminação cruzada, esta será responsável por possíveis surtos de doenças transmitidas por alimentos. E o que é a contaminação cruzada? Vamos pensar na prática o que é uma contaminação cruzada? Imagine uma cena: corto com a mesma faca uma carne crua e depois sem higienização uma carne cozida. Pois bem, você visualizou a cena de uma contaminação cruzada, já que ocorreu uma transferência de contaminantes entre as duas carnes, pois a crua ainda está “contaminada” e a cozida já passou por um processo que diminuiu ou eliminou os riscos de contaminação. Portanto, este processo acontece quando “transferimos” a contaminação de um produto para outro que já se encontrava livre ou pelo menos com uma carga menor de contaminante. Como evitar a contaminação cruzada? Abaixo daremos algumas ! O fluxo que o alimento vai percorrer na cozinha deve ser contínuo, de maneira que os alimentos crus não cruzem com as etapas que envolvam alimentos cozidos; ! No resfriamento, seja na geladeira, freezer ou câmara, deve-se atentar para o posicionamento dos produtos. Os crús devem estar na parte de baixo, os semi-prontos no meio e os cozidos na parte de cima. ! Durante a higienização, os equipamentos e utensílios devem ser limpos em local específico para evitar que alimentos sejam contaminados por produtos químicos (este também é um exemplo de contaminação cruzada); ! Sempre após o uso ou na troca de atividades deve ser feita a higienização de equipamentos e utensílios; dicas para que ela não ocorra: Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria ! Os alimentos de origem animal devem ficar separados por tipo, 2.2.4 Segurança no Trabalho ou seja, carne, peixe e frango em monoblocos, para que o líquido Será que devemos tomar alguns que derramar de um alimento não cuidados quando pensamos em trabalhar numa atinja o outro. Uma vez que os cozinha ou tivermos uma equipe atuando nesse monoblocos, são uma forma de ambiente? acondicionamento. De maneira Com certeza! Pois a cozinha é um lugar que apresenta vários prática em uma câmara fria, na riscos, mesmo nas residenciais, porém nas cozinhas comerciais esses primeira prateleira monoblocos de riscos são potencializados devido ao volume de ações que são ali pacotes de cenoura em juliene realizadas. salteadas. Na segunda prateleira monoblocos de pacotes de cenoura juliene crua. Portanto, é fundamental se implantar uma metodologia de trabalho que vise a segurança para àqueles que desempenharão suas funções na cozinha. 2.2.3 Controle dos Colaboradores Podemos perceber que para se trabalhar com alimentação não é Abaixo alguns procedimentos que podem fazer toda diferença para se evitar acidentes. tão simples assim, e conforme os assuntos já abordados anteriormente nota-se que o papel desempenhado pelos colaboradores é de extrema ! Mantenha os pisos limpos e secos, e se possível, escolha os responsabilidade já que interfere diretamente na saúde dos clientes , pois antiderrapantes, evitando assim possíveis escorregões e são eles que manipulam os alimentos e as bebidas que serão servidos. quedas. Não podemos esquecer que o controle das ações que são realizadas pelos colaboradores compete ao empresário ou gestor do ! Utilize produtos de limpeza que removam a gordura em sua empreendimento, este não pode se isentar das responsabilidades e deve totalidade, evitando assim que o piso fique escorregadio. assumir juntamente com a sua equipe as conseqüências. Para que trabalhem dentro dos padrões esses colaboradores precisam ser treinados e informados de suas responsabilidades. A capacitação é sempre a melhor forma de manter a saúde de seus clientes e de sua empresa. Administração de Alimentos e Bebidas ! Utilize as placas de sinalização quando necessário, como por exemplo, no caso de pisos molhados. Incentive e explique a importância da equipe se alertar mutuamente, como em áreas muito congestionadas e com muitos riscos como falarem em alto Educatur Treinamento e Consultoria e bom som: “Cuidado, estou atrás”! “Isto está quente”! livros, seja na leitura das normas técnicas, ou solicitando a visita de um profissional da Vigilância Sanitária que poderá contribuir sanando suas ! Providencie uniformes seguros para evitar queimaduras dúvidas e lhe dando preciosas orientações. extensas de acordo com a função que o colaborador desempenhará. ! Providencie sapatos antiderrapantes e com biqueira protetora. ! Oriente sobre o manuseio seguro de facas e cortadores elétricos. ! Coloque instruções de segurança junto dos equipamentos, em locais de fácil visualização, e também leia os juntamente com novos colaboradores, e reforce aos que já trabalham com os mesmos. ! Nunca deixe panos perto de chamas ou de superfícies quentes. ! Nunca deixe os fogões em uso sem operadores. ! Toda atenção com o armazenamento de produtos de limpeza à parte de qualquer alimento e fontes de calor. Este é um assunto que não termina com este capítulo da apostila, o ideal é que você como gestor de um estabelecimento de alimentação procure se aprofundar e buscar constante atualização, seja através dos Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria CAPÍTULO 3 3.1 ALIMENTAÇÃO COMO UM NEGÓCIO TURÍSTICO V destaque na escolha de um destino, além de ser um dos itens que ocupa amos refletir um pouco sobre o turismo e sua relação com a grande parte do orçamento destinado pelos turistas para ser gasto em sua gastronomia! experimentação turística. Mas antes é preciso lembrar que toda A alimentação está intimamente ligada à cidade, independente do seu tamanho, da história e às tradições culturais de um povo e para sua localização, possui algum potencial a indústria do turismo, a gastronomia se mostra para o Turismo, e não necessariamente já um fortalecedor da imagem e da capacidade de ser uma cidade turística, mas pode atração de um destino, surgindo assim o turismo apresentar elementos que podem atrair gastronômico. visitantes, como recursos naturais, Os hábitos alimentares e os ingredientes históricos, rurais, ou até mesmo ser uma usados numa determinada localidade, traduzem sua herança cultural, e cidade de negócios ou voltada para esportes de aventura. Ou seja, esta remete a fatores como: o clima, a situação geográfica, a história, a podemos entender que a cidade deve ter algo que desperte a vontade de situação político-social da região e do mundo em diferentes épocas. E uma pessoa conhecê-la? Será que ter uma valorizar essa especificidade de cada localidade é o grande diferencial, gastronomia que caracterize uma localidade é saber explicar para o seu cliente ( turista) o porque de certos alimentos um diferencial? Sim, vamos entender melhor serem somente consumidos ali, ou a forma como são preparados os neste capítulo a importância da gastronomia pratos serem tão específicas, ter uma para o turismo. gastronomia rica é ampliar o seu leque de A gastronomia é um componente opções. importante da oferta de uma cidade, e por Lembrando que existem técnicas e conseqüência de um destino turístico, pois produtos específicos para o preparo de independente de ser turista ou não todos determinados alimentos que podem constituir necessitamos nos alimentar, e visitando uma motivação principal da atividade turística, e localidade não seria diferente. Porém, além de para que a gastronomia atue como elemento suprir a necessidade básica de alimentação, a gastronomia pode tratar-se propulsor da principal motivação de uma viagem, podendo ocupar um papel de desenvolvido um conjunto de ações, é como se Administração de Alimentos e Bebidas do turismo, terá que ser Educatur Treinamento e Consultoria fossemos criar um produto gastronômico formado por uma série de cliente final. ingredientes. 3.2 TIPOLOGIAS DE RESTAURANTES Vamos à receita de um produto gastronômico? ! Passar para os turistas quais 3.2.1 Classificação são as origens e os meios de se preparar os pratos tradicionais; ! Estabelecer uma relação entre a gastronomia e a história e a cultura da localidade; Existe uma classificação de restaurantes que os encaixa em um PRODUTO GASTRONÔMICO dos três níveis abaixo: Quick service: Nessa classificação, o couvert médio é de no ! Proporcionar um contato entre máximo R$ 20,00 e o tempo médio que o cliente o turista, o “vendedor” permanece no estabelecimento entre escolher, (restaurante) e o produtor local; fazer o pedido, comer, pagar e ir embora gira em ! Incentivar e promover torno de 20 - 27 minutos. parcerias junto aos operadores Nos restaurantes desse nível os produtos turísticos, agentes de viagens e são mais simples, de elaboração e finalização líderes de opinião, através da realização de visitas a restaurantes, degustações gastronômicas; fazer workshops para mostrar produtos certificados. (se a cidade menos complicada o que vai agilizar o serviço. São alguns exemplos de restaurantes quick service: fast food, self service, lanchonetes, restaurantes comerciais. tiver), dentre outras ações Com relação ao serviço de garçons, os fast food não apresentam que façam com que estes esse tipo de serviço, os self service tem apenas um ou outro garçom. Já as sejam lanchonetes tem mais serviço. os maiores divulgadores da gastronomia e dos produtos daquela Midscale região, pois são eles que Nessa classificação, o couvert médio sobe para um valor entre R$ “venderão” o destino para o 20,00 e R$ 40,00. Há uma maior exigência dos produtos, pois se paga mais Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria por isso. Restaurante Típico O serviço de atendimento já é mais destacado, com os cargos de maître, garçom e commis. Esses restaurantes podem ser de várias categorias e caracterizam-se por sua decoração típica e pelos pratos que oferecem. Exemplos: restaurantes de especialidade, regionais, variados. São originários de determinada região ou país bem marcado. Por exemplo: japonês, italiano, baiano, nordestino. Upscale Restaurante de especialidade Nos restaurantes upscale, o couvert São restaurantes caracterizados pela médio ultrapassa os R$ 50,00. A matéria-prima especificidade de seus produtos ou utilizada, isto é, os produtos, têm qualidade preparações. Por exemplo: churrascaria, superior e muitas vezes o nome do restaurante pizzaria, cozinha vegetariana, crepes. está associado a um chefe de cozinha de renome. Restaurante gastronômico Nesses restaurantes o serviço de São restaurantes sofisticados que oferecem pratos requintados e atendimento precisa ser mais especializado e muitas vezes está associado a chefe de cozinha de renome. Normalmente experiente. oferecem o menu degustação ou menu confiance. 3.2.2 Tipologias de Restaurantes Restaurante comercial São restaurantes com instalações mais Restaurante Internacional simples e com o cardápio de pratos rápidos e É um restaurante clássico, com baratos. Os clientes são marcados por pessoas do bom nível qualitativo e visual. O comércio e de escritórios. Funciona serviço é requintado e serve pratos da principalmente no almoço com o sistema de self- cozinha internacional, mas também service, buffet por quilo ou por pessoa e por ser um alguns pratos clássicos nacionais. restaurante que mais em conta, precisa vender grande quantidade para sobreviver. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria Restaurante industrial ou de coletividade Temperatura dos alimentos em exposição: Esse tipo de restaurante funciona nas fábricas e indústrias e visam atender as FRIOS: 10°C - até 4 horas necessidades diárias de um trabalhador 10°C a 21°C - até 2 horas Por isso os cardápios são balanceados e o restaurante tem acompanhamento de uma QUENTES: 65°C - até 12 horas nutricionista. 60°C - até 6 horas menos de 60°C - 3 horas Lanchonete São restaurantes especializados em lanches rápidos, simples ou sofisticados. Inglesa direto Nesse serviço a comida vem pronta da cozinha disposta em travessas. O garçom apresenta a travessa pela esquerda do cliente, Fast food sempre que possível, e serve o cliente com o auxílio do alicate (garfo e São restaurantes que servem pratos ou lanches rápidos e os colher) também pela esquerda, montando o clientes gastam um curto tempo entre fazer o pedido e terminar a refeição. 3.2.3 Tipologias de Serviços prato a sua frente. Inglesa indireto Nesse serviço a comida também vem Americano ou self-service ou buffet pronta da cozinha disposta em travessas. O A palavra self-service vem do inglês e quer dizer servir-se. garçom apresenta a travessa pela esquerda do Nesse serviço, os alimentos ficam expostos nas mesas de buffet e cliente, sempre que possível, mas serve o prato o próprio cliente se serve e monta o seu prato. Os restaurantes que utilizam do cliente no guéridon, utilizando colher na mão esse tipo de serviço normalmente cobram por quilo ou por pessoa. direita e garfo na mão esquerda e entrega o prato Aqui é necessário ter atenção com a temperatura dos alimentos em exposição, pois alguns microorganismos patogênicos a saúde se ao cliente pelo lado direito. No guéridon, traz os pratos aquecidos para substituir os que estiverem na mesa, se for o caso. proliferam de acordo com a temperatura. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria À francesa ou diplomata ! No serviço à inglesa indireto, o garçom pode contar com o auxilio Nesse serviço o cliente se serve da travessa trazida pelo garçom. do commis para entregar um prato enquanto monta o seguinte. O garçom apresenta a travessa pelo lado esquerdo do cliente, deixando-a próxima ao prato do cliente, para que ele se sirva. É um serviço lento, onde cada garçom serve até 6 pessoas e por 3.3 REGRAS DE SERVIÇO PELO LADO ESQUERDO DO CLIENTE: isso é um serviço realizado mais em banquetes em casas de famílias e Russa ! Serve-se o pão sobre o prato para pão. ! Serve-se os alimentos com auxílio do “alicate”. ! Faz-se reposição ou troca dos talheres que são posicionados à É um serviço bem comum no Brasil, no qual o garçom traz as esquerda da mesa. jantares de gala. travessas com a comida e as coloca no centro da mesa. ! Serviço de desembaraço do prato e da faca para pão. Cada cliente se serve com o auxílio dos talheres de cada travessa. PELO LADO DIREITO DO CLIENTE: Pratos prontos ou empratados e distribuição dos alimentos, pois são bem ! Apresenta-se o cardápio. ! Coloca-se ou retira-se os pratos da mesa. ! Faz-se a reposição ou troca dos talheres que são posicionados a montados e decorados pelo cozinheiro, direita da mesa. Aqui o prato já vem pronto da cozinha para o cliente, possuindo boa apresentação valorizando assim seu serviço. DICAS: ! Coloca-se o galheteiro. ! Apresenta-se as garrafas de vinho e serve-se as bebidas. ! Serviço de desembaraço ! Na montagem de um prato ou quando estiver servindo um de todos os pratos, copos e cliente, não exagere na quantidade. talhares à exceção do prato e ! Sirva primeiro o ingrediente principal do prato, colocando-o do da faca para pão. lado direito inferior do prato. ! Apresenta-se a nota. ! A montagem do prato deve ser feita às vistas do cliente. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria 3.4 OUTROS SERVIÇOS precisam ser de cocção rápida, pois o serviço não pode demorar. Normalmente quem costuma fazer esse serviço é o maître, mas Serviço de room service É o serviço de quarto em hotéis e pousadas. O hóspede faz o pedido por telefone e a comida é levada ao seu quarto, onde ele faz a refeição Nesse serviço nada impede que o garçom também o realize. O serviço é realizado com o auxílio do guerridon, e toda a mise en place deve estar bem organizada. Também deve-se ter preocupação com a higiene e segurança, pois algumas vezes, quando faz-se a flambagem, trabalha-se com fogo dentro do salão. é preciso observar bem o número do quarto e Serviço de banquetes nome do hóspede para na porta ou toca a ! Formais ou à francesa ! O garçom realiza todo o serviço de alimentos e bebidas. ! Os clientes ficam sentados à mesa. ! A mesa fica arrumada de acordo com o cardápio que será campainha do quarto, servido. esperar a autorização, ! Meio-formais ou à franco-americana ! O garçom realiza o serviço de bebidas e retira os pratos sujos. ! A mesa fica arrumada de acordo com o cardápio que será não cometer erros. O garçom bate pede licença, entra, cumprimenta o hóspede e coloca a bandeja na mesa adequada. A retirada dos utensílios sujos deve ser feita na hora combinada ou quando o hóspede pedir. servido. ! Clientes ficam sentados à mesa, mas se servem na mesa buffet. Nesse tipo de serviço o garçom precisa ter o máximo de discrição possível, pois entra em contato com a intimidade do hóspede. Informais ou à americana ! Os convidados se servem à mesa Serviço de réchaud buffet mas ficam em pé. Serviço realizado na frente do cliente. Aqui a produção pode ser ! As mesas são somente de apoio. ! Os garçons fazem apenas o totalmente realizada a frente do cliente ou apenas finalizada. Quando alimentos vão ser cozidos totalmente a frente do cliente, serviço de bebidas e recolhem os Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria pratos e copos sujos. supervisionar sua equipe operacional. Ou seja, é preciso conhecer em detalhes para que eu tenha condições técnicas de verificar se o serviço Serviço de coffee-break está sendo realizado de acordo com o esperado, além de poder diversificar Esse serviço acontece em pequenos eventos, reuniões, palestras, as suas opções quando for oferecer seu estabelecimento para realização congressos e servem como pequenos intervalos, pausas. Dura me média de eventos gastronômicos. 20 minutos e o serviço utilizado é o à americana. Cabe ao garçom montar a mesa, fazer reposições, manter a organização e higiene e depois Planejar as atividades no ramo de alimentos e bebidas é de fundamental importância para o bom andamento do negócio e para a desmontar. Somente depois de freqüentar o mesmo restaurante certo número de obtenção de lucros. Agora vamos abordar assuntos mais diretamente ligados a parte vezes, o cliente descobrirá o que ele gerencial começando por processos organizacionais do seu negócio. tem de melhor a oferecer e como Muitos empresários acreditam que a gerência de um empreendimento fazer com mais proveito o seu começa na sua inauguração, este é o seu maior engano, pois o pedido. É necessária clareza ao planejamento e a execução dos seus controle deve começar já na fazer o pedido, e que se repita pelo elaboração do menu, muito antes das suas portas abrirem para menos uma vez o nome e o número atendimento ao público. do prato desejado, para garantia de E o primeiro assunto será a criação do menu bem como das fichas que o garçom faça a anotação certa. técnicas, além da sua importância para a manutenção da saúde financeira O mesmo com o vinho. do seu estabelecimento! do No planejamento do menu é que serão desenvolvidas as fichas técnicas empreendimento na maior parte do dos pratos, que será verificado a forma de preparo, o empratamento, o tempo não seja o responsável por custo e o preço de venda dos mesmos. Embora o gestor servir o cliente, precisa, no entanto, estar atento para orientar e Administração de Alimentos e Bebidas 3.5 PROCESSO ORGANIZACIONAL DE UM RESTAURANTE. Elaborar uma ficha técnica num primeiro momento pode parecer assustador, mas não é! Pelo contrário, devemos vê-la como uma aliada! Educatur Treinamento e Consultoria Abaixo segue um modelo básico de ficha técnica que vamos CARDÁPIO, acertou! utilizar mais para frente em nossas aulas. Portanto, vamos conversar um pouco sobre esse instrumento e sua importância Ficha Técnica para um estabelecimento de alimentos e Custo/Venda bebidas. Tamanho da Receita Custo da Receita Preço de Venda da Receita O cardápio, também chamado de menu, Tamanho da Porção Custo da Porção Preço de Venda da Porção carta ou lista, é o veículo de informação, CUSTO INGREDIENTES QTDE LIQ. UNIDADE REND % QTDE BRUTA venda e publicidade de um restaurante e CUSTO BRUTO UNIT. TOTAL sua finalidade é auxiliar os clientes na escolha dos alimentos e bebidas. É também considerado uma das ferramentas de marketing que é utilizada nas empresas gastronômicas com a finalidade de alavancar e impulsionar suas vendas. Alguns aspectos devem ser levados em consideração quando da elaboração do cardápio, seu “layout” deve receber cuidados especiais no que tange à TOTAL R$ 0,00 MODO DE PREPARO sua composição, redação e apresentação, uma vez que a junção de todos esses elementos pode influenciar o julgamento dos clientes e ajudar na construção de Vamos entender a função do cardápio e poderemos nos aprofundar na elaboração das fichas técnicas. impressões sobre os produtos oferecidos. Inconscientemente, o cliente está avaliando a qualidade do papel, a impressão 3.5.1 Cardápios Qual é a primeira coisa que pedimos ao chegar num restaurante ou em uma lanchonete? Se você respondeu e as ilustrações ao escolher seu prato. Como a escolha é feita pela leitura, a redação e a correção gramatical devem ser impecáveis. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria UM CARDÁPIO DEVE NECESSARIAMENTE: 1. Informar 2. Ser claro, legível e objetivo 3. Possuir seqüência lógica 4. Não conter erros ortográficos 5. Ser original 6. Ser fácil de manusear rápido desgaste do conjunto. O ideal é que o estabelecimento comercial 7. Ser visto como cartão de visita do restaurante confeccione cardápios novos a cada três meses. 8. Informar sobre os preços e sobre o restaurante 9. Ser fiel aos ingredientes mencionados nas preparações culinárias Alguns fatores são determinantes na elaboração de um cardápio, como: 10. Despertar o interesse dos clientes 1. Conhecimentos culinários: para realizar combinações entre os pratos e as guarnições, para uma seleção original de pratos. Lembre-se que a capa e as cores escolhidas para compor o 2. Conhecimentos de serviços de restaurante: muitas vezes cardápio ou menu devem refletir a imagem do restaurante, auxiliando na nem o restaurante e nem seus funcionários estão preparados identificação de sua tipologia, coerentes com o ambiente encontrado. Para para servir determinados pratos que necessitam de uma mise en tanto, a escolha do papel adequado é o primeiro passo para a confecção e place especial. sucesso de um cardápio. Este deve resistir ao manuseio freqüente e ao Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria 3. Análise dos clientes: o cardápio deve estar de acordo com a compões os pratos do seu cardápio, mais facilmente seu cliente fará suas clientela. escolhas e também proporcionará agilidade aos serviços. Evitar o uso de “nomes fantasias” de pratos como “Lula Maluca” e o 4. Análise de vendas: os itens do cardápio devem ser vendáveis uso freqüente dos termos “à/ao”, como por exemplo, “Frango ao molho de para os clientes do restaurante. berimbau, principalmente em pratos escritos em língua estrangeira. Além disso, redobre o cuidado com erros de ortografia e gramaticais, pois um 5. Definição de cor, tipo de letra, ilustrações: devem erro nesses quesitos pode denegrir a imagem do estabelecimento e harmonizar com o restaurante. dificultar na hora da retirada do pedido pelos garçons. Quando o público é fixo o cardápio deve ser renovado com maior 6. Distribuição de pratos no cardápio: a localização do nome do freqüência, mas quando o público varia constantemente o cardápio pode prato influencia na sua venda. permanecer fixo, com alterações mais esporádicas. O cardápio influencia diretamente na compra dos utensílios e 7. Preços: devem ser colocados do mais barato para o mais caro, equipamentos com os quais o restaurante deve estar equipado, pois os em ordem crescente. mesmos devem estar de acordo com a necessidade das produções e serviços dos alimentos. 8. Arte final: fazer revisão de texto, do tamanho, cores e posições evita perda de tempo e de dinheiro. A mão de obra deve estar treinada para produzir perfeitamente todas as preparações. O cardápio também define o conceito do restaurante, o público 9. Sazonalidade: é importante verificar a época de determinados freqüentador e como devem acontecer as operações dentro do mesmo, produtos, pois quando não é a sua época podem encarecer e até bem como sua lucratividade. mesmo perder a qualidade. Muito usada freqüentemente citamos como estratégia de venda que também favorece a criatividade dos chefs de cozinha, e que têm a 10. Ofertas de mercado: o restaurante deve oferecer as mesmas possibilidade de realizar testes prévios de pratos antes de sua inclusão coisas que a concorrência? definitiva no cardápio original a conhecida “sugestão da casa”. Através dela o restaurante pode oferecer a seus clientes pratos diferenciados que Quanto maior o número de informações sobre os ingredientes que privilegiam produtos da estação ou matérias-primas encontradas somente Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria durante uma época do ano e trazer novidades temporárias. Outra estratégia de venda muito usada, mas não menos eficiente, é o “prato do dia”, estes normalmente são elaborados a partir de produtos brownie vendido? Motive sua equipe de atendimento e prepare um cardápio que desperte o interesse no cliente de consumir estes pratos, use fotos reais ou tenha pequenas amostras. que estão com sua data de validade próxima ou matérias-primas que estão O cardápio é a peça chave do restaurante além de ser o guia do na finalização de sua temporada. Cria-se essa oferta para o cliente e, chef da cozinha e dos clientes, sendo o principal elemento de ligação entre normalmente, ele possui grande procura e traz o retorno esperado, pois eles e o estabelecimento, já que é através dele que o cliente faz suas para clientes que estão com pressa ou não tem idéia do que pedir já escolhas. Por isso, é tão importante a forma como o mesmo será utilizado, facilitará por ser algo “pronto”. para que seja uma ferramenta promocional para o restaurante, além de Como pretendemos atuar fortemente atendendo turistas, e estes poder contribuir para a fixação da sua marca. são formandos por diversos grupos, e um deles bem expressivo são as As instalações também precisam atender as necessidades do famílias, devemos ou não pensar em um nicho muitas vezes esquecido cardápio, no que diz respeito aos serviços, tanto no salão quanto na que é o das crianças, já que estas são clientes potenciais. Podemos pensar cozinha. na criação de um menu exclusivo e voltando para elas, onde o visual neste caso deve chamar a atenção. Pode-se abusar das cores quentes como amarelo, vermelho e o laranja, personagens infantis e criar a possibilidade Equipamentos e utensílios de interação entre elas e o cardápio, para mantê-las entretidas e facilitar a aproximação com futuros clientes. Neste cardápio customizado para as Mão de obra Instalações crianças os termos utilizados devem ser simples, de fácil entendimento, as porções devem ser adequadas e os preços de acordo com as porções. Não Cardápio se faz necessário extensa variedade de pratos, mas algumas opções que atendam aos desejos das mesmas. Conceito Operação O cardápio deve ter opções atraentes de sobremesas e de bebidas alcoólicas, pois são grandes geradores de receitas, portanto pense em reservar um espaço atraente para eles ou até mesmo desenvolver um cardápio especial de bebidas ou uma carta de vinhos, valorizando ainda mais esses produtos. Quanto pode-se ganhar a cada bebida ou a cada Administração de Alimentos e Bebidas Público Lucratividade Educatur Treinamento e Consultoria 3.5.2 Elaboração de fichas técnicas conforme a necessidade e o perfil do seu restaurante e de suas divisões Todo gestor do setor de A&B ( Alimentos e Bebidas ) deve conhecer internas, portanto, ninguém melhor do que o gestor e sua equipe de , aprender a elaborar e principalmente enfrentar as barreiras para que cozinha para definirem o modelo mais condizente com o estabelecimento. sejam implantadas nos casos de pratos/produtos elaborados pela casa, as Lembre-se que o excesso de informação pode confundir a cabeça dos fichas técnicas, estas podem ser consideradas como um dos mais colaboradores, sendo perfeitamente desprezível. importantes documentos para o restaurante. Alguns dados são os mais importantes e que não podem faltar e É através dela que se registra todo o processo de elaboração dos seguem o padrão do modelo mais usado que é o da ficha única, na qual pratos, bem como das matérias-primas utilizadas, suas quantidades e seu constam medidas e custos de cada ingrediente, modo de preparo, valor total de produção. rendimento e custo final do prato. Somente com este modelo simples o Assumindo basicamente duas funções básicas: gerencial, gestor terá mais controle do estoque e certa padronização dos pratos. identifica todos os custos de matéria-prima inerentes àquela preparação Porém, esta pode ser aperfeiçoada, e ainda proporcionar agilidade na (ficha técnica de custo), e também operacional, pois identifica todas as cozinha e clareza na contabilidade. etapas da produção do prato, além de exibir uma fotografia do prato As informações que constam na ficha técnica devem ser montado (ficha técnica de receituário). Por isso, também exerce um papel direcionadas para quem interessa dentro do papel que ocupam na fundamental que é o de manter a padronização dos pratos, por isso não se empresa, ou seja, quem está cozinhando não precisa saber o custo de deve abrir mão das fichas técnicas. Sua importância não se resume a ser cada porção, assim como quem administra as contas não precisa saber apenas a anotação de uma simples receita, pois elas trazem detalhes quantos ovos são utilizados na preparação daquela massa. sobre as características de cada ingrediente, o peso a ser utilizado, o modo Para muitos chefs e gestores do segmento, o ideal seria usar três de preparo, informações financeiras, entre outros dados relevantes para o tipos diferentes de fichas, são elas: receita, custos e produtos, sendo cada gestor. uma direcionada para um setor. Por demandar certo tempo para que sejam elaboradas, e pela Cozinha: ficha de receitas, para consulta dos colaboradores para desinformação gerada pela falta de profissionalização, poucos a execução dos pratos e garantindo a manutenção das suas restaurantes se dão ao trabalho de elaborar fichas técnicas de seus pratos. características O gestor não deve se prender a um ou outro modelo de ficha Administração da casa: ficha de custos nela estará registrado os técnica, uma vez que a composição da ficha técnica deve se adequar gastos de acordo com as quantidades exatas de cada ingrediente. Importante ressaltar, que deve ser calculado o peso bruto e o peso líquido Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria Ficha Técnica Pão de calabresa com queijo branco de cada ingrediente, embora seja trabalhoso, é esse Custo/Venda 33% Custo da Receita R$18,42 Preço de Venda da Receita R$ 55,80 Custo da Porção R$ 6,14 Preço de Venda da Porção R$ 18,60 conjunto que trará exatidão nos cálculos de lucratividade do prato. Compras/ Estoque: ficha de produtos, deve Tamanho da Receita 3 Tamanho da Porção trazer características a serem consideradas na INGREDIENTES QTDE LIQ. UNIDADE REND % QTDE BRUTA CUSTO BRUTO UNIT. CUSTO TOTAL compra dos ingredientes, como cor e consistência, Fermento biológico 0,05 Kg 100% 0,05 R$7,99 R$ 0,40 evitando perda ou que a mesma seja mínima. Açúcar 0,02 Kg 100% 0,02 R$1,79 R$ 0,04 Já existem programas de computador que Leite 0,40 L 100% 0,40 R$1,59 R$ 0,64 dinamizam a funcionalidade da ficha técnica, com as Ovo 3,00 Uni 100% 3,00 R$0,21 R$ 0,63 fichas registradas no sistema o programa dá “baixa” Sal 0,01 Kg 100% 0,01 R$1,19 R$ 0,01 Margarina 0,06 Kg 100% 0,06 R$2,59 R$ 0,16 Óleo 0,02 Kg 100% 0,02 R$2,37 R$ 0,04 Farinha de trigo 1,00 Kg 100% 1,00 R$2,98 R$ 2,98 Calabresa moída 0,50 Kg 100% 0,50 R$9,00 R$ 4,50 Tomate 0,400 Kg 90% 0,44 R$2,39 R$ 1,06 Cebola 0,250 Kg 90% 0,28 R$1,68 R$ 0,47 Queijo Branco 0,500 Kg 100% 0,50 R$15,00 R$ 7,50 TOTAL R$ 18,42 nos ingredientes e custos exatos a cada prato que sai da cozinha, permitindo um controle instantâneo do fluxo do restaurante. Permitindo também prever com mais precisão quando é necessário comprar um produto e em qual quantidade. Quando for elaborar uma ficha técnica, fique atento. Evite usar xícaras como medidas; Padronize MODO DE PREPARO as quantidades em quilos, litros, colheres e unidades; Misturar fermento biológico, o açúcar, o leite, e 100 gramas da farinha de trigo; Coloque os ingredientes na ordem em que eles Deixar descansar por 15 minutos; entrarão na receita; Primeiro coloque o nome, depois Depois acrescentar o sal, o ovo, a margarina, e o restante da farinha de trigo; a quantidade do ingrediente; No modo de preparo, Trabalhar a massa até o ponto em que desprende da mão; opte por frases curtas, objetivas e numeradas. Deixar crescer ate dobrar de volume; Abrir a massa em um retângulo com 1 cm de altura, distribuir a calabresa moída, tomate Modelo de ficha técnica cebola e o queijo branco em fatias, enrolar como rocambole e pincelar com ovo; Assar por 40 minutos em 180 graus em forno pré-aquecido Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria Já vimos acima um modelo de ficha técnica, agora vamos praticála? faça uma calda e coloque por cima do bolo 6. Se o seu liquidificador for bem potente, o bolo todo pode ser feito Usando a receita abaixo vamos transportá-la para a ficha técnica e nele fazer os cálculos? Ficha Técnica Custo/Venda Bolo de cenoura Massa Cobertura 1/2 xícara (chá) de óleo 1 colher (sopa) de manteiga Tamanho da Receita Custo da Receita Preço de Venda da Receita Tamanho da Porção Custo da Porção Preço de Venda da Porção INGREDIENTES 3 cenouras médias raladas 3 colheres (sopa) de chocolate em pó ou Nescau 4 ovos 1 xícara (chá) de açúcar QTDE LIQ. UNIDADE REND % QTDE BRUTA CUSTO BRUTO UNIT. Se desejar uma cobertura molinha coloque 5 colheres de 2 xícaras (chá) de açúcar leite 2 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó TOTAL Modo de preparo: MODO DE PREPARO 1. Bata no liquidificador primeiro a cenoura com os ovos e o óleo, acrescente o açúcar e bata por uns 5 minutos 2. Depois numa tigela ou na batedeira, coloque o restante dos ingredientes misturando tudo, menos o fermento 3. Esse é misturado lentamente com uma colher 4. Asse em forno pré aquecido (l80ºC) por 40 minutos 5. Para a Cobertura: misture todos os ingredientes, leve ao fogo, Administração de Alimentos e Bebidas CUSTO TOTAL Educatur Treinamento e Consultoria Agora que vocês já aprenderam a calcular o preço real desse bolo, por quanto você venderia no seu estabelecimento? Mais para frente abordaremos o assunto Formação de Preço! subordinados. Trata-se de uma ferramenta facilitadora, e que variará de acordo com o tamanho do estabelecimento, se for uma cozinha de um grande hotel, o organograma será mais complexo do que de um restaurante tipo 3.5.3 Aspectos físicos e gerenciais de restaurantes bistrô com 20 lugares. “Comer fora é uma experiência total, que passa não só pelo O organograma de uma empresa de A&B, permite que todos paladar, mas por todos os outros sentido.”( Francisco T. Freund, Alimentos tomem conhecimento da distribuição dos papéis e da divisão de poderes e Bebidas – Uma visão Gerencial, pág. 116) dentro da empresa, ou seja, a hierarquia que deve ser respeitada, assim Quando um morador local ou um turista decidem ir até um restaurante, ele não pensa apenas em se alimentar, mas também em outros fatores principalmente em ser muito bem atendido, se sentir valorizado, como se fosse um cliente único! Este cliente está em busca de um bom ambiente, de prestígio e atenção – isso inclui limpeza, um serviço à altura do que ele está disposto a gastar e para a comida o mesmo. Quando se consegue combinar esses ingredientes se tem o efeito desejado pelo cliente. Cabendo aos gestores de empreendimentos de A&B, a responsabilidade de estruturar a casa e a sua equipe para que o seu cliente se sinta plenamente feliz e com as suas expectativas superadas. Para tanto, todos os aspectos físicos e gerenciais do empreendimento devem ser levados em conta. 3.5.4 Organograma Para que o gestor consiga aplicar com eficiência suas habilidades de liderança e gerenciais cabe a ele determinar cada função dentro do empreendimento e deixá-las de maneira clara para todos os seus Administração de Alimentos e Bebidas como os cargos se relacionam entre si. Exemplo: Educatur Treinamento e Consultoria Vamos conhecer um pouco sobre o papel de alguns dos cargos disponibilizados no organograma exemplificado na página anterior. ! Garçom/garçonete: Reporta-se ao mâitre e tem como função elementar servir aos clientes. ! Gerente de A&B: é quem chefia todos os colaboradores do ! Cumim: é subordinado ao mâitre e ao supervisor do restaurante, empreendimento, é responsável pelo controle de todos os setores deve auxiliar o garçom em suas tarefas, normalmente é quem da empresa. retira a louça suja das mesas. ! Mâitre executivo: reporta-se ao gerente de A&B e é responsável ! Chef de cozinha: também responde ao gerente de A&B, é por todos os colaboradores do setor de restaurante, em um grande responsável por todos os serviços da cozinha, ou seja, é ele que hotel responde pelo restaurante principal e supervisiona os outros organiza, controla e coordena. Além de elaborar cardápios, mâitres. orientar e acompanhar a execução de receitas. Zela pela ordem e higiene da cozinha. ! Sommelier: participa de todo processo relacionado ao serviço de vinhos dentro de um empreendimento de A&B, desde a ! Sub chef: é o mais executivo dentro da cozinha, responde avaliação dos pratos e compras desses vinhos para harmonização diretamente ao chef, colabora na supervisão das tarefas. com os mesmos, até ao atendimento ao cliente para indicação dos vinhos. ! Garde-manger: responde diretamente ao chef, é responsável pelos pratos frios do restaurante, entradas e saladas. ! Chefe de fila de restaurante: reporta-se diretamente ao mâitre executivo e chefia garçons e cumins, é também quem substitui o ! Cozinheiro folguista: também responde diretamente ao chef, mâitre quando necessário. tem que ter conhecimento em várias áreas, pois como o próprio nome já diz, ele cobre as folgas de outros cozinheiros. ! Hostess: reporta-se diretamente ao mâitre, e tem como objetivo recepcionar os clientes na porta do restaurante e levá-los até a ! Cozinheiro açougueiro: responde ao chef, é responsável pela mesa, responsável também pelas reservas. limpeza e corte de carnes. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria ! Confeiteiro-chef: responde diretamente ao chef, normalmente funcionários vamos precisar de uma equipe de RH ou de uma pessoa é o profissional mais especializado dentro de uma cozinha, qualificada para ser responsável pela contratação e pelo desligamento dos elabora pratos doces, sobremesas e coordena a equipe de funcionários dessa empresa. confeiteiros. Para cada área do empreendimento de A&B existem regras específicas de contratação, por exemplo, um cozinheiro é obrigado a fazer ! Confeiteiro: responsável pela elaboração de sobremesas, exames coprocológicos em sua admissão, providencia que não é massas, sorvetes. necessária para a contratação, por exemplo, de um garçom. Em cada cidade ou região do nosso país existem sindicatos ! Auxiliar de cozinha: presta assistência aos cozinheiros. profissionais e cada um deles dita as regras a serem seguidas ali. Cada administrador deve procurar o sindicato responsável pela sua cidade ! Chef de limpeza (steward): responsável pela manutenção e e descobrir quais são os direitos e os deveres indicados para cada limpeza de todas as áreas do serviço no setor de A&B. Cuida dos profissional, por exemplo, o piso salarial de cada profissão e acordos inventários do setor e ainda responde pela cambuza (lavagem de trabalhistas que são executados na região. louças e panelas). As escalas de trabalho e de folga dos colaboradores devem ser definidas pelo administrador e pelos chefes de cada área, sempre ! Atendente de cozinha: faz serviços gerais de apoio. observando se tudo está de acordo com as regras sindicais e com o ministério do trabalho. É preciso ir além, e não se limitar ao entendimento apenas do que Não devemos esquecer que para uma empresa andar no trilho cada função representa isoladamente, mas um bom gestor deve promover certo, crescendo sempre, precisamos da nossa equipe. A melhor forma de a integração e a cooperação entre as áreas de maneira a sedimentar uma fazer com que a sua equipe esteja sempre motivada é valorizando-a, e clima saudável e produtivo. primeira forma de valorização do funcionário é o seu registro em carteira conforme os tramites legais e contratos de prestação de serviço. A segunda 3.5.4.1 A equipe: O gestor do empreendimento de A&B pode montar a própria equipe quando se trata de um empreendimento de pequeno porte, mas quando estamos tratando de uma empresa com um número maior de Administração de Alimentos e Bebidas forma é o pagamento do que foi acordado entre as partes. Se essas duas etapas forem cumpridas já começamos a criar um elo de respeito e de fidelização do nosso colaborador. Não é só o nosso cliente que deve ser fiel a nossa empresa, o Educatur Treinamento e Consultoria nosso funcionário também, para o empreendimento caminhar as pessoas 3.5.6 Utensílios e equipamentos que trabalham nele devem realmente A qualidade dos utensílios e “vestir a camisa”, e com isso evitamos equipamentos utilizados em uma transtornos futuros, como processos empresa de A&B certamente trabalhistas e outros. influenciará no produto oferecido pelo estabelecimento. É preciso 3.5.5 O espaço levar em conta muitos fatores para Como já citamos, um ambiente sua escolha, como, por exemplo, a agradável é fundamental para o sucesso manutenção, qual a estrutura do de um empreendimento de alimentos e estabelecimento, que tipo de bebidas. Já que todos os tipos de clientes equipamento ele comporta e qual vai gostam de estar e de serem vistos em ser os prós e os contras dessa ambientes bonitos e aconchegantes. escolha. Portanto, a decoração deve ser pensada O gestor juntamente com o em coerência com o espaço e deve contar responsável por cada sessão deve com um toque de carinho que é tão chegar a um acordo juntos, de que importante para se criar o cenário utensílios e equipamentos são esperado dentro da gastronomia. necessários para aquele setor e Antes de pensarmos na decoração é preciso definir algumas coisas: qual é o seu tipo de estabelecimento, que tipo de público você vai receber e o que o seu cliente realmente deseja. verificar onde estão os melhores produtos com os melhores preços e prazos. A empresa deve fazer uma listagem com todos os materiais Se pensarmos em restaurantes, por exemplo, regionais, nada adquiridos e todos os já existentes para que o controle seja total. E mais correto que a decoração já remeta ao tipo de comida que é servido no periodicamente essa listagem deve ser verificada ou sempre que surgir mesmo e assim por diante, a harmonia entre esses elementos deve ser alguma dúvida ou algum tipo de evento em que se precise verificar, por estabelecida. exemplo, a quantidade de louça do restaurante. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria Cada responsável pelo setor também é responsável por esta 3.5.7 Rotina e operação listagem e por justificar as possíveis perdas e repassar para o gestor para Quando o restaurante abre as portas para receber seus ilustres que a reposição seja efetuada. Quando formos efetuar a planilha de custos clientes, o trabalho interno já começou muito antes, para preparar todo o devemos lembrar que, deve-se calcular 10% do faturamento para a local e organizar todos os processos que lá acontecem para o bom reposição das louças. andamento do estabelecimento. Para se calcular um número de materiais para o salão de um restaurante podemos trabalhar assim: Tudo deve ser planejado e arrumado em detalhes, para que não aconteçam surpresas desagradáveis durante a operação. Por isso existe dentro de um estabelecimento de A&B, tanto a cozinha, quanto o salão um UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS plano de ataque para a execução da mise an place. O que seria isso? Mise an place é a separação de ingredientes ou materiais que precisaremos para a execução do nosso Prato raso 3x o número de lugares trabalho. Plano de ataque é a forma e a ordem por onde vamos começar a Prato fundo 2x o número de lugares executar o mise an place. Prato de sobremesa 2x o número de lugares Por exemplo, na cozinha, o chef sabe Xícara de café com pires = ao número de lugares quais são os pratos que precisam ser Xícaras de chá com pires = ao número de lugares preparados naquele dia, então ele prepara o Garfo de mesa 3x o número de lugares plano de ataque de cada colaborador, esse Garfo de sobremesa 2x o número de lugares plano vai mostrar o que ele deve fazer durante Faca de mesa 3x o número de lugares aquele dia, e cada um munido do seu plano, vai Faca de sobremesa 2x o número de lugares em busca das fichas técnicas para preparar a Colher de sopa 2x o número de lugares mise an place de suas receitas. Colher de sobremesa 2x o número de lugares Para o salão a forma é a Colher de chá e café 2x o número de lugares mesma, o mâitre tem que preparar o Copos 4x o número de lugares plano de ataque e distribuir as Toalhas de mesa 3x o número de lugares funções para os seus subordinados, Moleton 2x o número de lugares os mesmos devem preparar a mise Cobre manchas 3x o número de lugares Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria na place de seus materiais. Por exemplo, separar toda a louça a ser utilizada no serviço de jantar, higienizar e colocá-las em seu devido lugar. ferramenta teve início no Japão nas décadas de 1950 e 1960. Os 5 S's são: seire, seiton, seiso, seiketsu e shitsuke. Esse tipo de operação faz parte das tarefas diárias de um Seire (descarte): significa ter só o necessário e na quantidade estabelecimento de alimentação e cada tipo de restaurante vai ter a sua 1. forma de trabalho. certa, portanto descartar tudo o que não for útil. O descarte reduz os espaços de estoque, facilitando o transporte interno e 3.6 GESTÃO DA QUALIDADE TOTAL melhorando a organização dos ambientes. Em qualquer tipo de organização é importante buscar pela Seiton (arrumação): cada coisa no seu devido lugar, tudo qualidade total dos processos, o que envolve mudança de comportamento 2. e de atitudes. sempre disponível e facilmente visualizável. Com a aplicação A qualidade total está relacionada à satisfação não só dos clientes, dessa ferramenta, gasta-se menos tempo na busca do que é mas também de todos os colaboradores, está associada também a necessário, evita compras desnecessárias além de racionalizar o excelência na organização da empresa, em conformidade com as espaço físico. Ambientes organizados levam a maior especificações técnicas, aos prazos e pontualidade de entrega e ao produtividade. atendimento. A qualidade é fundamental na colocação da empresa perante o 3. Seiso (limpeza): ambientes limpos lembram qualidade e mercado, além de visar a empresa no futuro, melhorando a segurança, levando a maior produtividade das pessoas, evitando competitividade, através de um plano estratégico baseado na necessidade perdas e danos materiais e melhorando a imagem da empresa dos clientes e nas melhorias dos processos. perante aos clientes. Através da qualidade total, a empresa pode alcançar a excelência Seiketsu (higiene): higiene significa qualidade de vida no e para isso ela precisa gerenciar a rotina e ter diretrizes empresariais, com 4. processos previsíveis, manutenção do padrão, eliminação de problemas, trabalho, além de manter a ordem. Quem exige qualidade, exige orientação para o futuro, melhor competitividade, planos estratégicos e higiene. melhoria dos processos. Uma ferramenta que auxilia nessa busca pela qualidade total, eliminando os desperdícios no setor de alimentação, é o 5 S's. Essa 5. Shitsuke (disciplina): é a rotina das melhorias alcançadas, constantemente relacionada à educação reduzindo a Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria necessidade de controle. Significa desenvolver o autocontrole. A aplicação dessa ferramenta, os 5S's, tende a trazer apenas ou o fracasso de um estabelecimento, consegue imaginar que aspecto seria esse? benefícios para a empresa, como: ●Eliminação de desperdícios ●Otimização dos espaços e do tempo ●Redução do stress e das condições inseguras ●Prevenção de quebras e aumento da vida útil ●Padronização dos processos ●Prevenção da poluição ●Melhoria da qualidade e das relações humanas ●Incremento da eficiência ●Confiabilidade dos dados ●Redução dos acidentes ●Incentivo a criatividade ●Autodisciplina ●Dignificação do ser humano ●Base para a qualidade total O aspecto humano! Ou seja, precisamos falar sobre o atendimento e como ele pode fazer toda a diferença na sua empresa. A empresa só anda pra frente se os seus colaboradores vestirem a camisa, se eles realmente forem valorizados e se sentirem parte de um time. Faz parte desta valorização do pessoal, inclusive, o treinamento, que deve ser constante, para que eles possam atender seu cliente da melhor maneira possível, seja o interno ou externo, pois uma empresa funciona como a engrenagem, onde todos os seus componentes devem atuar em harmonia. Esse deve ser um dos maiores desafios do gestor de A&B, fazer com que seus subordinados cumpram satisfeitos e com cordialidade suas tarefas. Os princípios da 3.6.1 Fidelização de clientes – Princípios de excelência que serão excelência nos serviços relacionados abaixo, se Passamos por vários aspectos da administração implantados na empresa e de negócios de A&B, focando inclusive àqueles voltados seguidos dentro de suas para receber turistas. limitações com certeza Todos os aspectos abordados até então são contribuirá para a criação de importantes, porém um deles que ainda não foi uma forma de fidelização de explorado em detalhes pode contribuir para o sucesso seus clientes. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria Princípios da excelência 1. Responsável pelo fluxo de produtos, serviços e informações inter relacionadas, devendo atender às necessidades, aumentar a produção e reduzir os Estar apto a responder todas as custos. perguntas dos clientes/turistas Saber executar todas 2. Processo de planejamento, implementação e as tarefas exigidas controle dos fluxos eficiente e economicamente Ficar alerta para qualquer coisa Receber os clientes/turistas sempre com um eficaz de matérias-primas, estoques em processo, sorriso no rosto, uma frase acolhedora de boas vindas produtos acabados e informações relativas desde que o cliente necessite Conhecer a operação o ponto de origem até o ponto de consumo, com o da empresa propósito de atender às exigências dos clientes. EXCELÊNCIA Superar as expectativas dos clientes Estar arrumado, limpo, com o 3. A missão da logística é dispor a mercadoria ou cabelo cortado e penteado serviço certo, no lugar certo, no tempo certo e nas condições desejadas, ao mesmo tempo em que fornece a maior contribuição para a empresa. Ser capaz de contornar os conflitos Antecipar os desejos dos clientes em potencial, com tato e educação As vantagens da aplicação da logística, independente das definições acima, são colocar a disposição produtos e atender clientes da forma E para que todos os princípios sejam atingidos a figura do gestor incentivando, motivando e principalmente mostrando a importância de cada um deles, será fundamental par que se instale um programa de excelência em seu empreendimento. Todos os objetivos citados acima podem contar com o auxílio de outra ferramenta, a logística. A logística tem três definições. São as seguintes: certa, no lugar certo e no tempo certo; planejar, implementar e controlar o fluxo e armazenagem de matérias-primas e de produtos acabados; otimizar o fluxo de materiais e informações da empresa; gerar redução de custos com a otimização dos estoques; redução dos custos de transporte e de armazenagem; menores custos de compras e estoques, otimização da distribuição de matéria-prima e produtos; desenvolvimento de parcerias Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria com fornecedores; relacionamento positivo entre clientes. Dentro de um restaurante, a logística pode assim ser entendida: o planejamento que qualquer empresa encontrará a segurança necessária para enfrentar qualquer tipo de crise ou emergência. setor de compras, ao receber a necessidade de pedido de compra do Para conseguirmos planejar o nosso negócio, devemos saber estoque e da produção, faz a cotação dos preços, escolhe o fornecedor e exatamente o que vamos gastar e como vamos recuperar esse envia o pedido de compra para aprovação da gerência. Chegando essa investimento. aprovação, o setor de compras faz o pedido ao fornecedor. O responsável Abaixo segue todos os itens que devem ser relacionados: pelo setor de compras e o gerente realizam o recebimento dos produtos, avaliam estes e os encaminham para o respectivo estoque. A cozinha, 1 – Listar investimentos iniciais - nesses investimentos estão quando necessita de um produto, emite uma requisição interna ao estoque. inclusos o de construção e reformas, placas de sinalização, O pedido do cliente representado pela comanda apenas finaliza o projeto de jardinagem e iluminação externa. Também podemos processo. incluir as taxas para a abertura da empresa, impressos em geral, Por exemplo: o cozinheiro, que ao preparar um risoto, percebe que capital de giro e mais um valor para imprevistos.Neste item o arroz está acabando e requisita reposição imediata para o estoque, este também temos que listar os gastos com mobiliário, enxoval, informa que o produto acabou. Até o setor de compras efetuar o pedido e a equipamentos, utensílios, uniformes, etc. mercadoria chegar, serão necessários alguns dias. Portanto, é obrigatório que o cozinheiro planeje o pedido com antecedência, visando o trabalho 2 – Definir impostos que incidirão – pesquisar junto ao dos setores interligado. Com esse exemplo, percebe-se a importância do contador em que tipo de imposto o seu estabelecimento se planejamento visando o todo, já que a logística depende da ligação entre enquadra e definir a porcentagem. os setores. 3 – Calcular a depreciação dos bens. Os bens de uma 3.6.2 Planejamento Econômico empresa podem ser tangíveis ou intangíveis, sendo Pensar em realizar planejamento das tangíveis aqueles elementos que possuem um corpo físico, nossas ações é uma prática que estamos como máquinas, equipamentos, veículos etc. Os começando a nos acostumar, agora quando elementos intangíveis são aqueles que não possuem um falamos em planejamento econômico o assunto corpo físico, mas envolvem direitos de propriedade, como fica ainda mais nebuloso! Porém, é a partir deste marcas, patentes, direitos autorais. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria 5 – Calcular os custos e o preço de venda. – para calcularmos os preços de custo, primeiramente temos que definir custos fixos Tipos de bens Vida útil estimada Taxa anual Computadores e Periféricos 5 anos 20% a.a. de variáveis. Equipamentos, ferramentas, máquinas, 10 anos 10% a.a. Custos fixos: são todos aqueles que não variam com a venda, por móveis e utensílios, instalações etc. exemplo, aluguel, pró-labore, taxas, contribuições. Veículos 5 anos 20% a.a. Edifícios e Construções 25 anos 4% a.a. Custos variáveis: são todos aqueles que ocorrem somente quando existe a venda, por exemplo, mão de obra de diaristas, compras, luz. 4 - Estimar a demanda e o faturamento – para estimar a Para definirmos o preço de venda dos pratos, bebidas, enfim de demanda e faturamento de um empreendimento de A&B, todo os serviços do empreendimento de A&B precisaremos somar precisamos montar um quadro com todos os meses do ano, e todos os nossos custos, ratear entre todos os produtos da casa e montar mais três colunas, uma do número de clientes estimados, o acrescentar impostos, e lucros esperados. Encontraremos o valor que cada um irá gastar em média no seu estabelecimento e o nosso preço de venda e então, precisamos comparar ao preço de valor total por mês, com essa tabela chegaremos a uma estimativa mercado, para sabermos se temos ou não condição de competir de média de clientes mês e média de faturamento por mês. com a concorrência. M eses J a n e ir o N º d e c lie n t e s V a lo r u n it á r io V a lo r t o t a l 6 – Elaborar um balanço F e v e r e ir o M a rç o 7 – Calcular o tempo do capital investido. – Nada mais é do que A b r il o total investido no empreendimento dividido pelo lucro mensal M a io Junho (não pelo faturamento), através desse cálculo saberemos em J u lh o quanto tempo o capital investido retornará. A g o s to Empreendimentos de A&B, com bons resultados tem seu retorno S e te m b r o em cerca de 24 meses. O u tu b r o N o v e m b ro D e z e m b ro 8 – Definir o ponto de equilíbrio. - Ponto de equilíbrio, é o M é d ia p o r m ê s ( % ) Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria momento em que o valor das vendas (quantidade X preço unitário) 3. Marketing é a função empresarial que identifica necessidades e se igualam com os custos de produção somados as despesas desejos insatisfeitos, define e mede sua magnitude e seu fixas, ou seja, é quando conseguimos zerar nossas contas potencial de rentabilidade, especifica que mercados-alvo serão (receitas=despesas). A partir do ponto de equilíbrio é que mais bem atendidos pela empresa, decide sobre produtos, começamos a ter lucro. serviços e programas adequados para servir a esses mercados selecionados e convoca a todos na organização para pensar no 9 – Estimar a margem de contribuição.- Serve para saber qual cliente e atender a cliente.” produto promove uma margem maior de lucro, nada mais é do que a diferença entre o preço de venda e os custos variáveis, que vai No senso comum as pessoas tendem a limitar as ferramentas de contribuir para o pagamento dos custos fixos, e o lucro. Quanto Marketing às técnicas de vendas utilizadas por ela, porém sua abrangência maior for a colaboração para o pagamento do custo fixo, maior pode interferir nos resultados que você gostaria que sua empresa será a nossa margem de contribuição. Podemos então definir uma atingisse. margem de contribuição para cada produto que vendemos em nosso estabelecimento. Na verdade o papel do Marketing é muito mais amplo e significativo, pois pode englobar desde a criação de técnicas para conquistar os futuros clientes, até a fidelização destes ao seu 3.6.3 Marketing Para iniciarmos nossa conversa sobre Marketing, vamos refletir empreendimento. Ou seja, podem-se buscar formas de atingir o público alvo, como conquistá-lo e ainda de que forma vamos mantê-lo. acerca de três análises segundo Kotler, em Marketing de A a Z, (Ed. Você já ouviu falar em Branding? Campos, 2003, pag 121), um dos autores mais renomados nesta área: Branding é um estudo para se identificar a melhor marca para o “1. O marketing procura o equilíbrio entre a oferta e a demanda. seu produto ( estabelecimento), ou seja, que marca vai ser forte o bastante para fortalecer o seu produto no mercado e como mantê-la sempre a frente 2. Marketing não é a arte de descobrir maneiras inteligentes de da concorrência. descartar-se do que foi produzido. Marketing é a arte de criar valor Em nosso plano de negócios veremos que para obter sucesso em genuíno para os clientes. É a arte de ajudar os clientes a tornarem- nosso empreendimento gastronômico é preciso conhecer o nosso público se ainda melhores. alvo e o mercado em que vamos atuar, portanto, através das ferramentas de marketing poderemos identificar as necessidades dos nossos clientes e Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria buscar a melhor forma de satisfazê-los. O universo do Marketing é amplo, mas selecionamos a ferramenta seu cliente e sinta se você gostaria de freqüentar o local que pretende escolher. dos 4 Ps que podem ser muito úteis se forem bem aplicados : Produto, Promoção: Preço, Praça e Promoção. O sucesso da promoção depende muito Produto: é o que vamos oferecer para mais de criatividade, do que satisfazer as necessidades de nossos de dinheiro. São elementos clientes, no caso de estabelecimentos de promoção: cartões de gastronômicos, oferecemos visita, mala direta, panfletos, alimentação, bebidas e serviços telemarketing, participações vinculados a esses, como por exemplo, o em feiras, eventos. O mais atendimento de nossos garçons. O cliente sempre deseja o importante é saber se o melhor que temos a oferecer. mercado sabe que você está ali. Preço: deve ir de encontro com o mercado e com o que o nosso cliente está disposto a pagar, muitas vezes consideramos o De conhecimento dos 4 PS já podemos iniciar nosso projeto de melhor preço o menor, porém devemos estar atentos, e Marketing para nossos empreendimentos, onde deveremos encontrar uma estabelecer a relação custo-benefício, o preço de um produto relação adequada entre esses quatro componentes e o nosso negócio, deve ser justo e remeter à qualidade ou a facilidade que ele conseguindo assim potencializar nossas vendas. oferece. É muito comum um restaurante estar muito bem localizado, proporcionando fácil acesso, mas a comida e o serviço não serem bons, ou Praça: é o local onde está localizado nosso estabelecimento e até mesmo ser identificado um valor incoerente com o público daquela para determinado precisamos pensar em algumas questões: esse localidade. é de fácil acesso aos nossos clientes ou está em uma região onde Portanto, podemos afirmar que os quatro Ps devem se apresentar se encontram os nossos clientes? O local tem estacionamento simultaneamente, pois a ausência de um dele interferirá nos resultado adequado? È confortável para os clientes? Coloque-se no lugar de global de nosso estabelecimento, e devemos prever no planejamento de Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria nosso negócio a interação entre eles. plano de negócios? O mais importante, é ouvir o que o seu cliente tem a dizer, mesmo que sejam críticas, pois estas farão parte do crescimento do seu negócio. 3.6.4.1 O que é um Plano de Negócios? Quando um cliente relata uma queixa de alguma falha no produto ou no Plano de negócios é um documento, no qual se prepara um estudo serviço do nosso restaurante, devemos levar em consideração e avaliar se de viabilidade de um empreendimento. Nesse documento o futuro o que ele está falando é pertinente, e principalmente o que o levou a fazer empresário faz um planejamento do seu negócio, para saber se deve esses comentários, e ainda buscar formas de suprir essa necessidade que investir ou não na sua idéia. não foi atingida num primeiro momento. O plano de negócios, é um projeto trabalhoso, mas que assegura Existem muitas formas de se ouvir o cliente, e é papel do gestor ao empreendedor mais algumas chances de sobrevivência no mercado, ou criar ferramentas que tornem sua relação a mais próxima possível, desde seja, vale a pena investir seu tempo e dedicação na execução desta uma simples conversa, uma caixa de sugestões, pesquisas de satisfação ferramenta. deixados nas mesas, até usar as novas ferramentas tecnológicas que Esse mesmo plano não é um documento estático, pois poderá estão sendo tão difundidas como Orkut, Twitter, Blogs, dentro outras seguir as tendências do mercado e variações de clientela e de tipos de formas de comunicação. produto, ou seja, sofre mutações. A partir do feedback dos clientes, o gestor pode fazer análises e Elaborar um plano de negócios leva você a pensar com disciplina e redesenhar os caminhos do seu empreendimento e por muitas vezes todas as ações que irá tomar serão de caso pensado. Uma idéia pode ser conseguir traçar novas metas e promover um crescimento ainda maior do genial nos pensamentos, porém quando colocam os detalhes e os seu negócio, pois saberá exatamente onde estão os problemas e números a realidade pode ser bem diferente, e a genialidade acabar em um conseguirá atender melhor ainda a sua clientela. segundo. 3.6.4 Plano de Negócios Composição de um Plano de Negócios Agora que conseguimos definir todas as áreas de um ! sumário: deve constar a essência do seu plano de negócios, as suas empreendimento gastronômico, seja definindo nossos custos, seja principais idéias e do que se trata aquele documento, serve de um conseguindo definir a viabilidade do nosso empreendimento de A&B, orientador para o leitor do plano. selecionada ferramentas de marketing , vamos preparar o nosso próprio Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria !produto/serviço: é onde definimos o conceito do nosso giro até o valor de venda dos produtos e dos serviços. empreendimento, do que se trata, que tipo de produto e de serviço vamos vender, por exemplo, “Pequeno restaurante situado perto de escola de ! riscos e oportunidades: vamos definir quais são os riscos do segundo grau, com decoração descontraída capaz de atrair os estudantes. empreendimento ou as oportunidades mediante ao planejamento Música ambiente de gosto juvenil. Podem ser oferecidos três tipos de financeiro. pratos, além de refrigerantes e sucos.” ! plano de implementação: o que precisamos fazer para implantar o !mercado: Qual é o mercado existente para o negócio, como ele é, como nosso negócio? Quando faremos cada uma dessas atividades e quem será se comporta? Quem são os concorrentes, o que eles apresenta de bom e responsável por cada uma delas? ruim? Que parcela do mercado o negócio deve atender? A quem ele vai se destinar? Como vou sobreviver à concorrência? O que vou oferecer aos meus clientes que permita minha sobrevivência. De forma prática vamos primeiramente definir a empresa: ramo de atividade, tipo de negócio e setor de atuação, localização e idéia de negócios. ! marketing: Como os meus concorrentes fazem o seu marketing, isto é, como divulgam seu negócio e vendem? Como faremos a divulgação e a venda. Neste item observaremos as forças e as fraquezas dos outros antes de decidir o que fazer. Depois, planejar a empresa: marketing, vendas, finanças, produção, administração, serviços financeiros e mapa de competências. E por fim formalizar a empresa: registros, espécies de natureza jurídica, tributos, admissão de funcionários. 3.7 A GESTÃO SUSTENTÁVEL PARA OS EQUIPAMENTOS DE ! equipe: nessa etapa vamos definir como vai ser o organograma da nossa empresa, que tipos de funcionários vamos precisar contratar e quais serão suas funções. ALIMENTOS E BEBIDAS Tendo em vista a abrangência da problemática ambiental, não é difícil perceber que o Turismo, mais especificamente o segmento de administração de alimentos e bebidas, deve estar integrado às novas ! planejamento financeiro: Vamos definir todos os custos para se realizar tendências do mercado, preocupando-se com as questões ambientais o empreendimento, desde os investimentos iniciais com obras e capital de visando a sustentabilidade do meio ambiente e do seu próprio negócio. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria Tendo em vista, que além das exigências do mercado atual, é estratégias e meios para atingir esses objetivos num tempo determinado necessário que haja uma reflexão acerca dos impactos negativos causado através de constante avaliação de sua interação com o meio ambiente pelo segmento ao meio ambiente. Temos a idéia errônea de que somente externo.” as grandes indústrias poluem, mas o fato é que pequenas e médias Podemos dizer, de forma resumida, que a implantação de um empresas, incluindo as do ramo em questão, utilizam recursos naturais e sistema de gestão ambiental é uma forma de materializar a postura pró- por isso, devem enquadrar-se como possíveis poluidoras do meio ambiente de uma empresa, através de métodos e processos que visem ambiente. integrar a empresa ao meio em que está inserida, mantendo a avaliação Uma das maneiras de inserir uma empresa nesse novo exigente em caráter constante. mercado é, de forma inicial, demonstrar preocupação a respeito dos seus processos internos, organizando procedimentos de forma a entender onde No Brasil, segundo Gonçalves (2005), existem quatro tipos principais de sistemas ambientais em implantação: os recursos da empresa estão sendo investidos, e de que forma os recursos naturais estão sendo utilizados. Essa análise prévia traz os !Sistema Ambiental ABIH (Associação Brasileira da Indústria problemas à tona e, conseqüentemente, a discussão para as soluções. Hoteleira) denominado “Hóspedes da Natureza”; Esse é o passo inicial para a implantação de um sistema de gestão ! Sistema Ambiental de Produção Mais Limpa (P+L); ambiental, que trará benefícios financeiros para a empresa, bem como ! Sistema Ambiental autônomo, desenvolvido e implantado focado para a imagem da empresa; para os trabalhadores e para o meio ambiente. nos objetivos e metas de uma determinada empresa; Como isso, é possível pensar na sustentabilidade financeira da empresa, ! Sistema Ambiental que se baseia na aplicação da norma série aliada à idéia de integração social e ambiental. ISO 14000. 3.7.1 Sistemas de Gestão Ambiental Nesse breve estudo iremos focar nossa atenção ao mais comum Para iniciarmos o estudo é importante entendermos o que significa um sistema de gestão ambiental. Segundo Andrade (2000), um sistema de dentre os demais: O Sistema de Gestão Ambiental baseado na norma ISO 14001. gestão ambiental pode ser definido como “ ... processo adaptativo e contínuo, através do qual organizações definem e redefinem, seus 3.7.2 O Sistema de Gestão Ambiental - ISO 14001 objetivos e metas relacionadas a proteção do ambiente, à saúde de seus A norma ISO 14000 é uma ferramenta internacional, de caráter empregados, bem como clientes e comunidade, além de selecionar facultativo visando um gerenciamento mais eficaz levando-se Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria considerando o meio ambiente. Dentro da série norma ISO 14000 existem subdivisões relacionadas a diversos segmentos. Para este caso iremos abordar somente uma dessas subdivisões, a 14001. uma vez que tal mercado tem investido em empresas preocupadas com os impactos ambientais gerados pelo seu próprio negócio. Outros pontos relevantes a serem considerados, e que de certa forma integram a idéia de aceitação no mercado, tratam da melhoria da A ISO 14001 é definida como um padrão normativo que especifica imagem e reputação da empresa, da exigência dos clientes, da redução de os requisitos que podem ser auditados, e que levam a uma padronização riscos de penalidades legais, do reforço no relacionamento com a de processos importantes para o mercado global. fiscalização ambiental, ou com representantes da sociedade, e ainda da O mercado para empresas que, de alguma forma, possuem preocupações e ações voltadas a solução de seus problemas ambientais é inovação de processos, que pode baixar custos aumentando a eficiência e segurança do processo produtivo. crescente. Para notarmos esse crescimento, basta observar a quantidade de produtos e serviços com apelo ambiental, isso se dá pela demanda, também crescente, de consumidores conscientes de sua responsabilidade diante da problemática ambiental atual. Um sistema de gestão ambiental é amplamente aplicado ao setor de hotelaria, e pode também ser aplicado para empresas do setor de Alimentos e Bebidas, já que, segundo a própria norma, pode ser aplicado a qualquer atividade econômica. Porém, sabe-se também da dificuldade, principalmente das pequenas empresas, na obtenção da certificação, mas de qualquer forma é importante criar um sistema de gestão ambiental autônomo, de maneira a comprovar a minimização dos impactos ambientais decorrentes da atividade. 3.7.2.1 Por que e como implantar a ISO 14001 no meu negócio? Como já citamos, é muito interessante para uma empresa obter certificações internacionais para que sejam atraentes ao mercado mundial, Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria 3.7.3 Impactos ambientais negativos na Administração ou Equipamentos de Alimentos e Bebidas ! Evitar luzes acesas durante o dia; Apresentamos, a seguir, de maneira geral, os principais impactos negativos da atividade em questão, bem como alternativas para cada um !Uso de lâmpadas que otimizam a geração de energia, gastando menos e dos impactos. durando mais; Energia Elétrica !Instalação de sensores de presença, que, quando não há ninguém no Esse recurso natural é de vital importância para todos os setores ambiente, a luz se apaga automaticamente; da economia, e no nosso caso não é diferente. Muitas são as utilizações da energia elétrica em bares e restaurantes, até como meio de atração de ! Compra de eletrodomésticos eficientes. E neste momento escolha o Selo clientes, durante a noite. Porém, é bom lembrar que uma parte significativa Procel que analisa quanto de energia cada equipamento utiliza; dos custos de uma empresa são gastos com energia elétrica, e que podem e devem ser revistos. Reveja a conta de energia mensal, avalie, faça as contas e comece um plano de redução do uso de energia elétrica. Envolva os colaboradores ! Realizar manutenção preventiva nos equipamentos, como geladeiras e freezers, trocando a borracha de vedação e limpando o motor a eficiência energética não ficará comprometida; e até mesmo os clientes. Hoje são muitos os exemplos de restaurantes que adotaram o uso, ainda que parcial, da luz de velas durante os jantares. ! Conscientização dos envolvidos. Dessa forma, propiciando um clima agradável para o cliente, e uma grande redução com o custo de energia dentro da empresa. Muitas outras alternativas podem ser inseridas nesse contexto: Água Esse recurso natural tão valioso é direito constitucional dos brasileiros, mas nem todos têm fácil acesso a ele. Cada pessoa consome ! Uso de energia solar, com a instalação de placas fotovoltaicas. São cada entre 150 e 200 litros de água por dia. No Brasil, apenas metade da vez mais comuns, evitam o uso de energia elétrica reduzindo custos e população tem essa média de consumo. (Carvalho e Oliveira) conservando os recursos naturais. Como alternativa sustentável no uso desse recurso é imprescindível que haja percepção do valor do mesmo, planejando de ! Utilizar melhor a luz natural; Administração de Alimentos e Bebidas forma racional o seu uso. Abaixo apresentamos algumas idéias: Educatur Treinamento e Consultoria sua maneira adequada de descarte, e nos casos em que o resíduo é ! Reuso da água através de métodos aplicados a cada processo. A água coletado por empresa pública existe uma maneira correta de separação e que serviu de higienização das saladas, por exemplo, pode ser reutilizada entrega dos resíduos. na limpeza da cozinha ao fim do expediente; Podemos considerar que tudo que é produzido no mundo pode ser considerado como resíduo sólido, e nele pode haver certo valor agregado, ! Captação da água da chuva – É um investimento que valoriza a sua empresa, e traz benefícios econômicos, pois evita o gasto com água potável para a lavagem de áreas externas e banheiros, por exemplo. dependendo do tipo de material. Nos casos de resíduos orgânicos, como os restos de alimentos, por exemplo, se forem descartados de maneira inadequada, podem causar mau cheiro, proliferação de animais, além de ser a causa de variadas ! Uso racional é pensar para usar, lembrar que esse recurso é finito e doenças. Além disso, perde-se um recurso importante que poderia ser desenvolver novos meios de utilização, usando a água somente no reutilizado na adubação de jardins, evitando-se a compra de adubos. Isso momento em que ela for realmente necessária. por que determinados restos de alimentos, como cascas de ovo e de legumes, restos de comida crua, pó de café entre outros podem ser usados ! Instalação de vasos sanitários do tipo dual, que otimizam o uso da água nos banheiros; na compostagem, tendo como resultado um adubo natural. Os resíduos oleosos são outro grande problema para os restaurantes e bares, que consomem grandes quantidades de óleo de ! Uso de reguladores de pressão e vazão nas torneiras; cozinha. Se descartado de forma incorreta pode contaminar a água e o solo - 1 litro de óleo contamina um milhão de litros de água - e, como se não ! Avaliar periodicamente os custos de água, e planejar a redução; bastasse, quando despejado na rede de esgoto dificulta a operação das estações de tratamento de efluentes; ! Conscientização dos envolvidos. É fácil pensarmos que, após o descarte dos resíduos seja no esgoto ou via coleta de lixo pelo serviço público não temos mais Resíduos responsabilidade sobre este assunto, porém é necessário lembrar que os No processo de manipulação de alimentos e bebidas descartamos serviços públicos são calculados com base na geração de resíduos restos de alimentos, embalagens, óleo de cozinha, cacos de vidro, domiciliares, e as empresas que fazem a manipulação de alimentos e produtos de limpeza, álcool, entre outros. Cada um destes resíduos possui bebidas, apesar de gerarem resíduos semelhantes aos domiciliares, os Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria geram em quantidades bem maiores que os resíduos residenciais. Esta Da mesma forma que os resíduos plásticos, o papel e papelão geração concentrada de resíduos pode gerar grandes problemas na devem ser segregados e encaminhados para a reciclagem, seja ela via operação de estações de tratamento de efluentes ou aterros sanitários, por coleta pública ou através da entrega destes resíduos em cooperativas / isto é interessante que o tratamento e a disposição dos resíduos gerados organizações de reciclagem. O papel, juntamente com as latas de alumínio sejam de responsabilidade de uma terceira empresa, que se tornará e o plástico tipo PET, são os resíduos de maior valor comercial para a responsável pelo descarte mais adequado do resíduo, conforme as reciclagem, por isso pode-se pensar em utilizar esses recursos como exigências ambientais atuais. retorno para a própria empresa. Mas o que pode ser feito para reduzir esses impactos negativos? Apresentamos algumas sugestões importantes: ! Óleo de cozinha O mais viável na maior parte dos casos é realizar o ! Restos de alimentos armazenamento e entregando para empresas que compram este resíduo A solução mais adequada é através da compostagem, que pode para diversas aplicações, sendo as principais o uso como desmoldante na ser feita com a instalação ou construção de uma composteira no local ou, produção de peças de concreto, a produção de ração animal, glicerina ou caso a região tenha disponibilidade de coleta seletiva de lixo, os restos de biodiesel. Basta para isto armazená-lo em vasilhames e agendar uma data alimentos devem ser acomodados como lixo orgânico para o envio a uma para a coleta. Este resíduo nunca deve ser despejado na rede de esgotos usina de compostagem; em último caso, quando não houver coleta seletiva ou em corpos hídricos por conta dos diversos impactos negativos que deste material na região, o mesmo deve ser disposto juntamente com o lixo serão causados, conforme já citamos. encaminhado para o serviço de coleta pública, ! Cacos de vidro ! Embalagens plásticas Os cacos de vidro devem ser sempre embalados adequadamente Todos os tipos de plástico gerados na empresa devem ser de maneira a minimizar os riscos de ferimentos nas pessoas que irão segregados e encaminhados para a reciclagem, seja ela via coleta pública coletá-los. Caso exista disponibilidade de coleta seletiva na região, todo o ou através da entrega destes resíduos em cooperativas / organizações de vidro gerado na empresa deve ser segregado e encaminhado para reciclagem. reciclagem ou entregue nas empresas de vidro que reutilizam facilmente esses resíduos na produção de novas peças. ! Papel e papelão Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria ! Efluentes Deve-se avaliar o tamanho da empresa e a quantidade efluentes O importante é que, a ação cabível para evitar o uso dessa substância é substituir os antigos equipamentos, fabricados gerados. A partir daí pode-se pesquisar o tipo de tratamento mais anteriormente a 2001, investindo em novos e mantendo-se atento a adequado para que esse resíduo não seja disposto de maneira esse tipo de informação. inadequada no ambiente. Existem hoje no mercado diversos tipos de estações de tratamentos adequadas para cada tipo de empresa, no caso Produtos de limpeza das pequenas e médias empresas o uso de versões compactas pode ser Necessários para a manutenção de um ambiente higiênico e uma solução para o tratamento do esgoto, deixando de sobrecarregar o agradável, a limpeza tem também seus aspectos poluidores, esgoto da rede pública e agregando valores ambientais para a empresa. principalmente quando chegam aos esgotos, pois possuem substâncias químicas que afetam dificultam o tratamento da água, e pode chegar até os Emissões de CFC A emissão de gases CFC (clorofluorcarbono) é uma das principais causas do chamado buraco na camada de ozônio. Isso porquê, depois de rios e demais corpos hídricos afetando a saúde de animais e plantas, e ate mesmo de seres humanos caso se utilizem dessa água. Priorizar a escolha de produtos biodegradáveis é importante nesse contexto. certo tempo liberados no ar, chegam a uma camada da atmosfera entrando No caso do álcool, muito utilizado como bactericida nos bares e em contato com os raios ultravioletas, a partir de então se desintegram restaurantes, não pode ser descartado no esgoto, rios e solo, pois sua ação liberando cloro, e então destroem o ozônio, responsável pela proteção do bactericida poderá afetar o equilíbrio microbiológico da área onde for nosso planeta (por isso a expressão buraco na camada de ozônio). descartado. O uso do CFC era comum como propelente em aerossóis, Comprar produtos de limpeza concentrados e em embalagens equipamentos de refrigeração e na produção de plástico, porém, após a maiores gera menos resíduo. E a diluição em água deve ser feita sob comprovação da destruição do ozônio por conta dessa substância, sua medida, respeitando o que indica o fabricante, evitando o desperdício de produção e consumo passaram a ser banidos de maneira gradativa. A material, o que acaba por afetar os custos da empresa, e o aumento da partir de 1987 alguns países no mundo assinaram o Protocolo de Montreal quantidade de produtos que irão para o meio ambiente afim de que esforços fossem feitos para a eliminação das substâncias que desnecessariamente. destroem a camada de ozônio. O Brasil adere ao protocolo em 1990 e Além disso, é necessário que exista um cuidado relacionado ao estipula que, até 2001 o uso dessa substância seja banida no país, ainda manuseio desses produtos, uma vez que, em contato com o funcionário, que com algumas ressalvas. pode causar problemas de pele ou mesmo doenças respiratórias. O Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria correto é a utilização adequada de equipamentos, como luvas, e a utilização dos produtos na quantidade suficiente para a realização da ! O uso somente de alimentos orgânicos pode ser um diferencial de tarefa. mercado; Cabe aqui um treinamento com os colaboradores afim de que haja entendimento das quantidades de produtos que devem ser utilizadas bem ! Aproveitamento das culturas regionais no cardápio; como os cuidados com a segurança durante o manuseio. Quanto a produtos químicos classificados como perigosos, é bom atentar-se para a aplicação pela própria empresa, se é mesmo necessária ! Redução dos desperdícios, utilizando técnicas de aproveitamento do alimento de maneira integral; ou não, pois muitos empresários preferem utilizar serviços de terceiros, como a limpeza de exaustores, com profissionais já capacitados para tais ! Utilização de receitas bem como a criação de novas, que aproveitam as trabalhos, evitando riscos de segurança e saúde dos envolvidos. sobras dos alimentos, como cascas, folhas e talos. Alimentos ! Prefira alimentos que não sejam geneticamente modificados, por conta Todos os dias restaurantes e bares jogam fora grandes do impacto, ainda pouco estudado, que pode afetar o meio ambiente; quantidades de alimentos que já não podem mais ser consumidos. É necessário repensar esse desperdício de dinheiro, que foi empregado na ! Realizar medições freqüentes dos alimentos que estão indo para a lixeira; compra dos alimentos, e no desperdício do próprio alimento, que poderia servir a tantas pessoas carentes na nossa região. Para isso, algumas ! Conscientização dos envolvidos. ações devem ser tomadas para reduzir o custo e otimizar a preparação dos alimentos. Outro impacto inerente ao tema é a poluição do meio ambiente por conta dos agrotóxicos usados para a sua produção. Abaixo algumas das ações que podem ser tomadas visando minimizar tais impactos: 3.7.4 Aplicação dos 5Rs Não podemos deixar de citar os conceitos dos 5R´s, que podem servir tanto para aplicação na empresa, como para um só indivíduo. Esses conceitos são baseados na aplicação do Consumo Sustentável (Coleção Consumo Sustentável – 5 Elementos) e podem servir de parâmetro para a ! Compor o cardápio do restaurante com alimentos de produtores locais e, se possível, de alimentos orgânicos; Administração de Alimentos e Bebidas execução de planos de gestão ambiental na sua empresa: Educatur Treinamento e Consultoria ! Repensar os hábitos de consumo e descarte; ! Recusar produtos que prejudicam o meio ambiente e a saúde; ! Reduzir o consumo desnecessário; ! Reutilizar e recuperar ao máximo antes de descartar; ! Reciclar materiais (depois de exercitado todos os R´s anteriores). Dessa forma, repensando os hábitos e analisando através de uma visão ampla, que integra homem e natureza, empresa e meio ambiente, podemos entender e agir de forma local para atenuar os impactos gerados por cada um de nós seja como empresário ou como cidadão. Administração de Alimentos e Bebidas Educatur Treinamento e Consultoria CONSIDERAÇÕES FINAIS S abemos que a rotina de um gestor de um empreendimento de alimentos e bebidas não começa quando o restaurante abre suas portas e nem quando as mesmas se fecham, vai além, cabe a ele uma série de atividades e compromissos que são vitais para o bom andamento do negócio, como comprar, contratar, vender, atender, controlar, sendo esta rotina diária, ou seja, é uma atividade ininterrupta e que demanda muito tempo, por isso é fundamental buscarmos formas de gerenciamento que venham a facilitar nossas atividades. Portanto, de nada valerá termos um bom Chef de Cozinha, ou um belíssimo Salão, para se ter sucesso no setor de A&B, é preciso desenvolver e aprimorar as técnicas, e estar cercado de profissionais qualificados e bem preparados para facilitar sua rotina. Existe uma nova visão gerencial para o setor de serviços que tem seu alicerce num tripé: a primeira é a organização e a formação de uma equipe qualificada. A segunda é o respeito ao cliente. E a terceira, é a visão do negócio como um todo, ou seja, a visão empresarial. Logo, participar de um programa de qualificação, se aprofundar nos assuntos abordados, vem contribuir de maneira a despertar nos gestores do setor a vontade de ousar, de buscar a excelência, a tarefa não é das mais fáceis e os riscos são grandes, mas o mais importante é não desanimar, não ter medo de errar e nem de enfrentar novos desafios, fazer Administração de Alimentos e Bebidas valer seu investimento, seja ele de tempo, seja ele financeiro. A profissionalização e o aprimoramento contínuo devem fazer parte dos seus objetivos permanentes, pois somente dessa forma atingiremos os resultados esperados. Educatur Treinamento e Consultoria REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Barreto, Ronaldo Lopes Pontes. Passaporte para o sabor: tecnologias para planejamento de cardápios. 5 ed. São Paulo: SENAC, 2005. Seiffert, Mari Elizabete Bernardini. ISO 14001 Sistemas de Gestão Ambiental – Implantação objetiva e econômica. Editora Atlas. São Paulo,2005. Branco, Samuel Murgel. Energia e Meio Ambiente. Editora Moderna. São Paulo, 2008. Sites consultados http://www.agenciasebrae.com.br/noticia.kmf?canal=202&co d=9183761&indice=30 em 21.04.2010 Carvalho, Anésio e Oliveira, Mariá. Princípios Básicos do Saneamento do Meio. Editora Senac. São Paulo, 2007. Consumo Sustentável. Coleção Consumo Sustentável e Ação. 5 Elementos. Imprensa Oficial. 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