1 UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Diego dos Santos TRABALHO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO O CLIMA ORGANIZACIONAL NA CODETRAN DE ITAJAÍ: A VISÃO DOS AGENTES DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO Administração de Recursos Humanos ITAJAÍ (SC) 2010 2 DIEGO DOS SANTOS TRABALHO DE CONCLUSÃO DE ESTÁGIO O CLIMA ORGANIZACIONAL NA CODETRAN DE ITAJAÍ: A VISÃO DOS AGENTES DA AUTORIDADE DE TRÂNSITO Trabalho de Conclusão de Estágio desenvolvido para o Estágio Supervisionado do Curso de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Gestão – da Universidade do Vale do Itajaí. ITAJAÍ – SC, 2010 3 Agradeço primeiramente a Deus pela minha vida. Agradeço aos meus pais e minhas irmãs, por toda a atenção que me deram durante o curso. Agradeço a minha noiva, por me acompanhar e sempre me ajudar no desenvolvimento deste trabalho. Agradeço ao meu orientador por me auxiliar na conclusão deste trabalho. E finalmente agradeço a todos os amigos, colegas de sala e aos professores por nos compartilhar as suas experiências. 4 “Não tentes ser bem sucedido, tenta antes ser um homem de valor.” (Albert Einstein) 5 EQUIPE TÉCNICA a) Nome do Estagiário Diego dos Santos b) Área de estágio Administração de Recursos Humanos c) Supervisor de campo Peterdione Manerich d) Orientador de estágio Alexandre de Sá Oliveira M.Sc. e) Responsável pelos Estágios em Administração Eduardo Krieger da Silva 6 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO a) Razão Social Prefeitura de Itajaí b) Endereço Rua Alberto Werner, nº 100 – Bairro: Vila Operária c) Setor de desenvolvimento do estágio Coordenadoria Técnica de Trânsito d) Duração do estágio 240 horas e) Carimbo e visto da empresa Obs: devidamente carimbado e assinado 7 AUTORIZAÇÃO DA EMPRESA ITAJAÍ, 30 de junho de 2010. A Prefeitura de Itajaí, pelo presente instrumento, autoriza a Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI, a publicar, em sua biblioteca, o Trabalho de Conclusão de Estágio executado durante o Estágio Supervisionado, pelo acadêmico DIEGO DOS SANTOS. Carlos Ely de Castro Secretário de Segurança Municipal 8 RESUMO O presente trabalho tem como objetivo avaliar o Clima Organizacional na CODETRAN, com base em variáveis definidas pelos Agentes da Autoridade de Trânsito (AAT). A Coordenadoria Técnica de Trânsito, organização pública municipal, é localizada na cidade de Itajaí, SC. Para a realização dessa pesquisa de clima, foram utilizados dois questionários, sendo o primeiro um questionário estruturado onde os AAT identificaram as dez variáveis que consideravam mais importantes para manter a sua satisfação. No segundo levantamento foi utilizado um instrumento com vinte afirmações para analisar as variáveis identificadas. Os resultados da pesquisa revelam um quadro negativo, segundo a percepção dos servidores, com um índice de insatisfação para as afirmativas propostas. No geral, pode-se inferir pelos resultados encontrados, que existe uma grande oportunidade para a melhoria do clima organizacional, o qual influencia o desempenho profissional de seus colaboradores. Palavras-chave:Clima organizacional; Pesquisa de Clima Organizacional; Organização pública. 9 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Primeira sede do CODETRAN. 32 Figura 2 - CODETRAN vinculada ao SPDU. 33 Figura 3 - Fachada da Secretaria de Segurança do Cidadão. 33 Figura 4 - Agente da Autoridade de Trânsito. 36 Figura 5 - Fiscalização de Trânsito. 39 Figura 6 - Setor de Atendimento de Acidentes de Trânsito. 40 Figura 7 - Setor de Atendimento de Acidentes de Trânsito. 40 Figura 8 - Monitoramento de Segurança. 41 Figura 9 - Monitoramento de Segurança. 41 Figura 10 - Implantação de Sinalizações Viárias. 41 Figura 11 - Manutenção da Sinalização de Trânsito. 41 10 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - As funções básicas do administrador. 22 Quadro 2 - A dinamicidade do processo administrativo 22 Quadro 3 - Níveis organizacionais 23 Quadro 4 - Variação das necessidades de cada habilidade 24 Quadro 5 - Missão da CODETRAN 34 Quadro 6 - Visão da CODETRAN 35 Quadro 7 - Valores da CODETRAN 35 Quadro 8 - Organograma da CODETRAN 37 Quadro 9 - Veículos e Equipamentos para Fiscalização 39 Quadro 10 - As dez variáveis escolhidas pelos servidores 43 Quadro 11 - Variável salário 55 Quadro 12 - Variável benefício 57 Quadro 13 - Variável Valorização dos Funcionários 59 Quadro 14 - Variável estabilidade no emprego 62 Quadro 15 - Variável treinamento/desenvolvimento 64 Quadro 16 - Variável possibilidade de progresso profissional 67 Quadro 17 - Variável qualidade e satisfação do cliente 69 Quadro 18 - Variável trabalhos realizados pelos funcionários 72 Quadro 19 - Variável segurança no trabalho 74 Quadro 20 - Variável condições físicas de trabalho 76 Quadro 21 - Índice de Satisfação Geral 79 11 LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 - Os 10 fatores mais escolhidos 43 Gráfico 2 - Identificação do sexo dos participantes 48 Gráfico 3 - Divisão dos setores 48 Gráfico 4 - Faixa etária 49 Gráfico 5 - Estado civil 49 Gráfico 6 – Filhos 50 Gráfico 7 - Quantidade de filhos 50 Gráfico 8 - Renda do grupo familiar 51 Gráfico 9 - Outras atividade remuneradas 51 Gráfico 10 - Tempo de casa 52 Gráfico 11 - Tipo de moradias 52 Gráfico 12 - Situação das Moradias 53 Gráfico 13 - Grau de escolaridade 53 Gráfico 14 - Situação do ensino superior 54 Gráfico 15 - Meio de transporte 54 Gráfico 16 - Salário justo e adequado 56 Gráfico 17 - Remuneração e realidade de mercado 56 Gráfico 18 - Nível de satisfação do salário 57 Gráfico 19 - Contentamento com benefícios ofertados 58 Gráfico 20 - Utilização dos Benefícios 58 Gráfico 21 - Nível de satisfação dos benefícios 59 Gráfico 22: Analise e execução da idéias 60 Gráfico 23: Reconhecimento das atividades 61 Gráfico 24: Nível de satisfação da valorização dos funcionários 61 Gráfico 25: Estabilidade é o motivo de estar nesta organização 62 Gráfico 26: Pretendo encerrar a vida profissional nesta organização 63 Gráfico 27: Nível de satisfação da estabilidade no emprego 64 Gráfico 28: Recebo os treinamentos necessários 65 Gráfico 29: Oferece cursos de desenvolvimento 65 Gráfico 30: Nível de satisfação dos treinamentos/desenvolvimento 66 12 Gráfico 31: Implantação de plano de carreira e salário 67 Gráfico 32: O aproveitamento das potencialidades dos servidores 68 Gráfico 33: Nível de satisfação da possibilidade de progresso profissional 69 Gráfico 34: Compromisso com a qualidade dos serviços prestados 70 Gráfico 35: Realização de pesquisas de satisfação da sociedade 71 Gráfico 36: Nível de satisfação da qualidade e satisfação do cliente 71 Gráfico 37: Adaptação às funções 72 Gráfico 38: Equilíbrio vida pessoal x vida profissional 73 Gráfico 39: Nível de satisfação dos trabalhos realizados pelos funcionários 74 Gráfico 40: Preocupação com a prevenção de acidentes 75 Gráfico 41: Conscientização sobre doenças ocupacionais 75 Gráfico 42: Nível de satisfação da segurança no trabalho 76 Gráfico 43: Instalações físicas 77 Gráfico 44: Equipamentos disponibilizados 78 Gráfico 45: Nível de satisfação das condições físicas de trabalho 79 13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................................................... 15 1.1 Problema de Pesquisa ............................................................................... 16 1.2 Objetivo Geral e Objetivos Específicos ................................................... 17 1.3 Aspectos Metodológicos ........................................................................... 17 1.3.1 Caracterização do trabalho de estágio ...................................................... 17 1.3.2 Contexto e participantes da pesquisa ....................................................... 18 1.3.3 Procedimentos e instrumentos de coleta de dados .................................... 19 1.3.4 Tratamento e análise dos dados ............................................................... 20 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ................................................................... 21 2.1 Administração .......................................................................................... 21 2.2 Administração Pública ............................................................................. 25 2.3 Administração de Recursos Humanos..................................................... 26 2.3.1 Administração de recursos humanos no setor público brasileiro ....... 27 2.3.2 Políticas de recursos humanos ................................................................. 28 2.4 Clima Organizacional .............................................................................. 29 2.4.1 Pesquisa de clima organizacional ............................................................ 31 3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO............................. 32 3.1 Caracterização da Organização ............................................................... 32 3.1.1 Histórico da organização ......................................................................... 32 3.1.2 Missão, visão e valores da CODETRAN ................................................. 34 3.1.3 Agentes da autoridade de trânsito ............................................................ 35 3.1.4 Estrutura organizacional da CODETRAN ............................................... 36 3.1.5 Atividades desenvolvidas pela CODETRAN ........................................... 38 3.2 Resultados da Pesquisa ............................................................................ 42 3.2.1 Reconhecimento dos fatores motivacionais ............................................. 42 3.2.2 Identificação dos níveis de satisfação dos servidores ............................... 47 3.3 Sugestões ................................................................................................... 80 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................... 85 14 REFERÊNCIAS ............................................................................................. 87 APÊNDICES .................................................................................................. 89 15 1 INTRODUÇÃO As organizações públicas deparam-se atualmente com mudanças nos seus ambientes, geradas pelo avanço tecnológico, pela alteração constante na economia e pela cobrança cada vez mais acentuada das comunidades nas quais estão inseridas. Diante das constantes modificações nas características do desenvolvimento dos trabalhos realizados pelos setores públicos e da busca por um país justo para todos, são necessários estudos e trabalhos que acompanhem essa evolução e façam da administração pública uma administração dotada de maior agilidade, qualidade e com funcionários mais qualificados e motivados. Contribuindo com esse objetivo uma gestão de recursos humanos adequada pode atuar e contribuir, buscando melhorias contínuas na qualidade dos serviços prestados pelos servidores públicos, tendo como fundamental princípio a realização de ações que motivem esses servidores. Em diversas circunstâncias, os servidores públicos não se apresentam motivados devido a remuneração abaixo do mercado, ausência de planos de carreira e salário, ambiente de trabalho insalubre e, acima de tudo, à imagem distorcida que algumas pessoas da sociedade criaram quando consideram os servidores públicos como profissionais ineficientes. Devido à importância da Administração de Recursos Humanos nesse processo de mudança pelo qual as organizações públicas estão passando, identificou-se a possibilidade de contribuir com os processos de gestão da Coordenadoria Técnica de Trânsito do Município de Itajaí, ao propor a realização de um estudo sobre o Clima Organizacional. Este estudo de Clima Organizacional foi realizado a partir da visão dos Agentes da Autoridade de Trânsito (Guardas de Trânsito) com relação às variáveis que influenciam a satisfação e motivação no ambiente de trabalho. Essas variáveis foram apresentadas por Luz (2003) e serão apresentadas no decorrer do trabalho, porém esse autor apresenta trinta e duas variáveis e foram analisadas somente as dez que os Agentes da Autoridade de Trânsito identificaram como as mais importantes para sua satisfação. Para tanto este estudo foi realizado em três momentos, ou seja, no primeiro foi aplicado um questionário para identificar as dez variáveis mais importantes para os Agentes da Autoridade de Trânsito. No Segundo, foi identificado o nível de satisfação e a percepção dos agentes em relação às variáveis levantadas no primeiro questionário e, por fim, foram propostas sugestões para que a organização possa estar melhorando alguns aspectos que influenciem positivamente no ambiente de trabalho. 16 1.1 Problema de Pesquisa A preocupação com os colaboradores em uma organização é cada vez mais relevante na busca incessante pela obtenção de sucesso em relação aos objetivos organizacionais. Acredita-se que colaboradores satisfeitos e motivados com as suas atividades, além de atingirem seus objetivos pessoais também estarão contribuindo para o alcance dos objetivos da organização. Para Luz (2003, p. 02) “as empresas precisam conhecer o que pensam e como se sentem seus empregados, em relação às diferentes variáveis que afetam o clima organizacional” Segundo Richardson (1999) problema de pesquisa é a parte inicial do projeto onde se explicitam os motivos de ordem teórica e prática que justificam a pesquisa. Desta forma a questão problema que se levanta é a seguinte: “Quais as variáveis presentes no ambiente organizacional afetam a satisfação no trabalho e o desempenho dos Agentes da Autoridade de Trânsito da CODETRAN?” O presente estudo justifica-se por sua importância, pois fornece à organização o conhecimento sobre o seu clima organizacional, proporcionando a oportunidade de obter maior eficiência e eficácia por parte de seus servidores. Para o acadêmico este trabalho é de grande valia, pois promove a utilização de conhecimentos teóricos adquiridos ao longo desta graduação e sua articulação com a prática cotidiana das organizações. É também importante para a Universidade do Vale do Itajaí, pois através dele foi possível criar um elo com esta organização, além de obter novos conhecimentos sobre a administração de recursos humanos na administração pública. Para a realização deste estudo foi verificado, na CODETRAN, que nenhum outro estudo fora realizado anteriormente com esta finalidade, sendo assim, este trabalho tem sua originalidade. Por fim, este trabalho tornou-se viável por ser um estudo que utiliza dados de questionários realizados com os funcionários e gestores, não apresentou custos elevados, houve tempo hábil para sua realização, além de ter a disponibilidade e aceitação por parte da organização e dos participantes desta pesquisa. 17 1.2 Objetivo Geral e Objetivos Específicos Objetivo geral segundo Roesch (2005, p. 96) é “a definição do propósito do trabalho” e serve para definir o que se pretende alcançar com a realização deste. Sendo assim este trabalho tem como objetivo geral: “Avaliar o Clima Organizacional no CODETRAN, com base em variáveis definidas pelos agentes da autoridade de trânsito”. De acordo com Richardson (1999, p. 63) objetivos específicos definem as “etapas que devem ser cumpridas para alcançar o objetivo geral”. Assim, para atingir-se o objetivo geral deste trabalho foram definidos os seguintes objetivos específicos: Conhecer os fatores que motivam o desempenho no trabalho, na visão dos servidores do CODETRAN; Identificar o nível de satisfação dos servidores quanto aos fatores que motivam seu desempenho no trabalho; Propor sugestões que proporcione um ambiente de trabalho mais motivador/satisfatório. 1.3 Aspectos Metodológicos Esta seção aborda a metodologia utilizada para o desenvolvimento deste trabalho, apresenta a tipologia da pesquisa, a área de abrangência e a forma como os dados foram coletados, tratados e analisados no decorrer do estudo. Para Roesch (2005) metodologia é uma forma de explorar e analisar oportunidades ou problemas, de forma mais completa através de métodos ou técnicas. 1.3.1 Caracterização do trabalho de estágio A tipologia empregada neste trabalho foi a pesquisa-diagnóstico na qual, segundo Roesch (2005, p. 137), “o objetivo é obter informações sobre uma população”, ou seja, conhecer e avaliar as variáveis relacionadas ao clima organizacional, na visão dos agentes da autoridade de trânsito lotados no CODETRAN. 18 Esta pesquisa caracterizou-se como estudo de caso, em função de enfocar o clima organizacional da Coordenadoria Técnica de Trânsito. Segundo Richardson (1999) o estudo de caso tem como objetivo analisar o passado, presente e a sociedade: indivíduo, grupo, instituição ou comunidade. De acordo com os estudos de Yin (2005) o estudo de caso é uma maneira de examinar acontecimentos atuais, ou recentes, quando não se tem condições de manipular comportamentos, permitindo somente a análise do ocorrido levantando hipóteses acerca de decisões alternativas sem, contudo, alterar as conseqüências. Por fim, conclui-se que o estudo de caso é utilizado em pesquisas com ampla abordagem de aspectos sobre o assunto estudado e que sustenta e ilustra a teoria. Foram adotadas as abordagens quantitativas, a qual segundo Richardson (1999) diferencia-se pela utilização da quantificação tanto nas modalidades de coleta de informações, quanto no tratamento delas por meio de técnicas estatística e qualitativa a qual tem sido assegurada como promissora possibilidade de investigação em pesquisas, caracterizando-se pelo enfoque interpretativo. O nível do trabalho foi exploratório-descritivo, utilizados quando o pesquisador deseja obter melhor entendimento do comportamento de diversos fatores e elementos que influem sobre determinado fenômeno (RICHARDSON, 1999) 1.3.2 Contexto e participantes da pesquisa Nesta pesquisa foi realizado um diagnóstico do clima organizacional na Coordenadoria Técnica de Trânsito de Itajaí, a qual conta com 67 agentes da autoridade de trânsito, atuando especificamente em setores desta coordenadoria. Para este estudo foi utilizada a técnica de amostragem que para Roesch (2005), permite construir um subconjunto da população de interesse da pesquisa. A mesma autora define população como um grupo de pessoas ou empresas que interessa entrevistar para o propósito específico de um estudo. O critério utilizado para a classificação da amostra foi a não probabilística intencional, a qual, segundo Richardson (1999), permite ao pesquisador estabelecer critérios para definir a população a ser pesquisada. Sendo assim, foi estabelecido como critério para este estudo que apenas os servidores nomeados como Agentes da Autoridade de Trânsito participariam desta pesquisa. Este autor levou em consideração que estes agentes representam a maioria dos servidores da 19 Coordenadoria Técnica de Trânsito, portanto esta população foi suficiente para análise do clima organizacional e para a definição de um plano de ações, conforme proposto nos objetivos deste trabalho. 1.3.3 Procedimentos e instrumentos de coleta de dados Foram utilizados dados primários, devido ao fácil acesso as informações da organização, os quais são definidos por Roesch (2005, p. 140) como “dados colhidos diretamente pelo pesquisador [...]”. Visando atender ao primeiro objetivo específico foram aplicados questionários com o propósito de identificar as variáveis que influenciam o clima organizacional, na visão dos colaboradores. Nestes questionários os participantes deveriam marcar as dez variáveis que, em sua opinião, mais influenciam sua satisfação e motivação no trabalho (Apêndice 1). As variáveis apresentadas a eles foram retiradas da obra de Luz (2003), sendo 32 fatores que segundo esse autor influenciam na satisfação e motivação dos colaboradores, juntamente com essas 32 variáveis foram colocadas as explicações de cada uma, para que os colaboradores tomassem conhecimento das mesmas e tivessem maior segurança no momento das escolhas. No segundo momento, atendendo ao segundo objetivo específico, foi aplicado outro questionário para avaliar o grau de satisfação destes colaboradores quanto aos fatores identificados no primeiro levantamento (Apêndice 2). Os questionários foram aplicados nos seguintes setores: Fiscalização de Trânsito, Grupo de Apoio Preventivo, Setor de Atendimento a Acidentes de Trânsito e Monitoramento de Segurança. Tais setores foram selecionados em função dos mesmos possuírem agentes da autoridade de trânsito desempenhando algum tipo de atividade, ainda que não esteja localizado nas dependências da CODETRAN, como no caso do Monitoramento de Segurança localizado no 1º Batalhão de Polícia Militar. Para a distribuição e recolhimento dos questionários foi necessária a colaboração dos “agentes fiscais” de cada grupo. No primeiro levantamento utilizou-se um questionário estruturado, que segundo Roesch (2005), serve para o entrevistado atribuir ordem de importância as alternativas propostas. Segundo a mesma autora, o questionário “é um instrumento de coleta de dados que busca mensurar alguma coisa”. No segundo levantamento foi utilizado um instrumento, composto por 20 afirmações, utilizando-se uma escala com as expressões: não concordo 20 totalmente, não concordo parcialmente, concordo parcialmente e concordo totalmente, que avalia a percepção dos entrevistados sobre as afirmações apresentadas. Este modelo de escala está relacionada com as Escalas de Likert, que segundo Baker (1995) requer que os entrevistados indiquem seu grau de concordância ou discordância com declarações relativas à atitude que está sendo medida. 1.3.4 Tratamento e análise dos dados Após a aplicação da pesquisa foi realizada a tabulação dos dados utilizando-se ferramentas do programa Excel da Microsoft, versão 2007 e, em seguida, foram avaliados e apresentados por meio de estatística descritiva e emissão de relatórios. A estatística descritiva para Milone (2006, p. 3) consiste na “coleta, critica, organização, resumo e apresentação de dados ou informes característicos e relativos aos eventos ou aos atributos dos fenômenos estudados”. Para análise dos resultados foi adotado como parâmetro que os escores “Não concordo totalmente” e “Não concordo parcialmente”, os quais significam insatisfação quanto a afirmação. Enquanto os escores “Concordo parcialmente” e “Concordo totalmente” demonstrariam a satisfação quanto a afirmação em questão. A parametrização, segundo Luz (2003), consiste em definir critérios para facilitar a tabulação das diferentes opções de respostas. Atendendo ao terceiro objetivo específico, a definição do plano de ação foi realizada junto ao supervisor do estágio, por meio de relatórios interpretativos e dados estatísticos, tendo como base os textos adotados na revisão teórica do presente trabalho de pesquisa. 21 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 2.1 Administração A palavra administração vem do latim e relaciona-se com o processo de tomar decisões sobre recursos e objetivos, assim como o manejo (que corresponde ao inglês manegement) e gestão (que corresponde ao espanhol gestión e ao francês gestion), tendo todas o mesmo significado: um processo dinâmico de tomar decisões sobre a utilização de recursos para possibilitar a realização de objetivos (MAXIMIANO, 2004). A prática da administração torna-se necessária quando as pessoas desejam alcançar resultados individualmente ou coletivamente. Com base nos estudos de Freemanne e Stoner (1999) a administração compreende as atividades de planejar, organizar, liderar e controlar os esforços realizados pelos colaboradores das organizações buscando, em conjunto com os demais recursos organizacionais, alcançar os objetivos estabelecidos. Para Bateman (1998, p. 27) “administração é o processo de trabalhar com pessoas para realizar objetivos organizacionais”. A administração é uma ciência que lida com situações complexas. Recebeu e recebe influências de outras ciências, como: Filosofia, Sociologia, Psicologia e Economia (ANDRADE; AMBONI, 2007). A administração está presente em vários níveis de uma organização, sendo possível o administrador atuar em quaisquer deles, como por exemplo: administração da produção, administração mercadológica, administração de recursos humanos, administração financeira, administração estratégica, administração de materiais e logística e administração geral. Para Lacombe e Heilborn (2006, p. 3) “a essência do papel do administrador é a obtenção de resultados por meio de terceiros, do desempenho da equipe que ele supervisiona e coordena”. Sendo assim, percebemos que, para o administrador atuar e alcançar seus resultados e do grupo ele depende de terceiros e para isso ele deve ter habilidades e capacidades, como: comunicação e expressão, raciocínio lógico, critico e analítico, visão sistêmica e estratégica, criatividade, iniciativa, negociação, tomada de decisão, liderança e trabalho em equipe (LACOMBE; HEILBORN, 2006). 22 O campo de atuação administração é muito vasto, da mesma forma que todas as áreas do conhecimento humano, requer conhecimentos diversificados e constante atualização. A aprendizagem para Lacombe e Heilborn (2006, p. 8) “é um processo continuo e permanente para todos os que desejam posições de alto nível, especialmente numa era de grandes mudanças.” As organizações precisam contar com as funções que englobam o processo administrativo, conhecidas como funções do administrador, para assim alcançar o desempenho esperado. Estas funções, segundo Andrade e Amboni (2007), são: Planejar Diz respeito às implicações das decisões tomadas hoje para um futuro próximo. Organizar Compreende a distribuição do poder, das tarefas, das responsabilidades e da prestação de contas. A organização também expressa a distribuição otimizada dos recursos em uma empresa. Envolve os estilos de liderança e de direção utilizados pelos gestores para Dirigir motivar as pessoas a atingir os objetivos propostos e proporcionar o sentido de missão. Controlar Demonstra a compatibilidade entre objetivos esperados e resultados alcançados. O produto principal da função controle é a informação. Quadro 1: As funções básicas do administrador. Fonte: Andrade e Amboni (2007, p. 5) É importante ressaltar a dinamicidade das funções envolvidas nos processos administrativos, como pode-se observar no quadro 2 a seguir. Planejamento Controle Organização Direção Quadro 2: A dinamicidade do processo administrativo. Fonte: Andrade e Amboni (2007, p. 5). 23 O administrador é uma pessoa fundamental para qualquer tipo de organização, seja governamental, industrial, comercial e de prestação de serviços (ANDRADE; AMBONI, 2007). Em cada nível organizacional (estratégico, tático e operacional) o papel do administrador é diferente por lidar com decisões mais e menos complexas. No nível estratégico o administrador assume o papel de presidente, onde tem de pensar muito mais ao invés de executar. Neste nível o administrador deve ter uma visão estratégica, ou seja, do todo interconectado. O nível tático é representado pela figura do gerente, responsável pela articulação do que é feito em cada subsistema da empresa, proporcionando às pessoas que se encontram na base condições de desenvolver suas atividades com qualidade. E por fim, o nível operacional, que é formado pelo “chão de fábrica”, onde o administrador assume a função de supervisor. Neste nível o supervisor deve ter visão operacional (conhecimento técnico) para dirigir e orientar os funcionários que realizam as tarefas. Estes níveis operacionais são normalmente apresentados graficamente através da figura de um triângulo, onde o pico (parte mais elevada) representa o nível estratégico, o meio do triangulo é ocupado pelo nível tático e a base representa o nível operacional, conforme apresentado no quadro 3. Nível Estratégico Nível Tático Nível Operacional Quadro 3: Níveis organizacionais Fonte: Andrade e Amboni (2007, p. 6) 24 De acordo com os estudos de Lacombe e Heilborn (2006) e Andrade e Amboni (2007) são necessários três habilidades básicas ao profissional administrador para uma atuação eficaz no ambiente organizacional, sendo estas: Habilidade técnica: segundo estudos de Lacombe e Heilborn (2006) esta habilidade esta ligada com a compreensão e o domínio de determinado tipo de atividade, envolvendo conhecimento especializado, habilidade analítica dentro da especialidade e facilidade no uso das técnicas e do instrumental especifico. Habilidade humana: de acordo com Andrade e Amboni (2007) é a capacidade de as pessoas trabalharem com eficácia como membros de uma equipe, objetivando unir esforços para alcançar os objetivos comuns. Habilidade conceitual: para Lacombe e Heilborn (2006, p. 10) “implica a capacidade de se posicionar no ponto de vista da organização, perceber como as várias funções são interdependentes e como uma alteração em uma delas afeta todas as demais.” À medida que as pessoas sobem na hierarquia da organização, a proporção da necessidade de cada uma dessas habilidades muda. Normalmente no inicio de carreira é vital a habilidade técnica e no decorrer da evolução pessoal dentro da organização as pessoas vão desenvolvendo as demais habilidades. A seguir no Quadro 4 apresenta um gráfico ilustrando o que ocorre, em média, em termos de proporção das necessidades de cada uma dessas habilidades em função do nível hierárquico. Habilidade Conceitual Necessidade Habilidades Gerenciais Habilidades técnicas Nível hierárquico Quadro 4: Variação das necessidades de cada habilidade Fonte: Lacombe e Heilborn (2006, p. 11) 25 Pode-se admitir que para o administrador exercer sua função com excelência este deve ser um profissional em constante atualização, com vontade de aprender e desenvolver novas habilidades de acordo com suas expectativas de ascensão profissional. 2.2 Administração Pública A Administração Pública é formada pela união dos três poderes: Legislativo, Executivo e o Judiciário, cada qual com suas funções estabelecidas por lei. A União, os Estados e os Municípios exercem os poderes que lhe são atribuídos pela Constituição da República, e utilizam-se de instrumentos próprios que devem ser estruturados de modo a satisfazer as necessidades do serviço público (MEIRELES, 2000). Este mesmo autor ainda afirma em seus estudos que o serviço público é toda a atividade que, de modo regular e contínuo, busque atender as necessidades coletivas e seja realizado de forma direta ou indireta pelo estado. O setor público é uma área muito burocrática e por sua aplicação, na maioria das vezes, de forma incorreta e exagerada, acaba tornado-se uma administração morosa. De acordo com o Dicionário Michaelis (disponível em: http://michaelis.uol.com.br/, acessado em 24 de fevereiro de 2010), burocracia é a “influência e a predominância dos funcionários públicos, especialmente dos das secretarias de Estado, no governo do país, administração com excesso de formalidades”. Esta definição apresentada pelo dicionário não diz respeito à burocracia, mas suas disfunções, e elas também são identificadas em organizações privadas. Burocracia segundo Max Weber deve possuir as seguintes características: organização continua de cargos, limitados por normas escritas; divisão do trabalho bem definida e sistemática, com áreas especificas de competência; cargos organizados segundo o principio hierárquico; regras e normas técnicas claramente definidas por escrito; e separação entre a propriedade e a administração. A impessoalidade das normas, todavia, em geral termina por transformar um padrão descritivo de critérios e relações em padrão prescritivo, sem espaço para a informalidade e o desenvolvimento de noções mais flexíveis de gerenciamento, desconsiderando o elemento humano (SARAIVA, 2002, p. 189). 26 Merton (1966, apud SARAIVA, 2002, p. 189), em seu estudo denominou este fenômeno, disfunções da burocracia, como incapacidade treinada, uma situação em que a preparação dos funcionários pode tornar-se inadequada em contexto dinâmico. Diante desta situação os funcionários ficam a mercê da norma, tendendo a um processo de acomodação de interesses. Surgindo conseqüentemente os sentimentos de desestímulo, de estabilidade e de resistência a mudança, que, aliados a isonomia salarial e à falta de preocupação com os resultados, são algumas das características que permeiam a maior parte das organizações públicas (CARBONE, 1995). Segundo estudos de Kliksberg (1994) a administração burocrática no serviço público, embora tenha sido criada para esse fim, não garante rapidez, boa qualidade, custo baixo para os serviços prestados ao público, sendo na verdade lenta, cara, auto-referida, e pouco ou nada orientada para o atendimento das demandas dos cidadãos. Para Silva (1994) o Estado é gradativamente levado a enfatizar o atendimento das necessidades dos cidadãos, por meio de incentivos a programas de flexibilização da gestão pública, tornando sua máquina administrativa mais barata, ágil e receptiva a inovação gerencial e a autonomia administrativa. Sendo assim percebe-se o quanto é importante valorizar a Administração de Recursos Humanos na Administração Pública, pois torna-se necessário valorizar estes servidores para que, a partir destes, haja mudanças culturais positivas e melhorias no atendimento às necessidades sociais. 2.3 Administração de Recursos Humanos De acordo com os estudos de Dessler (2003) a Administração de Recursos Humanos refere-se às práticas e políticas necessárias para conduzir os aspectos relacionados às pessoas no trabalho de gerenciamento, especificamente à contratação, treinamento, avaliação, remuneração e ao oferecimento de um ambiente adequado e seguro aos funcionários da empresa. Para Lacombe (2005) as responsabilidades do administrador de recursos humanos são: selecionar, formar, integrar e aperfeiçoar um grupo de pessoas para que alcancem os objetivos definidos, deixando claro para cada pessoa o papel que ela deve desempenhar e como deve fazer esta atividade, cooperando com os demais membros da equipe. O autor destaca também que este trabalho deve ser desempenhado pelo gestor de recursos humanos, 27 podendo levar vários anos e não trazer retorno, ou seja, é preciso levar em consideração que quando se trabalha com pessoas estas sempre buscam uma atividade que lhes tragam mais felicidade e melhor qualidade de vida e se este objetivo não for alcançado iram procurar melhores oportunidades em outras organizações. Segundo Milkovish e Boudreau (2000) mesmo que as instalações físicas, os equipamentos e os recursos financeiros sejam muito importantes para a administração, as pessoas são mais. Os Recursos humanos são responsáveis pelos processos criativos das organizações, são as pessoas que planejam e produzem os produtos e serviços, controlam a qualidade, vendem os produtos/serviços e estabelecem objetivos para a organização. A área de recursos humanos tem como finalidade manter as relações entre organização e as pessoas que a compõem. Portanto, os estudos sobre a administração de recursos humanos buscam obter maior vantagem competitiva e atingir um maior número de resultados para a organização e, ao mesmo tempo, satisfazer as necessidades dos colaboradores (LACOMBE, 2005). A administração de recursos humanos é apresentada por Gil (1997, p. 13) como: “ramo especializado da ciência da administração que envolve todas as ações que tem como objetivo a integração do trabalhador no contexto da organização e o aumento da produtividade”. As tendências no setor da administração de recursos humanos mostram que cada vez mais que este terá seu reconhecimento, por se tratar do setor que exerce influência sobre o maior capital das organizações: que são as pessoas. Lacombe (2005) descreve várias tendências deste setor para o século XXI, sempre no nível estratégico, onde prestará consultoria interna e apoio aos gerentes de linha, através de comunicações mais intensas e mais eficientes. 2.3.1 Administração de recursos humanos no setor público brasileiro A Administração de Recursos Humanos no setor público tem hoje o objetivo de prever mais rapidamente as mudanças nas demandas dos cidadãos e fazer com que os servidores públicos atendam essas necessidades com maior qualidade. Para isso é necessário que se treine e desenvolva esses servidores, com o intuito de torná-los profissionais mais flexíveis e que estejam preparados para suprir a real necessidade da sociedade. 28 Gestão de pessoas no setor público é definida por Bergue (2007, p. 18) como “esforço orientado para o suprimento, manutenção e o desenvolvimento de pessoas nas organizações públicas, em conformidade com os ditames constitucionais e legais, observadas as necessidade e condições do ambiente em que se inserem”. Porém, o papel ainda desempenhado pelos departamentos de recursos humanos nas instituições governamentais são os de rotinas administrativas (folha de pagamento, pagamento de benefícios, aposentadoria, entre outras), sendo, em sua grande maioria, limitada a essas funções. Marconi (2004, p. 1) menciona em seu estudo que “A inexistência da definição de diretrizes gerais para as políticas de recursos humanos aliada à falta de informatização faz com que a área de RH no setor público continue a possuir uma imagem burocrática, associada à ineficiência”. Neste sentido, percebe-se que a administração de RH no setor público começa a mudar, a passos lentos, a sua realidade é enxergar com outros olhos a sua função, passando de uma função reativa, onde fica esperando os problemas aparecerem para agir; para uma função estratégica, onde se analisa constantemente o ambiente para prever possíveis problemas e agir antecipadamente. A falta de diretrizes e a falta de informatização, como mencionado por Marconi (2004, p. 1) são grandes obstáculos a serem superados pelos administradores para tornar a gestão de recursos humanos uma ferramenta mais estratégica para a organização. Marconi (2004, p. 3) ainda afirma que: “a gestão estratégica do RH pode ser compreendida como a definição de políticas e diretrizes em relação aos recursos humanos para aumentar a habilidade dos servidores – e, por conseqüência, do próprio órgão público – para realizar seu trabalho de modo a alcançar seus objetivos”. Percebe-se que não resolverá treinar e desenvolver os servidores sem antes implantar uma gestão estratégica da própria organização, realizando um planejamento estratégico para os próximos anos. 2.3.2 Políticas de recursos humanos As políticas de recursos humanos consistem em estabelecer regras e funções para garantir que sejam desempenhadas de acordo com os objetivos da organização. Pode-se argumentar que as políticas de recursos humanos têm como propósito planejar, organizar, 29 coordenar e controlar os processos que envolvem as pessoas tendo como objetivo final o cumprimento da missão. Para Chiavenato (1994, p. 186) “as políticas de recursos humanos referem-se às maneiras pelas quais a organização pretende lidar com seus membros e, por intermédio deles, atingir os objetivos organizacionais, permitindo condições para o alcance de objetivos individuais. As políticas de recursos humanos são destacadas pelas seguintes funções: recrutamento e seleção, treinamento e desenvolvimento, avaliação de desempenho, remuneração e avaliação e descrição de cargos. 2.4 Clima Organizacional Os primeiros estudos de clima organizacional surgiram nos Estados Unidos na década de 60, com Forehand & Gilmer (1964), Pelz & Andrews (1966) e Litwin & Stringer (1966). No Brasil o estudo sobre o tema teve inicio em 1974 com o autor Saldanha, no trabalho intitulado, “Atmosfera Organizacional”. “O clima organizacional esta intimamente ligado ao moral e a satisfação das necessidades humanas dos participantes.” (ANDRADE; AMBONI, 2007, p. 161). Em outros termos o clima organizacional esta ligado diretamente as condições econômicas, estilo de liderança adotado pela organização, das políticas e dos valores existentes, da estrutura organizacional, das características dos colaboradores, da natureza do negócio e dos estágios de vida da organização. De acordo com os estudos de Luz (2003) o clima organizacional reflete a satisfação dos funcionários em relação à organização, sendo esta satisfação momentânea ou não. Se houver uma insatisfação por muito tempo haverá um prejuízo no exercício das suas atividades e até mesmo na vida pessoal do colaborador. Em estudos publicados por Maximiano (1995, p. 38) ele afirma que “o clima é representado pelos conceitos e sentimentos que as pessoas partilham a respeito da organização e que afetam de maneira positiva ou negativa sua satisfação e motivação para o trabalho”. Os sentimentos são apresentados pelo próprio autor como manifestações de inúmeros aspectos na organização, como por exemplo: o trabalho em si, os salários, liderança, entre outros. Poucas são as empresas que têm interesse em ouvir seus clientes internos, em conhecer suas expectativas profissionais e pessoais, suas reclamações com relação ao salário, 30 ao trabalho que realizam, a supervisão que recebem, a integração entre os diferentes setores da empresa, à comunicação existente na empresa, à sua estabilidade no emprego, às suas possibilidades de progresso profissional, à disciplina, aos benefícios, as suas condições de segurança e higiene, ao processo decisório, etc. O clima é prejudicado ou ruim quando algumas variáveis organizacionais afetam de forma negativa e duradoura o ânimo da maioria dos funcionários, gerando evidencias de tensões, discórdias, desuniões, rivalidades, animosidades, conflitos, desinteresse pelo cumprimento das tarefas, resistência manifesta ou passiva às ordens, ruído nas comunicações, competições exacerbadas, etc. Para Luz (2003, p. 30) “a pesquisa de clima organizacional deve ser considerada como uma estratégia para identificar oportunidades de melhorias contínuas no ambiente de trabalho”. Geralmente, nessas pesquisas, as empresas buscam saber a opinião dos funcionários quanto às seguintes variáveis: trabalho realizado pelos funcionários, salário, benefícios, integração entre departamentos da empresa, supervisão/liderança/estilo gerencial/gestão, comunicação, treinamento e desenvolvimento, carreira e realização profissional, relacionamento interpessoal, estabilidade, processo decisório, condições físicas de trabalho, relacionamento da empresa com os sindicatos e funcionários, participação, pagamento dos salários, segurança do trabalho, etc. (LUZ, 2003). Lacombe (2005, p. 236) apresenta em seu estudo que “um bom administrador prioriza a criação de um ambiente na organização tal que as pessoas trabalhem de forma eficaz num esforço comum, desenvolvam suas competências, realizem suas aspirações profissionais e atinjam reconhecimento apropriado e recompensas”. Dessa forma deve-se destacar que o gestor de recursos humanos deve visar a formação de equipes, onde todos os membros tem um objetivo comum, porém colocam os objetivos do grupo acima dos interesses próprios, desprendendo-se das formalidades e das presas da burocracia, na versão do mesmo autor. Sendo assim o estudo do clima serve para identificar e situar as deficiências das organizações e mostrar em que direção devem ser concentrados os esforços na busca de soluções que venham a favorecer a integração e compatibilização entre as metas individuais e institucionais. 31 2.4.1 Pesquisa de clima organizacional No atual momento econômico e financeiro vivenciado mundialmente faz-se necessário que as organizações, tanto públicas quanto privadas, conheçam o clima organizacional de sua instituição. Isso proporciona o diagnostico dos pontos fracos em relação a satisfação dos colaboradores, que podem influenciar diretamente a produtividade, a qualidade dos produtos/serviços e principalmente o atendimento aos clientes. De acordo com os estudos de Luz (2003) o clima organizacional pode ser diagnosticado através de uma pesquisa de clima organizacional. É um trabalho cuidadoso, com o intuito de detectar problemas existentes entre a empresa e os funcionários e orientar ações para a realidade interna, buscando alternativas para melhorar a qualidade de vida no trabalho e a satisfação dos colaboradores. Assim, podemos considerar a pesquisa de clima organizacional como uma estratégia para identificar oportunidades de melhorias contínuas no ambiente de trabalho e traduz-se em um apoio ao processo de tomada de decisões. A obra de Luz (2003) mostra que durante a fase de pesquisa de clima organizacional, alguns pontos são analisados, como: adaptação da pessoa ao seu trabalho, seu horário e quantidade de trabalho, estilo de relacionamento que entre os departamentos da empresa, conhecimento dos objetivos e planos da organização, oportunidades de crescimento, centralização e descentralização das decisões e participação dos funcionários. O principal objetivo da realização da pesquisa de clima organizacional para qualquer organização é contribuir qualitativamente, cada vez mais, suas relações com os colaboradores. De forma geral, esta permite oferecer condições de trabalho adequadas, proporcionar oportunidades de desenvolvimento e estabelecer um ótimo ambiente de trabalho, resultando no que poderá proporcionar o alcance e a superação dos objetivos definidos pela organização. 32 3 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA DE CAMPO Os dados apresentados a seguir fazem parte dos resultados obtidos através deste trabalho, contendo também as características da empresa e os resultados e conclusões que visaram o alcance dos objetivos estabelecidos no item 1.2 deste estudo. 3.1 Caracterização da Organização Para alcançar os objetivos estabelecidos neste trabalho foram necessários levantamentos de informações a respeito da organização, seu ambiente interno e externo, e dos seus servidores. 3.1.1 Histórico da organização Almejando atingir o previsto em lei, o Município de Itajaí, por meio de seus representantes políticos, formou a Guarda de Trânsito do Município de Itajaí, através da lei municipal nº 3.242/97. Trata-se de uma organização pública que tem como competência executar o que está disposto na lei 9.503/97, o Código Nacional de Trânsito. De acordo com os estudos de Paulus (2008, p. 10) “trânsito é a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga”. Figura 1: Primeira sede do CODETRAN. Fonte: CODETRAN 33 No inicio das suas atividades a Guarda de Trânsito do Município era diretamente vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (SPDU), através do Departamento de Trânsito e Transportes. Para compor o quadro inicial de servidores foram nomeados por concurso público 25 guardas de trânsito e 25 monitores de estacionamento rotativo. A figura 1 apresenta a antiga sede do CODETRAN, localizada na Rua Heitor Liberato, nº 1189, Bairro Centro. Nesta figura observa-se também a cerimônia de inauguração desta sede e a apresentação dos guardas de trânsito e dos monitores de estacionamento rotativo para a comunidade itajaiense. Figura 2: CODETRAN vinculada ao SPDU. Fonte: CODETRAN Após algum tempo houve a mudança de sede da CODETRAN e a criação da Secretaria de Segurança do Cidadão (Lei Complementar nº 68, de 01 de dezembro de 2005), sendo inserida nesta a Coordenadoria Técnica de Trânsito. A nova sede da CODETRAN (Figura 3) está localizada na Rua Blumenau, nº 100, Bairro Barra do Rio e oferece uma estrutura maior que a anterior, proporcionando a ampliação das atividades realizadas por esta secretaria e também o aumento da frota de veículos para melhor atender a demanda da sociedade. Figura 3: Fachada da Secretaria de Segurança do Cidadão. Fonte: CODETRAN 34 A ênfase nos trabalhos técnicos realizados a partir desta nova coordenadoria fez com que houvesse a alteração da denominação de Guarda de Trânsito para Agente da Autoridade de Trânsito (Lei Complementar Municipal nº 148, de 22 de dezembro de 2008), sendo esta denominação regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito, conforme anexo I do Código de Trânsito Brasileiro que considera Agente da Autoridade de Trânsito como: “Pessoa, civil ou Policial Militar, credenciada pela autoridade de trânsito para o exercício das atividades de fiscalização, operação, policiamento ostensivo de trânsito ou patrulhamento”. De acordo com a Lei Municipal Nº. 3.242/97 são atribuições da CODETRAN atualmente: “I – executar a fiscalização de trânsito, bem como autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis por infrações de circulação, estacionamento e parada previstas no Código de Trânsito Brasileiro, no exercício regular do poder de Polícia de Trânsito; II – aplicar as penalidades de advertência, por escrito, e multa, pelas infrações mencionadas anteriormente, notificando os infratores e fazendo arrecadar as multas que porventura aplicar; III – fazer arrecadar valores provenientes da estada e remoção de veículos e objetos, além de escolta de veículos de cargas superdimensionadas e perigosas;. IV – atuar em cumprimento às demais obrigações, responsabilidades, atividades e regras impostas pelo código de Trânsito Brasileiro e resoluções que vierem a ser baixadas”. 3.1.2 Missão, visão e valores da CODETRAN Com o objetivo de auxiliar no planejamento estratégico da Coordenadoria Técnica de Trânsito do Município de Itajaí, foi desenvolvida junto à coordenação da organização a definição da missão, a visão e os valores da CODETRAN, uma vez que estes não existiam até a elaboração do presente trabalho. Sendo assim, ficou estabelecido o seguinte: “É missão do CODETRAN promover fiscalização, educação e cidadania Missão para que o Município de Itajaí tenha um trânsito seguro para todos, saudável, com pedestres e condutores qualificados e veículos legalizados”. Quadro 5: Missão da CODETRAN Fonte: Dado primário. 35 “Ser uma organização orientada para a civilidade no trânsito através de Visão políticas públicas que intensifiquem a fiscalização, educação, iniciativas cidadãs e a valorização dos servidores, proporcionando um trânsito seguro, saudável e que respeite as regras do meio ambiente, além de garantir a mobilidade e acessibilidade para todos os usuários”. Quadro 6: Visão da CODETRAN Fonte: Dado Primário. Respeito aos usuários; Qualidade na prestação dos serviços; Crença na educação para o trânsito; Valores Valorização do servidor; Constante aprimoramento técnico; Credibilidade perante a sociedade e Credibilidade ética Quadro 7: Valores da CODETRAN Fonte: Dado Primário 3.1.3 Agentes da autoridade de trânsito A operacionalização técnica das atribuições da Coordenadoria de Trânsito é realizada pelos Agentes da Autoridade de Trânsito, que devem cumprir a legislação vigente, inerente ao trânsito nas vias municipais. Para que realizem essas atividades e apliquem a lei de trânsito neste município foi atribuído a estes o poder de Polícia de Trânsito, conforme a lei federal nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro). Os Agentes da Autoridade de Trânsito do Município cumprem com a carga horária de 40 horas semanais, sendo acordado que, durante a semana de cinco dias, ou seja, de Segunda à Sexta-feira, são cumpridas seis horas diárias, cabendo aos mesmos trabalhar obrigatoriamente durante 12 horas, um sábado e um domingo por mês, excedendo assim duas horas que serão consideradas horas-extras e deverão ser pagas juntamente com o recebimento do salário. 36 Figura 4: Agente da Autoridade de Trânsito Fonte: CODETRAN Quanto à escala de serviço, a Coordenadoria dividiu o Município em três setores (Alfa, Charlie e Delta), cabendo a cada agente, ou dupla, supervisioná-los através do patrulhamento ostensivo nas vias. Cada agente fica com uma viatura que lhe servirá para auxiliar no exercício de suas atividades diárias, e a cada semana trabalha em um setor diferente, reduzindo assim o cansaço gerado pela rotina de trabalho. Além desses três setores existem também o Grupo de Apoio Preventivo (GAP), que realiza a fiscalização em toda a jurisdição municipal e presta apoio aos demais setores quando necessário, o Setor de Atendimento a Acidentes de Transito (SAAT), que realiza o atendimento aos envolvidos em acidentes e trânsito que acontecem no município e fazem a lavratura do boletim de ocorrência, e por fim o Setor de Monitoramento de Segurança, onde Agentes da Autoridade de Trânsito realizam a fiscalização de segurança e transito através de 52 câmeras de segurança distribuídas em toda a cidade. 3.1.4 Estrutura organizacional da CODETRAN Assim como qualquer outra organização, pública ou privada, a Coordenadoria Técnica de Trânsito de Itajaí também possui uma estrutura hierárquica, com funções distintas que permitem uma melhor gestão da organização, conforme apresentado no Quadro 8. No topo do organograma temos o secretário de segurança, pois a CODETRAN esta inserida na Secretaria de Segurança e Defesa do Cidadão de Itajaí. Logo abaixo vemos a figura do Coordenador, considerado a Autoridade de Trânsito Municipal em exercício, 37 cabendo a ele coordenar as atividades da CODETRAN com os demais órgãos públicos do Município e da própria Secretaria a qual é vinculada, como a Diretoria de Fiscalização e Controle. No nível hierárquico abaixo temos a Diretoria de Fiscalização e Controle do Trânsito, responsável pela administração, normas e políticas para as atividades relativas ao Trânsito do Município, e a Diretoria de Educação para o Trânsito que, além de proporcionar cursos de aprimoramento aos servidores da CODETRAN, também realiza palestras para a comunidade e para empresas instaladas no município. Quadro 8: Organograma da CODETRAN Fonte: Elaborado pelo autor do trabalho, em conjunto com os gestores da CODETRAN. Observa-se que entre a Coordenadoria e as Diretorias existe o departamento de Recursos Humanos, porém as atividades realizadas neste setor são atividades como: cálculo de horas-extras, recolhimento de documentação para bolsa de estudos, cadastramento e recadastramento de servidores desta secretaria, entre outras atividades burocráticas. Subordinados ao Diretor de Fiscalização e Controle do Trânsito encontram-se os fiscais de cada grupo, os agentes responsáveis pelo Setor de Atendimento a Acidentes de Trânsito (SAAT), pelo Grupo de Apoio Preventivo (GAP) e pelo setor de implantação e manutenção das sinalizações viárias do município. Eles têm como função distribuir as 38 atividades aos agentes da autoridade de trânsito (AAT), também supervisionar e prestar auxílio aos agentes. Pode-se observar que os agentes do Monitoramento também estão diretamente subordinados ao Diretor de Fiscalização e Controle do Trânsito, exercendo suas atividades no 1º Batalhão de Policia Militar de Itajaí. Por fim, no ultimo nível hierárquico encontram-se os agentes da autoridade de trânsito, que possuem atribuições operacionais e de fiscalização do trânsito, divididos em três setores (Fiscalização, GAP e SAAT). 3.1.5 Atividades desenvolvidas pela CODETRAN A Coordenadoria Técnica de Trânsito de Itajaí, através de seus servidores, desenvolve atividades que visam à segurança no trânsito, através de fiscalização, educação e sinalização. Além dessas atividades ela também presta serviços de atendimentos a acidentes de trânsito e disponibiliza alguns agentes para o 1º Batalhão de Policia Militar para auxiliar no Monitoramento de segurança. Em seguida é apresentado de forma mais explicita o que seria cada uma dessas atividades. 3.1.5.1 Fiscalização do trânsito A fiscalização de trânsito é realizada pelos agentes da autoridade de trânsito, estes são selecionados através de concurso público e treinados para desempenhar as atribuições estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro. Esta atividade consiste no policiamento ostensivo ou patrulhamento das vias de trânsito desse município, utilizando-se de veículos e equipamentos que permitam controlar e manter o trânsito seguro para todos os usuários. 39 Figura 5: Fiscalização de Trânsito Fonte: CODETRAN Foi realizado um levantamento e constatado que, até o momento em que foi elaborado o presente trabalho, a CODETRAN tinha a sua disposição os seguintes equipamentos e veículos para auxiliar na fiscalização de trânsito, conforme o quadro abaixo: Veículos Outros Equipamentos 07 automóveis 01 radar estático 01 kombi 12 radares fixos (lombadas eletrônicas) 27 motocicletas 150cc 22 radares fixos (anexos a semáforos) 04 motocicletas 125cc 02 etilômetros (Bafômetro) Quadro 9: Veículos e Equipamentos para Fiscalização. Fonte: Dados primários 3.1.5.2 Educação no trânsito De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro os órgãos de fiscalização de trânsito devem também promover a educação no trânsito, através de cursos, palestras, campanhas educativas e de orientação. Sendo assim a CODETRAN possui a Diretoria de Educação para o Trânsito que durante todo o ano organiza palestras ministradas por agentes de trânsito capacitados para esta atividade. Além de organizar campanhas educativas onde são distribuídos folders e a montagem de tendas onde os agentes mostram situações reais do trânsito e prestam 40 informações, com o intuito de conscientizar a todos sobre a importância da fiscalização e da educação no trânsito. 3.1.5.3 Atendimento a acidentes de trânsito O Setor de Atendimento a Acidentes de Trânsito (SAAT) foi constituído em 2009, com o intuito de aumentar a agilidade no atendimento aos acidentes de trânsito nas vias municipais, que antes eram atendidos pela Delegacia de Delitos de Trânsito da Policia Civil de Itajaí. Com a CODETRAN assumindo esta função foram disponibilizados 06 agentes de trânsito para realizar os atendimentos neste setor, desta forma aumentou a agilidade e a qualidade no atendimento ao envolvidos em acidentes de trânsito neste município. Figura 6 e 7: Setor de Atendimento de Acidentes de Trânsito Fonte: CODETRAN Além de atender os acidentes de trânsito também é responsabilidade do SAAT realizar estudos estatísticos sobre os mesmos e repassar estas informações para a Diretoria de Fiscalização e Controle de Trânsito que irá direcionar esforços na tentativa de reduzir os índices estatísticos encontrados. 3.1.5.4 Monitoramento de segurança O monitoramento de segurança também é uma atividade recente que a CODETRAN esta realizando. Trata-se de um convenio firmado entre Prefeitura de Itajaí e Policia Militar (1º Batalhão de Policia Militar) com o objetivo de alocar agentes de trânsito no 41 monitoramento das câmeras segurança, desta forma há mais policiais a disposição para o policiamento ostensivo no município de Itajaí. Figuras 8 e 9: Monitoramento de Segurança. Fonte: CODETRAN 3.1.5.5 Sinalização e manutenção das sinalizações das vias Esta atividade consiste em colocar as sinalizações de trânsito, conforme o estabelecido no Anexo II do Código de Trânsito Brasileiro, aprovado pela Resolução 160 de 22 de abril de 2004 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). É uma atividade que exige muito conhecimento, tanto legal quanto prático, pois o agente responsável por esta atividade deve alocar as sinalizações de forma que auxilie a orientação dos condutores dos veículos e dos demais envolvidos no trânsito, além de regulamentar as formas de circulação, parada e estacionamento dos veículos (Figura 10). Figura 10: Implantação de Sinalizações Viárias Fonte: CODETRAN Figura 11: Manutenção da Sinalização de Trânsito. Fonte: CODETRAN 42 O setor de sinalização também é responsável pela manutenção das sinalizações que já estão colocadas no município, sendo considerado como manutenção desde a simples limpeza das placas até o conserto ou realocação da sinalização (Figura 11). 3.2 Resultados da Pesquisa Nesta seção serão apresentados os resultados encontrados almejando atingir os objetivos estabelecidos no item 1.2 deste trabalho. 3.2.1 Reconhecimento dos fatores motivacionais Para atingir o primeiro objetivo especifico estabelecido para a realização deste trabalho, conforme item 1.2, foi desenvolvido um questionário (Apêndice I) para os agentes da autoridade de trânsito efetivos e que desempenham alguma atividade na Coordenadoria Técnica de Trânsito. Este primeiro questionário serviu para realizar um levantamento sobre os fatores motivacionais que mais influenciam os agentes da autoridade de trânsito, quanto à satisfação de trabalhar na CODETRAN. Nele havia 32 fatores motivacionais, estabelecidos por Luz (2003), onde os servidores deveriam escolher os dez que considerassem mais importantes e atribuísse a eles um grau de importância, sendo o número 01 para o mais importante e o número 10 para o menos importante entre os fatores escolhidos. O primeiro resultado analisado neste questionário, através da tabulação no programa Office Excel 2007, da Microsoft, foi à identificação estatística dos dez fatores que mais foram escolhidos pelos servidores, obtendo o seguinte resultado: 43 Os 10 fatores mais escolhidos Salário Benefícios Valorização dos Funcionários Estabilidade no emprego Treinamento/Desenvolvimento Possibilidade de progresso profissional Qualidade e satisfação do cliente Trabalhos realizados pelos funcionários Segurança no trabalho Condições físicas de trabalho Percentual de escolha 6,4 % 6,0 % 5,8 % 5,6 % 5,4 % % 5,3 4,5 % % 3,9 3,9 % 3,9 % Quadro 10: As dez variáveis escolhidas pelos servidores. Fonte: Dado primário. Analisando o quadro acima observa-se que o fator salário foi apontado como fator motivacional de maior relevância, dentre fatores apresentados, com um percentual de 6,4%. Em seguida percebe-se que com 6% o fator benefícios também foi escolhido como importante para a satisfação e motivação no desenvolvimento das atividades dentro da organização. Gráfico 1: Os 10 fatores mais escolhidos Fonte: Dados primários Visualizando o gráfico 1, podemos observar os demais fatores selecionados pelos agentes da autoridade de trânsito, sendo eles: valorização dos funcionários (5,8%), estabilidade no emprego (5,6%), treinamento/desenvolvimento (5,4%), possibilidade de progresso profissional (5,3%), qualidade e satisfação dos clientes (4,5%), trabalhos realizados 44 pelos funcionários (3,9%), segurança no trabalho (3,9%) e condições físicas de trabalho (3,9%). Apresentar-se-á a seguir as definições dos dez fatores selecionados para a pesquisa de clima organizacional. É importante ressaltar que a definição de cada fator estava presente de forma explicativa no questionário aplicado para facilitar a escolha e compreensão dos mesmos. a) Salário Esta variável é, de acordo com Luz (2003), uma das principais a ser pesquisada, pois apresenta grande grau de influencia na satisfação dos empregados, sendo constatada a sua importância no resultado obtido através do primeiro questionário aplicado no desenvolvimento deste trabalho, onde foi a variável mais selecionada e a mais importante entre as trinta e duas apresentadas, sendo escolhida como mais importante por trinta e um servidores e a segunda mais importante por outros doze servidores, totalizando quarenta e três pessoas, ou seja, a maioria dos servidores têm a sua motivação e satisfação altamente influenciada por esta variável. Ao estudar este fator Luz (2003) mostra que pode ser observado a analise e percepção dos funcionários quanto à compatibilidade salarial, a obtenção de aumentos salariais, a possibilidade de se viver dignamente com o salário percebido, entre outros. b) Benefícios De acordo com Lacombe (2005) os benefícios são concedidos pela organização através de acréscimos monetários ou não monetários. Existem diversos tipos de benefícios, entre eles podemos citar alguns como exemplo e que geralmente são os mais utilizados pelas organizações, são eles: Bolsa de estudos, planos de saúde, prêmios por participação nos lucros, complementação de aposentadoria, entre outros. 45 c) Valorização dos funcionários Este terceiro fator foi apresentado aos servidores pesquisados como uma variável que serve para avaliar o quanto a organização valoriza os seus recursos humanos, o quanto os respeita, as oportunidades que oferece e os investimentos realizados. Como exemplo de valorização dos funcionários Luz (2003) apresenta alguns casos de organização que pagam prêmios por tempo de serviço, um dos exemplos citados é o da empresa Randon, a qual oferece um prêmio em dinheiro para os colaboradores que completam vinte e cinco anos na organização e esse valor deve ser gasto nos quinze dias de férias disponibilizados pela organização. d) Estabilidade no emprego De acordo com Luz (2003) este fator procura identificar o quanto os colaboradores estão seguros nos seus empregos. Para realização deste estudo foi utilizada esta variável para identificar o quanto é importante para o servidor ter estabilidade no trabalho, já que todos são servidores efetivos do município e já possuem estabilidade ou estão no período de estágio probatório para adquiri-la. Bergue (2007, p. 29) apresenta em seus estudos que estabilidade é a “garantia constitucional que alcançam os servidores detentores de cargo público aprovados em estágio probatório”. Já o estágio probatório é o período (geralmente os três primeiros anos) em que o servidor é avaliado por uma comissão que julga o seu desempenho através de instrumentos definidos para tal, segundo o mesmo autor. e) Treinamento/desenvolvimento Esta variável é utilizada para avaliar as oportunidades que a organização oferece aos servidores para se qualificar, se atualizar e desenvolver-se profissionalmente (LUZ, 2003). De acordo com os estudos de Lacombe (2005) o treinamento não deve ser feito somente com novos empregados, mas sim continuamente. Lacombe (2005, p. 311) define treinamento como “qualquer atividade que contribua para tornar uma pessoal apta a exercer sua função ou atividade, para aumentar a sua capacidade para exercer melhor essas funções ou atividades, ou para prepará-la para exercer de forma eficiente novas funções ou atividades”. O desenvolvimento de recursos humanos não significa somente treinar para exercer uma determinada tarefa, mas sim passar informações aos empregados para que modifiquem 46 seus hábitos e desenvolvam novas atitudes e capacidades, aprimorando seus conhecimentos a vista de tornarem-se melhores naquilo que fazem (GIL, 1997). f) Possibilidade de progresso profissional A possibilidade de promoção e crescimento na carreira é muito importante para a realização e satisfação dos funcionários. Para Lacombe (2005, p. 62) carreira “é uma série de posições exercidas por uma pessoa ao longo de sua vida profissional”. Para Luz (2003) a analise desta variável pode mostrar a satisfação dos servidores quanto à possibilidade de ascensão profissional, a realização de trabalhos desafiadores, aumento de empregabilidade e realização pessoal, além de avaliar o uso das potencialidades de cada funcionário. g) Qualidade e satisfação do cliente Neste fator é avaliada a percepção dos servidores quanto ao compromisso da organização em relação à qualidade dos serviços e a satisfação dos usuários. Cada vez mais a qualidade dos produtos/serviços é importante para o crescimento e reconhecimento de uma organização, desta forma quanto maior a qualidade maior será o grau de satisfação dos usuários destes produtos/serviços. É fundamental que os funcionários tenham conhecimento deste compromisso da organização, pois assim perceberá o quanto é relevante a sua atividade para o sucesso da organização. De acordo com Rodrigues (2000) qualidade trata-se do conteúdo do produto/serviço e satisfação esta atrelada a como os clientes o percebem. h) Trabalhos realizados pelos funcionários Este fator é apresentados nos estudos de Luz (2003) como uma variável que sofre influencia pela adaptação dos funcionários com os trabalhos realizados, a quantidade de trabalhos que o funcionário realiza, a carga horária de trabalho, a forma de como são distribuídas as atividades ou funções, se a quantidade de pessoal atende a demanda, além de avaliar o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho. 47 i) Segurança no trabalho Através desta variável foi identificada a preocupação da empresa em adotar programas e equipamentos que visem diminuir a ocorrência de acidentes e doenças ocupacionais. A adoção de programas e equipamentos de proteção individual e coletiva é fundamental para que os servidores estejam confiantes e tranqüilos quando estiverem realizando as suas atividades. Scopinho (2000) relata em seus estudos que segurança e saúde ocupacional são também processos sociais, porque estão direta ou indiretamente relacionados às condições de vida e trabalho dos indivíduos. j) Condições físicas de trabalho Nesta variável é avaliada a estrutura física da organização e os recursos que são colocados a disposição dos servidores para a realização das atividades cotidianas. Luz (2003) destaca em seus trabalhos como é importante a organização disponibilizar uma estrutura adequada e um ambiente salubre que ofereça condição para os trabalhadores realizarem as suas tarefas. 3.2.2 Identificação dos níveis de satisfação dos servidores Atendendo ao segundo objetivo especifico citado no item 1.2 deste trabalho, serão apresentados a seguir os níveis de satisfação identificados com o segundo levantamento, sendo utilizada a medição de percepção dos servidores através da Escala Likert, conforme o previsto na metodologia deste estudo. Mas, primeiramente, serão apresentados os dados do perfil socioeconômico dos participantes desta pesquisa. a) Perfil socioeconômico Após a aplicação do questionário socioeconômico foi possível identificar o perfil do público a ser estudado, observe os gráficos abaixo: Primeiramente pode-se verificar que a população em questão está divida em 84% do sexo masculino e 16% do sexo feminino. Percebe-se então que o principal público que é 48 atraído e tem interesse por esta atividade é o público masculino, muito provavelmente por se tratar de uma atividade de fiscalização. Gráfico 2: Identificação do sexo dos participantes Fonte: Dados primários O próximo gráfico a ser apresentado (Gráfico 3) é o que mostra a divisão dos agentes da autoridade de trânsito entre os setores de trabalhos existentes na CODETRAN. Percebe-se que a maioria dos agentes executa a fiscalização ostensiva nas vias de trânsito do município, com percentual de 63%, porém se levarmos em consideração que o GAP também executa as mesmas tarefas de fiscalização, além de outras especificas, este percentual será adicionado aos 13% identificados do GAP, totalizando 76% dos agentes da autoridade de trânsito na fiscalização. Gráfico 3: Divisão dos setores Fonte: Dados primários 49 A faixa etária dos participantes desta pesquisa foi dividida em quatro escalas. Sendo assim podemos observar no Gráfico 4 que 40% dos participantes estão na faixa etária entre 31 e 40 anos de idade e 23% estão entre 26 e 30 anos, ou seja, as atividades desenvolvidas na organização em estudo não sofrem influencias quando analisada a idade dos servidores, porém a maioria dos servidores encontram-se entre 26 e 40 anos de idade. Gráfico 4: Faixa etária Fonte: Dados primários Quanto ao estado civil dos servidores da CODETRAN pesquisados foi constatado que 44% são casados enquanto 35% são solteiros. É possível perceber que o estado civil dos servidores tem pouca diferença percentual, entre casados e solteiros, e que provavelmente este fator não influencie nas atividades realizadas pelos servidores. Gráfico 5: Estado civil Fonte: Dados primários 50 Os gráficos 6 e 7 apresentados abaixo mostram se os pesquisados possuem filhos e a quantidade de filhos, respectivamente. O gráfico 6 mostra que 56% dos servidores possuem filhos e o gráfico 7 completa esta informação mostrando que 44% dos servidores possuem um filho e outros 44% possuem dois filhos e apenas 12% dos servidores possuem três filhos. Não há servidores com mais de três filhos, por este motivo não é apresentado esta informação no gráfico 7. Gráfico 6: Filhos Fonte: Dados primários Gráfico 7: Quantidade de filhos Fonte: Dados primários Os próximos gráficos apresentados abaixo mostram a renda do grupo familiar e se os servidores possuem outra atividade remunerada para complementar a sua renda. Conforme apresentado no gráfico 8 percebe-se que a maioria dos agentes da autoridade de trânsito possuem uma renda familiar de até R$ 2.500,00 reais (47%), porém outros 40% tem a renda familiar entre R$ 2.500,00 e R$ 4.000,00 e 11% acima de R$ 4.000,00, estes valores sofrem influencia, possivelmente, devido a outros membros do grupo familiar que são 51 assalariados e/ou devido ao apresentado no gráfico 9, onde mostra-se que 29% dos servidores possuem outra atividade remunerada. Gráfico 8: Renda do grupo familiar Fonte: Dados primários Gráfico 9: Outras atividade remuneradas Fonte: Dados primários O gráfico 10 mostra que 50% dos agentes da autoridade de trânsito do município de Itajaí já possuem mais de 4 anos trabalhados na Coordenadoria Técnica de Trânsito deste município, enquanto 39% estão entre 7 meses e 4 anos e apenas 6% estão a menos de 6 meses. Com estes dados podemos identificar que mais de 50% dos servidores já possuem a estabilidade no serviço público. 52 Gráfico 10: Tempo de casa Fonte: Dados primários. Outro fator identificado pela pesquisa socioeconômica foi o tipo de moradia e a situação desta. Conforme apresentado no gráfico 11 verifica-se que 76% dos servidores moram em casa, enquanto 24% moram em apartamento. Já no gráfico 12 podemos perceber que 52% dessas residências são próprias, 27% são alugadas, 18% são dos pais e 3% emprestada. Gráfico 11: Tipo de moradias Fonte: Dados primários 53 Gráfico 12: Situação das Moradias Fonte: Dados primários Os dados apresentados nos gráficos 13 e 14 apresentaram o grau de escolaridade dos agentes da autoridade de trânsito. Observa-se que 51% dos servidores possuem ensino superior, sendo que 37% completo, 44% incompleto e 19% cursando, conforme mostrado no gráfico 14. É importante ressaltar que o 2º grau completo, ou melhor, ensino médio completo é pré-requisito para prestar concurso público para exercer está função, logo obtivemos 47% dos servidores com este grau de escolaridade, enquanto apenas um agente possui pósgraduação ou especialização, representando 2% da amostra. Gráfico 13: Grau de escolaridade Fonte: Dados primários 54 Gráfico 14: Situação do ensino superior Fonte: Dados primários E por fim, o último fator questionado aos pesquisados foi quanto ao principal meio de transporte utilizado para se deslocar até o ambiente de trabalho. O resultado deste fator foi que 42% dos servidores utilizam motocicletas e/ou motonetas, porém houve também outros 24% que responderam que utilizam além das motos também utilizam automóveis. Além desses 24% que utilizam motos e automóveis também há os que utilizam apenas carros, representando 26% da amostra. Por fim é importante observar que 8% dos servidores utilizam bicicletas e nenhum agente da autoridade de trânsito desloca-se a pé para trabalhar. Gráfico 15: Meio de transporte Fonte: Dados primários 55 b) Nível de satisfação identificado quanto ao salário Com o objetivo de verificar a satisfação dos servidores quanto à variável salário foi apresentado, assim como as demais variáveis, duas afirmações. De acordo com os dados apresentados no quadro 11 percebe-se as afirmações que foram apresentadas no segundo questionário, referentes à variável salário, as opções de escores apresentadas e os selecionados pelos servidores, para cada afirmação e total, conforme colunas 4 e 5, respectivamente. Variável Afirmações O meu salário é justo e adequado diante das funções que exerço. Salário Minha remuneração está acima da realidade de mercado. Escores Escores Escolhidos NT NP CP CT NT NP CP CT 14 21 22 5 14 16 26 5 Total de Respostas 62 61 Quadro 11: Variável salário Fonte: Dados primários Com a análise dos dados coletados, apresentados no quadro 11, afirma-se que 56% dos agentes da autoridade de trânsito estão insatisfeitos quanto à afirmação: “o meu salário é justo e adequado diante das funções que exerço”. Por outro lado temos 44% dos agentes que se mostraram satisfeitos quanto à afirmação, como podemos observar graficamente ao lado. Referente a essa afirmação verificou-se que o setor de monitoramento de segurança apresentou o maior nível de insatisfação, sendo 78%, enquanto o setor de fiscalização e setor de acidentes de trânsito apresentaram grau de satisfação de 49% e 50%, respectivamente. 56 Gráfico 16: Salário justo e adequado Fonte: Dados primários Ainda analisando o quadro 11 verifica-se no gráfico 17 que 51% dos agentes da autoridade de trânsito consideram a remuneração percebida acima da realidade de outras organizações existentes no mercado de trabalho, porém, com um percentual muito próximo, podemos ver que 49% estão insatisfeitos e alegam que sua remuneração está abaixo da realidade de mercado. Nessa afirmação o setor de monitoramento de segurança apresentou novamente o maior grau de insatisfação, com 67% dos pesquisados insatisfeitos. Quanto ao setor que se encontra mais satisfeito é o de fiscalização, com índice de 58%. Gráfico 17: Remuneração e realidade de mercado Fonte: Dados primários Com a apresentação dos resultados acima, a respeito da variável salário, verifica-se que entre os agentes da autoridade de trânsito existe uma divisão de opinião a respeito desta variável. Através de média aritmética dos dados levantados podemos perceber que 54% dos 57 agentes estão insatisfeitos com a remuneração recebida, enquanto 46% encontram-se satisfeitos. Gráfico 18: Nível de satisfação do salário Fonte: Dados primários c) Nível de satisfação identificado quanto aos benefícios Para análise desta variável foram pesquisadas as duas afirmações relacionadas no quadro 12, podendo assim verificar o nível de satisfação dos servidores participantes deste estudo. Variável Afirmações [[ Nesta organização eu estou contente com os benefícios oferecidos. Benefícios Utilizo todos os benefícios que são disponibilizados. Escores NT NP CP CT NT NP CP CT Escores Escolhidos 17 20 20 5 16 18 15 12 Total de respostas 62 61 Quadro 12: Variável benefício Fonte: Dado primário No gráfico 19 verifica-se que 60% dos agentes da autoridade de trânsito estão descontentes com os benefícios oferecidos pela organização. Contudo há um contentamento de 40% desses servidores. O setor que apresentou maior grau de satisfação referente a esta afirmação foi o de fiscalização com 46%, enquanto com 75% o GAP foi o que apresentou maior insatisfação. 58 Gráfico 19: Contentamento com benefícios ofertados Fonte: Dados primários Vê-se que a organização necessita estudar a viabilidade de disponibilizar outros benefícios aos agentes, para que haja uma melhora da satisfação desta variável, pois durante a pesquisa foi possível verificar que é disponibilizado como benefício, aos agentes da autoridade de trânsito, apenas bolsa de estudo, para ensino superior, que cobre 50% do valor das mensalidades. Sendo assim, a segunda afirmação evidencia que 56% dos servidores não utilizam este benefício e estão insatisfeitos com a falta de outros. Por outro lado verifica-se que 44% dos agentes da autoridade de trânsito utilizam este benefício de auxilio educacional, como pode ser observado no gráfico 20. Apurou-se também que o SAAT apresentou o maior grau de insatisfação quanto a essa afirmação, 83%. Esse dado demonstra que a organização preocupa-se com a capacitação e desenvolvimento dos seus colaboradores, porém é necessário que haja a iniciativa dos mesmos em buscar esta formação. Gráfico 20: Utilização dos Benefícios Fonte: Dados Primários 59 De um modo geral verifica-se que 58% dos agentes da autoridade de trânsito encontram-se insatisfeitos com os benefícios ofertados pela organização, muito provavelmente isso possa ocorrer devido a falta de opções e/ou quantidade de benefícios ofertados. Ademais podemos verificar no gráfico 21 que 42% dos servidores estão satisfeitos com esta variável. Gráfico 21: Nível de satisfação dos benefícios Fonte: Dados primários d) Nível de satisfação identificado quanto à valorização dos funcionários Quanto a esta variável podemos observar os dados coletados abaixo, no quadro 13. Variável Afirmações Minhas idéias são analisadas e executadas pela organização. Valorização dos Funcionários Sinto-me reconhecido pelas atividades que executo nesta organização. Escores Escores escolhidos NT NP CP CT NT NP CP CT 24 14 19 5 14 12 26 10 Total de respostas 62 62 Quadro 13: Variável Valorização dos Funcionários Fonte: Dados primários Para obter uma melhor visualização destes dados observemos os gráficos a seguir: Quanto a primeira afirmação, para verificar a percepção dos servidores quanto a valorização dos funcionários, o gráfico 22 mostra que 61% dos agentes da autoridade de trânsito de Itajaí 60 não estão satisfeitos quanto a abertura da organização para aceitar idéias dos funcionários. Percebe-se também que apenas 39% estão satisfeitos, o que pode significar que há uma abertura dos gestores para novas idéias, entretanto esta abertura pode ser reservada a alguns servidores enquanto para outros possam existir algumas barreiras. Identificou-se que o único setor que apresentou grau de satisfação favorável foi o GAP, com 75%, os demais setores apresentaram 67% de insatisfação. Gráfico 22: Analise e execução da idéias Fonte: Dados primários Quanto a afirmação que visa identificar a percepção da amostra pesquisada referente ao reconhecimento pelas atividades executadas, vê-se que 58% demonstraram que a organização, ou melhor, seus gestores, têm essa atitude de dar um feedback aos servidores. Em contrapartida observamos que 42% não percebem esse reconhecimento, o que acredito que possa estar prejudicando a iniciativa e a criatividade dos servidores durante o exercício das suas funções. Novamente observamos que o GAP apresentou maior grau de satisfação (75%), enquanto o Monitoramento apresentou o maior índice de insatisfação (67%). 61 Gráfico 23: Reconhecimento das atividades Fonte: Dados primários Considera-se que 55% dos agentes pesquisados encontram-se insatisfeitos com a variável valorização dos funcionários, mostrando que a organização tem que desenvolver novos métodos e critérios de reconhecimento e análise dos servidores, assim acredita-se que irá diminuir este percentual negativo para o clima organizacional e, consequentemente, aumentar o nível de satisfação dos servidores. Como pode ser visualizado no gráfico 24, uma quantidade relevante de agentes encontram-se satisfeitos quanto a esta variável, representando um percentual de 45%. Gráfico 24: Nível de satisfação da valorização dos funcionários Fonte: Dados primários 62 e) Nível de satisfação identificado quanto à estabilidade no emprego Dando continuidade ao estudo, foi verificado também a variável estabilidade no emprego, sendo está identificada, no primeiro questionário, como a quarta mais importante para a satisfação dos funcionários, tornando-se fundamental para análise este estudo de clima organizacional. Observe o quadro abaixo, serão apresentados os dados levantados com esta pesquisa. Variável Afirmações A estabilidade no emprego é o principal motivo pelo qual estou nesta organização. Estabilidade no emprego Pretendo encerrar minha vida profissional nesta organização. Escores Escores Escolhidos NT NP CP CT NT NP CP CT 13 13 22 14 38 8 11 5 Total de respostas 62 62 Quadro 14: Variável estabilidade no emprego Fonte: Dados primários Pode ser verificado no gráfico 25 que a maioria dos servidores pesquisados demonstra que a estabilidade no emprego é o principal motivo de estarem trabalhando nesta organização, totalizando percentualmente 58% da amostra. Ao contrário, 42% dos agentes da autoridade de trânsito apresentam que este não é o principal motivo, mas sim outros que não foram identificados nesta pesquisa. Verificou-se que o Monitoramento apresentou o maior grau de insatisfação (78%), enquanto o SAAT demonstrou o melhor índice de satisfação, com 67%. Gráfico 25: Estabilidade é o motivo de estar nesta organização Fonte: Dados primários 63 Identificou-se também, quanto a variável estabilidade no emprego, que 74% dos pesquisados não pretendem encerrar sua vida profissional nessa organização, sendo declarado a este autor, por vários funcionários no momento da entrega dos questionários, que pretendem prestar outros concursos públicos que ofereçam melhor qualidade de vida e melhor condição de trabalho. Nessa afirmação os setores SAAT e Monitoramento apresentaram 100% de insatisfação, ou seja, nenhum dos servidores deste setor pretende encerrar sua vida profissional nesta organização, enquanto os 63% dos agentes do GAP demonstraram estar satisfeitos quanto a essa afirmação. Gráfico 26: Pretendo encerrar a vida profissional nesta organização Fonte: Dados primários Observando os resultados obtidos através das afirmações apresentadas acima, pode ser identificado que entre os servidores da Coordenadoria Técnica de Trânsito 53% estão insatisfeitos quanto à variável estabilidade no emprego e, também, pode ser verificado que 47% encontram-se satisfeitos, conforme representação gráfica ao lado. Sendo assim esta variável também deve ser considerada no planejamento das ações a serem desenvolvidas para melhorar o clima organizacional, pois apresentou alto grau de insatisfação dos servidores. 64 Gráfico 27: Nível de satisfação da estabilidade no emprego Fonte: dados primários f) Nível de satisfação identificado quanto a treinamento e desenvolvimento Para análise desta variável foram consideradas duas afirmações, sendo estas analisadas e escolhidas pelos servidores, relacionando ao escore que representasse a sua percepção quanto a mesma. Podem ser observados no quadro 15 todos os dados coletados para analise desta variável. Variável Treinamento / Desenvolvimento Afirmações Escores Escores Escolhidos Recebo os treinamentos necessários para desempenhar as minhas funções nesta organização. NT NP CP CT NT NP CP CT 15 19 23 5 34 14 12 2 A organização oferece cursos em áreas diferentes da área que executo as minhas atividades. Total de respostas 62 62 Quadro 15: Variável treinamento/desenvolvimento Fonte: Dados primários Referente à primeira afirmação apresentada observa-se (gráfico 28) que 55% da amostra está insatisfeita com os treinamentos recebidos para desempenhar as funções que exercem na organização. Com um percentual bem próximo pode-se perceber que 45% dos servidores encontram-se satisfeitos com os treinamentos oferecidos pela organização. O setor que apresentou maior concordância quanto a essa afirmação foi o GAP (63%), enquanto o 65 monitoramento é o setor que apresentou maior grau de insatisfação (67%). Com este dado pode-se afirmar que há necessidade da organização proporcionar mais treinamentos aos seus colaboradores, já que pouco menos da metade apresenta satisfação referente a este fator. Gráfico 28: Recebo os treinamentos necessários Fonte: Dados primários Quanto ao desenvolvimento dos servidores observa-se no gráfico 29 que 77% dos agentes da autoridade de trânsito estão insatisfeitos com os cursos de desenvolvimento pessoal e profissional oferecidos pela organização. Quanto a essa afirmação verificou-se também todos os setores apresentaram alto grau de insatisfação, entre 74% (Fiscalização) e 89% (Monitoramento). Sendo assim, com este percentual tão alto de insatisfação, recomendase à organização elaborar algumas atividades que agreguem valor profissional e pessoal aos seus servidores. Gráfico 29: Oferece cursos de desenvolvimento Fonte: Dados primários 66 Analisando a grau de satisfação dos agentes da autoridade de trânsito quanto aos treinamentos/desenvolvimento ofertados pela organização considera-se, através dos dados coletados e apresentados no gráfico 30, que 62% dos servidores encontram-se insatisfeitos com esta variavel, enquanto 38% estão satisfeitos. Portanto, conclui-se que, assim como já mensionado na análise da afirmação referente ao desenvolvimento, a organização necessita adotar uma politica que proporcione aos seus servidores cursos e atualizações referente as atividades desempenhadas, além de oferecer outros cursos de conhecimentos gerais, com enfoque nas atividades que exerce ou possa exercer dentro da organização, que agreguem um maior nivel intelectual aos seus colaboradores. Gráfico 30: Nível de satisfação dos treinamentos/desenvolvimento Fonte: Dados primários g) Nível de satisfação identificado quanto à possibilidade de progresso profissional Como sexta variável mais importante para a satisfação no ambiente de trabalho, segundo os agentes da autoridade de trânsito, foi escolhida a possibilidade de progressão profissional. Seguem no quadro 16 os dados levantados referentes a esta variável. 67 Variável Possibilidade de Progresso Profissional Afirmações Escores Escores Escolhidos NT NP CP CT NT NP CP 1 1 12 48 17 16 20 CT 9 Ficaria mais satisfeito se houvesse um plano de carreira e salários nesta organização. A organização aproveita todo o meu potencial na realização das minhas atividades. Total de respostas 62 62 Quadro 16: Variável possibilidade de progresso profissional Fonte: Dados primários Através dos dados obtidos e apresentados no quadro acima, verifica-se que 97% dos agentes de trânsito ficariam mais satisfeitos se houvesse um plano de carreira e salário nesta organização. Enquanto apenas dois participantes, representando 3% da amostra (gráfico 31), disseram não concordar com a adoção de um plano de carreira e salários. Portanto percebe-se que um planejamento neste sentido é de extrema importância para a melhoria do clima organizacional. Gráfico 31: Implantação de plano de carreira e salário Fonte: Dados primários Para análise da possibilidade de progressão profissional percebida pelos agentes da autoridade de trânsito na CODETRAN foi verificado se esta coordenadoria utiliza todo o potencial dos agentes na realização das suas atividades. Conforme o gráfico 32, apresentado logo a seguir, apura-se que 53% da amostra afirmam que a organização não absorve todo o 68 seu potencial para a realização das atividades nesta organização, enquanto 47% alegam estar utilizando todo o seu potencial nas atividades que realizam. Assim, acredito que, caso a organização implante um plano de carreira e salário nesta coordenadoria os funcionários ficariam mais satisfeitos e motivados ao demonstrarem as suas potencialidades e, consequentemente, serem reconhecidos por estas ações. Gráfico 32: O aproveitamento das potencialidades dos servidores Fonte: Dados primários Avaliando o nível de satisfação quanto à possibilidade de progressão profissional, verifica-se que 80% dos servidores encontram-se insatisfeitos com a atual forma de ascensão profissional (gráfico 33) – verifica-se por este autor que a única forma de possibilidade de ascensão profissional existente atualmente na organização é através de cargos comissionados (indicação política) – e ficariam mais satisfeitos e motivados se houvesse um plano de carreira e salários onde pudessem demonstrar todas as suas potencialidades e serem reconhecidos e promovidos por estas atuações, além de outros critérios a serem estabelecidos nesse planejamento. 69 Gráfico 33: Nível de satisfação da possibilidade de progresso profissional Fonte: Dados primários h) Nível de satisfação identificado quanto à qualidade e satisfação do cliente Nesta variável buscou-se verificar a percepção dos servidores pesquisados quanto ao compromisso da organização em relação à qualidade dos serviços e a satisfação dos usuários. Em seguida será apresentado o quadro 17 contendo os dados coletados com a aplicação do questionário, referente a percepção dos agentes da autoridade de trânsito a essa variável. Variável Qualidade e satisfação do cliente Afirmações A organização está preocupada com qualidade dos serviços que presto a comunidade. São realizadas pesquisas para verificar o nível de satisfação da sociedade, em relação aos serviços prestados por esta organização. Escores Escores Escolhidos NT NP CP CT NT NP CP CT 6 12 21 19 29 14 9 4 Total de respostas 58 56 Quadro 17: Variável qualidade e satisfação do cliente Fonte: Dados primários Com base nos dados demonstrados no quadro acima, verifica-se que a maioria dos servidores estão satisfeitos com o compromisso da organização em relação a qualidade dos serviços prestados pelos agentes da autoridade de trânsito. Visualiza-se melhor este dado através do gráfico 34, onde é apresentado que 69% dos servidores estão satisfeitos e 70 concordam com a afirmação de que a organização está preocupada com a qualidade dos serviços prestados a comunidade. Por outro lado, vê-se 31% da amostra sendo contrária a esta preocupação ou não têm o conhecimento de atividades da organização para estes fins. Verificou-se também que em todos os setores mais da metade dos servidores pesquisados estão satisfeitos, sendo que o GAP apresentou maior índice de satisfação com 88%. Gráfico 34: Compromisso com a qualidade dos serviços prestados Fonte: Dados primários Apura-se também que a maioria dos servidores não tem conhecimento de pesquisas realizadas para verificar o nível de satisfação da comunidade, em relação aos serviços prestados pela Coordenadoria Técnica de Trânsito de Itajaí. Observa-se no gráfico 35 que 77% dos servidores desconhecem tal atividade, enquanto 23% têm conhecimento dessas atividades desenvolvidas pela CODETRAN. Destaca-se que o único setor que apresentou 100% de insatisfação foi o monitoramento, enquanto o maior grau de satisfação e concordância com essa afirmação foi o SAAT (33%). 71 Gráfico 35: Realização de pesquisas de satisfação da sociedade Fonte: Dados primários Quanto ao grau de satisfação à variável qualidade e satisfação do cliente, observa-se que os colaboradores não têm conhecimento das atividades realizadas pela coordenadoria para verificar a satisfação da comunidade em relação aos serviços prestados pelos agentes da autoridade de trânsito, uma vez que 23% da amostra demonstra ter conhecimento de pesquisas realizadas. De modo geral, há 54% de satisfação quanto a variável sendo analisada e 46% de insatisfação, devendo a organização divulgar suas pesquisas e resultados para que todos os servidores tomem conhecimento e reflitam a respeito. Gráfico 36: Nível de satisfação da qualidade e satisfação do cliente Fonte: Dados primários 72 i) Nível de satisfação identificado quanto à trabalhos realizados pelos funcionários Para análise desta variável foram consideradas duas afirmações, sendo estas analisadas e escolhidas pelos servidores, relacionando ao escore que representasse a sua percepção quanto a mesma. Observam-se no quadro 18 todos os dados coletados para analise desta variável. Variável Afirmações Adaptei-me facilmente à minha função. Trabalhos realizados pelos funcionários Consigo equilibrar a minha vida profissional e pessoal sem prejudicar nenhuma delas. Escores Escores Escolhidos NT NP CP CT NT NP CP CT 0 5 21 31 1 6 19 31 Total de respostas 57 57 Quadro 18: Variável trabalhos realizados pelos funcionários Fonte: Dados primários Com a análise dos dados coletados, apresentados no quadro 18, podemos afirmar que 91% dos agentes da autoridade de trânsito estão satisfeitos quanto à adaptação aos trabalhos realizados. Por outro lado temos apenas 9% dos agentes que se mostraram insatisfeitos quanto à afirmação, como se observa no gráfico 37. Percebeu-se na pesquisa que todos os setores estão com alto índice de satisfação referente a essa afirmação, destacando-se os setores GAP (100%) e Fiscalização (89%). Gráfico 37: Adaptação às funções Fonte: Dados primários 73 Ainda analisando o quadro 18, verifica-se no gráfico 38 que 88% dos agentes da autoridade de trânsito conseguem manter um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional sem que qualquer uma delas seja prejudicada. Porém, com um percentual mais baixo, observa-se que 12% estão insatisfeitos, alegando que não conseguem equilibrar ambas sem que haja prejuízos a qualquer delas. Percebeu-se novamente que o setor com maior grau de satisfação foi o GAP (100%), enquanto o monitoramento apresentou o menor grau de satisfação (71%). Gráfico 38: Equilíbrio vida pessoal x vida profissional Fonte: Dados primários Analisando a grau de satisfação dos agentes da autoridade de trânsito quanto aos trabalhos realizados na organização considera-se, através dos dados coletados e apresentados no gráfico 39, que 90% dos servidores encontram-se satisfeitos com esta variavel, enquanto 10% estão insatisfeitos. Portanto, conclui-se que, esta variável possivelmente não influencia na desmotivação dos funcionários, desta forma os gestores poderão demandar menos tempo e recursos para a melhoria da satisfação quanto a esta variavel, assim dá-se maior atenção aos fatores que apresentam menor grau de satisfação. 74 Gráfico 39: Nível de satisfação dos trabalhos realizados pelos funcionários Fonte: Dados primários j) Nível de satisfação identificado quanto à segurança no trabalho Nesta variável buscou-se verificar a percepção dos servidores pesquisados quanto ao compromisso da organização em relação à segurança no trabalho. Em seguida será apresentado o quadro 19 contendo os dados coletados com a aplicação do questionário, referente a percepção dos agentes da autoridade de trânsito a essa variável. Variável Segurança no trabalho Afirmações A organização está preocupada com a prevenção de acidentes no ambiente de trabalho. São oferecidas palestras e atividades que visam conscientizar os servidores sobre as doenças ocupacionais. Escores Escores Escolhidos NT NP CP CT NT NP CP CT 16 15 16 11 36 13 6 3 Total de respostas 58 58 Quadro 19: Variável segurança no trabalho Fonte: Dados primários Através dos dados obtidos e apresentados no quadro acima se verifica que 53% dos agentes de trânsito estão insatisfeitos quanto à preocupação da organização referente à preocupação e prevenção de acidentes no ambiente laboral. Enquanto 47% da amostra 75 (gráfico 40) reconhecem esta preocupação da organização. Portanto percebe-se que um planejamento neste sentido é de extrema importância para a melhoria do clima organizacional. Nessa afirmação verificou-se que o setor com maior grau de satisfação foi o SAAT (67%), enquanto os demais setores demonstraram insatisfação, destacando-se novamente o monitoramento (71%). Gráfico 40: Preocupação com a prevenção de acidentes Fonte: Dados primários Referente à segunda afirmação percebe-se que 84% dos agentes da autoridade de trânsito não têm conhecimento de palestras ou atividades que visem a conscientização dos servidores quanto as doenças ocupacionais, enquanto 16% da amostra relata que a organização oferece tais atividades. Porém foi possível perceber que todos os setores demonstraram-se insatisfeitos, onde os percentuais de insatisfação ficaram entre 83% (SAAT) e 88% (GAP). Gráfico 41: Conscientização sobre doenças ocupacionais Fonte: Dados primários 76 Analisando o grau de satisfação desta variável é possível verificar, no gráfico 42, que apenas 36% dos servidores entrevistados encontram-se satisfeitos, enquanto 64% demonstraram insatisfação. Sendo assim verifica-se a necessidade de priorizar as ações neste sentido, pois esta variável apresentou o maior grau de insatisfação dentre as analisadas neste estudo. Gráfico 42: Nível de satisfação da segurança no trabalho Fonte: Dados primários k) Nível de satisfação identificado quanto às condições físicas de trabalho Como a décima variável mais importante para a satisfação no ambiente de trabalho, segundo os agentes da autoridade de trânsito, foi escolhida a condição física de trabalho. Seguem no quadro 20 os dados levantados referente a esta variável. Variável Afirmações As instalações físicas da organização oferecem conforto aos servidores. Condições físicas de trabalho Os equipamentos disponibilizados são confortáveis e de qualidade. Quadro 20: Variável condições físicas de trabalho Fonte: Dados primários Escores Escores Escolhidos NT NP CP CT NT NP CP CT 10 14 29 5 11 15 21 11 Total de respostas 58 58 77 Para a análise desta última variável em estudo observa-se no gráfico 43 que 59% dos agentes da autoridade de trânsito estão satisfeitos com as instalações físicas da organização, enquanto contrários a esta percepção 41% dos servidores entrevistados alegaram não sentirem-se confortáveis nas instalações físicas da organização. Verificando-se as percepções dos servidores, quanto a essa afirmação, também foi possível perceber que o único setor que demonstrou insatisfação foi o monitoramento com percentual de 57%. Gráfico 43: Instalações físicas Fonte: Dados primários Referente aos equipamentos disponibilizados aos agentes de trânsito para a realização das atividades diárias observa-se (gráfico 44) que 55% dos servidores consideram os equipamentos confortáveis e de qualidade. Porém 45% encontram-se insatisfeitos com estes equipamentos e não concordaram com esta afirmação. Analisando-se setorialmente é possível perceber que o mais satisfeito é o GAP com 88% dos servidores contentes com os equipamentos disponibilizados, enquanto o menos satisfeito é o SAAT com 67% dos servidores insatisfeitos com os equipamentos disponibilizados. 78 Gráfico 44: Equipamentos disponibilizados Fonte: Dados primários Quanto ao grau de satisfação geral desta variável verifica-se, com base nos dados coletados, e representados graficamente abaixo, que 57% dos agentes da autoridade de trânsito estão satisfeitos quanto às condições físicas disponibilizadas pela organização para a realização das atividades diárias. Contudo também percebe-se que 43% dos servidores não estão satisfeitos com as instalações físicas e equipamentos disponibilizados pela organização. Gráfico 45: Nível de satisfação das condições físicas de trabalho Fonte: Dados primários 79 l) Índice de satisfação geral De acordo com Luz (2003) além de tabular cada afirmação e cada variável em estudo também é necessário calcular o grau de satisfação da amostra pesquisada como um todo. O quadro 21 apresenta os percentuais de satisfação obtidos para cada variável e através do calculo da média aritmética foi identificado o grau de satisfação geral dos agentes da autoridade de trânsito quanto ao clima organizacional na Coordenadoria Técnica de Trânsito de Itajaí. Observa-se no quadro 21 que a variável com maior grau de satisfação entre os agentes de trânsito é relacionada aos trabalhos realizados pelos funcionários (90%). Em relação às demais variáveis verifica-se que todas estão com o índice de satisfação inferior a 57%. Índice de Satisfação Geral - ISG Variável % de satisfação Trabalhos Realizados pelos Funcionários Condições Físicas de Trabalho Qualidade e Satisfação do Cliente Estabilidade no Emprego Salário Valorização dos Funcionários Benefícios Treinamento e Desenvolvimento Segurança no Trabalho Possibilidade de Progresso Profissional ISG (Resultado Geral) 90% 57% 54% 47% 46% 45% 42% 38% 36% 20% 48% Quadro 21: Índice de Satisfação Geral Fonte: Dados primários Referente ao Índice de Satisfação Geral (ISG) percebe-se que ficou com 48% de satisfação da amostra pesquisada, porém, consequentemente, 52% dos agentes da autoridade de trânsito encontram-se insatisfeitos, o que é considerado desfavorável ao Clima Organizacional da CODETRAN. 80 3.3 Sugestões Atendendo ao último objetivo estabelecido no item 1.2 deste trabalho, foram propostas algumas sugestões para serem implantadas na organização, com o intuito de melhorar o ambiente de trabalho e, consequentemente, o clima organizacional. Para a elaboração destas sugestões foram consideradas as variáveis que apresentaram índices de satisfação menor ou igual a 50%, sendo: salário (46%), benefícios (42%), valorização dos funcionários (45%), Possibilidade de Progresso Profissional (20%) , estabilidade no emprego (47%), treinamento/desenvolvimento (38%) e segurança no trabalho (36%). a) Salário Para Walton (1973 apud FERNANDES, 1996), o salário adequado é o que possibilita o suprimento das necessidades do trabalhador, dê-lhe uma vida digna, dentro do contexto social e que proporcione uma equidade com o mercado de trabalho, ou seja, a remuneração praticada pela organização deve seguir a média de mercado para que o funcionário sinta-se satisfeito. Sendo assim, sugere-se que as ações relacionadas a essa variável devam ser iniciadas com um levantamento das instituições que, regional ou estadualmente, desempenhem as mesmas atividades que a CODETRAN e, em seguida, identificar o salário médio praticado por estas organizações. É importante que esta pesquisa, independentemente do resultado obtido, seja apresentada aos agentes da autoridade de trânsito juntamente com as próximas ações a serem realizadas pela CODETRAN, com o objetivo de melhorar a percepção dos servidores com relação à realidade de mercado e a preocupação da organização em buscar melhorias neste sentido. Em seus estudos Walton (1973 apud FERNANDES, 1996) ainda apresentam que o salário recebido pelo trabalhador deve ser justo se comparado com as tarefas que desenvolve, além de verificar se o nível de remuneração é adequado ao grau de esforço, de qualificação, habilidade e de responsabilidade que o trabalhador exige. Desta forma seria importante, também, realizar simultaneamente outra pesquisa com os agentes da autoridade de trânsito de Itajaí, onde seria verificado o nível salarial que, na visão destes, seria justo para as funções que desempenham na Coordenadoria Técnica de Trânsito. Assim a organização tomaria 81 conhecimento dessas informações e poderia utilizá-las para um planejamento de reajuste salarial. Outra informação coletada na aplicação do primeiro questionário e que foi citada por alguns pesquisados como fator motivador e que pode estar contribuindo com esta variável – salário – é a disponibilidade de mais horas para a realização de trabalhos extras (horas extras), respeitando os aspectos legais estabelecidos no Estatuto do Servidor Público do Município de Itajaí. A organização, pensando nessa variável e unindo à responsabilidade social, pode estar desenvolvendo cursos profissionalizantes ou de qualificação profissional, em convênio com a Secretária de Educação Municipal, para atender aos familiares dos agentes da autoridade de trânsito, assim estaria oferecendo a possibilidade dos familiares buscarem melhores oportunidades de trabalho e, consequentemente, aumentar a renda do grupo familiar. b) Benefícios Para Schackow (2008, p. 39) “os benefícios podem ser entendidos como atitudes, ações que atuam com o objetivo de estimular o ego do trabalhador, ao nível organizacional, facilitando e colaborando para o aumento da motivação, produtividade e satisfação no trabalho”. Portanto foi possível constatar que o único benefício oferecido aos agentes da autoridade de trânsito é um auxílio para formação de ensino superior, onde a Prefeitura de Itajaí ressarci ao servidor 50% do valor mensalidade. Como os servidores apresentaram insatisfação a este fator, sugere-se que a organização realize um estudo para verificar a viabilidade de oferecer outros benefícios como: plano de saúde, seguro de acidentes pessoais, clube para empregado, prêmios por trabalhos realizados, festas de confraternização, etc. Conforme o levantado por este pesquisador a Prefeitura de Itajaí, de modo geral, oferece auxílio alimentação aos servidores, limitado um teto salarial e o salário dos agentes da autoridade de trânsito excede a este teto. Neste caso, sugere-se que a Coordenadoria Técnica de Trânsito negocie junto à administração da prefeitura a possibilidade de se aumentar o valor de referência ou se verifique a possibilidade de implantar este benefício especificamente aos servidores da CODETRAN. 82 c) Possibilidade de progresso profissional De acordo com Lacombe (2005) possibilidade de progresso profissional são as oportunidades que as pessoas têm para ocupar variadas posições dentro da organização ao longo de sua vida profissional e que influenciam, positivamente ou negativamente, a satisfação do funcionário. Sendo assim, através da análise dos resultados percebeu-se que são necessárias algumas ações que possibilitem a melhora do clima organizacional. Sugere-se à organização que, primeiramente, realize um levantamento para identificar as potencialidades de cada servidor e a visão dele sobre a organização e sobre o trabalho que desenvolve e, também, identificar aquilo que ele gostaria de estar exercendo na organização para melhorar a sua satisfação. Com o término deste levantamento será possível elaborar um planejamento que possibilite cada servidor desempenhar, ainda que em forma de rodízio, aquilo que lhe traz satisfação e realização profissional. Pode-se também realizar um planejamento de carreira e salário ou negociar junto a administração da Prefeitura Municipal a adequação do plano de carreira e salários existente para todos os servidores, pois observou-se na pesquisa que 80% dos servidores estariam realizando suas atividades com maior satisfação se tivessem uma possibilidade de progresso profissional dentro desta organização. Para a implantação ou adequação do plano de carreira e salário, sugere-se que sejam analisadas as potencialidades e o grau de conhecimento dos servidores, para isso se faz necessário a elaboração de um histórico de cada servidor. c) Valorização dos funcionários Como não existe nenhuma forma de reconhecimento e valorização dos funcionários até o presente momento, sugere-se à organização que verifique a possibilidade de estar implantando um programa neste sentido, porém devem-se observar as peculiaridades existentes na administração pública para ofertar premiações ou qualquer outra forma de incentivos. Observou-se durante esta pesquisa que a organização utiliza uma urna onde os servidores podem colocar suas idéias, sugestões ou reclamações, porém raramente algum servidor utiliza esta urna, devido a falta de segurança (a urna não é fechada), a falta de um 83 formulário padrão, assim gerando dúvida na hora de colocar a idéia no papel, a falta de feedback dos gestores, entre outros motivos. Portanto sugere-se à organização a implantação de um novo sistema de captação de idéias, utilizando formulários padronizados e que possibilitem ao servidor se identificar ou não; utilizar travas, fechaduras ou cadeado na urna; e, dar uma resposta ao servidor que fez a sugestão informando se a idéia vai ser implantada ou não, neste caso informar o motivo pelo qual a idéia ainda não será implantada e incentivar o servidor a desenvolver melhor a sua idéia. Para incentivar este processo seria importante a organização verificar a viabilidade de estar premiando os servidores com maior numero de idéias utilizadas pela organização durante um determinado período. A organização também poderá estar implantando um programa de avaliação de desempenho, que promoveria a realização de feedbacks formais constantes, contribuindo para a valorização dos servidores. d) Estabilidade no emprego Verificou-se nesse trabalho que a maioria dos agentes da autoridade de trânsito permanecem nessa organização, principalmente, pela estabilidade oferecida pelo serviço público. Porém, a maior parte dos servidores demonstra que não gostariam de encerrar a vida profissional nesta organização. Deste modo, observa-se que a insatisfação dos servidores quanto à organização esta influenciando na permanência dos servidores nela. Portanto os dados, informações e sugestões contidas neste trabalho serão de grande importância se utilizadas para a melhoria do Clima Organizacional. e) Treinamento/desenvolvimento Quanto às variáveis treinamento e desenvolvimento, sugere-se a organização que verifique a viabilidade de estar oferecendo periodicamente treinamentos de capacitação e atualização dos agentes da autoridade de trânsito. Treinamentos como: legislação de trânsito (atualização), primeiros socorros, técnicas de abordagem, práticas de direção de veículos de emergências, entre outros. Cursos como esses estarão capacitando tecnicamente os agentes para melhor exercer suas atividades diárias. 84 Referente ao Desenvolvimento Profissional sugere-se que seja realizado um convênio entre CODETRAN e Secretaria Municipal de Educação para oferecer cursos como: cursos de idiomas, qualidade no atendimento, liderança corporativa, psicologia aplicada no trânsito, gestão de conflitos, entre outros. Com a efetivação de alguns desses cursos, consequentemente, haverá a mudança de hábitos e atitudes dos agentes. Além de estarem mais capacitados para atender as situações encontradas rotineiramente no exercício de suas funções profissionais. f) Segurança no trabalho Para que esta variável tenha uma melhor percepção dos servidores, sugiro à organização que realize parcerias com instituições especializadas em prevenção de acidentes em ambiente de trabalho. Estas irão desenvolver palestras, materiais didáticos, exercícios físicos laborais, identificarão os equipamentos de proteção individuais e coletivos (EPI e EPC), entre outras atribuições. g) Outras sugestões Além destas sugestões relacionadas às variáveis estudadas, este autor também sugere à organização que estruture um setor de administração de recursos humanos para atuar operacionalmente e estrategicamente na organização. Segundo estudos realizados por Marras (2002) a administração de recursos humanos operacional atende as necessidades primárias do trabalhador, como a segurança, a saúde, o salário, etc. Já a administração de recursos humanos estratégica atua no campo motivacional, ou seja, deve atender as necessidades endógenas, como de status, as sociais ou de relacionamentos, de valorização e reconhecimento e de auto-realização dos servidores. Com a criação desse novo setor a organização evidenciará a sua preocupação com o seu capita humano e poderá mais facilmente realizar as ações aqui sugeridas para a melhoria do Clima Organizacional e também buscar novas possibilidades que atendam as necessidades porvindouras. 85 4 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo de clima organizacional tem como objetivo mais do que derrubar barreiras para aproximar os colaboradores e gestores, trata-se de uma visão do momento pelo qual a organização esta passando e aponta os principais fatores a serem tratados pelos gestores para um melhor ambiente de trabalho. Sendo assim, o clima é a percepção coletiva que os servidores têm da organização, através das experiências vividas, das políticas, dos sistemas e dos processos e valores. Este estudo teve como objetivo geral avaliar o clima organizacional na CODETRAN, com base em variáveis definidas pelos agentes da autoridade de trânsito. Durante este processo foi possível, passo a passo, cumprir todos os objetivos estabelecidos no item 1.2. Com base nos resultados obtidos na pesquisa, por meio de aplicação dos questionários, pode-se perceber que 52% dos agentes da autoridade de trânsito estão insatisfeitos com o clima organizacional na Coordenadoria Técnica de Trânsito do Município de Itajaí, sendo que alguns aspectos que afetam a satisfação, direta ou indiretamente, precisam ser melhorados. Ao desenvolver esta pesquisa foram constatadas algumas limitações como a dificuldade de se obter um retorno dos questionários, alguns servidores ficaram com receio de responder por que achavam que, mesmo sendo uma avaliação anônima, os gestores poderiam utilizar esta pesquisa para persegui-los e, assim, teria um resultado contrario do objetivo deste estudo. Porém após muitas explicações foi possível conscientizá-los de que este estudo serviria para uma melhora do ambiente de trabalho e que os gestores estavam cientes do verdadeiro objetivo deste estudo e se mostraram abertos a possíveis mudanças a serem implementadas na organização. Tanto a oportunidade proporcionada pela CODETRAN quanto a eficiente orientação do conteúdo, contribuíram para a conclusão desta pesquisa. Para o acadêmico, além do conhecimento adquirido com os assuntos abordados teoricamente, foi muito importante aprender e desenvolver este trabalho de conclusão de estágio (TCE), pois foi uma excelente oportunidade de relacionar teoria e prática. Para a empresa o trabalho foi de suma importância visto que o mapeamento do clima organizacional nunca havia sido realizado. Com o desenvolvimento desta pesquisa foram 86 reconhecidos os fatores mais importantes, na visão dos agentes da autoridade de trânsito, que afetam o relacionamento entre servidores e gestores, consequentemente, seu sistema administrativo, e que se aperfeiçoados, podem trazer melhoras significantes nos resultados da organização. 87 REFERÊNCIAS ANDRADE, R. O. B. de; AMBONI, N. Teoria Geral da Administração: das origens às perspectivas contemporâneas. São Paulo: M. Books do Brasil Editora Ltda, 2007. BACKER, P. Gestão ambiental: A administração verde. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1995. BATEMAN, T. S. Administração: construindo vantagem competitiva. São Paulo: Atlas, 1998. BERGUE, S. T. Gestão de pessoas em organizações públicas. 2. ed. Caxias do Sul: Educs, 2007 BRASIL. Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Brasília, 1997. Disponível em: < http://www.senado.gov.br/web/codigos/transito/httoc.htm>. Acesso em: 05 de agosto de 2009. CARBONE, C. 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Desde já agradeço sua colaboração. Leia até o final! Em sua opinião quais os fatores abaixo têm maior grau de influência na sua satisfação e motivação no ambiente de trabalho? Entre os 34 fatores apresentados, enumere, por ordem de importância, os 10 (dez) fatores que você considera mais importantes, sendo o mais importante o de número 01 e o de menor importância o de número 10. 1. ( ) Trabalhos realizados pelos funcionários: adaptação aos trabalhos realizados, distribuição dos trabalhos, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal 2. ( ) Salário: o salário praticado, possibilidade de viver dignamente, possibilidade de aumentos salariais 3. ( ) Benefícios: os benefícios concedidos pela organização (Ex: bolsa de estudos, alimentação, plano de saúde, etc.) 4. ( ) Integração entre departamentos da empresa: cooperação e conflitos entre os diferentes departamentos. 5. ( ) Liderança\estilo gerencial: qualidade das lideranças, capacidade técnica, humana e administrativa dos lideres. 6. ( ) Comunicação: processo de divulgação dos fatos relevantes da empresa e forma de comunicação utilizada pela organização. 7. ( ) Treinamento/desenvolvimento/carreira: oportunidade de qualificação, atualização e desenvolvimento e crescimento na profissão. 8. ( ) Possibilidades de progresso profissional: promoção e crescimento na carreira, aproveitamento das potencialidades dos funcionários. 9. ( ) Relacionamento interpessoal: relações entre os funcionários, entre funcionários e chefias, existência e intensidade de conflitos. 10. ( ) Estabilidade no emprego: grau de segurança no emprego. 11. ( ) Processo decisório: qualidade e agilidade no processo decisório, tipo de processo: participativa, centralizada ou descentralizadas. 12. ( ) Condições físicas de trabalho: qualidade e conforto das instalações, recursos disponíveis, vestiários, etc. 13. ( ) Relacionamento da empresa com os funcionários e sindicatos: tratamento dos problemas trabalhistas e sindicais. 14. ( ) Participação: dos funcionários no cotidiano e na gestão da organização 15. ( ) Pagamento dos salários: Incidência de erros na folha de pagamento, conhecimento sobre os códigos de proventos e descontos lançados na folha de pagamento. 16. ( ) Segurança no trabalho: iniciativas de prevenção e controle sobre os riscos de acidentes e doenças ocupacionais. 17. ( ) Objetivos organizacionais: comunicação dos objetivos organizacionais 18. ( ) Orientação da empresa para resultados: esforços para alcançar os resultados. 19. ( ) Disciplina: rigidez da disciplina praticada e justiça na aplicação das punições 20. ( ) Imagem da empresa: como a organização é percebida pela sociedade e fornecedores. 21. ( ) Estrutura organizacional: estrutura para alcançar os objetivos almejados. 91 22. ( ) Ética e Responsabilidade Social: ética e responsabilidades sociais nas suas relações com fornecedores e comunidade. 23. ( ) Qualidade e satisfação do cliente: compromisso da organização em relação à qualidade dos serviços prestados 24. ( ) Reconhecimento: mecanismos de valorização e reconhecimento dos servidores 25. ( ) Vitalidade organizacional: ritmo de atividades desenvolvidas pela empresa, coisa andam rápido ou devagar. 26. ( ) Direção e estratégias: satisfação dos funcionários quanto a direção da organização, quanto a qualidade das estratégias e quanto a condução dos processos. 27. ( ) Valorização dos funcionários: o quanto a empresa valoriza, respeita, dá oportunidades e investe nos seus servidores. 28. ( ) Envolvimento/comprometimento: o quanto os funcionários se sentem envolvidos e comprometidos com os objetivos e com os resultados da organização. 29. ( ) Trabalho em equipe: equipes para solucionar problemas ou buscar oportunidades para aprimorar os processos. 30. ( ) Modernidade: inovação/modernização de processos, serviços, tecnologia, modelo de gestão, etc. 31. ( ) Orientação da empresa para o cliente: imagem externa da organização, percepção que os clientes externos sobre a organização. 32. ( ) Planejamento e organização: planos e organização pelos gestores, clareza na divulgação de planos e objetivos Muito obrigado por dedicar seu tempo e contribuir com esta pesquisa acadêmica! 92 Apêndice 2 – Segundo Questionário Aplicado UNIVALI – Universidade do Vale do Itajaí CECIESA – Centro de Ciências Sociais Aplicadas Caro Colega, Primeiramente gostaria de lhe agradecer pela sua participação no primeiro questionário aplicado. Para dar continuidade neste trabalho acadêmico peço novamente que responda a este questionário com a máxima seriedade, pois somente assim poderemos realmente melhorar o nosso ambiente de trabalho. NÃO É NECESSARIO COLOCAR O NOME NA FOLHA!!! Qual o setor onde trabalha: Fiscalização ( ) GAP ( ) SAAT ( ) Monitoramento ( ) Sexo: Masculino ( ) Feminino ( ) Possui filhos: Sim ( ) Não ( ) Idade: ______ Estado Civil: ______________ Quantos:________ Qual a renda total do se grupo familiar: Até R$ 2.500,00 ( ) Entre R$ 2.500,01 e R$ 4.000,00 ( ) mais de R$ 4.000,01 ( ) Quanto tempo trabalha nesta empresa: __________ Você possui outra atividade remunerada: Sim ( ) Não ( ) Você mora em: Casa ( ) Apartamento ( ) Outros: ___________________ Sua residência é: Própria ( ) Alugada ( ) Mora com os pais ( ) Emprestada ( ) Qual sua escolaridade: 2º grau ( ) Superior ( ) Pós-Graduação/Especialização ( ) Outros:____________ Qual a situação: Incompleto ( ) Completo ( ) Cursando ( ) Qual seu meio de Transporte: A pé ( ) Bicicleta ( ) Moto ( ) Carro ( ) Outros ( ) Qual: ___________ Agora leia e analise as afirmações abaixo marcando com X a alternativa que considerar mais adequada. A questão em que não tiver conhecimento da situação deixe sem assinalar. Não Concordo Totalmente Não concordo Parcialmente Concordo Parcialmente Concordo Totalmente 93 O meu salário é justo e adequado diante das funções que exerço. ( ) ( ) ( ) ( ) Minha remuneração está acima da realidade de mercado. ( ) ( ) ( ) ( ) Nesta organização eu estou contente com os benefícios oferecidos. ( ) ( ) ( ) ( ) Utilizo todos os benefícios que são disponibilizados. ( ) ( ) ( ) ( ) Minhas idéias são analisadas e executadas pela organização. ( ) ( ) ( ) ( ) Sinto-me reconhecido pelas atividades que executo nesta organização. ( ) ( ) ( ) ( ) A estabilidade no emprego é o principal motivo pelo qual estou nesta organização. ( ) ( ) ( ) ( ) Pretendo encerrar minha vida profissional nesta organização. ( ) ( ) ( ) ( ) Recebo os treinamentos necessários para desempenhar as minhas funções nesta organização. ( ) ( ) ( ) ( ) A organização oferece cursos em áreas diferentes da área que executo as minhas atividades. ( ) ( ) ( ) ( ) Ficaria mais satisfeito se houvesse um plano de carreira e salários nesta organização. ( ) ( ) ( ) ( ) A organização aproveita todo o meu potencial na realização das minhas atividades. ( ) ( ) ( ) ( ) A organização está preocupada com qualidade dos serviços que presto a comunidade. ( ) ( ) ( ) ( ) São realizadas pesquisas para verificar o nível de satisfação da sociedade, em relação aos serviços prestados por esta organização. ( ) ( ) ( ) ( ) Adaptei-me facilmente à minha função. ( ) ( ) ( ) ( ) Consigo equilibrar a minha vida profissional e pessoal sem prejudicar nenhuma delas. ( ) ( ) ( ) ( ) A organização está preocupada com a prevenção de acidentes no ambiente de trabalho. ( ) ( ) ( ) ( ) São oferecidas palestras e atividades que visam conscientizar os servidores sobre as doenças ocupacionais. ( ) ( ) ( ) ( ) As instalações físicas da organização oferecem conforto aos servidores. ( ) ( ) ( ) ( ) Os equipamentos disponibilizados são confortáveis e de qualidade. ( ) ( ) ( ) ( ) Afirmações Muito obrigado pela sua participação! 94 DECLARAÇÃO A organização PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAJAÍ, declara para os devidos fins que o estagiário DIEGO DOS SANTOS, aluno do Curso de Administração do Centro de Ciências Sociais Aplicadas – Gestão, da Universidade do Vale do Itajaí, cumpriu com a carga horária prevista para o período de 01/03/2009 a 30/06/2010, seguiu o cronograma de trabalho estipulado no Projeto de Estágio e respeitou as nossas normas internas. Itajaí, 30 de junho de 2010. _____________________________ Carlos Ely de Castro Secretário de Segurança Municipal 95 ASSINATURA DOS RESPONSÁVEIS Diego dos Santos Estagiário Peterdione Manerich Supervisor de Campo Orientador de estágio Alexandre de Sá Oliveira M.Sc. Prof. Eduardo Krieger da Silva Responsável pelos Estágios em Administração