PAINEL 197 TEMPORAL AND SPATIAL COMPARISON OF SUBTERAHERTZ X-RAYS, UV AND Hα α EMISSION DURING AN X-CLASS FLARE Guillermo Gimenez de Castro1, Gerard Trottet2, Sam Krucker3, Pierre Kaufmann1,4, Maria Luisa Luoni5 1 - CRAAM/Mackenzie; 2 - LESIA, Observatoire de Paris-Meudon, France; 3 - SSL, University of California, USA; 4 - CCS, Unicamp, Brasil; 5 - IAFE, CONICET, Argentina We analyze the temporal and spatial relationship between subterahertz (212 and 405 GHz), hard Xrays, UV and Hα emission during the GOES X 6.5 event on December 6, 2006 at about 18:44 UT. This event produced a double radio spectrum, which is dominated by gyrosynchrotron at frequencies < 20 GHz but has a different component in the subterahertz range of unknown origin. Hard X-ray light curves and images have been obtained from RHESSI. UV observations of the TRACE flarewatch 1600 program with a temporal resolution of ∼ 2 seconds are used to derive light curves at different emitting sources. A similar methodology is followed with Hα images obtained by the Hα Solar Telescope for Argentina (HASTA) with 5 seconds of temporal resolution. The 40 ms subterahertz flux density time profiles obtained with the Solar Submillimeter Telescope (SST) are compared with the light curves from the different hard X-ray, UV and Hα sources, looking for temporal and spatial correlations. Although SST is not an imaging telescope, it allows us to locate where the bulk of the emission comes. Our preliminary results show a strong correlation between UV sources and the subterahertz. We will discuss these results in terms of energy and particle transport in the solar atmosphere. PAINEL 198 ESTRUTURAS FINAS DECIMÉTRICAS SOLARES TIPO U E TIPO J: ESTIMATIVA DE PARÂMETROS DA FONTE EMISSORA José Augusto S. S. Dutra1, Francisco C. R. Fernandes1, José R. Cecatto2, Hanumant S. Sawant2 1 - UNIVAP; 2 - INPE Neste trabalho, apresentamos uma análise de cinco estruturas finas decimétricas registradas entre junho, 2000 e outubro, 2001 pelo Brazilian Solar Spectroscope (BSS) na faixa de frequência de 9502500 MHz. Todas as rádio-emissões estão associadas a flares solares (classes C, M ou X em raios-X moles). Para dois eventos (06/jun/2000 e 25/out/2001) foram registradas CME no mesmo período. Baseado nas características morfológicas temporais/espectrais apresentadas nos seus espectros dinâmicos, as estruturas finas foram classificadas como explosões tipo-U ou tipo-J. Considerando uma explosão tipo-U como uma assinatura da emissão de rádio gerada por feixe de elétrons viajando ao longo das estruturas magnéticas fechados das regiões ativas associadas aos flares, os parâmetros físicos da fonte puderem ser estimados. As altas resoluções temporal e espectral dos dados permitiram a determinação das características espectro-temporais das rádio-emissões e então estimar parâmetros físicos das fontes, bem como aspectos da morfologia magnética dos arcos. Para cada uma das explosões foram estimadas a velocidade do feixe de elétrons (entre 0,15-0,45 c) e a temperatura no vértice do 5 6 arco magnético (da ordem de 10 -10 K) e inferido um limite inferior para a intensidade do campo magnético (10-20 G) na região emissora. Os resultados serão apresentados e discutidos, e comparados com os resultados anteriores da literatura. Será ainda discutida a implicação do imageamento solar com resolução espacial da ordem de segundos de arco, que será possível em breve com o Brazilian Decimetric Array (BDA) e sua aplicação na determinação das dimensões dos arcos magnéticos. PAINEL 199 ANALYSIS AND CORRECTION OF SELECTION BIAS IN TRANSIT SOLAR DIAMETER OBSERVATIONS Sergio C Boscardin1, Jucira L Penna1, Alexandre H Andrei1,2, Eugênio Reis Neto3, Victor de A D’Ávila1,4 1 - ON/MCT; 2 - OV/UFRJ; 3 - MAST/MCT; 4 - UERJ Transit observations are important tools in astronomy. They are intrinsically relative, and in so far a significant part of the error budget is dismissed. The principle is at the basis of the solar diameter determination by CCD astrolabes. Ultimately, in this case the reference of transit is the stable Earth gravity equipotential surface. The solar diameter variations derived from this setting are however disturbed by the apparatus response, and more importantly by the complex entwining of the fuzzy solar limb and the turbulent Earth atmosphere. The variation systematic parts are small, some tens of mas, and well modeled by their seasonal signature. The non-systematic part, ranging hundreds of mas, has a much more elusive signature. It is noticed a posteriori as large, unexpected excursions from the time series trend. The practice has been either to smooth their effects by averaging time intervals, or trusting the skilled observer to remove them or to not attempt observations under unfavorable conditions. None is quite satisfactory. Using the large, well documented data from the ON/MCT-RJ, solar diameter continuous series, we are developing a two-fold approach for removing faulty observations, using geometry and image related tests. The geometry tests survey whether the observation was taken symmetrically relative to the transit times. If not, images are chosen to achieve the desired symmetry. The image related tests survey whether the solar limb is clearly displayed in the images. Those where it was not are removed. We demonstrate that each of the contributions can give rise to errors of several tens of mas, and their combination can escalate to some hundreds of mas. An automated treatment of the observations is being developed, and the series will be re-analyzed. PAINEL 200 EJEÇÕES DE MASSA CORONAL DE BAIXA ENERGIA E ”FLARES” José R. Cecatto, Márcia R.G. Guedes, Bruna C. Braga INPE 33 Ejeções de Massa Coronal (CMEs) são fenômenos energéticos (até > 10 erg) produzidos no Sol, principalmente durante o período de máximo de um ciclo de atividade. De morfologia variada, os mais 17 característicos são aqueles formados por uma gigantesca (até 10 g) nuvem de gás magnetizada em forma de arco - originada em regiões da atmosfera solar com campo magnético fechado e mais intenso (poucos G a ∼ 100 G) que o Sol calmo - que pode acelerar conforme se move em direção ao espaço exterior. A velocidade de propagação varia de dezenas a poucos milhares de km/s, com um valor médio 10 em torno de 470 km/s, enquanto a massa varia por 7 ordens de grandeza a partir de 10 g. Os valores mínimos registrados tanto de velocidade quanto de energia dos CMEs informam sobre o limiar mínimo de ocorrência do fenômeno e condições físicas na região de onde se originam. O experimento LASCO, a bordo do satélite SOHO, observa os CMEs sistematicamente desde 1996. Por sua vez, 34 ”flares” são fenômenos energéticos (até 10 erg) que ocorrem em regiões quentes, densas e magnetizadas da atmosfera solar. Baseado em dados do LASCO, apresentamos resultados da análise 25 27 de um conjunto de CMEs com v < 200 km/s e energias 10 - 10 erg em termos de suas distribuições e da energia armazenada nas estruturas de origem. Também discutimos a associação ou não destes CMEs com ”flares” em termos da energia total, bem como suas principais características. PAINEL 201 EMISSÃO SUB-Thz DE ELÉTRONS TÉRMICOS LEVEMENTE RELATIVÍSTICOS Joaquim Eduardo Rezende Costa1, Paulo José de Aguiar Simões2, Carlos Guillermo Gimènez de Castro2 1 - INPE; 2 - CRAAM/Mackenzie A componente sub-THz de explosões solares é uma emissão observada em alguns flares que se caracteriza como um pico secundário no espectro, tipicamente acima de 100 GHz. São encontrados na literatura modelos que explicam o espectro mas que demandam condições extremadas ou do ambiente ou do acelerador para serem possíveis. Nesse trabalho analisamos as vantagens de se utilizar toda a energia associada à distribuição eletrônica responsável pela emissão do flare em microondas para 8 produzir um aquecimento (T ≈10 K) e explicar a emissão sub-THz como um sub-produto. É proposto um modelo mais vantajoso de emissão sincrotrônica de elétrons térmicos e não térmicos no lugar de uma dupla componente não-térmica. Estudamos as condições de um aquecimento localizado cromosférico para produzir a emissão da componente sub-THz em explosões solares, como consequencia da distribuição dos elétrons injetados associados à componente principal das emissões na faixa de microondas. Exploramos a emissão giro-sincrotrônica do plasma aquecido pelo feixe de elétrons injetados em direção a uma cromosfera imersa em um campo magnético intenso (B > 5000 G). Para isso usamos um formalismo relativístico na distribuição dos elétrons térmicos. Os resultados mostram um espectro de duplo pico resultante das emissões de elétrons não-térmicos e do plasma 24-25 3 aquecido. Foram necessários pequenos volumes, da ordem de 10 cm , de material quente em 8 temperaturas da ordem de 10 K nos pés do arco magnético, para explicar as observações na região sub-THz.