História da Paróquia de São Pedro
Por Getúlio Tanajura Machado
A história da Paróquia de São Pedro nos transporta a tempos antigos. Quando os
holandeses tomaram a Cidade do Salvador no ano de 1624, entraram pelo porto da Barra e
seguiram um caminho estreito que ia de sul a norte em direção à primitiva cidade. No local
onde se encontra hoje o forte de São Pedro, fizeram trincheiras para se armarem em defesa.
Existia, nas proximidades, uma primitiva capela pertencente a particulares sob a invocação
de São Pedro. A freguesia era a de Nossa Senhora da Vitória, criada em 1561. Anos após a
expulsão dos holandeses, já em 1646, o governador Antônio Teles da Silva mandou
substituir a trincheira por um forte de alvenaria. Naquela época, aquelas terras pertenciam
ao sargento-mor Francisco Fernandes Lima, que ali fazia pastoreio a seu gado. Aquele
lugar era chamado de Campo Grande de São Pedro. Em 1661, foi erguida a portada do
forte, chamado de São Pedro, em pedra e cal.(29) A Freguesia de São Pedro foi criada em
1679, pelo primeiro arcebispo da Bahia, dom Gaspar Barata de Mendonça.(27) Em 9 de
dezembro de 1692, uma carta-régia dirigida ao governador Antônio Luiz Gonçalves da
Câmara Coutinho ordenava que se tratasse com Francisco Ferreira, administrador e
imediato sucessor da capela que pertencia a Antônio Cordeiro, para ceder ao rei de
Portugal, dom Pedro II, o padroado e direito livre da igreja. A mesma carta-régia dizia que
se construísse uma nova igreja a cargo da Fazenda Real por não ter o dito administrador
recursos para tal e, que o primitivo altar fosse transferido para a nova igreja que serviria de
matriz da Freguesia. Segundo a tradição, aquela capela estava em estado precário e abalada
na sua estrutura devido as vibrações causadas pelos tiros dos canhões do forte.(28)
A capela foi demolida e reconstruída no início do século XVIII, próxima ao mosteiro de
São Bento, no largo que passou a se chamar de São Pedro, para servir de matriz, no local da
atual praça Barão do Rio Branco (calçadão do Relógio de São Pedro). Segundo a tradição,
uma pequena imagem de São Pedro foi levada para a matriz até que foi substituída pela
atual provavelmente no final do século XVIII.
AS IRMANDADES
Há um relatório do padre Salustiano José da Silva Lira enviado para o secretário da
Câmara Eclesiástica da Bahia, Raimundo Barroso de Sousa, em 14 de abril de 1862, que
diz as datas de criação e reformas dos estatutos das irmandades e confrarias da Freguesia de
São Pedro da Capital. A Irmandade do Santíssimo Sacramento foi criada no ano de 1673, a
Irmandade do Senhor Bom Jesus da Paciência foi criada em 1812. No ano de 1689, foi
criada a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário, erigindo capela fora dos muros da
Cidade em 1746. Chamada de capela de Nossa Senhora do Rosário de João Pereira,
obtendo o breve de Confraria concedido pelo papa Pio VI no ano de 1779. Existiam
também as Irmandades do Senhor Bom Jesus dos Martírios criada em 1750 e de Nossa
Senhora da Barroquinha, ambas na igreja da Barroquinha pertencente a Paróquia de São
Pedro naquela época.(20) Estas irmandades é que faziam a manutenção do templo,
possuindo cada uma suas alfaias para o culto divino, usando indumentárias próprias com
capas, tocheiros, forquetas e varas de prata para os juízes nas festividades de seus
padroeiros. Também possuíam bens imóveis adquiridos por elas ou legados pelos seus
irmãos para sua manutenção.
A VIDA NA FREGUESIA NO SÉCULO XIX
No início, a freguesia (antigo nome de paróquia) era chamada de São Pedro Velho
Extramuros, por ficar fora dos muros da cidade. No início do século XIX, já era bastante
habitada, ali residiam senhores de engenho, que possuíam casa na Capital, profissionais
liberais e ainda funcionários públicos. Era um bairro estritamente residencial com algum
comércio de quitandeiras. Sua população no censo de 1775 era de 6.680 habitantes e 1.251
casas. Em 1855, o número de habitantes era de 8.337 e 1.573 casas distribuídas em nove
quarteirões (incluindo pessoas livres e escravas).(22)
Em 1855, foram calçadas de pedras a rua de São Pedro e o largo do mesmo nome, que
era tão somente um alargamento da dita rua. Na epidemia de cólera morbus ocorrida
naquele ano puderam ser contadas 212 mortes na Freguesia. A partir de melhoramentos
urbanos e habitacionais, na metade do século XIX, São Pedro já deixava de ser um bairro
residencial para dar lugar ao comércio e importantes repartições como: o Senado, os
Correios e a Escola Politécnica, fundada em 1895.(22) Em 1877, a freguesia fazia limites
com o Curato da Sé, pelas Portas de São Bento; com a da Vitória, pelo convento de Nossa
Senhora das Mercês; com a de Santana, pelo quartel da polícia e ladeira do Castanheda;
com a da Conceição da Praia, pelo princípio das ladeiras da Preguiça e da Conceição e uma
pracinha ao fim das Pedreiras (próximo ao Solar do Unhão); para os lados do dique fazia
limites com a de Nossa Senhora de Brotas (1718). Possuía as seguintes capelas filiais:
Nossa Senhora da Barroquinha (1722), Nossa Senhora da Conceição do Tororó (1871),
Nossa Senhora do Rosário de João Pereira (1746) e do recolhimento de São Raimundo
Nonato (1755) e as capelas das comunidades religiosas: capela do convento de Nossa
Senhora das Mercês, do convento de Nossa Senhora da Piedade, do convento de Nossa
Senhora da Conceição da Lapa, do seminário de Santa Teresa, de Nossa Senhora do Salete
e de São Sebastião no mosteiro de São Bento. Nessa época era vigário o doutor Raimundo
José de Mattos, que havia tomado posse em 22/07/1865.
REFORMAS E ESTILO DA ANTIGA IGREJA
No ano de 1882, houve uma grande reforma daquele templo situado ao largo de São
Pedro. Essa "igreja de alto frontão rococó e torres esgalgas, centrando a paisagem urbana
em derredor" "possuía , além do risco elegante da fachada, com seu frontispício
singularmente alteado e soberbo portal de pedra com nicho inserido, uma obra de talha e
de pintura preciosas, a do forro em perspectiva, devida a José Joaquim da Rocha" (séc.
XVIII). Em sua frente espraiava o largo de São Pedro. Ao lado esquerdo, o edifício que foi
sede da Escola Politécnica da Bahia durante muitos anos (hoje local do Edifício da
Fundação Politécnica). Também ali passava a estreita rua de S. Pedro depois chamada de
Senador Joaquim Nabuco. No século XIX, em um sobrado rosa, morava o historiador
Francisco Vilhena Viana, homem ilustre e afidalgado, com raízes na civilização açucareira
do Recôncavo.
A PARÓQUIA E O SÉCULO XX
A DEMOLIÇÃO
Em 1912, houve um plano de reurbanização do centro da Cidade do Salvador. A igreja
de São Pedro Velho (como era chamada) foi desapropriada pelo governador José Joaquim
Seabra, como também o foram o convento de Nossa Senhora das Mercês (séc. XVIII), a
igreja de Nossa Senhora do Rosário (séc. XVIII), o antigo prédio do Senado (séc. XIX) e o
mosteiro de São Bento (séc. XVI), onde seria construído o palácio do governo. O convento
de Nossa Senhora das Mercês sofreu demolição da fachada colonial e foi remodelado em
1914; a igreja de Nossa Senhora do Rosário e o prédio do Senado foram demolidos em
parte e remodelados em 1915 e 1919 respectivamente; o mosteiro de São Bento resistiu ao
decreto governamental nº 159 de 24 de agosto de 1912 e permaneceu intacto. A igreja de
São Pedro começou a ser demolida em maio de 1913, para dar lugar a praça Barão do Rio
Branco (calçadão do Relógio de São Pedro). Sua frente ficava na direção norte, rumo a
praça Castro Alves. Há uma antiga fotografia que mostra a trasladação do Santíssimo
Sacramento para a capela do convento da Lapa, em 27 de abril de 1913, presidida pelo
Exmº Sr. dom Jerônimo Tomé da Silva, Arcebispo Primaz. A capela do convento da Lapa
serviu de matriz provisória durante quatro anos.
Os jornais da época criticaram bastante as demolições e as "remodelações" do Dr.
Seabra, publicando notícias que demonstravam o protesto dos moradores das redondezas. A
demolição foi morosa. As seguintes notícias foram veiculadas pelo jornal "A TARDE" nos
meses de julho e agosto de 1913:
"Não passe por São Pedro que a sua vida corre perigo. Ali, com um desprezo mais ou
menos irreverente pela matéria prima sagrada do templo que, por tanto tempo, abrigou o
Milagroso Patriarca, jogam-se tijolos e vigotas pelas janelas afora sem a menor
preocupação pela vida dos transeuntes. Ainda ontem, às duas horas da tarde, duas senhoras
seriam vítimas se não fossem bastante ágeis."
Dizia ainda outra notícia: "A demolição da igreja de São Pedro carece ser feita com mais
habilidade. Os moradores de São Pedro, Portão da Piedade, Duarte e Cabeça de há muito
reclamam contra a maneira que está sendo demolida a igreja de São Pedro". Reclamam das
nuvens de poeira que sujam suas casas e do perigo dos blocos de pedra que despencam das
torres, ameaçando a vida de quem passa pelo local. Em outra publicação do mês de agosto
de 1913, o mesmo jornal mostra uma fotografia da igreja em demolição, restando ainda
uma torre e algumas paredes.(17)
A RECONSTRUÇÃO
Em 1914, houve concorrência pública para construção da nova matriz da Paróquia de
São Pedro. A Irmandade do Santíssimo Sacramento adquiriu o prédio de nº 59 à rua de São
Pedro, vizinho a Escola Politécnica (hoje local do Edifício da Fundação Politécnica), do
espólio do barão de São Francisco, para este fim, em 29 de novembro de 1913. Em 24 de
maio de 1914, foram abertas as propostas, que foram limitadas ao preço de 250 contos de
réis. Venceu a de nº 3 projeto nº 1 e orçamento nº 4A do arquiteto italiano residente em
Salvador, Michele Caselli, pelo valor de 248 contos de réis. (Rs. 248:000$000). Entretanto,
antes que fosse assinado o contrato entre as partes, o arquiteto acrescentou uma cláusula na
qual a Irmandade do Santíssimo Sacramento assumiria a diferença da alta dos preços dos
materiais a serem importados da Europa, pois havia eclodido a Primeira Guerra Mundial
chamada, naquela época, de Guerra Européia. A Irmandade do Santíssimo Sacramento não
aceitou essa cláusula, ficando suspenso o contrato. A diretoria do Gabinete Português de
Leitura propôs a permuta de um terreno e edificação de sua propriedade sito à praça da
Piedade pelo prédio de nº 59 sito à rua de São Pedro pertencente a Irmandade do
Santíssimo Sacramento, porém não foi viável. A diretoria da Escola Politécnica também fez
uma proposta de permuta do dito prédio à rua de São Pedro nº 59 por um terreno do que
restou da demolição da casa nº 13 à praça da Piedade e casas nº 6 e 8 à antiga rua Cons.
Pedro Luiz (hoje avenida Sete de Setembro) e os prédios e terrenos nº 15 e 17 sitos à praça
da Piedade, perfazendo uma arca de 12,70m de frente com 31m de fundo. A permuta foi
aceita e concretizada em 27 de março de 1916.(4, 7, 12, 26)
A AVENIDA SETE DE SETEMBRO E A PRAÇA DA PIEDADE
A avenida Sete de Setembro foi inaugurada em 7 de Setembro de 1915 numa extensão
de mais de quatro quilômetros, indo da praça Castro Alves até o Farol da Barra. No trecho
da praça da Piedade, indo até a igreja de Nossa Senhora do Rosário era a rua Conselheiro
Pedro Luiz, também chamada do Rosário de João Pereira. A praça da Piedade foi
reinaugurada com o nome de praça 13 de maio. Esta praça tem origens remotas na história
da cidade do Salvador. A primeira terraplanagem do local ocorreu, em 1781, no governo de
dom Rodrigo José de Menezes. Até então, era um terreno com um monte ligeiramente
elevado onde, ao fundo, em 1683, os frades capuchinhos construíram o Hospício de Nossa
Senhora da Piedade - hospício como lugar de hospedagem, tranqüilo e silencioso. Os frades
capuchinhos já haviam recebido autorização do rei de Portugal desde 21/8/1679, para
construir um hospício para acolher seus confrades em missões pelo Brasil e na África. Em
1702 os capuchinos franceses se retiraram do Brasil e, em 1705, vieram ocupar o hospício
os capuchinhos italianos, que reformaram a residência e a capela, trazendo de Portugal a
imagem de Nossa Senhora da Piedade. A capela foi ampliada e sua decoração se estendeu
até 1825.
O local da praça da Piedade servia para açoitamento de vagabundos e, no final do século
XVIII, como lugar de execução da pena de morte pela forca, que funcionou durante muitos
anos no fim do dito século. Foi aí que, em 1799, foram executados os envolvidos na
revolução baiana chamada de Conjuração dos Alfaiates.Praça de grande importância em
Salvador. Ali fora construído o prédio do Senado no séc. XIX, o Gabinete Português de
Leitura (inaugurado em 3/2/1918), a Secretaria de Segurança Pública (1937), a Faculdade
de Ciências Econômicas da UFBª e o já citado convento da Piedade. Foi, na esquina desta
praça com a avenida 7 de Setembro, o local escolhido para a construção da nova matriz da
Paróquia de São Pedro.
A NOVA MATRIZ
Após realizada a permuta, a Mesa da Irmandade do Santíssimo Sacramento chamou o
arquiteto Michele Caselli para adaptar seus planos ao novo terreno. Este os apresentou à
Mesa da Irmandade do Santíssimo Sacramento em 13 de abril de 1916, elevando o
orçamento em 64 contos de réis pela adaptação ao novo lugar. Esse fato não agradou a
Irmandade do Santíssimo Sacramento, que não entrou em entendimento com o Sr. Caselli
até o dia 8 de maio de 1916. Este chegou a apresentar-lhe um novo projeto ao preço de Rs.
261:800$000 (duzentos e sessenta e um contos e oitocentos mil réis). Não foram
encontrados documentos referentes a entendimentos entre a Irmandade do Santíssimo
Sacramento e o Sr. Caselli após o dia 8 de maio de 1916, contudo há uma lápide de
mármore na igreja que assinala sua construção pelo arquiteto Rossi Baptista. Diz a lápide:
"S.S.S.S.P. Projecto e Construcção do Architecto Rossi Baptista. Iniciada em 27 de junho
de 1916. Terminada em 18 de novembro de 1917. O antigo templo ao largo de São Pedro
foi demolido, em maio de 1913, para abertura da avenida Sete de Setembro, sendo
governador do Estado o EXmº Snr. Dr. José Joaquim Seabra. Em 2 de julho de 1916, foi
collocada a primeira pedra. Inaugurado por S. EX. REVmª. D. Ieronymus, Arcebispo
Primaz, no governo do Exmº. Snr. Dr. Antônio Ferrão Moniz de Aragão. Vigário desta
freguesia de São Pedro: Mons. Francisco de Assis Pires. Mesa da Irmandade. Eduardo Dias
de Moraes- Juiz, Antônio Petersen - Escrivão, Antônio Lucas - Thesoureiro, Olympio de
Castro Mendes - Procurador. Consultores: João Portella da Veiga, João Gomes da Costa,
Dr. Demócrito B. Calasans, Mons. Francisco de Assis Pires, José Lopes de Azevedo Maia,
Dr. Augusto Cézar de Oliveira, Manoel Rodrigues Ferreira, Alfredo Leite da Silva, José
Luiz da Costa Júnior".
A INAUGURAÇÃO
A inauguração foi no dia 2 de dezembro de 1917, um domingo, e noticiada pelo Diário
da Bahia de 4 de dezembro de 1917, que dizia o seguinte: " FOI SOLENEMENTE
INAUGURADA A FORMOSA MATRIZ DE SÃO PEDRO. A MISSA PONTIFICAL DE
DOM JERONIMO. Com grande pompa e concorrência, realizou-se, anteontem a solene
inauguração do novo templo, graciosa construção, sito à praça da Piedade. Às 8 horas, o Sr.
D. Jeronimo, Arcebispo desta Arquidiocese e Primaz do Brasil, acompanhado dos seus
assistentes, aspergiu todas as dependências do Templo, procedendo em seguida a benção da
nova Matriz. Às 9 horas, o belo templo apresentava o mais interessante aspecto, repleto da
nossa melhor sociedade: numerosas famílias e muitos cavalheiros representantes de todas
as classes sociais. Acolitados pelos Mons. Lino da Fonseca, Flaviano Osório Pimentel e
pelos Cônegos Ranulfo Farias, Marcolino Dantas e Jacinto Sanches, o Arcebispo D.
Jeronimo celebrou, então a primeira missa pontifical da nova Matriz. A festa entrou às 11
horas. Acompanhado de cantos e orquestras, sob a regência do Prof. Taborda, o jovem
presbítero Mario Pessoa celebrou a sua primeira missa. Ocupou a tribuna sagrada o
conhecido pregador jesuíta Dr. Gonzaga Cabral, que por uma hora prendeu, com sua
palavra fervorosa as atenções de toda a assistência. À tarde, o Mons. Francisco Pires,
vigário da freguesia, trasladou, em procissão, da igreja do Rosário, o S.S. Sacramento, o
qual deu entrada solene no novo templo. O "Tedeum" solene, à noite, encerrou as festas de
inauguração da formosa Matriz de São Pedro. Pelo auspicioso motivo felicitamos
efusivamente a todos os dignos irmãos de S. Pedro".(18)
ESTILO INDEFINIDO
Sua arquitetura guarda o estilo chamado "eclético", ou seja, indefinido: segundo o prof.
Mário Mendonça de Oliveira, uma "manifestação de arquitetura que fugia aos hábitos
vigentes. Não era vista com bons olhos. Alguns intelectuais da época não encontravam
analogia dos edifícios ecléticos com nehum estilo clássico. O ecletismo representa uma
espécie de sincretismo estilístico, uma modernidade no que se refere à tentativa de rutura
dos cânones rígidos do classicismo".(3) Apesar disso, é um estilo agradável e de boa
aparência, com sua fachada de torre quadrada única central, com uma roseta vazada na
frente e janelas frontais e laterais, terminando em pirâmide e uma cruz. De frente para a
praça da Piedade, a igreja possui três portas com duas entradas por portões de ferro (na
construção original, havia duas entradas por portões de ferro laterais). Por cima da entrada
principal, há um painel em semicírculo com o desenho do padroeiro, São Pedro, em alto
relevo (circulando este painel, foi colocada em 1995, uma placa luminosa com os dizeres:
"Senhor, tu sabes que te amo. Jo 21, 15 - Paróquia de São Pedro". Na fachada lateral para
a avenida Sete de Setembro, há duas portas e três janelas no térreo e várias janelas no andar
superior, que é rasgado por janelas ao lado da torre e em ambas as laterais da igreja. Todas
as fachadas são decoradas com pequenos adornos e arcos em alvenaria. Dentro da igreja, há
a nave central com o altar-mor, elevado sobre um piso de mármore decorado com mámore
rosa, azul e branco. Todo o altar-mor é de alvenaria e gesso, trabalhado com o revestimento
"ESCARIOLE". Há dois corredores laterais com seis capelas também trabalhadas em
alvenaria e gesso e revestidas com "ESCARIOLE" E pisos em mámore, separadas do corpo
central por colunas ligadas por arcadas. O piso da igreja é de ladrilho (pastilha) em
mosaico, formando alguns desenhos. O forro do teto possui alguns desenhos sacros e é em
forma de arcos ogivais, que cruzam a nave. Na capela-mor, há quatro tribunas em alvenaria
uma clarabóia e, na arcada do arco cruzeiro, há um emblema papal em alto relevo. O teto
dos corredores são lisos. Há um batistério em mámore próximo a porta de saída, feito na
época da construção da igreja, uma sala de confissão, uma sala do pároco e uma sala de
arquivos (todos estes compartimentos possuem teto liso, sem decorações). Há também uma
sacristia (reconstruída no local de outra existente) com escada de ferro que liga ao andar
superior onde fica além de duas salas de arquivos, a sala do Consistório da Irmandade do
Santíssimo Sacramento.
OS ALTARES
No altar-mor, composto por três nichos, estão a imagens de São Pedro, o padroeiro, ao
centro (em madeira, séc. XVIII), de Nossa Senhora da Conceição, ao lado esquerdo, (em
madeira), de São José (em gesso), ao lado direito do altar, com o sacrário de prata lavrada
(séc. XVIII) ao centro e abaixo da imagem de São Pedro. Ao lado esquerdo do altar-mor
está a imagem de Santo Antônio de Categeró (em madeira, séc. XVIII), no lado oposto, em
frente, a imagem de Santo Antônio de Pádua (em gesso). Nas seis capelas laterais estão, à
direita de quem entra, no primeiro altar, a imagem de Nossa Senhora das Candeias (em
madeira); no segundo, as imagens de São Paulo (em gesso), de São João de Deus (em
madeira) e a de Santa Mônica (em madeira); no terceiro estão a imagem do Senhor Bom
Jesus da Paciência (em madeira, séc. XIX), encimado uma pequena gruta com as imagens
de Nossa Senhora de Lourdes e Santa Bernadete (em gesso). No lado esquerdo de quem
entra, no primeiro altar, está a imagem de Nossa Senhora das Dores (em madeira, de roca);
no segundo, as imagens do Sagrado Coração de Jesus (em gesso) e de Santa Margarida
Maria (em madeira); no terceiro, a imagem de Nossa Senhora da Piedade (em madeira) e
ainda em um terceiro altar de madeira a imagem de Santa Teresinha do Menino Jesus (em
gesso, vinda de Lisieux, doada à igreja pela família de Isabel Loureiro Maior em
15/12/1992).
Na sacristia estão uma imagem de Jesus Cristo Crucificado (em madeira, com adornos
de prata, provavelmente do séc. XVIII-XIX), uma imagem de Nossa Senhora da Angústias
(em madeira, de roca), a imagem de dois anjos tocheiros talhados em madeira com pintura
policromada (provavelmente do séc. XVIII) e ainda um altar com a imagem do Senhor dos
Passos (em madeira) e a imagem de Nosso Senhor Morto (em madeira). Na sala de
confissão, está uma imagem de Jesus Cristo Ressuscitado (em madeira). A maioria destas
imagens foram trazidas da antiga igreja ao largo de São Pedro.
CAPELAS E LIMITES
Fazem parte da área territorial da Paróquia as seguintes capelas: de Nossa Senhora do
Rosário (1746), do convento de Nossa Senhora da Piedade (1683), basílica de São
Sebastião do mosteiro de São Bento (1582), capela do antigo convento e ex-seminário de
Santa Teresa (1686), do antigo convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa (1744),
do Sagrado Coração de Maria, do recolhimento de São Raimundo Nonato (1753), de Nossa
Senhora do Salete (1858), de Nossa Senhora dos Aflitos (1748), do convento de Nossa
Senhora da Mercês (1735) e capela do Instituto Nossa Senhora da Assunção (1955). Além
destas abertas ao público, há capelas nas outras comunidades religiosas dentro da paróquia.
A Paróquia de São Pedro faz limites com: Paróquia do Santíssimo Sacramento e Santana
(1679), Paróquia da Transfiguração do Senhor - Curato da Sé (1552), Paróquia de Nossa
Senhora da Conceição da Praia (1623), Paróquia de Nossa Senhora da Vitória (1561),
Paróquia de Nossa Senhora da Conceição do Tororó (1954) e Paróquia de Nossa Senhora
de Lourdes, do Garcia (1971).
Em relação a área territorial da Paróquia, segundo dados do pe. José de Anchieta
Moreira, no final da década de 1950, diziam:
"Começa à praça Castro Alves, desce pelo meio da antiga Gameleira (rua do Sodré) até o
Museu de Arte Sacra, inclusive, antes do museu há uma viela (lado direito) encostada ao
muro do museu, pela qual desce para a antiga rua dos Calafates (hoje Mauá) lado
esquerdo de quem sobe essa ladeira, é da paróquia, bem assim a rua Joaquim da Maia,
continuando a subida da ladeira Mauá, atravessa-se a rua Democrata (esta é da paróquia)
entrando até o edifício "Alhambra". Pelos fundos do "Alhambra", cruza a avenida
Contorno e vai ao Solar do Unhão. Do lado esquerdo há um casario: considerá-lo de S.
Pedro. O outro lado é da Conceição. Desce assim, o Unhão até o mar, incluindo todo
aquele casario. Depois do Unhão, o limite é o mar; deste, sobe em linha reta até a altura
do mirante dos Aflitos, em busca do edifício Ministério da Agricultura - Seção Fomento
Agrícola (este pertence a S. Pedro). Atravessa o largo dos Aflitos (hoje praça padre
Aspicuelta), defronte do quartel da Polícia Militar (este pertence à Vitória) em busca da
rua Horácio César, cujo lado esquerdo é de S. Pedro. Assim, o Instituto Mauá pertence a
S. Pedro. Atravessa a avenida Sete de Setembro para a rua Renato Medrado, cujo lado
esquerdo pertence a S. Pedro (o lado direito é da Vitória); o Instituto Feminino é da
Vitória. Segue pelo eixo dessa rua Renato Medrado até o seu final, descendo pelas
baixadas do S. Raimundo até um córrego; segue pelo córrego até a avenida Catorze (Roça
do Lobo). Sempre pelo eixo, sobe até o começo da rua Almeida Sande, seguindo pelo eixo
desta até o final (o lado de cima pertence a S. Pedro e o lado de baixo a paróquia do
Tororó). Encontrando-se a rua Almeida Sande com a rua Von Martius (antiga Mesquita
dos Barris), desce por esta até o número 48, inclusive. O lado ímpar, do nº 23 em diante é
do Tororó; o lado par, do nº 48 em diante é também do Tororó. Daí, dobra em linha reta
até a baixada da Lapa, seguindo por esta em busca dos muros do convento, até a esquina
da igreja, atravessa a avenida Joana Angélica, em busca da rua engenheiro Silva Lima
com as avenidinhas à esquerda (o lado direito é de Santana). Corta a rua Cipriano Barata,
seguindo por esta em busca da travessa Antônio Barcelar (onde não há casas, é de S.
Pedro), saindo "em cima " do barracão das Hortas (antiga estação de bondes). Daí, segue
a rua Aristides Milton (lado esquerdo é de S. Pedro); lado direito é da Sé. Portanto, a
igreja da Barroquinha pertence à Sé. A ladeira das Hortas, a ladeira de São Roque e a
travessa Antônio Bahia pertencem a S. Pedro. Da rua Aristides Milton, segue até a praça
Castro Alves".
A Paróquia do Tororó foi desmembrada da paróquia de São Pedro em 1954. A igreja da
Barroquinha pertenceu a Paróquia de São Pedro no século XIX. Após 1971, os limites da
antiga Roça do Lobo, hoje vale dos Barris, passaram a ser com a Paróquia do Garcia.
A VELHA CASA PAROQUIAL
Em 1950, Henriqueta Martins Catarino filha e herdeira do comendador Bernardo
Martins Catarino doou a casa e terreno com 4m de frente e 22,50m de fundo, ao lado da
igreja, para servir de casa paroquial. A escritura de doação é de 5 de maio de 1950, sendo o
pároco o pe. José de Anchieta Silva Moreira.(13) De 1950 a 1989 residiram nesta casa
paroquial os párocos José Moreira, Bernardino Padilha, Mosenhor Reis e Luiz Rodrigues.
De 1951 a 1953 a Irmandade do Santíssimo Sacramento construiu um ossuário anexo a
igreja.
UMA RESTAURAÇÃO NECESSÁRIA
Nas décadas de 1970 e 1980, o templo foi sofrendo deterioração devido a falta de
conservação (a última pintura geral havia sido feita na década de 1960). Devido as fortes
chuvas que caem em Salvador nos meses de abril e maio, houve infiltrações nas paredes.
Em 1986 ruiu parte do forro do andar superior. Ameaçado de cair sobre os fiéis, o templo
correu o risco de interdição. A sacristia e o salão nobre já apodreciam de cupins. Foi
necessária uma grande campanha promovida pelo pároco Luiz Rodrigues, o grupo de
Encontro de Casais com Cristo, com apoio da Comunidade, para que fosse feita a
restauração do templo. Naquela época foram gastos mais de 3 milhões de cruzados. Após
dez meses, no final do ano de 1987, a restauração foi concluída com perda parcial do estilo
interno original da igreja: modificação da sacristia com substituição da escada de madeira
de lei que ligava o térreo ao andar superior, cobertura com tinta do trabalho de revestimento
em ESCARIOLE nas paredes. A missa solene para marcar o fim das obras foi realizada em
27 de dezembro de 1987, às 17 horas, celebrada pelo arcebispo cardeal dom Lucas Moreira
Neves, Primaz do Brasil, com a igreja lotada de fiéis.(16, 17, 19) Em uma reforma feita
anteriormente pelo padre Bernardino, foram retirados da sacristia dois altares de madeira
talhada, vindos da antiga igreja ao largo de São Pedro, onde ficavam as imagens de São
João de Deus e de Nossa Senhora das Angústias. Também em épocas diferentes, foram
retirados o púpito e uma mureta que separavam a capela-mor da nave central. Com os
melhoramentos das instalações elétricas, retirou-se antigos lustres.
O CENTRO COMUNITÁRIO E O NOVO NOME DA PARÓQUIA
Com a chegada do padre Aderbal Galvão de Sousa, em julho 1989, houve
prosseguimento do planejamento iniciado pelo padre Luiz Rodrigues e a Comunidade, para
construção de nova casa paroquial e um centro comunitário. A velha casa paroquial foi
demolida. A primeira pedra do novo prédio foi lançada em 20 de outubro de 1989, com a
presença do arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, dom Lucas Moreira Neves, servindo
o andar térreo para o centro comunitário e o andar superior para casa paroquial e salão. Fezse uma grande campanha para arrecadar fundos para sua construção. Na festa de São Pedro
de 1990, foram abençoadas as instalações do andar térreo. O Centro Comunitário da
Paróquia de São Pedro foi criado como instituição jurídica em 15 de fevereiro de 1991.
Hoje, chamado de Centro Comunitário Dom Tomás Murphy em homenagem póstuma ao
bispo auxiliar da Arquidiocese de Salvador falecido em julho de 1995.
Em reunião do Conselho Pastoral em 9 de junho de 1991, houve mudança do nome da
Paróquia, que, no século XVIII, havia adquirido o adjetivo "Velho" para diferenciar da
igreja de São Pedro dos Clérigos no Terreiro de Jesus. Assim sendo, a "Paróquia de São
Pedro Velho" passou a chamar-se "Paróquia de São Pedro" aprovada por unanimidade pelo
Conselho. Parece, enfim, que a igreja de São Pedro encontrou seu nome e lugar definitivo,
concretizando o que já escrevera Afrânio Peixoto em 1947: "São Pedro não mais velho,
porém remoçado".(25)
RELÍQUIAS DO PASSADO
A igreja de São Pedro guarda algumas relíquias do passado: imagens centenárias
(inclusive a imagem de São Pedro), o sacrário de prata todo trabalhado, um lavabo talhado
em mámore com a data de 1853, um cofre inglês datado de 1857 com as seguintes
inscrições: "LIVERPOOL & LONDON" "MILNERS' PATENT FIRE RESISTING
IMPROVED FOR THE GOVERNMENT REGISTRY COURTS 1857" "DIEU ET
MONDOIT" "HONI SOIT QUI MAL Y PENSE". Seus sinos têm as datas de 1777, 1782,
1806 e 1807 e pertenceram ao antigo templo ao largo de São Pedro. O sino de 1777 tem a
seguinte inscrição: "Este sino he do Santíssimo Sacramento da Igreja de S. Pedro da
Bahia" "Joannes Ferreira Lima me fecit Bracharae" "Maria - Joze" e, em latim,
"LAUDATE EUM IN SYMBALIS BENE SONANTIBUS". O de 1782 tem a seguinte
inscrição em latim "ECCE CRUCEM DOMINI FUGITE PARTES ADVERSAE" "MARIA JOZE" "Joannes Ferreira Lima me fecit Bracharae". Os outros dois de 1806 e 1807 foram
feitos em Lisboa por Joze Domingues da Costa. Há na sacristia uma cômoda "arsaz" réplica
de uma em jacarandá que existiu anteriormente.
A PARÓQUIA DE SÃO PEDRO RUMO AO TERCEIRO MILÊNIO
As atividades desenvolvidas hoje pela Paróquia de São Pedro fazem-na uma paróquia
moderna que tem a visão voltada para o futuro. São os movimentos pastorais, com
participação de toda comunidade os responsáveis pelo impulso da vida paroquial. Com a
sua localização no centro da cidade, onde o comércio toma conta e faz rarear as casas de
residência, a paróquia conta com a participação não só dos moradores que ainda residem
nas áreas centrais da cidade como também de pessoas vindas de toda parte que trabalham e
transitam pelo centro e de pessoas de outros bairros que a adotaram por opção.
Hoje, a Paróquia trabalha com as diversas Pastorais: Pastoral da Família (casais,
Adolescentes, Pré-Adolescentes, Movimento Jovem Eucarístico -MEJ, Crianças, Jovens, 3ª
Idade), Pastoral Vocacional, Pastoral Sacramental (Crisma, Primeira Eucaristia, Batismo,
Matrimônio e Unção dos Enfermos), Pastoral Litúrgica, Ministros Extraordinários da
Eucaristia, Pastoral de Artes, Visita para doentes e idosos, Pastoral da Comunicação,
Pastoral de Artes Manuais, Assistência aos Deficientes Visuais, Pastoral do Dízimo, e ainda
o Apostolado da Oração, Legião de Maria, a Renovação Carismática Católica, o Grupo de
Intercessão e, como seguimentos da Paróquia, as Irmandades do Santíssimo Sacramento e
do Bom Jesus da Paciência.
A Paróquia também vem desenvolvendo um trabalho de evangelização e promoção
humana na comunidade da Invasão da Gamboa e ajuda a outras paróquias mais
necessitadas, inclusive na Assembléia Paroquial em novembro de 1995, assumiu a paróquia
de São Francisco de Assis em Saramandaia como paróquia irmã, buscando, assim, um
vivenciamento da fraternidade cristã. O dízimo dos paroquianos é de fundamental
importância para o andamento da paróquia e realização de todo trabalho paroquial tanto no
aspecto de manutenção do templo, do culto, como na evangelização e ajuda a outras
comunidades. A igreja de São Pedro permanece aberta diariamente das 7 à 22h, com 3
missas diárias (8, 12 e 17 horas e, aos domingos, 9, 17 e 19 horas), com momento diário de
adoração ao Santíssimo Sacramento, durante a semana. O Centro Comunitário é um espaço
de intenso movimento para reuniões, catequese e encontro das diversas pastorais, encontro
dos grupos de intersseçãocomo também um restaurante, funcionando das 11 às 14:30 horas,
servindo como local de evangelização das pessoas que circulam, trabalham ou residem no
centro da cidade. Estas pessoas encontram um ambiente fraterno e o apoio espiritual com a
celebração da Santa Missa ao meio dia seguida de adoração ao Santíssimo Sacramento.
A Paróquia conta com a presença de várias comunidades religiosas, sendo as femininas:
As irmãs da União Romana da Ordem de Santa Úrsula (Ursulinas), estabelecidas no
convento de Nossa Senhora das Mercês desde 23/01/1735; possuem capela aberta ao
público; Congregação Nossa Senhora dos Humildes, estabelecidas no convento de São
Raimundo Nonato desde 14/03/1929; possuem capela aberta ao público a qual é o
Santuário da Arquidiocese de adoração perene ao Santíssimo Sacramento desde 1932;
Congregação da Religiosas Franciscanas Imaculatinas, estabelecidas no Instituto Nossa
Senhora da Assunção desde 15/08/1955; possuem capela aberta ao público; Congregação
das Irmãs Capuchinhas da Imaculada de Lourdes com residência à rua do Salete desde abril
de 1994; Congregação das Escravas da Imaculada Menina, estabelecidas em Salvador
desde 8/03/1985; Compainha da Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, estabelecidas
em Salvador desde 7/8/1853 e no Instituto Nossa Senhora do Salete desde setembro de
1858; possuem capela aberta ao público. Abrigo Mariana Magalhães (4/10/1940),
administrado pela ordem 3ª dos Frades Capuchinhos.
Comunidades religiosas masculinas: Ordem de São Bento (Beneditinos), estabelecidos
no mosteiro de São Bento desde 1582, possuem a Basílica de São Sebastião, aberta ao
público; Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, estabelecidos no convento da Piedade
desde 1683; possuem capela aberta ao público; Congregação do Santíssimo Redentor
(Redentoristas), estabelecidos em Salvador em 8/2/1976. Na comunidade de São Clemente
nos Barris desde 1/2/1981 e a Casa dos Padres com a capela do Sagrado Coração de Maria
(aberta ao público), pertencente a Irmandade de São Pedro dos Clérigos.
Há também as capelas de Nossa Senhora dos Aflitos, de Nossa Senhora do Rosário, do
antigo convento da Lapa e de Santa Teresa (hoje museu de Arte Sacra, administrado pela
Universidade Federal da Bahia).
O povo tem muita devoção aos Santos Católicos e, na igreja de São Pedro, há muita
devoção ao Padroeiro com a festa a 29 de junho, juntamente com São Paulo, a Santo
Antônio de Categeró - devoção antiga nesta igreja - com festa a 8 de janeiro, a Santo
Antônio de Pádua com festa a 13 de junho, ocorrendo toda terça-feira a benção de Santo
Antônio, ao Senhor Bom Jesus da Paciência com Sua Irmandade e festa no segundo
domingo de novembro, a Nossa Senhora das Dores com festa a 15 de setembro, Nossa
Senhora das Candeias com festa a 2 de fevereiro, a Santa Teresinha do Menino Jesus com
festa a 1º de outubro, a São José (festa a 19 de março), ao Sagrado Coração de Jesus, com o
Apostolado da Oração, com festa no domingo seguinte ao Corpus Christi, a São João de
Deus com festa a 8 de março. Antigamente havia a procissão com a imagem do Senhor dos
Passos e de Nossa Senhora das Dores pelas ruas no terceiro domingo Quaresma e a festa da
Irmandade do Santíssimo Sacramento no 3º domingo de setembro, depois transferida para o
dia de Corpus Christi, como também há grande participação popular nas festa da Igreja,
como a festa da Imaculada Conceição a 8 de dezembro, o Natal, a Semana Santa, a Páscoa,
o Mês de Maria, com a Legião de Maria, Pentecostes, Corpus Christi com procissão pela
praça da Piedade e na festa do Padroeiro, São Pedro, que começa com um tríduo no dia 26,
culminado com os festejos e missas no dia 29 de junho.
Referências bibliográficas
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05. ______________. Condições de pagamento para a proposta de Micheli Caselli. 1914.
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06. ______________. Condições de pagamento. 20/01/1915. (doc. Nº 91502)
07. ______________. Especificações de projeto nº 1 para reconstrução da igreja de São
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20/01/1915. (doc. Nº 91403)
09. ______________. Novo orçamento de Micheli Caselli. 8/05/1916. (doc. Nº
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10. ______________. Novo orçamento para construção da matriz de São Pedro à praça da
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11. ______________. Orçamento de 238 covas dos restos mortais para a nova
igreja de S. Pedro. -1914. (doc. Nº 91403)
12. ESCRITURA - Bernardo Martins Catarino e outros para Instituto Politécnico da
Bahia. 4/10/1915. (doc nº 91505)
13. ESCRITURA - Henriqueta Martins Catarino para Paróquia de São Pedro.5/5/1950
14. ESCRITURA - Instituto Politécnico da Bahia para Irmandade do SS. Sacramento na
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15. ESCRITURA - Manoel José Magalhaes e outros para Instituto politécnico da
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16. JORNAL DA BAHIA, Salvador, 18/9/86, 9/12/86, 10/10/86, 11/12/86.
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18. Jornal DIÁRIO DA BAHIA, Salvador, 4/12/1917. Notícia de inauguração da
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19. Jornal TRIBUNA DA BAHIA, Salvador, 12/12/86, 14/04/87, 30/06/87, 19/05/87,
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20. LYRA, Pe.Salustiano José da Silva. Relatório das irmandades e confrarias na
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21. MOREIRA, Pe.José Anchieta. Limites da Paróquia de São Pedro. 1958 (doc nº 95000)
22. NASCIMENTO, Anna Amélia Vieira. Dez freguesias da Cidade do Salvador:
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25. PEIXOTO, Afrânio. Breviário da Bahia. Rio de Janeiro: Agir, 1945. p. 90
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27. REGISTRO DAS FREGUESIAS. Freguesia de São Pedro Velho da Capital.
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28. SALGUEIRO, Francisco Sérvulo Moreira. Notícia das igrejas da capital da Bahia.
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29. SOUZA, prof. Alcídio Mafra de (coord.). Guias dos bens tombados: Bahia. Rio de
Janeiro: Expressão e Cultura, 1983.
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Leia a pesquisa completa, por Getúlio Tanajura Machado