ANAIS
XX ENCONTRO DO GRUPO
BRASILEIRO DE
PROFESSORES DE
DENTÍSTICA
XX Encontro do Grupo Brasileiro de Professores de DentÍstica
São Paulo – SP – Brasil
30 de maio a 1º de junho de 2013
Categoria Casos Clínicos
Prêmio Marcelo Galante
XX Encontro do Grupo Brasileiro de Professores de DentÍstica
São Paulo – SP – Brasil
30 de maio a 1º de junho de 2013
ID 08 - USO DE UM INFILTRANTE RESINOSO DE CÁRIE PARA TRATAMENTO DE LESÕES
DE MANCHA BRANCA
MARIA CRISTINA CARVALHO DE ALMENDRA FREITAS, DIANA FERREIRA GADELHA DE
ARAUJO, LARISSA VASCONCELLOS NUNES; DANIELA RIOS, MARIA FIDELA DE LIMA
NAVARRO, LINDA WANG
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
Atualmente, no contexto da Odontologia minimamente invasiva, a maior preocupação com
relação à doença cárie é de tratar e paralisar lesões ainda precoces para que essas não
progridam, evitando um tratamento mais invasivo. Existem diversas abordagens para o
tratamento das lesões de mancha branca e mais recentemente foi desenvolvido um agente
resinoso com o poder de infiltrar o tecido dentário, preenchendo os poros do esmalte afetado
pela lesão, impedindo a sua progressão. Este infiltrante de cárie é conhecido pelo nome
comercial de Icon Ò. O presente trabalho tem o objetivo de demonstrar através da
apresentação de casos clínicos a eficácia e limitação do infiltrante no tratamento de lesões de
mancha branca de cárie. O produto foi aplicado conforme as orientações do fabricante,
fazendo o uso do sistema que é composto por três passos, onde cada um desempenha sua
função: um gel ácido (Icon Etch), o etanol (Icon Dry) e então o infiltrante propriamente (Icon
Infiltrant). Este tratamento apresentou respostas variadas, sempre paralisando as lesões, mas
em alguns casos o efeito estético não foi totalmente
satisfatório. Através do
acompanhamento de casos clínicos pôde-se observar que o uso de infiltrante resinoso
apresenta-se como uma alternativa eficaz para a paralisação de lesões cariosas precoces,
porém pode apresentar limitações em regiões estéticas, sendo necessária a combinação com
tratamentos complementares para se alcançar resultados mais satisfatórios.
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ID 09 - DIASTEMAS MÚLTIPLOS: TRATAMENTO MULTIDISCIPLINAR E FACETAS DO
TIPO "LENTES DE CONTATO"
RAFAEL MASSUNARI MAENOSONO, MARINA STUDART ALENCAR FALCÃO, DIANA
FERREIRA GADELHA DE ARAUJO, BELLA LUNA COLOMBINI ISHIKIRIAMA, CARLOS
EDUARDO FRANCISCHONE, SÉRGIO KIYOSHI ISHIKIRIAMA
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
A busca por uma estética satisfatória, associada à conservação da estrutura dental tem
direcionado muitas pesquisas na área da odontologia restauradora. Fruto deste interesse,
surgiram as facetas minimamente invasivas, também denominadas "lentes de contato", devido
à sua fina espessura e à ausência de desgaste dental em alguns casos. Esta técnica é baseada
na utilização de cerâmicas reforçadas por dissilicato de lítio, que além de apresentarem um
caráter estético altamente satisfatório, possuem suficiente resistência flexural (espessura
mínima de 0,6mm) e capacidade de serem condicionadas com ácido fluorídrico, favorecendo a
adesão à estrutura dentária através dos sistemas adesivos e cimentos resinosos.Apesar da alta
qualidade dos materiais cerâmicos, uma reabilitação estética muitas vezes exige um
tratamento multidisciplinar, principalmente no fechamento de dias temas generalizados, como
objetivo de manter a proporção das coroas dos dentes envolvidos. O presente caso clínico
aborda a resolução de um caso de diastemas múltiplos, que envolveu cirurgia plástica
periodontal, clareamento dental e restaurações indireta s através de facetas do tipo "lentes de
contato", sem a necessidade de desgaste dentário. O resultado estético obtido foi considerado
muito satisfatório tanto pelo paciente, quanto pelos operadores, e altamente conservador já
que não envolveu preparo da estrutura dentária. Palavras-chave: diastema, gengivoplastia,
clareamento
dental,cerâmica,
estética.
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ID 30 - ABORDAGEM MULTIDISCIPLINAR DO TRAUMATISMO DENTAL
ADRIANA VIEIRA MARTINS, RODRIGO DE CASTRO ALBUQUERQUE, LUÍS FERNANDO
DOS SANTOS ALVES MORGAN, HUGO HENRIQUES ALVIM, GIOVANI LANA PEIXOTO DE
MIRANDA, LINCOLN DIAS LANZA
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais
O objetivo deste trabalho é, a partir de um relato, evidenciar a relevância do conhecimento
multidisciplinar que envolve a restauração de dentes traumatizados. O paciente P.R.S, 23 anos,
sexo masculino, sofreu um traumatismo dentário na região ântero-superior, o que acabou por
fraturar longitudinalmente e transversalmente a coroa clínica do incisivo central superior
esquerdo. Ao exame clínico, observou-se perda significativa de estrutura dental, exposição
pulpar, linha de fratura além da margem gengival com manutenção da metade cervical do
fragmento coronário preso às fibras gengivais e não recuperação da outra metade do
fragmento coronário. Ao exame radiográfico, uma linha vertical, correspondente à fratura
coronária longitudinal, pode ser visualizada, permeando a câmara pulpar. O planejamento e
tratamento envolveram, nesta ordem, colagem transcirúrgica do fragmento coronário cervical,
terapia endodôntica, cimentação de pino intrarradicular de fibra de vidro e reconstrução
morfológica em resina composta. Dessa maneira, pode-se resgatar, a partir de uma
abordagem conservadora e multidisciplinar, a forma, função e estética anteriormente
comprometidas, além de colaborar positivamente com a autoestima do paciente.
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ID 45 - RECONSTRUÇÃO ESTÉTICA CONSERVADORA DE INCISIVO CENTRAL SUPERIOR
FRATURADO
VÂNIA AMARO DE LACERDA, FERNANDA SIGNORELLI CALAZANS, MAURO SAYÃO DE
MIRANDA, CESAR DOS REIS PEREZ
Faculdade de Odontologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
A reconstrução estética, a partir da confecção de restaurações diretas em resinas compostas
fotopolimerizáveis, é procedimento consagrado na literatura e muito eficiente para devolver a
estética perdida por trauma ou por lesão cariosa. O objetivo deste trabalho foi demonstrar o
sucesso da técnica conservadora na reabilitação de sorriso após trauma. A paciente BG, sexo
feminino, 13 anos, compareceu a clínica de Mestrado em Odontologia-Dentística da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, após ter sofrido um trauma, que levou a fratura
coronária parcial do elemento 11. Ao exame clínico foi observada uma fratura envolvendo
esmalte e dentina. Foi realizada profilaxia, além da confecção de uma restauração teste. Foi
realizada moldagem da mesma para confecção de um "Mock up" ou índex de silicone. A
seleção de cor foi realizada inicialmente com a Escala de Cores Universal (Vita Classica) e
depois um pequeno incremento de resina fotopolimerizavel foi inserido no dente. Realizou-se
isolamento absoluto rasgado. Foi realizado o bisel na face vestibular através de uma ponta
diamantada (2200). Na sequência, realizou-se a prova do índex, condicionamento ácido com
ácido fosfórico a 37%, lavagem e remoção do excesso de umidade com papel filtro e aplicação
do sistema adesivo. A inserção do primeiro incremento de resina EA2 foi realizada através do
index, que foi levado ao elemento e então fotoativado. Usou-se a técnica de estratificação,
sendo feito os cones de resina DA2, e reconstruindo os mamelos dentinários perdidos. Após os
mamelos em resina DA2 serem confeccionados foi inserido resina para esmalte na cor EA2. Na
última camada usamos a resina translúcida neutra. Finalizada a restauração, foi removido o
isolamento absoluto e realizado o acabamento e polimento iniciais. Observou-se que a técnica
é de fácil realização, baixo custo e eficaz, permitindo um procedimento conservador,
resultando
na
satisfação
do
paciente.
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ID 50 - TRATAMENTO ESTÉTICO UTILIZANDO MICROABRASÃO- UM RESULTADO
SURPREENDENTE
DANIELA DOS SANTOS RIGOLIZZO, ANA CECILIA CORREA ARANHA, ANELY OLIVEIRA
LOPES, SAMIRA HELENA JOÃO DE SOUZA, SANDRA RIBEIRO DE BARROS DA CUNHA,
RAQUEL MARIANNA LOPES, CARLOS ALBERTO KENJI SHIMOKAWA, PAULA MENDES
ACATAUASSÚ NUNES, MILENA TRAVERSA PALAZON
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
À medida que os materiais restauradores evoluem na odontologia, cirurgiões-dentistas
encontram novos desafios e aperfeiçoam técnicas para devolver aparência e função aos dentes
com a maior semelhança possível quanto a cor, anatomia e resistência. Muito embora a
odontologia estética tenha evoluído consideravelmente em termo das técnicas e de tecnologia
dos materiais restauradores, nada substitui de maneira absoluta a natureza, ou seja, por mais
que consigamos realizar restaurações adesivas diretas ou próteses livres de metal com alta
resistência, durabilidade e verossimilhança, a preservação do máximo de estrutura dental
sadia continua sendo a opção mais segura em qualquer tratamento reabilitador. Assim, a
escolha por tratamentos minimamente invasivos, visando o máximo de conservação da
estrutura dental associada ao restabelecimento da estética tem sido a primeira alternativa
quando faz-se o planejamento de tratamentos restauradores. Este trabalho relata o caso
clínico de uma paciente de 22 anos de idade, que procurava por tratamento estético pois
apresentava manchas de cor branca calcária na superfície de todos os dentes, com o agravante
de possuir pigmentação marrom nos dentes anteriores, características da alteração hipoplásica
por fluorose moderada de grau TF5 (classificação de Thylstrup; Fejerskov, 1978). A solução do
caso deu-se através da associação de tratamentos minimamente invasivos, sendo realizadas
sessões de microabrasão, clareamento dental e restaurações diretas em resina composta,
visando restabelecer a homogeneidade da cor e a anatomia dos dentes que apresentavam
depressões causadas pela perda focal de esmalte. Baseado na extensa literatura existente e no
resultado deste caso clínico, foi concluído que, dentro das diversas possibilidades de
tratamentos existentes para solucionar casos onde se queira restabelecer a estética de dentes
manchados por fluorose, a microabrasão pode ser considerada uma técnica conservadora e
muito
eficiente.
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ID 68 - OTIMIZANDO RESULTADOS ESTÉTICOS E MINIMAMENTE INVASIVOS EM
LAMINADOS CERÂMICOS COM O USO DO ENCERAMENTO DE DIAGNÓSTICO
LARISSA PINCELI CHAVES, FLAVIA PARDO SALATA NAHSAN, DIANA FERREIRA GADELHA
DE ARAUJO, VERA LUCIA SCHMITT, SÉRGIO KIYOSHI ISHIKIRIAMA, LINDA WANG
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
A alta exigência estética aliada ao conservadorismo que norteiam o tratamento odontológico
impulsionaram ao desenvolvimento de novas opções restauradoras. As facetas indiretas de
porcelana ocupam lugar de destaque nas reabilitações estéticas e apresentam também como
aspecto favorável ao seu emprego a possibilidade de preparos mais conservadores o qual se
instituiu também devido ao aperfeiçoamento dos sistemas adesivos. Tais preparos de
espessura mínima são restaurados com laminados cerâmicos popularmente conhecidos como
"lentes de contato", apresentando resultados esteticamente satisfatórios e capacidade de se
aderir,em esmalte. Para garantir melhor avaliação e melhores perspectivas de sucesso,o uso
de enceramento de diagnóstico para planejar o formato das restaurações protéticas se mostra
essencial. Além de simular o resultado final ao paciente, diminuindo assim sua ansiedade,
permite nos guiar em quais locais deve ser realizado desgaste vestibular. A espessura da lente
de contato mesmo sendo fina, deve ser uniforme. As guias de silicone feitas a partir do modelo
com enceramento servem para direcionar espacialmente o preparo dentário, assim como a
quantidade de desgaste. Através de dois relatos de casos clínicos, o presente trabalho
descreve a utilização do enceramento em modelo de gesso no planejamento para garantir a
previsibilidade do tratamento e excelência dos resultados permitindo ao paciente visualizar
oque está sendo proposto. As matrizes de siliconas obtidas a partir do enceramento servem de
guia no preparo com mínimo desgaste dentário na reabilitação estética. Esses procedimentos
obtidos a partir do enceramento permitem a realização de um trabalho previsível, conservador
e
altamente
estético.
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ID 70 - RESTAURAÇÕES ESTÉTICAS INDIRETAS: RELATO DE CASO CLÍNICO
FABIANA MADALOZZO COPPLA, ABRAHAM LINCOLN CALIXTO
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa
As restaurações indiretas metal free tem sido amplamente utilizadas por serem capazes de
mimetizar as estruturas do dente natural. O sucesso destas restaurações podem ser atribuídas
às propriedades do material empregado, o domínio da técnica pelo cirurgião dentista, além de
uma estreita relação com o ceramista. Dentre as cerâmicas disponíveis no mercado, o IPS
Empress 2 tem se destacado por proporcionar trabalhos duradouros,estéticos e com alta
precisão marginal. Assim, este trabalho demonstra clinicamente por meio da realização de um
caso clínico, o emprego de uma cerâmica IPS Empress 2 para devolver a harmonia de um
sorriso comprometido pela alteração de posição e coloração dos dentes anteriores.
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ID 79 - USO DA TERAPIA FOTODINÂMICA ANTIMICROBIANA (TFDA) NA
DESCONTAMINAÇÃO DA CAVIDADE ORAL
MARIANA FLORIAN BELL, RENATA SERIGNOLI FRANCISCONI, MARINA OLIVEIRA
GONÇALVES GALOZA, PATRÍCIA PETROMILLI NORDI SASSO GARCIA, ALESSANDRA
NARA DE SOUZA RASTELLI, VANDERLEI SALVADOR BAGNATO
Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo
O objetivo do trabalho é demonstrar através de um caso clínico a técnica de aplicação da
terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDA) na descontaminação da cavidade oral
previamente a procedimentos odontológicos. Para isso paciente W.O, 23 anos, foi à Clínica de
Dentística da Faculdade de Odontologia de Araraquara-UNESP, necessitando substituir
restaurações insatisfatórias. Após anamnese, exame clínico e radiográfico, o paciente assinou
termo de consentimento livre e esclarecido para início dos procedimentos. Previamente a cada
atendimento clínico, foi feita a descontaminação da cavidade oral pela técnica da TFDA
utilizando o fotossensibilizador Photogem® preparando-se a solução na concentração de
1mg/mL no momento da utilização para que não houvesse risco de degradação prévia. O
paciente fez bochecho com 5 mL da solução fotossensibilizante por 1 minuto, cuspiu, repetiu o
procedimento anterior recebendo irradiação com a ponta difusora por 5 minutos, utilizando-se
equipamento para descontaminação oral à base de LED (Protótipo, Projeto Finep/Gnatus LED
Edixeon, Edison Opto Corporation, New TaipeiCity, Taiwan) em comprimento de onda de
660nm. A irradiação foi repetida com a ponta difusora frontal a 1 cm de distância por 5
minutos. Antes e após a aplicação da TFDA utilizou-se sistema de diagnóstico que consiste em
conjunto óptico com fonte de luz LED ultravioleta Evince (MMOptics, Equipamentos Opto
Eletrônicos Ltda, São Carlos, SP, Brasil) em 400nm e 40mW/cm2 de intensidade luminosa, o
qual facilita o reconhecimento de lesões e contaminações bucais por fluorescência óptica em
tempo real. Foi coletada saliva da mucosa do paciente antes e após a TFDA. Essas amostras
foram plaqueadas em ágar sangue para a contagem de microrganismos totais. Por meio deste
caso clínico demonstrou-se o protocolo de aplicação da TFDA para a descontaminação da
cavidade oral, sendo esta técnica uma excelente alternativa para descontaminação oral prévia
aos
procedimentos
odontológicos.
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ID 84 - CLAREAMENTO DE DENTES VITAIS - RELATO CASO
SUELEM CHASSE BARRETO, SILVIA MARIA RIBEIRO DE ALENCAR GONÇALVES
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Desde o surgimento do clareamento dental caseiro em 1989, por Haywood e Heymann, vários
trabalhos foram realizados in vitro e in situ para avaliar os efeitos desse procedimento sobre a
estrutura dentária, comprovando que a terapia clareadora caseira e de consultório, desde que
empregadas conscientemente, e com adequada supervisão não prejudicam os tecidos e as
estruturas dentais e possibilitam a obtenção de resultados estéticos surpreendentes. Várias
são as possibilidades técnicas para realização do clareamento dental. A velocidade do
clareamento dependerá da concentração do agente clareador, bem como da etiologia da
alteração de cor dos dentes. O importante para o sucesso do tratamento e a satisfação do
paciente é fazer um correto diagnóstico da etiologia do escurecimento, conhecer as técnicas
clareadoras assim como os materiais disponíveis e saber adaptar as necessidades a rotina do
paciente. A escolha da técnica clareadora depende do tipo de alteração cromática, da
preferência profissional e do perfil do paciente. Assim, podemos clarear dentes vitais por meio
do clareamento caseiro supervisionado, clareamento em consultório e da associação de ambas
as técnicas.A técnica de clareamento dental caseiro é considerada segura, eficaz e duradoura,
desde que bem indicada e acompanhada por um profissional qualificado.A técnica em
consultório tem sido amplamente utilizada consistindo na aplicação de um peróxido de maior
concentração sendo empregada por menor tempo e gerando menor exposição dos dentes ao
gel. A resposta ao clareamento é imediata e o paciente já consegue notar nas primeiras
sessões algum resultado efetivo. No entanto, a utilização de um gel em maior concentração
aumenta a possibilidade de efeitos adversos, principalmente a hipersensibilidade pósoperatória. O objetivo deste trabalho é expor um caso clínico, no qual foi realizado o
clareamento dental abordando a técnica de consultório associado à técnica caseira.
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ID 88 - AVALIAÇÃO DO FLUXO PULPAR E SENSIBILIDADE DENTAL APÓS
CLAREAMENTO EM CONSULTÓRIO-RELATO DE UM CASO CLÍNICO
ANDRES FELIPE CARTAGENA MOLINA, SIBELLI PARREIRAS, NARA HELLEN CAMPANHA
BOMBARDA
Universidad Nacional de Colombia
O clareamento dental é um dos procedimentos clínicos mais utilizados nos consultórios
odontológicos, no entanto muitos pacientes desistem da terapia por causa da sensibilidade
dental causada pelo agente clareador. Afim de reduzir este efeito adverso, metodologias
diferentes têm sido propostas na literatura e muitas destas avaliam a percepção e a magnitude
da resposta do indivíduo ao tratamento em escalas subjetivas de dor, mas métodos de
avaliação da integridade pulpar são pouco relatados. Estes eventuais danos pulpares
geralmente resultam em alterações no fluxo sanguíneo, a fluxometria laser Doppler (FDL), por
ser um método não invasivo, tem sido sugerida. Dessa forma, o objetivo do presente caso
clínico é avaliar o fluxo pulpar e sensibilidade dental apresentado por um paciente após
clareamento em consultório. Paciente de 21 anos de idade, gênero feminino, que estava
insatisfeita com a cor de seus dentes foi atendido na clínica de pós-graduação da Universidade
Estadual de Ponta Grossa. Seguido à realização do prontuário clínico e prévia profilaxia foi
realizado um clareamento dental em consultório com peróxido de hidrogênio a 35% em gel
(três aplicações por 15 minutos cada). A alteração do fluxo pulpar via FLD foi avaliada nos
elementos números 21 e 22 nos seguintes momentos: antes, imediatamente após e uma
semana após o clareamento. Nos mesmos tempos a sensibilidade foi avaliada utilizando a
escala de estimativa numérica (NRS de 0 a 10 pontos). Após finalização do tratamento foi
observada uma mudança da cor dos dentes e um aumento do fluxo pulpar (62%) que se
caracterizou por sua relação com a maior intensidade de dor apresentada pela paciente (8).
Dessa forma concluísse que neste paciente o clareamento dental promoveu mudanças no
fluxo
sanguíneo
na
polpa
e
percepção
de
sensibilidade
dental.
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Categoria Ensino
Prêmio Henrique Teitelbaum
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ID 41 - DESENVOLVIMENTO E APLICAÇÃO DE UM NOVO OBJETO DE APRENDIZAGEM
PARA O ENSINO DE DENTÍSTICA - VISUALIZAÇÃO DE PREPAROS CAVITÁRIOS ATRAVÉS
DA REALIDADE AUMENTADA
LUCIANA CARDOSO ESPEJO-TRUNG, MARIA APARECIDA ALVES DE CERQUEIRA LUZ
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
O processo de ensino-aprendizagem vem mudando por conta do desenvolvimento das novas
tecnologias de informação e comunicação (TIC), que permitem a criação de novos objetos de
aprendizagem(OA). A realidade aumentada (RA) é uma tecnologia que suplementa o mundo
real com objetos virtuais 3D, de tal forma que aparentem coexistir no espaço real. O objetivo
deste estudo foi desenvolver um OA com RA e aplicá-lo no ensino de preparos dentais para
onlays áuricas. Dentes de resina para manequins odontológicos foram preparados e
escaneados por um escâner 3D. As modelagens obtidas foram atreladas a marcadores para RA
através do software BuildAR para ilustrarem uma apostila sobre onlays áuricas. O OA foi
disponibilizado para o uso em uma estação de trabalho padronizada, dotada de um
computador com webcam. Após o estudo do OA desenvolvido, os usuários preencheram
questionários (Q). O Q1 verificou a habilidade computacional dos participantes, acessibilidade
e interesse por novas ferramentas. A Aceitação do OA, considerando os seus aspectos técnicos
e pedagógicos, foi medida pelo Q2. Fizeram uso do OA 77 participantes: alunos de
graduação(n=28), professores e alunos de pós-graduação de dentística e prótese (n=30) e
alunos de cursos de atualização em Dentística e prótese (n=19), todos da Faculdade de
Odontologia da USP. A confiabilidade do Q2 foi medida através do procedimento do reteste. A
média de pontos somados para cada usuário foi de 62,59 para o Q1 e 87,44 para o Q2. Testes
de regressão linear simples entre a variável resposta Score do Q2 e as demais variáveis
explicativas mostraram grande aceitação por toda amostra estudada independente da sua
habilidade computacional (p=0,99; R2=0,00%), gênero (p=0,27;R2=1,6%), idade(p=0,27;
R2=0,1%) ou grupo ao qual pertenciam (p=0,53; R2=1,9%). Concluiu-se que a metodologia
aplicada foi capaz de desenvolver um OA com RA para o ensino do preparo cavitário de grande
aceitação
pela
amostra
estudada.
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ID 48 - ENSINO À DISTÂNCIA COMO FERRAMENTA DE VALORIZAÇÃO DA
ODONTOLOGIA ATRAVÉS DA DEMOCRATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO
LETICIA DE SOUZA LOPES, ROBERTA COSTA JORGE, STEPHANIE EVELYN ANTUNES
NOVAES, HILDA MARIA MONTES RIBEIRO DE SOUZA, CESAR DOS REIS PEREZ
Universidad Nacional de Colombia
O ensino à distância representa uma ferramenta valiosa para a educação viabilizada pela
revolução da internet. A democratização do conhecimento e o efeito multiplicador deste
apresentam resultados impactantes e diretos sobre a vidadas pessoas. A partir da criação de
uma Disciplina Virtual disponível para alunos de graduação da Universidade do Estado do Rio
de Janeiro, o grupo PET ODONTOLOGIA UERJ, em parceria com o PROINICIAR/LATIC/ Sr1/
UERJ, viabilizou o acesso dos alunos inscritos a conhecimentos básicos de prevenção e autoexame,abordando tópicos relacionados à doença cárie, doença periodontal, câncer bucal,
anatomia, ortodontia, e dentições decídua e permanente. Além de ter o objetivo principal de
esclarecer um público com alto potencial multiplicador de conhecimento, o trabalho também
coletou dados através de questionários respondidos por alunos de diversos cursos de
Graduação da UERJ. Um dos dados mais relevantes observados com os questionários foi o
quanto os discentes desconheciam os diferentes campos de atuação em odontologia e seu
nível de abrangência. Pôde-se concluir a partir deste estudo em grupo controlado e específico,
que a disseminação do conhecimento de qualidade é vital para a melhoria na saúde do
indivíduo,que, mesmo em nível superior, o desconhecimento sobre a atuação do cirurgiãodentista é marcante e, finalmente, que o Ensino à Distância é importante ferramenta para a
democratização
do
conhecimento.
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Categoria Iniciação Científica
Prêmio Maria Salete
Machado Cândido
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ID 23 - AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS NO PROCESSO DE
DESMINERALIZAÇÃO E REMINERALIZAÇÃO DO ESMALTE EXPOSTO A DIFERENTES
REGIMES DE CLAREAMENTO
LÍVIA TOSI TREVELIN, ALESSANDRA PEREIRA DE ANDRADE, ANGELA MAYUMI
SHIMAOKA, RUBENS CÔRTE REAL DE CARVALHO
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
O objetivo deste estudo foi avaliar o processo de des/remineralização do esmalte dental
durante o clareamento e a capacidade de compostos bioativos em reduzir perdas minerais do
esmalte. Noventa fragmentos de incisivos bovinos foram distribuídos em 9 grupos(n=10), G1peróxido de carbamida 8h/dia (PC), G2-PC + Recaldent, G3-PC+ Nano P, G4- PC+ NaF, G5 Peróxido de hidrogênio 1h/dia (PH), G6 - PH+ Recaldent, G7-PH + Nano P,G8-PH+NaF, G9-saliva
artificial. O tratamento clareador foi realizado durante 14 dias consecutivos
concomitantemente com a aplicação dos compostos bioativos e por mais 14 dias os espécimes
permaneceram em saliva artificial. A análise do conteúdo mineral foi realizada pelo método de
fluorescência do substrato dental (QLF). Os dados obtidos (?Q mm2%)foram submetidos à
análise estatística por meio de teste ANOVA 2, para mensurações repetidas e o teste de
comparações múltiplas de Bonferroni, admitindo-se nível de significância estatística de 5%.
Todos os grupos foram diferentes estatisticamente do grupo controle (G9). Os grupos que
apresentaram maiores perdas minerais foram: G1, G3 e G8; e as menores perdas foram: G5,
G6 e G7. Os grupos G2 e G4 apresentaram semelhanças estatísticas e os valores médios de
perda minerais foram intermediários quando comparados aos demais grupos. Os protocolos
clareadores acarretam diferentes perdas minerais, sendo que a utilização de PC geraram
maiores graus de desmineralização. Agentes remineralizadores com diferentes compostos
bioativos apresentam potenciais distintos na prevenção da desmineralização causada pelos
tratamentos clareadores. O agente contendo CCP-ACP foi o mais efetivo para diminuir as
perdas
minerais.
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ID 37 - CITOTOXICIDADE DE AGENTES CLAREADORES SOBRE O TECIDO PULPAR:
EFEITO IN VIVO DA CONCENTRAÇÃO E TÉCNICA CLAREADORA
CASSIANA KOCH SCOTTI, WAGNER BASEGGIO
Faculdade de Odontologia da Universidade Paranaense
O presente estudo teve como objetivo avaliar as alterações inflamatórias ocorridas no tecido
pulpar após o emprego de diferentes concentrações de peróxido de hidrogênio e carbamida
bem como de técnicas clareadoras in vivo. Oitenta pré-molares hígidos e indicados para
exodontia por razões ortodônticas foram selecionados e divididos em 5 grupos em função do
gel clareador e técnica clareadora: G1 (n=10) - peróxido de carbamida 10%, 3 horas/dia, pelo
período de 14 dias; G2 (n=10) - peróxido de carbamida 16%, 3 horas/dia, por 14 dias; G3
(n=10) - peróxido de hidrogênio 35%, 3 aplicações de 15 minutos, G4 (n=10) - peróxido de
hidrogênio 35%, 3 aplicações de 15 minutos, seguido por 3 minutos de ativação luminosa em
cada aplicação e G5 (n=40) - grupo controle formado pelo dente homólogo do mesmo paciente
(split mouth). Após 24 horas do término de cada terapia clareadora, os dentes foram extraídos,
limpos, tiveram suas raízes seccionadas longitudinalmente em seus 4 mm mais apicais e o
tecido pulpar removido. As amostras foram identificadas e imediatamente armazenadas em
formalina neutra 10% tamponada. Após o preparo histológico, o tecido pulpar foi avaliado de
forma semi-quantitativa quanto ao número de células existentes na camada ou zona livre de
células, irregularidades na camada odontoblástica, presença de células inflamatórias bem
como o aspecto geral da polpa, e os resultados submetidos à análise estatística ANOVA e
Tukey (p=0,05). Com exceção do grupo controle (G5), alterações celulares foram identificadas
em todos os grupos, sendo classificadas em relação ao infiltrado inflamatório em ausente (G1),
leve (G2) e moderada (G3 e G4), com diferenças estatisticamente significantes entre os grupos
G3 e G4. Os resultados demonstraram que há relação direta entre graus mais severos de
inflamação pulpar e o aumento da concentração do peróxido de hidrogênio, bem como o
emprego
de
fonte
luminosa.
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São Paulo – SP – Brasil
30 de maio a 1º de junho de 2013
ID 47 - COMO IDENTIFICAR LESÕES CERVICAIS NÃO CARIOSAS
LETICIA DE SOUZA LOPES, FERNANDA SIGNORELLI CALAZANS, MAURO SAYÃO DE
MIRANDA
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
O aumento da sobrevivência dos dentes na cavidade bucal, decorrente da ênfase em medidas
preventivas para o controle da cárie, concomitante com a mudança de estilo de vida em
termos de hábitos alimentares, tem alertado a classe Odontológica para outros problemas. A
literatura tem relatado outros processos de destruição crônica, que não a cárie, que afetam os
dentes, e promovem perda patológica irreversível de estrutura dental. O termo desgaste
dentário é definido como sendo a perda de tecido dental duro devido aos processos de erosão,
atrição e abrasão O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão de literatura sobre lesões
cervicais não cariosas. Estas lesões, de natureza não cariosa, tornaram-se alvo de inúmeros
estudos, devido à dificuldade encontrada pelos clínicos em formar um diagnóstico preciso, já
que sua etiologia confunde-se com a de outras lesões igualmente não cariosas.Pesquisas
demonstram que os dentistas clínicos gerais, não são capazes de distinguir as diversas
manifestações das lesões cervicais e indicam o tratamento com critérios díspares, registrando
um elevado índice de insucesso traduzido por hiperestesia dentinária, manchamento das
bordas de restaurações e recorrência da lesão. Estas lesões podem aparecer devido à
chamada "erosão" de origem química, podem também estar relacionadas com a abrasão, que
vem a ser a perda de substância dentária devido a fatores mecânicos exógenos e o "stress"
oclusal como coadjuvante nas lesões cervicais, cariosas ou não, participando no processo por
meio da abfração dentária. Observa-se com freqüência, que na verdade, estas lesões têm
caráter multifatorial, raramente estando associado a um só agente etiológico.A importância do
estudo mais aprofundado deste assunto fica clara, quando se verifica que sete em cada dez
pessoas são portadoras de algum tipo de lesão cervical não cariosa.
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São Paulo – SP – Brasil
30 de maio a 1º de junho de 2013
ID 55 - AVALIAÇÃO A CURTO E MÉDIO PRAZO DA SORÇÃO E SOLUBILIDADE DE
RESINAS COMPOSTAS À BASE DE METACRILATO E SILORANO
ISABEL CRISTINA CELERINO DE MORAES PORTO, AMANDA GOMES AMARAL ALMEIDA
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Alagoas
A absorção de moléculas de água por monômeros hidrofílicos dentro do material resinoso
exposto ao ambiente úmido da boca pode resultar em degradação hidrolítica. Este estudo
avaliou as características de sorção e solubilidade de resinas compostas à base demetacrilato e
silorano em contato com saliva artificial, nos períodos de 1 dia (curto prazo), 30 e 90 dias
(médio prazo). Foram confeccionados 60 espécimes com as resinas Filtek Z250 e Filtek P90
Silorano (3M/ESPE). Os espécimes foram mantidos em um dissecador por 22 h a 37 + 1° C
seguidas de 2 h a 23 +1° C. A seguir foram pesados, medidos e imersos em saliva artificial a 37
+1° C pelos períodos experimentais estabelecidos. Removidos da saliva, pesados novamente e
submetidos ao ciclo de condicionamento no dissecador como já citado até que a perda de
massa não fosse maior do que 1 x 10-3 g. Os valores de sorção e a solubilidade foram
calculados e submetidos ao teste ANOVA e Tukey, Tamhane ou teste t pareado para
comparações dos pares (a=0,05). Os valores de sorção e solubilidade aumentaram com o
tempo de avaliação em cada uma das resinas. Em cada tempo de avaliação as médias foram
mais elevadas na resina Z250 do que na resina P90. As propriedades de sorção e solubilidade
das resinas compostas testadas foram influenciadas pelo tempo de exposição à saliva artificial.
A resina composta P90 apresentou menor sorção e solubilidade que o compósito Filtek Z250.
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ID 65 - DENTIFRÍCIO X PLACEBO NO TRATAMENTO DA HIPERSENSIBILIDADE
DENTINÁRIA
FERNANDA KABADAYAN DIAS, RICARDO MATSURA KODAMA, MARCELO RIBEIRO
BERGAMINI, MARISTELA DUTRA-CORREA, MÁRCIA TONETTI CIARAMICOLI, CINTIA
HELENA COURY SARACENI
Faculdade de Odontologia da Universidade Paulista
O objetivo deste estudo clínico foi avaliar a ação do dentifrício dessensibilizante com base de
arginina comparado com laser placebo sobre a hipersensibilidade dentinária (HD). O estudo de
boca dividida, foi realizado com 20 pacientes, que apresentavam no mínimo 2 dentes com HD
na região cervical, sem cavitação. A sensibilidade dolorosa foi avaliada por meio de jato de ar,
aplicado por 5 segundos e a percepção da dor foi registrada em escala visual analógica (VAS).
Os dentes receberam os seguintes tratamentos (n=20): G1: placebo: pontado laser de AsGaAl,
780 nm (MM Optics), sem irradiação; G2: dentifrício dessensibilizante Pro Argin® (Colgate). A
sensibilidade foi avaliada no baseline, 7, 15 dias e 30 dias após o tratamento. Os escores de
dor foram analisados estatisticamente por meio dos testes Mann-Whitney U e Friedman. Não
houve diferença estatística significante entre os dois grupos em todos os tempos avaliados. No
G1 houve diferença estatística significante (p<0.05) em 7 dias em relação ao baseline, que se
manteve em 30 dias. No G2, a sensibilidade foi estatisticamente reduzida após 30 dias
(p<0.05). Concluiu-se que ambos os tratamentos, dentifrício e placebo, foram eficazes na
redução da hipersensibilidade, porém mostraram resultados diferentes em relação aos tempos
avaliados.
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ID 82 - ANÁLISE IN VITRO DA EFETIVIDADE DO CLAREAMENTO DENTAL SOBRE
RESINAS COMPOSTAS PIGMENTADAS POR CORANTES ALIMENTARES
MAYSA CRISTINA RIBEIRO DE OLIVEIRA, ABRAHAM LINCOLN CALIXTO, ALESSANDRO
DOURADO LOGUERCIO, ALESSANDRA REIS
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grosso
O objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade de remoção de pigmentos ocasionados por
café, vinho tinto e Coca-Cola® em restaurações de resinas compostas (RC), através do
clareamento de consultório (CC) com peróxido de hidrogênio 35% (PH 35%). Foram
confeccionados 20 corpos-de-prova (CP) de RC Opallis na cor A1, os quais foram divididos
aleatoriamente em 4 grupos conforme a substância corante: café, vinho tinto, coca-cola e água
destilada. A cor foi mensurada com espectrofotômetro (VITA Easyshade) nos períodos: inicial,
pós manchamento e final. Para o manchamento da RC, os CP foram expostos as bebidas
corantes durante 72h, em estufa a 37ºC, com trocas diárias. Após o PH 35% (Whiteness HP
Blue 35%, FGM) foi aplicado sobre a superfície das amostras durante 40 min. Foram realizadas
3 sessões com intervalo de 7 dias entre elas. Durante todo o experimento os CP foram
armazenados em água destilada 37°C. Os resultados obtidos foram analisados pelos testes de
ANOVA de 2 fatores e de Tukey (a=0,05). Após o manchamento, foi observado pigmentação
para todas as amostras. Observou-se maior pigmentação do grupo café (15,7±2,0), seguido do
vinho tinto (15,2±4,6) e Cola-Cola® (4,8±1,9). Depois de realizado o tratamento clareador foi
observado remoção de pigmentos em todos os espécimes. Houve diferença estatisticamente
significante entre amostras de café (12,9) e grupo controle (1,6), não havendo diferença
estatisticamente significante nos grupos expostos ao vinho tinto (3,3) e Coca-Cola® (2,1). Não
houve retorno da coloração inicial da RC dos CP manchados após imersão no café, tendo
melhora apenas para o vinho e para a Coca-Cola®. As soluções corantes foram capazes de
pigmentar a RC, em especial o café. A aplicação do PH 35% fo i eficaz na remoção de
pigmentos logo após a primeira aplicação, contudo, diferiu da coloração inicial.
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ID 85 - ANÁLISE IN VITRO DA CAPACIDADE DE REMOÇÃO PIGMENTAR POR
CORANTES EM RESINAS COMPOSTAS COM AGENTES CLAREADORES DE USO EM
CONSULTÓRIO
EVELINE CLAUDIA MARTINI, ABRAHAM LINCOLN CALIXTO, ALESSANDRA REIS,
ALESSANDRO DOURADO LOGUERCIO
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grosso
O objetivo do trabalho foi avaliar a capacidade de remoção de pigmentos ocasionados por
café, vinho e Coca-Cola® nas restaurações de resinas compostas, por meio de clareamento
com o uso de gel à base de peróxido de hidrogênio a 35%.Com o uso de uma matriz circular
metálica (1 cm de espessura e 1 cm diâmetro), foram confeccionados 20 corpos-de-prova (CP)
de resina composta Opallis na cor A1. A resina composta foi inserida em 3 incrementos
(fotoativados por 40 s com LEDmetron I com intensidade de 600 mW/cm², aferida com
radiômetro, e após o último foi colocado uma tira de poliéster pressionada sob a superfície
com uma placa de vidro para obtenção de uma superfície plana. A cor inicial (baseline) de cada
um dos CP foi mensurada com o espectrofotômetro digital (VITA Easyshade Compact®, Vident,
Brea, CA, USA). Para cada CP foram feitas três leituras utilizando-se a escala CIE L* a*b*. A
leitura para determinação dos parâmetros de cor foi realizada sempre no mesmo ponto,
mesmo ambiente, fundo branco e mesma iluminação. Primeiramente, os CP´s foram
armazenados em água destilada durante 24h/37ºC em estufa. A seguir, armazenados nas
respectivas bebidas para promover o manchamento, ficando totalmente imersos durante
72h/37ºC em estufa com trocas diárias de cada uma das bebidas. Passado este período, os CP
foram submetidos à análise de cor antes do procedimento de clareamento dental. As
mudanças de cor foram determinadas calculando-se a diferença dos valores de L* a* b* da
medida inicial (baseline)e após o de manchamento. Depois, os CP's foram submetidos ao
clareamento dental com peróxido de hidrogênio 35%,aplicado sobre a superfície das amostras
de resina composta por de 40 minutos e realizado 3 sessões (intervalo de cada sessão foi de 7
dias). Os CP´s permaneceram a 37ºC e em estufa no período entre as sessões. Após este tempo
os CP's foram lavados com água e armazenados em recipiente escuro contendo água destilada
a 37°C. Novas mensurações de cor foram realizadas a cada 7 dias durante 21 dias (3 semanas).
Os resultados obtidos analisados pela a ANOVA 2 fatores e pós-teste de Tukey (a=0,05). Após
o manchamento, todas as amostras mudaram de cor, tendo o café maior valor (15,7±2,0),
seguido do vinho (15,2±4,6) e Cola-Cola® (4,8±1,9) (Tabela 1). Os resultados desta pesquisa
coincidem com os observados por Szesz et al.2011 e Souza et al. 2006, os quais também
verificaram manchamento significativo da RC quando exposta ao café. Depois de realizado o
tratamento clareador foi observado remoção de pigmentos de todos os espécimes de RC.
Houve diferença estatisticamente significante entre amostras de café(12,9) e grupo controle
(1,6), não havendo diferença estatisticamente significante nos grupos expostos ao vinho tinto
(3,3) e Coca-Cola® (2,1). Não houve retorno da coloração inicial da RC dos CP's manchados
após imersão no café, tendo melhora apenas para o vinho e para a Coca-Cola®. As soluções
corantes foram capazes de pigmentar a RC, em especial o café. A aplicação do PH a 35%
promoveu uma melhora na situação inicial logo após a primeira aplicação, porém, o café não
retornou a coloração inicial.
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Pesquisa Científica
Prêmio Lincoln Steagall
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ID 07 - EFEITO DA CONTAMINAÇÃO SALIVAR EM DENTINA TRATADA COM
CLOREXIDINA 0,2% NA RESISTÊNCIA ADESIVA DE DOIS SISTEMAS ADESIVOS
LARISSA MARINHO AZEVEDO, MARIA CRISTINA CARVALHO DE ALMENDRA FREITAS,
LINDA WANG, MARIA TERESA ATTA
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
O objetivo deste estudo in vitro foi analisar, após 24 horas, o efeito da contaminação por saliva
na resistência adesiva de dois sistemas adesivos (com características hidrofílicas e
hidrofóbicas) em dentina tratada com clorexidina a 0,2%. Foram utilizados os sistemas
adesivos Adper Single Bond (SB) e Scotch Bond Multiuso (SM) em 80 terceiros molares
humanos hígidos divididos aleatoriamente em 8 grupos de acordo com o tratamento da
dentina após a desmineralização com ácido fosfórico 37% por 15s: SM (controle): sem
contaminação, sem clorexidina; SB: sem contaminação, sem clorexidina; SM-S: com
contaminação, sem clorexidina; SB-S: com contaminação, sem clorexidina; SM-Chx:,sem
contaminação, com clorexidina; SB-Chx: sem contaminação, com clorexidina; SM-S-Chx-: com
contaminação, com clorexidina e SB-S-Chx: com contaminação, com clorexidina. Decorridas 24
horas da restauração, cada dente foi seccionado com disco diamantado para confecção de
palitos (0,9mm x 0,9mm, aproximadamente) e levados à máquina de ensaios universal EMIC
para os testes de microtração. Os resultados da resistência adesiva, em MPa, foram
submetidas à análise de variância a três critérios (ANOVA) a 5%. Não houve diferença
estatisticamente significante nos grupos para as variáveis contaminação e clorexidina (p>0,05),
enquanto para a variável sistema adesivo, houve diferença estatisticamente significante
(p<0,05), tendo o grupo com Single Bond apresentado maior resistência adesiva que o grupo
com Scotch Bond Multiuso. Conclui-se, portanto, que a contaminação salivar e o uso da
clorexidina não influenciam na resistência adesiva imediatamente, enquanto o uso do adesivo
Single Bond apresenta maior resistência adesiva que o Scotch Bond Multiuso.
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ID 10 - COMPARAÇÃO DE PROTOCOLOS CLÍNICOS NO TRATAMENTO DA
HIPERESTESIA DENTINÁRIA: ENSAIO CLÍNICO CONTROLADO RANDOMIZADO
LUCIANA FÁVARO FRANCISCONI, ANA CAROLINA MAGALHÃES, DIANA FERREIRA
GADELHA DE ARAUJO, MARÍLIA AFONSO RABELO BUZALAF, JOSÉ ROBERTO PEREIRA
LAURIS, JOSE CARLOS PEREIRA, LINDA WANG, MARCELA PAGANI CALABRIA
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
Avaliou-se, por meio de um ensaio clínico controlado randomizado, a efetividade de diferentes
protocolos para tratamento da hiperestesia dentinária (HD), considerando-se a aplicação de
novos agentes sobre a dentina cervical hiperestésica de dentes permanentes. Elegeram-se
como unidades experimentais 161 dentes, assim tratados: NanoPP - 3 aplicações profissionais
(5 min; acada 7 dias) da formulação experimental NanoP (nanopartículas de Ca/P+NaF);
NanoPPC - mesmo tratamento profissional de NanoPP +tratamento caseiro contínuo (3x/dia)
com o dentifrício experimental NanoP; Pro-AlívioPC - aplicações profissionais de Sensitive ProAlívio (Arg 8%) + tratamento caseiro contínuo com tal dentifrício; Dur - 3 aplicações
profissionais do verniz fluoretado Duraphat (NaF 5%, F 2,26% F). Avaliou-se a redução da HD
com base em respostas a estímulo térmico (spray de ar), quantificadas por uma escala visual
analógica (0-10), subtraindo-se dos valores observados depois de 1 e 3 meses de cada
tratamento, o valor observado previamente aos mesmos (diferença de 3 pontos=efetividade).
Os testes de ANOVA a 1 critério e de Tukey (p<0,05)foram empregados para cada tempo e a
redução da HD (1 mês/3 meses; m±dp) foi equivalente a: NanoPP (4,10±3,50ª/4,52±2,86ª);
NanoPPC
(4,48±2,56ª/4,73±2,22ª);
Pró-AlívioPC
(3,82±2,75ª/5,21±2,27ª);
Dur
(3,35±2,63ª/2,61±2,16b).Por 1 mês, todos os tratamentos foram efetivos, de forma
estatisticamente equivalente, em reduzir a hiperestesia dentinária. Decorridos 3 meses, todos
os tratamentos mantiveram efeito similarmente estável, com exceção daquele baseado na
aplicação do Duraphat. Dessensibilizantes a base de nanopartículas de Ca/P, são capazes de
reduzir a HD e manter seu efeito por até 3 meses, de forma similar a produtos a base de
arginina. Vernizes fluoretados, todavia, podem ter seu efeito diminuído ao longo do tempo.
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ID 11 - AVALIAÇÃO DA CONDUTIVIDADE HIDRÁULICA DA DENTINA DIANTE DOS
DIFERENTES AGENTES CLAREADORES DE USO INTERNO
MARCELA PAGANI CALABRIA, VANESSA PAVONI CANNABRAVA, SAMUEL LUCAS
FERNANDES, RAFAEL FRANCISCO LIA MONDELLI, LINDA WANG, ANA CAROLINA
MAGALHÃES
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
Este trabalho avaliou o efeito das diferentes condições clareadoras sobre a condutividade
hidráulica (Lp) da dentina. A hipótese de trabalho foi de que o agente clareador associado ou
não ao condicionamento ácido prévio e/ou a uma fonte de energia, pode aumentar a Lp. Dez
discos de dentina por grupo (n=10) com 1 mm de espessura foram obtidos a partir de terceiros
molares humanos, totalizando 50 espécimes. Estes, livres de ilhotas de esmalte e de cornos
pulpares conferidos com uso de microscópio óptico, foram planificados. Individualmente,
foram montados em uma câmara de filtração, permitindo a padronização da área de dentina
exposta (0,282 mm2). Em uma primeira etapa, os discos foram tratados com ácido fosfórico a
35% líquido, superfície oclusal e pulpar, para seleção de espécimes com Lp similar. Na
sequência, foram aleatorizados de acordo com 5 diferentes condições: C- gel inerte (controle
negativo), PH: Whiteness HP Maxx-WM/ FGM- peróxido de hidrogênio a 35%, PH-AF: WM
precedido de condicionamento com ácido fosfórico por 15s, PH-FE: WM associado à fonte de
energia e PH-AF-FE: WM precedido de condicionamento com ácido fosfórico por 15s e
associado à fonte de energia. Os agentes clareadores foram aplicados por 10 minutos, com
agitação intermediária aos 5 minutos. Nos casos associados à fonte de luz, este foi realizado
após cada 5 minutos da aplicação do gel, por 30s. A seguir, a Lp foi aferida por meio da
capilaridade, utilizando o aparelho FLODEC. Os dados foram coletados e analisados por ANOVA
a um critério e teste de Tukey (p<0,05). As médias e desvio padrão, após os tratamentos,
foram: C= 1,92 (1,04); PH= 1,14 (0,29); PH-AF= 14,40 (8,62); PH-FE= 4,18 (5,14); PH-AF-FE=
27,32 (13,24). As análises revelaram que o condicionamento com ácido fosfórico e fonte de luz
podem aumentar a Lp, principalmente quando associados. Portanto, tornam-se necessários
maiores cuidados por parte do cirurgião dentista para evitar conseqüências indesejáveis após
procedimento
clareador.
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ID 12 - ANÁLISE DE DIFERENTES PERCEPÇÕES DE ESTÉTICA NA ODONTOLOGIA
JÉSSIKA BARCELLOS GIURIATO, GLAUCO FIORANELLI VIEIRA, MARGARETH ODA
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
O objetivo deste estudo foi avaliar a percepção estética de três grupos de indivíduos: G1estudantes do primeiro ano de odontologia; G2- estudantes de odontologia cursando o último
ano e G3- pacientes da faculdade de odontologia da USP, por meio de um questionário
composto por 19 questões onde foi avaliada a percepção estética bucal e facial dos grupos,
seguido de um questionário sócio-econômico. De acordo com os resultados obtidos no
questionário, foi possível comparar a opinião dos diferentes grupos analisados através dos
testes ANOVA equi-quadrado, e correlacionar esses dados com a pontuação obtida no
questionário sócio-econômico, além do grau de escolaridade, idade e gênero. Através da
análise estatística podemos observar que não houve diferença estatisticamente significante
(p=49,55) entre as respostas apresentadas pelos alunos tanto em relação à estética bucal,
quanto em relação à estética facial. Já na análise comparativa entre alunos e pacientes,
podemos observar que há diferença entre à percepção bucal, mas não quanto à facial
(p=26,79). Usando a distribuição qui-quadrado com 2 graus de liberdade concluímos pela alta
dependência entre grupos e idade, isto quer dizer que ao considerar os grupos a idade é
relevante. O teste qui-quadrado indica uma alta dependência entre grupos e classe econômica
(correlação de yates=0,72). Quando comparado grau de escolaridade e grupos, podemos dizer
que considerar a escolaridade é redundante, pois os grupos são altamente relacionados a esta
variável. Quando comparado gênero e grupos não houve diferença estatística entre os grupos,
sendo que em todos eles havia a prevalência do sexo feminino. Na amostra estudada o que foi
observado é que a resposta do grupo de leigos com a dos estudantes divergiu
significantemente, já que os estudantes observam com mais rigor a questão da estética
dental/bucal, enquanto o grupo de pacientes valoriza mais a estética facial como um todo,
buscando a harmonia do conjunto facial; os fatores que influenciaram nesta escolha foram a
idade, classe econômica e grau de escolaridade. Esta descoberta pode auxiliar os cirurgiõesdentistas a considerarem a percepção estética do pacientes quando forem planejar o
tratamento, focando não só a boca, mas a harmonia facial como um conjunto.
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ID 13 - AVALIAÇÃO DA RUGOSIDADE SUPERFICIAL DE DIFERENTES RESINAS
COMPOSTAS, SUBMETIDAS AO ENVELHECIMENTO ARTIFICIAL E AO REPOLIMENTO.
JÉSSIKA BARCELLOS GIURIATO, GLAUCO FIORANELLI VIEIRA, MARGARETH ODA
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
O objetivo desse trabalho foi avaliar e comparar in vitro a eficácia do repolimento na
diminuição da rugosidade superficial após o envelhecimento artificial, entre resinas compostas
nanohíbrida, microhíbrida, microhíbrida condensável e microparticulada após utilizar três
sistemas distintos de polimento, levando em consideração a alteração de cor que esse material
sofre decorrente da rugosidade superficial que ele sofre com o passar dos anos. Foram
confeccionados 15 corpos-de-prova de cada resina composta Z-250 (3M ESPE , Dental
Products, St Paul, MN, USA); P90 (3M ESPE,Dental Products, St Paul, MN, USA); Z-350 (3M
ESPE ,Dental Products, St Paul,MN, USA) e Durafill (VS Heraeus Kulzer Weihrheim, Germany)
cada resina composta foi dividida em três grupos de acordo com o tipo de acabamento e
polimento pelo qual foi submetido, Enhance/PoGo; Astropol; Sof-Lex Pop On, totalizando 12
grupos. Após serem armazenados em água destilada a 37°C por 24 horas, as amostras
passaram por teste de rugosidade superficial com aparelho Rugosímetro (Mitutoyo SJ- 201PTókio- Japan), em seguida cada grupo teve o referido polimento, e novamente realizou-se o
teste de rugosidade, então as amostras foram submetidas a 1000 ciclos de termociclagem
(Ciclagem térmica série 521-4D, Nova Ética, Brasil), sendo assim, envelhecidas artificialmente e
um novo teste de rugosidade foi realizado, após este procedimento os corpos de prova foram
repolidos com pasta de polimento Diamond R e discos de feltro em baixa rotação e uma ultima
analise de rugosidade superficial foi realizada. Os valores de rugosidade foram analisados
através do teste ANOVA (Análise deVariância) e Tukey e o que pode ser observado é que não
houve diferença estatisticamente significante entre os tipos de polimento, sendo que todos
foram eficazes, porém entre as resinas compostas o pior resultado foi encontrado quando
utilizado a resina Durafill; a técnica de repolimento se mostrou eficaz, já que os valores de
rugosidade superficial encontrados foram menores do que quando foi realizado o polimento
inicial em todos os grupos. Podemos concluir que não houve diferença entre as técnicas de
polimento. Entre as resinas a que apresentou maior rugosidade superficial foi a
microparticulada, não havendo diferença entre as outras três. A técnica de repolimento é
muito eficaz e deve ser realizada após procedimentos que aumentam a rugosidade da resina
composta,como o jato de bicarbonato, a profilaxia e após o envelhecimento da resina
composta, já que esta técnica devolve a lisura e brilho superficial que é perdido com o passar
do tempo.
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ID 14 - APLICAÇÃO PRÉVIA DA NANOHIDROXIAPATITA AO CLAREAMENTO DENTAL
COM PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO 35%: AVALIAÇÃO DO EFEITO IN SITU
DANIELLE TUPINAMBÁ EMMI, LARISSA DIAS ALEXANDRINO, YASMIN DO SOCORRO
BATISTA DE LIMA GOMES, RENATA ANTUNES ESTEVES, MARGARETH ODA, CECY
MARTINS SILVA
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará
O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos na nano hidroxiapatita(nHAP) quando aplicada
previamente ao clareamento dental com peróxido de hidrogênio (HP) 35% no esmalte dental
humano. Foram confeccionados 32 blocos de esmalte (3x3x3 mm) a partir de terceiros molares
humanos inclusos, que foram planificados e polidos. Foram selecionados oito alunos
voluntários da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará que tiveram 4
fragmentos fixados em seus primeiros molares superiores e inferiores. Cada grupo foi
representa do por 2 voluntários (n=8): G1: controle (sem tratamento); G2: HP 35% (Whiteness
HP 35% - FGM); G3: HP 35% com adição de cálcio (Whiteness HP Blue Calcium -FGM); G4:
pasta de nHAP por 10 minutos + HP 35% (Whiteness HP 35% - FGM). Todos os agentes foram
aplicados de acordo com as instruções dos fabricantes. A pasta de nHAP (UNICAMP- Brasil) foi
preparada com 1g de pó da nHAP e 1 ml de água destilada manipulados antes da aplicação nos
espécimes. Cada tratamento clareador foi repetido a cada 7 dias durante 4 semanas. Para
avaliação da dureza do esmalte utilizou-se a micro dureza Knoop, com carga de 50gf por 5s,
antes e após as 4 semanas. Os resultados obtidos foram analisados por ANOVA e teste de
Tukey (a=0,05). A média e o desvio padrão da porcentagem de perda de KHN foi: G1 - 0,04±
0,09; G2 - 0,12 ± 0,10; G3 - 0,08 ± 0,04; G4 - 0,03 ± 0,01.Concluiu-se que a prévia aplicação da
nanohidroxiapatita ao peróxido de hidrogênio 35% reduziu a perda mineral causada pelo
peróxido
de
hidrogênio
no
clareamento
dental.
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ID 16 - ANÁLISE MORFOLÓGICA DO ESMALTE CLAREADO POR PERÓXIDO DE
HIDROGÊNIO 35% COM CÁLCIO
ARMANDO BRITO CHERMONT, CECY MARTINS SILVA, LARISSA DIAS ALEXANDRINO,
YASMIN DO SOCORRO BATISTA DE LIMA GOMES
Faculdade de Odontologia da Universiadade Federal do Pará
Este trabalho avaliou in vitro as alterações estruturais do esmalte dentário bovino submetido
ao clareamento com peróxido de hidrogênio (HP) em alta concentração, com e sem adição de
cálcio, por meio da Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Foram confeccionados 24
fragmentos de esmalte bovino (4x4x3 mm) que foram divididos aleatoriamente em três grupos
(n = 8): G1 - sem clareamento dentário (controle) e armazenado em saliva artificial; G2 - HP
35% (Whiteness HP 35%/FGM) com 3 aplicações de 15 minutos em intervalos de 7 dias; G3 HP Blue Calcium 35% (Whiteness Blue Calcium HP 35%/FGM) com 3 aplicações de 40 minutos
em intervalos de 7 dias. Os tratamentos de clareamento dental avaliados seguiram os
protocolos de aplicação recomendados pelos fabricantes. Entre as sessões de clareamento, os
espécimes foram imersos em saliva artificial e armazenados em estufa a 37°C. As imagens
foram obtidas utilizando-se um Microscópio Eletrônico de Varredura LEO, modelo 1450 VP. As
micrografias obtidas, em dois diferentes aumentos de 100x e 2000x, pelo MEV, foram
avaliadas pela técnica duplo-cego. Com base nas análises feitas pelos examinadores todos os
grupos clareados quando comparados com o grupo controle, não apresentaram diferenças
entre as fotomicrografias. Todas as imagens mostraram superfícies planas, sem porosidade,
apenas trincas causadas pela desidratação para a análise do MEV. Concluiu-se que o esmalte
tratado com peróxido de hidrogênio com e sem cálcio não causaram alteração na morfologia
do
esmalte.
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São Paulo – SP – Brasil
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ID 18 - TRANSMISSÃO DE LUZ ATRAVÉS DE PINOS DE FIBRA: EFEITOS NA
MICRODUREZA E RESISTÊNCIA ADESIVA DO CIMENTO
LUÍS FERNANDO DOS SANTOS ALVES MORGAN, ADRIANA VIEIRA MARTINS, BRUNO
FERREIRA LOUREÇO, FERNANDA MORAIS FERREIRA, MARCOS BARBOSA PINOTTI,
HUGO HENRIQUES ALVIM, RODRIGO DE CASTRO ALBUQUERQUE
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais
O objetivo deste estudo foi investigara influência da transmissão de luz através de pinos de
fibra na microdureza Knoop (KHN) e na resistência adesiva (RA) de um cimento resinoso autoadesivo de dupla polimerização. Cinco pinos de fibra de diferentes tipos e fabricantes,
translúcidos ou opacos, representaram grupos teste para KHN (N=5) e RA (n=8). Três
profundidades foram avaliadas: terço cervical, médio e apical. Para a análise de KHN, uma
matriz metálica foi desenvolvida (Pedido de patente CTIT-UFMG/INPI) para simular aposição
do cimento em relação ao pino após cimentação, além de impedir a influência de fontes
externas de luz. Após dez minutos, incluindo 40 segundos de fotoativação, os blocos de
cimento resinoso foram removidos da matriz e incluídos em moldes com resina cristal preta.
Após a reação de presa da resina cristal, os blocos foram removidos dos moldes e
armazenados a seco, sem influência de luz, por 7 dias. A superfície a ser analisada foi
sequencialmente polida com lixas e feltro com pasta de diamante. Para a confecção de um
grupo controle o método foi o mesmo para um dos pinos translúcidos, porém sem
fotoativação. A avaliação da RA foi realizada utilizando incisivos bovinos (CETEA-UFMG
19/2010). Após cimentação dos pinos, cortes transversais da porção radicular dos dentes no
espaço do pino originaram discos de 1mm que foram submetidos ao deslocamento por
extrusão. A área adesiva foi calculada em cada disco. Os valores foram analisados por ANOVA,
seguido do teste Tukey's (P<0.05).Os resultados não mostraram diferenças estatísticas na KHN
para os diferentes pinos e terços avaliados. Para RA, na somatória dos terços, um pino
translucente apresentou os maiores valores. Análises comparativas entre os terços de cada
pino também mostrou diferenças estatisticamente significantes, enquanto que os terços do
mesmo pino não apresentaram diferenças. Para o cimento utilizado a transmissão de luz
através
dos
pinos
não
teve
influência
significativa
na
KHN
e
RA.
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ID 19 - CARACTERIZAÇÃO MECÂNICA E TRIBOLÓGICA DE DOIS GLAZEADORES
DISPONÍVEIS COMERCIALMENTE E UMA COMPOSIÇÃO EXPERIMENTAL
BIANCA MATAVELI VIMERCATI, MAURO SAYÃO DE MIRANDA, HINDRA COLODETTI
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
O objetivo desse estudo é avaliar através de testes mecânicos e tribológicos a aplicação de
dois glazeadores disponíveis comercialmente e uma composição experimental com relação à
rugosidade superficial, à dureza e à resistência ao desgaste. Foram confeccionados corpos de
prova (CP) do compósito Z350XT (3M/ESPE) e divididos em 4 grupos: grupo GC (controle) sem
selamento; grupo GB: Biscover LV (Bisco);grupo GN: Natural Glaze (Nova DFL); grupo GE
(Experimental): glazeador experimental contendo nanopartículas. Os CP foram submetidos à
análise da rugosidade superficial, da dureza e do módulo elástico. Em seguida, foram
submetidos ao teste de desgaste linear alternado, durante 15.000 ciclos, com carga de 5N e a
profundidade máxima de desgaste foi avaliada através de um perfilômetro. A análise dos
dados relativos à rugosidade superficial (µm) foi realizada utilizando ANOVA/Duncan (pvalor=0,000). As médias e desvio padrão foram: GC0,12(0,01); GB0,06(0,01); GN0,13(0,02);
GE0,13(0,01). A análise da dureza (GPa) e módulo elástico (GPa) foram avaliados aplicando o
teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis. As médias e desvio padrão para dureza foram:GC
1,10(0,24); GB 0,31(0,004); GN 0,08(0,004); GE 0,12(0,008) para carga de 1,25mN;GC
1,08(0,139); GB 0,32(0,004); GN 0,08(0,003); GE 0,13(0,006) para carga de 2,5mN;GC
1,10(0,101); GB 0,33(0,003); GN 0,09(0,002); GE 0,13(0,056) para carga de 5,0mN.As médias e
desvio padrão para módulo elástico foram: GC 17,71(1,666);GB 5,44(0,084); GN 3,484(0,114);
GE 4,55(0,178) para carga de 1,25mN;GC 17,5(1,449); GB 5,18(0,065); GN 3,38(0,078); GE
4,55(0,12) para carga de 2,5mN;GC 17,69(1,793); GB 5,04(0,041); GN 3,63(0,066); GE
4,85(0,104) para carga de 5,0mN. A análise dos dados relativos à profundidade de desgaste
(µm) fo irealizada utilizando ANOVA/Dunnett (p-valor=0,000). As médias e desvio padrão
foram: GC 12,51(0,89); GB 0,59(0,07); GN 1,41(0,12); GE 1,84(0,18). Apenas o Biscover LV foi
capaz de reduzir a rugosidade superficial da resina composta testada. Todos os glazeadores
testados reduziram a dureza e o módulo elástico da resina composta quando comparados com
o grupo controle, diferindo entre si.Todos os glazeadores testados foram capazes de reduzir o
desgaste da resina composta, quando comparados com o grupo controle.
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ID 20 - AVALIAÇÃO EM MEV DE DENTINA AFETADA POR CÁRIE PRODUZIDA
ARTIFICIALMENTE
CYNTHIA SOARES DE AZEVEDO, ADRIANA BONA MATOS
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
O presente estudo tem como objetivo validar morfologicamente um protocolo para obtenção
de dentina afetada por cárie(DAC)artificial para ser usada em experimentos laboratoriais de
resistência de união. A influência da origem dos dentes e o tempo do desafio cariogênico (DC)
serão testados e observados em microscopia eletrônica de varredura (MEV). Doze molares
humanos foram usados para compor seis grupos experimentais (n=2: G1 = dentes
erupcionados (DE) 7 dias DC, G2 = DE 14 dias DC; G3 = DE 21 dias DC; G4 = dentes inclusos (DI)
7 dias DC; G5 = DI 14 dias DC; G6 = DI 21 dias DC. Os dentes foram planificados para expor a
dentina oclusal e metade da superfície oclusal foi protegida com verniz ácido-resistente. A DAC
foi produzida in vitro através de desmineralização induzida por biofilme de S. mutans.
Posteriormente,as amostras foram fixadas e processadas para avaliação em MEV. Os grupos
G1 e G4 apresentaram uma superfície irregular, característica da DAC. Estas irregularidades no
grupo G4 são difundidas por toda a superfície da dentina,enquanto que no grupo G1 pequenas
ilhas de irregularidades foram observadas. Os grupos G2 e G5 têm características semelhantes,
com sinais localizados de desmineralização sobre a dentina. Nos grupos G3 e G6 observam-se
túbulos dentinários abertos sendo claramente observada uma superfície de dentina
desmineralizada ao longo de toda a superfície, mas morfologicamente não apresenta
características de DAC. Assim, o grupo G4 apresentou a maior uniformidade do padrão de
desmineralização sobre toda a superfície da dentina, sem perder as características da DAC.
Este protocolo sugere que a dentina proveniente de dentes inclusos submetidos ao desafio
cariogênico durante 7 dias produz um tecido semelhante à DAC, sendo adequado para ser
utilizado em ensaios laboratoriais de adesão, oque pode facilitar a obtenção de dados préclínicos
mais
precisos.
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ID 21 - ESTUDO DE UNIDADES FOTOATIVADORAS COM DIFERENTES COMPRIMENTOS
DE ONDA NA DUREZA E MÓDULO DE ELASTICIDADE DE UMA RESINA COMPOSTA
NANOHÍBRIDA
JESUINA LAMARTINE NOGUEIRA ARAUJO, MÍRIAM LACALLE TURBINO, CECY MARTINS
SILVA
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará
Este trabalho in vitro objetivou avaliar a dureza e módulo de elasticidade de uma resina
composta nanohíbrida (Tetric N-Ceram/Ivoclair-Vivadent) com diferentes cores, fotoativada
por 2 equipamentos em 4 espessuras. Os espécimes foram divididos em grupos (n=5):
microdureza Knoop-KHN, ultramicrodureza-DUH e módulo de elasticidade-ME, cor (A2 e
Bleach-M(BM), fotoativador LEDazul (Elipar Freeligth2/3M(750mW/25s/430-480nm(FL) e
LEDazul/violeta Bluephase/Ivoclar/Vivadent (1200mW/cm²/15s/380-515nm(B15) e 30s(B30),
e espessura (0, 1, 2 e 3mm). Os espécimes foram armazenados por 24h/37ºC. Os ensaios de
KHN foram realizados no HMV-2000/Shimadzu, com carga de 25gf/40s, e de DUH e ME no
DUH 211S/Shimadzu com força de 10mN e tempo de espera de 0s. Foram realizadas 5
endentações na superfície irradiada (0mm) e na base das amostras (1, 2 e 3mm). A análise
estatística foi realizada por ANOVA, Tukey e correlação de Pearson (p<0,01%). O teste de
Pearson mostrou haver correlação direta entre a KHN e a DUH. A fonte FL promoveu maiores
valores de KHN e de DUH; enquanto que a fonte B15, promoveu o menores valores de KHN e
de DUH os maiores de ME. Quanto às espessuras, 0 e 1mm apresentaram maiores valores de
KHN e de DUH, e menores de ME que as espessuras de 2 e 3mm. A cor A2 apresentou maior
valor de KHN e DUH e menor ME que a cor Bleach-M. Assim, de acordo com a metodologia
proposta e os resultados apresentados pode-se concluir que, apesar de a luz LEDazul/violeta
propor uma maior eficácia na polimerização de resinas de cor clara, no tocante às
propriedades avaliadas isso não foi verificado.
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ID 25 - AVALIAÇÃO CLÍNICA DA REDUÇÃO DE DOR DA HIPERSENSIBILIDADE
DENTINÁRIA NOS TRATAMENTOS COM LASER DE BAIXA POTENCIA E AGENTE
DESSENSIBILIZANTE
ANELY OLIVEIRA LOPES, ANA CECILIA CORREA ARANHA
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
Diante das mudanças no estilo de vida e do envelhecimento da população mundial, um
aumento na ocorrência de lesões cervicais não cariosas vem ocorrendo. Como consequência,
destaca-se a hipersensibilidade dentinária cervical (HD), queixa comum entre os adultos e que
representa um dos problemas mais críticos e persistentes em Odontologia. Este estudo clínico
randomizado, longitudinal teve como objetivo avaliar diferentes protocolos de tratamento
para HD com laser de baixa potência (com diferentes dosagens), agente dessensibilizante e
associações, por um período de 6 meses. As lesões foram divididas em 5 grupos (n=10),
totalizando 50 dentes tratados e avaliados: G1: Gluma Desensitizer (Heraeus Kulzer) (GD), G2:
Laser de baixa potência com baixa dosagem (LBBD) (3 pontos vestibulares e 1 ponto apical: 30
mW, 10 J/cm2, 9 seg por ponto, comprimento de onda de 810nm. Foram realizadas 3 sessões
com um intervalo de 72h), G3: Laser de baixa potência com alta dosagem (LBAD) (1 ponto
cervical e 1 ponto apical: 100 mW, 90J/cm2, 11seg por ponto, comprimento de onda de
810nm. Foram realizadas 3 sessões com um intervalo de 72h), G4: LBBD + GD, G5: LBAD + GD.
O nível de sensibilidade de cada voluntário foi avaliado através da escala visual analógica de
dor (VAS) com auxílio do ar da seringa tríplice e sonda exploradora após 5min, 1 semana, 1, 3 e
6 meses do tratamento. Os dados foram submetidos à análise estatística que detectou
diferenças estatisticamente significativas entre os tempos estudados (p<0,05). A partir da
diferença de dor, observou-se que para ambos os estímulos, o protocolo com agente
dessensibilizante GD apresentou efeitos imediatos de redução de dor. Para os lasers de baixa
potência, observou-se que os efeitos de diferentes dos agens foram distintos, porém ambos
foram eficientes em reduzir a dor até os 6 meses de acompanhamento clínico. Desse modo,
pode-se concluir que todos os protocolos dessensibilizantes foram eficazes em reduzir a HD,
porém
com
efeitos
diferentes.
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ID 26 - AVALIAÇÃO DA MICRODUREZA DOS MATERIAIS RESTAURADORES ESTÉTICOS
WALDÊNIA PEREIRA FREIRE, HILKIAS RANGEL DE ARAUJO SALES, CAMILA DOS SANTOS
ARAÚJO, MARIA QUITÉRIA FREITAS DE OLIVEIRA
Faculdades Integradas de Patos
A dureza é a mensuração da resistência de um material a uma deformação permanente ou
plástica localizada; sendo considerado um indicativo indireto da resistência ao desgaste na
cavidade bucal. Desta forma, este estudo teve como objetivo avaliar a microdureza superficial
dos materiais restauradores estéticos mais utilizados na clínica odontológica: resinas
compostas e cimentos de ionômero de vidro. Os materiais selecionados para este estudo
foram divididos em dois grupos: grupo dos cimentos de ionômero de vidro (Vidrion R/SS
White; Fitro Fill, Vitro Fill LC/DFL); e grupo das resinas compostas (Z100 /3M ESPE e
TPH/Dentsply). Foram obtidos seis corpos de prova de cada material, com dimensões de 6,0
mm X 3,0 mm. No ensaio de microdureza foi utilizado um penetrador VICKERS, com carga de
25g/20 segundos e realizadas cinco indentações por corpo de prova, totalizando trinta
indentações por grupo. A análise estatística dos dados foi realizada através do teste t de
Student e Análise de Variância (ANOVA). Os resultados encontrados sugerem diferenças
estatisticamente significativas entre os grupos (t=8,76; p<0,001); o grupo dos cimentos
restauradores apresentou menor microdureza (M=47,13); enquanto as resinas compostas
evidenciaram maior microdureza (M=77,64). Pode-se concluir com este estudo que, dentre os
materiais restauradores estéticos, as resinas compostas apresentaram maior microdureza
superficial em relação aos cimentos ionoméricos.
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ID 28 - EFICÁCIA DO CLAREAMENTO DENTAL COM APLICAÇÃO PRÉVIA DE AGENTE
DESSENSIBILIZANTE
JULIANA DO CARMO PÚBLIO, MARIA BEATRIZ FREITAS DARCE, GLÁUCIA MARIA BOVI
AMBROSANO, FLAVIO HENRIQUE BAGGIO AGUIAR, JOSÉ ROBERTO LOVADINO, LUÍS
ALEXANDRE MAFFEI SARTINI PAULILLO, DÉBORA ALVES NUNES LEITE LIMA
Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas
O estudo avaliou a eficácia do clareamento dental na superfície do esmalte e dentina oposta
com peróxido de hidrogênio (PH) 35% com aplicação prévia de agente dessensibilizante
(nitrato de potássio 5% associado ao fluoreto de sódio 2%). Trinta fragmentos dentais bovinos
foram previamente manchados em solução de chá preto por 6 dias e divididos aleatoriamente
em 3 grupos (n=10), com espessuras de 1,0mm de esmalte e 1,75mm de dentina, seguindo os
protocolos: FN- flúor neutro 2%(4min)+clareamento(45min); D- dessensibilizante (10min)+
clareamento (45min); SD- sem dessensibilizante+clareamento (45min). Os produtos foram
aplicados seguindo as recomendações do fabricante. As amostras foram armazenadas em
saliva artificial durante as semanas de clareamento. A eficácia do tratamento clareador foi
avaliada em 4 tempos: após o manchamento (baseline) e após cada uma das 3 semanas de
clareamento, por meio do método CIE Lab espectrofotômetro de reflectância (Konica Minolta
CM 700d). A coordenada L* data (L=100- claro;L=0- escuro) foi avaliada por meio de análise de
medidas repetidas PROC MIXED e teste de Tukey Kramer e, os valores de ?E datados foram
submetidos à análise de variância ANOVA em esquema de parcelas subdivididas e teste de
Tukey (a=0.05). Duas amostras de cada grupo foram selecionadas aleatoriamente para análise
das superfícies do esmalte em microscopia eletrônica de varredura (JEOL-JSM5600 LV-Tókio,
Japão) com aumento de 2000x. Também foram analisadas as superfícies de amostras somente
com aplicação de flúor neutro 2% e dessensibilizante. O PH35% apresentou maior eficiência
em dentina profunda após a remoção de pigmentos do esmalte, com médias crescentes
durante os tempos em todos os tratamentos. Conclui-se que o uso de agente dessensibilizante
realizado previamente ao clareamento dental não interferiu no mecanismo de ação do PH35%,
em profundidade dental. Alterações topográficas mais evidentes na superfície do esmalte
foram
observadas
quando
aplicado
o
PH35%.
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ID 29 - AVALIAÇÃO "IN SITU" DO EFEITO DA SALIVA SOBRE O ESMALTE APÓS
DIFERENTES TÉCNICAS DE MICROABRASÃO
NÚBIA INOCENCYA PAVESI PINI, DÉBORA ALVES NUNES LEITE LIMA, GLÁUCIA MARIA
BOVI AMBROSANO, FLAVIO HENRIQUE BAGGIO AGUIAR, JOSÉ ROBERTO LOVADINO
Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas
Avaliar, in situ, o efeito da saliva na microdureza e morfologia do esmalte abrasionado. Blocos
de esmalte/dentina,obtidos a partir de incisivos bovinos, foram divididos em 9 grupos (n=19)
de acordo com o tratamento de microabrasão: G1 - controle, sem tratamento; G2 - ácido
fosfórico e pedra-pomes, e G3-Opalustre®, ambos sem exposição salivar; G4, G5 e G6 - ácido
fosfórico e pedra-pomes, com 1 hora, 24 horas e 7 dias de exposição salivar, respectivamente;
G7, G8 e G9 - Opalustre®,com 1 hora, 24 horas e 7 dias de exposição salivar, respectivamente.
Dezenove voluntários aceitaram participar do estudo. A microdureza superficial (MS) e a
rugosidade(Ra) foram avaliadas antes e após a microabrasão, e após exposição salivar.
Espécimes representativos de cada grupo foram avaliados por microscopia eletrônica de
varredura (MEV). Os resultados foram analisados utilizando os testes de POCMIXED, Tukey
Kramer e Dunnet (p<0,05).Tanto para MS como para Ra, todos os grupos tratados
apresentaram redução na composição mineral após os tratamentos de microabrasão, com
diferenças em relação ao controle e a leitura inicial. Para a MS, o tratamento com
Opalustre®apresentou a menor redução, sendo diferente estatisticamente em relação ao
outro tratamento. Quanto às leituras após exposição salivar, os resultados demonstraram que
o tratamento com Opalustre® foi mais propenso à remineralização, já que, com 1 hora foi
verificado aumento na MS, com diferença significante em relação à análise pós-microabrasão.
Apenas para MS, o Opalustre®foi eficiente em restabelecer tal propriedade em relação ao
controle. AMEV demonstrou o efeito remineralizador da saliva para ambos os tratamentos,nos
diferentes tempos observados. O tratamento com Opalustre®resultou em uma superfície de
esmalte mais propensa à remineralização, uma vez que resultados significativos foram
observados tanto para as análises de MS e Ra, quanto para a análise qualitativa por MEV.
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ID 31 - AFERIÇÃO DO PH DE SUBSTÂNCIAS E PASTAS CLAREADORAS UTILIZADAS NO
CLAREAMENTO DE DENTES TRATADOS ENDODONTICAMENTE
FÁTIMA CRISTINA DE SÁ, MÁRCIO GRAMA HOEPPNER
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Londrina
Na sociedade atual, a aparência do sorriso tem grande relevância nas relações interpessoais. O
clareamento dental tem sido cada vez mais requisitado. Muito se discute quanto ao pH do
produto clareador e a relação deste com a ocorrência de reabsorção radicular externa, pós
clareamento.Dentre os agentes oxidantes comumente empregados para o clareamento
intracoronário de dentes com alteração cromática estão o peróxido de hidrogênio (PH),
peróxido de carbamida (PC) e o perborato de sódio (PS), passíveis de serem aplicados
isoladamente ou associados. O propósito desse estudo foi avaliar, durante o período de 7 dias,
os valores do pH de 3 substâncias utilizadas no clareamento intracoronário, isoladamente ou
em associação ao perborato de sódio. Para cada grupo (G) experimental foram preparadas
cinco amostras: G1 - água destilada (AD); G2 - PH a 20%; G3 - PH a30%; G4 - PC a 10%; G5 - PS
+ AD ; G6 - PS + PH a 30%; G7 - PS + PH a 20%, e G8- PS + PC a 10%. Durante todo o
experimento, os produtos foram mantidos em frascos plásticos, na cor escura, para evitar
exposição à luz. O pH foi determinado por um pHmetro digital (Gehaka Modelo PG 1800), logo
após a manipulação (T0), 24 horas (T1), 48 horas (T2), 72 horas (T3), 120 horas (T4) e168 horas
(T5). O teste de Kruskal-Wallis, seguido do teste de TuKey, foi aplicado para verificar as
diferenças entre os grupos e o teste de Friedman para verificar o efeito do tempo em cada
grupo. Foi constatada diferença estatisticamente significante entre os grupos em T0 (p =
0,000), T1 (p =0,000), T2 (p = 0,000), T3 (p = 0,000), T4 (p = 0,000) e T5 (p = 0,000). Em todos os
grupos houve uma redução estatisticamente significante do pH com o passar do tempo.
Concluiu-se que para o pH houve diferenças entre as substâncias avaliadas, independente dos
grupos
no
período
de
avaliação.
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ID 33 - SOLUÇÕES PARA DESOBLITERAÇÃO DOS TÚBULOS DENTINÁRIOS:
CONTRIBUIÇÃO METODOLÓGICA AOS ESTUDOS IN VITRO DA HIPERSENSIBILIDADE
DENTINÁRIA
JULIANA DIAS AGUIAR, NARJARA CONDURU FERNANDES DA SILVA, ALINE CRISTINA
SILVA DE AMORIM, MARIO HONORATO SILVA E SOUZA JR, SANDRO CORDEIRO
LORETTO
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará
O objetivo deste estudo foi avaliar qualitativamente, através de microscopia eletrônica de
varredura (MEV), a capacidade de limpeza e desobliteração dos túbulos dentinários (TD) de
diferentes soluções utilizadas nos estudos in vitro de hipersensibilidade dentinária (HD). Foram
selecionados 08 terceiros molares humanos e 08 incisivos bovinos íntegros. Os dentes
(humanos e bovinos) tiveram suas raízes seccionadas ao nível da junção amelo-cementária, e
suas superfícies oclusal e vestibular, respectivamente, desgastadas e planificadas até a
exposição do tecido dentinário, com emprego de lixas de carbeto de silício de granulação
decrescente (nº 180, 400, 600). Logo após, fragmentos dentinários de 3x3x2mm foram
obtidos. Os espécimes foram divididos aleatoriamente em 8 grupos (n=2) de acordo com o
substrato dentinário (humano (SDH) ou bovino (SDB)), e a solução na qual foram imersos
(solução pIHA 56 (pIHA 56), EDTA 17% (EDTA17), ácido cítrico 6% (AC6) ou ácido cítrico 10%
(AC10)), sendo: G1 - SDH + pIHA 56; G2 - SDB + pIHA 56; G3 - SDH + EDTA17; G4 - SDB +
EDTA17; G5 - SDH + AC6; G6 - SDB + AC6; G7 - SDH + AC10; G8 - SDB + AC10. Após período de
imersão de 2 horas (G1 e G2), ou 01 minuto (demais grupos), todos os espécimes foram
lavados com água destilada (01 minuto), secos, metalizados e avaliados em MEV (1000 e
1500X). A solução pIHA 56 promoveu limpeza uniforme e completa desobliteração dos TD no
SDH, não se observando o mesmo no SDB. O EDTA17 propiciou limpeza e desobliteração
satisfatórias dos TD no SDH e SDB, não causando danos estruturais (erosivos) aos tecidos. Com
as soluções AC6 e AC10 foram evidenciadas limpeza e desobliteração efetivas dos TD em
ambos os substratos, porém sendo observadas áreas de erosão acentuada na dentina
intertubular no SDB. Sendo assim, foi possível concluir que o EDTA17 corresponde à solução
mais adequada para a simulação da dentina hipersensível quando dos estudos in vitro sobre
HD.
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ID 35 - AVALIAÇÃO DO POTENCIAL EROSIVO DE UM SUCO ARTIFICIAL EM PÓ
STELLA DA SILVA FERREIRA, DÉBORA PERRONI DA CRUZ, IDALINA VIEIRA AOKI, MICHEL
NICOLAU YOUSSEF, MARIA ANGELA PITA SOBRAL
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar o potencial erosivo de um suco artificial em pó
sobre o esmalte dental humano. Três bebidas comercialmente disponíveis foram testadas em
duas fases independentes. Na primeira fase, o pH e a titulação ácida das bebidas foram
analisados. Na segunda fase, 40 espécimes de esmalte humano(n = 8) foram obtidos e
distribuídos em 5 grupos experimentais: AD - água destilada (controle positivo); DEL - suco de
laranja natural (Del Valle ®, The Coca-Cola Company); TAN - suco de laranja artificial em pó
(Tang ®, Kraft Foods Brasil SA); CC - coca - cola (Coca-Cola ®, The Coca-Cola Company) e AC ácido cítrico 1% (controle negativo). Os espécimes foram imersos individualmente nas
respectivas bebidas durante 120min. Após a exposição ao acido, cada solução utilizada foi
analisada em relação a quantidade de cálcio (Ca) presente, utilizando um íon seletivo de cálcio.
Os dados do conteúdo de cálcio foram analisados ??estatisticamente através da ANOVA,
seguido pelo teste de Tukey (p<0,05). Todos os grupos experimentais, exceto a AD,
apresentaram valores de pH abaixo do pH crítico para o esmalte (pH = 5,5). A titulação ácida
foi maior para o grupo AC e menor para CC; os grupos DEL e TAN apresentaram valores
semelhantes.Em relação à quantidade de Ca presente na solução, o grupo TAN apresentou os
menores valores e foi estatisticamente semelhante ao grupo controle positivo; a CC
apresentou os maiores valores, seguido pelo AC e DEL; não foi observada diferença
estatisticamente significante entre estes grupos, e os mesmos se apresentaram diferentes do
controle positivo. O suco artificial em pó testado, apesar de apresentar um valor de pH abaixo
do pH crítico para a desmineralização do esmalte, não se mostrou potencialmente erosivo à
este substrato quando comparado às outras bebidas testadas,provavelmente por conter em
sua
composição
o
íon
cálcio.
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ID 36 - EFEITOS IMEDIATOS E DE CURTO PRAZO DE TRATAMENTOS
DESSENSIBILIZANTES, EM CONSULTÓRIO, PARA A OCLUSÃO DE TÚBULOS
DENTINÁRIOS
MILENA TRAVERSA PALAZON, TAÍS SCARAMUCCI, ANA CECILIA CORREA ARANHA,
RENATO PRATES, KARINA MONTELEONE LACHOWSKI, FERNANDO HANASHIRO,
MICHEL NICOLAU YOUSSEF
Faculdade de Odontologia da Universiadade de São Paulo
O objetivo deste estudo in vitro foi avaliar os efeitos imediatos e de curto prazo de laser Nd:
YAG, irradiação e tratamento dessensibilizante em consultório, para a oclusão dos túbulos. A
literatura demonstra ausência
de
tratamentos longos
para a hipersensibilidade
dentinária.Quarenta e oito placas de dentina (4x4x2 mm) foram planificadas, polidas e
tratadas com EDTA 27%, para a abertura de túbulos dentinários. Os espécimes foram divididos
nos seguintes grupos experimentais (n = 12): Grupo 1 - controle (sem tratamento), Grupo 2 Nd: YAG (100 mJ, 85 J/cm2 por pulso com uma fibra de quartzo de 400 m, na digitalização de
movimentos), Grupo 3 - Em consultório,profilaxia com pedra-pomes e Grupo 4 - tratamento
em consultório, com Colgate Sensitive Pro-Alívio T. Os tratamentos foram realizados de acordo
com as instruções dos fabricantes. Após o tratamento, as amostras foram submetidas a uma
sequência de desafios erosivos e abrasivos, duas vezes por dia durante 5 dias. As amostras
foram qualitativamente e quantitativamente avaliadas por microscopia eletrónica de
varredura, imediatamente depois do tratamento e após 4 e 5 dias. A variável resposta foi a
quantidade de túbulos dentinários ocluídos por área, determinados por três examinadores
diferentes, com a utilização de critérios visuais, com uma matriz padronizada criada no
programa PowerPoint. Os dados foram comparados com ANOVA e teste de Tukey,
considerando um nível de significância de 5%.Imediatamente após o tratamento, uma redução
no número de túbulos da dentina abertos foi observada para o grupo do laser quando
comparada com o grupo controle (p <0,05). Após os procedimentos experimentais, não foram
observadas diferenças quantitativas entre o montante dos túbulos de dentina abertos para
todos os grupos, no entanto, apresentou algumas micrografias de oclusão dos túbulos
qualitativa para o grupo do laser após o desafio erosivo / abrasivo. A irradiação com laser só
era capaz de vedar imediatamente os túbulos dentinários, no entanto, nenhum dos
tratamentos mostrou eficácia na manutenção da oclusão dos túbulos após os desafios químico
e mecânico.
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ID 39 - TRATAMENTO DA SUPERFÍCIE DE ESMALTE ANTES DO CLAREAMENTO
DENTAL: EFEITO SOBRE A MORFOLOGIA, A MICRODUREZA E A COR DO SUBSTRATO
ANDRÉA DIAS NEVES LAGO, PATRICIA MOREIRA DE FREITAS, ADRIANA BONA MATOS,
NARCISO GARONE NETTO
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais
O objetivo deste estudo "in vitro" foi avaliar a influência de diferentes tratamentos de
superfície (flúor, CPP-ACP ou laser de Nd:YAG associado com flúor), 24 h antes do
clareamento, sobre a alteração de morfologia, a microdureza e a cor do esmalte. Obtiveram-se
oitenta e oito blocos de esmalte bovino, assim divididos:08 blocos de esmalte foram
preparados para análise da superfície (n=2), 40 blocos de esmalte para microdureza (n=10) e
40 blocos de esmalte para análise de cor (n=10). Os blocos de esmalte foram submetidos aos
tratamentos de superfície com flúor (G2), CPP-ACP (G3) ou laser de Nd: YAG associado ao flúor
(G4). O grupo G1 não recebeu tratamento da superfície e foi considerado controle,
permanecendo armazenado em água destilada até o clareamento. Após 24h, eles foram
clareados com peróxido de hidrogênio a 35%. Utilizou-se o espectrofotômetro e o
microdurômetro para as análises da alteração de cor e da microdureza, respectivamen, antes e
após o clareamento (imediatamente e 7 dias). Uma leitura intermediária foi realizada
imediatamente após o tratamento da superfície do esmalte. Resultados de microdureza foram:
G1 - 287.7± 25,78; 285.70± 21.04; 206.20 ± 13.14; 242.30 ± 19.28; G2-260.90 ± 17.57; 269.40 ±
29.74;248.80 ± 30.33; 260.40 ± 24,41; G3-274.40 ± 38.29; 275.90 ± 33.94; 245.90 ±25.66;
265.40 ± 23,75; G4-271.00 ± 25,78; 277.00 ± 19.33; 241.80 ± 22,68; ±263.00 18,62. Em relação
a cor, de acordo com as coordenadas do sistema CieLab houve aumento da luminosidade e
diminuição da cor amarela, independentemente de tratamento realizado na superfície do
esmalte. Análise qualitativa da morfologia superficial mostrou um esmalte mais poroso
quando não se realizou o tratamento da superfície previamente ao clareamento. Concluiu-se
que os tratamentos da superfície previamente ao clareamento foram capazes de minimizar os
danos causados pelo agente clareador, sem afetar a cor do esmalte.
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ID 40 - AVALIAÇÃO DE PROPRIEDADES MECÂNICAS DE RESINAS COMPOSTAS
POLIMERIZADAS POR DIFERENTES TÉCNICAS E DUAS FONTES DE LUZ
ELIANE BEMERGUY ALVES, CECY MARTINS SILVA, JESUINA LAMARTINE NOGUEIRA
ARAUJO, RENATA ANTUNES ESTEVES
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará
O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento mecânico através dos testes de
Microdureza Knoop, Resistência Flexional e Grau de Conversão Monomérica das resinas
compostas Z350 xt, P90 e Z250 (3M/ESPE), polimerizadas por diferentes técnicas: contínua
com lâmpada halógena (HC)-(ULTRALUX/DABI ATLANTE) e exponencial (LE); gradual (LG);
transdental (LT) e contínua (LC) com LED de alta intensidade (ELIPAR FREE LIGHT/3M)
determinando 15 grupos (n=5) As doses de energia foram equivalentes entre as técnicas. A
resistência à flexão em três pontos seguiu a norma ISO nº4049, utilizando à máquina de
ensaios universal (KRATOS) com célula de carga de 50 kgf. O teste de microdureza Knoop
(Microhardness tester FM700/Future Tech) adotou a carga de 50 gf atuando por 15s. O grau
de conversão para a análise das amostras liofilizadas foi realizado através de FTIR
(espectrômetro Nicolet S10, THERMO SCIENTIFIC), com 32 varreduras e resolução de 4 cm -¹,
usando a unidade de ATR -reflectância total atenuada (MIRacle ATR, Pike Technologies Os
dados obtidos foram submetidos ao teste de Tukey e ANOVA. A microdureza da resina Z350 xt
(104,2±7,8), foi superior a Z250 (102,9±5,3) e à P90 (92,4±3,9) com diferença estatística entre
elas (p<0,05). A microdureza da técnica transdental (96,4±3,4) foi diferente das demais:
HC=102,1±11,3; LC=10O,8±8,1; LE=101,7±8,6 eLG=99.1± 4,0 que não diferiram entre si. A
resistência flexional (RF) daZ250=206,4±35,7 foi superior, com diferença estatística das resinas
Z350xt=167.9±37e P90=134,8±32,7. As técnicas não apresentaram RF com diferença
estatística. O grau de conversão (GC) exibiu valores similares entre as resinas Z250=75,5±2,0e
a Z350 xt= 73,7±5,2 e superiores à P90=67,3±5,2. O GC com as técnicas LED(70,95±4,5)
mostraram-se semelhantes, porém inferiores ao obtido pela luz halógena (78,4±4.0).
Conclusão: distintas resinas podem apresentar alterações em suas propriedades quando
polimerizadas por diferentes fontes de luz e técnicas de fotoativação.
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ID 42 - AVALIAÇÃO CLÍNICA DE DOIS SISTEMAS DE CLAREAMENTO DENTAL
ELIANE CRISTINA GAVA PIZI, LILIAN GARCIA NACANO, FLÁVIA MENEZES MOREIRA DA
SILVA
Faculdade de Odontologia da Universidade do Oeste Paulista
O trabalho teve por objetivo avaliar clinicamente dois sistemas de clareamento dental caseiros
em diferentes tempos de uso diário conforme o efeito clareador, a sensibilidade e a satisfação
do paciente. Foram selecionados 10 pacientes e distribuídos aleatoriamente em dois grupos
(n=5), G1 (peróxido de carbamida 16%) e G2 (peróxido de hidrogênio 7,5%). Os resultados
foram coletados por três semanas em forma de questionário, fotografias e escala de cor. A
idade variou de 17 a 23 anos (média 19 anos). Para a análise da eficácia do tratamento
clareador calculou-se o número de tons clareados. O teste não paramétrico de Mann-Whitney
não demonstrou diferença estatística na eficácia de clareamento entre os dentes superiores,
entretanto os inferiores foram diferentes estatisticamente conforme o material clareador. A
média de tons clareados para os dentes superiores do grupo G1 foi 8,2 e para o G2 foi 6,8; nos
dentes inferiores as médias foram 7,4 (G1) e 5,8 (G2). Os resultados da sensibilidade foram
submetidos ao teste estatístico de Mann-Whitney e não revelaram diferença estatística entre
os grupos. O clareamento dos dentes superiores alcançou maiores médias quando
comparados aos dentes inferiores; nenhum paciente mostrou-se insatisfeito quanto a estética,
apesar de na arcada inferior, alguns mostrarem-se parcialmente satisfeitos; quanto ao tempo
de uso diário do agente clareador, nenhum participante da pesquisa mostrou-se insatisfeito.
Para ambos os grupos, os materiais analisados foram eficazes dentro da técnica aplicada,
alcançando
altos
níveis
de
clareamento
dental.
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ID 43 - EFEITO DE AGENTES CLAREADORES COM E SEM CÁLCIO NO CONTEÚDO
MINERAL DO ESMALTE DENTAL CLAREADO PELOS MÉTODOS QLFTM E
MICRODUREZA KNOOP
ROSIANE NOGUEIRA KUGUIMIYA, ALESSANDRA PEREIRA DE ANDRADE, ANGELA
MAYUMI SHIMAOKA, RUBENS CÔRTE REAL DE CARVALHO, MÍRIAM LACALLE TURBINO
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
Alguns efeitos indesejados decorrentes do tratamento de clareamento dental têm sido
sistematicamente reportados na literatura. O conhecimento das interações químicas entre
clareadores e tecidos dentais são indispensáveis para que estes efeitos possam ser
minimizados. Este estudo teve como objetivo analisar se a presença de cálcio na formulação
de um gel clareador é capaz de influenciar a alteração mineral do esmalte dental exposto ao
procedimento de clareamento dental de consultório. As unidades experimentais foram 30
fragmentos de esmalte/dentina com dimensões 4mm de altura, 4mm de comprimento e 3mm
de espessura. Os espécimes foram submetidos aos tratamentos propostos (n=10), segundo as
recomendações do fabricante, sendo G1 (HP-Peróxido de Hidrogênio 35%/40min-Whiteness
HP, FGM), G2 (HPB-Peróxido de Hidrogênio 35%/40min-Whiteness HP Blue Calcium, FGM) e
G3 (controle positivo-H3PO4 35%/15 seg, 3M ESPE). Os espécimes foram avaliados com
relação ao conteúdo mineral do esmalte dental por meio dos métodos de fluorescência do
tecido dental com o auxílio do equipamento QLFTM System (Inspektor Reserch Systems) e
microdureza Knoop (microdurômetro HMV 2000, Shimadzu Corporation). A análise estatística
(ANOVA a=5%) dos dados de microdureza e fluorescência (?Q) não mostraram diferenças
estatísticas nos índices de desmineralização acarretadas pelos agentes clareadores estudados.
O ácido fosfórico mostrou os maiores índices de desmineralização, estatisticamente diferente
dos clareadores utilizados. Pode-se concluir que adição de cálcio na formulação do gel
clareador não foi capaz de reduzir a desmineralização causada no esmalte dental durante o
procedimento
clareador.
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ID 46 - EFEITOS DA PREPARAÇÃO INTRA-RADICULAR IMEDIATA E TARDIA NA
RESISTÊNCIA DE UNIÃO DE PINOS DE FIBRA
GIOVANI LANA PEIXOTO DE MIRANDA, ADRIANA VIEIRA MARTINS, LUÍS FERNANDO
DOS SANTOS ALVES MORGAN, MARINA BARBOSA MELLO MACHADO, RODRIGO DE
CASTRO ALBUQUERQUE
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais
Para auxiliar na retenção de restaurações preparadas em dentes tratados endodonticamente,
pinos de fibra são amplamente utilizados na prática odontológica. O tempo ideal para preparar
o espaço para o pino ainda é controverso. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos dos
preparos do espaço imediato e tardio sobre a resistência do cimento adesivo resinoso. Foram
utilizados 12 dentes bovinos, após a aprovação do Comitê de Ética em Experimentação Animal
(CETEA/UFMG-019/2010), com raízes seccionadas padronizadas em 19mm. Os dentes foram
devidamente instrumentados e obturados com guta-percha e cimento livre de eugenol AH
Plus (Dentsply, Ballalgues, Suíça). Dois grupos experimentais foram criados com base em
diferentes tempos de preparação do conduto: G1 (imediata) e G2 (tardia - 21 dias após
obturação). Com os pinos cimentados, os dentes foram incluídos em tubos de PVC,nos quais os
cortes foram feitos. Duas fatias foram obtidas a partir do terceiro cervical (CT), duas do terço
médio (MT) e dois do terço apical (AT).Subsequentemente, as amostras foram submetidas à
testes de resistência de união. A análise estatística foi realizada utilizando análise de variância
e teste de Tukey (p = 5%). Resultados: Os resultados indicaram que, para todos os terços
avaliados, o G2 apresentou uma maior resistência de união que o G1. Conclusão:Com os
resultados obtidos, é recomendado que o preparo do conduto radicular para o pino seja
realizado
após
alguns
dias
da
obturação.
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ID 51 - EFEITO DE DIFERENTES TÉCNICAS DE FOTOPOLIMERIZAÇÃO NA
MICRODUREZA KNOOP DE RESINAS COMPOSTAS
DANIELLE TUPINAMBÁ EMMI, CAMILA SANTA ROSA NUNES, CECY MARTINS SILVA,
ELIANE BEMERGUY ALVES
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará
Diversas técnicas de polimerização têm sido propostas como mecanismo para minimizar as
tensões de contração. Tais técnicas podem refletir nas propriedades finais do material
restaurador. Este estudo teve como objetivo avaliar in vitro se variações nas fontes de luz e
nas técnicas de fotoativação influenciam na microdureza Knoop (KHN) de diferentes
compósitos polimerizados por variadas técnicas de fotoativação. Foram utilizadas três resinas
micro-híbridas (Natural Look, Opallis e Filtek Z250) e uma resina nanoparticulada (Filtek Z350
XT) e cinco técnicas de fotopolimerização: contínua com aparelho de luz halógena (QTH),
contínua com aparelho de luz LED (Diodo emissor de luz), exponencial com LED, gradual com
LED e transdental com LED, totalizando 20 grupos experimentais, com 5 corpos de prova (CP)
em cada. Para a análise de microdureza foi utilizado carga de 50gf atuando por 15 segundos.
Foram realizadas 5 edentações no topo e 5 na base de cada corpo de prova. Para a análise
estatística foram utilizados ANOVA e teste de Tukey. Observou-se que a técnica contínua QTH
(79,21± 3,26 KHN) foi diferente estatisticamente das demais, exceto da técnica gradual com
LED e que também apresentou os maiores valores de microdureza KNH, seguido da técnica
gradual LED (77,59KHN ± 6,68), transdental LED (76,32± 7,6 KHN), exponencial LED (75,82 ±
6.04 KHN) e contínua LED (75,23 ±5,58KHN) que não diferiram entre si. A resina Filtek Z250
obteve a maior média microdureza (83,10 ± 3,46 KHN), seguida da Filtek XT Z350 (80,51± 1,49
KHN). As resinas Opallis (71,92± 4,68 KHN) e Natural Look (71,80±2,97 KHN) obtiveram os
menores valores de KHN e não diferiram entre si. Concluiu-se que a microdureza dos
compósitos avaliados sofreram influência das técnicas de fotoativação, dos aparelhos de
fotopolimerização.
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ID 52 - EFEITO DA REDUÇÃO DA INTENSIDADE DE LUZ INICIAL NA POLIMERIZAÇÃO DE
UMA RESINA COMPOSTA FOTOATIVADA COM O DISTANCIAMENTO DA PONTA
ATIVADORA
CARLOS ALBERTO KENJI SHIMOKAWA, CAMILLA REGINA GALVÃO BENGTSON, MICHEL
NICOLAU YOUSSEF, MÍRIAM LACALLE TURBINO
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
O processo de polimerização de uma resina gera uma contração desse material. Este
fenômeno causa uma tensão na interface dente restauração que pode levar à falha de uma
restauração. Uma das alternativas para aliviar essas tensões e diminuir a chance de insucessos
é uma fotoativação gradual, mas ainda existe controvérsia nos estudos que testam a eficácia
desses métodos. O objetivo deste estudo foi de avaliar a dureza de uma resina composta
fotoativada pelo método contínuo e comparar com métodos que utilizam menor intensidade
de luz inicial,seguido pela intensidade máxima. Foram feitos 60 corpos de prova divididos em 6
grupos: grupo 1 - espessura de 1mm + ativação convencional, grupo 2 - espessura de 1mm +
ativação soft-start, grupo 3 - espessura de 1mm + variação da distância, grupo 4 - espessura de
2mm + ativação convencional, grupo 5 -espessura de 2mm + ativação soft-start, grupo 6 espessura de 2mm + variação da distância. Todos os corpos de prova foram confeccionados a
partir de matrizes de polipropileno pretas, utilizando a resina composta Z350 (3M ESPE),e
ativadas com o fotoativador Degulux SoftStart (DEGUSSA-HULS). Os corpos de prova foram
submetidos ao teste de microdureza Vickers, com o microdurômetro HMV-2000 (SHIMADZU),
nas superfícies irradiadas e opostas, sendo comparados as espessuras e os métodos de
fotoativação utilizados. Após os testes ANOVA e de Tukey, foi observada diferença
estatisticamente significante entre os grupos controle, soft-start e de variação de distância. A
porcentagem de dureza máxima(PDM) foi considerada aceitável (>80%) na superfície irradiada
e em profundidades de 1mm da superfície oposta, porém nas profundidades de 2mm os
valores não atingiram o mínimo de 80% da dureza máxima. Concluiu-se que os métodos de
fotoativação progressiva diminuíram a microdureza da resina composta, quando comparados
ao método convencional, sendo essa diminuição aceitável nas superfícies irradiada e oposta à
irradiada
em
profundidade
de
1mm
dessa
resina.
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ID 53 - COMPARAÇÃO DA AÇÃO DE PRINCÍPIOS ATIVOS INCORPORADOS A UM
ENXAGUATÓRIO BUCAL NA PREVENÇÃO/CONTROLE DA EROSÃO DENTAL
TATIANE ALEXANDRE DE OLIVEIRA, TAÍS SCARAMUCCI, FERNANDO NEVES NOGUEIRA,
MARIA ANGELA PITA SOBRAL
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
Este estudo teve como objetivo comparar, in vitro, empregando diferentes métodos de
análise, a ação de superfície de alguns enxaguatórios bucais para a prevenção e controle da
erosão dental causada por ácido clorídrico. Um enxaguatório bucal experimental sem aditivos
(C), um enxaguatório para erosão disponível comercialmente, Elmex Erosion®
(AmF/NaF/SnCl2)(ELM), e um enxaguatório acrescido de caseína (CAS 5 g/L) e outro de
hexametafosfato de sódio (HMP 0,2 g/L) foram testados quanto a sua capacidade de proteção
contra erosão em um modelo de erosão-remineralização, avaliados por alteração na micro e
na nanodureza e as quantidades de íons cálcio e fosfato liberadas em solução. Espécimes de
esmalte bovino foram distribuídos nos respectivos grupos(n=8) e ciclados da seguinte forma:
(1) Imersão em 20 ml de ácido clorídrico a 0,01M pH = 2,4 por 10 s, (2) imersão em 20 ml de
saliva artificial por 60 s,(3) imersão em 20 ml de solução teste por 30 s e (4) imersão em 20 ml
de saliva artificial por 60 s. Este ciclo foi repetido por 3 vezes em um dia. A microdureza
mostrou que os espécimes do grupo ELM apresentaram os maiores valores de dureza final
média e significantemente diferentes do HMP que apresentou os menores valores. Os
espécimes dos grupos ELM, CAS e HMP foram semelhantes estatisticamente aos do grupo C.
Na nanodureza, os espécimes do grupo ELM apresentaram os maiores valores, porém não
houve diferença estatisticamente significante quando comparados aos outros grupos. Na
perda de cálcio, as soluções que continham ELMe HMP resultaram em menor perda e
estatisticamente diferentes do grupo C. Os grupos C e CAS comportaram-se de maneira
semelhante estatisticamente. Na análise de fosfato, a solução de ELM apresentou a menor
perda e estatisticamente diferente do grupo C. Os grupos C, CAS e HMP mostraram-se
estatisticamente semelhantes. O ELM e o HMP protegeram a superfície de esmalte quanto à
perda de íons, porém os testes de dureza não detectaram essa proteção.
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ID 54 - TERAPIA FOTODINÂMICA ANTIMICROBIANA UTILIZADA NO CONTROLE DO
BIOFILME DE STREPTOCOCCUS MUTANS NA SUPERFÍCIE DO ESMALTE DENTAL
BOVINO
ALESSANDRA NARA DE SOUZA RASTELLI, CAROLINA FREITAS GROPPA, ELAINE CRISTINA
DE SANTANA GARCIA, VINICIUS APARECIDO ZOTESSO, PATRÍCIA BOLZAN AGNELLI,
CLOVIS WESLEY OLIVEIRA DE SOUZA, VANDERLEI SALVADOR BAGNATO
Faculdade de Odontologia de Araraquara da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho
A terapia fotodinâmica antimicrobiana (TFDA) promove morte bacteriana, como resultado da
fotossensibilização de componentes microbianos e a consequente geração de oxigênio
singleto. Assim, o propósito deste estudo foi avaliar o efeito da TFDA utilizando
fotossensibilizador (FS) à base de curcumina em diferentes concentrações em biofilme de
Streptococcus mutans formado sobre a superfície de esmalte dental bovino. Para a TFDA, o
biofilme foi induzido na superfície do esmalte de fragmentos de dentes bovinos durante 7 dias
utilizando-se cepa ATCC25175. Para realização da TFDA utilizou-se associação entre
fotossensibilizador (curcumina, Sigma Aldrich) nas concentrações de 20, 40 e 80µM e fonte de
luz visível à base de LED Biotable® (440nm e densidade de energia de 15 J/cm2).Diferentes
condições experimentais foram testadas: a) irradiação LED e curcumina como FS em diferentes
concentrações (FS+L+, TFDA), b) apenas irradiação LED (FS-L+), c) apenas FS(FS+L-); d) sem
irradiação LED ou FS (FS-L-, controle). Após os tratamentos,as amostras foram semeadas em
B.H.I ágar para determinação do número de unidades formadoras de colônias (UFC/mL). Três
fragmentos de cada Grupo experimental foram preparados para avaliar a morfologia do
biofilme, antes e após os diferentes tratamentos em microscopia eletrônica de varredura
(MEV). Atendidos os pressupostos de normalidade e homocedasticidade realizou-se análise de
variância (ANOVA) a 1 critério fixo (concentração de fotossensibilizador) e para comparação
múltipla utilizou-se o pós-teste de Tukey adotando-se o nível de significância de 0.05%. A
análise estatística demonstrou reduções significativas na contagem de bactérias
principalmente na concentração de 20 µM - TFDA (p <0,05). Nesta concentração, observou-se
redução de 91.27%. A combinação de curcumina com luz LED promoveu inativação do biofilme
de Streptococcus mutans e pode ser uma técnica útil para reduzir ou controlar essa bactéria na
superfície
do
esmalte
dental.
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ID 58 - DIFERENTES MÉTODOS PARA RESTAURAÇÃO DE CANAIS ALARGADOS:
ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DE UNIÃO E RESISTÊNCIA À FRATURA
SARAH AQUINO DE ALMEIDA, LAIZA TATIANA POSKUS, ANTONIO MARCELO ACCETTA
LATEMPA
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense
O objetivo do estudo foi comparar diferentes técnicas para restauração de canais
alargados,através de ensaios de resistência de união e à fratura. Sessenta dentes
unirradiculares foram distribuídos em 3 grupos: EC -pino de fibra de vidro n°1 (Exacto Cônico,
Angellus); ECA - pino de fibra de vidro n°1 (Exacto Cônico, Angellus) juntamente com dois pinos
acessórios (Reforpin, Angellus); WP - pino de fibra de vidro n°4 (White Post, FGM). Após
remoção da porção coronária a 14mm do ápice, os condutos radiculares foram preparados
com a broca do sistema do pino nº4, as raízes foram embutidas e os pinos, cimentados. Para o
teste de resistência à fratura foram confeccionados núcleos de preenchimento em resina
composta (n=10), já no de resistência de união por push-out, as raízes (n=10) foram fatiadas
com 1mm de espessura. Ambos os testes foram realizados na máquina de ensaios universal
(EMIC DL 2000) com velocidade de 0,5mm/min. Os dados obtidos foram submetidos à Análise
de Variância, sendo encontradas diferenças estatísticas significantes(p<0,001). O grupo WP
levou a maiores valores de resistência à fratura que oEC (p<0,05), mas não foi diferente do
ECA. Em relação ao padrão de fratura,o grupo EC levou ao maior número de fraturas
radiculares e WP, a nenhuma.Apenas 13,33%das fraturas foram radiculares, sendo todas
favoráveis. Para a resistência de união, o grupo EC levou a menores valores que WP e ECA, e
este último, menores valores que WP (p<0,05). A resistência de união da porção apical foi
menor que da porção cervical e média dos condutos radiculares(p<0,05). Concluímos que
pinos de fibra de vidro mais adaptados ao conduto radicular levam a maiores valores de
resistência de união e à fratura, sendo que o emprego de pinos de menor diâmetro predispõe
à fraturas radiculares. O uso de pinos acessórios com pinos desadaptados também foi eficiente
em aumentara resistência à fratura e de união, quando comparados ao grupo que utilizou
pinos
desadaptados
ao
conduto.
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ID 63 - EFEITO DA UTILIZAÇÃO PRÉVIA DE AGENTES DESSENSIBILIZANTES NA
RESISTÊNCIA DE UNIÃO DE SISTEMAS ADESIVOS À DENTINA HUMANA
ARMANDO BRITO CHERMONT, ALESSANDRA PEREIRA DE ANDRADE, ANGELA MAYUMI
SHIMAOKA, RUBENS CÔRTE REAL DE CARVALHO
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará
O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da aplicação prévia de agentes desenssibilizantes
na resistência de união de diferentes sistemas adesivos (condicione e lave e
autocondicionantes) a dentina humana por meio do microcisalhamento. Foram utilizados
sessenta fragmentos de dentina obtidos das superfícies vestibular e lingual de terceiros
molares inclusos, que foram distribuídos em grupos (n=12) de acordo com o tratamento
dessensibilizante (controle - sem tratamento; oxalato de potássio; CPP-ACP + flúor; arginina e
nanohidroxiapatita) e o sistema adesivo empregado (Adper Single Bond 2 / 3M ESPE e Clearfil
SE Bond / Kuraray). As aplicações de agentes desenssibilizantes (2 ml) foram realizadas em três
sessões com intervalo de 48 horas. Os fragmentos de dentina permaneceram imersos em 6ml
de saliva artificial no período entre as aplicações. Os sistemas adesivos foram aplicados
conforme as orientações dos fabricante. Sobre cada superfície dentinária foram
confeccionados dois cilindros em resina composta. O ensaio mecânico de microcisalhamento
foi realizado usando uma velocidade de 1 mm/min para a obtenção dos valores em MPa. Os
padrões de fratura foram determinados por meio de um microscópio digital com aumento de
50 vezes (MiView USB Digital Microscope) e classificadas em adesiva, coesiva em dentina,
coesiva em resina e mista. Os valores em MPa foram submetidos so teste ANOVA 2-way e
Bonferroni (p<0.05). Concluiu-se que os tratamentos desenssibilizantes influenciaram na
resistência de união dos sistemas adesivos condicione e lave; os tratamentos com oxalato de
potássio e arginina reduziram a resistência de união dos autocondicionantes; o tratamento
com CCP-ACP e com hidroxiapatita não interferiram na adesão dos autocondicionantes.
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ID 64 - EFEITO ANTIMICROBIANO DE UM SISTEMA ADESIVO AUTOCONDICIONANTE
COM INCORPORAÇÃO DE UM NOVO POLÍMERO CATIÔNICO CARACTERIZADO
ESTRUTURALMENTE
YASMINE MENDES PUPO, PAULO VITOR FARAGO, DANIELA FLORENCIO MALUF,
JESSICA MENDES NADAL, OSNARA MARIA MONGRUEL GOMES, JOAO CARLOS GOMES
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa
O presente estudo teve como objetivo caracterizar por espectroscopia de infravermelho [IVTF]
e ressonância magnética nuclear [RMN] um novo polímero metacrílico quaternário de
amônio[QAMP], para a incorporação em sistemas adesivos, com intuito de prover efetividade
antimicrobiana a estes sistemas. O efeito antimicrobiano após incorporação em adesivo
autocondicionante foi também realizado. QAMP e matérias-primas (Eudragit® E100e brometo
de n-octila) para sua obtenção foram caracterizados por IVTF utilizando pastilhas de KBr.
Espectros de RMN de 1H e 13C foram obtidos com o solvente CDCl3 para as matérias-primas e
DMSO-d6 para QAMP. Espectros de 1H foram processados usando transformada de Fourier e
DEPT de 13C para distinguir sinais de CH3, CH2, CH. O potencial antimicrobiano foi avaliado
como concentração inibitória mínima (MIC) e concentração bactericida mínima (MBC) contra
Streptococcus mutans, após incorporação do polímero catiônico no primer de Clearfil® SE
Bond. Clearfil® SE Bond sem QAMP (controle negativo) e Clearfil®Protect Bond com monômero
antimicrobiano [MDPB] foram avaliados com relação ao potencial antimicrobiano. No espectro
de IVTF, QAMP apresentou uma banda larga em 2685 cm-1 atribuída ao quaternário de
amônio obtido a partir da amina terciária do polímero de partida. A banda alifático C-Br entre
565 e 645 cm-1 do brometo de n-octila desapareceu na obtenção do composto quaternário de
amônio. No espectro de 1H do QAMP, assinalamentos em d 3.18 e 3.39 ppm referem-se aos
grupos metil e metileno do quaternário de amônio. 13C-DEPT demonstrou um efeito
desacoplador nos grupos metil e deslocou o assinalamento d45.8 ppm dos grupos metil
adjacentes ao nitrogênio do Eudragit® E100 para d 50.9. MIC / MBC foram de 20, 10, e 80
µL.mL-1 para o sistema adesivo contendo 5% de QAMP, Clearfil®Protect Bond e controle
negativo, respectivamente. QAMP foi elucidado estruturalmente e pode proporcionar um
efeito
antimicrobiano
para
sistemas
adesivos
autocondicionantes.
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ID 66 - COMPÓSITOS DENTAIS NANOPARTICULADOS E SUA CAPACIDADE
ANTIMICROBIANA
HERCULES BEZERRA DIAS, PATRÍCIA BOLZAN AGNELLI, MARIA INÊS BASSO BERNARDI,
CLOVIS WESLEY OLIVEIRA DE SOUZA, ADRIANA ALVES DE FARIA, ANA LUISA BOTTA
MARTINS DE OLIVEIRA, ALESSANDRA NARA DE SOUZA RASTELLI, ANTONIO CARLOS
HERNANDES
Faculdade de Odontologia de Araraquara da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho
Resinas compostas resultam em maior acúmulo de biofilme bacteriano do que outros
materiais restauradores, contribuindo para a formação de cáries secundárias levando à falha
das restaurações. Nanopartículas como óxido de zinco (ZnO) e dióxido de titânio (TiO2)
possuem potencial antibacteriano, porém, pouco tem sido investigado quando incorporadas
aos compósitos dentais. Assim, o objetivo foi sintetizar, caracterizar e avaliar a capacidade
antibacteriana de nanopartículas de ZnO e TiO2 dopadas com prata incorporadas à resina
composta. Sintetizou-se nanopartículas pelo método Pechini (precursores poliméricos) e após,
foram caracterizadas por difração de raios-X (verificar a formação de fase cristalina),
termogravimetria (análise térmica - TG), análise da área superficial e tamanho médio pelo
método BET, microscopia eletrônica de varredura investigando a microestrutura
predominante. Para o teste antibacteriano (n=15), induziu-se biofilme por 7 dias (ATCC25175
de Streptococcus mutans) na superfície de espécimes feitos em matriz metálica (4mmx2mm)
com resina composta FiltekTM Z350 XT - RC (3M Espe). Testou-se diferentes condições: a)
Grupo controle - RC sem nanopartículas, b) RC + ZnO.Ag e c) RC + TiO2.Ag. Após 7 dias, o
biofilme foi desagregado e as amostras semeadas em B.H.I ágar para determinar o número de
unidades formadoras de colônias (UFC/mL e UFC/mm2). Realizou-se análise de variância
(ANOVA) a 1 critério fixo e para comparação múltipla utilizou-se o pós-teste de Tukey
adotando-se nível de significância de 0.05%. As nanopartículas esféricas de ZnO.Ag e TiO2.Ag
apresentaram tamanho de 60 e 18 nm, área superficial de 17,7 e 80 m2/g e demonstraram
reduzida atividade antibacteriana, 22.45% e 17.15%,respectivamente. A análise estatística
demonstrou diferença significante entre os Grupos (p>0,05), embora a redução na contagem
de bactérias tenha sido pequena. Novas sínteses deverão ser investigadas e poderão expressar
resultados
antibacterianos
mais
promissores.
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ID 71 - EFEITO DE TERAPIAS REMINERALIZADORAS E POLIMENTO NA RUGOSIDADE
SUPERFICIAL DE ESMALTE HUMANO APÓS CLAREAMENTO
BRUNA FORTES BITTENCOURT, RENATA CARVALHO FICINSKI, STELLA MARIA GLACI
REINKE, RENATA ALEIXO, OSNARA MARIA MONGRUEL GOMES, PATRICIA BAHLS DE
ALMEIDA FARHAT
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa
O objetivo deste trabalho foi avaliar a rugosidade superficial do esmalte humano após
clareamento e posterior aplicação de agentes remineralizadores ou de polimento. Foram
confeccionados 32 espécimes de esmalte vestibular, os quais foram submetidos ao
rugosímetro (parâmetro Ra), para avaliação dos valores de rugosidade inicial(RI). Todos os
espécimes foram submetidos ao clareamento (peróxido de hidrogênio 35%). Após, os
espécimes foram divididos em 4 grupos: G1 -clareamento sem polimento; G2 - disco de feltro e
pastas de polimento, G3 - aplicação tópica de Flúor Neutro 2% e G4 - Pasta dessensibilizante e
remineralizante à base de Nano-Hidroxiapatita. A rugosidade final (RF) dos espécimes foi
novamente avaliado e 7 dias após os procedimentos de clareamento/polimento ou
procedimento remineralizante. Os espécimes foram armazenados em saliva artificial durante
todo o experimento. Os dados foram analisados por ANOVA e pós-teste de Tukey (a=0,05). Os
resultados relativos à média (desvio-padrão) dos valores iniciais de rugosidade (RI) foram: G10,026(0,010); G2-0,020(0,010); G3-0,016(0,008); G4-0,013(0,003). Os valores de RF foram: G10,053(0,029); G2-0,027(0,012); G3-0,022(0,010):G4-0,024(0,013), e após 7 dias: G1-0,026
(0,010); G2-0,029 (0,012 ); G3-0,024(0,011); G4-0,016 (0,005). Concluiu-se que o clareamento
causou alterações na rugosidade superficial do esmalte e procedimentos de remineralização e
polimento podem minimizar este efeito. Entretanto, após 7 dias, todos os valores de
rugosidade
superficial
foram
recuperados.
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ID 72 - AVALIAÇÃO DA ESTABILIDADE DE COR DE UMA RESINA COMPOSTA
NANOPARTICULADA MODIFICADA COM NANOPARTÍCULAS DE TIO2
ADRIANA ALVES DE FARIA, ANA LUISA BOTTA MARTINS DE OLIVEIRA, MARIA INÊS
BASSO BERNARD, PATRÍCIA PETROMILLI NORDI SASSO GARCIA, ANTONIO CARLOS
HERNANDES, ALESSANDRA NARA DE SOUZA RASTELLI
Faculdade de Odontologia de Araraquara da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho
Resinas compostas resultam em maior acúmulo de biofilme na sua superfície contribuindo
para o aparecimento de lesões cariosas secundárias, sendo causa de falha em restaurações.
Agentes antimicrobianos são incluídos na composição desses materiais para propiciar
atividade antimicrobiana, entretanto, não podem alterar significativamente outras
propriedades. O objetivo foi avaliara influência da incorporação de nanopartículas de TiO2 nas
concentrações de 1.0, 5.0 e 10.0% na estabilidade de cor da resina composta FiltekTM Z350 XT
(R, 3M do Brazil). Confeccionou-se 80 espécimes (10mmx2mm) fotoativados por 40s com LED
Radii Plus (SDI, Austrália), sendo divididos em 8 Grupos: Grupo 1 (controle - R sem nano, saliva
artificial);Grupo 2 (R - sem nano, café); Grupos 3 e 4 (R+1% nano,saliva artificial - café); Grupos
5 e 6 (R+5%nano,saliva artificial - café) e Grupos 7 e 8 (R+10%nano,saliva artificial - café).
Obteve-se a estabilidade de cor (*?E)pelo CIE- L*a*b*com espectrofotômetro Color guide45/0, PCB 6807 (BYK Gardner GmbH, Gerestsried, Alemanha) imediatamente após a
confecção, 24 hs e 90 dias após armazenamento em saliva artificial e café a 37°C (±1°C).
Considerou-se que os valores de *?E iguais ou superiores a 3,3 demostraram alteração de cor
clinicamente inaceitável e detectada a olho nu.Realizou-se análise de variância (ANOVA) mista
com 2 fatores não pareados e 1 fator pareado (tempo) e para comparação múltipla utilizou-se
o pós-teste de Tukey adotando-se o nível de significância de 5%. Os menores e maiores valores
médios de ?E* foram: Grupo 1 - 0.64 (±0.37), 24 horas em saliva artificial e Grupo 8 - 38.01
(±2.90), 90 dias em café,respectivamente (p>0.05). Concluímos que a adição de TiO2,não
alterou a cor da resina composta em saliva artificial após 24 hs, entretanto, observou-se
alteração de cor significativa quando exposta à saliva (90 dias) e café 24 h e 90 dias) (p>0.05).
Quanto maior porcentagem de nanopartículas, observou-se maior alteração de cor.
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ID 73 - INFLUÊNCIA DA APLICAÇÃO DE CORRENTE ELÉTRICA NA RESISTÊNCIA DE
UNIÃO DE CIMENTOS RESINOSOS AUTO-ADESIVOS À DENTINA
VALÉRIA BISINOTO GOTTI, NAYARA VIRGINIA SANTOS BARCELLOS, VICTOR PINHEIRO
FEITOSA, ANA PAULA ALMEIDA AYRES, ANA ROSA COSTA CORRER, LOURENÇO CORRER
SOBRINHO, MÁRIO ALEXANDRE COELHO SINHORETI, AMÉRICO BORTOLAZZO CORRER
Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas
O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da aplicação de corrente elétrica em
cimentos resinosos auto-adesivos na resistência de união (RU) à dentina. Quarenta terceiros
molares foram cortados perpendicularmente ao seu longo eixo, expondo superfície plana de
dentina média/profunda. As amostras foram, então, longitudinalmente seccionadas em duas
metades (experimentais e controles) para criar substratos de adesão semelhantes. O
compósito Filtek Z250 (3M ESPE) foi usado como material restaurador indireto e os cimentos
resinosos auto-adesivos testados foram RelyX U100 (3M ESPE) e BisCem (Bisco). As metades
experimentais foram unidas utilizando corrente elétrica (20 µA ou 40 µA),enquanto as
metades controles foram unidas com o dispositivo elétrico desligado(0 µA). As amostras
unidas foram cortadas longitudinalmente e perpendicularmente para obtenção de palitos de
aproximadamente 1 mm², que foram submetidos ao teste de RU à microtração em máquina de
ensaios universal EZ-test (Shimadzu Co) à velocidade de 1mm/min. Os valores obtidos foram
transformados em MPa esubmetidos à analise estatística (ANOVA e Teste de Tukey) (p<0,05).
A aplicação de corrente elétrica não influenciou (p>0,05) a RU à microtração (Controle
-10,1±3,7MPa; 20 µA - 11,5±3,9MPa; 40 µA - 9,5±1,7MPa). Entretanto, o cimento resinoso
auto-adesivo RelyX U100 (13,2±3,4MPa) apresentou RU à microtração significativamente
maior (p<0,05) do que BisCem (8,4±2,1MPa). Concluiu-se que a utilização de corrente elétrica
não produziu maior RU à microtração para cimentos resinosos auto-adesivos.
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ID 74 - ANÁLISE DA MICRODUREZA DOS TECIDOS ADJACENTES À RESTAURAÇÕES
QUE CONTEM OU NÃO FLUORETO APÓS DESAFIO CARIOGÊNICO IN VITRO
ANA PAULA ALMEIDA AYRES, SANDRINE BITTENCOURT BERGER, CÍNTHIA PEREIRA
MACHADO TABCHOURY, MONICA YAMAUTI, GLÁUCIA MARIA BOVI AMBROSANO,
MARCELO GIANNINI
Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas
O objetivo desse estudo foi avaliar a microdurezado esmalte e da dentina adjacentes às
restaurações confeccionadas com sistemas restauradores contendo ou não fluoretos sob
desafio cariogênico in vitro. Durante o desafio cariogênio também foi mensurada a liberação
de fluoreto dos materiais. Para o estudo foram utilizados 32 terceiros molares humanos (n=8)
e quatro sistemas restauradores: FL-BondII/Beautifil II, Bond Force/Estelite Sigma, GC Fuji II LC
e Adper EasyBond/Filtek Z350 XT. Para o estudo da microdureza longitudinal, foram
confeccionadas cavidades na região cervical, as quais foram restauradas com os quatro
sistemas propostos, de acordo com as recomendações dos fabricantes. Os dentes restaurados
foram submetidos à ciclagem térmica (3.000 ciclos) e,posteriormente, à ciclagem de pH
durante oito dias. A mensuração da microdureza subsuperficial foi realizada em esmalte e em
dentina, em três distâncias da parede cavitária e em seis profundidades em relação à
superfície submetida à ciclagem de pH. As soluções desmineralizantes e remineralizantes
utilizadas nessa ciclagem foram utilizadas para análise de concentração catiônica de flúor
liberado. Os resultados em esmalte apresentaram diferença estatística significativa apenas
para a distância 50 µm, mas os valores médios de microdureza foram semelhantes para os
quatro sistemas restauradores quando avaliados nas mesmas distâncias e profundidades. O
mesmo padrão de resultado foi encontrado na dentina, mas os resultados não apresentaram
diferença estatística entre as distâncias da restauração. A análise catiônica de flúo rdetectou
liberação de fluoreto nos espécimes restaurados com GC Fuji LC II eFL-Bond II/Beautifil II. A
partir dos resultados desse estudo in vitro é possível afirmar que os sistemas restauradores
avaliados apresentaram pouca capacidade de inibição de cárie secundária em esmalte e em
dentina,
independentemente
da
liberação
ou
não
de
fluoretos.
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ID 75 - CITOTOXICIDADE DE MATERIAIS RESTAURADORES ESTÉTICOS - AVALIAÇÃO IN
VITRO
WALDÊNIA PEREIRA FREIRE, CAMILA DOS SANTOS ARAÚJO, MARIA QUITÉRIA FREITAS
DE OLIVEIRA, FLÁVIO PEREIRA MORAIS, IOHANA LUSTOSA DE ANDRADE FIRMINO,
HILKIAS RANGEL DE ARAUJO SALES
Faculdades Integradas de Patos
Dentre os materiais restauradores estéticos disponíveis atualmente, os cimentos de ionômero
de vidro têm se destacado devido a uma versatilidade de indicações e pelas propriedades que
apresentam, como forte adesão à estrutura dental, biocompatibilidade e uma reação de
polimerização não exotérmica. Há uma carência de pesquisas sobre a composição destes
materiais e sua interação com o meio biológico, assim o objetivo desta pesquisa foi avaliar a
citotoxicidade dos extratos de dois cimentos de ionômeros de vidro convencionais: Vitro Fil
(CIVVF), Vidrion R ( CIVVD) e de um cimento de ionômero de vidro modificado por resina:
Vidro Fil LC (CIVLC) aplicados sobre células estaminais de rato. Vinte e quatro corpos de prova
com dimensões padronizadas foram preparados, esterilizados e imersos em a-MEM 10% SFB,
com uma densidade celular de 25.000 células por poço, onde permaneceram em contato por
um período de sete dias, onde a cada dois dias o meio foi trocado. Os testes de citotoxicidade
foram aplicados utilizando células estaminais em cultura. O metabolismo celular foi analisado
pelo teste da resazurina e os valores numéricos obtidos foram submetidos à análise estatística.
Os resultados obtidos mostraram diferença estatística significante entre os cimentos
analisados, onde para o CIVLC ocorreu uma redução percentual de 75% no metabolismo
celular, enquanto para o CIVVD e CIVVF a redução foi de 40% e 30% respectivamente. Assim,
foi possível concluir que as amostras do CIVVD e CIVVF apresentaram reduzido efeito
citotóxico em comparação com as amostras do CIVLC, onde se observou uma acentuada
diminuição
do
metabolismo
celular.
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ID 76 - UNIÃO QUÍMICA A CÁLCIO/DENTINA E PROPRIEDADES FÍSICO-QUÍMICAS DE
CO-MONÔMEROS DO MDP COM DIFERENTES ESTRUTURAS QUÍMICAS
VICTOR PINHEIRO FEITOSA FABRÍCIO AULO OGLIARI, SALVATORE SAURO, ALINE DE
OLIVEIRA OGLIARI, VALÉRIA BISINOTO GOTTI, MÁRIO ALEXANDRE COELHO SINHORETI,
AMÉRICO BORTOLAZZO CORRER
Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Universidade Estadual de Campinas
Objetivos: Avaliar a união química de monômeros ácidos funcionais fosfatados e o efeito deles
nas propriedades de sistemas adesivos de passo único. A união química dos monômeros
funcionais tem demonstrado ser essencial para a maior durabilidade da união à dentina com
adesivos autocondicionantes .Métodos: Foram sintetizados quatro co-monômeros do MDP(10metacriloiloxi-decil-dihidrogeno-fosfato) com diferentes comprimentos e hidrofobias da cadeia
carbônica espaçadora. A união química dos cinco monômeros com cálcio/dentina foi avaliada
através de espectroscopia de absorção atômica(AAS) e FTIR usando os monômeros dissolvidos
em água/etanol. Os monômeros foram misturados de forma equimolar a uma blenda adesiva
para preparar os adesivos de passo único. Foi testada a resistência coesiva à tração de tais
adesivos em amostras em forma de ampulheta e o grau de conversão foi determinado através
de FTIR. Os resultados foram analisados com ANOVA um fator e teste de Tukey(p<0,05).
Resultados: AAS mostrou que a união química monômero-cálcio foi maior para monômeros
com longas e hidrófobas cadeias carbônicas (MDP e MDDP). O monômero com cadeia
espaçadora curta (MEP, metacriloiloxi-etil-fosfato)obteve pior união química. A análise da
união química em FTIR mostrou que somente a ligação do MEP com a dentina foi quebrada
após a lavagem com água. Os monômeros com cadeias hidrófilas permaneceram ligados à
dentina. A resistência coesiva dos adesivos foi menor para o MEP (8,42±0,66 MPa) e para o
Cap-P(metacrilato-caprolactona-fosfato) (8,09±0,8 MPa) com cadeia carbônica de hidrofilia
intermediária que para os outros monômeros. Todos os monômeros obtiveram grau de
conversão estatisticamente semelhante em torno de 80 e 90%. Conclusões: Os resultados
mostraram que o comprimento da cadeia carbônica tem maior influência que a hidrofobia da
mesma na união química dos monômeros ácidos fosfatados. Monômeros com cadeias muito
curtas
promovem
menor
resistência
coesiva.
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ID 77 - INFLUÊNCIA DA INCORPORAÇÃO DE NANOPARTÍCULAS DE ÓXIDO DE ZINCO
NA DUREZA E RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO DE UMA RESINA COMPOSTA
ANA LUISA BOTTA MARTINS DE OLIVEIRA, ADRIANA ALVES DE FARIA, HERCULES
BEZERRA DIAS, MARIA INÊS BASSO BERNARDI, ANTONIO CARLOS HERNANDES,
ALESSANDRA NARA DE SOUZA RASTELLI
Faculdade de Odontologia de Araraquara da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita
Filho
Considerando-se que a cárie é um dos maiores problemas da cavidade oral e envolve a
aderência de bactérias na superfície dentária, a possibilidade de controle do biofilme por meio
de resinas compostas com propriedades antimicrobianas, mostra-se como promissora
perspectiva para os materiais restauradores. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência da
incorporação de nanopartículas de óxido de zinco, em diferentes concentrações (1.0, 5.0
e10%) na dureza Vickers e resistência à compressão da resina FiltekTMZ350XT. Confeccionouse espécimes (n=32 - resistência a compressão e n=20 -dureza Vickers) utilizando-se um LED
(1500 mW/cm²) durante 40 segundos na superfície de topo para o teste de dureza e em 6
direções para o teste de resistência à compressão. Após 48 horas em saliva artificial, os
espécimes foram analisados quanto à resistência à compressão utilizando-se carga de 10kN à
0,5mm/min. Para avaliar a dureza utilizou-se microdurômetro digital aplicando-se 50 gf
durante 30 segundos sobre o topo e base dos espécimes. Realizou-se ANOVA a dois critérios
(concentração de nano e superfície - topo e base) para a dureza e ANOVA a um critério fixo
para a resistência à compressão e teste de Tukey (nível de significância de 5%). Para a dureza,
a diferença entre os Grupos foi significante (p>0.05) tanto para topo como para base (valores
médios para topo e base, respectivamente: Controle - 65.02 e 50.76; Nano 1% - 44 e 41.25;
Nano 5% - 56.95 e Nano 10% - 64,25). Não foi possível realizar as leituras na base dos Grupos
nano 5 e 10%. Para resistência à compressão houve diferença significante entre todos os
Grupos (p>0.05) com exceção do Grupo nano 1% em relação ao Controle (p=0.00), sendo:
Controle - 255,91(31,38);Nano 1% - 216,31 (41,51); Nano 5% - 177,67 (37,45) e Nano 10%76,92 (23,33). Conclui-se que a incorporação de nanopartículas à resina interferiu nas suas
propriedades,principalmente
quando
nas
concentrações
de
5
e
10%.
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ID 78 - ANÁLISE DA COR DE RESINAS COMPOSTAS EM FUNÇÃO DE DIFERENTES
TEMPOS DE ARMAZENAMENTO
PRISCILA PAIVA PORTERO, ISIS ANDRÉA VENTURINI POLA POIATE, EDGARD POIATE
JUNIOR, BENÍCIA CAROLINA IASKIEVISCZ RIBEIRO
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Avaliou-se por meio do espectrofotômetro de reflectância Vita Easyshade®Compact (Vita
Zahnfabrik, Bad Säckingen, Germany) a alteração de cor das resinas compostas: FiltekTM
Supreme XT (FS) (3M/ESPE) e Esthetic X (EX) (Dentsply), na tonalidade A2 esmalte,
armazenadas em saliva artificial. Foram confeccionados 5 corpos-de-prova (CP) com
dimensões de 8,0 mm de diâmetro por 1,2 mm de espessura em matriz metálica bipartida,
avaliadas nos seguintes tempos: 1 (T1), 7 (T2), 60 (T3), 90 (T4) e 330 (T5) dias. Os CPs foram
fotoativados dos por meio do LED (440mW/cm²), durante 40 segundos, e armazenados em
frascos plásticos individuais, previamente identificados, hermeticamente fechados à
temperatura de 37oC. Foram realizadas 3 mensurações por meio do espectrofotômetro para
cada CP. Os resultados (?E) foram submetidos à análise estatística por meio do teste de Tukey
(p<0,05). De acordo com os resultados concluiu-se que: houve alteração de cor das resinas no
decorrer dos tempos T1 a T5; a resina EX apresentou maior alteração de cor com o tempo em
comparação com a resina FS; para a resina FS não houve alteração de cor estatisticamente
significante de T1 a T3, indicando que a alteração de cor para esta resina no meio avaliado se
inicia à partir dos 2 meses, já para a resina EX a alteração de cor se inicia mais precocemente,
sendo
à
partir
dos
7
dias
.
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ID 80 - AVALIAÇÃO DA REDUÇÃO MICROBIANA DA FUCSINA IRRADIADA COM LUZ
HALÓGENA OU LED EM LESÕES DE CÁRIE DENTINÁRIAS
SÉRGIO LUIZ PINHEIRO
Faculdade de Odontologia da Pontificia Universidade Católica de Campinas
A terapia fotodinâmica tem sido utilizada para redução microbiana da dentina afetada
remanescente após o preparo cavitário. Porém, muitos profissionais não possuem laser em
seu consultório. O objetivo desse trabalho foi avaliar a capacidade de redução microbiana da
terapia fotodinâmica na dentina afetada utilizando a fucsina (FC) como fotossensibilizador, luz
emissora de diodo (LED) e luz halógena (LH). Foram selecionadas 20 lesões de cárie na Clínica
da PUC-Campinas distribuídas aleatoriamente em 2 grupos: G1: FC 0.005% e LED (470 nm,
800mW e 60 segundos); G2: FC 0.005% e LH (600 nm, 75w e 60 segundos). A FC foi aplicada
ativamente com microbrush por 3 minutos. Após isolamento absoluto e remoção da lesão de
cárie em esmalte e da dentina infectada, foram realizadas as coletas da dentina afetada antes
e após a realização da terapia fotodinâmica. Todas as amostras foram homogeneizadas,
diluídas até 10-5 e semeadas em placas de Agar sangue para a contagem do total de bactérias
viáveis. As comparações da redução microbiana antes e após a terapia fotodinâmica foram
feitas através do teste de Wilcoxon. Para comparar a porcentagem de redução microbiana
entre os 2 grupos foi utilizado o teste de t. Houve redução de 58.16% do total de bactérias
viáveis da lesão de cárie dentinária após a realização da terapia fotodinâmica utilizando FC e
LH (p<0.01). A irradiação da FC com LED acarretou 70.65% de redução microbiana (p<0.01).
Não houve diferença significativa na redução bacteriana utilizando a LH ou LED. A FC, LED e LH
podem ser utilizadas na terapia fotodinâmica para redução microbiana nas lesões de cárie em
dentina.
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ID 81 - INFLUÊNCIA DA ESPESSURA DE CIMENTO RESINOSO NA RESISTÊNCIA DE
UNIÃO E NA FORMAÇÃO DE GAPS ENTRE PINO DE FIBRA E DENTINA RADICULAR
GIOVANA MONGRUEL GOMES, OSNARA MARIA MONGRUEL GOMES, JOAO CARLOS
GOMES, ALESSANDRO DOURADO LOGUERCIO, ALESSANDRA REIS
Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Ponta Grossa
Esse estudo avaliou a influência da espessura de cimento resinoso (ECR) na resistência de
união (RU) e na formação de gaps (FG) entre pinos de fibra de vidro (PFV) e dentina radicular.
Raízes de 24 pré-molares inferiores humanos extraídos foram tratadas endodonticamente e
divididas em três grupos (n=8), em função da adaptação do pino no canal radicular: G1adaptação ideal (pequena ECR), G2 - adaptação média (média ECR) e G3 - adaptação
inadequada (grande ECR). Para esse propósito, os espaços radiculares para os pinos foram
preparados utilizando brocas com diferentes diâmetros: G1 - broca com o mesmo diâmetro
coronário (CØ) do PFV (1.4 mm), G2 - broca com CØ de 2.0 mm e G3 - com CØ de 2.6 mm.
Todos os PFV (WhitepostDC) foram cimentados (Excite DSC e Variolink II) de acordo com as
recomendações dos fabricantes. Após uma semana, as raízes foram seccionadas
transversalmente em seis discos de 1 mm de espessura cada, fotografadas com microscópio
óptico (100X e 200X) para mensuração da ECR e as imagens foram analisadas utilizando o
software Image Tool 3.0 (ITS). Réplicas com resina epóxica de cada amostra foram observadas
em microscopia eletrônica de varredura (MEV), e a largura média e o comprimento médio dos
gaps formados na interface pino-cimento-dentina foram mensurados utilizando o ITS. Em
seguida, cada amostra foi submetida ao teste de push-out (0.5 mm/min). Os dados obtidos
foram analisados estatisticamente por ANOVA um fator e Tukey (5%). Os resultados
demonstraram que a menor ECR (µm) foi observada para o G1 e a maior para o G3, enquanto
o G2 apresentou um valor intermediário. Valores de RU significativamente mais altos foram
observados para o G1, enquanto o G2 e G3 foram similares estatisticamente. As maiores
médias para comprimento (%) e largura (µm) dos gaps foram observadas para G3, sendo que
G1 e G2 foram não diferiram estatisticamente. Pode-se concluir que a menor ECR resultou em
melhor adesão dos pinos de fibra, ou seja, maior RU e menor FG.
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São Paulo – SP – Brasil
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ID 83 - AVALIAÇÃO IN VITRO DA MICROINFILTRAÇÃO EM CAVIDADES DO TIPO
CLASSE V RESTAURADAS COM UM COMPÓSITO CONVENCIONAL E OUTRO DE BAIXA
CONTRAÇÃO
MARIANA RODRIGUES GONZALEZ, ALEXANDRE VICENTE GARCIA SUAREZ
Centro Educacional Serra dos Orgãos
O objetivo do estudo foi avaliar in vitro a microinfiltração marginal em cavidades do tipo classe
V restauradas com um compósito convencional e outro de baixa contração. Preparos do tipo
classe V de Black (4 x 2 x 2mm) com margem cervical em dentina e oclusal em esmalte foram
confeccionados nas faces vestibular e lingual de molares humanos recém extraídos. Os dentes
foram então divididos aleatóriamente em 2 grupos (n=10) de acordo com o sistema adesivo e
material restaurador: G1 (grupo controle) - Adper Single Bond 2 + Filtek Z350 XT (3M ESPE) e
G2 - Sistema Adesivo Silorano + Filtek P90 LS (3M ESPE). Após a confecção das restaurações, os
dentes foram armazenados em água destilada por uma semana, polidos e imersos em solução
de nitrato de prata a 50% por 24 horas. Os espécimes foram então cortados e analisados
através de uma lupa estereoscópica com aumento de 50x. Dois examinadores calibrados
avaliaram os espécimes quanto à microinfiltração por meio dos seguintes escores:0-Sem
microinfiltração; 1-Microinfiltração até a junção amelodentinária; 2-Microinfiltração atingindo
as paredes laterais do preparo; 3-Microinfiltração atingindo a parede axial do preparo. Os
resultados foram submetidos a ANOVA e ao Tukey´s teste. Em G1, as margens em dentina
demonstraram microinfiltração significantemente maior em relação as margens em esmalte.
No entanto, G2 não apresentou diferença estatística de microinfiltração em relação as
margens da restauração. Comparando-se os grupos, G1 apresentou microinfiltração
significantemente maior em dentina do que G2. Contudo, em esmalte não houve diferença
estatística entre os grupos. A utilização da resina a base de silorano reduziu significantemente
a microinfiltração nas restaurações com margem em dentina, o que demonstra que este
compósito pode ser uma boa escolha em cavidades que envolvam este subtrato dental.
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ID 86 - INFLUÊNCIA DO CLAREAMENTO DENTAL COM PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO A
35% NA RESISTÊNCIA DE UNIÃO DE BRÁQUETES ORTODÔNTICOS.
CLÁUDIA MARIA COÊLHO ALVES, ANTÔNIO AUGUSTO LIMA DE ALMEIDA, DARLON
MARTINS LIMA
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Maranhão
O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do clareamento dental na resistência adesiva de
bráquetes ortodônticos através do teste de cisalhamento. Oitenta dentes bovinos foram
utilizados e divididos aleatoriamente em quatro grupos, nos quais foram realizados profilaxia e
armazenamento em soro fisiológico. O Grupo G1 (controle) não recebeu clareamento. Os
grupos G2 (1 dia), G3 (7 dias) e G4 (14 dias), foram clareados e aguardou-se os respectivos dias
até a colagem dos bráquetes. Foi feito o condicionamento ácido a 37% (30s) sobre o esmalte
dental, lavagem com água (30s), aplicação do sistema adesivo e por fim fotopolimerização
(20s). Uma fina camada de resina composta foi colada aos dentes e aos bráquetes. A pressão
foi aferida portensiômetro e finalmente fotopolimerizou-se (40s). Após essas etapas,esperouse 24 horas para a realização do teste de cisalhamento. Para comparar a resistência de união
utilizou-se a análise de variância (ANOVA) seguido do teste de Tukey (a = 0,05). Para a análise
do Índice de Remanescente Adesivo(IRA), o teste de Kruskal-Wallis. A resistência de união
mostrou-se significantemente menor no G2 (15,51MPa) e G3 (17,77 Mpa), quando comparado
ao G1 (30,14MPa) e G4 (28,5MPa) (p < 0,05). Estes últimos não diferiram entre si de maneira
significativa (p = 0,959). OIRA revelou diferença significativa entre o G3 e os demais grupos (p
<0,05). Prevalecendo no G3 os escores 2 e 3, e no G1, G2 e G4, o escore 5. Os autores
concluíram que o clareamento com peróxido de hidrogênio reduziu os valores de resistência
de união nos grupos nos quais os bráquetes foram colados após 1 e 7 dias. A espera de 14 dias
para colagem de bráquetes mostrou-se eficiente para elevar os valores de resistência de união.
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ID 87 - PROPRIEDADES MECÂNICAS EM RESTAURAÇÕES REALIZADAS COM
COMPÓSITO TRADICIONAL E SILORANO
ISIS ANDRÉA VENTURINI POLA POIATE, MAYARA PIMENTEL DE MORAES, MARCOS DE
OLIVEIRA BARCELEIRO, EDGARD POIATE JUNIOR
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense
O objetivo deste trabalho foi caracterizar propriedades mecânicas de um compósito com
matriz orgânica baseada no silorano com resinas convencionais à base de metacrilato por meio
do Ensaio Brasileiro de Tração Indireta (EBTI) e avaliar dissipação de tensões na estrutura
dentária resultantes da contração de polimerização que ocorrem em um dente quando
restaurado com compósito através da simulação numérica através do Método dos Elementos
Finitos (MEF) e da Técnica de Extensometria Elétrica (EE). Para avaliar a deformação da
estrutura dentária resultante de contração de polimerização foi efetuado a colagem do
extensômetro elétrico na superfície da face vestibular do dente. Na aplicação dos materiais
restauradores utilizou-se técnica incremental (TI) em três camadas e de incremento único
(TIU). Os compósitos micro-híbridos convencionais Z100 (Grupo 1) e Z250 (Grupo 3) foram
inserido na cavidade pela TI em três camadas. Enquanto os Grupos 2 (Z100), Grupo 4 (Z250) e
Grupo 5 (P90) foram inseridos pela TIU. Paralelamente aos ensaios laboratoriais foi gerado
modelo 3D de um segundo pré-molar superior. Os resultados da análise da resistência à tração
diametral não mostrou diferenças estatisticamente significativas entre os grupos P90 e Z100 (p
= 0,05). A resina Z250 obteve a maior média (51,92 ± 4,20MPa). Os resultados da análise do
EBTI associado ao EE apresentou valores de módulo de elasticidade menor pela Z250
(3,15GPa) e bem próximos entre Z100 (7,39GPa) e P90 (6,27GPa). Os menores resultados de
deformação da estrutura dentária são apresentados pela inserção da resina P90 pela TIU,
seguido da resina Z250 pela TI, Z250 pela TIU e Z100. A análise das tensões pelo MEF (Z100)
mostrou concentração de tensão de tração ao longo da raiz com 2 MPa na porção gengival da
cavidade e no material. Conclui-se que os compósitos à base de silorano indicam possuir um
baixo índice de contração de polimerização e resistência mecânica similar as resinas microhíbridas
convencionais.
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ID 90 - EFEITOS DO LASER ND:YAG NA PREVENÇÃO DE LESÕES DE CÁRIE OCLUSAL.
AVALIAÇÃO DE 1 ANO
REGINA GUENKA PALMA DIBB, JULIANA JENDIROBA FARAONI-ROMANO, WALTER
RAUCCI NETO, LARISSA MOREIRA SPINOLA DE CASTRO RAUCCI, CESAR PENAZZO LEPRI
Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo
O objetivo do presente estudo foi avaliar in vivo os efeitos do laser Nd:YAG combinado com
flúor gel na prevenção de lesões cariosas oclusais. O delineamento experimental foi duplocego. Crianças de alto risco a cárie com os primeiros molares permanentes foram selecionadas.
Após a aprovação do Comitê de ética e da autorização dos pais os tratamentos foram
realizados, na qual os 4 quadrantes do paciente foram aleatoriamente divididos para receber
um dos 4 tratamentos de acordo com o seguinte protocolo: C - selante resinoso (Fluroshield);
G1 - recebeu irradiação com laser (100mJ 5 Hz - 0,5W); G2 - gel de flúor + irradiação com laser
(100mJ 5 Hz - 0,5W); G3 - verniz fluoretado + irradiação com laser (100mJ 5 Hz - 0,5W). As
rechamadas foram feitas após 1, 3, 6, 9 e 12 meses e avaliou-se a formação de lesão de
mancha branca e/ou cavidades de cárie por 3 examinadores calibrados (K=0,92). Os dados
foram analisados pelos métodos estatísticos Cochran e Tukey. Resultados: Para todos os
períodos avaliados (1, 3, 6, 9 e 12 meses) não houve diferença significante entre os
tratamentos propostos (p<0,05). Observou-se a ocorrência de mancha branca a partir dos 3
meses para os grupos experimentais e 6 meses para o C. Baseado nos resultados obtidos podese concluir que a irradiação com laser Nd:YAG, independente da associação com flúor, e o
selante resinoso foram adequados para a prevenção de cárie oclusal durante o período
avaliado.
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ID 91 - INFLUENCIA DE MODOS DE POLIMERIZAÇÃO DE UMA NOVA LÂMPADA E
TEMPO DE CURA NA MICRODUREZA DE RESINAS COMPOSTAS
BENÍCIA CAROLINA IASKIEVISCZ RIBEIRO; CARMEN REGINA COLDEBELLA
Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
Objetivando avaliar a influencia de modos de polimerização (arco de plasma por 9 segundos
estandart por 10 segundos) da lâmpada VALOTM (Ultradent - USA), foi utilizado o teste de
dureza, aferindo-se quatro vezes as superfícies de topo e base de cada amostra de três resinas
compostas microhíbridas e uma nanoparticulada. Para a análise estatística da média
representativa, foi utilizado o teste ANOVA com três fatores (fonte de luz, resina e período de
medição) com medidas repetidas, seguido pelo teste de Tukey. A profundidade percentual de
polimerização foi analisada dividindo-se a dureza da base de cada am ostra pela dureza no
topo e multiplicada por 100. Os valores dessa razão percentual foram submetidos à análise
estatística análoga àquelas aplicadas ao topo e à base, adotando-se o nível de significância de
5%. Na superfície de topo houve diferença estatística entre as resinas (p=0.000), mas não
entre os modos de polimerização (p=0.518). Porém na superfície de base, o modo arco de
plasma apresentou melhores resultados em todos os compósitos (p=0.014). Após 24 horas
foram observadas diferenças estatísticas apenas nos corpos-de-prova confeccionados com a
resina composta de nanopartículas, em todas as condições. Na profundidade percentual de
polimerização houve diferença entre os dois métodos (p=0.000), tendo o modo arco de plasma
(71.9%) e o compósito nanoparticulado (83.4%) apresentado os melhores resultados.
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ID 92 - EFEITO DA CLOREXIDINA E DO CHÁ VERDE NA RESISTÊNCIA DE UNIÃO
ADESIVA
BEATRIZ MARIA DA FONSECA; LUCÉLIA LEMES GONÇALVES; STELLA RENATA MACHADO
SILVA ESTEVES; TÂNIA MARA DA SILVA; SÉRGIO EDUARDO DE PAIVA GONÇALVES
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho
Novos materiais vêm sendo pesquisados com o intuito de melhorar a resistência adesiva de
materiais restauradores a dentina, dentre eles a clorexidina e os polifenóis do chá verde.
Objetivou-se avaliar a interface adesiva de amostras de dentina bovina - adesivo variando as
estratégias adesivas. 40 incisivos bovinos foram limpos e seccionados 2,0 mm além da junção
amelocementária, desgastados na superfície vestibular com exposição de uma área plana de
dentina, submetida a diferentes protocolos adesivos. As amostras foram randomizadas em 4
grupos (n= 10): SB -controle:sistema adesivo Adper Single Bond 2 aplicado segundo o
fabricante; CLX :aplicação de solução de digluconato de clorexidina 0,2% por 30s previamente
a aplicação do sistema adesivo semelhante ao SB; EGCG: aplicação de gel de EGCG
10µM(polifenol do chá verde) por 30s previamente a aplicação do sistema adesivo semelhante
ao SB; e CV: solução aquosa de chá verde preparada após infusão e aplicada por 30s
previamente a aplicação do sistema adesivo semelhante ao SB. Todos os grupos foram
restaurados com resina composta Amelogen Plus com auxílio de matriz de silicone,
fotopolimerizada por lâmpada halogena 450mw/cm2, 20s cada incremento.Os corpos-deprova foram armazenados em água destilada por 24h a 37°C em estufa bacteriológica. Em
seguida, seccionados nos sentidos mésio-distal e cérvico-incisal em cortes paralelos de
espessura 1,0±0,2mm2 em cortadeira Labcut (ExtecTechnologies,EUA). Os palitos foram
submetidos ao teste de microtração em máquina universal EMIC (DL-1000, São José dos
Pinhais, PR, Brasil), com carga de 10kgf e velocidadede 0,5mm/min e os dados expressos em
MPa. Os dados foram submetidos ao teste ANOVA dois fatores e teste de Tukey (5%). Os
valores de média (±dp) em MPa foram:SB 40,81(8,20)ab; CLX 41,76(6,28)a; CV 37,38(7,98)abc;
EGCG 35,91(13,43)cd. Pôde-se concluir que o uso da CLX e do CV como adjuvante à adesão
dentinária não produziu efeito prejudicial à resistência de união imediata.
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ID 93 - AVALIAÇÃO DA INFLUÊNCIA DA FUMAÇA DO CIGARRO E CORANTES NA
FLUORESCÊNCIA DE RESINAS COMPOSTAS E ESMALTE DENTAL HUMANO "INVITRO"
LUCÉLIA LEMES GONÇALVES, NATALIA YAMACHITA DA SILVA, TÂNIA MARA DA SILVA,
SÉRGIO EDUARDO DE PAIVA GONÇALVES, STELLA RENATA MACHADO SILVA ESTEVES,
BEATRIZ MARIA DA FONSECA, PRISCILA HOLLEBEN, DAPHNE CAMARA BARCELLOS,
MARIA ÂNGELA LACERDA RANGEL ESPER
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho
O objetivo deste estudo foi avaliar a diferença da intensidade da fluorescência (IF) em
diferentes marcas de resina composta (RC) comparando-as entre si e com a fluorescência do
esmalte dental (ED), sob a ação da fumaça do cigarro, da imersão em solução de café e do
refrigerante Coca-Cola. Para tanto foram utilizadas RC fotopolimerizáveis para esmalte (cor A2)
das marcas Filtek Z350 (3M Espe); Esthet-X (Dentsply); Amelogen (Ultradent) e Durafill VS
(Heraeus Kulzer). Foram feitas 30 amostras para cada marca de RC(2 mm de altura/ 4 mm de
diâmetro) (n= 120). Trinta molares humanos hígidos extraídos foram utilizados para obtenção
de amostras de esmalte de 3 mm de diâmetro, por meio de ponta diamantada tipo trifina. A
medição da fluorescência foi realizada diretamente sobre a superfície dos espécimes através
de uma fibra óptica acoplada ao espectrômetro (Ocean Optics USB 4000). Dez espécimes de
cada marca de RC e dez espécimes de ED (n= 50) foram submetidos aos tratamentos: cigarro
(Derby), café (Pilão) e refrigerante (Coca-Cola). Nos grupos café e coca-cola, as amostras foram
imersas nas substâncias corantes por 7 dias a 37º C. No grupo cigarro, as amostras foram
expostas a 2 ciclos de 10 cigarros cada por dia, durante 7 dias. Todos os espécimes foram
armazenados em saliva artificial a 37ºC após os tratamentos. A IF foi registrada usando o
programa Origin 8.0, antes e após os tratamentos. Os dados foram submetidos ao Teste de
Dunnett, ANOVA 1-way de Kruskall-Wallis e Dunn (5%). Os resultados da análise estatística
mostraram que houve diferença significante entre as RC entre si e entre as RC com o ED; todos
os tratamentos influenciaram a IF tanto para as RC quanto para o ED. Mediante esse estudo
concluiu-se que é preciso conhecer a IF de cada marca comercial de RC e sua relação com a IF
do ED, para a obtenção do melhor resultado estético para as restaurações, e como a IF de RC e
ED
é
afetada
pelos
diferentes
corantes.
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ID 94 - RESISTÊNCIA ADESIVA À DENTINA UTILIZANDO SISTEMA ADESIVO ASSOCIADO
AO ND:YAG LASER.
STELLA RENATA MACHADO SILVA ESTEVES, SÉRGIO EDUARDO DE PAIVA GONÇALVES,
LUCÉLIA LEMES GONÇALVES, BEATRIZ MARIA DA FONSECA, TÂNIA MARA DA SILVA,
PRISCILA HOLLEBEN, DAPHNE CAMARA BARCELLOS, MARIA ÂNGELA LACERDA RANGEL
ESPER, MARIA FILOMENA ROCHA LIMA HUHTAL
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho
A tecnologia laser pode proporcionar melhora nos resultados de resistência adesiva, porém
estes resultados são dependentes da inter-relação entre tipo de tecido, parâmetros do laser e
pré-tratamentos. Portanto o objetivo desse trabalho foi avaliar a resistência adesiva de um
sistema adesivo autocondicionante à dentina, associado a diferentes parâmetros do Nd:YAG
laser. Para isso foram utilizados 96 dentes bovinos com superfícies de dentina planificadas,
divididos em 6 grupos: a) AC -Controle (Clearfil SE Bond-CESB); b) AL60 (CESB + Nd:YAG laser
60mJ/pulso +fotopolimerização); c) AL80 (CESB +Nd:YAG laser 80mJ/pulso +
fotopolimerização); d) AL100 (CESB + Nd:YAG laser 100mJ/pulso + fotopolimerização); AL120
(CESB+ Nd:YAG laser 120mJ/pulso +fotopolimerização); AL140 (CESB + Nd:YAG laser
140mJ/pulso +fotopolimerização). A resina composta Z-350 foi inserida com auxílio de uma
matriz de teflon e fotopolimerizada. Após armazenagem de 48 h em água destilada à 37ºC,
foram realizadas as secções nos dentes para obtenção de amostras com área adesiva de 1
mm2, seguido de teste de microtração em máquina de ensaio Universal EMIC com velocidade
de 0,5mm/min e célula de carga de 10Kg. Para a avaliação estatística dos resultados foi
escolhido o teste ANOVA e Tukey com nível de significância foi de 5%, que mostrou uma
diferença estatística significativa entre os grupos 60/80mJ e 140mJ. Portanto a tecnologia laser
é promissora na obtenção de resultados mais significativos de resistência adesiva desde que
respeitados os parâmetros ideais para o tecido.
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ID 95 - AVALIAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE UNIÃO ENTRE RESINA COMPOSTA E ESMALTE
BOVINO APÓS TRATAMENTOS DE SUPERFÍCIE
ANA CAROLINA RODRIGUES DANZI SALVIA, DÉBORA PINTO ANTUNES, DRUSILA PINTO
ANTUNES, MAURICÉA DE PAULA ASSIS, LUZIA DA GLÓRIA CORRÊA COELHO, RODRIGO
MÁXIMO DE ARAÚJO, SÉRGIO CARVALHO COSTA, CLOVIS PAGANI
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho
O estudo teve como objetivo analisar, in vitro, se o pré-tratamento da superfície do esmalte
condicionado por ácido fosfórico e sistema adesivo pode influenciar na adesão à resina
composta. Quarenta coroas de incisivos bovinos foram incluídas em blocos de resina acrílica
auto-polimerizável, expondo apenas as superfícies vestibulares, e divididas em quatro grupos
(n=15). O grupo 1 foi o controle; o grupo 2 recebeu limpeza com pasta de pedra pomes e água
destilada aplicada com escova de Robinson; o grupo 3 sofreu abrasão com óxido de alumínio
50µm e o grupo 4 passou por asperização da superfície com ponta diamantada. O
condicionamento do esmalte foi realizado em uma área delimitada por uma matrizsilver tape
com orifício central de 3mm de diâmetro, com ácido fosfórico a 37% (30s), seguido pela
lavagem (60s) e secagem com jato de ar. Aplicou-se um sistema adesivo monocomponente
One Coat Bond SL(Coltène, Whaledent) e resina composta nanoparticulada Filtek Z350 XT
(3MEspe,St Paul, USA) em incremento de 2mm/3mm delimitado por matriz bipartida de
teflon, e fotopolimerizados por light-emitting diode (LED). Foram armazenados em água
destilada por 24h e termociclados com 1000 ciclos, a 5 e 55º em água e mantidos em água
destilada por 3 dias. Foi realizado o teste de resistência ao cisalhamento com carga de 50N e
velocidade 1mm/min. Utilizou-se o teste ANOVA e Tukey 5%. Resultados: não houve
diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. O grupo 3 apresentou maior
resistência adesiva, seguido pelos grupos 1, 4 e 2. A resistência adesiva de resina composta
nanoparticulada ao esmalte dentário, condicionado por ácido fosfórico, não é influenciada
pelo tipo de pré-tratamento superficial quando um sistema adesivo monocomponente é
utilizado.
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ID 102 - ANÁLISE DA RESISTÊNCIA DE UNIÃO À DENTINA HUMANA SUBMETIDA AO
CONDICIONAMENTO TOTAL SOB PRESSÃO PULPAR SIMULADA E ARMAZENAMENTO
EM ETANOL 75%
PRISCILA HOLLEBEN, TÂNIA MARA DA SILVA, DAPHNE CAMARA BARCELLOS, MARIA
FILOMENA ROCHA LIMA HUHTAL, SÉRGIO EDUARDO DE PAIVA GONÇALVES, PAULETTE
SPENCER, QIANG YE
Faculdade de Odontologia de São José dos Campos da Universidade Estadual Paulista Júlio de
Mesquita Filho
A degradaçãohidrolítica da interface adesiva é o fator mais crítico na longevidade
dosprocedimentos restauradores. O objetivo deste estudo, in vitro, foi avaliar, por meio do
teste de microtração, a resistênciade união do sistema adesivo Scotchbond Universal (SU, 3M
ESPE) à dentinahumana, submetida à simulação da pressão pulpar e ao armazenamento em
águadeionizada ou solução de etanol 75% por 1 dia, 10 dias e 30 dias. O sistemaadesivo foi
aplicado de acordo com a técnica do condicionamento total e sob asimulação de 0 ou 15 cm
de H2O de pressão pulpar (durante todo oprocedimento restaurador). Foram utilizados 60
terceiros molares humanosdivididos em 4 grupos: G1 - SU aplicado de acordo com as
instruções dofabricante, sem simulação da pressão pulpar (0 cm H2O) e armazenadoem água
deionizada; G2 - SU aplicado de acordo com as instruções do fabricante,sem simulação da
pressão pulpar (0 cm H2O) e armazenado em etanol75%; G3 - SU aplicado de acordo com as
instruções do fabricante, com simulaçãoda pressão pulpar (15 cm H2O) e armazenado em água
deionizada; G4 -SU aplicado de acordo com as instruções do fabricante, com simulação da
pressãopulpar (15 cm H2O) e armazenado em etanol 75%. Os espécimes foramrestaurados
com a resina composta Filtek Z350 XT (3M ESPE). Após 48 h em águadeionizada, os espécimes
foram seccionados para a obtenção de palitos com áreaadesiva de 1 mm2, que foram
submetidos ao teste de microtração apósmais 1 dia, 10 dias ou 30 dias de armazenamento em
água deionizada ou etanol75%. A variação da resistência de união entre os grupos foi analisada
pelostestes estatísticos ANOVA 3-fatores e Tukey (5% de significância). Todas asvariáveis
experimentais - pressão pulpar (p=0,0007), meio de armazenamento(p=0,0006) e tempo
(p=0,0033) - tiveram influência estatisticamente significantesobre a resistência de união
(p<0,05). O grupo restaurado sem pressão pulpare armazenado em água por 1 dia apresentou
a maior média (35,26±4,63A), que diferiu estatisticamente dos grupos restaurados com
pressão pulpar e armazenados em águapor 30 dias (25,21±4,80B), e em etanolpor 10 dias
(24,63±3,18B) e 30 dias(23,31±6,25B). Assim, a resistência de união doScotchbond Universal,
na modalidade do condicionamento total, sofreu influêncianegativa da simulação da pressão
pulpar, do meio de armazenamento(principalmente o etanol) e do tempo.
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ID 103 - AVALIAÇÃO CLÍNICA DO EFEITO DE MÉTODOS DE FOTOATIVAÇÃO
MODULADOS EM RESTAURAÇÕES DE COMPÓSITO.
ANDRÉA ANIDO ANIDO, ROBERTA CAROLINE BRUSCHI ALONSO, LEONARDO
GONCALVES CUNHA, GISELE MARIA CORRER NOLASCO, REGINA MARIA PUPPIN
RONTANI, MÁRIO ALEXANDRE COELHO SINHORETI, CAMILLO ANAUATE NETTO
Faculdade de Odontologia da Universidade Bandeirante de São Paulo
O objetivo doestudo foi avaliar através do Sistema USPHS, o desempenho clínico
derestaurações de classe I confeccionadas com compósito fotoativadas através dediferentes
métodos. Os métodos de fotoativação testados foram: Luz contínua dealta intensidade (AI),
Luz contínua de baixa intensidade (BI), Soft start (SS) e Pulse delay(PD), todos coma mesma
dose de energia (28J/cm2). Para tanto, foram selecionadascrianças de 6 a 9 anos que
apresentavam necessidade de restauração de cavidadesclasse I em molares decíduos. Os
responsáveis autorizaram a participação dascrianças após leitura e assinatura do termo de
consentimento livre eesclarecido. Desta maneira, 46 pacientes foram selecionados de modo a
ser obter100 cavidades que foram aleatoriamente distribuídas (n=25), de acordo com
ométodo de fotoativação empregado (AI, BI, SS, PD). Para todas as restaurações,o sistema de
união Single Bond 2 foi aplicado de acordo com as instruções dofabricante e o compósito TPH
Spectrum inserido em incremento único, efotoativado de acordo o sorteio. A avaliação das
restaurações foi realizadaapós 6 e 12 meses por 2 examinadores independentes, que não
tinham conhecimentosobre o método de fotoativação empregado (estudo cego). Os avaliação
clínicafoi realizada de acordo com o critério USPHS modificado, considerando ascategorias:
Cárie Secundária, Sensibilidade Pós-operatória, Vitalidade,Estabilidade de Cor, Alteração de
cor marginal, Retenção, Textura superficial,Integridade Marginal, Resistência ao desgaste/
forma anatômica. Observou-se queos métodos de fotoativação não influenciaram diretamente
o sucesso clínico dasrestaurações. Adicionalmente, foi observado 100% de sucesso clínico após
1 anoem restaurações de classe I confeccionadas em dentes decíduos, independente
dométodo de fotoativação empregado. Apesar disso, alguma deterioração de
margens,traduzida em aumento de irregularidade marginal pôde ser observada no período.
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30 de maio a 1º de junho de 2013
ID 104 - FORMAÇÃO DE FENDAS EM RESTAURAÇÕES DE COMPÓSITO APÓS
SIMULAÇÃO DE MASTIGAÇÃO: INFLUÊNCIA DA ELASTICIDADE DOS FORRADORES
RESINOSOS
FABIANA BARBARA PIVETA, ROBERTA CAROLINE BRUSCHI ALONSO, REGINA MARIA
PUPPIN RONTANI, RICARDO AMORE; ANDRÉA ANIDO ANIDO, CAMILLO ANAUATE
NETTO, ROSE APARECIDA SCHIAVON SANCHEZ MATURANO
Faculdade de Odontologia da Universidade Bandeirante de São Paulo
Forradores resinosos quando aplicadossob restaurações de compósito podem reduzir os
efeitos deletérios da contraçãode polimerização, dependendo do seu módulo de elasticidade.
O objetivo desteestudo foi avaliar em Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), a formação
defendas marginais e internas de restaurações de compósito confeccionadas comdiferentes
forradores resinosos, submetidas ou não a degradação termo-mecânica.Para tanto, 80
incisivos bovinos foram selecionados e desgastados até expor umaárea plana em esmalte,
onde uma cavidade cilíndrica foi confeccionada. Osdentes foram distribuídos em 8 grupos
(n=10), segundo o forrador resinoso (CV -técnica convencional - nenhum forramento; 3C forramento com 3 camadas do bonddo sistema de união Scotchbond Multi Purpose; FS Forramento com Fluoroshield;FF - Forramento com Filtek Z350 flow) e protocolo de
degradação (ND: nenhumadegradação - controle; CTM: ciclagem termo-mecânica com 500
ciclos termicos e100.000 ciclos mecânicos). O procedimento restaurador foi padronizado:
SingleBond 2 foi aplicado de acordo com as instruções do fabricante e o compósito P60foi
inserido em incremento único. As amostras foram então submetidas aoprotocolo de
degradação segundo o grupo a que pertencem. Após os protocolos dedegradação, uma réplica
de cada restauração foi obtida em resina epóxica paraavaliação das margens superficiais. Para
avaliação da adaptação interna, asamostras foram seccionadas e réplicas da secção
longitudinal foram obtidas.Todas as réplicas foram observadas em MEV para determinar a
porcentagem defenda ao longo da margem cavitária ou interface de união. Os dados
foramsubmetidos ao teste não-paramétrico de Kruskal Wallis (5%). Observou-se que
aadaptação superficial não foi influenciada nem pela técnica restauradora e nempela ciclagem
termo-mecânica. Com relação a adaptação interna, na condição ND,o grupo 3C apresentou
menor porcentagem de fendas que as demais; FS apresentouresultados intermediários; CV e
FF apresentaram os piores resultados. Já nacondição CTM, houve aumento significativo na
incidência de fendas internas paraos grupos que utilizaram forramento com materiais de baixo
módulo de elasticidade(3C, FS e FF). Apenas a técnica convencional não apresentou
aumentosignificativo de fendas internas após CTM. Conclui-se que a aplicação de trêscamadas
de adesivo pode melhorar a adaptação interna imediata de restauraçõesem compósito,
entretanto, a degradação termo-mecânica aumenta a incidência defendas internas em
restaurações nas quais forradores com baixo módulo deelasticidade são empregados.
XX Encontro do Grupo Brasileiro de Professores de Dentistica
São Paulo – SP – Brasil
30 de maio a 1º de junho de 2013
ID 105 - RESISTÊNCIA DE UNIÃO EM RESTAURAÇÕES DE COMPÓSITO APÓS
SIMULAÇÃO DE MASTIGAÇÃO: INFLUÊNCIA DA ELASTICIDADE DOS FORRADORES
RESINOSOS
ROSE APARECIDA SCHIAVON SANCHEZ MATURANO, ROBERTA CAROLINE BRUSCHI
ALONSO, FABIANA BARBARA PIVETA, RICARDO AMORE, ANDRÉA ANIDO ANIDO,
CAMILLO ANAUATE NETTO, REGINA MARIA PUPPIN RONTANI
Faculdade de Odontologia da Universidade Bandeirante de São Paulo
Forradoresresinosos quando aplicados sob restaurações de compósito podem reduzir
osefeitos deletérios da contração de polimerização, dependendo do seu módulo
deelasticidade. O objetivo deste estudo foi avaliar a resistência de união derestaurações de
compósito confeccionadas com diferentes forradores resinosos,submetidas ou não a
degradação termo-mecânica, através do teste push out. Paratanto, 80 incisivos bovinos foram
selecionados e desgastados até a obtenção deum bloco de dentina com 2 mm de espessura,
onde uma cavidade cônica foipreparada. Os dentes foram aleatoriamente distribuídos em 8
grupos (n=10),segundo a técnica restauradora (G1 - técnica convencional - nenhum
forramento;G2 - forramento com 3 camadas do bond do sistema de união Scotchbond
MultiPurpose; G3 - Forramento com Fluoroshield; G4 - Forramento com Filtek Z350flow) e
protocolo de degradação (C: controle - nenhuma degradação; CTM: ciclagemtermo-mecânica
com 500 ciclos térmicos e 100.000 ciclos mecânicos). Oprocedimento restaurador foi
padronizado: Single Bond 2 foi aplicado de acordocom as instruções do fabricante e o
compósito Filtek P60 foi inserido emincremento único. Após 24h, as restaurações foram
submetidas a acabamento epolimento e submetidas ao protocolo de degradação segundo o
grupo a quepertencem.Em seguida, aresistência de união foi determinada em máquina de
ensaios universal Instron,com carregamento compressivo com velocidade de 0,5 mm/min até
o deslocamento darestauração. Os valores obtidos em N foram convertidos em MPa,
considerando a aárea de união. Os dados deresistência de união foram submetidos a ANOVA 2
critérios e teste de Tukey(5%). A resistência de união não foi influenciada nem pela técnica
restauradorae nem pela ciclagem termo-mecanica. Todos os grupos apresentaram
resultadossimilares. Conclui-se que a utilização de forradores resinosos não aumenta
aresistência de união de restaurações de compósito. Ainda a ciclagemtermo-mecânica não
acarreta em efeito deletério na interface de união nascondições testadas neste estudo.
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ID 110 - A EFETIVIDADE DA AFERIÇÃO DE APARELHOS FOTOATIVADORES DE LUZ
HALÓGENA E LED COM DIFERENTES RADIÔMETROS.
KÁTIA MARTINS RODE, CARINA SINCLER DELFINO, CARLOS EDUARDO FRANCCI,
MÍRIAM LACALLE TURBINO
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo
Existe um alto grau de dependência entre o sucesso darestauração de resina composta e a
capacidade de polimerização da luz visívelirradiada dentro de um determinado período de
tempo. Por isso a necessidade darealização frequente de aferições com radiômetros, para
saber se a intensidadede luz gerada está sendo suficiente para uma fotoativação adequada das
resinascompostas por exemplo. Muitos profissionais têm utilizado o mesmo radiômetropara
aferir a intensidade dessas fontes de luz, o que é controverso, poisalguns autores
contraindicam essa utilização, já que o espectro do comprimentode onda emitido por esses
aparelhos são diferentes. O objetivo desse trabalho écomparar a aferição de dois tipos de
fontes de luz (halógena e LED) utilizandodois tipos de radiômetros, um específico para luz
halógena e outro específicopara LED e utilizando como controle o equipamento Power Meter
Ophir. Foram utilizados dois fotoativadores de luzhalogena (Degussa, J. Morita) e dois de LED
(SDI e 3M). Cada fotoativador foiaferido pelos 3 radiômetros, totalizando 12 grupos. Para cada
grupo foramrealizadas 10 aferições com a distância e a posição das pontas dos
fotoativadorespadronizadas. Todos os dados foram transformados em potencia e depois
feita,para cada fonte, uma análise de variância e teste de Tukey comparando os 3radiômetros.
Em todas as fontes, os maiores valores obtidos foram com o PowerMeter, seguidos do
radiômetros específico para halógena e depois peloespecífico para LED. Concluindo que os
radiômetros podem ser utilizados comoforma de monitorar os equipamentos, desde que seja
utilizado
sempre
o
mesmoaparelho.
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ID 121 - INFLUÊNCIA DO TIPO E TAMANHO DAS PARTÍCULAS DE CARGA NA DUREZA E
PROFUNDIDADE DE POLIMERIZAÇÃO DE COMPÓSITOS EXPERIMENTAIS
ROBERTA CAROLINE BRUSCHI ALONSO, FABIANA BARBARA PIVETA, RICARDO AMORE,
ANDRÉA ANIDO ANIDO, CAMILLO ANAUATE NETTO
Faculdade de Odontologia da Universidade Bandeirante de São Paulo
Oobjetivo do estudo foi determinar os efeitos do tipo e tamanho das partículasde carga nas
propriedades mecânicas de compósitos resinosos experimentais a fimde estabelecer
formulações com características mais favoráveis a aplicaçãoodontológica. Para tanto, a dureza
e a profundidade de polimerização de 10compósitos experimentais a base de
BisGMA/TEGDMA com diferentes tipos etamanhos de partículas de carga (C1: Silica 0.5ìm; C2:
Vidro deBário/sílica, 1ìm/0,5ìm; C3: Vidro de Bário 1ìm;C4: Vidro de Bário 0,02ìm; C5: Vidro de
Bário mistura, 1ìm/0,02ìm;C6: Feldspato 2ìm; C7: Feldspato 1ìm; C8: Feldspato0,8ìm; C9:
Feldspato mistura, 0.8ìm/1ìm/2ìm;C10: Feldspato/Silica, 1ìm/0.5ìm) foramdeterminadas.
Espécimes cilíndricos (3mm diâmetro x 5,2mm espessura) foramconfeccionados (n=10) e
fotoativados por 40s. Em seguida, a porção nãopolimerizada foi removida com espátula
plástica e a espessura remanescente doespécime foi mensurada com paquímetro digital. Após
24h, a dureza Knoop foiaferida em microdurômetro HMV 2000 (Shimadzu). Foram realizadas 3
identaçõespor amostra com carga de 50g por 30s. Os dados de dureza e profundidade
depolimerização foram submetidos a ANOVA e teste de Tukey (á=0,05). A dureza dos
compósitosexperimentais variou entre 59,5KNH (C1) e 32,1KHN (C8). A profundidade
depolimerização variou entre 2,71mm (C1) e 5,05mm (C4). Pôde-se constatar que otipo e
tamanho das partículas de carga influencia diretamente a dureza eprofundidade de
polimerização de compósitos experimentais. O feldspato pareceser uma alternativa viável para
reforço mecânico de compósitos, entretanto ocompósito contendo apenas partículas com
0,8ìmapresentou dureza inferior e menor profundidade de polimerização quandocomparado
aos outros compósitos de feldspato. A sílica gerou aumento da dureza,mas reduziu a
profundidade de polimerização tanto para o compósito contendoapenas sílica (C1), como nos
compósitos em que ela foi combinada com outros tiposde carga (C2 e C10).
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ID 122 - FLUORETO DE SÓDIO COMO INIBIDOR IRRREVERSÍVEL DE GELATINASES HUMANAS
MELISSA THIEMI KATO, ANGELA BOLANHO, BRUNO LARA ZARELLA, LEO TJÄDERHANE, MARÍLIA
AFONSO RABELO BUZALAF
Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo
A importância do fluoreto (F-) na prevenção de cárie dentária devido a um balanço favorável
em reações de des- e remineralização do esmalte e dentina, já está bem estabelecida na
literatura. No entanto, a capacidade do F para inibir proteases, como as metaloproteinases da
matriz (MMPs), nunca foi investigada. Objetivo: Avaliar a capacidade do F em inibir gelatinases
humanas salivares e purificadas. Métodos: Foram analisadas MMPs de saliva (MMP-9) e MMPs
humanas purificadas (-2 e -9). Saliva estimulada foi coletada de 10 indivíduos saudáveis
desprovidos de dentifrício fluoretado durante quatro dias. Pool de saliva foi centrifugado e o
sobrenadante armazenado sob refrigeração (-20°C) até o experimento. Amostras foram
incubadas durante 1 h a 37°C e imediatamente submetidas à zimografia em quintuplicata.
Fluoreto de sódio (50-275 ppm F) foi adicionado no tampão de incubação (19 h, 37°C) para
análise da curva dose-resposta. A reversibilidade da inibição pelo F foi avaliada, adicionando-se
concentrações de 250, 500, 1500 e 5000 ppm F, ao tampão de incubação (19 h, 37°C) e a
seguir, removendo-se o F do meio e procedendo à incubação por mais 19 h. As bandas de
eletroforese foram escaneadas e analisadas utilizando-se software apropriado. IC50 e IC100
foram calculadas. Resultados: F diminuiu as atividades das formas pró e ativas das MMPs
humanas salivares e purificadas de uma forma dose-resposta. Formas purificadas de MMP-2 e
-9 foram completamente inibidas por 200 ppm F (IC50=100 e 75 ppm F para MMP-2 e -9,
respectivamente). A MMP-9 salivar foi completamente inibida por 275 ppm F (IC50=200 ppm F).
A inibição das gelatinases salivares ou purificadas foi irreversível com 5000 ppm F. Conclusão:
Este é o primeiro estudo a descrever a capacidade do NaF em inibir gelatinases humanas. Esses
achados fornecem novas perspectivas e podem ajudar a explicar o mecanismo de ação do F na
prevenção da cárie e erosão na dentina.
XX Encontro do Grupo Brasileiro de Professores de Dentistica
São Paulo – SP – Brasil
30 de maio a 1º de junho de 2013
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ANAIS XX ENCONTRO DO GRUPO BRASILEIRO DE