ANA MARIA NAUIACK DE OLIVEIRA Laboratório de Ensino e Aprendizagem em Matemática: As Razoes de Sua Necessidade. Dissertação de Mestrado apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de mestre, no curso de PósGraduação em Educação, do Setor de Educação, da Universidade Federal do Paraná. CURITIBA 1983 Or i e n t a d o r L a u r o da S i l v a B e c k e r Doutor em Educação pela Sorbonne Professor de Méto do s adjunto do Departamento e Técnicas em Educação da U ni v e rsidade Federal do Paraná Co n s u l t o r e s C a r l o s Av o s a n i Mestre em Educação pela UniversidaFederal do Paraná Professor adjunto do Departamento de M é t o d o s e T é c n i c a s em E d u c a ç ã o da Universidade Federal do Paraná Ma r i n a Z e n i Gu e d e s Mestre em Educação pela Universida de Federal do Paraná Professor adjunto do Departamento de B i b l i o t e c o n o m i a da Federal do Paraná iii Universidade Su m a r i o Re s u m o .......... vi Capítulo I 1. Enfoque BÃsico da Proble m á t i c a no Ensino da Matemá t i c a 1.1 ABORDAGEM GERAL DO PROBLEMA .................. 1 1.2 UMA PESQUISA Dl AGNÓSTICA COMO SUPORTE BÃSICO DO PROBLEMA .......................... 7 1.3 SUPORTE BÃSICO DO PROBLEMA ............................................................... 11 1.4 AS QUESTÕES E S P E C Í F I C A S DAPESQUISA ................................................... 16 1.5 PRESSUPOSTOS BÁSICOS E V A R IÁ V E IS DA PESQUISA 17 1.6 DEFINIÇÃO DE TERMOS / ......................... ................................. 18 Capítulo I I 2. Revisão de Litera t u r a 2.1 A MATEMÁTICA EM UM CONTEXTO GERAL .................................................. 20 2.2 A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA E A LEGISLAÇÃO VIGENTE ............................................... * ................................................ 2.3 FUNCÃO E P A P ÉI S DO PROFESSOR r 25 .................................. 29 Capítulo I I I 3. Met odologia 3.1 DA PESQUISA DIAGNOSTICA .............................................................. 3.2 DA PESQUISA EXPLORATÓRIA C ap ítu lo 36 .• .......... 39 .......... 45 IV 4. Análise e Interpretação dos Resultados 4.1 OS DADOS DA PESQUISA DIAGNOSTICA OU PRÉ~PESQUISA iv 4. 2 0 INSTRUMENTO E A ANÁLISE DAPESQUISA EXPLORATÓRIA ................. 49 4.3 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DO INSTRUMENTO DE P E S Q U I S A .................. 49 4. 4 RETOMADA CONCLUSIVA DA ANÁLISE DOSRESULTADOS ........................ 79 Capítulo V 5. Um Laboratório de E n s i n o - P e s q u i s a e A p r e n d i z a g e m de Matemática 5 . 1 POR QUE UM LABORATÓRIO? 5. 2 A PROPOSTA Conclusão A nexos ..................... • .................................................... 82 - ............ 89 107 ..................................................................................................................................... Re f e r ê n c i a s B i b l i o g r á f i c a s ................................... V 111 138 Re s u m o Muito se t e m d i t o sob r e as d e f i c i ê n c i a s d o e n s i n o da m a t e m á t i c a em vários paises e em todos os níveis. cias, pode-se afirmar: A partir destas evidên 1 - e x i s t e m deficiências no processo en- s in o - aprendizagem da m a t e m á t i c a a nível de 19 e 29 g r a u s , 2 - tais d e f i c i ê n c i a s necessitafn de e s t u d o s e s u g e s t õ e s p a r a a sua correção, casos, 3 - estas deficiências são decorrentes, da formação do professor de matemática. mações prévias s e rvirão de ma desta pesquisa. Estas C o m base nà r e v i sã o de ção mais prec i s a do problema, literatura, a efeito, num primeiro Esta pesquisa junto a alunos e professores de alguns foi r ea l izada c o l é g i o s de Curitiba, como junto a alguns alunos e p r o f e s s o r e s d a UFPR. como consequência, nestas subsídios para uma defini levou-se uma pesquisa diagnostica. quisa facilitou, três af i r suporte para a formulação do proble afirmações e com o intuito de busca r momento, na maioria dos bem Esta pré-pes- a definição do problema e das questões específicas deste trabalho, assim como a definição dos pressupostos básicos que n o r t e a r a m a pesquisa exploratória. Pode-se afirmar, conforme que um dos pontos mais se c o n s t a t o u p e l a p e s q u i s a d i a g n õ s t i c a cruciantes na relação ensino e aprendiza g em da m a t e m á t i c a está cent r a do na f o r m aç ã o do professor. constatação é que se d e f i n i u o e n f o q u e d o p r o b l e m a : Desta deficiências na fo r m a ç ã o p e d a g ó g i c a do p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a no C u r s o de Licenciatura em Matemática. o objetivo deste trabalho: Com este enfoque propor alternativas que aperfeiçoamento do currículo do Curso. que ficou estabelecido forneçam o A pesquisa exploratória foi l evada a e f e i t o nes t e t r a b a l h o teve por o b j e t i v o c o n f i r m a r ou nã o os p r e s s u p o s t o s b á s i c o s da pesquisa, os q u a i s p o d e m ser sinteticamente enu n c i a d o s da seguinte maneira: A percepção dos a l u n o s - m e s t r e s do C u r s o de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a na UFPR retrata a realidade de sua posição dagógica e ao ensino da matemática. ram inquiridos Na pesquisa exploratória 1982 e d o 19 s e m e s t r e de se d e v e u ao f a t o d e a c r e d i t a r - s e q u e 1983. Esta se o C u r s o de L i cenciatura em Matemática oferecer uma formação profissional quada, fo apenas os a l u n o s - m e s t r e s do curso e m questão, f o r m a n d o s do 29 s e m e s t r e de limitação face à sua formação p e ade e s t e a p e r f e i ç o a m e n t o s e r á r e p a s s a d o p a r a as e s c o l a s o n d e vi os futuros profes s o r e s irão atuar. A pesquisa exploratória fe i t a a t r a v é s de u m i n s t r u m e n t o o n d e foi se b u s c o u a v a l i a r a f o r m a ção p e dagógica dos alunos do Curso de L i ce n c ia t ur a em M a te m á ti c a na UFPR. Os resultados obtidos com a aplicação deste instrumento r e v e l a m que os a l u n o s - m e s t r e s p o s s u e m um a v i s ã o c r í t i c a de sua formação p e d a g ó gi c a a pon t o de a f i r m a re m que esta m e s m a se e n c o n t r a e n t r e o s n í v e i s regular e deficiente 52 ). E s t a c o n s t a t a ç ã o c o n f i r m a , portanto, aulas, local, As variáveis apontadas adequação do conteúdo, ( q u a d r o 1, p. os p r e s s u p o s t o s cos da p e s q u i s a e aponta u m a série de v a r i á v e i s nesta formação. se r e f e r e m ao n ú m e r o de unidades de conteúdo, trabalho docente e discente e estágio ensi m é t o d o s de supervisionado. partes da pesquisa exploratória que definiram outros pressupostos: bási intervenientes no e aprendizagem da matemática no meio comunitário, formação pedagógica do formação As quatro a avaliação da licenciando em matemática, c o n f i r m a r a m os existe uma real dependência entre ciências do ensino e aprendizagem da matemática no as d e f i 19 e 29 g r a u s e as d e f i c i ê n c i a s n a f o r m a ç ã o d o p r o f e s s o r d e s t a d i s c i p l i n a . percepção dos alunos-mestres, a principal Na falha na formação p e dagógica do curso e m q u e s t ã o está no est á g i o sup e r v i s i o n a d o e na prá t i c a de ensino. A f i r m a m os alunos-m e s tr e s que o est ág i o pervisionado não oferece o que o aluno deseja, cessidades da comunidade a que deve servir. n e m s u p r e as n e Na b u s c a do a p e r feiçoamento do Cur s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a da UFPR, gere-se neste trabalho, u ma p r o p o s t a de a pr e n dizagem da matemática. tunidades su su laboratório de ensino e O laboratório proposto oferece opor sej a de r e a l i z a ç ã o de u m a p e s q u i s a e s p e c í f i c a de i n t e resse d i r e t o de u m gru p o de alunos ou professores, seja na ten tativa mais ampla de envolver toda a comunidade e/ou a universi dade em suas funções de ensino, pesquisa e extensão. A referida proposta t em como o bjetivo o ape r fe i ço a m en t o do p r o c e s s o ensino-aprendizagem da matemática nòs três graus, bem como deverá atender e p r o m o v e r a i n t e g r a ç ã o das áreas de f o r m a ç ã o g e r a l e e s p e c i f i c a n o C u r s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a n a UFPR. este laboratório, vislumbra-se Com a p ossibilidade de integração do curso em q u e s t ã o com o Setor de E d u c a ç ã o da UFPR, no sentido de promover-se uma real adequação entre âs necessidades da comunidade. teoria e prática voltadas Em suma, v ii tal proposta pretende desenvolver nos alunos-mestres der para que p o s s a m bu s c a r a c a p a c i d a d e ãe a p r e n d e r a a p r e n seu próprio aperfeiçoamento não a p e nas e m cur s o de l i c e n c i a t u r a m a s a t r a v é s de um a E d u c a ç ã o P e r m a nente. Espera-se que o presente r a o p r o b l e m a d e s t a p e s q u i s a e, estudos no sentido de novas trabalho desperte ao m e s m o tempo, conquistas to. v iii interesse pa motive outros nesta área do conhecimen Ab s t r a c t A lot has been said about the d e f i c iencies Mathematics, in s e v e r a l c o u n t r i e s a n d in e v e r y level. from these evidences, deficiencies levels state the teacher. The following: 1 - there are in 2 - such deficiencies need study and suggestions in m o s t c a s e s , 3 - these deficiencies are by the f o r m a t i o n of the M a t h e m a t i c s three a b o v e - m e nt i on e d statements will se r v e as a f o r t h e f o r m u l a t i o n o f the p r o b l e m in t h i s r e s e a r c h . on literature review, on these statements s u p p o r t for a m o r e p r e c i s e d e f i n i t i o n of and, taken place among as well U n i v e r s i t y of Paraná. some students much easier, a research has schools in C u r i and teachers of the Federal T h i s p r e - r e s e a r c h has, the d e f i n i t i o n of the p r o b l e m and of paper, This s t u dents and t e achers of some as a m o n g Based i n t e n d i n g to find the probl em , d i a g n o s t i c r e s e a r c h has b e e n c a r r i e d out. tiba, Starting teaching-learning process, to be p r o p e r l y c o r r e c t e d , brought about, basis we can in the M a t h e m a t i c s 1 a n d 2, in o r d e r in the t e a c h i n g o f the consequently, specific as w e l l as the d e f i n i t i o n of issues made in this the b asic p r e s u p p o s i t i o n s w h i c h have g u i d e d the e x p l o r a t o r y research. possible to assert, research, b a s e d on the resu l t s of the d i a g n o s t i c that one of the m o s t crucial points teaching-learning relation teacher. problem was made clear: mática" that the o u t l i n e of the deficiencies teacher in t h e in the p e d a g o g i c a l e s t a b l i s h e d the a im of the work: proposing improve the c u r r i c u l u m of the course, c a r r i e d o u t in t h i s p i e c e of w o r k e n u n c i a t e d as fol l o w s : the of the Fede r a l This outline alternatives which can the e x p lo r at o r y research aimed to conf i r m or deny the the research, w h i c h can be the p e r c e p t i o n of the "Curso de L i c e nc i at u r a e m Matemática" Course) their, p e d a g o g i c a l the t e a c h i n g of M a t h e m a t i c s . students-teachers 1982 formation and before In the e x p l o r a t o r y r e s e a r c h , and in the fir s t ix in portrays the reality the s t u d e n t - t e a c h e r s of the a b o v e - m e n t i o n e d course, the seco n d s e m e s t e r - o f syntheticaly (Mathematics Licentiate U n i v e r s i t y of Paraná, of their position before formation "Curso de Licenciatura em M a t e (Mathematics Licentiate C o u r s e ) . basic p r e s up p os i t io n s of in the M a t h e m a t i c s is c e n t e r e d in the f o r m a t i o n of t h e It was f r o m this a s s e r t i o n of the M a t h e m a t i c s It is only g r a d u a t e d in s e m e s t e r of 1983, were questioned. the T h i s l i m i t a t i o n w a s d u e to th e b e l i e f t h a t if "Curso de L i c e n c i a t u r a e m Matem á t i c a " Course) o f f e r s an a d e q u a t e p r o f e s s i o n a l impr o v e m e n t s will be p a s s e d on to the teachers will perform. formation, The exploratory research was the p e d a g og i ca l and failing, confirms students in the that the their pedagogical formation, Therefore, the basic presuppositions out a num b er of variables w h i c h methods and, to the point of this r esearch and points interfere units of content, in the c o m m u n i t y , teaching supervised probation. fair this knowledge in t his formation. v ariables m e n t i o n e d refer to the number of classes, Mathematics of student-teachers form a t i o n rests b e t w e e n levels: ( t a b l e 1 - p . 55 ) suitability of content, "Curso The results obtained by the instrument reveal of stating that this same a t t e m p t e d to (Mathematics Licentiate Course) the Fede r a l U n i v e r s i t y of Paraná. have a critical view of it was formation of the de L i c e n c i a t u r a em Matemática" application of this the resulting schools where the future car r i e d o ut through an i n s t r u m e n t whe r e evaluate (Mathematics Licentiate The location, teaching and learning and learning working The four parts of the ex pl oratory research w h i ch defi n e d the eval u at i o n of the pedagogical formation of c o nfirmed the other the licensee presuppositions: in M a t h e m a t i c s , there have is a r e a l d e p e n d e n c e between the deficiencies in t e a c h i n g a n d l e a r n i n g M a t h e m a t i c s the 1st. and the deficiencies and 2nd levels, in the f o r m a t i o n of the M a t h e m a t i c s teacher. A c c o r d i n g to w h a t the have perceived, the m a i n f l a w in the p e d a g o g i c a l course in q u e s t i o n teaching practice. is i n t h e The serve. student-teachers state ciatura em Matemática" formation of the that the improvements within the it is s u p p o s e d to "Curso de Li c e n (Mathematics Licentiate Course) U n i v e r s i t y of Paraná, laboratory offers opportunities, in the students or teachers, or, community and/or the University, teaching research and extension x This proposed either to a cc omplish a specific in t e r e s t of a gro u p of attempting to involve the entire in its of the this w o r k p r o p o s e s the c r e a t i o n of a laboratory for teaching and learning Mathematics. research supervised students desire nor the n e c e s s i t i e s of the c o m m u n i t y w h i c h In the q u e s t for Federal student-teachers s u p e r v i s e d p r o b a t i o n a n d in the probation per io d neit h e r offers what the supplies in functions. The objective of the above m e n t i o n e d prop o s i t i o n Mathematics teaching-learning process well as p r o m o t i n g and a t t e n d i n g and specific temática" is, formation areas i m p r o v e m e n t of the in the three levels, as to the i n t e g r a t i o n of the g e n e r a l in the "Curso de L i c e n c i a t u r a em M a (Mathematics Licentiate Course) of the Federal University of Paraná. Whith this of the p o s s i b i l i t y of i n t e g r a t i o n of this c ourse w i t h the E ducation Section of the Federal laboratory we catch a glimpse U n i v e r s i t y of Paraná, as a m e a n s of p r o m o t i n g a real a d e q u a c y b e t w e e n t h e o r y and p r a c t i c e turned to t he n e c e s s i t i e s o f t h e c o m m u n i t y . is i n t e n d e d t o d e v e l o p "learn how to learn", o n l y in a c o u r s e in the at the achievements s t u d e n t - t e a c h e r s the c a p a c i t y to for t e a c h e r s but, same time, this proposition so t h e y c an seek t h e i r o w n p e r f e c t i n g , I hope this work arouses and, In short, interest not through a Permanent Education. in the p r o b l e m of this rese a r c h motivates other studies in their a r e a of knowledge. a i m i n g at o t h e r Ca p i t u l o I E n f o q u e Bá s i c o do 1.1. Ensin o Pr o b l e m á t ic a da da Ma t e m á t i c a ABORDAGEM GERAL DO PROBLEMA Muito se t e m d i t o s o b r e as d e f i c i ê n c i a s d o e n s i n o d a m a temática em v á r i o s p a i s e s e e m todos os níveis. também, que muito É indiscutível, se t e m f e i t o p a r a b u s c a r a s c a u s a s p r i m e i r a s destas deficiências. Não se q u e s t i o n a a q u i o f a t o d e q u e c a d a r e a l i d a d e a p r e s e n t a c a r a c t e r í s t i c a s p r ó p r i a s e, p o r t a n t o , buscar suas próprias soluções. Tal fato, porém, proposições e conclusões obtidas em outros deve n ã o a n u l a as contextos. As e vi dências das d i f i c u l d a d e s de e n s i n o - a p r e n d i z a g e m e m m a t e m á t i c a foram constatadas por tantas pesquisas que ê possível adiantar algumas posições prévias em relação a este 1) existem deficiências no processo trabalho: ensino-aprendizagem d a m a t e m á t i c a n o 19 e 29 g r a u s ; 2) tais deficiências n e cessitam de estudos e para sua correção; e 3) e s t a s d e f i c i ê n c i a s casos, sugestões são decorrentes, na m a i o r i a dos da f o rmação do p r o f e s s o r de m a t e mática. De acordo com o informe da Q u i n t a C o n f e r ê n c i a ricana sobre Educação Matemática é que Interame- se d a r á i n í c i o às cons tatações que confirmarão tais posições prévias. Segundo o Senhor Ministro da Educação e da Cultura, na 2 época, Prof. Euro BRANDÃO, em seu discurso de abertura da r e f e rida conferência, É f o r a de d ú v i d a que vem s e n d o a m a t e mática considerada matéria confusa, a b s u r d a , d i v o r c i a d a de s i t u a ç õ e s v i t a i s ; o r e s u l t a d o de s e u e n s i n o n ã o tem sido, em n o s s o s dias, m u i t o a l e n tador. P o r isso que é i m p o r t a n t e p a r a o M i n i s t é r i o da E d u c a ç ã o e C u ltura p e d i r a at e n ç ã o dos es t u d i o s o s par a u m a d i s c u s s ã o e x a u s t i v a s o b r e os s e g u i m e n t o s que esta a f i r m a t i v a c o m p o r t a , s e j a em n i v e l de c o n t e ú d o , seja em nivel metodológico. Penso s i n c e r a m e n t e q u e a m a t e m á t i c a ■c o m o c o n t e ú d o da e d u c a ç ã o g e r a l e t a m b é m dá educação especifica, precisa ser s u b m e t i d a a r i g o r o s o p r o c e s s o de a p e r feiçoamento e adaptação.1 Na mesma ocasião o prof. Hassler Internacional Comission on Mathematical um p r o b l e m a de igual suporte. Afirma WHITNEY, presidente Instruction, WHITNEY, que do apresenta atualmente os e s t u d a n t e s est ã o a p r e n d e n d o m a t e m á t i c a apenas como u m a s s u n to a ser d e c o r a d o e não são capazes de aplicar bilidades em problemas práticos, enfatizando que desde crianças assu m em atitudes de apenas são capazes de q u e s t i o n a r de pensar invés sua capacidade ou sua do p r o c e s s o pouco a pouco, S e g u n d o ele, de r a e i o d n i o . A c u r a a responsabilidade de a aprendi estã na r e s p o s t a estã em seu próprio não possibilidade o que reduz "o f o c o ha c e d o as aprender o que devem e sobre um determinado assunto, zagem significativa. conceitos e ao devolver-lhes, raeiodnio. * B R A N D Ã O , E u r o . D i s c u r s o s de a p e r t u r a . In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Á T I C A , 5. , C a m p i n a s , 1979. E d u c a c i ó n M a t e m á t i c a en l as A m é r i c a s - V. M o n t e v i d e o , Unesco, O f i c i n a R e g i o n a l de C i ê n c i a y T e c n o l o g i a p a r a la A m e r i c a Lati n a y el C a r i b e , 1 97 9. p. 7. 3 Isto dava novamente sentido a a p r e n d i z a g e m .n é apenas encontrada em escolas brasileiras, apontada em escolas espanholas por IBARRA. 2 Tal mas situação não t a m b é m foi O referido professor aponta como grave a situação do ensino da matemática na nha, onde a mesma dos professores, torna-se preocupante que não têm base devido â Espa inexperiência suficiente para promover uma ~ 3 reformulação no ensino da matematica. Estas deficiências de ensino e aprendizagem são apontadas por Valente, que, também segundo ele Do p o n t o de v i s t a do a l u n o 3 a s i t u a ç ã o e m a i s a g r a v a n t e p o r q u e n ã o so e l e ê i n c a p a z de a s s i m i l a r o s c o n c e i t o s bãsicosy como d e s e n v o l v e r uma v e r d a d e i r a a v ersão aos assu n t o s que e n v o l v e m ma t e m á t i c a . É a 1m a t e m a t i c a f o b i a ', <2 e s te s i n t o m a e p a r t i c u l a r m e n t e notável e m f r a s e s c o m o : fd e f i n i t i v a m e n t e não d o u p a r a m a t e m a t i c a '^ o u 9a h ! se eu pego quem inventou a m a t e m a t i c a U m a s p e c t o i n t e r e s s a n t e q u e se n o t a no a t u a l .e n s i n o d a m a t e m a t i c a ê o divor cio que existe entre o a p r e n d i z a d o n a tural pelo qual a criança descobre i m portantes conceitos (inclusive c o n c e i tos de m a t e m a t i c a ) d u r a n t e o período pre-escolar, e o aprendizado alienado utilizado nas escolas 2 WHYTNEY, Hassler. Aprendendo matematica para a vida f u tu r a. In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M A T I C A , 5., C a m p i n a s , 19 79. E d u c a c i o n m a t e m a t i c a en Ias A m é r i c a s - V. M o n t e v i d e o , U n e s c o , O f i c i n a r e g i o n a l de C i ê n c i a e Tecnologia p a r a a A m e r i c a L a t i n a y el C a r i b e , 1 9 7 9 . p. 19. 3 P A S C U A L I B A R R A , J o s e R. E l s i s t e m a e d u c a t i v o en Espa na. In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M A T I C A , 5. , C a m p i n a s , 19 7 9. E d u c a c i o n m a t e m a t i c a en I a s A m é r i c a s - V. M o n t e v i d e o , U n e s c o , O f i c i n a Re g i on a 1 de C i ê n c i a e tecnologia para a A m e r i c a L a t i n a y el C a r i b e , 1 9 7 9 . p. 50. A — VALENTE, Jose Armando. A p r e s e n ç a do s c o m p u t a d o r e s no e n s i n o da m a t e m a t i c a c o m o u m a e x t e n s ã o da e x p e r i e n c i a d a c r i a n ça. In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M A T I C A , 5., C a m p i n a s , 1 9 79 . E d u c a c i o n m a t e m a t i c a en la s A m é r i c a s - V. M o n t e v i d e o , U n e s c o , O f i c in a R e g i o n a l dê C i e n c í a ê T e c n o l o g i a p a r a a A m e r i c a L a t i n a y el C a r i b e , 1 9 7 9 . p. 989. 4 0 contraste de que fala Valente, entre o que e como é ensino da m a t e m á t i c a na p r ê - e s c o l a e no 19 grau, problema a nlvel de metodologia, porém, LOSADA parece levar o & LOSADA afirmam que o professor de m a t e m á t i c a de nível m é d i o tamb é m ê u m tisfeito e que busca novos caminhos, deficiências em sua formação, o c o n t u d o n ã o sabe, insa devido á l e v a r a cab o as m o d i f i c a ç õ e s que se f a z e m n e c e s s á r i a s .^ A p r e o c u p a ç ã o c o m as d e f i c i ê n c i a s n o e n s i n o e gem da m a t e m á t i c a m e r e c e u até m e s m o um livro, Matemática Moderna" , escrito pelo matemático Kline em razão de aprendiza "0 F r a c a s s o da americano Morris suas p e s q u i s a s b u s c a n d o as c a u s a s de tai s d e f i c i ê n c i a s .^ Pode-se concluir ce atenção não só n o que o problema é realmente sério e m e r e sentido de de m o n s t r a r que a c omunidade U niversitária e nfrenta os m e s m os problemas, como no s e n t i d o de buscar alguma alternativa que proporcione oportunidades de v i a bilizar um aperfeiçoamento no processo ensino-aprendizagem. tas constatações ê que d e r a m o r ig e m à primeira p o s i ç ão Es prévia deste trabalho. De maneira geral, transmissão de técnicas. o e n s i n o da m a t e m á t i c a é u m p r o c e s s o de Este não p r op orciona n e m ao ao p r o f e s s o r o p o r t u n i d a d e de p e n s a r sar as d i f e r e n t e s alternativas de aluno nem sobre um problema ou an al i soluções. A matemática ainda L O S A D A M A R Q U E Z , R i c a r d o & L O S A D A , M a r y F a l k de. Nuevas t e n d e n c i a s en la e v a l u a c i o n y a p r e n d e z a j e de la m a t e m á t i c a . In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç A O M A T E M Á T I C A , 5., Cam p i n a s , 1 9 79 . E d u c a c i õ n m a t e m á t i c a en l a s A m é r i c a s - V. M o n t e v i d e o , U n e s c o , O f i c i n a R e g i o n a l de C i ê n c i a e T e c n o l o g i a p a r a a A m e r i c a L a t i n a y el C a r i b e , 1 9 7 9 . p. 143. C. Paulo, KLINE, Ibrasa, Morris. 0 fracasso 1 9 7 6 . 2 1 1 p. ^ da m a t e m á t i c a m o d e r n a . ^ Sao 5 é considerada uma matéria acabada, i s t o é, o p r o f e s s o r n ã o oportunidade de p e r c e be r e de m o n s t r a r te, pois, a sua evolução permanen a matemática entendida como ciência acabada, -lhe um rigor n e m sempre real ou n e c e s s á r i o ao aluno. tem atribuiOra, este r i g o r n ã o n a s c e c o m a d e s c o b e r t a d e a l g u m r a m o d e s t a c i ê n c i a e, si m , o mesmo ê buscado dentro da que foi d e s e n v o l v i d o Assim, lógica, intuitivamente tem um suporte o lógico.7 n o 19 e 29 g ra u s o d e s e n v o l v i m e n t o de u m a ou a q u i s i ç ã o de u m c o n c e i t o a nív e l do que para assegurar que técnica intuitivo, é mais desejável sua d e m o ns t ra ç ã o ou d e f in i çã o rigorosa, porque neste es tágio o aluno tem a necessidade conceito para, diferentes d e sta forma, situações, transferir conceito, Já, seus conhecimentos para transferência esta que não ocorrerá q u a n do a técnica for apenas e tão significado. de c o m p r e e n d e r o s i g n i f i c a d o do somente t é cnica d e s p r o v i d a de se o a l u n o n ã o c o n h e c e o s i g n i f i c a d o d e u m aplicá-lo-á apenas em situações padronizadas, sem a necessária dinâmica do próprio desenvolvimento do aluno ou da ciência. Portanto, se o p r o f e s s o r n ã o d e m o n s t r a r a d i n â m i c a aquis i ç ã o de u m c o n c e i t o ou da c o n q u i s t a de uma técnica, maioria dos alunos, ções, da a verá a m a t e m á t i c a como um rol de d e f i n i teoremas e axiomas que aparecem inesperadamente na imagi naç ã o de a l g u é m ou a v e r á como u m e m a r a n h a d o de t é c n i c a s e f ó r mulas, cada uma aplicável xão com a realidade. ma, S e, a um problema-tipo, sem nenhuma co n e na ten t at i v a de resolver a l g u m p r o b l e tanto os professores como os alunos tivessem presentes conceitos nele envolvidos, 7 K L I N E . p. 58-71. bem como a evolução os histórica dos 6 teoremas e problemas clássicos d e c o r re n t es de tais conceitos, e n t ã o se t e r i a r e a l m e n t e u m a c o m p r e e n s ã o m a t e m á t i c a . Sem a aquisição do significado da disciplina e sem o domínio dos c o n ceitos fundamentais a esta compreensão, ensinar matemática, pois, sabe-se que não se p o d e realmente a aquisição de u m c o n c e i to ou o domínio de algum significado em matemática somente possível, quando existe uma ação concreta do aprendiz objeto de seu aprendizado, zendo. i s t o ê, a matemática sobre maioria adequado para desenvol ver uma estrutura lógica de raciocínio ou trabalhar um uma propriedade ou desenvolver problemas. ensino, aprender matemática para conhecê-la técn i c as de reso l u çã o de p o i s o a l u n o se o b r i g a de a a p e n a s p a r a o b t e r n o t a de a p r o v a ç ã o e ou aplicá-la em alguma ensino e a aprendizagem da matemática no não concei E s t a s i t u a ç ã o é u m a s p e c t o c o m u m aos tr ê s g r a u s acarretando uma ansiedade, artificial, fa m u i t o r a r a m e n t e os m e s m o s u t i l i - zam-se de algum método particular mais to, o se a p r e n d e A p e s a r de tal a f i r m a ç ã o p a r e c e r e v i dente p a r a a dos professores de matemática, ê totalmente desvinculados s i t u a ç ã o real. se t o r n a m u m a não Assim, o situação da realidade em que o alu sabe por que aprender e o p r o fessor não sabe por que e n sinar . C o r r o b o r a m e s t a a f i r m a ç ã o as c o n c l u s õ e s a p r e s e n t a d a s S e c retaria de E s t a d o da E d u c a ç ã o p e l a c o m i s s ã o da ticipou de uma p e s q u i s a d o 29 grau, UFPR que p a r sobre melhoria da qualidade do mais especificamente, do sub-projeto que C u r r í c u l o da M a t e m á t i c a no E n s i n o de 29 Grau. Segundo a ensino analisa seu relator: As criticas aos conhecimentos minis trados pela e s c o l a 3 tão em desacordo 0 7 com a vida prática, foram demais ex p r e s s i v a s p a r a q u e se t e n t a s s e desco brir, talvez, um i n s i g n i f i c a n t e n ú m e r o de p r o f e s s o r e s que p o s s a m a f i r m a r que t e m s u c e s s o e, m u i t o m e n o s , s e esse sucesso é fruto desta ou daqu e l a m e t o dologia. 8 Tais afirmações posições prévias deste Portanto, também contribuíram para a definição trabalho. é fato constatado que existe uma insatisfação ge ne r alizada c om relação ao e n s i no e a p r en d iz a g em da ca. matemáti E s t a i n s a t i s f a ç ã o ê d e t e c t a d a t a n t o a nlv e l de aluno, de professor, das como sentida por técnicos em educação em suas d i f e r e n tes áreas. 1.2. UMA PESQUISA DIAGNOSTICA COMO SUPORTE BÁSICO DO PROBLEMA Como suporte básico para o problema deste trabalho foi levada a efeito uma p e s q u i s a d i a g n õ s t i c a com o obje t i v o de p e r c e b e r q u a i s as d i f i c u l d a d e s e n c o n t r a d a s n o e n s i n o e gem da matemática. Tal p e s q u i s a foi realizada professores de alguns alguns colégios de Curitiba, junto aprendiza a alunos e bem como junto a alunos e p r o f e s s o r e s da UFPR. A pesquisa consta de quatro perguntas abertas, de uma o r ientação (ver A n e x o As quatro questões sintetizadas da seguinte precedidas 1). suscitaram respostas que p o dem ser forma: O aluno não tem hábito de reflexão, falta-lhe raciocínio para analisar e buscar o significado de cada definição ou con- ® P A R A N Ã . S e c r e t a r i a de E s t a d o d a E d u c a ç ã o . 0 currículo de m a t e m á t i c a n o e n s i n o de 2? g r a u . C u r i t i b a , 1 9 8 1 . p. 121. 8 ceito para poder interpretar enunciados. car a justificativa teórica que sabe s o b r e as p o s s í v e i s Falta material didático, e metodologia que levem o aluno a pensar. Falta uma mas. significativas para 0 aluno tem medo da disciplina por desde os primeiros estudar, anos da vida escolar. for livros determina ção de objetivos claros que a s s e g u r e m aos alunos e aos sores a bus c a de soluções m a i s bus levaria ao significado e c o n s e qüentemente ao raci o c í n i o par a d e c i d i r mas de abor da g e m dos problemas. 0 aluno não profes seus p r o b l e um tabu que carrega O aluno não gosta não tem interesse porque desconhece de a util i d ad e de tal estudo. O aluno considera-se incapaz para aprender matemática busca soluções práticas onde aplicar solver problemas semelhantes fórmulas mágicas para aos trabalhados e re e m sala de aula. O aluno não entende a mensagem por dificuldades decorren tes de falta de habito de ção, leitura, falta de clareza na dificuldades da abst r aç ã o ou de uma aluno, d e s c o n h e c e os exposi l i n g u a g e m d a q u a l ele, significados. O alu n o n ã o c o m p r e e n d e os casos p a r t i c u l a r e s não generaliza. Falta-lhe base para As turmas são m u ito grandes. O número e portanto tanto. deaulas é muito pequeno para um programa extenso que nem sempre é cumprido. to impõe nas séries subseqüentes uma grande heterogeneidade relação aos c onhecimentos O professor cria um clima de tensão,quando impõe ou ameaças preocupado em mostrar por que a matemática deve por falta de capacitação, ta situação. em básicos. disciplina através de provas d ifíceis professor, Is talvez, estar ser estudada. não Ele n e m sempre tem con sc i ên c i a de sem sua 0 sabe mudar e s seu papel de 9 e d u c a d o r ou, em certos casos, é di s p l i c e n t e em r e l a çã o ao de ensi n a r e ao ato de aprender. leva o ambiente O docente, de maneira ato geral, a ficar v i c i a d o p or uma a n siedade n ão de a p r e n der, m a s de qu e a a u l a t e r m i n e e as n o t a s d ê e m p a r a a p r o v a r os alunos. Nem sempre o professor tem ótima didática para aluno a perceber os camente. " p o r q u ê s " , e, Alguns professores não desta forma, levar o pensar matemati têm paciência para trabalhar com os alunos que a p r e s e n t a m m a i o r e s dif i c u l d a d e s . Toda a matemática fica em um plano ra o aluno adaptar a teoria â prática. irreal e é difícil p a O aluno n ã o tran s f e r e os conhecimentos adquiridos para outras disciplinas. O professor nem sempre faz ref e rê n c ia ã esta p o ss i b i l i d a d e de t r an s f er ê nc i a e aplicação dos conhecimentos e raciocínio matemático a outras confirmar pré áreas. Com tal síntese pode-se as t r ê s p o s i ç õ e s vias desta pesquisa. O ensino e a aprendizagem apresentam também nesta comuni dade, muitas falhas que n e c e s s i t a m de um tratamento O b s e r v a - s e q ue to d a s as f a l h a s no, na realidade, aluno em matemática Assim: são devido á falta de base ê Se a b a s e d e v e r i a c o meçar, ries do 19 grau, alu esta deveria e m u m c u r s o de 29 grau. Ora, a a f i r m a r que as d i f i c u l d a d e s foi para adquirir conhecimento, escola. sendo do r e c a e m sobre a forma como foi a p r e s e n t a d a m a t e m á t i c a a este aluno. pois, apresentadas como urgente. que ele, q u e m sabe, do tautologia, aluno, veio à nas primeiras ser dada pela p r o f e s s o r a qu e m deveria dar tal base a sé formada esta professora senão aiunos ou e x-alunos dos cursos de L ic e n ci a tu r a em Matemática? Portanto, a falha está mesmo na formação do pro- 10 fessor de matemática. Novamente as r e f l e x õ e s levam â de uma n e c e s s i d a d e de a p e r f e i ç o a m e n t o do c u r r í c u l o do L icenciatura de M a t e m á t i c a na evidência cu r s o de UFPR. E v i d e n c i a d a s as d e f i c i ê n c i a s no e n s i n o e a p r e n d i z a g e m matemática, são nec es s á ri o s mui t os estudos e experiências da que p o s s i b il i te m e f a v or e ça m qualquer tomada de d e c i sã o no que respeito à reformulação de programas, ensino desta disciplina. objetivos Ê responsabilidade e métodos diz de de p r o f e s s o r e s da Universidade Federal do P a r a n á a ini c i a t i v a de tais experiên cias. recaiu É por este motivo que a opção por este trabalho sobre uma " P r o p o s t a de L a b o r a t ó r i o c a t i v a na á r e a de M a t e m á t i c a na A opç ã o foi uma proposta, que aparecem propostas para garantir a praxis UFPR." porque e alternativas é somente na medida de c a d a cur s o r ã o a p r o v a r o u n ã o algumas, a l t e r a ç õ e s n o s m e s m o s . se c a r a c t e r i z a r e m as d i f i c u l d a d e s , cias ou d e fasagens nada pod er á em concretas para o aperfei ço amento de u m c u r r í c u l o que os c o l e g i a d o s nas edu Enquanto apontarem-se ser feito, se n ã o pode ape deficiên se d i s p u s e r de vim p l a n o d e a ç ã o q u e p o s s i b i l i t e n o v a s a l t e r n a t i v a s . Tal proposta restringe-se temática da ao curso de L i c e n c i a t u r a em M a UFPR apenas e tão somente para que o mesmo não c o r ra o risco de u m e s v a z i a m e n t o na m e d i d a e m que se a m p l i e m seus objetivos para fora desta comunidade. C o m tal r e s t r i ç ã o p r o c u r o u - s e atribuir maior objetividade e significado aos problemas da comunidade e suas possíveis luções . Sendo assim, as t r ê s p o s i ç õ e s p r é v i a s d e s t e atingem também a realidade da trabalho U F P R e sua comunidade. so 11 1.3. SUPORTE BÁSICO DO PROBLEMA Uma vez constatada a insatisfação generalizada com rela ção ao ensino e aprendizagem da m a t e m á t i c a e com o objetivo de d e t e c t a r as c a u s a s da i n s a t i s f a ç ã o a c i m a m e n c i o n a d a e c o m p r e e n der m e l h o r as r a z õ e s da a t r i b u í d a real, procedeu-se, sistemãtica, que falta de base p a r a u m num primeiro passo, s erviu de aberto a respeito das experiências, res, a uma investigação Elaborou-se um satisfações individuais ou gerais de professores, questionário e insatisfa alunos e educado a respeito do ensino e aprendizagem da matemática, foi d e s c r i t o no item anterior problema formulado. todos os alunos que "difícil” que com exceção do a Matemática na escola fatalmente mas "s u p e r d o t a d o " . T a l juízo comentários desagradáveis não acontece, importan c o m r e l a ç ã o às e x p e r i ê n c i a s de o preconceito professor despreparado Desta maneira, poucos ligadas a eles. transmite a sua própria são os apre nd i ze s onde o insegurança. que escapam ao precon seleciona aqueles que resistem ao peso de uma d i s c i p l i n a tida como fantasma na vida escolar do Esta triagem cria no aluno uma predisposição para tar ou não a d i s c i p l i n a nos anos seus Quando isto se c r i a n a p r ó p r i a e s c o l a , ceito e sobrevivem à triagem que la r , parece t a lvez p o r q u e em casa já o u v i u irmãos mais velhos ou pessoas aluno. a com um rótulo a m e d r o n t a d o r . 0 aluno já ent r a na escola receoso da matemática, pais, é cria problemas ser u m p r e c o n c e i t o c r i a d o e m t or n o de u ma d i s c i p l i n a tíssima, como (1.2.) . F o i d a l q u e e m e r g i u o Observou-se tida como disciplina as- suporte para a formulação do proble ma mais especifico desta pesquisa. ções, ensino subs e q ü e n t e s de acei sua vida e s c o Cria também uma predisposição para que haja ou não comuni cação adequada entre aluno e professor. Sabe-se que a Matemãti- 12 ca se b a s e i a e m u m a l i n g u a g e m s i m b ó l i c a e é a t r a v é s d e s s a guagem que ela o u não, interpreta, lin equaciona e resolve problemas criados a partir de um suporte ções abstratas. É também.pela particularizar, supor, c o n c r e t o o u de reais suposi linguagem matemática que se pode predizer ou generalizar resultados de situações problemáticas equacionáveis. Para hav e r c o m u n i c a ç ã o é n e c e s s á r i o que os i n t e r l o c u t o r e s utilizem a mesma linguagem, i s t o é, matemática de uma única maneira. ção torna-se mática, pois, Desta forma, é através da comunicação que o professor, foi o u não c o m preendido. p o d e m ser r e s u m i d a s alunos, sob dois p o n t o s a linguagem familiar do aluno. de vista: Em segundo, mos como incógnita, as d i f i c u l d a d e s teorema, equivalência, Esta dificuldade o comunicação primeiro, a lin a linguagem do aluno Vale ressaltar, logaritmo, a ter hipotenusa, etc. se a c e n t u a n a m e d i d a e m q u e o a l u n o sabe demais. fícil para um professor, a falta de comunicação, Por outro lado, admitindo também é muito d i sem o devido preparo pedagógico, cer" ao n i v e l do alu n o p a r a c o m u n i c a r e e x p l o r a r uma que lhe é trivial. se do aluno face a alguns bissetriz, aceita e a credita ser natur a l que o p r ofessor ao técnica e não há conexão com está muito aquém da esperada pelo professor. t i tulo de exemplo, mate pode perceber A s d i f i c u l d a d e s de guagem do professor ê estritamente hipótese, o fator comunica fundamental para o ensino e aprendizagem da apresentar um conceito novo a seus mesmo interpretem a simbologia Esta problemática situação foi também levan t a da somente por prof es s o re s de Matemática, mas, "des por alunos e não espe cialistas na área de educação. Alguns educadores apontam também como falhas no ensino e 13 a p r e n d i z a g e m da m a t e m á t i c a o fato de que o p r o f e s s o r d e s t a d i s ciplina não reconhece da filosofia, suficientemente o valor Afirmam também alguns edu que existe uma certa d i s p l i c ê n c i a no ato de ensinar, que para alguns professores não de aprender, autor, importância da didática e da psicologia para o aperfeiçoamen to do p r o c e s s o e n s i n o - a p r e n d i z a g e m . cadores, e a implica necessariamente no c o n t r a r i a n d o as a f i r m a ç õ e s o proc e ss o de en s i n a r - a p r e n d e r v e n d e r - c o m p r a r , i s t o ê, vendedor, mas, ê tão absurdo sem compradores, a l g u é m e n s i n e m u i t o bem, como 9 ao afirmar que se é u m seria difícil mas que ninguém aprende. é questionar ato Para este corresponde bre çstas c o n s i d erações é p r e o c u p a r - s e fessor de matemática, de K U E T H • processo bom admitir que Refletir so com a formação do a formação o pro acadêmica e peda gógica desses professores. A formação do pro f es s or de M a t e m á t i c a parece ser um pon to crucial p a r a a m e l h o r i a do e n s i n o e a p r e n d i z a g e m d e s t a dis ciplina uma vez que muitos são os auto r e s que, como D'AMBROSIO/ situam neste nível a essência da problemática em q u e s t ã o . ^ A f o r m a ç ã o d o p r o f e s s o r d e m a t e m á t i c a n a U F P R , se f a z dois momentos. curso. O primeiro corresponde aos doi p r i m e i r o s anos de O aluno recebe toda a sua formação acadêmica, que na proposta curricular é chamada de formação profissional onde se e s t u d a m t o d a s ela vinculadas. 9 Alegre, em geral, as d i s c i p l i n a s da áre a M a t e m á t i c a o u a E, n u m s e g u n d o m o m e n t o , KUETH, James. 0 p r o c e s s o G l o b o , 1 9 7 7 , p. 3. o professor de de e n s i n o Matemá- a p r e n d izagem. Porto ^ D'AMBROSIO, Ubiratan. Desenvolvimento, avaliaçao, tec no log ia e outras tantas c o n s i d e r a ç õ e s sobre a situaçao atual do e n s i n o de c i ê n c i a s . C i ê n c i a e C u l t u r a . 34 ( 2 ) : 1 3 5 _ 133, f e v . 19 82 . 14 tica recebe uma formação profissional especifica que p roporcio na a chamada formação p e d a g ó g i c a do futuro pro f e s s o r de M a t e m á tica. Ora, c o m o se p o d e e s p e r a r qu e a m a t e m á t i c a no 19 e graus seja uma disciplina i n t e g r a d o r a ou i n t e g r a d a c o m as mais disciplinas do currículo, de professores 29 as d i s c i p l i n a s se n o p r ó p r i o c u r s o d e são independentes, de formação desvinculadas e desprovidas de um o b j e ti v o comum fundamental para a formação do professor? Das constatações que um dos pontos mais aqui registradas, i possível cruciantes na relação se admitir ensino-aprendiza- gem da matemática está centrado na formação do professor. NACHBIN também coloca a problemática neste nível, do: "nao e ma i s compreensivel recem sentir prazer dificil em dar ã m a t e m á t i c a de s e r e n t e n d i d o 3 q u a n d o d e v e s e r tal que não estas uma impressão o processo haja pela matemática possa e x i s t i r nas outras to, presenciarmos professores considerações áreas do e n s i n o dizen que p a de algo ensino-aprendizagem o t e m o r m a i o r do de 19 g r a u " . ^ que Portan caracterizam a terceira posição prévia deste trabalho. Como a problemática do ensino e aprendizagem da m a t e má t i ca suscita inúmeras q u e s t õ e s que m e r e c e m uma a n álise para cada um dos aspectos a ser abordado, e, como é uma ação que envolva todo o sistema educacional, neste trabalho um ponto bastante ma, e, n e m p o r i s s o , menos o objetivo desta pesquisa detalhada impossível focaliza-se singular do mencionado p r o b l e importante e significativo. Assim, será o de p r o p o r uma a l t e r n a t i v a ^ NACHBIN, Leopoldo. 0 processo ensino-aprendizagem Matemática. Ciência e Cultura. 33 ( 1 ) ; 2 0, j a n . 1 9 8 1 . que em 15 proporcione a p e r f e i ç o a m e n t o do c u rr í c ul o do curso de tura em M a temática na UFPR, Licencia t e n d o e m v i s t a as d e f i c i ê n c i a s no ensino e aprendizagem da Matemática. Este trabalho não pretende domínio, mas apontar variáveis mento do referido curso, tudo de novas e, r esolver os p r o b l e m a s importantes para conseqüentemente o aperfeiçoa possibilitar o es alternativas para um ensino mais nificativo e mais deste real, mais sig consistente. O professor de matemática, de maneira geral, tisfeito, porque c o n sciente ou não de educador, como cebe que, na realidade, ser inteligente que e um insa suas responsabilidades s e m d ú v i d a n e n h u m a o é, se e s f o r ç a p a r a de per ser um b o m v en d e d o r mas que dificilmente encontra alguém em condições de comprar o seu produto. C o m r e l a ç ã o ao i m p o r t a n t e pap e l do p r o f e s s o r de m a t e m á t i ca no ensino e a p r e n d i z a g e m d e sta disciplina, considera a real importância dos métodos disciplina em questão. tante no ensino paro matemático Porém, para ele com tais q u a l idades fará maravilhas LLUIS que e dos conteúdos "o- b á s i c o ê o m e s t r e 3 ...3 um mestre e p e d a g ó g i c o " , pois, comenta da e mais impor com excelente segundo ele pre "o p r o f e s s o r com qualquer método e em qualquer p r o g r a m a " . ^ Observe-se que este professor preparo matemático e pedagógico. 12 se r e f e r e Porém, a um excelente é do conhecimento de * ~ LLUIS, E m í l i o . L a g e o m e t r i a en la e n s e n a n z a . In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Á T I C A , 5. C a m p i n a s , 1979. E d u c a c i o n m a t e m á t i c a en l as A m é r i c a s ~ V .^ Montevideo, U n e s c o , 0 f i c in a fíegional d"e G i e n c i a e T e c n o 1 o g i a p a r a a A m e r i c a L a t i n a y el C a r i b e , 1 9 7 9 p . 33. 16 todos que o nível de e x c e l ê n c i a d i f i c i l m e n t e é atingido. oposição, pode-se afirmar que o nível Em alcançado nos cursos de f o r m a ç ã o de p r o f e s s o r e s e s t á m u i t o a q u é m d a s n e c e s s i d a d e s e da s condições consideradas " s a t i s f a t ó r i a s " . Dal da segunda posição prévia deste trabalho. aperfeiçoamento da formação do professor e, p o i s , surge a confirmação A necessidade de de M a te m á t i c a na o problema central desta pesquisa. Este UFPR aperfeiçoamen t o é r e c l a m a d o com- v e e m ê n c i a n o d o c u m e n t o d a S e c r e t a r i a d e tado da Educação grau sobre " M e l h o r i a da q u a l i d a d e do e n s i n o Es de 2Ç „. 13 Ê objetivo deste trabalho investigar curso de Lice n c ia t ur a em M a t e m á t i c a da se o f o r m a n d o UFPR está preparado para d e t e c t a r e r e s o l v e r d i f i c u l d a d e s d e c o r r e n t e s de formação. Um educador, como se r e f e r e se a d m i t e , pelas mãos de u m cientista, querer, neste modelo. Desta maneira, rentes própria a sua formação como trabalho, dos educador. não é um ser forjado ou m o l dado artesão ou artista. p r o d u t o d e t o d a u m a v i v ê n c i a e, p o r t a n t o , deste sua Deste prisma pretende-se verificar a percepção alunos mestres no que do O educador é seria muita pretensão propor uma forma para criar um educador d e sp r ov i d o de tal pretensão, trabalho ê estudar algumas o objetivo questões bem especificas refe ã f o r mação do p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a na UFPR. 1.4. AS QUESTÕES E S P E C Í F I C A S DA PESQUISA C o m base na p r o b l e m á t i c a geral v e r i f i c a d a até aqui, 13 esta ~ P A R A N Ã , S e c r e t a r i a de E s t a d o da E d u c a ç a o . Melhoria da q u a l i d a d e do e n s i n o de s e g u n d o g r a u . C u r i t i b a , 1 9 8 1 , p. 139 43. 17 pesquisa pretende responder, seguintes da forma mais precisa possível, as questões: 1. C o m o o f o r m a n d o d o c u r s o d e L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a da UFPR percebe sua própria formação pedagógica? 2. C o m o o f o r m a n d o p e r c e b e c a d a u m a d a s d i s c i p l i n a s c ompõem sua formação pe d agógica? Se as d i s c i p l i n a s que necessitam ou não de modificações. 3. Q u a i s a s sugestões que o aluno mestre apresenta para o a pe rfeiçoamento de cada uma das discipl i n as ? 4. A t i q u e p o n t o o encontra no estágio para licenciando (prática de ensino) e m m a t e m á t i c a da U F P R a síntese necessária sua formação p e d a g ó g i c a e c o n s e q u e n t e p r o f i s s i o n a l i z a ç ã o ? Tendo em vista os aspectos que geram alguma insatisfação no que diz r e s p e i t o ao e n s i n o e a p r e n d i z a g e m da m a t e m á t i c a , te t r a b a l h o l i m i t a r - s e - á a b u s c a r quatro questões acima mencionadas. questões subsídios para responder Por entender-se que es ás estas são fundam e n t a i s para o a p e r f e i ç o a m e n t o da forma ç ã o do professor de matemática. 1.5. PRESSUPOSTOS BÁSICOS E V A R IÁ V E IS DA PESQUISA Para r e s p o n d e r às q u e s t õ e s p r o p o s t a s no p r o b l e m a pesquisa, se faz n e c e s s á r i o o e s t a b e l e c i m e n t o d e b á s i c o s que n o r t e a r ã o as mesma pesquisa. lho pode linhas de Desta forma, interpretação dos dados da traba ser a s s i m formulado: A percepção dos do Curso de Licenciatura em Matemática da no pressupostos o pressuposto geral deste Pressuposto Básico Geral: dade de desta alunos-mestres UFPR retrata a reali sua p o s i ç ã o face à sua f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a e a do e n s i da matemática. 18 Para se i n t e r p r e t a r o p r e s s u p o s t o g e r a l -se co mo v a r i á v e l independente como variável dependente acima, considera- a percepção do aluno-mestre e a formação pedagógica e a realidade do ensino da matemática. Na tentativa de independente: interpretar operacionalmente a p e r c e p ç ã o e as v a r i á v e i s d e p e n d e n t e s : pedagógica e a realidade do ensino da Matemática, -ã o pressuposto geral em pressupostos Pressuposto Básico variável formação desdobrar-se- secundários: 1: E x i s t e u m a r e l a ç ã o Intima entre a realidade do ensino da matemática e a percepção dos alunos-mestres em cada uma das disci p l in a s que compõem a formação peda gógica. Pressuposto Básico 2: E x i s t e u m a r e l a ç ã o percepção do a l un o -mestre estágio íntima entre a com relação ã prá ti c a de ensino e ao supervisionado e a realidade do ensino da Matemática no meio comunitário. 1. 6. DEFINIÇÃO DE TERMOS t 1 6. 1 i i Aluno-mestre: triculado e m cursos de é o est u d an t e de ensino licenciatura, o exercício do magistério a nivel cuja formação de 19 e 29 g r a u s . este estudante passa a ser aluno-mestre, superior m a lhe permite Entretanto, quando em situações t e õ r i c o - p r ã t i c a s , realiza a t ividades de ensino ou exer c i ta as suas c o m p e t ê n c i a s de ensino. 1. 6 . 2 . Estágio supervisionado: é uma atividade -pedagõgica rel a c i o n a d a à Prá t i c a de Ensino. o aluno-mestre, em situações didãtico- É o momento em que reais de e n s i n o e c o m o a c o m p a n h a men to de um e s pe c i a l i s t a - s u p e r v i s o r a p l i c a as suas habilidades 19 d e e n s i n a r era e s c o l a s d a c o m u n i d a d e . 1.6.3. conteúdos, mica, Formação pedagógica: meios e estratégias, é o c o n j u n t o de que, objetivos, trabalhados de forma dinâ preparam o aluno-mestre para o exercício da função do c en te. N e s t e caso, a formação pedagógica, 71/81 CEP é denominada compõe das conforme "formação profissional a resolução especifica" e se seguintes disciplinas: - E s t r u t u r a e F u n c i o n a m e n t o do Ens i n o de 19 e 29 Graus - Psicologia da Educação - Didática I - P r á t i c a de E n s i n o (incluindo estágio supervisio nado) . 1.6.4. Percepção: é o retrato ou a posição do aluno em relação â formação p e d a gó g ic a que palavras é a sua m a n e i r a de v e r lhe ê oferecida. (perceber) Em outras e sentir esta forma ção . 1.6.5. Prática de ensino: ê uma disciplina vos estão voltados para o exercício c o n t i n u o de cujos objeti planejamento, de execução e de avaliação do ensino. 1.6.6. Realidade do ensino da Matemática: evidenciada por professores e alunos de pecialistas em educação, relatada no 19. 29 e ê a constatação 39 g r a u s I t e m 1.2 d e s t e e es capitulo. Ca p i t u l o Re v i s ã o II L iter a tu r a de 2.1. A MATEMÁTICA EM UM CONTEXTO GERAL A t arefa de p r o p o r a l t e r n a t i v a s na b u s c a de soluções para o problema do ensino e aprendizagem da matemática é men to que certamente contribuirá para um ensino empreendi coerente e ade quado á r ealidade de cada m o m e n t o e de cada grupo. Existem vários estudos so b re as c a u s a s d a s de e nsino e a p r e n d i z a g e m d a m a t e m á t i c a . tentativas de apontar variáveis sino-aprendizagem. um dos principais Existem também intervenientes no Nestes estudos é possível fatores que de mudanças da matemática nos Estados Unidos, professores suficientemente ê p e l o m e n o s 3 tão importante gastou neste3 poderia mento dizer: quanto ter sido a p o n t o de K L I N E "certamente . Como se h o u v e r u m c o r p o d o c e n t e m a i s não o para o ensino temos professor o c u r r i c u l o } tudo aproveitado que ensino- de cont e úd o par a o h a b i l i t a d o s 3 ... daqu ele".^ É evidente que ^ KLINE, Ibrasa, processo en- constatar-se o que se aperfeiçoa KLINE acredita na possibilidade de uma melhoria do processo e n s i n o - a p r e n d i z a g e m da Paulo, várias interfere no processo -aprendizagem da matemática i o professor, quando analisa propostas dificuldades matemática preparado para o desempenho Morris. 0 fracasso 1 9 76 . p. 40. da m a t e m á t i c a moderna. de São 21 tal função. A questão da importância da formação do professor de temática para garantir o aperfeiçoamento do processo -aprendizagem desta disciplina, mente levantada em congressos no 19 e 29 g r a u s , cupação evidencia-se em todas da matemática. gressistas: relacionados. e m tod o s os p a i n é i s pode abordado. importante ' do q u e a p r e n d e r m a t e m a t i c a en ~ la e n s e n a n z a e ensina-la". 3 que i ao p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a q u e cabe es preo abertos te q u a n t o o d a s d e m a i s áreas de estudos. na (Campinas Isto con- lo m a e s t r o " . 2 "mais difícil significa dizer a tarefa de desmisti- ficar e tornar o ensino desta disciplina pelo menos tão atraen Porém o maior número licenciados não garante melhoria do processo en- sino-aprendizagem. Se o p r o f e s s o r se a p r e s e n t a de m a n e i r a a provocar no aluno uma reação de m a r a s m o educacional resse pela matemática, cia? Da m e s m a forma, 2 Esta A frase do professor C o r r o b o r a este p e n s a m e n t o a a f i r m a ç ã o de SILVA: provocam-lhes especí sintetizar o pensamento da maioria dos ^ "lo m a s de professores constante I n t er a m er i ca n a de E d u c a ç ã o M a t e m á t i c a 1979) , o t e m a foi c o n s t a n t e m e n t e Emílio LLUIS é as á r e a s de e n s i n o e a p r e n d i z a g e m T a n t o a s s i m que, 5a. C o n f e r ê n c i a ensino- e seminários ou simpósios ficos do assunto ou a ele diretamente ma os e desinte como poderá o aluno quebrar esta tendên fracassos até m e s m o disf u nç õ es em atividades matemáticas do tipo desonestidade, fra- _ L L U I S , E m í l i o . L a g e o m e t r i a en la e n s e n a n z a . In: C O N F E R f N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Á T I C A ; 5., Campinas, 197 9. E d u c a c i o n m a t e m á t i c a en l a s A m é r i c a s - V . Montevideo, U n e s c o , O f i c i o n a l R e g i o n a l de C i ê n c i a e T e c n o l o g i a p a r a A m e r i c a L a t i n a y C a r i b e , 197 9. p. 33. 3 . S I L V A , L u c i a S a r a i v a J. 95 t e s e s s o b r e o e n s i n o da m a t e m a t i c a n a â r e a t e c n o l ó g i c a . S a l v a d o r , U n i v e r s i d a d e F e d e r a l da B a h i a , 19 7 7. pT 2 94. 22 queza, submissão e apatia. Tais d i s f u n ç õ e s p o d e m ser entendidas como r e s p o s t a s às i n s a t i s f a ç õ e s d o p r ó p r i o p r o f e s s o r , que tam a avaliação do seu próprio d e sempenho bem como do nho do aluno. Segundo Silva professor3 maior ções "quanto sua t e n d e n c i a em r e p r o v a r " . C o m t a i s professor de m a t e m á t i c a e ac r e s c e n t a que matemática deve tempo afirma: extinção". ções. Ê, 4 ser procurado "o e n s i n o Ora, pois, nao real se p o d e necessário que nas sor de m a t e m á t i c a . afirma do "o f u t u r o da do e n s i n o licenciaturas" mas da m a t e m á t i c a ao m e s m o está em p r o c e s s o de aceitar passivamente tais afirma se t o m e m p r o v i d ê n c i a s n o sentido r e a l e a d e q u a d o às n e c e s s i d a d e s recai, do sobre a f o r m a ç ã o de re v i t a l i z a r o en s i n o da m a t e m á t i c a buscando u m A prioridade desempe maior a insatisfação SILVA torna indispensável um pensar afe de uma aprendizado sociedade em mudança. portanto, sobre a formação do p r o f e s A n ec e s s i d a d e de aperfeiçoamento do p r o c e s s o e n s i n o - a p r e n d i z a g e m d e s t a d i s c i p l i n a ê tambémi c o n f i r m a d a p o r NACHBIN que relaciona gem como dependente bem como das c o n d i ç õ e s "a m e l h o r i a sobretudo do p r o c e s s o da q u a l i f i c a ç ã o materiais ensino-aprendiza dos e psicologieas professores para o seu t r a i números os a u t o r e s que a p o n t a m como c a u s a principal balho ".5 São dos fracassos em matemática, desta disciplina. PIAGET desprezada. a qualificação dos professores levanta uma hipótese que não pode Diz ele q u e as d i f i c u l d a d e s de e n s i n o e aprendiza ge m da m a t e m á t i c a c o n s i s t e m p r i n c i p a l m e n t e na i n c a p a c i d a d e 4 SILVA, p. ser 477 . ** N A C H B I N , L e o p o l d o . 0 p r o c e s s o e n s i n o - a p r e n d i z a g e m e m m a t e m a t i ca. C i ê n c i a e C u l t u r a . 33, ( 1 ) : 2 0 , jan. 1 98 1 . de 23 adaptação do aluno ao m é t o d o de en s i n o u t i l i z ad o p elo sor.^ Portanto, ensino, se a p r o b l e m á t i c a r e c a i isto pode sor e m c ri a r n o v a s sobre a profes m e t o d o l o g i a de ser e n t en d i do como uma d i fi culdade do p r o f e s situações e valer-se de outras para promover um ensino mais convincente. dologias para o ensino da matemática, na filosofia das ciências, Ainda metodologias sobre as meto c o m base na h i st ó r ia e D'AMBRÕSIO diz que o único caminho do ensino de m a temática está no aperfeiçoamento da formação do professor desta disciplina.^ Em todas estas afirmações observa-se professor de m a t e m á t i c a quando d e s e m p e n h a dor, pois, i neste papel que a importância do seu p a p e l de se r e f l e t e m todas as educa suas posições frente ás suas e x p e c t a t i v a s p r o f i s s i o n a i s . Ainda, no dizer de SILVA: uma das m a i o r e s chances que o inte l e c t u a l p r o f e s s o r t e m em s u a s m ã o s e o e s t u d a n t e . Não para doutriná-lo, que é imoral, mas para substituir sua c o n s c i ê n c i a ingénua por uma crítica. Ê função exercida com palavras e com p a i x ã o , m a s a s u a h o n e s t i d a d e de pro pósitos será sempre comprovada na ação. 0 h u m a n i s m o n e c e s s á r i o p a r a isso n ã o se e n c o n t r a f r e q ü e n t e m e n t e nos p r o f e s s o r e s d e m a t e m á t i c a .. 8 Parece que esta falta de h u m a ni s m o no professor de ^ PIAGET, Jean. Para onde J a n e i r o , J o s é O l y m p i o , 1 9 78 . p. vai 14. a educaçao? 6 . ed. matemática Rio de ^ D *A M B R O S I O , U b i r a t a n . D e s e n v o l v i m e n t o , a v a l i a ç ã o , t e c n o l o g i a e o u t r a s t a n t a s c o n s i d e r a ç õ e s s o b r e a s i t u a ç ã o a t u a l do e n s i n o de c i ê n c i a s . C i ê n c i a e C u l t u r a . 34 (2): 13 8. fevereiro 1982. g S I L V A , L u c i a S a r a i v a J. 95 t e s e s s o b r e o e n s i n o d a ma t e m á t i c a n a a r e a t e c n o l ó g i c a . S a l v a d o r , U n i v e r s i d a d e F e d e r a l da B a h i a , 1 9 7 7 , p. 188. 24 de que fala SIL V A é uma d e f i c i ê n c i a em sua formação, isto uma falha d ec orrente do cur rí c ul o do curso de Licenciatura. le, as d i s c i p l i n a s da f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a d e v i d o e s t r u t u r a n ã o a t e n d e m as n e c e s s i d a d e s questão como mesma se c o n s t a t a n a a n a l i s e formação. especificas a sua ê, Ne própria do curso em feita por BECKER sobre esta Diz ele: 1) ■ N o s s a p r i m e i r a d e n ú n c i a se l i g a a o f a t o de q u e a P r a t i c a de E n s i n o ê uma simples simulação artificial e não p r a t i c a p e d a g ó g i c a c e n t r a d a na expe r i ê n c i a r e a l d a c l a s s e o n d e se encon tram alunos e professores. 2) Dizer que a P r a t i c a P e d a g ó g i c a e uma d i s c i p l i n a e s t r u t u r a d a e que con s e g u e c o l o c a r o a l u n o - m e s t r e em s i t u a ç õ e s a d e q u a d a s e e f i c i e n t e s de e n s i n o - aprendi zagem nad a mais ê que uma afirmação compensatória, agro.dãvel, mas i n f u n d a d a ou falsa. N e n h u m forma d o r c o n s c i e n t e j em n o s s o casOj pode estar realizado, satisfeito; muito m e n o s os a l u n o s . P o r e m > n o s t e m o s medo de e n c a r a r a n o s s a p r ó p r i a realidade^ o n o s s o p r o b l e m a . ... 3) A s s i m j os p r o f e s s o r e s d a s disci plinas p e d a g ó g i c a s não p o s s u e m nenhuma f o r m a ç ã o ou c o n h e c i m e n t o dos c o n t e ú d o s das d i s c i plinas a c a d ê m i c a s > com exce ç ã o d a q u e l e s q u e t r a b a l h a m c o m as P r a t i c a s de E n s i n o . P o r o u t r o l a d o > o p r o g r a m a de E s t r u t u r a e Funcionamento do E n s i n o de 19 e 29 g r a u s s de Psico l o g i a da E d u c a ç ã o e de D i d ã t i c a ê i d ê n t i c o p a r a t o d a s a s c l a s s e s , n ã o se respeitando a origem nem a formação a c a d ê m i c a do a l u n o - m e s t r e . 9 Tais afirmações c o m p r o m e t e m s e r i a m e n t e os o b j e t i v o s próprio curso de L ic e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a da UFPR, 9 no sentido . - . B E C K E R , L a u r o S i l v a . 0 p r o b l e m a d a p r a t i c a de e n s i n o n a U n i v e r s i d a d e Feder al , do P a r a n a . C u r i t i b a , p. 7- 8, m i m e o g r a f a d o . 25 de que o r e f e r i d o curso se p r o p õ e a formar p rofessor de M a t e m á tica para atender à com u ni d ad e esc o l ar à nivel de graus. Portanto, jã n ã o s e fa-z n e c e s s á r i a vos argumentos para demonstrar 19 e 29 a apresentação de n o a necessidade urgente e imperio sa de r e f o r m u l a ç ã o e a p e r f e i ç o a m e n t o d a f o r m a ç ã o pedagógica do curso em questão. Jã existem trabalhos como o de MORAES d i v e rs i fi c a çã o de r e s ultados onde se d e m o n s t r a a obtidos na a plicação de uma técnica de trabalho na área pedagógica mesma a alunos ori u n do s de d i ferentes c u r s o s . ^ Porém, muito pouco com o o bjetivo de se t e m f e i t o a e s t e r e s p e i t o n a se t e s t a r n o v a s m e t o d o l o g i a s p a r a das disciplinas pedagógicas às d i f e r e n t e s licenciando. fato vem demonstrar Portanto, este po sugerir uma p r i o r i d a d e n e s t a área, no áreas de UFPR, adequação formação do e ao m e s m o sentido de se tem buscar alternativas de aperfeiçoamento da formação pedagógica do cur so d e L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a d a UFPR. 2,2. A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA E A LEGISLAÇÃO f f VIGENTE Como "o c u r s o de L i c e n c i a t u r a tivo f o r m a r p r o f e s s o r e s graus" 11 , o mesmo esta em M a t e m á t i c a de m a t e m á t i c a para tem por o b j e o ensino de 19 e 29 sujeito a l e g i s l a ç a o que r e g u l a m e n t a a ^ M O R A E S , V e r a R. P i r e s de. E x p e r i ê n c i a n a f o r m a ç a o p r o f e s s o r . C a d e r n o s de F e s q u i s a . ( 3 6 ) : 6 8 , fev. 1 9 8 1 . 11 U N I V E R S I D A D E F E D E R A L D O P A R A N Ã . Pesquisa. Resolução n? 71/31 - C E P . Fixa C u r s o de M a t e m a t i c a do S e t o r de C i ê n c i a s 1981. 2 f . do C o n s e l h o de E n s i n o e o currículo pleno do Exatas. Curitiba, 26 admissão de pro f e ss o re s para estes graus. A legislação vigente com respeito à formação necessária ao p r o f e s s o r d e M a t e m á t i c a p a r a o 19 e 29 g r a u s e s t á segundo a Lei V - Art. 5692/71 de 11 d e a g o s t o d e 1971 em seu orientada capítulo 29 A f o r m a ç ã o de p r o f e s s o r e s e especia l i s t a s p a r a o e n s i n o de 1 9 e 2 9 graus s e r ã f e i t a e m n í v e i s q u e se elevem p r o g r e s s i v a m e n t e , a j u s t a n ã o - s e às di f e r e n ç a s c u l t u r a i s de c a d a r e g i ã o do Pais, e com o r i e n t a ç ã o que a t e n d a aos o b j e t i v o s e s p e c í f i c o s de c a d a g r a u , ã s c a r a c t e r í s t i c a s das d i s c i p l i n a s , áreas de e s t u d o o u a t i v i d a d e s e ãs f a s e s de d e s e n v o l v i m e n t o dos educandos. A r t . 30 - E x i g i r - s e - ã c o m o formação m í n i m a p a r a o e x e r c í c i o do m a g i s t é r i o : a) n o e n s i n o de 19 g r a u , d a la. ã 4a. s é r i e , h a b i l i t a ç a o e s p e c í f i c a de 29 grau; b) n o e n s i n o de 1 9 g r a u , d a la. ã 8a. s é r i e , h a b i l i t a ç a o e s p e c i f i c a d e g r a u s u p e r i o r , a o n í v e l de graduação, r e p r e s e n t a d o p o r l i c e n c i a t u r a de 19 g r a u , o b t i d a e m c u r s o de c u r t a dura ção; c) e m t o d o o e n s i n o de 1 9 e 29 graus, habilitação específica obtida em c u r s o s u p e r i o r de g r a d u a ç ã o c o r r e s p o n d e n t e ã licenciatura plena. 12 Com base nesta legislação e em pareceres que regulamentam os cursos de l i c e n c i a t u r a s o C o n s e l h o de Ensino e Pesquisa, Resol u ç ã o n9 71/81, tica, da UFPR. fixa o c u r r í c u l o p l e n o do C u r s o de na Matemá ( A n e x o 2) Se se o b s e r v a r o c u r r í c u l o p l e n o a p r o v a d o p e l o C E P a p e n a s sob o ponto de v i s t a da carga h o r á r i a p e r c ebe-se u m certo d e s e quilíbrio entre a formação profissional geral e a formação pro- 12 B O Y N A R D , A l u i z i o P.; G A R C I A , A r e f o r m a do e n s i n o . S a o P a u l o , L i s a , E d i l i a ; ROBERT, 1 9 7 3 , p. 3 5- 6 . Maria I. 27 fissional especifica, pois, fica ha um correspondente mação geral, isto equivale para c a d a h o r a de f o r m a ç ã o aproximado de a. u m q u a d r o ser r e p r es e nt a d o g e o m e t r i c a m e n t e pela 5 horas (4.769) comparativo que figura de maneira elucidativa o d e s e q u i l í b r i o especi que 1 que de for poderia caracteriza se q u e r evidenciar neste trabalho. Fig. 1 - Relação entre á formação profissional formação profissional É interessante questionar almente cinco vezes menos especifica se a f o r m a ç ã o e s p e c i f i c a é importante que a formação geral. o objetivo é formar professores de matemática, dar igual peso ao o b j e t i v o p r o f e s s o r matemática (geral), geral e a Se o mesmo parece (especifico) e ao o b j e t i v o portanto cabe aqui uma questão: "Por que a razão ent r e as c a r g a s horárias das duas que compõem a formação do professor de matem át i c a não ra um? Será que dev e e x i s t i r realmente penho docente? Tal questão áreas tende p a uma ênfase maior na mação matemática de que na formação do professor, sional geral re for para o desem se c o l o c a p o r q u e a f o r m a ç ã o p r o f i s tem sua ênfase nos conteúdos da disciplina cifica e a formação especifica enfatiza a área pedagógica. r e c e q u e se o o b j e t i v o d o c u r s o d e L i c e n c i a t u r a e m espe Pa Matemática 28 é o d e f o r m a r p r o f e s s o r e s d e s t a d i s c i p l i n a p a r a o 19 e 29 graus, tanto uma como outra área devem merecer o mesmo N ã o se a f i r m a n e s t e ceder a formação profissional lugar a área pedagógica, o curso de L i c e n c i a t u r a do educador. ele: caso que Sobre p o r é m o q u e se e s p e r a i q u e isto comenta e propõe diz ter em sua e s trutura um centro de f o r licenciatura "contar e facilidades conjunto em m e r a todo formação Darcy RIBEIRO, m a ç ã o de p r o f e s s o r e s onde os c ursos de se t r a n s f o r m a r geral deve t e n h a e m si u m a p e r s p e c t i v a de a universidade deve com amplo cuidado. de serviços possam no.bZfna p z d a g o g t c a e s t e n d i d a para não sobre as instituições".^ Tal questão não pretende sugerir um ach a t a m e n t o na ção geral e uma a m pliação de carga horár i a na forma ç ã o fica. C o m ela, ção do Parecer Licenciatura. sino como um 46/74 licenciatura Tal parecer denomina item especial a qual para a sua a t i v i d a d e mesmo parecer "o f u t u r o c i e n t i f i c o : não sável como de uma inspiração de atribui é Z n ò t K u m inta.fi h ã de s e r o rigida todas as horas de p a s s o s que método formais3 po leve ã emergir". . os p r o f e s s o r e s o o indispen E mais o pare a responsabilidade da formação pedagógica da atitude c i e ntífica a todos 13 em mira En di4ãti- p rofi ssional ". E segue atX.tud.ti c t e . n t Z & Z c a o u d e l a p o s s a cer 46/74 c u r so s de "encerrara o endereço todo o curso uma sucessão orienta a Instrumentação para o 0 objetivo futuro mestre formação segundo a própria sobre a formação pedagógica nos co d a f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a . rém como especí se q u e r a p e n a s a d a p t a r e a p e r f e i ç o a r a p ed agógica do curso de forma e do curso e durante - R I B E I R O , D a r c y . U n i v e r s i d a d e n e c e s s a r i a . 3 ed. de J a n e i r o , P a z e T e r r a , 1 9 7 8 . p. 2 1 9 . Rio 29 toda a sua f o r m a ç ã o mo parecer tanto geral quanto específica. Porém o mes faz uma r e s s a l v a é c e r t o que tal c a m i n h o p o d e r ã c o n d u zir à dispersão, e até à simulação d o n d e a n e c e s s i d a d e de u m a c o o r d e n a ç ã o destinada a estimular, acompanhar e u n i f i c a r a s a t i v i d a d e s q u e se voltem p a r a e s s e p r o p ó s i t o . De ta l coordena ção é q u e , a e s p a ç o s , res u l t a r ã o s e m i nários e outras iniciativas tendentes a sistematizar a abordagem cientifico- d i d áti ca, d o c u r s o n a p e r s p e c t i v a do c o n j u n t o . 1 ** É com este pro pó s it o que RIBEIRO propõe ção. Ainda com o intu i t o de o f e r e c e r Licenciatura umcurso que um c o m p o n e n t e s o ' a p a r t e . Ora 46/74 formação Educa cursosde integrada e "a f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a é indissociável no c u r s o ; n ã o é um ’ cur sendo esta a orientação dada pelo Parecer ainda em vigor, riormente: aos alunos dos lhes garanta uma integradora diz o mesmo parecer que portanto, a Faculdade de cabe novamente a questão colocada ante por que os conjuntos de dis ci p li n a s e profes so r es que c o m p õ e m a f o r m a ç ã o p r o f i s s i o n a l do curso de L i c e n c i a t u r a em Matemática na UFPR constituem conjuntos disjuntos? 2.3. FUNCÃO E PA PÉI S DO PROFESSOR f n0 c é r e b r o humano constituem a função 14 essencial RIBEI R O , Darcy. de J a n e i r o , P a z & T e r r a , nimos 15 de 16 tem e x i g ências do e n s i n o dinâmicas ... as d a m a t e m á t i c a ." quais 16 . - . U n i v e r s i d a d e n e c e s s a n a . 3 . ed. 1 9 7 8 , p. 2 1 8 - 2 2 . CONSELHO FEDERAL^DE EDUCAÇÃO. Indicação n? C o n t e ú d o e D u r a ç a o . B r a s í l i a . 19 74 . Rio 46/74. MÍ- — C A T U N D A , O m a r . 0 e n s i n o da m a t e m ã t i c a - c o n c e i t o ricatura. Ciência e Cultura, 33 ( 2 ) : 2 3 7 - 8 , fev. .1981. e ca 30 Com esta afirmação, CATUNDA situa muito bem a responsa bilidade do ensino da matemática para com o desenvolvimento satisfação de uma das necessidades ja, a sua própria condição de básicas do homem, ser racional. buída â m a te m á t i c a por C A TU N D A onde, mais importante coradas do que para resolver problemas Portanto, basicamente de f o r m u l a s p a d ronizados". se l h e a p r e s e n t a m , situa ç õ e s rea i s ou não. Pode-se ensino e aprendizagem da matemática formação do professor, - de apren necessi raciocinar advindos que de i s t o ê, uma o professor lhe p o s s i b i l i t e na de m a favorecer o d e se n vo l v im e nt o d i n â m ic o da capacidade de c o m p r ee n de r e ciocinar de Porém, ra seus alunos. não se p o d e d e i x a r de p e r c e b e r o p r o f e s s o r , c o m t o d a s as s u a s c a r a c t e r í s t i c a s p r ó p r i a s e p a r t i c u l a r e s , ser humano, so situados g a n h a m com esta a firmação acima, ter uma formação, de- supor que os p r o b l e m a s de anteriormente maior profundidade e especificidade, temática deverá e regras 17 sejam estes assim se "muitíssimo á satisfação ou não da dade básica do homem - alunos e professores que ê a p r o b l e m á t i c a do ensi no e diz ag e m da m a t e m á t i c a r eduz-se bre problemas qual Esta função é atri segu n d o ele, o conhecimento e individual. desempenhar uma série de Como professor, este como ser humano funções e papéis que estarão presentes na própria proposta curricular do curso que um deverá sempre se d e s t i na ã sua formação. Na condição de pessoa, neira singular, o p ro f e s s o r age e reage de uma m a personalizada. Suas ações são i n f l u e nciadas por ^ C ATUNDA, O m a r . 0 e n s i n o da m a t e m á t i c a - c o n c e i t o r i c a t u r a . C i ê n c i a e C u l t u r a , 33 ( 2 ) : 2 3 7 , fev. 19 8 1 . e ca 31 suas características individuais, por seu p r ó p r i o r e f e r e n c i a l de valore s , pectativas decorrentes de cidades, e, p o r com o fato de ele Ainda como pessoa, c o m o tal, sofre o professor influência dela. Sendo assim, m e n t e ou não, to , professor, identificar um indivíduo atua em uma Nesta, em suas é p o s s í v e l d e t e c t a r a i n f l u ê n c i a qu e ele, seus alunos. ser Em cada singular. sociedade, ações, professor, o professor demonstra, seus p róprios valores, ex suas priva- serão filtradas ou camufladas. uma de suas a t itudes p o d e - s e por com suas ansiedades e sua. v i s ã o p a r t i c u l a r e d e isso mesmo, suas caracterí s ti c a s não sua própria história, e sempre exerce em intencional caracterizando-se portan como u m llder. Como vimos, o professor v i s t o ser ele u m ser social, é, pois, e, n a um agente de sua ação fluenciar positiva ou negativamente seus mudança, social pode alunos. É in exatamente por este m o t i v o que no curso de f ormação do p r o f e ss o r de mática deve-se prever e oportunizar -mestre gurando-se, sempre a conscientização do aluno- sobre o seu papel na comunidade. condições de tomar con sc i ê nc i a de mate Assim, cada um terá seus próprios valores, se os m e s m o s d e v e m o u n ã o ser cu lt i va d os , asse buscando seu a u t o - d e s e n v o l v i m e n t o e aperfei ç o a m e n t o . Na medida em que o professor busca çoamento, encontra novos aperfei enfoques para seus problemas, eles de r e l ac i on a m en t o com os alunos, metodologia para uma aprendizagem mais relacionados seu p r ó pr i o sejam de técnicas de ensino, eficiente, sejam eles às f o r m a s de d i a g n o s t i c a r u m a l u n o - p r o b l e m a vistas às suas c a r a c t e r í s t i c a s p s i c o l ó g i c a s . tas condições, assume o papel de pesquisador, dispensável a todo educador, pois, de O professor, papel este, é nesta condição que o com nes in pro 32 fessor toma consciência dos problemas profissional. envolvidos C o m esta p e r s p e c t i v a de pesquisa, em sua ação tanto o profes sor como a e d u c a ç ã o g a n h a m um a c a r a c t e r í s t i c a d i n â m i c a e e v o l u tiva. Como afirma BRUNER "se o p r o f e s s o r no g a n h a n o v a q u a l i d a d e . imediato do p r o o e s s o dem identificar-se e comparar-se.-" busque sempre Porém, com a qual e os a l u n o s p o - 18 ser um p e s q u i s a d o r para que o seja o de evolução, o ensi também ê simbolo pessoal educativo, figura 0 professor deve do ensino 0 professor também estuda, objetivo com p e r s p e ct i va s de que o aluno sua e d u c a ç ã o p e r m a n e n t e . para que tais pesquisas tenham algum valor e pos sam c o n tribuir para o a p e r f e i ç o a m e n t o do p r o c e s s o ensino-apren-dizagem ê necessário que o professor assuma uma função cuja significação em educação permita que o docente de criar, programar, e modificar seja analisar e concluir para propor, situações que de analisar algumas h ipóteses que tem 0 papel a propor ferentes respostas para 18 Paulo, ou para um grupo, suas questões. B R U N E R , J. S. 0 p r o c e s s o Ed. N a c i o n a l , 1 97 8. p. 85. se im utiliza da facilitar e consolidar Desta maneira, si situações criativo é talvez um dos mais artística para do ou agindo com um grupo, âs soluções ou alter portantes porque é por meio dele que o professor seus alunos. Ainda, lhe p a r e ç a m adequadas que favoreçam esta análise e o leve a prendizagem de executar oportunidade tuações cotidianas de e n s i n o - a p r e n d i z a g e m ou de criar sua potencia l id a d e capaz forem julgadas problemáticas. é na qualidade de pes q u i s a d o r que o p r ofessor nativas de trabalho. técnica a um professor dizen poderá receber d i Dal a n e c es s i da d e de ~ d a e d u c a ç a o . 7. ed. ~ S ao o 33 professor desempenhar desempenho s i m u l t â n e o de p a p é i s que 0 de e d u c a d o r . educar, destas todos os papéis 19 Pois, Desta impossibilidade sor em qualq u e r m o m e n t o de fazendo de e decisões se d i s s o c i a r as funções qualquer reações, um ato criador capaz de c o m to d a s as pois, cífico, profes ser um intenções, educa expectativas suscitar múltiplas alterna seus alunos. Na medida em que desempenha papéis comple a n e c essidade de o sua ação profissional nesse principal: que quem executa surge suas atitudes, tivas por parte de Ë, Ë funções e m e s p e c i a l e x e c u t a - a s todas de m a n e i r a mentar. dor, se c o n s i d e r a o ~ ^ ^ não é possível instruir e ensinar uma vez simultaneamente. suas satisfatoriamente implicações necessário que durante existam disciplinas todos é que o professor a sua formação, educa. em curso espe ou momentos de preocupação com desempenho de cada um destes papéis. Deverá existir uma certas medidas que dos p r o f e s s o r e s : de f o r m a ç ã o sores devem ... ser melhor Porém, tomadas educaçao de mais do p r o f e s s o r . " Isto posto, experientes "h ã qualidade base nas instituições em serv iço dos profes para dar continuidade ã 20 evidencia-se cenciatura em Matemática, 19 . .., a con segundo BRUNER para melhorar a de p r o f e s s o r e s > t r e i n a m e n t o novos pelos educaçao todos eles. o inte gração e a p o s si b ilidade de uma úni c a pess o a des em p e nh a r tento e simultaneamente os a necessidade de no curso de L i existir uma ou mais disciplinas . que . B E C K E R , L a u r o da S i l v a . L a f o r m a t i o n . p é d a g o g i q u e a 1 ' u n i v e r s i t é F é d é r a l e du P a r a n a . P a r i s , 19 80. T e s e , D o u t o r a d o , U n i v e r s i t é P a r i s V, R e n e D e s c a r t e s , p. 3 1 - 4 6 . 20 Ed. B R U N E R , J. N a c i o n a l , 1 9 78 . S. p. 0 processo 84. da e d u c a ç a o . 7. ~ ed. Sao Paulo, 34 p o s s i b i l i t e m o d e s e n v o l v i m e n t o do c o n c e i t o de papéis, cionando não apenas a teoria, mas integrando-se com a prática na formação específica e profissional deverá haver, em sua formação, fletir especificamente tem a desempenhar. propor do licenciando. E mais, o p o rt u n id a de s de a nalisar e r e os p a p é i s que u m p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a Estes papéis poderão ou não ser exatamente os m e s m o s de u m p r o f e s s o r de m ú s i c a ou de p s i c o l o g i a ou m e s m o de história. Sendo assim, vos desta(s) disciplina(s) curso a que serve, é n e ce s s á r i o que os valores sejam observados com metodologia, e objeti sob o pri s ma do linguagem e aplicações sendo o professor uma pessoa, ade q uadas ao mesmo, porque, seus próprios valores influenciarão em suas decisões e atitudes. PIAGET afirma: "é a p r e p a r a ç ã o d o s p r o f e s s o r e s que constitui- r e a l m e n t e a q u e s t ã o primor d i a l de t o d a s a s r e f o r m a s pedagógicas e m p e r s p e c t i v a 3 p o i s 3 e n q u a n t o n a o .f o r a m e s m a r e s o l v i d a de f o r m a satisfatór ia3 serã totalmente inútil organizar b e l o s p r o g r a m a s ou b e l a s t e o r i a s a r e s p e i t o do q u e d e v e r i a s e r realiza d o . " 21 Se ost r ê s tionamento pressupostos deste trabalho daformação do professor levaram ao q u e s de m a t e m á t i c a na U F P R e as c o n s t a t a ç õ e s da p e s q u i s a d i a g n o s t i c a d e r a m o r i g e m ao problema, existe, portanto, 21 Janeiro, seu uma insatisfação generalizada, quanto ao ensino e a p r e n d i z a g e m da matemática. que estando o pr ofessor se insatisfeito, PIA G E T , Jean. P a r a onde vai J. O l y m p i o , 1 9 7 8 . p. 25. as E, pode-se supor suas atitudes no tra- ~ a e d u c a ç a o ? 6 * ed. Rio de 35 balho, nem sempre condizem com suas próprias expectativas ensino, de aprendizagem ou educação de man e i r a geral. Logo, urge que o curso de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a quira uma perspectiva de educação permanente para ex-alunos no sentido de ad seus alunos e se b u s c a r u m a p e r f e i ç o a m e n t o r e a l do p r o c e s s o de e n s i n o - a p r e n d i z a g e m da m a t e m á t i c a em todos os graus de ensino. Ca p í t u l o III Me t o d o l o g i a Este capítulo tem por objetivo explicar se o b t i v e r a m o s d a d o s ma com que os mesmos a forma com que desta pesquisa bem como esclarecer a for serão tratados. 3.1. DA PESQUISA DIAGNOSTICA C o m o o b j e t i v o de d e f i n i r o p r o b l e m a des t a p e s q u i s a b e m como buscar da mesma, qual subsídios para a definição dos pressupostos básicos procedeu-se à a p l i c a ç ã o de u m q u e s t i o n á r i o se c h a m o u d e p r é - p e s q u i s a . aberto ao ( A n e x o 1) 3.1.1. DO INSTRUMENTO O instrumento que n o r t eo u a p r é -p e sq u i sa está na n o a n e x o 1. C o m p õ e - s e d e q u a t r o q u e s t õ e s abertas íntegra envolvendo q uatro grandes áreas de e n s i n o e a p r e n d i z a g e m da m a t e m á t i c a . quatro áreas As são a saber: a) o professor que ensina; b) o ambiente onde se p r o c e s s a o e n s i n o e a aprendizagem da Matemática; c) o aluno que aprende; d) os objetivos, u t i l i d a d e s e aplicações da M a t e m á t i c a no cotidiano ou para o cotidiano. 37 3.1.2. DOS S U JE IT O S Tendo em vista o objetivo desta pré-pesquisa, ponto restrito, gorosa dos n ã o se s e n t i u a n e c e s s i d a d e até d e uma. sslfeção sujeitos que r e s p o n d e r a m ao questionário. lidade de aplicação, o pesquisador, Zardo de S a n t a F e l i c i d a d e , tionário a todos os p r o f e s s o r e s -pesquisa foi t a m b é m a p l i c a d o ent r e par t a m e n t o da M a t e m á t i c a da UFPR, aplicou o ques tod o s os p r o f e s s o r e s bem como entre alunos com O instrumento da dos cursos predo D e alguns profes sores do Setor de E d u c a ç ã o da m e s m a U n i v e r s i d a d e . Licenciatura em Ciências o Colégio que estavam presentes no sua aplicação. aplicado o instrumento entre faci de M a t e m á t i c a do referido plexo bem como a outros professores e s t a b e l e c i m e n t o q u a n d o de Por ri através de e n t e n di m en t o próprio com o diretor do complexo escolar que compõe Estadual Francisco certo de Foi ainda Engenharia e da UFPR. 3.1.3. DA ANÁLISE DOS RESULTADOS DA P RÉ -P ESQ U IS A Para analisar o questionário acima descrito, foram lidas uma a uma as r e s p o s t a s e c a t a l o g a d a s q u a l i t a t i v a m e n t e segundo as q u a t r o g r a n d e s se r e s o l áreas definidas veu chamar de categorias, em 3.1.1., às quais p o r q u e p u d e r a m ser d i v i d i d a s e m -áreas ou s u b-categorias, envolvendo aspectos considerados subim portantes em cada área. O questionário ficou definido da seguinte forma, conforme sua análise: Ârea I ou Categoria Questão I - O ensino da Matemática 1 - Qua i s as d i f i c u l d a d e s relação ao ensino da Mat em á ti c a ? sina) . que você encontra com (focalize um professor que e n 38 Sub-áreas ou sub-c a t e go r i as : - o programa proposto pela disciplina, - a maneira como este programa é apresentado, - os materiais utilizados pelo professor em seu trabalho, - o relacionamento professor-aluno. Ãrea II - 0 a m b i e n t e e m q u e se p r o c e s s a o e n s i n o e a aprendizagem da Matemática Q u e s t ã o 2 - Qua i s as d i f i c u l d a d e s que você e n c o n t r a c o m relação ao ambiente de t r ab a lh o onde aprender matemática? se p r e t e n d e e n s i n a r e (focalize um aluno e um professor em um ambiente de a p r e n d i z a g e m ) . Sub-áreas ou sub-categorias: - o número de alunos e m sa la de aula, - o tempo disponível do p r o f es s o r e do aluno para traba lhos individuais, - a disp o n ib i li d a de de auxiliares, monitores e colegas para trabalhos em grupo. Ã r e a III Questão - A aprendizagem da Matemática 3 - Quais as d i f i c u l d a d e s que você e n c o n t r a c o m relação a aprendizagem da Matemática? (focalize um aluno em s i tuação de a p r e n d i z a g e m ) . - o nível do conteúdo proposto para trabalho, - a n e cessidade de pré- r eq u i si t os e se o s m e s m o s d e v e m ser exigidos pelo professor, - a capacidade individual, - o p o t e n c i a l e x p l o r a d o o u i n e x p l o r a d o de c a d a a l u n o . Ã r e a I V - A a p l i c a ç ã o e os o b j e t i v o s do e n s i n o e a p r e n d i zagem da Matemática Q u e s t ã o 4 - Qua i s as d i f i c u l d a d e s que você p e r c e b e que 39 muitos sentem ou mesmo você sente e m utilizar a matemática para interpretar e resolver pro b l em a s de outras áreas de estudo? (focalize professor e aluno com objetivos bem claros para o e n sino e a p r en d i z a g e m da m a t e m á t i c a ) . - os p r o f e s s o r e s de o u t r a s - como um conteúdo áreas utilizam a matemática, já d o m i n a d o p e l o al un o o u e le dá u m a aula de m a t e m á t i c a antes de utilizá-la e m sua área e s pecifica. - o p r o f e s s o r d e m a t e m á t i c a t e m p a r a si e d e m o n s t r a p a r a seus alunos o o b j et i v o imediato e o mais geral de cada assunto tratado, - e todos os a s p e c t o s que v o c ê julgar importante e que interferem de alguma forma no binômio ensino-aprendizag e m na área de Matemática. 3 . 2 . DA PESQUISA EXPLORATÓRIA 3 . 2 . 1 . DO INSTRUMENTO O instrumento da pesquisa exploratória, (Anexo 3), foi elaborado a partir dos objetivos definidos para a mesma com o i n t u i t o de t e s t a r os p r e s s u p o s t o s b á s i c o s da p e s q u i s a e m tão. A p a r t i r de u m r e f e r e n c i a l t e ó r i c o e d a p e s q u i s a tica construiu-se um primeiro questionário que com especialistas em educação tomou sendo diagnos discutido sua forma definitiva. ve r s ã o d e f i n i t i v a foi v a l i d a d a po r três técnicos ques A e m e d u c a ç ã o da UFPR. 0 instrumento é cons t it u í do de 5 partes: 1 - Uma caracterização do respondente, 2 - Uma escala diferencial semântica onde se p r e t e n d e 40 avaliar a per ce p ç ão do al u no -mestre qua n to à sua formação p e d a g ó g i c a no c u r s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a n a UFPR. 3 - Uma t e n t a t i v a de c o l h e r s u g e s t õ e s do a l u n o - m e s t r e no sentido de a pe r feiçoar a f ormação p e d a gó g ic a do curso de L i c e n c iatura e m M a t e m á t i c a da UFPR. Nesta terceira parte, o aluno-mestre deveria, gerir alternativas, apontar quais os sendo um em aberto) que ele conservaria ou modificaria, ficando su (entre 12 dados, justi sua resposta. 4 - Uma avaliação do estágio verificar supervisionado no s e n t i d o de se o a l u n o - m e s t r e p e r c e b e q u e o m e s m o d e v e síntese de sua formação p r of i s si o na l elaborou-se uma estágio, itens além de específica. sér i e de 23 a f i r m a ç õ e s ser uma Para tanto c om r espeito aõ referido á realidade do ensino da Matemática e à formação p e d a gógica no curso em questão e pediu-se ao aluno-mestre que se posicionasse em uma escala tipo L I K E R T , de acordo com sua ma n ei r a de p e r c e b e r o estágio. 5 - Uma co n t ribuição c o n s ti t uí d a de questões abertas e f e c h a d a s q u e p r e t e n d e m colher, i n f o r m a ç õ e s e c o n t r i b u i ç õ e s para a proposta final deste trabalho. 3 . 2 . 2 . DOS S U J E IT O S Para avaliar a formação p ed a g ó g i c a do curso de tura e m M a t e m á t i c a n a U F P R só p o d e r i a m ser inq u i r i d o s que já h o u v e s s e m p a s s a d o p o r t a l e x p e r i ê n c i a . sujeitos desta pesquisa Licencia Desta forma, os f o r a m os f o r m a n d o s do cur s o e m estudo. C o m o est e t r a b a l h o já foi i n i c i a d o ant e s de 1982, o instrumento foi a p l i c a d o en t r e os f o r m a n d o s do 29 se m es t re de 1982 19 s em e st r e de 1983. alunos Trabalhou-se, portanto, e os do com toda a popula- 41 çSo tendo e m v i s t a o n ú m e r o r e d u z i d o de a l u n o s que neste curso: - 8 alunos. 29 s e mestre de 0 82 - 12 a l u n o s e 19 s e m e s t r e de n ú m e r o de q u e s t i o n á r i o s 83. formandos, Os 4 questionários que foram dados como perdidos 83 aplicados na pesquisa e x p l o r a t ó r i a foi de 9 ent r e os f o r m a n d o s de mandos de se f o r m a m 82 e 7 e n t r e o s for- completariam o total de uma vez que os não e n t r e g a r a m os r e f e r i d o s q u e s t i o n á r i o s inquiridos até o m o m e n t o da e l a boração de sua análise. 3 . 2 . 3 . DOS LOCAIS E APLICACÕES DO INSTRUMENTO / 0 Instrumento da pesquisa exploratória m o m e n t o s d i f e r e n t e s p a r a os d o i s grupos. m a n d o s do 29 s e m e s t r e de 1982) O primeiro grupo (for recebeu o instrumento no dia prova da beca na Reitoria desta Universidade entregá-los dois dias depois quando então geral para a formatura. foi e n t r e g u e e m de com instrução seria feito o Para que tal acontecesse, de ensaio o pesquisador telefonou a cada um dos formandos no dia anterior à entrega zendo-os lemb r a r de r e s p o n d e r ao q u e s t i o n á r i o e de local combinado. Como nem todos o fizeram, c a r r e g o u - s e de b u s c a r os q u e s t i o n á r i o s três dos formandos, 0 mesmo segundo grupo foi c a t a l o g a d o na mática e procurado assim, fa l e v á - l o ao este pesquisador e n faltantes, sendo que não o entregaram. (formandos do primeiro semestre de 1983) s e c r e t a r i a d o c u r s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e individualmente pelo pesquisador tado o respectivo telefone, sendo ano com a instrução de entregar o ins trumento respondido na coordenação do referido curso até o nal do mê s de jun h o de 1983. Para que isto fosse possível, pesquisador telefonou a cada um dos respondentes até que entregues 7 dos 8 questionários distribuídos, fi o foram sendo que este 42 ú l t i m o foi d a d o c o m o p e r d i d o p o r q u e n ã o foi e n t r e g u e até o i n i cio desta análise. E m ambos os grupos, desta pesquisa em envelope os f o r m a n d o s r e c e b e r a m o i n s t r u m e n t o fechado, sem identificação, apenas c o m a i n s t r u ç ã o de d e v o l v ê - l o p r e e n c h i d o depois de d o i s dias no local combinado para cada grupo. 3 . 2 , 4 . DA ANÁLISE DOS DADOS LEVANTADOS PELO INSTRUMENTO 0 obj e t i v o da p e s q u i s a e x p l o r a t ó r i a é o de fornecer sídios para a proposta de um L aboratório que garanta a e ducativa na área da Matemática. com a aplicação deste A análise dos dados sub práxis colhidos i n s t r u m e n t o d e v e r á ter u m a a v a l i a ç ã o q u a litativa no sentido de atender aos objetivos d e sta proposta. 3 . 2 . 4 . 1 . DA PARTE I A análise pulação, limitar-se-á a uma caracterização geral da i s t o é: inicio do curso, Matemática, faixa e t á r i a dos r e s p o n d e n t e s , sexo, po ano de a razão pela qual optou por Licenciatura em satisfação com a escolha, pretensão profissional e e x p e r i ê n c i a n a área. 3 . 2 . 4 . 2 . DA PARTE I I Sendo esta segunda parte uma escala diferencial semântica trabalhou-se a freqüência de respostas para cada categoria p r o posta bem como seus perc e n t u a i s sobre o total. Analisando os dados em quadro próprio verificou-se uma diferença entre as f r e q ü ê n c i a s de r e s p o s t a s d a d a s p e l o s dos de 1982 e as d a d a s p e l o s f o r m a n d o s d e 1983. forman A esta diferen 43 ça se a p l i c o u o x Z p a r a v e r i f i c a r a significância dos resulta dos o b t i d o s de m a n e i r a a p o s s i b i l i t a r sua análise. 3 . 2 A 3. DA PARTE I I I Como esta parte do instrumento gestões do aluno-mestre alguns itens que c o m r e l a ç ã o às no s e n t i d o de r e u n i r as possíveis alterações, ou não, su de da formação será qualitativa s ugestões de acordo com a f r e q ü ê n c i a que s e n t i d o de conparar os p e r c e n t u a i s ou não, será feita em primeiro paração entre alterações, a a n álise destes dados as m e s m a s a p a r e c e r a m e no formação geral às p o s s í v e i s compõem cada uma das disciplinas profissional específica, um quadro único, se r e f e r e dos itens em questão. lugar envolvendo permitindo, como um todo. de Esta análise tadas as d i s c i p l i n a s desta forma„ ter-se uma em idêia da Concomitantemente, far-se-á a com as f r e q ü ê n c i a s de a l t e r a ç õ e s e c o n s e r v a ç õ e s cada item sugerido pelos alunos-mestres. Em seguida, de proceder- - s e - á a u m a a n á l i s e d e t a l h a d a de c a d a item e m c a d a d i s c i p l i n a sempre buscando subsídios par a conf i rm a r ou não os p r e s s u po s t os básicos desta pesquisa. 3 .2 .4 A DA PARTE IV Esta parte do i n s t rumento v isa analisar a p e r c e p ç ã o do e s t a g i á r i o c o m r e l a ç ã o ao e s t á g i o supervisionado do cur s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a da UFPR. Os vinte e três itens do instrumento foram separados em dois grupos derados um positivo e outro negativo, consi utilizando a escala LI- KERT. Separados os dois grupos, acordo com os percentuais c a d a item será a n a l i s a d o de sobre o total de respostas, possibi- 44 litando, assim, de cada uma das a fi rmações obter-se a análise parcial dos pressupostos desta pesquisa. Com a separação das respostas em grupo positivo e negati vo aplicou-se o teste uma diferença x 2 para verificar até que ponto existia significativa entre ambos. A partir deste teste, pode-se então caracterizar a percepção do licenciando em m át i c a com relação ao está g io supervisionado mate levado a efeito em curso próp r io p ara sua formação profissional. 3 .2 .4 .5 . DA PARTE V Como esta parte do instrumento não tem por objetivo liar o c u r s o ou as d i s c i p l i n a s e m es t u d o , as q u e s t õ e s que a c onstituem são abertas e t em a finalidade de c o l h e r para a proposta final deste trabalho. ava subsídios Capítulo IV Analise e Interpretação dos Resultados t Este c a p i t u l o tem po r f i n a l i d a d e a n alisar os dad o s dos a partir da aplicação do obti instrumento desta pesquisa e evi d e n c i a r as c o n c l u s õ e s no s e n t i d o de c o n firmar ou n ã o os p r e s s u postos básicos deste trabalho. Porém, primeiramente lisados os dados da p e s qu i sa d i a g n o s t i c a e depois serão ana aqueles da pesquisa exploratória. 4.1, OS DADOS DA PESQUISA DIAGNOS TIC A OU PRE-PESQUISA (An e x o 1) A pesquisa diagnostica levada a efeito neste trabalho p r o c u r o u e n v o l v e r q u a t r o g r a n d e s á r e a s que e n g l o b a m de maneira geral todo o ensino e aprendizagem da Matemática. Analisando cada uma das áreas envolvidas pelas abertas que compuseram o instrumento em análise, tizar as r e s p o s t a s d e s t a p e s q u i s a da seguinte questões pode-se sinte forma: 4.1.1. DA I a . QUESTÃO ”1. Q u a i s as d i f i c u l d a d e s q u e você e n c o n t r a c o m ao ensino da M a t e m á t i c a ? relação (focalize um professor que ensina)." N e s t e gr u p o de r e s p o s t a s p r o c u r o u - s e e n v o l v e r temas como: - o programa proposto pela disciplina, 46 - a maneira como este programa é apresentado, - os materiais utilizados pelo professor em seu trabalho, - o relacionamento professor-aluno. A maioria dos inquiridos iniciou suas respostas afirmando que uma das maiores dificuldades para o professor que Mat em á ti c a é a falta de base dos alunos, tanto vazia quando se c o n s t a t a , ensina afirmação que nas mesmas respostas fica um q u e as d i ficuldades principais para com o ensino da Matemática estão r e lacionadas aluno, com: falta de m o t i v a ç ã o tanto do p r o f e s s o r como f a l t a d e m a t e r i a l d i d á t i c o e f a l t a de c a p a c i t a ç ã o do espe cifica para a adequação de m e t o d o l o g i a s ou d e t e r minação de ob jetivos para um ensino real desta disciplina. Muitas respostas do problema. mação. a p o n t a m o p r o f e s s o r como elem e n t o Nes t e caso, a falta dè b a s e não justifica a Como pode um aluno adquirir uma base sólida para quistar novos conhecimentos chave afir con se s e u p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a se gundo a p esquisa d ia g n o s t i c a é um professor que de m a n e i r a ge ral não possui nho docente? to da s as q u a l i d a d e s n e c e s s á r i a s p a r a o Desta forma, tam a questão. Em outras palavras, dos alunos em matemática objetivos tod a s as d e m a i s r e s p o s t a s complemen se o fracasso de determina se d e v e à i n a d e q u a ç ã o d o s m é t o d o s as s u a s n e c e s s i d a d e s , ê i m p r e s c i n d í v e l q u e sem novos métodos desempe adequados a um ensino real desta S o m e n t e d e s t a m a n e i r a as f r a s e s se p e s q u i disciplina. " n ã o g o s t o de m a t e m á t i c a " , " t e nho p a v o r da m a t e m á t i c a " , d e s a p a r e c e r ã o d o m e i o e s c o l a r . portanto, e Cabe, ao pr ofessor tal responsabilidade. 4.1 .'2. DA 2 a . questão "2. Q u a i s a s d i f i c u l d a d e s q u e v o c ê e n c o n t r a c o m relação 47 ao a m b i e n t e de t r a b a l h o onde temática? se p r e t e n d e e n s i n a r e a p r e n d e r m a (focalize um aluno e um professor em um ambiente de a p r e n d i z a g e m ) ." E s t a q u e s t ã o e n v o l v e a s i t u a ç ã o r e a l de a p r e n d i z a g e m um ambiente adequado que favorece ou não o ensino e a zagem da matemática. A maioria dos inquiridos atribui em aprendi ao fator número de alunos em sala de aula u m v alor bastante grande e afirma que quanto mai o r o número de alunos, maiores as dificuldades em um ambiente em que aprender matemática. serão se p r e t e n d e e n s i n a r ou Também a pesquisa diagnostica atribui â h e t e r o g e n e i d a d e d as c l a s s e s e ao n ú m e r o r e d u z i d o de a u l a s p o r semana um valor bastante significativo, criando um clima vicia do neste ambiente onde existe uma ansiedade, mas, em terminar a aula ou obter nota Pode-se não em aprender, suficiente para passar. c o n c l u i r q u e a r e a l i d a d e d o e n s i n o da m a t e m á t i c a i de grandes dificuldades, pois, são o grande número de alunos centrados em cada classe tanto no 19, c o m o n o 29 o u a h e t e r o g e n e i d a d e de c o n h e c i m e n t o s d e s t e s fortemente contribuem para que estas 4 . 1 . 3 . DA 3 a . alunos, dificuldades con 39 g r a u , e fatores que se a c e n t u e m . q u e s tã o "3. Q u a i s a s d i f i c u l d a d e s q u e v o c ê e n c o n t r a c o m â aprendizagem da matemática? relação (focalize u m aluno em s i t u a ç ã o de a p r e n d i z a g e m ) ." As r e s p o s t a s a esta q u e s t ã o c o n f i r m a m em síntese as clusões obtidas na análise da p r i me i ra questão, i s t o ê, ficuldades do aluno com relação â aprendizagem da segundo os respondentes as di matemática são cons e q üê n ci a das deficiências tatadas no p r ofessor de M a te m á t i c a que não possui con as cons qualifi- 48 cações necessárias para o d e sempenho docente. As respostas obtidas desta questão compreende a linguagem matemática, d e s t a d i s c i p l i n a e, portanto, dizem do aluno que não que não conhece os objetivos não conquista uma autonomia tão necessária para seu próprio d e senvolvimento permanente. 4 .1 .4 . DA 4 a . QUESTÃO "4. Q u a i s a s d i f i c u l d a d e s q u e v o c ê p e r c e b e q u e sentem ou m es m o você muitos sente em utilizar a matemática para p r e t a r e r e s o l v e r p r o b l e m a s d e o u t r a s á r e a s de e s t u d o ? inter (focali ze p r o f e s s o r e a l u n o c o m o b j e t i v o s b e m c l a r o s p a r a o e n s i n o e aprendizagem da Matemática)." Para responder a esta questão, dentes as a f i r mações dos levam â confirmação das conclusões da questão segundo a pesquisa diagnostica, o aluno não percebe cia da Mat e má t ic a em seu cotidiano. respon- 1 , pois, a importân Esta disciplina fica num pla n o irreal e n ão p e r m i t e o p r o c e s s a m e n t o da t r a n s f e r ê n c i a conhecimentos da M a t em á ti c a p ara outras áreas, E ainda, de a c o r d o c o m as r e s p o s t a s , de e vice-versa. a transferência de conhecimentos e a adaptação da teoria à prática é algo que deve ser da c o m p e t ê n c i a do p r o f e s s o r de M a t e m á t i c a o que, mesmos respondentes, segundo os não ocorre. Pode-se concluir que a realidade do ensino e a a p r e n d i z a gem da Matemática constatadas pela pesquisa diagnostica deste trabalho apresenta sérias dificuldades decorrentes das defi c i ê n c i a s d o p r o f e s s o r de M a t e m á t i c a e d a e s t r u t u r a d o e n s i n o de maneira geral. 49 4 . 2 . 0 INSTRUMENTO E A ANÁLISE DA PESQUISA EXPLORATÓRIA (ANEXO 3) O instrumento base desta pesquisa exploratória truído em cinco partes te. como as d e s c r i t a s no c a p í t u l o Neste capítulo pretende-se Para trumento com a aplicação do i ns tativa não exige um tratamento estatístico s i gn i f ic â n ci a . Assim, Uma análise qu a l i sofisticado que e n a análise que se s e g u e freqüências de re spostas ou p e r ce n t ua i s o total de q uestões respondidas, oferecer res com isto conf ir m ar ou não os press u po s to s básicos advindos do pro bl e ma desta pesquisa. envolverá apenas preceden far-se-ã uma avaliação qualitativa das postas pretendendo-se v o l v a n í v e i s de cons a n a l i s a r os dados obtidos. se a n a l i s a r os d a d o s o b t i d o s ( A n e x o 3) foi uma vez que tal subsídios para a proposta final sobre análise deverá deste trabalho. 4 . 3 . ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DO INSTRUMENTO DE t PESQUISA 4 . 3 . 1 . ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DA PARTE I DO INSTRUMENTO / OU CARACTERIZACÃO DO RESPONDENTE 0 total de formandos (ANEXO 3) que r e s p o nd e u ao In s t rumento p e s q u i s a foi d e 16 a l u n o s - m e s t r e s , s e n d o 9 formandos do segundo s e m e s t r e de 1982 e 7 f o r m a n d o s d o 19 s e m e s t r e de Deste total 81,2% Ê interessante 1983. 50% e s t ã o e m u m a f a i x a de i d a d e e n t r e anos e 50% p e r t e n c e m a u m g r u p o c o m i d a d e Destes, são do sexo feminino e 18,8% constatar-se também que desta superior a 25 do sexo anos. masculino. 93,75% dos alunos r es p onderam a este q u es t i o n á r i o d i z e m que o curso de 20 e 25 que Licencia- 50 tura em Mat e m át i ca foi sua prim e i r a opção e que a m e s m a foi de vido ao seu i nteresse e m t a m b é m ser realmente p r o f e s s o r de ma temática. en C o n s i d e r a n d o que, apenas um Eormando ent r e os 16 trevis t a d o s c o n f i r m o u que o cur s o e m questão foi sua segunda opção por não ter sido aprovado em vestibular de sua preferên cia, dizendo, mais adiante, fosse possível, i, p o r t a n t o , prio curso durante que mudaria de profissão lícito perguntar: se lh e será que o p r ó seu desenvolvimento oferece uma espécie tria g e m onde os alunos que não o escolheram por resses reais vão eliminados naturalmente? sendo Com esta amostra, embora pequena, pode-se questão bastante relevante: b enefício p ara o aluno, de serem a d m i t i d o s vocação e inte levantar uma será que ê produtivo ou traz algum ã U n i v e r s i d a d e ou à c o m u n i d a d e o fato alunos realmente o curso a que de cujo interesse não seja o de fazerem s e p r o p õ e m ? Era o u t r a s p a l a v r a s : se mente terminam o curso e estão, ele alunos que fizeram dele relativamente, satisfeitos sua p r i m e i r a opção, então, a U n i v e r s i d a d e m a n t é m a s e g u n d a o p ç ã o ? Om„ p o r q u e a por so com que Universi dade a l é m do v e s t i b u l a r nã o o f e r e c e outra tipo de t r i a g e m que selecione os alunos de a c o r d o c o m seus reais i n t e r e s s e s e com petências? Será que, desta forma, não se e v i t a r i a a e v a s ã o ? V e r i f i c a n d o a i n d a a e x p e r i ê n c i a do s a l u n o s - m e s t r e s relação á profissão de magistério, constatou-se que r e s p o n d e n t e s t ê m a l g u m a e x p e r i ê n c i a nesta, á r e a , desde alguns meses atê 25 an o s , séries do 19 g r a u . dos e que varia seja em atividades de aulas p a r t i c u l a r e s de M a t e m á t i c a p a r a 1? e 29 g r a u s primeiras 10 ou até aulas com 16 nas E m a i s q u e 25% dos a l u n o s e m q u e s tão estão de a lguma for m a i n s a t i s f e i t o s com sua n o v a profissão, pois, afirmam que se h o u v e s s e v a n t a g e m f i n a n c e i r a m u d a r i a m de 51 p r o f i s s ã o ou que não o f a z e m por comodidade. certo ponto pessoais, tura pode-se Destes dados, inferir que o curso de até Licencia em Matemática na UFPR favorece oportunidades para uma re d e f i n i ç ã o de opção. Haja vista para o que relação â opção dos alunos no vestibular. com Muito embora esta re d e f i n i ç ã o ocorra, ainda hoje tão insatisfeitos com sua futura profissão. uma ponderação: 1/4 dos ficou constatado formandos neste curso Portanto, es cabe aqui será que o mes m o curso não necessita de um a p e r f e i ç o a m e n t o e m sua e s t r u t u r a p a r a m i n i m i z a r o grau de i n s a tisfação encontrado entre os formandos? 4 .3 .2 . ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DA PARTE I I f DO INSTRUMENTO (ANEXO 3) Da p ercepção do forma n d o sobre sua própria formação pe d a g ó g i c a co mo um todo. Para analisar os dados mento, obtidos por esta parte do foi usa d a um a e s c a l a d i f e r e n c i a l semântica. nlvel considera o curso ótimo e o último nível ficiente. saber: A escala no seu todo compõe-se de 5 ótimo, bom, regular, fraco O instru primeiro considèra-o (cinco) e deficiente. de níveis Pode-se a reu nir os dados no quadro a seguir. P e l o q u a d r o p o d e - s e p e r c e b e r u m a c e r t a d i s p e r s ã o e n t r e as o p i n i õ e s ou a forma de p e r c e b e r a f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a no de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a pelos p r ó p r i o s saram. 83 ) . Basta que alunos que a se c o m p a r e m o s d o i s g r u p o s e s t u d a d o s O b s e r v a - s e que os f o r m a n d o s de cur (82 e 1982 c o n c e n t r a r a m suas r e s postas nos três primeiros níveis da escala, i s t o ê, consideran do o curso entre óti m o e r e g u l a r ao pas s o que o out r o (1 9 8 3 ) curso teve uma g r a n d e c o n c e n t r a ç ã o de r e s p o s t a s nos três grupo ül- 52 timos níveis, perguntar: diferença i s t o ê, d e r e g u l a r a d e f i c i e n t e . qual a r a z ã o de tal d i s p e r s ã o ? significativa entre uma Pode-se assim Serã que existe uma disciplina trabalhada em um semestre ou em outro? Talvez este fato merecesse uma mais profunda, a mesma não serã objeto deste trabalho. NÍVEIS 1982 1983 porém, ÕTIMO F 6 o. o BOM 27 6.06 0 F 34 27.27 9 % 0 z REGULAR 6 34.34 11.9 19.19 17 67 98 19 12.12 42.86 z DEFICIENTE 12 33 36 FRACO análise 98.98 18 22.07 23.37 29 42=>2 4% 77 100.2 37 175 133 => 76% Qu a d r o 1 - d e m o n s t r a t i v o d a s f r e q u ê n c i a s e percen tua is OBTIDOS COM A D I F E R E N C I A L SEMÂNTICA (ANEXO 3 ) . Por outro lado, c o m p a r a n d o as c o l u n a s B o m e F r a c o d o q u a dro 1 , v e r i f i c a - s e que há u ma forma h e t er o g ê n e a de curso q u a n t o ao seu valor, utilidade, eficácia, das as d e m a i s c a t e g o r i a s da e s c a l a proposta. dos alunos formação, inquiridos e r a de ó t i m o e Bom, níveis, perceber o adequação e to Caso a fosse positiva com relação ã sua própria se e s p e r a r u m a c o n c e n t r a ç ã o d e r e s p o s t a s e n t r e da o r d e m de apr ox i m ad a me n t e o que corresponderia a pelo menos 131 r e s p o s t a s se o b s e r v a é q u e e s t e t o t a l (133) nestes 75% d a s r e s p o s t a s v o r á v e i s à f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a do cur s o como u m todo. que percepção portanto 76% da s Porém, fa o respos 53 tas, concentram-se entre os níveis Regular e Deficiente. É bem verdade também que no mesmo quadro 1 , pode-se tatar uma d i ferença de p e r c ep ç ão entre os alunos e aqueles de 1982. utilizou-se o teste tuais, o qual vel de resultou liberdade, 0,05%. formados e m 1983 Para verificar a significância desta dife rença, 3 graus de cons sobre os p e r c é n - s i g n i f i c a t i v o ati ao nível de 0,05% com i s t o é, o x£ = 1 0 , 2 1 6 e X ^ = 7 , 8 2 a o ní Portanto, os dois grupos ficativamente diferentes, pequisa que procure (quiquadrado) fato que (1983, 1982) são signi reforça a sugestão de uma justificar tais diferenças, as q u a i s pode rão ser desde a p e ri o di z a çã o ati a seqüência das disciplinas cursadas em cada um dos casos. tes indagações: Cabe, portanto, aqui, as s e g u i n po r que os a l u n o s fo r m a d o s e m 1983 for a m exigentes que os alunos formados em 1982? peda g óg i ca dos alunos de a formação pedagógica dos Será que a mais formação 1983 foi r ealmente mais deficiente que alunos de te d a p e s q u i s a e x p l o r a t ó r i a , 1982? Da analise desta p a r pode-se inferir que a percepção do a l u n o - m e s t r e do curso de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a da UFPR, quando retrata a sua p r ó p r i a formação pedagógica, corresponde à realidade do ensino da matemática evidenciada pela pesquisa diagnostica. Esta aponta como deficiente, termos de formação do professor, dagõgica, principalmente sua qualificação em didãtico-pe- constatação que confirma o pressuposto geral desta pesquisa. A confirmação deste pressuposto tante significativa, que fica deste trabalho. Ela ria entre já foi que bas levantada na revisão bibliográ se r e f e r e à r a z ã o d a c a r g a a formação profissional nal específica suscita uma questão horá geral e a formação profissio (1/5 c o n f o r m e a f i g u r a 1 p.). É bem verdade que 54 1/5 de c a r g a horária do curso d e s t i n a d a à fo r m a ç ã o pedagógica d o l i c e n c i a n d o é ura p o u c o m a i s d o q u e e s t a b e l e c e legislação (1 / 8 ) V, p o r é m , a as c o n s t a t a ç õ e s d e s t a p e s q u i s a e v i d e n c i a m a c e s s i d a d e d e uifta a r a p l i a ç ã o d e s t a c a r g a h o r á r i a , do estágio supervisionado, no ne em especial a sentido de a p erfeiçoar a formação pedagógica do curso de Licenciatura em Matemática São questões que a proposta deste dar, trabalho pretende abor a t í t u l o de sugestões p a r a u m real a p e r f e i ç o a m e n t o do c u r so e m q u e s t ã o . 4 . 3 . 3 . ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DA PARTE I I I / DO INSTRUMENTO OU AVALIAÇÃO DE CADA D I S C I P L I N A t (anexo 3) P a r a se a n a l i s a r c a d a u m d o s p r e s s u p o s t o s b á s i c o s trabalho, mento, s e g u n d o os d a d o s o b t i d o s n a p a r t e primeiramente III d e s t e deste Instru se f a r á u m q u a d r o q u a n t i t a t i v o c o m o o b j e tivo de analisar cada item no contexto de toda a formação fissional específica, para posteriormente se f a z e r u m a pro analise quantitativa de cada uma das disciplinas que compõem esta for mação. Interpretação dos dados a) Q u a n t o ao n ú m e r o de aulas por ficar que las por f o r n e c i d o s p e l o q u a d r o 2: semestre pode-se veri segundo a percepção do aluno-mestre, o número de au semestre e por disciplina é satisfatório, com exceção d a D i s c i p l i n a de P r á t i c a d o E n s i n o e m M a t e m á t i c a e q u e a m a i o r i a dos' a l u n o s acredita na n e ce s si d a de de uma ampliação desta carga horária, fato que reforça a sugestão dada anteriormente 1 C O N S E L H O F E D E R A L DE E D U C A Ç Ã O . R e s o l u ç ã o n ? 9 d e _ 1 0 / 1 0 / 69. - F i x a os MÍni-mos de C o n t e ú d o e D u r a ç a o p a r a f o r m a ç a o p e d a g ó g i c a n o s c u r s o s de L i c e n c i a t u r a . 55 quando da análise da parte Ps i c o l o g i a do En s i n o de 1° E 2 o G r a u s E d u c a ç ã o IV M o d .* CONS.** Mo d . 2 14 10 5 c) unidades de conteúdo d) mé t o d o de trabalho docente e) método de trabalho discente 5 f) reunião de turmas com alunos de d i ferentes cursos g) forma de avaliação V////SY//A- 1 * mod: m o d i f i c a r i a % não respon deram 10 9 llllll 7 i 6 8 2 11 5 4 8 9 8 2 10 11 .3 10 3 2 1) o b j etivos da d i s ciplina m) outros, quais? conser v a r i a 3 3 CONS. 9 fcií* ij pré-requi sitos j) c o m u nicação profess o r - a l u n o Didática I da l l l l i h) relação entre a d i s c i p l i n a e o ensino da Mat e m á t i c a Instrumento. Es t r u t u r a e Fun c i o namento a) n9 de aulas por semestre b) n9 de alunos por turma * * cons: II d e s t e m ”7;" resj;íostas 92 55 31.35 52.44 16.53% compila 'das 82 59 33.63 46.74 19.95% M o d . CONS. 4 6 7 P r á t i c a DE En s i n o de C iências Matemática M o d . Co n s . M o d . Co n s . 10 9 liliiig 4 2 _ 6 Pr á t i c a de En s i n o d a ÍT. > 7 9 * p-:-5p: 8 / / ,* 7 3 s f e 8.^ . 7 2 9 -- 5 :-m i l 10 ,.% /y .. 9 . 4 8 8 5 10 3 2 p i ífè - i i 10 3 7 2 9 2 1 2 10 3 9 7 2 2 9 9 ■ m á aljenas 66 85 37. 62 46.17 8 9 3 ^•:9't 4 4 4 6 qual:Ltativaímente 46 70 50 80 28.5 45.6 26.22 39.9 34.2% 16.53% 26.22% Qu a d r o 2 - De m o n s t r a t i v o d a s f r e q u ê n c i a s d e r e s p o s t a s s o b r e : MODIFICAÇÕES OU NÃO DÉ CADA ITEM ANALISADO EM CADA DISCIPLINA CONFORME PARTE III DO ANEXO 3. Observação - o total de r e s p o s t a s p a r a cada da disciplina deve ser 16 p o r é m a d i f e r e n ç a c o n s t a t a d a n o q u a dro acima dev e - s e ao fato de n em todos os alunos pondido b) a todos os item e em ca terem res itens. q u a n t o ao n u m e r o de a l unos po r turma, ê nítida a ten- 56 dência pela conservação dos mesmos, ressalvando-se ainda que e m q u a s e t o d o s os d e p o i m e n t o s e e m t o d a s as d i s c i p l i n a s a c o n f i r m a ç ã o de qu e o e x c e s s o de alunos m ento da disciplina. Pode-se atrapalha o bom justificável e como alunos-mestres cursaram estas disciplinas em períodos com relação à hetereogeneidade das turmas, reunião de alunos de d i ferentes tendência centuada de diferen i s t o é, cursos parece não acarretar uma solicitação de modificação. Pode-se com base nos depoimentos dos alunos-mestres que tal atê favorece a tro ca de e x pe r iê n c ia em disciplinas como tura e P s i c o l o g i a ao pas s o que e m D idática ê nít i d a a dade de m o d i f i c a ç ã o no em turmas, sentido de portanto, d) já são p o r fato Estru necessi menos C o m r e s p e i t o às s i s ó e s p e c í f i c a s e, não apresentam tal problema. de maneira geral, c o m r e l a ç ã o às u n i d a d e s d e trabalhadas em cada disciplina, s u g e r e m u d a n ç a e, existe uma segundo os depoimentos, conteúdo leve tendência que tais unidades d e v e ser m a i s e s p e c í f i c a s p a r a o cur s o a que Aliãs, su separar os alunos pelo de acordo com a área de formação. outras disciplinas práticas, riam os suas respostas variaram individualmente. c) por, anda supor que tal fato tenha ocorrido em algum período esporádico por motivo tes, havia se destinam. e s t e i t e m m e r e c e u m e s t u d o e s p e c í f i c o d e v i d o à sua g r a n de importância na proposta curricular. e) q ua n t o ao m é t o d o de trabalho docente, i nq u e r i d o s é de que h a j a m m u danças conteúdos das disciplinas. todos de trabalho, na f o r m a a tendência dos de desenvolver S e g u n d o os alunos- m e s t r e s , na maioria dos casos, os estes m é favorecem o resse ao m e s m o t e m p o que c r i a m u m clima de a n s i e d a d e no desinte sentido de termi n a r a aula ou obt e r n o t a e não no de apren d e r e c o m 57 preender seu conteúdo. Ainda, formação pedagógica deveria a f i r m a m os r e s p o n d e n t e s que, ser n o r t e a d a pelos objet i v o s cíficos de cada curso e não confundir-se a formação n a l e s p e c í f i c a c o m u m a f o r m a ç ã o e m g e r a l i d a d e s . Ha, c o e r ê n c i a e p e r t i n ê n c i a no que percepção do aluno-mestre todo. ( P a r t e II a n e x o f) o m é t o d o de trabalho docente, t a m b é m n e c e s s i t a de a l g u m a s leve mais (Prática de E n s i n o e m Ci ê n c i a s M a t e m á t i c a ) , fato que g) já v e m sendo feito, individual, porém, disciplinas sobre as Pode-se referidas até mesmo mais trabalho. existe uma tendência i s t o é, que de acordo com a atuação e ele está em se c o n t i n u e sem que o aluno deixe de são os o b j e t i v o s nos quais fa~ par saber sendo avaliado. q u a n t o â r e l a ç ã o da ^disciplina a n a l i s a d a e o e n s i n o da pode-se verificar que, tal r e l a c i o n a m e n t o não e xiste Em outras real objeto deste q uanto ã forma de avaliação, Matemática., tre , nas estão e P r á t i c a de E n s i n o em leva a uma reflexão sendo porém, t i c i p a ç ã o d e c a d a um, h) sua item em particular necessita uma análise sendo uma avaliação quais m o d i f i c a ç õ e s no alunos-mestres e seu papel no curso em questão. conservar o que do cria n d o um clima de real a p r e n d i z a d o e d e seu d e s empenho principal m en t e não um a s é r i o as d i s c i p l i n a s de consc i e n t e s de profunda, da ser c o n s e q ü ê n c i a O b s e r v e - s e que os pr ó p r i o s sugerir que este portanto, com relação â sua formação como senvolvimento. disciplinas profissio 3) sentido de que o aluno práticas, espe ficou constatado na análise trabalho discente por formação pedagógica, a palavras, integração, na p ercepção do aluno-mes (com e x c e ç ã o das Práticas). o aluno-mestre não percebe que existe uma adaptação e adequação das disciplinas da área p e d a g ó g i c a co m o e n s i n o da M a t e m á t i c a a nível de 19 e 29 g r a u s . 58 Portanto, este fato confirma o que na pesq u is a diagnostica cou e v i d enciado o u seja, a M a t e m á t i c a que o p r o f e s s o r de 19 29 g r a u s d e s e n v o l v e n e s t e s n í v e i s n ã o corresponde c e s s i d a d e s do alu n o ou da comunidade. Ora, que tal aconteça, destes graus pois, fi e às r e a i s pode-se até ne aceitar como pode um p r o f e s s o r de matemática f a z e r a a d e q u a ç ã o do e n s i n o às r e a i s necessidades do aluno e da comunidade se e m s e u c u r s o d e f o r m a ç ã o n ã o h á tal preocupação? i) quanto aos pré-requisitos, aluno do curso de Licenciatura, sendo que não se f e z r e f e r ê n c i a s os m e s m o s satisfatórios, àquelas com outras disci correlatas. j) cora r e l a ç ã o à c o m u n i c a ç ã o p r o f e s s o r - a l u n o , n a ção do aluno-mestre, a mesma é satisfatória, rada muito boa em relação a outras mação geral. ção. são p ercepção do ã n e c e s s i d a d e de o u t r a s d i s c i plinas para complementar ou preceder plinas parece que na Porém, compararmos Portanto, ao m e s m o percep sendo ate c o n s i d e d i s c i p l i n a s n a áre a de for este ê um fator que não requer m o di f i ca tempo percebe-se uma certa c o m as c r i t i c a s incoerência fe i t a s às d i s c i p l i n a s , se principal mente em relação pois, se a c o m u n i c a ç ã o p r o f e s s o r - a l u n o n ã o n e c e s s i t a de m o d i f i cações, à m e t o d o l o g i a de tr a b a l h o d o c e n t e e discente, p o r que o m é t o d o de t r a b a l h o d o c e n t e e d i s c e n t e p r e c i s a ser m o d i f i c a d o ? 1) quanto aos objetivos da disciplina, no dizer dos no s - me s t re s , eles não perceberam com clareza quais jetivos específicos de cada disciplina, a relação e adequação destes profissional. anterior, Nota-se neste pois, alu- sejam os o b bem como não perceberam co m a r e a l i d a d e de sua item também a mesma se os o b j e t i v o s d a d i s c i p l i n a n ã o formação i n c o e r ê n c i a do ficam eviden- 59 tes p a r a o aluno-imestre ê p o r q u e n ã o h o u v e então uma comunica ção a d e q u a d a de ambas as par t e s . Sendo assim, desta de u ma m u d a n ç a real na síntese pode-se no Estes Licen s e n t i d o de a t e n d e r ãs s o l i c i alunos no que diz respeito aos objetivos, e adequação à realidade. próprios necessidade f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a do c u r s o de c iat u r a em M a t emática na UFPR, tações dos inferir a fatores, conteúdos segundo a p e r c e p ç ã o dos a l u n o s - m e s t r e s , contribuem para que esta formação deficiente seja e venha a acarretar o que na pes q ui s a diagnostica ficou constatado como de f i ciências do professor, gerando defor m a ç õ e s n o p r o c e s s o e n s i n o - a p r e n d i z a g e m d a m a t e m á t i c a ã n í v e l de 19 e 29 g r a u s . 4 .3 .3 .1 . DA D I S C I P L I N A DE ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO ENSINO DE 1° E 2° GRAUS Procedendo primeiramente a uma avaliação quantitativa, alunos-mestres do curso de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a da UFPR p e r c e b e m a d i s c i p l i n a de E s t r u t u r a e F u n c i o n a m e n t o de 19 e Graus Conseqüentemente, a pesar de ser mais forte a tendên cia pela conservação da estrutura da disciplina como um a m e s m a p r e c i s a de u m a p e r f e i ç o a m e n t o , nos-mestres, recairia mais riam ser mais forma, e este, acentuadamente trabalho docente e discente s e g u n d o os sobre o método todo, alu de co m r e l a ç ã o aos conte ú d o s que d e v e específicos e relacionados com a Matemática. Da os o b j e t i v o s d e v e r i a m ser c l a r a m e n t e b e m d e f i n i d o s a fim de p r o p o r c i o n a r uma formação adequada e engajada com realidade das escolas da comunidade. pelos 29 com o u m a d i s c i p l i n a qu e n ã o n e c e s s i t a de m o d i f i c a ç ã o (52,44%). mesma os alunos-mestres pode-se Das sugestões inferir que a disciplina a oferecidas pode 60 aperfeiçoar-se na med i d a em que buscar atender o curso a que serve, especificamente explorando pelo menos o desenvolvimento h i s t ó r i c o da M a t e m á t i c a n a E s t r u t u r a e F u n c i o n a m e n t o do Ensino Brasileiro. Fica, portanto, nesta, c o n s t a t a ç ã o , evidente que a percep ção do a l u n o - m e s t r e do curso de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a da U F P R , com relação do 19 e 29 Graus, á d i s c i p l i n a de E s t r u t u r a e F u n c i o n a m e n t o é de que esta n e c e s s i t a de algumas modificações que b e n e f i c i a r i a m a f o r mação p e d a g ó g i c a do futuro p r o f e s s o r Matemática, f o r m a ç ã o e s t a que, se b e m e s t r u t u r a d a , de proporcio naria um ape r fe i ç oa m en t o do processo e n s i n o - a p r en d iz a g em da m a temática em todos Assim, os graus, principalmente no 19 e n o constata-se uma interdependência entre c i ê ncias do e nsino e a p r e n d i z a g e m da M a t e m á t i c a no 29. as defi 19 e 29 gra u s e as d e f i c i ê n c i a s n a f o r m a ç ã o do p r o f e s s o r . 4 .3 .3 .2 . A D I S C I P L I N A DE PSICOLOGIA DA EDUCACÃO IV SEGUNDO r A PERCEPCÃO DOS ALUNOS"MESTRES DO CURSO DE LI C E N " / Cl ATURA EM MATEMÁTICA DA UFPR Os alunos-m e s tr e s que r es p o n d e r a m a esta pesquisa ram muito claramente aperfeiçoamento algumas de suas ansiedades e sugestões e a d e q u a ç ã o da d i s c i p l i n a ao curso em D i z e m eles que d e v i d o â sua fo r m a ç ã o na área de eles, alunos, linguagem. sentem dificuldades Sendo concentrando assim, alunos sugerem que as t u r m a s p elo men o s da m e s m a área, ciplina aos e, sejam para de questão. Matemática, ate m e s m o de a d a p t a ç ã o d i f e r e n ç a s de v o c a b u l á r i o e interesses, vorecer uma melhor coloca de pequenas, e l i m i n a r as conseqüentemente fa integração e a dequação dos objetivos da d i s interesses dos alunos e da realidade do ensino e 61 a p r e n d i z a g e m da M a t e m á t i c a ou das ciências, te. A i n d a s u g e r e m os a l u n o s que o m é t o d o mais especificamen de t r a b a l h o do p r o f e s sor seja modificado no sentido de a d a p t a r os t ermos ca, estabelecendo mais relação com o ensino e aprendizagem des ta d i s c i p l i n a a t r a v é s de t r a b a l h o s à leitura de textos onde práticos um ou outro aluno e não à Matemáti se limitando lê e o s d e m a i s ape nas assinam o trabalho. Quanto ã avaliação, s e g u n d o os a l u n o s - m e s t r e s , a m e s m a deve ser o b j e t i v a e d e p e n d e n t e da p a r t i c i p a ç ã o rém, com objetivos mais claramente definidos. mesmos acreditam que poderiam responder melhor cente, que nem q u e as a u l a s deve sempre é reconhecido. A i n d a há Desta forma, aula e não a problemas neurológicos, disciplina Psicologia da Educação segundo sugestões adaptada por exemplo. IV também pode a pe rcepção do a lu n o-mestre os do para a ênfase â sala Em suma, ser de a aperfei do curso de L i c e n c i a tura em M a t e m á t i c a da U F P R no sent i d o de p r o p o r c i o n a r -mestre maiores po ao t r a b a l h o sejam dadas no Centro Politécnico e que ser dada ã p r o b l e m á t i c a da p s i c o l o g i a çoada individual, condições de ada p ta ç ão da teoria ao a l u n o - ã prática e â realidade que ele próprio desconhece. Como ficou descrito anteriormente no item 1 deste lo, o p r o f e s s o r é, m u i t a s fobia" de seus alunos, vezes fato que deixaria f e s s o r de M a t e m á t i c a das ú l t i m a s tudado a questão e soubesse de não levar adiante Desta maneira, responsável pela séries "matematico- de e x i s t i r do capítu 19 g r a u se o pro tivesse es como tratar o p r o b le m a no sentido tal a n s i e d a d e é muito grande e, sim, a responsabilidade Licenciatura em Matemática no sentido de pa z e s de frustrações combater e não criar buscar minimizá-la. do c u r s o de formar professores e ansiedades nos ca seus 62 futuros alunos, dando-lhes c o n d i ç õ e s de a d e q u a ç ã o do a s s u n t o ao nível cognitivo do aluno. A s s i m sendo, em questão, graus segundo a p e r c e p ç ã o do a l u n o - m e s t r e do curso o e n s i n o e a a p r e n d i z a g e m d a M a t e m á t i c a n o 19 e seriam aperfeiçoados se o p r o f e s s o r d e M a t e m á t i c a t i v e s s e uma formação peda g óg i ca mai s 4 ,3 .3 ,3 . A DIDÁTICA I, 29 adequada. SEGUNDO A PERCEPCÃO DO ALUNO-MESTRE / DO CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA NA UFPR A d i s c i p l i n a de D i d á t i c a mais alto de resp o s t a s na figura mos, da sugerem alguma modificação se p o d e r i a e n u m e r a r seguinte maneira: a área de c i ê ncias em primeiro exatas, pois, mais sugestões especifica, mesma deveria área. são no lugar gera mes insatisfação ser e specifica segundo eles, ê de supor admitam didática diferente. Portan sent i d o de que a d i s c i p l i n a d e v a atendendo sugestões para se a alunos da área de Ciências ser m i n i s t r a d a po r p r o f e s s o r e s Com estas alunos- aferidos por eles a disciplina não que disciplinas diferentes as (37,62% as s u g e s t õ e s d o s segundo o g r a u de p r i o r i d a d e entre os alunos o fato de to, percentual 3). Em síntese, -mestres, que I foi a que teve um ser e que a com formação nesta a c r e d i t a m os alunos que o problema correlação da didática com a matemática estaria diminuído, da m e s m a forma que o pr o b l e m a da d e f i ni ç ão de objetivos onde os mesmos seriam mais claramente tre p r o f e s s o r e a l uno Q u a n t o ao m é t o d o alunos colocados, pois, a linguagem en seria a mesma. de t r a b a l h o d o c e n t e e discente, que o fator que mais interferiu c onhecer e não gostar de Matemática, d i z e m os foi o de o p r o f e s s o r não tornando a aula desinte- 63 r e s s a n t e e, portanto, d e s t a área. Como o d e s e m p e n h o discente é cons e q ü ê n c i a do d o c e n te, os m e s m o s d i d a t i c a m e n t e não c o r r e t a p a r a os alunos estão conscientes ciso que os alunos alunos ao r e s p o n d e r que é levem a disciplina mais pre a sério para que não seja n e c e s s á r i o que os p r o f e s s o r e s de p r á t i c a e n s i n e m n o v a m e n t e planejamento, avaliação e outros aspectos do e n s i n o já aborda dos pela didática. Desta maneira, Didática ridos, I exige, pode-se também dizer que a disciplina segundo uma reformulação que a torne mais que eles me s m o s julgam desconhecer. diagnostica deste ficiências Portanto, 19 e 29 gr a u s , no curso em questão, ê de sobre esta questão, co m as falhas pode-se perguntar: uma d i s c i pl i n a e sp ecífica? Ou ela deve da e d u c a ç ã o tais como: definição tes c o m a f i l o s o f i a da e d u c a ç ã o , apontadas pelos de objetivos, a pesquisa de já está sérias de do ensino da atê alunos Porém, E a refle Didática é correlação gerais? des filoso P a r e c e q u e as se r e f e r e m a a u s ê n c i a de a Metodologia da Matemáti sendo o b j e t o de m o d i f i c a ç ã o , na p r o p o s t a c u r r i c u l a r do cur s o anual de L i c e n c i a t u r a m á t i c a d a U F P R já e x i s t e m as d i s c i p l i n a s d e D i d á t i c a e logia da Matemática. alu agora apon correspondência entre uma disciplina específica que estude Tal deficiência realidade abordar problemas gerais fia da p r o p o s t a c u r r i c u l a r e os o b j e t i v o s deficiências inqui se s u p o r q u e os deverão continuar com tais deficiências. tindo-se ca. se na á r e a de d i d á t i c a e da m e t o d o l o g i a formados tadas, adequada à trabalho constata a existência M a t e m á t i c a a n i v e l de nos a percepção dos alunos-mestres de em pois, Mate Metodo 64 4 ,3 ,3 a a prática de ensino na Ár e a d e c i ê n c i a s , segundo A PERCEPÇÃO DO ALUNO“ MESTRE DO CURSO DE L I C E N C I A TURA EM MATEMÁTICA DA UFPR a que A d i s c i p l i n a de P r á t i c a de E n s i n o n a á r e a de c i ê n c i a s foi teve o menor percentual de respostas positivas, i s t o é, me n o r n ú m e r o de r e s p o s t a s que a c e i t a m a c o n s e r v a ç ã o de cada dos itens testados por este instrumento. Foi na que teve m a i o r p e r c e n t u a l de r e s p o s t a s tificativa (34,2% fig. também a discipli em branco e sem são, segundo os a adequação do assunto ao ensino da Matemática, m e r o de a lunos por jus 3). Os p o n t o s p o s i t i v o s d e s t a d i s c i p l i n a quiridos um turma, que é pequeno, favorecendo o in o nú atendi mento individual. A grande de p r á t i c a . quais falha apontada pelos Ainda, afirmam eles que não são as u n i d a d e s de c o n t e ú d o m a i s jetivos se p r e t e n d e cente e discente deve alunos-mestres, ê a falta atingir. mentos importantes e quais a lunos é de que c om os alunos a Ainda, ciplina deveria ser mais comunidade, segundo os m e s m o s adequada fato que não ocorre. pois, conheci repetindo respondentes, a dis à r e a l i d a d e das e s colas da Portanto, questão retrata a realidade da posição dos a sua f o rmação pedagógica, disciplina " P H A T I C A N D O ” os já a d q u i r i d o s e m D i d á t i c a e n ã o o p r o f e s s o r tais conteúdos. a disciplina em alunos-mestres uma disciplina que deveria a síntese dos c o n h e c i m e n t o s p e d a g ó g i c o s d e i x a de a t e n d e r o pecto mais ob Q u a n t o ao m é t o d o de t r a b a l h o d o a sugestão dos ser mais prática, se p e r c e b e m u i t o b e m importante que ê a PRÃTICA. face ser as 65 4 .3 ,3 ,5 . A PRÁTICA DE ENSINO DE MATEMÁTICA, SEGUNDO A PERCEPCÃO DOS ALUNOS“ MESTRES DO CURSO DE L I " 9 CENCIATURA EM MATEMÁTICA DA UFPR A d i s c i p l i n a de P r á t i c a de E n s i n o de Matemática, na per cepção dos alunos-mestres do Curso de L i ce n c i a t u r a em M a t e m á t i ca da U F P R ê uma d i s c i p l i n a de g r a u médio, das respostas 45,6% são pela c o n s ervação da atual e s trutura da e 54,62% das respostas voráveis uma vez que são em branco, ã m o d if i ca ç ã o de alguns dos mesma sem j u st i ficativa ou itens testados neste fa ins trumento . Os a s pectos p o s i t i v o s ral dos itens. Os já for a m r e s s a l t a d o s na análise g e aspectos que requerem algumas mudanças, gundo os r e s p o n d e n t e s , são todos gica no sentido de sintetizar Esta disciplina, a oportunidade de nidade, a formação do licenciando. não oferece a realidade das escolas da comu porque o e s t á g i o não e stá e s t r u t u r a d o desde o início do semestre, estágio. relacionados á prática pedagó segundo os alunos-mestres, se p e r c e b e r se cabendo ao p r ó p r i o Quanto ao método aluno buscar sua o p o r t u n i d a d e de de t r a b a l h o d o c e n t e e discente, dizem os a l u n o s - m e s t r e s que o p r o f e s s o r d e v e r i a a c o m p a n h a r o aluno em seu estágio, no sentido de poder d iscutir com ele suas falhas, eliminando-as progressivamente. Portanto, na p e r ce p çã o do a l u n o - m e s t r e , a dis ci p l in a P r á t i c a de Ensino em M a t e m á t i c a deveria requer algumas mudanças. sintetizar a formação profissional sor de M a t e m á t i c a , de Ela específica do profes fato que ofereceria uma nova perspectiva p a ra o próprio ensino do 19 e 29 g r a u s n a s e s c o l a s d a c o m u n i d a d e . 66 4.3.4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DA PARTE / I V DO INSTRUMENTO Para analisar observou-se a parte IV do I n s t r u m e n t o desta a freqüência das respostas escala para cada um dos pesquisa a cada a l t er nativa da itens que compõem o instrumento e v e r i f i c o u - s e q u e o s m e s m o s p o d e r i a m s e r c l a s s i f i c a d o s e m: sitivos e negativos. Considerou-se, teve r e s p o s t a s de c o n c o r d â n c i a ou pois, (CF e C) positivo o item com freqüência s u p e r i o r a 50% d a s r e s p o s t a s p o s s í v e i s que igual e considerou-se nega tivo o item que teve respostas discordantes de itens p o (D e D F ) , c o m mais 50% d a f r e q ü ê n c i a p o s s í v e l . Segundo este critério grupo de afirmações: Instrumento mentar, 4, ( A n e x o 3); i s t o ê, 6, considerou-se 8, 11, 12, 13, positivo o 15, 17, seguinte 22 e 2 3 considerou-se negativo o grupo as a f i r m a ç õ e s 1, 2, 3, 5, 7, 9, 10, do comple 14, 16, 18, 20 e 21. P a r a a n a l i s a r os q u a d r o s ficativamente diferentes, entre os dois totais, 4 e 5 e verificar procedeu-se se são a um teste de conforme o quadro signi comparação 3. CF C I D DF TOTAL P O S IT IV A S 22 76 10 21 30 159 NEGATIVAS 6 46 27 69 52. 2 00 28 122 37 90 82 359 TOTAL QUADRO 3 “ COMPARATIVA DAS RESPOSTAS CONSIDERADAS P OSI TIV AS E NEGATIVAS DA AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO f SUPERVISIONADO Calculando-se o x 2 p a r a os p e r c e n t u a i s das respo s t a s tidas pela comparação das questões positivas e negativas ob (qua 67 dro 3) o b t e v e - s e o x* 0,01%, = 51,39 e como o com 4 graus de liberdade, = 18,467 a nível de p o d e - s e d i z e r q u e os d ois g r u pos s ã o s i g n i f i c a t i v a m e n t e d i f e r e n t e s e q u e as r e s p o s t a s e m g e ral são mais n egativas do que positivas. de-se tão, i n f e r i r que, o estágio na percepção dos Desta constatação formandos po do curso em q u e s supervisionado não representa o que está contido nas 23 a f i r m a ç õ e s q u e c o m p õ e m o i n s t r u m e n t o d e a n á l i s e . ma, o estágio supervisionado não ê adequado á realidade das e s colas da comunidade, prios n e m é a d e q u a d o às n e c e s s i d a d e s d o s alunos-mestres uma vez que ele por exemplo, não aspectos confusos na formação do su pró leva o (1) e aluno a perceber a realidade das escolas da comunidade não esclarece Em licenciando ( 20) . 4.3.4,1. INTERPRETAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS COM AS AFIRMAÇÕES / t CONSIDERADAS POS I T I VAS A afirmação formação do 4: "o e s t a g i o (QUADRO 4) contribui educador", e um enunciado positivo, das respostas obtidas para esta afirmação tágio oferecesse melhores formação 6: p r e e n d e r m e l h o r as que se o e s A f i r m a ç ã o e s t a q u e r e f o r ç a as "É a t r a v é s teorias Ao que parece, do e s t a g i o que se p o d e c o m da a p r e n d i z a g e m " 3 t a m b é m ê p o s i t i v a , embora n enhum dos respondentes volvido, indicam que 56,25% anteriores. A afirmação ela. pois, a c o n d i ç õ e s p a r a o a l u n o - m e s t r e , sua seria aperfeiçoada. constatações sobremaneira para tenha concordado fortemente com dependendo da forma como o estágio é de s e n o aluno compreende realmente as a p l i c a ç õ e s de teorias já t e n h a e s t u d a d o . A afirmação 8: "É n o estagio que se p o d e detectar falhas 68 Qu a d r o 4 - d e m o n s t r a t i v o d a s f r e q ü ê n c ia s de respostas AS QUESTÕES P O S IT I V A S DA AVALIAÇÃO DO E S T Á G IO SUPERVISIONADO IV • (P A RTE ANEXO 3). CF C I D DF 4 . 0 e stágio contribui sobremaneira para a formação do educador. 3 3 1 2 4 6 . É através do e s t á gio que se pode c o m p r e ender m elhor a(s) t e o ria (s) da aprendizagem. 0 8 1 2 5 8 . É n o estágio que se pode detectar falhaspessoais ou do grupo, a fim de corrigi-las. 2 9 0 2 3 ciência da nece s s i d a d e de aperfeiçoamento constante. 4 9 0 1 2 12. A c o m u n icação p r o fessor-aluno pode ser • testada n o estágio. 1 8 0 4 3 13.. 0 estágio leva à reflexão sobre o pa p e l d o professor de Matemãr tica n o mo m e n t o atual. 4 5 1 4 2 15. N o estágio ê que se percebe a neces si d a d e de objetivos claros p a r a cada aula, e m vista' d e - u m objetivo m a i o r n o curso. 1 11 1 0 3 17. O estágio p er mite .que se p ercebam as f a lhas mais comuns n a c o m u nicação prof e s s o r - a lu no. 1 9 3 0 3 2 2 . Ê n o estágio que se percebe a importância da pesquisa para o a p e r f e i çoamento do ensino. 2 6 2 3 3 23. A importância dos cursos de extensão u n i versitária, no sentido de aperfeiçoamento c o n s tante do corpo docente nos diferentes graus, torna-se evidente n o e s tágio. 4 5 1 3 2 22 76 1Ú 21 30 6,14 2 1 ,2 0 2,79 5,85 1 1 . 0 estágio d á cons-? 8,37 144,35% * O b s .t C F concordo fortem e n t e C = concordo I *• sou indiferente D '« d i s c o r d o D F *» d i s c o r d o f o r t e m e n t e 69 pessoais o u d o g r u p o 3 a f i m de c o r r i g i - l a s " , é sitiva com 68,75% dos respondentes. que o estágio, mesmo apresentando Portanto, nitidamente p o pode-se afirmar as d e f i c i ê n c i a s q u e apontadas na análise da disciplina, em particular, foram pode ofere cer o p o r t u n i d a d e s de a p e r f e i ç o a m e n t o pess o a l do a l u n o - m e s t r e . A afirmação 11: de a p e r f e i ç o a m e n t o dá c o n s c i ê n c i a da constante". Neste respostas positivas mente "0 e s t a g i o e isto nos torna o aluno mais cias e conseqüentemente çoamento constante. item obteve-se suas próprias Desta e das respostas aperfei anteriores pode-se levaria a um aperfei do p rocesso e n s i n o - a p r e n d i z a g e m da Mate m á t i c a a nlvel d e 19 e 29 g r a u s , A afirmação t e s t a d a no 56,25% das deficiên sente a n e c e s s i d a d e de u m inferir que um aperfeiçoamento no estágio çoamento 81,25% leva a supor que o estágio real c o n s c i e n t e de ele necessidade pelo menos na atuação dos 12 : estagio" "A c o m u n i c a ç ã o é uma afirmação professor-aluno pode positivamente c o n c o r d a m e 43,75% d i s c o r d a m dela, p a r a n d o c o m as parágrafo sugestões 4.3.3. deste futuros mestres. mente o faz? Pelo que com dadas pelo aluno-mestre no item 5 capítulo, co m os alunos. pois, de m a n e i r a que, Mas, foi do pode-se dizer que o estágio pode oferecer oportunidades para o aluno-mestre municação fraca, ser pode-se testar sua também perguntar: afirmado anteriormente, co e real i s t o sõ se fará na medida em que o professor da disciplina de Prática Ensino em Matemática ele discutir fraca pois a c o mpanhar o aluno em seu estágio e com sua atuação. A afirmação do p r o f e s s o r de 13, "0 e s t a g i o de M a t e m á t i c a leva a refl e x ã o no m o m e n t o 56,25% dos respondentes sobre a t u a l " ê o papel positivamente concordam com a mesma. -se p o r t a n t o q u e s t i o n a r e s t a p o s i ç ã o , uma vez que, na Pode- análise 70 da disciplina, atual não o papel d o p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a n o m o m e n t o foi alv© de nos-mestres. sugestões ou reflexões por parte dos alu- Portanto, um aspecto que poderia fazer parte do a p e r f e i ç o a m e n t o da f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a do c u r s o de L i c e n c i a t u r a em Matemática seria j u s t a m e n t e a questão do papel do de M a t e m á t i c a n o m o m e n t o atual, p a r a que, no estágio, e n c o n t r a s s e oport®nidade de a n a l i s a r e r e fletir A a f i r m a ç ã o 1 5, d e de o b j e t i v o s estagio clavos pava m a i o r no cur s o " , Porém, "N o teve ê que cada aula da m es m a maneira, e exposto no quadro jetivos, m a s os m e s m o s , 2, p e r c e b e - s e durante a necessida- de u m objetivo concordando com comparando com o que 4.3.3.5. o aluno sobre o tema. se p e r o e b e em v i s t a 75% das r e s p o s t a s professor a própria ela. foi d i t o em a n e c e s s i d a d e de o b formação pedagógica do aluno-mestre não ficaram explícitos ou não foram devidamente comentados e atingidos. a necessidade objetivos claros, mas não haja objetivos claramente A a f i r m a ç ã o 17, lhas m a i s porque rém, se p o d e se p e r c e b e afirmar que durante o de mesmo definidos. "0 e s t a g i o permite que se p e r c e b a m a s f a c o m u n s m a c o m u n i c a ç ã o p r o f e s s o r - a l u n o ”, ê p o s i t i v a 62,5% das respostas a percepção das que estas No estágio concordaram com esta afirmação. falhas não implica em sua correção a menos sejam discutidas e analisadas pelo professor a c o m p a n h o u o e s t agiário e m seu estágio. em 4.3.3.5. Po Mas que as a n á l i s e s o f ereceram condições de dizer que estas feitas correções, disc us s õe s e análises não o c o r r e m ou oco rr e m de m a n e i ra não satisfatória. Portanto não ê no estágio que o aluno-mestre tê m a síntese de sua f o r m a ç ã o p r o f i s s i o n a l nos no que diz respeito específica, ã sua c om u nicação com o aluno quanto ã d efinição de o bjetivos (15). ob pelo m e (17) ou 71 A afirmação 22: cia da p e s q u i s a p a r a mação positivamente "É n o e s t á g i o que o aperfeiçoamento fraca, 50%, donde se p e r c e b e a importân do e n s i n o " , é u m a se p o d e q u e s t i o n a r afir se- realmente o estagio que oferece oportunidade para o aluno c e b e r a i m p o r t â n c i a d a p e s q u i s a o u se s a o o u t r o s é per fatores que o levam a esta percepção. A afirmação universitária, docente nos no 23: "A i m p o r t â n c i a sentido diferentes uma afirmação positiva necessidade de graus, torna-se 56,25%. Contudo, de extensão constante evidente no estagio", a c o n s t a t a ç ã o de mas, com o avanço nológico acelerado atualmente. 4.3.4,2, INTERPRETAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS COM AFIRMAÇÕES / / se p r e s e n c i a CONSIDERADAS NEGATIVAS As afirmações e 55,8% e negativas E mais, 1: são mas, "A r e a l i d a d e das as apli significativa a diferença acentua-se na medida se p e r c e b e " . E m s e n d o n e g a t i v a , c o n f i r m a r que, consi a diferença entre os grupos se c o n s i d e r a o v a l o r q u a l i t a t i v o d a s A afirmação totalizam 44,35% das não é significativa, cando o teste x 2 / v e r i f i c a - s e que, mente diferentes. do social e t e c c o r r e s p o n d e m ás a f i r m a ç õ e s Em termos percentuais, respostas positivas não (QUADRO 5) consideradas positivas respondidas deradas negativas. que uma ou mesmo ele poderá e s da n e c e s s i d a d e de uma e d u c a ç ã o p e r m a n e n t e como é de toda a viv ên c i a do alu- corpo docente para evitar defasagens questões do c o r p o a p e r f e i ç oa m e nt o constante do corpo docente em seu curso de Licenciatura, tar con s c i e n t e cursos de a p e r f e i ç o a m e n t o decorre d i r e ta m en t e do estágio, no-mestre dos em afirmações. escolas e bastante segundo a análise das partes e no estágio que significativa e vem II e I I I d e s t e m e s 72 mo instrumento, a formação peda g óg i ca do curso em questão favorece ou não proporciona um conhecimento seguro da não realida de e s c o l a r onde o aluno d e v e r á atuar p r o f i s s i o n a l m e n t e . Com a negaçao da afirmaçao de o m e d o tante de e n f r e n t a r séria, pois, uma Logo, t e m á t i c a da UFPR, não ter adquirido, como sua formação, em sua formação pedagógica, 3: "São pode-se Assim, inseguro por a confiança ne os estágios com apenas da 25% das o estágio, na da maneira como é não satisfaz no estágio3 às con neces seus alunos. interesse a quem respostas dadas se a s s i s t e em t r a n s m i t i r tério" , ê a afirmação número 5, a esta questão. suas co m a n e g a ç ã o de Pode-se, assim, sendo atividades percepção dos alheias alunos A afirmação 7: no 64,28% magis das inferir que a comunitário não é m o s t r a d a ao alun o - m e s t r e pelos p r o f e s s o r e s que a prática de ensino e o estágio demonstra experienoias realidade do ensino da Matemática no meio tanto, en se a p o n t a a n e c e s s i d a d e d e u m a r e f o r m u l a ç ã o "Os p r o f e s s o r e s ram grande Ma c o n f i r m a r as c o n c l u s õ e s da a n á l i s e atualmente no curso em questão, sidades de outra oportuni indispensáveis d e s e n v o l v i d o s " ^ ser negativa, estrutura do estágio. duzido durante seu d e s e m p e n h o p r o f i ssional. são onde se p e r — a t a s s e " , suscita-se uma questão bas tornando-se um profissional respostas positivas, 4.3.3.5, que o aluno do curso de Licenciatura em Quanto á afirmação forma estágio sai d a U n i v e r s i d a d e a i n d a c o m r ec e i o de frentar uma classe, cessária para "É p e l o se o a l u n o n ã o p e r d e o m e d o d e e n f r e n t a r u m a c l a s s e n o e s t a g i o n ã o hã , dade p ara tanto. 2: a conhecem. supervisionado à realidade da comunidade, Por ficam segundo a inquiridos. "Pode-se peroeber a integração da Matemá- 73 Qu a d r o 5 - De m o n s t r a t i v o d a s fr e q ü ê n c ia s de respostas Às QUESTÕES NEGATIVAS DA AVALIAÇÃO DO ES T A G IO SUPERVISIONADO (PARTE IV ANEXO 3) CF C I D DF 1 5 1 4 5 1 3 1 4 7 2 2 2 5 5 1 3 1 5 4 0 2 2 8 4 0 6 1 5 3 0 4 3 4 3 1 5 2 4 4 0 3 3 5 4 0 2 5 6 3 0 2 4 5 4 0 2 2 10 0 7 0 4 4 Z 6 46 27 69 52 % 1,67 1 2 ,8? 7,53 3.. A realidade das e s c o las, e no estágio que se percebe. 2. E pelo estágio que se. perde o medo de e n f r e n tar uma classe. 3. São indispensáveis os estágios da forma como sao desenvolvidos. 5. Os professores, a quem se assistè no e s t á gio, d e m o n straram grande interesse em transmitir suas experiências no magistério. 7. Pode-se perceber a in tegração da Matemática c om a educação e m geral, através do estágio. 9. As dificuldades q u e o professor encontra e m sa la de aula evidenciam-se n o estágio. 10. E através do está g i o que se percebe a impo tência da filosofia na educação. 14. A validade das in f o r mações que se r e c é b e 'd u rante o curso pode ser verificada no estágio. 16. As diferentes fases do processo ensino-apren-r d izagem podem ser ide n t i ficadas no estágio. i8. Ò aluno-mestre defi.ne-se quanto ao grau e m que pretende lecionar após o estágio. 19. 0 estágio p r o p o r c i o n a oportunidade de r e d e finir o conceito de educação. 2 0 . Os aspectos confusos da formação são e s c l a r e cidos no estágio. 21. A interdependência do ensino, nos três graus, torna-se e v i d e n te no estágio. . 19,25 ' 2 14,50 £55,8% 74 tica com a E d u o a ç a o em g e r a l 3 através 12,5% das concordantes. respostas tender que o estagio do e s t á g i o " , teve Desta maneira é licito supervisionado não favorece i nt e g r a ç ã o da M a t e m á t i c a apenas à educ aç a o geral. se e n a percepção da Portanto, está evidente a alienação do ensino da Matemática. novamente Pois, se aluno-mestre não percebe a integração da Matemática com a cação geral, fa-lo-ã quando profissional? no estágio, A negação da afirmação sor e n c ontra em sala 9: de a u l a 'Ms d i f i c u l d a d e s evidenciam-se no que o o edu profes estágio", mais uma vez c o n f i r m a que o a l u n o - m e s t r e do curso de L i c e n c i a t u r a em Matemática na UFPR não encontra no estágio a síntese necessária para sua formação. Justificando, d i f i c u l d a d e s de sala de aula não se o a l u n o - m e s t r e d i z q u e ficam evidentes no estágio, quando este aluno terá a p e r c ep ç ã o do ensino real? Como f i c a r á as r e a i s dificuldades que as identi irá e n c o n t r a r em sua a t i vidade de m a g i s t é r i o ? A filosofia é tema da afirm a ç ão mente desconhecido pelo m á t i c a da UFPR. através Logo, do e s t á g i o pratica aluno do curso de L i c e nc i at u r a em M a t e er a de que 10 e é a s s u n t o se e s p e r a r q u e se p e r c e b e a afirmação a importância da f i l o s o f i a n a e d u c a ç ã o " , tivesse uma a v aliação n e g at i va por parte do -mestre. Se e m n e n h u m m o m e n t o de cupação objetiva "É aluno- sua formação houve uma preo com a filosofia da educação e com a posição do professor de Matemática frente e n s i n o de 19 e 29 g r a u s , como aos fundamentos filosóficos se p o d e r i a e s p e r a r q u e o do estágio oferecesse oportunidades para o aparecimento desta questão? Portanto, está, também, com este item, apontada mais na f o r m a ç ã o do p r o f e s s o r de M a t e m á t i c a p e l o cur s o de tura em M a t e m á t i c a da UFPR. uma falha Licencia Se o a l u n o - m e s t r e n ã o per c e b e , no 75 estagio, a importância da filosofia na educação, n ã o a n a l i s a as c o n s e q ü ê n c i a s dos o b j e t i v o s e s p e c í f i c o s o u g e r a i s da d i s c i p l i n a que vai ensinar. Apenas validade 37,5% das das verificada respostas informações no estágio", que o estágio, que a respeito da afirmação se r e c e b e durante foram positivas. o curso pode Isto significa da forma como é realizado atualmente, Portanto, alunos, não pois, Com a afirmação ou este futuro professor "As d i f e r e n t e s ser (6 0 % ) . ção que o aluno-mestre não fases identificadas são positivas. são n e g a t i v a s no As demais, necessida identifica, tre teoricamente estudou estas en apenas ou são indiferentes Ora, as situa diferen se o a l u n o - m e s f a s e s e se t e o r i c a m e n t e d e v e r e c o n h e c e r as fases do d e s e n v o l v i m e n t o do afirmar que no estágio não estágio", no estágio, fases do processo ensino-aprendizagem. definir objetivos do p r o c e s s o Pode-se entender com esta tes programar, con ele as d e s c o n h e c e . 16 , sino - a p rendizagem pod e m (20%) então, informações i n s a t i s f e i t o e seu t r a b a l h o nã o a t e n d e r á às 20% d a s r e s p o s t a s teoria p r o f e s s o r e s e m e s m o a c o m u n i d a d e e se o que recebeu durante o curso, des da comunidade, pro descontenta aluno-mestre não percebe no estágio a validade das tinuará ser se a r e a l i d a d e d o ensino da Matemática tem muitos pontos que geram mento entre "A dizer p o r c i o n a ao alun o - m e s t r e o p o r t u n i d a d e s de a p l i c a ç ã o da oferecida pelas demais disciplinas. 14: seu aluno par a e escolher estratégias, i d e n t i f i c a as r e f e r i d a s como poder pode fases do como negativas pelo processo ensino-aprendizagem? As afirmações aluno-mestre gio 1 8 e 19 são apontadas do curso e m questão. Parece significar que o está supervisionado não oferece oportunidades, pelo menos no en- 76 tender do próprio aluno, para uma definição ou uma opção ela do pon to de vi sta conceituai profissional. Portanto, definição nestas profissional o são, duas insatisfeito, pelo que clarecidos no com apenas 12,5% rece 20: esta formação os aspectos tifica. Na incompetente estagio", deveria confusos uma será como um muitos da f o r m a ç ã o são e s ser f r a n c a m e n t e p o s i t i v a e dos respondentes não c o m ela. Se o e s no entender do a l u n o - m es t r e , não escla confusos de concordando sua formação, então pode-se dizer que foi tão bo a que nã o n e c e s s i t a e s c l a r e c i m e n t o s confusos constatação das respostas sino nos três graus, s i o n a d o n ã o ê, da Unive r si d a de ê novamente dadas ã a f i r m a ç ã o 21, di a i n t e r d e p e n d ê n c i a do en afirmar que o estágio sob o p o n t o de v i s t a do aluno, supervi u m elo de ligação c o m a c o m u n i d a d e o u c o m o 19 e 29 g r a u s . constatação torna-se evidente que o principal supervisionado, ou são t a n t o s que o a l u n o - m e s t r e nã o os i d e n zer que o a l u n o - m e s t r e não r e c o n h e c e gio sem e l e as e n c o n t r e quando não "Os a s p e c t o s supervisionado, aspectos até que seu curso e foi c o n s t a t a d o na p e s q u i s a diagnostica. A afirmação tágio e filosófico ou prático se o a l u n o t e r m i n a áreas, seja Desta o bjetivo do e s t á que é o de o f e r e c e r o p o r t u n i d a d e s p a r a aluno-mestre praticar em escolas cebeu em outras disciplinas de da comunidade sua formação, o a teoria que re não está sendo atingido. Em suma, dos quadros litativa do estágio M a t e m á t i c a no m ei o muito longe de 4 e 5 pode-se supervisionado. síntese q u a Se a r e a l i d a d e d o e n s i n o da comunitário está muito atender fazer uma aquém do desejado e âs n e c e s s i d a d e s r e a i s da c o m u n i d a d e , o mesmo pode-se dizer do estágio sup e rv i si o n ad o do curso de c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a da UFPR, no s e n t i d o de que ele, Li na 77 percepção do aluno-mestre do referido curso, o aluno deseja, vai servir. Este não oferece o n e m supre as n e c e s s i d a d e s da c o m u n i d a d e fato v e m c o n f i r m a r os p r e s s u p o s t o s a que que básicos desta pesquisa. P a r a i l u s t r a r as a f i r m a ç õ e s acima, d e p o i m e n t o de um dos a l u n o s - m e s t r e s apresenta-se aqui em questão: D e n t r o d a s p r a t i c a s de e n s i n o , tanto e m c i ê n c i a s c o m o e m m a t e m á t i c a , de p r a t i c a s o o nome. E n t r e t a n t o , acho r e l e v a n t e s a l i e n t a r q u e o s e s t á g i o s de o b s e r v a ç ã o que fiz f o r a m proveitosos, se b e m q u e a s e s c o t a s d i r i g i r a m as o b s e r v a ç õ e s s e m p r e co m os melhores professores e melhores alunos. Mesmo assim gostei. S e n t i um c e r t o e m b a r a ç o em responder ao s e u q u e s t i o n á r i o , p o i s , n ã o temos e s t a g i o c o m o eu a c h o q u e d e v e r i a ser. V o c e n ã o s a b e a luta. q u e f o i c o n s e g u i r e s t a g i o de o b s e r v a ç ã o . Q u a n t a s i d a s e v i n d a s a t e se c h e g a r a o rp o d e r. Isto d e v e r i a s e r o b r i g a ç ã o da U n i v e r s i d a d e , que o f e r e c e uma L i c e n c i a t u r a p e t a me t a d e . É de s u m a i m p o r t â n c i a p a r a o e s t a g i á r i o s e n t i r as s u a s deficiências q u a n d o se p r o p õ e a d a r u m a a u l a . N a U n i v e r s i d a d e so vi a u l a s expositiva s, a l g u m a s c o m p r o f e s s o r e s s e m m é t o do, s e m p l a n i f i c a r s u a a u l a , s e m ' l e v a r e m c o n t a os m e n o s f a v o r e c i d o s p e t o b r i l h a n t e r a c i o c í n i o do g e n i o e, por isso, com m a i o r e s d i f i c u l d a d e s em c o m p r e e n d e r os a s s u n t o s , p r o f e s s o r e s q u e , q u a n d o o a l u n o diz que não c o m p r e e n d e u o c o n s i d e r a m s u rdo e cego, pois, r e p e t e m a m e s m a c o i s a e m t o m de v o z mais alto ou r e e s c r e v e m no q u a d r o tudo i g u a l . P r o f e s s o r e s deboc h a d o s que c o m p a r e c e r ãs s u a s a u l a s f o i p u r o sacri fício. A l g u n s tão c o n f u s o s e sem d i r e t r i z e s de t r a b a l h o q u e c o n s e g u i r a m d o s alunos, d u r a n t e o s e m e s t r e só a n s i e d a de . O u t r o s a i n d a o m i s s o s , p o i s poucos s ã o os q u e se i n t e r e s s a m e m responder a p e r g u n t a s ou p r o b l e m a s q u e a eles eram levados. I s t o f o i m i n h a p r a t i c a de e n s i n o . P r e tendo não fa z e r aos outros o que me fizeram . um 78 4.3.5, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS DA PARTE V DO / INSTRUMENTO Na quinta parte deste instrumento o objetivo sugestões para a proposta deste tão: trabalho. reafirmaram que segundo colher Com relação à ques responderam, e m 75 % Por que um Laboratório? Os alunos que dos casos, foi seu ponto de v i sta há n e c e s sidade de a p e r f e i ç o a m e n t o do e s t á g i o b e m com o há n e c e s s i d a d e de se b u s c a r n o v a s alternativas para o ensino e aprendizagem matemática no meio comunitário. alunos estão sendo, com suas respostas pedagógica. em sua Pois, em suas dadas sugestões, extremamente se é o e s t á g i o q u e os p r e o c u p a alunos, feiçoamento neste tivas percebe-se que especifica, era de estes coerentes âs q u e s t õ e s d e a v a l i a ç ã o d a formação profissional estes mesmos C o m isto, da formação sobremaneira se esperar que acreditassem na possibilidade de um sentido. Alêm destas duas primeiras com a c e n t u a d a c o n c o r d â n c i a entre os alunos, g e s t õ e s r e c e b e r a m a c i m a de 50% de r e s p o s t a s aper alterna as d e m a i s favoráveis o que representa neste caso a p r e o c u p a ç ã o dos alunos-m e s t r e s no tido de que a Universidade e em especial ra deve ter uma participação mais graus de ensino, atendendo su sen o cur s o de L i c e n c i a t u integrada e atuante nos três tanto aos alunos como a seus p r o f e s sores . C o m r e l a ç ã o ãs c i n c o q u e s t õ e s tectar mais trabalho, alguns pode-se o laboratório deve abertas que procuravam subsídios para enriquecer a proposta sintetizar ser parte as s u g e s t õ e s d a integrante das de deste seguinte maneira: atividades curricu lares do curso de L i c e n c i a t u r a em M a t em á t ic a na U F P R , e m b o r a alguns sugerissem para o laboratório atividades optativas, sentido de a pe r f e i ç o a r a c o m p e t ê n c i a dos p r o f e s s o r e s de no 1 9 e 29 79 graus da rede escolar, tica q u a n t o no de tanto no a s p e c t o de sua formação pedagógica. f undiram a idéia de laboratório organizada e atualizada, Alguns alunos ou ainda c o n f u n d i r a m um laboratório de A contribuição mais social. significativa desta parte do mento foi no rável à c r i a ç ã o de u m l a b o r a t ó r i o p a r a a p e s q u i s a em matemática, embora não con com uma biblioteca muito bem m a t e m á t i c a co m um p r o g r a m a de ação sentido de sua f o r mação m a t e m á instru se p e r c e b e r u m a r e a l e x p e c t a t i v a se p o s s a p e r c e b e r q u a l alunos-mestres em relação aos objetivos favo educação a o p inião dos e metodologia deste la boratório. 4A RETOMADA CONCLUSIVA DA ANÁLISE DOS RESULTADOS Com o que foi c o n s t a t a d o e r e l a t a d o n a p r é - p e s q u i s a , realidade do ensino da matemática, satisfatória, em muitos fato que vem confirmar o que tado na pesquisa exploratória, a qual aspectos, não aspectos verifica que a considerados pelo aluno como como diz KLINE, encontrada nao técnicos" a qual do mai s em p r o f e s s o r e s tivesse nenhuma mîtes ca, "parte 2 que relação medíocre formação reforça o que ensino pesquisa. 2 Ou seja, KLINE, Paulo,. I b r a s a , existe da como ~ uma questão ficou evidenciado neste realmente uma Morris. 0 fracasso 1 9 7 6 , p. 184. Se, matemãtioa com qualquer coisa além m a n e i r a clara c o n f i r ma t a mb é m os p r e s su p os t o s atender importantes. tratám desta matéria ~ , a questão e obviamente é ficou também consta p e d a g ó g i c a d o p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a n a U F P R d e i x a de muitos a se ê ela de s e u s li- pedagógi capítulo. E de básicos desta íntima relação entre - . da m a t e m a t i c a moderna. a S ao 80 real i d a d e do ensino da m a t e m á t i c a e a p e r c e p ç ã o do a l uno-mestre de sua f o rmação pedagógica, poimentos geral, afirmou: uma vez que este aluno em seus a f o r m a ç ã o pedagógica, que recebe, é desvinculada da realidade e não favorece a d a m a t e m á t i c a à:s d e m a i s d i s c i p l i n a s q u e c o m p õ e o esco l a s de to b á s i c o t a m b é m se c o n f i r m o u , o estágio supervisionado, integração currículo das afirmar que o segundo pressupos pois, segundo os integrados são trabalhos com a realidade do ensino, claros e bem definidos alunos-mestres a p r á t i c a de e n s i n o da m a t e m á t i c a e o ensino da matemática no meio comunitário não de m a n e i r a 1 9 e .29 g r a u s . Da mes m a maneira pode-se dos, de sem isola objetivos e com certa displicência por parte tanto dos professores como dos alunos. la c o n f i r m a ç ã o dos p r e s s u p o s t o s Portanto, básicos pode-se concluir p e desta pesquisa, i s t o é, a f o r mação p e d a g ó g i c a do curso de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a na UFPR, segundo a p ercepção de seus alunos-mestres, bém a realidade do ensino da matemática. se p e n s a r q u e , retrata tam Desta maneira ê licito e m se a l t e r a n d o o u p r o m o v e n d o u m a p e r f e i ç o a m e n t o na formação pedagógica do r eferido curso, o mesmo deverá ser repassado para o ensino da M a t e m á t i c a no mei o comunitário. que se e s p e r e uma m u d a n ç a pode a f i r m a r ê que imediata e radical, se o s n o v o s p r o f e s s o r e s porém, portanto, KLINE, "um p r o f e s s o r * m e d í o c r e ensínarã medíocremente as d e f i c i ê n c i a s 3 Paulo, KLINE, Ibrasa, esta será m o proporcionará condições para uma liação do curso e seu c o ns eqüente de q u a l q u e r aperfeiçoamento. e um c u r r í c u l o ao passo que se forem levados a agir de man e i r a mais integrada e adequada à realidade, d i f i c a d a e, o que Não reava Como afirma também medíocre um bom p r o f e s s o r superara currículo " , ê com estas perspecti- . Morris. 0 f r a c a s s o 1 9 7 6 , p. 20 4 . - . da m a t e m a t i c a moderna. Sao 81 vas que, no capítulo 5 deste trabalho, far-se-á uma propo s t a no s e n ti d o de a p e r f e i ç o a r a f o r m a ç ã o do p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a na UFPR a fim de que ele p o s s a bu s c a r a superação das deficiências e dos vícios do ensino da m a t e m á t i c a na comunidade. Este aperfeiçoamento ê necessário e ficou neste capítulo, porem, demonstrado como diz KLÍNE: n ã o b a s t a .d e l i n e a r a a b o r d a g e m e o c o n t e ú d o de m a t e m á t i c a d o s c u r s o s . A c o n c e n t r a ç ã o no c u r r í c u l o t e m sido em g r a n d e e x t e n s ã o u m a f u g a da r e a l i d a d e . 0 'p ro b le ma m a i o r e m a i s v i t a l é a e d u c a ç ã o de p r o f e s s o r e s . C o m o o c u r r í c u l o deve f o r n e c e r uma e d u c a ç ã o l iberal e, a c i m a de t u d o 3 f o r n e c e r m o t i v a ç a o p a r a os a s s u n t o s e t ó p i c o s q u e realmente e n s i n a m o s ò temos que i n t r o d u z i r > res p e i t a r e r e m u n e r a r uma nova classe de p r o f e s s o r e s „ m e s t r e s de matemática, que pos s a m o f e r e c e r o p r óprio treina m e n t o d o s p r o f e s s o r e s . ... A s pessoas que p r e c i s a m o s deve m p o s s u i r a m p l i t u d e n a o só em m a t e m á t i c a c o m o t a m b é m nas v a r i a s ã r e a s em que a m a t e m á t i c a tem influído sobre nossa c u l t u r a . Terão que ser tam bé m e d u c a d o r e s . 4 Este é o intuito da p r o p o s t a do laboratório como alter n a t i v a de a p e r f e i ç o a m e n t o do curso de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i ca n a UFPR. Paulo, ^ KLINE, Ibrasa, Morris. 0 fracasso 1 9 7 6 , p. 2 0 0 . da m a t e m á t i c a m o d e r n a . Sao Ca p í t u l o V Um L a b o r a t ó r i o de En sin o -P es q u is a e A p r e n d i z a g e m d e Ma t e m á t i c a 5.1, POR QUE UM LABORATÓRIO? "Uma e x p e v i e n e i a que não seja r e a l i z a da p e l a p r ó p r i a pes s o a , co m p l e n a liberd,ade de i n i c i a t i v a , d e i x a de s e r , p or d e f i n i ç ã o , uma experiência, t r a n s forma-se em simples a d e s t r a m e n t o . " 1 Nos capítulos precedentes d e m o n s t r o u - s e q ue f a l t a ao c u r so d e L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a n a U F P R u m a P r á t i c a d e E n s i n o que r e a l m e n t e p r o p o r c i o n e a síntese necessária ã formação peda gógica do futuro professor. por PIAGET, Pelo conceito de experiência os alunos do r eferido curso n em sempre e n c on t r am o p o r t u n i d a d e de r e a l i z a r e x p e r i ê n c i a s p e d a g ó g i c a s munidade ta l , em que irão atuar. reais na a co Para umá ação de caráter e x p e r i m e n o ambiente propício ê um laboratório. Laboratório é entendido aqui situações e condições para ses, dado analisar para questões resultados levantar problemas, e propor novas Janeiro, se c r i a m elaborar hipóte situações ou soluções detectadas. U m l a b o r a t ó r i o de p e s q u i s a s aluno-mestre como o espaço onde educacionais estiver particularmente PIAGET , Jean. P ara onde vai J» O l y m p i o , iWTW. p. 17. se j u s t i f i c a se o envolvido em projeto e em a e.duca.ção? 6 . ed. Rio de 83 execução de experiências, seu a p r e n d i z a d o tunidade de corr e l ac i on a r teorias da p s i c o l o g i a ou de zagem com métodos didáticos, formaçao pedagõgico-teórica teorias a uma comunidade mulado e artificial. a integração entre Portanto, e, p o r t a n t o , ao m e s m o será real. Terá opor aprendi fará a síntese da sua tempo em que aplicará real e não a um ambiente tais ficticiò si Ê na exp e ri m en t a çã o que o correrá realmente teoria e prática aplicada a uma comunidade. o ambiente para prática de ensino em Mate má t i ca p o d e ria ser o Lab o ra t ór i o de práxis educativa. C o n q u a n t o a i d é i a de um laboratório de m a t e m á t i c a n ã o s e j a n o v a , ele não tem sido us a d o em larga e s c a l a , t a m p o u c o se t e m p r e s t a d o s u f i c i e n t e a t e n ção> ã i n v e n ç ã o d e d i s p o s i t i v o s hábeis e úteis. Esse e s p l ê n d i d o a u x i l i a r pe d a g ó g i c o tem sido n e g l i g e n c i a d o . 2 Pode-se constatar que muitos professores, matemáticos e p e s q u i s a d o r e s p r o p õ e m como a l t e r n a t i v a p a r a os p r o b l e m a s e d u c a cionais, um laboratório d e p e squisas nes t a área. WHITNEY constata a necessidade de Neste se b u s c a r u m a n o v a sentido, metodolo gia que mude o foco da a p re n d i z a g e m do r esultado p ara o p r o c e s so. Diz o autor que ê n e c e s s á r i o que o aluno raciocine e r i m e n t e p o r c o n t a p r ó p r i a e, p a r a balho muito descobrir çao." sério de pesquisa, isto, expe ê indispensável um tra "a v e r d a d e i r a p e s q u i s a , ou seja, s u b l i m i n a r e s e p o s s i b i l i d a d e s de modifica„ _ Tais modificações advindas da experiencia, deverão con- 3 2 Paulo, 3 causas KLINE, Ibrasa, Morris. 0 Fracasso 1 9 7 6 , p. 195. - . da m a t e m a t i c a m o d e r n a . Sa o • WHITNEY, Hassler. Aprendendo m a tematica para a vida fu t u r a . in: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Á T I CA, 5 , C a m p i n a s , 1 9 7 9 . E d u c a c i ò n m a t e m á t i c a en las A m é r i c a s V . M o n t e v i d e o , O f i c i n a R e g i o n a l de C i ê n c i a y T e c n o l o g i a de la U n e s c o p a r a A m é r i c a L a t i n a y C a r i b e , 1 9 7 9 . p. 1 9 - 2 4 . 84 tribuir p a r a que o e n s i n o da m a t e m á t i c a deixe de ser c o n s i d e r a do u m tabu o u atê m e s m o p o d e r ã o c o n t r i b u i r p a r a que este no deixe de ser a l i e n a d o e d e s v i n c u l a d o da realidade. ensi Sabe-se q u e o o b j e t i v o d o e n s i n o d a M a t e m á t i c a n o 19 e 29 g r a u s n ã o ê o de prop or c io n a r o a pa r e cimento de matemáticos, principal mas seu objetivo é pro p o r c i o n a r condições de d e s e n v o l v i m e n t o de r a c i o cínio p a r a a solução de p r o b l e m a s p r á t i c o s do c o t i d i a n o de cada comunidade. Porém, sibilidade de vos alunos fundados. ê cl a r o que, este objetivo não exclui se p r o m o v e r e i n c e n t i v a r o d e s e n v o l v i m e n t o d e n o com tendências para estudos matemáticos mais Para tanto, també m a idéia de Lab or a t ór i o aparecimento e a seleção destes novos pois, a pos com um trabalho t e r e s s e s de c a d a um, favorece o futuros matemáticos, l i v r e e c r i a t i v o e, a evolução apro de a c ordo com os i n se f a r á c o n f o r m e as c a p a c i d a d e s individuais. A t e n d ê n c i a e m se c r i a r u m l a b o r a t ó r i o d e e n s i n o - p e s q u i s a e a p r en d i z a g e m da M a t e má t i ca parece todos aqueles preocupam-se na. que, se.r u m a i d é i a d e f e n d i d a p o r além de p r e o cu p ar - s e c o m a M a t e m á t i c a e m si, também com o ensino e aprendizagem desta discipli É num laboratório que surgem oportunidades de p a r t i c i p a ç ã o ativa do aluno no p r o c es s o e n s i n O - a p r e n d i z a g e m . Esta p a r t i c i p a ção ê reconhecida por NACHBIN . ~ contraposição como vantajosa e necessária em ao e n s i n o m e r a m e n t e e x p o s i t i v o d o m e s t r e . afirmação evidencia-se 4 Mesta t a m b é m a i m p o r t â n c i a do m é t o d o de t r a b a lho do p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a que, para NACHBIN e outros, deve ^ N A C H B I N , L e o p o l d o . Tal-ento, c r i a t i v i d a d e e e x p r e s s ã o . I n : C O N F ERÊNCIA INTERAMERICAN A SOBRE EDUCAÇÃO MATEMÁTICA, 5 ., C a m p i n a s , 19 79. E d u c a c i o n m a t e m á t i c a en las A m é r i c a s - V. M o n t e v i d e o , O f i c i n a R e g i o n a l de C i ê n c i a y T e c n o l o g i a de la U n e s c o p a r a A m é r i c a L a t i n a y C a r i b e , 1 9 7 9 . p. 28. 85 se f u n d a m e n t a r n u m t r a b a l h o a t i v o d e t o d a s as p e s s o a s das no p r o c e s s o e n s i n o - a p r e n d i z a g e m e não, apenas, perar p a s s i v a m e n t e as i n f o r m a ç õ e s . “ * Porém, p a r a se d e s l o c a r foco do resultado como propõe WHITNEY6 e para t i c i p a ç a o de todos, E m suma, se a t i v a r a p a r - u m m o m e n t o de síntese e prática integrada ã comunidade. síntese que não ocorre M a t e m á t i c a da UFPR. te o é indispensável para os currículos dos cursos E s t e m o m e n t o de pesquisa, es sua p r õ p r i a fo r m a ç ã o de m a n e i r a mai s de L i c e n c i a t u r a e m Matemá t i c a , realmente o aluno como propõe N A C H BI N 4 , ê necessário que o pr o f e s s o r p a r t i c i p e de ativa. envolvi ficou constatado nos dados desta a t u a l m e n t e no curso de L i c e n c i a t u r a em P o r t a n t o , ên e c e s s á r i o umamodificação s e n t i d o p a r a q u e se o b t e n h a u m a p e r f e i ç o a m e n t o Segundo IBARRA, nes destecurso. o p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a d e v e r á e s t a r sempre e m c o n t a c t o co m cent r o s de p e s q u i s a educacional, sua p r õ p r i a a t u a l i z a ç ã o e r e n o v a ç ã o do ensino. para garantir a práxis para Um laboratório e d u c a t i v a na área de M a t e m á t i c a deve r á atender a esta necessidade bem como preparar novos professores com uma formação mais próxima das últimas pesquisas e imbuídos de um e s p i r i t o de indagação e procura. Estas condições farão com que o professor não deixe de manter contacto com tal ratório, o que estará, desta forma, Labo contribuindo para uma edu c a ç ã o p e r m a n e n t e d o c o r p o d o c e n t e a n l v e l d e 19 e 29 g r a u s . laboratório conquista dos será uma fo r m a de e n c a r a r o a p r e n d i z a d o co m o uma individual, conteúdos O pois, e sempre 5 NACHBIN. p. 28. 6 WHITNEY. p. 24. "mais a renovação importante que dos m é t o d o s a renovação e técnicas, por 86 estarem neleSj persegue sempre essencialmente3 a finalidade e d u c a t i v a que se c o m a m a t e m á t i c a n o e n s i n o m e d i o . tf E s t a r e n o v a ç ã o d e v e ser cons e q ü ê n c i a de uma e x p e r i m e n t a ç ã o p r é v i a . 7 Portanto, mais uma vez se j u s t i f i c a a c r i a ç ã o d e u m l a b o r a t ó r i o p a r a g a r a n t i r a p r ã x i s e d u c a t i v a n a á r e a de m a t e m á t i c a na UFPR, pois, ê com a participação do Licenciando em um ambi ente de pesquisa, méd i o prazo, indagação e busca, alguma mudança que se p o d e r á p r o m o v e r , s i g n i f i c a t i v a n e s t a área. que qualquer mudança em educaçao sõ t e r á e f e i t o s a Sabe-se benéficos se as p e s s o a s e n v o l v i d a s n e s t e p r o c e s s o e s t i v e r e m p r e p a r a d a s p a r a a g i r r\o s e n t i d o d e p r o m o v e r apenas legal. te p r o c e s s o , Para tanto, deverá a m o d i f i c a ç ã o de m a n e i r a real e n ã o o professor, como elemento chave d e s ser u m c r i t i c o e ao m e s m o tem p o u t i l i z a r de toda a sua criatividade para favorecer e proporcionar condições de mudança. Sendo assim, processo de formação como um pesquisador que busca esclarecer e justificar cada uma de ricamente cada uma de o l i c e n ciando deve p a r t i c i p a r do seu suas atitudes, bem como fundamentar teo suas decisões. O o b j e t i v o p r i n c i p a l d o e n s i n o de 19 e 29 g r a u s d e v e r i a ser o d e s e n v o l v i m e n t o , no aluno, de uma atitude Este objetivo p rincipal do ensino de VALENTE, — será, pois, de p e s q u i s a d o r . 19 e 29 g r a u s , de que fala 8 um dos objetivos do laboratório. Quando o a lu n o -mestre adquire uma atitude de p e sq u i s a d o r pode-se esperar dele algo mais do que um simples r e p a s s a r de teorias vazias ou 7 P A S C U A L I B A R R A , J o s ê R. El s i s t e m a e d u c a t i v o en E s p a n a . In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Á T I C A ; 5., C a m p i n a s , 1 9 7 9 . p. 6 9 - 7 0 . — V A L E N T E , J os e A r m a n d o . A p r e s e n ç a dos c o m p u t a d o r e s no en s in o d a m a t e m a t i c a : o a p r e n d i z a d o c o m o u m a e x p r e s s ã o da e x p e r i e n c i a d a c r i a n ç a . In: C o n f e r e n c i a I n t e r a m e r í c a n a s o b r e E d u c a ç a o m a t e m á t i c a , 5, C a m p i n a s , 1 9 7 9 , p. 94. 8 87 desprovidas de seu papel significado para de p e s q u i s a d o r , sabe que de a l g u m a t e o r i a d e v e m - s e significado. A em do a p r e ndizado assim, estas que estarão o foco da aprendizagem para a conquista do raciocínio f a l a W H I T N E Y .^ importância das pesquisas e aprendizagem da Matemática de m e r e c e r um p ainel na cação Matemática. 5a. sobre novos m é t o d o s de ensino se e v i d e n c i a a i n d a m a i s p e l o fato C o n f e r ê n c i a I n t e r a m e r i c a n a de E d u Neste painel, se a c e i t a r e i n c e n t i v a r temática, as c o n q u i s t a s conquistas Muda-se, do r e s u l t a d o p a r a o processo, próprio de que 0 professor, a o e s f o r ç o pes.soal d e e x p e r i ê n c i a s v ivenciadas pelo pró p r i o aluno, r e p l e t a s de seus alunos. pôde-se perceber centros de pesquisas a tendência em sobre educação m a que d e v e r i a m t e r c o m o o b j e t i v o s p r i n c i p a i s os de ape rf e iç o a me n to do proc e s so e n s i n o - a p r e n d i z a g e m da matemática. A ênfase maior, criação de grande dos laboratórios e requer da p r ó p r i a corpo neste ponto, docente uma soma ê dada por WITTER, de p e s q u i s a e diz q u e de c o n h e c i m e n t o s matemática"... "muito "a t a r e f a muito hã que além WITTER recoloca novamente dos o r i u n suas ca r ac t e rísticas tados diferentes a responsabilida mas pr i Sabe-se que cada metodologia tem próprias e, p o r t a n t o , em diferentes grupos. deve-se obter resul Desta forma, pr ofessor a a d a pt a ç ão e ade qu a çã o do m é to d o de 9 de de m a t e m á t i c a . " de da a p r e n d i z a g e m da m a t e m á t i c a não apen a s no m é todo, mordialmente no professor. ê muito se f a z e r q n z v e l para garantir melhor aprendizagem Com esta afirmação, quando propõe a c a b e ao tr a b a l h o ao seu - . WHITNEY, Hassler. Aprendendo m a t ematica para a vida fu tura . In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Á T I C A , 5,. C a m p i n a s , 1 9 7 9 . E d u c a c i ó n m a t e m á t i c a en l a s Américas - V , Montevideo, Oficina Regional de C i ê n c i a y T e c n o l o g i a de la U n e s c o p a r a A m e r i c a L a t i n a y C a r i b e , 1 9 7 9 . p. 1 9 - 2 4 . 88 grupo de alunos e à sua realidade. 0 p r o f e s s o r de h o j e d e v e t e r u m a f o r m a ç ã o t a l q u e p o s s a a t u a r e m s a l a de a u l a como um p e s q u i s a d o r e d u c a c i o n a l . Ele deve estar apto a pla n e j a r toda a s u a a t i v i d a d e d i d ã t i c a de t a l f o r m a , q u e a o t e r m i n o do s e m e s t r e o u d o a n o l e t i v o , d e p e n d e n d o do n i v e l e m q u e t r a b a l h e , p o s s a a p r e s e n t a r um b om r e l a t ó r i o de p e s q u i s a , d e s c r e v e n d o os dados que c o l he u e n qua nt o atu ou como p r o f e s s o r - p e s q u i s a d o r . ... P a r a m e l h o r a r a a p r e n d i z a g e m da M a t e m á t i c a e s t e s p r o b l e m a s p r e c i s a m s e r f o c a l i z a d o s de u m p r i s m a c i e n t i f i c o e de u m e n f o q u e m u l t i d i s c i p l i n a r . Um p l a n o e f e t i v o de a ç ã o i m p l i c a r i a a c r i a ç ã o de n ú c l e o s ou c e n t r o s i n t e r d i s c i p l i n a r e s d e s t i n a dos ã p e s q u i s a do c o m p o r t a m e n t o m a t e mático. Nestes centros, m a t e m á t i c o s , psicólogos, pedagogos, estatísticos e outros profissionais dedicar-se-iam à p e s q u i s a . ... Segundo o mesmo pesquisa que at a c a s s e e progressiva poderia seu enfoque, autor, os "somente um p r o g r a m a vários problemas fornecer de f o r m a soluções mais integrado de sistemática rápidas. C o m W I T T E R leva o p r o b l e m a do ens i n o e a p r e n d i z a g e m da matemática a uma área muito mais complexa que ê toda a formação p e d a g ó g i c a do cur s o de L i c e n c i a t u r a , uma vez que, este ensino e a p r e n d i z a g e m não d e p e n d e m e x c l u s i v a m e n t e de c o n h e c i m e n t o s oriundos da própria matemática. Decorre daí que ê em um labora tório de p e s q u i s a s e d u c a c i o n a i s onde o licenciando terá oportu nidades de pedagógicas integrar os conteúdos e ao m e s m o tempo, Este contacto com a realidade trabalhados nas disciplinas tomará contacto com a realidade. se f a r á n a m e d i d a e m q u e os p r o - ^ W I T T E R , G e r a l d i n e P. N o v a s t e n d ê n c i a s e m a p r e n d i z a g e m e a v a l i a ç a o m a t e m á t i c a : u m e n f o q u e i n t e r d i s c i p l in a r . In: C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Ã T I C.A., 5, C a m p i n a s , 1 9 7 9 . p. 1 5 1 - 1 5 8 . 89 jetos de p e s q u i s a e as p e s q u i s a s se e n v o l v e r e m c o m p r o b l e m a s Do exposto, meios mais laboratório reais da comunidade. parece evidente que o laboratório ê um dos eficazes de que muito remoto, em andamento neste se p o d e d i s p o r p a r a , propor alternativas ensino da matemática, em tempo não de m u d a n ç a r e a l e e f e t i v a no ao m e s m o tempo que p r o p o r c i o n a ao indagação licen ciando o p o r t u n i d a d e de a d q u i r i r a t i tudes de tão n e cessárias para que a evolução e inovação sejam constantes e conscientes. Este laboratório deve ser e n t e n d i d o como o lugar onde c o n c e n t r a m e s f o r ç o s de p e s q u i s a na b u s c a de nov a s se alternativas p ara o a p e r f e i ç o a m e n t o do c u r r í c u l o do cur s o de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a b e m como do c u r r í c u l o dos c ursos de 5,2, 19 e 29 g r a u s . A PROPOSTA A presente proposta visa em primeiro lugar aperfeiçoamen to do c u r r í c u l o do c u r s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a d a UFPR, aperfeiçoamento que sé f a z n e c e s s á r i o c o m o nos capítulos precedentes. currículo não se f a z a p e n a s Sabe-se que o a p e r f e i ç o a m e n t o de um com um laboratório, justificou-se no capitulo anterior. alternativa bastante abrangente dade está Assim, mas o mesmo o laboratório é uma que d e v e r á e n v o l v e r os vários setores da U n iv e rs i d ad e e m questão, a t e n d e r ás n e c e s s i d a d e s ficou demonstrado bem como preocupar-se em da comunidade em que a mesma Universi inserida. Sabe-se também que a Universidade, cumprindo de e n s i n o e p e s q u i s a na á r e a de Matem á t i c a , deve sua função incentivar e manter grupos permanentes de estudos sobre o ensino e a p r e n d i zagem da Matemática, não apenas a nlvel de 39 g r a u , uma vez 90 q u e e x i s t e m c u r s o s de f o r m a ç ã o de p r o f e s s o r e s p a r a o 19 e 29 graus, na mesma Universidade. No caso de e n s i n o da M atemática, manentes será a base onde um gru p o de estudos p e r se p o d e r á b u s c a r informações e subsí dios p a r a nov a s a l t e r n a t i v a s de e n s i n o e aprendizagem. da em que alunos Na medi e p r o f e s s o r e s dos d i f e r e n t e s n í veis de ensino da rede escolar procurem na Universidade a complementação, o esclarecimento e o incentivo para satisfazer suas necessidades e ou curiosidades, estabelece-se um n e sta área do conhecimento, proc e ss o d inâmico de a p e r f e i ç o am e n to do ensino da Matemática em todos os graus de es c o l a r i z a ç ã o . Ê neste aspecto que se p e r c e b e tercâmbio entre a Universidade de e s c o l a r de vas de ensino, 19 e 29 g r a u s novas risco de p e r d e r - s e a pesquisa, e os p r o f e s s o r e s que poderão sugestões ria ainda oportunidade que encontrariam nele apoio para análise de suas próprias p r o to. c o m o tal, futuros alunos. Este intercâm importantes p a p o s s a a t e n d e r às n e c e s s i De m a n e i r a geral, inteligência em desenvolvimento desde Sendo assim, a criança que entra na escola, descobrir coisas novas, bertas, áreas do ensino. futuro p r o f e s s o r de M a t e m á t i c a um e s p i r i t o de busca seus mano ê uma sob a orientação e pontos de v i sta são m u i t o i n d a g a ç ã o p a r a que ele, dades de proporciona de e s t á g i o p a r a a lunos da L i c e n c i a t u r a de especialistas das diferentes e alternati sem correr o e s t r u t u r a d o des t a forma, p o s t a s e o p o r t u n i d a d e s de d i s c u s s ã o das m e s m a s ra criar no atuantes da r e surgir novas de meto d o l o g i a , ê do in o rigor ou afastar-se da realidade. Um grupo de estudos bio de e x pe r i ên c ia s pois, buscar experimentar novas todo o sér h u seu nas c i m e n está ávida por justificativas para estas desco idéias, trocar experiências cora o s 91 outros, mais. encontrar apoio para Portanto, sua busca incessante de saber ê preciso que se p r o p o n h a p a r a o c u r s o de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a da U F P R uma a l t e r n a t i v a de cur r í c u l o que p r o p o r c i o n e c o n d i ç õ e s a seus alunos p a r a que eles, professores, criem situações d e s en v o lv i me n t o da criança, Ê imprescindível e m sala de aula que do favoreçam este jovem e do adolescente. também que cada pessoa que ao exer c í c i o do magistério, quando e s t e j a c o n s c i e n t e de se p r o p o n h a seu papel e que a c r e d i t e na e d u c a ç ã o c o m o u m m e i o de p o s s i b i l i t a r o ser" si, individual.'*''*' "vir a Acreditando na Educação como um valor em t e r á o f u t u r o p r o f e s s o r u m i d e a l a p e r s e g u i r e, p o r t a n t o surgirão idéias que poderão ou alternativas. entre colegas, terá maior se c o n c r e t i z a r a t r a v é s de p r o p o s t a s Se suas p r o p o s t a s professores forem analisadas e e x-alunos do curso, s e g u r a n ç a ao e n t r a r e m s ala de aula, conseqüentemente buscando alternativas para A proposta deste t r a b a l h o é, p o i s , que e debatidas o licenciando a p l i c a n d o - a s e, seus problemas. se c r i e u m l a b o r a tório v i n c u l a d o ao c u r s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a na UFP R para atender aos objetivos "formar professores dO' m e s m o , cuja finalidade precípua ê de M a t e m á t i c a . par a o e n s i n o de 19 e 29 g r a u s ." A formação deste professor na referida Universidade tem atualmente dois focos: envolve disciplinas mação profissional de Educação, um de f o r m a ç ã o p r o f i s s i o n a l geral que da área de C i ê n c i a s E x atas e outro, e s p e cí f i ca que envolve di s c iplinas do de for Setor responsáveis pela formação pedagógica do professor *■■ *■ C R I T E L L I , D u l c e M a r i a . P a r a r e c u p e r a r a e d u c a ç a o . In: HEIDEGGER, Martin. Todos nos... ninguém: um enfoque fenomenolog i c o do s o c i a l . S a o P a u l o , M o r a e s , 1 9 8 1 . p. 5 9 - 7 2 . 92 de Matemática. Estas duas áreas f o r m a m c o n j u n t o s d i s t i n t o s de disciplinas e professores. C o m o as p e s q u i s a s e o b j e t i v o s d e s t e trabalho envolveram apenas as d i s c i p l i n a s v i n c u l a d a s de E d u c a ç ã o , quais sejam: Psic o lo g ia da Educação, ao setor Didática, P r á t i c a d e E n s i n o e E s t r u t u r a e F u n c i o n a m e n t o d o E n s i n o de 19 e 29 graus, não se p r e t e n d e a n a l i s a r o u p r o p o r q u a l q u e r m o d i f i c a ç ã o às d i s c i p l i n a s sional geral. real ditas de f o r m a ç ã o g e r a l e f o r m a ç ã o p r o f i s Com esta proposta integração das duas se p r e t e n d e p r o p o r c i o n a r u m a áreas que compõem a formação do p r o f e s so r de M a t e m á t i c a na UFPR. 0 laboratório s e r á de ensino e a p r endizagem, na medida em 1 - proporcionar a integração de que: todas f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a do c u r s o c o m as d e m a i s mação profissional 2 das nas mesmas disciplinas, aplicação das teorias, nas exigências 0 laboratório fará pesquisa ou disciplinas da for g e r a l e, - promover uma real 1 - promover as d i s c i p l i n a s da desenvolvi de cada grupo. na m e d i d a em que: o aperfeiçoamento dos currículos de 19, 29 39 g r a u s ; 2 - buscar novas metodologias aplicadas a casos específi cos e g a r a n t i r uma g e n e r a l i z a ç ã o de d e t e r m i n a d a s pelo menos, c o n c l u s õ e s o u, gar a n t i r a ade q u a ç ã o do ensino à realidade da c o m u nidade . 0 laboratório serã extensão na medida em que proporcionar oportunidade a todos os professores da comunidade, pação no pro ce s s o de pesquisa. A participação poderá t e s t a g e m de uma n o v a m e t o d o l o g i a ; c) de p a r t i c i b) ser: a) na na a v a l i a ç ã o de objetivos; na contribuição com suas experiências, e no intercâmbio das 93 mesmas com os alunos do curso de Licenciatura; d) na participa ção de cursos de a p e r f e i ç o a m e n t o p r o p o s t o s p e l o L a b o r a t ó r i o p a ra atender á necessidades Sendo assim, da mesma comunidade. o Laboratório proposto neste trabalho pro p o r c i o n a r á um real d e s e n v o l v i m e n t o da U n i v e r s i d a d e no sentido de d e s e m p e n h o das extensão. suas próprias funções - ensino, Entende-se que o laboratório deva pesquisa e ser o r i e n t a d o por um c o l e g i a d o , composto de professores das diferentes v o l v i d a s c o m o e n s i n o e a p r e n d i z a g e m da M a temática, que seja g a r a n t i d a a p r á x i s e d u c a t i v a n e s t a área, áreas e n a fim de objetivo pri mor di a l do Laboratório. 5 .2 .1 . DO ENSINO NO LABORATÓRIO 0 ensino no Laboratório, em todos os momentos, objetivos desde objeto desta proposta, a explicação e esclarecimento dos do m e s m o para o aluno, até a a n á l i s e e a v a l i a ç ã o de sua atuação e p ar t ic i p a ç ã o em um trabalho concluído. p r o c e s s o de a t u a ç ã o do a l u n o n e s t e L a b o r a t ó r i o sua p r ó p r i a formação. volvidas poder-se-á seus aspectos mais far-se-á Portanto, em todas Todo o será parte de as a t i v i d a d e s d e s e n identificar o ensino e a aprendizagem em sutis, q u a n d o p r e t e n d e d e m o n s t r a r os p a p é i s do pro fe s s or em sua ação profissional, tos de e n s i n o formal, b e m como em seus a s p e c demonstrando uma determinada teoria ou a integração teoria-prãtica. O ensino que, ê através será a função principal deste que do laboratório, uma vez se p r e t e n d e o f e r e c e r a s í n t e s e n e c e s sária para a formação p r o f is s io n a l do p r o f e s so r de Matemática. Ocorrerá, ainda, ensino no e x e c u ç ã o de u m p r o j e t o , l a b o r a t ó r i o e m to d o s os m o m e n t o s de seja este ura p r o j e t o d e c a r a c t e r i z a ç ã o 94 de uma r e a l i d a d e ou de uma p r o p o s t a de r e f o r m u l a ç ã o seja da m u dança no ensino e aprendizagem da matemática em qualquer nível de escolarização. 5 . 2 . 1 . 1 . DOS ORIENTADORES DO LABORATÓRIO D e v e r á exis t i r uma e q uipe de profe s s o r e s respo n s á v e l pelo funcionamento do laboratório aqui proposto. Tal equipe deverá ser c o n s t i t u í d a de e l e m e n t o s c o m f o r m a ç ã o nas du a s áreas: cação e Matemática. Edu Estes especialistas terão a responsabilida de de e l a b o r a r p r o j e t o s que p r o p o r c i o n e m o a p e r f e i ç o a m e n t o da formação pedagógica dos alunos do curso de L i c e n c i a t u r a em M a t e m á t i c a d a UFPR. Como complemento, será necessária uma equipe de especia lis t a s n a s d i v e r s a s á r e a s de f o r m a ç ã o ge r a l e e s p e c i a l . serão professores dos diversos departamentos Estes da UFPR que d e v e rão aten d e r e s p e c i a l m e n t e à f u n d a m e n t a ç ã o de cada projeto, medida em que Desta se f i z e r n e c e s s á r i a e s t a o r i e n t a ç ã o . forma, a administração do Laboratório caberá a uma equipe multidisciplinar altamente especializada, pr opósito de na imbuída do integrar os conhecimentos das diversas áreas com um único propósito: a formação do licenciando em Matemática da UFPR. C o m orie n t a ç ã o dada d e sta forma, o laboratório deverá ter c o n c r e t a m e n t e d e f i n i d o s os seus objeti v o s , postos que p o d e r ã o ser p r o c o m o m e t a - o b j e t i v o s e o b j e t i v o s - e s p e c í f i c o s . Os m e t a - o b - jetivos serão objetivos do próprio laboratório, i s t o e, o a p e r feiçoamento do curr í c ul o do curso de Licenciatura em Matemática da UFPR. Os objetivos específicos cada projeto. serão aqueles determinados em 95 5.2.1.2. DOS OBJETIVOS DO LABORATÓRIO OU META~OBJETIVOS C o m o o l a b o r a t ó r i o p r e t e n d e a p e r f e i ç o a r o cur s o de L i c e n ciatura em M a t e m á t i c a na UFPR, este intuito poderá vado nas atitudes dos egressos deste curso. A necessidade atual da sociedade exige um professor que desempenhe os p a p é i s tempo, que dizagem no ca, de e d u c a d o r , simultaneamente p l a n e j a d o r e p e s q u i s a d o r e, ao m e s m o favoreça o aperfeiçoamento do processo ensino-aprensentido de m u d a n ç a para a atual sociedade, social. O p r o f e s s o r de M a t e m á t i deverá ter uma formação que p r o p o r c i o n e o p o r t u n i d a d e s de adquirir, de pesquisa. rio: ser c o m p r o Eis, pois, ele mesmo, lhe uma atitude o primeiro meta-objetivo do Laborató dese n vo l v er no aluno, futuro professor, at i t u d e s de i n d a gação. A Atitude sa, pois, de I n d a g a ç ã o quando ê o primeiro passo para a pesqui se e s t á d i s p o s t o a l e v a n t a r h i p ó t e s e s s o b r e as causas e conseqüências c e s s i d a d e de p r o v a r de u m d e t e r m i n a d o problema, tais hipóteses. A b ú s c a de surge a n e subsídios para aceitar ou rejeitar uma hipótese ê uma atitude extremamente entífica e ê tal atitude que tude de p e s q u i s a se e s p e r a d e u m e d u c a d o r . sugere experimentação, ã a c e i t a ç ã o ou nã o de hipóteses, ci Uma a ti e experimentação aliada leva a um conhecimento melhor de uma d e t e r m i n a d a realidade. Eis, pois, o segundo meta-objetivo do laboratório: ca do c o n h e c i m e n t o . S a b e - s e que ê através de uma atitude p e r m a n e n t e de i n d a g a ç ã o e p e s q u i s a que r e a l m e n t e é, aprende-se a aprender, se a p r e n d e , isto a buscar novos conhecimentos não no sentido de pos s e do conhec i m e n t o , ca da verdade, a bus não da verdade profundo para uma ação mais m a s de a p r o f u n d a m e n t o na b u s absoluta, mas do conhecimento segura e re s p o n s á v e l no sentido do ~ "ser" e nao do "ter", como se r e f e r e F R O M M A prender a aprender é também, laboratório. Quando se a p r e n d e pois, 1o . um meta-objetivo do a aprender, aprende-se também a ajudar o outro a aprender e é este o dever de um professor. Ajudar seus pesquisa, a atual, porque, somente permanece tório: alunos a aprènder e criar neles efetiva que sociedade em mudança tão acelerada como aquele que tem um espírito atualizado. aprender bros do numa t a m b é m atitudes de indagador é que Este ê também um meta-objetivo do labora a ajudar. É através desta ajuda eficiente e se p e r c e b e u m a p a r t i c i p a ç ã o a t i v a de t o d o s os m e m laboratório. Tal participação n o-m e s tr e â aqu i si ç ã o de leva, por s e g u r a n ç a e m si m e s m o , que p r o p i c i a um ambiente de confiança entre atitudes sua vez, o alu- d a .mesma f o r m a as pessoas. Estas são n e c e s s á r i a s e m u i t o i m p o r t a n t e s n a fo r m a ç ã o de q ualquer p ro f e s s o r e em e special do p r o f es s o r de Matensatica. O professor de Matemática quebrará tabus e transmitirá entusiasmo e segurança no apre n d iz a do da disciplina na m e d i d a e m que ele mesmo tiver s e g u r a n ç a e m si e confiança nas possibilidades Quando cimento se a p r e n d e em seus conhecimentos b e m como de seus alunos. a aprender ê que sólido em qualquer área, o conhecimento proporcionará a i n d a a c o n q u i s t a de u m a c o n s c i ê n c i a possível uma a conscientização Conscientização e opção, p o d e m ser c o n s i d e r a d a s 12 Zahar, critica sem a qual não é t omada de d e c i s ã o frente a q u a l q u e r problema. outras palavras, ção. se c o n q u i s t a u m c o n h e FROMM, 1 9 8 0 . p, Erich. 57. são, leva á p o s s i b i l i d a d e de op pois, duas outras ações que como meta-objetivos Ter ou Em s e r ? 3. ed. do . Rio laboratório. de J a n e i r o , Por 97 outro lado, q u a n d o se p o d e o p t a r , de mudança, se conquista a possibilidade mudança esta que está intimamente ligada à partici pação consciente e responsável baseada na segurança que foi c o n q u i s t a d a pelo c o n h e c i m e n t o e pelas a t itudes de indagação, be m como pela M i m i l d a d e de a ceitação dos p r ó p r i o s enganos ou hipóteses São, falsas. pois» o s m e t a - o b j e t i v o s d o la b o r a t ó r i o que p o s s i b i l i t a r ã o a dinamização' de sejável sua estrutura. como também indispensável» Dinâmica não apenas d e pois., sem a mesma, fatalmen te a f o r m a ç ã o d o p r o f e s s o r d e m a t e m á t i c a r e c a i r i a n u m a r o t i n a n a q u a l o s p r ó p r i o s o b j e t i v o s d o JLafooratõrio n ã o s e r i a m s e q u e r buscados. P o d e - s e , .com o a p o i o de M O S C G F I C I , e s q u e m a t i z a r os m e t a objetivos do laboratório aqui propostos como mostra a figura ATITUDES DE M D A G A C Ã O ------ ■> APRENDER A APRENDER 4 í HIPÓTESES l Y EXPERIÊNCIAS 4________ APRENDER A AJUDAR V CONHECIMENT® ▼ CO NSC I E N T ! ZAC&® PA RI I C I PAÇAO ATIVA E EFICIENTE Y OPCÃO«#- MUDANÇA ^ S E G U R A N Ç A EM SI PROPRIO E --------- ------ — CONFIANCA NOS OUTROS Figura 2 - esquema dos -m e t a - o b j e t i v o s propostos para UM LABORATÓRIO DE MATEMÁTICA 13 tiva ~ - . M O S C O ¥ I C I , F e i a . E d u c a ç a o de l a b o r a t o n o , u m a p e r s p e c i n o v a d o r a * R e v i s t a B r a s i l e i r a de E s t u d o s P e d a g ó g i c o s , 56 (124) :287-2~98, ,out7dez 1971. 98 Acredita-se que um laboratório dinâmico, proposto, a t e n d e às tura em Matemática, da forma como o final i d a d e s de u m curso como o de L i c e n c i a u m a v e z que, para obter-se tal dinamismo, serão necessárias pesquisas que e n v o l va m direta ou in d ir e t am e n te, professores e alunos, outros a que mensão, tanto do curso em q u estão como dos se d e s t i n a m o s futuros professores. o Laboratório abre-se para a comunidade mais uma necessidade da Universidade. atendendo a Observe-se que esta p r o posta pretende contribuir para minimizar por BECKER, Com esta di as f a l h a s a p o n t a d a s n a f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a das L i c e n c i a t u r a s n a U F P R . 1^ Será portanto, a ação exer c id a pelos orientadores no la b o r a t ó r i o que p o s s i b i l i t a r á a d i n â m i c a p r o p o s t a c o m os m e t a -objetivos. E ê somente através desta dinâmica que se t e r á o m o m e n t o de e n s i n o e a p r e n d i z a g e m no laboratório. 5 .2 .1 .3 . DOS OBJETIVOS E S P E C Í F I C O S d e c a d a p r o j e t o Uma vez que o laboratório terá uma est r ut u r a ampla e b a s tante a b r a n g e n t e no que d i z r e s p e i t o às v á r i a s á r e a s c o m p o s s i b i l i d a d e s de pesquisa, pesquisa terão objetivos próprios e particulares objeto de pesquisa. pessoas nele ta-objetivos) ta de fica evidente que cada projeto e cada Desta maneira, envolvidas o L a b o r a t ó r i o e to d a s as terão o b jetivos gerais de trabalho trabalho e/ou do.projeto em andamento. já p r e v i s t o , 14 (me- e objetivos e sp e cíficos que depe n de r ã o da p r o p o s s i g n i f i c a que os o b j e t i v o s todo i n e r e n t e s ao específicos não Isto, porém, não f a ç a m parte de um pois mesmo nos meta-objetivos há que se c o m - - . . B E C K E R , L a u r o d a S. 0 p r o b l e m a da p r a t i c a de e n s m o n a U n i v e r s i d a d e F e d e r a l do P a r a n ã ~ ! C u r i t i b a , T9UTC P • q -9 • ™~im e °“ grafado. 99 p l e m e n t a r c a d a u m del e s c o m o p r o p ó s i t o e s p e c í f i c o de cada pro jeto ou pesquisa. Esta complementação possibilitará o real en sino e aprendizagem, objetivo primordial do laboratório desta proposta. 5.2.2. DA PESQUISA NO LABORATÓRIO Quando um grupo de alunos do curso de Licenciatura entrar em contacto com o Laboratório e nele meiramente deverá começar seus estudos, pri ser informado dos m e t a - o b j e t i v o s . Estando o aluno c o n s c i e n t e dos obje t i v o s do la b o r a t ó r i o b e m como de sua dinâmica, poderão ser iniciadas grafias, palestras, projetos em andamento, a necessidade mo, as p r i m e i r a s b u s c a s , seminários, c o n f e r ê n c i a s o u e x p l i c a ç õ e s de no sent i d o de despertar, de d e f i n i ç ã o dos em biblio seus próprios no novo grupo, objetivos, bem co possibilitar o engajamento em uma determinada pesquisa. derá a mesma ser, des d e uma p r ê - p e s q u i s a p a r a a d e f i n i ç ã o de um problema que o grupo posta experimental. julgue existir, atê a t e s t a g e m de uma p r o 0 laboratório proporcionará à própria Uni versidade um engajamento maior com a realidade. tará uma atuação mais concreta na sociedade, Isto possibili pois, na medida em que os alunos e s t i v e r e m envolvidos com problemas no e aprendizagem da Matemática, laboratório poderá comunidade o com cursos de extensão, a t u a lização para prof es s o re s do ver em alunos destes Da mesma forma, atender alunos reais de ensi aperfeiçoamento, servir à reciclagem e 19 e 29 g r a u s o u p a r a d e s e n v o l graus um interesse maior pela matemática. poderá oferecer cursos amento e ainda, Po básicos ou de aperfeiço expe r iê n c ia s de metodologias' especiais para c o m d i f i c u l d a d e s e m m a t e m á t i c a n e s t e s n í v e i s ou, aos c on s iderados com rendimento superior à média, no sentido de 100 conquistar novos valores para a matemática e demais ciências. Com todas estas possibilidades em aberto, deverá ter definida, trabalho onde, em sua estrutura, é claro, uma m e t o d o l o g i a geral de se a d m i t a m a s e s p e c i f i c i d a d e s d e c o r r e n tes de cada caso a ser pesquisado. trabalho poderá o laboratório E sta m e t o d o l o g i a geral de ser e n t e n d i d a como m e t a - m e t o d o l o g i a , um a m e t o d o l o g i a de p e s q u i s a do i s t o é, laboratório como um todo dentro da Universidade. 5.2.2.1. DA METODOLOGIA DO LABORATÓRIO OU META-METODOLOGIA Da mesma forma que anteriormente -objetivos rágrafo e objetivos específicos de cada pesquisa, far-se-á uma p r o p o s t a no logia de p e s q u i s a no Toda pesquisa, der a uma no meio foram definidos os meta- sentido de analisar a m e t o d o laboratório.. para ser c o n s i d e r a d a c i e n t í f i c a d e v e a t e n série de c a r a c t e r í s t i c a s que acadêmico, neste pa independente de lhe c o n c e d a m a ac e i t a ç ã o seus resultados e/ou impli cações . Como o Laboratório aqui proposto tem objetivos bem g e rais, quisas porém, muito claramente definidos, a m etodologia das p e s levadas a efeito neste Laboratório, primeiro lugar, os o b j e t i v o s a que mento do curso e da formação do deverá atingir, em se p r o p õ e p a r a o a p e r f e i ç o a licenciando. Se o p r i m e i r o m e t a - o b j e t i v o d o L a b o r a t ó r i o é c r i a r n o f u turo p r o f e s s o r no atitudes de indagação, a pesquisa que se f i z e r l a b o r a t ó r i o d e v e r á m o t i v a r o p e s q u i s a d o r de m a n e i r a a s u s c i tar nele poderá tais atitudes. ser outra Assim, a metodologia do Laboratório não senão a de p e s q u i s a em ação. sicos que norte i a m uma pesquisa em ação Os princípios b á e n v o l v e m de m a neira c o m p r o m e t e d o r a todos os p e s q u i s a d o r e s e sujeitos da pesquisa. Isto si g n i f i c a d izer que: curriculares quisa, que se e n v o l v e m d e s d e e muito ressados em por se n u n c a qüentemente, ffSe os mais provável em p r a t i c a tivessem sido o início que as responsáveis fiquem do e e x e c u t a d o da p e s suficientemente inte d a s p e s q u i s a s , do consultados. Isto implica, de p e s q u i s a com os c o n s u m i d o r e s decisões no p l a n e j a m e n t o descobertas que q u a l q u e r p r o j e t o pelas potenciais deve conse ser plan e j a - da p e s q u i s a " . 15 Esta m a n e i r a de e n c a r a r a p e s q u i s a e sua imp l i c a ç ã o como responsabilidade pessoal do grupo nela envolvido namização dos meta-objetivos, finição do problema, pois, todo o processo, condições para que o aluno-mestre a fazer pesquisas. rio, na p e s q u i s a e m ação, i s t o ê, a de a e l a b o r a ç ã o de h i p ó t e s e s e suas analises são r e v i s t a s e r e f o r m u l a d a s d u r a n t e assim, favorece a d i Ora, estes criando ao p e s q u i s a r , são m e t a- o bj e t iv o s do aprenda laborató aprender a aprender para aprender a ensinar. Em outras palavras ó pesquisando que o aluno-mestre me seu pap e l de p e s q u i s a d o r levantado assu na revisão da literatura como um dos papéis essenciais para um professor. Porém, sabe-se que nã o b a s t a ter-se os r e s u l t a d o s de uma p e s q u i s a para que o problema esteja resolvido, este e é justamente por esta razão que trabalho propõe que a m e t o d o l o g i a do laboratório Besquisa em Ação. É neste ponto que seja a de se s i t u a a d i f e r e n ç a e n t r e a pesquisa formal e a p e s q u i s a em ação, conforme proposto por SAUL, afirma: "o v a l o r d a p e s q u i s a formal conclusões ser a c r e s c e n t a d a s onde e na s e g u r a n ç a 15 ao SAUL, treinamento das que podem estã na certeza ao . • ~ A n a M a r i a . M o d e l o da P e s q u i s a e m A ç a o a p l i c a d o de p r o f e s s o r e s , s ã o P a u l o , 1 9 7 1 . p. 22. D i s s e r - 102 referencial teorico disponível. d e t e r m i n a d o } em p r i m e i r o podem duos O va l o r da P e s q u i s a lugar pelo l e v a r a um a p e r f e i ç o a m e n t o engajados grau em que em Ação e os r e s u l t a d o s dos p r o c e d i m e n t o s dos indiví na p e s q u i s a " . ^ E sta i pois, a razão pela qual se f e z a o p ç ã o d a m e t o d o logia da P e s q u i s a e m A ç ã o como m e t a - m e t o d o l o g i a do Laboratório. São t a m b é m m e t a - o b j e t i v o s conscientização, do laboratório o conhecimento, a o p ç ã o e a m u d a n ç a p a r a u m a p e r f e i ç o a m e n t o do processo e n s i n o - a p r e n d i z a g e m da matemática, formação p e d a g ó g i c a do aluno do curso Pode-se r e s u m i r os p r i n c í p i o s quadro exposto na figura F igura 3 - Ana Maria. tanto quanto, da de L i c e n c i a t u r a . da Pesquisa em Ação pelo 3. demonstrativo Pe s q u i s a SAUL, a dos em Acão p. 30-33. princípios da Pe s q u i s a em 103 Da figura 3 pode-se, por comparação e correspondência, car que a m e t o d o l o g i a da P e s q u i s a em A ç ã o proposta na figura os m e t a r o b j e t i v o s favorece a dinâmica 2 com os m e t a - o b j e t i v o s , da m e s m a 3. A metodologia da Pesquisa em Ação não exclui se t e r u m p r o j e t o d e p e s q u i s a e m a n d a m e n t o , mita uma metodologia particular que pode ser i nclusive quisa no laboratório. existirão forma que i n d u z e m a u m a d i n â m i c a de p e s q u i s a co m o a proposta na figura dade de verifi aplicável a possibili o qual a d ao caso especifico diferente da me t o d o l o g i a geral E nem poderia ser diferente, de p e s uma vez que simultaneamente vários grupos e várias pesquisas em andamento no m e s m o laboratório, vos e metodologias particulares, cada uma delas o que não c o m seus o b j e t i invalida a proposta de u ma m e t o d o l o g i a g e r a l de t r a b a l h o no l a b o r a t ó r i o c o m o u m t o do, ou seja uma m e t a - m e t o d o l o g i a . 5 .2 .2 .2 . DA METODOLOGIA E S P E C I F I C A DE CADA PROJETO Se o l a b o r a t ó r i o tir a p r á x i s aqui proposto t e m a f i n a l i d a d e de g a r a n e d u c a t i v a na área de m a t e m á t i c a , são m u i t a s as sub-ãreas onde existem problemas de ensino e aprendizagem desta disciplina. B a s t a v e r i f i c a r os r e s u l t a d o s d a p e s q u i s a d i a g n o s tica que ofereceram Se, são m u i t a s as subsídios para o enfoque deste trabalho. sub-áre'as p r o b l e m á t i c a s n o e n s i n o e a p r e n d i zagem da matemática, pode-se inferir que serão muitas -ãreas de p e s q u i s a no l a b o r a t ó r i o ora proposto. precedentes e m c o n s o n â n c i a c o m os o b j e t i v o s do l a b o r a t ó r i o d e v e r ã o sub- Das afirmações e metodologias surgir para cada projeto de pesquisa, objetivos e metodologias particulares pecíficos . as aplicáveis aos casos e s 104 5 ,2 ,3 . DA EXTENSÃO NO LABORATÓRIO A extensão universitária como função da Universidade, po de ser e n t e n d i d a c o m o u ma i n t e r a ç ã o e n t r e a U n i v e r s i d a d e e a comunidade. Porém não ê suficiente que esta em determinadas versitária deve ser e n c a r a d a como uma r e s p o s t a da U n i v e r s i d a d e se l e v a m a e f e i t o . É evidente, que quando não há pesquisa em uma determinada área a extensão nesta mesma área quada. se f a ç a áreas em d e t r i m e n t o de outras. A e x t e n s ã o u n i p a r a c o m as p e s q u i s a s q u e n e l a porém, interação A universidade será impossível ou pelo menos gera zação e aperfeiçoamento, inade seus p r ó p r i o s m e c a n i s m o s de a t u a l i porém a f o r m a ç ã o dos recur so s humanos para o e n s i n o do 19 e 29 g r a u s n ã o se t e m h e n e f i a i a d o de u m s e m e l h a n t e m e c a n i s m o e n d o g e n o de a u t o - r e n o v a ç ã o . D i a n t e desta realidade, a extensão universi tá r i a d i r i g i d a p a r a a r e n o v a ç ã o dos r e c u r s o s h u m a n o s p a r a o 19 e 2 9 g r a u S j t o r n a - s e u m i m p e r a t i v o q u e d.ecorre de sua p r ó p r i a r e s p o n s a b i l i d a d e em o f e r e c e r e n s i n o p r o f i s s i o n a l s o b a f o r m a de l i c e n c i a t u r a . 17 Portanto, um laboratório, como o proposto neste trabalho, aten de ãs n e c e s s i d a d e s d e e x t e n s ã o e f e t i v a n a á r e a de e n s i n o e aprendizagem da matemática, o f e r e c e r os r e s u l t a d o s de sultados poderão na medida em que este suas pesquisas de cursos de extensão, 17 ã comunidade. ser oferecidos principalmente d o 19 e 29 g r a u s d a c o m u n i d a d e . laboratório Tais re ao corpo docente sob a f o r m a de u m a p u b l i c a ç ã o ou reciclagem e/ou atualização. Pois, na B A R R O S , Z i l d a G o m e s P a r e n t e de. A e x t e n s ã o u n i v e r s i t á r i a e o e n s i n o de 19 e 29 g r a u s . R e v i s t a do C o n s e l h o de R e i t o r e s d a s U n i v e r s i d a d e s B r a s i l e i r a s . B r a s í l i a , 2 (5), 29 s e m . , 105 medida em que a comunidade toma conhecimento de uma proposta ou dos r e s u l t a d o s de um a p e s q u i s a que o laboratório, sua es tr u tu r a, quais sejam, pode esperar ressonância para com toda a s e u s objetivos-, o aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem d a m a t e m á t i c a n o 19, 29 e 39 g r a u s . 5.2.3.1. DA VALORIZAÇÃO DO ALUNO COM POTENCIALIDADE MAIOR / NA ÁREA DA MATEMÁTICA OU C I Ê N C I A Com a característica ampla de atendimento à comunidade, laboratório aqui proposto poderá f a v o r e c e r o s u r g i m e n t o de a l u nos com m a i o r p o tencial para o estudo da matemática, ciplinas munidade, afins. Na medida em que o aluno-mestre, descobrir este potencial, 19 e 29 g r a u s p o d e r á Entende-se rias dificuldades de atuando na c o Da m e s m a forma o levar o aluno especial trar em contacto com o laboratório, senvolvimento. ou de d i s p o d e r á p r o p o r u m estudo de caso para motivar e desenvolver tal aptidão. professor de o f a vorecendo assim, c o m o a l u n o espeo-ial aquele, a en seu de com sé aprendizagem ou aquele que apresenta um p o t e n c i a l m a i o r que o c o m u m n u m a área de estudos. 5.2.3.2, DO ATENDIMENTO Ã COMUNIDADE No aspecto extensão, necessidades da comunidade mais diretamente Porém, o l a b o r a t ó r i o o r a p r o p o s t o a t e n d e ás informando e atualizando a clientela ligada ao ensino e aprendizagem da matemática. existe uma outra clientela que pode não ter interesse no e n s i n o e a p r e n d i z a g e m d a m a t e m á t i c a e m si, m a s o t e n h a e m q u e s tões que se u t i l i z a m d e c o n c e i t o s e / o u m o d e l o s m a t e m á t i c o s . ra atender a esta clientela, deverá existir também, Pa no labora- 106 tório, um a e quipe de p e s q u i s a e m m o d e l o s m a t e m á t i c o s , com a s s e s s o r i a d i r e t a de p r o f i s s i o n a i s de o u t r a s como: estatística, p r o ce s s a m e n t o de dados, contando áreas tais engenharia e ou tros. No atendimento á clientela, entela escolar, nos do 19, ou seja, colas ca" . às n e c e s s i d a d e s como fundamentais para um aprendizado dos p r o c e s s o s hoje nao 19 deve-se dar ênfase 18 da matemática. Segundo o autor, proficiente tendimento se p o d e r i a c h a m a r d e c l i aquela composta por professores e alu 29 e 39 g r a u s , consideradas por DIENES que e uma matemáticos boa preparaçao "a f a l t a que p r e v a l e c e m para es clentlfl- Como o comprometimento da Universidade com a comunidade para garantir a prãxis um laboratório edu c a t i v a na área de m a t e m á t i c a não pode de sc u idar-se de n e n h um a das três funções da Universidade: ensi pesquisa e extensão. 18 ed. em n o s s a s uma carreira e o desenvolvimento científico ê inquestionável, no , de e n Rio D I E N E S , Z. .P, A p r e n d i z a d o m o d e r n o de J a n e i r o , Z a h a r , 1 9 7 0 , p. 29. 19 D I E N E S , p. 24. — d a m a t e m á t i c a . 3. 107 Co n c l u s ã o Com vistas aos objetivos deste trabalho e comparando-se os r e s u l t a d o s da p e s q u i s a d i a g n o s t i c a e da p e s q u i s a e x p l o r a t ó ria fica c o n statado que o Curso de L i c e n c i a t u r a em Matem á t i c a da UFPR e o ensino da m a te m á t i c a de m a n e ir a geral 19, 29 e 39 g r a u s , apresentam atualmente, ram insatisfações. neste trabalho, Estas res de m a t e m á t i c a , n e m co m a de seus muitos pontos que ge insatisfações puderam não apenas por alunos, que não estão alunos. mas forma, ser c o n s tatadas também por professo satisfeitos Da m e s m a a nível de com sua atuação e a comunidade reclama p o r u m a a d e q u a ç ã o m e l h o r do e n s i n o ãs suas n e c e s s i d a d e s . Portanto, os p r e s s u p o s t o s b á s i c o s confirmados pela pes q u i s a e x p l o r a t ó r i a v ê m a l i n h a r - s e ãs p o s i ç õ e s p r é v i a s a d i a n t a das na a b o r d a g e m geral do problema. atual estágio comunitário, Isto d e m o n s t r a o perfil do do e n s i n o e a p r e n d i z a g e m da m a t e m á t i c a no m e i o ao m e s m o tempo que retrata a situação da formação do p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a no cu r s o de l i c e n c i a t u r a na UFPR. Numa tentativa de retomar a interpretação dos dados lisados, pode-se dizer que os p r e s su p os t o s confirmados, 1 tendo em vista os seguintes ana desta pesquisa foram aspectos: - Os p r o f e s s o r e s e os alunos d a c o m unidade d e m o n s t r a r a m em suas respostas que o ensino da m a temática apresenta deficiências relacionadas ensino-aprendizagem. Da mesma conseqüência da própria muito esforço, aos d i ferentes sérias aspectos do processo forma isto é em grande parte, forma ç ã o do p r o f e s s o r que, uma embora com não tem c o ns e gu i d o en contrar respostas aos seus próprios problemas. 2 - Se os p r o f e s s o r e s e os alunos da comunidade tal d e f i c i ê n c i a no e n s i n o da matemática, indicam as r e s p o s t a s d o s f o r - 108 mandos aos q u e st i o n á r i o s que lhes foram apresentados, demons tram também que a formação acadêmica e pedagógica não corres p o n d e ãs e x p e c t a t i v a s d o a l u n o - m e s t r e e as n e c e s s i d a d e s r e a i s do ensino. 3 - Tais deficiências são c a r a c t e r i z a d a s d e n t r o dos s e guintes aspectos: 3.1. o c u r r í c u l o como um todo, 3.2. os objetivos das disciplinas, 3.3. a relação entre professor-aluno, 3.4. avaliação, 3.5. m é t o d o de tr a b a l h o doc e n t e e discente, 3 .6 . u n i d a d e s 3.7. número de alunos por turma, 3.8 . relação teoria e prática. 4 - As deficiências tam apenas de c o n t e ú d o , apontadas anteriormente não a fo r m a ç ã o p e d a g ó g i c a do p r o f e s s o r m a s ao conju n t o geral das alternativas que de um b o m professor. lhes foram propostas para a formação E n t re t an t o os maç ã o p e d a g ó g i c a ao invés de seios do futuro professor, ção as se l i m i Suas expectativas. formandos indicam que a for se c o n s t i t u i r u m a r e s p o s t a a o s a n é ainda muito desarticulada em rela O quadro 2 (p. 5 5 ) ilustra esta con firmação . 5 - Se a l u n o s , deficiência, tudo alunos-mestres isto demonstra que m a t e m á t i c a de m o d o geral prec is a e professores percebem esta a real i d a d e do ensino da ser r e e s t r u t u r a d a e r e o r g a n i zada. As conclusões baseadas pesquisa, car-se nos pressupostos sugerem a nec e ss i da d e de mud a nç a s no iasicos desta sentido de b u s um aperfeiçoamento na formação do professor, para que 109 ele atue tamb é m como agente de m u d a n ç a no ensino da m a t e m á t i c a a nível de 19 e 29 gr a u s . É sabido também que existem muitas m aneiras de buscar-se novas alternativas, no sentido de um a p e r f e i ç o a m e n t o do curr í c u l o de um curso. Neste trabalho em particular, optou-se por uma proposta que parece abrangente, no feiçoamento, s e n t i d o de c o m p o r t a r , todas em seu p r o c e s s o de a p e r as c o n t r i b u i ç õ e s q u e T a l o p ç ã o r e c a i u sobre u m a p r o p o s t a de lhe sejam oferecidas. laboratório, tir a práxis educativa na área de matemática. d ev e u ao fato de que Cur s o de L i c e n c i a t u r a de cessidades e expectativas com o seu próprio aprendizado. onde a comunidade e o aluno oferece em busca de um a s o l u ç ã o comum. saudável para ambas ao aluno do inteirar-se da realidade do ensino da simultaneamente Portanto se a s sim como toda uma gama de r e s u l t a la-se de uma tro c a dinâmica, te Esta escolha ao m e s m o tempo e m q ue o f e r e c e o p o r t u n i d a d e s matemática, para garan u m l a b o r a t ó r i o c o m p o r t a e m si m u i t a s p o s sibilidades de pesquisa, dos, ser bastante Tal Fa informa suas n e seus conhecimentos reciprocidade ê inegavelmen as partes. são p o s s i b i l i d a d e s desta proposta: 1 - a p e r f e i ç o a m e n t o d o C u r s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i ca na U F P R . 2 - dinamização das próprias funções da Universidade na área de matemática. 3 - interação maior entre Universidade e Comunidade, especial em com o ensino da m a t e m á t i c a no mei o comunitário. 4 - surgimento de novas a l te r nativas de ensino e a p r e n d i zagem da m a t e m á t i c a nos três graus. 5 - s u r g i m e n t o de nov a s p e s q u i s a s na á r e a de e n s i n o e aprendizagem da matemática, quer seja em termos de conteúdo, 110 quer seja em termos de metodologia. 6 - intercâmbio de e xp e r iências com outros laboratórios similares. 7 - opor t u ni d ad e de se t e r , de fato, n e n t e d o c o r p o d o c e n t e d a s e s c o l a s d e 19, Pelo exposto, trabalho. esta não ê a ünica m a n e i r a de que aperfeiçoamento Como sugestão as s u a s se d i s p õ e , de m a n e ir a concreta, entretanto que como alternativa Porêm, esta ê uma das poderá proporcionar do p r o c e s s o e n s i n o - a p r e n d i z a g e m da matemática. final, ção entre o curso de Educação, Sabe-se, do problema desta pesquisa. possibili d a de s que, 2 9 e 39 g r a u s . são m u i t a s as p o s s i b i l i d a d e s de um l a b o r a tório como o proposto neste de so l u ç ã o uma Educação perma esta proposta poderia suscitar a integra l i c e n c i a t u r a e m m a t e m á t i c a e o Setor de para que diferentes especialistas pudessem oferecer contribuições, sem limite de e s p a ç o , d e t e m p o e de c l i entela. Espera-se que o presente trabalho desperte o problema desta pesquisa, sentido de nov a s interesse para bem como motive outros estudos no co n quistas nesta área do conhecimento. An e x o s 112 An e x o 1 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS PARA UMA PESQUISA DIAGNOSTICA SOBRE O ENSINO E APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA Para responder a estas perguntas cupasse jetiva tao somente em expor sem r e c e i o de e s p é c i e eu gostaria que você suas se p r e o idéias de m a n e i r a clara e o b alguma umá vez que o objetivo d e s te n ã o é t o r n a r p ú b l i c o o s e u p o n t o de v i s t a e s i m p r o p o r c i o n a r s ubsídios p a r a a e l a b o r a ç ã o de u m i n s t r u m e n t o de a v a l i a ç ã o das d i f i c u l d a d e s de e n sino e a p r e n d i z a g e m na área de m a t e m á t i c a nos d i f e r e n t e s n í v e i s de es c o l a r i z a ç ã o . dados para fins estatísticos: curso: ................................. ano ou período em que está matriculado: idade: ....... se v o c ê /• tem experiência no magistério: quantos anos? qual lecionou? suas respostas, rá envolcer: ........ a disciplina? em que curso, Nas ................... .......... ............ nível e série que já .......................... .............. comentários e/ou sugestões você pode - o programa proposto pela disciplina, - a maneira como este programa ê apresentado, - os m a t e r i a i s u t i l i z a d o s p e l o p r o f e s s o r e m seu trabalho, - o relacionamento professor-aluno, - o número de alunos em sala de aula, - o tempo disponível do professor e do aluno para trabalhos individuais, - a disponibilidade de auxiliares, legas para trabalhos em grupo, monitores e co 113 - o nível do conteúdo proposto paratrabalho, - a n e c es s i da d e de pré -r e q ui s it o s e se o s m e s m o s d e vem ser exigidos pelo professor, - a capacidade individual, - o p o t e n c i a l e x p l o r a d o ou i n e x p l o r a d o de cada aluno, - os p r o f e s s o r e s de o u tras mática como um conteúdo áreas utilizam a m a t e já d o m i n a d o p e l o a l u n o ou ele dá uma aula de m a t e m á t i c a antes de u t i l i z á - l a em sua área específica. - o p r o f e s s o r de m a t e m á t i c a tra para assunto seus alunos o objetivo tem para im e d i a t o e o m a i s geral de cada tratado, - e todos os as p e c t o s que você que si e d e m o n s i n terferem de alguma julgar importante e forma no binômio ensino-aprendizagem na área de m a t e mática. 1 - Quais as d i f i c u l d a d e s que no da Matemática? você e n c o n t r a c om rel a ç ã o ao e n s i (focalize um professor que e n s i n a ) . 2 - Qua.is a s d i f i c u l d a d e s q u e v o c ê e n c o n t r a c o m r e l a ç ã o a o a m b i e n t e de tica? trabalho onde se p r e t e n d e e n s i n a r e a p r e n d e r m a t e m á (focalize um a l u n o e u m p r o f e s s o r em um a m b i e n t e de a- prendizagem). 114 3 - Q u a i s as d i f h m I d a d e s dizagem da Matemática? que você encontra com relação apren (focalize um aluno em situação de a p r e n dizagem) . 4 - Quais mesmo você as difisu l d a d es q u e v o c ê p e r c e b e q u e m u i t o s sentem ou s e n t e sm u t i l i z a r a m a t e m á t i c a p a r a i n t e r p r e t a r e r e s o l v e r problemas; d e o u t r a s áreas de estudo? (focalize prof e s sor e a l u n o c o m objetivos b e m c l a ro s p a r a o e n s i n o e a p r e n d i z a gem da matemática). A g r a d e ç o a seriedade c o m que v ocê atendeu o meu pedido, 115 An e x o 2 F ixa o c u r r í c u l o ple n o do C u r s o de M a t e m á tica do Setor de C i ê n c i a s Exatas, O C O N S E L H O DE E N S I N O E PESQUISA, mativo, órgão nor consultivo e deliberativo da nistração admi s u p e r i o r n o u so de suas a t r i b u i ções conferidas pelo Artigo da Universidade 21 d o E s t a t u t o Federal do Paraná, R E S O L V E : Art. 1 9 - 0 C urrículo plen o do Curso de Matemática, Ciências Exatas, plinas, ê constituído das práticas educativas do S e t o r de seguintes matérias, disci e profissionais: MATÉRIAS DESDOBRAMENTO A - FORMAÇÃO GERAL 1. E s t u d o d e P r o b l . Brasil. 2. E d u c a ç ã o F í s i c a 1.1. E s t u d o de Probl. Brasil. 2.1. Prática Desportiva 2.2. D e s p o r t o de Liv r e E s c o l h a B - FORMAÇÃO PROFISSIONAL GERAL 3. C á l c u l o D i f e r . 4. e Integral Geometria Analítica 5. Á l g e b r a 6 . Fundam, da Matem. 7. F í s i c a G e r a l Elem. 3.1. C á l c u l o Dif. Integral C 3.2. C á l c u l o Dif. Integral 4.1. Geometria Analítica A 5.1. Álgebra Linear A 5.2. Álgebra A 6.1. Fundam, da Matemática A 6.2. Fundam, da M at emática B 7.1. Física Geral A D 116 8. Cálculo Numérico 7.2. Física Geral B 8 .1. Computação Eletrônica e Cálculo Numérico 9. D e s n h o G e o m . e Geom. Descrit. 9.1. Geometria Descritiva A 9.2. Desenho Geométrico A FORMAÇÃO PROFISSIONAL ESPECÍFICA I - Licenciatura 10. P s icologia da E d uc a ç ã o 10.1. Psicologia da Educação A 11. Didática 11.1. Didática A 11.2. M e t o d o l o g i a do E n s i n o de Matemática 12. Prática de Ensino 12.1. P r á t i c a de E n s i n o de M a temática A 13. Estrut. e Func. do Ensino 13.1. Estr. e Func. Ens. 19 e 29 G r a u s A II - B a c h a r e l a d o 14. Filosofia 15. C á l c u l o Dif. e Integral 14.1. Filos. do Mét. 15.1. Análise Matemática C 15.2. Ãlgebra B 15.3. Cálc. Dif. Cient. e Int. A E 16. Geometria Diferencial 16.1. Geometria Diferencial 17. Equações Diferenciais 17.1. Equações Diferenciais FORMAÇÃO COMPLEMENTAR OBRIGATÓRIA I - Parte Comum 18. Análise Matemática 18.1. A n á l i s e M a t e m á t i c a A 18.2. Análise Matemática B 19. Geometria Projetiva 19.1. G e o m e t r i a P r o j e t i v a A 20. F u n ç õ e s de Var. 20.1. F u n ç õ e s de Var. 21. Geometria Complexa Compl. A 21.1. G e o m e t r i a E u c l i d e a n a 117 II 22. Fundam, da Matem. - Parte Específica da Licenciatura Elementar 22.1. Hist. da Mat. da Matem. Art. 29 - A i n t e g r a l i z a ç ã o d o c u r r í c u l o p l e n o 2310 (duas m i l t r e z e n t a s e dez) ciatura em Matemática e 2370 Elementar será feita em horas na h a b ilitação de L i c e n (duas m i l t r z e n t a s e setenta) ras na h a b i litaçao de B a c h a r e l a d o e m Matemática, peias seguintes parcelas: Disciplinas Obrigatórias ... 510 2250 E s t u d o de P r o b l e m a s B r a s i l e i r o s .... 2310 60 .................................... Educação Física §19 1800 390 Total Parcial TOTAL GERAL BACHARELADO 1360 Formação Profissional Específica 60 23 1 0 2370 +90 +90 - A gra d u aç ã o não pode r á ocor r er em menos de 4 anos ou em mais de 7 §29 - A c a r g a h o r á r i a de 12 ho constituídas LICENCIATURA tro) e Fundam. ( doze) ( sete) (qua anos. semanal pode oscilar entre o mínimo e o m á x i m o de 20 (vinte) horas, excluídas as a t i vidades de Ed u c a ç ã o Física. Art. 59 - E s t a R e s o l u ç ã o e n t r a e m v i g o r a p a r t i r do a n o l e t i v o de 1982, revogando-se as d i s p o s i ç õ e s Sala de Sessões, em contrário. 26 d e n o v e m b r o d e 1981. 118 An e x o 3 INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS PARA UMA PESQUISA SOBRE A FORMAÇÃO PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA Este questionário tem a finalidade de avaliar a percep ção do p r o f es s or de M a t e m á t i c a com relação á sua própria forma ção pedagógica no curso de Licenciatura em Matemática. Entende-se por rículo diretamente f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a as d i s c i p l i n a s d o c u r relacionadas com a educação, - E s tr u tu r a e F u n c i o n a m e n t o do Ensino de o u seja: 19 e 29 g r a u s - Didática - Psicologia da Educação - P r á t i c a de E n s i n o - Estágio relacionado Este questionário c o m a P r á t i c a de E n s i n o c o mpõe-se de 3 partes sendo: I - caracterização do respondente II - a v a l i a ç ã o d a f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a c o m o u m t o d o III - ava l ia ç ã o de cada d i s c ip l in a de m a n e i ra e s pecifica . I - CARACTERIZAÇÃO DO RESPONDENTE Não é necessário identificar-se pois desta forma preten de-se garantir o anonimato do respondente. 1 - idade: 2 - ........ sexo: fem. □ anos masc.□ 3 - a n o de i n g r e s s o n o c u r s o d e L i c e n c i a t u r a e m Matemática:.. . . . 4 - ano de término do curso: 5 - Qual a Universidade que na cidade de .... cursou? . . . ...................... ........ .......................................... ............. ........... 119 6 - O c u r s o d e L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a foi sua: □ la. opção? □ única opção? □ última opção? □ outra. Qual? ......................................... 7 - Por que o p t o u pelo cur s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a ? □ p°r n ã o t e r sido aprovado em outro curso de minha p r e f e rência | | p or ser u m c u r s o de d u r a ç ã o m é d i a e p r o p o r c i o n a r o p o r t u nidades de emprego antes do término do mesmo | | por não ter o u t r o cur s o que m a i s vocação, | em minha se a p r o x i m a s s e de m i n h a cidade |porque minha intenção era ser p r o f e s s o r de M a t e m á t i c a realmente □ porque a concorrência no Vestibular é menor outros motivos. 8 - Tem Quais? ..................... ........................ experiência no magistério? sim | | não | 9 - Se r e s p o n d e u a f i r m a t i v a m e n t e a q u e s t ã o 9 .1 . h á quanto tempo 9 .2 . p a r a q u e graus? 9.3. v o c ê g o s t a do 9.4. leciona? [ 8: ............................ ........................................ seu trabalho? .......... ........ se f o s s e p o s s í v e l m u d a r i a d e p r o f i s s ã o ? por que? ............... 10 - Se r e s p o n d e u n e g a t i v a m e n t e 1 0 .1 . t e m ....... - ................ a questão 8 : experiência profissional em outras áreas? 1 0 .2 . q u a l ? .............. ............................... . 1 0 .3 . p r e t e n d e dedicar-se por que? , ao magistério.- .......... .................. .......................... 11 - F e z c u r s o d e e x t e n s ã o , Especifique quais, especialização ou aperfeiçoamento? em que ano e sob a o r i e n ta ç ã o de que órgão ou departamento da Universidade ....................................... 12 - Q u a n d o e x i s t e m c u r s o d e e x t e n s ã o , feiçoamento, especialização ou aper sua p re f e r ê n c i a recai: □ na área de f o r m a ç ã o M a t e m á t i c a □ na á r e a de f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a Quais? ....... II - A V A L I A Ç Ã O D A F O R M A Ç Ã O P E D A G Ó G I C A C O M O U M T O D O Para responder a este questionário deve-se utilizar uma escala com cinco níveis, cada nível 1 = 100%, corresponde 2 = 75%, ao q u e s t i o n á r i o , nesta ordem: 1 , 2, uma percentagem da 3 = 50%, correspondente foi (2) (2) dois, 75% e f i c i e n t e e 25% Assim, forma: Aplicada a mesma da Educ a çã o IV n a s u a o p i n i ã o foi: ineficiente (1) no nível 5 sendo que a ao s e guinte exemplo: eficiente (X) 4, seguinte 4 = 2 5 % e 5 = 0%. O curso de P s i c ol o gi a um 3, utilizando (3) (4) significa: que na sua opinião o Curso ineficiente. a escala acima, 1 - Como você percebeu (5) responda: sua f o r m a ç ã o p e d a g ó g i c a no C u r s o de L i cenciatura em Matemática? Na sua o p i n i ã o as d i s c i p l i n a s e m c o n junto que c o m p õ e m e sta f ormação foram: eficazes ineficazes úteis inúteis 121 profundas _____ _____ ___________________ superficiais adequadas ____ _____ _____ _____ _____ fundamentais _________________________________ dispensáveis interessantes _________________________________ desinteressantes estimulantes _____ _____ _____ _____ _____ desestimulantes coerentes _____ _____ _____ _____ _____ incoerentes concretas _________________________________ abstratas simples _____ _____ _____________ ______ complexas melhor possível _________________________________ pior possível inadequadas 2 - Você a c r e d i t a que todas as d i s c i p l i n a s da área p e d a g ó g i c a são c o e r e n t e s q u a n t o á F i l o s o f i a da Educação, ridas disciplinas tem objetivos vos gerais comuns relativos específicos i s t o ê, baseados em objeti à Filosofia da Educação? 3 - A partir de que período você as r e f e Justifique acredita que um aluno do Curso de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a e s t a r i a e m c o n d i ç õ e s p a r a iniciar s u a fo r m c i ç ã o p e d a g ó g i c a ? 4 - Você ...... por que? ........ .............. a credita que a formação p ed a g ó g i c a no Curso de L i c e n ciatura em Matemática na UFPR deva sim □ Caso afirmativo, como? ser aperfeiçoada? não □ ................................................... III - A V A L I A Ç Ã O DE C A D A D I S C I P L I N A DE M A N E I R A E S P E C Í F I C A Você como ex-aluno poderia oferecer sugestões de aperfeiçoamento respondendo 1 - E m E s t r u t u r a e F u n c i o n a m e n t o d o E n s i n o 19 e 29 g r a u s m o d i f i c a r i a q u a n t o a: por que? como? | [ a) n ú m e r o de aulas por semestre ............... [ | b) n ú m e r o de alunos por | turma | | | c) r e u n i ã o de t u r m a s com alunos de diferentes cursos | | ............................. | | d) u n i d a d e s de conteúdo [ | ............ ................... por que? como? ............... ........ ....................... por que? como? por que? como? ........ . . . ........ . por que? como? conservaria, | | e) m é t o d o d e t r a b a l h o docente por que? o seguinte: por que? P I f) m é t o d o de trabalho discente como? por que? como? ................ | [ | | h) relação entre a dis- | plina e o ensino da Matemática | pré-requisitos | | comunicação professor-aluno □ | 1 ) objetivos da disciplina □ j m) [ .................................. i) por que? | | j) ............................... por que? ............................. | . ............................. por que? ............................ j outros, quais? [ 123 como? de a v a l i a ç ã o .......................... como? como? forma ................................ por que? como? | g) ...................... ......... por que? como? .......................... [ I 1 2 - Em Psicologia da Educação IV m o d i f i c a r i a q u a n t o a: por que? como? | | a) n ú m e r o de aulas p o r semestre | | [ | b) número de alunos por | turma [ | | c) reunião de turmas com alunos de diferentes cursos | [ | [ d) u n i d a d e s de c o n t e ú do | | m é t o d o de t r abalho docente [ | por que? ................................ por que? como? ....................... conservaria, ....................... ................................ por que? como? por que? ......... como? por que? como? ........ [^J e) ............................... 1 24 por que? como? ...................... | ' ................................ por que? como? ............................. j^J h) ... .... r e l a ç ã o e n t r e a displina e o ensino da Matemática □ » pré-requisitos | | j) | | 1 ) objetivos da d i s c i plina □ □ c o m u n i c a ç ã o professor-aluno □ .......................... □ . ............... . por que? . □ m) outros, quais? □ 125 como? □ ............ .............. . por que? como? f o r m a de a v a l i a ç ã o .................. . por que? como? | g) ......... por que? como? | □ .............. . por que? como? ...... j f ) m é t o d o de t r a b a l h o 1 discente 3 - Em Didática I m o d i f i c a r i a q u a n t o a: por que? como? ................ j ................................ por que? conservaria, | a) n ú m e r o d e a u l a s p o r j semestre por que? [ ............................. | | b) número de alunos p o r I turma . | | c) reunião de turmas com alunos de diferentes cursos | | [ | d) unidades de conteúdo ( [ [ | e) m é t o d o d e t r a b a l h o docente | | como? por que? como? por que? como? ..... .......... ............. por que? como? ..................... ...... ............ .................. 126 por que? I | f) m é t o d o de trabalho discente como? por que? como?. ............................. | | .... ....................... □ ................ [ h) relação entre a dis- | plina e o ensino da Matemática | j i) p r é - r e q u i s i t o s | | j) comunicação professor-aluno □ ( | 1 ) objetivos da disciplina | | | m) □ | ................................ por que? ........ ....................... outros, quais? 127 como? | ................................ por que? como? | ................................ por que? còmo? forma de a v a l i a ç ã o ................................ por que? como? | g) ...................... . por que? como? .............................. | I I 4 - Era Prática de Ensino na área de Ciências m o d i f i c a r i a q u a n t o a: por que? como? ............. | | | | b) n ú m e r o de a l unos por I 1 turma 1— 1 | | c) r e u n i ã o de turmas com alunos de diferentes cursos í I .........................| | d) unidades de conteúdo | | 1 e) m é to d o de trabalho docente I 1 1— ' ................................ por que? .......... como? por que? como? número de aulas por semestre por que? ........... . ................... ......... por que? como? .... ............. . . . . • • • □ a , conservaria, ................................ por que? I como? 128 por que? I I f) m é todo de trabalho discente como? por que? como? ......... ........ | | h) r e l a ç ã o e n t r e a displ i n a e o e n s i n o da Matemática | j i) pré-requisitos | | j ) c o m u n i c a ç ã o professor-aluno □ □ □ □ ............ ................... oor que? como? ............................ 1 ) objetivos da di sc i plina □ .................. . .......... por que? ................. ........... [ | m) outros, quais? □ 129 como? f o r m a de a v a l i a ç ã o ..... ................. ........ por que? como? [ g) ............................... por que? como? | ................................ por que? como? ............... □ 5 - Em Prática de Ensino e m M a t emática (Estágio) m o d i f i c a r i a q u a n t o a: por que? ............ | como? .......................... por que? .... .......................□ como? | a) b) I 1— 1 n ú m e r o de alunos po r I turma I .......................... | | c) reun i ã o de turmas com alunos de diferentes cursos | | ................... | | d) unidades de conteúdo [ | como? por que? .............................. por que? como? [ por que? .............................. por que? como? número de aulas por semestre conservaria, ................... . I .............. . .............. I e) m é t o d o d e t r a b a l h o docente F I 1— 1 130 I | f) m é todo de trabalho discente por que? □ como? por que? como? | j h) . . . ......... n .... ........ i) ............................. [ j j) ........... | r e lação entre a dis pl i n a e o ensino da Matemática pré-requisitos c o m u n i c a ç ã o professor-aluno J 1 ) o b j e t i v o s d a disci' □ □ □ plina □ . ......................... Dor q u e ? , n m) outros, quais? □ 131 como? □ .............. .................. por que? como? de a v a l i a ç ã o ................................ por que? como? j g ) forma ............... ................ oor que? como? | ............ ................... por que? como? ...................... 132 AVALIAÇÃO DO E ST AGI O, COMO PARTE DA D I S C I P L I N A DE PRÁTICA DE ENSINO EM MATEMÁTICA Com este questionário pretende-se verificar até que p o n to o l i c e n c i a n d o e m M a t e m á t i c a e n c o n t r a no e s t á g i o a s í n t es e necessária para sua formação profissional. A escala utilizada neste questionário onde o respondente se c o l o c a f r e n t e a c a d a u m a d a s deve optar por uma das CF é do tipo LIKERT alternativas afirmações e segundo a escala: - concordo fortemente com a afirmação C - concordo com a afirmação I - indiferente, i s t o é, nem concordo nem discor do da afirmação D - discordo da afirmação DF - discordo fortemente da afirmação 1 - A realidade das escolas ê no estágio que 2 - Ê se p e r c e b e . pelo estágio que i n d i s p e n s á v e i s os e s t á g i o s forma como 4 - 0 estágio, suas experiências através do estágio que p r e e n d e r m e l h o r a(s) aprendi zagem. CF C I D DF CF C I D DF CF C I D DF CF C I D DF CF C l D DF interes no magistério. 6 - É DF a q u e m se a s s i s t e n o demonstraram grande se e m t r a n s m i t i r D sobremaneira pa ra a formação do educador. 5 - Os professores, I da são desenvolvidos. estágio contribui C se p e r d e o m e d o de e n f r e n t a r uma classe. 3 - São CF se p o d e teoria(s) com da 133 7 - Pode-se p erceber a integração da M a t e m á tica com a educação em geral, através do estágio. 8 - É no estágio que CF C I D DF CF C I D DF CF. C I D DF C I D DF CF C I D DF CF C I D DF CF C I D DF CF C I D DF C I D DF CF C I D DF CF C I D DF se p o d e d e t e c t a r f a l h a s pessoais ou do grupo, a fim de corri g í - -las. 9 - As dificuldades que o professor encon tra em sala de aula e v i d e n c i a m - s e n o e s tágio. 10 - É atra v é s do e s t á g i o que se p e r c e b e a importância da filosofia daeducação. 1 1 - 0 CF estágio dá c o n s c i ên c ia da n e c e s s i d a de de a p e r f e i ç o a m e n t o constante. 12 - A c o m u n i c a ç ã o p r o f e s s o r - a l u n o p o d e ser testada no estágio, 1 3 - 0 estágio leva à reflexão sobre o p a pel do professor de Ma t e m á t i c a no m o m e n to atual. 14 - A validade das informações que be durante o curso pode se r e c e ser verificada no estágio. 15 - No estágio é que dade de o b jetivos se p e r c e b e a necessi claros para cada aula em vis t a de um o b j e ti v om a iorno curso. 16 - As diferentes CF fases do processo ensino- -aprendizagem podem ser identificadas no estágio. 17 - 0 e s t á g i o p e r m i t e q u e se p e r c e b a m as falhas mais comuns na comunicação p r o fessor-aluno. 134 1 8 - 0 aluno- m e s t r e d e f i n e - s e q u a n t o ao grau em que pretende lecionar apõs o estágio. 1 9 - 0 - Os aspectos confusos da formação e scl a r e c i d o s no I D DF CF C I D DF CF C I D DF graus, CF C I D DF CF C I D DF CF C I D DF são estágio. 21 - A i n t e r d e p e n d ê n c i a d o e n s i n o , 22 C e s t á g i o p r o p o r c i o n a o p o r t u n i d a d e de redefinir o conceito de educação. 20 CF torna-se nos três evidente noestágio. - Ê no estágio que se p e r c e b e a importân cia da pesquisa para o aperfeiçoamento do ensino. 23 - A importância dos universitária, no cursos de extensão sentido de a p e r f e i çoamento constante do corpo docente nos diferentes graus, estágio. torna-se evidente no 135 Você c o n c o r d o u c o m a a f i r m a t i v a de que a f o rmação p e d a g ó g i ca do C u r s o de L i c e n c i a t u r a e m M a t e m á t i c a d e v a ser m odificada. Nas suas alternativas e sugestões você considerou a p o s s i bilid a d e de um L a b o r a t ó r i o p ara g a r a n t i r a prãxis educ a t i v a na á r e a de M a t e m á t i c a ? Entenda práxis como a integração da teoria e da p r á t ic a a plicada a uma c o munidade (realidade). sim □ não □ 1) C a s o t e n h a r e s p o n d i d o a f i r m a t i v a m e n t e a, b, c, d, e, ............. Se a c h a r v i á v e l , a) as q u e s t õ e s f. 2) C a s o t e n h a r e s p o n d i d o n e g a t i v a m e n t e , válida? complete Por que? tal proposição seria ............................ ................. r e s p o n d a as q u e s t õ e s a, b, c, d, e, f. Por que um laboratório? □ - paraaperfeiçoar o estágio □ - par a p e s q u i s a r o ensino e a a p r e n d i z a g e m da Ma temática □ - p a r a p e s q u i s a r novas' m e t o d o l o g i a s □ - p a r a a t e n d e r às d i f i c u l d a d e s d o s a l u n o s da U n i versidade □ - p a r a a t e n d e r às d i f i c u l d a d e s d o s a l u n o s de o u tros graus □ - para atender 1? e | b) De que 29 g r a u s | - outros, forma você às d i f i c u l d a d e s d e p r o f e s s o r e s d o quais? ........................................... conceberia este Laboratório? 136 c) A quem deveria atender o Laboratório? d) Como deveria funcionar este Laboratório? e) Onde deveria f) Outras funcionar este Laboratório? sugestões. Re f e r ê n c i a s B i b l i o g r á f i c a s 1 BA R R O S , Z i l d a G o m e s P a r e n t e de. A e x t e n s ã o u n i v e r s i t á r i a e o e n s i n o d e 1 9 e 2 9 g r a u s . R e v i s t a do. C o n s e l h o d e R e i t o r e s d a s U n i v e r s i d a d e s B r a s i l e i r a s . B r a s í l i a , 2 (5), 2 9 s e m . , 1980. ' 2 BECKER, Lau r o Silva. O p r o b l e m a da p r á t i c a de en s i n o n a U n i versidade Federal do P a r a n a . Curitiba, mim e o g r a f a d o . 3 ________ . ^ L a f o r m a t i o n p ê d a g o g i q u e a 1 ' u n i v e r s i t é F é d ê r a l e d u P a r a n á . P a r i s , 1 9 8 0 . T e s e , D o u t o r a d o , U n i v e r s i t ê P a r i s V, R e n é D e s c a r t e s . 3 0 2 p. 4 B O Y N A R D , A l u i z i o P.; G A R C I A , E d i l i a ; R O B E R T , forma do e n s i n o . São Paulo, Lisa, 1973. 5 BRUNER, Jerome Symour. Paulo, Ed. N ac i o n a l , 6 C A T U N D A , Ornar. O e n s i n o d a m a t e m á t i c a - c o n c e i t o e c a r i c a t u ra . C i ê n c i a e C u l t u r a . 33 ( 2 ) : 2 3 7 - 8 , f e v . 1 9 8 1 . 7 C O N F E R Ê N C I A I N T E R A M E R I C A N A S O B R E E D U C A Ç Ã O M A T E M Á T I C A , 5., C a m p i n a s , 1979. E d u c a c i õ n m a t e m á t i c a en las A m é r i c a s - V . M o ntevideo, Unesco, O f i c i n a Re g i o n a l de C i ê n c i a y T e c n o l o g i a p a r a la A m é r i c a L a t i n a y e l C a r i b e , 1979. 8 C R I T E L L I , D u l c e M a r i a . P a r a r e c u p e r a r a e d u c a ç ã o . In: H E I D E G G E R , M a r t i n . T o d o s n o s . .. n i n g u é m : u m e n f o q u e f e n o m e n o l ó g i c o d o social. S a o P aulo, M o r a e s , 1981. 9 D 'A M B R O S I O , U b i r a t a n . D e s e n v o l v i m e n t o , a v a l i a ç ã o , t e c n o l o gia e outras tantas considerações sobre a situação atual d o e n s i n o d e c i ê n c i a s . C i ê n c i a e C u l t u r a . 34 ( 2 ) : 1 3 5 - 1 3 8 , fev. 1982. M a r i a I. A r e - O p r o c e s s o d a e d u c a ç ã o . 7. ed . 1 9 7 8 . 1 0 8 p. São 10 D I E N E S , S. P. A p r e n d i z a d o m o d e r n o d a m a t e m á t i c a . 3. d e J a n e i r o , Z a h a r , 1 9 7 0 , 1 9 1 p. 11 FROMM, Erich. Ter ou 1 9 8 0 . 2 0 2 p. 12 KELLY, Albert Victor. O currículo teoria e p r á t i c a . São P a u lo, H a r p e r & R o w d o B r a s i l , 1 9 8 1 . 1 6 4 p. 13 KLINE, Morris. O fracasso da mate m á t i c a m o d e r n a . São Paulo, I b r a s a , 1 9 7 6 . 2 1 1 p. 14 KUETH, gre, 15 M O R A E S , V e r a R. P i r e s . E x p e r i ê n c i a n a f o r m a ç ã o d o C a d e r n o s de P e s q u i s a . (36):68, fev. 1981. 16 M O S C O V I C I , Feia. E d u c a ç ã o de l a b o r a t ó r i o , um a p e r s p e c t i v a i n o v a d o r a . R e v i s t a B r a s i l e i r a d e E s t u d o s P e d a g ó g i c o s . 56 ( 1 2 4 ) :287-298, o u t / d e z 1971. James. Globo, ser. 3. e d . Rio de Janeiro, ed . Rio Zahar, O p r o c e s s o de ensino a p r e n d i z a g e m . Porto A l e 1977. professor. 138 17 NACHBIN, Leopoldo. 0 processo ensino-aprendizagem em mat e m á t i c a . C i ê n c i a e C u l t u r a . 33 ( 1 ) : 2 0 , j a n . 1 9 8 1 . 18 P I A G E T , J e a n . P a r a o n d e v a i a e d u c a ç ã o ? 6. ed . r o, J. O l y m p i o , 1 9 7 8 . 80 p. 19 RIBEIRO, neiro, 20 SAUL, A n a Maria. M o d e l o de p e s q u i s a e m a ç ã o a p l i c a d o ao t r e i n a m e n t o d e p r o f e s s o r e s . S a o P a u l o , 1 9 7 1 . p. 22. D i s sertação, Mestrado, Pontifícia Universidade Católica. 21 S I L V A , L u c i a S a r a i v a J. 95 t e s e s s o b r e o e n s i n o d a m a t e m á tica na área t e c n o l óg i c a. Salvador, Universidade Federal d a B a h i a , 1 9 7 7 . 5 1 6 p. D a r c y . U n i v e r s i d a d e n e c e s s á r i a . 3. e d . Paz e T e r r a ^ 1978. 307 p . Rio de J a n e i Rio de J a