Geral
Aná­po­lis, de 24 a 30 de agosto de 2012
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Íris Araújo
“Há muito a investigar
na CPMI”, diz deputada
Para procuradora, declarações amorosas de Cachoeira à companheira Andressa
no depoimento à Justiça Federal de Goiás, foi um deboche à sociedade
Da Redação
A
pós o encerramento
da reunião da CPMI
que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira
com políticos e empresários,
ocorrida na última terçafeira, 21, a deputada federal
Iris de Araújo (PMBD-GO)
declarou que os depoimentos dos procuradores Léa de
Oliveira e Daniel Rezende
Salgado, que atuaram nas
operações Vegas e Monte
Carlo da Polícia Federal, foram muito importantes.
“Eles nos deram uma
Deputada Federal Íris Araújo
visão técnica, mas que, ao
mesmo tempo, nos coloca
de maneira bastante eficaz,
dentro de uma realidade
que temos que assumir. A
leitura que faço é que ainda
há muito para ser investigado. Os próprios procuradores, também, demonstraram alguma dificuldade
no que diz respeito a dados
que são fornecidos, como é
o caso da CPMI. Pelo que
vejo, ainda tem muito chão
a ser percorrido”, ressaltou
Iris de Araújo.
A procuradora também
afirmou estar preocupada
com a segurança dos que
atuam na investigação. Ela
sofreu ameaças de morte e
agora recebe proteção, mas
disse quer não sabe o que
poderá acontecer no futuro.
“É importante o parlamento fazer uma reflexão
sobre a situação, pois a proteção enquanto o caso tem
repercussão é uma coisa e
depois que passa é outra”,
comentou Léa de Oliveira.
A deputada Iris de Araújo
declarou que, por ter ocupado diversas vezes a tribuna
do plenário para denunciar
o envolvimento de agentes
públicos com o crime organizado, recebeu ameaças e
que não se intimidou.
Sobre as declarações de
Carlinhos Cachoeira dirigidas Andressa Mendonça
durante depoimento à Justiça Federal de Goiás, em julho último, ocasião em que
se negou a prestar esclarecimentos à Justiça, permanecendo em silêncio, mas fez
declarações explícitas de
amor a Andressa e prometeu que iriam se casar assim
que estiver em liberdade,
Léa Batista afirmou que a
situação foi inusitada, um
verdadeiro deboche.
“Trabalho no Ministério
Público há seis anos, fui
promotora de justiça e magistrada e nunca presenciei
uma situação dessas. Foi
um deboche com todas as
autoridades presentes e à
sociedade brasileira”, disse
a procuradora.
Silêncio
A deputada federal Iris
de Araújo (PMDB-GO) criticou a postura adotada por
Aredes Correia Pires, excorregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de
Goiás, e Jayme Rincón, atual
presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras
(Agetop), que conseguiram
habeas corpus na Justiça,
para se manterem em silêncio na CPMI do Congresso.
“É lamentável a postura
adotada aqui pelos depoentes. Há muito para ser dito.
Muitas são as questões que
precisam ser esclarecidas.
Com o silêncio, eles prestam um desserviço ao País”,
comentou a parlamentar.
Iris de Araújo lembrou
que nas outras duas ocasiões em que foi convocado pela CPMI, Rincón não
compareceu e seu advogado
apresentou atestado médico, apesar de em Goiás, ele
continuar exercendo suas
atividades normalmente.
A deputada ressaltou
também que Jayme Rincón declarou em Goiás, por
meio da mídia, que falaria
na CPMI e que por diversas
ocasiões a desafiou e ameaçou com frases como “ela
não perde por esperar”. Iris
declarou que estava ali esperando para ouvi-lo.
“O senhor Jayme Rincón
bravateou aos quatro cantos
que viria e falaria aos membros da CPMI. Fiquei feliz com
a informação, pois a grande
maioria vem e nada diz. Acreditei que ele iria falar. Estava
esperando que revelasse o
teor das ameaças que fez à
minha pessoa, dizendo que
eu não perderia por esperar.
Então, fiquei esperando”, disse Iris de Araújo.
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Íris ArAújo