MINISTÉRIO APOCALIPSE
INSPIRATIVOS
A FELICIDADE NO TEMPO
Eclesiastes 3:1- 8.
A felicidade do tempo de nascer não poderia ser ofuscada pelas
lágrimas saudosas do tempo de morrer. Está escrito que preciosa
é aos olhos do Senhor a morte de seus santos.
Feliz é uma palavra comum de dois gêneros. Quando adornada
para felicidade parece mais cheia de cores, rostos sabores e amores.
Geralmente palavras desta categoria dão maior campo na poesia de se
proclamar igualdade em uma amplitude maior quando se falar de almas e
almas.
A felicidade vivida nos tempos e dias de plantar certamente fora o
sustentáculo da felicidade multiplicada nos tempos de colher o
que se plantou.
Adjetivando as emoções e satisfações da vida, nela mourejam os
que desfrutam de satisfação e ventura, e que como ditosos, afortunados, se
declaram venturosos. Feliz é homem que a sorte sempre lhe foi favorável.
Mas a maioria dos homens felizes, não sabe o que tem nas mãos.
A felicidade dos dias de matar, ainda que a planos e idéias pouco
inteligentes, na verdade fora a verdadeira semente protetora
plantada em favor da felicidade de prever e curar.
Embora somente se qualifique Deus como um Bem ou uma
Virtude Celestial, Ele está sempre resplandecendo entre o maior bem
humano e entre os mais elevados bens terrenos. Estar com Deus é ser
intimamente contente, alegre, satisfeito.
A felicidade do tempo de derribar fora extremamente segura
porquanto Deus mesmo, o Dono do Tempo, fora a completa
garantia do tempo de reedificar.
Embora o homem somente compreenda a felicidade quando
vivida na prosperidade natural, facilidade nos negócios, bons resultados
nas colheitas, sucesso indiscutível na vida social ou na fama, Deus lhe
convida para a felicidade contida em todos os termos de Eclesiastes 3. É
que o homem favorecido pela sorte não imagina que fora favorecido por
Deus, e perde-se afortunado e pobre; a vida lhe é um jogo de amores
conquistados e negados e não conhece a bênção de Deus que tira a
diferença entre ser ou não ser, ter ou não ter.
A felicidade do tempo de chorar por amor, provou que dentro do
tempo de quem amar, lágrimas são pétalas. Não há semente mais
fértil para o tempo de sorrir que uma lágrima e seus motivos.
A felicidade do tempo de prantear pode ter ficado escondida por
um pouco, mas não deixou de publicar grandezas e valores
pessoais e fraternos que redundarão no tempo de saltar de
prazer.
É adágico: “Feliz no jogo, infeliz nos amores”. Assim o homem
deixa de amar porque quer sempre vencer o jogo, mesmo que lhe seja uma
figura do casamento, da bênção de seus pais, da alegria secular e dos
apressados momentos felizes desta vida.
A felicidade do tempo de espalhar pedras mostrou claramente
que a dignidade de viver o tempo de ajuntar pedras de novo
revelará nobrezas incontestes garantidas no tempo futuro.
Assim, por causa do jogo, a alegria em apostar torna-se mais
salutar do que a alegria em ganhar um prêmio. Mas Deus nos convida para
ganharmos O Prêmio da Soberana Vocação, onde a alegria da satisfação
conquistada gera o verdadeiro contentamento da alma, e a ventura de
entender O Eterno por entre nossos momentâneos contos ligeiros da vida. A
Felicidade habita em todos os tempos do homem; em todos os tempos do
homem que consegue compreender e aceitar o Tempo de Deus.
A felicidade vivida no tempo de abraçar sempre permaneceu viva
e acolhedora, mesmo no tempo sábio ou temperante de afastar-se
de abraçar. O Abraçar intenso elimina o mórbido.
A felicidade do tempo de buscar, na alegria de sua conquista
garantiu a felicidade continua com poder balsâmico de amenizar
as dores do dias de perder, e promover a resignação.
A Felicidade no tempo.
1
A felicidade do tempo de guardar foi a garantia da felicidade do
tempo de deitar fora. Porque todo o bem extremamente amado e
guardado em amor retornará a seu dono.
ÁRVORE JUNTO AO RIO
Está escrito que a prosperidade espiritual e natural do
homem deve-se à meditação na Lei do Senhor de dia e de noite;
seus frutos viçosos e florescentes, na estação própria, se devem
ao estar plantado junto ao rio; Rio das Verdadeiras Águas da
Palavra de Deus. Rios de Águas Vivas que, saindo pelas correntes
que alegram a Cidade de Deus, fazem brotar no coração de cada
um, uma fonte que salta para a vida eterna. Na verdade, Deus fez
todas as coisas com simplicidade, mas os homens criaram
muitas invenções.
A felicidade do tempo de rasgar não danificou um pano nem
cortou uma fazenda; costurou uma colcha de retalhos, memorial
jamais esquecido dos poetas, e eternamente cantado.
A felicidade do tempo de estar calado é um anúncio silencioso
falando da felicidade de promover mais cheio de beleza e lirismo
o som do tempo de falar.
A felicidade do tempo de amar não tem duas fases nem duas
faces. Ela sobrevive até mesmo no tempo de aborrecer. E como a
madrugada de um dia certeiro, faz do aborrecer amor também.
Jesus Cristo escreveu na Terra, desde a fundação do
mundo; não somente com os seus dedos; mas, com toda a sua
Glória, Glória de um Cordeiro Imaculado e Incontaminado.
O Amor faz que os braços de abraços negados sejam abraços de
braços melhores; porque o abraçar do fisicamente mutilado é
mais cheio de significação.
Quando Deus colocou uma pauta viva desde Ur dos
Caldeus até ao Egito, fazendo-a retornar quatrocentos anos
depois em forma de pauta de muitas linhas, escreveu desde o
Egito até Canaã uma carta-mensagem ou epistola que até hoje se
lê. O mar Vermelho não pode apagar, esconder, ou anular a
mensagem de suas cartas, escritos, e atos.
O Amor faz do tempo de aborrecer uma linguagem rasgada de
ciúmes gritando e clamando por seu amor, reclamando a sua
volta.
O Amor é um sentimento sublime que tira a diferença entre a paz
e a guerra; entre a infância e a velhice; entre o falar bem e o
emudecer.
Os homens presumem que as ondas esconderam e
apagaram as letras duma luz-cidade edificada sobre um monte;
mas Jesus Cristo escreveu na terra; em toda a face da terra; é
impossível esconder suas verdades em quaisquer lugares. Tudo
quanto nos cerca são escritas de uma verdade que o mundo
jamais poderá esquecer.
O Amor, quando se manifesta como um nó na garganta não está
sem poder falar está afunilado com a fala simultânea de todas as
linguagens, termos e palavras.
O Homem caiu, é mortal. O Deus o pode reerguer é
Eterno. O meditar na Lei do Senhor trará de volta a grandeza do
homem, até que o Grande Amor de Deus o arrebate de seu rio
terreno Para um Rio Celestial e Eterno.
O Amor será sempre a razão de todas as comemorações; a força
motora de todos os movimentos e o objetivo maior de todas as
conquistas.
Árvore Junto ao Rio:
2
CANTO DE PAZ
004 CONCLUSÃO SILENCIOSA
Amor
Chamado para ser irmão, chamado para exercer
influência. Isto implica numa responsabilidade a toda prova; é
uma capacidade de levar o universo em derredor ao Centro
Chamado Deus.
Um grande sábio disse: Dá-me uma alavanca, um ponto
de apoio, e eu moverei o mundo. Ora, mesmo que uma alavanca
seja muito extensa e as cordas de uma roldana sejam muito
longas tornando o maior peso medível no equivalente a uma
pena, haverá três elementos distintos à conquista do objetivo
“mover o mundo”: a alavanca, o ponto de apoio, e o moto potente.
Ai do consciente desta consciência que não se importa
com o destino dos que lhes são influenciados. Ais aos que
compreendendo pouco, não se encomendam ao exercer sobre si
mesmo a disciplina. O aprendizado contínuo certamente
favorecerá tanto aos que estão ao seu redor como estando em
derredor. Mas ao que sabe honrar o seu ministério nisto, por isto
mesmo será recompensado em Deus e Cristo; porquanto, na
verdade que publicou, mesmo sem palavras humanas e
limitadas, manifestou Deus.
O Amor, no entanto, é maior bem maior que tudo isto.
Ele é, por excelência ou exclusividade absoluta a força motriz de
todos os movimentos que lhe cercam. Toda a plenitude de
elementos que sobrevivem altaneiros render-se-á no momento em
que O Amor verdadeiro aparecer. Ele tomará para si só, toda a
cena. Ele, O Amor, consegue ser ao mesmo tempo:
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Chamado para ser ímã. Chamado para ser semelhante
ao Mestre. Mas há um Deus que se importa. Não se falaria de
alguém que se sente abandonado dos seus, nem no desprezo dos
desconhecidos que tornam transparente a opinião sobre seu
destino. Mas falar-se-ia de alguém que vive no meio de muitos
amados, e que na alegria encontrada entre eles, quase se
esqueceu do seu Deus.
O Poder intelectual do que se expressa;
O Peso fiel do ouro de si mesmo;
A Alavanca multiplicadora de sua própria força;
A F força do que encontra uma solução e se ergue;
A Solução para um ponto de apoio, apoiado em si mesmo;
A Extensão da alavanca que move a todas as coisas da vida;
A Vida da roldana que suaviza os calos de quem puxa a
corda;
A Corda transformada em laços perfumados e coloridos;
O Laço fraterno e sentimental solidificador dos bons sonhos.
O Que reduz ao nada as diferenças;
O Que reúne todos os elementos em um corpo só;
O Que diz mais e além das muitas palavras que lhe
expressam;
O Completar de quando em poucas palavras fala sobre si
mesmo;
Aquele que permanece acima de tudo quanto se sente e se
faz; e
A Beleza que está acima de tudo quanto se invente.
“O Amor” “Um Sentimento Acima”.
Há um Deus que se importa. Não se diria o mesmo de
alguém colhido pelo infortúnio que a vida terrena impõe e que
perdendo tudo quanto tem parece pedir abrigo ao maior de todos
os carentes. Mas além de muitos abrigos e refúgios. Há um Deus
que se importa.
Mas dir-se-ia “cuida!” à cerca do que amparado nas
fortalezas comanda os guardas que o seguram? Tais não
percebem que, sem Deus, toda sentinela tosquenejante é uma
porta aberta para o inimigo? É, sim, há um Deus que se importa,
com você.
São de portas fechadas que se fazem portas abertas em
Deus. Ele é o Único, e o que tudo pode, e nenhum dos seus
pensamentos pode ser impedido.
3
Ficam as portas fechadas de hoje, escritas; porque Ele
fechou; não porque tem prazer em me ver aflito, mas para que eu
fique cada vez mais injustificável no meu silencio. Ele fechou a
porta diante de mim. O meu Deus que me ama e não me quer ver
aflito. Ele é o meu Deus, Ele mesmo e não outro; O que antes me
preparou e colocou diante de mim as minhas aflições; Ele que
por mim mesmo anunciou o retorno dos dias de angustia. Mas,
embora não tenham visto os meus próprios olhos, Deus, o meu
Deus já me proveu o escape que eu necessitava e me fez viver até
aqui. Com Ele toda razão. Começo esperar que se compadeça de
mim em amor.
Tudo pára, tudo fica nulo, impotente e frágil, calado,
silencioso, mudo, estático, inibido; mas no meio de todo este
calar há sempre um Verbo. Um Glorioso Verbo falando e agindo a
favor do seu amado.
Na verdade a porta fechada era já uma porta aberta por
Deus a seu modo, portas fechadas que muito contribuíram,
contribuíram para meu relacionamento melhor com Ele, e os
meus pensamentos não impediram os seus. É bom poder
escrever isto a primeira vez.
Como retornar de um quase impossível retorno? Como
explicar a si mesmo, se o que mais se clamou por conseguir
tornou-se um completo impossível? Quem daria poder ao poder
humano? Negar-se-ia a vitória a um guerreiro que procurou lutar
legitimamente em tudo?
Ficam escritas às portas abertas de hoje. Seu prazer
fora antes do meu prazer, e o meu prazer fora a antecipação do
seu prazer de agora. Na verdade o silêncio da minha alma não
traduziu a paz que me oferecia Deus. Ele me ama; foi
maravilhoso poder escrever isto no meu momento de incertezas.
Uma vez que não existe porta fechada para o que
marcha, o tal marchará em direção à direção de Deus. Como,
pois, se justificaria um rumo incerto a quem busca, e busca de
Deus portas abertas segundo seu Amor? Ou marchando para
Ele, não haveria mais verdade ainda às portas de sua alma?!
Eram lições que não me alcançavam por causa da
agilidade de minhas pernas, mas, lições que hoje fazendo-as
mais ágeis ainda, impõem-me a vontade do Mestre sobre a
minha.
Parece-nos incrível; mas todo ser humano chega ao dia
de perguntar a Deus: Senhor, “Por quê?” Por que Deus? Os mais
experimentados, presumindo em si mesmo ser veraz a sua
experiência, evitam perguntar até aonde lhe é possível; mas todos
terão o seu dia de indagar a Deus; todos voltam ao mesmo “A, B,
C.” de todos os tempos. Mas Deus, “por quê?!”.
Como sufocar uma esperança maior do que todo seu
tempo de espera? Como negar o querer mais estimulado pela vida
e a vida mais sonhada, e sonhada em Deus? Onde há uma saída
para o lugar melhor, o qual se faz imperativo a todo objetivo
humano, no caminho indicativo para tudo quanto é importante
aos céus e às almas?
Tu és Deus, Deus que se compadece e livra, Deus que
faz retornar o ontem, e do amanhã faz um passado a mais.
Pensando bem, o que seria Deus em verdade, se nós
limitados humanos não tivéssemos o que questionar, diante das
ações e omissões de Deus dentro dos nossos interesses?
Deixariam de ser Deus se revelando? Não seriamos humanos; ou
não teríamos encontrado Deus ainda?
DE SI PARA CONSIGO
Na verdade não poderia haver saída nem escape melhor
do que este: Nada a falar, nada a dizer, nada a perguntar, nada a
responder. Há momentos em que as palavras se tornam o
estopim de um conflito e para que o Servo de Deus não fique
aflito em um campo minado de maldades, importa que o seu Pai
e Mestre lhe tire as palavras.
Estou à beira de um desses “porquês”, não o recebo
com muita alegria, quase nenhuma, mas sei que depois dele
Deus me dará uma nova visão; visão de uma porta aberta,
porque Ele é Deus.
4
Em suma, faltava você esperança leve, saudade doce,
paraíso restrito, córrego de muitas sacios, Você que é você estava
às portas de todas as minhas ações e omissões; e o que faltava
mais dizer da sua falta nos momentos que ora me recordo?
O movimento de rotação espiritual, como se não
bastasse às nossas limitações, acrescenta-nos às dores herdadas
dos nossos primeiros pais, “O Movimento de Translação”. Pelo
que A Sabedoria diz: Geração vai, geração vem e tudo quanto se
faz sobre a terra tornar-se-á a fazer; e que proveito há naquilo
que se faz debaixo do sol, se nada é eterno na terra?
Certamente que um dia, na suprema realização do
supremo bem, terá valido a pena. A pena da esperança. Todo
esse tempo de espera quase em total desesperança é um título. E
que título que se daria a você amiga minha e musa?
Não há o que se tenha dito que não haja de dizer-se
novamente; e ainda que se mude em várias posições, as palavras
e seus termos se evoluam; nada terá dito além do que se
acostumava dizer; logicamente, toda expressão será sempre, real
ou irreal, verdade ou mentira, existência ou ausência, abstrato
ou concreto. Nada há de novo debaixo do sol. O movimento de
translação espiritual sempre volta a um inverno, mas seu
beneficio maior é que desloca a rotação; rotação por entre
primaveras e primaveras.
- Ah! Já sei! “Felicidade!” - Esta tão querida por muitos
e não à posse de todos. Você, felicidade, um dia te conhecerei
milhares. O frágil e irrequieto homem ainda se bate e debate-se
por entre as inúmeras paradas da vida em busca de uma
resposta em Deus.
- Ele É a Felicidade que responde.
Tirar da mente e ausentar do pensamento, arrancar da
lembrança, expulsar do coração, ignorar dos sonhos, excomungar do dia a dia, lançar para fora do diálogo com Deus,
rejeitar as tendências, escusar as sugestões, abandonar os
aparentes benefícios, libertar-se, desligar-se, comemorar finalmente a paz. Se não fosse o “se”, toda esta palavra seria poderosa
para fazer abominável o amor; amor este sentimento que é o mais
querido e mais bem vindo de todos.
006 DECLARAÇÃO DE LOUVOR
Amar a Deus sobre todas as coisas é a nossa declaração
de amor cantada e o nosso louvor que representa a finalidade
maior de nossas vidas na Igreja. Isto significa dizer sempre: Vim
para adorar-Te, vim para dizer que Te amo ó Pai, és Tudo para
mim; e eu exalto o Teu Nome.
Seria realmente um benefício o modo de ser imposto?
Modo imposto a alguém em alguma ação da vida? Esta força de
não querer fazer injustiça, na verdade, é válida? Por quanto
tempo se sofrerá um sofrimento justo? Certamente Deus
cooperará conosco e nos dará o bem; bem segundo seu bem
eterno.
As Escrituras falam que Deus é Espírito e que ninguém
conhece totalmente as profundezas do Espírito Santo de Deus. É
Ele, o Espírito Santo quem nos faz conhecer melhor o nosso
Deus e a nós mesmos. Aquele que ama Deus, esse dirá: Deus é
um Ser tão Vivo e tão Presente em todos os lugares e situações
que fica impossível não lembrar dele. Nós estamos sempre
pensando, e pensando em Deus.
Faltava você! Faltava você meu anjo, minha musa, meu
contínuo bem; era uma falta tão diferente que não existe
expressão que a conceitue. Ainda que, de alguma forma, muitas
palavras sejam pronunciadas e pronunciadas tenham produzido
doces falas; as mais doces expressões falando de uma presença
tua, diria saudade; havia uma saudade inexplicável, evitada até,
mais irremediável.
Quero mergulhar nas profundezas de Deus e dizer-lhE:
A minha alma tem sede de Ti; mais do que os guardas pelo
romper da manhã. Assim como a corsa suspira pelas correntes
das águas, assim suspira a minha alma por Ti, Ó Deus. A minha
alma tem sede do Deus Vivo. Ó Deus, o meu pensamento vive em
5
Contem pra Jesus aonde é a vossa dor. Ele é o Remédio,
confiem no Senhor. Não vos desanimeis. Ele está neste lugar
para nos alegar e nos dar vitórias. Vamos, pois, cantar uma
verdade que pode mudar as nossas vidas. Esta mensagem pode
melhorar muitos conceitos e quebrar a muitos preconceitos
nossos. Então, Dá-me a mão!
Vós, vive em Você! És a Luz do meu viver Senhor. Basta entrar!
Eu me abri pra Te amar. Te amo!
Deus é amor, Deus é Espírito, Deus é luz. Feliz aquele
que sabe mergulhar neste Oceano de Bondade. Todos nós
poderemos cantar esta verdade se a quisermos. A minha maior
alegria é saber que mesmo tendo eu muitos amigos explicáveis e
inexplicáveis. “Deus me compreendeu, sem nenhuma explicação”. Eu O amo!
Não importa a Igreja que Tu és, se atrás do Calvário tu
estás. Se o teu coração é igual ao meu, dá-me a mão e meu irmão
serás.
Está escrito para todo o sempre que a alegria do Senhor
é a nossa força e que aquele que está alegre, cante louvores.
Também está escrito que o Anjo do Senhor acampa-se ao redor
dos que O teme e os livra. Que estejamos sempre cercados de
Anjos por todos os lados; porque, não somente temos, mas somos
como barcos sobre o mar e Jesus Cristo é o Capitão. Os
marinheiros que navegam a seu lado, dentro de seu barco ou O
hospedam neles, são mais felizes, cantam e são lavados pela Sua
Palavra. São eles que conseguem avistar ao longe a Jerusalém
Celestial e exclamam. Que bonita és! Ruas de ouro e mar de
cristal. Eu tenho a certeza de que um dia andarei por suas ruas!
Deus nos ajudará.
007 DESLOCAMENTOS:
“Para se ser o que não é, basta somente presumir que
não tentou ser diferente da realidade”. É que, todo esforço para
se ser autêntico e verdadeiro gera uma posição acima e abaixo,
além ou aquém da verdade real.
Quando nos esforçamos para ser verdadeiros, o nosso
esforço nos desloca da verdade real para uma outra buscada fora
de nós mesmos. Daí a frase acima: “Para se ser o que não é,
basta somente presumir que não tentou ser diferente da
realidade”.
O poder do nome faz movimentos grandiosos,
perceptíveis e imperceptíveis. O Nome mais falado, mais
procurado e mais anunciado no Universo ainda é o de Jesus
Cristo. Nenhum homem foi mais conhecido que Ele. O Nome de
Jesus é doce, traz gozo, paz e alegria. Cantando esta melodia, se
dirá sempre: JESUS! JESUS! JESUS! Este Nome sozinho é a
mais importante e maior melodia que se canta em todo o mundo.
Nisto perguntaríamos a todos os navegantes do grande Barco de
Terra:
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A nossa verdade real é independe de esforço. Ela
aparece através das atitudes naturais e gestos voluntariamente
fluentes. Qualquer fruto, rebento ou sombras de sentimentos e
ações que forem resultados de uma influência qualquer, já nos
tirou do lugar de repouso, do equilíbrio e do sério.
A verdade fica bem manifesta quando vista sem adornos
e sem sombras. Assim, para se ser o que não se é, é bastante
esforçar-se para ser verdadeiro, autêntico, sincero, justo,
inculpável e perfeito.
Alguma coisa vos está doendo?
Está machucando?
Está incomodando?
Quereis sentir uma alegria maior em vossas vidas?
Somos tudo isto quando não o sabemos, quando não
vemos, não sentimos, não falamos.
“São Deslocamentos”.
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DIÁLOGOS INTERNOS
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Nos “vai-e-vem” da vida, não se equilibram os pés que
apenas aprendem com os “vais”. Fará o temor de qualquer
caminhante a incerteza de que são necessários os “vens”;
portanto, um passo atrás nunca fora seguro sem a experiência e
a segurança anterior. Já não são os “vais” as preocupações do
virtuoso; mas, os “vens”; e se vens que será?!
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Deixar escrito. Deixar escrito que valeu a pena as noites
em claro, e até foram poucas; valeu a pena a segurança criada
contra si mesmo e a fé nAquele que opera no querer e no
impossível.Trabalhando no vermelho Deus torna tudo azul, até...
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Até deixar escrito que o Companheiro de todas as horas
mudou em paz cada razão de desespero, e que Si manteve Fiel
todos os dias, e em muitos dias de cada ano contado. O tempo
passa, mais deixa escrito um Amor que o mundo jamais viu.
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O amor tão louco que não desafiou as leis da lógica
jamais foi experimentado por homem algum. Foi maravilhoso
conhecê-lo e vivê-lo, tão perfeito que em seus dias se fez consolo
e razão para tudo, e razão para se escrever tudo quanto se pode
deixar registrado.
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Por quantos motivos apertar-me-ia o coração? Um
imenso universo, completo, inocente e desavisado, correndo para
o precipício; e como se não bastassem, os que se declaram fugir
dele são os mais sujeitos aos desenganos humanos, os já
esmagados, e os da Grande Casa como quem dorme diante do
perigo. Pena que os que deveriam alertá-los são os menos alertas
por amor de si mesmos.
Far-me-ias Juiz aos vivos, ou dos mortos?
Far-me-ia um egoísta?
Como pensar neles sem pensar em mim?
Como pensar em sair de mim sem senti-los perecendo por
minha causa?
Que faço eu?
Deus, o que faço?!
Desistir de amar, como se o amor não fosse um medalhado
guerreiro de provas?
Desistir de perdoar como se a terra fosse pura o suficiente
para ser Éden?
É possível sobreviver pelo menos um dia sem mergulhar em
abundantes transgressões?
Desistir de querer como se o preço do desejar fosse comprado
por qualquer valor?
Comprar o amor sem preço, ou qualquer influência sem
quilate?
Desistir de buscar como se a Lei Maior fosse alterada contra o
equilíbrio de todo o universo?
Desistir de esperar como se a garantia da esperança não
fosse eterna?
Agir como se a eternidade não fosse a afirmativa dos sonhos
mais lindos de quem confia de Deus?
Desistir de desistir! Sim, porque a vitória sempre foi própria
do que deu um passo à frente!
Continua aquele sonhador, dobrado aos seus sonhos,
encurvado a crer no impossível e esperar que o sol recline. Deus
meu grande Deus! Tu que não falhas e jamais se houve falar que
alguém saiu descontente dos pés da “Rocha” que é o
sustentáculo da humanidade. Pai! Apresse-Se! Há um filho
chorante cansado de esperar, e já pensando pisar o terreno da
desesperança; há um filho que presumindo ter deixado à deriva
seu barco, por cima do mar, no mar! E acima do mar! Clama.
Que espécie de iniqüidade esfriaria o amor de muitos?
Certamente Deus permanece o mesmo. E no mesmo lugar onde o
homem se apossou e se afastou dele, ainda aguarda o seu
retorno.
Não seria pouco demais para Deus, que a fé pequenina
de seus filhos não possa ainda dar ordem ao silencioso monte e
ao pequeno mar?
7
Pai e Deus!
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IMPOVISE!
Imagine bem se a retrospectiva de um ano passado sejam
somente guerras, catástrofes e desesperos...
É correto sufocar e enterrar no peito uma esperança, ainda
que a não realização dos sonhos diminua as alegrias do crer?
Certamente são caminhos Teus e não meus.
Haverá sempre um dia, um ponto, uma situação em que o
homem deve renunciar a própria credulidade ou
incredibilidade, e confiar na fidelidade de Deus?
Se na verdade, em si mesmo o homem não tiver como se
sentir traído, quem o trairá?
E se nos seus argumentos humanos, não encontrar
elementos que lhe tire a razão de crer; não crendo, no que
então crerá se somente lhe restar uma única saída?
IMPROVISE:
Mentalize no presente somente imagens boas passadas e
acreditarás melhor no amanhã. Tente...
IMPROVISE:
Pode ser que para a grande maioria somente interessem imagens
sensacionalistas; mas...
IMPROVISE:
Realmente, a vida de quem semeia a bem mesmo escondida, faz
o bem a todo o mundo; então...
“Confiar em Deus”. Deus não trai nem falha; tão pouco
usa de enganosos recursos para um bem. O bem jamais fora
nascido de um mal qualquer; mesmo que todas as coisas
contribuam para o bem daqueles que amam a Deus, e são
chamados pelo seu decreto.
IMPROVISE:
O Universo inteiro reverencia aos inventores que antes eram
somente um rosto na multidão; assim...
IMPROVISE:
Verdadeiramente, coragem nem sempre é estar na linha de
frente, mas na tática que vence a guerra.
Os que amam a Deus e são chamados pelo seu decreto
descobrem isto no amor; porquanto, donde quer que um
benefício seja propagado, ainda parecendo mal, será bem. O
Amor torna a todos os males apenas aparentes.
IMPROVISE:
Imagine se todos esperarem que “um só” faça um ano novo e este
“único” seja você? Trabalhe...
IMPROVISE
À
Impotência Mental Pode Reverenciar, Ovacionar Vilões Inimigos
Sem Escrúpulos;
IMPROVISE:
Sem o primeiro passo, ainda que tímido, não haverá caminho,
caminhar, e concluir. Concluiu?...
MAIS
Importa Ministrar, Preparar, Reerguer, Orientar Varonis Irmãos
Sem Estremecimentos,
IMPROVISE:
Este ano novo anelado será menos provisório e menos
improvisado para quem faz por ser um, mesmo que.
PORQUE A
Inteligência Mora Perpétua Regaladamente Onde Verdade e
Integridade São Eternas;
IMPROVISE!
Felicidades neste natal e nos anos novos que se aproximam.
8
Esta é a mão desconhecida dos homens, e apesar disto,
confirmada por eles, que, “embalando o berço, embalará o
mundo”. Contudo, o mundo deste amor não é aqui, não é daqui.
O mundo jamais alcançaria a sua candura, e a doçura de suas
verdades jamais seria deglutida por elogios que significassem um
estrado para os seus pés.
À TURMA DO JARDIM DE INFÂNCIA
Quando agente ama nunca conhece superficialmente. A
verdade do amor conhece profundezas ainda que seja por um
pequeno olhar a sua porta aberta; um leve sorriso o seu
mensageiro; e o estar perto apenas por alguns segundos o seu
perfume. Por todos estes instrumentos o amor conhece a seu
amado como se desde o ventre tomasse informações sobre suas
formas.
O amor é tão grande que mesmo não desistindo de
mirar o alto, pode realizar tantos bens no seu tamanho
minúsculo que, uma migalha caída de sua mesa faz um salutar
banquete de honra.
Para este amor grande ou pequeno, uma vez que por
sua grandeza esteja desejando habitar o Universo; na sua
humildade conforma-se e aquieta-se no mais pequenino e singelo
espaço do coração. Assentar-se ou levantar, estar perto ou longe,
entender ou não compreender, lembrar-se sempre ou parar de
pensar, é amar; são atitudes do amor também. O Amor não
precisa estar nem ter; lhe basta ser.
E quem abraçará abraços tão grandes?
Quem retribuirá aos beijos tão beijados?
É bastante saber que o amor existe, para sentir-se um
seu amado constantemente exposto a seus olhos. Diante dele não
há fingimentos nem roupagens; portas fechadas e muralhas não
impedem seus olhos; as guerras não o atravessam pelo meio,
nem com baionetas matam a sua paz; e para onde quer que
estejam voltados os olhos do seu amado, lhe fitarão os seus.
Este amor é o sentimento que vem gritando dentro de
mim... Segue-lhes os passos, cada um deles, ainda que
imaginários e longe do alcance da vista, contudo, marcando
pegadas visíveis no coração. Coração, esse lugar maravilhoso que
não somente se faz caminho para o seu amado, mas, tornando-se
a sua cama afofada, concede-lhe o melhor sonho; ainda que
somente durmam nele a saudade e a lembrança. Este caminho é
extremamente conhecido porque, os caminhos do amor são
amar. O mais importante movimento do amor é sentir.
Este é o sentimento que se desloca do Céu até ao Seol;
zomba da distância entre o Oriente e o Ocidente, faz que o Por do
Sol e o Nascer da Alva falem dele numa mesma linguagem; da
meia-noite faz uma luz ainda mais brilhante e o tempo
preferencial para destilar seus favos.
Este é o amor que brilha nas trevas, e, mesmo
escondendo-se na luz do meio-dia, posicionará seu brilho e
resplendor acima do sol-à-pino. Maravilhosas são as suas obras,
e aquele que as ama conhece-lhe a voz, a linguagem e a fala.
Quando lhe falta a voz, a fala, e as palavras, o amor
cede ao silêncio o privilégio de ser seu intérprete mais fiel, seu
mais eloqüente confidente e seu lugar de repouso. Cada vez que
palavras lhe atropelam os sentimentos, fica ansioso que as
palavras logo se rendam e se limitem não encontrando imagens
que o traduzam, e silenciem; para que, de volta ao silêncio se
conheçam todas as palavras do seu amado.
Não sei se este amor conseguiu dar o grito das
saudades devotadas a vocês. Mas, se o silêncio também não
quiser falar, é necessário que todas estas palavras lhes digam:
“Amo vocês com um amor que salta pelos olhos dos olhares e
pelos braços dos abraços”. Quando for possível a este amor alarse e voar, bem saberá onde encontrar, Lar, Abrigo, Refúgio e
Repouso.
Este é aquele amor que fala com as mãos; abraça com
palavras suaves da boca, e beija com o seu olhar, como quem
cerca em volta por um manto nupcial, cujos sentimentos
ultrapassam beijos e abraços, choros e risos, críticas e elogios.
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Escrever nas páginas brancas deixadas atrás pelos
momentos perdidos, e recuperar lições não entendidas no
pretérito são o recuperar de todos os valores do tempo e tornar
úteis todos os momentos vividos, sem diferenças de conceitos.
MOMENTOS
Os momentos que agente perde, algumas vezes, ficam
depositados adicionalmente aos momentos que agente ganha.
Ainda que reprovemos ou reclamemos contra os momentos
aparentemente perdidos, perderemos, se não ouvirmos bem aos
momentos de reflexões que insistem em nos chamar a atenção
para os momentos vividos e deixados atrás, ainda não
notificados, não contados, não cotados e não arrolados como
num conjunto de dias bons.
Na verdade, a vida é feita de momentos que agente vive;
momentos que agente perde; momentos que agente ganha;
momentos que agente oferece e momento atuais que agente
reescreve, anteriores momentos já escritos e transcritos por
outrem.
Mas, ainda que algum tempo perdido pareça não se
recomendar ou encomendar para ser valorizado; sabemos que
sem os momentos perdidos não teríamos este momento que
agora ganhamos, por saber que, mesmo um tempo sendo
chamado aparentemente perdido, não deixa de ser um elo
importante, e contado na valoração e valorização da vida; vida
costurada de momentos em momentos; momentos a momentos e
momentos por momentos, ainda que somente sejam
reconhecidos depois.
Procedendo assim, estaremos invalidando os momentos
válidos como instrumentos didáticos para os felizes momentos
futuros, como quem deixa em brancas, as páginas indispensáveis
à escrita dos bons resultados antecipados pela esperança de dias
melhores.
A desdita de não sabermos aproveitar os momentos
presentes para que possamos valorizar melhor os momentos
aparentemente perdidos no pretérito, cria um momento presente
sem frutos.
Muito embora a vida, para os que não conhecem a
eternidade que moureja dentro de um momento, pareça ser
curta, momentânea, e sujeita a desaparecer num momento; ela é
eterna. É por causa desta vida eterna que não podemos
desprezar um minúsculo momento sequer sem valorizá-lo como
um tesouro. Nisto, ainda que nossos pequeninos momentos
sejam considerados como grãos de areia, a areia referenciada
será aurífera.
Quanto mais negativos forem os momentos reprováveis
do passado, mais provocarão danos maiores aos momentos
futuros não utilizados para reverterem em boas lições, indicáveis
exemplos que imponham aos usuários do tempo que se esforcem
e os saibam remir.
Assim sendo, são os tempos presentes mal vividos que
impedem a valorização ou ressurreição da bondade dos tempos
aparentemente perdidos e enterrados como personagens de
estórias marcadas de assombração, que sempre voltam em série.
Saber viver é tornar a todos os momentos vividos em
preciosos grãos de ouro. Por mais que o polissemismo do falar
sobre o tempo ou sobre os momentos vividos e passados seja tão
comum e pareça não se ter mais nada de novo a acrescentar,
ainda vele a pena gastar alguns momentos lendo ou ouvido
alguém falar por um vértice diferente sobre os mesmos
momentos e tempos.
Deixar em branco um momento bom sem adicioná-lo a
alguma bondade legada pelo histórico de um mau momento
passado, é não ter sabedoria para aprender no tempo presente, e
matar novamente o momento aparentemente perdido no passado.
Ter novos momentos para escrever, buscando sempre a
possibilidade de uma linguagem nova tomar forma ou um novo
caminho para se arrumar momentâneas palavras que nos façam
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dar mais valor ao tempo passado que considerávamos perdidos, é
manifestar a Sabedoria. É a sabedoria alcançada por tais
conclusões que faz-nos arrepender pelos tempos perdidos dandonos maior ânimo para ler e escrever o retorno dos bons
momentos como um momento novo.
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O momento de parar de escrever se aproxima, e quero
abrir espaço para o sagrado momento da gratidão a você que me
escuta e que me pode assistir, ajudar, viver mais um momento
útil, valorizado e contado com os momentos passados não
reconhecidos, por falta de palavras salutares que os traduzissem.
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O Amor...
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O Amor é a essência sonora que preenche ao maior de todos
os silêncios;
O Amor é capaz de perdoar, esquecer, compreender e sofrer;
O Amor é capaz de ser ou não ser, morrer e reviver para ter;
O Amor é capaz de calar-se para se fazer entender;
O Amor é sempre o mesmo; não importam o odor, o olor e a
cor;
O Amor é sempre o mesmo; nos espinhos da rosa ou murchar
da flor;
O Amor é rei dos palácios, príncipe nos hospícios e Deus nos
auspícios;
O Amor é mão acolhedora nos precipícios, bálsamo mesmo
sentido em resquícios;
O Amor é a esperança que permanece amor.
O Amor é muito grande e se expande; todo espaço lhe é
pouco, dizem que é louco;
O Amor é a porta que levanta a esperança quase morta;
O Amor é a pena certa que escreve certo em linha torta;
O Amor é a felicidade que lhe bate à porta e te quer chamar
de amor.
O Amor é um universo estando por dentro ou por fora; no
verso ou no reverso,
O Amor é um Amor que permanece Amor.
O Amor sempre dirá acima e mais do que tudo quanto
disseram ou dirão dele;
O Amor sempre é o mesmo; ele sempre será amor;
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O Amor permanece no sorriso chorado, no abraço negado, e
no clamor do calado;
O Amor permanece no silêncio gritado, no grito sufocado,
O Amor permanece Amor!
O Amor não leva em conta palavras silenciosas ou os
silêncios que cantam;
O Amor não leva em conta o sal das lágrimas que ardem os
olhos ou lampejos;
O Amor não leva em conta a falta dum abraço ou a doçura e o
mel dos beijos;
O Amor não leva em conta. Conta que permanece Amor.
O Amor está presente no que chama, reclama, declama e
proclama;
O Amor está presente no que drama, no que brama na
linguagem da cama e ama;
O Amor está presente no gemido no grunhido de quem ama e
exclama;
O Amor está presente no presente que permanece amor.
O Amor embeleza a entrada, a saída, a estada e a estrada e a
partida;
O Amor embeleza ao tudo e ao que parece nada, mas
permanece Amor.
...O Amor é Deus.
O OLHO D’ÁGUA
Há um ditado popular que diz: “Para onde se volta o
Olho D’Água, para lá correrá o rio”. Imaginemos nós: Se um Olho
D’água não tiver direção ou não pretender destino!
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Que direção seguiria, se o planalto lhe negasse seu colo?
Como se moveria se a planície lhe ocultasse seu peito?
Como construiria seu caminho se até os vales se lhe
fechassem as vagas?
E se as montanhas lhe retivessem as vertentes?
Pobre Olho D’água! Como se aproximaria do mar?
Quando beijaria o Oceano?
Imaginemos... Se alguém desviasse o destino do Olho
D’água Para que ele regasse plantações! Por maiores e mais
lindos verdes que se lhe pintassem as folhas, por mais saborosos
e salutares seus frutos, não lhe dariam sombras de repouso nem
agrados que lhe demorassem a viagem.
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Certamente... Ele prosseguiria até beijar o Oceano;
mesmo que se lhe indicassem como a solução mais indispensável
para rejuvenescer pântanos, e ceder motivo de cântico para as
aves dos bosques, florescer aos descampados. Ele certamente
deixaria a boa marca de sua caminhada, e prosseguiria em busca
do Oceano.
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Imaginemos...
Imaginemos... Uma vez que o objetivo maior e mais
sublime de um Olho D’água é se abraçar do Oceano, encontrar
seu colo derramar-se totalmente nele e nele fundir todos os seus
sentimentos, virtudes e glória; haveria pomares intermediários a
lhe deterem os passos?
O que seguirá d’hora em diante? Aquele olho d’água que
atravessou planaltos, planícies, vales, bosques, descamados,
jardins, e necessitou transformar-se em vapor e chuva, para que
pudesse prosseguir seu caminho até o Oceano; ele se encontrou
com as corredeiras e fez uma grande festa; elas lhe pareceram
mais velozes e mais alegres no seu caminho.
Certamente que... Até as areias movediças lhe
impulsionariam a andar mais pressurosamente e a correr mais
decididamente.
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É que, todo aquele ansioso que não se importa muito
com pedras e perigos quando vai à busca de seu amado, vê
beleza ímpar nas corredeiras, e o Olho D’água, não menos.
Imaginemos... Se lhe antepusessem um rio temporão!
O leito seco de um rio deteria um Olho D’água?
Não é exatamente o Olho D’água quem manifesta o rio
perene?
Contudo, quando o Olho D’água mais crera na sua
maior alegria, viu que a vida das corredeiras passa muito rápida,
tão imediata quanto suas espumantes alegrias; seus passos
largos, pressurosos lhe apressarão para chegar ao fim; ao fim do
seu caminho ao encontro de sua felicidade.
Certamente que... Pacientemente aguardaria as chuvas
serodias; ou cheias de júbilos lhe estenderiam a mão as chuvas
temporãs, e dessedentariam o rio temporão com a sua sede de
prosseguir caminho até abraçar o mar e beijar o oceano.
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Imaginemos... Quando acontecerá esse encontro do Olho
D’água com o Oceano!
Como será a comemoração do Oceano e do Olho D’água
quando ambos cumprirem suas finalidades?
E se o oceano lhe aguarda pacientemente?
E se a paciência do Olho D’água não se esgotar, até que torne
a todos os beneficiados de sua trajetória em testemunhas de
suas virtudes e participantes de seu embelezamento?
Por quanto tempo voltilongará o Olho D’água; uma vez que a
paciência do Oceano nunca esgota?
Despedidas felizes para as corredeiras! Uma vez que
somente buscavam um lugar de águas quietas. E o Olho D’água
que se alegrava pela brisa que lhe tocava o rosto, porquanto
descia corredeira abaixo, pressuroso e festivo, agora se achou
numa porção represada de água; parou numa represa, e...
A evaporação não seria uma oração feita pelo Olho D’água?
Não seria subir até seu Criador e retornar Dele como uma
grande chuva?
O que seria das chuvas sem as invisíveis gotas de orvalho?
O que falam as chuvas enquanto elas se evaporam rumo ao
céu?
Coitado o Olho D’água! Nenhuma represa tem pressa;
nenhuma represa quer se deslocar do seu lugar próprio;
nenhuma represa promove o escape imediato de suas águas;
uma vez que procura distribuir o bem para com todos em sua
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D’água ainda permanecerá vivo e cheio de virtudes até... Até que
as ofereça totalmente ao Oceano, razão maior de toda sua
caminhada.
volta. A função da represa e reter. E Agora? Como e quando o
Olho D’água chegará ao seu tão desejado Oceano?
Ele encontra-se em águas aparentemente calmas,
extremamente niveladas; amadas, mas controladas; desejadas
mais vigiadas; preciosas, mas ameaçadoras. Não fosse a virtude
que lhe tem acompanhado em todos os seus caminhos, poderia
conformar-se com uma barragem, uma represa, um lago
temporão.
E seguiu o Olho D’água, em um leito propriamente seu
e inviolável, até que começou avistar ao longe: Grandes
embarcações, imensas metrópoles, suntuosos arranha-céus,
imponentes pontes, perdas e ganhos de muitos verdes,
aprofundados vales debaixo de seus pés, grandiosas montanhas
e lhe oferecerem suas sombras e o gosto diferente de suas águas
colocando em depósitos na memória das águas anteriores.
Mas ele precisa abraçar e beijar seu Oceano, e sabe que
no derramar duma represa se oferecerão energia para muitos;
dar-se-á luz para quase todos; contudo, ele irmanando-se às
águas da represa, mais uma vez deu vida ao lugar por onde
passou, e passou pelos seus tubos moveu seus reatores alegrou
em luz a muitos lares, gelou no gelo, e aqueceu no fogo dos
fogões e subiu em vapores novamente. Ele em orvalho banhou e
revivificou a muitas plantas; assim compreendeu que não estava
parado, nunca esteve parado, mas prosseguindo; porquanto, até
chegar a um oceano. É necessário que se tenha o que historiar
para ele até o fim da vida.
Aí nasce o rio-mar! E quem disse que o Olho D’água
desapareceu na profundidade do leito ou descaracterizou-se no
sal que lhe definiu o gosto?
...Saberemos depois...
...Depois que o Oceano disser o que já sabia antes...
...Antes do Olho D’água...
...Da Água do Oceano ouviu-se a Sua Voz a dizer...
Olho D’água eu sempre te abracei. São os limites do
homem que me dão vários nomes; e se algum mar se formou
aparentemente longe de mim, saiba que já lhe dei sal suficiente
para sobreviver; sobrevida diferente e com uma glória impar.
E lá se foi o Olho D’água transformado em muitos
personagens, exercendo muitas funções até... Até que encontrou
seu verdadeiro rio já ordenado, e ornamentado por muitos
afluentes, os quais pararam para lhe reder homenagem.
Entre os muitos olhos d’águas que formam um grande
rio, ainda entre os que se fundem numa só água, será sempre o
Olho D’água que veio de mais distante quem dará nome completo
ao rio e seu leito.
Valeu ter passado por tantos caminhos; agora, seus
vassalos ladeando sua passagem se rendem ao seu nome e ele
cresce; cresce tamanho que lhe acompanhou agigantando desde
o principio de suas gotas e até agora. Não importa se de sua
porção se retire virtudes para aquedutos urbanos ou
suburbanos; não importa se de sua porção mais cristalina se
faça grande comércio em grandes lucros; agora ele está mais
perto o Oceano do que nunca; cada gota sua espalhada na terra
voltará, por cima ou por baixo, sólida, líquida ou gasosa; O Olho
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Eu?
Eu sempre fui um só.
Eu que abraço a todos os continentes e ilhas;
Eu que toco a todos os rios e cordilheiras e depressões;
Eu sou o grande braço que avanço por cima e por baixo;
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Olho D’água eu sempre te abracei.
Quando não pretendias destino ele já te acolhia, com amor
materno;
Quando o planalto pareceu lhe negar seu colo, lhe apontava o
meu;
Quando a planície agiu como se lhe ocultasse seu peito, agia
por mim;
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Quando lhe pareceu uma perda vales se lhe fecharem vagas,
eu te vaguei;
Como se desviaria o destino do olho d’água sem antecipar-lhe
O Oceano?
Como amorosos peregrinos parariam em sombras de
repouso?
Como agrados que lhe demoraria a viagem não se aliarem ao
tempo?
Como pomares seriam intermediários sem a glória dos passos
futuros?
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Quem deteria os passos daquele que flutua no vôo do amor?
Quem lhe anteporia um rio temporão sem o medo das
chuvas?
Quem não ouviu o leito seco de um rio a suplicar por um
Olho D’água?
Quem seria Oceano sem a esperança de aguardar
pacientemente?
Quem ama sabe como ter pressa;
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Porque a vida das corredeiras somente é longa para suas
pedras;
Porque as imediatas espumas das alegrias são o falar bem da
seriedade;
Porque a mão da brisa que toca o rosto, toca a melodia quieta
da paz;
Porque a parede finge que parou a represa; mas não pode
mover-se;
Mas a represa sem paredes é morta em si mesma.
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Assim, a paciência do Olho D’água consiste em não se
esgotar;
Assim como o tempo voltilongueia mas não nega o
amanhecer;
Assim, se vê porque a paciência do Oceano nunca esgota!
Assim se ajardinam campos que não se importam com pedras
e perigos;
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Más águas são as que aparentemente calmas, agitam o
coração que ama;
Mais águas irmanando águas no amor de seus movimentos
dá a vida;
Mas o Olho D’água que veio de mais distante fez-se um elo
maior.
Olho D’água... ... eu te amo... Eu te amei pelos vassalos
ladeados como pedras;
Eu te multipliquei derramando-te em aquedutos urbanos e
suburbanos;
Eu te enriqueci com as moedas cristalinas dos que te viram
lucro;
Eu te lembrei conforme memória ora depositada em águas
anteriores.
Eu te absorvi no meu sal que lhe define: O nascer, O crescer,
e O permanecer totalmente em mim.
Eis Aqui O Oceano que te abraça.
Sátiro
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