MINISTÉRIO APOCALIPSE INSPIRATIVOS A FELICIDADE NO TEMPO Eclesiastes 3:1- 8. A felicidade do tempo de nascer não poderia ser ofuscada pelas lágrimas saudosas do tempo de morrer. Está escrito que preciosa é aos olhos do Senhor a morte de seus santos. Feliz é uma palavra comum de dois gêneros. Quando adornada para felicidade parece mais cheia de cores, rostos sabores e amores. Geralmente palavras desta categoria dão maior campo na poesia de se proclamar igualdade em uma amplitude maior quando se falar de almas e almas. A felicidade vivida nos tempos e dias de plantar certamente fora o sustentáculo da felicidade multiplicada nos tempos de colher o que se plantou. Adjetivando as emoções e satisfações da vida, nela mourejam os que desfrutam de satisfação e ventura, e que como ditosos, afortunados, se declaram venturosos. Feliz é homem que a sorte sempre lhe foi favorável. Mas a maioria dos homens felizes, não sabe o que tem nas mãos. A felicidade dos dias de matar, ainda que a planos e idéias pouco inteligentes, na verdade fora a verdadeira semente protetora plantada em favor da felicidade de prever e curar. Embora somente se qualifique Deus como um Bem ou uma Virtude Celestial, Ele está sempre resplandecendo entre o maior bem humano e entre os mais elevados bens terrenos. Estar com Deus é ser intimamente contente, alegre, satisfeito. A felicidade do tempo de derribar fora extremamente segura porquanto Deus mesmo, o Dono do Tempo, fora a completa garantia do tempo de reedificar. Embora o homem somente compreenda a felicidade quando vivida na prosperidade natural, facilidade nos negócios, bons resultados nas colheitas, sucesso indiscutível na vida social ou na fama, Deus lhe convida para a felicidade contida em todos os termos de Eclesiastes 3. É que o homem favorecido pela sorte não imagina que fora favorecido por Deus, e perde-se afortunado e pobre; a vida lhe é um jogo de amores conquistados e negados e não conhece a bênção de Deus que tira a diferença entre ser ou não ser, ter ou não ter. A felicidade do tempo de chorar por amor, provou que dentro do tempo de quem amar, lágrimas são pétalas. Não há semente mais fértil para o tempo de sorrir que uma lágrima e seus motivos. A felicidade do tempo de prantear pode ter ficado escondida por um pouco, mas não deixou de publicar grandezas e valores pessoais e fraternos que redundarão no tempo de saltar de prazer. É adágico: “Feliz no jogo, infeliz nos amores”. Assim o homem deixa de amar porque quer sempre vencer o jogo, mesmo que lhe seja uma figura do casamento, da bênção de seus pais, da alegria secular e dos apressados momentos felizes desta vida. A felicidade do tempo de espalhar pedras mostrou claramente que a dignidade de viver o tempo de ajuntar pedras de novo revelará nobrezas incontestes garantidas no tempo futuro. Assim, por causa do jogo, a alegria em apostar torna-se mais salutar do que a alegria em ganhar um prêmio. Mas Deus nos convida para ganharmos O Prêmio da Soberana Vocação, onde a alegria da satisfação conquistada gera o verdadeiro contentamento da alma, e a ventura de entender O Eterno por entre nossos momentâneos contos ligeiros da vida. A Felicidade habita em todos os tempos do homem; em todos os tempos do homem que consegue compreender e aceitar o Tempo de Deus. A felicidade vivida no tempo de abraçar sempre permaneceu viva e acolhedora, mesmo no tempo sábio ou temperante de afastar-se de abraçar. O Abraçar intenso elimina o mórbido. A felicidade do tempo de buscar, na alegria de sua conquista garantiu a felicidade continua com poder balsâmico de amenizar as dores do dias de perder, e promover a resignação. A Felicidade no tempo. 1 A felicidade do tempo de guardar foi a garantia da felicidade do tempo de deitar fora. Porque todo o bem extremamente amado e guardado em amor retornará a seu dono. ÁRVORE JUNTO AO RIO Está escrito que a prosperidade espiritual e natural do homem deve-se à meditação na Lei do Senhor de dia e de noite; seus frutos viçosos e florescentes, na estação própria, se devem ao estar plantado junto ao rio; Rio das Verdadeiras Águas da Palavra de Deus. Rios de Águas Vivas que, saindo pelas correntes que alegram a Cidade de Deus, fazem brotar no coração de cada um, uma fonte que salta para a vida eterna. Na verdade, Deus fez todas as coisas com simplicidade, mas os homens criaram muitas invenções. A felicidade do tempo de rasgar não danificou um pano nem cortou uma fazenda; costurou uma colcha de retalhos, memorial jamais esquecido dos poetas, e eternamente cantado. A felicidade do tempo de estar calado é um anúncio silencioso falando da felicidade de promover mais cheio de beleza e lirismo o som do tempo de falar. A felicidade do tempo de amar não tem duas fases nem duas faces. Ela sobrevive até mesmo no tempo de aborrecer. E como a madrugada de um dia certeiro, faz do aborrecer amor também. Jesus Cristo escreveu na Terra, desde a fundação do mundo; não somente com os seus dedos; mas, com toda a sua Glória, Glória de um Cordeiro Imaculado e Incontaminado. O Amor faz que os braços de abraços negados sejam abraços de braços melhores; porque o abraçar do fisicamente mutilado é mais cheio de significação. Quando Deus colocou uma pauta viva desde Ur dos Caldeus até ao Egito, fazendo-a retornar quatrocentos anos depois em forma de pauta de muitas linhas, escreveu desde o Egito até Canaã uma carta-mensagem ou epistola que até hoje se lê. O mar Vermelho não pode apagar, esconder, ou anular a mensagem de suas cartas, escritos, e atos. O Amor faz do tempo de aborrecer uma linguagem rasgada de ciúmes gritando e clamando por seu amor, reclamando a sua volta. O Amor é um sentimento sublime que tira a diferença entre a paz e a guerra; entre a infância e a velhice; entre o falar bem e o emudecer. Os homens presumem que as ondas esconderam e apagaram as letras duma luz-cidade edificada sobre um monte; mas Jesus Cristo escreveu na terra; em toda a face da terra; é impossível esconder suas verdades em quaisquer lugares. Tudo quanto nos cerca são escritas de uma verdade que o mundo jamais poderá esquecer. O Amor, quando se manifesta como um nó na garganta não está sem poder falar está afunilado com a fala simultânea de todas as linguagens, termos e palavras. O Homem caiu, é mortal. O Deus o pode reerguer é Eterno. O meditar na Lei do Senhor trará de volta a grandeza do homem, até que o Grande Amor de Deus o arrebate de seu rio terreno Para um Rio Celestial e Eterno. O Amor será sempre a razão de todas as comemorações; a força motora de todos os movimentos e o objetivo maior de todas as conquistas. Árvore Junto ao Rio: 2 CANTO DE PAZ 004 CONCLUSÃO SILENCIOSA Amor Chamado para ser irmão, chamado para exercer influência. Isto implica numa responsabilidade a toda prova; é uma capacidade de levar o universo em derredor ao Centro Chamado Deus. Um grande sábio disse: Dá-me uma alavanca, um ponto de apoio, e eu moverei o mundo. Ora, mesmo que uma alavanca seja muito extensa e as cordas de uma roldana sejam muito longas tornando o maior peso medível no equivalente a uma pena, haverá três elementos distintos à conquista do objetivo “mover o mundo”: a alavanca, o ponto de apoio, e o moto potente. Ai do consciente desta consciência que não se importa com o destino dos que lhes são influenciados. Ais aos que compreendendo pouco, não se encomendam ao exercer sobre si mesmo a disciplina. O aprendizado contínuo certamente favorecerá tanto aos que estão ao seu redor como estando em derredor. Mas ao que sabe honrar o seu ministério nisto, por isto mesmo será recompensado em Deus e Cristo; porquanto, na verdade que publicou, mesmo sem palavras humanas e limitadas, manifestou Deus. O Amor, no entanto, é maior bem maior que tudo isto. Ele é, por excelência ou exclusividade absoluta a força motriz de todos os movimentos que lhe cercam. Toda a plenitude de elementos que sobrevivem altaneiros render-se-á no momento em que O Amor verdadeiro aparecer. Ele tomará para si só, toda a cena. Ele, O Amor, consegue ser ao mesmo tempo: • • • • • • • • • • • • • • • • Chamado para ser ímã. Chamado para ser semelhante ao Mestre. Mas há um Deus que se importa. Não se falaria de alguém que se sente abandonado dos seus, nem no desprezo dos desconhecidos que tornam transparente a opinião sobre seu destino. Mas falar-se-ia de alguém que vive no meio de muitos amados, e que na alegria encontrada entre eles, quase se esqueceu do seu Deus. O Poder intelectual do que se expressa; O Peso fiel do ouro de si mesmo; A Alavanca multiplicadora de sua própria força; A F força do que encontra uma solução e se ergue; A Solução para um ponto de apoio, apoiado em si mesmo; A Extensão da alavanca que move a todas as coisas da vida; A Vida da roldana que suaviza os calos de quem puxa a corda; A Corda transformada em laços perfumados e coloridos; O Laço fraterno e sentimental solidificador dos bons sonhos. O Que reduz ao nada as diferenças; O Que reúne todos os elementos em um corpo só; O Que diz mais e além das muitas palavras que lhe expressam; O Completar de quando em poucas palavras fala sobre si mesmo; Aquele que permanece acima de tudo quanto se sente e se faz; e A Beleza que está acima de tudo quanto se invente. “O Amor” “Um Sentimento Acima”. Há um Deus que se importa. Não se diria o mesmo de alguém colhido pelo infortúnio que a vida terrena impõe e que perdendo tudo quanto tem parece pedir abrigo ao maior de todos os carentes. Mas além de muitos abrigos e refúgios. Há um Deus que se importa. Mas dir-se-ia “cuida!” à cerca do que amparado nas fortalezas comanda os guardas que o seguram? Tais não percebem que, sem Deus, toda sentinela tosquenejante é uma porta aberta para o inimigo? É, sim, há um Deus que se importa, com você. São de portas fechadas que se fazem portas abertas em Deus. Ele é o Único, e o que tudo pode, e nenhum dos seus pensamentos pode ser impedido. 3 Ficam as portas fechadas de hoje, escritas; porque Ele fechou; não porque tem prazer em me ver aflito, mas para que eu fique cada vez mais injustificável no meu silencio. Ele fechou a porta diante de mim. O meu Deus que me ama e não me quer ver aflito. Ele é o meu Deus, Ele mesmo e não outro; O que antes me preparou e colocou diante de mim as minhas aflições; Ele que por mim mesmo anunciou o retorno dos dias de angustia. Mas, embora não tenham visto os meus próprios olhos, Deus, o meu Deus já me proveu o escape que eu necessitava e me fez viver até aqui. Com Ele toda razão. Começo esperar que se compadeça de mim em amor. Tudo pára, tudo fica nulo, impotente e frágil, calado, silencioso, mudo, estático, inibido; mas no meio de todo este calar há sempre um Verbo. Um Glorioso Verbo falando e agindo a favor do seu amado. Na verdade a porta fechada era já uma porta aberta por Deus a seu modo, portas fechadas que muito contribuíram, contribuíram para meu relacionamento melhor com Ele, e os meus pensamentos não impediram os seus. É bom poder escrever isto a primeira vez. Como retornar de um quase impossível retorno? Como explicar a si mesmo, se o que mais se clamou por conseguir tornou-se um completo impossível? Quem daria poder ao poder humano? Negar-se-ia a vitória a um guerreiro que procurou lutar legitimamente em tudo? Ficam escritas às portas abertas de hoje. Seu prazer fora antes do meu prazer, e o meu prazer fora a antecipação do seu prazer de agora. Na verdade o silêncio da minha alma não traduziu a paz que me oferecia Deus. Ele me ama; foi maravilhoso poder escrever isto no meu momento de incertezas. Uma vez que não existe porta fechada para o que marcha, o tal marchará em direção à direção de Deus. Como, pois, se justificaria um rumo incerto a quem busca, e busca de Deus portas abertas segundo seu Amor? Ou marchando para Ele, não haveria mais verdade ainda às portas de sua alma?! Eram lições que não me alcançavam por causa da agilidade de minhas pernas, mas, lições que hoje fazendo-as mais ágeis ainda, impõem-me a vontade do Mestre sobre a minha. Parece-nos incrível; mas todo ser humano chega ao dia de perguntar a Deus: Senhor, “Por quê?” Por que Deus? Os mais experimentados, presumindo em si mesmo ser veraz a sua experiência, evitam perguntar até aonde lhe é possível; mas todos terão o seu dia de indagar a Deus; todos voltam ao mesmo “A, B, C.” de todos os tempos. Mas Deus, “por quê?!”. Como sufocar uma esperança maior do que todo seu tempo de espera? Como negar o querer mais estimulado pela vida e a vida mais sonhada, e sonhada em Deus? Onde há uma saída para o lugar melhor, o qual se faz imperativo a todo objetivo humano, no caminho indicativo para tudo quanto é importante aos céus e às almas? Tu és Deus, Deus que se compadece e livra, Deus que faz retornar o ontem, e do amanhã faz um passado a mais. Pensando bem, o que seria Deus em verdade, se nós limitados humanos não tivéssemos o que questionar, diante das ações e omissões de Deus dentro dos nossos interesses? Deixariam de ser Deus se revelando? Não seriamos humanos; ou não teríamos encontrado Deus ainda? DE SI PARA CONSIGO Na verdade não poderia haver saída nem escape melhor do que este: Nada a falar, nada a dizer, nada a perguntar, nada a responder. Há momentos em que as palavras se tornam o estopim de um conflito e para que o Servo de Deus não fique aflito em um campo minado de maldades, importa que o seu Pai e Mestre lhe tire as palavras. Estou à beira de um desses “porquês”, não o recebo com muita alegria, quase nenhuma, mas sei que depois dele Deus me dará uma nova visão; visão de uma porta aberta, porque Ele é Deus. 4 Em suma, faltava você esperança leve, saudade doce, paraíso restrito, córrego de muitas sacios, Você que é você estava às portas de todas as minhas ações e omissões; e o que faltava mais dizer da sua falta nos momentos que ora me recordo? O movimento de rotação espiritual, como se não bastasse às nossas limitações, acrescenta-nos às dores herdadas dos nossos primeiros pais, “O Movimento de Translação”. Pelo que A Sabedoria diz: Geração vai, geração vem e tudo quanto se faz sobre a terra tornar-se-á a fazer; e que proveito há naquilo que se faz debaixo do sol, se nada é eterno na terra? Certamente que um dia, na suprema realização do supremo bem, terá valido a pena. A pena da esperança. Todo esse tempo de espera quase em total desesperança é um título. E que título que se daria a você amiga minha e musa? Não há o que se tenha dito que não haja de dizer-se novamente; e ainda que se mude em várias posições, as palavras e seus termos se evoluam; nada terá dito além do que se acostumava dizer; logicamente, toda expressão será sempre, real ou irreal, verdade ou mentira, existência ou ausência, abstrato ou concreto. Nada há de novo debaixo do sol. O movimento de translação espiritual sempre volta a um inverno, mas seu beneficio maior é que desloca a rotação; rotação por entre primaveras e primaveras. - Ah! Já sei! “Felicidade!” - Esta tão querida por muitos e não à posse de todos. Você, felicidade, um dia te conhecerei milhares. O frágil e irrequieto homem ainda se bate e debate-se por entre as inúmeras paradas da vida em busca de uma resposta em Deus. - Ele É a Felicidade que responde. Tirar da mente e ausentar do pensamento, arrancar da lembrança, expulsar do coração, ignorar dos sonhos, excomungar do dia a dia, lançar para fora do diálogo com Deus, rejeitar as tendências, escusar as sugestões, abandonar os aparentes benefícios, libertar-se, desligar-se, comemorar finalmente a paz. Se não fosse o “se”, toda esta palavra seria poderosa para fazer abominável o amor; amor este sentimento que é o mais querido e mais bem vindo de todos. 006 DECLARAÇÃO DE LOUVOR Amar a Deus sobre todas as coisas é a nossa declaração de amor cantada e o nosso louvor que representa a finalidade maior de nossas vidas na Igreja. Isto significa dizer sempre: Vim para adorar-Te, vim para dizer que Te amo ó Pai, és Tudo para mim; e eu exalto o Teu Nome. Seria realmente um benefício o modo de ser imposto? Modo imposto a alguém em alguma ação da vida? Esta força de não querer fazer injustiça, na verdade, é válida? Por quanto tempo se sofrerá um sofrimento justo? Certamente Deus cooperará conosco e nos dará o bem; bem segundo seu bem eterno. As Escrituras falam que Deus é Espírito e que ninguém conhece totalmente as profundezas do Espírito Santo de Deus. É Ele, o Espírito Santo quem nos faz conhecer melhor o nosso Deus e a nós mesmos. Aquele que ama Deus, esse dirá: Deus é um Ser tão Vivo e tão Presente em todos os lugares e situações que fica impossível não lembrar dele. Nós estamos sempre pensando, e pensando em Deus. Faltava você! Faltava você meu anjo, minha musa, meu contínuo bem; era uma falta tão diferente que não existe expressão que a conceitue. Ainda que, de alguma forma, muitas palavras sejam pronunciadas e pronunciadas tenham produzido doces falas; as mais doces expressões falando de uma presença tua, diria saudade; havia uma saudade inexplicável, evitada até, mais irremediável. Quero mergulhar nas profundezas de Deus e dizer-lhE: A minha alma tem sede de Ti; mais do que os guardas pelo romper da manhã. Assim como a corsa suspira pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por Ti, Ó Deus. A minha alma tem sede do Deus Vivo. Ó Deus, o meu pensamento vive em 5 Contem pra Jesus aonde é a vossa dor. Ele é o Remédio, confiem no Senhor. Não vos desanimeis. Ele está neste lugar para nos alegar e nos dar vitórias. Vamos, pois, cantar uma verdade que pode mudar as nossas vidas. Esta mensagem pode melhorar muitos conceitos e quebrar a muitos preconceitos nossos. Então, Dá-me a mão! Vós, vive em Você! És a Luz do meu viver Senhor. Basta entrar! Eu me abri pra Te amar. Te amo! Deus é amor, Deus é Espírito, Deus é luz. Feliz aquele que sabe mergulhar neste Oceano de Bondade. Todos nós poderemos cantar esta verdade se a quisermos. A minha maior alegria é saber que mesmo tendo eu muitos amigos explicáveis e inexplicáveis. “Deus me compreendeu, sem nenhuma explicação”. Eu O amo! Não importa a Igreja que Tu és, se atrás do Calvário tu estás. Se o teu coração é igual ao meu, dá-me a mão e meu irmão serás. Está escrito para todo o sempre que a alegria do Senhor é a nossa força e que aquele que está alegre, cante louvores. Também está escrito que o Anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O teme e os livra. Que estejamos sempre cercados de Anjos por todos os lados; porque, não somente temos, mas somos como barcos sobre o mar e Jesus Cristo é o Capitão. Os marinheiros que navegam a seu lado, dentro de seu barco ou O hospedam neles, são mais felizes, cantam e são lavados pela Sua Palavra. São eles que conseguem avistar ao longe a Jerusalém Celestial e exclamam. Que bonita és! Ruas de ouro e mar de cristal. Eu tenho a certeza de que um dia andarei por suas ruas! Deus nos ajudará. 007 DESLOCAMENTOS: “Para se ser o que não é, basta somente presumir que não tentou ser diferente da realidade”. É que, todo esforço para se ser autêntico e verdadeiro gera uma posição acima e abaixo, além ou aquém da verdade real. Quando nos esforçamos para ser verdadeiros, o nosso esforço nos desloca da verdade real para uma outra buscada fora de nós mesmos. Daí a frase acima: “Para se ser o que não é, basta somente presumir que não tentou ser diferente da realidade”. O poder do nome faz movimentos grandiosos, perceptíveis e imperceptíveis. O Nome mais falado, mais procurado e mais anunciado no Universo ainda é o de Jesus Cristo. Nenhum homem foi mais conhecido que Ele. O Nome de Jesus é doce, traz gozo, paz e alegria. Cantando esta melodia, se dirá sempre: JESUS! JESUS! JESUS! Este Nome sozinho é a mais importante e maior melodia que se canta em todo o mundo. Nisto perguntaríamos a todos os navegantes do grande Barco de Terra: • • • • A nossa verdade real é independe de esforço. Ela aparece através das atitudes naturais e gestos voluntariamente fluentes. Qualquer fruto, rebento ou sombras de sentimentos e ações que forem resultados de uma influência qualquer, já nos tirou do lugar de repouso, do equilíbrio e do sério. A verdade fica bem manifesta quando vista sem adornos e sem sombras. Assim, para se ser o que não se é, é bastante esforçar-se para ser verdadeiro, autêntico, sincero, justo, inculpável e perfeito. Alguma coisa vos está doendo? Está machucando? Está incomodando? Quereis sentir uma alegria maior em vossas vidas? Somos tudo isto quando não o sabemos, quando não vemos, não sentimos, não falamos. “São Deslocamentos”. 6 DIÁLOGOS INTERNOS • • • • Nos “vai-e-vem” da vida, não se equilibram os pés que apenas aprendem com os “vais”. Fará o temor de qualquer caminhante a incerteza de que são necessários os “vens”; portanto, um passo atrás nunca fora seguro sem a experiência e a segurança anterior. Já não são os “vais” as preocupações do virtuoso; mas, os “vens”; e se vens que será?! • • • Deixar escrito. Deixar escrito que valeu a pena as noites em claro, e até foram poucas; valeu a pena a segurança criada contra si mesmo e a fé nAquele que opera no querer e no impossível.Trabalhando no vermelho Deus torna tudo azul, até... • • • Até deixar escrito que o Companheiro de todas as horas mudou em paz cada razão de desespero, e que Si manteve Fiel todos os dias, e em muitos dias de cada ano contado. O tempo passa, mais deixa escrito um Amor que o mundo jamais viu. • • O amor tão louco que não desafiou as leis da lógica jamais foi experimentado por homem algum. Foi maravilhoso conhecê-lo e vivê-lo, tão perfeito que em seus dias se fez consolo e razão para tudo, e razão para se escrever tudo quanto se pode deixar registrado. • • • Por quantos motivos apertar-me-ia o coração? Um imenso universo, completo, inocente e desavisado, correndo para o precipício; e como se não bastassem, os que se declaram fugir dele são os mais sujeitos aos desenganos humanos, os já esmagados, e os da Grande Casa como quem dorme diante do perigo. Pena que os que deveriam alertá-los são os menos alertas por amor de si mesmos. Far-me-ias Juiz aos vivos, ou dos mortos? Far-me-ia um egoísta? Como pensar neles sem pensar em mim? Como pensar em sair de mim sem senti-los perecendo por minha causa? Que faço eu? Deus, o que faço?! Desistir de amar, como se o amor não fosse um medalhado guerreiro de provas? Desistir de perdoar como se a terra fosse pura o suficiente para ser Éden? É possível sobreviver pelo menos um dia sem mergulhar em abundantes transgressões? Desistir de querer como se o preço do desejar fosse comprado por qualquer valor? Comprar o amor sem preço, ou qualquer influência sem quilate? Desistir de buscar como se a Lei Maior fosse alterada contra o equilíbrio de todo o universo? Desistir de esperar como se a garantia da esperança não fosse eterna? Agir como se a eternidade não fosse a afirmativa dos sonhos mais lindos de quem confia de Deus? Desistir de desistir! Sim, porque a vitória sempre foi própria do que deu um passo à frente! Continua aquele sonhador, dobrado aos seus sonhos, encurvado a crer no impossível e esperar que o sol recline. Deus meu grande Deus! Tu que não falhas e jamais se houve falar que alguém saiu descontente dos pés da “Rocha” que é o sustentáculo da humanidade. Pai! Apresse-Se! Há um filho chorante cansado de esperar, e já pensando pisar o terreno da desesperança; há um filho que presumindo ter deixado à deriva seu barco, por cima do mar, no mar! E acima do mar! Clama. Que espécie de iniqüidade esfriaria o amor de muitos? Certamente Deus permanece o mesmo. E no mesmo lugar onde o homem se apossou e se afastou dele, ainda aguarda o seu retorno. Não seria pouco demais para Deus, que a fé pequenina de seus filhos não possa ainda dar ordem ao silencioso monte e ao pequeno mar? 7 Pai e Deus! • • • • IMPOVISE! Imagine bem se a retrospectiva de um ano passado sejam somente guerras, catástrofes e desesperos... É correto sufocar e enterrar no peito uma esperança, ainda que a não realização dos sonhos diminua as alegrias do crer? Certamente são caminhos Teus e não meus. Haverá sempre um dia, um ponto, uma situação em que o homem deve renunciar a própria credulidade ou incredibilidade, e confiar na fidelidade de Deus? Se na verdade, em si mesmo o homem não tiver como se sentir traído, quem o trairá? E se nos seus argumentos humanos, não encontrar elementos que lhe tire a razão de crer; não crendo, no que então crerá se somente lhe restar uma única saída? IMPROVISE: Mentalize no presente somente imagens boas passadas e acreditarás melhor no amanhã. Tente... IMPROVISE: Pode ser que para a grande maioria somente interessem imagens sensacionalistas; mas... IMPROVISE: Realmente, a vida de quem semeia a bem mesmo escondida, faz o bem a todo o mundo; então... “Confiar em Deus”. Deus não trai nem falha; tão pouco usa de enganosos recursos para um bem. O bem jamais fora nascido de um mal qualquer; mesmo que todas as coisas contribuam para o bem daqueles que amam a Deus, e são chamados pelo seu decreto. IMPROVISE: O Universo inteiro reverencia aos inventores que antes eram somente um rosto na multidão; assim... IMPROVISE: Verdadeiramente, coragem nem sempre é estar na linha de frente, mas na tática que vence a guerra. Os que amam a Deus e são chamados pelo seu decreto descobrem isto no amor; porquanto, donde quer que um benefício seja propagado, ainda parecendo mal, será bem. O Amor torna a todos os males apenas aparentes. IMPROVISE: Imagine se todos esperarem que “um só” faça um ano novo e este “único” seja você? Trabalhe... IMPROVISE À Impotência Mental Pode Reverenciar, Ovacionar Vilões Inimigos Sem Escrúpulos; IMPROVISE: Sem o primeiro passo, ainda que tímido, não haverá caminho, caminhar, e concluir. Concluiu?... MAIS Importa Ministrar, Preparar, Reerguer, Orientar Varonis Irmãos Sem Estremecimentos, IMPROVISE: Este ano novo anelado será menos provisório e menos improvisado para quem faz por ser um, mesmo que. PORQUE A Inteligência Mora Perpétua Regaladamente Onde Verdade e Integridade São Eternas; IMPROVISE! Felicidades neste natal e nos anos novos que se aproximam. 8 Esta é a mão desconhecida dos homens, e apesar disto, confirmada por eles, que, “embalando o berço, embalará o mundo”. Contudo, o mundo deste amor não é aqui, não é daqui. O mundo jamais alcançaria a sua candura, e a doçura de suas verdades jamais seria deglutida por elogios que significassem um estrado para os seus pés. À TURMA DO JARDIM DE INFÂNCIA Quando agente ama nunca conhece superficialmente. A verdade do amor conhece profundezas ainda que seja por um pequeno olhar a sua porta aberta; um leve sorriso o seu mensageiro; e o estar perto apenas por alguns segundos o seu perfume. Por todos estes instrumentos o amor conhece a seu amado como se desde o ventre tomasse informações sobre suas formas. O amor é tão grande que mesmo não desistindo de mirar o alto, pode realizar tantos bens no seu tamanho minúsculo que, uma migalha caída de sua mesa faz um salutar banquete de honra. Para este amor grande ou pequeno, uma vez que por sua grandeza esteja desejando habitar o Universo; na sua humildade conforma-se e aquieta-se no mais pequenino e singelo espaço do coração. Assentar-se ou levantar, estar perto ou longe, entender ou não compreender, lembrar-se sempre ou parar de pensar, é amar; são atitudes do amor também. O Amor não precisa estar nem ter; lhe basta ser. E quem abraçará abraços tão grandes? Quem retribuirá aos beijos tão beijados? É bastante saber que o amor existe, para sentir-se um seu amado constantemente exposto a seus olhos. Diante dele não há fingimentos nem roupagens; portas fechadas e muralhas não impedem seus olhos; as guerras não o atravessam pelo meio, nem com baionetas matam a sua paz; e para onde quer que estejam voltados os olhos do seu amado, lhe fitarão os seus. Este amor é o sentimento que vem gritando dentro de mim... Segue-lhes os passos, cada um deles, ainda que imaginários e longe do alcance da vista, contudo, marcando pegadas visíveis no coração. Coração, esse lugar maravilhoso que não somente se faz caminho para o seu amado, mas, tornando-se a sua cama afofada, concede-lhe o melhor sonho; ainda que somente durmam nele a saudade e a lembrança. Este caminho é extremamente conhecido porque, os caminhos do amor são amar. O mais importante movimento do amor é sentir. Este é o sentimento que se desloca do Céu até ao Seol; zomba da distância entre o Oriente e o Ocidente, faz que o Por do Sol e o Nascer da Alva falem dele numa mesma linguagem; da meia-noite faz uma luz ainda mais brilhante e o tempo preferencial para destilar seus favos. Este é o amor que brilha nas trevas, e, mesmo escondendo-se na luz do meio-dia, posicionará seu brilho e resplendor acima do sol-à-pino. Maravilhosas são as suas obras, e aquele que as ama conhece-lhe a voz, a linguagem e a fala. Quando lhe falta a voz, a fala, e as palavras, o amor cede ao silêncio o privilégio de ser seu intérprete mais fiel, seu mais eloqüente confidente e seu lugar de repouso. Cada vez que palavras lhe atropelam os sentimentos, fica ansioso que as palavras logo se rendam e se limitem não encontrando imagens que o traduzam, e silenciem; para que, de volta ao silêncio se conheçam todas as palavras do seu amado. Não sei se este amor conseguiu dar o grito das saudades devotadas a vocês. Mas, se o silêncio também não quiser falar, é necessário que todas estas palavras lhes digam: “Amo vocês com um amor que salta pelos olhos dos olhares e pelos braços dos abraços”. Quando for possível a este amor alarse e voar, bem saberá onde encontrar, Lar, Abrigo, Refúgio e Repouso. Este é aquele amor que fala com as mãos; abraça com palavras suaves da boca, e beija com o seu olhar, como quem cerca em volta por um manto nupcial, cujos sentimentos ultrapassam beijos e abraços, choros e risos, críticas e elogios. 9 Escrever nas páginas brancas deixadas atrás pelos momentos perdidos, e recuperar lições não entendidas no pretérito são o recuperar de todos os valores do tempo e tornar úteis todos os momentos vividos, sem diferenças de conceitos. MOMENTOS Os momentos que agente perde, algumas vezes, ficam depositados adicionalmente aos momentos que agente ganha. Ainda que reprovemos ou reclamemos contra os momentos aparentemente perdidos, perderemos, se não ouvirmos bem aos momentos de reflexões que insistem em nos chamar a atenção para os momentos vividos e deixados atrás, ainda não notificados, não contados, não cotados e não arrolados como num conjunto de dias bons. Na verdade, a vida é feita de momentos que agente vive; momentos que agente perde; momentos que agente ganha; momentos que agente oferece e momento atuais que agente reescreve, anteriores momentos já escritos e transcritos por outrem. Mas, ainda que algum tempo perdido pareça não se recomendar ou encomendar para ser valorizado; sabemos que sem os momentos perdidos não teríamos este momento que agora ganhamos, por saber que, mesmo um tempo sendo chamado aparentemente perdido, não deixa de ser um elo importante, e contado na valoração e valorização da vida; vida costurada de momentos em momentos; momentos a momentos e momentos por momentos, ainda que somente sejam reconhecidos depois. Procedendo assim, estaremos invalidando os momentos válidos como instrumentos didáticos para os felizes momentos futuros, como quem deixa em brancas, as páginas indispensáveis à escrita dos bons resultados antecipados pela esperança de dias melhores. A desdita de não sabermos aproveitar os momentos presentes para que possamos valorizar melhor os momentos aparentemente perdidos no pretérito, cria um momento presente sem frutos. Muito embora a vida, para os que não conhecem a eternidade que moureja dentro de um momento, pareça ser curta, momentânea, e sujeita a desaparecer num momento; ela é eterna. É por causa desta vida eterna que não podemos desprezar um minúsculo momento sequer sem valorizá-lo como um tesouro. Nisto, ainda que nossos pequeninos momentos sejam considerados como grãos de areia, a areia referenciada será aurífera. Quanto mais negativos forem os momentos reprováveis do passado, mais provocarão danos maiores aos momentos futuros não utilizados para reverterem em boas lições, indicáveis exemplos que imponham aos usuários do tempo que se esforcem e os saibam remir. Assim sendo, são os tempos presentes mal vividos que impedem a valorização ou ressurreição da bondade dos tempos aparentemente perdidos e enterrados como personagens de estórias marcadas de assombração, que sempre voltam em série. Saber viver é tornar a todos os momentos vividos em preciosos grãos de ouro. Por mais que o polissemismo do falar sobre o tempo ou sobre os momentos vividos e passados seja tão comum e pareça não se ter mais nada de novo a acrescentar, ainda vele a pena gastar alguns momentos lendo ou ouvido alguém falar por um vértice diferente sobre os mesmos momentos e tempos. Deixar em branco um momento bom sem adicioná-lo a alguma bondade legada pelo histórico de um mau momento passado, é não ter sabedoria para aprender no tempo presente, e matar novamente o momento aparentemente perdido no passado. Ter novos momentos para escrever, buscando sempre a possibilidade de uma linguagem nova tomar forma ou um novo caminho para se arrumar momentâneas palavras que nos façam 10 dar mais valor ao tempo passado que considerávamos perdidos, é manifestar a Sabedoria. É a sabedoria alcançada por tais conclusões que faz-nos arrepender pelos tempos perdidos dandonos maior ânimo para ler e escrever o retorno dos bons momentos como um momento novo. • • • • O momento de parar de escrever se aproxima, e quero abrir espaço para o sagrado momento da gratidão a você que me escuta e que me pode assistir, ajudar, viver mais um momento útil, valorizado e contado com os momentos passados não reconhecidos, por falta de palavras salutares que os traduzissem. • • • • O Amor... • • • • • • • • • • • • • • • • • • O Amor é a essência sonora que preenche ao maior de todos os silêncios; O Amor é capaz de perdoar, esquecer, compreender e sofrer; O Amor é capaz de ser ou não ser, morrer e reviver para ter; O Amor é capaz de calar-se para se fazer entender; O Amor é sempre o mesmo; não importam o odor, o olor e a cor; O Amor é sempre o mesmo; nos espinhos da rosa ou murchar da flor; O Amor é rei dos palácios, príncipe nos hospícios e Deus nos auspícios; O Amor é mão acolhedora nos precipícios, bálsamo mesmo sentido em resquícios; O Amor é a esperança que permanece amor. O Amor é muito grande e se expande; todo espaço lhe é pouco, dizem que é louco; O Amor é a porta que levanta a esperança quase morta; O Amor é a pena certa que escreve certo em linha torta; O Amor é a felicidade que lhe bate à porta e te quer chamar de amor. O Amor é um universo estando por dentro ou por fora; no verso ou no reverso, O Amor é um Amor que permanece Amor. O Amor sempre dirá acima e mais do que tudo quanto disseram ou dirão dele; O Amor sempre é o mesmo; ele sempre será amor; • • • • O Amor permanece no sorriso chorado, no abraço negado, e no clamor do calado; O Amor permanece no silêncio gritado, no grito sufocado, O Amor permanece Amor! O Amor não leva em conta palavras silenciosas ou os silêncios que cantam; O Amor não leva em conta o sal das lágrimas que ardem os olhos ou lampejos; O Amor não leva em conta a falta dum abraço ou a doçura e o mel dos beijos; O Amor não leva em conta. Conta que permanece Amor. O Amor está presente no que chama, reclama, declama e proclama; O Amor está presente no que drama, no que brama na linguagem da cama e ama; O Amor está presente no gemido no grunhido de quem ama e exclama; O Amor está presente no presente que permanece amor. O Amor embeleza a entrada, a saída, a estada e a estrada e a partida; O Amor embeleza ao tudo e ao que parece nada, mas permanece Amor. ...O Amor é Deus. O OLHO D’ÁGUA Há um ditado popular que diz: “Para onde se volta o Olho D’Água, para lá correrá o rio”. Imaginemos nós: Se um Olho D’água não tiver direção ou não pretender destino! • • • • • • 11 Que direção seguiria, se o planalto lhe negasse seu colo? Como se moveria se a planície lhe ocultasse seu peito? Como construiria seu caminho se até os vales se lhe fechassem as vagas? E se as montanhas lhe retivessem as vertentes? Pobre Olho D’água! Como se aproximaria do mar? Quando beijaria o Oceano? Imaginemos... Se alguém desviasse o destino do Olho D’água Para que ele regasse plantações! Por maiores e mais lindos verdes que se lhe pintassem as folhas, por mais saborosos e salutares seus frutos, não lhe dariam sombras de repouso nem agrados que lhe demorassem a viagem. • • • • Certamente... Ele prosseguiria até beijar o Oceano; mesmo que se lhe indicassem como a solução mais indispensável para rejuvenescer pântanos, e ceder motivo de cântico para as aves dos bosques, florescer aos descampados. Ele certamente deixaria a boa marca de sua caminhada, e prosseguiria em busca do Oceano. • Imaginemos... Imaginemos... Uma vez que o objetivo maior e mais sublime de um Olho D’água é se abraçar do Oceano, encontrar seu colo derramar-se totalmente nele e nele fundir todos os seus sentimentos, virtudes e glória; haveria pomares intermediários a lhe deterem os passos? O que seguirá d’hora em diante? Aquele olho d’água que atravessou planaltos, planícies, vales, bosques, descamados, jardins, e necessitou transformar-se em vapor e chuva, para que pudesse prosseguir seu caminho até o Oceano; ele se encontrou com as corredeiras e fez uma grande festa; elas lhe pareceram mais velozes e mais alegres no seu caminho. Certamente que... Até as areias movediças lhe impulsionariam a andar mais pressurosamente e a correr mais decididamente. • • • É que, todo aquele ansioso que não se importa muito com pedras e perigos quando vai à busca de seu amado, vê beleza ímpar nas corredeiras, e o Olho D’água, não menos. Imaginemos... Se lhe antepusessem um rio temporão! O leito seco de um rio deteria um Olho D’água? Não é exatamente o Olho D’água quem manifesta o rio perene? Contudo, quando o Olho D’água mais crera na sua maior alegria, viu que a vida das corredeiras passa muito rápida, tão imediata quanto suas espumantes alegrias; seus passos largos, pressurosos lhe apressarão para chegar ao fim; ao fim do seu caminho ao encontro de sua felicidade. Certamente que... Pacientemente aguardaria as chuvas serodias; ou cheias de júbilos lhe estenderiam a mão as chuvas temporãs, e dessedentariam o rio temporão com a sua sede de prosseguir caminho até abraçar o mar e beijar o oceano. • • • • Imaginemos... Quando acontecerá esse encontro do Olho D’água com o Oceano! Como será a comemoração do Oceano e do Olho D’água quando ambos cumprirem suas finalidades? E se o oceano lhe aguarda pacientemente? E se a paciência do Olho D’água não se esgotar, até que torne a todos os beneficiados de sua trajetória em testemunhas de suas virtudes e participantes de seu embelezamento? Por quanto tempo voltilongará o Olho D’água; uma vez que a paciência do Oceano nunca esgota? Despedidas felizes para as corredeiras! Uma vez que somente buscavam um lugar de águas quietas. E o Olho D’água que se alegrava pela brisa que lhe tocava o rosto, porquanto descia corredeira abaixo, pressuroso e festivo, agora se achou numa porção represada de água; parou numa represa, e... A evaporação não seria uma oração feita pelo Olho D’água? Não seria subir até seu Criador e retornar Dele como uma grande chuva? O que seria das chuvas sem as invisíveis gotas de orvalho? O que falam as chuvas enquanto elas se evaporam rumo ao céu? Coitado o Olho D’água! Nenhuma represa tem pressa; nenhuma represa quer se deslocar do seu lugar próprio; nenhuma represa promove o escape imediato de suas águas; uma vez que procura distribuir o bem para com todos em sua 12 D’água ainda permanecerá vivo e cheio de virtudes até... Até que as ofereça totalmente ao Oceano, razão maior de toda sua caminhada. volta. A função da represa e reter. E Agora? Como e quando o Olho D’água chegará ao seu tão desejado Oceano? Ele encontra-se em águas aparentemente calmas, extremamente niveladas; amadas, mas controladas; desejadas mais vigiadas; preciosas, mas ameaçadoras. Não fosse a virtude que lhe tem acompanhado em todos os seus caminhos, poderia conformar-se com uma barragem, uma represa, um lago temporão. E seguiu o Olho D’água, em um leito propriamente seu e inviolável, até que começou avistar ao longe: Grandes embarcações, imensas metrópoles, suntuosos arranha-céus, imponentes pontes, perdas e ganhos de muitos verdes, aprofundados vales debaixo de seus pés, grandiosas montanhas e lhe oferecerem suas sombras e o gosto diferente de suas águas colocando em depósitos na memória das águas anteriores. Mas ele precisa abraçar e beijar seu Oceano, e sabe que no derramar duma represa se oferecerão energia para muitos; dar-se-á luz para quase todos; contudo, ele irmanando-se às águas da represa, mais uma vez deu vida ao lugar por onde passou, e passou pelos seus tubos moveu seus reatores alegrou em luz a muitos lares, gelou no gelo, e aqueceu no fogo dos fogões e subiu em vapores novamente. Ele em orvalho banhou e revivificou a muitas plantas; assim compreendeu que não estava parado, nunca esteve parado, mas prosseguindo; porquanto, até chegar a um oceano. É necessário que se tenha o que historiar para ele até o fim da vida. Aí nasce o rio-mar! E quem disse que o Olho D’água desapareceu na profundidade do leito ou descaracterizou-se no sal que lhe definiu o gosto? ...Saberemos depois... ...Depois que o Oceano disser o que já sabia antes... ...Antes do Olho D’água... ...Da Água do Oceano ouviu-se a Sua Voz a dizer... Olho D’água eu sempre te abracei. São os limites do homem que me dão vários nomes; e se algum mar se formou aparentemente longe de mim, saiba que já lhe dei sal suficiente para sobreviver; sobrevida diferente e com uma glória impar. E lá se foi o Olho D’água transformado em muitos personagens, exercendo muitas funções até... Até que encontrou seu verdadeiro rio já ordenado, e ornamentado por muitos afluentes, os quais pararam para lhe reder homenagem. Entre os muitos olhos d’águas que formam um grande rio, ainda entre os que se fundem numa só água, será sempre o Olho D’água que veio de mais distante quem dará nome completo ao rio e seu leito. Valeu ter passado por tantos caminhos; agora, seus vassalos ladeando sua passagem se rendem ao seu nome e ele cresce; cresce tamanho que lhe acompanhou agigantando desde o principio de suas gotas e até agora. Não importa se de sua porção se retire virtudes para aquedutos urbanos ou suburbanos; não importa se de sua porção mais cristalina se faça grande comércio em grandes lucros; agora ele está mais perto o Oceano do que nunca; cada gota sua espalhada na terra voltará, por cima ou por baixo, sólida, líquida ou gasosa; O Olho • • • • • Eu? Eu sempre fui um só. Eu que abraço a todos os continentes e ilhas; Eu que toco a todos os rios e cordilheiras e depressões; Eu sou o grande braço que avanço por cima e por baixo; • • Olho D’água eu sempre te abracei. Quando não pretendias destino ele já te acolhia, com amor materno; Quando o planalto pareceu lhe negar seu colo, lhe apontava o meu; Quando a planície agiu como se lhe ocultasse seu peito, agia por mim; • • 13 • • • • • Quando lhe pareceu uma perda vales se lhe fecharem vagas, eu te vaguei; Como se desviaria o destino do olho d’água sem antecipar-lhe O Oceano? Como amorosos peregrinos parariam em sombras de repouso? Como agrados que lhe demoraria a viagem não se aliarem ao tempo? Como pomares seriam intermediários sem a glória dos passos futuros? • • • • • • • • • • • • • • Quem deteria os passos daquele que flutua no vôo do amor? Quem lhe anteporia um rio temporão sem o medo das chuvas? Quem não ouviu o leito seco de um rio a suplicar por um Olho D’água? Quem seria Oceano sem a esperança de aguardar pacientemente? Quem ama sabe como ter pressa; • Porque a vida das corredeiras somente é longa para suas pedras; Porque as imediatas espumas das alegrias são o falar bem da seriedade; Porque a mão da brisa que toca o rosto, toca a melodia quieta da paz; Porque a parede finge que parou a represa; mas não pode mover-se; Mas a represa sem paredes é morta em si mesma. • • • • • Assim, a paciência do Olho D’água consiste em não se esgotar; Assim como o tempo voltilongueia mas não nega o amanhecer; Assim, se vê porque a paciência do Oceano nunca esgota! Assim se ajardinam campos que não se importam com pedras e perigos; • • • Más águas são as que aparentemente calmas, agitam o coração que ama; Mais águas irmanando águas no amor de seus movimentos dá a vida; Mas o Olho D’água que veio de mais distante fez-se um elo maior. Olho D’água... ... eu te amo... Eu te amei pelos vassalos ladeados como pedras; Eu te multipliquei derramando-te em aquedutos urbanos e suburbanos; Eu te enriqueci com as moedas cristalinas dos que te viram lucro; Eu te lembrei conforme memória ora depositada em águas anteriores. Eu te absorvi no meu sal que lhe define: O nascer, O crescer, e O permanecer totalmente em mim. Eis Aqui O Oceano que te abraça. Sátiro 14