Avaliação dos dados da Estação Meteorológica Automática do IFSC, a partir de um software de qualificação Gabriela Padilha [email protected] Janine Vanzella [email protected] Rossana Castro [email protected] Curso Técnico de Meteorologia Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina - IFSC. Av. Mauro Ramos, 755. CEP 88020-300 - Florianópolis, SC Resumo: Os dados coletados através de estações meteorológicas são de extrema importância para o monitoramento climatológico e auxiliam pesquisadores que se dedicam à investigação dos mais variados setores, como órgãos da defesa civil, pesquisas científicas, agricultura e outros. Em uma época onde já se falou muito sobre mudanças climáticas, os dados observados contribuem de forma consistente para o entendimento das possíveis alterações climáticas. É necessário que os dados obtidos através das observações sejam livres de falhas e suspeitas. Devido à importância que representa a coleta e qualificação dos dados meteorológicos, o objetivo desse trabalho é avaliar os dados da estação meteorológica automática do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Desta forma, pretende-se que mais uma estação automática tenha seus dados com caráter de confiabilidade, podendo assim ser utilizados para os mais diversos fins e contribuindo de forma efetiva para o sucesso dos resultados de novas pesquisas e aplicações. Para tal objetivo, foi utilizado o software de qualificação de dados MADIS (Meteorological Assimilation Data Ingest System). MADIS é um sistema de assimilação de dados meteorológicos, desenvolvido e operado pelo Forecast Systems Laboratory (FSL), instituição vinculada ao National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). Ele é capaz de assimilar, controlar a qualidade e distribuir dados de inúmeras redes de estações meteorológicas. Os dados utilizados compreendem uma série temporal do mês de janeiro á de março de 2010. Foram analisadas e qualificadas as variáveis: temperatura do ar, umidade relativa, direção e velocidade do vento e pressão atmosférica (ao nível do mar). Os resultados demonstram que apenas a variável da UR foi rejeitada na qualificação. Para as demais variáveis, o MADIS indicou que todos estão livres de falhas ou suspeitas. Abstract: Data collected by weather stations are extremely important for monitoring climatic and assist researchers who are dedicated to research of various fields such as civil defense agencies, scientific research, agriculture, and others. At a time which has been said about global warming, contribute data, consistent with the needs to cope with possible future climate change. It is necessary that the data obtained through them are free of faults and suspicions. Motivated of the importance that represents the collection 1 and qualification of meteorological data, the goal of this work is to evaluate the data from automatic weather station of the Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), contributing to a more automatic station, will carry your data with character reliability, and thus can be used for various purposes, contributing effectively to the success of the results of new research and applications. For this porpose, we will use the software qualification data called MADIS (Meteorological Assimilation Data Ingest System). MADIS is a data assimilation system developed and operated by the Meteorological Forecast Systems Laboratory (FSL), an institution linked to the National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). He is able to assimilate, quality control and distribute data from numerous networks of various types of conventional stations or not. The data used comprise a series of July until October 2010. Will be analyzed and assigned variables: air temperature, relative humidity, wind speed and direction, atmospheric pressure (sea level) and precipitation. This paper will describe how the system was implemented and the results obtained. Palavras-chave: qualificação de dados meteorológicos, estações meteorológicas automáticas. 1 Introdução Durante séculos, a previsão do tempo foi realizada por religiosos, feiticeirosmédicos ou bruxos. O céu era visto como o reflexo de seus vários deuses, e acreditava-se que as tempestades eram castigos dados aos habitantes das regiões afetadas. Prever o tempo com precisão foi, por muitos anos, um sonho de toda humanidade (CASTRO, 2008). Da mesma forma que em séculos atrás, a hoje, o monitoramento do tempo é de fundamental importância para a sociedade em geral. Atualmente, através da coleta, do armazenamento e da análise dos dados meteorológicos é possível o monitoramento e previsão do tempo, beneficiando, direta ou indiretamente, todos os setores da sociedade, entre eles órgãos da defesa civil, agricultura, pesquisas científicas, etc. O estudo da previsão do tempo é baseado em vários dados, tais como imagens de satélite, de radar, balões atmosféricos, estações meteorológicas, etc; que após serem coletados, são utilizados por modelos numéricos para posterior processamento (KALNAY et al, 1996). A previsão indica as condições atmosféricas que ocorrerão nos próximos minutos, horas, ou dias. Prever condições adversas de tempo, como vendavais, chuvas fortes, descargas elétricas, frio ou calor intenso, entre outras, é de total importância, uma vez que estes eventos extremos acarretam prejuízos a população. Alertar a população e antecipar a adoção de estratégias, minimizam os danos que um fenômeno meteorológico pode causar (NASCIMENTO, 2005). Pela facilidade que as estações meteorológicas automáticas apresentam sobre suas equivalentes convencionais (CUNHA e MARTINS, 2004), mundialmente o seu crescimento tem se dado de forma considerável, aumentando assim, de forma significativa, a quantidade de dados coletados. Distribuídas no mundo todo, divididas em redes e características (ambiental, meteorológica, hidrometeorológica, agrometeorológica, etc), as estações automáticas podem trabalhar a favor de pesquisadores, vinte e quatro horas por 2 dia, todos os dias. Neste sentido, Mendes (2008) descreve a ampliação de redes de estações automáticas em Portugal, com o objetivo de acompanhar as mudanças climáticas. O mesmo acontece com a MESONET (BROCK et al, 1995), uma rede de estações de monitoramento ambiental que foi projetada e implementada por cientistas da Universidade de Oklahoma (EUA). Essa rede consiste em 120 estações automáticas, com alto reporte de dados, sendo, a nível mundial, essa rede a referência em qualificação de dados. Para o Brasil, Pinto et al (2008) destaca que a observação meteorológica é de extrema importância, tanto no que diz respeito a previsão de ocorrência de eventos extremos (tornados, inundações, secas), quanto na análise do tempo presente. O mesmo autor refere-se a importância destes dados para as pesquisas e monitoramento do tempo feitos através de dados de reanálise. Os dados de reanálise combinam dados observados com modelos matemáticos computacionais. A quantidade e a qualidade dos dados observados usados para reanálise definem o produto final de previsões e climatologia (COMPO, et al, 2011). Para auxiliar na coleta destes dados, são usadas estações meteorológicas automáticas ou usualmente chamadas de Plataformas de Coletas de Dados (PCD’s), que na definição de Ferreira et al (2004) são equipamentos automáticos, que dispõe de sensores eletrônicos para medir precipitação, pressão atmosférica, radiação solar, temperatura do ar, umidade relativa do ar, direção e velocidade do vento e outras variáveis meteorológicas. Elas surgiram em virtude da necessidade de um maior reporte temporal de dados. Por serem estações automáticas, frequentemente localizadas em regiões remotas, necessitam de calibração e manutenção periódica. As PCD’s são desenvolvidas para medidas mais acuradas (precisas), proporcionando o armazenamento de dados meteorológicos por um longo período de tempo e a um custo relativamente baixo (TANNER, 1990). Para Mendes (2008), nos últimos 25 anos os métodos de observações meteorológicas à superfície têm sofrido significativas alterações, principalmente pela introdução de sistemas automáticos de observação, assim como a gradativa substituição dos sistemas de observação convencionais. Esse avanço, proporciona um acompanhamento efetivo dos dados meteorológicos observados. Com o aumento das PCD’s e a conseqüente disseminação destes dados, a qualidade dos mesmos precisa ser controlada, tanto para o auxílio na manutenção da rede quanto para o usuário final dos dados. Geralmente as PCD's são instaladas em locais isolados, estando assim sujeitas a inúmeras intempéries. Os dados coletados das PCD’s podem ser afetados por diversos fatores, tais como: erros de transmissão, mau funcionamento dos sensores, problemas de calibração e vandalismo. Estes aspectos negativos podem ser associados à falta da visita diária de um observador. Isto traduz a importância da qualificação dos dados. Um sistema de qualificação deve ser capaz de detectar os erros descritos anteriormente, marcando dados suspeitos que surgem e impedindo assim que estes dados espúrios sejam distribuídos e utilizados erroneamente em estudos, podendo influenciar negativamente os resultados finais. Os avanços tecnológicos na área da 3 eletrônica e automação representam substancial desenvolvimento nos últimos anos, permitindo o monitoramento das mais diversas variáveis meteorológicas em tempo real e com elevados níveis de precisão. Os sensores eletrônicos ganharam progressivamente maior resolução/precisão, menor tamanho e custos relativamente reduzidos (SCARPARE et al, 2006). Em parceria com a ciência meteorológica, as tecnologias da informação auxiliam nesse processo desenvolvendo programas capazes de assimilar, interpretar os dados coletados e representar o estado inicial da atmosfera, através de modelos físicos-estatísticos, assim como possibilitar diagnósticos e prognósticos do tempo e clima. Diante do exposto, a qualificação dos dados se faz tão importante quanto a coleta. Percebendo essa necessidade o FSL (Forecast Systems Laboratory), vinculado ao NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) desenvolveu um programa específico para qualificação de dados, que foi disponibilizado para comunidade científica em 2001. O software MADIS (BARTH et al, 2007) faz hoje o acompanhamento, e em consequência, a qualificação de dados de redes de estações em diversas partes do mundo, incluindo as redes da MESONET e do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Para que este software pudesse ser utilizado pelas redes de estações do Brasil, foi necessário o uso de algoritmos e limites específicos para áreas limitadas ou redes específicas. A partir disso, o CPTEC (Centro de Previsões e Estudos Climáticos) passou a utilizar o software no controle de qualidade de suas estações automáticas. A relevância de um controle de qualidade dos dados observados se dá pela importância que isso representa não só na manutenção das redes de estações, mas também para os meteorologistas e pesquisadores que necessitam desses dados observados com maior confiabilidade possível. Devido a importância que representa a coleta e qualificação dos dados meteorológicos, o objetivo desse trabalho é colaborar para que mais uma estação meteorológica automática, hoje em funcionamento no IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), venha a ter seus dados com caráter de confiabilidade, podendo assim serem utilizados para os mais diversos fins, contribuindo de forma efetiva para os resultados obtidos na área. 2 Metodologia Com o intuito de utilizar variáveis meteorológicas coletadas na PCD do IFSC, verificou-se previamente que os dados obtidos por esta estação não passam por nenhum sistema de qualificação de dados. Sendo assim, quando disseminados, não se conhece a qualidade dos mesmos. Para o êxito deste trabalho, foi necessário primeiramente uma revisão bibliográfica, a fim de conhecer os programas de qualificação de dados disponíveis na literatura. Após extensa revisão elegeu-se o software MADIS (MILLER e BARTH, 2001) para qualificar os dados meteorológicos da PCD do IFSC. A escolha deu-se por tratar-se de um software gratuito, para o monitoramento e qualificação de dados meteorológicos, e também devido a diversos trabalhos publicados descrevendo o sucesso no seu uso (MILLER e BARTH, 2007; MILLER et al, 2004; BROCK et al, 1995). 4 A partir da definição do programa de qualificação a ser usado, investigou-se uma instituição que pudesse compartilhar o software. Em contato com LEPTEN/UFSC (Laboratórios de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia/ Universidade federal de Santa Catarina) foi verificada a possibilidade de utilizar a versão do software MADIS instalado num cluster computacional. A escolha para o uso do cluster do LEPTEN deu-se pela facilidade de integração de dados da PCD do IFSC e suporte técnico ao MADIS. Posteriormente fez-se então, uma análise dos dados da estação automática do IFSC para levantamento das variáveis que a mesma coleta, as quais são: precipitação, umidade relativa do ar, temperatura do ar, direção e velocidade do vento, radiação solar global e pressão atmosférica. Para efeito de avaliação foram consideradas apenas as variáveis: direção e velocidade do vento, pressão atmosférica, umidade relativa e temperatura do ar, pois os módulos de qualificação para radiação e precipitação estão desabilitados na versão adaptada para o Brasil. fez-se a inserção no banco de dados Postgres. O uso deste banco foi necessário, pois o mesmo está integrado ao sistema MADIS. O acesso ao banco Postgres foi realizado remotamente a um servidor de aplicação da UFSC pelo endereço 150.162.29.8/phpgadmin. Cadastrou-se então a estação do IFSC em uma tabela, denominada gestpcd_2 no banco de dados, contendo as informações: número de identificação da estação, nome, fabricante, modelo, latitude, longitude, altitude, cidade, tipo da estação e status de operação. A tabela 1 nos mostra o significado dos programas utilizados na qualificação. Tabela 1: Flags de qualificação. Programa PCD2NETCDF PCD2QC QC2DB Linguagem Função PERL Extrai os arquivos do Banco de dados e converte em Netcdf. PERL Inicia os programas de qualificação do MADIS PERL Insere as flags de qualificação no banco de dados A seleção do período de dados corresponde aos meses de janeiro à março de 2010, contendo dados coletados a cada 5 minutos diariamente, perfazendo um total de 25501 mil amostras. A escolha deste período deu-se por compreender uma série temporal completa, e também por ser a mais recente disponível no banco de dados do IFSC, haja visto que existem algumas lacunas devido a falhas na continuidade do funcionamento desta PCD. Para dar início ao processo de qualificação, acessou-se um servidor através do terminal no Linux, usando o aplicativo Shell, onde, remotamente fezse a conexão com o servidor de aplicação da UFSC. Logo após seguiu-se os passos conforme o fluxograma apresentado na figura 1. Estes dados já estavam disponíveis no banco de dados do MySQL, a partir do endereço 200.18.10.70/phpMyAdmin e foram exportados em SQL. Logo após Usando o programa PCD2NETCDF, recuperou-se os dados da PCD do IFSC que estavam que estavam no banco de dados Postgres transformando-os em 5 formato NETCDF. Sendo esse o formato de entrada do sistema MADIS. Posterior à conversão, o programa QC2PCD realizou o controle de qualidade, extraindo os dados do NETCDF e gerando novamente arquivos em formato .TXT. Banco de dados PCD2NETCDF Extrai dados PCDs do BD para o formato NETCDF Arquivos NetCDF Arquivo TXT QC2DB Inserção das flags de CQ no BANCO QC2PCD Realiza o CQ e extrai arquivos NETCDF para TXT NETCDF FIGURA 1: Diagrama de fluxo de dados. O controle de qualidade realizado pelo sistema MADIS acontece em 3 níveis: o nível 1 consiste em verificações de validade ou limites absolutos que estabelece os valores máximos e mínimos (tabela 2) permitidos para cada variável a ser controlada. As observações que estiverem fora desse intervalo recebem um “flag” X, identificando-as como suspeitas ou erradas. O nível 2 consiste nas verificações da consistência interna, isto é, as leituras de diferentes instrumentos de uma mesma estação que possuam um relacionamento fisicamente razoável. Por exemplo, uma observação da temperatura do ponto de orvalho não deve exceder a temperatura do ar observada na mesma estação. As observações rejeitadas aqui também recebem um “flag” X, identificando-as como suspeitas devido a falhas de consistência interna. O nível 3 consiste na verificação da consistência espacial. A variável é interpolada para posição de outra estação e comparada com as observações. As diferenças entre os valores medidos e os interpolados para cada estação são utilizados para determinar se a observação está incorreta. Esta técnica automática só pode ser aplicada onde a densidade de estações é grande (TRAVEZANI, 2004). Portanto, não será utilizada neste trabalho que conta apenas com uma estação. Na tabela 3, está descrito o significado de cada flag do software MADIS. Tabela 2: Valores máximos e mínimos dos limites absolutos. Valores Valores Limite Absoluto Mínimos Máximos UR (%) 10 100 Pressão Atm. 800 1040 (hPa) Temperatura 5 50 do ar (°C) Velocidade do 0 100 vento (m/s) Direção do 0 360 vento (°) FLAG Tabela 3: Flags de qualificação. SIGNIFICADO C Aprovado na validação de limite absoluto (superior e inferior). S Aprovado na flag C e passou pela consistência interna ou temporal X Rejeitado na validação de limite absoluto. Y Resultante da flag C+S Finalizando a qualificação, a partir do 6 programa QC2DB, as flags de qualificação (TABELA 3) foram inseridas no banco, onde, a partir de então, estarão disponíveis os dados já qualificados. a tabela 3. Para todo o período analisado, obteve-se um total de 656 dados espúrios para a UR. Foram encontrados valores da ordem de até 115% para esta variável. Tabela 4: Qualificação da umidade relativa do ar. UMIDADE RELATIVA DO AR Finalmente foi utilizado o phpgadmim, para extrair os dados qualificados e proceder com as análises. Para possibilitar a análise dos resultados, organizou-se os dados da PCD do IFSC, coletados em intervalos de 5 minutos, através de tabelas mensais (não mostradas), contendo as flags de qualificação e suas respectivas freqüências de ocorrência em cada mês para cada variável meteorológica. A partir de então, fez-se as análises mensais dos dados. Para simplificar a análise, foram agrupados os resultados das flags C e S, onde chamamos de “flag” Y. 3 Resultados obtidos Foram qualificados e analisados 25501 mil dados coletados pela PCD do IFSC, dos quais 8928 mil são relativos ao mês de janeiro, 8064 mil a fevereiro, e 8509 mil a março. Para o mês de janeiro de 2010, a variável umidade relativa do ar (UR), foi qualificada com 99,5% (8883) dos dados com a flag Y, e 0,5% (45) com a flag X. Isto revela que 45 dados de UR devem ser considerados espúrios para este período, e 8883 mil dados estão dentro dos limites absolutos (10-100%). No mês de fevereiro, 99,1% dos dados de UR foram qualificados com a flag Y; e 0,9% com a flag X; mostrando que 75 dados foram rejeitados na validação de limite absoluto. Em março, 93,7% (7973) foram qualificados com a flag Y e 6,3% (536) com a flag X, como mostra FLAG JANEIRO FEVEREIRO MARÇO Y 99,5 99,1 93,7 X 0,5 0,9 6,3 TOTAL 100 100 100 Analisando as tabelas 5, 6, 7 e 8, nota-se que a qualificação das variáveis temperatura do ar, direção e velocidade do vento e pressão atmosférica, resultou em flag Y para todos os dados do período analisado. Sendo assim, os 25501 mil dados referente à coleta de dados do mês de janeiro à março de 2010 estão dentro dos limites absolutos estabelecidos (tabela 2), o que sugere que estes dados são confiáveis para a utilização em outros estudos. Tabela 5: Qualificação da temperatura do ar. TEMPERATURA DO AR FLAG JANEIRO FEVEREIRO MARÇO Y 100 100 100 X 0 0 0 TOTAL 100 100 100 7 Tabela 6: Qualificação da direção do vento. DIREÇÃO DO VENTO FLAG JANEIRO FEVEREIRO MARÇO Y 100 100 100 X 0 0 0 TOTAL 100 100 100 Tabela 7: Qualificação da velocidade do vento. VELOCIDADE DO VENTO FLAG JANEIRO FEVEREIRO MARÇO Y 100 100 100 X 0 0 0 TOTAL 100 100 100 Tabela 8: Qualificação da pressão atmosférica. PRESSÃO ATMOSFÉRICA FLAG JANEIRO FEVEREIRO MARÇO Y 100 100 100 X 0 0 0 TOTAL 100 100 100 Conclusão/ Considerações finais descrevendo o sucesso no seu uso, e também por tratar-se de um software gratuito. Logo após selecionou-se os dados da PCD do IFSC contidos no período de janeiro à março de 2010 para submeter à qualificação do programa MADIS adaptado para o Brasil pelo CPTEC/INPE. Estes dados possuem frequência temporal de 5 minutos o que resulta num total de 25.501 mil dados que foram qualificados. A análise dos resultados mostrou que apenas a variável da UR foi rejeitada na qualificação, tendo 656 dados espúrios para o período selecionado. Para os dados das demais variáveis o MADIS indicou que todos estão livres de suspeitas ou falhas. Por este motivo, sugere-se para pesquisas posteriores, uma análise para um período maior de dados da PCD do IFSC, para confirmar que a variável com inconsistência é a variável UR. A partir de então, ser possível distribuir aos usuários dados meteorológicos com padrões internacionais de qualidade e confiabilidade para fins de pesquisas e estudos. Após análise dos dados qualificados, reafirma-se a importância de um sistema de qualificação para os dados coletados em PCD’s, como a do IFSC. Por fim, o presente trabalho demonstrou a importância de verificar a consistência dos dados coletados por PCD’s e mantêlas em atividade monitorada. Sendo assim, justifica-se a instalação de um software de qualificação de dados permanente para a PCD do IFSC. Após verificar que os dados coletados pela PCD do IFSC não estão sujeitos a nenhum sistema de qualificação buscouse na literatura um software capaz de fazer a qualificação destes dados. Identificou-se o MADIS como sendo o mais apropriado para este fim, devido aos diversos trabalhos publicados 8 Referências 2007. BARTH,M. F.; MILLER,P.A.: Ingest, integration, Quality Control, and Distribution os Observation from atate transportation deparments using MADIS. California: de agosto de 2003. BROCK et al. 1995: The Oklahoma Mesonet: A Technical Overview. J. Atmos. Oceanic Technol., 12, 5–19. doi: 10.1175/15200426(1995)012<0005:TOMATO>2.0.C O;2 SCARPARE et al. Comparação da uniformidade de dados meteorológicos de estação convencional e automática. Piracicaba, SP. XIV Congresso Brasileiro de Meteorologia, 2006. Florianópolis, SC. TANNER. B. D. Automated weather stations. Remote Sensing Reviews. Abingdon, v.5, n.1, p. 73-98. 1990. CUNHA, A. R; MARTINS, D. 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