Colecção de
Dinâmicas de Grupos
José Vieira
2006
ÍNDICE
Introdução............................................................................................................................3
A teia....................................................................................................................................4
Rótulos: uma actividade para nos conhecermos .................................................................5
Esta primeira sessão foi.......................................................................................................8
Senta-te á minha direita.....................................................................................................10
Os puzzles... ......................................................................................................................11
Nos nossos tempos livres... ...............................................................................................14
“O melhor e o pior desta sessão foi...”...............................................................................16
Assino isso.........................................................................................................................18
Ordenar sem palavras... ....................................................................................................20
Vamos fazer algo juntos... .................................................................................................21
O bazar mágico .................................................................................................................23
Trocando informações... ....................................................................................................25
Um grupo: duas tarefas... ..................................................................................................28
O boato... ...........................................................................................................................30
Instruções... .......................................................................................................................32
O conflito............................................................................................................................34
O que dirias se...................................................................................................................37
A nossa actividade.............................................................................................................42
O alvo ................................................................................................................................45
E o melhor grupo é ............................................................................................................47
Colecção de Dinâmicas de Grupos
2
INTRODUÇÃO
Reúnem-se, a seguir, um conjunto de jogos e dinâmicas de grupos que tem sido por mim utilizadas em
diferentes acções de formação, designadamente nas áreas da animação de tempos livres, da animação de
campos de férias e da animação de associações e grupos juvenis.
Importa ter presente que estes jogos e dinâmicas tem objectivos claramente definidos e que a sua utilização a
eles se deve subordinar-se. Uma dinâmica não se usa por usar, não se usa porque é gira ou divertida, mas
sim porque nos pode permitir atingir um objectivo que se nos afigura adequado face ao grupo e ao contexto
em que estamos a trabalhar.
Sugestões, correcções, variações e relatos (bons e maus) de utilização destas dinâmicas são muito
desejados. Escrevam-me para jm.vieira @netvisao.pt e/ou visitem o meu blogue em
http://www.anijovem.blogspot.com .
Évora, Janeiro de 2006
José Vieira
Colecção de Dinâmicas de Grupos
3
A TEIA
OBJECTIVOS:
l.
Proporcionar, num ambiente descontraído e divertido, um primeiro contacto entre os
participantes.
TAMANHO DO GRUPO:
Ilimitado.
TEMPO REQUERIDO:
Aproximadamente quinze minutos.
MATERIAL:
1. Um novelo de lã ou corda
LUGAR:
Uma sala suficientemente ampla onde os participantes em pé possam formar uma roda.
DESENVOLVIMENTO:
I. O participante diz o seu nome, idade, naturalidade, onde reside e que ocupação tem e atira a o
novelo a outro participante (ficando com a ponta da corda na mão) que deverá dizer o seu nome e
idade, agarrar na corda junto ao novelo e atirar este a outro participante. E assim sucessivamente
até ao último participante. Este último participante devolve o novelo a quem lho tiver atirado, mas
antes terá de repetir o que esse outro participante tiver dito quando teve o novelo na mão.
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4
RÓTULOS:
Uma actividade para nos conhecermos
OBJECTIVOS:
l.
Proporcionar oportunidades para conhecer e dar-se a conhecer aos outros membros do grupo.
ll. Promover a retroalimentação e a auto-descoberta entre os participantes de acordo com as suas
percepções iniciais.
TAMANHO DO GRUPO:
Ilimitado.
TEMPO REQUERIDO:
Aproximadamente uma hora.
MATERIAL:
1. Conjunto de oito etiquetas com categorias para cada participante .
2. Uma cópia para cada participante da folha para entrevistar
3. Lápis ou esferográficas
LUGAR:
Uma sala suficientemente ampla para que os participantes se possam deslocar e para poderem
falar aos pares com alguma privacidade.
DESENVOLVIMENTO:
FASE UM
I. O formador faz uma pequena apresentação dos objectivos da dinâmica chamando a atenção para
a importância e consequências no relacionamento interpessoal das primeiras impressões que
fazemos daqueles com que nos encontramos pela primeira vez .
II. O formador distribui a cada participante um conjunto de etiquetas e informa que cada um deve
escolher para cada uma das categorias um participante que no seu entender possua essa
característica. A seguir devem colar cada uma das etiquetas na pessoa que escolheram e falar com
ela durante um minuto sobre a característica que a ela atribuíram...
Conjunto normal de etiquetas:
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5
FELIZ
AFECTIV@
SINCER@
INTELIGENTE
GRACIOS@
SENSUAL
MISTERIOS@
AFÁVEL
Conjunto de etiquetas para crianças:
FELIZ
BONIT@
SIMPÁTIC@
INTELIGENTE
ALEGRE
INTERESSANTE
MISTERIOS@
QUERID@
Noutra variante desta dinâmica distribuem-se etiquetas vazias, começando por solicitar aos participantes
que inscrevam em cada uma delas uma característica de personalidade de que apreciamos naqueles de
quem gostamos.
III. O formador forma grupos de 3 a 4 pessoas e pede que discutam entre si o que sentiram ao ser ou
não catalogados com base nas primeiras impressões que causaram aos outros.
FASE DOIS.
I. O formador pede que os participantes constituam pares de modo a que os mesmos sejam
formados por pessoas que não se conheçam ou que se conheçam pouco.
II. Depois de os pares estarem formados e separados na sala de modo a terem alguma privacidade
distribui-se a folha de entrevista aos participantes.
III. Concedem-se dez minutos aos pares (cinco minutos por pessoa) para realizarem as entrevistas. O
formador deve reforçar que as perguntas a colocar ao par devem ser pouco tradicionais.
IV. Volta-se a reunir todo o grupo e cada participante apresenta o seu par.
V. O formador leva acabo um pequeno debate sobre os resultados da actividade.
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6
FOLHA DE ENTREVISTA
ETIQUETANDO:
uma actividade para nos conhecermos melhor
INSTRUÇÕES :
Cada um de vocês entrevistará um outro participante. Para isso deves fazer cinco perguntas pouco
tradicionais, tais como as que mais abaixo se apresentam. Podes, no entanto, criar as tuas próprias
perguntas. Depois da primeira entrevista, trocam-se os papéis.
Ao terminar as duas entrevistas, tu
apresentarás @ teu companheir@ a todo o grupo, ou seja as perguntas que fizeres e as respostas que
obtiveres.
Alguns exemplos de perguntas pouco tradicionais :
Qual é o teu objecto preferido ?
Como te sentes agora ?
Qual a pessoa em quem mais confias?
Com que coisa costumas sonhar frequentemente?
Onde gostas de ir, quando queres estar só?
Uma coisa que aches muito exótica?
Como defines amizade?
Quando é que te sentes mais carinhos@ ?
Qual é a coisa que mais te preocupa?
Qual é a coisa mais importante para ti
Quando te sentes melhor contigo própri@ ?
Que esperas de mim?
Senão fosses quem és, quem gostarias de ser
O que é que te costuma deixar triste ?
Como manifestas o teu desagrado com outra pessoa ?
Em que circunstâncias costumas mentir?
Qual é a coisa mais difícil para ti ?
Qual é o teu prato favorito ?
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7
Esta primeira sessão foi...
OBJECTIVOS:
l.
Avaliar o desenrolar de uma primeira sessão formativa.
TAMANHO DO GRUPO:
Ilimitado.
TEMPO REQUERIDO:
Aproximadamente 15 minutos.
MATERIAL:
2. Uma folha de resposta para cada participante .
3. Lápis ou esferográficas
LUGAR:
Uma sala qualquer.
DESENVOLVIMENTO:
VI. Apresentar e explicar o objectivo da dinâmica.
VII. Distribuir a cada participante uma folha com a frase “A sessão de hoje foi:” e linhas em branco.
Solicitar que cada participante, de um modo anónimo, isto é, sem assinar, mas com letra legível,
complete a frase com as suas impressões sobre a primeira sessão do curso.
VIII. Recolher as folhas escritas por cada participante, baralhá-las e redistribuí-las.
IX. Pedir que cada participante leia, em voz alta, a frase que lhe calhou.
X. Depois de todas as frases terem sido lidas, questionar o grupo sobre se tem algo mais a dizer em
relação à avaliação da sessão
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8
A primeira sessão deste curso foi
A primeira sessão deste curso foi
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A primeira sessão deste curso foi
A primeira sessão deste curso foi
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Senta-te á minha direita...
OBJECTIVOS:
I. Criar um clima alegre, descontraído e amistoso susceptível de favorecer um adequado
relacionamento interpessoal;
II. Facilitar a memorização dos nomes dos elementos de um grupo recentemente constituído;
III. Promover capacidade de expressão de sentimentos face aos outros e a auto-estima dos elementos
que integram um grupo.
TAMANHO DO GRUPO:
•
9 a 20 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Aproximadamente 10 minutos.
MATERIAL:
•
Nenhum
LUGAR:
•
Uma sala qualquer com cadeiras colocadas em roda. Deve existir uma cadeira a mais face à
soma do número de elementos do grupo e animador(es).
DESENVOLVIMENTO:
I. Pedir aos participantes que se sentem nas cadeiras, de modo a que cadeira á direita do animador
que conduz a dinâmica fique vazia.
II. Apresentar rapidamente os objectivos da dinâmica e o respectivo funcionamento: quem tiver um
lugar livre á sua direita deverá convidar de um modo simpático e afectivo um qualquer membro do
grupo para ocupar esse lugar. O convite deve conter um elogio à pessoa convidada, como por
exemplo: “Ana... Gostava que te sentasses á minha direita porque és uma pessoa muito
simpática...”
III. O animador inicia, ele próprio, a dinâmica convidando um elemento do grupo a sentar-se na cadeira
livre á sua direita. A dinâmica deve prosseguir até todos os elementos terem trocado de lugar.
IV. A exploração final desta dinâmica deve incidir naquilo que os elementos do grupo sentiram quando
tiveram de convidar alguém e quando foram convidados por alguém. Neste contexto, e entre
outras, podemos explorar as seguintes questões: É fácil elogiarmos os outros publicamente? Que
sentimos quando os outros nos elogiam?
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10
Os puzzles...
OBJECTIVOS:
I. Criar um clima alegre, descontraído e amistoso susceptível de favorecer
relacionamento interpessoal;
II. Promover a formação aleatória de subgrupos de trabalho;
um adequado
TAMANHO DO GRUPO:
•
8 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Aproximadamente 10 minutos.
MATERIAL:
•
Uma imagem para cada grupo que se pretender formar. Cada imagem deve ser previamente
recortada em tantos pedaços quanto o número de elementos que se pretenda que os grupos
tenham. Formar-se-ão assim puzzles com um determinado número de peças. Naturalmente o
número de peças total será igual ao número de participantes e o número de puzzles igual ao
número de subgrupos que se pretendam formar.
LUGAR:
•
Uma sala qualquer.
DESENVOLVIMENTO:
I. Baralhar as “peças” dos puzzles e distribuir uma a cada participante.
II. Convidar os participantes a procurarem os colegas que tem as peças que combinem com as suas e
a juntarem-se a eles
III. Em contexto de formação, a exploração final desta dinâmica deve incidir sobre os diferentes modos
que podemos utilizar para dividir aleatoriamente um grupo e sobre o interesse de o fazermos.
Noutros contextos não será necessário fazer qualquer exploração, na medida em que se trata de
uma dinâmica que introduzirá uma outra.
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11
Colecção de Dinâmicas de Grupos
12
Colecção de Dinâmicas de Grupos
13
Nos nossos tempos livres...
OBJECTIVOS:
I. Aprofundar o conhecimento interpessoal num grupo;
II. Proporcionar uma introdução à reflexão sobre o conceito e as formas de ocupar tempos livres;
TAMANHO DO GRUPO:
•
8 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Aproximadamente 30 minutos.
MATERIAL:
•
Uma cópia da folha “Nos nossos tempos livres” para cada subgrupo
LUGAR:
•
Uma ou mais salas que permitam que os diferentes subgrupos possam trabalhar com algum
isolamento face aos restantes.
DESENVOLVIMENTO:
I. Distribuir a cada subgrupo um exemplar da folha “Nos nossos tempos livres...”.
II. Juntar todos os subgrupos e solicitar que cada um apresente as respectivas respostas.
III. A exploração pelo animador deve incidir em dois aspectos: questionar os grupos sobre se foi ou
não fácil os elementos de cada subgrupo encontrarem respostas comuns; e evidenciar as
semelhanças e diferenças que tiver detectado nas respostas dadas pelos diferentes subgrupos.
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14
Nos nossos tempos livres...
Cada subgrupo deve elaborar uma lista com:
•
3 coisas que fazemos habitualmente nos nossos tempos livres e de que gostamos muito
..........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
•
3 coisas que temos de fazer nos nossos tempos livres e de que não gostamos nada
..........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
•
3 coisas que (ainda) não fazemos nos nossos tempos livres mas que gostaríamos muito de fazer:
..........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
..........................................................................................................................................
Preparem-se para apresentar as vossas conclusões aos outros grupos, escolhendo, nomeadamente,
um porta-voz...
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“O melhor e o pior desta sessão foi...”
OBJECTIVOS:
l.
Avaliar o desenrolar de sessão formativa.
TAMANHO DO GRUPO:
Ilimitado.
TEMPO REQUERIDO:
Aproximadamente 15 minutos.
MATERIAL:
1. Uma folha de resposta para cada participante .
2. Lápis ou esferográficas
LUGAR:
Uma sala qualquer.
DESENVOLVIMENTO:
I. Apresentar e explicar o objectivo da dinâmica.
II. Distribuir a cada participante uma folha com a frase “O melhor e o pior da sessão de hoje foi:” e
linhas em branco.
III. Pedir que cada participante leia, em voz alta, o que escreveu.
IV. Depois de todas as frases terem sido lidas, questionar o grupo sobre se tem algo mais a dizer em
relação à avaliação da sessão
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O melhor desta sessão foi...
O melhor desta sessão foi...
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O pior desta sessão foi...
O pior desta sessão foi...
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O melhor desta sessão foi...
O melhor desta sessão foi...
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O pior desta sessão foi...
O pior desta sessão foi...
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Colecção de Dinâmicas de Grupos
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Assino isso...
OBJECTIVOS:
I. Aprofundar o conhecimento interpessoal num grupo;
TAMANHO DO GRUPO:
•
8 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Aproximadamente 15 minutos.
MATERIAL:
•
Uma cópia da folha de instruções “Assino isso...” para cada participante.
LUGAR:
•
Uma sala qualquer.
DESENVOLVIMENTO:
I. Distribuir a cada participante um exemplar da folha “Nos nossos tempos livres...” solicitando que
comecem por ler cuidadosamente as instruções. Esclarecer dúvidas eventuais e dar início à
primeira fase – escolha individual e em silêncio das 6 questões em relação ás quais os
participantes vão procurar assinaturas.
II. Quando todos tiverem feito as suas escolhas permitir que seja feita a recolha das assinaturas.
III. No final pedir que cada participante revele as questões que seleccionou e as assinaturas que
conseguiu, ou não, para cada uma delas. A exploração pelo animador pode incidir nas questões
mais e menos escolhidas na fase inicial pelos participantes e naquelas para as quais foi mais fácil
e/ou mais difícil recolher assinaturas. Podem, também, ser exploradas as razões das escolhas
iniciais.
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18
ASSINO ISSO...
INSTRUÇÕES :
A ideia deste exercício é a de recolheres seis assinaturas de seis diferentes participantes que estão a
frequentar esta acção. Mas cada uma dessas assinaturas só pode ser recolhida se aquele que assina
concordar com a frase escrita ao lado. Ou seja, a participante A só pode assinar no espaço em vazio
colocado à direita da primeira linha da tabela impressa em baixo se efectivamente considerar que o governo
actual está a ter um bom desempenho. Para dificultar a tua tarefa vais ter de começar, sem falar com os
teus colegas, por escolher as seis questões em relação as quais irás, depois, procurar assinaturas.
Naturalmente que deves escolher questões em relação às quais achas que não vai ser difícil recolher
assinaturas
Considero que o actual governo tem tido um bom
desempenho...
Tenho o mesmo signo do zodiaco que tu.
Prefiro trabalhar sozinh@ do que em grupo
Gosto muito de ir à praia...
Gosto de ler poesia.
Considero-me uma pessoa muito atraente.
Gostava de ser chefiad@ por uma mulher.
Vivo sozinh@.
Sou uma pessoa timida e reservada.
Acredito na magia.
Gosto de jardinagem
Nos tempos livres gosto de passear pela cidade.
Sou uma pessoa muito afectiva.
Chefio outras pessoas.
Sou uma pessoa muito aberta a novas experiências.
Toco um instrumento musical.
No meu emprego trabalho aos fins-de-semana.
Gosto muito de matemática.
Não sei andar de bicicleta.
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19
Ordenar sem palavras...
OBJECTIVOS:
•
Proporcionar a interacção não-verbal e o contacto físico num grupo.
•
Reforçar a intimidade e, por consequência, a confiança interpessoal e a coesão do grupo
TAMANHO DO GRUPO:
•
8 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 15 e 20 minutos.
MATERIAL:
•
Uma corda ou outro sistema que permita delimitar no chão uma área da qual os participantes não
podem sair.
LUGAR:
•
Uma sala ampla de preferência sem mobiliário.
DESENVOLVIMENTO:
I. Começar por colocar no chão uma corda, esticada de modo a definir um círculo e pedir que os
participantes se distribuam na parte exterior desse círculo. Informar os participantes que o exercício
que vão fazer é de natureza não-verbal pelo que não é permitido falar. Pedir que os participantes
avancem até ficar com os pés em cima da corda e informar que durante o exercício os participantes
não podem colocar os pés fora da corda.
II. Lançar então, e sucessivamente,ao grupo três desafios: que cumprindo as regras – não falar e não
colocar os pés fora da corda, se ordenem por:
a) Idades
b) Tamanho das mãos
c) Cor dos olhos
III. A exploração da dinâmica deve incidir nas dificuldades que os participantes sentiram no desenrolar
dos exercícios e nas estratégias utilizadas para as ultrapassar.
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20
Vamos fazer algo juntos...
OBJECTIVOS:
•
Consciencializar para os diferentes factores que afectam o funcionamento de um grupo.
TAMANHO DO GRUPO:
•
8 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 15 e 20 minutos.
MATERIAL:
•
Uma mesa.
•
Barro ou pasta de moldar (a qual não deve estar á vista dos participantes)
•
Vendas para todos os participantes
LUGAR:
•
Uma sala ampla de preferência apenas com uma mesa colocada no centro.
DESENVOLVIMENTO:
I. Pedir que os participantes formem um círculo em volta da mesa colocada no centro da sala.
Informar que neste exercício não é absolutamente proibido falar e que quem o fizer será de
imediato excluído do mesmo. Pedir, então, aos participantes que vendem os olhos e, depois disso
se aproximem da mesa até poderem nela colocar as mãos.
II. Informar o grupo que o objectivo deste exercício é que os participantes façam, em grupo, isto é
colectivamente (frisar bem que é em trabalho colectivo o que se pretende) uma coisa qualquer
utilizando o material que o animador vai colocar sobre a mesa.
III. Colocar, então, sobre a mesa um pedaço de pasta de moldar (excessivamente pequeno face ao
número de participantes) e deixar os participantes trabalhar – observando o cumprimento das
regras. Passado uns minutos (5- 10 minutos) pedir que os participantes parem de trabalhar e
questioná-los (agora podem falar, mas apenas para dizer sim ou não) sobre se consideram, ou não,
concluída a sua tarefa. Independentemente da resposta que for dada pelos participantes, informar
que o grupo tem mais 2 minutos para concluir o trabalho.
IV. Passado esses 2 minutos, interromper o trabalho do grupo, pedir que os participantes se afastem
da mesa e que retirem as vendas.
V. A exploração deste exercício deve incidir, entre outras, nas seguintes questões:
Colecção de Dinâmicas de Grupos
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a)
b)
c)
d)
Se o trabalho efectuado é, de facto, colectivo, de grupo?
Todos participaram igualmente?
Se cada um sente que o trabalho final tem a sua própria contribuição pessoal?
O que cada um sentiu durante o exercício? O que fez? O que procurou fazer? Que
contribuição deu para que o objectivo do trabalho (fazer algo colectivamente) fosse obtido?
e) O que dificultou a obtenção do objectivo estabelecido?
f) Como procurou o grupo ultrapassar essas dificuldades?
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22
O bazar mágico
OBJECTIVOS:
•
Favorecer a comunicação entre os membros de um grupo.
•
Aprofundar o conhecimento interpessoal
•
Aumentar a auto-estima
•
Fomentar a coesão do grupo
TAMANHO DO GRUPO:
•
8 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 20 e 30 minutos.
MATERIAL:
•
Eventualmente material para decoração do espaço como velas, lençois ou panos e outros.
•
Quadrados de papel A6 em branco (2 por participante)
LUGAR:
•
Uma sala ampla de preferência sem mobiliário.
DESENVOLVIMENTO:
I. Antes do grupo chegar à sala onde a dinâmica for realizada preparar um pequeno espaço com
lençóis ou panos e velas acesas de modo a invocar uma espécie de bazar oriental ou de sala de
astrólogo ou cartomante. Nesse espaço deve haver uma superfície onde serão colocados os
quadrados de papel e uma caneta.
II. O animador apresenta a dinâmica informando o grupo que a mesma visa de aprofundar o
conhecimento interpessoal através da escolha num Bazar Mágico de uma característica ou
qualidade que cada um deseja ardentemente possuir e abandonar uma que gostaria de não
possuir. Deve procurar motivar os participantes pedindo-lhes que imaginem que se encontram
junto de um grande bazar oriental, uma grande tenda mágica. Mas é um bazar especial, porque
nele é possível trocar defeitos por virtudes. Assim sendo cada participante vai poder trocar o seu
maior defeito pela característica ou qualidade que mais gostaria de possuir. Mas cada um só pode
fazer uma transação no Bazar.
III. O animador pede, então, que, em silêncio, cada participante medite por instantes. Que decida o
que vai trocar no bazar. Depois disso, à vez, cada participante dirige-se ao canto da sala
Colecção de Dinâmicas de Grupos
23
previamente preparado e escreve num pedaço de papel a característica que deixa no bazar e a que
traz em troca.
IV. A exploração da dinâmica, pelo animador, deve incidir na partilha e justificação das trocas que cada
participante realizou no bazar. Assim deve ser dado a cada participante um breve momento para
ele informar o grupo da troca que efectuou e das razões que a motivaram. O animador não deve
permitir que os outros participantes façam comentários durante o período em que um participante
faz a sua intervenção.
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24
Trocando informações...
OBJECTIVOS:
•
Consciencializar o grupo das vantagens do trabalho em grupo
TAMANHO DO GRUPO:
•
12 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 10 e 15 minutos.
MATERIAL:
•
Uma cópia da folha “Trocando de informações” para cada cada participante
LUGAR:
•
Uma sala com mesas colocadas a formar um quadrado ou um “U”.
DESENVOLVIMENTO:
II. Apresentar a dinâmica informando os participantes que o que se vai fazer a seguir é um teste
individual à sua cultura geral.
III. Distribuir a cada participante a folha de trabalho da dinâmica e pedir-lhes que individualmente e
sem procurar a “ajuda” dos parceiros preencham a folha de resposta. Informar que para realizarem
o teste disporão de 5 minutos.
IV. Terminado o tempo de resposta pedir aos participantes que tranquem com um “–“ as respostas que
ficaram por preencher.
V. Pedir, então, que os participantes se reunam em 3 ou 4 subgrupos (não mais do que 4 elementos
por grupo e que disponham na sala de modo a poderem trabalhar de um modo minimamente
isolado.
VI. Informar os subgrupos que disporão de 3 minutos para, com a participação de todos, preencherem
uma nova grelha de respostas.
VII. No final apresentar as respostas correctas e verificar e comparar os “scores” obtidos
individualmente e em grupo.
VIII. Concluir que nesta dinâmica se verificou um efeito sinergético do grupo face ao indivíduo, já que as
respostas dos grupos foram melhores do que as obtidas individualmente (se não para todos, pelo
menos para uma larga maioria dos indivíduos – participantes.
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25
Trocando informações...
Escreve no espaço vazio o que tu crês que está (ou deve estar) entre o primeiro e o último elemento. Ou seja,
“o que está entre a noite e o dia? – Alvorada”; “O que separa a África da Ásia? – O canal do Suez”, por
exemplo
Europa
Electrão
Bezerro
Vénus
Sargento
Incisivo
Dia
França
Europa
Criança
Doença
Nascimento
Estômago
Manhã
Larva
Mau
Alpha
Almada
Ano
Boca
Macho
Hexágono
Norte
Triângulo
Vermelho
Cabeça
Ouro
Vitória
Principio
França
África
Molécula
Touro
Marte
Capitão
Molar
Mês
Espanha
América
Adulto
Saúde
Morte
Duodeno
Tarde
Borboleta
Bom
Gama
Lisboa
Século
Estômago
Fêmea
Octógono
Sul
Pentágono
Amarelo
Pernas
Bronze
Derrota
Fim
Inglaterra
N º de Respostas correctas
Individualmente
Em grupo
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26
Folha de correcções
Europa
Mediterrâneo
África
Electrão
Átomo
Bezerro
Vitelo ou Novilho
Touro
Vénus
Terra
Marte
Molécula
Sargento
Tenente
Capitão
Incisivo
Canino
Molar
Dia
Semana
Mês
França
Pirinéus
Espanha
Europa
Atlântico
América
Criança
Jovem ou adolescente
Adulto
Doença
Convalescência
Saúde
Reprodução ou a Agonia
Morte
Nascimento
Estômago
Piloro
Duodeno
Manhã
Meio-dia
Tarde
Larva
Crisálida
Borboleta
Mau
Suficiente ou médio
Bom
Alpha
Beta
Gama
Almada
Rio Tejo
Lisboa
Ano
Década
Século
Boca
Esófago
Estômago
Macho
Hexágono
Norte
Hermafrodita
Heptágono
Centro
Fêmea
Octógono
Sul
Triângulo
Quadrado
Vermelho
Cor-de-Laranja
Amarelo
Cabeça
Tronco ou corpo
Pernas
Ouro
Prata
Bronze
Vitória
Empate
Derrota
Principio
Meio
França
Canal da Mancha
Colecção de Dinâmicas de Grupos
Pentágono
Fim
Inglaterra
27
Um grupo: Duas tarefas...
OBJECTIVOS:
•
Permitir que os participantes adquiram a consciência de alguns dos factores que afectam
participação individual e o desempenho de um grupo, nomeadamente a motivação individual e
grupal, a clarificação dos objectivos, dos conteúdos e a natureza da tarefa, o número de
participantes e o tempo disponível, necessidade de liderança, de organização do trabalho, entre
outros.
TAMANHO DO GRUPO:
•
12 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 20 e 30 minutos.
MATERIAL:
•
Folhas de papel e lápis ou esferográficas
•
Barro ou pasta de moldar (a qual não deve estar á vista dos participantes)
LUGAR:
•
Uma sala com mesas colocadas a formar um quadrado ou um “U”.
DESENVOLVIMENTO:
I. Começar por apresentar muito sumariamente a dinâmica informando o grupo que vai ter de
executar duas tarefas e que o objectivo é o de avaliar a sua capacidade de a executar
adequadamente no tempo que lhes vai ser concedido para cada uma.
II. Informar o grupo que para executar a primeira tarefa disporá de 10 minutos. Apresentar a primeira
tarefa:
“O grupo deverá elaborar um texto com um mínimo de quinze linhas sobre as condições que devem
ser tidas em atenção para promover a coesão dos grupos de crianças e jovens que participam na
programação de actividades de tempos livres”
III. 4. O animador deve abster-se de dar mais qualquer esclarecimento adicional sobre a tarefa a
executar pelo grupo alegando que todas as instruções já foram dadas. Ir avisando em voz alta do
tempo que falta (5, 3 e 1 minuto) e interromper os trabalhos quando o tempo se esgotar recolhendo
o texto que o grupo tiver produzido – se o tiver produzido!
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28
IV. 5. Sem mais demoras informar o grupo que para executar a segunda tarefa disporá de 5
minutos. Apresentar a segunda tarefa:
V. Trata-se de repetir, mas sem os olhos vendados, o exercício “Vamos fazer algo juntos” ou seja a
modelagem colectiva de uma peça que expresse a visão do grupo sobre o tema
“Um grupo é...”
VI. Tal como na primeira tarefa o animador não deverá dar explicações adicionais e avisará, em voz
alta, o grupo do tempo que resta para o termo (3, 2 e 1 minuto).
VII. No final colocar a peça moldada pelo grupo e o texto (ou o que dele tiver sido feito) lado-a-lado e
iniciar a exploração da dinâmica.
VIII. Na exploração da dinâmica sugiro que entre outros sejam aflorados os seguinte tópicos:
•
Eficácia do grupo nas duas tarefas;
•
Motivação que cada um sentiu ao ter conhecimento de cada uma das tarefas (e respectiva
justificação)
•
Participação individual e do grupo (no seu conjunto) em cada uma das tarefas (procurar
justificações para o provável caso de a participação ter sido maior na segunda do que na
primeira tarefa)
•
O que cada um sentiu no decorrer das dinâmicas? Que reacções foram provocadas pelo
anúncio do animador do tempo que faltava?
•
Que conclusões podem ser extraídas deste exercício sobre os factores que condicionam a
participação individual num trabalho em grupo e em relação ao rendimento e eficácia do
trabalho em grupo (ver o ponto 1 destas instruções).
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29
O boato...
OBJECTIVOS:
•
Consciencializar os elementos de um grupo para as dificuldades e barreiras que se colocam aos
processos de comunicação.
TAMANHO DO GRUPO:
•
12 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 10 e 15 minutos.
MATERIAL:
•
Cópia impressa da história anexa
LUGAR:
•
Uma sala qualquer.
DESENVOLVIMENTO:
I. Solicitar que 6 participantes se ofereçam como voluntários para participar numa experiência sobre
comunicação e pedir que 5 deles abandonem a sala.
II. Então, o animador conta a história anexa ao voluntário que ficou na sala, informando-o antes que a
deverá escutar atentamente para, num momento posterior a contar a um dos outros voluntários que
está fora da sala. Quem está a ouvir a história não pode falar.
III. Segue-se a exploração da dinâmica feita com base na projecção simultânea da história inicialmente
contada e da história escrita pelo último dos voluntários a entrar na sala. A exploração deve incidir
nas alterações que foram sendo gradualmente introduzidas na história inicial e no final o animador
deve procurar que os participantes fiquem conscientes das dificuldades que rodeiam a circulação
de comunicação através de uma cadeia de pessoas.
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30
HISTÓRIA PARA O BOATO
Consta que 483 pessoas estão soterradas nas ruínas de um edifício. As operações de
salvamento iniciaram-se logo após o desmoronamento. Estão envolvidas nestas operações
milhares de pessoas entre médicos, bombeiros e populares. Para o local da tragédia foram
enviadas ambulâncias, viaturas dos bombeiros,
centenas de cobertores e grandes
quantidades de água alimentos, medicamentos e cobertores.
Entretanto começaram a
circular na cidade rumores de que esta derrocada não foi um acidente, mas sim um atentado.
Com efeito diz-se que no local da tragédia foi visto um homem com roupa árabe que
transportava uma pesada mala e que tinha uma ar suspeito. Sabe-se também que entre as
vitimas estão pessoas muito ricas.
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31
Instruções...
OBJECTIVOS:
•
Consciencializar um grupo para temáticas relacionadas com as dificuldades de comunicação que
ocorrem em consequência do automatismo dos mecanismos de percepção.
TAMANHO DO GRUPO:
•
8 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 15 e 20 minutos.
MATERIAL:
•
Cópias da folha de instruções para cada participante.
LUGAR:
•
Uma sala com cadeiras e mesas ou suportes para escrever.
DESENVOLVIMENTO:
I. Distribuir a folha de instruções com a parte escrita virada para baixo informando os participantes
que só devem começar a ler o conteúdo quando for dado sinal para isso.
II. Informar os participantes que o exercício consiste em conseguir, no menor tempo possível,
completar as instruções descritas na folha que foi distribuída.
III. Dar início à actividade.
IV. Na exploração desta actividade chamar a atenção para o facto de que com alguma frequência não
entendemos devidamente aquilo que lemos ou aquilo que nos é dito porque somos atraiçoados
pela nossa percepção e pelos automatismos que dela decorrem (a primeira instrução é
rapidamente esquecida, porquanto as instruções seguintes são mais concretas o que leva à
precipitação...). Os processos de comunicação são frequentemente afectados, prejudicados por
este tipo de fenómenos...
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32
FOLHA DE INSTRUÇÕES
1. Como sempre, e antes de mais, deves começar por ler todas as instruções.
2. Escreve o teu nome no canto superior direito desta folha.
3. Rodeia com um círculo a palavra “nome” na instrução nº2.
4. Desenha cinco quadrados pequenos no ângulo inferior esquerdo desta folha.
5. Escreve um X em cada um dos cinco quadrados que desenhaste.
6. Rodeia com um círculo cada um dos quadrados que desenhaste.
7. Faz a tua assinatura debaixo do título desta página.
8. Depois do “+” escreve sim, sim, sim. + ____ ____ ____
9. Rodeia com um círculo o número da instrução 7.
10. Escreve um X maiúsculo no canto inferior esquerdo desta folha.
11. Desenha um triângulo ao redor desse X maiúsculo.
12. No verso desta folha multiplica70 X 30.
13. Desenha um círculo à volta da palavra “folha”. na instrução nº 4.
14. Pronuncia e voz alta o teu primeiro nome quando chegares a esta instrução nº 14.
15. Se achas que até agora cumpriste correctamente estas instruções diz “sim” em voz alta.
16. Soma 107 + 278 no verso desta folha.
17. Rodeia com um círculo o resultado desta suma.
18. Diz em voz alta: “sou o que melhor cumpriu estas instruções”.
19. Agora que terminaste de ler cuidadosamente estas instruções, leva acabo apenas as instruções
nº 2 e 3.
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33
O conflito
OBJECTIVOS:
•
Consciencializar os elementos de um grupo sobre os mecanismos do conflito em grupo.
TAMANHO DO GRUPO:
•
12 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 30 e 40 minutos.
MATERIAL:
•
Cópias das instruções/papeis para cada um dos participantes
LUGAR:
•
Uma sala com mesas colocadas a formar um quadrado ou um “U”.
DESENVOLVIMENTO:
I. Distribuir a cada um dos participantes um dos papéis anexos solicitando-lhes que os interiorizem
por alguns momentos e dando a orientação que deverão levar os mesmos até às últimas
consequências.
II. Não interferir de modo algum durante a simulação, ainda que os participantes o solicitem, alegando
que tudo o que tinha de ser dito já foi dito; Interromper a simulação 15 a 30 minutos após o seu
início quando for notório que se instalou no grupo um conflito
III. Explorar com o grupo a dinâmica procurando aplicar a mesma metodologia antes apresentada para
a resolução de problemas: identificação clara do conflito ou conflitos; listagem de todas as soluções
possíveis; análise de custos e perda para cada uma das soluções possíveis; selecção, aplicação e
avaliação da solução mais vantajosa; Analisar também os diferentes papéis exercidos no decorrer
da simulação e a sua contribuição positiva ou negativa para a resolução do conflito; Abordar as
estratégias clássicas de resolução de um conflito: GANHAR-PERDER; PERDER-PERDER E
GANHAR-GANHAR e a importância de um comportamento assertivo na mediação de conflitos.
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INSTRUÇÕES PARA OS
PARTICIPANTES
Tu serás o/a primeir@ a intervir, dizendo que esta dinâmica é uma perda de tempo e proporás que
aproveitem este tempo para partilhar as vossas experiências pessoais sobre actividades de tempos livres já
que o formador o não tem permitido.
Tu estás preocupad@ com as relações interpessoais e procurarás evitar qualquer confronto, propondo
soluções "neutrais".
Deves observar o que acontecer nos próximos minutos, sem falar. Se te fizerem perguntas, responde que
"não entendes nada sobre o que se está a passar".
Quando surgir o conflito procurarás, por todos os meios, que o diálogo seja ordenado e respeitoso, que
ninguém se irrite, que tod@s se escutem uns aos outros.
Tu crês firmemente que é necessário seguir o programa previsto e confiar o formador e que é absurdo propor
que se aproveite esta dinâmica para partilhar experiências pessoais, coisa que pode ser feita noutas ocasiões
nomeadamente nos intervalos e à hora das refeições.
A tua preocupação principal é que todo o mundo expresse a sua opinião, que se ouçam a tod@s. Porás todo
o teu empenho em consegui-lo.
Irrita-te muito que se perca tempo, que nos dispersemos em discussões estéreis. Deves insistir em que sejam
tomadas decisões rápidas.
Deves observar o que acontecer nos próximos minutos, sem falar. Se te fizerem perguntas, responde que
"não tens nenhuma opinião sobre o tema".
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Não aceitarás qualquer opinião superficial. Pergunta. Investiga as razões de fundo. Pede esclarecimentos.
Obriga os outros a concretizar e a justificarem as suas opiniões.
Pensas que neste grupo não há confiança, que se fogem aos conflitos, que as pessoas nunca se confrontam.
Expressa as tuas convicções ao grupo e procura contribuir activamente para que todos falem com franqueza.
Quando a situação “aquecer”, tentarás convencer @s demais a interromper a dinâmica e a não se prestarem
à manipulação d@ formador/a.
Deves observar o que acontecer nos próximos minutos, sem falar. Se te fizerem perguntas, responde que "a
tua opinião será aquela que for aceite pela maioria".
Concordarás com quem expressar a ideia de que esta actividade não leva a lado nenhum, que é uma
completa perda de tempo. Achas que o que se devia fazer era exigir que o formador vos ensinasse jogos
divertidos e capazes de contribuir para resolver os problemas concretos que surgem nas actividades de
tempos livres.
Tu acreditas que esta discussão pode ser muito importante para o grupo e que o grupo deve respeitar a
vontade do formador e, por conseguinte, recusarás qualquer ideia que aponte nos sentido de fazer outra
coisa qualquer
Deves observar o que acontecer nos próximos minutos, sem falar. Se te fizerem perguntas, responde que
"desculpem lá mas o que eu queria mesmo era estar na praia...".
Por princípio recusas todas as ideias e sugestões que não sejam devidamente fundamentadas... Se alguém
diz ou sugere qualquer coisa interroga-a sobre as razões das suas afirmações...
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O que dirias se...
OBJECTIVOS:
•
Provocar uma reflexão sobre os diferentes estilos de comunicação e sobre os respectivos efeitos
no relacionamento interpessoal.
TAMANHO DO GRUPO:
•
12 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 30 e 40 minutos.
MATERIAL:
•
Papel e esferográficas ou lápis para os participantes.
•
Acetatos com o texto dos casos e as respostas tipificadas para a fase de exploração da dinâmica.
LUGAR:
•
Uma sala com mesas colocadas a formar um quadrado ou um “U”.
DESENVOLVIMENTO:
I. O animador deve começar por informar os participantes que a dinâmica que vai ser realizada tem
como objectivo analisar os diferentes modos de responder a situações em termos comunicacionais.
Deverá também informar que na primeira parte da dinâmica deve ser observado silêncio completo
não devendo, portanto, trocar-se opiniões com os colegas nem questionar o formador. De seguida
deverá ler pausada e claramente o seguinte texto:
Imaginem-se a exercer funções de animação de uma actividade de tempos livres para crianças
com idade compreendida entre os 6 e os 10 anos. É este o cenário, o contexto, onde se passam as
três situações que a seguir serão descritas. Procurem prever como reagiriam de imediato (com a
cabeça quente, portanto) perante cada situação. Imaginem, nomeadamente, o que diriam, logo ali
ao indivíduo envolvido e como o diriam (tom de voz, gestos, etc.). Escrevam, então, o mais
rapidamente possível aquilo que primeiro vos ocorreu ao ouvir a situação – as frases que diriam e o
modo como o fariam). Procurem ser expontâneos/as e ainda que a situação descritas vos suscite
dúvidas não façam perguntas adicionais.
II. O formador lê, então, cada um dos casos dando, entre eles, um tempo para os participantes
escreverem as frases que lhes ocorreram e para identificarem os aspectos não verbais e as
atitudes que acompanhariam tais frases.
Colecção de Dinâmicas de Grupos
37
III. Terminada esta primeira fase pedir que os participantes, para cada caso, leiam as frases e
descrevam os aspectos não verbais e as atitudes que acompanhariam essas frases.
IV. Solicitar, então, que os formandos se agrupem em 4 subgrupos e que tentem analisar as respostas
mais frequentes (em conteúdo e forma) para cada caso e procurem para as mesmas identificar as
reacções que provocariam nos destinatários e no próprio animador/formador.
V. Na fase de apresentação das conclusões dos subgrupos utilizar os acetatos com a transcrição dos
casos e as frases tipo procurando encaixar entre as mesmas essas conclusões.
Colecção de Dinâmicas de Grupos
38
CASO I – O FRANCISCO
Hoje, o grupo com que estão a trabalhar está muito irrequieto e barulhento. Passaste as últimas horas a pedir-lhes para pararem
quietos, para fazerem menos barulho e tiveste de intervir duas ou três vezes para separares crianças que começaram a brigar. É,
então, que o Francisco, um dos miúdos mais irrequietos e mal educados sobe para cima duma cadeira e começa a gritar a plenos
pulmões. Repreende-lo do fundo da sala. Ele desce da cadeira, atravessa a sala empurrando três ou quatro colegas e, ao passar
junto a ti, murmura, entre dentes que “esta mulher é estúpida que nem uma porta”.
•
Que dirias de imediato ao miúdo? Escreve as frases que primeiro te ocorram...
•
Lê as frases que escreveste e procura caracterizar o tom de voz com que as dirias, os gestos que as acompanhariam e as
providências que tonarias de imediato.
CASO II – A COLEGA
És animador(a) num centro de actividades de tempos livres e trabalhas com uma colega que sistematicamente adopta uma atitude
de superioridade em relação a ti, dando frequentemente a entender que desempenha as suas funções muito melhor do que tu.
Neste momento está a decorrer um atelier de expressão plástica em que participam um pequeno grupo de crianças. Essa tua
colega aproxima-se de ti e diz em voz alta estás uma vez mais a usar as tintas erradas e acrescenta, em tom algo agressivo, que tu
não percebes nada disto...
•
Que dirias de imediato à tua colega? Escreve as frases que primeiro te ocorram...
•
Lê as frases que escreveste e procura caracterizar o tom de voz com que as dirias, os gestos que as acompanhariam e as
providências que tonarias de imediato.
CASO III – A ANITA
No atelier de tempos livres em que exerces funções de animador(a) tens a teu cargo um grupo de crianças que habitualmente se
comporta bem, ainda que exija muita atenção da tua parte. A Anita, uma das crianças que frequenta o atelier, é particularmente
carente, muito tímida e afectiva. É então, que do outro lado da sala vês a Anita a rasgar de modo propositado um livro que lhe
havias acabado de dar da biblioteca do centro para ela folhear. Atravessas a sala e quando chegas junto da criança esta diz-te de
imediato que não foi ela que rasgou o livro e que é apenas um pequeno rasgão.
•
Que dirias de imediato à miúda? Escreve as frases que primeiro te ocorram...
•
Lê as frases que escreveste e procura caracterizar o tom de voz com que as dirias, os gestos que as acompanhariam e as
providências que tonarias de imediato.
Colecção de Dinâmicas de Grupos
39
CASO I – O FRANCISCO
Hoje, o grupo com que estão a trabalhar está muito irrequieto e barulhento. Passaste as últimas horas a
pedir-lhes para pararem quietos, para fazerem menos barulho e tiveste de intervir duas ou três vezes para
separares crianças que começaram a brigar. É, então, que o Francisco, um dos miúdos mais irrequietos e mal
educados sobe para cima duma cadeira e começa a gritar a plenos pulmões. Repreende-lo do fundo da sala.
Ele desce da cadeira, atravessa a sala empurrando três ou quatro colegas e, ao passar junto a ti, murmura,
entre dentes que “esta mulher é estúpida que nem uma porta”.
•
Senta-te já! E só sais daí quando eu te disser! És uma peste!... (AGRESSIVA)
•
Olha Francisco, não subas para cima das mesas, nem empurres os teus colegas(PASSIVA)
•
És tão querido quando dizes isso! (MANIPULADORA)
•
Francisco... Ouvi perfeitamente que acabaste de dizer que eu sou estúpida que nem uma porta. E
isso deixou-me muito irritada e com muita vontade de te castigar. Exijo, por isso, que me peças
desculpa imediatamente. (ASSERTIVA)
CASO II – A COLEGA
És animador(a) num centro de actividades de tempos livres e trabalhas com uma colega que
sistematicamente adopta uma atitude de superioridade em relação a ti, dando frequentemente a entender que
desempenha as suas funções muito melhor do que tu. Neste momento está a decorrer um atelier de
expressão plástica em que participam um pequeno grupo de crianças. Essa tua colega aproxima-se de ti e diz
em voz alta estás uma vez mais a usar as tintas erradas e acrescenta, em tom algo agressivo, que tu não
percebes nada disto...
•
Olha minha cara! Uso as tintas que quiser e me apetecer e não tens nada com isso... Julgas-te
esperta mas lá no fundo sabes que não me chegas nem aos calcanhares... Vai mas é dar uma
volta!... (AGRESSIVA)
•
Tens razão. Não reparei que tirei estas do armário... (PASSIVA)
•
Pois... Mas sabes... Deixa ver... Quero experimentar estas porque já há pouca das outras e queria
deixá-las para ti... (MANIPULADORA)
•
Acabas, uma vez mais, de me chamar à atenção à frente dos miúdos. E isto é muito desagradável
para mim. Fico muito irritada e com vontade de te responder com agressividade. Exijo, por isso, que
me respeites e, como tal, que não voltes a fazer este género de coisas. (ASSERTIVA)
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CASO III – A ANITA
No atelier de tempos livres em que exerces funções de animador(a) tens a teu cargo um grupo de crianças
que habitualmente se comporta bem, ainda que exija muita atenção da tua parte. A Anita, uma das crianças
que frequenta o atelier, é particularmente carente, muito tímida e afectiva. É então, que do outro lado da sala
vês a Anita a rasgar de modo propositado um livro que lhe havias acabado de dar da biblioteca do centro para
ela folhear. Atravessas a sala e quando chegas junto da criança esta diz-te de imediato que não foi ela que
rasgou o livro e que é apenas um pequeno rasgão.
•
És uma mentirosa. Vi perfeitamente que foste tu que rasgaste o livro. Vais ficar de castigo o resto do
dia. (AGRESSIVA)
•
Está bem... Mas tem mais cuidado com os livros da próxima vez. (PASSIVA)
•
Ah!... Já sei... Foi o Pai Natal que rasgou o livro... (MANIPULADORA)
•
Eu vi perfeitamente, lá do fundo da sala, que tu estavas a rasgar o livro. Estás, por isso a mentir e
isso deixa-me muito magoada. Quero, por isso, que me peças desculpa e e que faças um esforço
para não voltares a mentir-me (ASSERTIVA).
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41
A nossa actividade
OBJECTIVOS:
Avaliar um conjunto sucessivo de sessões.
•
TAMANHO DO GRUPO:
12 a 16 pessoas.
•
TEMPO REQUERIDO:
Entre 5 e 20 minutos.
•
MATERIAL:
•
Uma cópia em grande formato (minimo A3) do painel avaliação.
•
Quatro quadrados ou rectângulos de cartolina ou papel de cores diferentes (uma cor para cada
sessão) para cada participante.
LUGAR:
Uma sala qualquer
•
DESENVOLVIMENTO:
I. Explicar ao grupo o funcionamento da dinâmica: cada participante tem, no final de cada sessão, de
avaliar globalmente a sessão colando no local adequado do painel de avaliação entretanto fixado
na parede ou noutro suporte entre 0 e 4 quadrados de cartolina de acordo com a tabela seguinte:
•
Sessão muito má – 0 quadrados
•
Sessão má - 1 quadrados
•
Sessão razoável – 2 quadrados
•
Sessão boa – 3 quadrados
• Sessão muito boa – 4 quadrados
Apresenta-se a seguir um exemplo do resultado que se poderá obter ao fim das 4 sessões para
ajudar a perceber o funcionamento desta dinâmica.
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42
A nossa actividade
SESSÕES
7
8
9
OPINIÕES
AVALIAÇÃO
6
II. Depois de todos os participantes terem colado os seus quadrados o formador/animador deverá
sugerir que o grupo se reuna rapidamente em quatro subgrupos para discutir os resultados da
avaliação e para sintetizar num post-it, e numa frase, a opinião sobre a sessão. Este post-it será
colado no espaço respectivo do painel de avaliação.
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43
A nossa actividade
SESSÕES
Sábado
Domingo
Domingo
Manhã
Tarde
Manhã
Tarde
OPINIÕES
AVALIAÇÃO
Sábado
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44
O alvo
OBJECTIVOS:
•
Avaliar um conjunto sucessivo de sessões.
TAMANHO DO GRUPO:
•
12 a 16 pessoas.
TEMPO REQUERIDO:
•
Entre 5 e 20 minutos.
MATERIAL:
•
Uma cópia em grande formato (minimo A3) do alvo.
•
Marcadores grossos (cores diferentes para sessões diferentes)
LUGAR:
•
Uma sala qualquer
DESENVOLVIMENTO:
I. Explicar ao grupo o funcionamento da dinâmica: cada participante tem, no final de cada sessão, de
marcar 4 pontos no alvo, um em cada sector, de acordo com avaliação que faz daquilo que
aconteceu.
II. Depois de todos os participantes terem feito os pontos o formador/animador deverá procurar
conduzir uma breve discussão com o grupo sobre as avaliações produzidas.
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45
Colecção de Dinâmicas de Grupos
46
E o melhor grupo é
OBJECTIVO:
•
Consciencializar um grupo para os efeitos negativos da competição.
TAMANHO DE GRUPO:
•
16 a 20 participantes divididos em 4 equipas
TEMPO REQUERIDO:
•
10 minutos.
MATERIAL:
•
Nenhum.
LUGAR:
•
Uma sala qualquer.
DESENVOLVIMENTO:
I.
II.
III.
Informar as equipas de que vão entrar numa competição em que haverá prémios para a equipa
que ganhar e castigos para a que perder e de que o objectivo do jogo é realizar correctamente
e no menor tempo possível 5 tarefas.
Revelar às equipas que as tarefas são reunir
• 5 folhas de árvores ou arbustos
• 5 pedrinhas
• 5 guardanapos ou 5 lenços de papel
• 5 fósforos
• 5 sapatos
A exploração deve incidir sobre a forma como decorreu o jogo e especificamente sobre os
comportamentos competitivos evidenciados pelos participantes.
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