DANÇA - UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA:
FATORES DE CONTRIBUIÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO AMBIENTE ESCOLAR
GONÇALVES, Jocelaine de Siqueira - GELL/PUCPR
[email protected]
LEÃO JUNIOR, Cleber Mena – GELL/PUCPR
[email protected]
GOOBO, Mariana – GELL/PUCPR
[email protected]
Eixo Temático: Diversidade e Inclusão
Agencia Financiadora: não contou com financiamento
Resumo
A dança como expressão artística e corporal envolveu-se na história da humanidade,
percorreu diversos caminhos até ser incluída no ambiente escolar, ganhou lugar de destaque
não só pelo fato de ser considerada uma das artes mais completa, entretanto por ser um
método criativo de desenvolver as habilidades de expressão corporal. Hoje está presente no
currículo escolar, sendo considerado um dos grandes eixos da Educação Física. Outro fator
ser considerado é a inclusão de pessoas com necessidades especais na escola regular, ao
relacionar a dança, saúde e deficiência física, encontra-se na dança um possível fator de
contribuição para esses novos alunos. O objetivo deste estudo foi discutir e analisar as
possíveis contribuições da dança para pessoas com deficiência física no âmbito escolar
fundamenta-se em pesquisas bibliográficas da literatura da área. A metodologia deste trabalho
delimitou-se em abordar apenas o tema: dança para pessoa com necessidades especiais no
ambiente escolar e suas possíveis contribuições, buscando publicações entre 1987 até 2011,
analisando o total de 100 referências sobre o tema discutido. Neste trabalho podemos
constatar que ainda há poucos estudos científicos sobre o tema abordado. Em vista das idéias
mencionadas a dança em cadeira de rodas é o tema mais abordado entre todas as publicações
catalogadas, subseqüentemente à dança inclusiva.
Palavras-chave: Dança. Deficiência. Ambiente escolar.
Introdução
A Dança como arte, como esporte, como uma forma de expressão ou manifestação
cultural de um povo, independente da nomenclatura ou forma de utilização a dança sempre
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esteve presente na história da humanidade desde os tempos mais remotos. Dançar é expressar
sentimentos através de movimentos em um ritmo pré-estabelecido, ou também pode ser
definido como o ato de mover o corpo no ritmo da música.
A dança tem ultrapassado os limites dos palcos e dos salões de festa, hoje em dia é
parte integrante de diversos esportes olímpicos, ela foi além ao ingressar no ambiente escolar,
onde atualmente é considerado um dos eixos do currículo da Educação Física.
Segundo Sério (1995) a introdução da dança no espaço escolar deve refletir a interação
das diferentes dimensões da pessoa humana. Estas dimensões corporais, cognitivas afetivas,
espirituais e sociais devem interagir com o conhecimento formal da escola.
O professor de Educação Física utilizou da dança com o objetivo de trabalhar diversos
elementos tanto para o desenvolvimento motor: força, velocidade, agilidade, lateralidade,
espaço temporal e flexibilidade, como também estimular os aspectos cognitivos e de
qualidade de vida, tais como: socialização, inclusão social e expressa corporal.
Para Caldas e Gallardo (2005) a dança, é um dos elementos da cultura corporal a
serem trabalhado na escola junto ao componente curricular de Educação Física, pode
contribuir para um conhecimento de nossa realidade em diferentes âmbitos.
Na opinião de Santos, Araújo e Silva (2005), os novos currículos escolares da primeira
infância trazem a tendência de incluírem artes criativas (músicas, artes e danças). Os
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s, 1997) mostram essa arte como um dos eixos para
Educação Física escolar, pois defendem que todas as culturas têm algum tipo de
manifestações rítmicas e expressivas, onde a cultura brasileira pode se expressar através da
dança. Já para Araújo (2005) a dança vem sendo incluída nos currículos escolares, juntamente
com outras artes criativas como a música e as artes plásticas.
Outro tema que está sendo discutido atualmente nos PCN´s (1997) é a inclusão, de
pessoas com deficiência no ambiente escolar, que por falta de capacitação, conhecimento ou
receio os docentes, tem deixado esses novos alunos excluídos de suas aulas. Mais o fato é
que, a participação desses novos alunos nas aulas de Educação Física poderá lhe oferecer
diversos benefícios, tais como: desenvolvimento das capacidades afetivas, de integração e
inserção social.
O profissional de Educação Física deve favorecer condições de segurança, obter
alguns cuidados como analisar o tipo e o grau de deficiência que o seu aluno possui e por fim
fazer adaptações em que suas aulas para que os alunos com necessidades especiais possam
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participar. Não é necessário planejar a aula toda visando este aluno, mas ele deve ser incluído
em algumas atividades, para que possa desenvolver suas potencialidades da mesma forma que
seus colegas. Trazendo benefícios não só nos aspectos motores, mais também desenvolvendo
o cognitivo e auxiliando na inclusão social.
Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (1997, p. 41) “é possível integrar essa
criança ao grupo, respeitando suas limitações, e ao mesmo tempo, dar oportunidade para que
desenvolva suas potencialidades”.
Objetivos
O presente estudo buscou coletar e analisar trabalhos científicos que discutam a dança
como agente contribuidor no desenvolvimento de pessoas com deficiência física, no ambiente
escolar. Com base teórica os profissionais do movimento poderão utilizar desta arte como um
subsidio nas aulas de Educação Física para inclusão social e desenvolvimento motor desses
novos alunos. Justificado a utilização da dança na escola com base científica de seus possíveis
fatores positivos dessa atividade física para pessoa com deficiência.
Ao relacionar a dança, pessoas com necessidades especiais e a saúde buscamos neste
estudo verificar as reais contribuições dessa arte na escola, e assim obter argumento para
justificar sua prática no âmbito escolar.
Metodologia
Este estudo adota uma metodologia do tipo bibliográfica que para Gil (2007, p. 44) “é
um tipo de pesquisa indispensável nos estudos históricos, em muitas situações, não há outra
maneira de conhecer os fatos passados se não com base em dados bibliográficos”. Já para
Thomas, Nelson (2002, p. 33) “a metodologia do tipo bibliográfica é uma avaliação crítica de
pesquisa recente sobre um tópico em particular”.
Este estudo delimita-se em abordar apenas os temas que discutam os possíveis
benefícios da dança para pessoas com necessidades especiais, buscando publicações de livros
e artigos entre 1987 até 2011.
Os métodos para obtenção dos documentos bibliográficos foram realizados na
biblioteca central da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e Biblioteca Pública do
Paraná, em Biblioteca virtuais tais como: SciELO (Scientific Electronic Library Online) e no
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Portal da Capes em publicações periódicas tais como: Biblioteca Virtual em Saúde, Boletim
da Educação Física, Revista da Educação e Processos Inclusivos, Centro Esportivo Virtual,
Revista Brasileira de Ciência e Movimento, Revista da Faculdade de Educação Física da
UNICAMP, Revista de Educação Física, Esporte e Lazer, Revista Eletrônica da Escola e
Educação Física e Desporto (UFRJ).
Ao todo foram coletadas 100 publicações. Cabe ressaltar a escassez de trabalhos
científicos publicados com o tema estipulado neste estudo, cujos resultados serão destacados e
discutidos abaixo.
Desenvolvimento
A dança como expressão artística e corporal envolveu-se na história da humanidade,
percorreu diversos caminhos sendo uma das três principais artes cênicas da antiguidade em
conjunto com a música e o teatro. Obteve essa classificação por sua beleza de movimentos.
A dança como arte utiliza-se da expressão corporal ligada ao ritmo musical e a
apreciação de um público. Atualmente as artes são classificadas e compostas por: escultura,
pintura, arquitetura, poesia, música, dança e o teatro (cinema).
Para Bueno (1994, p. 5) como em todas as artes, a dança é fruto da necessidade de
expressão do homem. O autor continua dizendo que a dança pode ter surgido da necessidade
de expressar sentimentos de gratidão aos deuses, ou pelo desejo manifestar alegria pelos bons
momentos da vida. A dança não deve ser vista apenas como uma arte, pois vai além é um
modo de vida, de existir, de festejar de celebrar a vida. Acredita-se que tenha nascido na
religião ou com a religião, pois a história mostra que o homem utilizou-se dela em momentos
solenes da sua vida, tais como, momentos de: guerra e paz, tempo de plantio e de colheita de
casamento ou funeral.
A história da dança pode ser brevemente resumida desta forma: pressuposição de que
a dança tenha surgido na religião, onde só os homens líderes de grupos que tinham o
privilégio de dançar nas cerimônias religiosas, presentes nas peças teatrais, na arte grega em
pinturas e esculturas. Já no cristianismo qualquer forma de expressão o corpo era visto como
pecado, subseqüentemente com a renascença surgiu uma nova forma de pensar, onde os
valores mundanos da vida e do corpo foram novamente exaltados, com isso a dança volta a
florescer. Na Idade Média reinado de Luiz XIV, inspirada pela corte Francesa, juntamente
com as acrobacias de ciganos e saltimbancos de feira unindo-se com a beleza artística das
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danças teatrais surge assim á dança clássica ou balé. No século séc. XX surge á dança
moderna, nos anos oitenta surge á dança contemporânea, desligando-se totalmente dos laços
com o balé, essa modalidade eram opostas as danças tradicionais já existentes, pois tinha
como objetivo criar uma nova técnica e linguagem expressiva.
A dança sofreu influências dos acontecimentos de cada época, sendo uma forma de
expressão corporal e de manifestação cultural do cenário de cada período histórico. Enfim a
dança vem sofrendo transformações através dos tempos, passando por uma transição, onde as
primeiras formas de dança eram complexas e rigorosas, passando para as danças livres e
criativas. Dentro dessa nova perspectiva surgiram os anseios da dança para todos ou a dança
inclusiva.
Afirma Forchetti (2010, p. 1) que a dança inclusiva surgiu do crescente movimento
mundial que vem ocorrendo em criar programas que valorizem a participação de todos, em
especial pessoas com deficiência, tanto em atividades sociais, pedagógicas e culturais.
Atualmente a inserção social tem tido uma repercussão mundial, na esperança de
igualdade para todos e principalmente para pessoa com necessidades especiais, nesse sentido
a arte tem servido como subsidio para que essa esperança vire realidade.
A inclusão pela arte cria um novo estilo de dança, a dança inclusiva ou adaptada, onde
agora pessoas com deficiência física demonstram todo seu potencial através da expressão do
seu corpo.
Para Braga et al. (2002, p. 155) a dança inclusiva é um trabalho que inclui pessoas
com deficiência no qual os focos terapêuticos e educacionais não são desprezados mais a
ênfase encontra-se em todo processo do resultado artístico.
Segundo Freire (2001. p. 38-39) cita mais alguns dos possíveis benefícios dessa arte
no âmbito escolar para PNE:
A inclusão de pessoas categorizadas como portadoras de deficiência em seu
contexto sociocultural tem possibilitado à sociedade abrir novas portas para que
todas as pessoas possam usufruir dos bens culturalmente produzidos. O campo das
Artes tem se apresentado como uma dessas portas. Verificamos várias tentativas de
trabalhos nas áreas plásticas, dramática e na dança, sendo propostos com o objetivo
de integrar essas pessoas em sua comunidade e na escola.
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Cabe ressaltar ainda a criação da Lei de Diretrizes de Base da Educação que evidencia
a importância das atividades artísticas e a Educação Física no âmbito escolar para PNE.
(STUMMER,1982, p.10)
Primeiramente às Lei de Diretrizes de Base da Educação (569/71), no seu artigo
número sete onde confere á disciplina de Educação Física uma obrigatoriedade em
currículos das Instituições de ensino. Outro fator a ser considerado é a Constituição
Federal, no Título III Do Direito á Educação e do Dever de Educar, no art. 4º inciso
III (1998, p.41), educando com necessidades especiais são aqueles que possuem
necessidades incomuns e, portanto, diferentes dos outros alunos no que diz respeito
às aprendizagens curriculares compatíveis com suas idades. Sessão v Art. 46.
Estatuto da pessoa com deficiência: II - criar incentivos para o exercício de
atividades criativas. Os órgãos e as entidades da Administração Pública Federal
direta e indireta responsáveis pela cultura, pelo desporto, pelo turismo e pelo lazer
dispensarão tratamento prioritário e adequado aos assuntos objeto deste Decreto,
com vista a viabilizar, sem prejuízo de outras, as seguintes medidas: II - criar
incentivos para o exercício de atividades criativas, mediante: a) participação da
pessoa portadora de deficiência em concursos de prêmios no campo das artes e das
letras; b) exposições, publicações e representações artísticas de pessoa portadora de
deficiência; III - incentivar a prática desportiva formal e não-formal como direito de
cada um e o lazer como forma de promoção social.
Com a criação destas leis que asseguram a criança com deficiência o direito de
ingressar na escola surgiu a Educação Física adaptada da necessidade e do sonho por uma
Educação para todos, onde de forma geral qualquer indivíduo possa ter acesso á prática uma
determinada atividade física, assim aperfeiçoar suas potencialidades.
A Educação Física adaptada é definida para Dutra (2010, p.12) como a ramo da
própria Educação Física que estuda e atua sobre pessoas com necessidades especiais,
apresenta-se como uma área que contribui para a prevenção e tratamento de doenças;
desenvolvimento e manutenção da saúde.
Assim nasce também o esporte para PNE é uma forma de tratamento terapêutico, é
uma esperança para sua recuperação e reabilitação o esporte é utilizado como um instrumento
que pode contribuir na melhora da qualidade de vida e saúde dessas pessoas.
Esses são alguns dos benefícios que o esporte adaptado pode trazer para seus
participantes: estimula autoconfiança para realizar tarefas do cotidiano, melhora aptidão
física, auxilia no desenvolvimento da autoestima e autoconceito.
A dança se destaca por ser um fator de contribuição no desenvolvimento da inclusão
social não só apenas de alunos com deficiência mais de todos os alunos com algum tipo de
dificuldade de se relacionarem, pois aprendem se expressar de forma mais efetiva.
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Para Silva (2006, p. 7) a inclusão social não é apenas pensando nas pessoas portadoras
de necessidades especiais, mas sim, em todos os sujeitos que, de uma forma ou de outra, não
se inserem nos direitos de cidadão.
As aulas de Educação Física são de fundamental importância para pessoas com
necessidades especiais, pois auxilia na melhora da qualidade de vida e no desenvolvimento
motor desses alunos. Sua participação nas aulas pode trazer muitos benefícios, tais como:
desenvolvimento das capacidades afetivas, de integração e inserção social.
Já com o trabalho artístico nas aulas de Educação Física é possível perceber os efeitos
de outras atividades corporais simples. Por exemplo: girar e rodopiar em um passo de balé, ou
como aprender uma nota musical e ser embalado por uma nova melodia. Gradativamente a
criança vai se desenvolvendo, podendo ser capaz de escolher sinais específicos mais
complexos, em vez de apenas girar em um passo de balé agora ela é capaz de executar uma
linda pirueta, pode juntar varias notas musicais sendo assim capaz de tocar uma música
inteira.
O prazer de participar dessas atividades artísticas pode ser comparado ao prazer de
aprender andar. Existe uma magia quando participamos dessas ações artísticas. As atividades
artísticas podem ir além de ensinar as crianças a controlar seus movimentos, pode levá-las a
descobrir relações de causa e efeitos, pode melhorar sua comunicação, estimula a
autoconfiança e autoestima.
Segundo Sallyn (1995, p. 18) para crianças portadoras de deficiência física, cujas
oportunidades de experimentar os efeitos de suas próprias ações são limitadas, a atividade
artística simples tem um valor muito especial.
Essas atividades repletas de magia podem levar os alunos com necessidades especiais
a descobrir que são capazes de realizar ações, capazes de criar de construir obras de arte,
capazes de oferecer algo para a sociedade. O autor acima citado (1995, p.25) descreve que
uma PCN pode achar que não tem muito para dar, não vivencia esse ato, mas tendo feito um
desenho, ela passa ater algo muito especial para oferecer.
Para Braga et al. (2002, p. 155) a dança é uma atividade corporal que pode ser
considerada um recurso artístico-terapêutico auxiliar ao bem estar físico e mental,
proporcionando a inclusão social de pessoas com deficiência física.
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A arte não está só nos palcos de grandes teatros, e nem permanece apenas nas ruas e
nos sinais agora faz parte do currículo escolar tanto nas aulas de Educação Artística como nas
aulas de Educação Física.
Em vista das ideias mencionadas pode se destacar que o ensino da arte na escola já é
considerado importante e já há indícios da contribuição da arte não só para alunos com algum
tipo de deficiência mais para todos da escola de uma forma geral.
A dança inclusiva surgiu do anseio de mudar esse pensamento de que só os mais
habilidosos podem participar dessa arte e mostra que todos podem dançar sendo ela deficiente
física ou não. Foi criada então a dança inclusiva do sonho e do desejo por uma atividade física
que pudesse integrar todas as pessoas de forma geral.
Essa nova modalidade poderá contribuir na vida do deficiente físico em dois aspectos:
por um lado pelo seu fator de estimulação da inclusão social na escolar regular e por outro
os benefícios para uma melhor qualidade de vida e saúde.
Ainda na opinião de Braga et al. (2002, p. 154) a dança é uma atividade corporal que
pode ser considerada um recurso artístico-terapêutico auxiliar ao bem-estar físico e mental,
proporcionando a inclusão social de pessoas com deficiência física.
Para Bagatini, Maronesi e Murman (2006, p. 10) a dança tem uma função pedagógica
específica na escola que se traduz na criação de movimentos criativos e de livre expressão da
criança.
A dança inclusiva poderá ser mais do que um subsídio para uma melhor qualidade de
vida e saúde de pessoas com necessidades especiais, acredita-se que dança possa ser um
instrumento na socialização desses novos alunos na escola regular. Pois quando esse novo
aluno consegue participar de forma efetiva até mesmo das aulas de dança dentro da Educação
Física escolar, sua autoestima é elevada, ganhando aceitação não só de seus colegas como a
de si próprio, ao se sentir capaz de praticar os mesmos gestos que seus amigos. Utilizando-se
da dança na escola como um passo para se obter a real inclusão social.
Mesmo com diversas pesquisas anteriores que evidenciam a importância da prática da
dança como arte ou como atividade física, ela ainda é considerada apenas como uma atividade
extracurricular nas escolas.
A dança vem mostrando seu valor, já ultrapassou os limites dos palcos e das festas,
entrou na escola e hoje poderá ser mais do um dos grandes eixos da Educação Física, onde é
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utilizada como uma ferramenta na socialização entre os discentes, tanto para os alunos com
necessidades especiais como para os que não possuem deficiência.
As aulas de Educação Física podem ser um canal para estimular a construção da
autoestima, respeito, inclusão social e autonomia das pessoas com necessidade especiais.
A dança inclusiva como já visto anteriormente foi incluída na escola, nas aulas de
Educação Física com o objetivo de desenvolver alguns objetivos. Em vista das idéias
mencionadas é que dentro da dança adaptadas no ambiente escolar existem algumas
modalidades, tais como: dança em cadeira de rodas, sapateado e dança de salão para
deficientes visuais (tango, salsa e samba-rock), dança em libras para deficientes auditivos,
balé clássico e dança contemporânea para síndrome de Down e Deficiência intelectual.
Resultados e Discussão
O tema abordado neste estudo: “deficiência física no âmbito escolar” está tendo uma
repercussão imensa atualmente, muito tem se falado sobre este assunto, um dos fatores para se
explicar esse a fato é a inclusão de pessoas com necessidades especiais na escola regular em
conjunto com as novas leis aprovadas pelo governo, que garante a pessoa com deficiência
física direito a pratica de atividade física, as artes e a educação básica.
Muito tem se falado sobre essa temática mais diferente do que todos pensam ainda
existem poucos estudos científicos aprofundados sobre “a dança para pessoas com
necessidades especiais’’. Após uma analise na Biblioteca central da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná, de quatro livros com o título esportes adaptados para pessoas com
necessidades especiais, apenas um aponta dança como uma atividade física indicada para esse
público.
Outro fator a ser ressaltado é a rara existência de estudos e trabalhos científicos mais
antigos, acredita-se que isso ocorra, pois apenas hoje em dia as políticas públicas tenham se
preocupado em possibilitar e garantir a inclusão de pessoas com deficiência física na
sociedade, no mercado de trabalho e na escola regular.
Apenas 1% do material corresponde há livros, onde o titulo que mais fica evidenciado
é a modalidade de dança para cadeirantes, talvez esse fato justifica-se pelo número expressivo
de projetos sociais que incentivam, difundem e desenvolvem a pratica da dança em cadeira de
rodas, assim esse esporte adaptado vêm ganhando espaço é reconhecida como modalidade
desde 1989 e em 1994 surgiu os primeiro campeonatos mundiais.
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Podemos considerar em primeiro lugar a dança em cadeira de rodas como sendo os
temas mais pesquisados nas publicações catalogadas, em segundo lugar a dança para
portadores de Síndrome de Down, subseqüentemente dança para cegos e em seguida dança
como forma de inclusão social de deficiente físico, para deficientes auditivos e por último a
dança para deficiência intelectual. Onde as porcentagens estão expressas no gráfico abaixo:
Gráfico 01 – Resultados dos artigos coletados
Fonte: Organizado pelos autores
Agora analisando as datas de publicação pode-se destacar um dado que talvez possa
confirmar o que foi discutido anteriormente: a dança para pessoas com necessidades especiais
é um assunto que só está sendo debatido atualmente com a inclusão desses novos alunos na
escola regular, pois a primeira publicação encontrada neste trabalho só foi encontrada em
1987 com o título: Dança/arte do movimento para crianças deficientes auditivas. Onde só
houve uma nova publicação após cinco anos.
O ano que mais se falou sobre esse assunto certamente foi em 2010, cujo tema
abordado neste período que obteve maior ênfase foi analise da dança para portadores de
Síndrome de Down.
Enfim pode-se destacar que esse estudo atingiu praticamente todos os objetivos pelo
qual foi proposto, mais que discutir, apontou algumas contribuições que a dança pode
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proporciona para pessoas com deficiência física no âmbito escolar. A maior conquista no
termino desde trabalho certamente foi concluir que ainda não há poucos estudos científicos
aprofundados publicados anteriormente sobre o tema os benefícios da dança para PNE, em
que pode ser levado em conta que realmente é praticamente obvio que qualquer atividade
física pode trazer benefícios a qualquer tipo de pessoa sendo ela deficiente física ou não, e isto
não seria diferente com dança, mais esse estudo mostrou que ainda há poucas pessoas
estudando e se preocupando com as atividades adaptadas nas aulas de Educação Física
escolar. Além, disto pode apontar com dados em estudos científicos publicados anteriormente
quais sãos os benefícios que a dança traz para as pessoas com necessidades especiais que a
praticamente nas aulas de Educação Física Escolar.
Em minha vida acadêmica esse trabalho me motivou a continuar a estuda este tema,
pois ainda há poucos estudos relacionados, pode-se perceber que é uma área que está carente
de estudos. A pretensão agora é com base bibliográfica aplicar na pratica em um estudo de
campo. Sem mencionar o grande acréscimo em meu conhecimento teórico dos assuntos:
dança e deficiência.
As recomendações como já discutido anteriormente ainda há existência de poucos
estudos científicos sobre: os benefícios da dança para pessoas com deficiência física. Enfim
pode-se observar a necessidade de um estudo mais aprofundado que comprove via pesquisa
de campo os dados apontados neste trabalho bibliográfico.
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