O MOVIMENTO PELA EDUCAÇÃO DO CAMPO E OS DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO DE UMA POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NO MARANHÃO Cacilda Rodrigues Cavalcanti 1 Resumo: Análise da constituição do movimento em defesa da Educação do Campo no Maranhão e dos impasses representados, em especial, pelas relações entre Estado e sociedade civil organizada na efetivação da política pública de Educação do Campo. Abordam-se a gênese e a expansão desse movimento, destacando-se as tensões e os avanços na conquista de espaços importantes no interior das instituições do Estado. Palavras-chave: Educação do c ampo, política educacional, Estado e movimentos sociais, Maranhão. Abstract: The analyses of the movement constitution in defense of rural education in Maranhão and of the impasses represented, specially, by the relations between State and organized civil society in the implementation of the public politics of rural education. The creation and expansion of this movement are discussed, emphasizing the tensions and advances in conquering important spaces inside the State’s institutions. Keywords: Rural education, educational politics, State and social movements, Maranhão. 1 Mestre. Universidade Federal do Maranhão. Email: [email protected]. 1. INTRODUÇÃO A educação do campo, tratada ao longo da história como educação rural nunca teve tanta importância, no Brasil, como atualmente. A Constituição de 1988, ao preceituar a educação como direito de todos e dever do Estado, abriu espaço para um amplo debate acerca da oferta da educação para os povos do campo, de forma que este princípio é reafirmado e ampliado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB n. 9.394/96), tornando-se instrumento da luta dos movimentos sociais do campo pelo direito à educação. No âmbito do estado do Maranhão, desde 1998, movimentos sociais do campo vêm se organizando em defesa de políticas públicas de educação que superem a concepção de educação rural e imprima uma concepção de educação pautada no direito humano aliada às lutas por um projeto de sociedade que seja justo, democrático e igualitário, e que contemple um projeto de desenvolvimento sustentável do campo, que se contraponha ao latifúndio e ao agro-negócio. O processo de luta e organização de movimentos sociais dos povos do campo em torno da educação trouxe para o interior dos sistemas de educação o debate sobre a especificidade da Educação do Campo associada à produção da vida, do conhecimento e da cultura do campo, apontando ações específicas para garantir aos sujeitos do campo o direito à escola pública de qualidade no campo (as pessoas têm o direito de estudar no lugar onde vivem) e do campo (as pessoas têm o direito de estudar o lugar onde vivem). Este artigo aborda o processo de constituição do movimento organizado em defesa da expansão da oferta e melhoria da qualidade da educação para os sujeitos do campo e as relações travadas no contexto do Estado, na perspectiva de construção de uma política pública de educação do campo no Maranhão, focalizando os desafios que se colocam nesse processo. 2 OS MOVIMENTOS E AS PERSPECTIVAS DE CONSTRUÇÃO DE UMA POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NO MARANHÃO Os movimentos em torno da garantia do direito à educação para as pessoas que vivem no e do campo estão presentes desde a década de 1960, no contexto do MEB, passando pelo movimento da pedagogia da alternância que se expandiu a partir da década de 1980 em diversos municípios maranhenses. No entanto, é no final dos anos de 1990 que este movimento se estrutura em torno da bandeira da Educação do Campo, mais precisamente em 1998, quando entidades e movimentos de camponeses como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), FETAEMA (Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Maranhão) e a ASSEMA (Associação em Áreas de Assentamentos do Estado do Maranhão) se organizam em torno da implantação do PRONERA (Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária) no Maranhão, em ação articulada com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária. O PRONERA aos poucos vai se expandindo, aglutinando outros movimentos do campo e outras instituições de ensino superior como a UEMA e o CEFET, constituindo-se não somente enquanto projetos educativos para o campo, mas também como importante espaço de debate, de pesquisas e de luta em defesa de um projeto educativo para o campo sustentado no respeito às especificidades do campo, na integração da educação com as demais lutas por condições dignas de vida no campo, tendo os sujeitos do campo como seus protagonistas. Em 2002, a Secretaria de Estado da Educação, estimulada pelo BIRD, que nesse período financia uma série de projetos de educação nas áreas rurais em diversos estados do nordeste, organiza uma equipe para preparar um projeto de Educação para a expansão e melhoria da oferta de Ensino Fundamental nas áreas rurais do Estado. O foco inicial, segundo orientações do BIRD, estava na construção de escolas de alvenaria para substituir os barracões, na expansão do Programa Escola Ativa e no uso de instrumento de educação a distância para a oferta das quatro últimas séries do ensino fundamental. No entanto, os debates ocorridos nesse processo conduzem, paulatinamente, a horizontes divergentes das orientações do BIRD. Essa equipe, com financiamento do BIRD, realiza uma série de estudos e atividades com vistas a subsidiar a elaboração do Projeto, reunindo movimentos sociais e órgãos públicos de educação com vistas a conhecer experiências exitosas e discutir possibilidades de atuação. Devido às dificuldades financeiras do estado na época, tal proposta foi abandonada. No entanto, as ações permitiram um diálogo entre a SEDUC e organizações governamentais e nãogovernamentais e movimentos sociais do campo, trazendo para o seio do sistema de gestão da educação pública o debate acerca da educação do campo em contraposição à concepção de educação rural predominante até então nas propostas oficiais para o meio rural. Os debates apontaram também a necessidade de superação da lógica da oferta de educação assentada sob projetos educativos compensatórios por uma concepção de política pública de educação do campo. Esses debates conduziram à criação, no âmbito da SEDUC, de um GT de Educação do Campo, em 2003 que, logo em seguida, dá origem a uma Coordenação de Educação do Campo; e em 2004, à realização do I Seminário Estadual de Educação do Campo, culminando com a instituição do Comitê Estadual de Educação do Campo1; e a Carta do Maranhão contendo os princípios e diretrizes defendidos pelos movimentos sociais e órgãos governamentais presentes para subsidiar a construção de uma política pública de Educação do Campo, entre eles a universalização urgente do ensino fundamental e expansão da educação infantil e do ensino médio no campo; a participação efetiva dos sujeitos coletivos do campo na formulação e implementação das políticas; o reconhecimento e fortalecimento das experiências educativas desenvolvidas pelos movimentos sociais do campo, inclusive como políticas públicas; a implementação de uma política consistente de formação inicial e continuada de professores do campo (e não para o campo); e a garantia de recursos financeiros específicos para a Educação do Campo, atendendo ao princípio de redistribuição presente no FUNDEF. Em 2005, como fruto da articulação de movimentos sociais, organizações governamentais e não governamentais, foi criada na Secretaria de Estado da Educação, a Supervisão de Educação do Campo, órgão formulador e coordenador de políticas públicas de educação do campo, tendo o Comitê Estadual de Educação do Campo como instância consultiva, propositiva e deliberativa de suas ações. Assim, a partir de 2005, tem-se um cenário de debate e embate na construção de uma política pública de educação do campo, dentro e fora do aparelho de Estado, sendo o Comitê Estadual de Educação do Campo a instância articuladora do debate e da organização de ações para a educação do campo, no interior dos órgãos governamentais, principalmente na Secretaria da Educação. 1 O Comitê Estadual de Educação do Campo reúne atualmente 20 entidades maranhenses com ações de educação no campo, sendo 10 governamentais e 10 não governamentais. 3. OS DESAFIOS DA CONSTRUÇÃO DE UMA POLÍTICA PÚBLICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO NO MARANHÃO A defesa da construção de uma política pública de Educação do Campo em substituição às velhas formas de pensar e fazer a educação rural demarca, desde o início, os movimentos pela educação do campo, o que implica, sobretudo, a defesa da educação como uma política social de natureza pública, que tem nas instituições do Estado, ou melhor, na máquina governamental o seu principal referente. “Sendo assim, quando se enfoca as políticas públicas (...) significa ter presente as estruturas de poder e de dominação, os conflitos infiltrados por todo o tecido social e que tem no Estado o lócus de sua condensação” (AZEVEDO, 1997, p.5). No Maranhão, o movimento em defesa da Educação do Campo se constitui num contexto híbrido de divergências e convergências de concepções acerca da educação, da escola e do papel do Estado para com a educação, bem como de experiências e movimentos diversos, dentro e fora do aparato estatal, no qual aflora o embate entre práticas e concepções enraizadas na esfera educacional e as novas formas de pensar e fazer a educação para as áreas rurais sob o conceito de Educação do Campo. O primeiro desafio na construção de uma política pública de Educação do Campo se refere à própria compreensão da educação como política pública em substituição à educação como projetos e programas pontuais voltadas para problemáticas e realidades específicas. Tratar a Educação do Campo como uma política pública implica pensar, em primeiro lugar, ações educacionais de forma ampliada, não somente quanto à demanda histórica por educação nas áreas rurais do estado, mas também no que se refere aos diversos níveis e modalidades de educação, considerando ainda a diversidade étnica, cultural, ambiental e social do campo maranhense. Em segundo lugar, há que se considerar que enquanto política pública, esta se difere de política de governo e, portanto, deve ser ancorada em amplo processo de participação e mecanismos de institucionalização das ações no âmbito do Estado. Implica dizer, portanto, que a política pública se estabelece num processo de conflitos e de relações de poder entre as demandas e interesses de grupos distintos e a instituição de mecanismos legais, financeiros e administrativos. Após uma década de debates, estudos e movimentos em torno da Educação do Campo, o Estado ainda não tomou ações concretas e amplas para a implementação de uma política pública de educação do campo. Há que se reconhecer o espaço de diálogo e de construção coletiva conquistado pelos movimentos sociais do campo no contexto da Secretaria de Estado da Educação nos últimos quatro anos. No entanto, os debates e articulações em torno da educação do campo não conseguiram ainda ultrapassar as fronteiras da Secretaria de Estado da Educação e dos movimentos socais organizados em torno do Comitê Estadual da Educação do Campo. “Com efeito, pode-se afirmar (...) uma política pública para um setor constitui-se a partir de uma questão que se torna socialmente problematizada. A partir de um problema que passa a ser discutido amplamente pela sociedade, exigindo a atuação do Estado.” (AZEVEDO, 1997, p.61). Por outro lado, em geral, as ações desenvolvidas até então se estruturam sob a forma de projetos e programas, não se traduzindo em mudanças efetivas na totalidade da rede pública de educação nas áreas rurais. Na grande maioria das secretarias municipais de educação as idéias e, consequentemente, as práticas educacionais desenvolvidas nas áreas rurais assentam-se nas mesmas bases da educação rural, apesar de algumas já terem “aprendido” o discurso da educação do campo. Também não foram construídos mecanismos suficientes para a institucionalização da Educação do Campo no aparato estatal. Faltam dispositivos legais e, em especial, mecanismos administrativos que possibilitem o desenvolvimento de ações educativas sob a ótica do conceito de educação do campo. Essa situação se expressa claramente no contexto das instituições educacionais do Estado, como ministério (MEC), secretarias estaduais de educação e universidades. Nesses órgãos, propostas como o Programa Saberes da Terra, Licenciatura em Educação do Campo, Pedagogia da Terra e Comitês de Educação do Campo, formulada com ampla participação dos movimentos sociais do campo, incorporando componentes de suas experiências e aspirações, vêm sendo desconfiguradas à medida que vão sendo implementadas e ou expandidas para ajustarem-se às estruturas vigentes (legislação, estrutura administrativa, realidades locais) e aos interesses políticos locais e nacionais. Outro grande desafio na construção de uma política pública de educação do campo diz respeito à divergência quanto à concepção do papel do Estado e da família na promoção da educação, principalmente entre o MST e os Centros Familiares de Formação por Alternância – CEFFA’s2. Para os primeiros, o papel do Estado assenta-se na escola pública, financiada e gerida com recursos públicos sob a responsabilidade das secretarias estatais, tendo as famílias o papel político de mobilização, fiscalização e proposição dos rumos da educação ofertada pelo Estado. Para os CEFFA’s, as famílias devem ser responsáveis primeiras pela educação de seus filhos, tendo o Estado o papel de financiador dessa educação. O modelo educativo desses centros tem a escola como propriedade das famílias organizadas em formas de associações, portanto como escolas comunitárias. 2 Instituições educacionais comunitárias formadas por famílias de agricultores familiares que desenvolvem a Pedagogia da alternância. No Maranhão os CEFFA’s organizam-se em dois tipos de instituições: as Escolas Famílias Agrícolas e as Casas Familiares Rurais. No Brasil, escolas comunitárias são consideradas privadas e a legislação educacional restringe o uso dos recursos públicos por essas instituições, o que tem causado no âmbito do aparato estatal, grandes embates quanto às estratégias de financiamento dessas escolas. Reside aí um aspecto problemático da política de educação do campo, no Maranhão: o atendimento das demandas dos CEFFA’s (reconhecidos no seio do movimento como experiência de grande importância pedagógica) implica ações que ultrapassam a fronteira do público. Portanto, não é contrário à própria natureza da política pública? Um terceiro desafio que queremos destacar se refere ao embate entre concepções e práticas de uma educação rural e as novas concepções e práticas que emergem do conceito e movimento da educação do campo. A educação pública ofertada nas áreas rurais do Maranhão guarda até os dias de hoje as marcas do Projeto de Educação Rural, cuja origem mais remota é o Projeto João de Barro, implantado em 1967, e que se materializa através de escolas-barracão, desprovidas de estrutura pedagógica básica, turmas multisseriadas, professores “leigos” e currículo empobrecido de conteúdos e métodos; e sua marca mais recente no Programa Escola Ativa, voltado para turmas multisseriadas, implantado em 1997, sob influência financeira e ideológica do Banco Mundial, inspirado nos ideais pedagógicos escolanovistas de respeito às características individuais, auto-aprendizagem, atividades grupais e promoção automática, com forte enfoque nos aspectos metodológicos em detrimento das demais dimensões do processo educativo. Assim, pela via do sistema oficial da educação pública, o Projeto de Educação Rural se assenta sob as mesmas bases da década de 1960, sem alterar a estrutura educacional vigente desde aquela época. Ao mesmo tempo em que os governos estadual e municipais buscam formas de melhorar a qualidade da educação nas áreas rurais concentrando as ações no desenvolvimento de metodologias, sem discutir a estrutura, o conteúdo e os fins da educação das áreas rurais, movimentos sociais do campo iniciam uma luta por um projeto educativo voltado para a transformação da realidade camponesa, no qual o campo seja concebido como lugar de vida, cultura, produção, moradia, educação, lazer, cuidado com o conjunto da natureza e de novas relações solidárias, que respeitem as especificidades sociais, étnicas, culturais e ambientais dos seus sujeitos. A concepção de educação que historicamente pautou as iniciativas educacionais para o meio rural fundamenta-se, principalmente, na categorização urbano/rural, na qual o espaço rural é definido (de acordo com critérios do IBGE) por sua localização geográfica e pela baixa densidade populacional; por um projeto de desenvolvimento centrado em atividades urbanoindustriais, segundo o qual o campo tenderia ao desaparecimento, não sendo pertinente, portanto, o investimento em políticas estruturantes nesse espaço. Desse projeto, resultou um modelo educacional pautado na oferta de uma educação mínima, restrita às primeiras séries do Ensino Fundamental; escolas precárias; professores com pouca formação e baixos salários; incorporação de conceitos urbanos que desconsideram a realidade e a vida no campo. Por sua vez, a Educação do Campo, é compreendida, ao mesmo tempo, como conceito e movimento, enquanto unidade político-epistemológica que se estrutura e ganha conteúdo e forma no conjunto das lutas dos movimentos camponeses e das relações que se estabelecem entre sociedade civil e o Estado (no sentido restrito) para a efetivação do direito à educação. O movimento por uma educação do campo vincula a luta por educação com o conjunto das lutas pela transformação das condições socais de vida no campo; (...) Discutimos a educação vinculada aos processos sociais de formação dos sujeitos do campo porque aprendemos na prática que não há como educar verdadeiramente o povo do campo sem transformar as condições atuais de sua desumanização.” (CALDART, 2002, p.29-30) Mais do que um perímetro não-urbano, o campo expressa um conjunto de possibilidades que dinamizam a ligação dos seres humanos com a própria produção das condições da existência social e com as realizações da humanidade. Toda essa diversidade de coletivos humanos apresenta formas específicas de produção de saberes, conhecimentos, ciência, tecnologias, valores e culturas que devem ser respeitados e incorporados nas políticas públicas e nos projetos pedagógicos das escolas do campo. O processo de formulação e implementação de políticas públicas de educação do campo vem se fazendo em meio a um grande embate entre uma nova concepção de educação para os povos do campo e as antigas estruturas e práticas da educação rural enraizadas não somente nas escolas, mas também nas secretarias de educação, nas famílias e em muitas organizações de camponeses, que, de certo modo, impedem a formulação de novas práticas educacionais. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os desafios da construção de uma política pública de educação do campo na sociedade maranhense são históricos e diversificados. Abordamos os desafios de forma mais generalizada, no entanto, há que se considerar os muitos elementos da realidade educacional nas escolas do campo, principalmente os baixos indicadores educacionais nas áreas rurais do Estado, expressos nos baixo índices de cobertura, nas taxas de distorção idade-série, de evasão, nos baixos níveis de formação dos professores e na infra-estrutura precárias das escolas. O movimento pela Educação do Campo vem se ampliando e ganhando espaço no cenário educacional maranhense, não somente no seio dos movimentos socais, mas também no interior dos sistemas de ensino e das universidades. Aos poucos vai se configurando um cenário que de um lado expressa a força dos movimentos organizados em defesa da educação do campo, pautando suas demandas no âmbito do Estado e, de outro, expressa a força de uma realidade histórica (objetiva e subjetiva) de descaso para com a educação dos que vivem no e do campo. A implementação da educação do campo como política pública está a exigir que sua concepção e as práticas educacionais dela decorrentes adentrem o aparato estatal, principalmente no âmbito municipal, pois as matrículas do ensino fundamental e da educação infantil, localizadas nas áreas rurais, pertencem, substancialmente, à rede municipal de ensino. É preciso superar a forma de pensar e fazer a educação para o campo em forma de projetos e programas passageiros e instaurar uma política pública de educação do campo sustentada numa perspectiva de emancipação social, política, cultural e econômica dos sujeitos do campo e aliada às demais lutas por condições de vida dignas no campo. REFERÊNCIAS AZEVEDO, Janete M. Lins de. Educação como política pública. Campinas: Autores Associados, 1997. SOUZA, Maria Antonia de. Educação do campo – propostas e práticas pedagógicas do MST. Petrópolis: Vozes, 2006. CALDART, Roseli Salete. Por uma educação – traços de uma identidade em construção. In: CALDART, R. S; CERIOLI, P. R; KOLLING, E. J.(Orgs.). Educação do Campo: identidade e políticas públicas. 2 ed. Brasília: Articulação Nacional por uma Educação do Campo, 2002, p. 25-36. MOLINA, Mônica Castagna. Desafios para os educadores e as educadoras do campo. In: CALDART, R. S; CERIOLI, P. R; KOLLING, E. J.(Orgs.). Educação do Campo: identidade e políticas públicas. 2 ed. Brasília: Articulação Nacional por uma Educação do Campo, 2002, p. 37-43 BRASIL. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Resolução CNE/CEB Nº 1, de 3 de abr. 2002. Institui as diretrizes operacionais para a educação básica nas escolas do campo. Disponível em: www.mec.gov.br/cne. SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DO MARANHÃO. Educação rural no Maranhão: experiências recentes, condições educacionais e expectativas de povos indígenas e quilombolas.São Luís, 2003.