b) Regimes Internacionais e o Meio Ambiente Projetos 1) Neoconstitucionalismo e Constitucionalização do Direito Direito Internacional, Direito Ambiental e Novos Direitos Prof. Responsável: Prof. Dr. Marcelo Lamy Resumo: Investigação que busca desvendar as perspectivas reais de que o paradigma da constitucionalização do direito modifique os fundamentos do próprio direito, notadamente o que diz respeito ao regime jurídico do direito de integração e à proteção internacional dos direitos ambientais. Objetivos Gerais: Desvendar quais as perspectivas reais de que o paradigma da constitucionalização do direito e as novas dimensões do constitucionalismo (neoconstitucionalismo) modifiquem os fundamentos do próprio direito, o regime jurídico do direito de integração supra-estatal, a proteção dos novos direitos como os ambientais e consolidem novos parâmetros para o processo democrático de organização social. Objetivos Específicos: Apresentar os paradoxos e as possíveis soluções de conciliação entre a doutrina constitucionalista e a dogmática internacional atinente à integração, bem como entre o constitucionalismo atual e a proteção jurídica internacional do meio ambiente. Justificativas: O espraiar dos paradigmas construídos nos Estados que incorporaram a filosofia constitucional fez-se notar em todos os cantos. Pode-se dizer que o Estado moderno somente pode ser imaginado (nosso imaginário é sempre condicionado) como Estado Constitucional. Há necessidade, no entanto, de se identificar com atenção percuciente o que realmente foi construído pela presença de seus paradigmas e quais as perspectivas dessa influência adquirir feições novas e transcendentais, além da própria figura estatal. Há que se identificar até mesmo se é o Direito Constitucional que provoca as atuais mutações jurídicas ou se ele mesmo é fruto dessa mudança. Embora seja a cabeça que conduz o restante do corpo jurídico, pode ela mesma ser influenciada por outras questões culturais. A constitucionalização, embora marcante e apontada por diversos estudiosos estrangeiros e alguns nacionais, de qualquer forma, é fenômeno ainda recente. A discussão sobre a sua verdadeira natureza e a percepção de seus verdadeiros impactos (desde a reformulação do próprio conceito de direito, até a revisitação dos fundamentos lógicos de cada uma das cadeiras do direito) ainda é incipiente e, portanto, pouco percebida pela cultura jurídica atual. Inserção e Impacto Social: Imagina-se que o desvelar dos paradigmas do direito de integração e do direito ambiental que são compatíveis ou incompatíveis com a cosmovisão constitucional leve a academia a reconstruir seus pressupostos. Somente diante dessa clarividência pode-se apontar qual deve ser a evolução legislativa dos respectivos temas. Metodologia: Espera-se construir investigações paralelas através do diálogo com pesquisadores renomados de diversos países para que, em procedimento dialético, histórico e comparatístico (portanto, multicultural e interdisciplinar), desvendem-se as atuais discussões e descubram-se eventuais soluções para o objeto de pesquisa imaginado. Somente amparados nesse esclarecimento poder-se-á apontar quais são efetivamente os parâmetros que estruturam o direito hodierno e que estruturarão os novos direitos. Bibliografia: BARBERA, Augusto. Le basi filosofiche del costituzionalismo. Lineamento di filosofia del diritto costituzionale. 7ª ed. Roma: Editorial Laterza, 2005. BARTOLE, Sergio. Interpretazioni e transformazioni della Costituzione repubblicana. Bologna: Mulino, 2004. CAPRA, Fritjof. O Ponto de Mutação. A Ciência, a Sociedade e a Cultura emergente. TRad. Álvaro Cabral. SP: Cultrix, 2007. CARBONELL, Miguel (org.) Neoconstitucionalismo(s). Madrid: Editorial Trotta, 2003. CARBONELL, Miguel (org.) Teoría del neconstitucionalismo. Ensayos escogidos. Madrid: Editorial Trotta, 2007. DWORKIN, Ronald. Levando os Direitos à Sério. Trad. Nelson Boeira. SP: Martins Fontes, 2002. FURLAN, Fernando de Magalhães. Supranacionalidade nas Associações de Estados. Repensando a Soberania. Curitiba: Juruá, 2008. GARCIA FIGUEROA, Alfonso. Norma e valor no Constitucionalismo. Revista Brasileira de Direito Constitucional, n. 7 (jan./jun. 2006), vol. 2. SP: ESDC, 2006. LÓPEZ CASTILLO, Antonio. Constitución e Integración. Madrid: CEPC, 1996. LÓPEZ QUINTÁS, Alfonso. El conocimiento de los valores. Editorial Verbo Divino, 1999. MARTÍNEZ-CARRASCO PIGNATELLI, Concepción. Postmodernidad y Derecho Público. Madrid: CEPC, 2002. PALOMBELLA, Gianluigi. Constitución y Soberanía. El sentido de la democracia constitucional. Granada: Comares, 2000. POZZOLO, Susanna Pozzolo. NeoConstitucionalismo: um modelo constitucional ou uma concepção da Constituição? Revista Brasileira de Direito Constitucional, n. 7 (jan./jun. 2006), vol. 1. SP: ESDC, 2006. RUGGERI, Antonio. Balanceamentos entre valores constitucionais e teoria das fontes. Revista Brasileira de Direito Constitucional, n. 7 (jan./jun. 2006), vol. 1, p. 56-75. SP: ESDC, 2006. ZAGREBELSKY, Gustavo. El derecho dúctil: ley, derechos, justicia. Trad. Marina Gascón. 2ª ed. Madrid: Trota, 1997. 2) Política e Gestão Ambiental: a pluralidade dos espaços normativos Prof. Responsável: Profa. Dra. Cristiane Derani 1. RESUMO DO PROJETO A globalização dos riscos e a pluralidade dos espaços normativos demandam que o estudo da efetividade do direito ambiental leve em consideração a mutação da concepção da ordem jurídica, enfatizando-se o que há de relativo e de universal na edificação do desenvolvimento sustentável, considerando-se as relações entre meio ambiente e comércio, entre biodiversidade e sociodiversidade. O principal objetivo dessa pesquisa é uma análise jurídica da problemática da política e gestão ambiental, buscando evidenciar os limites e desafios dos instrumentos jurídicos como mecanismos de promoção do desenvolvimento sustentável e suas relações nos diferentes espaços normativos. Questões envolvendo a gestão e proteção das águas doces e do mar, da biodiversidade e biotecnologias, comércio e meio ambiente, dos resíduos e do controle de substâncias que comportam riscos para a saúde humana e o meio ambiente, entre outras, serão objeto de análise. 2. INSERÇÃO SOCIAL DO PROJETO Em razão da importância da problemática ambiental e, particularmente de sua regulação jurídica, o presente projeto de pesquisa busca realizar reflexões e críticas que possibilitem discussões com o Poder Público e com a coletividade sobre as políticas públicas ambientais. 3. METODOLOGIA DA PESQUISA As atividades compreenderão:; 1) uma análise da superposição de normas, nacionais, regionais e mundiais em matéria ambiental analisando-se as possibilidades de adoção de políticas públicas ambientais; 3) um estudo das decisões jurisprudenciais, evidenciando as tendências do tratamento da questão ambiental pelos tribunais brasileiros e das cortes internacionais. 4. RESULTADOS ESPERADOS Pretendemos os seguintes resultados nesta pesquisa (em dois anos): a) Participação em eventos (congressos, seminários, palestras)- 4 (quatro); b) Publicação de artigos 2 a 4 (dois a quatro) em periódicos; c) Capítulo de livro no Brasil ou no exterior 1 a 2 (um a dois); d) Dissertações de mestrado 3 a 5 (três a cinco). 5. RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS A realização desse projeto depende, por um lado, de acervo bibliográfico bem como de base de dados internacionais, salas com computadores e acesso à internet, além de espaço físico para a realização de reuniões e seminários. Por outro lado, sua realização também depende da estrutura oferecida pelo corpo de funcionários da UNISANTOS, bem como da participação de pesquisadores (estudantes de mestrado e estudantes de graduação). 6. FINANCIAMENTO DO PROJETO O financiamento desse projeto conta com o apoio da Universidade Católica de Santos, além das bolsas de mestrado e de iniciação cientifica oferecidas, tanto pela instituição de ensino como pela CAPES e CNPq. Esse projeto será realizado em conexão com o projeto específico sobre Direito, Recursos Naturais e Conflitos ambientais: o Tratado de Cooperação Amazônica financiado pelo CNPq 3) Política e Gestão Ambiental: a pluralidade dos espaços normativos Prof. Responsável: Profa. Dra. Cristiane Derani 1. RESUMO DO PROJETO A globalização dos riscos e a pluralidade dos espaços normativos demandam que o estudo da efetividade do direito ambiental leve em consideração a mutação da concepção da ordem jurídica, enfatizando-se o que há de relativo e de universal na edificação do desenvolvimento sustentável, considerando-se as relações entre meio ambiente e comércio, entre biodiversidade e sociodiversidade. O principal objetivo dessa pesquisa é uma análise jurídica da problemática da política e gestão ambiental, buscando evidenciar os limites e desafios dos instrumentos jurídicos como mecanismos de promoção do desenvolvimento sustentável e suas relações nos diferentes espaços normativos. Questões envolvendo a gestão e proteção das águas doces e do mar, da biodiversidade e biotecnologias, comércio e meio ambiente, dos resíduos e do controle de substâncias que comportam riscos para a saúde humana e o meio ambiente, entre outras, serão objeto de análise. 2. INSERÇÃO SOCIAL DO PROJETO Em razão da importância da problemática ambiental e, particularmente de sua regulação jurídica, o presente projeto de pesquisa busca realizar reflexões e críticas que possibilitem discussões com o Poder Público e com a coletividade sobre as políticas públicas ambientais. 3. METODOLOGIA DA PESQUISA As atividades compreenderão:; 1) uma análise da superposição de normas, nacionais, regionais e mundiais em matéria ambiental analisando-se as possibilidades de adoção de políticas públicas ambientais; 3) um estudo das decisões jurisprudenciais, evidenciando as tendências do tratamento da questão ambiental pelos tribunais brasileiros e das cortes internacionais. 4. RESULTADOS ESPERADOS Pretendemos os seguintes resultados nesta pesquisa (em dois anos): a) Participação em eventos (congressos, seminários, palestras)- 4 (quatro); b) Publicação de artigos 2 a 4 (dois a quatro) em periódicos; c) Capítulo de livro no Brasil ou no exterior 1 a 2 (um a dois); d) Dissertações de mestrado 3 a 5 (três a cinco). 5. RECURSOS MATERIAIS E HUMANOS A realização desse projeto depende, por um lado, de acervo bibliográfico bem como de base de dados internacionais, salas com computadores e acesso à internet, além de espaço físico para a realização de reuniões e seminários. Por outro lado, sua realização também depende da estrutura oferecida pelo corpo de funcionários da UNISANTOS, bem como da participação de pesquisadores (estudantes de mestrado e estudantes de graduação). 6. FINANCIAMENTO DO PROJETO O financiamento desse projeto conta com o apoio da Universidade Católica de Santos, além das bolsas de mestrado e de iniciação cientifica oferecidas, tanto pela instituição de ensino como pela CAPES e CNPq. Esse projeto será realizado em conexão com o projeto específico sobre Direito, Recursos Naturais e Conflitos ambientais: o Tratado de Cooperação Amazônica financiado pelo CNPq. 4) Políticas Ambientais e de Recursos Hídricos: implantação, gestão e medidas de efetividade Prof. Responsável: Profa. Dra. Maria Luiza Machado Granziera 1. RESUMO DO PROJETO A proteção ambiental é matéria conflituosa e depende não apenas da edição de normas legais, que fixam as políticas públicas ambientais, mas também da implementação de medidas que garantam eficácia às normas, além de uma atuação articulada dos Poderes Públicos Federal, Estaduais e Municipais na gestão ambiental, para alcançar a efetividade almejada. É significativo, nesse tema, o embricamento entre o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade social e a proteção do meio ambiente, na execução das políticas públicas ambientais e de recursos hídricos. Embora seja indiscutível a necessidade de proteger o meio ambiente para as atuais e futuras gerações, a prática dessa proteção não ocorre de forma pacífica. Em que pese a legislação ambiental brasileira ser vasta e detalhada, ocorrem ainda entraves de ordem econômica, cultural e institucional a serem transpostos, como forma de garantir a eficácia das normas e atingir seu objetivo, que é a proteção do ambiente. Uma das razões dessa dificuldade consiste no fato de que a proteção ambiental, antes de qualquer outra condicionante, enseja a aplicação de recursos financeiros, seja pelo Poder Público, seja pelo particular. O próprio conceito de sustentabilidade implica a necessidade considerar, juntamente com a proteção ambiental, as decisões acerca do desenvolvimento econômico e social, que depende da economia. Trata-se de equação complexa, à medida que muitos interesses conflitam com a necessidade de proteger o ambiente. E a degradação ambiental, por sua vez é, a cada dia que passa, fator de risco para o equilíbrio ecológico, necessário à manutenção da vida no planeta. Serão analisadas as normas legais sobre políticas ambientais e de recursos hídricos federal e estaduais, seus fundamentos, os instrumentos fixados. Serão também objeto de estudo as instituições públicas e privadas voltadas à proteção ambiental, a articulação institucional e seu papel na implementação das políticas ambientais e de recursos hídricos. 2. INSERÇÃO SOCIAL DO PROJETO Tendo em vista a importância da proteção dos recursos ambientais para as futuras gerações e os riscos que se apresentam nessa matéria, o projeto tem por finalidade expor as dificuldades enfrentadas e as respectivas causas, propiciando uma discussão no âmbito da sociedade, incluído o Poder Público. 3. METODOLOGIA DA PESQUISA A Metodologia a ser desenvolvida consiste no estudo de casos concretos, com a análise da legislação aplicável ao espaço geográfico estudado: Constituição Federal, leis, decretos, resoluções e outros atos federais, estaduais e municipais, assim como tratados internacionais concernentes à matéria estudada. Análise da doutrina brasileira e estrangeira. A Jurisprudência consiste em uma das bases do estudo, verificando-se o entendimento do Poder Judiciário em matéria de políticas públicas. Quando for o caso, será feita uma análise do direito comparado, buscando-se situações similares e as soluções encontradas, verificando-se a sua aplicabilidade ou não ao caso em estudo e as adaptações necessárias. 4. RESULTADOS ESPERADOS Para um prazo de 4 anos, admitida a prorrogação, são previstas as seguintes atividades: a) Estruturação de grupo de pesquisa envolvendo alunos do mestrado, da graduação e da iniciação científica; b) elaboração de livro e artigos sobre o tema pelos pesquisadores docentes e discentes envolvidos; c) Produção de dissertações, monografias de conclusão de curso e de iniciação científica; d) Apresentação de trabalhos em congressos e seminários. 5. RECURSOS MATERIAIS Acesso a computadores; b) Uso de databasis de pesquisa da universidade; c) Acesso a sala de reuniões; d) Recursos para compra de livros e fotocópias de artigos. 6. RECURSOS HUMANOS a) Professora responsável: Dra. Maria Luiza Machado Granziera 7. FINANCIAMENTO DO PROJETO Recursos advindos da Universidade Católica de Santos - UNISANTOS e eventualmente de outra instituição de pesquisa, além das bolsas de mestrado e de iniciação cientifica oferecidas, tanto pela instituição de ensino como pela CAPES e CNPq. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BUCCI, Maria Paula Dallari. Direito Administrativo e Políticas Públicas. São Paulo. Editora Saraiva, 2002. Cutanda, Blanca Lozano, Derecho Ambiental Administrativo, 4ª. ed., Madrid, Dykinson, 2003. FREITAS, Vladimir Passos de, coord. Águas Aspectos Jurídicos e Ambientais, Curitiba, Juruá, 2000. GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito Ambiental. São Paulo: Atlas, 2009. GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito de Águas - Disciplina Jurídica das Águas Doces, 3a. ed., revista e aumentada. São Paulo: Atlas, 2006. GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito de Águas e Meio Ambiente. São Paulo, Ícone, 1993. MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro 13a ed. rev., atual. et ampl., São Paulo: Malheiros Editores, 2005. Recursos advindos da Universidade Católica de Santos - UNISANTOS e eventualmente de outra instituição de pesquisa, além das bolsas de mestrado e de iniciação cientifica oferecidas, tanto pela instituição de ensino como pela CAPES e CNPq. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BUCCI, Maria Paula Dallari. Direito Administrativo e Políticas Públicas. São Paulo. Editora Saraiva, 2002. Cutanda, Blanca Lozano, Derecho Ambiental Administrativo, 4ª. ed., Madrid, Dykinson, 2003. FREITAS, Vladimir Passos de, coord. Águas Aspectos Jurídicos e Ambientais, Curitiba, Juruá, 2000. GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito Ambiental. São Paulo: Atlas, 2009. GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito de Águas - Disciplina Jurídica das Águas Doces, 3a. ed., revista e aumentada. São Paulo: Atlas, 2006. GRANZIERA, Maria Luiza Machado. Direito de Águas e Meio Ambiente. São Paulo, Ícone, 1993. MACHADO, Paulo Affonso Leme. Direito Ambiental Brasileiro 13a ed. rev., atual. et ampl., São Paulo: Malheiros Editores, 2005. 5) Regimes Internacionais e Governança Ambiental e Econômica Prof. Responsável: Prof. Dr. José Augusto Fontoura Costa 1. Resumo Há problemas que não podem ser eficientemente resolvidos por um único Estado, como a promoção do desenvolvimento de regiões menos favorecidas e a conservação de um meio ambiente saudável. Para tanto, buscam-se meios de cooperação inter e transnacional, para os quais os regimes internacionais e a governança são instrumentos de fundamental importância, inclusive mediante a institucionalização e juricização de processos de tomada de decisão que envolvem não apenas os Estados, mas também a sociedade civil organizada e o setor empresarial. 2. Objetivo geral O presente projeto tem por objetivo compreender e avaliar a influência da criação de regimes internacionais e da articulação de esquemas de governança para a efetiva resolução de problemas econômicos e ambientais. 3. Objetivos específicos a. Identificar e analisar o estado da arte do tratamento da governança e dos regimes nos campos do Direito internacional e das Relações Internacionais; b. Identificar e avaliar problemas econômicos e ambientais transnacionais que podem ser resolvidos ou mitigados mediante o incremento da interdependência complexa e da ação de instituições; c. Compreender a importância dos regimes e da governança como instrumentos de desenvolvimento econômico e difusão da democracia, particularmente em sua forma participativa; d. Gerar uma base teórica comum capaz de albergar projetos de dissertações, artigos e livros que tenham por objeto a institucionalização e interdependência internacionais como instrumentos de implementação de políticas transnacionais e e. Favorecer o aprofundamento de análises interdisciplinares, que envolvam Direito e Relações Internacionais, bem como, quando pertinente, Economia e Ciências Ambientais e da Terra. 4. Inserção social O âmbito das práticas, tensões e conflitos sociais se vê cada vez mais ampliado em termos geográficos, o que é conseqüência dos processos de aprofundamento da interdependência e do desenvolvimento de redes mundiais de formação de consciência e de mobilização estruturante e reivindictória. Neste sentido, o projeto revela sua importância por se voltar à articulação de um quadro teórico adequado à análise e avaliação dos fenômenos internacionais entendidos, aqui, como os que envolvem dois ou mais Estados e transnacionais aqueles que se desenvolvem para além das fronteiras estatais, envolvendo atores públicos e privados locais e globais. A própria promoção do desenvolvimento e da democracia já não se inserem unicamente em um projeto nacional, mas, inclusive como reflexo da consciência ambiental, alcança projeção mundial. Revela-se, assim, a importância do projeto como instrumento de compreensão e orientação para a ação voltada a questões transfronteiriças e globais. 5. Metodologia Levantamento e avaliação de fontes secundárias para o desenvolvimento teórico de conceitos do Direito e das Relações Internacionais adequados para a compreensão dos processos de robustecimento da interdependência e seus fundamentos jurídicos e institucionais, identificando o estado da arte das teorias dos regimes internacionais e da governança. A partir do quadro teórico construído, voltar-se-á à identificação de problemas que demandam tratamento internacional e supranacional e das correspondentes estruturas institucionais e normativas existentes e possíveis para o seu tratamento, com vistas a compreender a participação dos setores público e privado, bem como da sociedade civil organizada na articulação de mecanismos de promoção do desenvolvimento econômico e da proteção ambiental. Por fim, se estudarão casos específicos, com levantamento primário de dados e análise dos limites e possibilidades da institucionalização jurídica internacional e transnacional como instrumento de implementação de políticas legitimadas democraticamente. 6. Cronograma 2009 Identificação das fontes secundárias relevantes e realização de elaboração conceitual e teórica, além do início da prospecção de problemas e proposta de tipologias e classificações com esteio teórico adequado; 2010 Identificação e classificação de problemas e questões que demandam tratamentos internacional e transnacional. Início da análise de setores e casos, inclusive referentes à inclusão tecnológica e 2011 Estudos de setores e casos. Avaliação do trabalho realizado e formulação de conclusões a respeito da aplicação dos instrumentos teóricos à análise de problemas e proposição de soluções. 7. Resultados esperados Publicação de pelo menos um livro. Publicação de pelo menos seis artigos em periódicos. Publicação de pelo menos quatro capítulos de livros. Participação em congressos, seminários e oficinas. Realização de uma oficina e um seminário. Conclusão de pelo menos cinco dissertações de mestrado. 8. Recursos materiais Disponibilidade de periódicos e livros. Computadores, impressoras e material de escritório para os pesquisadores. Sala, projetores e recursos de apoio para a realização da oficina e do seminário. 9. Financiamento Os recursos serão providos pela Universidade Católica de Santos e, para as atividades pertinentes, com a inserção na pesquisa realizada no quadro do PROCAD/CAPES Sociedade de Informação Desenvolvimento, Democracia e Inclusão Tecnológica, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina, PUC do Paraná e UniBrasil. 10. Referências bibliográficas a. Periódicos: International Organization. Cambridge: Cambridge University Press. International Studies Quarterly. Bloomington: International Studies Organization. Revista Brasileira de Política Internacional. Brasília: Instituto Brasileiro de Relações Internacionais. Transnational Legal Theory. Oxford: Hart Publishing. b. Livros, capítulos e artigos: ABBOTT, Kenneth W.; SNIDAL, Duncan. Hard and soft law in International Governance. In: International Organization. v. 54. n. 3. Cambridge, Ma: IO Foundation and the MIT, 2000. Pp. 421-455. AXELROD, Robert. The evolution of cooperation. Nova Iorque: Basic Books, 1984. BOSSCHE, Peter van den. The law and policy of the World Trade Organization. Cambridge: Cambridge University Press, 2008. 2a Edição. CARREAU, Dominique; JULLIARD, Patrick. Droit international économique. Paris: Dalloz, 2005. 2a ed. CUTLER, A. Claire. Private Power and Global Authority Transnational Merchant Law in the Global Political Economy. Cambridge: Cambridge, 2003. GARTH, Bryant. The globalization of the law. In WHITTINGTON, Keith E.; KELEMEN, R. Daniel; CALDEIRA, Gregory A. (Orgs.) The Oxford Handbook of Law and Politics. 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